Portugal – A Força Aérea Portuguesa, em coordenação com a Marinha, o INEM – Centro de Orientação de Doentes Urgentes no Mar (CODU-Mar) e a Autoridade Marítima, efetuou na madrugada do dia 03/01, a evacuação médica de dois tripulantes filipinos que se encontravam a bordo do navio mercante HAFNIA ROBSON, de bandeira de Singapura, a 10km a norte do porto de Sines.
Após solicitação do Centro Coordenador de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (Marinha), o Centro Coordenador de Busca e Salvamento Aéreo de Lisboa (Força Aérea) ativou a tripulação do helicóptero EH-101 Merlin que descolou da Base Aérea N.º 6 – no Montijo às 23h10 para realizar o resgate.
O resgate dos tripulantes foi realizado com sucesso, sob condições atmosféricas adversas. O Helicóptero da Força Aérea seguiu para o Aeródromo de Trânsito N.º1, em Lisboa, de onde uma ambulância do INEM encaminhou os pacientes para uma unidade hospitalar.
No total foram efetuadas 02h15 de voo, com mais duas vidas salvas.
No mesmo dia (03/01) outra missão aconteceu no arquipélago da Madeira. Às 23:55 horas, a tripulação de alerta da Esquadra 751 – “Pumas” que opera os helicópteros Agusta-Westland EH-101 Merlin, decolou do Aeródromo de Manobra Nº3 (Porto Santo) para realizar mais um transporte médico urgente do Porto Santo para a Madeira, tendo regressado já no dia 04 de janeiro à 01:00 hora.
Sobre o EH-101 MERLIN da Força Aérea Portuguesa
O Agusta-Westland EH-101 MERLIN é um helicóptero de transporte médio, trimotor (3 motores Rolls-Royce Turbomeca RTM 322-MK 250), com trem de aterragem triciclo, semi-retrátil, com rodas duplas em cada unidade e rotor principal de 5 pás. A FAP adquiriu 12 EH-101 em três variantes distintas para três tipos de missões diferentes. A frota consiste em 6 de variante SAR (Busca e Salvamento), 2 de variante SIFICAP (Sistema de Fiscalização das Pescas) e por 4 de variante CSAR (Busca e Salvamento em Combate).
Possui flutuadores de emergência, 2 barcos internos de 20 pessoas, 1 guincho primário e um guincho secundário, NITESUN e FLIR. É equipado com um RADAR de busca da GALILEO com capacidade de identificar e monitorizar 32 alvos de superfície em simultâneo. Todas as aeronaves têm a capacidade para operarem em ambiente NVG.
A variante CSAR está equipada com “Defensive Aids Suite” (DAS), que consiste num sistema integrado de autoproteção eletrónica, formado pelos seguintes subsistemas: um “Radar Warning Receiver” (RWR), um “Missile Warning System” (MWS) e um “Counter Measures Dispensing System” (CMDS). Tem a capacidade para reabastecimento “Hovering In Flight Refueling” (HIRF) e “Air to Air Refueling” (AAR).
São Paulo – Engajado nas buscas do helicóptero Bell 407, PR-CBB, desaparecido no dia 26/06, o Águia 06 da Base de Radiopatrulha Aérea de Campinas localizou os destroços do helicóptero Bell 407, entre a cidade de Francisco Morato e Jundiaí, nas coordenadas 23°16’58.3″S – 46°50’01.7″W, próximo da rodovia dos Bandeirantes.
O Grupamento de Radiopatrulha Aérea da PM de São Paulo foi acionado pelo Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (SISSAR), cujo órgão central é o DECEA-FAB no dia do desaparecimento do helicóptero. Foi acionado o Águia 15 para efetuar as primeiras buscas. Com o uso do imageador aéreo, o Águia permaneceu duas horas em buscas, porém em razão da má visibilidade e restrições meteorológicas elas foram interrompidas. Também participou da operação de busca o avião SC-105 da FAB – SAR 2811, projetado especificamente para missões de busca e salvamento (SAR).
Logo cedo foi reiniciada a operação de busca com as equipes de salvamento do SAR 2811 e do Águia 06 da PM (BRPAe de Campinas). Pela manhã localizaram a aeronave acidentada. A equipe do Águia 06 realizou, através de rapel, a incursão no local de mata para localizar sobreviventes. Não houve sobreviventes.
As informações preliminares apontam que a aeronave estava com 05 ocupantes e segundo o SALVAERO de Curitiba (ARCC-CW Curitiba) o helicóptero havia decolado de Congonhas (CGH) às 07:56 com destino a cidade de Americana. Ás 08:04h havia desaparecido do radar, 3,5 nm ao norte do NDB Perus.
Equipes do Corpo de Bombeiros, COE, Grupamento Aéreo e da Força Aérea Brasileira permaneceram no local para os procedimentos iniciais do acidente aeronáutico e retirada dos corpos.
A ABRAPHE – Associação Brasileira de Pilotos de Helicópteros divulgou a seguinte nota de pesar e que nós do Piloto Policial compartilhamos:
É com muita dor e pesar que a ABRAPHE comunica o falecimento da Cmte Jovilde Aparecida Calisctil, membro da diretoria ABRAPHE, como Safety e suplente no Conselho Fiscal (2014-2016).
A aeronave em que pilotava, um Bell 407 prefixo PR-CBB foi encontrada esta manhã pelo SAR – Serviço Aéreo de Resgate.
Experiente e sempre atuante a frente da disseminação das normas de segurança, a Cmte Jô, como era carinhosamente chamada, transpirava sua paixão em voar e proatividade em estreitar as relações entre veteranos e alunos. Era categórica em afirmar: “Não basta o destino estar aberto para operação. É necessário voar até o destino e a rota deve estar em boas condições também”.
