Minas Gerais – Na quarta-feira (13), foram apenas 55 minutos após a chamada e a chegada em Gurinhatã do resgate aéreo do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A equipe do Arcanjo 06 pousou no Estádio Benjamin Jerônimo Franco.
De acordo com o Hospital Dona Amélia Maria de Souza, a paciente de 33 anos, com gravidez de alto risco, estava com 38 semanas de gestação e apresentava pressão alta. A paciente recebeu o atendimento e foi levada para Uberlândia pela equipe aeromédica do Arcanjo 06, sendo disponibilizada UTI e UTI Neonatal.
“Por isso lutamos para a implantação do SAMU e graças a tantas parcerias, incluindo com o Corpo de Bombeiros, temos esse helicóptero que hoje veio para salvar vidas em Gurinhatã”, disse o prefeito Wender Luciano.
O Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros possui uma base (4ª Companhia) em Uberaba, preparada para atender o Triângulo Sul e Norte de Minas Gerais.
Helicóptero do CBMMG e SAMU realizam resgate de gestante em estado grave em Gurinhatã, MG. Foto: Divulgação.
Minas Gerais – A manhã de sexta-feira (08) foi marcada por um grave acidente na rodovia que liga Pouso Alegre a Alfenas (MG-179), na altura do KM 74, entre São João da Mata e Silvanópolis. Uma pick up Fiat Strada colidiu frontalmente com um caminhão. Três viaturas do Corpo de Bombeiros Militar de Pouso Alegre e o helicóptero Arcanjo da Companhia de Operações Aéreas de Varginha participaram do salvamento.
Na chegada dos bombeiros foi observado que o condutor do carro estava preso nas ferragens, exigindo o emprego de técnicas de salvamento veicular para retirada da vítima.
Após ser estabilizado pela equipe médica do SAMU, o motorista que estava em estado grave, foi conduzido para o hospital das Clínicas Samuel Libânio no helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros.
1 de 5
Helicóptero do Corpo de Bombeiros e equipe do SAMU realizam resgate de motorista que ficou preso nas ferragens após acidente na MG-179, MG. Foto: Divulgação
Helicóptero do Corpo de Bombeiros e equipe do SAMU realizam resgate de motorista que ficou preso nas ferragens após acidente na MG-179, MG. Foto: Divulgação
Helicóptero do Corpo de Bombeiros e equipe do SAMU realizam resgate de motorista que ficou preso nas ferragens após acidente na MG-179, MG. Foto: Divulgação
Helicóptero do Corpo de Bombeiros e equipe do SAMU realizam resgate de motorista que ficou preso nas ferragens após acidente na MG-179, MG. Foto: Divulgação
Helicóptero do Corpo de Bombeiros e equipe do SAMU realizam resgate de motorista que ficou preso nas ferragens após acidente na MG-179, MG. Foto: Divulgação
Santa Catarina – Em Florianópolis, o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros, que mantém o atendimento feito pelo helicóptero Arcanjo, entre outros, recebeu neste sábado (26) um equipamento que vai auxiliar nos trabalhos de resgate aeromédico, preservando vidas.
O Compressor Torácico Automático (LUCAS® 3) é o primeiro equipamento desse tipo a ser usado em Santa Catarina. No Brasil, ainda são poucos serviços aeromédicos governamentais que utilizam esse equipamento. A ideia é colocá-lo em operação até meados do mês de novembro. O equipamento foi adquirido com recursos captados através de projeto junto ao Ministério Público do Trabalho, e custou cerca de R$ 118 mil.
Para o Major BM Túlio Tartari Zanin, Comandante do BOA, “é um momento ímpar, no qual damos mais um passo grandioso e importantíssimo no quesito especialização e diferenciação do nosso serviço de resgate aeromédico”.
O sistema de compressão foi concebido para melhorar os resultados de vítimas de parada cardíaca e ajudar as operações dos socorristas. Executa 100 compressões por minuto com uma profundidade de 2,1″ (5 cm).
1 de 4
Serviço aeromédico do Batalhão de Operações Aéreas e SAMU recebe compressor torácico automático Lucas 3
Serviço aeromédico do Batalhão de Operações Aéreas e SAMU recebe compressor torácico automático Lucas 3
Serviço aeromédico do Batalhão de Operações Aéreas e SAMU recebe compressor torácico automático Lucas 3
Serviço aeromédico do Batalhão de Operações Aéreas e SAMU recebe compressor torácico automático Lucas 3
Minas Gerais – Na tarde de domingo (13), um carro colidiu em uma árvore na rodovia que passa por Uberaba e deixou três pessoas feridas. A aeronave do Corpo de Bombeiros socorreu uma criança de nove anos que estava em estado grave. O acidente aconteceu na Ligação 798 (LMG-798). Segundo informações da Polícia Militar Rodoviária (PMR), um homem de 42 anos dirigia um veículo de cor prata, com placas de Uberaba sentido Nova Ponte/Uberaba.
Ele tinha como passageiros, uma mulher de 36 anos e uma criança de nove anos. Ao passar pelo km 19, o homem teria perdido o controle do veículo e batido contra uma árvore. Com o impacto, o carro ficou completamente destruído, o casal ferido e a criança presa às ferragens.
Helicóptero do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais socorre criança após carro bater de frente com uma árvore. Foto: Juliano Carlos
Viaturas de resgate e salvamento do Corpo de Bombeiros, além de uma Unidade de Suporte Avançado (USA) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do helicóptero Arcanjo 06 do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros compareceram ao local.
Os militares utilizaram o desencerador para retirar a mulher e a criança das ferragens. Durante os atendimentos pré-hospitalares foi constatado que a mulher e a menina tiveram traumas de tórax e abdômen, além de traumatismo craniano.
Já o condutor teve escoriações e contusões no tórax e abdômen. Devido a gravidade, a menina foi transportada pelo helicóptero dos Bombeiros e todos foram encaminhados para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba, onde permanecem internados sob observação médica.
Helicóptero do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais socorre criança após carro bater de frente com uma árvore. Foto: Juliano Carlos.
Minas Gerais – O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), no final de agosto, avançou numa das áreas mais promissoras da tecnologia: formou 18 pilotos de aeronaves remotamente pilotadas (RPA). O cenário futuro chegou e em breve os primeiros pilotos de RPA bombeiros militares mineiros utilizarão as Vespas (Veículo Especial de Supervisão e Proteção Aérea) para aumentar a segurança operacional no trabalho dos militares, além de servir como plataforma de observação e excelente ferramenta junto ao Sistema do Comando de Operações.
Popularmente conhecidas como “drones”, as aeronaves remotamente pilotadas (ou RPAs – Remotely Piloted Aircrafts) são compreendidas pela Agência de Aviação Civil (ANAC) como parte integrante de todo um sistema de veículos aéreos que acessam o espaço aéreo, por isso o termo adequado a quem opera essas máquinas é “piloto de RPA”.
1 de 5
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais realizou o 1º Curso de Piloto de Drone em 2019. Foto: CBMMG.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais realizou o 1º Curso de Piloto de Drone em 2019. Foto: CBMMG.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais realizou o 1º Curso de Piloto de Drone em 2019. Foto: CBMMG.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais realizou o 1º Curso de Piloto de Drone em 2019. Foto: CBMMG.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais realizou o 1º Curso de Piloto de Drone em 2019. Foto: CBMMG.
Além da habilidade em pilotar o equipamento, o piloto também portará grandes responsabilidades, pois deverá seguir a risca o protocolo de segurança, seja da própria RPA, seja principalmente das pessoas que estão abaixo ao voo do drone, ou até mesmo outras aeronaves tripuladas que utilizam o mesmo espaço aéreo.
