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Resgate aeromédico

Brasil Vida Táxi Aéreo transportou pacientes expostos ao COVID-19 do Chile para América do Norte e Europa

Goiás – Um navio de cruzeiro não pode sair do Puerto Montt, no Chile, devido à possível exposição de turistas ao novo coronavírus (COVID-19). Por isso, alguns turistas que estavam a bordo precisaram ser repatriados aos seus respectivos países, utilizando transporte aeromédico.

Algumas empresas de UTI aérea ao redor do mundo foram procuradas para efetuar a operação e a empresa Brasil Vida Táxi Aéreo foi uma das selecionadas. Foram realizadas cinco operações pela empresa do final de março ao início de abril em aeronaves configuradas como UTI aérea.

A equipe utilizou equipamentos de proteção individual (EPIs), dentre eles o macacão impermeável, protetor facial (faceshield), máscara própria, luvas de procedimento dupla, botas impermeáveis, capsula de isolamento, etc., seguindo protocolos brasileiros e internacionais da Organização Mundial de Saúde.

As operações de transporte dos pacientes e seus acompanhantes tiveram como destino a América do Norte e a Europa. A cada vez que chegavam em Puerto Montt, a aeronave, a tripulação e a equipe médica permaneciam no aeroporto El Tepual.

O governo do Chile, em razão da pandemia, definiu que toda e qualquer ação, incluindo o serviço local de ambulância terrestre, só poderia ser feita na madrugada, entre meia-noite e seis da manhã. Por isso, só puderam ser realizadas duas operações de remoção por dia. “Foram várias aeronaves e equipes no processo. Foi uma operação de altíssima complexidade, marcando a história do transporte aeromédico no mundo”, ressaltou o Diretor Internacional James DeSouza.

Durante toda a operação, algumas fronteiras estavam sendo fechadas, fato que exigiu esforços de diplomacia internacional, ressaltando aos governos a importância do transporte, a cautela da logística e todas as peculiaridades das remoções para que tudo ocorresse da maneira certa.

Apesar de todas as restrições, desde o enfrentamento de neblina durante o pouso e decolagem até questões burocráticas características da repatriação de pessoas, as cinco missões foram realizadas com sucesso e, cada paciente, junto ao seu acompanhante, foi repatriado e seguiu para atendimento médico local.

“Nós chamamos essa operação de Repatriações COVID-19, pois foi um marco para a história da nossa empresa e para o transporte aeromédico no mundo”, relatou James. A empresa relatou que houve muita emoção envolvida no processo. Equipe médica, tripulação e os administrativos que, da sede em Goiânia, cuidavam de detalhes para que tudo ocorresse conforme o planejado.

Aviões do Corpo de Bombeiros transportam materiais utilizados no combate ao COVID-19 em SC

Santa Catarina – No início da tarde de quarta-feira (8), uma força tarefa organizada pela Defesa Civil Estadual e a Secretaria de Estado da Saúde, utilizou aviões para transportar materiais e equipamentos de proteção ao combate do COVID-19 no Estado de Santa Catarina.

O Batalhão de Operações Aéreas (BOA), em parceria com o Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU) do SAMU, empregaram os aviões Arcanjo 02 e Arcanjo 04 para transportar insumos e equipamentos de Florianópolis para São Miguel do Oeste. As duas aeronaves percorreram juntas cerca de 2 mil quilômetros em aproximadamente 10 horas de voo.

O material foi levado pela Defesa Civil à sede do Batalhão de Operações Aéreas, em Florianópolis, de onde partiram para o aeródromo Helio Wassum, em São Miguel do Oeste. Em solo, equipes esperavam para receber o material e realizar a distribuição na região. As cidades de Lages e Chapecó foram utilizadas como apoio ao transporte e distribuição.

No total, foram transportados mais de 36 mil máscaras de proteção facial, mais de 36 mil luvas de procedimento, 315 recipientes de álcool gel 70°, 200 caixas de medicamento Cloroquina e 12 kits rápidos para a detecção da COVID-19.

Aeronaves da PM e da Casa Militar do Paraná transportam órgãos para transplante e testes de COVID-19

Paraná – Os pacientes que aguardam por um transplante no Paraná recebem a ajuda da Polícia Militar no transporte dos órgãos. Na manhã de quinta-feira (09), o “Falcão 07”, helicóptero do Batalhão de Operações Aéreas da PM (BPMOA), decolou de Londrina, passou por Maringá e teve como destino Curitiba levando três órgãos para transplante.

Foram dois rins e um baço doados para outros pacientes que aguardavam a cirurgia. Além dos órgãos, o trabalho do suporte aéreo da Polícia Militar e da Casa Militar também está colaborando para que exames da COVID-19 cheguem mais rapidamente à capital do estado. Também foram levados ao Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen) amostras de material de pacientes de toda a região.

O material coletado e os órgãos saíram de Londrina e, após pouso em Maringá, foram transferidos para o avião da Casa Militar, que já tinha exames de outras regiões do estado e levou os materiais a Curitiba.