Com mais de 13 anos na aviação civil e mais de 4.500 horas de voo, Cmte Jovilde era habilitada em PCH – Piloto Comercial de Helicóptero, instrutora, checadora com certificação na área de Flight Safety – CENIPA 03196. Foi chefe de cabine e instrutora de voo da Gol Linhas Aéreas. Também atuou no offshore e a frente de operações de táxi aéreo para empresas de renome da aviação por asa rotativa em São Paulo.
A ABRAPHE está prestando o seu apoio aos familiares da Cmte neste momento de dor de todos nós e também se solidariza com as famílias das demais vítimas da aeronave. Estamos acompanhando os desdobramentos da investigação.
Governo dos Açores – O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) participa do V Encontro de Centros de Busca e Salvamento dos Açores, marcado este ano pela realização do ASAREX15 – Advanced Search And Rescue Exercise, que acontece até 8 de maio e conta com a presença inédita de equipes de salvamento dos EUA e Canadá.
O ASAREX15 é um exercício de busca e salvamento de grande escala que pretende treinar os procedimentos para uma situação de queda de uma aeronave no mar, envolvendo não só as unidades de busca e salvamento existentes no arquipélago dos Açores, mas também unidades internacionais.
O exercício, foi apresentado na Base Aérea n.º 4, na ilha Terceira, é promovido e coordenado pelo Centro Coordenador de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes (RCC Lajes), envolvendo também o SRPCBA, o Centro Coordenador de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada) e a Autoridade Marítima Nacional.
Para além das entidades locais habitualmente intervenientes em casos de busca e salvamento, estarão presentes, pela primeira vez nos Açores, as equipes United States Coast Guard, Royal Canadian Air Force, Joint Rescue Coordination Center de Halifax e Joint Rescue Coordination Center de Norfolk.
No âmbito deste encontro serão realizados vários exercícios conjuntos no mar dos Açores com meios aéreos e navais da Força Aérea, da Armada, da Guarda Costeira dos EUA e da Força Aérea do Canadá.
O ASAREX15 visa promover e maximizar as sinergias entre os vários centros de busca e salvamento e entidades intervenientes nestas ações, assim como trocar conhecimentos e experiências com entidades internacionais.
O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores estará representado com cerca de 40 elementos, onde se incluem membros das corporações de bombeiros de Angra do Heroísmo, Praia da Vitória e Madalena.
O simulador full-flight do helicóptero Dauphin AS365 no Centro de Treinamento de helicópteros da Airbus Helicopters em Singapura foi atualizado para fornecer um treinamento altamente realista para operações de busca e salvamento (SAR), diurnas e noturnas, oferecendo aos pilotos a excepcional capacidade para treinar com segurança essas missões.
A atualização foi realizada pela Airbus Helicopters Southeast Asia no Seletar Aerospace Park, incorporando um sistema de gerenciamento de voo CMA9000 ao simulador baseado em movimento do AS365, e incluindo o modo SAR no piloto automático de quatro eixos APM 2010. É a interface entre esses dois aviônicos que melhora o treinamento das operações SAR.
A aplicação permite que as tripulações de voo experimentem o ambiente operacional durante as missões SAR, utilizando todas as capacidades do sistema CMA9000 e do piloto automático APM 2010 – inclusive o voo com orientação de navegação precisa, realização de padrões de busca e voos pairados, assim como cenários que requeiram o uso de botes de resgate, foguetes iluminadores e sinalizadores por fumaça.
O CMA9000 é um sistema de gerenciamento de voo altamente capacitado utilizado em helicópteros operados por vários prestadores de serviços de emergência, forças policiais e organizações governamentais. O APM 2010 é um piloto automático digital dual-duplex que reduz a carga de trabalho do piloto para uma maior eficácia das missões e melhor consciência situacional e, ao mesmo tempo, fornece excelente estabilidade de voo pairado automático com alta precisão.
“O sério compromisso da Airbus Helicopters com a segurança de voo é realçado por nosso moderno simulador de voo, tornando-o o único sistema desse tipo no mundo com essa capacidade de treinamento de missões SAR,” afirma Derek Sharples, diretor executivo daAirbus Helicopters Southeast Asia. “Os operadores que voam helicópteros da família Dauphin, em especial a versão civil AS365 N3/N3+ e a variante militar Panther AS565 MBe, serão muito beneficiados com o treinamento para missões SAR, uma das mais desafiadoras.”
Sharples acrescenta que pilotos qualificados em outras aeronaves equipadas com o mesmo sistema também poderão utilizar o simulador como um dispositivo de treinamento para conhecimento e familiarização do sistema.
O treinamento de busca e salvamento com o moderno simulador full-flight na Airbus Helicopters Southeast Asia terá início em março, tendo a Royal Thai Police (Polícia Real Tailandesa) como o cliente inaugural. Atualmente, essa força policial opera um Dauphin AS365 N3+, configurado para missões SAR com o sistema de gerenciamento de voo CMA9000, além de um guincho elétrico, instalações de rapel, guincho de carga e faróis de busca. Um segundo AS365 N3+ equipado de forma similar será entregue à Royal Thai Police ainda este ano.
As operações deste simulador tiveram início em abril de 2012 e, até o momento, o aparelho já foi utilizado no treinamento de mais de 300 pilotos de 20 países diferentes.
A falta da substituição de equipamento obsoleto do helicóptero de resgate da polícia de Las Vegas/EUA pode ter causado a morte de oficial no ano passado.
