Itália – Na manhã de quinta-feira (22), um grave acidente de trânsito ocorreu em Capri, ilha no Golfo de Nápoles, na Itália. Um ônibus caiu em uma ribanceira na área de Marina Grande. Segundo informações preliminares, o motorista do veículo faleceu no local. O ônibus caiu cerca de dez metros depois de arrancar uma grade de proteção.
Cerca de vinte e oito pessoas ficaram feridas, algumas que estavam a bordo do ônibus, outras no local do acidente. A maioria das vítimas com ferimentos leves foram levadas para o hospital de Capilupi de Capri e as mais graves, incluindo uma criança, foram transportadas para Nápoles em helicópteros de resgate da Polícia, Corpo de Bombeiros e do serviço 118 de Salerno.
Equipes de resgate socorrem vítimas de grave acidente de ônibus na Ilha de Capri, Itália
Um helicóptero do Corpo Nacional de Socorro Alpino (CNSAS) e um AW139 da operadora aeromédica Alidaunia de Foggia também participaram dos resgates. Além de transportar as vítimas para hospitais em Nápoles, as aeronaves também levaram bombeiros, médicos e enfermeiros para ajudar no resgate das vítimas no local. Alguns deles foram colocados na cena através do guincho elétrico dos helicópteros.
A Central de Operações Regionais 118 realizou a regulação médica para a transferência dos pacientes para os hospitais das províncias. Uma equipe do CNSAS coordenou os pousos das aeronaves no Campo Esportivo San Costanzo, em Capri.
O prefeito de Capri, Marino Lembo, foi ao hospital de Capilupi verificar pessoalmente o estado de saúde dos feridos e informou que as investigações sobre o acidente continuam em curso.
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Equipes de resgate socorrem vítimas de grave acidente de ônibus na Ilha de Capri, Itália (Foto Ansa)
Equipes de resgate socorrem vítimas de grave acidente de ônibus na Ilha de Capri, Itália
Equipes de resgate socorrem vítimas de grave acidente de ônibus na Ilha de Capri, Itália
Equipes de resgate socorrem vítimas de grave acidente de ônibus na Ilha de Capri, Itália
Equipes de resgate socorrem vítimas de grave acidente de ônibus na Ilha de Capri, Itália (Foto Ansa)
Equipes de resgate socorrem vítimas de grave acidente de ônibus na Ilha de Capri, Itália
Equipes de resgate socorrem vítimas de grave acidente de ônibus na Ilha de Capri, Itália
Equipes de resgate socorrem vítimas de grave acidente de ônibus na Ilha de Capri, Itália
Equipes de resgate socorrem vítimas de grave acidente de ônibus na Ilha de Capri, Itália
Itália – O transporte de material biomédico com drones foi o objetivo do teste concluído com sucesso na Itália, projetado e realizado pela Leonardo, Telespazio (joint venture entre Leonardo 67% e Thales 33%) e o Hospital Infantil Bambino Gesù, em colaboração com a ENAC (Autoridade Nacional de Aviação Civil).
O projeto utiliza a plataforma D-FLIGHT para a gestão do tráfego aéreo de drones, de responsabilidade da ENAV, agência que presta serviços de tráfego aéreo na Itália. O D-FLIGHT foi criado em 2018 pela ENAV, em conjunto com a Leonardo e a Telespazio.
Esta é uma das primeiras demonstrações no país de entrega de amostras biológicas e produtos biomédicos com o auxílio de drones de descolagem vertical equipados com propulsão eléctrica e portanto com baixíssimo impacto ecológico e acústico.
Os ensaios correram entre os dias 19 e 22 de outubro. O drone transportou material biomédico voando perto de Roma, entre dois locais do Hospital Infantil Bambino Gesù distantes mais de 32 km: do centro de coleta de S. Marinella ao centro de análise Palidoro e vice-versa, em modo de controle automático, além da linha de visão do operador (BVLOS – Beyond Visual Line of Sight).
