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Base de resgate aéreo 118 em Albenga completa um ano de operações na região da Ligúria, Itália

Itália – O helicóptero de resgate aéreo 118 em Albenga representou uma revolução na distribuição de trabalho no sistema de emergência da Ligúria, cobrindo as províncias de Savona e Imperia. Isso permitiu que a primeira base se concentrasse no resto do território, principalmente no Levante da Ligúria. Como o SAMU 192 do Brasil, o 118 é o número do Serviço de Saúde de Urgência e Emergência Médica (SSUEM) da Itália.

Albenga é uma comuna italiana da região da Ligúria, província de Savona e a divisão diz respeito às áreas de intervenção e não à composição do corpo técnico: os dez médicos e onze enfermeiros trabalham nas duas bases e também se revezam nas urgências locais.

Base de Ligúria completa um ano de operações de resgates na Itália

A segunda base, localizada em Albenga, operou no período compreendido desde a inauguração em 11 de julho de 2020 a 1 de julho de 2021, em 473 intervenções. Em 95 casos, a missão envolveu o embarque de pessoal por guincho e 45 vezes o embarque a baixa altura foi utilizado.

Para falar dessa operação e sobre o primeiro aniversário da base de resgate de helicópteros de Albenga, o Dr. Lorenzo Borgo, médico do 118 na Ligúria, foi entrevistado pelo Portal  no YouTube.

Para ele, o médico precisa saber cuidar um pouco de tudo, de emergências cardiológicas a traumatológicas e emergências pediátricas, passando então a trabalhar em um ambiente hostil, com menos recursos que um hospital e por isso precisa saber o que fazer e como se comportar com os meios à sua disposição.

Quando um paciente tem um grande trauma, uma síndrome coronariana aguda ou um problema respiratório, a filosofia deve ser levar o médico até a área. Então leve o pronto-socorro até a casa do paciente.

A aeronave está estrategicamente posicionada em Albenga, o que permitiu reduzir os tempos de intervenção, especialmente na parte ocidental da região. Além disso, este helicóptero está disponível 365 dias por ano, cobrindo toda a Ligúria, diferente do helicóptero do Corpo de Bombeiros que, segundo o médico, não pode garantir devido aos seus problemas.

A aeronave já pode operar em condições de baixa luminosidade e, a partir do próximo ano, planejam ativar o serviço H24, que melhora ainda mais a resposta do sistema a emergências. Além disso, o helicóptero H145 que utilizam já está equipado e certificado para voar com óculos de visão noturna (OVN).

Para as operações noturnas, as equipes estão mapeando o maior número possível de helipontos na Ligúria para que também possam ser usados ​​à noite e aproximar o helicóptero do interior.

Do ponto de vista médico, “apreciamos particularmente o conforto do voo e a possibilidade de poder acessar todo o corpo do paciente em uma maca, realizando manobras de SBV e intubações endotraqueais se necessário”, complementou Borgo.

Durante a entrevista, o médico ressaltou a importância do guincho. Segundo ele, na Itália nem todos usam o guincho de resgate. Para ele esse recurso aumenta a segurança, pois reduz o tempo de exposição ao risco durante as operações.

“Portanto, é fundamental, em minha opinião, difundir o uso do guincho dentro dos serviços de resgate de helicópteros: isso envolve treinamento de pessoal e estreita cooperação com o corpo de resgate de montanha, o que nos ajuda muito. Ter um médico que entra em cena é certamente a escolha vencedora”, frisou o médico.

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Tripulação aeromédica relata mais um incidente com drone durante retorno de missão na Escócia

Escócia – O drone tornou-se uma ferramenta fundamental nas operações de busca e salvamento, mas não há dúvida de que seu uso deve ser estritamente regulamentado, dados os perigos envolvidos. Recentemente, mais uma quase colisão entre um helicóptero aeromédico e um drone aconteceu na Escócia.

Um relatório do British Airprox Board publicado recentemente afirmou que em 17 de abril deste ano, um helicóptero EC135 da Scotland’s Charity Air Ambulance (SCAA) ficou muito próximo de um drone. O helicóptero estava entre 100 e 150 metros de distância do dispositivo quando um paramédico avistou o drone da janela do piloto durante o voo. O piloto estava em procedimento de aproximação para pouso após deixar um paciente no hospital.

Scotland’s Charity Air Ambulance (SCAA) durante operação aeromédica. Foto: SCAA.

No momento do avistamento o piloto estava em comunicação com o Edinburgh Approach e por isso não viu. O paramédico que estava no banco da frente gesticulou e apontou para o drone. A equipe de saúde que estava a bordo confirmou como sendo um drone do tipo quadricóptero que passou pelo lado direito da aeronave entre 100m e 150m de distância, e ligeiramente abaixo de seu nível (1500 pés de altitude).

Segundo a tripulação, não havia tempo para evitar a ação, a ameaça havia passado antes que eles tivessem tempo de reagir e reportaram o fato de imediato. A investigação considerou que o relato geral do piloto sobre o incidente retratava uma situação em que, embora a segurança tivesse sido reduzida, não havia risco de colisão.

Aumento de relatos

Apesar de sanções potenciais, os casos de encontros com drones tornaram-se mais comuns. Mais de 400 incidentes foram relatados apenas nos últimos cinco anos, embora muitos sejam considerados como tendo apresentado pouco risco de colisão.

Em fevereiro, um helicóptero aeromédico chegou a 30 metros de dois drones enquanto voava a uma altitude de 1.200 pés e no dia 29 de março, outra ambulância aérea do Reino Unido chegou a poucos metros de um drone enquanto tentava pousar em um hospital de Londres.

Drones salvando vidas

Apesar dos riscos associados ao compartilhamento do espaço aéreo, os drones já estão sendo utilizados para salvar vidas em países da Europa, sendo úteis para equipes médicas de emergência. O serviço dinamarquês de ambulância aérea Falck, por exemplo, iniciou o projeto HealthDrone como parte integrante de seus serviços.

O projeto é uma colaboração entre a Falck, a Universidade de Southern Denmark, o Odense University Hospital e o Svendborg Hospital, além de parceiros privados Holo, Unifly e Scandinavian Avionics.

Leonardo comemora 50 anos do primeiro voo do helicóptero italiano A109

Itália – O A109, o primeiro helicóptero bimotor de design totalmente italiano realizou seu primeiro voo em 4 de agosto de 1971, Dia de São Domingos, em homenagem ao Conde Domenico Agusta. Ele havia autorizado a construção dos primeiros protótipos a partir dos quais este helicóptero de sucesso foi desenvolvido.

O A109 originado a pedido de Bruno Lovera, responsável pelo desenho e construção de alguns modelos de helicópteros da então Agusta SpA, pediu a Domenico Agusta que autorizasse a fabricação de três protótipos, completos com peças sobressalentes, para um novo helicóptero.