As aeronaves do Governo do Estado já coletaram 1.457 amostras de material para testes do novo coronavírus nas regionais de Saúde do Paraná. As aeronaves da frota contabilizaram 73 horas e 20 minutos de voo entre 23 de março e 5 de abril, o que significa três dias ininterruptos de deslocamento. A frota da Casa Militar é composta por quatro aviões e um helicóptero e atende 21 Regionais de Saúde (menos Curitiba).

Leonardo, Força Aérea e Agências Governamentais unem forças no combate ao COVID-19 na Itália

Itália – A Força Aérea Italiana realizou várias missões transportando suprimentos e equipamentos médicos (máscaras, equipamentos de proteção individual, ventiladores), bem como pessoal especializado em toda a Itália. Esses voos complementaram os realizados por aeronaves comerciais e de Forças Aéreas de vários países.

Para apoiar esse trabalho essencial, Leonardo está realizando uma série de voos para transportar material médico e transferi-lo para as regiões e centros mais afetados pela pandemia.12

A Divisão de Aeronaves da Leonardo disponibilizou ativos às autoridades para apoiar a emergência do Coronavírus. 70 helicópteros e 7 aviões foram disponibilizados para apoiar a emergência, incluindo ATR 42 e 72 (Guarda Costeira Italiana e Polícia Aduaneira) e os C-27J da Força Aérea Italiana, que foram empregados como “ambulâncias aéreas” para transportar pacientes em capsulas de isolamento e equipamentos de ventilação.

Nas últimas duas semanas, o ATR 72 voou cerca de 5.230 milhas náuticas entre Turim e vários destinos italianos (Roma, Sicília, Sardenha, Puglia, Veneto), transportando 3,1 toneladas. O C-27J voou 3.000 milhas náuticas, transportando 3,5 toneladas para as principais ilhas e Apúlia, passando por Roma.

O compromisso não foi uma tarefa fácil para a organização, dada a natureza excepcional do tipo de voo e os riscos à saúde dos envolvidos:

A empresa implementou todas as precauções necessárias para poder trabalhar com um nível adequado de segurança. Sou um dos poucos sortudos que ainda podem trabalhar e tentar ter uma vida o mais “normal” possível, apesar das restrições sociais e econômicas às quais todos estamos sujeitos, no entanto, essa atividade representa para mim e para todos nós uma fonte de orgulho e satisfação adicional“, disse o líder da Divisão de Linha Aérea da empresa.

Águia 01 da PM entrega 750 Kg de alimentos para comunidade do Bonete, em Ilhabela

São Paulo – Na sexta-feira (10), a Polícia Militar com emprego do helicóptero Águia 01 da Base de Aviação de São José dos Campos, realizou operação para entregar 750 Kg de alimentos (25 cestas básicas) a comunidade localizada na praia do Bonete, extremo sul de Ilhabela.

A praia fica em uma área isolada, cujo acesso só é possível pelo mar ou por uma trilha de 16 Km a pé (cerca de 4 horas de caminhada). Além disso, as famílias estão em quarentena em razão da pandemia de COVID-19.

As cestas básicas da prefeitura não puderam ser entregues devido às más condições do mar, com ressacas e ondas que chegam a quatro metros. Por isso o helicóptero foi a opção para realizar essa ação humanitária.

Guarda Costeira do Japão compra mais dois helicópteros H225 – Super Puma

Japão – A Guarda Costeira do Japão (JCG) fez um novo pedido para mais dois helicópteros H225 da Airbus Helicopters. Esse pedido eleva a frota de Super Puma da JCG para 15, incluindo dois AS332s e 13 H225s. Os novos helicópteros serão utilizados para atividades costeiras, busca e salvamento, segurança e missões de ajuda humanitária no Japão.

Três novos H225 foram entregues à JCG nos últimos meses. Os helicópteros serão atendidos pelo programa de suporte HCare Smart da Airbus, que oferece disponibilidade de frota e permite que o operador se concentre em suas missões, enquanto a Airbus gerencia seus ativos.

O H225 de 11 toneladas é equipado com instrumentos eletrônicos de última geração, piloto automático preciso e multimissão. Somente no Japão, atualmente 28 helicópteros da família Super Puma são pilotados por operadores civis, segurança pública e pelo Ministério da Defesa do Japão para missões de busca e salvamento, operações offshore, VIP, combate a incêndio e transporte de passageiros e mercadorias.

Guarda Costeira do Japão compra mais dois helicópteros H225 – Super Puma. Foto: Anthony Pecchi

ANVISA publica Nota Técnica sobre medidas sanitárias para aeroportos e aeronaves e inclui recomendações para o serviço aeromédico

Para enfrentar a atual pandemia de COVID-19, o poder público procura soluções para seu enfrentamento. A aviação é hoje um dos mercados mais atingidos pela pandemia, mas os serviços aéreos podem ser fundamentais para ajudar gestores públicos nesse momento de crise. A ANVISA e a ANAC vem buscando antecipar ações importantes para o setor.

