Santa Catarina – O Batalhão de Operações Aéreas (BOA), em parceria com o Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), realizou na manhã de terça-feira (07) o transporte de um homem de 47 anos com problemas cardíacos, de Chapecó para Blumenau.
O paciente tem miocardiopatia dilatada, com severa disfunção sistólica e estava internado no Hospital Regional Teresinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste. Foi transportado até o aeródromo Serafim Enoss Bertaso, em Chapecó. De lá, foi transportado, pelo avião Arcanjo 04 até o aeródromo regional de Blumenau.
Ao chegar no Vale do Itajaí, foi conduzido pela unidade de suporte avançado (USA) do SAMU até o Hospital Santa Izabel, onde passará por transplante cardíaco.
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Corpo de Bombeiros transporta paciente de Chapecó a Blumenau para realizar transplante cardíaco. Foto: Divulgação
Corpo de Bombeiros transporta paciente de Chapecó a Blumenau para realizar transplante cardíaco. Foto: Divulgação.
Corpo de Bombeiros transporta paciente de Chapecó a Blumenau para realizar transplante cardíaco. Foto: Divulgação
Corpo de Bombeiros transporta paciente de Chapecó a Blumenau para realizar transplante cardíaco. Foto: Divulgação
Noruega – A empresa aérea Lufttransport da Noruega reagiu rapidamente a uma solicitação urgente da Norwegian Air Ambulance Services (Luftambulansetjenesten) para fornecer uma solução e possibilitar o transporte de vítimas do COVID-19 para um hospital no norte do país.
A Luftambulansetjenesten, como outros serviços aeromédicos, recorreu à capsula de isolamento EpiShuttle da EpiGuard para transportar pacientes ao hospital sem risco de contaminação. O sistema é grande demais para ser usado nas aeronaves de asa fixa KingAir B200 operadas em voos aeromédicos a partir de pistas curtas no norte da Noruega e por isso foi solicitado o Super Puma.
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Capsula de isolamento e diretor médico da base de ambulâncias aéreas em Tromsø, Bård Rannestad. Foto: Dag Ketil Henriksen, UNN.
O Dr. Rannestad inspeciona a instalação do EpiShuttle. Foto: Lufttransport.
EpiShuttle instalado no Super Puma. Foto: Lufttransport.
A Lufttransport disponibilizou o helicóptero Super Puma AS332 L1 para o transporte. A aeronave estava em serviço mais recentemente com a Guarda Costeira da Islândia e um interior aeromédico da Air Ambulance Technology da Áustria teve que ser rapidamente instalado, testado e certificado com o Epishuttle.
Apenas nove dias após o pedido inicial, o Super Puma estava sendo utilizado na cidade norueguesa de Tromsø para transportar pacientes de áreas remotas para o Hospital Universitário do Norte da Noruega (UNN). Dois pilotos da Lufttransport e um técnico operam a aeronave com um médico e dois paramédicos da UNN, cuidando do paciente na cápsula de isolamento EpiShuttle.
Os helicópteros de resgate H145T2 e o AW139 do serviço aeromédico também são montadas capsulas de isolamento e podem acomodar equipes médicas. Os aviões KingAir B200 e helicópteros H135P2 + continuam como ambulância aérea, porém não possuem espaço suficiente para receber a capsula.
EpiShuttle instalado no Super Puma. Foto: Lufttransport.
Paraná – As aeronaves do Governo do Estado já coletaram 1.457 amostras de material para testes do novo coronavírus nas regionais de Saúde do Paraná, segundo levantamento da Casa Militar, órgão responsável pela operação logística do transporte. As aeronaves da frota contabilizaram 73 horas e 20 minutos de voo em apenas duas semanas (23 de março a 5 de abril), o que significa três dias ininterruptos de deslocamento
Essa logística foi desenhada com apoio da Secretaria de Estado da Saúde e ajuda a mapear melhor e mais rápido a circulação do novo coronavírus, além de possibilitar o diagnóstico preciso aos pacientes a partir do teste de detecção realizado no Laboratório Central do Estado (Lacen-PR), em São José dos Pinhais, que é referência no Paraná para esse tipo de exame (RT-PCR). Apenas as amostras de Curitiba (e região) e Ponta Grossa não contam com apoio aéreo pela proximidade.
Essa ação integrada permite ao Paraná delinear estratégias mais certeiras de combate à Covid-19. O uso dessas aeronaves permite deslocamento rápido e realização de exame pelo Lacen em até 72 horas.
A frota de aeronaves que a Casa Militar está utilizando é composta por quatro aviões – um Cessna Caravan, dois Sênecas III e o King Air 350 – e mais um helicóptero. Aeronaves da Polícia Militar e da Polícia Civil também são usadas conforme a necessidade. As regionais que mais demandaram transporte de amostras até o momento foram Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Maringá e Londrina, Pato Branco e Umuarama. Juntas, elas englobam 141 municípios.
Aeronaves do Governo do Paraná já coletaram 1.457 amostras para testes de COVID-19.
COMO FUNCIONA
As prefeituras transportam as amostras do material coletado nas vias respiratórias do paciente até as sedes das regionais e elas encaminham o conjunto para uma das nove cidades com aeroportos que cobrem o Paraná de Leste a Oeste e de Norte a Sul: Guarapuava, União da Vitória, Telêmaco Borba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Pato Branco e Umuarama.
De acordo com a logística estabelecida pela cooperação, servidores destacados das regionais de Saúde acionam a Casa Militar e informam a quantidade de amostras que precisam ser transportadas no dia seguinte, e o órgão prepara a logística de coleta, com a orientação de que os testes devem chegar no Lacen até as 11 horas. Além dos exames, as aeronaves ajudam a transportar caixas UN3373 para as regionais. Essas embalagens são próprias para material biológico.
A organização logística é específica para o Lacen e não envolve os demais laboratórios privados ou públicos já credenciados.
Aeronaves do Governo do Paraná já coletaram 1.457 amostras para testes de COVID-19.
LACEN
O Laboratório Central do Estado (Lacen-PR) é o principal ponto de referência do Paraná para os exames. Já foram realizados quase 5 mil testes desde o aparecimento dos primeiros suspeitos no Paraná. Atualmente a capacidade diária é de cerca de 600.
O Lacen recebe diariamente exames de todos os municípios e em até 72 horas conclui pela presença ou ausência do novo coronavírus. O quadro funcional conta com 70 profissionais e bolsistas contratados para auxiliar nos processos de detecção durante a pandemia.
Os resultados do Lacen e dos demais laboratórios privados são inseridos no GAL (Gerenciador de Ambiente Laboratorial) e permitem acesso remoto das equipes de saúde dos municípios. Essa é a estrutura básica dos boletins epidemiológicos emitidos diariamente pela Secretaria de Estado da Saúde.
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Governo do Paraná disponibilizou suas aeronaves para agilizar nos resultados de exames de COVID19. Foto: Divulgação.
Governo do Paraná disponibilizou suas aeronaves para agilizar nos resultados de exames de COVID19. Foto: Divulgação
Aeronaves do Governo do Paraná já coletaram 1.457 amostras para testes de COVID-19.
Governo do Paraná disponibilizou suas aeronaves para agilizar nos resultados de exames de COVID19. Foto: Divulgação
Governo do Paraná disponibilizou suas aeronaves para agilizar nos resultados de exames de COVID19. Foto: Divulgação
Governo do Paraná disponibilizou suas aeronaves para agilizar nos resultados de exames de COVID19. Foto: Divulgação
Aeronaves do Governo do Paraná já coletaram 1.457 amostras para testes de COVID-19.