O primeiro voo ocorreu apenas dois anos e meio após os primeiros estudos de viabilidade. Pilotado por Ottorino Lancia, o A109 demonstrou imediatamente um reduzido nível de vibrações, redução de ruído, bem como notável manobrabilidade. Este foi o primeiro projeto desenvolvido de forma independente.

Leonardo comemora 50 anos do primeiro voo do helicóptero italiano A109

Após o primeiro voo, os testes e estudos continuaram até sua certificação. Em setembro de 1971, foi apresentado um relatório, acompanhado de desenhos relativos à versão final do A109, que serviria de base para qualquer desenvolvimento futuro.

O A109 foi equipado com características inovadoras, como o rotor principal articulado de quatro pás, o rotor de cauda semirrígido de duas pás. A fuselagem era feita de liga leve, assim como a cauda. O trem de pouso foi muito pesquisado e tornado retrátil.

Foi o primeiro helicóptero de design italiano a receber a certificação do RAI (Registro Aeronáutico Italiano). Anteriormente, os procedimentos eram relacionados a modelos já certificados no exterior ou protótipos derivados. Paralelamente, a certificação para o A109 também foi solicitada à FAA americana (Federal Aviation Administration).

A certificação foi obtida em 1975, tanto pela RAI quanto pela FAA. Nos documentos de certificação, o A109 foi descrito como uma aeronave de oito lugares (incluindo o piloto) com um peso máximo total de 2.400 kg e um peso vazio de 1.400 kg. Seu rotor principal tinha quatro pás totalmente articuladas; um rotor de cauda de duas pás semi-rígido; dois motores Allison 250-C20, potência do motor duplo de 692 SHP e potência do motor único de 400 shp e velocidade VNE de 168 nós.

Leonardo comemora 50 anos do primeiro voo do helicóptero italiano A109

Graças ao A109, a empresa passou da produção de produtos licenciados para helicópteros próprios, entrando assim no mercado entre os principais OEMs (Original Equipment Manufacturer) de helicópteros do mundo. A certificação FAA permitiu o acesso ao mercado americano, um marco muito importante, fortalecendo ainda mais a posição da empresa no mundo dos OEM líderes de aeronaves de asa rotativa.

As linhas de montagem finais do A109 ocorreram nas fábricas da Agusta em Cascina Costa e Frosinone, respectivamente, para as versões civis e versões destinadas à defesa. A modularidade da aeronave, tal como foi concebida, permitiu que as atividades de produção fossem divididas entre todas as empresas do grupo. Graças a esta abordagem, a direção da manufatura teve a flexibilidade necessária para responder com eficácia aos planos de produção que a ajustavam a um mercado em crescimento e para atender às necessidades dos clientes.

As entregas começaram em 1976 para clientes governamentais, tanto na Itália como no exterior. A maioria dos operadores institucionais italianos, do Exército italiano à Polícia, Carabinieri, Guardia di Finanza e o Departamento de Proteção Civil, usaram o A109 em diferentes configurações e para diferentes missões.

Após a certificação do modelo básico, de fato, foi desenvolvida uma série de versões dedicadas a missões específicas: ambulância aérea, serviço policial, resgate em montanha e missões de vigilância no mar. Em 1996, o legado do A109 foi assumido pelo A109 Power, que iniciou uma nova história de sucesso.

Leonardo comemora 50 anos do primeiro voo do helicóptero italiano A109

Heliponto para operações aeromédicas poderá ser instalado em Cafelândia, Oeste do Paraná

Paraná – O prefeito de Cafelândia, Culestino Kiara, juntamente com a secretária municipal de Saúde, Sarah Massaneiro e o secretário municipal de Governo e Finanças, Claudemir Camilo, protocolaram nesta segunda-feira (2) na Secretaria Estadual de Saúde, solicitação para construção de um heliponto para o serviço aeromédico (CONSAMU/SESA), que tem base em Cascavel.

O diretor de Gestão em Saúde da Secretaria, Vinicius Filipak, recebeu os pedidos e protocolos do município de Cafelândia. A área solicitada para pousos e decolagens do helicóptero está localizada próxima à Base do SAMU e do Hospital Municipal. Com o heliponto haverá a possibilidade do município utilizar, com mais segurança, o helicóptero empregado no resgate e transporte aeromédico da região.

A SESA já fez o pedido do projeto arquitetônico do heliponto, que deverá ser apresentado nos próximos dias pelo município para que o mesmo tenha prosseguimento e seja aprovado.
Município de Cafelândia solicita a instalação de um heliponto para operações com helicóptero do CONSAMU, PR.

Grupamento Aéreo de Segurança Pública realiza mais uma operação logística de vacinas contra COVID-19

Pará – Na sexta-feira (30), o Grupamento Aéreo de Segurança Pública (GRAESP) iniciou mais operação de apoio aéreo para transportar vacinas contra COVID-19 para o interior do Estado. Foram distribuídas 3.830 doses para municípios do arquipélago do Marajó.

A logística de deslocamento dos imunizantes é feita por meio de uma ação conjunta entre a Segup e a Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sespa). Desde o início da vacinação no Estado, o apoio aéreo tem sido fundamental para que as campanhas de vacinação avancem no interior e a cobertura vacinal seja ampliada.

A operação iniciou às 9h00 com a saída de um helicóptero, que transportou os imunizantes de cinco municípios da 7ª Regional de Saúde, sendo eles: Salvaterra, Soure, Cachoeira do Arari, São Sebastião da Boa Vista e Muaná.

Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Pará realiza transporte de vacinas para municipios da arquipélago do Marajó. Foto: Alex Ribeiro

O Grupamento Aéreo, neste mês de julho, está atuando em várias frentes, entre elas, a operação Verão 2021 que acontece em mais de 40 localidades paraenses. Mesmo assim, o GRAESP tem trabalhado na distribuição das vacinas.

“Nós conduzimos até os municípios mais distantes, como é o caso da Calha Norte que tem acesso apenas pelo Rio Amazonas, ou os municípios aqui do arquipélago do Marajó. Fazemos a distribuição no mesmo dia fazendo com que as pessoas tenham acesso à vacina o mais rápido possível”, destaca o diretor do Grupamento, Coronel PM Armando Gonçalves.

A distribuição das remessas estão sendo deslocadas também por meio terrestre e fluvial e conta com o apoio das embarcações do Grupamento Fluvial de Segurança (Gflu) e com o apoio das Polícias Civil e Militar para fazer a segurança dos lotes até as localidades determinadas.

Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Pará realiza transporte de vacinas para municipios da arquipélago do Marajó. Foto: Alex Ribeiro.

UTIs aéreas: Goiânia se torna referência em serviços aeromédicos

Goiás – Com aumento pela procura de transporte aéreo de pacientes, a capital goiana, que já é referência nacional em assistência médica de alta complexidade, recebe polo aeronáutico que irá agregar ainda mais a essa importante cadeia de serviços.

