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Acauã 02 transporta paciente com infarto para o Hospital Metropolitano de Santa Rita, PB

Acauá 02 transporta paciente com infarto para o Hospital Metropolitano de Santa Rita, PB.
Acauá 02 transporta paciente com infarto para o Hospital Metropolitano de Santa Rita, PB.

Paraíba – Um paciente de 44 anos teve a sua vida salva após sofrer um infarto agudo do miocárdio, no último sábado (27), graças ao transporte aeromédico realizado pelo helicóptero Acauã 02 do Grupamento Tático Aéreo da Paraíba, que encurtou o tempo da viagem de Mari para o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa.

Com dor torácica, náuseas e sudorese, o paciente foi até a Unidade Mista de Mari onde foi constatado o infarto agudo do miocárdio e solicitada a transferência para a unidade hospitalar gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde, referência em cardiologia na Paraíba e coordenadora do Programa Coração Paraibano.

Chegando ao Hospital Metropolitano, ele foi atendido pelos médicos cardiologistas Rodolfo Almeida e Gutemberg Dantas. Após passar por alguns exames, o paciente foi submetido a uma angioplastia e segue internado em estado estável, consciente e orientado.

Acauá 02 transporta paciente com infarto para o Hospital Metropolitano de Santa Rita, PB.
Acauá 02 transporta paciente com infarto para o Hospital Metropolitano de Santa Rita, PB.

Coração Paraibano 

O programa conta com uma estrutura de quatro hemodinâmicas espalhadas em três hospitais, nas três Macrorregiões de Saúde. São duas no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita; uma no Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande; e uma no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, em Patos.

Além disso, a rede conta com 12 hospitais auxiliares que dão suporte na estabilização dos pacientes e na aplicação dos trombolíticos, a partir de um diálogo via rede de telemedicina com suporte 24h por profissionais do Metropolitano, hospital coordenador do programa, e com regulação feita pela Central Estadual de Regulação.

O protocolo do atendimento direciona os pacientes que sofreram um infarto a um hospital mais próximo para realizar a trombólise. A regulação é feita pela Central Estadual de Regulação, que é a gestora dos leitos de cardiologia de toda a Paraíba. O paciente também poderá ser regulado para uma unidade coronariana para realizar o cateterismo de urgência e terá prioridade zero nas regulações.

Acauá 02 transporta paciente com infarto para o Hospital Metropolitano de Santa Rita, PB.
Acauá 02 transporta paciente com infarto para o Hospital Metropolitano de Santa Rita, PB.

Helicóptero da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro transportou 600 órgãos em três anos de atividade

Helicóptero da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro transportou 600 órgãos em três anos de atividade
Helicóptero da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro transportou 600 órgãos em três anos de atividade

Rio de Janeiro – Fundamental no transporte de órgãos e tecidos, o “Verdinho da Saúde” – como o helicóptero da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) é conhecido – acaba de alcançar a marca de 600 órgãos transportados.

Em três anos de atividade, a aeronave realizou mais de mil horas de voo, percorrendo todo o Estado do Rio, que é o único do país a contar com um helicóptero exclusivo para a logística de transporte de órgãos, por meio da Superintendência de Operações Aéreas (SOAer).

Serviço de transporte aéreo da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro completa três anos em prol da vida.

“O serviço de transporte aéreo do RJ Transplantes é um orgulho dessa gestão. Investimos nos helicópteros com tecnologia para apoiar a equipe médica. Os agentes do SOAer são como anjos e heróis. Correm contra o tempo e empregam o máximo de técnica para salvar vidas, honrando o desejo da família dos doadores e as esperanças de quem aguarda pelos órgãos. Não temos medido esforços nem investimentos em tecnologia e estrutura para priorizar a vida e a saúde da população do Rio de Janeiro”, afirmou o governador Cláudio Castro.

A agilidade do transporte aéreo de órgãos deu uma nova chance para 246 pacientes renais, 159 pessoas com doenças hepáticas, 61 pacientes cardíacos, 22 pessoas com doenças pulmonares, além de 12 pacientes que precisavam de um novo pâncreas, 51 que necessitavam de transplante de córneas e 51 que contaram com outros órgãos diversos.

Cada órgão tem um prazo máximo para o transplante, que pode variar de quatro horas (como pulmão e coração) de seis a oito horas (fígado). O helicóptero agiliza essa logística, salvando vidas, e acelerando a chegada ao receptor em tempo hábil para o transplante, em uma verdadeira corrida contra o tempo. Não é à toa que a Superintendência de Operações Aéreas é conhecida como ‘Asas que salvam’.

Em pouco mais de 3 anos, SOAer do RJ se destaca no transporte de órgãos e de pacientes pediátricos
Em pouco mais de 3 anos, SOAer do RJ se destaca no transporte de órgãos e de pacientes pediátricos.

SAMU e GTA formam 20 profissionais de saúde para o serviço aeromédico de Sergipe

Foto: Mario Sousa
Foto: Mario Sousa.

Sergipe – Nesta terça-feira (30), aconteceu a formatura do segundo Estágio de Adaptação para a Tripulação de Saúde (EATS). Ao todo, são 20 profissionais de saúde aptos a atuarem no serviço aeromédico, sendo nove médicos e 11 enfermeiros. Foram cinco dias de curso, onde médicos e enfermeiros passaram pelo Teste de Aptidão Física (TAF), capacitação teórica e prática.

O aeromédico é fruto de parceria entre as Secretarias de Estado da Saúde e da Segurança Pública (SSP), por meio do SAMU Sergipe e do Grupamento Tático Aéreo (GTA). Desde o início de sua operacionalização, o serviço já realizou 180 atendimentos.

De acordo com a coordenadora médica do SAMU, Tácia Lorena, o curso foi dividido em duas partes. “Na primeira fase, os profissionais passaram pelo Teste de Aptidão Física (TAF), e aqueles que foram aprovados participaram da parte teórica. Irão compor a tripulação do aeromédico nove médicos e 11 enfermeiros, aptos para prestar um serviço qualificado à população”, destacou a coordenadora.

Foto: Mario Sousa.
Foto: Mario Sousa.

O secretário de Estado da Saúde, Walter Pinheiro, destacou a importância dos novos profissionais capacitados para atuação no serviço de resgate aéreo em Sergipe. “Agradecemos ao Governo do Estado, a parceria com a SSP e à dedicação dos profissionais que agora possuem uma grande responsabilidade no atendimento e assistência pré-hospitalar para os casos de urgência e emergência. É mais um marco da saúde para atender da melhor forma a sociedade sergipana de maneira qualificada”, reforçou o secretário.

O comandante do Grupamento, coronel Fernando Góes, explicou que durante a missão do aeromédico, a aeronave conta com a presença de um médico e um enfermeiro. “Antes de embarcar, os profissionais de saúde precisam passar pelo curso para que entendam sua importância e saber como podem contribuir. A segurança de voo é indispensável para que não se tornem um risco, e que assim possamos manter o nível de eficiência durante as ocorrências”, explicou o comandante.

Um dos participantes do curso é o médico Sergipe Edvaldo Victor Oliveira, que ressaltou a importância do aeromédico. “É um serviço que agrega muito, pois consegue acessar áreas mais difíceis e que muitas vezes o tempo faz toda diferença como é o caso de um infarto ou AVC. Então, para mim, o curso é essencial para salvar cada vez mais vidas”, contou o médico.

