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Corpo de Bombeiros

Serviço de suporte aéreo avançado de vida reforça rede de urgência e emergência no Vale do Aço, MG

Minas Gerais – O Vale do Aço, em Minas Gerais, passará a contar com um helicóptero equipado com UTI aérea, ampliando a capacidade de resposta em ocorrências graves na região. A nova estrutura integra o serviço de Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV) e está sendo implantada em Governador Valadares, com construção de hangar e heliponto para operação da aeronave.

O serviço faz parte da rede estadual de atendimento aeromédico, coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) regional. A iniciativa beneficiará municípios atendidos pelo consórcio regional de saúde, fortalecendo a rede de urgência e emergência.

A aeronave contará com equipamentos essenciais para o atendimento de pacientes críticos durante o transporte, como respirador, monitor cardíaco, bomba de infusão e suporte de oxigênio, permitindo estabilização ainda durante o voo.

De acordo com autoridades locais, a implantação do serviço representa um avanço significativo para a saúde regional, reduzindo o tempo de deslocamento até hospitais de referência e aumentando as chances de sobrevivência em situações onde cada minuto é decisivo.

O Governo de Minas Gerais anunciou a distribuição de novas aeronaves para bases no interior do estado, incluindo Governador Valadares, ampliando a cobertura do suporte aéreo avançado em diversas regiões.

Base aeromédica de Joaçaba supera mil horas de voo com índice de 96% de missões cumpridas com sucesso

Santa Catarina – A base foi oficialmente inaugurada em 10 de abril de 2024, no Aeroporto Santa Terezinha, ampliando a cobertura aérea do Estado e interiorizando o serviço aeromédico. A implantação da estrutura em Joaçaba reduziu distâncias históricas entre pacientes críticos e hospitais de referência.

Com a operação do avião Arcanjo 04, modelo Cessna Grand Caravan, o CBMSC passou a atender de forma mais célere municípios do Meio-Oeste, Planalto Serrano e Extremo-Oeste, encurtando trajetos que por via terrestre poderiam ultrapassar oito ou dez horas. A eficiência operacional da unidade é comprovada pelo índice de 96,4% de missões cumpridas com sucesso, demonstrando a alta confiabilidade do serviço na região.

Desde a criação, os municípios mais atendidos, por meio de seus aeroportos, incluem Joaçaba, Videira, Caçador, Lages, Chapecó, Xanxerê e São Miguel do Oeste. A média é de 2,8 horas de voo por ocorrência. 641 pessoas já foram transportadas, entre pacientes e acompanhantes.

Arcanjo-04 atinge 300 missões aeromédicas e consolida base de Joaçaba como referência no Meio-Oeste catarinense, Foto: Divulgação

Ao longo deste período, a base já acumulou marcos operacionais expressivos e consolidou uma média consistente de horas voadas por ocorrência – reflexo da complexidade dos atendimentos. Um diferencial marcante da operação em Joaçaba é a humanização: em 71,7% das missões, o paciente pôde contar com a presença de um acompanhante durante o voo.

Tempo-resposta que faz a diferença

O transporte aeromédico é decisivo quando o fator tempo é determinante para a sobrevida ou para a redução de sequelas. A aeronave permite transferências inter-hospitalares de alta complexidade; transporte de gestantes de risco — com 46 gestantes atendidas até o momento; remoções neonatais e pediátricas — uma das principais vocações da base, já que quase metade dos pacientes (47,5%) pertence ao grupo de recém-nascidos e crianças;
transporte de órgãos para transplante; apoio em missões de busca e resgate.

Para garantir a segurança desses pacientes vulneráveis, a base já utilizou incubadoras em 89 ocasiões e dispositivos “bebê conforto” em outras 30 missões, funcionando como uma UTI aérea especializada para o início da vida.

Estrutura integrada com o SAMU Aeromédico

A atuação do CBMSC/BOA ocorre em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), por meio da Secretaria de Estado da Saúde, em um modelo consolidado há mais de uma década em Santa Catarina.

Hoje, o serviço aeromédico catarinense opera com cinco aeronaves – aviões e helicópteros – distribuídas estrategicamente pelo Estado, garantindo capilaridade e eficiência operacional.

Um marco que projeta o futuro

A superação da marca de 1.001,4 horas de voo em Joaçaba reafirma o papel estratégico da 3ª Companhia na malha aeromédica catarinense. O número simboliza maturidade operacional, integração entre bombeiros militares e equipes médicas, e consolidação de uma política pública que aproxima o atendimento especializado de quem mais precisa.

Mais do que um indicador estatístico, são mais de mil horas dedicadas a reduzir o tempo entre o risco e o cuidado – entre a urgência e a esperança. Para o Capitão Daldrian Scarabelot, que atua na região, o marco reflete a natureza ininterrupta do trabalho do Batalhão:

“Cada missão é a reafirmação do nosso compromisso com a sociedade catarinense. Quando não estamos em voo, estamos em resgate; atendemos ocorrências por terra ou pelo ar, garantindo que o socorro nunca pare. É um serviço que se consolida cada vez mais como um braço essencial para os municípios do Meio-Oeste e Oeste, transformando essas mil horas de operação em centenas de segundas chances para quem mais precisa”, concluiu.

Operação aeromédica é comprometida por voo irregular de drone durante resgate no litoral do Paraná

Paraná – Um homem foi preso na noite de domingo (15) por operar ilegalmente um drone e atrapalhar a decolagem de um helicóptero que fazia o resgate de um adolescente de 13 anos vítima de afogamento em Guaratuba, no litoral do Paraná.

Segundo a Polícia Militar (PM-PR), o helicóptero pousou na areia após o isolamento da área pelas equipes de socorro. Em seguida, o drone passou a sobrevoar o local em distância muito próxima da aeronave.

Confome o Corpo de Bombeiros, o adolescente se afogou em uma piscina, e a família o levou até o posto de guarda-vidas. Durante o atendimento, o drone se aproximou.

Segundo a PM, mesmo após sinais e orientações para afastamento, o drone voltou ao espaço aéreo no momento em que o helicóptero iniciou os procedimentos de decolagem, com a hélice em funcionamento, impedindo o voo e colocando em risco a segurança da operação de resgate.

Foi só depois de cerca de sete minutos que a aeronave conseguiu decolar e levar a vítima.

“Esse drone acabou colocando em risco toda a operação que estava sendo desenvolvida, tanto o atendimento, como a operação aérea propriamente, e acabou dificultando o rápido deslocamento da nossa equipe para o Hospital Regional de Paranaguá. Após a vítima já estar estabilizada dentro da aeronave, foi necessário que a equipe desembarcasse para que conseguisse identificar de onde que esse drone havia partido”, detalhou o capitão Renato Bastos.

Com isso, a corporação localizou e abordou o operador do drone, que informou não possuir autorização para o voo, nem registro junto aos órgãos competentes. O homem foi preso pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, que tem pena de dois a cinco anos de reclusão. O nome dele não foi divulgado. O drone da marca DJI foi apreendido.

Simulado testa capacidade de resposta do Estado a incêndio de grandes proporções em shopping do Acre

Acre – Um simulado de incêndio e resgate de vítimas movimentou o Via Verde Shopping na manhã de sábado (08). A operação, coordenada pela Defesa Civil Estadual, testou a capacidade de resposta do Estado e de diferentes órgãos de segurança e emergência diante de uma situação real de crise.

O exercício reproduziu um incêndio de grandes proporções na praça de alimentação do shopping, com evacuação do público e resgate de vítimas em solo e por via aérea. A ação envolveu mais de 100 profissionais do Estado, além das brigadas internas do shopping e da Defesa Civil de Rio Branco.

De acordo com o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Carlos Batista, o simulado teve papel estratégico para o aprimoramento das respostas em situações de emergência e no fortalecimento da cultura de prevenção entre instituições e sociedade.