Tempo, um recurso valiosíssimo e ao mesmo tempo sempre escasso quando falamos em assistência médica de alta complexidade ou de urgência. Por isso, não é a toa que durante o atual período pandêmico os serviços de transportes e assistência aeromédica registram um salto gigantesco. Para se ter uma ideia, empresas especializadas como a Air Jet Táxi Aéreo chegaram a registrar em 2020 um aumento de 500% em sua demanda, em comparação a 2019.

A goiana Brasil Vida Táxi Aéreo, com 17 anos de mercado, registrou só entre os meses de janeiro e maio de 2021 um número de pacientes transportados maior do que todo o ano de 2020, quando a procura já havia crescido exponencialmente.

Empresa de Táxi Aéreo de Goiânia é referência no serviço aeromédico. Foto: Brasil Vida.

“Já são 1.165 voos para pacientes com Covid-19 realizados neste ano. No total, a empresa já realizou 1.891 voos em 2021, contra 1.841 voos feitos em todo o ano de 2020”, destaca Arédio Bernardes Júnior, presidente da Brasil Vida Táxi Aéreo, companhia que tem homologação para atuar em qualquer parte do mundo e, atualmente, possui seis bases operacionais em cinco estados: Goiás, São Paulo, Pará, Bahia e Tocantins.

Goiânia já é referência nacional na procura por serviços médicos e já possui um heliponto no Órion Complex para atender demandas de saúde. E em breve pode se tornar um importante polo de assistência médica de alta complexidade, uma vez que abriga infraestrutura e condições geográficas favoráveis para atrair empresas deste setor.

“Goiânia está numa região muito privilegiada em relação ao Brasil e também a América Latina, o que facilita muito a chegada de pessoas que precisam de tratamento de alta complexidade, sendo que muitas delas vêm das regiões Norte e Nordeste, pois o tempo de voo é menor”, destaca o incorporador Rodrigo Neiva, diretor da Innovar Construtora.

Antares Polo Aeronáutico

A Innovar é uma das cinco empresas que integram o grupo empreendedor responsável pelo Antares Polo Aeronáutico, que está sendo construído em Aparecida de Goiânia, região metropolitana de Goiânia, um projeto que vai fortalecer ainda mais a prestação dos serviços aeromédicos no Estado.

Empresa de Táxi Aéreo de Goiânia é referência no serviço aeromédico. Foto: Brasil Vida.

Com 209 hectares de área, o Antares será voltado exclusivamente para aviação executiva, manutenção de aeronaves e operações de logística. O empreendimento privado terá pista de 1,8 quilômetros, terminal de embarque e desembarque, posto para abastecimento, pista de acesso aos hangares, área para Fixed Base Operator (FBO), estacionamento para visitantes e área para helicentro, além de outros serviços relacionados direta e indiretamente à aviação geral.

Além da Innovar Construtora, o grupo empreendedor responsável pelo Polo Aeronáutico Antares, inclui as empresas Tropical Urbanismo, CMC Engenharia, BCI Empreendimentos e Participações e RC Bastos Participações.

Arédio Bernardes Júnior, presidente da Brasil Vida Táxi Aéreo, destaca que ter um polo aeronáutico localizado no Centro do País, como o Antares, pode contribuir para empresas que prestam serviços aeromédicos, especialmente porque Goiânia está a poucas horas de voo de importantes centros urbanos do País, como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador. “Sem dúvidas, a infraestrutura e a geolocalização privilegiada são um ponto muito importante para a otimização de tempo e para possibilitar que mais vidas sejam salvas. Para se ter ideia, em 2021, já tivemos 443 voos da base de Goiânia”, informa o executivo.

Empresa de Táxi Aéreo de Goiânia é referência no serviço aeromédico. Foto: Brasil Vida.

Tempo

O médico gastro cirurgião Adilon Cardoso, que atende no centro clínico Orion Complex e opera no Hospital Israelita Albert Einstein – Unidade Goiânia, lembra que o tempo, dentro da assistência médica de alta complexidade, é um recurso sempre vital e ao mesmo tempo escasso.

Ele destaca que, embora uma porcentagem muito grande dos municípios brasileiros possua uma boa assistência primária à saúde, são poucos aqueles que contam com uma infraestrutura completa e adequada para os atendimentos de alta complexidade. “Nessa situação é que a medicina lança mão do transporte aeromédico, para encaminhar esse paciente grave a uma unidade melhor preparada e melhor equipada”, afirma o médico.

Adilon Cardoso lembra que esse transporte especializado não é simplesmente colocar um paciente em um avião e levá-lo para outro hospital. “Trata-se de um serviço de saúde de altíssima complexidade, que envolve vários fatores fundamentais, como o tipo de aeronave a ser usada, a altura do voo, a capacitação da equipe médica e de enfermagem especializada. Isso porque uma coisa é tratar uma intercorrência de saúde em solo, num centro cirúrgico convencional, outra é atendê-la numa aeronave em pleno voo”, ressalta.

Para o cirurgião, os serviços aeromédicos salvaram, salvam e salvarão inúmeras vidas e ele destaca que Goiânia é reconhecidamente um importante centro de referência para esse tipo de serviço médico. “Nossa capital, historicamente, é um grande receptor de pacientes graves provenientes de todo o País, mas especialmente das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste”, esclarece o médico.

Centro Integrado de Operações Aéreas do Mato Grosso completa 15 anos

Mato Grosso – No dia 19 de julho de 2006 o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) era criado. Passados 15 anos, a Unidade Aérea Pública tornou-se referência em policiamento aerotransportado, por meio de investimentos, expansão e aquisição de novas aeronaves.

O CIOPAER conta atualmente com uma frota de 10 aeronaves, sendo três helicópteros modelo AS350 (Esquilo – Helibras), e sete aviões, sendo um monomotor modelo Cessna 210, três bimotores Baron e três bimotores Chyennes. Destes três chyennes, dois atendem como UTI Aérea.

Em setembro mais duas aeronaves serão entregues, um avião e um helicóptero modelo AS350B3. Outra conquista da unidade foi a expansão para o município de Sorriso (420 km de Cuiabá). A partir deste hangar, a base descentralizou sua atuação não só nas operações de segurança pública, mas também na fiscalização ambiental na região Norte do estado.

Para o coordenador do CIOPAER, coronel PM Juliano Chiroli, o destaque foi para os homens e mulheres que fizeram da unidade o que ela se tornou atualmente. “Neste período grandes foram os avanços na aviação de segurança pública e os serviços prestados pela nossa unidade. Mas nesta oportunidade quero destacar a peça mais importante desta engrenagem, que são os nossos servidores. Nenhum avanço seria possível se não tivéssemos profissionais tão dedicados e comprometidos com a nossa missão”, destacou Chiroli.

Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) do Mato Grosso compelta 15 anos de operações. Foto: Ascom/Sesp.

Vítima de queda em buraco é resgatada e transportada de helicóptero para PS em Cruzeiro, SP

São Paulo – No sábado (10), equipe do helicóptero Águia da Base de Aviação (BAvPM) de São José do Campos foi acionada para apoiar o Corpo de Bombeiros em ocorrência de queda de pessoa em buraco de cerca de 6 metros de profundidade, em região de mata no município de Areias.