Quem compartilha do mesmo sentimento é a enfermeira Samanta Bicudo. Para ela, o curso possui muita relevância principalmente quando se trata de salvar vidas. “Estar capacitada como tripulante é gratificante, pois sei que irei levar saúde e qualidade para os sergipanos utilizando técnicas que irão auxiliar na redução do tempo resposta durante o atendimento e transporte até o serviço de saúde”, disse.

ECMO pode aumentar número e qualidade de órgãos para transplante em Portugal

Shutterstock
ECMO. Shutterstock.

Portugal – A utilização da Oxigenação por Membrana Extracorporal (ECMO) em doentes graves poderá contribuir para aumentar o número e a qualidade de órgãos para transplante em Portugal. A conclusão consta num estudo coordenado por Roberto Roncon de Albuquerque, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

O trabalho agora publicado confirma que esta técnica de circulação extracorporal desempenha um papel muito relevante na doação de órgãos de doador em parada circulatória controlada (Categoria III de Maastricht), nomeadamente de rim, de pulmão, de fígado e de coração, a nível mundial. A estimativa do estudo é que o transplante possa aumentar até 40%.

Roberto Roncon de Albuquerque, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).
Roberto Roncon de Albuquerque, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

“Estes resultados chamam a atenção para uma tecnologia que existe em muitos hospitais para salvar vidas, mas que ainda não é muito utilizada, entre nós, na vertente da doação de órgãos e do transplante. Em doentes que não conseguimos salvar, a ECMO pode ser utilizada para preservar os órgãos do dador que, de outra forma, não teriam condições para o transplante”, explicou Roberto Roncon.

Na prática, esta técnica, muito falada durante a pandemia de COVID-19, pode ajudar a aumentar o número de órgãos e de transplantes por várias vias. Em países como Espanha, Reino Unido e EUA, cerca de metade do transplante renal já é feita com recurso do ECMO nos dadores falecidos em cuidados intensivos por parada circulatória controlada.

Em Portugal, a utilização do ECMO está limitada aos dadores em parada circulatória não controlada (Categoria II de Maastricht), em que a parada cardiorrespiratória surge súbita e inesperadamente no pré-hospitalar ou no serviço de urgência, sem recuperação após manobras de ressuscitação prolongadas. É, tipicamente, o caso de alguns doentes com enfarte agudo do miocárdio socorridos pelo INEM que, apesar de todo o ‘esforço terapêutico’, acabam por evoluir em parada cardiorrespiratória refratária e falecer.

“Nestes casos, quando o óbito é declarado, podemos usar a ECMO para preservar os órgãos abdominais para transplante. No entanto, não pode decorrer mais de uma hora e meia de colapso até à entrada no hospital, nem mais de duas horas de colapso até ao início de ECMO”, salvaguarda. Na ULS de São João, onde é médico intensivista, a doação em parada circulatória não controlada já representa cerca de um terço do transplante renal.

Órgãos não são suficientes “para as necessidades”

De acordo com Roberto Roncon de Albuquerque, “o transplante em Portugal é dos melhores do mundo. No entanto, continuamos a ter um número insuficiente de órgãos para as necessidades. Temos muitos doentes em espera. No caso do rim, os doentes têm alternativas como a hemodiálise, mas quer a qualidade quer a esperança média de vida sem o transplante renal é pior. No caso do pulmão, do coração e do fígado, há doentes que acabam por falecer à espera de um órgão para transplante”.

Para o professor da FMUP, “no nosso país, a expansão da possibilidade de doação à parada circulatória controlada poderia representar um importante passo para responder a esta necessidade. Para tal será necessária uma alteração legislativa, que deve ser precedida de um amplo consenso na sociedade civil, sociedades científicas e ordens profissionais da área da Saúde”.

De acordo com o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, Portugal ocupava, em 2023, o terceiro lugar a nível mundial em termos de transplantes, atrás do Brasil e dos EUA, e segundo lugar na Europa. No ano passado, foram colhidos 1066 órgãos e foram transplantados 963 órgãos. “Todos somos potenciais dadores, desde que não expressemos oposição à dádiva no Registo Nacional de Não Dadores (RENNDA)“, comentou.

Além de Roberto Roncon de Albuquerque, o trabalho de revisão sistemática da literatura científica contou ainda com a participação de Beatriz Ferreira Alves, no âmbito do Mestrado Integrado em Medicina na FMUP, bem como de Joana Reis Pardal, Nelson Cuboia e Luís Azevedo (FMUP e RISE-Health).

Secretaria da Saúde do Paraná realiza curso de operador de suporte médico

Secretaria da Saúde do Paraná realiza curso de operador de suporte médico
Secretaria da Saúde do Paraná realiza curso de operador de suporte médico

Paraná – A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA) realizou treinamento para equipes que compõem as tripulações aeromédicas da Unidade Aérea Pública (UAP) da SESA/SAMU 192. 20 médicos e enfermeiros das Bases de Maringá, Ponta Grossa, Londrina e Cascavel concluíram o curso de operador de suporte médico.

No dia 26 de julho foram realizados os treinamentos práticos para capacitação dos operadores de suporte médico e no sábado (27) aconteceu o módulo teórico. O curso aconteceu na cidade de Cascavel. A base curricular seguiu o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil nº 90 (RBAC 90) da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Este é o terceiro curso organizado pela SESA e tem o objetivo de aprimorar e padronizar processos operacionais das equipes para o atendimento pré-hospitalar e inter-hospitalar com emprego de helicóptero. A realização do curso dá-se como condição obrigatória para o profissional de saúde operar em helicópteros.

O gestor da UAP, Dr Vinícius Filipak, ressaltou que a qualidade assistencial no atendimento está diretamente relacionada com a formação em alto nível dos profissionais. “O Governo do Estado está na vanguarda da qualificação dos seus profissionais médicos e enfermeiros e este é mais um exemplo”, ressaltou.

Os primórdios da indicação de direção do vento e do balizamento noturno no Campo de Marte, SP

Hangar da Escola de Aviação

Eduardo Alexandre Beni
Coronel PMESP e Piloto (Águia 31)
Sergio Marques
Tenente Coronel PMESP e Historiador

A história da Aviação da Força Pública de São Paulo sempre, de alguma forma, mostra sua importância na construção da aviação brasileira. Lendo antigos jornais da época, mais uma vez nos deparamos com duas histórias esquecidas no tempo, mas que fazemos questão de trazê-las à tona.

São relatos de invenções rudimentares, mas de muito significado para a aviação. O primeiro é sobre o indicador de direção do vento e o segundo é sobre o balizamento noturno do Aeroporto Campo de Marte. A primeira história foi relatada no dia 18 de maio de 1927 e a segunda no dia 14 de março de 1930 pelo jornal A Gazeta.

Com o título “Signalização dos campos de aviação para aviadores estranhos“, a matéria mais se parecia com um registro de patente e atribuiu ao então Major José Garrido, Comandante da Escola de Aviação da Força Pública de São Paulo, sua invenção. Garrido, que em 1931 seria o interventor da cidade de Salto, idealizou, à época, um interessante e útil método para demarcação dos campos de manobras para o pouso e decolagem de aeronaves que viessem de outros lugares, indicando o vento predominante e pontos cardeais.

