Pará – O Grupamento Aéreo de Segurança Pública (GRAESP) realizou na manhã de quarta-feira (23) o transporte aeromédico de um paciente com traumatismo craniano, do município de Portel, no arquipélago do Marajó, para a capital paraense.
A transferência foi acompanhada por militares do Grupamento e pela equipe de saúde. Em Belém, uma ambulância já aguardava para fazer o deslocamento até o hospital. O paciente, um jovem que sofreu acidente de motocicleta no último sábado (19) aguardava transferência da unidade básica de saúde, em Portel, para um hospital de referência na capital.
Um leito foi disponibilizado pelo Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) de Belém na noite de terça-feira (22), porém em horário que já não assegurava condições de voo para o traslado.
De acordo com o diretor do Graesp, Coronel Armando Gonçalves, assim que o grupamento tomou conhecimento do caso, imediatamente entrou em contato com a equipe médica da Secretaria de Saúde Pública (Sespa) para ter mais informações sobre o paciente.
“Como os aviões da Sespa não conseguem pousar em Portel, nós usamos um Caravan do Graesp que é mais adequado para esse tipo de terreno, onde a pista é pequena. Nós preparamos a equipe médica da Sespa a bordo e fomos fazer o transporte deste paciente”, explicou o diretor do Graesp.
1 de 2
Motociclista com traumatismo craniano é transportado pelo avião do GRAESP do município de Portel para Ilha de Marajó, PA. Foto: Divulgação
Motociclista com traumatismo craniano é transportado pelo avião do GRAESP do município de Portel para Ilha de Marajó, PA. Foto: Divulgação
Minas Gerais – A Câmara Municipal de Uberaba aprovou Projeto de Lei (PL-230/2020) que autoriza a construção de um heliponto no prédio do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM). Em 11 de dezembro a Lei Nº 13.377/2020 foi sancionada e publicada em Diário Oficial do Município.
A cessão de uso do imóvel terá vigência de 50 anos. O HC, em parceria com o Departamento de Engenharia da UFTM, projetou a construção de uma edificação de quatro andares, apta a receber pousos de helicóptero junto à entrada do Pronto-Socorro Adulto. O investimento está em torno de R$ 4 milhões e o projeto ainda está sendo desenvolvido.
1 de 2
Projeto mostra onde ficaria heliponto no Hospital de Clínicas da UFTM em Uberaba Foto: Marco Aurélio/Prefeitura de Uberaba
Lei autoriza construção de heliponto no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em Uberaba
O heliponto vai atender especialmente o helicóptero Arcanjo da 4ª Companhia Especial de Operações Aéreas (4ª CEOA) do Corpo de Bombeiros, utilizado em resgates aeromédicos e salvamentos em Uberaba e região. Atualmente, os pousos ocorrem no campo aberto do Uberaba Tênis Clube (UTC), que é o local mais viável e próximo ao HC-UFTM.
Uberaba é uma das quatro cidades de Minas Gerais que conta com uma aeronave do Corpo de Bombeiros e poderá ser a primeira com esta estrutura. Hoje, o Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV) atende em média dois casos graves por dia.
Suporte Aéreo Avançado de Vida – SAAV
Custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o SAAV faz parte do Programa SAMU 192 do Ministério da Saúde e consiste em um convênio no qual o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do CBMMG disponibiliza piloto e copiloto; o SAMU realiza o trabalho de regulação médica e triagem identificando se há a necessidade do atendimento aéreo e disponibiliza a equipe de saúde que tripula a aeronave; e a SES fornece e custeia, em sua integralidade, a aeronave.
1 de 5
Reunião ordinária na Câmara de Uberaba no dia 09 de dezembro. Foto: Rodrigo Garcia
Lei autoriza construção de heliponto no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em Uberaba
Construção de heliponto no Hospital das Clínicas da Universidade Ferderal é aprovada na Câmara Municipal de Uberaba
Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV) comemora 2 anos de atividade no norte de Minas Gerais. Foto: Divulgação
Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV) comemora 2 anos de atividade no norte de Minas Gerais. Foto: Divulgação
Santa Catarina – Na segunda-feira (21), aconteceu a cerimônia de inauguração do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARASUL), no Parque Municipal Altair Guidi, em Criciúma. Três enfermeiros, onze médicos e uma farmacêutica do SARASUL integrarão as equipes do Serviço Aeropolicial (SAER) da Polícia Civil.
Para operacionalização do serviço, a empresa Ozz Saúde que venceu a licitação, assinou contrato com o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Amrec (Cim-Amrec). Durante a solenidade, o presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, Tita Belloli, foi destacado pelas autoridades presentes, pois teve participação importante para a implantação do serviço.
1 de 8
Na segunda-feira (21), aconteceu a cerimônia de inauguração do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARASUL)
Na segunda-feira (21), aconteceu a cerimônia de inauguração do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARASUL)
Na segunda-feira (21), aconteceu a cerimônia de inauguração do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARASUL)
Na segunda-feira (21), aconteceu a cerimônia de inauguração do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARASUL)
Na segunda-feira (21), aconteceu a cerimônia de inauguração do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARASUL)
Na segunda-feira (21), aconteceu a cerimônia de inauguração do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARASUL)
Na segunda-feira (21), aconteceu a cerimônia de inauguração do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARASUL)
Na segunda-feira (21), aconteceu a cerimônia de inauguração do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARASUL)
Foram dois anos de trabalho ao lado do Delegado Gilberto Mondini da Polícia Civil e de pessoas que integraram a comissão do aeromédico, formada por representantes do SAMU, Câmara do Vereadores, Secretaria de Saúde de Criciúma, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, UNESC e associações dos municípios.
A Deputada Federal Geovania de Sá, que também participou da cerimônia, recebeu do vereador Tita pedido para destinação de mais de R$ 250 mil para aquisição de todos os equipamentos médicos do SARASUL. Após a entrega do documento durante o evento, a Deputada confirmou a disponibilização do recurso.
O SARASUL estará disponível para anteder cerca de 1 milhão de habitantes, em 45 municípios do Sul Catarinense. As Associações dos Municípios da Região Carbonífera, do Extremo Sul e da Região de Laguna (Amrec, Amesc e Amurel) participam do programa de cooperação.
As equipes de saúde trabalharão em regime de prontidão por 12 horas, do nascer ao por do sol, na base do SAER, sete dias por semana. Para iniciar o serviço, as equipes do SARASUL, realizaram treinamento de ambientação nos dias 17, 18 e 19 de dezembro na sede da Amrec e no hangar do SAER da Polícia Civil.
O diretor médico da Ozz Saúde, Felipe Pinheiro, disse durante a solenidade que os profissionais ainda realizarão treinamento de operador de suporte médico, a fim de cumprir as exigências do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil Nº 90 (RBAC 90). “O serviço atenderá as pessoas que mais precisam nos momentos mais críticos”, complementou.
1 de 5
Na segunda-feira (21), aconteceu a cerimônia de inauguração do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARASUL)
Na segunda-feira (21), aconteceu a cerimônia de inauguração do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARASUL)
Na segunda-feira (21), aconteceu a cerimônia de inauguração do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARASUL)
Na segunda-feira (21), aconteceu a cerimônia de inauguração do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARASUL)
Na segunda-feira (21), aconteceu a cerimônia de inauguração do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARASUL)
Portugal – A Força Aérea Portuguesa realizou na terça-feira (15), o transporte aeromédico de um recém-nascido, de Ponta Delgada, Açores, para o Continente.
A bordo da aeronave Falcon 50, uma enfermeira militar do Núcleo de Evacuações Aeromédicas (NEA) da Força Aérea, e uma enfermeira civil de neonatologia, garantiram todos os cuidados de saúde necessários durante a viagem. Na chegada em Lisboa, o bebê foi encaminhado de ambulância para uma Unidade Hospitalar.
Simultaneamente, uma outra aeronave Falcon 50 decolou para efetuar uma missão de transporte de órgãos para transplante, em território nacional, que contou com a colaboração do .
De 7 a 13 de dezembro, a Força Aérea também transportou nove pacientes nos Arquipélagos dos Açores e da Madeira. Para as oito missões aeromédicas foram empenhadas as aeronaves C-295M e EH-101 Merlin. No total, foram contabilizadas doze horas e trinta minutos de voo.