Governo do Paraná disponibilizou suas aeronaves para agilizar nos resultados de exames de COVID19. Foto: Divulgação
Governo do Paraná disponibilizou suas aeronaves para agilizar nos resultados de exames de COVID19. Foto: Divulgação
Governo do Paraná disponibilizou suas aeronaves para agilizar nos resultados de exames de COVID19. Foto: Divulgação
Santa Catarina – O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), por meio do avião “Arcanjo 02” do Batalhão de Operações Aéreas (BOA), realizou no sábado (04) o transporte de equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foram 10 monitores e 14 mangueiras para respiradores/ventiladores mecânicos, totalizando 11 caixas, os quais serão utilizados no enfrentamento ao COVID-19 em Santa Catarina.
A missão aconteceu em auxílio à Secretaria de Saúde e à Defesa Civil estadual, as quais estão a frente das ações desempenhadas pelo Estado frente a pandemia. A equipe pousou o Arcanjo 02 no aeródromo de Campo de Marte na capital paulista, onde recebeu o material e pôde em seguida retornar a Florianópolis.
O transporte aéreo possibilita percorrer grandes distâncias em pouco tempo. No sábado foram percorridos em torno de 1.000 quilômetros (540 milhas náuticas) entre os Estados Santa Catarina, Paraná e São Paulo em um total aproximado de 5 horas de voo.
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Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Bahia – O Grupamento Aéreo (GRAER) da Polícia Militar, além do trabalho ostensivo no combate à criminalidade e das ações de resgate, dá suporte também ao trabalho preventivo e de assistência a pacientes diagnosticados com o COVID-19.
As aeronaves estão sendo empregadas nas missões da Secretaria Estadual de Saúde, contando também com a participação da Casa Militar. Transporte de alimentação para pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e neonatais, amostras de testes para a identificação do novo coronavírus, entre outros serviços são desempenhados.
“Vamos superar mais rapidamente esse momento difícil se estivermos unidos. A nossa unidade ficará ao lado da população até ser decretado o fim da pandemia”, afirmou o comandante do GRAER, Tenente Coronel Renato Lima.
Grupamento aéreo (GRAER) da Polícia Militar da Bahia, dá suporte no combate ao COVID19. Foto: Divulgação
Amazonas – Desde o início da pandemia do novo coronavírus no Amazonas, a Secretaria de Estado de Saúde (SUSAM) já realizou seis remoções aeromédicas de casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus (COVID-19) de municípios do interior para a capital.
O fluxo criado para as remoções de COVID-19 do interior não interfere nas necessidades relacionadas a outras enfermidades. A Secretaria já possuía contrato vigente com uma empresa de Táxi Aéreo para atender as demandas de rotina do Estado.
Para o transporte de suspeitos e de pacientes graves o transporte poderá ser realizado via aérea, rodoviária e fluvial. O Táxi Aéreo contratado disponibiliza aviões que inclui um avião Grand Caravan e um hidroavião (Caravan Anfíbio), para atender às diversas realidades dos municípios do Amazonas, considerando a distância do município de origem do paciente.
Através de um sistema de regulação, esses pacientes são removidos para a capital. “A ambulância vem na própria pista do aeroporto, retira o paciente e leva para a unidade de saúde de destino”, detalhou o secretário executivo adjunto de Atenção Especializada ao Interior da SUSAM, Cássio Espírito Santo.
Cada aeronave está equipada com todo o aparato necessário para realizar os atendimentos, com capacidade para transportar até dois pacientes. “Aqui ficam os equipamentos, insumos e os profissionais que atendem as demandas dos municípios. As aeronaves são montadas de acordo com as realidades e as necessidades. Então, se for remover um paciente, um leito; se for remover dois pacientes, dois leitos e os equipamentos necessários”, pontuou Cássio, ressaltando que os profissionais usam todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários para evitar a contaminação.
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UTI aérea contratada pela Secretaria de Saúde do Amazonas realizou seis remoções de casos de COVID-19.
UTI aérea já fez seis remoções de casos de COVID-19 no interior do Amazonas. Foto: Divulgação.
Santa Catarina – Com ajuda do Grupo de Resgate em Montanha (GRM), equipe do helicóptero Águia 01 da Polícia Militar de Joinville conseguiu resgatar um homem de 38 anos que estava perdido desde sábado (28/03) na trilha do Castelo dos Bugres, em Joinville.
O homem foi localizado na manhã de quarta-feira por um bombeiro de SC. Como estava no Morro do Pelado, uma região de penhasco de difícil acesso, foi necessário o apoio do GRM e do emprego do helicóptero para sua retirada. Foi usada a técnica de rapel e do mcguire para resgatar o jovem.
Montanhistas do GRM que tiveram acesso ao local desceram a vítima até uma área mais plana. A partir daí, o operador aerotático do Águia usou a técnica de rapel e chegou até o homem. Ele foi retirado através da técnica mcguire de uma altura de cerca de 500 metros. Uma mochila com água e comida foi preparada pelo GRM e entregue à vítima antes do resgate.
Por volta das 17 horas, o homem foi retirado do local e levado para uma área segura, onde foi estabilizado e conduzido ao Hospital Municipal São José. O jovem estava consciente, bastante debilitado, desidratado e com escoriações.
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Grupo de Resgate em Montanha e Águia 01 socorrem homem perdido na trilha do Castelo dos Bugres, SC. Foto: GRM.
Grupo de Resgate em Montanha e Águia 01 socorrem homem perdido na trilha do Castelo dos Bugres, SC. Foto: GRM.
Grupo de Resgate em Montanha e Águia 01 socorrem homem perdido na trilha do Castelo dos Bugres, SC. Foto: GRM.
Grupo de Resgate em Montanha e Águia 01 socorrem homem perdido na trilha do Castelo dos Bugres, SC. Foto: GRM.
Grupo de Resgate em Montanha e Águia 01 socorrem homem perdido na trilha do Castelo dos Bugres, SC. Foto: GRM.
São Paulo – Em mais uma ação da Operação COVID-19, na quarta-feira (1º), a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou o transporte de insumos para utilização no enfrentamento ao novo coronavírus. A missão interministerial foi coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) junto ao Centro de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, em apoio ao Ministério da Saúde.
Uma aeronave C-130 Hércules do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT) – Esquadrão Gordo – prestou apoio aéreo logístico no transporte de 9,6 toneladas de álcool em gel e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) de Guarulhos (SP) para Recife (PE).
De acordo com o Comandante da aeronave, Capitão Aviador Ítalo Holanda de Oliveira: “O Esquadrão Gordo, por meio do COMAE, foi acionado por ter a mobilidade e capacidade adequadas para transportar essa quantidade de material”. Entre os itens que serão distribuídos pelo Ministério da Saúde, estão EPIs como máscaras, luvas, aventais, óculos, toucas e sapatilhas.
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Força Aérea transportou 9,6 toneladas de álcool em gel e equipamentos de Guarulhos para Recife, PE. Foto: Soldado A. Soares/CECOMSAER
Força Aérea transportou 9,6 toneladas de álcool em gel e equipamentos de Guarulhos para Recife, PE. Foto: Soldado A. Soares/CECOMSAER
Força Aérea transportou 9,6 toneladas de álcool em gel e equipamentos de Guarulhos para Recife, PE. Foto: Soldado A. Soares/CECOMSAER
Força Aérea transportou 9,6 toneladas de álcool em gel e equipamentos de Guarulhos para Recife, PE. Foto: Soldado A. Soares/CECOMSAER
Força Aérea transportou 9,6 toneladas de álcool em gel e equipamentos de Guarulhos para Recife, PE. Foto: Soldado A. Soares/CECOMSAER
Força Aérea transportou 9,6 toneladas de álcool em gel e equipamentos de Guarulhos para Recife, PE. Foto: Soldado A. Soares/CECOMSAER
Rondônia – Em menos de 24 horas após ter recebido uma remessa de 16 mil máscaras de proteção NR95, o Governo de Rondônia adquiriu mais 60 mil máscaras do mesmo modelo, equipamento de proteção individual fundamental para evitar o contágio e proteger os profissionais da saúde contra o coronavírus (COVID-19).