Segundo a matéria, naquela época, havia sido instituído para sinalização dos campos, um método que consistia em um “T” em pano, disposto de modo que a sua parte horizontal indicasse a direção do vento. Esse método apresentava alguns inconvenientes, como prestar-se tão somente para a sinalização de campos para aeroplanos e exigir sua correção manual toda vez que mudasse a direção do vento.

Outro método utilizado à época eram as fogueiras, pois a fumaça identificava a direção do vento, mas também, pouco prática. Diante disso, o então Major Garrido, idealizou um método de sinalização e realizou as primeiras experiências com a chegada do avião “Santa Maria I” na represa de Santo Amaro, atualmente a Represa de Guarapiranga. (Obs: a biruta é um equipamento usado até hoje para indicar direção e velocidade do vento)

Colocou ali, como ponto de descida do aparelho de De Pinedo, alguns painéis de cores. O resultado da experiência foi o melhor possível, pois o aviador italiano achou eficiente e original a sinalização da represa. Depois desses testes criou o que seria o painel de sinalização, dispensando o clássico “T” e as fogueiras.

O primeiro teste aconteceu no rio Tietê, na presença de técnicos e oficiais da esquadrilha da Força Pública de São Paulo. Servindo tanto para terra como para água e podendo ser usado de dia ou de noite, o painel foi chamado de “amphybio”.

Segundo relatos da época, o “painel amphybio” era desmontável e de fácil condução. Feito de um quadrado de pano impermeabilizado, pintado de branco, tendo no centro duas circunferências pretas sombreadas de cor laranja.

Os quatro pontos laterais do pano era representados pelas letras N, S, E e W, na cor preta com sombras alaranjas. As cores escolhidas eram as mais apropriadas para sinalização aérea, por serem nítidas e facilmente observadas a grande altura.

A tela era colocada sobre quatro longarinas que eram reforçadas e mantidas em esquadria por estas que contornavam todo o quadrado. As longarinas eram adaptadas nas suas extremidades internas a um centro por meio de encaixes metálicos. Existia ainda em cada uma das extremidades inferiores um suporte metálico no qual eram parafusadas a alça e os flutuadores (bolas de cortiças). Esses suportes mantinham ainda a tela esticada.

No ponto central do painel notava-se ainda um outro flutuador do qual partia, em sentido vertical, uma peça também metálica que servia de eixo a uma seta destinada à indicação dos ventos. De dia a direção destes era assinalada simplesmente pela seta, sendo que a noite, eram utilizadas duas lâmpadas elétricas, uma verde e outra vermelha, nela instaladas, e em uma bola de cortiça anexada ao painel eram colocados acumuladores (baterias) de 6 e 12 volts.

Segundo a reportagem, a ideia de Garrido era submeter o invento a um experimento público para que na chagada do “Jahu” à represa de São Amaro em agosto de 1927 fosse vista por João Ribeiro de Barros e pelo Tenente João Negrão, cujo nome foi dado ao invento depois de aprovado: “Painel Tenente Negrão“.

Pouso noturno – Campo de Marte

Além do painel inventado, era preciso iluminar o campo de aviação e foi essa a história contada pelo jornal A Gazeta em março de 1930. Novamente, o então Major José Garrido, ainda comandante da Escola de Aviação da Força Pública, convidou a imprensa para apresentar sua nova invenção, o balizamento noturno do Campo de Marte, atual Aeroporto Campo de Marte, onde era a sede da Aviação da Força Pública de São Paulo.

No dia 13 de março de 1930, das 20h00 às 23h00, aconteceu no Campo de Marte uma longa série de voos noturnos. Segundo relatos da época foram instaladas poderosos refletores para assinalar o campo e os aviões em voo. Com esse melhoramento, o Campo de Marte pode ser utilizado a qualquer hora da noite por outras aeronaves, chegando em São Paulo e pousando com segurança.

As provas iniciais aconteceram no dia 12 de março com o instrutor Orton Hoover e no dia seguinte, sozinhos, os pilotos João Negrão, Raul, Machado e Sylvio Hoelz, realizaram diversos voos, pousos e decolagens noturnas.

Com o ronco dos motores, curiosos foram chegando ao Campo de Marte para presenciar o feito e celebrar com os pilotos o que seria o início das operações noturnas no Campo de Marte. A reportagem ainda comentou: “o Major Garrido reservou novos voos noturnos para a próxima segunda-feira, dia em que não haverá luar.”

Biruta – Manga de Vento

Segundo relatos da história, as birutas se originaram no Japão, usadas durante a celebração do Dia dos Meninos (Crianças) para homenagear os homens das famílias japonesas. A tradição teve início no Período Edo (1603 – 1868), nas casas dos samurais. Essas birutas japonesas, conhecidas como koinobori, eram bandeiras em forma de carpa, criadas em papel ou seda que simbolizavam força e coragem para todos os homens da casa.

Além disso, os romanos empregavam birutas como estandartes para distinguir grupos militares. As birutas modernas também tiveram inspiração nas velas das embarcações. Desde então, a biruta evoluiu e atualmente é o indicador de velocidade e direção do vento amplamente utilizado em aeroportos e aeródromos.

Programa Sangue Total completa dois anos salvando vidas em Santa Catarina

Programa Sangue Total completa dois anos salvando vidas em Santa Catarina
Programa Sangue Total completa dois anos salvando vidas em Santa Catarina.

Santa Catarina – O Programa Sangue Total em Santa Catarina, que completa dois anos de atuação, é um exemplo de parceria e inovação no atendimento aeromédico a pacientes graves. Por meio das aeronaves Arcanjo, já foram atendidas 44 ocorrências com transfusão sanguínea, resultando em melhores condições clínicas para os pacientes ao chegarem ao hospital.

A iniciativa é fruto de uma colaboração entre a Secretaria Estadual de Saúde, o SAMU Aeromédico de Santa Catarina, o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) e o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (HEMOSC). O objetivo é aumentar as chances de sobrevida de pacientes graves.

“Em julho de 2024, comemoramos os dois anos do Programa Sangue Total, que disponibiliza sangue para transfusão em casos de choque hemorrágico grave no ambiente pré-hospitalar. O nosso serviço lida com muitos pacientes em situação de perda sanguínea grave e grande volume, e atualmente temos bem estabelecido nos protocolos mundiais de atendimento pré-hospitalar que a reposição de sangue total é fundamental para pacientes que perderam uma grande quantidade de sangue”, explica a coordenadora médica do SAMU aeromédico de Santa Catarina, Daíse Esswein Müller.

Para garantir a operacionalização do serviço, o HEMOSC fornece as bolsas de sangue total. Essas bolsas são armazenadas na sede do BOA e transportadas em uma caixa térmica especial durante o atendimento, assegurando a conservação adequada do sangue.

Santa Catarina é pioneira neste projeto no Brasil, que contou com o apoio técnico do médico norte-americano Mark Yazer, da Universidade de Pittsburgh (EUA). Ele orientou os profissionais das unidades envolvidas durante o projeto de pesquisa e desenvolvimento.