Hoje (09), a ANVISA publicou Nota Técnica Nº 62/2020 que atualiza as medidas sanitárias a serem adotadas em aeroportos e aeronaves e incluiu recomendações para o serviço aeromédico (item 2.1.2.4). Da mesma forma, a ANAC publicou a Portaria Nº 880/20 e o Ofício nº 37/2020/SPO autorizando empresas de Táxi Aéreo e Unidades Aéreas Públicas (UAP) realizarem o transporte de cargas, incluindo material biológico.

A Nota Técnica a ANVISA estabeleceu recomendações específicas para administradoras aeroportuárias; companhias aéreas; operadores aéreos com menos de 19 assentos e incluiu recomendações aos operadores aéreos com serviço aeromédico aprovado pela ANAC ou operações aeromédicas realizadas por outras unidades.

Nas recomendações para os serviços aeromédicos, a Nota Técnica (item 2.1.2.4) definiu as seguintes recomendações:

  • Os profissionais de saúde devem observar as orientações específicas para este grupo,
    especialmente com relação ao uso de EPI (Nota Técnica ANVISA Nº 04/20).
  • Os critérios aqui estabelecidos não extrapolam a necessidade de observância dos aspectos de segurança operacional definidos pelo operador aéreo e pela autoridade de aviação civil competente.
  • Medidas adicionais podem ser adotadas para proteção da tripulação visando o isolamento respiratório e/ou de contato, tais como cortinas, Cápsula de Isolamento de Paciente (Patient Isolation Device – PID) ou outra que vier a ser definida.
  • O aumento da complexidade do nível de proteção (EPI) dos tripulantes na operação, está condicionada a avaliação da:
  1. Impossibilidade de barreira física entre a tripulação e o paciente;
  2. Caraterística do sistema de ventilação, recirculação, ar condicionado, entre outros;
  3. Complexidade do quadro clínico do paciente;
  4. Necessidade de intervenção médica em voo; e/ou
  5. Duração do voo.
  • No pior cenário, é recomendada a utilização dos EPIs indicados para proteção à exposição por aerossóis.
  • Após a realização do voo, a aeronave e os equipamentos embarcados devem ser descontaminados conforme protocolo específico.

Além disso, segundo especialistas, a segurança operacional deve ser avaliada de forma criteriosa. Nessa fase, o gestor deverá observar questões que podem interferir diretamente na condução da aeronave, como ergonomia, comunicação e fadiga. Será preciso realizar um planejamento detalhado para realizar um voo seguro, dentro de suas capacidades sem correr riscos desnecessários.

Corpo de Bombeiros e SAMU transportam paciente de Chapecó a Blumenau para realizar transplante cardíaco

Santa Catarina – O Batalhão de Operações Aéreas (BOA), em parceria com o Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), realizou na manhã de terça-feira (07) o transporte de um homem de 47 anos com problemas cardíacos, de Chapecó para Blumenau.

O paciente tem miocardiopatia dilatada, com severa disfunção sistólica e estava internado no Hospital Regional Teresinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste. Foi transportado até o aeródromo Serafim Enoss Bertaso, em Chapecó. De lá, foi transportado, pelo avião Arcanjo 04 até o aeródromo regional de Blumenau.

Ao chegar no Vale do Itajaí, foi conduzido pela unidade de suporte avançado (USA) do SAMU até o Hospital Santa Izabel, onde passará por transplante cardíaco.

Em apenas nove dias Super Puma é equipado para transportar pacientes com COVID-19 no norte da Noruega

Noruega – A empresa aérea Lufttransport da Noruega reagiu rapidamente a uma solicitação urgente da Norwegian Air Ambulance Services (Luftambulansetjenesten) para fornecer uma solução e possibilitar o transporte de vítimas do COVID-19 para um hospital no norte do país.

A Luftambulansetjenesten, como outros serviços aeromédicos, recorreu à capsula de isolamento EpiShuttle da EpiGuard para transportar pacientes ao hospital sem risco de contaminação. O sistema é grande demais para ser usado nas aeronaves de asa fixa KingAir B200 operadas em voos aeromédicos a partir de pistas curtas no norte da Noruega e por isso foi solicitado o Super Puma.

A Lufttransport disponibilizou o helicóptero Super Puma AS332 L1 para o transporte. A aeronave estava em serviço mais recentemente com a Guarda Costeira da Islândia e um interior aeromédico da Air Ambulance Technology da Áustria teve que ser rapidamente instalado, testado e certificado com o Epishuttle.

Apenas nove dias após o pedido inicial, o Super Puma estava sendo utilizado na cidade norueguesa de Tromsø para transportar pacientes de áreas remotas para o Hospital Universitário do Norte da Noruega (UNN). Dois pilotos da Lufttransport e um técnico operam a aeronave com um médico e dois paramédicos da UNN, cuidando do paciente na cápsula de isolamento EpiShuttle.