“Este simulado tem importância estratégica para o Estado e para toda a sociedade acreana. Nosso objetivo é avaliar, de forma prática, a integração e a capacidade de resposta das equipes de emergência e das brigadas internas, fortalecendo a cultura de prevenção e autoproteção”, destacou o coordenador.

Operação integrada testa resposta a incêndio de grandes proporções em shopping do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro

Durante o exercício, um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) sobrevoou a área para o transporte aeromédico de vítimas, enquanto equipes terrestres controlavam o “incêndio” e realizavam o atendimento pré-hospitalar. Todo o cenário foi acompanhado por dezenas de pessoas que assistiam à movimentação nas áreas externas do shopping.

O superintendente do Via Verde Shopping, Wander Porto, ressaltou a relevância da parceria entre o setor público e a iniciativa privada para reforçar a segurança do público. “Nosso objetivo é oferecer segurança aos nossos usuários, especialmente nesse período de fim de ano, quando o varejo está mais aquecido e o shopping recebe um grande fluxo de pessoas. Por isso, ampliamos os treinamentos internos e realizamos este simulado em parceria com o poder público”, disse.

Um dos momentos mais marcantes do evento foi a participação dos estudantes da Universidade da Amazônia (Unama), que atuaram como vítimas no simulado. Com maquiagens realistas e muita entrega, os alunos ajudaram a tornar a simulação mais fiel e dinâmica, contribuindo diretamente para o treinamento das equipes de resgate.

Operação integrada testa resposta a incêndio de grandes proporções em shopping do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro

O coordenador da Unama, Fábio Santos, destacou o valor pedagógico da atividade. “É uma oportunidade única para que nossos alunos vivenciem na prática situações que podem enfrentar em sua vida profissional. Os estudantes de enfermagem, por exemplo, estarão na linha de frente em casos como esse. Participar de um simulado dessa dimensão é uma forma de aprendizado real, que complementa a formação em sala de aula”, explicou.

Entre os participantes, a estudante de Farmácia, Graziela Paiva, chamou atenção pela atuação durante o exercício, interpretando uma das vítimas do incêndio. Para ela, a experiência foi marcante.

“Foi uma experiência única, que nos faz entender o quanto é importante estar preparado para situações de emergência. A gente aprende de verdade quando vivencia na prática, e hoje pude ver como o trabalho das equipes de resgate é essencial para salvar vidas”, contou.

O simulado faz parte do Plano Estadual de Redução de Riscos e Resposta a Desastres, e busca aprimorar os protocolos de emergência, o tempo de resposta das forças de segurança e a eficiência dos sistemas preventivos em locais de grande circulação.

Além de testar a estrutura operacional, o evento também teve caráter educativo, reforçando a importância da preparação e do treinamento constante em situações de crise.

Participaram do exercício a Defesa Civil Estadual, Defesa Civil de Rio Branco, Via Verde Shopping, Corpo de Bombeiros Militar do Acre, Polícia Militar do Acre, Polícia Rodoviária Federal, SAMU, Centro Integrado de Operações Aéreas, Universidade da Amazônia, Secretaria de Estado de Saúde, Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Rio Branco e Departamento Estadual de Trânsito do Acre.

“Para que outros possam viver”: conheça a história de um Tripulante Aéreo de Resgate da Marinha do Brasil

“Eu sempre tive o desejo de salvar vidas”, conta o Capitão-Tenente Abdulan da Costa Alves de Sá, Tripulante Aéreo de Resgate da Marinha do Brasil (MB). Foi essa motivação que o levou a se especializar na área, atuando em missões de Busca e Salvamento (SAR) a partir de aeronaves.

O Oficial Abdulan integra o Grupo de Tripulantes Aéreos de Resgate (GSAR), que, nos últimos cinco anos, respondeu a cerca de 70 chamados de socorro. Desde 2017, a Marinha formou oito turmas nessa especialidade, totalizando 56 militares habilitados. Com o capacete laranja característico do uniforme e os equipamentos de corda para resgate, os militares carregam consigo a missão de colocar o lema internacional das operações SAR em prática: “Para que outros possam viver”.

E foi justamente com isso em mente que o Capitão-Tenente, há quase 20 anos na Força, decidiu mudar a rota há dois, dedicando-se à especialização de Tripulante Aéreo de Resgate (TAR). “Quando descobri que essa especialização envolvia resgates reais e contato direto com situações de emergência, percebi que era uma oportunidade única de colocar isso em prática. Foi essa vontade de fazer a diferença que me motivou a seguir nesse caminho”, confidenciou o militar.

Pouco tempo após a conclusão do curso, ele precisou lidar com um dos maiores desafios da carreira: responder ao chamado da Operação Taquari II, destinada ao socorro às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, em maio de 2024. Na ocasião, durante os 34 dias de missão, o militar realizou 34 resgates.

“O que mais me marcou foi o resgate de uma família inteira: a mãe, grávida de gêmeos, carregava um bebê de apenas um ano no colo e estava acompanhada do marido. Conseguimos retirar todos em segurança. Foi um momento que reforçou para mim o verdadeiro sentido da nossa missão”, relembrou o TAR.

Tripulante aéreo da Marinha do Brasil destaca atuação no resgate em missões de busca e salvamento. Foto: Divulgação.

Um outro desafio é o resgate em alto-mar. O acionamento de socorro em embarcações pesqueiras e mercantes também faz parte da rotina do GSAR. Durante um serviço de prontidão, a equipe do Capitão-Tenente Abdulan foi acionada para socorrer um tripulante de navio petroleiro com suspeita de apendicite, no estado do Espírito Santo, a 100 quilômetros de distância da capital capixaba. Por estar longe da costa, a única esperança de salvamento era a aeronave.

“Durante a operação, realizamos um pouso para abastecimento e seguimos em direção ao navio mercante onde se encontrava a vítima em estado grave, aguardando socorro. O mar estava bastante agitado e o navio apresentava estruturas elevadas que dificultavam a infiltração do TAR. A manobra exigiu muita energia da equipe e, sobretudo, grande precisão por parte dos pilotos. Devido à gravidade da situação, o resgate precisou ser realizado com maca, o que tornou a operação ainda mais complexa. Conseguimos retirar a vítima em segurança e transportá-la para local adequado, garantindo atendimento médico de urgência”, relembrou o Capitão-Tenente.

Para atuar nessas missões, o militar precisa passar pelo Curso Especial de Tripulante Aéreo de Resgate para Busca e Salvamento, realizado no Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN), em São Pedro da Aldeia (RJ). Durante a formação, o aluno é submetido a estágios práticos exigentes, como o de montanha, com o Exército Brasileiro e o de resgate em altura com o Corpo de Bombeiros.

O preparo físico também é um dos requisitos para a conclusão dessa etapa. O Capitão Tenente Abdulan ainda afirma que o aprestamento não se encerra com o curso: “o adestramento contínuo e a vivência em missões são indispensáveis para manter o preparo”, comentou.

O trabalho em equipe é também uma das características da função. Nenhum salvamento é individual. Além do TAR, a missão de socorro a partir de aeronaves conta com piloto, tripulantes, profissionais de saúde e a equipe de apoio em terra. É justamente essa integração que garante o sucesso dos resgates, segundo o Capitão-Tenente Abdulan.

O sentimento de gratidão é mais um dos que ele destaca ao definir sua atuação na MB. A vida, segundo ele, passa a ter um valor diferente: “essas experiências nos mostram que, a qualquer momento, qualquer pessoa pode precisar de ajuda. Cada resgate reforça o quanto a vida humana é valiosa e o quanto precisamos estar prontos para protegê-la”, concluiu.

Grupo de Resgate e Salvamento

O Grupo de Tripulantes Aéreos de Resgate (GSAR) é a unidade da MB especializada em missões de socorro e salvamento, atuando principalmente em situações de perigo no mar e em apoio a tragédias e desastres naturais. Sua função é coordenar e executar Operações de Socorro com o objetivo central de preservar vidas humanas, principalmente em águas jurisdicionais brasileiras e em áreas próximas sob responsabilidade do País.