Programa Sangue Total completa dois anos salvando vidas em Santa Catarina
Programa Sangue Total completa dois anos salvando vidas em Santa Catarina.

Serviço aeromédico do Coração Paraibano transfere idosa de Cajazeiras para receber assistência especializada em João Pessoa

Serviço aeromédico do Coração Paraibano transfere idosa de Cajazeiras para receber assistência especializada em João Pessoa
Serviço aeromédico do Coração Paraibano transfere idosa de Cajazeiras para receber assistência especializada em João Pessoa

Paraíba – No dia 16 de julho, o Programa Coração Paraibano, uma rede estruturada de cuidados de urgência e emergência cardiológica implantada pelo Governo da Paraíba e gerenciado pela Fundação PB Saúde, propiciou mais uma transferência aeromédica.

Uma paciente de 90 anos estava internada no Hospital Regional de Cajazeiras desde o último dia 10 de julho, quando sentiu fortes dores abdominais. Por ser cardiopata e apresentar sintomas de infarto agudo do miocárdio, foi solicitada a transferência para o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, que é referência estadual de alta complexidade em cardiologia e neurologia, localizado na Região Metropolitana de João Pessoa.

Ao chegar na unidade hospitalar gerenciada pela PB Saúde, a idosa foi recepcionada pelo cardiologista Antonio Brunet, que realizou rastreio clínico para definir o diagnóstico e o procedimento mais adequado. A paciente segue internada em estado estável, consciente e orientada.

De acordo com o coordenador do Núcleo Interno de Regulação (NIR) da unidade hospitalar, Alexander Carvalho, existe uma regulação específica só para o Programa Coração Paraibano e nos últimos 30 dias já foram regulados mais de mil pacientes em todo o Estado da Paraíba.

Serviço aeromédico do Coração Paraibano transfere idosa de Cajazeiras para receber assistência especializada em João Pessoa
Serviço aeromédico do Coração Paraibano transfere idosa de Cajazeiras para receber assistência especializada em João Pessoa.

25 de julho – Dia da campanha mundial de prevenção de afogamentos

25 de julho - Dia da campanha mundial de prevenção de afogamentos
25 de julho - Dia da campanha mundial de prevenção de afogamentos

Em abril de 2021, por meio da Resolução A/RES/75/273, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) declarou o dia 25 de julho como sendo o Dia Mundial da Prevenção do Afogamento. Esse documento também definiu a Organização Mundial de Saúde (OMS) como coordenadora e facilitadora das ações. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), parceira da OMS, coordena nacionalmente a campanha.

O objetivo é conscientizar o maior número de pessoas e enfatizar a importância da prevenção, pois ela salva vidas. No Brasil, cerca de 5.500 pessoas morrem todos os anos por afogamento e a prevenção continua senda a melhor ferramenta para reduzir esses índices.

Todo cuidado é pouco! Doze dicas para evitar afogamentos. Foto: Divulgação.

Segundo dados da OMS, o afogamento é a terceira causa de morte por lesões não intencionais no mundo, mas é a segunda causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos e a quarta entre pessoas de 5 a 24 anos. Estima-se que 236.000 pessoas morram todos os anos por afogamento em todo o mundo. Globalmente, os afogamentos vitimam mais crianças de 1 a 4 anos, seguidas por crianças de 5 a 9 anos.

Segundo dados da SOBRASA, no Brasil, 15 brasileiros morrem afogados diariamente, ou seja, um a cada 90 min. O Afogamento mata 3 crianças por dia, sendo que uma morte ocorre dentro de casa a cada 3 dias.

Serviços de resgate

Além da prevenção, os serviços de resgate em todas suas modalidades desempenham papel crucial nos cenários de emergência aquática e afogamento, especialmente na resposta rápida e eficaz. Em situações de emergência em ambientes aquáticos, como praias, rios, lagos ou piscinas, o tempo é frequentemente um fator crítico, e o acesso rápido a cuidados médicos especializados pode significar a diferença entre a vida e a morte.

25 de julho - Dia da campanha mundial de prevenção de afogamentos
25 de julho – Dia da campanha mundial de prevenção de afogamentos.

“Na evolução da história do salvamento por meio de helicópteros de resgate no Brasil, tínhamos apenas a ideia de remoção rápida; hoje sabemos que a intervenção no momento da injuria (hipoxia aguda do afogamento, associado ou não a trauma) muda favoravelmente os índices de morbimortalidade”, disse o Cel Fábio Braga, presidente da SOBRASA e piloto do SOAer.

“Sabemos que a presença de equipes médicas especializadas a bordo de helicópteros de resgate podem atuar na prevenção e dissuadir comportamentos arriscados ou proporcionar uma resposta imediata a situações de emergência. Além disso, essas equipes podem fornecer treinamento de primeiros socorros e educação em segurança aquática para prevenir acidentes no futuro”, complementou Braga.

Nos casos de incidentes de afogamento ou outras emergências aquáticas, segundo as recomendações da SOBRASA, o resgate aeromédico desempenha um papel vital na rápida localização, avaliação e atendimento imediato, transporte seguro para instalações médicas adequadas ao grau de afogamento da vítima.

A capacidade de chegar rapidamente em áreas remotas e de fornecer cuidados médicos avançados durante o transporte são aspectos essenciais do resgate aeromédico em cenários aquáticos. Além disso, permite atendimento a múltiplas vítimas em cenários como inundações e cabeças d’agua, como vimos recentemente na tragedia do Rio Grande do Sul.

Para o dia mundial da prevenção do afogamento (25 de julho), a SOBRASA convida todos para estarem juntos nessa campanha, vestindo e iluminando de azul monumentos importantes em todas as cidades, acompanhando e compartilhando as dicas de prevenção divulgados pela SOBRASA.

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Operadora aeromédica inglesa adquire o segundo AW169 com dinheiro de doações

Operadora aeromédica inglesa adquire o segundo AW169 com dinheiro de doações
Operadora aeromédica inglesa adquire o segundo AW169 com dinheiro de doações

Inglaterra – A Essex & Herts Air Ambulance (EHAAT) comemorou o lançamento de seu segundo helicóptero AW169 no evento Heli-bration no dia 14 de julho de 2024, atraindo mais de 4.000 participantes de Essex e Hertfordshire. Este evento gratuito, realizado nos jardins pitorescos de Hatfield House, contou com uma variedade de atividades e exibições para toda a família.

A ambulância aérea começou a operar na base de Earls Colne no dia 4 de junho de 2024. Como a EHAAT não faz parte do NHS (National Health Service) e não possui acesso ao financiamento da Loteria Nacional, o serviço de caridade conta com a generosidade e dedicação da comunidade local.

Operadora aeromédica inglesa adquire o segundo AW169 com dinheiro de doações
Operadora aeromédica inglesa adquire o segundo AW169 com dinheiro de doações. Foto: Leonardo e Maria Slocombe.

Os £ 8,5 milhões necessários para a compra foram alimentados por fundos arrecadados por apoiadores e doadores. A frota agora é composta por duas aeronaves AW169 e quatro veículos de resposta rápida, nas bases em Earls Colne e North Weald. Nos primeiros cinco meses deste ano (janeiro a maio), as equipes atenderam 917 pacientes em colisões de trânsito, emergências clínicas e lesões acidentais.