O gancho e o guindaste do helicóptero da equipe policial de busca e salvamento de Las Vegas usados durante uma missão em Mount Charleston, no dia 22 de julho de 2013, quando o oficial David VanBuskirk faleceu após cair de uma altura de 7.6 metros, depois de ter se desprendido do guindaste. O gancho foi considerado perigoso e substituído após o incidente. Foto: Cortesia da Administração de Saúde e Segurança Ocupacional de Nevada
Após mais de um ano, a morte do oficial David VanBuskirk, da empresa de aviação Metro, que caiu enquanto elevava por um helicóptero um alpinista retido em Mount Charleston, permanece sob investigação. Os colegas de trabalho de VanBuskirk e especialistas nacionais em busca e salvamento suspeitam que o oficial caiu porque o seu departamento usou um gancho de resgate sem a trava de segurança.
Ken Phillips, chefe da área de busca e salvamento do Serviço Nacional de Parques, disse que os helicópteros de resgate mais “progressivos” usam há muito tempo o gancho com trava.
“Eles são muito comuns agora no setor de helicópteros de resgate, disse Phillips.
A Equipe de busca e salvamento do Condado de Los Angeles, por exemplo, fez a troca há mais de 15 anos.
“Se você possui um equipamento sem trava em qualquer coisa que tenha a ver com resgate… você está chamando pelo fracasso,” disse Hank Reimer, chefe veterano de tripulação de helicópteros de resgate em Los Angeles.
Mas, o Metro não sabia do problema até o falecimento de VanBuskirk, disseram autoridades.
O Capitão Charles Hank, que supervisiona a unidade de aviação do departamento, disse que não se deve culpar ninguém.
“A segurança é responsabilidade de todos, do xerife para baixo”, disse Hank.
O Xerife do Condado de Clark, Doug Gillespie, disse que não acha que o Metro deixou de fiscalizar a segurança da unidade. “Quando nos encontramos com outras agências ao longo dos anos, incluindo muitas que usavam os ganchos com trava, ninguém disse que os ganchos do Metro eram um problema”, disse ele.
“Em todas as discussões que tivemos sobre uma variedade de coisas, ninguém, em nenhum desses encontros, disse… ‘Ei, vocês fazem uso deste gancho defeituoso?’ ” disse ele. “Não vejo isso como um lapso.”
Alguns meses depois do acidente, o Metro substituiu os ganchos em todos os seus helicópteros de resgate.
ROMPIMENTO FORÇADO
VanBuskirk, 36 anos, foi um dos cinco oficiais da equipe de resgate enviado para ajudar um alpinista retido na margem da Mary Jane Falls, no dia 22 de julho de 2013.
Tratava-se de uma missão noturna rotineira para a ativa unidade de busca e salvamento, que realiza mais de 100 resgates de helicóptero por ano. O tempo estava calmo, com pouco vento. O terreno era íngreme, mas havia espaço suficiente para o oficial se apoiar. VanBuskirk, que possuía seis anos de experiência em busca e salvamento, era um dos oficiais mais experientes.
Depois de localizar o alpinista, o oficial desceu por um cabo de guindaste elétrico do helicóptero. O seu equipamento estava preso ao gancho do cabo com um pesado mosquetão de alpinista.
O plano era que VanBuskirk colocasse o alpinista em um equipamento de segurança e o prendesse ao mesmo gancho do guindaste. Os oficiais, às vezes, desprendem-se do cabo enquanto estão em solo, mas isto não fazia parte do plano da missão e VanBuskirk não comunicou, em momento algum, que tinha a intenção de fazê-lo.
VanBuskirk deu o sinal para o operador de guindaste para que ele e o alpinista fossem levantados, mas o oficial apresentou dificuldades durante a subida e caiu de uma altura de cerca de 7.6 metros, e acabou falecendo. O alpinista, que não foi identificado pelo Metro, alcançou o helicóptero com segurança.
Os investigadores do Metro disseram que nenhum equipamento de VanBuskirk estava quebrado, e tudo funcionava bem.
Investigadores examinam o equipamento que o policial de Las Vegas David VanBuskirk vestiu quando ele despencou no dia 22 de julho de 2013, durante uma missão de busca e salvamento em Mount Charleston. As autoridades suspeitam que o acessório de ligação do mosquetão do oficial se enrolou no gancho, provocando a sua queda do guindaste. Foto: Cortesia da Administração de Saúde e Segurança Ocupacional de Nevada
Os membros da equipe de busca e salvamento logo focaram em um “rompimento forçado”, que pode acontecer quando um cabo frouxo permite que o mosquetão no equipamento do socorrista se enrole por cima do gancho, abrindo a mola do gatilho e forçando o mosquetão a se separar do gancho.
Os ganchos sem trava foram utilizados pelos militares há mais de 50 anos, mas nas últimas duas décadas têm sido substituídos pelos ganchos com trava de segurança, pois não abrem facilmente.
Reimer, assim como outros especialistas do setor cientes da morte de VanBuskirk, demonstrou surpresa pelo fato do Metro não estar usando ganchos com trava, já que o rompimento forçado é de conhecimento geral entre os socorristas e alpinistas.
“Se você não tem esse tipo de formação, e logo começa colocando algo no gancho, acidentes podem acontecer,” disse ele. “Pura falta de conhecimento, eu diria, por falta de um termo melhor.”
Phillips, que abriu uma academia nacional de busca e salvamento em 2012, publicou no ano passado um manual de treinamento de 100 páginas que trata sobre o rompimento forçado.
“Todo o pessoal envolvido em operações de resgate de guindaste, principalmente os socorristas de solo, devem ser bem informados sobre o fenômeno do rompimento forçado e como preveni-lo”, escreveu Phillips. Um gancho com trava oferece uma segurança maior, ele escreveu.
Mas, Hank declarou que ninguém sabia disto no Metro.
“Se soubéssemos disto (antes), teríamos mudado imediatamente,” disse Hank.
Alguns meses depois do incidente, o Metro encomendou ganchos com dupla trava, que custou cerca de US$ 1.400,00 cada.