O novo lote foi descarregado na tarde de quarta-feira (1º), no aeroporto Internacional Jorge Teixeira, após ter sido transportado de Manaus (AM) a Porto Velho por duas aeronaves, sendo uma do Grupo de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros e outra da Base Aérea de Porto Velho.
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Aviões Grand Caravan do Corpo de Bombeiros e da FAB transportam 76 mil máscaras N95 para Rondônia. Foto: Divulgação.
Aviões Grand Caravan do Corpo de Bombeiros e da FAB transportam 76 mil máscaras N95 para Rondônia. Foto: Divulgação.
Aviões Grand Caravan do Corpo de Bombeiros e da FAB transportam 76 mil máscaras N95 para Rondônia. Foto: Divulgação.
Aviões Grand Caravan do Corpo de Bombeiros e da FAB transportam 76 mil máscaras N95 para Rondônia. Foto: Divulgação.
Aviões Grand Caravan do Corpo de Bombeiros e da FAB transportam 76 mil máscaras N95 para Rondônia. Foto: Divulgação.
Aviões Grand Caravan do Corpo de Bombeiros e da FAB transportam 76 mil máscaras N95 para Rondônia. Foto: Divulgação.
A nova remessa de máscaras soma-se com as 16 mil que chegaram na terça-feira (31), vindas de Guarulhos, São Paulo, totalizando, desta forma 76 mil já adquiridas e entregues para o Estado nos últimos dois dias.
O avião Resgate 03, Grand Caravan EX (PT-PML), do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros de Rondônia transportou um lote de 16.000 máscaras vindas de São Paulo e mais uma remessa de 35 mil máscaras de Manaus para Porto Velho. Outras 25 mil unidades do equipamento de proteção individual chegaram momentos depois, transportadas pelo avião da Força Aérea Brasileira.
As máscaras de proteção NR95 estão sendo adquiridas pelo governo do Estado e devem ser utilizadas por profissionais de saúde que estarão na linha de frente do atendimento aos pacientes com coronavírus (COVID-19).
O comandante da aeronave do Corpo de Bombeiros Militar, major Hugo Rios, destacou que “todo o apoio do Grupo de Operações Aéreas está voltado para garantir o transporte de equipamentos que serão necessários ao enfrentamento do coronavírus, assim como tem feito em outras missões.”
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Aviões Grand Caravan do Corpo de Bombeiros e da FAB transportam 76 mil máscaras N95 para Rondônia. Foto: Divulgação.
Aviões Grand Caravan do Corpo de Bombeiros e da FAB transportam 76 mil máscaras N95 para Rondônia. Foto: Divulgação.
Aviões Grand Caravan do Corpo de Bombeiros e da FAB transportam 76 mil máscaras N95 para Rondônia. Foto: Divulgação.
Aviões Grand Caravan do Corpo de Bombeiros e da FAB transportam 76 mil máscaras N95 para Rondônia. Foto: Divulgação.
Rio Grande do Sul – No último sábado (28), ocorreu mais uma operação aérea de transporte de órgãos vitais (TROV) realizada pelo Batalhão de Aviação da Brigada Militar, da cidade de Ijuí para Porto Alegre.
A equipe da Central Estadual de Transplantes foi transportada até Município na Região Noroeste do Estado para realizar a captação dos órgãos. Após a captação realizada pela equipe médica, os órgãos e a equipe foram trazidos pelo avião até a cidade de Porto Alegre, onde os receptores já aguardavam para o transplante.
A operação contou com a utilização do avião King Air B200 e a cooperação da equipe médica e do BAvBM possibilitou que mais três pessoas pudessem ser transplantadas no tempo adequado.
Batalhão de Aviação da Brigada Militar transporta órgãos de Ijuí para Porto Alegre, RS.
São Paulo – Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) transportou de helicóptero 180 kits para testes do novo coronavírus (COVID-19) de São Paulo para os três Estados da região Sul do país, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O pouso do helicóptero da PRF ocorreu por volta as 15h30 na sede estadual do órgão, em Curitiba. De lá, a equipe seguiu para Florianópolis (SC), onde chegou ao final da tarde. Além de exames para COVID-19, o voo também transportou outros insumos médicos, destinados a hospitais que estão atendendo os pacientes que contraíram o vírus.
Sobre as ações da PRF durante a pandemia da COVID-19.
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Helicóptero da PRF transportou kits de testes para o COVID19 de São Paulo para os três estados da Região Sul. Foto: Divulgação
Helicóptero da PRF transportou kits de testes para o COVID19 de São Paulo para os três estados da Região Sul. Foto: Divulgação
Helicóptero da PRF transportou kits de testes para o COVID19 de São Paulo para os três estados da Região Sul. Foto: Divulgação
Helicóptero da PRF transportou kits de testes para o COVID19 de São Paulo para os três estados da Região Sul. Foto: Divulgação
Alemanha – Aviões de grande porte configurados MedEvac (Medical Evacuation) da Luftwaffe (Força Aérea Alemã) e que fazem parte da Bundeswehr (Forças Armadas Unificadas da Alemanha) transportaram pacientes com COVID-19 do norte da Itália e da França para a Alemanha nos últimos dias.
Para essas missões, a Bundeswehr está preparada para transportar pacientes em verdadeira UTIs aéreas. Para esse fim, um Airbus A310MedEvac equipado como uma “unidade aérea de terapia intensiva” voou duas vezes para a Itália e uma aeronave de transporte Airbus A400M MedEvac, também preparada para operações de evacuação aeromédica, voou para a França. Os pacientes foram distribuídos em clínicas civis e em hospitais das Forças Armadas, em Coblença, Ulm, Hamburgo e Westerstede.
Esse aviões compõe a frota da Força Aérea Alemã. O primeiro Airbus A400M foi entregue às Forças Armadas Unificadas da Alemanha em 18 de dezembro de 2014 e possui várias versões. Atualmente, a Força Aérea possui 30 dessas aeronaves. A entrega de 53 máquinas está prevista para ser concluída em 2026.
O Airbus A400M MedEvac é usado como aeronave de “Evacuação Aeromédica para Cuidados Intensivos” (ICAE). A equipe médica de 11 pessoas pode cuidar de até seis pacientes, sendo dois pacientes em UTI, dois pacientes na categoria de cuidados intermediários e outros dois no nível de cuidados baixos.
O A400M complementa a capacidade operacional da Força Aérea Alemã que também utiliza o Transall C-160D para operações aeromédicas, bem como o avião A310 para voos de transporte aeromédico de longas distâncias.
A Força Aérea utiliza cinco Airbus A310-304 em versões diferentes. A versão doA310 Medevac é considerada uma unidade aérea de terapia intensiva. Possui capacidade para 44 pacientes, sendo que 06 leitos são preparados para pacientes de cuidados intensivos com uma equipe médica de até 25 profissionais. Esse avião da Luftwaffe possui a maior capacidade de transporte aeromédico do mundo. A aeronave fica baseada no aeroporto de Colônia-Bonn.
Equipamentos médicos a bordo do A310 MedEvac:
Unidade de transporte intensivo:
Ventilador para cuidados intensivos “Evita 4”;
Ventilador de transporte “Oxylog 3000”;
Monitor multifuncional “Propaq EL106”;
Duas bombas de seringa tripla “Combimat 2000”;
Bomba de sucção “Accuvac”;
Equipamento adicional a bordo:
16 Monitores de pacientes “Micropaq”;
1 Analisador de gases sanguíneos “I-Stat”;
2 Broncoscópios flexíveis;
Sistema de ultrassom portátil “SonoSite”;
6 Sistemas de aquecimento de pacientes “Barkey”;
12 Kanal – EKG;
2 desfibriladores;
16 Bombas triplas de seringa “Combimat 2000”;
4 Medumat LifeBase III;
4 Bombas de infusão “IP 2000”;
1 Sistema central de monitoramento, e
1 geladeira para produtos médicos refrigerados.