Os novos drones do CBMMG possuem duas câmeras: uma visual e outra termal, o que demandou muitas aulas teóricas: Legislação, Teoria de Voo, Navegação, Meteorologia, Sistemas Digitais e Interface, Atuação em Desastre e muitas outras. A principal matéria foi sobre Segurança de Voo, com dois tempos e várias discussões em sala de aula.
Já na parte prática, desde o primeiro dia de curso o aluno executa voos, iniciando por manobras básicas e comando simples, com gradual elevação da cobrança de novos exercícios e desenvolvimento de novas habilidades para então executar manobras complexas de forma segura para a missão.
Foram 40 horas/aula de muita integração, estudos e dedicação para aprender como aplicar as RPAs nas mais diversas missões bombeiro militar: combate a incêndio urbano, combate a incêndio florestal, busca de pessoas perdidas em matas, salvamentos diversos, emergências com Produtos Químicos, Biológicos, Radiológicos e Nucleares (QBRN), atuações em desastre e muitos outros.
Um drone não substitui um helicóptero, mas pode ser um complemento eficiente. Por isso, os militares do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) ficaram incumbidos de transmitir seus conhecimentos aeronáuticos para os bombeiros militares das Unidades Operacionais de Área. Nesse primeiro curso foram 12 vagas para militares do BEMAD – Batalhão de Emergências e Desastres, 4 vagas para o 10º BBM (Divinópolis) e 2 vagas para o 8º BBM (Uberaba). Acontecerão nesse ano mais 4 cursos.
1 de 5
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais realizou o 1º Curso de Piloto de Drone em 2019. Foto: CBMMG.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais realizou o 1º Curso de Piloto de Drone em 2019. Foto: CBMMG.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais realizou o 1º Curso de Piloto de Drone em 2019. Foto: CBMMG.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais realizou o 1º Curso de Piloto de Drone em 2019. Foto: CBMMG.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais realizou o 1º Curso de Piloto de Drone em 2019. Foto: CBMMG.
Minas Gerais – No dia 18 de agosto, o comando do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros, sediado na capital, definiu a realocação temporária do helicóptero Arcanjo 06 que se encontra baseada na 4° CEOA (Companhia Especial de Operações Aéreas), em Uberaba para a 2ª CEOA na cidade de Varginha.
A decisão de transferir a aeronave foi motivada pela necessidade de rearranjo logístico, causado por manutenções não previstas nas aeronaves da frota da S.E.S (Secretaria de Estado de Saúde) e operadas pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.
Estima-se que, tão logo seja alcançada a normalidade na manutenção, o helicóptero Arcanjo deva ser realocado novamente na companhia de Uberaba. Entretanto, não se tem uma previsão exata, uma vez que se trata de manutenções corretivas que não tem um prazo preciso de execução.
Na quinta-feira (05), a partir das 09h30, o Secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral Pereira da Silva, estará em Uberaba para visita ao Hospital Regional e atendimento à imprensa, após haverá reunião com os prefeitos da região, juntamente com seus gestores, para tratar do consórcio de saúde e da permanência do helicóptero.
Arcanjo 06 é acionado para suporte aéreo avançado em Iturama, MG. Foto: Neto Talmeli/4°CEOA.
Minas Gerais – Na manhã de domingo (01), um ciclista de 44 anos foi socorrido pela equipe aeromédica do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros após uma queda em uma trilha da zona rural de Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A vítima estava acompanhada de um amigo que possuía celular e foi possível apontar a localização GPS para a chegada do helicóptero, uma vez que o acesso para carros e ambulâncias não existia. De acordo com os bombeiros, o ciclista foi transportado para o Hospital João XXIII com suspeitas de fraturas nas costelas e na clavícula.
1 de 2
Equipe do Arcanjo resgata ciclista em trilha na região de Rio Acima, MG.
Equipe do Arcanjo resgata ciclista em trilha na região de Rio Acima, MG.
Os bombeiros alertam que as pessoas que praticam esse tipo de esporte devem redobrar os cuidados, pois caso o ciclista estivesse sozinho ele poderia até morrer em decorrência de ferimentos se não tivesse ajuda.
“Além da habilidade e do preparo físico necessário, informar a parentes e amigos seu horário de saída, local da prática e também a previsão de retorno são essenciais para evitar problemas em caso de acidentes. Elevar a percepção quanto aos riscos é o caminho para se evitar acidentes ou minimizar seus impactos”, informou o Corpo de Bombeiros.
Minas Gerais – Na manhã de sexta (12), um homem de 61 anos deu entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da cidade de Itapagipe-MG após ter sofrido uma queda acidental de árvore.
O homem apresentava hemorragia intracraniana, TCE grave, otorragia bilateral e perda da consciência. Devido ao seu quadro clínico grave foi solicitado o apoio da equipe aeromédica do Arcanjo 06 da 4° CEOA (Companhia Especial de Operações Aéreas) do Corpo de Bombeiros.
A equipe pousou em um campo de futebol na cidade de Itapagipe e uma ambulância da prefeitura municipal fez o transporte até a aeronave. Com apoio dos tripulantes e da equipe médica do SAMU a vitima foi acomodada na aeronave e levada ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em Uberaba.
O antigo campo do UTC (Uberaba Tênis Club) fica próximo ao hospital e é utilizado para o pouso do helicóptero. O transporte é feito por Unidade de Suporte Avançado (USA) do SAMU até o HC-UFTM.
1 de 3
Homem de 61 anos sofre queda de árvore e Arcanjo 06 realiza seu transporte até Uberaba. Foto: Neto Talmeli/4°CEOA .
Homem de 61 anos sofre queda de árvore e Arcanjo 06 realiza seu transporte até Uberaba. Foto: Neto Talmeli/4°CEOA .
Homem de 61 anos sofre queda de árvore e Arcanjo 06 realiza seu transporte até Uberaba. Foto: Neto Talmeli/4°CEOA .
Minas Gerais – A Cistrisul (Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião do Triângulo Sul), que representa os 27 municípios, na terça-feria (18), reuniu em sua sede em Uberaba, prefeitos e secretários municipais de Saúde para abordar a contratação de equipe multiprofissional (médicos e enfermeiros) e os critérios de funcionamento do helicóptero que serve o Samu Regional (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
Em setembro de 2017, foi solicitada ao Governador de Minas Gerais a implantação de base descentralizada do Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV) em Uberaba, onde os municípios do Triângulo Sul contribuiriam para o aperfeiçoamento das ações do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, sobretudo no que se refere à redução do tempo de resposta dos acidentes e calamidades, haja vista que isso pode fazer total diferença na manutenção de vidas. A área de cobertura para ação do suporte aéreo (helicóptero) abrange as regiões de saúde Triângulo Sul, Triângulo Norte e Noroeste de Minas.
Prefeitos, secretários de saúde e bombeiros debatem serviço aeromédico da macrorregião do Triângulo Sul Mineiro
“A aeronave foi entregue em Uberaba no dia 21 de dezembro de 2018 para atender qualquer tipo de ocorrência, entre elas, transplantes de órgãos, resgate de vítimas desaparecidas, resgate de vítimas de acidente de trânsito em rodovias e locais de difícil acesso, melhorando ainda mais os serviços prestados pela instituição”, expôs Celson Pires, prefeito de Conceição das Alagoas e presidente do Cistrisul.
“Para a manutenção e custeio da equipe médica que estarão trabalhando nesta aeronave, será fixado o rateio das despesas que devem ser pagas por todos os municípios consorciados”, complementou.
Ainda de acordo com o presidente do Cistrisul, a ideia inicial era começar com uma estrutura terrestre. Mas, com a evolução das gestões em torno do assunto, o consórcio foi informado pelo Governo do Estado que seria disponibilizado o helicóptero, a partir de reivindicação formulada pelo ex-presidente do órgão e prefeito de Pirajuba, Rui Ramos, cuja base do aparelho foi implantada a partir de apoio da iniciativa privada, Ministério Público e Prefeitura de Uberaba.