Força Aérea Portuguesa realiza em uma semana dez transportes aeromédicos e um transporte de órgão. Foto: Divulgação
Ceará – Na quarta-feira (16), equipe aeromédica da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAER) realizou o transporte aeromédico de um policial militar do Ceará de 60 anos. O servidor, que estava com suspeita de ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC), foi levado da cidade de Quixeramobim para Fortaleza.
O transporte foi realizado no helicóptero Fênix 08 e o voo durou cerca de 40 minutos. Ao chegar em Fortaleza, o policial militar foi transferido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) até o Hospital Central de Fortaleza.
Na quinta-feira (17), a equipe realizou outro transporte. Dessa vez foi de um órgão para transplante da cidade de Quixeramobim para Fortaleza.
A captação de um fígado ocorreu no Hospital Regional do Sertão Central – HRSC e contou com uma equipe composta por dois médicos e uma enfermeira. A aeronave Fênix 03 foi utilizada para realizar o traslado da equipe médica e do órgão.
1 de 3
Helicópteros Fênix 08 da CIOPAER realiza transporte de policial vítima de AVC e Fênix 03 transporta órgão para Fortaleza. Foto: Divulgação.
Helicópteros Fênix 08 da CIOPAER realiza transporte de policial vítima de AVC e Fênix 03 transporta órgão para Fortaleza. Foto: Divulgação.
Helicópteros Fênix 08 da CIOPAER realiza transporte de policial vítima de AVC e Fênix 03 transporta órgão para Fortaleza. Foto: Divulgação.
Acre – Na tarde desta terça feira (15), o helicóptero Harpia 04 do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) foi acionado para um resgate na comunidade Vila Nova, zona rural de Capixaba, no interior do Acre. Um homem havia sido pisoteado por um boi enquanto trabalhava e precisava de atendimento de urgência.
Por terra, a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) levaria de 5 a 8 horas para chegar ao local. Com o emprego da aeronave, em apenas 25 minutos a equipe de saúde já estava atendendo o homem ferido.
No local, os profissionais de saúde constataram que o homem apresentava quadro de hemorragia interna. Como o estado de saúde dele era grave, foi removido de helicóptero para o Pronto Socorro de Rio Branco. A equipe pousou nas imediações do Arena Acreana, onde o paciente foi embarcado em uma ambulância e transferido para a unidade de saúde.
1 de 4
Equipes do CIOPAER e do SAMU resgatam homem pisoteado por boi em região de difícil acesso no Acre. Foto: Divulgação.
Equipes do CIOPAER e do SAMU resgatam homem pisoteado por boi em região de difícil acesso no Acre. Foto: Divulgação.
Equipes do CIOPAER e do SAMU resgatam homem pisoteado por boi em região de difícil acesso no Acre. Foto: Divulgação.
Equipes do CIOPAER e do SAMU resgatam homem pisoteado por boi em região de difícil acesso no Acre. Foto: Divulgação.
No final da primavera de 1969, um menino chamado Björn Steiger passava o dia na piscina em sua cidade natal, Winnenden, Alemanha. No caminho para casa naquela tarde, ele é atropelado por um carro. A polícia local e a Cruz Vermelha são acionadas, mas leva quase uma hora para que uma ambulância cheguasse ao local. Björn Steiger morreu a caminho do hospital.
Esta história e muitos outras eram a realidade dos serviços de emergência médica da época. Seja sofrendo um ferimento no topo de uma montanha ou no meio de uma rodovia, a falta de um sistema de atendimento pré-hospitalar fez com que muitas vítimas não recebessem os cuidados de que precisavam com a rapidez necessária.
Na Europa e nos EUA, os chamados sistemas de Helicopter Emergency Medical Services (HEMS) amadureceram muito e em diversos países ao redor do mundo, como o Brasil, o serviço vem se consolidando. A maior vantagem é que os helicópteros podem chegar em um local, três a cinco vezes mais rápido do que uma ambulância e, às vezes, é a única maneira de acessar um local inóspito. Os pacientes recebem tratamento médico mais cedo e a chance de sobrevivência em casos críticos aumenta significativamente.
A frota global de helicópteros Alouette III acumulou mais de sete milhões de horas de voo, com muitos desses helicópteros ainda em serviço operacional.
HEMS para uso civil
A evacuação aeromédica começou sua história com aeronaves de asa fixa e foi nas guerras da Coréia e do Vietnã que o uso de helicópteros se tornou padrão para evacuação aeromédica (MEDEVAC). Com um impacto tão positivo, o HEMS logo foi introduzido na esfera civil.
Vários países abriram caminho na adoção do uso de helicópteros nessas operações. A Flight for Life tornou-se a primeira operadora HEMS civil dos Estados Unidos em 1972, com base no Hospital Central St. Anthony em Denver, Colorado.
A francesa Sécurité Civile começou missões de resgate em 1959, quando pela primeira vez resgatou um montanhista vítima de um ataque cardíaco no ponto de descanso mais alto do Monte Branco (e de fato o mais alto de toda a Europa), o refúgio Vallot, a 4.362 metros.
Na Alemanha, as autoridades tomaram a decisão de iniciar um período de teste com um helicóptero tripulado com um médico e um paramédico, a fim de encurtar o tempo de resposta aos acidentes, sendo pioneiro no conceito de levar o médico ao local do acidente. Esta abordagem forneceu cuidados primários dentro de 10-20 minutos após soar o alarme.
Em 1973, o primeiro helicóptero da DRF Luftrettung decolou: um Alouette III, construído pela Aérospatiale – empresa antecessora da Airbus Helicopters. (Crédito: DRF Luftrettung).
Helicópteros pioneiros
O Alouette III foi fundamental para o crescimento de HEMS e atividades de resgate de montanha em todo o mundo. Foi o helicóptero no qual a operadora suíça REGA, a austríaca ÖAMTC, a Flight for Life dos Estados Unidos, a Sécurité Civile da França e a DRF Luftrettung da Alemanha desenvolveram suas atividades.
Nas décadas seguintes, o Bo105 e o BK117, desenvolvidos no final dos anos 1970, foram alguns dos helicópteros de maior sucesso em HEMS. O design especial do Bo105, com recursos como piso plano da cabine, embarque traseiro e um rotor principal e de cauda altos, facilitou o embarque de pacientes e contribuiu para seu sucesso.
Quando a ADAC, clube automobilístico da Alemanha, montou sua primeira base HEMS permanente em Munique em 1970, um helicóptero Bo105, batizado de “Christoph 1”, foi usado para suas operações. O helicóptero foi desenvolvido pela empresa predecessora da Airbus Helicopters, MBB, e em estreita cooperação com a ADAC.
Hoje, 55% do total de 2.750 helicópteros que estão em operações HEMS em todo o mundo são helicópteros Airbus, dentre eles o H135 e o H145.
O pioneiro helicóptero Bo105 foi adquirido por mais de 300 operadores em todo o mundo, incluindo o serviço alemão de resgate aéreo ADAC.
HEMS modernos
Muitos modelos diferentes para atividades HEMS existem em todo o mundo. Em alguns países, as operações são administradas pelo governo, em outros são baseadas em organizações sem fins lucrativos, empresas privadas, ou uma combinação de ambos. O nível de cobertura também difere, dependendo da geografia, dos recursos financeiros e do nível de maturidade da organização no respectivo país.
O sistema HEMS na Europa hoje oferece cobertura em quase todos os países da União Europeia. A maioria das bases do HEMS trabalha com o princípio de intervenção rápida com equipes de emergência especializadas para atendimento primário.
Geralmente, há uma proporção de 1 a 1,5 helicópteros por um milhão de residentes, mas em áreas onde as populações estão espalhadas por regiões montanhosas ou fiordes, como na Áustria ou na Noruega, a proporção pode chegar a cinco helicópteros por um milhão de residentes.
Nos Estados Unidos, existem mais de 1.000 helicópteros HEMS transportando cerca de 400.000 pacientes anualmente. Os modelos HEMS variam, incluindo operadoras sem e com fins lucrativos que oferecem opções de sistemas baseados em hospitais, onde eles operam o programa, a modelos de fornecedores independentes e programas administrados pelo governo. Em 2016, 86,4% da população dos EUA estava coberta por um serviço aeromédico, em uma área de resposta de 15-20 minutos.
Lançado em 1982, o BK117 se tornou particularmente popular entre as operadoras dos Estados Unidos – incluindo o provedor de Helicopter Emergency Medical Services (HEMS), Boston MedFlight.