O teste envolveu a utilização da plataforma digital T-DROMES da Telespazio, baseada em nuvem, que permite a prestação de serviços ponta a ponta: do planejamento à execução da missão de um drone, até o processamento dos dados coletados pelos sensores a bordo. Além disso o drone é capaz de gerenciar um sistema de conectividade híbrido (satélite e terrestre 4G / LTE, e 5G no futuro), através de dispositivos COM-BOX.
A liberação da autorização realizada pela ENAC permitiu a realização do teste com acompanhamento e avaliação do resultado. Como parte do experimento, os operadores do drone testaram os serviços de geoconsciência e desconfiguração estratégica do U-Space fornecidos pela plataforma D-FLIGHT.
Graças aos serviços que serão progressivamente disponibilizados pela D-FLIGHT, será possível que a aviação tradicional e milhares de drones coexistam no espaço aéreo italiano, visto que os drones serão encarregados das mais diversas tarefas no futuro. O D-FLIGHT é confirmado como um dos primeiros U-Spaces operacionais na Europa.
Com término em dezembro de 2020, os testes que possuem várias fases, serão utilizados vários tipos de aeronaves pilotadas remotamente. O objetivo a longo prazo é poder estender o serviço em um ambiente urbano densamente povoado, conectando a sede do Palidoro às outras unidades do Bambino Gesù em Roma.
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Drones a serviço da saúde na Itália: Leonardo, Telespazio e o Hospital Infantil de Roma iniciam testes
Drones a serviço da saúde na Itália: Leonardo, Telespazio e o Hospital Infantil de Roma iniciam testes
Drones a serviço da saúde: Leonardo, Telespazio e o Hospital Infantil de Roma iniciam testes na Itália. Foto: Divulgação
Drones a serviço da saúde: Leonardo, Telespazio e o Hospital Infantil de Roma iniciam testes na Itália. Foto: Divulgação
Equipe - Drones a serviço da saúde na Itália: Leonardo, Telespazio e o Hospital Infantil de Roma iniciam testes
Drones a serviço da saúde: Leonardo, Telespazio e o Hospital Infantil de Roma iniciam testes na Itália. Foto: Divulgação
Drones a serviço da saúde na Itália: Leonardo, Telespazio e o Hospital Infantil de Roma iniciam testes
Itália – Tratar um paciente gravemente enfermo em um avião é bastante difícil e requer profissionais bem treinados. Podem ocorrer várias complicações durante o transporte e a ideia do artigo escrito por Guido Villa, Marco Botteri e Roberta Boni, publicado pela Agência Regional de Emergência da Lombardia (AREU), foi divulgar os procedimentos a serem tomados nestes casos.
Os serviços EMS (Emergency Medical Services) na Itália atendem no número 118, mas também é possível ligar para o 112, entretanto vale uma explicação, o 112 é um número que atende todos os países da Comunidade Europeia, como 911 na América do Norte, o 999 na Grã-Bretanha, Hong-Kong e Irlanda ou 000 na Austrália.
O 118 foi criado para acelerar o atendimento no território italiano para emergências médicas e assim centralizou todos os números que existiam dentro do território para agilizar o atendimento e enviar o veículo de resgate mais adequado para vítimas de doenças ou acidentes de qualquer natureza.
Médicos italianos publicam artigo sobre recomendações para o transporte de pacientes em aviões
Todos os países possuem serviços aeromédicos para transporte de pacientes graves, conhecidos internacionalmente como MEDEVAC (Medical Evacuation) ou evacuação aeromédica. Esse serviço com a utilização de aeronave de asa fixa é sempre um transporte “combinado”, evolvendo uma aeronave e um veículo terrestre.
Isso é muito diferente do que ocorre com uma aeronave de asa rotativa (helicóptero), onde a embarque e o desembarque do paciente podem ocorrer diretamente onde ele esteja até o hospital de destino. No artigo, os autores apontam orientações e recomendações importantes para que o transporte aeromédico em asa fixa seja o mais seguro possível.
Os autores concluem que o transporte aeromédico realizado por aeronave de asa fixa é o melhor método para a transferência secundária de pacientes em longas distâncias de um hospital para outro, ou para a evacuação de uma pessoa ferida de locais isolados com um atenção primária sem muitos recursos.