Por volta das 23h00 de sexta-feira (09), a vítima sofreu a queda e populares que souberam do acidente avisaram ao PS local, que por sua vez fez contato com o Corpo de Bombeiros. Somente às 4h00 da manhã de sábado os bombeiros conseguiram acessar a vítima e estabilizá-la, pois havia suspeita de fratura nas costelas.

Após a retirada do homem do buraco, os bombeiros tentaram conduzi-lo até o ponto de apoio, porém, a vítima tinha cerca de 130 Kg e devido ao terreno ser muito acidentado e de difícil acesso, foi necessário o apoio do Águia.

No local, a equipe do helicóptero optou pelo embarque a baixa altura. Com o homem a bordo da aeronave foi possível retirá-lo do local e levá-lo ao hospital. O Águia seguiu até um campo de futebol na cidade de Cruzeiro, onde uma ambulância do SAMU aguardava para conduzir a vítima ao PS. O voo durou 18 minutos.

Criança indígena que nasceu prematura é transportada em helicóptero do CIOPAER do Acre

Acre – Na quinta-feira (1º), o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) realizou  operação conjunta com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O helicóptero da unidade precisou ser empenhado na remoção aeromédica de um paciente de Assis Brasil.

Uma criança indígena nasceu prematura e após avaliação médica foi constatada a necessidade de transferência imediata. As equipes do SAMU verificaram que não seria possível realizar a remoção via terrestre e foi acionado o CIOPAER.

A criança foi acompanha por uma equipe do SAMU e transportada no helicóptero do CIOPAER para a Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco. “Chegamos à capital após uma hora de voo, já encaminhando o recém-nascido para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal do hospital”, relatou o piloto da CIOPAER, Alexandre Vasconcelos.

Jovem com hipotermia é resgatado por bombeiros e equipe do NOTAER no morro Mestre Álvaro, ES

Espírito Santo – Na tarde de sábado (26), após sofrer um quadro de hiportermia e ter dificuldades para se locomover, um jovem de 24 anos precisou ser resgatado no morro Mestre Álvaro, na Serra, na Grande Vitória, por uma equipe do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAER) da Secretaria da Casa Militar.

De acordo com o capitão Pablo, chefe da Seção de Comunicação do NOTAER, o jovem fazia uma trilha no Mestre Álvaro junto com outros dois homens e duas mulheres. No momento da descida, quando o grupo ainda estava próximo ao topo do morro, o quadro de hipotermia se agravou, deixando o rapaz debilitado e com dificuldades para movimentar as pernas.

O Corpo de Bombeiros foi acionado pelo grupo por volta das 15h30. No entanto, como o fim da tarde se aproximava, foi preciso usar o helicóptero para agilizar as buscas. “Os bombeiros poderiam subir pela trilha, mas a caminhada é muito demorada. Havia risco de escurecer antes, já era fim da tarde. E à noite certamente as condições da vítima iriam piorar”, explicou Pablo.

A equipe do NOTAER conseguiu identificar um ponto para toque e pouso do helicóptero, onde dois operadores aerotáticos desembarcaram para avaliar as condições do jovem e constataram que não havia necessidade imediata de atendimento médico.

O rapaz foi transportado consciente até a parte baixa do Mestre Álvaro, onde a equipe de resgate do Corpo de Bombeiros já o aguardava em um campo de futebol para levá-lo ao hospital.

Serviço italiano de resgate aéreo 118 completa 35 anos com 30 mil missões realizadas

Itália – O serviço de resgate aéreo 118 realizado por meio de helicóptero em Bolonha completou 35 anos. Bolonha é a capital histórica da região de Emília-Romanha, no norte da Itália. Desde junho de 1986, 30 mil missões foram realizadas, entre elas a tragédia Salvemini, o acidente de Ayrton Senna, em Imola, e a explosão do caminhão-tanque em Borgo Panigale, em 6 de agosto de 2018.

O primeiro atendimento aconteceu no dia 14 de junho de 1986, quando foram acionados para resgatar vítima de acidente de trânsito na Rodovia A1, km 194. O serviço de resgate por meio helicóptero foi o precursor de um modelo totalmente gerenciado e integrado ao Serviço Nacional de Saúde (SSN) e que, só mais tarde, seria replicado para todo o país.

O SSN é um sistema de estruturas e serviços que visa garantir a todos os cidadãos, em condições de igualdade, o acesso universal à prestação equitativa dos serviços de saúde na Itália.

Nesses 35 anos, o serviço cresceu. Nos últimos quatro anos, a utilização do helicóptero foi ampliada para 24 horas. Até agosto de 2019, as operações noturnas eram limitadas ao uso de 17 locais de pouso iluminados e agora passaram a ter 387 áreas.

Além disso, a partir de 1º de abril de 2021, graças à implantação da capacidade operacional da tripulação, concomitante à aquisição das tecnologias de OVN (Óculos de Visão Noturna), agora é possível pousar o helicóptero na escuridão absoluta e principalmente nas proximidades do acidente.

Outro marco importante para o serviço foi a implantação do “Projeto Blob” (“Sangue a Bordo”). Na prática, as transfusões de sangue para o paciente resgatado agora podem ser feitas diretamente no local da emergência, antes de serem transferidas para o hospital. De outubro de 2020 até hoje, 15 traumas graves foram tratados com esse método.

O helicóptero transporta 2 bolsas de sangue universal grupo 0 Rh negativo, fornecidas pelo Centro de Transfusão do Policlínico Riuniti, e 2 gr. de fibrinogênio, um medicamento usado para recuperar a capacidade de coagulação do sangue.

O sistema regional de resgate de helicópteros une o serviço de Pavullo nel Frignano (MO) às outras duas bases da região de Emília-Romanha (Ravenna e Parma), onde está em operação um helicóptero HEMS/HSR (Helicopter Emergency Medical Service e Helicopter Search and Rescue) equipado com guincho para resgates em ambientes montanhosos e hostis.

O serviço atua sob a coordenação do Centro Operacional 118 Emília Ist, Modena, configurando-se como o segundo helicóptero para as três províncias italianas, bem como toda a cordilheira dos Apeninos.

Equidade na distribuição das bases aeromédicas na Noruega é tema de estudo científico

Noruega – Não é necessário dizer que cada território possui conformação geográfica própria, e esse pode ser um dos fatores que influencia no tempo-resposta das operações aeromédicas com emprego de helicópteros.

Para ajudar nas decisões dos gestores no momento de organizar seus serviços de resgate aéreo, um estudo norueguês apresentou trabalho com o título: “Apresentando equidade no planejamento de localização de bases de ambulâncias aéreas norueguesas.”

Como em outros serviços do mundo, a principal tarefa dos serviços aeromédicos da Noruega (Helicopter Emergency Medical Services-HEMS) realizado pelas 12 bases HEMS é fornecer cuidados médicos avançados aos feridos e doentes em estado crítico fora dos hospitais.