O funcionamento do GSAR envolve a mobilização de meios navais e aéreos, como navios, aeronaves e equipes especializadas, capazes de responder rapidamente a emergências. O grupo também pode atuar em integração com outros órgãos de resgate, como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil.

Na prática, o GSAR atua no resgate de náufragos, no atendimento a acidentes marítimos e aeronáuticos, no auxílio a embarcações em perigo e resposta a catástrofes naturais. O Serviço de Busca e Salvamento Marítimo (SALVAMAR) no Brasil foi formalmente instituído em 1970, consolidando a estrutura SAR nacional, da qual o GSAR é parte fundamental.

Tripulante aéreo da Marinha do Brasil destaca atuação no resgate em missões de busca e salvamento. Foto: Divulgação.

Simulação de acidente com múltiplas vítimas mobiliza equipes do SAMU e forças de segurança em Salvador

Bahia – Uma colisão entre uma carreta e uma van deixou mais de 40 pessoas feridas. O “acidente” ocorreu na manhã de quinta-feira (11), no estacionamento do Centro de Convenções de Salvador. Os feridos eram estudantes de enfermagem e medicina que participaram de uma simulação realística, um treinamento prático para situações de emergência, com direito a ambulâncias, helicóptero, equipes de resgate e muita colaboração em nome da aprendizagem

A atividade fez parte do encerramento do 27º CBCENF e mobilizou equipes do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, Samu Salvador, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar da Bahia. Foram mobilizadas cinco ambulâncias de suporte básico de vida, duas motolâncias e um helicóptero. Para dar mais realidade a simulação, as equipes seguiram o protocolo START (Simple Triage and Rapid Treatment), que organiza a triagem de acordo com a gravidade das vítimas, classificando-as em verde, amarelo ou vermelho.

“É importante ressaltar que esse momento é didático e muito importante, porque muitos profissionais e estudantes não conhecem essa assistência, esse atendimento com múltiplas vítimas. Aplicamos o método chamado ‘Start’, onde quem tem prioridade é a vítima mais grave, não é aquela vítima que mais grita. Então, é feita a classificação dessas vítimas em: verdes, amarelas e vermelhas. A partir daí, avisamos o hospital de destino e começamos a levar essas vítimas. O protagonismo da Enfermagem nesse momento é de extrema relevância”, ressalta coordenador do Comitê Nacional de Enfermagem em Desastres, Catástrofes e Emergências em Saúde Pública do Cofen, Silvio Queiroz.

A chefe de operações especiais e de educação permanente do SAMU Salvador, a enfermeira Nadja Gonçalves, também destacou o caráter didático da simulação. “Isso é uma forma educativa da gente simular um acidente com múltiplas vítimas, para que a população que esteja olhando saiba cada passo do que está sendo feito. Para isso, é extremamente importante que as equipes sejam treinadas, todos envolvidos estejam integrados para um resultado final positivo, como o que a gente teve aqui”.

O passo a passo da simulação foi explicado em detalhes, em tempo real, pelo Coordenador do SAMU Salvador, Ivan Paiva, que ressaltou a importância da coletividade entre as equipes para um bom resultado em situações reais. “A gente sabe que acidente em rodovias, com ônibus e outros veículos de grande porte é muito comum em todo o país. Então, esses exercícios demonstram a capacidade das equipes de Enfermagem, que são o maior perfil que a gente tem hoje no Samu, tanto na Unidade de Suporte e Básico de Vida, quanto na Unidade de Suporte e Avançado”, conclui.

A simulação atraiu olhares atentos de alunos e profissionais da categoria que acompanharam tudo de perto. “Deu para ver como é a realidade da situação. Detalhes que normalmente não se vê. A gente não imagina o desespero da população lidando com catástrofes assim. Essa aflição, a parte da retirada e remoção… eu não sabia como acontecia, e descobri agora. Foi muito interessante saber que existem várias unidades de suporte e outras que, mesmo não sendo diretamente do nosso cotidiano, estão lá para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade”, comemorou a estudante de Enfermagem Mirela Souza.

Grupo Tático Aéreo realiza 31 operações de resgate e salvamento nos primeiros cinco meses de 2025 no Amapá e Pará

Amapá – O Governo do Estado divulgou um balanço das ações realizadas pelo Grupo Tático Aéreo (GTA) nos primeiros cinco meses de 2025. O levantamento aponta 31 operações de salvamento e resgate de janeiro até quinta-feira (29). A maior parte dos atendimentos acontecem em comunidades de difícil acesso no Amapá e Pará.

O GTA é integrado ao sistema operacional de ação imediata da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), e tem como principal objetivo realizar multimissões, como atendimentos de resgate e ajuda humanitária.

Trabalho ágil e eficiente

Na quarta-feira (28), o GTA realizou dois procedimentos que garantiram remoção rápida de vítimas. No início da manhã, um homem de 43 anos sofreu acidente durante um trabalho de roçagem. A ocorrência aconteceu no distrito de Igarapé do Lago, área quilombola, localizada na BR-156, no município de Santana, a 90 quilômetros de Macapá.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que estava a bordo do helicóptero Gavião 01, fez a estabilização do paciente para seguir ao Hospital de Emergência, na capital. Chegando em Macapá, o pouso foi realizado no campo do estádio Glicério Marques, que fica próximo à unidade hospitalar.

O GTA foi novamente acionado no período da tarde para a segunda ocorrência, que aconteceu na comunidade Rio Serraria Grande, no município paraense de Afuá. A vítima, um adolescente de 13 anos, sofreu queda enquanto subia em um açaizeiro.

O pouso foi feito em um campo de futebol da comunidade e, para chegar ao local de difícil acesso, onde estava o adolescente acidentado, as equipes do SAMU e GTA, deslocaram-se pelo rio em embarcação tipo rabeta. Feita a estabilização da vítima, o trajeto foi refeito até a remoção para o helicóptero e ida para Macapá. “Essencial o uso da aeronave, o tempo é primordial nesse tipo de ocorrência”, frisou capitão Bryan Fonseca, subcoordenador do GTA.

Salvamento

Em março deste ano, em uma ação rápida, quatro homens que estavam desaparecidos há dois dias na Reserva Extrativista do Rio Cajari, localizada no município de Laranjal do Jari, na Região Sul do Amapá foram encontrados com vida pela equipe do Grupo Tático Aéreo.

Devido ao plano de voo operacional, que traçou possíveis localizações dos homens, foi possível observar um sinal de fumaça em meio a floresta fechada. Foi realizada a técnica de rapel, quando um dos tripulantes desceu pelas cordas da aeronave até o solo para encontrar as vítimas. Após receberem os cuidados iniciais, os homens foram embarcados no helicóptero e transportados para a área segura e entregues para suas famílias.

Brasil participa de reunião do INSARAG na Tunísia e reforça compromisso com ações de busca e resgate em desastres climáticos

Africa – O Escritório Nacional de Proteção Civil da Tunísia organizou, em conjunto com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), de 12 a 14 de fevereiro último, a reunião Anual de Líderes de Equipe do Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (INSARAG), bem como dos Grupos de Trabalho do INSARAG (International Search and Rescue Advisory Group).

O encontro, realizado na Escola Nacional de Proteção Civil, em Túnis, reuniu especialistas de toda a Rede para discussões estratégicas voltadas ao fortalecimento da resposta internacional a desastres. A semana começou com a reunião dos Grupos de Trabalho do INSARAG, cujos debates estabeleceram os elementos que deverão estar presentes na próxima fase do marco operacional do INSARAG.

As discussões abordaram formas de aprimorar os mecanismos de resposta, estratégias de preparação e programas de treinamento, além de reflexões sobre os seus mecanismos de governança. O encontro dos Líderes de Equipe teve a participação de 149 especialistas em Busca e Resgate Urbano (USAR), de 45 diferentes países, que discutiram assuntos operacionais e técnicos.