Mercados emergentes para HEMS
O interesse pelas operações HEMS cresceu nos mercados emergentes. Malásia e China, entre outros, iniciaram com sucesso suas primeiras atividades HEMS. Como os programas continuam a ser lançados em mercados emergentes ao redor do mundo, os desafios iniciais precisam ser superados.
Antes de os helicópteros serem introduzidos, as autoridades devem garantir que a infraestrutura esteja pronta, como ter pessoal qualificado disponível e informar a população sobre os procedimentos de emergência. Países como Índia, Brasil, México e Indonésia são candidatos potenciais para um forte desenvolvimento de HEMS nas próximas décadas.
No Brasil, o serviço aeromédico possui características próprias e há muito espaço para o seu desenvolvimento. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o transporte aeromédico (transporte inter-hospitalar) é realizado por cerca de 40 empresas de táxi-aéreo(RBAC 135). São empresas privadas que possuem autorização do Estado para realizarem o transporte aeromédico, mediante remuneração.
Já o resgate aeromédico ou resgate aéreo (atendimento pré-hospitalar) é uma atividade gratuita e realizada por operadores públicos e que seguem regulamentação específica (RBAC 90), como os Corpos de Bombeiros Militares, SAMU, Secretarias de Saúde, Polícias Militares, Polícias Civis, Polícia Rodoviária Federal e Secretarias de Segurança Pública. (saiba mais: Aeromédico do Brasil)
Águia da PM em aproximação na Av 23 de Maio para resgate de vítima de acidente de trânsito. O Cmt da Aeronave era o Cel Ref PM Luiz Alves Júnior. (saiba mais)
Melhorias futuras do HEMS
Uma série de inovações está em andamento para melhorar a segurança das missões HEMS. De sistemas de visão sintética a comunicações por satélite e algoritmos de inteligência artificial, todas essas tecnologias visam facilitar a carga de trabalho do piloto e melhorar a segurança operacional.
Plataformas de decolagem e pouso vertical (VTOL) estão sendo estudadas para o uso aeromédico e podem desempenhar um papel complementar no futuro das operações. As tecnologias e inovações para as operações aeromédicas são ilimitadas.
Esses equipamentos estão desenhando um futuro promissor para as operações que salvam vidas. (saiba mais sobre o eVTOL)
1 de 3
ADAC Luftrettung da Alemanha apresenta o primeiro estudo de viabilidade com multicópteros tripulados para o serviço de resgate. Foto: Divulgação
ADAC Luftrettung da Alemanha apresenta o primeiro estudo de viabilidade com multicópteros tripulados para o serviço de resgate. Foto: Divulgação
ADAC Luftrettung da Alemanha apresenta o primeiro estudo de viabilidade com multicópteros tripulados para o serviço de resgate. Foto: Divulgação
Itália – A fabricante italiana Leonardo entregou o primeiro helicóptero bimotor HH-139B para a Força Aérea Italiana, uma variante customizada do helicóptero AW139.
A aeronave é a primeira de dezessete HH-139Bs. As entregas devem ser concluídas até 2021. O helicóptero será operado pela 15ª Asa da Força Aérea Italiana, que é responsável pelas tarefas de busca e salvamento (SAR), busca e salvamento de combate (C-SAR), combate a incêndios e apoia a comunidade nacional nas operações de socorro em desastres.
Força Aérea Italiana recebe o primeiro helicóptero HH-139B para operações de busca e salvamento
O helicóptero de 7 toneladas apresenta, dentre outros equipamentos, um novo guincho de resgate e um console de missão na cabine. A aviônica central contará com a versão de software Fase 8, permitindo navegação e missões ainda mais avançadas e seguras em qualquer clima.
Os helicópteros serão distribuídos em várias bases e podem ser rapidamente reconfigurados de SAR para MEDEVAC (Evacuação Aeromédica) ou combate a incêndio. O crescimento da frota HH-139 da Força Aérea Italiana também se beneficia de pontos comuns logísticos, operacionais, de certificação e treinamento entre os quase 80 AW139 operados pelo serviço público na Itália, como a Guardia di Finanza, Polícia Estadual, Guarda Costeira, Corpo de Bombeiros e Carabinieri.
Com pedidos feitos por mais de 280 clientes de mais de 70 países, o AW139 é um programa de helicópteros com quase 1.100 unidades em serviço, registrando mais de 2,9 milhões de horas de voo. A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) apresentará em breve o Boeing MH-139 com base no AW139 para substituir a frota UH-1N.
1 de 4
Força Aérea Italiana recebe o primeiro helicóptero HH-139B para operações de busca e salvamento. Foto: Divulgação
Força Aérea Italiana recebe o primeiro helicóptero HH-139B para operações de busca e salvamento. Foto: Divulgação
Força Aérea Italiana recebe o primeiro helicóptero HH-139B para operações de busca e salvamento. Foto: Divulgação
Força Aérea Italiana recebe o primeiro helicóptero HH-139B para operações de busca e salvamento. Foto: Divulgação
Alagoas – Qualquer um dos 3.351.543 alagoanos que precisarem de um socorro de urgência pode contar com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Alagoas. Esteja no Alto Sertão ou no Litoral Norte, passando pelo Agreste, Baixo São Francisco e Zona da Mata do Estado, caso haja necessidade de atendimento pré-hospitalar móvel, basta ligar para o número 192, que uma equipe de plantão estará disponível para realizar o atendimento e salvar vidas.
Somente sete estados e o Distrito Federal possuem 100% de cobertura territorial do Samu. No Nordeste, além de Alagoas, Sergipe e Paraíba são contemplados totalmente pelo serviço. Nas demais regiões do Brasil, segundo o Ministério da Saúde (MS), o SAMU está presente em toda faixa territorial dos estados do Acre e Roraima (Norte), Goiás e Distrito Federal (Centro Oeste) e Santa Catarina (Sul).
Para prestar uma assistência de qualidade ao povo alagoano e aos turistas que visitam o Estado, as Centrais de Regulação do SAMU Alagoas, localizadas em Maceió e Arapiraca, possuem uma estrutura composta por 59 ambulâncias. Elas estão divididas entre Unidades de Suporte Básico (USB) e Unidades de Suporte Avançado (USA), nove motolâncias e um helicóptero para o Serviço Aeromédico.
1 de 3
Alagoas é um dos sete estados brasileiros com cobertura de 100% do SAMU
Alagoas é um dos sete estados brasileiros com cobertura de 100% do SAMU
Alagoas é um dos sete estados brasileiros com cobertura de 100% do SAMU
Bases Descentralizadas
Segundo Josileide Costa, supervisora geral do SAMU Alagoas, toda essa estrutura está distribuída em 37 cidades, sendo duas Centrais e 35 Bases Descentralizadas, localizadas a cada 30 km, o que assegura uma cobertura de 100 do território alagoano. “O SAMU Alagoas está completando 17 anos em dezembro e construiu uma proximidade com a sociedade. E com a distribuição estratégica das Bases Descentralizadas, que garantem a cobertura de 100% do território alagoano, potencializamos a qualidade do atendimento pré-hospitalar”, destacou.
A Central Maceió do SAMU Alagoas é responsável por coordenar 16 Bases Descentralizadas, localizadas em União dos Palmares, Viçosa, São Miguel dos Campos, Porto Calvo, Coruripe, Joaquim Gomes, São Luiz do Quitunde, Maragogi, Teotônio Vilela, Rio Largo, Murici, Marechal Deodoro, Barra de Santo Antônio, Colônia Leopoldina, São Miguel dos Milagres e Atalaia.
As outras 19 Bases Descentralizadas estão ligadas à Central de Regulação de Arapiraca e ficam localizadas nas cidades de Penedo, Ouro Branco, Delmiro Gouveia, Pão de Açúcar, Santana do Ipanema, Palmeira dos Índios, Cacimbinhas, Maribondo, Porto Real do Colégio, Campo Alegre, Mata Grande, Girau do Ponciano, São Sebastião, São José da Tapera, Inhapi, Piranhas, Olho D´Água do Casado, Batalha e Traipu.
Atendimentos
As equipes do SAMU Alagoas são compostas por enfermeiros, condutores socorristas, médicos e técnicos de enfermagem. Todos estão preparados para atender casos de urgência, como vítimas de acidentes de trânsito, quedas da própria altura, ferimentos por arma branca e por arma de fogo, quedas de altura, afogamentos, queimaduras, casos obstétricos, atendimento psiquiátrico, casos clínicos como suspeitas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e suspeitas de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
Outra ocorrência muito comum atendida pelo SAMU são as transferências inter-hospitalares, realizadas pelo Serviço Aeromédico.
