- Anúncio -
Início Tags VANT

VANT

VANT: Segurança Pública e Defesa Civil de Santa Catarina buscam novas tecnologias

Representantes do Corpo de Bombeiros Militar, a Secretaria de Estado da Defesa Civil e da Policia Rodoviária Federal participaram na quinta-feira (06/06) da apresentação de uma nova ferramenta a ser estudada, os VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados).

Bastante inovador, o referido instrumento passou a ser amplamente conhecido após a Guerra dos Estados Unidos contra o Iraque e Afeganistão, onde foram vastamente utilizados e fundamentais para o sucesso de inúmeras missões de combate.

Segurança Pública e Defesa Civil buscam novas tecnologias

Contudo o foco agora é outro: o de salvar vidas em situações de risco iminente, especialmente as provocadas por desastres naturais e/ou tecnológicos.

Neste sentido, o CBMSC, após a apresentação, se propôs a estudar o assunto a fim de verificar os elementos técnicos do produto, avaliando sua efetividade e limitação de operação.

Os profissionais de Segurança Pública presentes entendem que o equipamento ainda necessita ser estudado e avaliado, contudo destaca-se sua tecnologia de transmissão de dados em tempo real, a qual se integrada a câmera do helicóptero Arcanjo 01, que possui inclusive imageador térmico, pode prover um avanço significativo no gerenciamento de ocorrências de grande vulto e complexidade.

Fonte: CBM/SC

Anac concede 1ª autorização para VANT particular e civil voar no Brasil

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concedeu nesta quarta-feira (29) a primeira autorização para um drone civil privado operar no Brasil.

O documento, chamado de Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave) para veículos aéreos não tripulados (chamados no país de “VANTs”), foi entregue nesta manhã em São José dos Campos (SP) para a empresa XMobots operar o Nauru 500, um avião de 15 quilos que pode atingir até 78 km de distância. Quando for voar, a empresa precisa notificar a Aeronáutica.

VANT Nauru 500 XMobots

Até então apenas a Polícia Federal possuía certificação para operar VANTs civis – são dois aviões comprados de Israel. Nenhuma autorização havia sido expedida até então para drones brasileiros. Já a Força Aérea possui 4 unidades, também israelenses, mas que, como são militares, não precisam de validação da Anac.

Em abril, foi divulgado pelo G1 que mais de 200 drones estão em operação no Brasil sem que exista regulamentação para emprego comercial destas aeronaves. Eles desempenham funções que antes dependiam de aviões e helicópteros, como a captação de imagens aéreas, buscando maior eficiência e alcance, redução de custo e mais segurança.

A Anac informou que o Cave autoriza a aeronave a operar para fins de pesquisa e desenvolvimento e determina diversas limitações para garantir a segurança do voo. Uma das exigências é que os voos sejam realizados apenas em áreas remotas e com condições meteorológicas visuais diurnas. Além disso, o piloto remoto ou observador deve manter contato visual direto com a aeronave durante todo o voo.

Segundo o diretor da XMobots Fábio Henrique de Assis, o processo para obtenção do Cave do Nauru começou em outubro de 2012, após o modelo ser usado por mais de um ano no monitoramento da construção da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, a serviço do consórcio que administra a obra.

Nesta fase, diz o técnico, o Nauru completou mais de 70 horas de voo que foram decisivas para melhorar seu desempenho. “Ele enfrentou vento forte, perdeu o link, sofreu situações de desestabilização nos pousos e decolagens que serviram para que pudéssemos fazer ajustes e ter a confiança que precisávamos para usá-lo”, afirma Assis.

Paraquedas de segurança

Uma das preocupações no processo de certificação é com a segurança. No Brasil, é proibido pela Aeronáutica o uso de drones em regiões habitadas.

Além disso, o controle aéreo deve ser informado com 30 dias de antecedência sobre a área em que se pretende voar – neste caso, a FAB autoriza ou não o voo e avisa os pilotos de aviões e helicópteros para desviarem, evitando riscos de colisão.

Para conseguir a certificação, diz Assis, o Nauru possui um sistema que, caso o avião perca a conexão com o piloto em terra, retorna e pousa sozinho em um ponto previamente determinado. Além disso, para não cair sobre as pessoas, possui um paraquedas acoplado. A empresa não pretende voar sobre cidades, o que já facilitou o processo de negociação com a Anac, informou o diretor da XMobots.

“Estamos trabalhando em conjunto com a Anac desde 2010 em busca da obtenção do certificado para outro modelo, o Apoena, que ainda não conseguimos. Mas este trabalho serviu para sabermos o que era necessário aprimorar e fazer adaptações ao projeto. Quando entramos com o pedido junto à Anac para a autorização do Nauru, já sabíamos os procedimentos”, afirma Assis.

O Cave autorizado pela Anac seguiu o processo determinado pela Instrução Suplementar 21-002A, expedida em outubro de 2012, e que explica os documentos que as empresas e pessoas que desejam operar drones no país devem seguir.

É um texto preliminar para uma regulamentação que a Anac pretende definir até o fim de 2012, em parceria com a indústria de defesa, para tentar regulamentar o uso comercial dos sistemas no país.

Após concluir 50 horas de voo com a Cave para desenvolvimento, a empresa poderá requisitar à agência novos certificados para pesquisa de mercado e treinamento de pilotos. Atualmente, não há especificação da agência sobre quais requisitos e conhecimentos prévios os pilotos de vants devem ter para operar os aviões no país.

Para o gerente-geral de Certificação de Produto Aeronáutico da ANAC, Hélio Tarquinio, a emissão do Cave mostra a “maturidade” da indústria brasileira de vants e que a Anac “considera o tema relevante e trabalha de forma a viabilizar as operações”, divulgou a agência.

Fonte: G1

VANTs da FAB vão vigiar estádios do DF e RJ na Copa das Confederações

Sem autorização para cidades, PF pode usar VANTs em área costeira. Ação conjunta da FAB e PF no Paraná serviu de teste para uso em eventos.

A Força Aérea vai usar VANTs (Veículo Aéreos Não Tripulado) para monitorar os estádios do jogo de abertura e da decisão da Copa das Confederações, nos dias 15 e 30 de junho, no estádio Mané Garrincha e no Maracanã, respectivamente. As aeronaves irão voar sobre e ao redor das estruturas, em uma faixa entre 2 mil e 5 mil metros de altitude.

VANTs da FAB e PF em ação

“Vamos usar os VANTs para monitorar os estádios com segurança e sem interferir no tráfego aéreo, que terá restrições durante as partidas. A altitude dos VANTs vai variar, dependendo das especificações do terreno, se há montanhas perto que podem interferir no envio das imagens, e do nosso interesse em ter uma maior qualidade das imagens”, disse ao G1 o brigadeiro Mário Luís da Silva Jordão, diretor do Centro de Operações Aéreas da FAB.

A Força Aérea Brasileira possui quatro VANTs Hermes, fabricados pela israelense Elbit, mas pretende usar durante a competição apenas os dois aparelhos mais novos, que chegaram ao país neste ano.

Além de câmeras, os VANTs contam ainda com radares e sensores para radiografar a área e seguir o movimento de pessoas ou de veículos, segundo o coronel Donald Gramkow, comandante do Esquadrão Hórus, unidade da Aeronáutica que opera os aviões não tripulados.

“Recebemos a ordem de serviço para o uso dos VANTs na Copa das Confederações e ainda estamos avaliando de onde ele deve decolar. Pode ser de um aeroporto ou de uma pista particular. No Rio há mais dificuldade, porque temos que evitar montanhas ou torres no percurso”, disse o coronel.

Em Brasília, além do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, a FAB avalia o uso de uma pista particular nas imediações do Mané Garrincha e do aeroporto de Formosa. Já no Rio, vários aeródromos foram avaliados, mas também não há ainda uma definição.

No Aeroporto Santos Dumont fica a pista mais próxima do Maracanã, a cerca de 7 quilômetros. O aeroclube de Jacarepaguá apresentaria obstáculos no caminho até o estádio, o que exigiria dos VANTs voos mais altos, informou o oficial. Já a Base Aérea de Campo dos Afonsos tem boas condições para ser a escolhida.

Apesar de não possuírem pilotos a bordo, as aeronaves são coordenadas em terra a partir de uma base, onde os pilotos administram a rota e recebem, em diversos monitores, os dados e imagens captados pelas aeronaves. Os VANTs precisam de uma pista com cerca de mil metros de comprimento para que possam decolar com segurança.

“Não há risco nenhum para as pessoas ao sobrevoarmos os estádios. E nem sempre estaremos em cima da multidão, mas posicionados em regiões próximas, em que é possível ver os arredores e buscar imagens que nos interessam ao centro de comando de aérea, como a movimentações de públicos específicos. Durante as partidas há um espaço aéreo segregado, em que não é possível o tráfego de aeronaves. Só helicópteros da polícia irão transitar por ali”, explica o coronel Gramkow.

Deslocamentos das equipes

Na Rio +20, evento que discutiu a preservação do meio-ambiente e reuniu mais de 100 líderes internacionais no Rio de Janeiro, em 2012, o VANT da FAB vigiou diuturnamente o Rio Centro, onde o evento ocorreu.

Gramkow diz que sentiu a necessidade de um VANT monitorando o percurso das comitivas de chefes de Estado e que acompanhar o deslocamento das seleções entre hotéis e estádios poderia ser uma nova aplicação dos VANTs, tanto da FAB quanto os modelos da Polícia Federal, na Copa das Confederações e na Copa do Mundo.

A Polícia Federal, que possui dois VANTs do modelo Heron, da Israel Aeroespace Industries (IAI), não poderá usá-los sobre multidões nos estádios. Os VANTs da PF são os únicos civis autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a operar no país, sendo proibido o uso de aviões não tripulados sobre áreas habitadas. A agência ainda estuda uma regulamentação sobre voos de VANTs civis no país.

Os VANTs da FAB podem operar sobre as cidades porque são militares, explica o chefe do Centro de Inteligência e Análise Estratégica da PF, delegado Disney Rossetti.

“Estamos terminando nossa fase de avaliação para verificar se iremos usar os VANTs na Copa das Confederações. Por parte da PF, temos condições de operar, mas há uma restrição para uso em área urbana. Nossa ideia é fazer voos nas regiões costeiras de algumas cidades-sede, somando forças e enviando imagens que podem ajudar no monitoramento da segurança”, diz Rossetti ao G1.

As cidades em que a PF poderia usar os VANTSs para monitoramento são Salvador, Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro, que receberão jogos da Copa das Confederações.

Ação conjunta nas fronteiras

Na semana passada, pela primeira vez, os VANTs da FAB e da Polícia Federal operaram juntos na fronteira do Paraná para coibir o tráfico de drogas na divisa com o Paraguai. A ação resultou na apreensão de 200 kg de maconha e no intercâmbio de ideias e procedimentos para que os VANTs militares e policiais passem a operar conjuntamente com mais frequência, principalmente no combate ao crime organizado nas fronteiras.

Segundo o coronel Gramkow, com certeza o teste “servirá de base para uma ação conjunta nos grandes eventos, como a Copa do Mundo”.

“A FAB tem uma atribuição militar, e a nossa missão é policial, de inteligência. Estamos integrando técnicas e táticas e estreitando uma aliança para trabalho conjunto. Há uma troca de experiências diferentes que pode ser levada para o futuro”, afirmou o delegado Rossetti.

A PF pretende comprar mais dois VANTs israelenses Heron e construir uma nova base para operá-los no Norte do país, focando a proteção da Amazônia. Atualmente, os aviões não tripulados ficam em São Miguel de Iguaçu, a cerca de 45 km de Foz de Iguaçu (PR), e coletam dados de inteligência para investigações de combate ao contrabando e tráfico de drogas e armas.