Prefeitos, secretários de saúde e bombeiros debatem serviço aeromédico da macrorregião do Triângulo Sul Mineiro.
Agora, recentemente, segundo Celson Pires, foram contratados os dez médicos e os dez enfermeiros, seguindo-se a formalização dos contratos dos mesmos e, a partir do evento desta terça-feira a adesão dos municípios consorciados para o rateio de despesas. O Estado entra com a aeronave e sua manutenção, bem como com a destinação de 14 bombeiros militares. O restante correrá por conta das prefeituras. “Muitas vidas vão ser salvas com esse serviço aeromédico”, diz.
O presidente da Amvale (Associação dos Municípios da Micorregião do Vale do Rio Grande) e prefeito de Uberaba, Paulo Piau, foi enfático sobre a importância do SAAV: “Uma só vida que salvar, vale tudo que a gente está empenhando aqui pelos municípios”.
Durante a reunião, o comandante da Companhia Especial de Operações/SAAV, major BM Nelson Santana Camargos, expôs que o helicóptero iniciou atendimentos há cerca de um mês, com seis ocorrências já atendidas. “O objetivo é que haja redução no tempo–resposta para o paciente grave que precisa chegar ao hospital de referência o mais rápido possível”, observou, ao assinalar que a região tem uma demanda grande na área do transporte em saúde. Dentro 60 dias, a base operacional do SAAV será transferida em definitivo, do Aeroporto “Mário de Almeida Franco”, para a unidade dos Bombeiros localizada no Parque Tecnológico de Uberaba.
O superintendente Regional de Saúde, Ivan José da Silva, por sua vez, destacou que agora o trabalho está focado na integração dos 27 municípios para a operacionalidade do helicóptero de resgate. “O SAAV é importante demais para as três regiões de abrangência devido a agilidade no resgate de pacientes graves. Hoje, um município gasta de R$ 8 mil a R$ 12 mil em UTI móvel para esse tipo de atendimento. Com o novo serviço, o paciente vai ser levado para o hospital de referência num tempo curto e com gasto zero.”, disse ele, ao ressaltar a participação do Cistrisul na gestão e gerenciamento do serviço.
Avaliado em cerca de R$ 15 milhões, o helicóptero foi adquirido pelo Governo de Minas, através da Secretaria de Saúde, com recursos do SUS (Sistema Único de Saúde), citou o superintendente.
Prefeitos, secretários de saúde e bombeiros debatem serviço aeromédico da macrorregião do Triângulo Sul Mineiro.
Santa Catarina – Na sexta-feira (07), encerrou-se o 2º Curso de Apoio Solo Operacional (CASOp) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, coordenado pelo Centro de Formação de Aviadores da corporação.
O curso realizou a capacitação de 23 militares, entre Bombeiros e Policiais Militares, de Santa Catarina, Paraíba, Distrito Federal e Paraná. Neste curso foram apresentados conhecimentos sobre as operações aéreas de aeronaves de asa fixa (avião) e de asa rotativa (helicóptero).
Os alunos foram capacitados para interagir com as aeronaves, quando em solo, nos acionamento dos Arcanjos em ocorrências ordinárias, para o abastecimento, voos coordenados com RPA (drone), auxílio com informações meteorológicas, indicação de melhores locais para pouso, dentre outras funções.
1 de 3
Corpo de Bombeiros de Santa Catarina capacita profissionais no Curso Apoio Solo Operacional
Corpo de Bombeiros de Santa Catarina capacita profissionais no Curso Apoio Solo Operacional
Corpo de Bombeiros de Santa Catarina capacita profissionais no Curso Apoio Solo Operacional
Os bombeiros e policiais militares formados pelo CBMSC no CASOp retornarão para os seus quartéis e compartilharão as informações para que o serviço aeromédico especializado seja cada vez mais alicerçado e eficiente.
O curso teve como instrutores pilotos dos Arcanjos (01, 02, 03 e 04), tripulantes operacionais, médico de voo, enfermeiro de voo, sendo todos esses bombeiros militares e profissionais do SAMU que estão regularmente ativos nas aeronaves de Florianópolis e Blumenau.
As instruções versaram sobre manutenção de aeronaves, combustíveis para abastecimento, operação com produtos perigosos, operação com RPA (drone), meteorologia para voo, segurança de voo, radiocomunicação, sinalização de pista, fraseologia (expressões usadas em voo), atendimento pré-hospitalar aeromédico especializado dentre outros conhecimentos práticos compartilhados pelos instrutores.
1 de 3
Corpo de Bombeiros de Santa Catarina capacita profissionais no Curso Apoio Solo Operacional
Corpo de Bombeiros de Santa Catarina capacita profissionais no Curso Apoio Solo Operacional
Corpo de Bombeiros de Santa Catarina capacita profissionais no Curso Apoio Solo Operacional
Minas Gerais – Na terça-feria (04), um homem caiu de uma altura de 15 metros em local de difícil acesso e foi resgatado com o uso de aeronave pelo Batalhão de Operações Aéreas (BOA), na Serra do Curral, em Belo Horizonte.
O BOA foi acionado por volta das 16h00 para realizar o resgate aeromédico, pois o local da queda era íngreme e de difícil acesso. Enquanto os militares do BOA preparavam os materiais e combinavam detalhes da operação, um drone da corporação foi utilizado para visualizar o local exato onde a vítima estava e quais seriam os melhores acessos para realizar o resgate.
Dois bombeiros foram infiltrados no local com o uso da aeronave, utilizando a técnica de McGuire, na qual os militares são ancorados por uma corda no gancho da aeronave. Assim que acessaram a vítima, realizaram sua imobilização na maca e içaram junto com o tripulante operacional do BOA para o Parque das Mangabeiras, onde médica e enfermeira realizaram os atendimentos médicos. Inicialmente, a vítima estava consciente, mas em estado de choque, com múltiplas fraturas e, durante o resgate, apresentou uma parada cardiorrespiratória e veio a óbito.
O esporte highline consiste no equilíbrio sobre uma fita elástica esticada em grandes alturas. O local onde o grupo estava realizando o esporte é de acesso proibido e estava sinalizado. O ponto de ancoragem utilizado pelos praticantes foi uma rocha, que não suportou o peso e se soltou. A vítima, que foi identificada como Thiago Guimarães Silva, estava com um grupo e não usava equipamentos de segurança.
1 de 8
Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do CBMMG realiza resgate de praticante de highline na Serra do Curral, MG. Foto: Divulgação
Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do CBMMG realiza resgate de praticante de highline na Serra do Curral, MG. Foto: Divulgação
Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do CBMMG realiza resgate de praticante de highline na Serra do Curral, MG. Foto: Divulgação
Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do CBMMG realiza resgate de praticante de highline na Serra do Curral, MG. Foto: Divulgação
Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do CBMMG realiza resgate de praticante de highline na Serra do Curral, MG. Foto: Divulgação
Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do CBMMG realiza resgate de praticante de highline na Serra do Curral, MG. Foto: Divulgação
Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do CBMMG realiza resgate de praticante de highline na Serra do Curral, MG. Foto: Divulgação
Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do CBMMG realiza resgate de praticante de highline na Serra do Curral, MG. Foto: Divulgação
Minas Gerais – Um grave acidente entre um ônibus da Viação Campo Belo e um caminhão carregado de carbonato de cálcio matou três pessoas e deixou quatro feridos na tarde desta sexta-feira (17) na BR-354, próximo a Campo Belo (MG). Equipes do Corpo de Bombeiros, SAMU e helicóptero Arcanjo do Batalhão de Operações Aéreas auxiliaram no resgate das vítimas.
Conforme o Corpo de Bombeiros, as vítimas que morreram no acidente são todas mulheres, que eram passageiras do ônibus. Duas delas morreram ainda no local e uma outra vítima, uma mulher de 60 anos, morreu dentro da ambulância que fazia o socorro. Outras duas pessoas foram levadas para a Santa Casa de Campo Belo com traumatismo craniano.