Os helicópteros de resgate H145T2 e o AW139 do serviço aeromédico também são montadas capsulas de isolamento e podem acomodar equipes médicas. Os aviões KingAir B200 e helicópteros H135P2 + continuam como ambulância aérea, porém não possuem espaço suficiente para receber a capsula.

EpiShuttle instalado no Super Puma. Foto: Lufttransport.

Aeronaves do Governo do Paraná já coletaram 1.457 amostras para testes de COVID-19

Paraná – As aeronaves do Governo do Estado já coletaram 1.457 amostras de material para testes do novo coronavírus nas regionais de Saúde do Paraná, segundo levantamento da Casa Militar, órgão responsável pela operação logística do transporte. As aeronaves da frota contabilizaram 73 horas e 20 minutos de voo em apenas duas semanas (23 de março a 5 de abril), o que significa três dias ininterruptos de deslocamento

Essa logística foi desenhada com apoio da Secretaria de Estado da Saúde e ajuda a mapear melhor e mais rápido a circulação do novo coronavírus, além de possibilitar o diagnóstico preciso aos pacientes a partir do teste de detecção realizado no Laboratório Central do Estado (Lacen-PR), em São José dos Pinhais, que é referência no Paraná para esse tipo de exame (RT-PCR). Apenas as amostras de Curitiba (e região) e Ponta Grossa não contam com apoio aéreo pela proximidade.

Essa ação integrada permite ao Paraná delinear estratégias mais certeiras de combate à Covid-19. O uso dessas aeronaves permite deslocamento rápido e realização de exame pelo Lacen em até 72 horas.

A frota de aeronaves que a Casa Militar está utilizando é composta por quatro aviões – um Cessna Caravan, dois Sênecas III e o King Air 350 – e mais um helicóptero. Aeronaves da Polícia Militar e da Polícia Civil também são usadas conforme a necessidade. As regionais que mais demandaram transporte de amostras até o momento foram Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Maringá e Londrina, Pato Branco e Umuarama. Juntas, elas englobam 141 municípios.

Aeronaves do Governo do Paraná já coletaram 1.457 amostras para testes de COVID-19.

COMO FUNCIONA

As prefeituras transportam as amostras do material coletado nas vias respiratórias do paciente até as sedes das regionais e elas encaminham o conjunto para uma das nove cidades com aeroportos que cobrem o Paraná de Leste a Oeste e de Norte a Sul: Guarapuava, União da Vitória, Telêmaco Borba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Pato Branco e Umuarama.

De acordo com a logística estabelecida pela cooperação, servidores destacados das regionais de Saúde acionam a Casa Militar e informam a quantidade de amostras que precisam ser transportadas no dia seguinte, e o órgão prepara a logística de coleta, com a orientação de que os testes devem chegar no Lacen até as 11 horas. Além dos exames, as aeronaves ajudam a transportar caixas UN3373 para as regionais. Essas embalagens são próprias para material biológico.

A organização logística é específica para o Lacen e não envolve os demais laboratórios privados ou públicos já credenciados.

Aeronaves do Governo do Paraná já coletaram 1.457 amostras para testes de COVID-19.

LACEN

O Laboratório Central do Estado (Lacen-PR) é o principal ponto de referência do Paraná para os exames. Já foram realizados quase 5 mil testes desde o aparecimento dos primeiros suspeitos no Paraná. Atualmente a capacidade diária é de cerca de 600.

O Lacen recebe diariamente exames de todos os municípios e em até 72 horas conclui pela presença ou ausência do novo coronavírus. O quadro funcional conta com 70 profissionais e bolsistas contratados para auxiliar nos processos de detecção durante a pandemia.

Os resultados do Lacen e dos demais laboratórios privados são inseridos no GAL (Gerenciador de Ambiente Laboratorial) e permitem acesso remoto das equipes de saúde dos municípios. Essa é a estrutura básica dos boletins epidemiológicos emitidos diariamente pela Secretaria de Estado da Saúde.

Corpo de Bombeiros transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina

Santa Catarina – O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), por meio do avião “Arcanjo 02” do Batalhão de Operações Aéreas (BOA), realizou no sábado (04) o transporte de equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foram 10 monitores e 14 mangueiras para respiradores/ventiladores mecânicos, totalizando 11 caixas, os quais serão utilizados no enfrentamento ao COVID-19 em Santa Catarina.

A missão aconteceu em auxílio à Secretaria de Saúde e à Defesa Civil estadual, as quais estão a frente das ações desempenhadas pelo Estado frente a pandemia. A equipe pousou o Arcanjo 02 no aeródromo de Campo de Marte na capital paulista, onde recebeu o material e pôde em seguida retornar a Florianópolis.

O transporte aéreo possibilita percorrer grandes distâncias em pouco tempo. No sábado foram percorridos em torno de 1.000 quilômetros (540 milhas náuticas) entre os Estados Santa Catarina, Paraná e São Paulo em um total aproximado de 5 horas de voo.

Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia dá suporte aos trabalhos de combate à pandemia de COVID-19

Bahia – O Grupamento Aéreo (GRAER) da Polícia Militar, além do trabalho ostensivo no combate à criminalidade e das ações de resgate, dá suporte também ao trabalho preventivo e de assistência a pacientes diagnosticados com o COVID-19.

As aeronaves estão sendo empregadas nas missões da Secretaria Estadual de Saúde, contando também com a participação da Casa Militar. Transporte de alimentação para pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e neonatais, amostras de testes para a identificação do novo coronavírus, entre outros serviços são desempenhados.

“Vamos superar mais rapidamente esse momento difícil se estivermos unidos. A nossa unidade ficará ao lado da população até ser decretado o fim da pandemia”, afirmou o comandante do GRAER, Tenente Coronel Renato Lima.

Grupamento aéreo (GRAER) da Polícia Militar da Bahia, dá suporte no combate ao COVID19. Foto: Divulgação

UTI aérea contratada pela Secretaria de Saúde do Amazonas realizou seis remoções de casos de COVID-19

Amazonas – Desde o início da pandemia do novo coronavírus no Amazonas, a Secretaria de Estado de Saúde (SUSAM) já realizou seis remoções aeromédicas de casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus (COVID-19) de municípios do interior para a capital.

O fluxo criado para as remoções de COVID-19 do interior não interfere nas necessidades relacionadas a outras enfermidades. A Secretaria já possuía contrato vigente com uma empresa de Táxi Aéreo para atender as demandas de rotina do Estado.

Para o transporte de suspeitos e de pacientes graves o transporte poderá ser realizado via aérea, rodoviária e fluvial. O Táxi Aéreo contratado disponibiliza aviões que inclui um avião Grand Caravan e um hidroavião (Caravan Anfíbio), para atender às diversas realidades dos municípios do Amazonas, considerando a distância do município de origem do paciente.

Através de um sistema de regulação, esses pacientes são removidos para a capital. “A ambulância vem na própria pista do aeroporto, retira o paciente e leva para a unidade de saúde de destino”, detalhou o secretário executivo adjunto de Atenção Especializada ao Interior da SUSAM, Cássio Espírito Santo.

Cada aeronave está equipada com todo o aparato necessário para realizar os atendimentos, com capacidade para transportar até dois pacientes. “Aqui ficam os equipamentos, insumos e os profissionais que atendem as demandas dos municípios. As aeronaves são montadas de acordo com as realidades e as necessidades. Então, se for remover um paciente, um leito; se for remover dois pacientes, dois leitos e os equipamentos necessários”, pontuou Cássio, ressaltando que os profissionais usam todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários para evitar a contaminação.

Grupo de Resgate em Montanha e Águia 01 socorrem homem perdido na trilha do Castelo dos Bugres, SC

Santa Catarina – Com ajuda do Grupo de Resgate em Montanha (GRM), equipe do helicóptero Águia 01 da Polícia Militar de Joinville conseguiu resgatar um homem de 38 anos que estava perdido desde sábado (28/03) na trilha do Castelo dos Bugres, em Joinville.

O homem foi localizado na manhã de quarta-feira por um bombeiro de SC. Como estava no Morro do Pelado, uma região de penhasco de difícil acesso, foi necessário o apoio do GRM e do emprego do helicóptero para sua retirada. Foi usada a técnica de rapel e do mcguire para resgatar o jovem.

Montanhistas do GRM que tiveram acesso ao local desceram a vítima até uma área mais plana. A partir daí, o operador aerotático do Águia usou a técnica de rapel e chegou até o homem. Ele foi retirado através da técnica mcguire de uma altura de cerca de 500 metros. Uma mochila com água e comida foi preparada pelo GRM e entregue à vítima antes do resgate.

Por volta das 17 horas, o homem foi retirado do local e levado para uma área segura, onde foi estabilizado e conduzido ao Hospital Municipal São José. O jovem estava consciente, bastante debilitado, desidratado e com escoriações.

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Força Aérea transportou 9,6 toneladas de álcool em gel e equipamentos de proteção individual para Recife, PE

São Paulo – Em mais uma ação da Operação COVID-19, na quarta-feira (1º), a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou o transporte de insumos para utilização no enfrentamento ao novo coronavírus. A missão interministerial foi coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) junto ao Centro de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, em apoio ao Ministério da Saúde.

Uma aeronave C-130 Hércules do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT) – Esquadrão Gordo – prestou apoio aéreo logístico no transporte de 9,6 toneladas de álcool em gel e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) de Guarulhos (SP) para Recife (PE).

De acordo com o Comandante da aeronave, Capitão Aviador Ítalo Holanda de Oliveira: “O Esquadrão Gordo, por meio do COMAE, foi acionado por ter a mobilidade e capacidade adequadas para transportar essa quantidade de material”. Entre os itens que serão distribuídos pelo Ministério da Saúde, estão EPIs como máscaras, luvas, aventais, óculos, toucas e sapatilhas.

