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NÁDIA TEBICHERANE

Desejar…

NÁDIA TEBICHERANE

Tenho falado muito por aqui sobre a fugacidade do tempo e a importância das coisas simples. É preciso olhar com olhos de quem tem uma vida efêmera. Tenho aprendido ao longo do caminho, que quando desejamos coisas verdadeiramente boas para o mundo, elas sempre nos retornam sob as mais variadas formas.

Então, desejo a todos vocês…

Pequenos milagres diários…

Passeios de fim de tarde observando mais uma noite chegar…

Refeições simples com os seus, porque é ao redor de uma mesa que os sentimentos se revelam…

Pequenas viagens e saidinhas com seu amor, porque esses são os momentos que ficarão…

A leitura sem pressa de um bom livro transformando-o numa janela para a alma…

Uma caridade anônima e verdadeira nascida apenas do seu desejo de ajudar ao próximo…

Um trabalho que lhe dê orgulho e que apesar de cansar o corpo, lhe descanse o espírito…

Uma casa onde você se reconheça e se sinta seguro, salvo…

Pessoas em quem você confie para te acompanhar nessa passagem pelo mundo…

Dias ensolarados, noites estreladas, chuva pra lavar a Terra de todo mal…

Um sonho pra perseguir…

Uma música que te arranque do momento e te faça viajar para aquele dia que só você conhece…

Filhos que te ensinarão que outra vida é muito mais importante que a sua…

Fé, porque fortalece e ampara…

FELIZ NATAL !!!!!!

Em tempo…

NÁDIA TEBICHERANE

foto-9Eu sei que cientificamente devo estar errada, mas tenho a nítida impressão de que o tempo está passando muito mais rápido. A proximidade do final do ano me estarrece.

Janeiro estava logo ali atrás, ainda dava pra ver…

Outras coisas também estavam quase ao alcance das mãos: nossos filhos pequenos, o ano 2000…

A nossa noção de tempo se misturou com uma sucessão de datas que vamos cumprindo meio que no automático. Ficamos sabendo da vida pelas gôndolas do mercado ou decoração dos shoppings. E eles trocam tudo muito rápido.

Eu juro que via a vida passando mais devagar. Nossas expectativas cabiam no dia. Chegávamos à sexta-feira com a certeza de que a semana havia sido produtiva. Agora vamos dormir achando que não fizemos nada.

Lembro que viajávamos de carro com as meninas e logo que saíamos, elas perguntavam: “ falta muito, pai?”. O pai respondia: “ Estão vendo aquele morro? Fica atrás do morro “. E o morro demorava horas pra chegar…

Precisamos agarrar aquele tempo pelo rabo. Precisamos vivê-lo em cada um dos seus minutos. Temos que voltar a saborear as horas, os dias… Vê-los passando assim, tão rapidamente, nos dá vertigem e perdemos o foco.

Uma sensação estranha de vida escorrendo pelos dedos.

Tomara que esse mês que falta para o Natal, demore seis meses para passar. E nós possamos nos encontrar algumas vezes com 2015 antes que ele se vá.

 

Voo cego

NÁDIA TEBICHERANE

IMG-20141023-WA0009Sempre disse e escrevi por aqui e por muitos lugares que voar é uma das maiores aventuras humanas. Que cruzar os céus na mais variadas missões é antes de tudo a coragem de realizar sonhos.

No entanto, nesse dia do aviador, andei pensando num voo dos mais desafiadores e corajosos que existe. Um voo ao alcance de qualquer ser humano disposto a navegar pelo desconhecido, a ter a humildade de um aprendiz e persistir na sua busca.

O voo para dentro de nós mesmos pode nos revelar paisagens acolhedoras, recantos sombrios, campos baldios, praias desertas…

Essa é uma missão de reconhecimento. Só podemos modificar a paisagem para melhor, quando identificamos seus problemas. É preciso revolver e adubar a terra do nosso espírito para jogar novas sementes.

Sobrevoar o terreno, jogar a corda ou a rede e resgatar sonhos, ideias e planos que estão perdidos, mas que sobrevivem à espera de socorro.

Salvar a criança que invariavelmente é esquecida em algum lugar enquanto o adulto batalha seus dias.