Airbus A310 MedEvac
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Airbus A310 equipado como uma "unidade aérea de terapia intensiva". Foto: Bundeswehr.
Airbus A310 equipado como uma "unidade aérea de terapia intensiva". Foto: Bundeswehr.
Airbus A310 equipado como uma "unidade aérea de terapia intensiva". Foto: Bundeswehr.
Airbus A310 equipado como uma "unidade aérea de terapia intensiva". Foto: Bundeswehr.
Airbus A310 equipado como uma "unidade aérea de terapia intensiva". Foto: Bundeswehr.
Airbus A-310 da Luftwaffe configurado para evacuação médica transportou 6 pacientes italianos com COVID19 de Bergamo para Colônia na Alemanha. Foto: Divulgação
Airbus A310 equipado como uma "unidade aérea de terapia intensiva". Foto: Bundeswehr.
Airbus A310 equipado como uma "unidade aérea de terapia intensiva". Foto: Bundeswehr.
Airbus A-310 da Luftwaffe configurado para evacuação médica transportou 6 pacientes italianos com COVID19 de Bergamo para Colônia na Alemanha. Foto: Bundeswehr / Torsten Kraatz.
Operação Itália – Ventilação Difícil
O médico Chefe, Dr. Björn Hoßfeld, fez parte da equipe do Airbus A310 MedEvac que voou de Bergamo, Itália, para a Alemanha. Durante o voo o Dr. Hoßfeld relatou sua dificuldade quanto ao uso dos ventiladores e reconheceu a gravidade dos danos nos pulmões e que a simples ventilação do paciente não era suficiente.
Dr. Björn Hoßfeld, Médico Chefe do voo realizado no A310 MedEvac. Foto: Bundeswehr/Dr. Bjorn Hoessfeld.
Mais de uma vez, teve que ajustar as configurações dos ventiladores individualmente. O que o preocupa é o fato de que nem todo ventilador é adequado para o tratamento de pacientes graves com COVID-19.
“Um respirador de emergência como temos em uma ambulância não é suficiente neste caso.” Além dos ventiladores, especialistas alertam sobre a importância de observar as especificações dos equipamentos e verificar se são adequados para pacientes com COVID-19.
Segundo o médico, os pulmões do paciente ficam debilitados pela infecção, de modo que as demais áreas funcionais dos pulmões devem ser usadas de maneira ideal com pressões e frequências respiratórias exatamente compatíveis com o respectivo paciente. Essa é a única maneira de fornecer oxigênio suficiente.
O experiente médico do Hospital da Bundeswehr, em Ulm, ficou visivelmente emocionado após o transporte aeromédico: “Comparado aos transportes de longa distância do Afeganistão, transportar seis pacientes ventilados de Bergamo para a Alemanha não parece um desafio. Mas se você olhar nos olhos do colega italiano, verá como eles estão acabados.”
Airbus A400M MedEvac
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A400M - Até seis pacientes podem receber cuidados médicos no ar. Foto: Bundeswehr / Torsten Kraatz
A400M - Até seis pacientes podem receber cuidados médicos no ar. Foto: Bundeswehr / Torsten Kraatz
A400M - Até seis pacientes podem receber cuidados médicos no ar. Foto: Bundeswehr / Torsten Kraatz
A400M - Até seis pacientes podem receber cuidados médicos no ar. Foto: Bundeswehr / Torsten Kraatz
Médico Sênior Dr. Axel Höpner, chefe de operações a bordo, prepara uma maca no Airbus A400M. Foto: Bundeswehr / Torsten Kraatz.
A400M - Até seis pacientes podem receber cuidados médicos no ar. Foto: Bundeswehr / Torsten Kraatz
A400M - Até seis pacientes podem receber cuidados médicos no ar. Foto: Bundeswehr / Torsten Kraatz
A400M - Até seis pacientes podem receber cuidados médicos no ar. Foto: Bundeswehr / Torsten Kraatz
A400M - Até seis pacientes podem receber cuidados médicos no ar. Foto: Bundeswehr / Torsten Kraatz
Treinamento da tripulação aeromédica em um Transall C-160 medevac. Foto: Bundeswehr / Norman Möller.
Rondônia – Na tarde de quarta-feira (25), duas aeronaves C-130 Hércules, com cidadãos brasileiros que estavam em Cusco, Peru, pousaram no Brasil. Na Ala 6, em Porto Velho (RO), os aviões realizaram pouso técnico e seguiram para a Base Aérea de São Paulo (BASP), em Guarulhos (SP).
A ação da Força Aérea Brasileira (FAB) integra a Operação COVID-19, deflagrada pelo Ministério da Defesa que, nesta etapa, visou resgatar os brasileiros que estavam impedidos de voltar ao país. A missão contou, ainda, com a mediação do Ministério das Relações Exteriores
As aeronaves operadas pelo Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte – Esquadrão Gordo (1°/1° GT), decolaram na terça-feira (24) do Rio de Janeiro (RJ) e de Belém (PA) com destino a Porto Velho (RO), onde foram adaptadas para receber os passageiros que estavam no Peru. Na manhã de quarta-feira, os aviões seguiram para Cusco.
Antes do embarque no país vizinho, os brasileiros e estrangeiros passaram por avaliação médica, conforme protocolos internacionais. Já a bordo e visando evitar uma eventual contaminação, a tripulação, a equipe médica e os passageiros foram separados em setores dentro dos aviões.
A integrante da equipe médica na missão, Tenente Médica Aline Zandomeneghe Pereira Franco, explicou que os passageiros permaneceram na zona quente, localizada na parte final do avião; a equipe médica na parte morna, situada no centro da aeronave; e a tripulação na parte fria, nas cabines.
“Além da setorização, foram adotados todos os procedimentos e cuidados com a saúde, como higienização das mãos com álcool em gel e uso constante de Equipamento de Proteção Individual [EPI], principalmente quando necessário adentrar a zona quente para prestar apoio e monitoramento aos passageiros”, complementa.
Cumprimento do dever
O Comandante de uma das aeronaves na missão, Major Aviador Bruno de Freitas Machado, falou do desafio do transporte. “Missões como esta fazem parte da história do Esquadrão Gordo. Acredito que a repatriação dos brasileiros retidos no Peru ficará marcada na nossa memória. É muito emocionante saber que seu trabalho trará conforto e segurança a essas famílias neste momento tão difícil”, opinou.
Para o Sargento Lucas Feitosa Vicentino, Mestre de Cargas da aeronave FAB 2472, integrar a tripulação é motivo de orgulho, principalmente pelo fato de a missão acontecer na data em que a FAB comemora o Dia do Especialista de Aeronáutica. “Já participei de ações humanitárias em outros países e a maior satisfação como tripulante do C-130 Hércules é ver o sentimento das pessoas quando recebem a ajuda”, comentou.
Operação Regresso
A equipe médica que integrou a missão em Cusco também participou da Operação Regresso, quando duas aeronaves VC-2 da FAB foram até Wuhan, na China, para transportar 34 brasileiros e familiares estrangeiros.
A Sargento Alessandra Fagundes Moreira de França Santos, enfermeira que compõe o grupo, participou do transporte anterior. “Após muitos treinamentos, realizei a minha primeira missão real na ida para a China. Agora, o entusiasmo e o orgulho são os mesmos”, declarou. Segundo a militar, os protocolos rigorosos permanecem. “Mantivemos todos os cuidados para evitar a contaminação”, concluiu.