As deliberações dos Líderes subsidiaram os trabalhos do Grupo Diretor do INSARAG (ISG), cuja próxima reunião global se realizou em 25 de março passado, em Genebra, no contexto da realização da Semana de Redes e Parcerias Humanitárias.

Brasil participa de reunião internacional do INSARAG na Tunísia e reforça compromisso com ações de busca e resgate em desastres climáticos. Foto: Divulgação

A delegação brasileira foi chefiada pelo Ministro José Solla, coordenador-geral de cooperação humanitária da ABC/MRE, ponto focal político do Brasil para o INSARAG, copresidente da região Américas no INSARAG, e copresidente, pela região Américas, do Grupo de Trabalho de Busca e Resgate em Respostas a Inundações (SAR-FR WG).

Participaram ainda o Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), Wolnei Wolff; Armin Braun, Diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD/MIDR), além de representantes dos Corpos de Bombeiro Militares de MG, PR e SP.

Pautas

Durante as reuniões, o Brasil destacou os desafios climáticos, especialmente em decorrência das graves inundações que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, reforçando o compromisso com o Grupo de Trabalho sobre Busca e Resgate em Inundações.

A delegação brasileira avançou na elaboração de uma lista de equipes especializadas em resgate, na finalização de uma nota técnica informativa e no inventário de metodologias e treinamentos para respostas a inundações, além de apoiar a criação de um GT regional para fortalecer capacidades na América Latina e no Caribe.

O Brasil também se informou sobre os processos de classificação e certificação de equipes em países como Equador, Honduras, Panamá e Guatemala. Por fim, expressou solidariedade pelo trágico deslizamento de terra que atingiu a província de Sichuan, na China, em fevereiro de 2024, reiterando seu apoio às vítimas e suas famílias.

Projeto de Lei sobre gerenciamento de fadiga humana na aviação pública avança na Assembleia Legislativa de MG

Minas Gerais – O Projeto de Lei (PL) 3.585/25, do deputado Sargento Rodrigues (PL), que tem o objetivo de melhorar a segurança nas operações aéreas realizadas pelos órgãos estaduais de segurança pública, avançou na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A proposição recebeu parecer de 1º turno favorável da Comissão de Segurança Pública, na forma de um novo texto, o substitutivo nº 2, proposto pelo relator, deputado Bruno Engler (PL). A comissão debateu, em audiência pública, a rotina de sobrecarga de trabalho dos bombeiros militares lotados no Batalhão de Operações Aéreas, em vista de acidente ocorrido em outubro de 2024, quando um helicóptero do Corpo de Bombeiros caiu em Ouro Preto (Região Central), causando a morte de quatro militares, um médico e um enfermeiro.

Como desdobramento da reunião, Sargento Rodrigues propôs, com o projeto, alterações na Lei 21.733, de 2015, a qual estabelece diretrizes e objetivos da política estadual de segurança pública. Dessa forma, sugeriu a inclusão de diretrizes acerca da implantação de Sistema de Gerenciamento de Risco de Fadiga Humana.

Em sua análise, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ponderou, por meio do substitutivo nº 1, a necessidade de alterações na redação original para que ela não incorresse na invasão de prerrogativas exclusivas do Poder Executivo.

O substitutivo nº 2 aprimora a técnica legislativa e explicita que as alterações propostas dizem respeito aos serviços de operações aéreas vinculados aos órgãos estaduais de segurança. Também consta, entre as medidas da política a adotar, regime de rodízio de tripulantes e turnos compatíveis com a saúde, a higiene e a segurança do trabalho.

O PL 3.585/25 segue agora para análise da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária.

Texto do substitutivo Nº 2 da Comissão de Segurança Pública

Art. 1º – Fica acrescentado ao art. 1º da Lei nº 21.733, de 29 de julho de 2015, o seguinte inciso IX:

“Art. 1º – (…)

IX – desenvolvimento de ações para implantação e atualização do Sistema de Gerenciamento de Risco de Fadiga Humana nos serviços de operações aéreas vinculados aos órgãos estaduais de segurança pública, observado, no que couber, o disposto na Lei Federal nº 13.475, de 28 de agosto de 2017, e nas regulamentações da Agência Nacional de Aviação Civil – Anac.”.

Art. 2º – Fica acrescentado ao art. 2º-A da Lei nº 21.733, de 2015, o seguinte inciso V:

“Art. 2º-A – (…)

V – adoção de regime de rodízio de tripulantes e turnos compatíveis com a saúde, a higiene e a segurança do trabalho nos serviços de operações aéreas vinculados aos órgãos estaduais de segurança pública.”.

Art. 3º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Resgate aéreo inédito realizado pelo CIOPAER salva trabalhadores em torre eólica no Rio Grande do Norte

Rio Grande do Norte – No dia 26 de novembro, o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) e do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte foram acionados para resgatar dois funcionários de usina eólica que estavam realizando manutenção no topo da torre, quando o equipamento começou a pegar fogo, deixando os funcionários impedidos de escapar do alto.

O caso aconteceu em um dos aerogeradores do Parque Eólico Mel, em Areia Branca, na região Oeste Potiguar. Segundo a empresa proprietária do parque, a Neoenergia, o princípio de incêndio foi controlado pela brigada de emergência da empresa.

Segundo a equipe do CIOPAER, a operação de resgate foi realizada a mais de 60 metros de altura em um cenário complexo, pois envolvia urgência devido ao incêndio em uma das partes da torre e o limite de visibilidade com o pôr do sol, além também, dos riscos inerente ao voo como intensidade do vento próximo a torre e utilização do resgate com carga externa na técnica McGuire.

Segundo o CIOPAER, a equipe foi acionada por volta das 15h45 e estava pronta para a operação em cerca de cinco minutos. “Prontamente a gente reuniu a equipe, informou ao diretor, debateu as condições, porque é uma operação que não é simples de realizar, e, no limite do tempo, a gente conseguiu decolar e dar o suporte ao Corpo de Bombeiros e ao SAMU que estavam no local”, afirmou o sargento Eridson do CIOPAER.

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Vítimas de colisão entre dois veículos são resgatadas por equipes do SAMU, Defesa Civil e bombeiros no Paraná

Paraná – Neste sábado (13), um acidente envolvendo dois automóveis na PR-444, entre Marialva e Mandaguari, deixou quatro pessoas feridas, sendo duas delas em estado muito grave. De acordo com informações apuradas no local, dois carros de passeio colidiram frontalmente e após a colisão, um deles capotou, deixando os ocupantes presos à ferragens.

Segundo informações do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), um homem de 28 anos, teve fratura de fêmur e choque hemorrágico, sendo retirado das ferragens e encaminhado pelo helicóptero do SAMU ao Hospital Bom Samaritano, em Maringá.

Outro homem, de 59 anos, também sofreu uma fratura de fêmur e síndrome de esmagamento, ficando por 1 hora entre ferragens, devido a dificuldade de remoção. Este último, após receber atendimento avançado da equipe aeromédica do SAMU, foi levado pelo helicóptero à Santa Casa de Maringá.

Equipes do Corpo de Bombeiros de Mandaguari, ambulância terrestre do SAMU local e Defesa Civil apoiaram no resgate, realizando um trabalho integrado. Os outros dois ocupantes sofreram ferimentos leves e foram levados ao Hospital Universitário e ao Hospital Bom Samaritano, ambos na cidade de Maringá.

Pescador é resgatado por policiais civis do SAER e equipes do SARASUL e bombeiros, em Balneário Rincão, SC

Santa Catarina – Na manhã de sexta-feira (15), profissionais do Serviço Aeropolical (SAER), e do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico do Sul (SARASUL), foram acionados pelo Corpo de Bombeiros para atendimento de ocorrência de embarcação a deriva, próximo à plataforma Norte do município de Balneário Rincão. A solicitação de atendimento foi para socorrer um pescador de 25 anos de idade, residente da praia de Camacho, no município de Jaguaruna.