O evento foi patrocinado pela Fishpools, Gama Aviation, Gates Ford, Leonardo, Milbank, Rickard Luckin, SRC Group e Templant. Os participantes tiveram a oportunidade única de ver o interior do helicóptero e conhecer a tripulação. No final do evento, Sarah e seu filho Ben, vencedores de uma competição especial, decolaram no helicóptero para os aplausos da multidão, criando uma experiência memorável para todos.

O evento ofereceu uma ampla gama de atividades gratuitas, incluindo pintura facial, artesanato, passeios de veículos de emergência, jogos e uma área de treinamento para reanimação cardiopulmonar (RCP) com emprego desfibriladores automáticos (DEA) para participantes de todas as idades.

Na arena, os visitantes testemunharam um simulado de um acidente de moto, entregue pela equipe de Terapia Intensiva do EHAAT, Bikerdown, Serviço de Ambulância do Leste da Inglaterra, a polícia e o pessoal do serviço de bombeiros. Esta demonstração mostrou os esforços colaborativos dos serviços de emergência na prestação de cuidados intensivos à beira da estrada.

Helicóptero do Corpo de Bombeiros de Goiás faz pouso forçado no Rio Araguaia

Helicóptero do Corpo de Bombeiros de Goiás faz pouso forçado no Rio Araguaia
Helicóptero do Corpo de Bombeiros de Goiás faz pouso forçado no Rio Araguaia.

Goiás – O helicóptero AW119 Koala, matrícula PR-CBG, do Centro de Operações Aéreas (COA) do Corpo de Bombeiros de Goiás (CBMGO) realizou um pouso de emergência às margens do Rio Araguaia, na manhã deste sábado (20), próximo à Itacaiú, distrito de Britânia, no oeste do estado. Segundo a corporação, o piloto teve ferimentos leves.

O Bombeiro 01 realizava patrulhamento preventivo sobre o Rio Araguaia, tendo em vista a “Operação Férias”. O Corpo de Bombeiros já realizou na região mais de 1.000 atendimentos. Essa operação completou seu 50º ano, evoluindo significativamente desde sua criação em 1974. Hoje, a operação é equipada com diversos recursos, como lanchas, botes, drones e helicóptero, para operações de resgate aquático nos lagos e rios da região.

Helicóptero do Corpo de Bombeiros de Goiás faz pouso forçado no Rio Araguaia.Os bombeiros informaram que estavam a bordo do helicóptero cinco bombeiros militares e um militar da Marinha, sendo que cinco deles não tiveram ferimentos. Investigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VI), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), localizados em Brasília (DF), foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência.

Disseram ainda que as causas do pouso de emergência estão sendo investigadas, entretanto, de acordo com o piloto do helicóptero, o tenente-coronel Igor, a aeronave perdeu potência quando passava pelo posto de Itacaiú, sentido de Aragarças, o que exigiu o pouso na água. O CBMGO possui apenas um helicóptero para missões de resgate. Para as operações aeromédicas estão em operação dois aviões (Sêneca III e um Baron).

Um vídeo realizado por turistas que aproveitavam as praias do rio filmaram o momento em que helicóptero acidentou-se.

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Na França, 63 helicópteros são operados em nome do SAMU

Na França, 63 helicópteros são operados em nome do SAMU
Na França, 63 helicópteros são operados em nome do SAMU

França – Uma vida pode ser salva em questão de minutos. Nesses casos, é preciso intervir o mais rápido possível, e para um helicóptero do SAMU da França (Serviço de Socorro Médico de Urgência) isso significa pousar o mais próximo possível do local de um acidente. O serviço atende mais de 20.000 pacientes por ano.

Thierry Mazenc, assistente de voo da Babcock, que opera o H135 do hospital de Toulon, recorda de uma missão em que era literalmente uma questão de vida ou morte para uma pessoa ferida por uma hélice de barco: “Pousamos no quebra-mar. Tivemos que pousar o mais próximo possível para permitir que o médico interviesse diretamente na cena e salvasse a vítima. Foi uma questão de minutos.”

Na França, 63 helicópteros são operados em nome do SAMU
Na França, 63 helicópteros são operados em nome do SAMU.

Nicolas Dupe, piloto do Secours Aérien Français (SAF) da Base de Toulouse, afirmou que “a filosofia do SAMU na França é levar o médico o mais próximo possível da vítima”. Segundo  Emmanuel Soubrouillard, também piloto da SAF, o H135 favorece essa operação. “A agilidade e a dimensão da máquina são trunfos na hora de intervir e pousar o mais próximo possível da zona de intervenção. Podemos pousar em qualquer lugar, mesmo no meio da cidade. Na região do Var, onde muitas vezes temos que trabalhar em áreas íngremes ou arborizadas, essa vantagem se torna um imperativo”.

Na França, 63 helicópteros são operados em nome do SAMU, incluindo 21 da família H135. Essas ambulâncias aéreas realizam dois tipos de missões: transferências de pacientes adultos, pediátricos e neonatais entre hospitais e resgates aeromédicos, cujo objetivo é pousar o mais próximo possível do paciente e evacuá-lo o quanto antes ao hospital.

Além do piloto, a cabine do H135 acomoda um assistente de voo, um médico, uma enfermeira e o paciente. Nicolas Dupe acredita que essa configuração permite que a equipe médica trabalhe com os equipamentos adequados. Para as tripulações, a possibilidade de carregar uma maca pela abertura traseira ou pelas portas laterais também é uma vantagem.

Segundo os pilotos, a facilidade de uso e a confiabilidade do H135 também são destacadas. O piloto automático de 4 eixos, assistência de partida e aviônicos Helionix, permitem gerenciar a missão com serenidade e segurança. Além disso, em breve, o uso de óculos de visão noturna permitirá que as tripulações aumentem o número de missões noturnas fortalecendo ainda mais a operação dos helicópteros H135 no SAMU na França.

Memorial Hermann Life Flight será a primeira operadora aeromédica no mundo a usar o Airbus H160

Memorial Hermann Life Flight será a primeira operadora aeromédica no mundo a usar o Airbus H160
Memorial Hermann Life Flight será a primeira operadora aeromédica no mundo a usar o Airbus H160

A Memorial Hermann Life Flight® adquiriu um H160 e quatro H145 para substituir sua frota atual de helicópteros EC145. Atualmente, no mundo, estão voando mais de 1.675 helicópteros da família H145, registrando cerca de 7,6 milhões de horas de voo.

O programa de serviços médicos de emergência reconhecido nacionalmente será o primeiro no mundo a operar o H160 para serviços aeromédicos (HEMS – Helicopter Emergency Medical Services). O Memorial Hermann Life Flight® foi fundado em 1976 pelo cirurgião do trauma James “Red” Duke, M.D., e serve a comunidade dentro de um raio de 150 milhas do Texas Medical Center, em Houston. O primeiro helicóptero utilizado pelo serviço foi o SA319B, também conhecido como Alouette III, substituído na sequência pelo AS355, BK117 e EC145.

Também possui cinco bases dentro desta área para fornecer uma resposta mais rápida às áreas periféricas. Desde sua criação, o serviço contou exclusivamente com helicópteros Airbus e voou mais de 166.000 missões aeromédicas. Uma média de 3.450 missões por ano.