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Força Aérea Brasileira com dois aviões C-130 transporta brasileiros que estavam em Cusco no Peru. Foto: Capitão Oliveira Lima e Sargento Marcos Poleto / CECOMSAER; e Soldado Adisson e Soldado Israel / Ala 6
Força Aérea Brasileira com dois aviões C-130 transporta brasileiros que estavam em Cusco no Peru. Foto: Capitão Oliveira Lima e Sargento Marcos Poleto / CECOMSAER; e Soldado Adisson e Soldado Israel / Ala 6
Força Aérea Brasileira com dois aviões C-130 transporta brasileiros que estavam em Cusco no Peru. Foto: Capitão Oliveira Lima e Sargento Marcos Poleto / CECOMSAER; e Soldado Adisson e Soldado Israel / Ala 6
Força Aérea Brasileira com dois aviões C-130 transporta brasileiros que estavam em Cusco no Peru. Foto: Capitão Oliveira Lima e Sargento Marcos Poleto / CECOMSAER; e Soldado Adisson e Soldado Israel / Ala 6
Força Aérea Brasileira com dois aviões C-130 transporta brasileiros que estavam em Cusco no Peru. Foto: Capitão Oliveira Lima e Sargento Marcos Poleto / CECOMSAER; e Soldado Adisson e Soldado Israel / Ala 6
Itália – Até o momento, treze missões de transporte foram realizadas por aeronaves da Força Aérea Italiana para transferir com segurança pacientes de um hospital para outro, aliviando a pressão sobre os centros de tratamento no norte da Itália, mais afetado pelo COVID-19. Em nota, a Força Aérea afirmou “o compromisso dos homens e mulheres da Força Aérea em lidar com a emergência continua inabalável.”
Ativo 24 horas por dia, o centro temporário instalado na Base Aérea de Cervia, norte da Itália, onde helicópteros HH-101 e equipes da 15ª Ala estão sempre prontos para decolar, além de equipes de médicos e enfermeiros da Força Aérea especializados nesse tipo de transporte.
A aeronave C-130J da 46ª Brigada Aérea transportou pacientes que foram transferidos para hospitais de Bergamo. Outros transportes deste tipo foram garantidos com os helicópteros HH-101 da 15ª Ala, com o apoio também de tripulações da 9ª Ala de Grazzanise, sempre partindo da base de Cervia para intervir em diferentes locais do território nacional.
São as aeronaves de última geração usadas para muitos tipos de missões, desde busca e salvamento até operações especiais, configuradas neste caso como verdadeiras “ambulâncias aéreas”, capazes de transportar pacientes no modo de contenção biológica através de macas com isolamento especial ATI (Aircraft Transit Isolator), além de auxiliar os pacientes com aparelhos respiratórios durante o voo.
Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Transporte de material e equipamentos médicos
As duas aeronaves da Força Aérea, um KC-767 da 14ª Ala e um C-130J da 46ª Brigada Aérea, aterrissaram na quinta-feira (19) no aeroporto Pratica di Mare com uma carga de cerca de sete toneladas de equipamentos de assistência respiratória e outros aparelhos de apoio e material médico, vindos da Alemanha. O material, destinado à Proteção Civil, foi distribuído aos hospitais com maiores dificuldades devido à emergência sanitária que ocorre no país.
No domingo (22), outras duas aeronaves da Força Aérea transportaram uma nova carga de respiradores e suprimentos médicos para os hospitais do norte da Itália mais afetados pela emergência. Em particular, um C-130J da 46ª Brigada Aérea de Pisa voou durante a noite para Dusseldorf, na Alemanha, a fim de embarcar uma carga de respiradores e transportá-lo para o aeroporto de Bergamo.
Um KC-767A da 14ª Ala, proveniente de Istambul, desembarcou em Malpensa, um carregamento de material médico vindo da China. Todo o equipamento e material médico são usados para apoiar as necessidades dos hospitais no norte da Itália que lutam contra o COVID-19.
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Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Apoio à proteção civil – hospital de campanha instalado em Cremona
A contribuição da Força Aérea também foi fundamental na instalação, em Cremona, do hospital de campanha disponibilizado à Proteção Civil pela Samaritan’s Purse, uma organização humanitária cristã evangélica dos Estados Unidos.
O primeiro DC8 americano pousou na terça-feira (17) no aeroporto de Verona com pessoal de bordo (saúde e logística) e equipamentos médicos, incluindo oito unidades de terapia intensiva (UTI), primordial nos dias de emergência epidemiológica da COVID-19. Um segundo voo, que aterrissou em 21 de março, permitiu a integração da equipe de especialistas, apoiando ainda mais a operação.
A Força Aérea e, em particular, uma equipe especializada da 3ª Ala, em coordenação com os funcionários da Agência Aduaneira, representantes da Proteção Civil de Cremona e uma delegação da equipe da Samaritan’s Purse, além de garantir o apoio logístico necessário para a recepção e transporte de pessoal e materiais para a cidade de Cremona, também contribuiu ainda mais para as operações de instalação do hospital.
Especificamente, o 3º Esquadrão, ativado pelo Comando Operativo di Vertice Interforze (COI), a pedido da Proteção Civil, a Samartin’s Purse disponibilizou equipamentos de hidráulica e elétrica, como torneiras, iluminação de campo, chuveiros e caldeiras, essenciais para tornar o hospital operacional na sexta-feira, 20 de março.
Apoio logístico a aeronaves russas pousadas na base aérea de Pratica di Mare
O trabalho incansável dos homens e mulheres do ATOC (Air Terminal Operation Center) de Pratica di Mare, Roma, garantiu o apoio logístico necessário às 14 aeronaves russas desembarcadas nos últimos dias na Base Aérea da Força Aérea com militares a bordo, especialistas em doenças infecciosas e unidades móveis para desinfetar veículos e espaços públicos.
Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
O retorno de compatriotas da China e do Japão
A pedido do COI, quatro missões foram realizadas em fevereiro para o retorno de cidadãos italianos e estrangeiros da China e do Japão, todos com aeronaves KC-767A da 14ª Ala de Pratica di Mare.
A primeira missão em 2 de fevereiro, diretamente da cidade chinesa de Wuhan, para o repatriamento de 56 compatriotas; em 9 de fevereiro, de Brize Norton (Inglaterra) de um grupo de cidadãos italianos e estrangeiros que retornavam de Wuhan; em 14 de fevereiro, um terceiro voo trouxe de volta à Itália o jovem Niccolò, de 17 anos, vindo de Wuhan; e, finalmente, entre 21 e 22 de fevereiro, uma nova missão para o transporte do Japão de 19 compatriotas e outros cidadãos europeus que estavam a bordo do navio de cruzeiro Diamond Princess.
Foi um intenso trabalho em equipe entre diferentes tipos de unidades especializadas do Comando do Aeroporto Pratica di Mare, da 3ª Ala de Villafranca e do Serviço de Saúde da Força Aérea graças ao qual foi montada uma área de campo para operações em segurança de desembarque, recepção e triagem inicial de saúde da equipe.
O transporte aéreo em biocontenção é, nesta emergência, uma das capacidades peculiares utilizadas pela Força Aérea Italiana, em conjunto com a Força Aérea Real do Reino Unido na Europa, que permite o transporte de pessoal afetado por doenças particularmente infecciosas em total isolamento e segurança.
Segundo a nota, a Força Armada mostra ser capaz de garantir essa capacidade operacional tanto com asa rotativa como com aeronaves de transporte (KC-767A de 14ª Ala de Pratica di Mare, C-130J e C-27J da 46ª Brigada Aérea de Pisa).
A equipe de biocontenção é composta por especialistas – médicos e enfermeiros – cujo número na missão individual pode variar de acordo com o tipo de aeronave utilizada e o tipo e nível de intervenção necessária. Os médicos e enfermeiros empregados são periodicamente treinados através de cursos e exercícios. A Força Aérea está equipada com sistemas isoladores do tipo ATI, STI e N36, certificados em várias aeronaves militares usadas para este tipo de transporte.