O pescador teve mal súbito durante a execução de suas atividades, com rebaixamento do seu estado geral, levantando a suspeita de uma condição de desidratação severa. Com dificuldades de transporte para o continente, a tripulação da embarcação pediu socorro ao Corpo de Bombeiros.

Após alguns minutos de voo, a equipe do helicóptero do SAER/SARASUL localizou a embarcação e manteve voo pairado próximo. Um dos socorristas saltou no mar e realizou a primeira abordagem. O pescador enfermo foi removido com auxilio de um dispositivo de extração, chamado “sling” e utilizado uma manobra de transporte em um cabo, chamada técnica de “McGuire”, do local do resgate até a praia.

Na praia, o paciente foi levado para uma ambulância do Corpo de Bombeiros, onde foi prontamente atendido pela equipe aeromédica, que já o aguardava nessa viatura. Na avaliação médica, foi constatada uma condição de desidratação, com hipotensão arterial e hipotermia. Após receber os primeiros cuidados médicos, estabilizando seu quadro clínico, foi conduzido pela ambulância do Corpo de Bombeiros para o Hospital São Donato, no município de Içara.

Corpo de Bombeiros transporta paciente cardiopata de Campo Grande para São Paulo

Mato Grosso do Sul – Na quinta-feira (30), o Grupamento de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul (GOA-CBMMS) realizou a transferência inter-hospitalar de uma paciente da Santa Casa de Campo Grande para o hospital Albert Einstein, em São Paulo.

A paciente, que se encontra na fila de transplante cardíaco, teve evolução do seu quadro clínico, necessitando de atendimento de alta complexidade em um centro de saúde mais avançado. A Santa Casa e a Central de Transplantes do Estado conseguiram regular a paciente para o Hospital Albert Einstein, referência para o tratamento que a paciente necessitava.

Visto que a paciente possuir risco de complicações da sua enfermidade, foi necessário acionar o transporte aeromédico do GOA, num avião com suporte de UTI e equipe médica do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul.

Durante o voo, não houve intercorrências e a mulher chegou estável em São Paulo. No pouso, uma Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo aguardava a paciente, conduzindo-a do Aeroporto Campo de Marte até o Hospital Albert Einstein.

O Grupamento de Operações Aéreas realiza transporte de pacientes para transplante de órgãos e tecidos e transferência inter-hospitalar para outros municípios e unidades da federação. Este serviço é ofertado gratuitamente para toda população sul mato-grossense, necessitando para isso que os candidatos estejam devidamente registrados na Secretaria de Saúde e Central de Transplante do Estado.

Corpo de Bombeiros transporta criança de 9 meses de Catalão para o Hospital das Clínicas, em Goiânia

Goiás – No início da tarde de quinta-feira (23), equipes do Corpo de Bombeiros de Goiás e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) participaram do transporte de uma criança de 9 meses entubada em decorrência de ter aspirado um caroço de laranja.

A semente ficou alojada nos brônquios ocasionando obstrução respiratória. O avião Bombeiro 03 realizou o transporte intermunicipal da cidade de Catalão ao Hospital das Clínicas (HC), em Goiânia. Equipes do Corpo de Bombeiros e do SAMU foram responsáveis pelo trajeto entre o aeroporto e a unidade hospitalar, onde a criança recebeu atendimento médico.

No HC foi realizada a broncoscopia para retirada do corpo estranho, a menina apresentou gradual recuperação, sendo estabilizada e permanecendo internada para observação.

Resgate na Chapada dos Veadeiros

Na tarde desta terça-feira (14), equipe do Corpo de Bombeiros que estava em operações de combate a incêndios florestais na região da APA Pouso alto, foi acionada para uma ocorrência de resgate de vítima de queda da encosta da Catarata dos Couros com fratura em uma das pernas.

Com apoio da guarnição do helicóptero Bombeiro 01, a vítima foi rapidamente resgatada e levada até o Povoado de São Jorge, onde a URS da base operacional a aguardava para deslocamento até a Unidade Hospitalar.

CBMSC e Receita Federal assinam acordo para fornecimento de veículos para treinamento de resgate veicular

Santa Catarina – Na tarde de quarta-feira (18), o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) e a Delegacia da Receita Federal em Joaçaba assinaram um acordo de cooperação técnica inédito no Brasil para o fornecimento de veículos para treinamento de resgate veicular.

Segundo o acordo, serão fornecidos anualmente veículos que não possuem mais condições de utilização (sucatas), para que possam ser materiais de treinamentos da área de resgate veicular. Com isso, os bombeiros se capacitam para o atendimento das ocorrências de trânsito, os custos da corporação são reduzidos e a Receita Federal libera espaço dos pátios.

“Esta é a primeira vez que ocorre um acordo entre uma corporação de bombeiros militar do Brasil e a Receita Federal, o que demonstra a integração entre os órgãos em Santa Catarina, visando beneficiar os cidadãos”, destaca o Comandante-Geral, coronel Charles Alexandre Vieira.

A previsão é o fornecimento anual de 100 veículos, com a solicitação realizada uma vez ao ano do CBMSC para a Delegacia da Receita Federal em Joaçaba, responsável pela liberação dos bens. O 6º Batalhão de Bombeiros Militar, com sede em Chapecó, será responsável pela recepção e distribuição dos veículos para outras regiões do estado.

Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros de Rondônia tem novo comandante

Rondônia – Na manhã de segunda-feira (14), o major BM Hugo Rios assumiu o Comando de Operações Aéreas (COA) do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia. O major BM Philipe Rodrigues Maia esteve à frente do comando por oito anos, e deixou o cargo para se dedicar a um novo projeto no Departamento de Estradas e Rodagens (DER).

Nesse período Maia esteve a frente de mais de duas mil horas de voos, mais de dois mil pousos realizados. Para ele a pandemia foi marcante. Transportaram mais de 100 pacientes. Em apenas três meses foram mais de 600 horas de voos. “Tivemos a alegria de voltar com pacientes recuperados, mas também sentimos a tristeza de voltar com corpos daqueles que estavam em outros estados em tratamento’’, complementou.

O novo comandante, major BM Hugo Rios, que exerceu durante 10 anos a função de coordenador financeiro da Corporação e há oito é aviador, conta com orgulho o esforço realizado pelo estado em salvar vidas na pandemia. ‘‘O Comando de Operações Aéreas de Rondônia foi o grupamento que mais transportou pessoas com COVID-19 do Brasil e também transportou materiais necessários para o enfrentamento à pandemia. Foi assim que conseguimos ajudar o Estado a aumentar os testes rápidos e ampliar leitos de UTI’’.

Ele conta ainda que o serviço aeromédico feito diretamente pelo Comando de Operações Aéreas representou uma grande economia ao Estado. Calcula-se que em um ano a economia foi de R$ 4 milhões aos cofres públicos. A unidade possui quatro aeronaves, três aviões aptos para transporte aeromédico e um helicóptero para missões de resgate e combate a incêndios florestais.

Novos equipamentos

Durante a cerimônia houve a entrega de 18 Equipamentos de Proteção Respiratóia (EPRs) doado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) e que serão distribuídas às unidades operacionais.

Ainda houve o reforço de materiais de salvamento, incluindo maca, cadeira e prancha de resgate, assim como capacetes específicos para salvamento em altura. O investimento foi superior a R$ 35 mil.

COA recebe equipamentos para as atividades desenvolvidas. Foto: Ésio Mendes.

Corpo de Bombeiros do MS transporta brasileiro com COVID-19 da Bolívia para Campo Grande

Mato Grosso do Sul – Na noite de quinta-feira (4), o avião do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul foi utilizado para realizar o transporte aeromédico de um brasileiro de 49 anos de idade, diagnosticado com COVID-19, e que estava em um hospital de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

O paciente foi repatriado e levado ao Hospital Regional Rosa Pedrossian (HRMS), referência para tratamento da doença em Campo Grande, MS. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) recebeu a solicitação e a aeronave dos bombeiros foi enviada para a cidade boliviana com quatro tripulantes: piloto, copiloto, médico e enfermeiro. O Hospital Regional forneceu todo os equipamentos, inclusive os de proteção individual da tripulação.