Serviço Consolidado
Para Marcos Ramalho, secretário executivo de ações de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), “não conseguimos imaginar o Brasil e a saúde pública sem a presença do SAMU. Em Alagoas, com investimentos próprios do governo do Estado, como a aquisição de novos veículos, foi possível renovar a frota de ambulâncias, que ainda conta com veículos reserva. O SAMU Alagoas faz a cobertura de 100% do estado, garantindo, assim, um atendimento mais próximo à população, para que os alagoanos sejam atendidos, no menor tempo possível, salvando vidas e evitando graves sequelas”, destacou.
1 de 2
Alagoas é um dos sete estados brasileiros com cobertura de 100% do SAMU. Foto: Divulgação
Alagoas é um dos sete estados brasileiros com cobertura de 100% do SAMU
Santa Catarina – Foi assinado na tarde de quarta-feira (09), na sede da AMREC, o contrato com empresa Ozz Saúde que vai executar o Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico do Sul (SARASUL). O contrata começa a valer no dia 16 de dezembro, quando será realizado um treinamento com a tripulação e os colaboradores da equipe. O treinamento vai durar de dois a quatro dias, dependendo da experiência da equipe que será contratada. A previsão para início das operações é no dia 21 de dezembro.
No ato também foi feito a entrega da ordem de serviço. O presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, Tita Beloli, disse que foi uma luta muita grande. “É um momento tão aguardado, de um serviço que vai atender quase um milhão de pessoas, salvando vidas. Por isso agradecemos todos que se envolveram”, comentou.
O presidente do Consórcio Intermunicipal Multifinalitario (CIM-AMREC), prefeito de Siderópolis, Hélio Roberto Cesa, comemorou dizendo que o serviço é uma grande conquista. O delegado Gilberto Mondini, um dos pilotos da aeronave, garante que o serviço vai fazer a diferença na hora de salvar vidas. “É um serviço que a região ainda não tinha e que vai fazer a diferença. Vai salvar vidas”, afirmou.
Sobre o SARASUL
O serviço terá contrato de 12 meses, onde a empresa fornecerá o pessoal e os materiais médicos e medicamentos. Estão previstos na operação um médico e um enfermeiro que ficarão de prontidão por 12 horas na base do SAER, 07 dias por semana.
O contrato ainda prevê um farmacêutico disponível por 20 horas semanais. O SARASUL vai atender toda a Mesorregião Sul Catarinense (AMREC, AMESC e AMUREL), assegurando serviços de urgência e emergência gratuita exclusiva aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
1 de 2
Ozz Saúde Eirele assina contrato com AMREC e inicia as operações no SARASUL dia 21 de dezembro. Foto: Divulgação
Ozz Saúde Eirele assina contrato com AMREC e inicia as operações no SARASUL dia 21 de dezembro. Foto: Divulgação
Santa Catarina – O Serviço Aeropolicial (SAER) estava atuando com um helicóptero provisório até a última semana, enquanto os policiais esperavam a empresa que venceu a licitação de locação realizar a entrega de uma nova aeronave, que já está operacional.
A empresa DS Táxi Aéreo assinou contrato com o Governo de Santa Catarina até dezembro de 2021, podendo ser renovado. O helicóptero também será utilizado pelo Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico do Sul (SARASUL), que está para ser implantado no Sul do Estado. (Ler a matéria)
SAER e SARASUL já estão com novo helicóptero alugado para operações aeromédicas e de segurança pública em SC. Foto: Divulgação.
A aeronave, do modelo AS350B2, conhecido também como esquilo, custará ao Governo de Santa Catarina o valor de R$ 8.550,00 mensais, para 34 horas/mês, totalizando aproximadamente 510 horas para o período. O helicóptero provisório foi necessário por conta de burocracias na licitação, o que atrasou a entrega.
“Esta não é a primeira vez que temos algumas burocracias em licitação neste sentido. Infelizmente acontece. Por isso que agora vamos batalhar para que a gente tenha um helicóptero próprio e não alugado. O SAER aqui de Criciúma é o único serviço de segurança pública do Estado que não tem uma aeronave comprada. O SAER de Chapecó, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina todos têm aeronaves próprias. A gente ainda não”, destacou o delegado do SAER de Criciúma, Gilberto Mondini.
Um helicóptero novo do mesmo modelo recém-entregue ao SAER custa em média R$ 13 milhões. “Mas não precisamos de uma aeronave nova. Existem usadas e bem conservadas, com valores menores. O que o Estado gasta hoje com aluguel da nossa aeronave, dava de pagar uma parcela de uma aeronave própria para o SAER de Criciúma, tendo pouca diferença de valor”, calculou o delegado.
Nova sede em breve
Em breve o SAER também estará instalado em um novo local. Atualmente a equipe de policiais civis e o helicóptero ficam alocados em um galpão no bairro Vila Macarini. A estrutura é também é alugada, mas a obra da construção de uma nova sede para os policiais já está em andamento.
A Prefeitura de Criciúma cedeu um terreno ao lado do Parque dos Imigrantes, no bairro Rio Maina, e elaborou o projeto de construção do novo hangar, que já foi aprovado. A obra custará R$ 730 mil.
“É um dinheiro que já está garantido, vem do Governo Federal. Acreditamos que nos próximos meses o recurso seja liberado. Atrasou um pouco por conta do período eleitoral, mas em breve deve tudo ser resolvido e vamos poder construir a nova sede”, projetou o delegado.
SAER e SARASUL já estão com novo helicóptero alugado para operações aeromédicas e de segurança pública, SC, Foto: Divulgação
Paraná – Equipe aeromédica do helicóptero Saúde 06 da Unidade Aérea Pública SESA/SAMU, Base Maringá, foi acionada no último domingo (05) para resgate de masculino de 37 anos, vítima de ferimento por arma branca no tórax.
No local, a vítima em estado crítico, apresentava choque hipovolêmico classe IV e foi prontamente assistida segundo protocolo PHTLS (PreHospital Trauma Life Support). Durante a avaliação clínica do paciente, o emprego do recurso do ultrassom portátil (point of care) foi decisivo para a manutenção da vida da vítima. A avaliação é feita durante o atendimento, de forma rápida e sistemática.
O reconhecimento do tamponamento cardíaco secundário à perfuração no músculo cardíaco foi fundamental para o diagnóstico que possibilitou a realização do procedimento de pericardiocentese. O tamponamento acontece quando o sangue em grande volume no saco pericárdico obstrui a movimentação cardíaca.
A punção diminuiu a quantidade de sangue dentro do saco pericárdico fazendo com que a vítima tivesse condições para embarque e transporte. Durante o atendimento, a Central Regional de Emergências 192/193 foi acionada, o médico regulador recebeu o caso e acionou o Hospital Universitário de Maringá, otimizando o protocolo de transfusão maciça, equipe de cirurgia torácica e centro cirúrgico.
Após a chegada ao hospital a vítima foi imediatamente levada ao centro cirúrgico e submetida ao procedimento de toracotomia. O paciente se recupera na UTI do hospital. O trauma cardíaco por lesão penetrante é considerado de altíssima complexidade e o diferencial para a sobrevida do paciente é a formação técnica da equipe de resgate e imediata intervenção.
1 de 4
Tecnologia e ação rápida da equipe de saúde do SAMU salva homem ferido por arma branca no Paraná. Foto: Divulgação.
Tecnologia e ação rápida da equipe de saúde do SAMU salva homem ferido por arma branca no Paraná. Foto: Divulgação.
Tecnologia e ação rápida da equipe de saúde do SAMU salva homem ferido por arma branca no Paraná. Foto: Divulgação.
Tecnologia e ação rápida da equipe de saúde do SAMU salva homem ferido por arma branca no Paraná. Foto: Divulgação.
Suíça – Pesquisadores e equipes de resgate na Suíça fazem progresso no campo de drones autônomos. A polícia e os serviços de emergência em países como a Grã-Bretanha, Estados Unidos e Austrália estão confiando cada vez mais em aeronaves não tripuladas, equipados com câmeras térmicas e outros sensores de alta tecnologia para monitorar suas costas, encontrar pessoas perdidas ou até mesmo resgatar animais em situações de risco, como incêndios florestais.