Uso na visita do Papa indefinido

Já para a visita do Papa Francisco ao Brasil durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em julho, o emprego dos VANTs ainda não está definido.

“O emprego dos VANTs ainda não foi solicitado pelo Ministério da Defesa, mas, se houver a convocação, estamos prontos para operar durante a visita do Papa. O VANT é uma excelente ferramenta para o monitoramento de multidões, pois pode voar 16 horas ininterruptas, com flexibilidade. Ele consegue ser uma extensão dos nossos olhos e permitir monitorar áreas além do alcance de helicópteros ou câmeras fixas”, diz o brigadeiro Jordão.

A ideia inicial da FAB seria usá-lo durante a missa que o Papa fará em Guaratiba, no dia 28, para o encerramento da JMJ com público previsto de 2 milhões de pessoas.

Já a PF considera que seria “complicado” o uso durante a visita do Papa para o controle policial do público em áreas como na praia de Copacabana, onde Francisco falará com os jovens. “É uma situação mais crítica, temos que avaliar a conveniência e os riscos. Mas, neste, caso a vigilância com helicópteros pode render melhores resultados”, avaliou o delegado Disney Rossetti.

Fonte: G1

FAB e Polícia Federal empregam VANTs em ação conjunta

A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Polícia Federal (PF) utilizam pela primeira vez em ação conjunta aeronaves remotamente controladas, conhecidas como VANTs (veículos aéreos não tripulados). Durante a sétima edição da Operação Ágata, a FAB opera duas aeronaves e a PF mais duas, a partir de São Miguel do Iguaçu, no extremo oeste do Paraná.

VANTs da FAB e PF em ação na fronteira sul

“O trabalho integrado amplia nosso raio de ação e permite um monitoramento ininterrupto, de dia e noite, em pontos de interesse”, explica o Comandante do Esquadrão Hórus, Tenente-Coronel Aviador Donald Gramkow. Além das ações de inteligência, os VANT`s também apóiam tropas do Exército que se deslocam na região sul. “Se suspeitos usam um caminho alternativo para fugir de uma barreira de fiscalização, por exemplo, nossas câmeras registram e temos condições de acionar o policiamento no solo”, afirma o Cel Gramkow.

Cada aeronave é pilotada de um centro de controle no solo que funciona em contêineres. O pequeno shelter repleto de telas de computadores em rede é dividido por pilotos e operadores de sensores. Câmeras de alta definição podem mostrar em imagens coloridas detalhes de um alvo observado. No modo infravermelho, as imagens em preto e branco permitem identificar pessoas à noite ou escondidas sob a copa de árvores. Pela primeira vez, a FAB também emprega um imageador radar, que pode mapear uma região mesmo com o céu encoberto por nuvens. Todas as imagens captadas pelo VANT durante a Operação Ágata são transmitidas em tempo real ao Centro de Comando das Operações Aéreas, em Brasília.

O VANT da FAB, que pode ser empregado em qualquer ponto do país, tem peso máximo de decolagem de 450 kg, voa por até 16 horas seguidas e tem raio de alcance de até 250 km. Pode voar a uma altitude de até 5.500 metros.

A sétima edição da Operação Ágata reúne as Forças Armadas e mais de 20 órgãos governamentais ao longo de quase 17 mil km de fronteira com dez países sul-americanos.

Apreensão de drogas na fronteira com o Paraguai

Em uma ação inédita, os drones (veículos aéreos não tripulados – ou vants, na sigla em português) da Força Aérea Brasileira e da Polícia Federal começaram a voar juntos para reprimir crimes na fronteira do Paraná com o Paraguai. A operação na base da PF em São Miguel do Iguaçu, a 40 km de Foz de Iguaçu, de onde partiram dois drones da FAB e um da PF para vasculhar a fronteira.

Na terça-feira (22), quando os drones começaram a operar conjuntamente pela primeira vez, os militares e os policiais dividiram o espaço aéreo sobre o Lago de Itaipu, cercando completamente a área. A ação resultou na apreensão de cerca de 200 kg de maconha, segundo o chefe do Centro de Inteligência e Análise Estratégica da PF, Disney Rossetti.

VANTs da FAB e PF em ação

A PF não diz se a droga estava em uma embarcação ou em um carro, pois não fornece informações sobre investigações em andamento.

A ideia é que o teste conjunto de drones da PF e da FAB possa ser expandido de forma ininterrupta nas fronteiras, em especial no Norte do país, afirma o delegado Rossetti. A ação integrada permite que “alvos”, como a polícia denomina quadrilhas sob investigação, possam ser monitorados diuturnamente. Isso porque se o drone da PF precisar voltar para a base para reabastecer, o da FAB pode “rendê-lo” e continuar seguindo os suspeitos.

“Estamos unindo forças e compartilhando conhecimento. A PF tem um know-how de agir como polícia e usamos os vants neste sentido, como arma de inteligência. O uso de vants ainda é novo para todos nós”, diz Rossetti.

O coronel Donald Gramkow, comandante do Esquadrão Hórus, a tropa da FAB que voa com os drones no Brasil, destaca a união das instituições. “Os vants têm finalidades diferentes e nós também possuímos conhecimentos e empregos diferentes. Somos militares de uma força armada, formados para a guerra. Eles são policiais, possuem uma formação de inteligência. Como estamos atuando há mais tempo, nossos pilotos, que são pilotos de caça e outros aviões também, já adquiriram uma técnica que pode ser compartilhada sobre como atuar com segurança.” Gramkow diz que os aviões não tripulados têm um fator surpresa. “Com o vant, a gente pode ver os suspeitos, acompanhar os criminosos, descobrir coisas sem que eles, em terra, nos vejam”, acrescenta.

Disputa

A PF e a FAB, que usam aviões de empresas concorrentes, negam que haja uma eventual disputa entre as corporações. “Não há briga nenhuma entre os vants da PF e da FAB. Isso nunca houve. A ideia do trabalho conjunto é para gerar padrões de atuação. Eles são militares, têm uma visão diferente. Nós temos uma visão policial. Eu tenho quatro pilotos formados para o vant, todos são pilotos comerciais também. Os três pilotos deles que estão aqui são pilotos de caça. Aqui é a oportunidade para nossos pilotos conversarem, trocarem experiências que podem gerar um padrão de atuação para o futuro, para os grandes eventos”, diz o coordenador do projeto vant da PF, Álvaro Marques.

Apesar de serem de empresas concorrentes, tanto os drones da PF como os da FAB são israelenses. A PF opera dois drones Heron, da Israel Aeroespace Industries (IAI), que pesam até 1.100 kg e possuem autonomia de até 36 horas. Mas como possui apenas uma central de controle em solo, que recebe as imagens captadas e retransmite para um centro de controle em Brasília, a PF não tem capacidade de colocar os dois aviões voando ao mesmo tempo.

Já a FAB opera quatro drones do modelo Hermes, da Elbit, com autonomia média de 16 horas e peso de 450 kg. Na operação, porém, apenas dois são empregados. Mecânicos e técnicos de ambas as empresas israelenses conversam e participam, nos bastidores, do teste, comparando o desempenho dos drones.

“A primeira coisa que queríamos descobrir era se, voando junto, um não interferia no outro. Os vants possuem radares e antenas para que possam transmitir as imagens, em tempo real, para nossa base de controle em solo. Com o vant da FAB e o nosso no ar, constatamos que não havia problemas, que a integração era perfeita”, diz Álvaro Marques.

“Outro teste que fizemos era para o caso de perda do link (chamado pela FAB de “enlace”), que permite que o piloto em terra veja e controle o vant. Se, por acaso, os três vants voando (os dois da FAB e um da PF) perdessem o contato com o solo ao mesmo tempo, o que podia acontecer? Como faríamos para eles voarem em segurança e pousarem sem cair ou se chocar no ar? Combinamos que cada um voltaria para a pista por um lado de uma cabeceira. E deu tudo certo”, acrescenta Marques.

Antes de ser agente da PF, Marques foi militar da Força Aérea e colega do coronel Gramkow na academia militar que forma os oficiais. “Fomos colegas e somos amigos. Aqui é de piloto para piloto, não tem competição”, afirma.

Fonte: Agência Força Aérea e G1 / Fotos: Agência Força Aérea

Indústria pede à ANAC urgência na regulação de VANT

Em uma reunião realizada na tarde desta quinta-feira (4) em São José dos Campos, no interior de São Paulo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) “recebeu de forma positiva” uma proposta apresentada pelas empresas que produzem VANTs, como são chamados os aviões remotamente controlados, para que “seja feita com urgência” uma regulamentação para voos civis nos céus do país, segundo a Associação Brasileira de Indústria de Defesa (Abimde).

Representantes de 15 indústrias nacionais que produzem vants (como os drones são chamados no Brasil) estiveram presentes no evento. Atualmente, não há uma legislação sobre o uso civil de aviões-robô no país.

“O clima da reunião foi ótimo. Houve um consenso entre a Anac, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Aeronáutica, e os empresários de que é necessário colaboração para que as negociações avancem. Não foi discutido nenhum critério técnico, isso vai ficar para futuramente”, disse Antonio Castro, presidente do comitê da Abimde que discute o tema e que promoveu o encontro.

Um levantamento inédito divulgado pelo G1 no último dia 25 de março apontou que mais de 200 VANTs voam no Brasil sem regras definidas. O número foi obtido a partir de informações passadas por fabricantes, importadores, empresas e órgãos de governos estaduais.

Segundo a Anac, a agência “recepcionou os interesses do setor e comunicou que está atenta à regulação da atividade”. A agência ressaltou às empresas que deve ser observadas as normas em vigor atualmente. “O assunto continua em discussão pela Anac”.

Na reunião desta quinta-feira, a indústria apresentou uma proposta para que VANTs de menor porte (de até 7 quilos) possam ser autorizados a voar sem certificação da Anac e sem que haja a necessidade de enviar à Aeronáutica uma notificação para reserva do espaço aéreo e para alertar pilotos de aeronaves tripuladas.

A Anac trata como aviões não tripulados apenas VANTs com peso superior a 25 kg, o que exclui boa parte dos VANTs produzidos no país. Na prática, apenas dois VANTs da Polícia Federal estão aptos a voar no país.

Segundo o autor da proposta da Abimde, Ulf Bogdawa, “todos concordaram” que a categorização dos VANTs, para que haja diferenciação das exigências, “é uma coisa palpável, está dentro de uma lógica cabível”. “Todos presentes entenderam que há necessidade da indústria de que uma legislação saia o mais rápido possível”.

Tanto a Anac quanto a Aeronáutica ficaram de analisar a demanda e “dar um retorno” , avançando em critérios técnicos, em uma próxima reunião, em no máximo dois meses, afirmou ele.

“A ideia de que haja uma divisão nas categorias e que possamos ter inicialmente um avanço na legislação de vants de menor porte foi vista como palpável e será analisada”, diz Antonio Castro, da Abimde.

Antonio Castro afirmou um representante da Anac, presente no evento, afirmou que a agência “se comprometia” a regulamentar a aviação civil de VANTs até o fim de 2013. A Anac informou oficialmente que não poderia estabelecer um cronograma para que isso ocorra, já que o assunto depende de vários órgãos internos, mas que “a intenção é que uma legislação saia o mais rápido possível”.

Proposta da Abimde

Querendo lucrar depois dos investimentos de mais de R$ 100 milhões nos últimos anos, a Abimde pressiona a Anac permitir voos com fins comerciais e até que vants operem sobre cidades, duas coisas que não são autorizadas atualmente.

A chegada dos “drones”

Os drones – zangão ou zumbido, em inglês – desempenham funções que antes dependiam de aviões e helicópteros tripulados, buscando maior eficiência e alcance, redução de custo e mais segurança (veja nos vídeos ao lado drones em ação no Brasil e voos dos dois tipos mais comuns).