Segundo informações da Viação Campo Belo, o veículo seguia para São Paulo com sete passageiros mais o motorista, quando o acidente aconteceu. Os dois veículos teriam batido de frente. Com a batida, parte da cabine do ônibus foi destruída.
1 de 4
Equipe Aeromédica do Corpo de Bombeiros de MG resgata vítimas de acidente frontal envolvendo ônibus e caminhão deixando 3 mortos na BR-354. Foto CBMMG
Equipe Aeromédica do Corpo de Bombeiros de MG resgata vítimas de acidente frontal envolvendo ônibus e caminhão deixando 3 mortos na BR-354. Foto Alan Cunha
Equipe Aeromédica do Corpo de Bombeiros de MG resgata vítimas de acidente frontal envolvendo ônibus e caminhão deixando 3 mortos na BR-354. Foto Alan Cunha
Equipe Aeromédica do Corpo de Bombeiros de MG resgata vítimas de acidente frontal envolvendo ônibus e caminhão deixando 3 mortos na BR-354. Foto Alan Cunha
Minas Gerais – O uso dos drones é uma tendência nas atividades de Segurança Pública e o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) está acompanhando esta evolução tecnológica.
Para contribuir com esta evolução, a Vara de Execuções Criminais da Comarca de Contagem/MG realizou a doação de dois drones modelo “Dji Mavic 2 Enterprise Dual” ao Batalhão de Operações Aéreas (BOA). A solenidade contou com a presença do Juiz Wagner Cavalieri e do Comandante-Geral do CBMMG, Coronel Edgard Estevo da Silva e foi realizada no BOA, no dia 9 de maio de 2019.
O juiz da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Contagem, Wagner Cavalieri, realizou a doação enaltecendo o trabalho realizado pelos bombeiros militares de Minas Gerais. “Essa doação é o reconhecimento ao trabalho que o CBMMG faz, já que vocês são os amigos certos das horas incertas e agradecemos a oportunidade de colaborar com a instituição e estaremos sempre dispostos a ajudar.”
O Comandante-Geral, Coronel Estevo agradeceu a parceria do CBMMG com a Justiça de Contagem, afirmando que os drones serão de grande valia na melhora do atendimento do CBMMG. “Com a doação deste drones o CBMMG estará ampliando a capacidade de treinamento da tropa e tais ferramentas serão colocadas à disposição da sociedade.”
1 de 5
Batalhão de Operações Aéreas recebe doação de dois drones da Justiça de Contagem, MG
Batalhão de Operações Aéreas recebe doação de dois drones da Justiça de Contagem, MG
Batalhão de Operações Aéreas recebe doação de dois drones da Justiça de Contagem, MG
Batalhão de Operações Aéreas recebe doação de dois drones da Justiça de Contagem, MG
Batalhão de Operações Aéreas recebe doação de dois drones da Justiça de Contagem, MG
Drones em Brumadinho
O Comandante-Geral do CBMMG afirmou a importância dos drones nos trabalhos em Brumadinho e destacou dois pontos da operação, que é considerada a maior de busca já existente no Brasil.
O primeiro ponto levantado pelo Coronel Estevo é a preocupação da instituição com o avanço tecnológico. “A tecnologia, aliada ao capital humano especializado de nossa corporação, faz grande diferença nos resultados que apresentamos”.
O segundo ponto levantado pelo Comandante-Geral é a importância da integração das instituições na resposta a grandes desastres. “A maturidade das instituições no entendimento da competência de cada órgão, foi um dos pontos mais importantes do trabalho sistêmico e integrado que foi liderado pelo CBMMG em Brumadinho”.
Os drones ainda estão sendo utilizados nas buscas das 33 vítimas que ainda estão desaparecidas em Brumadinho. Os equipamentos são utilizados para monitorar e avaliar áreas de risco, realizar medições de terreno, ajudar os bombeiros a identificar e percorrer áreas de difícil acesso via terrestre, além de reduzir o uso das aeronaves, trazendo economia e eficiência aos trabalhos. Outro benefício importante dos drones é diminuir a exposição dos bombeiros a riscos e locais perigosos.
Drones do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais auxiliam nas buscas em Brumadinho. Foto: CBMMG.
Minas Gerais – Uma menina de 9 anos de idade caiu de um cavalo na manhã de domingo (05) em Monte Carmelo. Segundo informações do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) a vítima foi encaminhada para o Pronto Socorro da cidade, mas devido a gravidade teve de ser transferida para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC/UFU).
O transporte foi realizado no helicóptero Arcanjo 06 do Corpo de Bombeiros de Uberaba que pousou em um campo de futebol da cidade. A vítima deu entrada no HC/UFU e segue internada.
Este foi o primeiro resgate do SAMU no helicóptero Arcanjo 06, que tem como base Uberaba. A base de Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV) atende o Triângulo Mineiro. Os pedidos podem entrar via bombeiros (193) ou pelo Samu (192).
Santa Catarina – No início da tarde deste sábado (4), um homem caiu de um pinheiro de 15 metros de altura e foi resgatado por bombeiros militares com apoio da equipe aeromédica do helicóptero Arcanjo 01, no interior de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis.
Segundo o Corpo de Bombeiros, ele sofreu a queda enquanto descia de pinheiro que havia sido podado recentemente. A vítima teve traumatismo cranioencefálico grave (TCE) e foi levado com quadro estável para o Hospital Regional de São José.
1 de 3
Aeromédico do Arcanjo 01 e bombeiros socorrem homem que caiu de árvore na Grande Florianópolis. Foto: Divulgação
Aeromédico do Arcanjo 01 e bombeiros socorrem homem que caiu de árvore na Grande Florianópolis. Foto: Divulgação
Aeromédico do Arcanjo 01 e bombeiros socorrem homem que caiu de árvore na Grande Florianópolis. Foto: Divulgação
Minas Gerais – A 4ª Companhia do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) em Uberaba iniciou os atendimentos aéreos com o Arcanjo 06, helicóptero modelo Esquilo B3. A expansão das operações aéreas faz parte do Planejamento Estratégico da corporação para aumento no número de atendimentos e diminuição do tempo-resposta à população mineira.
O Comandante do BOA, Tenente-Coronel Alexandre, afirma que a expansão do serviço aéreo é de suma importância para o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). “A presença do BOA em Uberaba é uma grande conquista para o triângulo mineiro que conta agora com mais um serviço especializado. Pretendemos expandir com responsabilidade para manter a prestação de serviço com qualidade e utilizando o melhor recurso para cada caso.”
Batalhão de Operações Aéreas inicia serviço de Suporte Aéreo Avançado de Vida em Uberada, MG.
Com o início das atividades aéreas em Uberaba, o BOA passa a contar com quatro bases de atendimento: Belo Horizonte, Varginha (no sul de Minas Gerais), Montes Claros (na região Norte do Estado) e Uberaba (no Triângulo Mineiro). Já o número de aeronaves são seis: dois Esquilos B2 e dois Esquilos B3, um helicóptero biturbina, modelo EC 145 e um avião alugado pela Secretaria de Saúde. Dois aviões modelo Grand Caravan EX foram comprados e um será entregue no final de 2019.
A expansão das operações aéreas faz parte do planejamento estratégico do CBMMG e do programa de expansão do atendimento, que prevê a presença do corporação em 124 municípios mineiros até 2026. As aeronaves distribuídas em bases escolhidas estrategicamente pelo Estado auxiliam o CBMMG em outro programa, que idealiza a redução do tempo entre o acionamento dos bombeiros e chegada ao local da ocorrência.
As aeronaves também possibilitam o transporte aeromédico inter-hospitalar de pacientes graves, que necessitam de tratamento em hospitais de referência que estão fora da sua região. Assim, em um projeto conjunto construído pelo CBMMG e a Secretaria de Estadual de Saúde em 2012, tendo como parceiro estratégico o SAMU, vislumbra-se expandir o serviço chegando a ter seis bases aéreas de Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV) distribuídas estrategicamente no Estado. Com isso, haverá a necessidade de aquisição de mais aeronaves.