Na Suíça, a operadora de resgate aéreo Swiss Air-Rescue Rega já vem testando um drone que é capaz de encontrar pessoas desaparecidas ou em dificuldade nos Alpes. (Leia a matéria).
Conheça o operador de resgate suíço Rega e seu projeto de drone para busca de pessoas desaparecidas. Foto: Rega.
A Rega, organização sem fins lucrativos, sustentada por 3,5 milhões de doadores, é amplamente utilizado na Suíça e está cada vez mais sendo empenhada na medida em que as pessoas se aventuram nas montanhas. Ano passado realizaram o resgate de 31 pessoas por dia e que receberam assistência médica.
O novo drone de dois metros de comprimento da Rega está equipado com câmeras, sensores para detectar telefones celulares, sistema anticolisão e um algoritmo desenvolvido pelo Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH), que permite que o drone vasculhe amplas áreas e reconheça autonomamente pessoas no solo.
Operadores treinados pela Rega determinam a área exata onde o drone deve procurar e iniciam o aparelho manualmente. Assim que o drone detecta um humano no solo, ele manda um sinal aos operadores a quilômetros de distância, que decidem se mandam uma equipe de resgate.
A Rega é discreta sobre o custo do investimento e insiste que o aparelho não vai substituir seus serviços existentes. Ao contrário, servirá para expandir as operações convencionais. Por exemplo, será utilizado em casos em que o helicóptero precise permanecer em solo por causa de má visibilidade, ou então apoiar buscas realizadas por cães.
Vale dos Drones
A máquina voadora da Rega é um dos últimos – e mais concretos – exemplos de um drone que voou dos laboratórios para as operações do dia a dia. Ao longo dos últimos 15 anos a Suíça se tornou líder em pesquisa e desenvolvimento de drones. Um assim chamado “vale dos drones” emergiu entre Lausanne e Zurique, com mais de 80 empresas gerando mais de 2.500 empregos.
Suiça avança no aprimoramento de drones para operações de busca e resgate. Foto: REGA.
Para agregar as pesquisas suíças nessa área, foi fundado em 2010 o Centro Nacional de Competência em Pesquisa Robótica (NCCR na sigla em inglês), estabelecido pela Fundação Nacional Suíça de Ciências para desenvolver “tecnologia robótica nova, orientada aos humanos, para melhorar nossa qualidade de vida”.
Davide Scaramuzza da Úmbria, Itália, lidera as pesquisas do NCCR sobre robótica de resgate. A equipe dele na Universidade de Zurique criou algoritmos e desenvolveu drones autônomos equipados com câmeras e sensores muito menores do que os do drone da Rega e que não utilizam GPS. Isso significa que podem ser utilizados em situações como terremotos, onde podem entrar e rapidamente explorar prédios em busca de sobreviventes, tudo operado à distância.
Mas para que os drones de resgate se tornem mais amplamente utilizados, seus criadores ainda precisam solucionar alguns problemas-chave: como fazer que voem autonomamente mesmo sem ter a referência de uma linha de visão, serem mais reativos a obstáculos e também serem menos volumosos, enquanto carregam câmeras e sensores, o que consome muita energia.
1 de 8
Conheça o operador de resgate suíço Rega e seu projeto de drone para busca de pessoas desaparecidas. Foto: Rega.
Conheça o operador de resgate suíço Rega e seu projeto de drone para busca de pessoas desaparecidas. Foto: Rega.
Suiça avança no aprimoramento de drones para operações de busca e resgate. Foto: REGA.
Suiça avança no aprimoramento de drones para operações de busca e resgate. Foto: REGA.
Conheça o operador de resgate suíço Rega e seu projeto de drone para busca de pessoas desaparecidas. Foto: Rega.
Conheça o operador de resgate suíço Rega e seu projeto de drone para busca de pessoas desaparecidas. Foto: Rega.
Conheça o operador de resgate suíço Rega e seu projeto de drone para busca de pessoas desaparecidas. Foto: Rega.
Conheça o operador de resgate suíço Rega e seu projeto de drone para busca de pessoas desaparecidas
Mais rápidos e ágeis
Um dos maiores desafios é criar drones rápidos que cobrem longas distâncias, diz Scaramuzza, que coordena o grupo de robótica e percepção da universidade.
Drones tem uma bateria de vida limitada – de 20 a 30 minutos de tempo de voo – assim quanto mais área eles conseguem cobrir, maior a chance de sucesso da missão, ele explica. “Se você quer que um drone explore a usina nuclear de Fukushima, por exemplo, você provavelmente precisaria de um drone com uma bateria que durasse de três a quatro horas”.
Resistência e alcance ainda são um problema para o novo drone da Rega. O robô voador de 17 quilos é alimentado por uma bateria de duas horas de duração. Logo será substituída por um mecanismo interno de combustão, permitindo voos mais longos, e deverá estar operacional em 2021.
Para tentar melhorar a velocidade e agilidade dos drones, Scaramuzza e o seu time, baseado em Zurique, equiparam seus aparelhos com câmeras que percebem eventos, que são úteis para evitar obstáculos. Ao invés de gravar imagens ou vídeos em quadros, uma “câmera de eventos” produz um fluxo de pontos de dados sempre que um pixel da câmera detecta uma mudança na luminosidade do ambiente. Essas alterações correspondem a movimentos ou outras inquietações nos arredores.
E os resultados são ultrarrápidos. Nesse verão um pequeno drone com uma câmera de percepção voando à velocidade de dez metros por segundo conseguiu desviar de um objeto em apenas 3.5 milésimos de segundo.
“Câmeras de percepção podem ver as coisas 10.000 vezes mais rápido do que uma câmera padrão”, disse Scaramuzza. “A princípio isso significa que você pode voar dez vezes mais rápido do que com uma câmera padrão”.
Sua equipe desenvolve a agilidade dos drones de outras maneiras. Eles trabalharam com a gigante de tecnologia norte-americana Intel para construir um drone com um algoritmo de navegação que permite a ele fazer em alta velocidade retornos e truques usando apenas as referências dos sensores de bordo.
Os pesquisadores criaram até mesmo drones autônomos capazes de se “dobrarem” para passarem espremidos por espaços pequenos. “Tivemos um drone que era capaz de entrar em um quarto pequeno, parcialmente destruído, entrando pelo lado de fora através de uma pequena fresta e achar a saída usando câmeras”, disse. Esse equipamento foi demonstrado à Cruz Vermelha e a times de busca e resgate em Berna no começo do ano.
Como um pássaro e portátil
No Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Lausanne (EPFL) cientistas também estão trabalhando para melhorar a agilidade, tempo de voo e velocidade dos drones das próximas gerações.
Pesquisadores da EPFL recentemente apresentaram um drone com formato de pássaro inspirado no falcão açor, com asas móveis com penas e cauda, que permitem ao robô virar ou voar mais rápido e lentamente.
“Essa enorme agilidade permitiria voar em cidades e rapidamente ao redor de prédios ou em florestas. Isso é muito importante para missões de resgate ou de inspeção”, explicou Dario Floreano, chefe do laboratório de Sistemas Inteligentes da EPFL. No próximo estágio, o time planeja incorporar inteligência artificial para permitir que o drone voe parcialmente autônomo.
1 de 2
Suiça avança no aprimoramento de drones para operações de busca e resgate. Foto: REGA.
Engenheiros suíços aprimoram drones com capacidade para resgate e apoio a operações aeromédicas. Foto: Divulgação
Uma outra linha de pesquisa busca melhorar a utilização e segurança dos drones para mitigar acidentes. “Drones-gaiola” resistentes a colisões – comercializados pela Flyability, firma que surgiu da EPFL – já foram utilizados em operações de busca e resgate. Outra empresa, a Dronistics, está desenvolvendo drones como o “PackDrone”, que pode ser dobrado e carregado em uma mochila. Eles testaram-no nas montanhas da República Dominicana.
“Com o PackDrone comprovamos a capacidade de entregar um kit de emergência a alguém isolado no topo de um prédio”, disse Floreano, que também é diretor da NCCR robótica.
Da moda à aplicação
Em 12 anos, o programa da NCCR já investiu cerca de CHF 10 milhões (USD 11 milhões) em robôs de resgate desde o seu lançamento. Isso é dinheiro “bem gasto” se você olhar o número de subprodutos e de cientistas envolvidos, gerando “pelo menos cinco vezes mais dinheiro e empregos”, argumenta Floreano.