A nova tecnologia virou polêmica nos Estados Unidos e em todo o mundo depois que o país desenvolveu avançados modelos armados e passou a usar regularmente os “aviões-robôs” para destruir alvos no Oriente Médio.

Milhares de pessoas já foram mortas em ataques de drones, muitas delas inocentes, todas sem julgamento ou chance de defesa. Entre membros da Organização das Nações Unidas (ONU), a preocupação é de que mais países passem a utilizar os drones como arma, numa escalada das mortes à distância.

Apesar de popularizado pela controversa utilização militar, é o uso civil dos drones que pode transformar inúmeros serviços. Com formatos e tamanhos variados, o número de máquinas voadoras controladas remotamente deve crescer em ritmo acelerado nos próximos anos no país e no mundo, devido à facilidade de voo, ao baixo custo e às inovações tecnológicas preparadas para cada modelo, como uso de câmeras, filmadores, sensores de raio-x, entre outros.

O Departamento de Controle Aéreo (Decea) foi informado oficialmente de 61 voos com vants (veículos aéreos não tripulados) em 2012 no Brasil, mais que o dobro dos 29 registrados no ano anterior, segundo números da Aeronáutica obtidos com exclusividade pelo G1. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), os pedidos foram feitos por forças policiais, órgãos públicos e empresas.

Fonte: G1 / Reportagem: Tahiane Stochero

Copa das Confederações servirá como teste no monitoramento com VANTs

A segurança do espaço aéreo brasileiro durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 terá apoio de pelo menos seis veículos aéreos não tripulados – vants, como os drones são chamados em português – da Polícia Federal e da Aeronáutica. Os equipamentos já serão usados para monitoramento durante os jogos da Copa das Confederações, entre 15 e 30 de junho, que servirá de teste para os eventos dos anos seguintes.

Copa das Confederações servirá como teste no monitoramento com vants.

O Exército, que desenvolve projetos de vants com empresas e institutos de pesquisas, pediu em 2013 a abertura de um crédito suplementar na Lei Orçamentária Anual para a compra de drones, também pensando em reforçar a segurança durante a Copa.

Em 18 de fevereiro, a FAB recebeu dois aviões não tripulados feitos pela empresa israelense Elbit, que custaram R$ 48,174 milhões e serão montados em Santa Maria (RS), de onde devem operar a partir de março. Duas outras unidades do modelo, que foram enviadas em 2010 para testes, ficarão no país pelo menos até o fim do Mundial.

Uma ordem de serviço para que a tropa e os drones estejam a postos para uso foi expedida pelo Comando de Defesa Aérea Brasileira (Comdabra) e já chegou ao Esquadrão Hórus, no Rio Grande do Sul, que abriga os equipamentos, segundo o coronel Donald Gramkow, comandante da unidade.

A primeira ação de vigilância de eventos internacionais usando drones foi em 2012, quando o Brasil sediou a Rio +20 (Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável). Militares vigiaram dia e noite o local onde mais de 100 chefes de Estado estavam reunidos. Essa ação e os aprendizados da Copa das Confederações servirão de base para a construção de uma doutrina para o empregos de drones na Copa, na Olimpíada e em possíveis outros casos.

“Na Rio +20 e nas Operações Ágata, feitas nas fronteiras pelo Ministério da Defesa, realizamos várias missões conjuntas com outros órgãos de segurança pública, com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Polícia Federal e instituições estaduais e federais que possibilitaram a troca de informações e de inteligência. Enquanto monitóravamos o local com o vant, em tempo real, todos podiam ver as imagens em um centro de controle de acesso restrito. Em algumas vezes, percebemos que havia algo suspeito e avisamos o policiamento em terra para agir”, afirma o coronel Gramkow.

A PF tem dois drones israelenses Heron, feitos pela Israel Aerospace Industries Ltd (IAI), que chegaram ao país em 2010 por aproximadamente R$ 80 milhões. Esses vants, que ficam na Base Aérea de São Miguel do Iguaçu (PR), são os únicos para uso civil certificados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e são usados para obtenção de informações de inteligência e apoio ao combate ao narcotráfico e ao contrabando na fronteira com o Paraguai.

Os drones da PF, que estavam parados em 2012 devido a uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) voltaram a operar secretamente em dezembro do ano passado, auxiliando, inclusive, na realização de prisões. O TCU informou que o processo está em andamento e ainda em sigilo, e que não poderia fornecer informações. O projeto inicial englobava 14 aeronaves ao custo de quase R$ 600 milhões. Quase R$ 80 milhões já teriam sido gastos.

Drone da FAB é usado para achar pista clandestina na floresta amazônica (Foto: Agência Força Aérea)

Centro de controle

Cada aeronave não tripulada é monitorada de um centro de controle, onde piloto e operador de sensores contam com mais de 10 telas de vídeo para que possam, por exemplo, localizar alvos, ver a posição do avião no radar e desviar de possíveis obstáculos no percurso.

“Os soldados acompanham as imagens enviadas e podem usar ainda outros instrumentos, como sensores de infra-vermelho, raio-x e imageador radar, que pode desenhar e mapear uma região mesmo com tempo encoberto por nuvens ou mau tempo”, diz Gramkow.

Com esse recurso, é possível detectar a presença de pessoas armadas nos estádios ou nas áreas restritas aos atletas, por exemplo. Não há definição sobre que jogos serão monitorados pelos drones, mas o emprego dos equipamentos será permanente durante a Copa.

Imagens captadas por drones podem permitir que a artilharia antiáerea do Exército intercepte com maior rapidez aeronaves que, por ventura, tentarem invadir a área dos estádios. O vant israelense da FAB, chamado de hermes, tem peso máximo de decolagem de 450 kgs e voa por até 16 horas seguidas. Seu raio de alcance é de até 200 km, voando a uma altitude que varia entre 3.048 metros e 4.900 metros.

Ao contrário dos Estados Unidos, que formam pilotos especificamente para drones, a FAB optou por manter o seu piloto de vant voando outro tipo de aeronave. “Piloto ruim não é o que não sabe pilotar, mas o que não sabe decidir, o que é inseguro e pode provocar acidentes. Um piloto de vant, sentado em uma sala, precisa ter consciência situacional, saber onde está voando e o que pode ocorrer, para poder reagir rápido”, diz o coronel.

Exército estuda compra

Cronologia e evolução dos VANTsAté 2014 deve ficar pronto o Falcão, drone de mais de 800 kg, que está sendo produzido pela brasileira Avibras com investimento do Ministério da Defesa e que será vendido pela Harpia (empresa formada por Embraer, Avibras e a israelense Elbit, uma das líderes do ramo).

O modelo está entre os favoritos para ser adquirido pelos militares brasileiros, que já realizam uma pesquisa de mercado para a compra.

Além dos eventos internacionais no país, o Exército quer usar vants no monitoramento dos 17 mil km de fronteiras que o Brasil tem com 10 países. As aeronaves farão parte ainda do Sistema Proteger, que irá monitorar a Usina Hidrelétrica de Itaipu e outros locais estratégicos para o país.

Em relação à Copa, o Exército diz aguardar mudanças na legislação em relação a operação de vants em áreas povoadas para analisar se drones de pequeno porte podem ser usados para sobrevoar as cidades-sede dos jogos.

“O drone é a evolução do poder de combate, ele sintetiza tudo. Ele tem sensores capazes de localizar qualquer coisa, consegue transmitir a informação em tempo real para qualquer lugar – o que só o drone é capaz – e pode neutralizar e eliminar a ameaça naquele exato momento. É uma arma completa”, diz o general da reserva do Exército Alvaro Pinheiro, que é especialista em terrorismo e táticas de guerra e defensor da capacidade brasileira em operar drones com armas.

“É evidente que o Brasil precisa ter capacidade de operar drones, tanto para vigilância para combater. O drone é cirúrgico, é um instrumento de apoio ao combate exatamente para diminuir efeitos indesejáveis, como a morte de inocentes ou destruição de locais errados”, defende.

Atualmente, um terço das aeronaves da Força Aérea dos Estados Unidos já são drones. São mais de 7.800 unidades, a maioria estacionada no Oriente Médio. Especialistas dizem ainda que quase metade dos pilotos que os militares americanos estão formando hoje é exclusiva para drones.

“O Falcão ainda não voo, porque os investimentos são altos. Espera-se uma encomenda alta das Forças Armadas ainda em 2013 para que entre na fase de testes”, diz Flávio Araripe de Oliveira, coordenador do projeto da FAB em parceria com a Avibras.

América Latina

A realocação de drones americanos para a América Latina após o fim das guerras no Iraque e no preocupa os países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Em 2012, o general Norton Schwartz afirmou drones de multicapacidades, que estão sendo retirados do Oriente Médio, passarão a operar na América para missões de espionagem e combate ao tráfico, em especial no Caribe, Colômbia e México.

Dias depois, em 28 de novembro, 11 países que integram o bloco deciriram construir um drone conjunto, sob comando do Brasil. No evento, realizado no Peru, o vice-presidente, Michel Temer, disse que o país já estava desenvolvendo um modelo para uniformizar o sistema de voo de aviões não tripulados na América Latina e também proteger a Amazônia.

“Há possibilidades enormes do uso militar de vants na América Latina. Mas seria um avião de maior porte e que pode até dar apoio a caças. A maior preocupação é com acidentes e riscos envolvendo sobrevoar áreas populosas. Por isso, o seu voo seria em alta altitude”, explica o capitão José Augusto de Almeida, do Departamento de Ciência e Tecnologia da FAB.

A Associação Brasileira de Produtos de Defesa (Abinde) defende que o governo adquira produtos nacionais. Dentre os made in Brasil em desenvolvimento, o Falcão é cotado até para exportação após ter recebido R$ 40 milhões de arpote do Ministério da Defesa para ser concebido.

“Estamos na fase de configuração para atender às exigências dos militares, fazer ensaios no terreno e preparar a produção de um lote piloto de quatro unidades. Alguns testes já foram feitos em Pirassununga (SP)”, diz Renato Tovar, diretor da Avibras.

“Esperamos que ainda em 2013 seja assinado com o Ministério da Defesa um contrato de desenvolvimento, no qual serão feitos ensaios de voo do Falcão”, disse ao G1 o vice-presidente de operações da Embraer, Eduardo Bonini.

“O Falcão será o nosso vant nacional. Estamos aguardando que as Forças Armadas nos enviem a configuração de sensores que precisam, para que o projeto possa avançar”, acrescentou o presidente da unidade de negócios Defesa e Segurança da Embraer, Luiz Carlos Aguiar.

Compra de vant nacional

No programa “Café com Presidenta” exibido em cadeia nacional de rádio em 21 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff explicou para a população para que servem os aviões e destacou que vants da FAB e da PF foram usados para localizar laboratórios de refino de cocaína em operações conjuntas com Bolívia, Colômbia e Peru.

Drone da Avibras, chamado de Falcão, poderá ser equipado com armas (Foto: Avibras/divulgação)

“Vant é um avião pequeno que voa sem piloto. Esse avião faz o mapeamento de regiões de difícil acesso, registrando imagens em altíssima resolução e transmitindo essas imagens. Mesmo à noite, ele consegue enxergar a ação dos criminosos sem ser percebido por eles. Com isso, os agentes identificam mercadorias suspeitas que atravessam a fronteira brasileira pelos rios, identificam garimpos ilegais e também pistas clandestinas usadas pelo tráfico”, disse Dilma.

“Nós trabalhamos pela segurança das famílias nas cidades brasileiras e por uma convivência de paz e harmonia com os países da América do Sul”, completou a presidente na ocasião.

O Ministério da Defesa informou ainda analisar a quantidade e o modelo de aeronave que será comprada, mas que “estuda ajudar a indústria nacional por meio de aquisições” .

