Helicóptero policial patrocinado? Nos EUA pode!

Poderia um helicóptero policial ter seu designativo operacional patrocinado por alguma empresa ?

Pois é, procurando formas de manter o helicóptero de seu departamento de polícia voando durante tempos econômicos difíceis, Kevin Walsh, xerife do Condado de Onondaga/EUA,  está tentando vender os direitos de nomear  o Bell 407 que opera para missões de busca e salvamento, patrulhas aéreas e de transporte médico de emergência.

Walsh disse que está buscando empresas que estariam dispostas a fazer uma contribuição para financiar a operação do helicóptero em troca de ter o nome da empresa em seu indicativo.

“Nós estamos ativamente buscando isso”, disse Walsh. “Temos falado com algumas pessoas, e estamos avançando nesse campo, mas  não temos nenhum compromisso até o momento. “

Ele disse que o helicóptero iria manter o indicativo “Air-1” de chamada de rádio, mas se tornaria conhecido publicamente pelo nome da empresa que comprasse os seus direitos de nomeação.

“O fato de que ele salva vidas todos os anos deve torná-lo um grande sucesso para qualquer empresa”, disse ele.

O Condado de Onondaga tem negociado direitos de nomeação a vários anos. O Banco Alliance está pagando ao município um total de US$ 2,8 milhões por um acordo de 20 anos pelo direito de dar nome ao estádio de beisebol do condado, que anteriormente era chamado P & C Stadium devido a um contrato com a rede de supermercados P & C.

A rede de supermercados Wegmans vem pagando o município 150 mil dólares por ano desde 2002 para custear as despesas do parque Onondaga Lake Park. A entrada para o parque tem o nome de “Landing Wegmans” e nome da empresa aparece nos bondes que operam dentro do parque.

O xerife Walsh está sob pressão para encontrar novas receitas para financiar a operação do helicóptero. O orçamento municipal proposto para 2012 não incluí mais verbas dos impostos para a operação do Air-1. Sendo assim, o xerife terá que encontrar formas de levantar dinheiro de taxas de serviços, concessões e/ou doações para manter o helicóptero voando.

O escritório do xerife formou uma fundação sem fins lucrativos para receber doações para a Air-1. Ele também solicitou à FAA uma licença de operador comercial, o que permitiria ao escritório cobrar uma taxa para realizar transporte aeromédico.

Mas o xerife não acredita que pode levantar dinheiro suficiente através de taxas e doações para pagar o custo total do helicóptero, que totaliza mais de US$ 500.000 por ano.

Sem discutir valores, ele acredita que o dinheiro da venda dos direitos de nomeação do helicóptero pode representar uma fonte de receita significativa a longo prazo para a Air-1.

Venda de direitos de nomeação para helicópteros de transporte aeromédico, que são normalmente operados por empresas privadas de serviços comerciais, não é incomum. Mas Kurt Frisz, presidente da Associação Airborne Law Enforcement (ALEA),  disse que a prática está se tornando cada vez mais comum entre as agências policiais com problemas econômicos, reduzindo o custo de operação dos helicópteros policiais para os contribuintes .

Muitas vezes, as empresas que vendem equipamentos de aviação utilizados em helicópteros policiais são os que compram os direitos do nome, disse Frisz, piloto do St. Louis County Police Department, em Missouri/EUA.

“Obviamente, você não vai ser um banner de cerveja que será pintado no helicóptero”, disse ele.

Pat Kilmartin, presidente do Comitê Legislativo de Segurança Pública do condado de Onondaga/EUA, disse que apóia venda de direitos de nomeação para Air-1. “É uma forma incomum de garantir o financiamento de um serviço municipal, mas temos enfatizado que o escritório do xerife deve reduzir o custo para os contribuintes”, disse ele.

Fonte: Syracuse.com

5 COMENTÁRIOS

  1. Sou favorável – principalmente helicópteros para resgates, no Brasil um País subdesenvolvido deveria seguir esse exemplo – pois tem helicóptero em alguns Estados brasileiro que só são usados para transportar Governador, familiares e amigos – assim com publicidades, a sociedade civil (principalmente quem estiver patrocinando) vai fiscalizaar melhor – porque se depender da fiscalização dos TCs – estamos mortos.
    O patrocínio não vai macular nenhuma instituição.
    PS – Tem helicóptero que é verdadeio MANEQUIM DE HANGAR – nunca voa, os Estados não tem dinheiro para combustível e manutenção (por enquanto alguns ainda são novos), mas depois, só Deus saberá.

    • Prezado Marcus entendo bem oportuno seu comentário e complementando o que o meu amigo Lautert disse, vou além e faço algumas perguntas:

      1) Qual é a contrapartida das empresas que atualmente vendem aeronaves para a Segurança Pública, quando essas aeronaves são vistas em operações, a todo momento, em todos os tipos de mídia, quem está “lucrando” com essa divulgação?

      2) Esse custo, que mais parece um investimento para a empresa, é considerando no preço final da aeronave quando é adquirida ou naquilo que decorre da compra, como a manutenção, treinamento e garantia?

      3) Quanto que essas empresas reinvestem na Segurança Pública desses valores “recebidos” através do marketing, da própria aquisição ou da contratação da manutenção?

      Somente para reflexão…..http://www.resgateaeromedico.com.br/helibras-tem-recorde-de-entregas-de-helicopteros-em-2010/

      Eduardo Beni

  2. Sou a favor da parceria público-privada para auxiliar na sustentabilidade da aviação de segurança pública, mas sem interferir na parte operacional, como um “designativo”. Os próprios fornecedores de equipamentos e aeronaves deveriam patrocinar a operação das aeronaves, com a venda do direito de imagem de operações aéreas e uso dos equipamentos pelos policiais.

  3. MELHOR UMA EMPRESA PATROCINAR UM SERVIÇO PÚBLICO, ÁS CLARAS, ATRAVÉS DE UMA LICITAÇÃO, QUE É ALGO LEGAL. O QUE VEMOS SÃO EMPRESAS QUE FINANCIAM CAMPANHAS POLÍTICAS ÁS ESCURAS.

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