Mapa de calor de densidade populacional da Noruega. A cor indica a fração da população que vive naquele município em relação à população total da Noruega. As doze bases de ambulâncias aéreas existentes estão sobrepostas.

A localização das bases influencia diretamente quem na população poderá ser alcançado dentro de um determinado limite de tempo-resposta e quem não pode. Ao estudar as localizações das bases, muitas vezes o foco está na eficiência, ou seja, maximizar o número total de pessoas que podem ser alcançadas em um determinado tempo.

Esta abordagem é conhecida por beneficiar pessoas que vivem em áreas densamente povoadas, como cidades, em vez de pessoas que vivem em áreas remotas. A solução mais eficiente, portanto, normalmente não é necessariamente justa. Este estudo visou incorporar justiça na localização das bases de ambulâncias aéreas.

Com foco na eficiência, concentra-se o serviço nas grandes cidades da Noruega, deixando partes dela amplamente descobertas. Para o estudo, incluir equidade ao usar uma função de bem-estar social “isoelástica” na otimização evita deixar áreas inteiras descobertas e, em particular, aumenta os níveis de serviço no norte da Noruega.

Incluir justiça na determinação dos locais de base HEMS ideais tem grande impacto na cobertura da população, em particular quando o número de locais de base não é suficiente para dar uma cobertura total ao país.

Como os resultados diferem dependendo do objetivo matemático, o trabalho mostra a importância de não apenas buscar soluções ótimas, mas também levantar a questão essencial de “ótimo em relação a quê”.

O trabalho tentou mostrar como as opiniões clínicas e subjetivas podem ser implementadas em modelos matemáticos que determinam as localizações ideais das bases das ambulâncias. Isso demonstra que a escolha da função objetivo pode afetar gravemente os resultados do estudo e, portanto, nos desafia a questionar o que queremos dizer com a solução “melhor” ou “ótima”. O estudo aconselha reconsiderar a prática atual de otimizar localizações de bases apenas para eficiência.

Grupo SAF encomenda mais três helicópteros H145 para operações aeromédicas na França

França – O Grupo SAF (Secours Aérien Français) vai operar mais três H145 de cinco pás nas operações aeromédicas na França. Elas ficarão baseadas em Grenoble, Valence e Montpellier e irão complementar os três H145 já encomendados pela SAF em 2018 e 2020. O primeiro foi entregue recentemente e será utilizado na Bélgica.

O CEO da SAF, Tristan Serretta, afirmou que “o lançamento de seis novos H145 na França e na Bélgica em apenas doze meses está de acordo com a estratégia da empresa em aumentar sua capacidade devido ao número crescente de serviços aeromédicos.”

Esta empresa de resgate aéreo francesa opera 55 helicópteros Airbus. A frota da SAF inclui um Super Puma, H135 e H125.

Atualmente, a Airbus tem mais de 1.470 helicópteros da Família H145 em serviço em todo o mundo, registrando um total de mais de seis milhões de horas de voo. Somente para o serviço de resgate aéreo em todo o mundo, existem mais de 470 helicópteros da família H145.

Óculos de Visão Noturna

A SAF Helicopters foi a primeira operadora francesa a possuir a licença Night Vision Goggles (NVIS) para operar helicópteros em voos noturnos (VFR). Esta autorização foi dada em 2019 e é válida para voos homologados pelo SAMU da França.

Para obter esta autorização, o Ministério do Interior, a Prefeitura de Sabóia, a Aviação Civil, a Direção Geral de Alfândegas e Direitos Indiretos foram todos solicitados para as autorizações necessárias.

O helicóptero mostrou sua versatilidade salvando milhares de soldados durante a Guerra da Coreia

Eduardo Alexandre Beni
Coronel PMESP e Editor

De fundamental importância, especialmente em situações de urgências e emergências médicas, atualmente a atividade de resgate aéreo por meio de helicóptero é um serviço consolidado em muitos lugares do mundo.

Essas aeronaves de asas rotativas foram desenvolvidos e construídos durante a primeira metade de século XX, com alguma produção e alcance limitado, mas foi só em 1942 que o Sikorsky R-4, um helicóptero projetado por Igor Sikorsky atingiu a produção em larga escala, com 131 aeronaves construídas. Na Guerra da Coreia o Sikorsky H-5/HO3S-1 ganhou sua maior fama.

Em 1946, foi lançada a produção do Bell 47B, que atingia uma velocidade de 140km/h, com duas pessoas a bordo e também foi empregado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos na Guerra da Coreia como H-13 Sioux. Dai para frente os helicópteros iniciaram uma trajetória de especialização e desenvolvimento nas operações de resgate aéreo.

O emprego sistemático e decisivo de helicópteros em resgates começou exatamente durante Guerra da Coreia (1950-1953). Nesse conflito houve pela primeira vez o uso de helicópteros de forma organizada. O propósito do governo americano era, de fato, conseguir salvar o maior número possível de combatentes feridos no campo de batalha.

Segundo o historiador Lynn Montross, durante os primeiros 12 meses de operação em 1951, helicópteros do Exército transportaram 5.040 feridos. Em meados de 1953, apesar das deficiências dos primeiros helicópteros, foram evacuadas 1.273 vítimas em um único mês.

Na época, constataram que o principal problema clínico era a hemorragia por arma de fogo, evento que o sistema de saúde que estava em campo não era capaz de responder. Assim, os EUA entenderam que para evitar complicações e mortes, uma intervenção cirúrgica imediata era necessária.

As salas cirúrgicas das unidades do MASH (Mobile Army Surgical Hospital), com médicos e enfermeiros, tinham que ser alcançáveis ​​em um curto espaço de tempo, onde estavam os combatentes feridos. Já nesses tempos de guerra se sabia que o transporte de plasma sanguíneo também era muito importante para salvar soldados feridos. Isso só pôde acontecer graças ao uso dos helicópteros.

Assim, o primeiro resgate de helicóptero ocorreu durante o conflito coreano, onde as enfermeiras puderam cuidar da reposição volêmica por meio de gotejamento, e depois disso confiavam a vítima ao piloto e ao engenheiro de voo que realizavam o transporte para a unidade cirúrgica atrás das linhas de combate.

Primeiros testes, antes da Guerra da Coreia

Mas não foi na Coreia a primeira vez que aeronaves de asas rotativas foram usadas em combate. Os fuzileiros navais haviam testado e rejeitado o autogiro Pitcairn OP-1, uma aeronave híbrida com rotor de quatro pás, para missões de ligação e evacuação aeromédica em 1932, enquanto lutavam contra guerrilheiros na Nicarágua.

O Exército comprou seu primeiro helicóptero, um Vought-Sikorsky XR-4, em 10 de janeiro de 1941, e operou alguns modelos aprimorados dessa aeronave na Europa e na Ásia durante os estágios posteriores da Segunda Guerra Mundial.