O governo brasileiro pode, eventualmente, controlar as exportações. Além disso, em parceria com a Avibras, está sendo criado um sistema de navegação, controle e pilotagem de drones, que poderá ser utilizado em aeroportos ou vants em qualquer lugar do país.

Drone como arma

Além dos drones de vigilância, as Forças Armadas também querem ter a possibilidade de, no futuro, colocar mísseis em seus vants. O Ministério da Defesa e Avibras confirmaram ao G1 ter projetos para produção e emprego de um “drone de combate”, mas ainda estudam o tema com cautela.

O drone capaz de receber armamento teria configuração especial, com eletrônica e aviônica diferenciadas. “Isso depende também de que tipo de armas o governo gostaria de usar, para que fins, se será para o Pré-Sal, para fronteiras terrestres, etc”, completou.

“A Avibras tem uma versão futura para colocar armamento no Falcão, caso algum cliente venha a pedir. Também há um projeto para uso em patrulhas marítimas, com sensores e radares diferenciados capazes de localizar navios e submarinos no mar”, diz Flávio Araripe.

As Forças Armadas possuem, segundo o Livro Branco de Defesa Nacional, divulgado em 2012, pelo menos 8 projetos que visam a aquisição de drones, entre 2013 e 2030, tanto para vigilância do mar como controle do espaço aéreo.

Os estudos seguem a Estratégia Nacional de Defesa, decreto publicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2008, que aponta como uma de suas diretrizes básicas “programas de veículos aéreos não tripulados (vants), primeiro de vigilância e depois de combate”, se o país quiser ganhar projeção internacional e prevenir ataques a seu território nos próximos 20 anos.

Segundo o texto, os drones com armas, conhecidos como Predadores (Predator, do nome em inglês), serão para o país “meios centrais, não meramente acessórios, do combate aéreo”.

“A indústria de defesa espera um investimento maciço das Forças Armadas para alavancar o setor que, devido às atuais normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), não pode usar comercialmente o produto. O Brasil tem muito a crescer no uso militar dos vants”, defende Antonio Castro, da Associação Brasileira de Produtos de Defesa (Abinde).

O Ministério da Defesa ressaltou que as aplicações atualmente vislumbradas para estes veículos “são variantes da missão de reconhecimento e sem armas”, mas que “isso não significa que essas aeronaves não possam ser utilizadas em combate”.

Os Estados Unidos logo perceberam o potencial militar de drones e passaram a usar a nova tecnologia para atacar alvos no Afeganistão, Paquistão, Iêmen, Somália, além de monitorar outros países. A eficácia das missões, entretanto, é contestada por organizações de direitos humanos, que apontam um grande número de inocentes entre as vítimas dos bombardeiros e contestam a legalidade do emprego militar desse recurso. Críticos falam em “assassinatos sem julgamento”, “guerra suja” e “violação das leis internacionais”.

A Fundação Nova América, baseada em Washington, contabiliza 350 ataques desde 2004, a maioria durante o governo de Barack Obama, com número de mortos entre 1.963 e 3.293, incluindo entre 261 e 305 civis. Segundo o Escritório de Jornalismo Investigativo, em Londres, o número de vítimas fatais em ataques americanos com drones é maior, entre 2.627 e 3.457, sendo entre 475 e 900 civis. No dia 20 de fevereiro, o senador republicano Lindsey Graham, defensor do uso de drones em ataques militares, disse que o número de mortos soma cerca de 4.700 pessoas, incluindo inocentes.

Marinha usa drone nacional

Ao contrário da FAB, que optou por comprar drones de Israel, mais compatíveis com as especificações que precisava para vigiar as fronteiras do país, a Marinha usa o Carcará, um vant produzido pela brasileira Santos Lab e adquirido após uma licitação internacional.

Segundo Roberto Sbragio Júnior, diretor da empresa, os vants tem 2 metros de envergadura e pesam de 1,8 kg a 4 kg, movidos a bateria. Por serem militares, os Carcarás não precisam de autorização da Anac para operar e possuem custo de R$ 600 mil a unidade.

Os veículos da Marinha estão no Batalhão de Controle Aerotático e Defesa Antiaérea, no Rio de Janeiro, e são usados desde 2007, quando foram empregados pela primeira vez em uma manobra de adestramento em Itaoca (ES). Em 2009, os fuzileiros receberam duas novas unidades, de um modelo de nova geração, que servem para inteligência.

A ideia agora é aplicar os drones embarcados em navios ou porta-aviões na costa brasileira para diagnosticar possíveis invasores. Até 2030, a Marinha pretende comprar mais 10 unidades: os primeiros cinco devem chegar até 2022. Os aviões serão usados para busca e salvamento em alto mar, monitoramento de plataformas de petróleo e reconhecimento de embarcações envolvidas em pesca predatória, extração mineral, pirataria, contrabando e crimes ambientais.

FONTE: G1 / Tahiane Stochero

Voa pela primeira vez o VANT ATLANTE da Cassidian

A Cassidian realizou com sucesso o primeiro voo do Sistema Aéreo Não Tripulado (UAS) ATLANTE. O voo ocorreu no aeródromo Rozas, em Castro de Rey, Lugo, na Espanha.

Depois de ter determinado o interesse da indústria espanhola no VANT, o programa ATLANTE foi lançado pelo Centro Espanhol de Desenvolvimento Tecnológico Industrial (Centro para el Desarrollo Tecnológico Industrial – CDTI), que atuou como gerente de programa da indústria de aviação, com o objetivo de promover o desenvolvimento deste tipo de tecnologia por meio de um projeto realizado inteiramente na Espanha.

O ATLANTE é agora a mais importante iniciativa industrial e tecnológica na Espanha no setor de UAS. A Cassidian está participando do programa como uma força motriz por trás do modelo industrial, com três parceiros de alta tecnologia fornecendo capital de risco (Indra, GMV e Aries). Mais de 140 subcontratados e fornecedores espanhóis também estão cooperando no programa, gerando mais de 500 postos de trabalho qualificados.

O ATLANTE está equipado com uma tecnologia de última geração (automação, sensores, sistemas de proteção, etc) desenvolvidos pela indústria espanhola, e foi concebido de acordo com os padrões utilizados para aviões tripulados. Isto lhe oferece características únicas em termos de aeronavegabilidade e de certificação, que lhe permitam operar no espaço aéreo civil, ao contrário dos sistemas atuais que estão limitados a operações em cenários de conflito (por exemplo, o Afeganistão).

Esta capacidade, juntamente com a sua flexibilidade operacional – de acordo com as necessidades do cliente espanhol – fazem do ATLANTE o primeiro VANT tático capaz de realizar ambas as missões civis e militares, bem como a vigilância urbana e rural, busca e salvamento, ajuda em desastres naturais, incêndios florestais, acompanhamento de eventos esportivos, etc, e podendo operar a partir de pistas preparadas ou sendo lançado de catapultas.

Pilar Albiac Murillo, diretor de operações da Cassidian e CEO da Cassidian Espanha, disse: “Hoje é um dia muito especial para Cassidian e para indústria espanhola. O primeiro voo do ATLANTE é um marco que demonstra a nossa capacidade tecnológica e humana no desenvolvimento do programa. Nós temos a melhor equipe necessária para assegurar que o ATLANTE será um sucesso no mercado de exportação nos próximos anos.”

VANT Cassidian Atlante
Voa pela primeira vez o VANT ATLANTE da Cassidian.

PMSC: VANT será aliado contra crimes ambientais

As unidades de conservação de Santa Catarina, sob responsabilidade da Fundação do Meio Ambiente (Fatma), devem ganhar um novo aliado contra desmatamentos, caçadores e incêndios.

O VANT, Veículo Aéreo Não Tripulado, foi testado recentemente no Parque do Tabuleiro, junto à 7ª Companhia de Polícia Militar Ambiental, e empolgou os técnicos da Fatma, bem como os oficiais do Batalhão de Aviação da Polícia Militar (BAPM). O equipamento, do céu, permite uma visão privilegiada de uma grande área de mata.

VANT PMSC

O projeto com um equipamento não tripulado é inédito em unidades de conservação do Brasil. Ele possui uma câmera, com infravermelho, que permite identificar caçadores na mata, desmatamentos ou pessoas perdidas.

De acordo com o diretor de Proteção dos Ecossistemas da Fatma, Paulo Roberto Mundt, a nova ferramenta trará economia de tempo e dinheiro para a Fundação. “Vamos ter uma visão privilegiada lá do alto, ajudando a demarcar a área e fiscalizar possíveis crimes ambientais”, explica Mundt. De acordo com ele, a compra do equipamento deve ser custeada por recursos de compensação ambiental.

O VANT também atraiu interesse na área de segurança pública. A Polícia Militar de Santa Catarina participou dos testes e demonstrou bastante entusiasmo no equipamento.

De acordo com o Comandante de Polícia Militar Especializada (CPME), coronel Rogério Rodrigues, o aeromodelo pode servir para preservar a vida do policial e aumentar a eficácia de operações ostensivas. Em alguns casos específicos, ele poderá substituir o helicóptero tripulado, que tem um custo de cerca de R$ 4 mil a hora.

Para o presidente da Fatma, Gean Loureiro, essa será a nova filosofia do órgão: tecnologia para mais eficiência e melhor custo-benefício. Gean pretende trazer novas ferramentas para combater o crime ambiental em Santa Catarina.

De acordo com ele, esse novo equipamento também poderá auxiliar os técnicos na análise de licenciamento, permitindo mais facilidade na demarcação de área.

Fonte: PMSC.

VANT: EUA querem regulamentar uso de drones pela Polícia

VANT_SWT_700_Police-11Por apenas US$ 65 mil, é possível comprar, nos EUA, um carro Mercedes-Benz modelo E-Class, um BMW modelo 550 ou um drone (uma aeronave sem piloto, operada por controle remoto), modelo “vigilância”. A Polícia do país está empolgada com os baixos preços dos drones domésticos. Os demais órgãos de segurança nacional também. Nove distritos policiais já usam drones, em seis estados. E nove outros já pediram permissão à FAA (Federal Aviation Administration) para fazer o mesmo, de acordo com os sites Emergency Management e The Pew States.

A “sociedade vigiada”, prevista por George Orwell no livro “1984”, é um antigo sonho de governos que, agora, dá mais um passo em direção à realidade. Mas não sem resistência civil — até certo ponto. Por pressão de movimentos populares, de entidades de defesa dos direitos individuais, sob a liderança da União Americana das Liberdades Civis (ACLU – American Civil Liberties Union), algum tipo de freio começa a ser colocado no avanço desse sistema de vigilância doméstica. A cidade de Seattle encerrou seu programa de drones antes de ele decolar. Devolveu dois drones comprados aos fabricantes.

O estado de Virgínia colocou uma moratória de dois anos sobre a utilização de drones por forças policiais, até que a Assembleia Legislativa aprove uma lei para regulamentar o seu uso. Em pelo menos 21 estados, as assembleias legislativas estão discutindo projetos de lei para regulamentar — e limitar — a utilização de drones para espiar cidadãos em território americano, dizem os sites.

Mas nenhum dos estados pretende, simplesmente, abolir seus programas ou contestar na Justiça a lei aprovada pelo Congresso dos EUA em fevereiro do ano passado. Pelo menos até agora. A lei foi considerada inconstitucional por organizações de defesa de direitos individuais. Elas argumentam que ela viola a Quarta Emenda da Constituição, que garante aos cidadãos proteção contra buscas e apreensões não razoáveis, sem mandado judicial. A lei aprovou a colocação no espaço aéreo americano de 30 mil drones até 2020.