Batalhão de Operações Aéreas inicia serviço de Suporte Aéreo Avançado de Vida em Uberada, MG.
Minas Gerais – Um banhista de 46 anos caiu de uma cachoeira em Brumadinho e foi resgatado pelo Batalhão de Operações Aéreas (BOA), no último domingo (14/04).
Wellington Alves de Almeida caiu da Cachoeira da Jangada, localizada próximo a Casa Branca, distrito de Brumadinho. O homem teve traumatismo craniano e foi levado com vida, de helicóptero, para o Hospital João XXIII.
O local da queda não permitiu o pouso da aeronave, por ser um lugar de difícil acesso. O tripulante operacional do BOA utilizou a técnica de Mcguire, procedimento de extração de vítimas com uso de cordas amarradas nas aeronaves, para acessar o banhista e realizar o suporte básico de vida. Wellington foi imobilizado em uma maca e assistido pelo bombeiro que continuou prestando o atendimento até um local aberto onde foi socorrido pela equipe médica, embarcado na aeronave e encaminhado ao hospital.
1 de 5
Homem cai de cachoeira e é resgatado por aeronave do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais
Homem cai de cachoeira e é resgatado por aeronave do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais
Homem cai de cachoeira e é resgatado por aeronave do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais
Homem cai de cachoeira e é resgatado por aeronave do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais
Homem cai de cachoeira e é resgatado por aeronave do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais
As técnicas de resgate de vítimas de locais de difícil acesso requerem destreza e habilidades de pilotos e tripulantes para manter a segurança das operações. Com a rápida infiltração do bombeiro em locais aonde o acesso por viaturas via terrestre são dificultadas ou demoradas, o helicóptero permite que o resgate seja realizado de forma rápida, oferecendo os primeiros socorros às vítimas.
Também as aeronaves do BOA são tripuladas por médicos e enfermeiros e possuem equipamentos de suporte avançado de vida, o que garantem melhor qualidade no atendimento até a chegada rápida ao hospital, onde equipes médicas estão à postos para dar continuidade ao atendimento ainda no heliponto.
Esse tipo de atendimento, principalmente para vítimas de trauma graves, como no caso dessa ocorrência, são primordiais para garantir a vida dos acidentados.
Minas Gerais – O cesto é um equipamento utilizado para realizar o salvamento de pessoas em locais de difícil acesso como incêndios, enchentes, matas ou cachoeiras. O cesto fica acoplado no gancho da aeronave e tem capacidade para até quatro pessoas. Para aprimorar esse tipo de resgate, o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) realizou dois treinamento com o cesto, na Academia de Bombeiros Militar (ABM),nos dias 8 e 11 de abril de 2019.
Todo equipamento que é acoplado nas aeronaves modifica os aspectos da aeronavegabilidade e da segurança nas operações. O peso extra de equipamentos acoplados no gancho da aeronave modifica seu centro de gravidade e as funções dos tripulantes em voo.
Por isso, é necessário realizar treinamentos com simulações. É necessário treinar o piloto na retirada de cargas do solo, os tripulantes embarcados que irão auxiliar o piloto nas manobras com o cesto e o tripulante que vai no cesto com as vítimas, que precisa estar atento com a segurança delas e com a comunicação com a tripulação embarcada.
Os treinamentos dessa semana simularam duas vítimas ilhadas que foram resgatadas com o cesto. Na aproximação com o cesto e no embarque de pessoas, diversas coisas podem dar errado, como o cesto enganchar em algum obstáculo, fato que ocorreu em um resgate na cidade de São Paulo, em novembro do ano passado.
O cesto enroscou enquanto a aeronave Águia fazia o salvamento de três pessoas ilhadas em uma enchente. O tripulante teve que cortar as malhas do cesto para desenroscá-lo de um caminhão. Dependendo da situação, esses incidentes podem até culminar na queda da aeronave, por isso, a importância dos treinamentos.
1 de 7
Batalhão de Operações Aéreas de Minas Gerais realiza treinamento com cesto de salvamento
Batalhão de Operações Aéreas de Minas Gerais realiza treinamento com cesto de salvamento
Batalhão de Operações Aéreas de Minas Gerais realiza treinamento com cesto de salvamento
Batalhão de Operações Aéreas de Minas Gerais realiza treinamento com cesto de salvamento
Batalhão de Operações Aéreas de Minas Gerais realiza treinamento com cesto de salvamento
Batalhão de Operações Aéreas de Minas Gerais realiza treinamento com cesto de salvamento
Batalhão de Operações Aéreas de Minas Gerais realiza treinamento com cesto de salvamento
Aeromédico do Brasil – O portal Resgate Aeromédico iniciou uma série de reportagens sobre os protagonistas do aeromédico brasileiro. Com o apoio do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, dessa vez, vamos falar sobre a maior operação aérea de emergência já realizada no Brasil. A Operação Brumadinho.
Por ocasião do rompimento da barragem de Córrego do Feijão da mineradora VALE ocorrido em 25 de janeiro de 2019, que provocou a morte de mais de 300 pessoas, a maior força tarefa já organizada em Minas Gerais foi montada para o resgate de sobreviventes e também para as buscas pelos desaparecidos.
Além dos mais de 1.000 bombeiros, policiais e demais agentes de segurança que atuaram em terra, também foi observada a maior reunião de aeronaves de segurança pública do país, que contou com 5 helicópteros do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e ainda com diversas unidades do país.
Helicópteros de resgate durante buscas por vítimas em Brumadinho, onde uma barragem da mineradora Vale se rompeu.
Ao todo, 31 aeronaves sobrevoaram o local do acidente, sendo 25 pertencentes a órgãos públicos e 6 aeronaves privadas. Sob a doutrina do Sistema de Comando de Operações, houve a atuação harmônica e integrada com o uso de helicópteros dos seguintes órgãos:
Marinha do Brasil;
Exército Brasileiro;
Força Aérea Brasileira;
Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais;
Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro;
Polícia Civil de Minas Gerais;
Polícia Militar de Minas Gerais;
Polícia Militar de São Paulo
Polícia Militar do Espírito Santo;
Polícia Militar do Paraná;
Polícia Federal;
Polícia Rodoviária Federal;
Força Nacional de Segurança Pública;
Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais;
IBAMA.
1 de 18
Equipe do NOTAER do ES prestando sua homenagem durante a missão de Brumadinho, MG
Polícia Militar do Estado do São Paulo envia bombeiros e equipamentos para auxiliar nas operações em Brumadinho, região Metropolitana de Belo Horizonte (MG)
Lama e caos marcaram as vidas dos Policiais Rodoviários Federais que trabalharam em Brumadinho, MG
Lama e caos marcaram as vidas dos Policiais Rodoviários Federais que trabalharam em Brumadinho, MG
Campinho no Córrego do Feijão foi transformado em local de pouso de helicópteros — Foto: Washington Alves/Reuters
Drones do Corpo de Bombeiros transmitem ao vivo as operações de buscas de vítimas em Brumadinho, MG
FAB na operação de busca às vítimas em Brumadinho. Foto: FAB
Helicóptero da Força Nacional reforça equipes de busca em Brumadinho, MG. Foto: Divulgação.
Helicóptero da PMPR inicia operações em Brumadinho, MG. Foto: PMPR
Piloto de helicóptero relata detalhes das operações de salvamento em Brumadinho. Foto: PMMG
NOTAer envia helicóptero para auxiliar nas buscas em Brumadinho, MG. Foto: Ascom/NOTAer
Major Karla Lessa do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e equipe operando na Mina do Córrego do Feijão, Brumadinho. Foto: Roberto Caiafa.