Mas especialistas reconhecem que por hora o mercado de drones de resgate permanece sendo um nicho complicado de se entrar. Apesar do grande número de novas companhias na Suíça, poucas se especializam em drones de resgate.
“O mercado mais rentável para os drones é primeiramente o de inspeção de pontes e linhas de transmissão elétrica, depois o de agricultura e segurança e vigilância – do qual busca e resgate é um subsetor – e entretenimento”, explicou Scaramuzza. “Nenhuma empresa se especializa em busca e resgate. É um projeto lateral para eles”.
Flyability se destaca nesse campo de especialidade. Ela se especializa na inspeção e exploração de espaços fechados e inacessíveis e tem centenas de clientes em mais de 50 países. A tecnologia drone recentemente ajudou cientistas a alcançar as profundezas de algumas das cavernas de gelo na Groenlândia. “Eles têm o produto mais apropriado para busca e resgate, mas é pilotado por humanos”, disse Scaramuzza.
Outra empresa suíça que alcançou sucesso comercial é a parceria suíço-americana sem fins lucrativos WeRobotics. Lançada em 2015, a rede de pesquisa Flying Labs auxilia comunidades de países de baixa-renda a obter acesso à tecnologia e ao treinamento necessários para utilizar drones em operações de defesa civil e esforços de desenvolvimento sustentável. A rede, que está presente em vários países da África, bem como da América Latina e Ásia, usa drones para mapear e monitorar território, entregar mantimentos e medicamentos e ajudar em esforços de busca e resgate.
O projeto Rega pode ser uma exceção, até porque, como Floreano admite, equipes de emergência e especialistas ainda não compreendem completamente a utilidade dos robôs de resgate, que podem parecer excessivamente complexos.
“Equipes de resposta a desastres têm que lidar com tantas coisas em um pouco espaço de tempo quando acontece um desastre, então ainda não é tão óbvio para eles utilizar drones, o que adiciona ainda mais complexidade”, complementou.
Ele também vê muita modinha e desinformação ao redor do que robôs podem fazer. “Busca e resgate e operações de defesa civil são aspirações nossas, certamente algo que almejamos até mesmo quando estamos desenhando os robôs. Mas é algo muito desafiador. Há uma grande lacuna e muito trabalho a fazer” ele adiciona.
Rio de Janeiro – Uma ação integrada permitiu a remoção aeromédica de uma criança de 8 anos de idade, vítima de COVID-19, do noroeste fluminense para a capital, no domingo (06). Por terra e por ar, Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) e Marinha do Brasil transportaram o paciente da UPA de Itaperuna para o Hospital Municipal Jesus, em Vila Isabel.
A operação terrestre ficou a cargo do CBMERJ, que contou com duas ambulâncias avançadas com UTI (unidade de tratamento intensivo) e equipe médica. O transporte aéreo foi realizado por uma aeronave UH-15 Super Cougar da Marinha do Brasil, do 1º Distrito Naval, que opera por instrumentos.
Uma ambulância do Bombeiro transportou o paciente do hospital de origem até o aeroporto de Campos, onde o helicóptero da Marinha do Brasil aguardava. Chegando no aeroporto Santos Dumont, outra ambulância do Corpo de Bombeiros, realizou o translado até a unidade hospitalar em Vila Isabel.
O Corpo de Bombeiros adquiriu um helicóptero AW169 da fabricante italiana Leonardo e que opera por instrumentos, mas a pandemia atrasou a entrega. Em breve será utilizada para esse tipo de operação aeromédica.
1 de 5
Ação integrada entre Bombeiros e Marinha possibilita o transporte de criança com COVID-19 no RJ. Foto: Divulgação.
Ação integrada entre Bombeiros e Marinha possibilita o transporte de criança com COVID-19 no RJ. Foto: Divulgação.
Ação integrada entre Bombeiros e Marinha possibilita o transporte de criança com COVID-19 no RJ. Foto: Divulgação.
Ação integrada entre Bombeiros e Marinha possibilita o transporte de criança com COVID-19 no RJ. Foto: Divulgação.
Ação integrada entre Bombeiros e Marinha possibilita o transporte de criança com COVID-19 no RJ. Foto: Divulgação.
Santa Catarina – A empresa Ozz Saúde foi declarada vencedora do pregão realizado no dia 30 de novembro para executar o Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico do Sul (SARASUL). Isso aconteceu após análise do recurso apresentado pela segunda colocada. “A pregoeira e equipe técnica decidiram manter a decisão que declarou a Ozz vencedora”, afirmou o advogado Giovanni Dagostin Marchi, que responde pelo departamento jurídico do Consórcio Intermunicipal Multifinalitario (CIM-AMREC).
A decisão foi publicada no Diário Oficial dos Municípios no dia 04 de dezembro. A comissão responsável pela organização do serviço SARASUL, CIM-AMREC e prefeitura de Criciúma realizarão reunião na próxima quarta-feira (09) com a empresa vencedora, para definir a parte técnica e início do funcionamento do serviço. No dia deve ser feito a assinatura do contrato, além da forma de avaliação e monitoramento do serviço.
Sobre o SARASUL
O serviço terá contrato de 12 meses, onde a empresa fornecerá o pessoal e os materiais médicos e medicamentos. Estão previstos na operação um médico e um enfermeiro que ficarão de prontidão por 12 horas na base do SAER, sete dias por semana. O contrato ainda prevê um farmacêutico disponível por 20 horas semanais. O SARASUL vai atender toda a Mesorregião Sul Catarinense, assegurando serviços de urgência e emergência gratuita exclusiva aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Sobre a OZZ
Com um faturamento estimado superior a R$ 450 milhões, a OZZ Saúde é uma empresa especializada na terceirização da gestão de hospitais e serviços de emergência médica, contando atualmente com mais de 3.800 funcionários, com sedes operacionais no Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro.
A empresa faz a gestão de 183 ambulâncias, 3 aeronaves UTI Aérea, 30 motolâncias, além de outras unidades de suporte e ainda 10 Centrais de Regulação de Urgência, 3 oficinas mecânicas exclusivas para as ambulâncias que realizam mais de 3.000 atendimentos mensais.
Espírito Santo – Entre os dias 23 e 27 de novembro, a Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE), por meio do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais em Apoio à Defesa Civil realizou treinamento para a preparação dos militares em situações de calamidade ou emergência decorrente de desastres naturais.
O exercício aconteceu em Itaóca e contou com a participação de cerca de 300 militares, simulando atividades de resgate em ambiente aquático, desobstrução de vias e resgate em áreas de difícil acesso com emprego de helicópteros UH-15 Super Cougar, da Força Aeronaval da Marinha. O treinamento permitiu à FFE, além de testar e avaliar seu pessoal e meios, aprimorar as estruturas e procedimentos padronizados diante de catástrofes naturais.
Durante a permanência no Litoral Sul Capixaba, a FFE promoveu, adicionalmente, Ação Cívico-Social, com apoio à distribuição de alimentos. Desde 2011, após deslizamentos de terra ocorridos em Nova Friburgo (RJ), a Força mantém um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais em condições de pronto emprego, no período de dezembro a março, com vistas a cooperar com os órgãos e entidades relacionadas à Defesa Civil.
1 de 3
Treinamento com aperfeiçoa fuzileiros navais para apoio à Defesa Civil. Foto: Divulgação.
Treinamento com aperfeiçoa fuzileiros navais para apoio à Defesa Civil. Foto: Divulgação.
Treinamento com aperfeiçoa fuzileiros navais para apoio à Defesa Civil. Foto: Divulgação.
Pará – O Grupamento Aéreo de Segurança Pública (GRAESP) realizou na tarde de quinta-feira (3) o transporte aeromédico de uma paciente com obesidade mórbida do município de Altamira, na região oeste, para o município de Breves, no Arquipélago do Marajó. Todo o traslado foi acompanhado por militares do Grupamento e equipe de saúde.
O destino final da paciente foi o município marajoara de Portel, mas como no local não há pista de pouso, a mulher de 61 anos foi levada de ambulancha até a casa de seus familiares em Portel. Bombeiros militares e profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (SAMU) também participaram da ação.
GRAESP transporta paciente com obesidade mórbida de Altamira para Breves, no Arquipélago do Marajó, PA
Como a viagem por via terrestre traria muito desconforto à paciente, por precisar de várias horas na estrada, e diante das poucas opções de linhas aéreas, a atuação do GRAESP foi fundamental. O voo durou 40 minutos. Se o deslocamento fosse feito por via terrestre ou fluvial poderia levar vários dias, exigindo a vinda da paciente para Belém, de onde seguiria para Portel. A paciente está de volta ao convívio familiar, ambiente no qual vai comemorar seu aniversário no próximo dia 10.
