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Suíça – Fundada em 27 de abril de 1952, a Swiss Air-Rescue Rega é um serviço de resgate aéreo privado sem fins lucrativos que depende de financiamento voluntário para manter suas operações. Sua sede fica em um hangar no Aeroporto de Zurique, no município de Kloten.

A Rega não recebe assistência financeira de nenhum governo. Tem como missão lidar com acidentes de inverno, acidentes rodoviários, ocupacionais e alpinos na Suíça e em Liechtenstein. Também realiza numerosos voos de transferência inter-hospitalares, transporte de órgãos, sangue, medicamentos e equipes médicas.

Além disso, são especialistas em resgates em avalanches e fendas de geleiras, evacuações em teleféricos, acidentes de mergulho, serviço de busca e salvamento de aeronaves (SAR), busca de pessoas desaparecidas, resgate em cavernas e combate a incêndios.

Frota

A Rega trabalha 24 horas por dia, 365 dias por ano, e opera 19 helicópteros e 3 jatos ambulância. A frota de helicópteros compreende 7 helicópteros Airbus H145 nas bases de Zurique, Basileia, Berna, Lausanne e St. Gallen, e 11 helicópteros AgustaWestland (Leonardo) nas bases montanhosas de Untervaz, Locarno, Erstfeld, Samedan, Wilderswil, Mollis e Zweisimmen.

Além disso, a Rega opera um helicóptero Airbus H125 para treinamento. Possui três jatos ambulância Bombardier Challenger 650, com uma maca multifuncional especialmente projetada e uma cabine mais leve e melhor à prova de som. Os aviônicos de última geração no cockpit permitem que os pilotos da Rega selecionem rotas de voo que economizam tempo e combustível.

Números

O Centro de Operações da Rega realizou um total de 17.124 missões em 2018, 7,3% a mais do que em 2017. Em média, isso equivale a cerca de duas missões por hora (dia e noite). As equipes da Rega atenderam 11.579 pacientes (+ 7,3%), o que corresponde a aproximadamente 32 pacientes por dia.

Com 980 missões (+10,8%), os jatos ambulância da Rega também voaram mais. Em média, a Rega realizou quatro missões por dia usando uma aeronave de asa fixa.

Doadores e Receita

A Rega recebeu 47.000 doadores adicionais no final de 2018, o que equivale aproximadamente à população da cidade de Thun. Atualmente, 3.483.000 doadores apoiam a Rega. Em 2018, a receita operacional da Rega totalizou CHF 166,2 milhões (Franco Suíço), enquanto as despesas operacionais atingiram CHF 164,1 milhões.

Isso deu um resultado operacional positivo de CHF 2,0 milhões. O resultado anual foi de CHF 2,8 milhões. No ano passado, a Rega investiu sobretudo na modernização da frota e em projetos de TI de grande escala. Em linha com seus objetivos estratégicos, a Rega é quase 100% autofinanciada e não precisa de capital externo para financiar seus investimentos.

Drone para busca de desaparecidos

No último ano e meio, a Rega está trabalhando em seu próprio projeto de drone. No futuro, o drone Rega deverá ser utilizado em missões de busca de pessoas desaparecidas, feridas ou doentes para complementar os recursos convencionais – por exemplo, se o helicóptero tiver que permanecer no solo devido à pouca visibilidade.

Só no ano passado a Rega realizou operações de busca por pessoas desaparecidas em cerca de 160 ocasiões, porque havia boas razões para acreditar que uma pessoa precisava de ajuda.

Atualmente não existe um sistema de drone no mercado que atenda a todos os requisitos da Rega. Em particular, não é possível operar um drone relativamente pequeno, leve e flexível a uma distância de vários quilômetros e por várias horas sem contato visual com o piloto do drone, por isso iniciaram um desenvolvimento próprio em colaboração com parceiros adequados.

Durante uma missão de busca, ele voa a uma altura de 80-100 metros acima do nível do solo e, usando a navegação por satélite, examina áreas de busca de maneira precisa e autônoma seguindo uma rota predefinida. Também é capaz de detectar e evitar, independentemente, outras aeronaves ou obstáculos, como helicópteros e cabos aéreos.

Isso é possível graças aos sistemas anticolisão, associados a inúmeros dados armazenados no computador de bordo do drone, como os modelos digitais dos bancos de dados de terreno e obstáculos. O drone não é implantado em regiões densamente povoadas ou nas proximidades de aeroportos ou aeródromos.

Vários sensores a bordo do drone permitem localizar pessoas desaparecidas. Os sinais das câmeras infravermelhas e da luz do dia são categorizados em tempo real a bordo do drone, com o auxílio de um algoritmo de autoaprendizagem. Este software está sendo desenvolvido em colaboração com o ETH Zurich.

Se, com base no padrão de pixel das imagens, o algoritmo “presume” ter localizado uma pessoa, o drone imediatamente retransmite essa informação para o operador no solo. Também está prevista a utilização de uma função integrada de rastreamento de celulares para procurar pessoas feridas ou doentes. Isso permite que o drone Rega localize um telefone celular em uma área desabitada a uma distância de várias centenas de metros e, assim, muito provavelmente, também encontre seu dono.

O protótipo deste dispositivo está sendo testado em colaboração com a polícia, que são responsáveis ​​por buscas de emergência por pessoas desaparecidas. Aqui é dada especial atenção à proteção de dados sensíveis.

O drone como um auxílio suplementar

Mesmo que o drone não seja tripulado e possa voar autonomamente, ele ainda precisa de uma equipe bem treinada, composta por um operador e um piloto, para coordenar a busca com as várias equipes de resgate e implantar o drone com eficiência.

Em certos casos, o drone será uma ajuda suplementar útil, mas nunca substituirá completamente o helicóptero Rega e sua tripulação. Se a busca por uma pessoa doente ou ferida for bem-sucedida, um helicóptero Rega ou outra forma de resgate ainda será necessária para recuperar a pessoa ou levar assistência médica para o local do incidente.

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