Basicamente, os estados discutem as propostas da ACLU, que permitem a manutenção dos programas de “observação e vigilância” no território e fronteiras dos EUA com algumas condições:

Limitação de uso: Os drones devem ser utilizados pelas forças policiais apenas com mandado judicial, em uma emergência ou quando houver razões específicas e articuláveis para se acreditar que o drone vai coletar provas relativas a um ato criminal específico;

Retenção de dados: As imagens coletadas pelos drones devem ser retidas apenas quando houver uma suspeita razoável de que elas contêm provas de crime ou forem relevantes para uma investigação ou um julgamento em andamento;

Política: A definição da política de uso doméstico de drones deve ser feita por representantes da população, não pelos departamentos de Polícia; as políticas devem ser claras, por escrito e abertas ao público;

Prevenção de abuso e responsabilização: O uso doméstico de drones deve ficar sujeito a auditorias abertas e supervisão apropriada para impedir mau uso; e

Armas: Os drones domésticos não devem ser equipados com armamentos letais ou não letais.

Em outras palavras, a sociedade americana aceita a vigilância por drones, desde que observadas condições a serem estabelecidas. Uma pesquisa, realizada após a aprovação da lei, indicou que 52% dos americanos são a favor dos programas e 17% estão indecisos; menos de um terço da população (31% do entrevistados) está preocupada com drones espiando seus quintais, observando a chegada e saída de pessoas a suas casas e acompanhando seus movimentos pelas ruas.

Assim, não há qualquer esforço político considerável para derrubar a lei ou acabar de vez com os programas de vigilância dos departamentos de Polícia. Alguns estados, a exemplo da Virgínia, discutem uma moratória para seus programas, até que alguma lei estadual venha a regulamentar o uso de drones. Na Flórida, onde os departamentos de polícia já usam drones em Orlando e Miami, alguns parlamentares querem regulamentar o uso de drones antes que essa indústria, em crescimento, se torne uma grande força econômica e política, como já ocorreu com a indústria de armas, e crie um lobby impossível de vencer no Legislativo.

A indústria de drones vai crescer, de qualquer forma, porque há mais mercado para eles do que o formado por órgãos de segurança. Os drones começam a ser aplicados, por exemplo, na agricultura, para espalhar sementes nos campos. Também são úteis para vasculhar áreas de desastres, quando o acesso humano é difícil ou perigoso. No Japão, foi usado pelos cientistas para avaliar as condições da zona de desastre nuclear.

A Polícia também vê aplicações mais facilmente justificáveis para o uso de drones. Uma é bem convincente: pode ajudar na busca de pessoas desaparecidas. Outra é a de situações em que criminosos mantêm reféns e que os policiais não podem se aproximar de helicóptero, para avaliar a situação, porque a aeronave pode ser derrubada. Um drone, que não é pilotado e é equipado com câmaras sofisticadas, pode cumprir a tarefa, sem risco de vida para os policiais. Isso aconteceu no mês passado, no estado de Alabama. O FBI usou drones para avaliar a situação, quando um sequestrador mantinha uma criança de cinco anos refém em um espaço de difícil aproximação.

No entanto, a imaginação não tem limites. Alguns distritos policiais já consideraram equipar seusdrones com gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar movimentos populares de protesto nas ruas e praças das cidades. Em Orlando, o xerife Mike Fewless pediu permissão, na reunião de um comitê da Flórida, para usar drones na vigilância de grandes eventos, como em campanhas políticas, movimentos populares e jogos de futebol americano ou beisebol. O pedido foi negado. Em Los Angeles, a Polícia foi acusada de haver usado drones com armas letais para perseguir um ex-policial acusado de matar policiais. A Polícia negou.

Por enquanto, poucos órgãos de segurança, incluindo departamentos de Polícia, adquiriram dronespequenos, do tipo “furtivo, silencioso”, cuja principal aplicação é “espiar secretamente” os cidadãos, dizem os sites. A maioria, como o distrito policial do Condado de Miami-Dade, comprou o drone Honeywell T-Hawk, que não é muito maior do que uma lixeira de escritório, mas é muito barulhento. Ele também serve para espiar pessoas, mas não é muito discreto. Foi concebido como uma ferramenta para avaliar danos após uma grande tempestade ou furacão e também para ser usado na busca de desaparecidos.

Quanto ao programa de uso de drones de maior porte, que a CIA vem usando no Paquistão e no Iêmen para bombardear casas que supostamente abrigam membros da Al Qaeda e outros inimigos dos EUA, a resistência no país é mínima e não há qualquer movimento de peso em curso para interrompê-lo. Ao contrário, na sexta-feira (2/22), o presidente Obama anunciou a instalação de uma nova base de drones em Níger, na África, para combater a Al Qaeda e suas afiliadas em Mali e na região.

Fonte: Revista Consultor Jurídico

Autor: João Ozorio de Melo, correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

EUA criam medalha para pilotos de aviões não tripulados

Se pilotos de drones e especialistas na tecnologia aplicada na operação das aeronaves não tripuladas tinham alguma dúvida de que assumiram um papel central na nova era dos combates militares, o secretário de Defesa americano, Leon Panetta, usou sua entrevista de despedida do Pentágono (14/02/13) para deixar isso claro. Ele anunciou a criação de uma medalha especialmente destinada a condecorar esses profissionais.

drones pilots

A honraria vai conferir “reconhecimento pelas façanhas extraordinárias que têm impacto direto nas operações de combate, mas não envolvem atos de heroísmo ou risco físico”, afirmou Panetta.

“Vi em primeira mão como as ferramentas modernas – incluindo naves pilotadas remotamente e sistemas cibernéticos – mudaram a maneira como as guerras são travadas”, disse, citando sua experiência como diretor da CIA e chefe do Pentágono. “Elas conferiram a nossos homens e mulheres a possibilidade de enfrentar o inimigo e mudar o curso de batalhas mesmo de longe.”

Panetta afirmou que a nova medalha é reservada àqueles que comandam os drones de locais remotos, frequentemente dentro dos EUA, ou tenham a função de criar mecanismos de defesa para computadores ou códigos digitais nocivos para atacar redes de informática inimigas. Segundo o secretário, porém, as mais altas condecorações militares continuarão destinadas aos combatentes que arriscam suas vidas.

Fonte: WASHINGTON – O Estado de S.Paulo.

Embraer se associa a Avibrás para atuar no mercado brasileiro de VANT

A Embraer Defesa e Segurança e sua associada AEL Sistemas S.A., subsidiária da empresa israelense Elbit Systems Ltd., anunciam a entrada da Avibras Divisão Aérea e Naval S.A. no capital social da Harpia Sistemas S.A., a fim de desenvolver de forma conjunta o mercado de aeronaves remotamente pilotadas (ARP) no Brasil. Deste modo, a Avibras passará a deter uma participação de 9% das ações da empresa enquanto a AEL Sistemas responde por 40% da composição acionária. A Embraer Defesa e Segurança permanece como acionista majoritária, com 51% das ações.

VANT Falcão - Avibrás

Pelo acordo firmado entre as três empresas, a Harpia também passará a contar com o projeto Falcão em sua linha de produtos, o que reforça o conteúdo nacional da parceria. O Falcão está sendo desenvolvido pela Avibras para uso das Forças Armadas brasileiras e será capaz de realizar missões de reconhecimento, aquisição de alvos, apoio à direção de tiro, avaliação de danos, vigilância terrestre e marítima.

“A entrada da Avibras aumenta a participação nacional na Harpia Sistemas, que passa a cumprir todos os requisitos de uma Empresa Estratégica de Defesa, de acordo com a lei 12.598”, disse Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança e Presidente do Conselho de Administração da Harpia. “Além disso, a Harpia contará com a competência técnica da Avibras”.

“A sinergia das competências técnicas e industriais das três associadas da Harpia, somada ao legado de alto conteúdo tecnológico nacional do Projeto Falcão, resultarão em uma solução de ARP de alta competitividade no Brasil e no Exterior”, disse Sami Hassuani, presidente da Avibras.

“A Avibras traz para a empresa o melhor do know-how que foi desenvolvido de forma autônoma no Brasil em aeronaves não tripuladas fazendo da Harpia, que já contava com as extensas capacidades da Embraer e da AEL, uma empresa que agrega todos os elementos necessários para o desenvolvimento no Brasil, com sucesso, de ARPs de última geração que atenderão às necessidades do nosso País”, disse Shlomo Erez, Presidente da AEL Sistemas S.A.

Sobre a Avibras
Fundada em 1961, a Avibras é uma empresa 100% nacional, especializada em engenharia, que projeta, desenvolve e fabrica produtos para os mercados de defesa e civil. Sua ampla linha de produtos de defesa inclui sistemas de foguetes de artilharia, mísseis autônomos e guiados, sistemas de defesa antiaérea, sistemas de armamento para aeronaves, veículos militares blindados, aeronaves remotamente pilotadas, viaturas de comando e controle e integração de sistemas complexos.

Sobre a AEL Sistemas
A AEL Sistemas (www.ael.com.br) é uma empresa brasileira com sede em Porto Alegre. Há mais de duas décadas, dedica-se ao projeto, desenvolvimento, fabricação, manutenção e suporte logístico de produtos eletrônicos, militares e civis, para aplicações em veículos aéreos, marítimos e terrestres, tripulados e não tripulados. Em 2001 a AEL Sistemas tornou-se uma subsidiária da Elbit Systems Ltd., a maior empresa fabricante de produtos de defesa de Israel cuja propriedade não é do governo israelense, e em 2011 a Embraer Defesa e Segurança adquiriu 25% de participação acionária na AEL Sistemas.

Sobre a Embraer Defesa e Segurança
Com mais de 40 anos de experiência no fornecimento de plataformas e sistemas superiores para Forças Armadas de todo o mundo, a Embraer Defesa e Segurança tem presença crescente no mercado global e cumpre papel estratégico no sistema de defesa do Brasil. O portfólio da Embraer Defesa e Segurança inclui aviões militares, tecnologias de radar de última geração, veículos aéreos não tripulados (VANT) e sistemas avançados de informação e comunicação, como as aplicações de Comando, Controle, Comunicações, Computação e Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (C4ISR). Os aviões e as soluções militares da Embraer estão presentes em mais de 50 forças armadas de 48 países

Fonte: Embraer

FAB usará aviões não tripulados na segurança da Copa do Mundo de 2014

A FAB (Força Aérea Brasileira) irá utilizar aviões não tripulados no auxílio das ações de segurança e vigilância durante a Copa das Confederações no ano que vem e na Copa do Mundo de 2014. O Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado), ou ARP (Aeronave Remotamente Pilotada), como a aeronave é conhecida, é um pequeno avião pilotado por “controle remoto” utilizado no Brasil desde 2011 em missões de reconhecimento e inteligência nas áreas de fronteira. Em outros países, como Israel, a ARP é utilizado também em missões de ataque com mísseis, mas os modelos da FAB não carregam armas, apenas equipamentos de vigilância.

Hoje o Brasil possui três ARPs israelenses do modelo Hermes 450, dois da FAB e um da Polícia Federal. As aeronaves são equipadas com sistemas eletro-ópticos capazes de localizar e acompanhar alvos tanto de dia quanto de noite. São câmeras infravermelhas, equipamento de visão noturna, rastreamento e filmagem em alta definição coloridas, com grande capacidade de aproximação do solo nas imagens capturadas. É possível, por exemplo, filmar pessoas à noite ou escondidas sob a copa de árvores. Outra vantagem é que a aeronave pode fazer isso a uma distância onde se torna impossível de ser vista ou escutada.

O Hermes 450 pesa 450 quilos, tem seis metros de comprimento e 10 metros de envergadura (da ponta de uma asa à outra). Voa a 110 quilômetros por hora e chega a 5,5 mil metros de altitude. A aeronave aguenta 150 quilos de carga e pode embarcar vários sensores simultaneamente.