Helicóptero da Polícia Federal sobrevoa lama em busca de vítimas de rompimento de barragem em Brumadinho — Foto: Adriano Machado/Reuters
Força Aérea Brasileira coordena cerca de 300 voos por dia nas buscas às vitimas em Brumadinho, MG
Helicóptero Bombeiro 05 do CBMERJ em Brumadinho. Foto: Divulgação
Bombeiros carregam corpo resgatado em Brumadinho. Foto: Divulgação
Helicóptero da Polícia Civil sobrevoa área devastada pela lama a procura de vítimas de acidente com mina da Vale em Brumadinho (MG) — Foto: Reprodução/TV Globo
Bombeiros rezam em Brumadinho — Foto: Reprodução
Devido às grandes proporções do desastre de Brumadinho, o uso de aeronaves foi essencial para o desenvolvimento das operações de busca e salvamento. O trabalho com uso de helicópteros foi iniciado pouco depois do rompimento da barragem, no dia 25 de janeiro de 2019. Foram utilizados helicópteros de diversos modelos, dos monoturbinas AS350, EC 130, BELL 407 e JETRANGER, aos biturbinas AS365, EC145 e EC725.
A área atingida representa 10 quilômetros lineares ou 4 milhões de metros quadrados. Isso equivale a 1,6 a área da Lagoa da Pampulha, por exemplo.
Foram realizadas mais de 1.200 missões aéreas até o momento, destacando-se as missões de transporte de equipes de busca e de recuperação de corpos, resultando em mais de 1.516 horas de voo. As operações ainda continuam, com a procura e resgate de corpos. As aeronaves do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais ainda prestam apoio à operação. Os Arcanjos voaram mais de 260 horas.
Atuação do 1°GCC em Brumadinho. Foto: Fábio Maciel / DECEA
Área controlada
Para apoio às operações aerotransportadas, a Força Aérea instalou duas unidades de Serviço de Informações Aeronáuticas (AFIS) na região, sendo uma em uma igreja no Córrego do Feijão, local mais próximo da área atingida pelo rompimento, e outra na Faculdade Asa de Brumadinho. A partir dessas unidades era realizada a coordenação das ações de tráfego aéreo. O apoio foi realizado pelo Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1º GCC), unidade subordinada ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).
No dia 03 de fevereiro foi registrado o maior número de pousos e decolagens da operação, sendo registradas pela FAB 615 movimentações. Em Brumadinho foram registrados 7.888 pousos e decolagens. Para se ter uma ideia da dimensão da operação, o Aeroporto de Congonhas em São Paulo, segundo aeroporto mais movimentado do país, registrou 223.989 movimentos aéreos em 2017, segundo o DECEA. Esse número representa uma média diária de 613,67 movimentações.
Também no emprego de meios aéreos, essa é a maior operação de busca e salvamento já realizada no país. Além das aeronaves, 1 balão de observação, 1 radar de drones, além de uma estrutura de controle aéreo específico e 7 drones do CBMMG com recursos de imagem termal foram os protagonistas do apoio às operações em terra em Brumadinho, MG.
Helicópteros, a importância do uso das aeronaves em Brumadinho, MG
Aeromédico do Brasil – O portal Resgate Aeromédico iniciou uma série de entrevistas com os protagonistas do aeromédico brasileiro para conhecer melhor o funcionamento dos operadores aeromédicos públicos e privados.
No Brasil, segundo a ANAC, o serviço aeromédico privado é explorado por cerca de 39 empresas de táxi-aéreo. Nesse setor há também operadores públicos. Os Corpo de Bombeiros Militares, Polícias Militares, Polícias Civis, Polícia Rodoviária Federal e Secretarias de Segurança Pública realizam atividades de resgate e transporte aeromédico. Em muitos Estados essas unidades são integradas.
Dessa vez vamos falar sobre o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. O Ten Cel BM Alexandre Gomes Rodrigues é comandante de aeronaves de asa fixa, está na aviação desde 2005 e comanda o BOA desde janeiro de 2018. Esteve a frente das operações aéreas na tragédia de Brumadinho. O BOA é um operador público que realiza operações de busca e salvamento, operações aeromédicas, apoio a Defesa Civil, transporte de órgãos e de pessoal.
RA: Quais aeronaves vocês operam?
Ten Cel Alexandre: O BOA opera atualmente 6 aeronaves. Um avião modelo Grand Caravan e Cinco helicópteros: sendo dois do modelo AS-350 B2 VEMD, um EC-145 e mais dois esquilos AS-350 B3 (agora denominados H125).
RA: Como é a seleção e formação das tripulações das aeronaves?
Ten Cel Alexandre: O curso de tripulante é destinado à atividade suplementar de aviação de busca e salvamento e resgate aeromédico sendo que a formação de bombeiros militares dos candidatos eleva bastante o nível do resultado dos treinamentos.
Após seleção interna, a formação dos tripulantes operacionais é realizada através de um curso de qualificação existente no CBMMG chamado “Curso de Formação de Tripulante Operacional e Técnico em Abastecimento e Suplemento de Aviação”. O curso possui duração de 4 meses, sendo dois meses a distância, três semanas intensivas de treinamento aplicado à atividade aérea no Corpo de Bombeiros e 45 dias de estágio supervisionado, nos quais os alunos militares vivenciam a rotina aérea operacional e executam os procedimentos aprendidos em ocorrências reais de forma supervisionada por um tripulante mais experiente.
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa.
Destaca-se que os tripulantes também são qualificados para a função de Técnico em Abastecimento e Suplemento de Aviação (TASA), sendo treinados para exercer todas as funções de apoio no solo, como abastecimento, transporte de materiais perigosos, entre outras.
Os mecânicos de aeronave são selecionados dentre as praças do CBMMG que já possuem a formação básica. Posteriormente, tais militares realizam a qualificação/especialização para a manutenção dos modelos de aeronaves que operamos (AS350B2, AS350B3, BK117).
Os pilotos recebem a formação após seleção interna e realizam o curso de Comando de Operações Aéreas que se divide em duas etapas, sendo a primeira: o Curso de Piloto Privado (PP) teórico e a segunda: as técnicas de emprego operacional de aeronaves, realizados pelo CBMMG por meio do Batalhão de Operações Aéreas (BOA).
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa.
Os oficiais recebem a formação básica exigida pela ANAC e também a formação direcionada a atividade aérea operacional do CBMMG em que realizam treinamentos diversos sobre as técnicas utilizadas no salvamento aéreo.
A formação prática é feita através de contratação pública de empresa terceirizada para a realização do Curso de Piloto Privado (PP) prático, Piloto Comercial (PC) teórico e Piloto Comercial prático.
Durante o período de formação de cerca de 3 anos, os novos pilotos exercem funções administrativas na unidade e de Comandante de Operações Aéreas no serviço operacional do BOA, aplicando os conhecimentos e adquirindo experiência de Voo.
Quando atingem os requisitos mínimos para assumirem a função de comandante, tempo de voo, treinamento específico no modelo, e são aprovados pelo conselho de voo, os pilotos realizam o treinamento operacional intensivo, que pode ser aplicado juntamente com o CTOP, reduzindo o custo operacional da Unidade.
Parceria entre a Secretaria de Saúde de MG e o Corpo de Bombeiros Militar salva vidas. Foto: Marcus Ferreira.
RA: Vocês fazem treinamento de CRM ou algum voltado para a segurança das operações?
Ten Cel Alexandre: O treinamento de CRM, atualmente, ocorre através da educação continuada, seja no treinamento técnico semanal, seja nos briefings diários, de forma desestruturada, não especificamente em cursos.
Já ocorreram alguns cursos na Unidade em outras oportunidades, contudo a disciplina de CRM não pode ser restrita apenas a eventos de treinamentos isolados. A segurança de Voo é extremamente discutida em tais briefings. Na ocasião, um profissional da tripulação de serviço do dia compartilha alguma situação relacionada à segurança ou é feita a leitura de um relatório contido na pasta de segurança de voo o qual é discutido de forma a aumentar a percepção de toda a equipe.