Apesar dos oficiais do Metro terem dito que eles não estavam cientes do rompimento forçado, muitos de seus parceiros estavam. As unidades de resgate e salvamento da Polícia Rodoviária de Los Angeles e Califórnia, entre outras, sabiam do problema e poderiam ter compartilhado os seus conhecimentos caso tivessem sido procuradas.
O Metro está atrás de pareceres, disse Reimer, que é vice-presidente de uma organização voltada para o treinamento e a segurança de helicópteros de resgate.
“Desde esse incidente, eu tenho tido várias conversas com diferentes pessoas do Metro, questionando sobre como fazemos as coisas, como treinamos, quais equipamentos usamos. Perceberam que há agora um problema e estão tentando resolver isto da melhor maneira, disse ele.
“Infelizmente foi necessário perder uma vida para que isso acontecesse.”
‘NÓS NÃO SABEMOS O QUE ACONTECEU’
O Tenente da unidade de Apoio Aéreo Jack Clements disse que o Metro está aguardando que o Conselho Nacional de Segurança em Transportes (NTSB) termine a sua investigação para liberar os detalhes sobre a morte do oficial. Ele ressaltou que ainda não foi comprovado que o rompimento forçado foi a causa oficial.
“Existem muitas possibilidades. É este tipo de coisa que nos enlouquece,” disse ele. “Nós queremos saber o que aconteceu. E não sabemos o que aconteceu.”
Mas, os colegas de trabalho de VanBuskirk parecem estar convencidos.
Quase todos os oficiais que participaram da missão citaram o rompimento forçado quando foram entrevistados pela Administração de Saúde e Segurança Ocupacional (OSHA) de Nevada, em outubro, meses depois do acidente. O Metro, por esta altura, já tinha substituído os seus ganchos.
Se não foi rompimento forçado, foi erro humano. De acordo com a OSHA, o alpinista disse às autoridades que ele achava que o oficial não estava amarrado ao equipamento quando o operador de guindaste começou a levantá-los.
Mas, é improvável que VanBuskirk teria se soltado sem falar com ninguém.
“Dave desceu com a intenção de se manter amarrado”, disse Hank. “E eu diria que ele era um dos nossos melhores. Era muito bem treinado, um profissional, e não havia nenhuma dúvida ou preocupação quanto à sua competência. Ele era mais do que competente. Repito, o melhor dos melhores.”
Clements disse que os oficiais, às vezes, mudam seus planos quando estão diante de situações inesperadas.
“Tudo muda. Até você de fato descer, tocar o chão e verificar a situação, não há nenhum plano estabelecido porque você não sabe o que vai encontrar,” disse Clements.
Ao mesmo tempo, ele disse, as testemunhas, muitas vezes, interpretam os detalhes de forma errada, experienciam visão em túnel ou perda auditiva temporária.
“De repente, aparece um helicóptero com todas aquelas luzes vindo em sua direção, com alguém descendo por um gancho para lhe pegar, o barulho é alto e tem um monte de coisas acontecendo,” disse ele. “Eu acho que a lembrança (do alpinista) é a melhor lembrança que ele pode nos oferecer, mas a compreensão daquele estresse todo provoca coisas estranhas nas pessoas.”
O investigador da OSHA foi incapaz de determinar a causa e fechou o caso em janeiro sem emitir uma intimação para o Metro.
Helicóptero policial de Las Vegas usado durante a missão de busca e salvamento em Mount Charleston no dia 22 de julho de 2013, quando o oficial David VanBuskirk caiu de uma altura de 7.6 metros, após se desprender do guindaste. Foto: Cortesia da Administração de Saúde e Segurança Ocupacional de Nevada
NOVO EMPURRÃO PARA A SEGURANÇA
Os oficiais do Metro disseram que agora estão determinados a manter os padrões da indústria. Este ano, o oficial veterano Bill Cassell assumiu a recém-criada posição de agente de segurança na área de busca e salvamento.
Cassell disse que a sua função é documentar a segurança e “pesquisar os padrões da indústria e verificar se há algo ocorrendo que deveríamos, possivelmente, estar fazendo mas, não estamos. Ou, se há algo que poderíamos estar fazendo melhor do que estamos fazendo.”
Ainda não está claro se a morte de VanBuskirk poderia ter sido evitada caso o departamento tivesse criado esta posição antes. Cassell disse que ele duvida que ele teria identificado os ganchos antigos como um problema.
“Não há absolutamente nada que teria voltado a minha atenção para aquele equipamento,” disse ele. “Eu poderia estar aqui há cinco anos mas, não acredito que a minha presença teria evitado essa tragédia de maneira alguma.”
As unidades de todo o país adquiriram os ganchos com trava no início de 2000, disse Butch Flythe, um oficial aposentado de helicóptero de resgaste da Guarda Costeira dos Estados Unidos que desenvolve e vende produtos para a Aerial Machine and Tool Corp. baseada em Virgínia, uma das duas empresas dos EUA que fabrica os ganchos.
“Tem havido um crescente aumento de consciência nas forças armadas e na aviação policial,” disse ele. “As pessoas chegaram a conclusão que, pela forma como operamos, temos que optar pelo uso do gancho com trava.”
Mas, não há um padrão nacional em relação aos ganchos de resgate, disse Flythe.
O exército tem demorado para adotar o novo equipamento porque as suas grandes hierarquias são, muitas vezes, mais difíceis de serem penetradas, disse ele.
Flythe disse que a unidade especial de aviação do Exército, o ‘Caçador Noturno’, começou a usar os ganchos com trava no início das guerras do Iraque e Afeganistão. A Guarda Costeira fez a mudança em 2005 ou 2006, disse ele.