O paciente foi colocado em uma capsula de isolamento e embarcado no avião. Decolaram do aeroporto da cidade boliviana às 20h e chegaram no Aeroporto Internacional de Campo Grande por volta das 23h30, onde uma viatura do Corpo de Bombeiros aguardava para levar o paciente ao hospital.

O homem segue internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do HRMS. Segundo o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, a família do paciente, um odontólogo, entrou em contato com as autoridades brasileiras através do Itamaraty e do telefone 193.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a aeronave passou por desinfecção e os tripulantes entraram em quarentena, para monitoramento de sintomas da COVID-19.

Prefeitura de São Paulo corta repasse de R$ 68 mi ao Corpo de Bombeiros e coloca em risco o atendimento pré-hospitalar na capital

Resgate Aeromédico e Folhapress

São Paulo – A prefeitura de São Paulo decidiu romper convênio assinado em 2009 com o governo do estado e suspender o repasse de R$ 68 milhões para manter o Corpo de Bombeiros na capital. A gestão paulistana argumenta que a medida se deve a severa restrição orçamentária nos cofres municipais.

O convênio existe desde 1970 e o atual (2009) tem vigência de 30 anos. Os repasses previstos para este ano seriam usados para aquisição de combustível, contratação de serviços de manutenção, construção e locação de unidades, compra de material de limpeza, fornecimento de alimentação e instalação de válvulas de incêndio. Sem esse valor, há risco de piora no atendimento e até de fechamento de grupamentos.

A gestão municipal busca repassar gastos que considera de responsabilidade do governo estadual, com objetivo de reservar dinheiro para obras. Atualmente, são 173 municípios que possuem convênio com o governo do estado para auxiliarem no custeio do Corpo de Bombeiros. O valor repassado pelas prefeituras é de cerca de R$ 132 milhões.

Cerimônia marca regulamentação dos Bombeiros Voluntários e Estado entrega 50 viaturas de resgate e 6 de salvamento aquático. Foto: Divulgação

Além desse valor, o estado gastou mais de 60 milhões em custeio com o Corpo de Bombeiros, além dos salários. Cerca de R$ 132 milhões em salários com os bombeiros na capital e R$ 800 milhões em todo o Estado. No total, o Corpo de Bombeiros administra uma verba de custeio de cerca de R$ 192 milhões. Desse valor, R$ 68 milhões são oriundos da prefeitura de São Paulo. Com esse corte o Corpo de Bombeiros perde de imediato 35% de sua verba de custeio.

Das 42 unidades dos bombeiros em São Paulo, 23 delas são instaladas em próprios da prefeitura. A contenção de recursos já vem ocorrendo e prejudica pagamentos de aluguéis e contratos de prestação de serviço, como energia, água, limpeza e alimentação.

O Corpo de Bombeiros pertence à estrutura da Polícia Militar do Estado de São Paulo e é considerado um dos órgãos de maior credibilidade por parte da população. Só no ano passado, a corporação atendeu mais de 90 mil emergências na capital.

O Corpo de Bombeiros, há quase 30 anos, atua integrado com o Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências Paulista (GRAU) e com o Comando de Aviação da PM no resgate de pessoas no Estado. Cerca de metade das ocorrência são de resgate. Esses cortes poderão causar danos ao serviço de resgate e atendimento pré-hospitalar (APH) da capital.

O anúncio da prefeitura chegou ao governo do Estado há pouco mais de 30 dias por meio de um ofício assinado pelo secretário municipal Mauro Ricardo e endereçado ao secretário da Segurança Pública do Estado, general João Camilo Pires de Campos.

Solenidade de encerramento da Operação Praia Segura e entrega das novas viaturas URSA (Unidade de Resgate e Salvamento Aquático). Fotos: Cb PM Douglas Arrais.

O documento avisava que os repasses deixariam de ser feitos e que os custos com os bombeiros deveriam ser arcados pelo estado, constitucionalmente responsável por eles. “Em razão de severa restrição orçamentária por que passa o município, o tesouro municipal não poderá mais arcar com as despesas de custeio do Corpo de Bombeiros, cujas ações são destinadas à prevenção e extinção de incêndios, busca e salvamento, bem como operações em situação de calamidade pública e socorros diversos”, diz documento.

Segundo integrantes da cúpula da segurança pública, existe um temor de que os argumentos utilizados pela gestão Covas possam influenciar outros municípios, que, enfrentando problemas de caixa, também poderão querer transferir as despesas do serviço para o estado. Se isso acontecer o Corpo de Bombeiros perde 69% de sua verba de custeio.

A Secretaria da Segurança Pública do governo estadual afirmou, em nota, que recebeu a solicitação da prefeitura e que avalia seu conteúdo, “já que várias atividades desenvolvidas pelos bombeiros na Capital são de competência do município, motivo do convênio”. “Importante ressaltar que qualquer decisão sempre terá como foco o cidadão de São Paulo”, acrescenta a nota.

Segundo matéria da Folha de São Paulo, o prefeito Bruno Covas afirmou que é justo que o estado arque com custos de responsabilidade dele. “Se em determinado momento o estado não puder aceitar, a gente continua. Vamos manter. Agora, o que é responsabilidade do estado, nada mais justo que o estado arque com recursos dos impostos estaduais.”

Ele afirmou ainda que as duas gestões têm mantido conversas constantes. “Não estamos fazendo nada escondido, nada à revelia.”

Solenidade de encerramento da Operação Praia Segura e entrega das novas viaturas URSA (Unidade de Resgate e Salvamento Aquático). Fotos: Cb PM Douglas Arrais.

Bombeiros que atuaram em Brumadinho contam como foram os dias de operações

Por Raquel Freitas e Fernanda Rodrigues, G1 Minas

Minas Gerais – O relógio marcava 12h37 quando a campainha soou, no dia 25 de janeiro, no Batalhão de Operações Aéreas (BOA), na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, indicando um novo chamado para o Corpo de Bombeiros. Nove minutos antes, a barragem 1, localizada na Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, havia se rompido, liberando um “tsunami de lama”.

Ao toque do alerta, a major Karla Lessa interrompeu o almoço, iniciando sua participação na maior operação em que atuaria em 18 anos de corporação. “O solicitante estava chorando e informou que muitas coisas haviam sido levadas pela lama. Imediatamente, eu me dirigi para a aeronave já para iniciar o acionamento e, de forma concomitante, o restante da equipe (…) já foi pegando material que seria necessário para utilizar, coordenadas geográficas, informações mais precisas sobre o local do suposto rompimento de barragem”, relembra.

A major diz que, às 12h53, já sobrevoava Brumadinho e, ao ver de perto a área solapada pelo “mar de lama”, começava a ter uma dimensão mais exata da tragédia, que deixou mais de 300 vítimas, entre mortos e desaparecidos.

Em um campo de futebol no Córrego Feijão, ao lado de uma igreja que se tornaria uma das bases da operação por cerca de 25 dias, a major desembarcou um médico, um enfermeiro e o copiloto. Novamente, ela levantou voo e seguiu testemunhando a destruição provocada pelo colapso da barragem.

As primeiras sobreviventes que chegaram ao maior pronto-socorro do estado foram transportadas no helicóptero pilotado pela major. Em uma operação extremamente delicada e com a aeronave quase tocando a lama, os militares da aeronave Arcanjo 04 conseguiram salvar a jovem Talita Cristina de Oliveira, de 15 anos, que se afogava naquela vastidão de lama.

A adolescente foi deixada no campinho para que recebesse os primeiros cuidados médicos, e a oficial alçou voo para resgatar Paloma Prates da Cunha, de 22 anos, que havia acabado de ser retirada da lama por um funcionário da Vale.