O H160 está em serviço nos EUA, Canadá, Brasil, Japão, Arábia Saudita, França e outros países europeus e foi encomendado para uso em energia, aviação executiva, HEMS, busca e salvamento, segurança pública e missões militares. O H160 oferece a maior cabine de sua classe, portas de correr, baixos níveis de vibração e pás de rotor Blue Edge, tornando-o o mais silencioso de sua classe e proporcionando uma experiência mais confortável para pacientes e profissionais de saúde.

SAMU de Alagoas realiza curso de nivelamento para operadores de suporte médico

Voltado para médicos e enfermeiros, o curso foi ministrado por instrutores do Comando de Aviação do Estado de Alagoas no hangar de Marechal Deodoro.
Voltado para médicos e enfermeiros, o curso foi ministrado por instrutores do Comando de Aviação do Estado de Alagoas no hangar de Marechal Deodoro.

Alagoas – Na segunda-feira (15) e terça-feira (16), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizou o Curso de Nivelamento dos Operadores de Suporte Médico para Atuação em Aeronaves. O curso foi ministrado por instrutores do Comando de Aviação do Estado de Alagoas (COMAVE) e ocorreu no hangar de Marechal Deodoro. Voltado para médicos e enfermeiros, o treinamento fez parte das capacitações do Programa Salva Mais, que integrou o órgão com o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL).

“Essa capacitação é crucial para garantir a eficiência e segurança nas operações aéreas. Preparamos nossa equipe para enfrentar situações de alta complexidade”, frisou a coordenadora geral do Samu Maceió, enfermeira Beatriz Santana.

O curso abordou a teoria e prática de operações aeromédicas, com foco em helicópteros. Os participantes tiveram aulas de teoria de voo, incluindo fraseologia e prática de embarque e desembarque, além do uso de equipamentos de saúde e adaptação à aeronave.

“O treinamento é vital para a segurança dos socorristas e dos pacientes. A familiarização com os procedimentos específicos das operações aéreas aumenta a nossa capacidade de salvar mais vidas em situações críticas” afirmou o coordenador médico do SAMU, Adriano Belo.

Além da teoria, os socorristas realizaram práticas de voo, quando aprenderam técnicas de descidas controladas em locais de difícil acesso. As aulas práticas incluíram exercícios de nós e amarrações, rapel, McGuire, embarque e desembarque no pairado, garantindo que os participantes estejam bem preparados para intervenções em ambientes adversos.

O secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, enfatizou a importância dessa qualificação. “A capacidade técnica dos nossos socorristas é um diferencial em situações de urgências e emergências. Cursos como esse garantem que estamos sempre prontos para qualquer desafio”, afirmou.

O médico Adriano Luna, que participou do curso, afirmou que a experiência foi enriquecedora. “Aprendi novas técnicas e reforcei conhecimentos essenciais para o atendimento em situações extremas. Estou mais confiante para atuar em operações aeromédicas”, completou.

Profissionais do SAMU 192 Sergipe participam de TAF para atuar no serviço aeromédico

Profissionais do Samu 192 Sergipe participam do TAF para atuar no serviço aeromédico. Foto: Mário Sousa.
Profissionais do Samu 192 Sergipe participam do TAF para atuar no serviço aeromédico. Foto: Mário Sousa.

Sergipe – Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192 Sergipe), gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), participaram de Teste de Aptidão Física (TAF), entre os dias 8 e 9 de julho, para seleção de médicos e enfermeiros para atuar no serviço aeromédico.

Essa etapa do processo de seleção foi realizada no complexo esportivo da Universidade Tiradentes (Unit), onde profissionais foram avaliados com provas de natação, flutuação vertical, flexão de braço e corrida de 12 minutos.

A capacitação dos profissionais tem como objetivo diminuir o tempo resposta em algumas ocorrências de urgência e emergência por meio do resgate de pacientes por meio do transporte aéreo em lugares que viaturas terrestres não conseguem chegar.

Profissionais do Samu 192 Sergipe participam do TAF para atuar no serviço aeromédico. Foto: Mário Sousa.
Profissionais do Samu 192 Sergipe participam de TAF para atuar no serviço aeromédico. Foto: Mário Sousa.

Segundo a coordenadora médica do Samu 192 Sergipe, Tácia Lorena, essa é a segunda seleção após um ano, devido ao sucesso dos trabalhos desenvolvidos pelas equipes. “Conseguimos fazer vários resgates durante o ano, e por isso abrimos uma outra turma, para que esse serviço cresça cada vez mais. Foram disponibilizadas 30 vagas, sendo 15 vagas para enfermeiros e 15 para médicos”, justificou.

A coordenadora também indicou a necessidade da realização do TAF para selecionar profissionais capacitados a integrar o serviço aeromédico. “Para que o médico ou enfermeiro esteja apto a entrar no serviço aeromédico, é necessário que ele passe por esse teste de aptidão física, uma vez que eles vão para áreas de difícil acesso. O aeromédico é extremamente necessário, porque eles vão conseguir fazer o que as viaturas por terra não conseguem”, explicou.

Durante a realização do TAF, os profissionais passaram por dois dias de testes. No primeiro dia, ocorreram as provas terrestres, com abdominal e corrida de 12 minutos. Já no segundo dia, foram realizadas as provas aquáticas, o deslocamento de 50 metros e a flutuação com duração de cinco minutos. Quem conseguir fazer as provas com bons resultados fará o curso de formação para atuar no serviço aeromédico juntamente com o Grupamento Tático Aéreo (GTA).

O médico regulador do Samu 192 Sergipe, Rafael Valença, está há um ano no serviço e afirmou que sempre teve vontade de participar do aeromédico. “Desde que eu entrei eu já queria participar do GTA. É uma área muito gratificante para nós, que atuamos no Samu 192 Sergipe. Quando eu entrei, ano passado, tinha acabado de ter a prova e eu estava na expectativa, então me preparei para este ano, e espero estar apto a realizar esse sonho”, disse.

Serviço aeromédico

Com uma assistência rápida e eficiente, o serviço aeromédico do Governo de Sergipe já realizou 171 atendimentos, com o objetivo de reduzir o tempo-resposta das ocorrências de urgência e emergência no estado. A parceria entre o Samu 192 Sergipe GTA já salvou inúmeras vidas de forma ágil e segura.

Marinha e SAMU resgatam moradora de comunidade em Novo Airão, AM

Marinha e SAMU resgatam moradora de comunidade em Novo Airão, AM.
Marinha e SAMU resgatam moradora de comunidade em Novo Airão, AM.

Amazonas – No dia 21 de junho, o 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste (EsqdHU-91), subordinado ao Comando do 9º Distrito Naval, apoiou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), no resgate de uma mulher de 35 anos, moradora da Comunidade São Francisco Ariau, município de Novo Airão, a cerca de 100 km de Manaus.

O resgate da vítima foi feito por meio de Evacuação Aeromédica (EVAM), procedimento que ocorre eventualmente em localidades de difícil acesso ou inviável por via terrestre. O deslocamento foi feito com o acompanhamento de um médico e um enfermeiro do SAMU.