Esse voo é sem dúvida o mais difícil. Não sabemos o que vamos encontrar, com o que vamos lidar. Voar no próprio céu e passar pelas próprias tempestades não é fácil, mas pode nos trazer grandes alegrias e uma viagem mais segura pela vida.

Nesse dia do aviador, desejo muita alegria aos que irão voar pelos céus da Terra e muita fé aos audazes que irão voar pelos céus da alma.

 

Vazio real…

Nádia Tebicherane

Tempos estranhos. Uma preocupação imensa com nossos jovens. Há um volume descomunal de informação, ou desinformação, não se sabe,  que nos chega via diversas mídias. É uma torrente de notícias irrelevantes, opiniões sem fundamento, coisas inúteis que, ao contrário do esclarecimento, promovem uma espécie de pane mental.

É preciso uma formação muito firme, de muita conversa e bons exemplos para estar a salvo desse bombardeio de bobagens.

vazio real

Sempre nos preocupamos em orientar os nossos para um pensamento organizado, construtivo. Para o desenvolvimento da fé em si mesmo e em Deus. Por fim, uma postura bacana diante da vida e todo o caminho que eles irão percorrer.

Mas o que nos chega é relativo somente ao corpo. Aos músculos que não podem cair e devem ser mais definidos do que o caráter, ao rosto que não pode vincar, a roupa que tem que abalar… O corpo é mesmo um templo, mas foi criado para abrigar o que de fato é sagrado: o espírito. Este sim, nos fortalece, nos faz diferentes, especiais, melhores.

Enquanto Descartes revira no túmulo, vai longe o tempo em que as pessoas precisavam pensar para existir.

Tomara essas pessoas não se percam nas futilidades que invadem nossas salas em alta definição. Tomara não fiquem aprisionadas nessa rede tão presente e tão ausente, tão próxima e tão distante… Cheia de um vazio que deixou de ser virtual para ser real.

Paixão Nacional

NÁDIA TEBICHERANE

tatu-bola1Bola no campo, no chão, no coração
Comoção, redenção, tudo na mão
A rua vazia, a mente vazia
O sofrimento finalmente jazia.
Mas o jogo virou
A copa está cheia de barriga vazia
A FIFA num banquete alto padrão
E o povo de pires na mão.

Alguém vai beber numa taça
A escola, o hospital, a estrada
O direito, o dever, a lembrança
A esperança.
O que era alegria virou apatia
Nem parece que está perto o dia
A paixão não morreu
Mas emudeceu.

Já ouvi até dizer
Que era bom o Brasil perder
Quem sabe assim pudesse reverter
O jogo do poder.

Não sei se Maria e João
Vão agir na contramão do coração
E marcar de perto o descaso
O roubo, a falcatrua, a corrupção.

Quem sabe seja tudo ilusão
E só o que importe seja o caneco na mão
Na mão sem pão, sem saúde,
Sem educação.
Quem sabe um dia esse apaixonado povão
Possa unir sua paixão
Com tudo de bom
Que merece uma nação.

O Encontro…

NÁDIA TEBICHERANE

Tanta coisa acontece em um ano. Tudo o que vivemos de algum modo nos toca e passa a fazer parte da nossa experiência, do que somos.

Definitivamente, não saímos de um ano da mesma forma que entramos. O que desejo esse ano é que encontremos aquele algo que poderia ter feito diferença na hora de lidar com os acontecimentos.

Esse algo pode ser a humildade diante da vida e da natureza.

A simplicidade para sermos felizes com coisas pequenas e infinitamente maiores.

O reconhecimento do quanto as pessoas são fundamentais para nossa alegria.

A fé em nós mesmos e nesse Deus que nos habita.

Eu sei que o pano de fundo dessa época é mesmo comercial e consumista.

Apesar disso, desejo que nos encontremos com a ideia essencial que está perdida bem lá no meio dos presentes, da correria, das lojas cheias…

A ideia de nos reencontrarmos com Deus e renovar nossos laços com Ele para que se renove a vida em nós.

Feliz Natal!!

FELIZ NATAL pp

Olhar de aviador…

NÁDIA TEBICHERANE

Captar e guardar no olhar

O resgate, o embate,

Uma cena na moldura da paisagem.

Um click para tudo eternizar

Um flagrante da missão, da profissão,

Da segurança no ar.