A máquina organizacional – Ministério da Defesa
As estruturas e equipes estão em estado de alerta operacional, 24 horas por dia, prontas para partir em pouco tempo. As atividades são coordenadas pelo Comando de Operações Aéreas de Poggio Renatico, Ferrara, o centro nervoso das Forças Armadas, que é responsável por receber e avaliar solicitações que, de tempos em tempos, podem vir de hospitais, prefeituras ou de maneira centralizada, pela Proteção Civil, traduzindo-os em ordens de missão para os departamentos de voo designados.
Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Nas missões de transporte aeromédico – e agora mais do que nunca – o “fator tempo” é essencial. Elas ocorrem graças a mecanismos e procedimentos consolidados ao longo do tempo e à sinergia estreita e eficiente entre os vários departamentos envolvidos e as agências de ajuda envolvidas na operação.
Desde as primeiras etapas, o Ministro da Defesa Lorenzo Guerini garantiu o máximo esforço da Defesa em apoio ao país e, graças à capacidade de transporte de biocontenção, a Força Aérea forneceu uma contribuição significativa ao dispositivo implantado pelo Ministério da Defesa, em apoio ao Ministério de Relações Exteriores, Saúde e Proteção Civil.
As Forças Armadas disponibilizaram infraestruturas militares distribuídas por toda a península de Val D’Aosta à Sicília, com cerca de 2.200 leitos e cerca de 6.600 camas, além de fornecer uma parcela de sua equipe médica e de enfermagem do Exército, Marinha, Força Aérea e Carabinieri, para atender às necessidades dos territórios lombardos. Além disso, rearticulou o dispositivo nacional “Op. Strade Sicure” para garantir a estrutura de segurança apropriada em apoio com a polícia nas áreas localizadas na zona vermelha.
O COI implementou uma sala de emergência (H24 – 7/7) que coordenou todas as transferências de compatriotas do exterior e atualmente gerencia e compartilha as informações de interesse com os outros departamentos; o COI é o instrumento através do qual o Chefe do Estado Maior de Defesa é capaz de exercer sua função decisiva como Comandante Operacional das Forças Armadas.
As Forças Armadas participam do “Sistema do País“, graças à gestão constante da emergência sanitária, em coordenação com o Departamento de Proteção Civil, o Ministério de Relações Exteriores e Saúde.
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Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação
Espanha – Um avião Airbus A400M realizou um transporte de lote de máscaras necessárias para o sistema de saúde espanhol de Toulouse a Madri. A aeronave, conhecida como MSN56 e operada por uma tripulação da Airbus, decolou no dia 23 de março de 2020 da sede da Airbus em Toulouse, pousando na Base Aérea Getafe (Madri) para descarregar e entregar o lote de máscaras ao Ministério da Defesa Espanhol.
A carga faz parte dos aproximadamente 2 milhões de máscaras transportadas no fim de semana por um avião de teste Airbus A330-800 de Tianjin, China, para a Europa. Esse transporte permitirá a entrega de um suprimento significativo de máscaras à rede de saúde pública espanhola, em apoio aos atuais esforços de crise do COVID-19.
Isso vem além das doações da Airbus nos últimos dias para fornecer milhares de máscaras a hospitais e serviços públicos em toda a Europa. A Companhia continuará a apoiar voos adicionais planejados para os próximos dias, em coordenação com as autoridades nacionais.
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Airbus A400M transporta máscaras para a Espanha em apoio aos esforços para conter a pandemia de COVID-19
Airbus A400M transporta máscaras para a Espanha em apoio aos esforços para conter a pandemia de COVID-19
Ceará – Em tempos que a grande parte da população está em quarentena para evitar a disseminação do novo coronavírus, os profissionais de segurança seguem atuando diariamente visando a segurança de todos e salvar vidas.
Foi o caso do acionamento atendido por uma aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOAPER) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), na terça-feira (24), quando uma recém-nascida de apenas dez dias com Síndrome de Down e cardiopata foi transportada de Iguatu a Fortaleza.
Helicóptero Fenix 6 com incubadora transportou recém-nascida má formação do septo atrioventricular, no coração de Iguatu para Fortaleza, CE. Foto: Divulgação
O helicóptero que realizou o transporte foi a Fênix 6, que atua pela base de Juazeiro do Norte, na Área Integrada de Segurança 19 (AIS 19) do Ceará. A criança, que é natural da cidade de Jucás, possui má formação do septo atrioventricular, no coração. Ela foi transportada em uma incubadora instalada na aeronave. A missão contou com profissionais da CIOPAER e também do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Após o voo que durou em torno de 1h30min, a recém-nascida desembarcou em Fortaleza, onde seguiu para o Hospital Infantil Albert Sabin. Com essa remoção, a CIOPAER totaliza oito transportes aeromédicos durante este mês de março, com quase 17 horas voadas.
Atualmente, o estado do Ceará conta com quatro bases da Coordenadoria, nos municípios de Fortaleza, Juazeiro do Norte, Quixadá e Sobral, diminuindo o tempo médio de resposta para ocorrências a 30 minutos.
Equipe aeromédica do CIOPAER do Ceará transporta recém-nascida de Iguatu para Fortaleza. Foto: Divulgação
Paraná – O projeto de Educação Médica Continuada do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) promove na próxima segunda-feira, 30 de março, às 16h, palestra com atualizações sobre a pandemia do novo coronavírus e o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
O evento é voltado para médicos, estudantes de Medicina e profissionais da área da Saúde e contará com a participação de representantes da Secretaria Estadual da Saúde do Paraná (SESA), CRM-PR e Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren-PR).
A participação será somente via YouTube e Facebook. Inscreva-se na página no YouTube ou siga a página no Facebook. O link para a transmissão será disponibilizado também no site do CRM-PR no dia do evento. Excepcionalmente, não haverá emissão de certificado de participação para este evento.
Programação:
16h – Abertura 16h10 – Palestra: Coronavírus – Atualização da pandemia e uso de EPIs Palestrante: Dra. Acácia Maria Lourenço Francisco Nasr, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde do Paraná. 17h10 – Mesa de Perguntas e Respostas Participantes:
Dr. Roberto Issamu Yosida – Presidente do CRM-PR.
Dra. Laura Moeller – Conselheira 1ª gestora do DEIQP do CRM-PR.
Dra. Cecília Neves de Vasconcelos – Conselheira gestora da EMC do CRM-PR.
Enf. Simone Peruzzo – Presidente do Coren-PR. 18h – Encerramento
Luxemburgo – O Governo de Luxemburgo anunciou a criação de um quinto SAMU no Aeroporto Internacional de Luxemburgo-Findel, a fim de garantir um apoio rápido aos doentes e aos hospitais em virtude da epidemia do Covid-19.
A estrutura que estará apta a funcionar a partir do dia 01 de Abril funcionará com a ajuda do serviço de resgate aéreo de Luxemburgo, a Luxembourg Air Rescue (LAR), que assegurará os transporte aéreo mais célere de pacientes. A LAR opera seis helicópteros e seis Learjets equipados para transporte aeromédico.
Atualmente, estão mobilizados 4.100 voluntários, 550 bombeiros e 200 funcionários administrativos que asseguram o funcionamento das medidas da célula de crise criada no Corpo Grão-Ducal de Incêndio e Resgate (CGDIS – Corpo de Bombeiros).
Transporte aeromédico ativado
Luxemburgo recebeu até o dia 24 de março um total de sete pacientes de Covid-19 oriundos do nordeste da França. A maioria dos pacientes tem mais de 50 anos. A partir de agora, eles também serão incluídos nas estatísticas de infecção de Luxemburgo, que possuem 1.333 pessoas infectadas, 143 delas em hospitais, 21 em uma unidade de terapia intensiva e 8 mortes. Na França, até o momento, mais de 22.600 pacientes foram confirmados com Covid-19 e cerca de 1.100 pessoas morreram desde o início da pandemia.