O pouso ocorreu no pátio do Esquadrão HU-91, onde houve a transferência da paciente para uma UTI Móvel do SAMU, que se encarregou do atendimento e encaminhamento da senhora para o Hospital 28 de Agosto.

Marinha e SAMU resgatam moradora de comunidade em Novo Airão, AM.
Marinha e SAMU resgatam moradora de comunidade em Novo Airão, AM.

Marinha do Brasil realiza evacuação aeromédica de tripulante do Navio Petroleiro “Laperouse“

Marinha do Brasil realiza evacuação aeromédica de tripulante do Navio Petroleiro “Laperouse“
Marinha do Brasil realiza evacuação aeromédica de tripulante do Navio Petroleiro “Laperouse“.

Espírito Santo – No dia 2 de julho, o 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-2), subordinado ao Comando da Força Aeronaval, foi acionado pelo SALVAMAR SUESTE para conduzir a Evacuação Aeromédica (EVAM) de um tripulante do Navio Petroleiro “Laperouse”, que se encontrava a cerca de 117 MN de Vitória, ES.

Logo após o acionamento da Aeronave de Serviço da Esquadra, a AH-15B N-4103 foi prontamente guarnecida por equipe médica da Policlínica Naval de São Pedro da Aldeia (PNSPA) e decolou para prestar o socorro a enfermo com suspeita de apendicite.

Após sua retirada de bordo do navio com o uso de guincho, o paciente foi adequadamente monitorado até a chegada ao 38° Batalhão de Infantaria do Exército, que realizou seu transporte a um Hospital para o atendimento especializado.

Equipe médica da FAB participa de evacuação aeromédica noturna com o Exército Brasileiro

Equipe Médica da FAB participa de Evacuação Aeromédica com o Exército Brasileiro
Equipe Médica da FAB participa de Evacuação Aeromédica com o Exército Brasileiro

Rio Grande do Sul – Na madrugada de quinta-feira (04), uma equipe médica da Força Aérea Brasileira (FAB) colaborou em uma Evacuação Aeromédica (EVAM) entre as cidades de Pelotas e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (RS). A operação foi conduzida pelo Comando Conjunto Taquari 2, em um esforço de interoperabilidade entre o Exército Brasileiro (EB) e a FAB. A aeronave utilizada foi um HM-3 Cougar do 2° Batalhão de Aviação do Exército (2° BAvEx).

A missão envolveu o transporte de um bebê de oito meses que sofreu queimaduras graves e precisava com urgência de tratamento especializado em Unidade de Terapia Intensiva. Ele foi levado ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) em Porto Alegre.

Equipe Médica da FAB participa de Evacuação Aeromédica com o Exército Brasileiro
Equipe Médica da FAB participa de Evacuação Aeromédica com o Exército Brasileiro

“No transporte foi empregada a configuração de UTI Aérea, com dois médicos, enfermeiro, técnico de enfermagem e fisioterapeuta respiratório. O bebê encontrava-se em estado grave, com suporte de ventilação mecânica. O transporte foi realizado com segurança e o paciente transferido com sucesso para o hospital com recursos especializado para queimados graves”, disse o Capitão Médico Vinicius Guimarães Tinoco Ayres, que prestou assistência ao bebê durante a evacuação.

Devido à operação ter ocorrido à noite, a tripulação utilizou óculos de visão noturna (NVG, do inglês Night Vision Goggles), fundamentais para as manobras de navegação e aproximação. “O NVG é um grande facilitador em operações noturnas”, destacou o Comandante da aeronave, Capitão Infantaria Guilherme Henrique Lima Delambert.

O bebê foi entregue em estado estável aos cuidados médicos em terra e, após o desembarque da aeronave, foi encaminhado ao hospital por uma ambulância do SAMU.

Adriana Rosário Barbosa Dutra, avó da criança, expressou sua gratidão à equipe militar. “Fico muito feliz pela agilidade no atendimento. Um dia, meu neto saberá do ato de amor e carinho que vocês tiveram por ele hoje. Muito obrigada”, disse.

Aviation XP Centro-Oeste consolida-se como o evento mais importante da região com público recorde

Realizado paralelamente, o 4º Congresso Aeromédico reuniu mais de 300 representantes de 21 estados e 60 organizações e apresentou 37 trabalhos científicos.

Goiás – A quinta edição do Aviation XP Centro-Oeste, realizada nos dias 26 e 27 de junho no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, foi um grande sucesso, consolidando-se como o evento mais importante do setor na região Centro-Oeste.

Paralelamente ao Aviation XP, ocorreu o 4º Congresso Aeromédico América Latina (CONAER), que também foi um grande sucesso. O evento promoveu o encontro de profissionais da saúde, pilotos, empresas e organizações, com o apoio da Associação Brasileira de Operações Aeromédicas – ABOA.

Ao longo de dois dias, o evento atraiu um público de 3.870 pessoas, contou com a participação de 57 expositores e exibiu 22 aeronaves, confirmando seu crescimento e relevância no promissor mercado da aviação geral na região Centro-Oeste. No ano passado, o evento corporativo recebeu 3.660 visitantes e 14 modelos de aeronaves.

O CONAER contou com 23 palestrantes e a participação de mais de 300 representantes de 21 estados e 60 organizações, entres elas o Ministério da Saúde, Exército, Força Aérea Brasileira, Secretarias de Saúde, SAMU, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, DETRAN, Unidades Aéreas Públicas, empresas de táxi aéreo e universidades.

A Comissão Científica do 4º Congresso Aeromédico aceitou 37 trabalhos científicos. Todos os trabalhos aceitos serão publicados nos anais do CONAER e receberão certificado e identificador de documentos em redes de computadores – DOI (Digital Object Identifier). Atualmente, 103 trabalhos já foram publicados nos anais do congresso.

Este ano, os visitantes tiveram a oportunidade de ver de perto as aeronaves expostas, realizar negócios, encontrar parceiros e fornecedores, tornando o evento um ponto de encontro essencial para o setor.

A Aviation XP Centro-Oeste 2024 foi 30% maior em relação ao ano passado e reuniu um público qualificado, composto apenas por convidados, incluindo fabricantes, proprietários e outros importantes players do mercado de aviação geral. Entre as marcas presentes estavam Tam Aviação Executiva, Synerjet, Avantto, Voar, Helisul e Tecnam, entre outras.

Gledson Castro, diretor da G2C Events, organizadora do evento, destacou: “A Aviation XP não apenas se consolidou como um evento importante para o Centro-Oeste, mas mostrou que a região precisa de um evento como este para a troca de experiências, para atrair mais empresas e permitir a realização de negócios.” Segundo o executivo, a realização conjunta com o CONAER foi extremamente bem-sucedida, proporcionando uma experiência enriquecedora para todos os participantes.

“O serviço aeromédico é uma atividade que salva vidas e nosso objetivo é torná-lo ainda melhor e mais capilarizado. Alguns estados brasileiros têm se destacado nesse trabalho, como Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina”, disse Eduardo Beni, coordenador do CONAER e diretor técnico da ABOA. “O aeromédico encurta distâncias e leva atendimento especializado a pacientes graves em locais remotos ou com poucos recursos, e por isso, buscamos a criação de política pública voltada para o incremento desse setor,” concluiu.