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Aviões Grand Caravan do Corpo de Bombeiros e da FAB transportam 76 mil máscaras N95 para Rondônia

Rondônia – Em menos de 24 horas após ter recebido uma remessa de 16 mil máscaras de proteção NR95, o Governo de Rondônia adquiriu mais 60 mil máscaras do mesmo modelo, equipamento de proteção individual fundamental para evitar o contágio e proteger os profissionais da saúde contra o coronavírus (COVID-19).

O novo lote foi descarregado na tarde de quarta-feira (1º), no aeroporto Internacional Jorge Teixeira, após ter sido transportado de Manaus (AM) a Porto Velho por duas aeronaves, sendo uma do Grupo de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros e outra da Base Aérea de Porto Velho.

A nova remessa de máscaras soma-se com as 16 mil que chegaram na terça-feira (31), vindas de Guarulhos, São Paulo, totalizando, desta forma 76 mil já adquiridas e entregues para o Estado nos últimos dois dias.

O avião Resgate 03, Grand Caravan EX (PT-PML), do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros de Rondônia transportou um lote de 16.000 máscaras vindas de São Paulo e mais uma remessa de 35 mil máscaras de Manaus para Porto Velho. Outras 25 mil unidades do equipamento de proteção individual chegaram momentos depois, transportadas pelo avião da Força Aérea Brasileira.

As máscaras de proteção NR95 estão sendo adquiridas pelo governo do Estado e devem ser utilizadas por profissionais de saúde que estarão na linha de frente do atendimento aos pacientes com coronavírus (COVID-19).

O comandante da aeronave do Corpo de Bombeiros Militar, major Hugo Rios, destacou que “todo o apoio do Grupo de Operações Aéreas está voltado para garantir o transporte de equipamentos que serão necessários ao enfrentamento do coronavírus, assim como tem feito em outras missões.”

Avião do Corpo de Bombeiros do MS resgata mãe e filho vítimas de acidente na região de Porto Índio

Mato Grosso do Sul – Na tarde de terça-feira (31), mãe e filho foram resgatados pelo Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul após se acidentarem com uma carroça em movimento na região pantaneira de Porto Índio.

O acidente aconteceu na fazenda Bela Vista do Norte e os dois foram levados até o destacamento do Exército de Porto Índio, onde foi realizado o resgate. O local é de difícil acesso, onde o transporte só é possível ser realizado por via fluvial pelo Rio Paraguai ou aéreo.

A mulher de 29 anos estava consciente, orientada e apresentava suspeita de lesão na coluna; o filho dela, de 08 anos, fraturou o braço esquerdo. Após os procedimentos de imobilização, mãe e filho foram transportados pelo avião do Corpo de Bombeiros até o Aeroporto Internacional de Corumbá, onde uma viatura de resgate encaminhou os pacientes para o Hospital de Corumbá.

Batalhão de Aviação da Brigada Militar transporta órgãos de Ijuí para Porto Alegre, RS

Rio Grande do Sul – No último sábado (28), ocorreu mais uma operação aérea de transporte de órgãos vitais (TROV) realizada pelo Batalhão de Aviação da Brigada Militar, da cidade de Ijuí para Porto Alegre.

A equipe da Central Estadual de Transplantes foi transportada até Município na Região Noroeste do Estado para realizar a captação dos órgãos. Após a captação realizada pela equipe médica, os órgãos e a equipe foram trazidos pelo avião até a cidade de Porto Alegre, onde os receptores já aguardavam para o transplante.

A operação contou com a utilização do avião King Air B200 e a cooperação da equipe médica e do BAvBM possibilitou que mais três pessoas pudessem ser transplantadas no tempo adequado.

Batalhão de Aviação da Brigada Militar transporta órgãos de Ijuí para Porto Alegre, RS.

PRF transporta de helicóptero kits para teste de COVID-19 de São Paulo para o Sul do Brasil

São Paulo – Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) transportou de helicóptero 180 kits para testes do novo coronavírus (COVID-19) de São Paulo para os três Estados da região Sul do país, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O pouso do helicóptero da PRF ocorreu por volta as 15h30 na sede estadual do órgão, em Curitiba. De lá, a equipe seguiu para Florianópolis (SC), onde chegou ao final da tarde. Além de exames para COVID-19, o voo também transportou outros insumos médicos, destinados a hospitais que estão atendendo os pacientes que contraíram o vírus.

  • Sobre as ações da PRF durante a pandemia da COVID-19.

 

Força Aérea Alemã e sua capacidade operacional no transporte aeromédico com aviões de grande porte

Eduardo Alexandre Beni

Alemanha – Aviões de grande porte configurados MedEvac (Medical Evacuation) da Luftwaffe (Força Aérea Alemã) e que fazem parte da Bundeswehr (Forças Armadas Unificadas da Alemanha) transportaram pacientes com COVID-19 do norte da Itália e da França para a Alemanha nos últimos dias.