Já a Marinha mudou para o gancho com trava apenas no mês passado, disse Flythe, enquanto a Força Aérea tem comprado ganchos sem trava para modificá-los e usá-los com pinos de trava.
O Condado de Washoe não havia feito a mudança para os ganchos com trava até a morte de VanBuskirk, segundo oficiais do Metro. O Condado de San Diego trocou apenas cerca de um ano atrás.
“É uma daquelas coisas que as pessoas só fazem até que algo deste tipo acontece (a morte de VanBuskirk),” disse Flythe. “Pelo menos em Las Vegas, as pessoas foram reativas ao problema. Houve um departamento que disse, ‘Nós temos que adquirir o gancho com trava imediatamente.’ ”
Embora a queda fatal de um helicóptero de resgate na Austrália na década de 90 fora atribuída ao rompimento forçado, tem havido poucas — se é que existiram — notificações públicas subsequentes. A Administração Federal de Aviação aparentemente nunca emitiu uma advertência sobre ganchos sem trava.
E as empresas de guindaste nunca advertiram os seus clientes sobre os ganchos sem trava, que eles ainda vendem.
“Não houve nenhuma recordação”, disse Hank. “Nenhum aviso foi dado pelo fabricante porque não é uma questão de falha do gancho. É um fenômeno que pode ocorrer.”
O vice-chefe Pat Neville disse que não havia uma discussão nacional ampla sobre os méritos do gancho. “Ele não foi tratado como um problema gritante”, disse ele.
“Era apenas uma das questões em uma unidade de aviação com um várias peças móveis,” disse Neville.
Cassell sustenta que o gancho sem trava é seguro e disse que o usaria com confiança.
“Trata-se de um equipamento perfeitamente seguro”, disse Cassell. “Não há absolutamente nada de errado com ele. Se saíssemos hoje, e tivéssemos que voar em uma missão, eu colocaria você e eu debaixo daquele gancho num piscar de olhos.”
Reimer comentou que a mudança ocorre lentamente em serviços de emergência.
“Eu tendo a ir para além da bolha quando trata-se de buscar informações. … Mas, geralmente, as pessoas têm uma mente fechada. A forma deles é o único jeito, disse ele. Eles não compartilham informações, não escutam, não se aproximam de outras agências. Isto é muito comum nos serviços de corpo de bombeiros e aviação policial”.
“Você tem que olhar para fora da caixa”, disse ele. “Ver o que as outras pessoas estão fazendo e descobrir o porquê, em vez de reconstruírem a roda.”
Gillespie disse que os oficiais do Metro alertaram outros departamentos sobre o rompimento forçado e os ganchos sem travas logo após a morte de VanBuskirk.
“Nós mudamos. Deixamos isso muito claro para os outros departamentos de polícia,” disse ele. “Mas mesmo assim, sabemos que alguns deles não mudaram.”
CONTROLE MAIOR
A unidade aérea do Metro tem sido intensamente analisada desde 2012, após dois incidentes.
Em maio de 2012, um helicóptero de resgate passou cortando uma parede de Red Rock Canyon com as suas lâminas de rotor, durante uma missão de treinamento, quase matando sete oficiais. E em setembro de 2012, um helicóptero de US$ 1 milhão foi destruído e dois pilotos ficaram feridos quando a aeronave começou a girar durante um exercício de treinamento no Aeroporto de North Las Vegas.
O Tenente Gawain Guedry , um ex-piloto policial e dois outros oficiais estão investigando. Mas, o departamento recusou-se firmemente a liberar os seus achados. De acordo com vários funcionários que leram o relatório, Guedry identificou uma cultura de “caubói” e uma falta de supervisão administrativa que havia assolado a unidade por décadas.
O Metro pôs fim à investigação em julho de 2013, embora um rascunho do relatório inacabado foi enviado para o sub-xerife Jim Dixon com um aviso arrepiante:
“A nossa agência tem tido muita sorte, até agora, em termos de não perder uma única vida para um acidente de aviação. Essa sorte pode não continuar,”escreveu Guedry.
Em algumas horas VanBuskirk estava morto.
Ao recusar a liberação do relatório de Guedry, o Metro cita privilégio executivo relacionado ao documento utilizado para fins internos. O departamento disse que o relatório é inutilizável porque possui deduragem e “questões de personalidade.”
Em sua investigação da morte de VanBuskirk, a OSHA pediu repetidamente acesso ao relatório. Mas, os pedidos do investigador foram rejeitados pelo Metro todas as vezes.
Não está claro como o relatório do Guedry pode se relacionar com a morte de VanBuskirk. Guedry, através de seu advogado, indicou que ele acreditava que as conclusões do relatório pudessem impedir outra morte. Ele solicitou que tanto a promotoria do Condado de Clark quanto a procuradoria geral de Nevada determinassem se o Metro violou alguma lei ao recusar a liberação do relatório.
Guedry aposentou-se na sexta-feira, poucos dias depois da reunião em que as suas acusações foram discutidas com os oficiais do Condado de Clark.
É incerto se o NTSB foi capaz de obter o relatório para a sua investigação em curso.
“Todos da área estão muito interessados em saber quais são as conclusões do NTSB”, disse Phillips. “Meio que me surpreende o fato de terem levado tanto tempo para chegarem a uma conclusão.”
Clements disse que ele não está confiante que o NTSB esclarecerá o incidente, porque é quase impossível de provar se o VanBuskirk cometeu um erro, ou se ele foi vítima de um “fenômeno” de rompimento forçado.
Mas, ninguém da área de busca e salvamento parou de questionar.
“A coisa mais triste para nós é… que todos os dias, quando viemos trabalhar, e entramos pela porta da frente, deparamos com uma foto dele,” disse Clements. “E nós olhamos para ela. E todo mundo quer saber o porquê.”
O Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) irá receber treinamentos de buscas avançadas e operações de resgate com guincho nos helicópteros Bell 412 e 429 pela empresa Priority 1 Air Rescue (P1AR). O treinamento abrange 36 pilotos do sistema SAR (busca e salvamento), operadores de guincho e especialistas em resgate e mergulhadores.
Patrick Dennis, vice-presidente sênior em soluções de treinamento da P1AR, comentou que o NYPD solicitou que a empresa participasse do processo de seleção pois, “já havíamos trabalhado com aeronaves Bell, durante o desenvolvimento e design do sistema de guincho do Bell 429, portanto pudemos nos apresentar como especialistas no assunto. Trabalhamos lado a lado com a Bell, montando o melhor programa possível de treinamento de missão”.
Foto cedida por P1AR
O treinamento inicial dos pilotos e da tripulação acontecerá nas instalações do NYPD, com a parte final do treinamento ocorrendo na Academia de Treinamento Tático e de Busca e Salvamento (SAR/TAC) da P1AR em Mesa, no Arizona, onde há uma torre de guincho e um simulador para treinamento.
Esse programa possibilita que a tripulação e os pilotos treinem em solo, com menos risco do que o treinamento aéreo. Segundo Dennis, a instalação já treinou mais de 3500 pilotos e tripulantes de todo o mundo nos últimos 15 anos.
“Nossa torre de procedimentos com guincho e o simulador de guincho virtual podem ser configurados para mais de 16 tipos de cabines de aeronaves e garantir que os procedimentos corretos e relevantes sejam praticados,” explicou Dennis.
A P1AR ainda declarou que vai estar oferecendo, nesta instalação, visitas guiadas e demonstrações de treinamento de missões em helicópteros durante a conferência anual da Associação de Aviação Policial (ALEA) este ano, em Phoenix, no Arizona. Os instrutores SAR da empresa irão conduzir demonstrações no simulador de guincho virtual e na torre de procedimentos com guincho, permitindo um melhor entendimento do processo de treinamento DART/TAC.
“Somos muito flexíveis na maneira como treinamos e no que treinamos. Há um cerne através do qual nos orientamos,” comentou Dennis. “Treinamos para satisfazer e ir além dos requisitos exigidos pelas autoridades reguladoras, como a Federação de Administração da Aviação dos EUA (FAA FAR 133 Class D), a Agência Europeia para a Segurança da Aviação(EASA JAR-OPS), a Autoridade de Aviação Civil da Austrália (CASA) e do Canadá (Transport Canada), entre outras”.
A P1AR também oferece treinamentos para aeronaves de outros fabricantes de helicópteros, tais como AgustaWestland, Sikorsky, Airbus Helicopters e MD Helicopters.
Equipes de emergência tiveram que solicitar o apoio do helicóptero policial Air 1 da polícia de Calgary/Canadá, para resgatar uma mulher no caudaloso rio Assiniboine.
A mulher foi vista nas águas por volta das 3h30 da noite. A corrente rápida levou a mulher para o leste pelo rio e a água fria, as condições do rio e pouca visibilidade, tornou difícil o acesso dos socorristas à vítima.
O helicóptero da polícia foi chamado e utilizou a câmera FLIR e o farol de busca para ajudar as equipes de resgate encontrá-la. Após localizá-la, as equipes de emergência puderam acessar a vítima e retirá-la da água perto de Palmerston Avenue sem risco grave para os socorristas.
O Curso Básico de Busca e Salvamento (SAR 005) visa divulgar para as Entidades afins, cujas atividades se relacionam com a salvaguarda da vida humana, a temática do Sistema SAR Aeronáutico (SISSAR) e do Serviço de Busca e Salvamento do Comando da Aeronáutica, proporcionando uma visão geral da atividade SAR.
Ministrado por militares do Força Aérea Brasileira relacionados com o SISSAR, o referido curso é pré-requisito para qualquer nível de especialização em Busca e Salvamento (SAR) no âmbito do Comando da Aeronáutica.
As inscrição, o curso e a apostila entregue para acompanhamento são gratuitos, correndo por conta dos alunos o deslocamento, alimentação e hospedagem dos mesmos.
Para saber mais sobre o serviço acesse a página do DECEA. (clique aqui)
O Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I) realizou, no período de 28 de maio a 01 de junho do corrente ano, o Curso Básico de Busca e Salvamento (SAR005), que contou com a participação dos Oficias da PMGO/GRAER, CAP QOPM Ricardo Ferreira BASTOS e CAP QOPM Alessandro ARANTES Neres de Sousa.
Nesta edição, participaram militares da Aeronáutica, da Marinha, das Polícias Militares do Estado de Goiás, do Distrito Federal, do Mato Grosso e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal e Mato Grosso, além de representantes da Polícia Civil do Distrito Federal e Mato Grosso e do DETRAN do Distrito Federal e da INFRAERO.
Ministrado por instrutores do Centro de Coordenação de Salvamento de Brasília (RCC-BS), o curso teve aulas práticas e teóricas, incluindo palestras e trabalho em grupo.
O curso ministrado pretende fornecer a todos os novos integrantes da família SAR os fundamentos básicos que norteiam essa tão importante atividade. E dessa forma, cada um dos alunos poderá ajudar na manutenção das doutrinas SAR e na construção do conhecimento da sociedade, para a consagração do Lema Internacional de Busca e Salvamento: “… para que outros possam viver!”.
Além disso, levarão o espírito desse trabalho silencioso e solidário a cada usuário da Navegação Aérea e Marítima, no Brasil ou em qualquer parte do planeta dada a atuação global da Busca e Salvamento, trazendo-lhes a certeza de dizerem ao final, quando vítimas de um Incidente SAR: “… Eu sabia que vocês viriam!”