Rio+ 20

De acordo com a FAB, as ARPs podem cumprir missões de busca, controle aéreo avançado, reconhecimento e Garantia da Lei da Ordem, dentre outras. As ARP têm autonomia para voos de até 16 horas e as tripulações em terra, além de não ficarem expostas às ameaças, podem se revezar durante as missões. Os dois aviões da FAB foram adquiridos por R$ 48 milhões, valor que inclui também uma estação de pilotagem em solo, sensores e apoio logístico.

A utilização da ARP no auxílio da segurança em grandes eventos foi testado pela primeira vez no país durante a Rio+20, conferência sobre o meio ambiente que reuniu chefes de Estado do mundo inteiro no Rio de Janeiro, em julho deste ano. Na ocasião, a aeronave realizava voos de vigilância sobre o centro de convenções que abrigava os eventos. A FAB repassava as imagens e informações colhidas à central que coordenava todas as ações de segurança do evento.

Segundo o Ministério da Defesa, os aviões podem ser utilizados durante a Copa das Confederações, no ano que vem, e na Copa do Mundo de 2014. A aeronave deve ser utilizada, por exemplo, para ajudar na vigilância nas cidades-sede em dias de jogos importantes, com a presença de chefes de Estado, em partidas de abertura e nas finais dos campeonatos, além de eventuais ações de contraterrorismo.

Em tempo real

A FAB repassará em tempo real as imagens e informações obtidas pela aeronave ao Centro Integrado de Comando e Controle, que coordenará as ações de segurança entre Forças Armadas, polícias estaduais e federal e outras instituições durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014. Na Copa do Mundo, serão 12 centros de controle, um em cada cidade-sede, além de um nacional.

De acordo com a assessoria de imprensa da FAB, o uso da ARP durante a Rio+20 foi considerado um sucesso e as aeronaves estão prontas para prestar apoio à realização de qualquer outro grande evento. A FAB informa que a missão original do equipamento são missões de defesa do território nacional, como vigilância das fronteiras. E que o deslocamento da aeronave para o apoio nas competições futebolísticas depende de requisição formal do governo federal, que ainda não foi oficializada. Apesar disso, oficiais da FAB ligados ao assunto afirmam que o uso das ARTs nestes eventos está garantido.

Foi criada uma equipe específica para a operação dos aviões não tripulados, o Esquadrão Hórus, em Santa Maria (RS). Segundo a FAB, há planos para que novas unidades sejam adquiridas e esquadrões criados nos próximos anos em bases aéreas nas regiões Norte e Centro-Oeste. O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacional também desenvolve, em parceria com a empresa Avibrás, um projeto nacional de ARP.

Fonte: UOL

FAB vai ser parceira da PF e Vant finalmente sairá do chão

O superintendente Regional da PF (Polícia Federal) no Paraná, o delegado José Alberto Iegas, afirmou durante visita à Delegacia Regional da PF em Cascavel que o Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado), que está sob a responsabilidade da PF na base em São Miguel do Iguaçu, começará a operar ainda em 2012.

O equipamento de tecnologia israelense que custou R$ 8 milhões à União e que foi apresentado oficialmente há um ano, mas que nunca foi visto em operação de controle e monitoramento da fronteira, não será entregue à FAB (Força Aérea Brasileira), mas será utilizado em parceria com essa e outras instituições estaduais e federais da área de segurança pública.

Iegas afirmou que todos os ajustes foram feitos. Isso inclui um dos principais problemas do projeto que se referia a questões contratuais de manutenção da aeronave.

Em fase de recomposição interna depois da greve, o que se espera agora é uma oxigenação da PF em toda a região. Ela só será possível com as novas contratações de efetivo que estão em andamento referentes a um concurso público. “Esperamos que ainda neste ano, no máximo no início do próximo, estejamos com mais profissionais nas delegacias da PF de Guaíra, Foz do Iguaçu e Cascavel”, destacou.

Esse reordenamento vai ganhar ainda mais fôlego com um convênio que promete ser assinado na próxima semana em Foz do Iguaçu envolvendo a Itaipu Binacional e a diretoria-geral da PF e o Nepom (Núcleo Especial de Polícia Marítima).

O objetivo é monitorar de forma conjunta o lado que separa o Brasil com o Paraguai. Ele é o principal meio de logística utilizado por contrabandistas e traficantes.

“Infelizmente, o crime é muito dinâmico. Ele tem uma agilidade que muitas vezes o Estado não tem, mas algumas coisas estão sendo feitas. Estamos preocupados e atentos. As notícias são boas e acredito que no primeiro semestre do ano que vem muita coisa vai mudar”, destacou.

Fonte: O Paraná

Evento sobre VANTs recebeu especialistas da ANAC e da USP

O MundoGEO promoveu, no dia 25 de outubro, o seminário VANTs Presencial e Online sobre veículos aéreos não tripulados, no Bourbon Convention Ibirapuera, em São Paulo.

Voltado para o setor de mapeamento, o encontro reuniu 412 participantes, sendo 120 presenciais e 292 online, além de uma grande interação do público pelas redes sociais, para conhecerem e discutirem temas relacionados à regulamentação e oportunidades neste mercado, além das características e aplicações dos diversos tipos de VANTs com sensores para produção de mapas, nas áreas de meio ambiente, florestal, agricultura, infraestrutura, gestão territorial, entre outras.

Atualmente, no Brasil, existem três documentos oficialmente emitidos sobre VANTs. Lívia Camargos Rodrigues de Oliveira e Ailton José de Oliveira Júnior, especialistas em regulação de aviação civil da ANAC, abordaram essas normas vigentes para a operação de sistemas de aeronaves remotamente pilotadas no Brasil, incluindo quais tipos de operações podem ser autorizadas, o procedimento para tal e os rumos que a autoridade pretende seguir com relação a este assunto, em curto, médio e longo prazo.

Já Onofre Trindade Júnior, pesquisador da USP, falou sobre as classificações dos Vants e seus conceitos, além de ressaltar que, em sua opinião, os únicos veículos aéreos tripulados, futuramente, serão apenas aqueles que levam passageiros.

Completaram o quadro de palestrantes: Luciano de Oliveira Neris, Diretor de desenvolvimento da AGX; Renato Tovar, Diretor da Avibras; Gabriel Santiago de Melo, Diretor comercial da Somenge; Wimerson Bazan, Consultor em Aerofotogrametria da Alezi Teodolini; Giovani Amianti, Diretor da XMobots; Luiz Dalbelo, Gerente de vendas da Santiago & Cintra; Ulf Bogdawa, Diretor da Skydrones; Pedro Donizete Parzzanini, Gerente comercial da CPE Tecnologia; e Floriano Peixoto, Pesquisador da Unisanta/Albatroz.

“O evento atingiu os objetivos de esclarecer melhor à comunidade questões importantes sobre a tecnologia envolvida nas operações com Vants, como o aparelho em si, os sensores e os softwares. Os destaques foram os esclarecimentos quanto a classificação dos aparelhos, a importância do treinamento dos pilotos remotos e as aplicações dos dados coletados pelos Vants, que vão muito além do mapeamento.

Além disso, ficou clara a pressão que o mercado do setor está exercendo, junto às entidades reguladoras das atividades aéreas, para que tanto os aparelhos nacionais e importados, bem como suas operações para fins lucrativos, sejam completamente regulamentadas o mais breve possível”, declarou Emerson Zanon Graneman, diretor e publisher da revista MundoGEO.

Além do mapeamento, os VANTs podem ser úteis para resposta a desastres naturais e acidentes, já que possibilitam agilidade não encontrada em aviões e na programação de imageamento por satélites.

Eles podem ser usados para visualização online de movimentação de pessoas em grandes eventos, monitorar online fluxos de veículos, monitorar acontecimentos em áreas de difícil acesso de forma muito rápida. Entrar em áreas de risco de favelas para registrar movimentação suspeita. Tudo isso online. Monitorar o andamento de grandes obras de engenharia, estádios da copa, PAC, grandes fábricas.

Esse tipo de aparelho possui um grande campo de aplicação, podendo ser empregado na detecção de manchas de óleo no oceano, rastreamento e identificação das praias em risco, monitoramento de deslizamentos de terra, mapeamento e estudo de florestas e regiões de interesse ecológico, levantamentos de áreas rurais de aspectos agropecuários, medição da composição do ar e de níveis de poluição, inspeção de grandes estruturas, levantamento de ocupação urbana e prospecção topográfica, mineral e arqueológica.

O segundo seminário sobre Vants – Veículos Aéreos Não Tripulados acontecerá em junho de 2013, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, dentro da programação do evento MundoGEO#Connect LatinAmerica. Para mais informações, acompanhe o site http://mundogeoconnect.com/2013/.

Fonte: Oficina da Comunicação Integrada – Assessoria de comunicação da MundoGEO.

Seminário sobre VANTs será realizado em São Paulo com transmissão online

O MundoGEO, líder na realização de eventos e publicação de revistas e portais para o setor de geotecnologia na América Latina, irá promover no dia 25 de outubro o seminário VANTs Presencial e Online sobre veículos aéreos não tripulados, no Bourbon Convention Ibirapuera, em São Paulo.

Voltado para o setor de mapeamento, o encontro reunirá participantes para conhecerem e discutirem temas relacionados à regulamentação e oportunidades neste mercado, além das características e aplicações dos diversos tipos de VANTs com sensores para produção de mapas, nas áreas de meio ambiente, florestal, agricultura, infraestrutura, gestão territorial, entre outras.

As palestras, que serão ministradas por especialistas em VANTs, representando a academia, governo e empresas privadas, estão dividas nos seguintes temas: Classificação de conceitos de VANTs e seus sensores; VANTs de grande porte; VANTs de médio porte; Regulamentação de VANTs no Brasil; e VANTs de pequeno porte.

Há duas formas de inscrição, presencial e online, pois todo o evento será transmitido pela internet com possibilidade de interações em ambos os casos. Para acompanhar o seminário online, a inscrição deve ser feita até um dia antes do evento. Para os participantes presenciais, a inscrição poderá ser feita previamente e também no dia.

“O setor de VANTs, no Brasil está em plena expansão, mas os profissionais ainda têm muitas dúvidas sobre todas as possibilidades desses equipamentos e também quanto à regulamentação”, comenta Eduardo Freitas, editor do MundoGEO. “Certamente, este seminário – presencial e online – será um marco para a o mercado brasileiro de VANTs”, conclui.

Além das palestras, quem fizer a inscrição presencial poderá conferir uma exposição de VANTs com novidades e os melhores equipamentos do setor, que acontecerá nos intervalos da manhã e da tarde do evento. Para mais informações, visite o site.

Serviço

Data: 25 de outubro, das 9h às 17h
Local: Bourbon Convention Ibirapuera – Av. Ibirapuera, 2927 Moema – São Paulo (SP)
Contatos: [email protected] / (41) 3338 7789 / (11) 4063 8848
Inscrições: http://mundogeo.com/seminarios/vants/inscricao.html

Programação

9h às 9h40 – Classificação e conceitos dos VANTs e seus sensores

– Onofre Trindade Junior, Pesquisador da USP.

9h40 às 10h40 – VANTs de grande porte

– Adriano Kancelkis, Diretor da AGX.
– Érica Ferraz*, Engenheira de Aplicações da EGS
– Renato Tovar*, Diretor da Avibras

11h às 12h – VANTs de médio porte

– Gabriel Santiago de Melo, Diretor Comercial da Somenge
– Marcos Guandalini, Diretor Comercial da Alezi Teodolini
– Giovani Amianti*, Diretor da XMobots

14h às 14h40- Regulamentação de VANTs no Brasil

– Ailton José de Oliveira Júnior*, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)

14h40 as 15h40 – VANTs de pequeno porte

– Luiz Dalbelo, Gerente de Vendas da Santiago & Cintra
– Ulf Bogdawa, Diretor da Skydrones
– Pedro Donizete Parzzanini, Gerente Comercial da CPE Tecnologia

16h às 17h – Debate sobre os desafios técnicos, legais e oportunidades deste mercado

– Lucio Figueiredo Matias, da Eyesky/Novaterra
– Onofre Trindade Junior, Pesquisador da USP
– Ailton José de Oliveira Júnior*, da Anac

*a confirmar

Polícia Militar/PE testa VANT para monitoramento em grandes eventos

Pernambuco – Um Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT), criado por três estudantes pernambucanos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), está sendo avaliado pela Polícia Militar para ser utilizado como uma das tecnologias de segurança do estado para eventos de grande porte, como a Copa do Mundo de 2014.