Onde foi parar aquele momento?

Parou no flash da vida,

No pairar, no fato, no ato, no retrato.

Uma homenagem para você

Guerreiro do azul que segue as estrelas

Piloto que cumpre na vida a missão de voar.

Feliz dia do Aviador !

 

Vem mudar…

NÁDIA TEBICHERANE

O Brasil vai parar…

Mobilizar, fazer ouvir, denunciar…

A injustiça, o descaso, a corrupção…

Fazer calar…

Povo passivo, omisso…

Botou boca no mundo…

Marchou, se organizou..

Assumiu compromisso de mudar tudo isso…

É preciso consciência…

Sem tendência, focar, não desviar…

Com palavras de ordem cobrar…

Pra vida melhorar…

O tempo é agora…

Violência fica de fora…

Não esquecer que barbarizar, vandalizar…

Faz a razão perder, enfraquecer…

Se o poder do povo emana…

Vem pra rua protestar e relembrar…

Que o poder está em saber …

Votar…

Muda Brasil !!!


Nádia Tebicherane, escreve crônicas para o site Piloto Policial desde julho/2010. Seu texto “A cantada” foi selecionado e publicado no livro “É Duro Ser Cabra na Etiópia” de Maitê Proença, junto a grandes escritores, como Carlos Heitor Cony e Tatiana Salem Levy, e muitos outros. 


Dá motor e acredita…

NÁDIA TEBICHERANE

Já ouvi essa expressão algumas vezes em conversas de pilotos. Tentei entender o que de fato ela pode significar.

Ela traz uma ideia de fazer o que tem que ser feito e confiar no que aprendeu… Traz também o fato de conhecer a máquina e acreditar na resposta que ela vai dar ao seu comando…Traz ainda, a antiga comunhão entre homem e máquina e o que um pode esperar do outro…

Claro que essa expressão acabou saindo das aerovias e foi parar no dia-a-dia de pilotos e familiares.

Assim, dá motor e acredita passou a ser o conselho pra filha antes do exame para motorista, pra prova na faculdade, pra aquele encontro importante, pra entrevista de emprego e até para a  esposa diante de um dia comprido e cansativo.

Mas, para você, piloto aí do outro lado, eu desejo um dá motor no coração, na vida , no avião, na emoção e, é claro, acredita…

Ser simples é complicado?

NÁDIA TEBICHERANE

Ouse ser simplesAgora, com o ano oficialmente começado, lá vamos nós ao nosso dia a dia intenso, sem tréguas, sem tempo.

Logo descobriremos que é Junho e a roda continua a girar impiedosa, ainda bem.
Que tal uma coisa diferente dessa vez?

Encontrar uma janela que dê para as coisas pequenas, simples e preciosas.

Caminhar pelas ruas sem pressa, olhar o mundo, comprar o jornal, a revista ou um bom livro, tomar um café enquanto lê, conversar com a pessoa que está ao seu lado…

Uma fugida sozinho, com seu amigo, com seu filho, com seu amor…

Uma respirada para oxigenar o espírito e revirar coisas e sentimentos antigos, renovar…

Eu sei que ser simples pode ser difícil, mas é tão elegante, bonito, gentil, leve…

E faz uma enorme diferença para a alma.

Sei que esse tempo só será possível se você quiser muito e às vezes a gente é tão acomodado…

Em tempo: somos muito acomodados.

Acomodados ao ritmo, aos modelos de vida, ao trabalho, à rotina viciante…

Sair por ai sem compromisso, só para dar uma olhada no outro lado da vida, vai doer.

E ainda falta combinar com o resto da população.

Mesmo assim, insisto.

Acredite que vai valer a pena cada momento que você passar com você mesmo e essas simples e fantásticas pequenas coisas que perdemos o hábito de valorizar.

Então, bom trabalho, boas escapulidas, boas saídas pela direita, boas caminhadas sem destino, boas risadas do nada, bons pousos em algumas praias desertas para um mergulho…

Brincadeira…

Violência…

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NADIA TEBICHERANE

Violência de graça…
Sem graça, medonha, tristonha…
Armada, articulada, manipulada…
Endereçada, desalmada.

Violência covarde…
Sem combate, sem alarde…
Do homem e do ônibus que arde…
Abate covarde.