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Para garantir um apoio rápido aos doentes Luxemburgo cria estrutura de resgate e inclui aeronaves para o transporte de pacientes
Para garantir um apoio rápido aos doentes Luxemburgo cria estrutura de resgate e inclui aeronaves para o transporte de pacientes
Para garantir apoio rápido, Luxemburgo cria estrutura de resgate e inclui aeronaves para o transporte de pacientes
Para garantir apoio rápido, Luxemburgo cria estrutura de resgate e inclui aeronaves para o transporte de pacientes
Para garantir apoio rápido, Luxemburgo cria estrutura de resgate e inclui aeronaves para o transporte de pacientes
Para garantir apoio rápido, Luxemburgo cria estrutura de resgate e inclui aeronaves para o transporte de pacientes
Aeronaves de resgate em prontidão
O presidente do LAR, René Closter, enfatizou as precauções de segurança: “Nestas operações é utilizado pessoal especialmente treinado para infecções. Além disso, todos estão equipados com roupas de proteção especial. Os helicópteros são completamente desinfetados após cada uso. “A cooperação com os hospitais da França está funcionando bem, mesmo que a situação no local seja dramática, enfatiza Closter.
Para poder realizar traslados de retorno de pessoas infectadas a uma distância maior em caso de emergência, um dos seis Learjets foi definido para esse tipo de transporte, diz o CEO René Closter.
Luxembourg Air Rescue (LAR)
Nos últimos trinta anos, o LAR completou mais de 40.000 missões. As 180 pessoas que formam as equipes já viajaram mais de 44 milhões de quilômetros para fornecer ajuda e salvar vidas. Os helicópteros LAR atuam por ano em mais de 3.000 missões. As equipes de ambulâncias aéreas (aviões) já realizaram repatriações médicas de 81 países diferentes.
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Para garantir apoio rápido, Luxemburgo cria estrutura de resgate e inclui aeronaves para o transporte de pacientes
Para garantir um apoio rápido aos doentes Luxemburgo cria estrutura de resgate e inclui aeronaves para o transporte de pacientes
Para garantir um apoio rápido aos doentes Luxemburgo cria estrutura de resgate e inclui aeronaves para o transporte de pacientes
Recentemente a AirMed&Rescue publicou o artigo Patient air transport during the Covid-19 pandemic, onde o Dr. Terry Martin discute sobre as avalizações necessárias que os operadores civis devem realizar de forma cuidadosa antes que façam voos aeromédicos de pacientes do COVID-19.
Também sobre o tema a Vertigal Mag publicou uma matéria com o título: “Coronavirus forces helicopter EMS safety strictures“, onde aborda a avaliação realizada por operadores aeromédicos civis quanto aos riscos de transportar pacientes com resultado positivo ou com alto risco de portar o novo coronavírus.
Segundo a matéria da Vertical Mag, a maioria dos serviços aeromédicos civis está transportando pacientes em ambulâncias terrestres, com equipamentos específicos e separação física entre motoristas e equipes médicas, o que não é possível com muitas aeronaves, pois não possuem essa separação entre a cabine e cockpit, além de não possuírem ou não terem a capacidade de instalação de sistemas de contenção biológica.
Atualmente, a empresa Phoenix Air possui capacidade de transportar pacientes com uma doença altamente infecciosa em um ambiente de UTI. Em cooperação com o Departamento de Defesa dos EUA desenvolveram um Sistema Aerotransportado de Contenção Biológica para um único paciente.
Apenas como ilustração da relevância do tema, foi usada com sucesso durante o surto de Ebola de 2014 a 2015, onde transportou 41 pacientes sem incidentes para hospitais nos EUA e na Europa.
Sistema de contenção biológica da Phoenix Air com sua plataforma para o avião Gulfstream III. Foto: Phoenix Air.
Caso Ebola (DVE) no Brasil
No Brasil, durante o surto do Ebola (DVE), o ministério da saúde divulgou um guia de orientação sobre atendimento e remoções de pacientes. No capítulo sobre transporte aeromédico exigiu, além das orientações para o transporte de ambulância, que o transporte de pacientes com DVE deveria ser feito em aeronave exclusiva e dedicada para remoção aeromédica; o piloto e co-piloto sempre que houvesse a possibilidade de contato com a vítima ou fluídos, deveriam utilizar os EPIs e após o término do transporte, efetuar a limpeza utilizando os mesmos padrões da limpeza das ambulâncias.
Nessa operação, a Força Aérea Brasileira (FAB), através do Esquadrão Pelicano (2°/10° Grupo de Aviação), realizou evacuações aeromédicas utilizando a aeronave SC-105 Amazonas que possui configurações especiais para esse tipo de transporte. O Esquadrão é preparado para operações de busca e salvamento e evacuações aeromédicas. Também opera helicópteros H-60L Black Hawk.
Veja no vídeo abaixo como foi a preparação da aeronave em Brasília:
A aeronave da FAB que transportou pacientes suspeitos de ebola foi dividida internamente em três zonas: quente, morna e fria, por meio de cortinas específicas. A zona quente, ou crítica, é onde o paciente é transportado. Todos os profissionais que ficam nessa área devem usar os devidos equipamentos de proteção e o paciente é acomodado em uma maca de isolamento portátil.
Na zona morna serve para armazenar equipamentos e materiais utilizados no atendimento. Além disso, serve de área de preparação para os profissionais que necessitem ter algum tipo de contato com quem está na zona quente. A zona fria é considerada livre de contaminação e abriga os pilotos, mecânicos e demais especialistas que necessitem estar no voo, de acordo com a necessidade de cada caso.
Exceto operadores militares, como o Esquadrão Pelicano da FAB e operadores civis, como empresas de táxi aéreo certificadas pela ANAC e que possuem capacidadeoperacional e técnica para realizar esse tipo de missão, existem fatores que precisam ser considerados pelos outros operadores civis que pretendem realizar esse tipo de missão, como operadores da Aviação Pública (RBAC 90).
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Helicóptero H-60L Black Hawk equipado para transportar repatriados em quarentena - Divulgação/FAB.
Helicóptero H-60L Black Hawk equipado para transportar repatriados em quarentena - Divulgação/FAB.
Aeronave SC-105 Amazonas transporta paciente com suspeita de ebola para o RJ. Foto: Agência Força Aérea.
Aeronave SC-105 Amazonas transporta paciente com suspeita de ebola para o RJ. Foto: Agência Força Aérea.
Requisitos
Muitas aeronaves não possuem essas especificações ou não estão alocadas exclusivamente para esse tipo de serviço, além do fato da necessidade de treinamento das equipes e equipamentos de proteção individual, como máscara adequada, protetor facial, óculos de proteção, avental ou traje de operações para proteção contra respingos, adequados inclusive ao uso do capacete de voo e óculos de visão noturna.
Operadores civis americanos, europeus e também do Brasil, decidiram que o risco para as tripulações é muito grande e declararam que não transportarão nenhum paciente com teste positivo para COVID-19 (coronavírus), além do fato de serem necessários equipamentos específicos e uma complexa logística. O transporte de ambulância terrestre se apresenta para muitos como a melhor solução.
Nesse sentido, a Secretaria de Saúde do Paraná publicou no dia 20 de março a Resolução SESA Nº 338/2020 que implementa medidas de enfrentamento da emergência em saúde pública decorrente do COVID-2019.
O parágrafo único do Art. 23 da resolução definiu que “o transporte emergencial de pacientes, caracterizados como caso suspeito para COVID-19 deverá ser prioritariamente realizado na modalidade terrestre, sendo vedado o transporte aéreo até deliberação ulterior.”
O fato é que devem ser seguidos protocolos rígidos para o transporte aeromédico de pacientes nesses casos. De forma análoga, para o transporte de substâncias infecciosas e amostras biológicas em aeronaves civis existem regras específicas. No Brasil há normas que tratam do assunto (operações civis), como o RBAC 175 e o RBAC 90 (Aviação Pública) para o transporte aéreo, legislação de segurança e medicina do trabalho, requisitos de embalagem, etc.