A aeronave foi adaptada para que a passageira fosse transportada com segurança e comodidade. Para o diretor do GRAESP, coronel Armando Gonçalves, as aeronaves possibilitam múltiplas funções e ajudam a salvar vidas, além de prestar apoio às ações policiais.
“A atuação do GRAESP é dinâmica, e o trabalho feito hoje é mais uma prova disso. O Grupamento age em operações policiais, auxilia no combate ao fogo em tempos de queimada, já transportou animais, como anta e peixe-boi, e hoje ajudou uma senhora que possui limitações para se locomover a voltar para casa. As ações são diversas, mas sempre com o propósito de prestar um bom serviço à população do Pará”, afirmou o diretor.
1 de 2
GRAESP transporta paciente com obesidade mórbida de Altamira para Breves, no Arquipélago do Marajó, PA
GRAESP transporta paciente com obesidade mórbida de Altamira para Breves, no Arquipélago do Marajó, PA
Mato Grosso do Sul – O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS), por meio do Grupamento de Operações Aéreas (GOA), realizou na quarta-feira (02) mais um transporte. Uma paciente do município de Naviraí, MS, foi levada para São Paulo no avião do CBMMS para realizar cirurgia de transplante de rim.
Após o acionamento, em menos de uma hora, o avião Bombeiro 02 já estava preparado para efetuar o transporte. O Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo realizou o apoio terrestre com o transporte da mulher ao Hospital do Rim, na zona sul de São Paulo.
1 de 2
Avião do Corpo de Bombeiros (GOA) realiza transporte aeromédico de Naviraí para São Paulo com paciente que precisava de transplante de rim, MS. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros (GOA) realiza transporte aeromédico de Naviraí para São Paulo com paciente que precisava de transplante de rim, MS. Foto: Divulgação
Santa Cataria – Equipes do SAERFRON da Polícia Civil e do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARA), foram acionadas na tarde de segunda-feira (31) para transferência de idoso de 82 anos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Chapecó para o Hospital São Paulo, em Xanxerê.
O paciente com diagnóstico de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), foi transferido pelo helicóptero para Xanxerê e contou com auxílio de equipes do SAMU para o transporte terrestre do paciente.
Na manhã de terça-feira (1º), a equipe policial do SAERFRON decolou para Criciúma a fim de apoiar as operações de investigação do assalto a banco ocorrido entre o fim da noite de segunda-feira (30) e início da madrugada de terça-feira. A equipe permanece em Criciúma.
1 de 4
Equipes do SAER-FRON/SARA realizam transferência de idoso com infarto agudo do miocárido de UPA em Chapecó para Hospital São Paulo em Xanxerê, SC. Foto: Divulgação.
Equipes do SAER-FRON/SARA realizam transferência de idoso com infarto agudo do miocárido de UPA em Chapecó para Hospital São Paulo em Xanxerê, SC. Foto: Divulgação.
Equipes do SAER-FRON/SARA realizam transferência de idoso com infarto agudo do miocárido de UPA em Chapecó para Hospital São Paulo em Xanxerê, SC. Foto: Divulgação.
Equipes do SAER-FRON/SARA realizam transferência de idoso com infarto agudo do miocárido de UPA em Chapecó para Hospital São Paulo em Xanxerê, SC. Foto: Divulgação.
Acre – O governador Gladson Cameli esteve no hangar da empresa Líder no Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, vistoriando o helicóptero Esquilo B2 do Estado. A aeronave está em manutenção e deverá voltar a operar no Acre em janeiro de 2021. Assim, o governo terá dois helicópteros para prestar serviços à população. Um ficará baseado na capital e o outro em Cruzeiro do Sul, para atender o Vale do Juruá.
O governador Gladson disse que o helicóptero precisa de uma revisão periódica. “Aqui a gente está vendo a aeronave toda desmontada e sairá daqui nova. É como se tivesse saindo da fábrica. Todos os equipamentos estão sendo trocados. Com ela, vamos atender todos os municípios fronteiriços, o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) e ao SAMU. Já temos um convênio com a CIOPAER (Centro Integrado de Operações Aéreas) nesse sentido”, salientou o governador.
Helicóptero do governo do Acre voltará às operações multimissão no estado em Janeiro de 2021. Foto: Marcos Vicentti.
Segundo Cameli, o investimento nessa aeronave terá retorno social garantido e significará uma economia de despesas para o Estado com a contratação de empresas aéreas para realizar serviços essenciais.
O coronel Paulo César, secretário de Segurança, explicou que a aeronave é fruto de uma intervenção do governo do Estado junto ao Ministério da Justiça. Ela foi doada depois de ter sido apreendida por ser usada no narcotráfico. A aeronave será utilizada nas ações policiais e no socorro de vítimas.
“A região Norte do país tem uma fronteira imensa com outros países e temos dificuldades em alugar um helicóptero sem falar no preço abusivo que alguns praticam. Por isso, estamos valorizando o que é da população”, explicou o secretário. A previsão é de que em 60 dias, no máximo, o helicóptero esteja pronto para voar.
1 de 4
Helicóptero do governo do Acre voltará às operações multimissão no estado em Janeiro de 2021. Foto: Marcos Vicentti.
Helicóptero do governo do Acre voltará às operações multimissão no estado em Janeiro de 2021. Foto: Marcos Vicentti.
Helicóptero do governo do Acre voltará às operações multimissão no estado em Janeiro de 2021. Foto: Marcos Vicentti.
Helicóptero do governo do Acre voltará às operações multimissão no estado em Janeiro de 2021. Foto: Marcos Vicentti.
São Paulo – As remoções de pacientes por meio de equipes especializadas e aeronaves equipadas vieram para ficar com a pandemia do novo coronavírus. As empresas aéreas que apostaram neste serviço tiveram aumento exponencial em horas voadas.
Não há dados consolidados no Brasil sobre o movimento no setor. Poucas empresas divulgam informações sobre voos realizados, mas é possível observar cases entre aquelas que disponibilizam seus números.
É o caso da Air Jet Táxi Aéreo, empresa do grupo da Prevent Senior, que se especializou em transportar pacientes usando helicópteros e jatos preparados para o acolhimento médico e o transporte aeromédico.
Interior AS 350 Esquilo da Air Jet Táxi Aéreo.
A companhia conseguiu ver crescer em 660% o total de horas voadas – 253 em 2020 contra 33 em 2019. Os deslocamentos incluem tanto o fretamento particular das aeronaves quanto o atendimento aos beneficiários da Prevent Senior, que têm acesso ao serviço sem custos adicionais em casos de emergência – uma liberalidade da operadora de saúde.
“A pandemia ajudou a criar uma cultura que favoreceu os serviços aeromédicos”, diz o controlador da Air Jet e CEO da Prevent Senior, Fernando Parrillo, que aposta na ampliação da frota com investimentos na aquisição de dois helicópteros H145 inéditos no Brasil e de um segundo Learjet 45, para 2021.
Ao longo do ano, foram 85 pacientes removidos de localidades distantes de São Paulo – a mais longínqua, Boa Vista, em Roraima (4.681 quilômetros da capital paulista). Dos 85 doentes, 17 eram vitimas da COVID-19 e foram transportados em aeronaves equipadas como UTIs Aéreas, dotadas de mecanismos de isolamento e tripuladas por profissionais de saúde especializados na atividade.
Atualmente, sem contar os dois novos helicópteros e o novo Learjet 45, a Air Jet tem cinco aeronaves dedicadas para remoções aeromédicas. A frota compreende um Learjet 45 e quatro helicópteros. Com o atual cenário a empresa pretende ampliar sua frota para atender pacientes críticos.
1 de 6
Interior do Learjet 45 equipado com kit de transporte aeromédico.
Interior do Learjet 45 equipado com kit de transporte aeromédico.
Interior AS 365 N2 - Dauphin
Interior EC-135 sem maca para transporte do COVID-19
Interior EC-135 com maca para transporte do COVID-19
Alemanha – As mais de 50 aeronaves das 35 Bases da operadora de resgate aéreo DRF Luftrettung são testados por pilotos experientes e que fazem parte do serviço de manutenção da DRF que fica na cidade de Rheinmünster. Depois de uma aeronave passar por uma rigorosa manutenção esses pilotos entram em cena.