Alertam que o principal problema do voo de asa fixa é a altitude em que ocorre a maior parte da viagem e a pressurização relativa a bordo, criando tecnicamente uma atmosfera artificial. Assim, as influências decorrentes do voo implicam na necessidade de avaliações clínicas preliminares no paciente para verificação quanto à sua aptidão para a viagem e na implementação de algumas medidas obrigatórias que permitam avaliação adequada do risco clínico relacionado a ele e sua transferência.
No final do artigo apresentam um Check List de verificação para o transporte aeromédico em aeronave de asa fixa.
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Médicos italianos publicam artigo sobre recomendações para o transporte de pacientes em aviões
Médicos italianos publicam artigo sobre recomendações para o transporte de pacientes em aviões
Médicos italianos publicam artigo sobre recomendações para o transporte de pacientes em aviões
Por Mauro Beni
Jornalista e Correspondente Internacional na Itália
Itália – Nesta quarta-feira (10), no mais recente boletim de Proteção Civil, são 7 regiões com contágio zero na Itália. Hoje, há 202 novos casos de contágio e 71 pessoas morreram. Já são 34.114 mortos pelo COVID-19. O número total de pessoas recuperadas sobe para 169.939, um aumento de 1.293 pessoas em relação a ontem.
No último boletim divulgado na terça-feira (09), foram 79 mortes e 283 novos casos de COVID-19. Na segunda-feira (08) foram 280 novos casos registrados, com 65 vítimas. No domingo (07), foram 53 mortes e 197 novos casos e no sábado (06) foram 270 novos casos, com 72 vítimas.
Como explica o médico italiano Ranieri Guerra, Diretor de Iniciativas Estratégicas da OMS, o distanciamento social e os comportamentos individuais estão obtendo sucesso enquanto a chegada do verão é de pouca importância. “Se conseguirmos manter o distanciamento social, não haverá nova onda, mas apenas micro-surtos localizados e o sistema de saúde poderá interceptar e conter, impedindo assim uma onda epidêmica; o clima quente que virá não contribuirá para a luta contra o vírus”.
Até 10 de junho, o número total de pessoas que contraíram o vírus é 253.763, um aumento em relação a ontem de 202 novos casos. O número total de positivos atualmente é 31.710, com uma diminuição de 1.162 pacientes em relação ao dia anterior. Entre os atualmente positivos, 249 estão sendo tratados em terapia intensiva, com uma diminuição de 14 pacientes em relação a ontem.
Região da Lombardia – Aeromédico
Na Lombardia, há um aumento em dois pacientes, num total de 4.320 hospitalizados com sintomas, com uma diminuição de 261 pacientes em relação a ontem. 86% dos positivos (27.141 pessoas) estão isolados, sem sintomas, ou com sintomas leves.
Curva do Coronavírus na Itália.
A Companhia Regional de Urgências e Emergências (AREU 118/112), órgão do serviço regional de saúde na região da Lombardia, está trabalhando com todas as suas equipes no socorro das pessoas com COVID-19.
Além das ambulâncias e centros de operações, possuem cinco helicópteros nas bases de Sondrio, Como, Bérgamo, Brescia e Milão. Os helicópteros cobrem todo o território regional, realizando atividades diurnas e noturnas.
A fotógrafa Martina Santimone acompanhou o trabalho das equipes da AREU no epicentro da emergência na Lombardia e pode companhar o Serviço Médico de Emergência em Helicópteros (HEMS) empenhado no socorro e no transporte de pacientes em toda a região. Além disso, aviões e ambulâncias ajudam as equipes no transporte de pacientes em toda a Itália.
Vacina
Quanto à vacina, Ranieri Guerra explica que, atualmente, existem cerca de 80 vacinas candidatas e 4/5 estão em estágio avançado e muito promissoras. “A previsão é que, no primeiro trimestre de 2021, haja uma confirmação de validade e, em seguida, o início da produção”.
Israel estendeu a proibição de entrada no país a não-israelenses e não-residentes permanentes até 1º de julho, a decisão parece estar ligada a uma segunda onda da epidemia de COVID-19 que atingiu o país.