Violência vulgar…
Da mãe que morre com a filha a olhar…
Amedrontar, provocar, desafiar…
Apagar, apagar.

Violência que paralisa…
Desliza por ruas, esquinas e bares…
Contabiliza suas vítimas…
Fragiliza.

Violência indecente…
Que mata inocente, toda gente…
Demente, delinquente…
Que não olha de frente.

Violência que precisa parar…
Investigar, procurar, se antecipar…
Colocar no lugar…
E a vida continuar.

Então é Natal…

Sou suspeita para falar do Natal. Sou daquelas que sentem o cheiro, o clima, a energia e tudo mais que envolve essa data. Podem dizer que é viagem, mas eu consigo enxergar as pessoas se mobilizando, se desarmando… É como se fossem aos poucos deixando os pesados fardos do ano caírem dos ombros.

Claro que para os mais céticos é só mais uma data qualquer. O dia em si, é provavelmente mais um mesmo. Mas não é disso que estou falando. Falo que por algum motivo os espíritos se deixam tocar por essa espécie de trégua.

Os sentimentos ruins que sorrateiramente e de forma enganosa se acomodam dentro de nós ao longo do ano, se encolhem diante dessa alegria insistente e inesperada que o Natal traz.

Parece que é mesmo isso: todos os espíritos do bem se unem e todos os anos nessa época, provocam esse pequeno colapso no mundo só pra gente lembrar de como poderia ser.

Caro leitor, ainda que você não viaje como essa que vos escreve, permita ser tocado por essa….O que seria? Alegria, magia, sabedoria, paz, perdão, euforia, amor, não sei…Mas desejo tudo isso a todos vocês nesse Natal.

Dia do Aviador – O mel de um espinho

NÁDIA TEBICHERANE

Toda vez que escrevo algo para o Dia do Aviador menciono o espírito livre de todos vocês. A coragem e a forma como disponibilizam a vida para esse desafio que é voar.

Estava, como sempre, lendo um livro e a autora dizia que “a vida era como lamber o mel de um espinho.” Imediatamente pensei na aviação. Penso que colocar o macacão todos os dias e voar deve ser um misto de prazer e perigo, desafio e equilíbrio, de aventura e respeito.

Há muita alegria e emoção por estar no céu, mas há também o compromisso com a segurança e a responsabilidade inerente a tudo isso.

O espinho da aviação é um fato, pode ser muito feio e precisamos respeitar, evitar.

Mas, nesse dia tão especial, eu quero desejar a todos vocês aviadores que continuem por muito e muito tempo a lamber o mel dessa delícia que é voar.

Feliz Dia do Aviador.

E a Discovery descobriu os Águias…

NÁDIA TEBICHERANE

E os nossos bravos estarão duplamente no ar…

Tomara essas lentes possam captar todo o despreendimento desses homens e mulheres que escolheram salvar vidas.
Que as câmeras possam focar esse olhar destemido diante do fogo, da água, da arma, da morte…

Mostrar o quanto todos nós estamos vulneráveis caminhando por essa cidade. O quanto esse grupo é importante e como já mudou a história de tanta gente. Para as pessoas comuns como eu, assistir a essa série na TV vai ser mágico. É como se eu tivesse um avatar que sempre aparece para transformar uma tragédia em final feliz.

O que o Brasil irá conhecer é um grupo muito profissional, mas principalmente a emoção e o coração que cada um deles leva para sua missão. E como disse o comandante, sem cansaço, ciente de que começaria tudo de novo.

Orgulho imenso.

Parabéns Águias.

Minha vida com um militar…

NÁDIA TEBICHERANE

Um grande amor. Namoro. Academia. Quatro anos. São Paulo-Rio, Rio-São Paulo. Sexta cheia, domingo vazio.

Casamento. Festa. Alegria. Destino: Mato Grosso do Sul. Família, amigos, trabalho, até mais. Vida nova, casa nova, cidade nova, amigos novos, emoções novas.

“Está escalado, tenente.”

Viagens. Ele vai, solidão…

Gravidez. Primeiro filho. Nosso coração parou quando ouvimos o dela. Uma menina como nos sonhos. Ela chegou num quinze de maio. Essa nova vida trouxe uma vida nova. Amor, alegria, medo, viagens, trabalho, mãe, viagens.