RA: Como é feita a regulação do serviço aeromédico em Minas Gerais?
Ten Cel Alexandre: A regulação médica é feita através de profissionais do SAMU que integram as bases do BOA, sempre em apoio ao Corpo de Bombeiros e também ao SUS, Sistema Único de Saúde, que demanda operações de transporte entre hospitais. Na prática, sempre que uma demanda é recebida, o médico plantonista regula a operação, avaliando as condições clínicas e também da unidade que vai receber a vítima. Havendo a necessidade e a condição para o encaminhamento, o parecer médico é dado para o transporte.
RA: No Estado de Minas Gerais existe algum hospital com heliponto preparado para receber uma vítima transportada de helicóptero?
Ten Cel Alexandre: Em Belo Horizonte o Hospital de Pronto Socorro, HPS João XXIII é a maior referencia, possuindo um heliponto para o recebimento direto de vítimas. Ainda em Belo Horizonte existem outros helipontos em hospitais particulares como Materdei, Biocor e Unimed.
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa.
RA: Possuem convênio com algum serviço de urgência e emergência ou Secretaria de Saúde?
Ten Cel Alexandre: Sim. Pela similaridade de atuação, nos atendimentos dos casos de transporte de Urgência e Emergência no Estado de Minas Gerais, sejam terrestres ou aéreos, o Corpo de Bombeiros Militar de MG celebrou convênios com consórcios intermunicipais de saúde, prefeituras e Secretaria de Estado da Saúde. O objetivo é integrar os esforços, reduzir custos e melhorar a qualidade dos serviços prestados, atendendo a legislação sanitária vigente.
RA: Como é formada a equipe médica das aeronaves?
Ten Cel Alexandre: A equipe médica é formada por médico e enfermeiro do SAMU, criteriosamente escolhidos para tripular os Arcanjos.
RA: Pretendem ampliar o serviço?
Ten Cel Alexandre: Sim, pretendemos ampliar para que a cobertura e o tempo de resposta sejam melhorados em algumas regiões, como o Leste e a Zona da Mata Mineiros.
Estimam um aumento de 30% nos atendimentos aeromédicos para o ano de 2019.
Ra: Onde fica a base de operações? Quantas bases vocês possuem?
Ten Cel Alexandre: O Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais criado através do Decreto nº 44.411 de novembro de 2006 iniciou suas atividades no dia 04 de julho de 2007 com um efetivo bem reduzido e uma frota composta por dois helicópteros modelo AS 350 B2 “Esquilo” e um avião Cessna modelo 210 “Centurion”, com sede no Aeroporto da Pampulha em Belo Horizonte.
Minas Gerais é um Estado de dimensões semelhantes ao de países como a França e a Alemanha, e por isso houve a necessidade de estender a cobertura e o atendimento com uso de helicópteros para as regiões com maior adensamento populacional e consequentemente maiores índices de ocorrências de bombeiro.
Atualmente o Batalhão possui a 1ª Companhia na Sede em Belo Horizonte, onde se concentram e ocorrem a maioria das demandas operacionais da Unidade, e três Companhias Especiais de Operações Aéreas (CEOA) no interior do Estado, sendo a 2ª CEOA em Varginha, região Sul de Minas; 3ª CEOA em Montes Claros, região Norte do Estado e a 4ª CEOA em Uberaba na região do Triangulo Mineiro.
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa.
RA: Vocês voam sempre com dois pilotos no serviço aeromédico? Qual é o modelo que utilizam?
Ten Cel Alexandre: O voo com dois pilotos é sempre um fator de redundância em relação à segurança. Ele ocorre no avião Grand Caravan e também no Helicóptero EC-145. Nos demais helicópteros modelo esquilo, as operações aeromédicas exigem a conversão da cabine, o que impede a participação do copiloto.
Nas demais operações como combates a incêndio, apoios à desastres e salvamentos em geral é possível ter embarcado o copiloto, tanto para apoio na operação quanto para o acúmulo de experiência.
RA: Quais equipamentos aeromédicos possuem na aeronave? Pretendem adquirir algo específico?
Ten Cel Alexandre: Atualmente trabalhamos em conformidade com o que é preconizado pela Portaria nº 2.048 do Ministério da Saúde de 2002, para ambulâncias tipo E (Aeronaves de Transporte Médico).
Helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais resgata criança picada por escorpião.
Nesse sentido, utilizamos os seguintes materiais, de acordo com o tipo de ocorrência (Atendimento Pré-Hospitalar ou Transporte Inter-hospitalar) e o tipo de aeronave (helicóptero ou avião). Aeronaves de Asas Rotativas (Helicópteros) e Asas Fixas para atendimento pré-hospitalar ou inter-hospitalar:
Conjunto aeromédico: maca ou incubadora; cilindro de ar comprimido e oxigênio com autonomia de pelo menos 2 horas; régua tripla para transporte; suporte para fixação de equipamentos médicos; respirador mecânico; monitor cardioversor com bateria; oxímetro portátil; bomba de infusão; prancha longa para imobilização de coluna; dentre outros equipamentos médicos móveis.
Além desses materiais, utilizamos equipamentos de busca e salvamento para socorro em locais de difícil acesso ou outras situações adversas.
Equipamentos de busca e salvamento: Guincho elétrico, cordas, mosquetões, baudrier, descensores, destorcedor, cordeletes, cesto de salvamento, sling, triângulo de resgate, maca envelope, placa de multiancoragem, polias, anéis de fita, saco de arremesso e flutuador de resgate.
Em relação a novas aquisições, temos interesse em adquirir equipamentos médicos mais atualizados a fim de manter os atendimentos aéreos em conformidade com os avanços tecnológicos. Exemplo: aquisição de respiradores mecânicos disponíveis há pouco tempo no mercado.
Treinamento do BOA/MG na Serra da Moeda. Foto: Marcos Junglas.
DADOS TÉCNICOS DAS AERONAVES
Dois helicópteros AIRBUS AS350B2 VEMD Esquilo, aeronave monomotora equipada com o motor a reação TURBOMECA ARRIEL 1D1, de 531 Kw (712 SHP) de potência, com peso máximo de decolagem de 2250 Kg, velocidade máxima de 155 Kt (287 Km/h) e autonomia de 3h30 de voo.
Dois helicópteros AIRBUS AS 350 B3e Esquilo, aeronave monomotor equipada com o motor TURBOMECA ARRIEL 2D, de 641 Kw (860 SHP) de potência, com peso máximo de decolagem de 2250 Kg, velocidade máxima de 155 Kt (287 Km/h) e autonomia de 03h30 de voo.
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa
Estes helicópteros operam em condições de voo VFR diurno e noturno, com capacidade para 6 lugares e podem ser usados nas diversas operações do Batalhão de Operações Aéreas, como Rapel, McGuire, remoção de vítimas com guincho, transporte de carga externa com gancho, evacuação aeromédica, dentre outras.
Um helicóptero AIRBUS EC 145, aeronave bimotora equipada com 2 motores a reação TURBOMECA ARRIEL 1E2, de 551 Kw (738 SHP) de potência, com peso máximo de decolagem de 3.585 Kg, velocidade máxima de 150 Kt (277 Km/h) e autonomia de 03h00 de voo.
Este helicóptero opera em condições de voo VFR diurno e noturno, e IFR. Pode operar até com 10 lugares e está equipado com a configuração aeromédica completa, podendo transportar até 2 vítimas, além de poder ser usado como aeronave multimissão.
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa
Um avião Cessna 208B Grand Caravan, aeronave monomotora equipada com o motor a reação Pratt& Whitney PT6, de 634 Kw (850 SHP) de potência, com peso máximo de decolagem de 3989 Kg, velocidade máxima de 186 Kt (344 Km/h) e autonomia de 06h00 de voo.