O primeiro registro de uso de um helicóptero americano em combate ocorreu em maio de 1944, quando um helicóptero do Exército resgatou quatro aviadores abatidos atrás das linhas inimigas na Birmânia.

Um autogiro Pitcairn XOP-1 do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA foi enviado para a Nicarágua em junho de 1932. Embora tivesse um bom desempenho, seu alcance e pequena carga útil prejudicaram significativamente as aeronaves hybird. (História Naval e Comando de Patrimônio)

Evolução do emprego do helicóptero durante a Guerra

Conforme as funções dos helicópteros se diversificaram, suas tripulações implementaram uma variedade de modificações de campo durante a Guerra da Coreia. Quando solicitados a embarcar vítimas na retaguarda, os fuzileiros navais descobriram que uma maca não caberia dentro da pequena cabine do HO3S.

Então, eles removeram o vidro traseiro de um lado e colocaram a maca com o ferido, deixando seus pés expostos ao clima. Depois disso foram projetadas capsulas rígidas fixadas na parte externa do helicóptero, onde era colocada a vítima. Equipados apenas com os instrumentos mais básicos, os helicópteros não eram realmente certificados para voos noturnos. Mas com tantas vidas em jogo, os fuzileiros navais logo se viram evacuando as vítimas após o pôr-do-sol.

Os pilotos de outras forças também desafiaram a proibição de voos noturnos. No final, as tripulações de helicópteros conduziriam centenas de perigosas missões de evacuação aeromédica noturnas.

Durante os resgates no mar, os pilotos normalmente voavam com um tripulante que operava o guincho de resgate e frequentemente tinha que saltar na água gelada para ajudar os pilotos a se conectar no cabo.

Outro problema era o centro de gravidade dos helicópteros. Era tão sensível que os pilotos às vezes levavam barras de ferro, pedras pesadas ou botes salva-vidas para ajustar o equilíbrio quando não havia passageiros atrás.

No final de 1950, conforme o número de HO3Ss diminuía devido às perdas, o Esquadrão de Observação da Marinha (VMO-6) começou a transição para o Bell HTL-4s (H-13 Sioux). Os Bells podiam carregar duas vítimas em macas fixadas, uma em cada lado do helicóptero, o dobro do que poderia ser carregada por HO3Ss.

Depois da Guerra da Coreia

Após o conflito na Coreia, a ideia do resgate por meio de helicóptero evoluiu e a bordo, começou a ser empregada uma equipe de saúde especializada, com equipamentos médicos e insumos, tecnicamente mais avançados.

Por volta dos anos 60, os profissionais de saúde que voltavam da guerra pensaram em estender e estabelecer esse serviço para a população. Na Europa, a Holanda precisou do emprego de helicópteros após a grande tempestade de fevereiro de 1953, abrindo caminho para seu uso civil. A tempestade destruiu diques e centenas de vilas e cidades foram inundadas.

Nesse ínterim, a Suíça que permaneceu fora dos Conflitos Mundiais, desenvolveu o primeiro sistema de resgate aéreo eficiente, tanto que, em 21 de julho de 1931, o primeiro artigo importante sobre o tema apareceu no jornal “Neue Zurcher Zeitung”.

Em 27 de abril de 1952, a REGA (Swiss Air-Rescue Guard) foi fundada em Zurique, realizando inicialmente voos de resgate aéreo sobre geleiras, com lançamento de paraquedistas com seus cães.

Em 22 dezembro desse ano, o piloto Sepp Bauer realiza o primeiro resgate de helicóptero da REGA em Davos, usando um Hiller 360.

Em 1953 ela também participou dos resgates na Holanda. Uma aeronave especial da Swissair levou a equipe de resgate aéreo para a área do desastre. Com um helicóptero alugado, os pilotos e paraquedistas permanecem no Mar do Norte por três dias e três noites sem interrupção nas operações de resgate.

As primeiras experiências de resgate por helicóptero na Itália coincidem com situações de socorro em montanhas, com experiências pioneiras do Corpo de Bombeiros Provincial de Trento em 1957, de Sondrio em 1982 e de Aosta em 1983.

Desde então, o resgate por helicóptero, nascido no campo de batalha e depois desenvolvido no campo civil, tornou-se um meio fundamental para salvar inúmeras vidas no mundo.

Força Aérea Brasileira e Marinha realizam treinamento conjunto de içamento em convés

Rio Grande do Norte – O Esquadrão Falcão (1º/8º GAV), sediado em Parnamirim (RN) e o 3º Distrito Naval, sediado em Natal (RN), realizaram o Exercício Técnico de Içamento em Convés, no Navio-Patrulha Graúna.

O treinamento foi realizado no período de 11 a 31 de maio e utilizou a aeronave H-36 Caracal. Durante o exercício foram realizadas técnicas de içamento com maca, quando há a necessidade de imobilização da vítima para sua retirada da embarcação; e içamento com alça, quando não há necessidade de imobilização, o que possibilita uma ação de resgate mais rápida.

O Comandante do Navio-Patrulha, Capitão-Tenente Rafael Gomes Morato, destacou a importância desse tipo de atividade. “Foi uma oportunidade de realizar exercícios operativos que contribuíram sobremaneira para elevar o nível do aprestamento do meio, no que tange às operações com aeronave, mais especificamente o exercício de evacuação médica aerotransportada”, disse.

Para o Comandante do 1º/8º GAV, Tenente-Coronel Aviador Wankley Lima de Oliveira, o resgate de vítimas a bordo de navios mercantes, na costa da região Nordeste do País, está ocorrendo com muita frequência nos últimos anos. “Os Exercícios de Içamento em Convés, realizados com o apoio de navios da Marinha do Brasil, têm sido uma oportunidade de treinar essa atividade em situação bem próxima da realidade”, afirma.

Desde a chegada do Esquadrão Falcão ao Nordeste, em 2018, a Unidade Aérea já realizou 14 resgates em alto-mar.

Esquadrões da Força Aérea e Marinha realizam treinamento de içamento em convés. Foto: Cabo Simplício e Soldado Daniel Silva/BANT.

Embraer converterá jato Phenom 300 para transporte aeromédico

Embraer anunciou contrato com a GrandView Aviation para a conversão de um jato Phenom 300MED (STC – Certificado de Tipo Suplementar) para transporte aeromédico. A aeronave será convertida no Centro de Serviços da Embraer em Fort Lauderdale, na Flórida, nos Estados Unidos, e operada pela empresa de fretamento de voos sob demanda GrandView Aviation.

“Originalmente, selecionamos o Phenom 300 como nossa plataforma de frota nacional devido à flexibilidade e elevada confiabilidade de utilização. O Phenom 300MED pode ser convertido de uma cabine de passageiros para uma de transporte aeromédico em questão de horas, permitindo máxima eficiência operacional”, disse Jassie Naor, COO da GrandView Aviation.

Embraer assina acordo para produção de primeiro Phenom 300 aeromédico para GrandView Aviation. Foto: Divulgação.