Maca EpiShuttle adquirida pela DRF Luftrettung para transportar pacientes com COVID-9. Foto: DRF.
Assim, para aqueles operadores civis que decidiremtransportar pacientes de alto risco, segundo especialistas, é necessário um conjunto de medidas de prevenção para as tripulações e para todos os profissionais envolvidos direta e indiretamente no transporte.
Essa ação pode demandar uma logística muito mais complexa do que um transporte terrestre, além é claro da avaliação da real necessidade do transporte ser feito via aérea. A leitura dos artigos científicos abaixo também podem ajudar na tomada de decisão dos gestores sobre a necessidade ou não de um transporte e quais protocolos devem ser seguidos. Lembramos que existem muitos trabalhos publicados a esse respeito.
Além disso, ações destinadas a prevenir, controlar, mitigar ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam interferir ou comprometer a qualidade de vida, a saúde humana e o meio ambiente também foram tratadas pelo Ministério da Saúde na publicação Biossegurança em saúde: prioridades e estratégias de ação.
Limpeza e desinfecção de helicópteros
Um dos assuntos relacionados ao tema, mas com viés voltado à segurança em geral nos transportes rotineiros, está a desinfecção da aeronave depois do voo. A Helicopter Association International (HAI) divulgou dicas sobre descontaminação de helicópteros.
Basicamente, inclui lavar as mãos e qualquer parte do corpo exposta; esterilizar componentes de aeronaves, como maçanetas, fivelas de cinto de segurança, controles de voo e tecidos absorventes; e esterilizar equipamentos de voo, como fones de ouvido, capacetes, barras de microfone e abafadores de microfone.
A European Union Aviation Safety Agency (EASA) também divulgou recomendações operacionais, bem como a Airbus Helicopters publicou um Information Notice Nº 3476-I-12 apresentando recomendações e orientações relacionadas à limpeza e desinfecção de helicópteros.
Sendo um operador militar ou civil, o transporte aeromédico nesse cenário demanda aeronave adequada, equipamentos específicos e treinamento das equipes, além de planejamento de toda a logística que envolve esse tipo de operação.
Bons voos com segurança, gestão e EPI!
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Exercício Operation Tranquil Shift para testar a capacidade dos EUA fornecer transporte médico seguro para vários cidadãos americanos.
Exercício Operation Tranquil Shift para testar a capacidade dos EUA fornecer transporte médico seguro para vários cidadãos americanos.
Transporte de um paciente simulado em Fort Detrick. (Foto de Bruce Maston, 2007)
Paraná – Há dois anos o serviço aeromédico foi inaugurado na Região dos Campos Gerais. Uma parceria entre a Prefeitura de Ponta Grossa, Secretaria Estadual de Saúde (SESA) e Segurança Pública (SESP), através do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), possibilitou a implantação do serviço. (Saiba mais)
De lá para cá muitos atendimentos aeromédicos foram realizados. Ao longo desses dois anos, 652 pessoas foram atendidas por profissionais da saúde (médicos e enfermeiros) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pilotos e equipes de apoio do BPMOA.
O helicóptero Saúde 03 (SAMU 192 – Paraná Urgências) é utilizado no atendimento aeromédico e sua base está localizada no aeroporto municipal Comandante Amilton Antônio, mais conhecido como Aeroporto Sant’Ana, em Ponta Grossa. O serviço atende 57 municípios das regiões de Ponta Grossa, Irati, Guarapuava, União da Vitória e Telêmaco Borba.
“Da parceria criada há dois anos, homens e mulheres cuidam e zelam pela segurança, saúde e tranquilidade dos cidadãos na Região dos Campos Gerais, sempre com carinho e atenção, de forma discreta, mas presente e sempre pronta para servir”, disse o comandante do BPMOA, Ten Cel BM Julio Pucci.
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Serviço aeromédico dos Campos Gerais completa 2 anos com mais de 650 pessoas socorridas
Helicóptero Saúde 03 (Paraná Urgências) utilizado no atendimento aeromédico em Ponta Grossa.
Serviço aeromédico dos Campos Gerais comemora 2 anos com 652 pessoas socorridas
Serviço aeromédico dos Campos Gerais completa 2 anos com mais de 650 pessoas socorridas
Serviço aeromédico dos Campos Gerais completa 2 anos com mais de 650 pessoas socorridas
Serviço aeromédico dos Campos Gerais completa 2 anos com mais de 650 pessoas socorridas
Suíça – No dia 21 de fevereiro, o Grupo Kopter recebeu do Departamento Federal de Aviação Civil (Federal Office of Civil Aviation – FOCA) da Suíça certificado que concede a Aprovação de Organização de Produção (POA).
Este certificado confirma a Kopter como uma organização de produção devidamente reconhecida. É um atestado em que a Kopter possui pessoal qualificado, métodos, processos e procedimentos necessários, além de um sistema de qualidade confiável. É um marco importante para a Kopter, tornando-a elegível para produzir e acelerar seu helicóptero leve SH09 monomotor, que também terá uma versão aeromédica.
A cerimônia de entrega do certificado ocorreu nas instalações da Kopter em Mollis, Suiça, com a participação do diretor de operações da Kopter, Dr. Jan Nowacki e dos representantes da FOCA, Urs Frei e Andreas Boss.
“Estamos extremamente satisfeitos em receber este certificado, que reconhece todo o trabalho que fizemos na construção de uma equipe e organização com bom desempenho. Agradecemos à FOCA por sua confiança e forte apoio para alcançar essa etapa fundamental e esperamos continuar com nossa cooperação no caminho de produzir nosso novo helicóptero com motor de turbina.”, disse Jan Nowacki.
Andreas Boss e Urs Frei comentaram: “Estamos orgulhosos de entregar este certificado de POA à Kopter. Isso demonstra que a Kopter atende aos mais altos padrões de aviação e possui capacidade, instalações, mão de obra, recursos e sistemas de garantia de qualidade para produzir o helicóptero SH09 que está em processo de certificação. ”
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Autoridade de Aviação Civil Suíça certifica a Kopter para produção do helicóptero SH09
Versão aeromédica. Autoridade de Aviação Civil Suíça certifica a Kopter para produção do helicóptero SH09
Autoridade de Aviação Civil Suíça certifica a Kopter para produção do helicóptero SH09
Paraná – Um grave acidente envolvendo três veículos foi registrado na manhã de domingo (15) na BR-163, região de Lindoeste. Oserviço aeromédico do CONSAMU, ambulâncias de Cascavel, Capitão Leônidas Marques e Santa Tereza do Oeste foram mobilizados. A Polícia Rodoviária Federal e a Defesa Civil também prestaram apoio.
O veículo com placa de Lindoeste, seguia no sentido Cascavel, quando colidiu frontalmente com outro veículo com placa de Santa Teresa do Oeste.
Um terceiro veículo que não conseguiu frear também se envolveu no acidente. No interior de um dos veículos o condutor e um passageiro, ambos de 22 anos, sofreram ferimentos leves. Os outros 03 passageiros sofreram ferimentos graves (idades de 67, 42 e 17 anos).
No outro veículo havia o passageiro, de 25 anos e a passageira com 22 anos, ambos com ferimentos leves. O terceiro veículo envolvido havia 04 ocupantes, todos ilesos. Um homem foi levado pelo helicóptero do CONSAMU ao Hospital Universitário de Cascavel. Outras vítimas foram socorridas de ambulância, sendo uma levada ao Hospital Universitário e outra ao São Lucas.
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Equipes do SAMU socorrem vítimas de grave acidente envolvendo três veículos na BR-163. Foto: Divulgação.
Equipes do SAMU socorrem vítimas de grave acidente envolvendo três veículos na BR-163. Foto: Divulgação.