Destino: Santos. Amigos, trabalho, até mais. Tudo novo. Faculdade. Segundo filho. A vida na ponta da barriga. E como um presente ela chegou no dia do aniversário do pai. Duas meninas. Obrigada, meu Deus. E o mundo dá voltas.

Destino: Belém. Coloca tudo na mala, no caminhão de mudanças. Queria colocar os amigos, a faculdade…Até mais. É longe. A vila militar é um bosque, as meninas amaram. Termina a faculdade, trabalho, tantos amigos.

“Está escalado, capitão.”

Amor, solidão, viagens….

Destino: Brasília. Que cidade linda! Tudo novo de novo. Amigos, reencontros. Trabalho, o melhor de todos. Alunos, tantos. Uma bonita história de escola. Filhas crescidas. Momentos inesquecíveis. Queria ficar para sempre. Põe tudo na mala, no coração.

Destino: Santos. Reencontros. Tudo diferente. “Coronel, precisamos resolver…” Comando. Tanto trabalho. Responsabilidade. A base não pode fechar. Trabalha, pede, convence. Festas, eventos. Filhas moças, namorados. Ele, eu, é preciso amor, confiança. Um livro publicado, sonho realizado. Agradeço a Deus e aos amigos. Lealdade, amor. O tempo passou. Santos para sempre no coração ficou. Outra missão.

Destino: São Paulo. É perto. Novos e velhos amigos se misturam. Onde essas imensas avenidas vão levar? Filhas adultas. Obrigada, meu Deus. Voltei a escrever, uma alegria. Tão próximos, tão distantes. Um grande amor sempre e um novo destino também.

Até mais.

Por quem os sinos dobram?

NÁDIA TEBICHERANE

Dias atrás, ouvia notícias de aviões e helicópteros que haviam caído. Acidentes com várias mortes, gente ferida. De modo geral, acidentes sempre me tocam muito, mas um avião e especialmente um helicóptero quando cai me levam a um cantinho onde sempre guardei o medo enorme de que aquelas notícias fossem comigo, fossem com ele. Sei que todas as casadas com pilotos sabem do cantinho que estou falando.

Penso, no entanto, que tudo isso é muito maior do que o nosso cantinho. Lembrei de um livro que li chamado “Por quem os sinos dobram?” escrito por Ernest Heminway.

Ele dizia: “Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra. A morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram, eles dobram por ti.

Acho que já sonhei com isso em outras crônicas que escrevi nesse site, mas não custa sonhar mais uma vez que cada homem deveria importa-se mais com a vida e a morte do outro e lembrar que embora tudo nos leve a pensar o contrário, nós não estamos sozinhos por aqui.

Língua do P…

NÁDIA TEBICHERANE

Para proteger pessoas, passageiros, pacientes…

Perceber, participar, perguntar…

Pesquisar, passar por provas, perseguir perfeição…

Patrulhar praça, parque, portão…

Principal prioridade…

Promover paz para população…

Pousar, partir, por puro prazer pairar…

Parar, pedir preces, perdão…

Profissionalismo, promoção, potencial…

Palavras parecem poucas, pequenas…

Proponho…

Piloto Policial.

Voar e voltar…

NÁDIA TEBICHERANE

Lá estava eu num seminário sobre segurança de voo. Comigo estavam também muitos pilotos. Gente que estava começando, gente muito experiente…Mas, o que me chamou a atenção, foi a expressão de cada um naquele auditório lotado.

Cada palestrante lá na frente falava da importância dos detalhes, de seguir o padrão, seguir o manual, seguir as regras.

Numa tela eram exibidas imagens do que pode acontecer quando os critérios não são levados a sério, ou de algum modo são desrespeitados. No rosto de cada um o reflexo das verdades que ouviam. O reconhecimento das situações ali mostradas, o respeito pelo valor dado à vida.

Entre águias, falcões e tantos outros, eu era o único bicho que não voava, mas me acalmou o coração perceber a preocupação de todos os pássaros em voar e voltar para seus ninhos.

Talvez  não soubessem, mas pelo rosto deles passava o que é segurança de voo: um estado de consciência.