Para essas missões, a Bundeswehr está preparada para transportar pacientes em verdadeira UTIs aéreas. Para esse fim, um Airbus A310 MedEvac equipado como uma “unidade aérea de terapia intensiva” voou duas vezes para a Itália e uma aeronave de transporte Airbus A400M MedEvac, também preparada para operações de evacuação aeromédica, voou para a França. Os pacientes foram distribuídos em clínicas civis e em hospitais das Forças Armadas, em Coblença, Ulm, Hamburgo e Westerstede.

Esse aviões compõe a frota da Força Aérea Alemã. O primeiro Airbus A400M foi entregue às Forças Armadas Unificadas da Alemanha em 18 de dezembro de 2014 e possui várias versões. Atualmente, a Força Aérea possui 30 dessas aeronaves. A entrega de 53 máquinas está prevista para ser concluída em 2026.

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O Airbus A400M MedEvac é usado como aeronave de “Evacuação Aeromédica para Cuidados Intensivos” (ICAE). A equipe médica de 11 pessoas pode cuidar de até seis pacientes, sendo dois pacientes em UTI, dois pacientes na categoria de cuidados intermediários e outros dois no nível de cuidados baixos.

O A400M complementa a capacidade operacional da Força Aérea Alemã que também utiliza o Transall C-160D para operações aeromédicas, bem como o avião A310 para voos de transporte aeromédico de longas distâncias.

A Força Aérea utiliza cinco Airbus A310-304 em versões diferentes. A versão do A310 Medevac é considerada uma unidade aérea de terapia intensiva. Possui capacidade para 44 pacientes, sendo que 06 leitos são preparados para pacientes de cuidados intensivos com uma equipe médica de até 25 profissionais. Esse avião da Luftwaffe possui a maior capacidade de transporte aeromédico do mundo. A aeronave fica baseada no aeroporto de Colônia-Bonn.

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Equipamentos médicos a bordo do A310 MedEvac:

Unidade de transporte intensivo:

  • Ventilador para cuidados intensivos “Evita 4”;
  • Ventilador de transporte “Oxylog 3000”;
  • Monitor multifuncional “Propaq EL106”;
  • Duas bombas de seringa tripla “Combimat 2000”;
  • Bomba de sucção “Accuvac”;

Equipamento adicional a bordo:

  • 16 Monitores de pacientes “Micropaq”;
  • 1 Analisador de gases sanguíneos “I-Stat”;
  • 2 Broncoscópios flexíveis;
  • Sistema de ultrassom portátil “SonoSite”;
  • 6 Sistemas de aquecimento de pacientes “Barkey”;
  • 12 Kanal – EKG;
  • 2 desfibriladores;
  • 16 Bombas triplas de seringa “Combimat 2000”;
  • 4 Medumat LifeBase III;
  • 4 Bombas de infusão “IP 2000”;
  • 1 Sistema central de monitoramento, e
  • 1 geladeira para produtos médicos refrigerados.

Airbus A310 MedEvac 

Operação Itália – Ventilação Difícil

O médico Chefe, Dr. Björn Hoßfeld, fez parte da equipe do Airbus A310 MedEvac que voou de Bergamo, Itália, para a Alemanha. Durante o voo o Dr. Hoßfeld relatou sua dificuldade quanto ao uso dos ventiladores e reconheceu a gravidade dos danos nos pulmões e que a simples ventilação do paciente não era suficiente.

Dr. Björn Hoßfeld, Médico Chefe do voo realizado no A310 MedEvac. Foto: Bundeswehr/Dr. Bjorn Hoessfeld.

Mais de uma vez, teve que ajustar as configurações dos ventiladores individualmente. O que o preocupa é o fato de que nem todo ventilador é adequado para o tratamento de pacientes graves com COVID-19.

“Um respirador de emergência como temos em uma ambulância não é suficiente neste caso.” Além dos ventiladores, especialistas alertam sobre a importância de observar as especificações dos equipamentos e verificar se são adequados para pacientes com COVID-19.

Segundo o médico, os pulmões do paciente ficam debilitados pela infecção, de modo que as demais áreas funcionais dos pulmões devem ser usadas de maneira ideal com pressões e frequências respiratórias exatamente compatíveis com o respectivo paciente. Essa é a única maneira de fornecer oxigênio suficiente.

O experiente médico do Hospital da Bundeswehr, em Ulm, ficou visivelmente emocionado após o transporte aeromédico: “Comparado aos transportes de longa distância do Afeganistão, transportar seis pacientes ventilados de Bergamo para a Alemanha não parece um desafio. Mas se você olhar nos olhos do colega italiano, verá como eles estão acabados.”

Airbus A400M MedEvac

Ação conjunta entre equipes médicas, PM e FAB possibilita a captação e transporte de órgãos em São Paulo

São Paulo – Médicos do Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas (HC), de São Paulo (SP), e do Hospital Regional (HR), de Presidente Prudente (SP), realizaram na quarta-feira (25) captações de órgãos para doação a transplante, mesmo em meio à pandemia de COVID-19.