Só para entender o tamanho da organização sem fins lucrativos, a DRF possui helicópteros H135, H145 e Learjet 35. Seu time é composto por cerca de 570 médicos de emergência, 120 paramédicos, 170 pilotos e 130 técnicos. Desde a sua fundação em 1972, já realizaram mais de 900.000 missões.
Após 1.000 horas de voo no serviço de resgate, a máquina é desmontada pelos mecânicos no hangar da DRF Luftrettung no aeroporto de Karlsruhe / Baden-Baden e verificada até o último detalhe. “As partes individuais do helicóptero acabaram de ser retiradas da prateleira, por assim dizer, e montadas em um helicóptero”, disse o piloto Sebastian Fuhr. Cabe agora ao piloto realizar o primeiro voo com a máquina e testar sua aeronavegabilidade.
Sebastian é acompanhado por mecânicos da DRF. Antes da decolagem da máquina, discutem entre eles todos os detalhes do voo. Quais valores devem ser alcançados? Quais possíveis desvios são sinais claros de alerta para as manobras planejadas? Como os profissionais a bordo, Sebastian Fuhr, após seu pré-voo, embarca com grande concentração e dá partida nos motores.
1 de 2
Sebastian Fuhr (à direita) discute todos os detalhes para o próximo voo com seu colega. Foto: DRF Luftrettung
Como um músico apaixonado, Sebastian Fuhr jura pelo que ouviu durante as verificações: "Presto muita atenção aos ruídos que o helicóptero faz durante o voo. Ao ouvir atentamente os ruídos, você tem uma ideia aproximada da velocidade do motor, por exemplo e o do rotor - antes de olhar para os visores na cabine." Foto: DRF Luftrettung
Pilotos de testes – parceiros confiáveis
A pedra fundamental para o grupo de pilotos foi lançada na década de 2000. “Naquela época, a organização decidiu por uma equipe permanente de pilotos de testes em Rheinmünster”, lembra Werner Rödel, o primeiro piloto do serviço. Depois de um tempo, Hans-Peter Herzel ingressou na equipe, e por cerca de dez anos eles realizaram em conjunto os voos de manutenção.
O crescimento constante da DRF Luftrettung também está ligado à expansão da equipe. Dietmar Gehr inicialmente segue para Rheinmünster, e finalmente a equipe cresce para quatro pilotos com a chegada de Sebastian Fuhr. “Os funcionários realmente apreciam o fato de conhecerem os pilotos há anos – vocês podem confiar uns nos outros”, disse Werner Rödel. “A confiança desempenha um grande papel.”
Werner Rödel, o primeiro piloto de testes da oficina de manutenção da DRF. Foto: DRF Luftrettung.
Helicópteros que precisam ser transferidos
Como pilotos de manutenção, além de voos para conferir o funcionamento da aeronave, eles são responsáveis pelos voos de traslado. “Para simplificar: trazemos helicópteros de A a B”, explica Dietmar Gehr. Graças a esta atividade é que o dia a dia das Bases pode ser mantido. Para fazer isso, os pilotos voam longas distâncias sozinhos na aeronave e em áreas que não conhecem com muita precisão.
Os voos de transferência são programados. Se ocorrer uma avaria inesperada no helicóptero da Base, um técnico da “manutenção de linha” é enviado primeiro à Base para verificar o helicóptero. Se entender que a máquina deve ser levada ao hangar de manutenção no aeroporto de Karlsruhe / Baden-Baden para reparos, os pilotos levam um helicóptero para a Base e voltam com o helicóptero com problemas para a manutenção.
“Sempre tenho uma mochila pronta para essa situação”, diz Sebastian Fuhr. Porque somente se todas as engrenagens se encaixarem perfeitamente, a tripulação pode rapidamente relatar que está pronta para emergências.
“Recentemente pude contribuir para que a tripulação pudesse decolar no mesmo dia com a substituição da máquina, após uma falha técnica do helicóptero e assim receber valiosa ajuda médica para uma pessoa em situação de emergência”, explicou Sebastian Fuhr.
Foto da substituição dos helicópteros pelos pilotos em Nordhausen, em Thuringia. Foto: DRF Luftrettung.
Quando a data de manutenção se aproxima
Em comparação com esses voos inesperados, podem ser planejadas as transferências dos helicópteros das Bases para o hangar de manutenção. “Assim como acontece com a data de validade de um iogurte, nossos helicópteros precisam retornar à manutenção após uma data fixada ou um certo número de horas de voo”, diz Dietmar Gehr.
Como parte dos voos de transferência, as máquinas também são trocadas entre as Bases, se necessário. “Por exemplo, recentemente voei em vários helicópteros de Rheinmünster via Halle e Berlim para Fresach, Áustria”, relata Hans-Peter Herzel.
Os pilotos planejam a rota do voo, fazem escalas para reabastecimento e estudam as previsões do tempo. “Além disso, conhecemos muito bem as tripulações das Base durante os voos de transferência. Tudo tem que ser coordenado com elas para que o tempo seja perfeito. Por isso estou sempre ansioso pelo pouso e pelo encontro com meus colegas nas Bases”, diz Dietmar Gehr.
1 de 4
Hans-Peter Herzel, aqui durante a transferência de uma máquina do tipo H135 em setembro de 2017. Foto: DRF Luftrettung
Dietmar Gehr teve uma carreira diferente como piloto de testes. Ele começou como piloto do Bundeswehr, então há cerca de 22 anos mudou para a aviação de resgate. Devido ao seu grande interesse em tecnologia e no tipo de helicóptero EC145 ele iniciou um trabalho adicional no mundo da aviação técnica em 2003.
Durante seu tempo na DRF Luftrettung, Dietmar Gehr também trabalhou como gerente de estação e piloto para missões médicas de helicóptero em Munique. Foto: DRF Luftrettung
Sebastian Fuhr estudou engenharia aeroespacial na Universidade de Stuttgart e ao mesmo tempo adquiriu uma licença de piloto profissional para helicópteros. Foto: DRF Luftrettung
“Os visores acendem e um alarme apita nos ouvidos”
Em Rheinmünster, Sebastian Fuhr, decola com a máquina a ser testada. Silêncio no helicóptero – os mecânicos e o piloto apenas trocam algumas palavras sobre os valores atuais ou a comunicação por rádio com o controle de tráfego aéreo interrompe o silêncio. Então começa a primeira manobra de voo.
Sebastian Fuhr explica que nunca tem medo desse trabalho. “Para mim, o helicóptero não é uma ‘caixa preta’, sei muito bem o que está acontecendo com ele e o que antes era feito pela tecnologia. Também fico de olho em todos os parâmetros. ”No entanto, o respeito pela tarefa de voar e pela aeronave estão sempre comigo. “Para mim, assim como para os técnicos de bordo, o respeito pelo que fazemos é a base da nossa segurança.”
Nossa ponte para o helicóptero seguro
Junto com os técnicos, é decidido após o voo se a máquina está pronta para as próximas missões. Isso só pode ser alcançado através da fusão de duas áreas, explica Dietmar Gehr: “Graças a uma ponte entre a tecnologia (manutenção) e as operações de voo com os pilotos, um helicóptero seguro é devolvido novamente ao final.”
Werner Rödel também confirma isso: “A equipe de pilotos dá uma grande contribuição para a segurança. Os pilotos são integrados aos processos padronizados e firmemente ancorados na tecnologia por meio de sua presença permanente no local. Os pilotos atuam em segundo plano todos os dias, nunca sob os holofotes, chamados “pilotos sombra” ou “Schattenpiloten”.
1 de 5
Como é feita a manutenção dos helicópteros de resgate da DRF Alemã e quem são os pilotos de testes. Foto: DRF Luftrettung
Inspeção pré-voo em um EC135 após uma inspeção de 1.000 horas.
Como é feita a manutenção dos helicópteros de resgate da DRF Alemã e quem são os pilotos de testes. Foto: DRF Luftrettung
Como é feita a manutenção dos helicópteros de resgate da DRF Alemã e quem são os pilotos de testes. Foto: DRF Luftrettung
Após a decolagem, certas manobras de vôo devem ser concluídas - por exemplo, um vôo a uma altitude de 9.500 pés, ou seja, quase 3.000m acima do nível do mar. Além disso, a velocidade dos rotores do helicóptero deve ser levada a limites definidos. Foto: DRF Luftrettung