Este Curso tem por finalidade dotar os alunos de conhecimentos básicos sobre a atividade de Busca e Salvamento, a fim de que possam familiarizar-se com os conceitos e com a importância do Serviço de Busca e Salvamento no Brasil e no mundo, bem como conhecer também o Sistema de Busca e Salvamento com auxílio de satélites COSPAS-SARSAT (do Russo COMISCHESKAYA SISYEMA POISKA AVARIVNICH SUDOV- do inglês SEARCH AND RESCUE SATELLITE).
Nesse sentido poderão atuar em uma operação SAR, se forem solicitados ou a situação o exigir, podendo atuar como um dos elos de Coordenação SAR (Coordenador na Cena – OSC), designado temporariamente pelo Coordenador da Missão SAR – SMC para auxiliar na Coordenação de uma operação de Busca e Salvamento.
O Curso Básico de Busca e Salvamento (SAR 005) visa divulgar para as Entidades afins, cujas atividades se relacionam com a salvaguarda da vida humana, a temática do Sistema SAR Aeronáutico (SISSAR) e do Serviço de Busca e Salvamento do Comando da Aeronáutica, proporcionando uma visão geral da atividade SAR.
Ministrado por militares do Força Aérea Brasileira relacionados com o SISSAR, o referido curso é pré-requisito para qualquer nível de especialização em Busca e Salvamento (SAR) no âmbito do Comando da Aeronáutica.
As inscrição, o curso e a apostila entregue para acompanhamento são gratuitos, correndo por conta dos alunos o deslocamento, alimentação e hospedagem dos mesmos.
Para saber mais sobre o serviço acesse a página do DECEA. (clique aqui)
Santa Catarina – A Associação dos Municípios do Vale do Itapocu através do Colegiado de Defesa Civil da AMVALI juntamente com o Grupo Voluntário de Busca e Salvamento GERAR promovem a palestra “Atuação da Força Aérea Brasileira em operações de busca e salvamento em acidentes aéreos e calamidades públicas”, na segunda-feira, dia 12 de março, às 9 horas, no auditório da AMVALI.
A palestra será ministrada pelo do Capitão Aviador Marco Aurélio de Oliveira Celoni, Chefe do RCC-CW (Centro de Coordenação de Busca e Salvamento de Curitiba – CINDACTA-2, de Curitiba/PR.
A programação conta com explanação sobre o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico -“Organização, estrutura e sistemática de acionamento e missões integradas com outros órgãos” e sobre o Sistema COSPAS-SARSAT – “Utilização de balizas eletrônicas em prol da salvaguarda da vida humanas”.
O evento é gratuito e as vagas são limitas. Inscrições através do e-mail [email protected] ou (47) 3370-7933.
Um grupo de bombeiros do Estado de São Paulo encerrou nesta sexta-feira (2/12), na Serra do Japi, o Curso de Busca e Salvamento de Pessoas Perdidas em áreas de coberturas vegetais de risco. O curso começou com aulas teóricas, sob a coordenação do capitão Eli José Tavares, na ETEC Benedito Storani. As aulas práticas começaram na quarta-feira (30/11) e terminam nesta sexta na Base de Estudos de Ecologia e Educação Ambiental Miguel Castarde.
Os 20 bombeiros participantes são oficiais que atuam em várias praças do interior do Estado de São Paulo, como Ribeirão Preto, Marília, Bauru, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Sorocaba, Piracicaba e Araçatuba. A ideia é que a Base, em Jundiaí, seja o posto de comando para as operações onde agruparia a central de comunicação, planejamento das operações, alojamento para seis bombeiros, sala de aula, além de ambiente externo para reuniões e instruções.
Na manhã desta quinta-feira, um helicóptero Águia da Polícia Militar participou das ações de salvamento, além de passar orientações aos bombeiros. Policiais militares passaram informações sobre como funciona uma ação conjunta de resgate.
Para o capitão Marcos Brizola, do 17o GB do Corpo de Bombeiros do Guarujá, o curso de busca e salvamento promove a participação de integrantes de batalhões do Estado para que possam repassar informações aos demais integrantes.
O curso desenvolvido no interior da Serra do Japi realiza atividades teóricas e práticas de uso de GPS, mapa e bússola; deslocamento em mata fechada; planejamento de operações e organização de expedições para busca e salvamento de pessoas perdidas; deslocamento com pessoas feridas em mata fechada; embarque e desembarque tático em aeronave; rappel de aeronave; ocorrências com animais peçonhentos e noções de sobrevivência. As instruções serão diurnas e noturnas, onde os participantes dormem em redes de selva no interior da mata.
O Curso SAR 005, Básico em Busca e Salvamento, visa divulgar para as Entidades afins, cujas atividades se relacionam com a salvaguarda da vida humana, a temática do Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico Brasileiro (SISSAR) gerenciado pelo Comando da Aeronáutica.
Apoiados pelo SRPV-SP e pelo Aeroclube de São Paulo, os militares da FAB especializados em coordenação SAR buscaram passar aos instruendos uma visão geral sobre o surgimento, o desenvolvimento e o atual modo de operação do SAR no Brasil e no Mundo.
Dentre as instruções ministradas destacamos as seguintes: Origem e Doutrina do SAR, Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico Brasileiro, Sistema de busca por satélites COSPAS-SARSAT, Manual Aeronáutico e Marítimo Internacional de Busca e Salvamento (IAMSAR), entre outras.
O Curso aconteceu no mês de setembro, teve duração de uma semana e contou com a participação de 47 alunos, sendo 14 do Exército Brasileiro, 17 da Força Aérea, 13 da Polícia Militar de São Paulo e 05 Civis. O Cap Av Marco Aurélio Celoni, Chefe do RCC-CW, foi o coordenador do curso, auxiliado pelo SO Serpa e 1º Sgt Reynald. O 1º Ten PM Rodrigo foi o primeiro colocado do curso e o Cap PM Brandão o segundo colocado.