Com capacidade de enviar imagens em tempo real a uma distância horizontal de até cinco quilômetros, a aeronave elétrica foi criada com base em modelos semelhantes utilizados pela polícia de Seattle, nos Estados Unidos, e também pelo serviço de segurança que operou em Londres, Reino Unido, durante as últimas Olimpíadas. Ontem, comandantes de batalhões da capital e do interior acompanharam uma demonstração de voo, na Ilha do Retiro.

A partir do que foi verificado na apresentação, eles irão enviar um relatório para o Comando Geral, com as impressões sobre o equipamento. Caso venha a ser adquirida pela PM, a aeronave será utilizada durante shows, monitoramento do retenção de tráfego e acompanhamento de passeatas e protestos.

Com duas câmeras que possibilitam dar um zoom de até 10 vezes, a aeronave consegue capturar imagens de rostos, placas de carro e detalhes de qualquer pessoa se estiver voando a uma altitude média de 30 metros. Segundo os desenvolvedores, que projetaram a máquina há cerca de um ano, o propótipo é mais econômico do que um helicóptero, pois não utiliza combustível, e consegue voar em condições adversas, como muito vento ou chuva.

A possibilidade de explorar o espaço aéreo de defesa agradou ao comandante do Batalhão de Choque da PM-PE, o tenente-coronel Walter Benjamin. “Apesar de o teste ter acontecido em um campo de futebol, nossa ideia principal é colocar esse equipamento a disposição em ações de trânsito e até em rebeliões, pois hoje limitamos nosso campo de visão à parte terrestre. Podemos até ter uma central de comando para monitorar as câmeras”, exemplificou. Ele afirmou que ainda não existe prazo para o relatório ser enviado ao Comando Geral.

Fonte: Diário de Pernambuco

Governo federal abandona programa de combate ao tráfico usando VANTs

O céu estava nublado no aeródromo de São Miguel do Iguaçu, uma pequena cidade paranaense na tríplice fronteira do Brasil com o Paraguai e a Argentina.

Nada, no entanto, que impedisse o voo inaugural do primeiro Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant) da Polícia Federal (PF) naquela manhã de 10 de novembro de 2011.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a quem a PF está subordinada, foi até a pista ver de perto a aeronave capaz de filmar e fotografar a placa de um carro ou o rosto de um traficante de drogas a 9 quilômetros de altura.

Em seguida, Cardozo se dirigiu ao auditório improvisado para falar sobre a maior arma anunciada contra o narcotráfico pelo governo da presidente Dilma Rousseff, uma promessa feita na campanha de 2010: a compra de 14 Vants israelenses, por R$ 655 milhões.

Ao fundo do palco onde o ministro discursava, havia um pôster gigante com a foto do avião em voo e o título em letras garrafais: “Fase operacional”. Uma frase que não saiu do papel.

Na linguagem policial, operacional quer dizer ação prática. O Vant passaria a fazer missões rotineiras. De acordo com documentos obtidos por ÉPOCA, isso não aconteceu. Depois da festa de inauguração, o avião foi recolhido ao hangar do aeródromo onde fica a base de operação.

Os equipamentos foram encaixotados e estão assim até hoje. Uma segunda aeronave já comprada continua em Israel, sem previsão para ser enviada ao Brasil. Não se fala mais em comprar outros 12 aparelhos como foi previsto no início e alardeado com pompa. Brigas internas na PF e o descaso do Palácio do Planalto ameaçam abater, ainda em solo, o projeto no qual o governo já gastou R$ 73 milhões. O valor inclui os dois aviões e o material necessário (antenas e computadores) para mantê-los no ar.

Operado por um piloto em terra, que digita os comandos no computador das estações, o avião pode voar por 37 horas ininterruptas a uma distância de até 4.000 quilômetros, enviando imagens on-line para a base sobre as atividades de narcotráfico nas fronteiras brasileiras.

Com a varredura, seria possível saber onde os criminosos se escondem, para onde enviam drogas e, principalmente, vigiar seus passos e prendê-los. O combate na fronteira boliviana tem um caráter especialmente crucial para os brasileiros. Pelo menos 54% da cocaína que chega ao Brasil vem do país andino. Boa parte se transforma no crack que assombra nossas metrópoles.

A previsão era instalar quatro bases. Além de São Miguel do Iguaçu, outras três funcionariam em Brasília, no Distrito Federal, Vilhema, em Rondônia, e Manaus, no Amazonas. Em junho, a Procuradoria da República no Paraná começou a receber informações de que não havia mais decolagens na primeira estação inaugurada por Cardozo.

Os procuradores descobriram que o Vant estava parado. Como o projeto não decolou, a Procuradoria entrou na Justiça para o governo aumentar o número de policiais. O pedido foi rejeitado pela Justiça Federal.

O Brasil tem 11.600 quilômetros de fronteiras com Colômbia, Peru, Bolívia (países produtores de cocaína) e Paraguai (fornecedor de maconha). Para cobrir toda essa extensão, a PF conta nessas regiões com apenas 14 delegacias e 826 policiais.

A relação é de um agente para cada 16 quilômetros e de um delegado por 100, segundo o cálculo do Tribunal de Contas da União (TCU) num relatório recente de avaliação da política de combate ao narcotráfico. O TCU recomendou ao governo contratar por meio de concursos mais 3 mil policiais. E destacou o projeto do Vant como o avanço mais significativo diante da falta de pessoal.

Um relatório da PF, de março deste ano, mostra que essa vantagem é desperdiçada. Durante 2011, o projeto do Vant contou com um orçamento de R$ 70 milhões. Isso permitiria a compra de equipamentos e combustível, além de treinamento de pilotos. O documento da PF diz que, “por problemas técnicos”, apenas R$ 6,3 milhões foram efetivamente gastos.

Se não é por falta de dinheiro, por que o Vant não sai do chão? O presidente da Associação dos Delegados Federais, Marcos Leôncio, afirma que a PF está sem contrato de manutenção da aeronave, o que impede a decolagem. “Também existe uma dúvida do governo sobre se o Vant fica com a PF ou será entregue à Aeronáutica”, diz Leôncio.

Essa alternativa poderia criar um conflito com Israel, porque o equipamento foi vendido exclusivamente para a atividade policial, e não militar. A PF chegou a divulgar, no dia do voo inaugural, que era a primeira polícia do mundo a usar o Vant para esse fim.

A origem do imbróglio está em divergências na cúpula da PF desencadeadas em 2011. Em janeiro daquele ano, a direção-geral da PF mudou de mãos, passando ao delegado Leandro Coimbra. Ele assumiu o posto no lugar de seu colega de profissão Luiz Fernando Corrêa, que defendia para Dilma o emprego dos aviões-robôs.

Na gestão de Coimbra, contratos foram interrompidos. A mesma empresa que forneceu os aviões, a Israel Aerospace Industries, treinaria uma congênere brasileira para cuidar da manutenção do programa no futuro. O argumento usado pela área de logística para suspender esse contrato foi um processo aberto pelo TCU para apurar acusações de irregularidades nos pagamentos à empresa israelense.

O Tribunal investiga a despesa de R$ 24,6 milhões para o treinamento de 13 pilotos (R$ 1,9 milhão por cabeça). O processo ainda não foi concluído. Ele não significa o fracasso do projeto. A PF diz que prepara um novo contrato de manutenção e que receberá o segundo Vant ainda neste ano. Somente então vai avaliar se compra as outras 12 aeronaves inicialmente previstas.

A tecnologia de ponta dos aviões é uma arma para combater um novo esquema montado pelo narcotráfico nas fronteiras. Em outubro do ano passado, ÉPOCA revelou que os novos barões da droga terceirizaram parte das etapas, como refino, transporte e comércio dos entorpecentes. Eles passaram a atuar também nos países vizinhos. Grandes carregamentos de cocaína e de pasta-base de coca, matéria-prima do crack, são lançados de aviões em fazendas no lado brasileiro.

Nas fronteiras com Colômbia, Peru e Bolívia, policiais federais se veem diante de uma luta de guerrilha. No fim de 2010, dois agentes federais morreram baleados no Rio Solimões, a 240 quilômetros de Manaus, quando interceptaram uma lancha que transportava cocaína.

Uma das principais funções do Vant é passar informações aos homens em terra, adiantando a posição do inimigo durante uma situação de confronto. Para os policiais na linha de frente contra traficantes fortemente armados, os veículos não tripulados podem representar uma proteção a sua vida.

Fonte: Revista Época, por Hudson Corrêa e Leonardo Souza.

Bope começa a utilizar VANT em operações especiais no Rio – Vídeo

O Bope (Batalhão de Operações Especiais) começará a utilizar em breve VANT em ações táticas e operacionais no Rio de Janeiro. Três “vants” (veículos aéreos não tripulados) foram desenvolvidos pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e cedidos à divisão de elite da Polícia Militar, que poderá aproveitar a nova tecnologia, por exemplo, para monitoramento remoto no decorrer de incursões em favelas da capital fluminense.

Orçado em R$ 180 mil, o projeto contempla ainda a Defesa Civil Estadual, a Artilharia Antiaérea do Exército e o próprio IME – cada um recebeu um VANT personalizado. Uma sétima aeronave está sendo finalizada e será entregue ao Corpo de Bombeiros para operações na região serrana do Estado, que sofre anualmente com problemas decorrentes das chuvas.

Os vants contam com tecnologia integralmente nacional, segundo o governo do Estado, e será aperfeiçoado nos próximos anos. Até novembro, de acordo a financiadora do projeto, a Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro), outros vants devem ser cedidos gratuitamente às forças de segurança pública e de Defesa Civil do Rio.

“Temos vants demonstradores de tecnologia, frutos de pesquisas de pós-graduação e de trabalhos de graduação, construídos por cérebros brasileiros, com recursos nacionais e tecnologia livre de restrições internacionais de comércio. Nossa busca é pela soberania tecnológica”, afirmou o gerente do projeto, Jacy Montenegro Magalhães Neto.

De acordo com o governo estadual, os miniaviões contam com um sistema de zoom ótico capaz de filmar uma placa de carro, por exemplo, a cerca de 500 metros de altura. Em razão de seu tamanho reduzido, ele não pode ser visto a mais de 100 metros de altura, o que impede que seja alvejado por arma de fogo e destruído.

Os futuros operadores dos vants, entre os quais os policiais do Bope, receberão treinamento técnico do IME e aulas de pilotagem. A tecnologia dos primeiros protótipos do projeto já foi utilizada pelo IME anteriormente durante operações em Teresópolis e Nova Friburgo, na região serrana, durante os trabalhos de resgate após as enchentes de 2011 –mais de 900 pessoas morreram na tragédia.

Assista à reportagem do R7:

Fonte: UOL Noticias / R7.

Quadricóptero (Drone) é enviado com celulares à prisão

São Paulo – Funcionários da Concessionária Auto Raposo Tavares, em 30 de maio, por volta das 08h, localizaram no acostamento da Rodovia Raposo Tavares, próximo a Penitenciaria II de Presidente Venceslau/SP, um aeromodelo quadricóptero com um invólucro plástico ao seu lado.

Policiais Militares do 42º Batalhão de Polícia Militar do Interior foram acionados pelo telefone 190 e em vistoria encontraram 07 celulares no recipiente de plástico junto ao aeromodelo. A ocorrência foi apresentada no Distrito Policial da região.