O Phenom 300MED é uma solução exclusiva de transporte aeromédico (MEDEVAC) para a série de jatos Phenom 300 e está disponível por meio de um STC desenvolvido e certificado pela Embraer e a umlaut, utilizando equipamentos da Aerolite. A solução MEDEVAC, que também está disponível para aviões novos, é instalada exclusivamente pela rede de Serviços e Suporte da Embraer.

Com altitude de cabine de 6.600 pés, passageiros e tripulação desfrutam de mais oxigênio na cabine. Esse recurso equivale a uma experiência de voo mais saudável, essencial para a equipe médica e para o atendimento ao paciente.

Outro diferencial do Phenom 300MED é a integração do kit aeromédico da Aerolite. A empresa é líder global em projeto, engenharia, produção e instalação de interiores de transporte aeromédico, com mais de 500 interiores do tipo entregues.

Recentemente, a Embraer anunciou a entrega da 600ª aeronave da série Phenom 300, que entrou no mercado em dezembro de 2009. Desde então, a série acumula mais de 1,2 milhão de horas de voo e está em operação em mais de 35 países.

Embraer assina acordo para produção de primeiro Phenom 300 aeromédico para GrandView Aviation. Foto: Divulgação.

Força Aérea Brasileira realiza treinamento de busca e salvamento no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – A Força Aérea Brasileira (FAB) promoveu de 10 a 25 de maio o Exercício Técnico SAR na Ala 12, localizada no Rio de Janeiro (RJ). O Exercício teve por objetivo treinar os Esquadrões Aéreos da FAB na execução de técnicas de Busca e Salvamento.

Participaram do treinamento os Esquadrões Orungan (1º/7º GAV); Phoenix (2º/7º GAV); Netuno (3º/7º GAV); Puma (3º/8º GAV); Gordo (1º/1º GT); Pelicano (2º/10º GAV) e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS – PARA-SAR). O Exercício foi planejado tendo por base as recomendações dispostas no Manual Internacional Aeronáutico e Marítimo de Busca e Salvamento, o qual define que os países membros devem treinar e mensurar a eficiência, eficácia e aprestamento de suas unidades SAR.

As missões realizadas pelos Esquadrões consistiram em treinar e manter o preparo das Unidades de Busca e Salvamento com padrões de busca visando a encontrar alvos, destroços e até mesmo manequins simulando homem ao mar.

Foram realizados, ainda, treinamentos de içamento de tripulantes pelo 3°/8° GAV, a partir do convés de um navio. Na ocasião, foi utilizado o Navio Patrulha Amazônia da Marinha do Brasil (MB). Missões de busca na terra também foram contempladas.

Um dos objetivos do Exercício foi a troca de experiência entre os Esquadrões participantes, por meio de intercâmbios dos tripulantes. Essa vivência proporcionou aprendizagens sobre algumas peculiaridades, bem como a familiarização com as atribuições de cada posto, com foco nas incumbências dos Observadores SAR durante todas as etapas do voo.

“O Exercício Técnico (EXTEC) SAR é uma atividade que tem por objetivo adestrar os Esquadrões participantes na execução de técnicas necessárias ao cumprimento da ação de Força Aérea de Busca e Salvamento, em Biomas como o da Floresta Amazônica e Mar, e foi dividido em duas fases para um completo aproveitamento dos tripulantes”, informou o Capitão Aviador Rosa, do Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV).

Participante do treinamento, a Sargento Bruna Borin falou do aprendizado. “O voo de intercâmbio na aeronave P3-AM do Esquadrão Orungan foi uma experiência enorme para mim, uma oportunidade ímpar de troca de informações e de agregar conhecimentos”, disse.

Força Aérea realiza treinamento de busca e salvamento (SAR) na Ala 12 no Rio de Janeiro. Foto: Sargento Neubar, Sargento Costa Ribas

Pessoas na luta para salvar uma vida

Suíça – Pouco antes das 13h do dia 23 de março de 2015, quando a equipe da Rega iniciava o almoço, um alarme soa e são acionados para uma missão aeromédica. O Hospital Cantonal de Baden solicita a transferência de uma mulher de 35 anos para o Hospital Universitário em Basileia (Basel).

A paciente tinha diagnóstico de dissecção aórtica, considerada uma emergência absoluta. A tripulação faz o trajeto mais rápido até o helicóptero EC145. Enquanto o piloto Alex Itin inicia a partida do helicóptero e Adrian Ferrari monitora o processo do lado de fora da máquina, o médico de emergência Christian Möhrlen já estuda os dados clínicos da paciente. O voo para Baden leva doze minutos.

“No voo para o hospital, discutimos o diagnóstico e tentamos nos preparar da melhor forma para a nossa paciente”, explica Adrian Ferrari. “Nesse caso, percebemos a idade da paciente. A dissecção da aorta ocorre principalmente em pessoas de 50 a 70 anos. Uma jovem paciente com uma doença tão grave é incomum”, complementou. O voo para Baden leva doze minutos e o transporte é realizado com sucesso.

O que aconteceu

Às 10 horas, Cindy Essl teve uma consulta com seu fisioterapeuta em Würenlos, Aargau, pois havia sofrido fratura no ombro após acidente de esqui durante suas férias de inverno na Áustria. Quando Cindy se levanta após a terapia, ela desmaia, sentindo muita dor no pescoço, tórax, costas e estômago. O fisioterapeuta suspeita que o ombro está quebrado novamente ou um nervo está comprimido.

Ele reage imediatamente, coloca sua paciente em seu carro e a leva algumas centenas de metros para o consultório de seu médico de família. Vai direto para a sala de tratamento. O médico de família examina Cindy e ao mesmo tempo avisa o marido. Como médico de família, ele conhece sua paciente, seu histórico familiar e isso provavelmente salvaria a vida dela.

Como as doenças cardíacas são mais comuns em sua família, o médico sabia que a mãe de Cindy teve um ataque cardíaco e dois tios morreram de doença cardíaca. Quando encontra uma grande diferença na medição da pressão arterial nas metades esquerda e direita do corpo, ele chama uma ambulância. Cindy Essl é levada ao Hospital Cantonal de Baden para confirmar o diagnóstico suspeito.

Após uma ultrassonografia do coração, fica claro que a aorta está rompida. A velocidade é essencial. É importante encontrar um lugar para Cindy Essl em um centro cardíaco especializado o mais rápido possível. Ela precisava de uma cirurgia urgente.

Vida Salva

Depois de tudo, parte dessa experiência traumática é a visita a Rega. Cindy Essl está ciente de que não apenas a tripulação, mas também o rápido transporte de helicóptero para um hospital adequado foram fundamentais para sua recuperação.

Em sua visita ao helicóptero na Base, Cindy Essl relembrou do momento do embarque. “Alex, antes de decolarmos, você me disse que teríamos um bom tempo de voo, quanto tempo seria e que eu deveria gostar. E eu com tanto medo de voar”, disse Cindy.