Porto Alegre terá serviço aeromédico de forma permanente

Porto Alegre terá serviço de aeromédico de forma permanente
Porto Alegre terá serviço de aeromédico de forma permanente

Rio Grande do Sul – A atuação de equipe aeromédica da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FNS-SUS) deixará um legado importante para Porto Alegre. Além dos resgates realizados ao longo da emergência climática, a cidade contará com o serviço de forma permanente.

A conquista ocorre após uma década de tratativas locais para a implementação. Agora, a aeronave do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar do Rio Grande do Sul será utilizada na modalidade de atendimento. Na prática, o serviço consiste no socorro de pacientes por meio de helicóptero e avião, e conta com uma equipe formada por médicos e enfermeiros.

O coordenador da equipe aeromédica, Leonardo Gomes, explica que durante o último mês, os protocolos para o funcionamento desse tipo de assistência foram repassados ao município: “Esse é um grande legado que deixamos. A partir de agora, o Rio Grande do Sul terá equipamento e treinamento para seguir com o serviço”.

A ação de socorro da FN-SUS ao Rio Grande do Sul é a primeira a contar com equipe aeromédica. O serviço foi iniciado 48 horas após o início das enchentes. Ao todo, mais de 40 profissionais, além de insumos e equipamentos, foram enviados ao estado. As equipes realizaram 65 resgates.

“O Ministério da Saúde usou pela primeira vez equipes de aeromédicos. É importante porque conseguimos dar uma atenção dedicada nesse evento tão crítico em áreas de difícil acesso”, defende o coordenador.

Porto Alegre terá serviço de aeromédico de forma permanente
Porto Alegre terá serviço de aeromédico de forma permanente.

Além de integrante da Força Nacional do SUS, Leonardo Gomes é diretor do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Recife. Ele não esconde o orgulho de ter pessoas de 12 estados na equipe aeromédica. “Foi muito gratificante nesse primeiro momento ajudar quem perdeu tudo e as pessoas que estavam desassistidas. Fizemos a diferença”, destaca.

Gomes acredita que, para ocorrências futuras, a expertise desenvolvida no Rio Grande do Sul será importante: “A gente conseguiu ter pessoas preparadas que podem ser acionadas em caso de necessidade. Esse grupo poderá ser acessado e repetir o que foi feito aqui”.

Apoio essencial

O coordenador operacional das atividades aéreas do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, coronel Ricardo Mattei, reforça que o apoio da equipe aeromédica foi essencial para o salvamento de vidas. “A Força Nacional do SUS foi de extrema importância. Ficou comprovado que a integração é a principal ferramenta para construirmos uma resposta adequada. Vamos manter uma interação nos períodos de normalidade para proporcionar uma resposta mais rápida, adequada e eficaz”, conclui.

Comunicação ágil e triagem eficiente otimizam o resgate de vítimas graves no Paraná

Comunicação ágil e triagem eficiente otimizam o resgate de vítimas graves no Paraná
Comunicação ágil e triagem eficiente otimizam o resgate de vítimas graves no Paraná

Paraná – No início da tarde deste sábado (6), um acidente de trânsito deixou cinco feridos, sendo dois críticos, na PR-487, próximo a ponte do Rio Munhoz, na comunidade São Pedro, em Manoel Ribas, região central do Paraná. O condutor de um Chevrolet/Corsa perdeu o controle do veículo, saiu da pista, colidiu contra um barranco e capotou.

Dois passageiros foram ejetados do automóvel e ficaram gravemente feridos, um teve ferimentos moderados e dois tiveram ferimentos leves. As vítimas mais graves precisaram ser entubadas e foram socorridas por dois helicópteros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), das bases aeromédicas de Maringá (Saúde 10) e de Londrina (Saúde 06).

Outras duas vítimas foram resgatadas por ambulâncias do SAMU de Manoel Ribas e de Ivaiporã e a outra pelo Corpo de Bombeiros de Manoel Ribas. A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e a Brigada Comunitária também estiveram no local para apoiar o resgate das vítimas e segurança da cena.

Secretaria de Saúde e Corpo de Bombeiros de MG aprimoram capacidade de atuação aeromédica no estado

Corpo de Bombeiros de Minas Gerais irá operar mais cinco helicópteros e amplia capacidade de atuação. Foto: Luis Adolfo.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais irá operar mais cinco helicópteros e amplia capacidade de atuação. Foto: Luis Adolfo.

Minas Gerais – O estado de Minas Gerais adquiriu mais cinco helicópteros (03 monomotores AW119Kx-Koala e 02 bimotores Airbus H145) para atuarem em salvamentos e operações aeromédicas no estado. Por enquanto, apenas uma aeronave foi entregue ao Corpo de Bombeiros Militar durante cerimônia solene em comemoração ao Dia Nacional dos Bombeiros, na quarta-feira (2), na Cidade Administrativa.

O novo Arcanjo 12 (Koala), fabricado na Filadélfia pela empresa Leonardo Helicopters, já iniciou operação na 4ª CEOA, em Uberaba. A entrega dos demais helicópteros está prevista para segundo semestre de 2024 e 2025.

“Foram adquiridos cinco helicópteros para compor o suporte aéreo avançado de vida, combate a incêndio florestal e vistoria em barragens. Esses helicópteros vêm com equipamentos especiais, como guinchos e ganchos para salvamentos de difícil acesso. Serão recursos muito importantes, que servirão para abertura de novas bases, em Juiz de Fora (na Zona da Mata) e Governador Valadares (Rio Doce), e também servirão para renovar a frota que é utilizada nas bases do Batalhão de Operações Aéreas (BOA)”, informou a tenente coronel Karla Lessa, comandante do BOA do CBMMG.

Corpo de Bombeiros de Minas Gerais irá operar mais cinco helicópteros e amplia capacidade de atuação
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais irá operar mais cinco helicópteros e amplia capacidade de atuação.

Com essa entrega, o Corpo de Bombeiros opera 02 aviões Grand Caravan e 05 helicópteros (01 H145, 02 AS350B2, 01 AS350B3 e 01 Koala). O segundo Koala, adquirido com recursos do Ministério Público do Meio Ambiente, já está em Belo Horizonte para homologações e montagem dos kits.

O Arcanjo 12, de aproximadamente R$ 35 milhões, é capaz de cumprir diversas tarefas tais como, atendimento pré-hospitalar; atendimento inter-hospitalar; transporte de tecidos e órgãos humanos, bem como equipes de saúde envolvidas na captação de órgãos.

“É um novo modelo de aeronave mais moderna, que tem capacidade de levar piloto e copiloto, sem necessidade de retirar o copiloto para transporte de pacientes, o que não acontece nas aeronaves mais antigas. Isso dá mais segurança e agilidade nas nossas operações”. completou Karla Lessa.

A aeronave é equipada com guincho de salvamento, podendo atuar para salvar pessoas ilhadas, além de conter todos os equipamentos médicos que a transformam em uma UTI aérea. A entrega da aeronave trará mais qualidade e agilidade aos atendimentos aeromédicos do estado, tornando Minas Gerais o maior prestador de serviço aeromédico SUS do Brasil, estruturado sob a ótica de rede Inter federativa de saúde. Atualmente, o SUS possui 20 aeronaves aeromédicas habilitadas.

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