Fonte: PMESP.

Uso civil de VANTs aumenta nos EUA

Sem muito alarde, dezenas de universidades e delegacias de polícia dos Estados Unidos receberam permissão dos reguladores federais da aviação para utilizar aeronaves não-tripuladas, conhecidas como “drones”, segundo documentos obtidos por um grupo de defesa dos cidadãos, através da Lei da Liberdade de Informação.

As mais de 50 instituições que receberam aprovação para operar aeronaves pilotadas por controle remoto são mais variadas do que muitas pessoas de fora da área e especialistas em privacidade sabiam. Elas incluem não só agências como o Departamento de Segurança Interna, mas também instituições menores como os departamentos de polícia de North Little Rock, no Estado de Arkansas, e de Ogden, no Estado de Utah, além da Universidade de Dakota do Norte e a Universidade Estadual Nicholls, na Luisiânia.

A informação divulgada pela Fundação das Fronteiras Eletrônicas veio à tona em um momento em que a Administração Federal da Aviação, ou FAA na sigla em inglês, se prepara para dar um impulso na utilização generalizada dos drones. Até o final de 2015, o Congresso americano deseja que essa agência faça a integração das aeronaves pilotadas remotamente no espaço aéreo dos EUA.

Apesar dos documentos não indicarem de que modo as aeronaves serão usadas, a divulgação provavelmente vai incitar preocupações sobre privacidade relativas aos drones.

Na quinta-feira, o deputado democrata Edward Markey, de Massachusetts, e o deputado republicano Joe Barton, do Texas, pediram ao administrador interino da FAA para responder perguntas sobre as implicações para a privacidade de um uso maior dos drones.

“Muitos drones incluem equipamentos de vigilância, como câmeras de vídeo, câmeras de infravermelho, radares e ‘farejadores’ de redes sem fio”, escreveram os representantes em sua carta a Michael Huerta. Agora que a FAA, sob pressão de legisladores e empresas, está se esforçando para aumentar o uso de drones, ela tem “a responsabilidade de garantir que a privacidade das pessoas seja protegida e que o público seja plenamente informado sobre quem está utilizando drones no espaço aéreo público e por quê”, escreveram eles. A FAA não quis comentar.

Como parte do esforço para aumentar o uso civil dos drones, cerca de 50 empresas estão desenvolvendo uns 150 sistemas diferentes, que vão desde miniaturas até modelos com envergadura comparável à dos aviões comerciais.

A FAA disse anteriormente que já aprovou dezenas de usos não-militares para aeronaves não tripuladas, que vão desde missões policiais até o combate a incêndios e o monitoramento de animais selvagens. Os drones também já foram usados para reportagens, mapeamento e aplicações agrícolas.

A Universidade de Dakota do Norte usa drones em conexão com um programa de graduação em sistemas de aeronaves não tripuladas, iniciado em 2009. Al Palmer, um funcionário da universidade envolvido no programa, disse que cerca de 78 alunos já decidiram se especializar na área e que os formados têm encontrado emprego em fabricantes ou operadores de drones.

O departamento de polícia de North Little Rock vem trabalhando com um pequeno helicóptero sem piloto desde 2008, disse o sargento Pat Thessing. No momento, a polícia vem treinando com essa aeronave apenas em áreas despovoadas, enquanto aguarda as normas da FAA para usá-las em outros lugares. A polícia espera usar drones para a vigilância de bairros de alta criminalidade, durante investigações sobre drogas, e outras atividades.

Fonte: Wall Street Journal / Reportagem: Andy Pasztor e John Emshwiller

EUA está para aprovar lei que regulamenta uso de VANT

Segundo o  jornal The Washington Times e o site OpEdNews, até 2020, os Estados Unidos terão nos céus pelo menos mais 30 mil drones (uma aeronave sem piloto, operada por controle remoto), de acordo com legislação aprovada pelo Congresso dos EUA na semana passada, que deverá ser sancionada pelo presidente Obama, a qualquer momento.

A nova lei autoriza o sobrevoo de drones sobre o território dos Estados Unidos, para funções de observação e vigilância, por instituições públicas e privadas. Na verdade, a lei dá maior respaldo jurídico para o que já vem sendo feito nos EUA e em outros países por centenas de drones com capacidades de observação e vigilância, operados principalmente por órgãos do Departamento de Segurança Nacional, pela CIA e por empresas privadas. Nos EUA, as funções de observação e vigilância dos drones incluem a proteção das fronteiras e combate ao tráfico e ao terrorismo.

Em 2011, a Federação Federal de Aviação (FAA – Federal Aviation Administration) concedeu 313 certificados para operação de drones, dos quais 295 estavam ativos, no final do ano. Mas, a FAA não revela quais são as instituições autorizadas a operar os drones e para quais propósitos, segundo o Washington Times. A Fundação Electronic Frontiers está processando a FAA, para obter os registros dos certificados e descobrir seus propósitos.

Para algumas instituições americanas, a nova lei representa um “adeus à privacidade”. “Ninguém sabe qual é a política das agências públicas e privadas para a operação dos drones, como a privacidade será protegida e o que será feito para evitar violações aos direitos dos cidadãos, previstos na Quarta Emenda da Constituição, de não serem submetidos a buscas e apreensões irracionais e sem mandato judicial”, disse a advogada da Fundação Electronic Frontier, Jennifer Lynch.

De acordo com o OpEdNews, o programa de vigilância de cidadãos por drones coloca o mundo mais próximo do que se chama de sociedade vigiada. Em muitos países, os cidadãos já vivem sob um alto nível de vigilância, por causa da “endemia de vigilância”, facilitada, entre outras coisas, pelas câmeras de segurança. De acordo com um levantamento da “Privacy International”, do Reino Unido, e do “Electronic Privacy Information Center”, dos Estados Unidos, os países mais vigiados do mundo são os Estados Unidos, Reino Unido, Tailândia, Cingapura, Rússia, China e Malásia.

Texto de João Ozorio de Melo / Fonte: Revista Consultor Jurídico

A invasão dos VANTs: Veículos Aéreos Não Tripulados revolucionam o setor de mapeamento

A indústria geoespacial vem experimentando várias mudanças nos últimos anos, com maior destaque para o sensoriamento remoto, que é a área responsável por gerar imagens da superfície terrestre a partir de plataformas móveis. Se há alguns anos existia uma separação muito clara entre imagens de satélites – com menor poder de detalhamento – e aerofotos – com maior resolução -, hoje existem várias áreas de sobreposição entre os produtos gerados e as aplicações das imagens obtidas por sensores remotos orbitais e aerotransportados.

Os satélites comerciais de altíssima resolução – com menos de 50 centímetros de detalhamento – invadiram uma área que, até recentemente, era apenas das imagens obtidas através de aviões. Por sua vez, a aerofotogrametria ampliou o leque de sensores, e hoje os veículos voam com equipamentos ópticos, radar e laser, obtendo uma vasta gama de imagens e de modelos digitais de terreno em três dimensões.

Agora, uma novidade que está alterando o jogo de forças no setor de sensoriamento remoto é a invasão dos Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), equipamentos com baixíssimo custo – em relação à aerofotogrametria – que podem gerar produtos muito próximos dos obtidos através de métodos clássicos de levantamentos. Por outro lado, os VANTs ainda carecem de uma legislação clara para a execução de voos sobre áreas habitadas para mapeamento rural e urbano.

Resposta rápida a desastres

Além do mapeamento em si, os VANTs podem ser muito úteis na resposta a desastres naturais e acidentes, já que possibilitam uma agilidade que não é encontrada no uso de aviões e na programação de imageamento por satélites. Empresas brasileiras já possuem projetos e equipamentos que poderiam contribuir em aspectos relacionados a acidentes que resultam no derramamento de óleo no mar ou em resposta a deslizamentos de terra.

Hoje, existem várias opções de VANTs, com distintas autonomias de voo, que poderiam se encaixar em diferentes missões, desde a detecção de manchas de óleo no oceano e sua evolução, até o rastreamento e identificação das praias do litoral em risco de serem afetadas. O sobrevoo a áreas com deslizamentos de terra também pode ser feito com agilidade para a resposta rápida a emergências.

Os satélites com sensores ópticos, por exemplo, ficam limitados em relação à presença de nuvens na região, o que requer o uso de imagens radar. Já os VANTs não sofrem com isso, pois voam abaixo das nuvens. Outra diferença é em relação ao custo operacional e humano, pois operar um avião não tripulado custa menos, além de não expor a tripulação a riscos.

Outra área na qual os VANTs já são amplamente utilizados é a segurança. A Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo, por exemplo, usa veículos não tripulados para a detecção de diversos tipos de crimes ambientais. Em 2011, o governo brasileiro criou o Núcleo de Excelência em Desenvolvimento de Sistemas Embarcados para Veículos Aéreos Não Tripulados e Robôs Táticos Móveis, com o objetivo de desenvolver um sistema de segurança nas fronteiras da Amazônia e monitorar o meio ambiente.

Os resultados esperados do projeto, que tem previsão de quatro anos de duração, deixarão o Amazonas numa condição favorável em relação ao controle das fronteiras, uma vez que, nesses locais, ocorrem com frequência o tráfico de drogas, guerrilhas, dentre outras atividades. Os VANTs vão desempenhar funções estratégicas na captura de informações, que posteriormente serão processadas e encaminhadas aos órgãos competentes, como a Polícia Federal e o Exército.

Restrições

Mas um VANT não é um simples aeromodelo. Antes de se fazer um levantamento é preciso obter uma autorização Notam, emitida pelos órgãos da Aviação Civil e Militar, avisando que será feito um sobrevoo a um determinado local. Além disso, esses locais não podem ser densamente habitados, o que tem sido um empecilho para o mercado com foco em segurança.

Existem, em todo o mundo, vastas pesquisas e desenvolvimentos sobre VANTs, baseadas em diversos tipos de aeronaves, como aviões, helicópteros e dirigíveis. Esse tipo de aparelho possui um grande campo de aplicação, podendo ser empregado no monitoramento e estudo de florestas e regiões de interesse ecológico, em levantamentos de áreas rurais de aspectos agropecuários. Também pode auxiliar na medição da composição do ar e de níveis de poluição e sua dispersão em centros urbanos e industriais. Além disso, serve para a inspeção de grandes estruturas, levantamento de ocupação urbana e prospecção topográfica, mineral e arqueológica.

Espera-se, para os próximos anos, uma presença cada vez maior de VANTs nas áreas de mapeamento, defesa, inteligência e segurança, o que não significa que o uso das fotos obtidas com aviões e imagens de satélites estejam em declínio. Com maior oferta de produtos, a aerofotogrametria se moderniza e fornece imagens cada vez melhores. Os satélites também aumentam cada vez mais a resolução e geram imagens com mais opções de detalhamento e revisita. As tecnologias estão se complementando, com algumas áreas de sobreposição, mas cada uma com sua especificidade e área de aplicação.


Texto de Eduardo Freitas, engenheiro cartógrafo, técnico em edificações, mestrando em SIG, editor do portal e revista MundoGEO e coordenador técnico do evento MundoGEO#Connect LatinAmerica.


Serviço

– MundoGEO#Connect LatinAmerica 2012.
– Data: 29 a 31 de maio de 2012.
– Local: Centro de Convenções Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo (SP).
– Informações e inscrições: http://mundogeoconnect.com


Fonte: AgoraVale.com.br


Receba notícias por e-mail

Receba por e-mail novidades do

RESGATE AEROMÉDICO

 

Você recerá um e-mail para confirmar sua inscrição.

Não compartilhamos seus dados com terceiros.

OBRIGADO

por se inscrever !

 

Você recerá um e-mail para confirmar sua inscrição.

Logotipo Resgate Aeromédico
Resumo das Políticas

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.