Um dos pacientes, de quem foram retirados o coração, o fígado, os rins e as córneas, tinha 26 anos. Já do outro doador, de 57 anos, foram captados o fígado, os rins e as córneas. Os procedimentos de captações foram realizados no HR, em Presidente Prudente e os órgãos foram destinados às seguintes unidades de saúde:

  • Coração – Hospital das Clínicas, de São Paulo;
  • Fígados – Santa Casa de Misericórdia, de São José dos Campos (SP), e Hospital Santa – Catarina, de São Paulo;
  • Rins e córneas – Hospital das Clínicas, de Marília (SP).
Ação conjunta entre equipes médicas, PM e Força Aérea possibilita a captação e transporte de órgãos para transplantes em SP. Foto: Divulgação.

Com os procedimentos realizados nesta quarta-feira (25), o HR atingiu em março o seu maior número de captações de órgãos para transplantes em um único mês desde que a unidade iniciou este tipo de trabalho, em fevereiro de 2015.

A unidade de saúde já contabiliza, neste período de 25 dias, sete notificações e o mesmo número de doações. Isso significa que todas as famílias que foram perguntadas se aceitariam fazer a doação de órgãos dos seus parentes concordaram com o procedimento.

No total, foram captados 2 corações, 4 fígados, 14 rins e 14 córneas para transplantes. Em todo o ano de 2019, foram 16 entrevistas familiares. Destas, 10 famílias aceitaram doar os órgãos de seus parentes e seis recusaram. Equipes da Polícia Militar realizaram o apoio no transporte dos órgãos entre o Hospital Regional e o Aeroporto Estadual de Presidente Prudente.

Operação COVID-19: Força Aérea transporta brasileiros que estavam em Cusco, Peru

Rondônia – Na tarde de quarta-feira (25), duas aeronaves C-130 Hércules, com cidadãos brasileiros que estavam em Cusco, Peru, pousaram no Brasil. Na Ala 6, em Porto Velho (RO), os aviões realizaram pouso técnico e seguiram para a Base Aérea de São Paulo (BASP), em Guarulhos (SP).

A ação da Força Aérea Brasileira (FAB) integra a Operação COVID-19, deflagrada pelo Ministério da Defesa que, nesta etapa, visou resgatar os brasileiros que estavam impedidos de voltar ao país. A missão contou, ainda, com a mediação do Ministério das Relações Exteriores

As aeronaves operadas pelo Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte – Esquadrão Gordo (1°/1° GT), decolaram na terça-feira (24) do Rio de Janeiro (RJ) e de Belém (PA) com destino a Porto Velho (RO), onde foram adaptadas para receber os passageiros que estavam no Peru. Na manhã de quarta-feira, os aviões seguiram para Cusco.

Antes do embarque no país vizinho, os brasileiros e estrangeiros passaram por avaliação médica, conforme protocolos internacionais. Já a bordo e visando evitar uma eventual contaminação, a tripulação, a equipe médica e os passageiros foram separados em setores dentro dos aviões.

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A integrante da equipe médica na missão, Tenente Médica Aline Zandomeneghe Pereira Franco, explicou que os passageiros permaneceram na zona quente, localizada na parte final do avião; a equipe médica na parte morna, situada no centro da aeronave; e a tripulação na parte fria, nas cabines.

“Além da setorização, foram adotados todos os procedimentos e cuidados com a saúde, como higienização das mãos com álcool em gel e uso constante de Equipamento de Proteção Individual [EPI], principalmente quando necessário adentrar a zona quente para prestar apoio e monitoramento aos passageiros”, complementa.

Cumprimento do dever

O Comandante de uma das aeronaves na missão, Major Aviador Bruno de Freitas Machado, falou do desafio do transporte. “Missões como esta fazem parte da história do Esquadrão Gordo. Acredito que a repatriação dos brasileiros retidos no Peru ficará marcada na nossa memória. É muito emocionante saber que seu trabalho trará conforto e segurança a essas famílias neste momento tão difícil”, opinou.

Para o Sargento Lucas Feitosa Vicentino, Mestre de Cargas da aeronave FAB 2472, integrar a tripulação é motivo de orgulho, principalmente pelo fato de a missão acontecer na data em que a FAB comemora o Dia do Especialista de Aeronáutica. “Já participei de ações humanitárias em outros países e a maior satisfação como tripulante do C-130 Hércules é ver o sentimento das pessoas quando recebem a ajuda”, comentou.

Operação Regresso

A equipe médica que integrou a missão em Cusco também participou da Operação Regresso, quando duas aeronaves VC-2 da FAB foram até Wuhan, na China, para transportar 34 brasileiros e familiares estrangeiros.

A Sargento Alessandra Fagundes Moreira de França Santos, enfermeira que compõe o grupo, participou do transporte anterior. “Após muitos treinamentos, realizei a minha primeira missão real na ida para a China. Agora, o entusiasmo e o orgulho são os mesmos”, declarou. Segundo a militar, os protocolos rigorosos permanecem. “Mantivemos todos os cuidados para evitar a contaminação”, concluiu.

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