Esse curso faz parte de um grande projeto, pois, em razão da Portaria nº 1162/GC3, de 19 de outubro de 2005, que reformula o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (SISSAR), a qual prevê celebração de acordos e convênios com órgãos não pertencentes à estrutura do COMAER, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) vem buscando essa implementação e, atualmente, trabalha na elaboração de acordos com a Aviação de Segurança Pública dos Estados.
Com o objetivo de divulgar tão importante curso, o site Piloto Policial disponibiliza a Apostila SAR 005 e a legislação aplicada:
No dia 20 de julho a Global promoveu em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil a Palestra: SAR – Busca e Salvamento Aeronáutico. A palestra foi ministrada pelo Major Aviador Silvio Monteiro, chefe da Divisão de Busca e Salvamento do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).
A palestra foi idealizada e organizada pela Gerência de Segurança Operacional (GSO) da Global e pela Gerência de Vigilância de Aviação Geral (GVAG-SP) da ANAC-SP e contou com o apoio dos Srs. Adriano Monteiro (Gerente da ANAC-SP) e Fábio Gervino (Diretor Geral da Global), demostrando a integração da empresa em prol da segurança de seus passageiros e tripulantes.
A palestra foi ministrada na sede da ANAC –SP e abordou temas como a Operação SAR, Cospas-Sarsat e o papel do piloto civil em um resgate aéreo.
Participaram da palestra 61 convidados, entre funcionários da ANAC, Global, Reali, TAM Executiva, GOL Linhas Aéreas, INFRAERO, SRPV-SP, Policia Militar de São Paulo (3º SGT PM André e SD PM Daniele do GRPAe), Premier Táxi Aéreo, Aeropark, Aeroclube de Jundiaí, Helimarte Táxi Aéreo, EWM, GoldenFly e FlexAero.
A AgustaWestland anunciou a entrega da segunda aeronave AW139 para a Agência de Segurança da Líbia. A aeronave faz parte de uma encomenda de cinco AW139 para a Líbia para executar uma variedade de funções incluindo vigilância de fronteiras e missões de busca e salvamento.
A aeronave foi entregue nas novíssimas instalações da LIATEC (Libyan Italian Advanced Technology Company) no aeroporto de Abu Aisha. O início das entregas dos AW139 para a Agência da Segurança da Líbia estabelece um marco importante na cooperação da AgustaWestland com a Líbia, através de um dos mais bem sucedidos modelos em sua vasta gama de produtos.
O AW139 vem somar com outros tipos de aeronaves AgustaWestland vendidas para a Líbia nos últimos anos, ou seja, o AW119Ke para os serviços de emergência médica e o AW109 Power para missões de patrulha de fronteira, e amplia ainda mais a frota de aeronaves AgustaWestland da Agência de Segurança da Líbia, que já inclui dez helicópteros AW109 Power.
A AgustaWestland já concluiu vendas de mais de 20 helicópteros de vários tipos na Líbia desde 2006, bem como sua presença industrial e de serviços de manutenção através LIATEC, um empresa mista incorporada na Líbia por meio de um acordo assinado em janeiro de 2006 por três sócios – Libyan Company for Aviation Industry (50%), Finmeccanica (25%) e AgustaWestland (25%).
LIATEC – Libyan Company for Aviation Industry
Baseada a 60 km ao sul de Tripoli, as instalações de Abou Aisha foram abertas oficialmente em abril deste ano e inclui linhas de montagem final para helicópteros mono e biturbinas. A montagem final dos helicópteros se acrescenta aos serviços de manutenção existentes e atividades de treinamento realizadas pela LIATEC.
As novas instalações permitirão também a LIATEC ampliar seus recursos de apoio e manutenção de helicópteros, bem como realizar serviços de atualizações em sistemas aeronáuticos em outros tipos de aeronaves. A LIATEC também já está oferecendo serviços de manutenção e treinamento nas suas instalações em Tajura, ao leste de Tripoli, para aeronaves de asa rotativa e tripulantes.
Uma gama completa de serviços de treinamento está sendo oferecido, incluindo formação inicial, conversão para tipo, treinamento avançada para missão de helicópteros e para pilotos de asa fixa. Treinamento de manutenção para diversas plataformas e sistemas também está sendo fornecido para técnicos de aeronaves.
Os serviços de apoio abrangem os helicópteros AW119Ke, família AW109 e AW139, compreendendo uma série de soluções, incluindo manutenção, restauração, revisão, upgrades, remodelação de interiores, fornecimento de peças sobressalentes, reparo e revisão geral, bem como a manutenção de aviônicos e instrumentos .
A LIATEC também está promovendo a cooperação industrial com indústrias locais e com universidades locais para pesquisa e desenvolvimento. Todos seus funcionários são contratados da própria Líbia e marca seu comprometimento com a melhoria do nível de emprego local através da utilização de jovens engenheiros e especialistas provenientes de escolas e universidades especializadas da Líbia.
A LIATEC também pretende expandir a sua influência através da oferta de seus produtos e serviços à África, abrindo um verdadeiro “gateway” para o mercado africano.
A agência espacial dos Estados Unidos desenvolve uma tecnologia de busca e salvamento com a utilização de satélites. O Escritório de Missões de Busca e Salvamento da NASA (National Aeronautics and Space Administration) desenvolve, em conjunto com outras agências federais dos EUA, uma nova tecnologia de busca e salvamento, a DASS – Distress Alerting Satellite System, algo como Sistema por Satélite de Alerta de Perigo.