Rompimento de barragem em Brumadinho — Foto: Douglas Magno / AFP

Neste momento, os militares precisavam tomar uma decisão que significaria lutar pela vida das duas sobreviventes ou tentar salvar outras pessoas. “Eu não tinha autonomia [de voo] para fazer mais resgates e depois levá-las para o hospital. Então, precisava ser decidido. Dependendo do estado de saúde das duas, teria que escolher: ou tentar resgatar mais pessoas ou levá-las de imediato para o Hospital João XXIII”, diz. Por causa da gravidade dos casos, optou-se pela segunda hipótese.

Início da ‘Megaoperação’

O relato da major sobre o que tinha visto em Brumadinho foi fundamental para que a megaoperação começasse a ser desenhada. Ela conta que, no pronto-socorro, o diretor da unidade aguardava a equipe do Arcanjo 04 para decidir se o plano de catástrofe do hospital deveria ou não ser acionado.

“Quando eu cheguei na Pampulha, após entregá-las [Talita e Paloma] aos cuidados do João XXIII, para abastecer, algumas autoridades já me aguardavam para ter informações com relação ao que eu tinha visto e para tomar decisões sobre o futuro da missão, o que seria necessário de mobilização do estado. Então aqui [na Pampulha], já estavam o vice-governador, o comandante-geral dos Bombeiros, o comandante-geral da Polícia Militar, o secretário de Segurança Pública e outras autoridades”, afirma.

Campinho no Córrego do Feijão foi transformado em local de pouso de helicópteros — Foto: Washington Alves/Reuters.

Nos segundo e terceiro dia das operações, a major participou da coordenação das atividades aéreas. O campinho ao lado da igreja se transformou em ponto de pouso dos diversos helicópteros que se mobilizavam nas buscas.

Durante as duas semanas em que dedicou os dias de trabalho exclusivamente à operação em Brumadinho, tentar reduzir a dor dos parentes das vítimas era o que motivava a major a cada jornada exaustiva.

“Poder minimizar o sofrimento de tantas pessoas que ainda aguardam respostas, informações com relação aos seus entes queridos. Muitos dos voluntários, por exemplo, perderam alguém e estão lá ajudando os bombeiros, limpando o chão, fornecendo comida. São inúmeras cartinhas que a gente tem recebido, pessoas que nos cumprimentam e dão força para continuar. Então, isso tudo motiva e dá força para continuar a operação até o momento em que a gente conseguir ou encontrar todas as vítimas que ainda estão desaparecidas”, diz.

Casal de bombeiros de MG relata dias de resgate em Brumadinho

Trabalhar em um mar de lama era um cenário que o casal Kênia Oliveira Rosa e Deusdet Moreira de Souza não tinha imaginado ao longo dos anos de carreira no Corpo de Bombeiros. “Acho que ninguém imaginou que fosse acontecer algo tão chocante”. Ela, cabo do 1º pelotão da 2ª Cia dos Bombeiros de Lavras (MG). Ele, sargento do Batalhão de Operações Aéreas da base em Varginha (MG). Juntos há oito anos, dividiram a experiência de trabalhar no resgate das vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho (MG).

Sargento dos bombeiros de Lavras trabalhou no suporte aéreo — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Viagem a Brumadinho

“No sábado, eu tinha ligado pro Capitão Sílvio pra ser voluntária. Fiquei sabendo pelos meus colegas que quem tinha feito um curso preparatório, que só alguns bombeiros fazem, poderia fazer parte. Logo me prontifiquei”, explicou Kenia.

O marido, sargento Deusdet, que também fez o curso, foi o primeiro a ir. Ele atua como tripulante operacional da Base dos Arcanjos em Varginha. Deusdet partiu com o grupo de Varginha no dia 28 de janeiro, com retorno no dia 4 de fevereiro.

Na mina do Córrego do Feijão, onde ficava a barragem da Vale, Deusdet tinha como função transportar equipes pelo helicóptero, além de equipamentos e cães, ajudar na retirada de corpos, sobrevoar os pontos com autoridades, entre outras atividades.

Cabo Kênia Oliveira Rosa viajou a Brumadinho (MG) para trabalhar no resgate às vítimas — Foto: Arquivo Pessoal

“Naquela semana, quase toda operação dependia dos helicópteros para acessar os locais. Por isso, chegou a ter quase 20 helicópteros operando nos primeiros 10 dias após o desastre”, explicou o sargento.

Com o retorno de Deusdet, foi a vez da segunda equipe, com a cabo Kenia, que chegou no dia 7 de fevereiro a Brumadinho. Como parte do setor operacional dos bombeiros, ela trabalhou no solo, na chamada zona quente. A função era ajudar na varredura atrás de vestígios, edificações, corpos e segmentos.

“Trabalhei na área alagada e na mais seca. Quando chegou o maquinário na área alagada, a gente foi deslocado. Todas as atividades que os outros fizeram, eu estava fazendo também”.

Sargento Deusdet, de uniforme laranja, participou de trabalhos em Brumadinho (MG) — Foto: Corpo de Bombeiros

Primeiras impressões

A força da lama, vista do alto dos helicópteros, impressionou Deusdet assim que viu os primeiros pontos atingidos. “A proporção do estrago, a força da lama retorceu até uma locomotiva e arrancou o pontilhão da linha férrea. Muitas das vítimas nem viram como morreram”, lamenta.

Kenia também relata o choque ao ver a dimensão da tragédia na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho. “Como o Deusdet foi antes, ele tinha reportado pra mim que estava bem pior do que parecia. Ele ficou assustado. Eu cheguei lá foi a mesma coisa, mesma sensação que ele teve”, comenta.

O forte cheiro na segunda semana de buscas chamou atenção de Kenia. Pela frente, tudo o que viu estava destruído.

“A primeira impressão é que o estrago é muito maior do que a mídia passava pra gente. Já tinha visto pela TV que o estrago tinha sido grande. Mas chegando lá, ver o impacto ao vivo e a cores, é muito maior”.

Proporção dos estragos impressionou sargento dos bombeiros que trabalhou em Brumadinho (MG) — Foto: André Penner/AP

Trabalho exaustivo

O trabalho muitas vezes ultrapassava as 14 horas diárias. Deusdet começava às 5h30, com reunião entre as equipes. Ao longo do dia, decolagens, buscas e pousos. À noite, era hora da limpeza e do preparo das aeronaves e uniformes para o dia seguinte. O sargento diz que o cansaço físico na linha de frente era grande e que se juntava ao desgaste mental ao longo do dia.

Já Kenia conta que, apesar do cansaço físico, era difícil entender a hora de parar. “Quando a segunda equipe iria atender, após meus sete dias, eu fui voluntária pra continuar, porque eu não tinha noção do meu cansaço. Quando eu cheguei a Lavras, o primeiro dia eu ainda estava com a adrenalina. Só depois eu senti o cansaço”, conta.

Força e contato com a comunidade

Lidar com família das vítimas e com quem viveu de perto a tragédia trazia um peso maior ainda ao trabalho dos bombeiros.

“A atividade lá era pesada, desgastante, mas no final não tem como não se envolver. Tinha alguns trabalhadores da Vale com o maquinário, auxiliando a gente. Eles contavam as histórias deles. Você acaba tendo um envolvimento emocional muito grande”, diz Kenia
A cabo dos bombeiros não chegou a ter contato direto com vítimas. “Tinha dias que ficávamos frustrados por não encontrarmos ninguém. Fomos lá com a missão de trazer conforto aos familiares e amigos das vítimas”.

Cabo Kenia, do Corpo de Bombeiros de Lavras (MG) trabalhou em Brumadinho (MG) — Foto: Sargento Alcântara/Corpo de Bombeiros

Em uma troca de papéis, muitas vezes, era a comunidade que dava o conforto aos bombeiros. Kenia, como centenas de militares que trabalharam nas operações de resgate em Brumadinho, recebeu cartas escritas pelas crianças daquela região.