Itália – O impedimento de voar dos aviões de reconhecimento civil, Cirrus SR22 (Moonbird) e Dyn’Aéro MCR4S (Colibri), aconteceu num momento em que o Governo da Itália intensificou as políticas anti-imigração. E durante esta crise política que o país atravessa, as incógnitas aumentaram depois do afastamento de Matteo Salvini e a coalizão do Movimento 5 Estrelas com o Partido Democrático.
As duas aeronaves estão paradas há um mês, depois que a ENAC (Autoridade Nacional de Aviação Civil Italiana) alegou que elas não tem licença de voo especial para operações em alto mar e só podem ser utilizadas para fins recreativos. As autoridades não permitem nenhum tipo de operação de busca e salvamento com esses aviões.
As aeronaves pertencem a organizações não-governamentais (ONGs): “Sea-Watch” (Alemanha) e à “Pilotes Volontaires” (França). Segundo elas, os aviões ajudam na localização de embarcações em risco e possibilitam maior precisão no socorro.
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Dentro da aeronave Moonbird, olhando para alguns alvos no mar.
Aeronave "Moonbird".
Aeronave "Colibri".
Aeronave "Colibri".
Mar Mediterrâneo onde mostra as distâncias da Itália, Malta e a Líbia.
As proibições de desembarque de navios operados por ONGs são bem mais frequentes. Recentemente o “Open Arms”, com mais de cem pessoas a bordo, ficaram vinte dias aguardando as negociações, assim como o “Ocean Viking” aguardou quatorze dias. Esta espera se tornou comum no último ano com a decisão da Itália e de Malta se negarem a receber os navios.
Não é primeira vez que ambas aeronaves tem problemas, de acordo com o jornal britânico “The Guardian”, eles tem licença de voo para missões na zona sul da Europa, reconhecida há mais de dois anos, porém o “Moonbird” já foi proibido de sobrevoar o espaço aéreo maltês e desde 2017 as dificuldades de decolar está ficando cada vez maior. Itália e Malta desencadearam uma série de investigações às várias organizações não governamentais que levam a cabo as missões de salvamento e resgate.
A espera tornou-se comum no último ano com Itália e Malta a negarem receber os navios. As soluções encontradas têm passado pelo desembarque nos portos malteses, mas com um acordo previamente estipulado de que as pessoas resgatadas sejam distribuídas e acolhidas por vários Estados-membros que se voluntariam em recebê-las.
Denúncias de naufrágio tem sido feitas pelas Nações Unidas, principalmente na costa da Líbia. Milhares de pessoas embarcam com o objetivo de chegar à Europa e o Mar Mediterrâneo é uma das rotas migratórias mais perigosas e mortais que existe. De acordo com a Organização Internacional de Migração, todos os anos cerca de 5 mil pessoas se afogam, em 2019 morreram 594 pessoas.
“Estamos pensando que por trás dessas complicações burocráticas, existe a vontade política de interromper as atividades de reconhecimento. Evidentemente, irrita que os olhos da sociedade civil estejam tanto no mar quanto em ar”. Diz Giorgia Linardi, responsável pela Sea-Watch Itália.
Segundo a REMHU – Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana, perspectivas históricas demonstram que a imigração constitui um aspecto normal da vida social ao longo dos tempos. O ritmo acelerado das mudanças junto com o desenvolvimento do mercado capitalista mundial impulsionam da expansão das imigrações, tanto na forma de mobilidade profissional quanto na desigualdade e coerção.
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Os refugiados em um barco de madeira navegam lentamente no mar Mediterrâneo em condições precárias. O Moonbird o avista e sinaliza sua presença.
Operação de resgate no Mar Mediterrâneo avistado pela aeronave "Colibri".
Os refugiados em um barco de madeira navegam lentamente no mar Mediterrâneo em condições precárias. O Moonbird o avista e sinaliza sua presença.
Pare as ONG´s no céu - Itália bloqueia aviões que avistam imigrantes no mar. Foto: ANNE CHAON/ GETTY IMAGES