 

Uma vez militar…

NÁDIA TEBICHERANE

Lá estava a farda pendurada no armário. Agora a missão era civil, a vida era civil. O mundo não tinha um padrão, uma doutrina…O mundo estava diferente.

Os horários não eram respeitados, onde estava a pontualidade dos homens. Ele estava perdido em meio a tarefas não cumpridas, acordos não respeitados, palavras não honradas…A vida é civil.

O respeito enraizado dentro de si por décadas não o deixava se igualar a ninguém sem valor, a coragem que em si fora cultivada lhe dá forças para vencer os desafios mesmo aqui, mesmo assim, mas o mundo estava diferente.

Aos poucos ele impõe a este novo mundo um pouco da sua postura, da sua retidão, da sua cordialidade, da sua pontualidade, do seu espírito de luta, e o mundo o respeita.

E na vida civil quando ouve o hino nacional e ainda coloca os braços junto ao corpo, escuta baixinho: “ Você não é mais militar…” Ao que ele responde: “ Uma vez militar, pra sempre militar..”

 

 


 

Dia do Aviador: Com a minha eterna admiração…

NÁDIA TEBICHERANE

Conviver com essa natureza aventureira, que desbrava, emociona, agita.

Não sei como explicar o que é estar sempre entre a admiração e o medo.

Uma pontinha de inveja ao imaginá-lo no céu, ao sabor do vento desfrutando de uma liberdade sem palavras.

Em meio a tantas sensações, acho que o sentimento que fica é mesmo a admiração por todos vocês.

Pelo que fazem e pelo o que são: destemidos, incansáveis, livres…
Viver com um, rezar por todos…

Feliz dia do Aviador para vocês que desvendam os segredos dos céus e transformam tantos desafios na magia de voar.

Quando éramos crianças…

NÁDIA TEBICHERANE

“Quando éramos crianças, tudo o que queríamos era mais tempo para fantasiar, mais tempo para brincar, às vezes até crescer mais rápido para que pudéssemos nos dar esse tempo. Pois é, e agora, vamos brincar de quê?” (Eliaxe Mondarck)

E hoje, nós vamos brincar de quê? Será que ao menos hoje acordaremos aquelas crianças cheias de alegria, curiosidade, verdade, confiança…

Será que vamos escarafunchar o passado e depois de um pique-esconde encontrar novamente a aventura de desvendar o mundo?

Ou quem sabe pular a carniça de um dia feio e sem graça?

Talvez gritar um… estátua!!! E imobilizar os sérios e carrancudos…

Num jogo de queimada, incendiar a tristeza, a preguiça, o desanimo…

Acreditar que na amarelinha da vida, se superarmos cada degrau sem pisar na linha, acabaremos no céu…

O que você acha de passar o anel e ganhar um beijo no pêra, uva, maçã ou salada mista?

Chame seus filhos e amigos para a roda e vamos cirandar… Ao menos hoje….

Feliz Dia das Crianças

Luz da bruxa…

NÁDIA TEBICHERANE

Abriu a porta em silêncio. A casa estava naquela penumbra de final de tarde. Amarrou o macacão de voo pelas mangas na altura da cintura. Tirou o bute como se tirasse as amarras…

As imagens do último pouso ainda estavam diante de seus olhos…Andou até a cozinha e olhou a geladeira na expectativa.

Abriu-a e começou uma busca implacável. De repente, lá estava ela: a última cerveja gelada.

Sorriu e pegou a latinha. Procurou algo para comer. Nada. Um pedaço de pizza do dia anterior caiu como um manjar.

Tomou um banho e enquanto sentia a tensão do dia esvair-se em água e sabão, revia cenas do céu e do movimento da cidade vista de cima… Vestiu uma roupa confortável e jogou-se na cama fria. De olhos fechados procurou algo que parecia de suma importância para sua sobrevivência.

Finalmente encontrou o controle da tv. Ligou a mesma e começou a ver o que tinha de bom. Não ficava nem trinta segundos em cada canal, mas isso não importava. O que contava era o poder de ver tudo e não ver nada…

As luzes da televisão começaram a se confundir com vários pontos de luz dentro da sua cabeça e em torno do seu campo de visão.

Sua autonomia durou algo perto de cinco minutos.

Quando a esposa chegou ele já estava em outro mundo, outro lugar…


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