Nos recados, entregues sempre ao final de um dia de trabalho, mensagens simples e desenhos feitos para motivar o trabalho dos bombeiros. “Ficávamos muito comovidos. Cada uma mais linda e tocante que a outra. Ficávamos emotivos e nos dava mais ânimo e garra para o dia seguinte”.

De volta à rotina dos trabalhos no Sul de Minas, a cabo Kenia acredita que ter feito parte da maior operação de resgate da história do país trouxe muitas lições. “Foi um marco na vida de muitas pessoas, não só as que estavam envolvidas diretamente no resgate. Apesar de triste, foi bonito pra ver a solidariedade das pessoas. Bombeiros de outros estados, gente que dava o sangue. Teve uma interação muito boa”, ressalta.

“Na minha chegada lá, no planejamento, duas menininhas lindas vieram, perguntaram se podiam me dar um abraço. Eu guardo esse abraço até hoje”.

Cabo Kenia, do Corpo de Bombeiros de Lavras (MG), recebeu carta em trabalho em Brumadinho (MG) — Foto: Arquivo Pessoal

Representante do Corpo de Bombeiros destaca necessidade de construir heliponto em hospital de Blumenau, SC

Ascom CMB

Santa Catarina – No início da sessão ordinária de quinta-feira (14), o capitão Hugo Manfrin Dallossi, representante do Conselho Municipal de Saúde, do Corpo de Bombeiros e do Samu, ocupou a tribuna livre para destacar a necessidade da implantação de um heliponto no Hospital Santo Antônio, em Blumenau.

Capitão Hugo Manfrin do CBMSC. Foto: Lucas Prudêncio, CMB.

Disse que em Santa Catarina o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) iniciou suas atividades de resgate e salvamento em 2010 e destacou que o helicóptero Arcanjo 03 iniciou suas operações em Blumenau atendendo a primeira ocorrência em 05 de outubro de 2015.

Salientou que em pouco mais de cinco anos de atuação na cidade, já foram atendidas 1.652 ocorrências na região, sendo 559 somente em Blumenau.

“Uma ambulância que precisasse sair da antiga base do Samu do bairro Badenfurt e se deslocar até a rua Santa Terezinha, no bairro Progresso, levaria 41 minutos, e com o Arcanjo nós demoramos cinco minutos”, afirmou. “Nós temos a bordo médicos e enfermeiros e toda a estrutura equivalente a uma UTI móvel”, explicou.

Apresentou duas das principais demandas do BOA para melhoria do atendimento: um hangar próprio e a melhora da estrutura dos hospitais da região para receber a aeronave. Afirmou que entre os oito maiores hospitais da região que o Arcanjo utiliza, apenas dois não possuem heliponto. “Um deles é o Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, e o outro é o Hospital Santo Antônio, em Blumenau”, apontou, esclarecendo que em Itajaí a estrutura já está sendo construída.

Mencionou que com a falta de um heliponto no Hospital Santo Antônio, o BOA utiliza um terreno particular, distante cerca de 900 metros do hospital. “Devido a essa distância, é necessário que uma ambulância se desloque até o terreno para receber a vítima, a cidade passa a contar com uma ambulância a menos naquele momento”, mencionou. Afirmou que isso faz com que o atendimento demore entre 10 e 15 minutos a mais para dar entrada no hospital.

Também alertou para os riscos da utilização de um espaço não preparado para o pouso da aeronave. Por fim, pediu apoio dos parlamentares na busca de recursos para viabilizar a construção do heliponto para melhorar o atendimento à comunidade.

Corpo de Bombeiros do Maranhão continua nas operações de buscas em Brumadinho, MG

Governo do Maranhão

Minas Gerais – Cerca de 250 bombeiros de vários estados do país, incluindo o Maranhão, trabalham nas buscas por vítimas do desastre de Brumadinho. Segundo autoridades locais, após completar uma semana do rompimento da barragem da Vale, a operação de resgate entrou em uma nova fase e não tem data para acabar. Nessa etapa, além da procura manual, alguns modernos equipamentos de “corte” são utilizados para acessar o interior de containers e estruturas de metal encontradas em meio a lama.

Corpo de Bombeiros do Maranhão continua na operação de resgate em Brumadinho, MG

Um dia após a tragédia, o governador do Maranhão, Flávio Dino, autorizou o envio de sete bombeiros do Maranhão especializados em ocorrências de grande vulto e buscas e resgates em estruturas colapsadas (BREC).

Desde o dia 27 de janeiro, o major Patrício, o major Nilson, o sargento Max, o tenente Nunes, o tenente Elenilton, o soldado M. Serra e o soldado W. Neves passaram a compor a força tarefa de apoio aos bombeiros mineiros e em solidariedade aos familiares das vítimas em Brumadinho.

Ao longo dos dias de trabalhos intensos, os bombeiros maranhenses descreveram um cenário de destruição, mas repleto de um sentimento de muita solidariedade entre todos que estão na cidade. “A área devastada pela avalanche de lama é muito grande, mas mesmo com o imenso cansaço, estamos trabalhando com o maior empenho, porque a vontade de dar uma resposta aos familiares é maior”, disse o tenente Nunes, bombeiro do Maranhão na missão Brumadinho.

“Aqui a comoção humana prevalece acima de tudo, a gente percebe que independente rendimento financeiro, independente categoria funcional, todo mundo aqui quer ajudar”, declarou o tenente Nunes.

Bombeiros do Maranhão em atividade. (Foto: Divulgação)

A dificuldade de deslocamento e a cautela no solo instável diminuem a velocidade das buscas, aeronaves e veículos anfíbios estão sendo usados para melhorar a eficiência da procura de corpos. Ao longo da semana, a área do refeitório da Vale, local onde muitas pessoas estavam concentradas, começou a ser escavada.

Mesmo diante de muito trabalho, a humanização dos bombeiros promoveu diversas homenagens às vítimas. A mais marcante delas aconteceu no sétimo dia após o desastre. Diversas aeronaves pairaram no ar e lançaram do alto pétalas de flores, enquanto as pessoas se concentravam diante da bandeira do Brasil. Mesmo de longe, bombeiros interromperam seu trabalho e prestaram continência em tributo às centenas de mortos e desaparecidos.

“Por toda essa semana vimemos um clima muito pesado aqui em Brumadinho, mas temos a consciência de que tudo isso faz parte da nossa missão fim, trabalhamos diuturnamente, mesmo com enorme cansaço estamos empenhados na operação de localização das vítimas, porque sabemos que isso, de alguma forma, irá minimizar a dor dos familiares”, relatou o major Patrício, bombeiro maranhense que integra a missão Brumadinho.

Helicóptero Arcanjo 01 socorre surfista que sofreu queda em praia de Florianópolis, SC

Ricmais

Santa Catarina – Um homem de 27 anos ficou ferido enquanto surfava na Armação do Pântano do Sul, em Florianópolis, na tarde desta terça-feira (22). Após cair da prancha, ele bateu com a cabeça no fundo do mar. O Corpo de Bombeiros foi chamado para atendê-lo e a equipe do helicóptero Arcanjo 01 fez o encaminhamento da vítima do Sul da Ilha ao heliponto da avenida Beiramar Norte, de onde ela foi conduzida até o Hospital Governador Celso Ramos.

Segundo o capitão Felipe Gelain do Arcanjo 01, o homem sofreu um corte lacerante na cabeça e há a suspeita de traumatismo raquimedular, com indícios de fratura de cervical. Durante o atendimento, ele relatava bastante dor na parte cervical e torácica.

O homem, conforme o corpo bombeiros, é um surfista amador natural de São Paulo. Ele mora na Capital há quatro anos e decidiu ir à praia após o trabalho. Logo após o acidente, ele caminhou até um posto guarda-vidas, onde foi mobilizado e colocado em uma maca até a chegada do resgate da aeronave da corporação.

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