“Devo minha vida ao fato de que muitas pessoas fizeram a coisa certa, na hora certa. Do fisioterapeuta ao médico de família, ao ambulatório, ao hospital em Baden com tratamento inicial, a Rega e ao Hospital Universitário de Basileia (Basel). A interação entre os vários parceiros do sistema de saúde suíço funcionou perfeitamente”, disse Cindy Essl.

Aeronaves da Brigada Militar e da Polícia Civil transportam vacinas para o interior do Rio Grande do Sul

Rio Grande do Sul – O transporte aéreo das forças da Segurança Pública atuou em mais uma rodada de distribuição de vacinas contra a COVID-19 na manhã de quarta-feira (19).

As aeronaves da Brigada Militar e da Polícia Civil decolaram do Batalhão de Aviação (Bav-BM), ao lado do aeroporto Salgado Filho, na capital, com a maior parte das 251.200 unidades de Coronavac para segundas doses (D2), destinadas a 12 das 18 coordenadorias regionais de saúde (CRS), abrangendo 314 municípios do Estado.

Desse total, 188.800 doses chegaram ao RS na tarde desta terça-feira (18) e 62.400 são de lote enviado pelo Ministério da Saúde na semana passada. Também chegaram ao RS no início da tarde de terça-feira, no mesmo voo da remessa de Coronavac, mais 269.100 doses da Astrazeneca, que serão reservadas, por recomendação do Ministério da Saúde, para aplicação de D2.

As vacinas ficarão armazenadas na Central Estadual de Distribuição e Armazenamento de Imunobiológicos (Ceadi) até o momento de enviá-las aos municípios. Não há atraso na D2 da Astrazeneca.

O helicóptero da BM partiu rumo a Caxias do Sul, na Serra, com a carga da 5ª CRS. Na sequência, o avião King Air da BM decolou para fazer um roteiro de cinco cidades: Erechim (11ª e 6ª CRS), Palmeira das Missões (15ª e 2ª CRS), Santo Ângelo (9ª, 12ª, 14ª e 17ª CRS), Bagé (7ª CRS) e Pelotas (3ª CRS). O helicóptero da Polícia Civil fez o transporte até Santa Maria, com doses para a 10ª CRS. As demais coordenadorias retiraram suas cargas na Ceadi, na capital, para o transporte rodoviário.

O transporte realizado pelas aeronaves das forças policiais representa ganho considerável de tempo em relação ao transporte rodoviário, além de mais segurança do deslocamento. Tudo é feito em cerca de quatro horas e meia, entre a primeira decolagem no Bav-BM e o pouso no último destino.

De acordo com o painel de vacinação, com atualizações diárias da Secretaria da Saúde (SES), até esta quarta-feira (19) já haviam sido aplicadas 3.960.195 vacinas (2.779.643 na primeira dose e 1.180.552 na segunda).

Equipes do CIOPAER e SAMU transportam vítima de acidente de trânsito de Brasileia para Rio Branco

Acre – O Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) realizou na segunda-feira (17), em ação conjunta com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), o transporte de um paciente oriundo do município de Assis Brasil.

Um homem de 64 anos, vítima de acidente de trânsito, diagnosticado com traumatismo de tórax, foi transferido de Assis Brasil para o município de Brasileia. Após avaliação médica, foi constatada a necessidade de deslocamento para Rio Branco. As equipes do SAMU e CIOPAER realizaram o transporte, e após 45 minutos de voo, o paciente foi recebido pela equipe de saúde do Pronto-Socorro de Rio Branco.

De acordo com o coordenador-geral do CIOPAER, Major PM Samir Freitas, somente em 2021, o centro já realizou aproximadamente 40 voos de remoção ou transferência de pacientes.

O primeiro simulador de voo completo do helicóptero H145 da América do Norte é inaugurado no Texas, EUA

Estados Unidos – O Helisim Simulation Center, localizado dentro das instalações da Airbus Helicopters, em Grand Prairie, Texas, inaugurou um novo simulador de voo da Thales. É o primeiro simulador do H145 desse tipo na América do Norte.

Desenvolvido pela Thales, o simulador de voo nível D do H145 é um dos simuladores mais avançados do mercado, graças à integração da aviônica e conjunto de software da Airbus Helicopters, um campo de visão maior, tecnologia de projeção 4K, sistema de movimento elétrico Hexaline e nova estação para o instrutor com tela de toque intuitiva.

Este simulador fornece experiência mais realista, ao mesmo tempo que permite treinar com segurança uma variedade de situações do mundo real. Esse é o segundo simulador de voo completo H145 da Airbus Helicopters. O primeiro encontra-se na Alemanha.

A Helisim já investiu US$ 22 milhões em seu novo centro de simulação. O simulador H145 oferecerá aos pilotos a possibilidade de realizar o treinamento inicial e recorrente do helicóptero nas Américas, com clientes já agendados para iniciar o treinamento ainda este mês. O Centro de Simulação Helisim também opera um simulador de voo completo H125/AS350 e um dispositivo de treinamento de voo EC135/EC145.

HELISIM é uma joint venture entre a Airbus Helicopters, Thales e DCI que fornece serviços de treinamento de simulação de ponta para pilotos. É um dos 18 centros administrados pela Airbus Helicopters em todo o mundo.

Leonardo inaugura Centro de Treinamento na Filadélfia, EUA

Estados Unidos – A nova instalação do Centro de Treinamento (US Academy) da fabricante Leonardo está localizada no campus da Filadélfia, onde a Leonardo monta o AW139, AW119Kx e AW609, e onde fornece suporte ao cliente na América do Sul e do Norte. Apesar dos desafios da COVID-19, o centro foi inaugurado no dia 29 de abril de 2021.

A US Academy permite o treinamento terrestre, em voo e virtual aos pilotos, disponibilizando cursos digitais, atividades de voo, simulação e treinamentos para atender a qualquer perfil de missão. O centro também oferece treinamento para pessoal de manutenção, com instrutores e ferramentas de manutenção.

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As principais características da US Academy:

  • 10 salas de aula multimídia, dimensionadas para treinamento de pequenos e grandes grupos, equipadas com a mais recente tecnologia, projetadas para fornecer conteúdo gráfico interativo 2D / 3D.
  • Três simuladores de manutenção, um AW139, um AW119 e em breve um AW609
  • Dois simuladores de movimento de voo completo, um AW139 e um AW169 / AW609 com capacidade roll-on / roll-off. A Rotorsim foi estabelecida em 2003 como uma joint venture entre a Leonardo e a CAE para fornecer soluções de treinamento sintético em simuladores, incluindo missões offshore, policiais, aeromédicas e transporte de passageiros.

Além disso, para a tender a demanda, existe um espaço disponível para a adição futura de um terceiro simulador de voo completo. O centro de treinamento possui locais para os alunos fazerem uma pausa, possibilitando momentos de meditação e descanso em uma sala tranquila ou realização de exercícios em uma academia, que inclui vestiários e chuveiros para a conveniência do cliente.

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