Anjos da Guarda dos Jogos Olímpicos de Londres – Parte 1

Londres ganhou o direito de sediar a Olimpíada de 2012, no dia seis de Julho de 2005, em Singapura, ganhando da capital francesa Paris, que era então a forte candidata a receber os jogos.

Mas, com celebrações em andamento por toda Inglaterra, os planejadores de segurança foram obrigados a mergulhar profundamente no planejamento para conseguir chegar a um acordo de como cumprir o desafio de manter seguro o país que estava recebendo o evento.

A principal ameaça foi marcada apenas um dia depois, em sete de Julho, quando uma série de ataques suicidas coordenados (conhecidos como os atentados de 7/7) deixaram a manhã de Londres um caos.

Quatro homens-bombas detonaram os dispositivos em três trens de metrô e em um ônibus de dois andares, resultando em 52 civis mortos e mais de 700 feridos.

Enquanto o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres (LOCOG) era a entidade responsável por supervisionar o planejamento e desenvolvimento das competições dos jogos, o planejamento geral de segurança ficou por conta do Comitê Olímpico de Segurança Nacional (ENOC), e a função de supervisionar o planejamento, desenvolvimento e implementação do policiamento nos Jogos e da coordenação inter-agências (inclusive militares), ficou por conta de um comissário assistente.

A dimensão da segurança necessária para os Jogos Olímpicos era enorme e foi descrita pelo comissário assistente Chris Allison:

a) 14.700 atletas de 205 países irão competir durante 28 dias de competição;

b) Cerca de oito milhões de ingressos serão vendidos para os Jogos Olímpicos e outros dois milhões para os Jogos Paraolímpicos;

c) 11 forças vão policiar as Vilas Olímpicas;

d) Cerca de 12 mil policiais estarão de serviço em todo os locais em dias de pico;

e) 26 esportes olímpicos serão disputados em 34 locais;

f) 20 esportes paraolímpicos serão distribuídos em 21 locais;

g) 800.000 pessoas são esperadas para utilizar o transporte público para acompanhar os Jogos nos dias mais movimentados, numero que supera toda a população de Buenos Aires, Argentina;

h) 20.000 membros da imprensa mundial são credenciados com acesso aos jogos. Mais 20.000 pessoas não credenciadas da imprensa são esperadas.

Uma das primeiras medidas tomadas foi a elaboração de duas zonas do espaço aéreo de restrição que abrangem o centro de Londres.

Uma delas era uma zona proibida e cobriu o espaço aéreo em torno dos principais locais envolvidos na realização dos eventos olímpicos e a outra, uma ampla zona restrita que cobriu uma grande área do espaço aéreo que se estendia ao sul do Aeroporto de Gatwich, ao norte de Luton e Stansted, além do oeste de Heathrow, sobre o Estuário do Tamisa entre Kent e Essex.


Leia aqui a Parte 2 deste artigo


Fonte: Aviation Today

4 COMENTÁRIOS

  1. Muito bom o artigo! Mostra extrema organização. Por aqui, quando faltar uns 6 meses vamos organizar nossas forcas e envia-las para lá uma semana antes e vai dar tudo certo. Os ingleses espantados, como que conseguimos, o problema e quando der errado!

    • Visitei esta Unidade Aérea por 2 vezes no ano passado para conhecer a operação e o planejamento / execução. A organização da Scotland Yard ( Metropolitan Police) foi impecável. A Unidade Aérea que possui apenas 3 EC 145 voou 24 horas por dia durante todo o evento. A rendição da aeronave era feita em vôo, de modo a assegurar a continuidade do apoio aéreo. O esforço operacional foi realizado com um suporte logístico previamente planejado.
      Mas não foi só a Met Police Air Unit que estava envolvida.
      Eles cuidaram da cobertura aérea da cidade de Londres somente. Outras Unidades Aéreas das Policias do interior do Reino Unido, trabalharam integradas. Era o embrião do chamado Serviço Nacional de Aviação Policial (NPAS), já anunciado neste site em out/12.

      MAURO AYRES – PLAH 0552.

  2. A receita do bolo é essa: INTEGRAÇÃO, com bem exemplificado pelo Cmte Ayres.
    Verifica-se que Londres está bem preparada para os grandes eventos. Infelizmente, no Brasil, pouca coisa já aconteceu em termos prepatórios para a segurança pública nos grandes eventos e praticamente nada na área de aviação de segurança pública, pelo menos pelo Governo Federal.
    O TCU diz estar atento, mas não consegue ver nem a parte exposta do iceberg.
    http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2013/02/08/tcu-identifica-atraso-em-projetos-de-telecomunicacoes-e-ve-risco-para-copa-das-confederacoes.htm
    Bons voos a todos.

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