Esta aeronave é muita utilizada para transportes, remoções, transferências aeromédicas, transportes de órgãos vitais, além de ser um excelente instrumento para o transporte de tropas terrestres em apoio a operações de grandes catástrofes, como em Brumadinho.
Avião Cessna 208B Grand Caravan. Foto: Roberto Caiafa.
Santa Catarina – Durante esta semana (25 a 30), médicos e enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) estão participando do Curso de Resgate e Transporte Aeromédico (CRETA) para tripularem as aeronaves Arcanjo (aviões e helicópteros) do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. São 20 profissionais que realizam o curso.
O curso está sendo realizado no Centro de Ensino Bombeiro Militar, na Trindade em regime integral e nele são apresentadas questões relativas à segurança das operações, fisiologia de voo, influência da altitude no atendimento de pacientes, entre outros temas que passam por resgates em locais de difícil acesso e rapel de aeronave.
As preparações envolveram mais de dez situações que eles podem enfrentar no dia a dia trabalhando nas aeronaves, com ocorrências que vão desde o tratamento de um recém-nascido, passando por obstáculos para transporte de paciente (matagais, alturas, mares) até carregar bonecos com mais de 100 kg.
O Centro de Ensino Bombeiro Militar possui uma plataforma de treinamento semelhante ao helicóptero Arcanjo. Trata-se de uma plataforma elevatória que possibilita o embarque e desembarque a baixa altura e descidas de rapel dos tripulantes, além de simular o ambiente de cabine durante um voo.
O Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Edupércio Pratts, que é piloto dos Arcanjos, ministrou a aula inaugural e falou da importante da parceria entre o SAMU e o Corpo de Bombeiros Militar, pois potencializa o serviço de socorro e resgate, “juntos potencializamos o melhor das duas instituições, e ofertamos um atendimento de referência e especializado à população” afirmou o Comandante.
1 de 9
Profissionais do SAMU realizam Curso de Resgate e Transporte Aeromédico para tripularem as aeronaves Arcanjo.
Profissionais do SAMU realizam Curso de Resgate e Transporte Aeromédico para tripularem as aeronaves Arcanjo.
Profissionais do SAMU realizam Curso de Resgate e Transporte Aeromédico para tripularem as aeronaves Arcanjo.
Profissionais do SAMU realizam Curso de Resgate e Transporte Aeromédico para tripularem as aeronaves Arcanjo.
Profissionais do SAMU realizam Curso de Resgate e Transporte Aeromédico para tripularem as aeronaves Arcanjo.
Profissionais do SAMU realizam Curso de Resgate e Transporte Aeromédico para tripularem as aeronaves Arcanjo.
Profissionais do SAMU realizam Curso de Resgate e Transporte Aeromédico para tripularem as aeronaves Arcanjo.
Profissionais do SAMU realizam Curso de Resgate e Transporte Aeromédico para tripularem as aeronaves Arcanjo.
Profissionais do SAMU realizam Curso de Resgate e Transporte Aeromédico para tripularem as aeronaves Arcanjo.
Uma das profissionais, a médica Juliana Costa, viajou mais de 200 km para participar do CRETA. Ela atua na Unidade de Suporte Avançado (USA) de Rio do Sul. “Cheguei logo cedo na segunda, pois estava de plantão no domingo à noite. Passamos das 60 horas já. Sempre gostei do pré-hospitalar. Fiz pós em UTI e estou terminando outra em aeromedico, até por isso a ideia de trabalhar com isso, e o curso superou minhas expectativas, principalmente por nos fazer ir além dos nossos limites. Não sou alguém acostumada com atividades radicais, e aqui saímos da nossa zona de conforto”, analisa.
Uma opinião que é compartilhada pelo companheiro de treino, o médico Vinícius Stringari: “Eu já faço parte da equipe do asa fixa, mas ainda não podia atuar no asa rotativa, por suas diferenças. O curso nos aperfeiçoa e nos testa bastante. É um curso completo. Você observa hora a hora sua evolução. É um curso difícil, pesado, de atividades que requerem muito da nossa entrega. Saltamos de trampolim, ficamos uma manhã toda numa piscina de macacão, andamos por horas, fiz meu primeiro rapel. Cada momento está sendo um desafio”, descreve.
O Major BM Túlio Tartari Zanin também lembra que os profissionais selecionados para o curso já entra com larga experiência de atendimento avançado, com participação em ambulâncias, nas unidades avançadas. Ao passo que o Coordenador Estadual de Enfermagem do GRAU, André Ricardo Moreira, ainda evidencia a participação dos voluntários que auxiliaram nos treinamentos, com mais de 30 pessoas envolvidas.
O Curso de Resgate e Transporte Aeromédico é ofertado pelo Centro de Formação de Aviadores do CBMSC em Conjunto com a Grupo de Resposta Aérea de Urgência – GRAU do SAMU de Santa Catarina.
1 de 5
Profissionais do SAMU realizam Curso de Resgate e Transporte Aeromédico para tripularem as aeronaves Arcanjo.
Profissionais do SAMU realizam Curso de Resgate e Transporte Aeromédico para tripularem as aeronaves Arcanjo
Profissionais do SAMU realizam Curso de Resgate e Transporte Aeromédico para tripularem as aeronaves Arcanjo
Profissionais do SAMU realizam Curso de Resgate e Transporte Aeromédico para tripularem as aeronaves Arcanjo.
Profissionais do SAMU realizam Curso de Resgate e Transporte Aeromédico para tripularem as aeronaves Arcanjo
Minas Gerais – No dia 25 de janeiro de 2019, às 12h37, a major do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Karla Lessa Alvarenga Leal, iniciava mais um protocolo de atendimento no Batalhão de Operações Aéreas da Corporação. Quando alçou voo junto com a equipe de atendimento em um helicóptero modelo EC 145 adquirido pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) partiu rumo a Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte.
Naquele momento, o Corpo de Bombeiros havia recebido um chamado informando o rompimento de uma barragem em Brumadinho. Às 12h55, a bombeiro e piloto Karla Lessa já sobrevoava a região junto com os outros integrantes da equipe, sendo os primeiros a chegarem no local.
Karla Lessa, que entrou na Corporação com 18 anos de idade, iniciou sua trajetória profissional como cadete, tendo feito quatro anos de curso de Formação de Oficiais. Ela conta que depois desse curso exerceu diversas atividades, até chegar à aviação e se tornar a primeira mulher comandante de helicóptero de bombeiros militar do Brasil.
“Atuei em atendimentos diretos de ocorrências, serviços operacionais, atividades administrativas na secretaria, na companhia escola, no setor de prevenção contra incêndio e pânico e, em 2013, fui transferida para o batalhão de operações aéreas”, detalha a major.
Parceria entre a Secretaria de Saúde de MG e o Corpo de Bombeiros Militar salva vidas. Foto: Marcus Ferreira.
Desde o início deste ano, a major atua também na SES-MG, disponibilizada pelo CBMMG. Na secretaria, ela representa o elo entre as duas instituições para tratar de questões relacionadas ao Suporte Aéreo Avançado de Vidas (SAAV), mas também de outras ações que são comuns, tanto aos Bombeiros, quanto à saúde.
Para ela, a mulher pode ocupar qualquer espaço e exercer qualquer profissão e se tem algum sonho ou meta deve sim trabalhar para alcançá-los. “As mulheres precisam confiar nelas mesmas e, antes de falar que não é possível, é importante tentar fazer. Muitas vezes temos algumas limitações criadas pelo ambiente social e assim acabamos por acreditar que há um limite, mas com dedicação, muito estudo e treinamentos, iremos alcançá-los”, salienta Lessa.
Brumadinho
Naquela sexta-feira, 25 de janeiro, às 12h37, um solicitante entrou em contato com o Corpo de Bombeiros (193) via telefone. Tão logo foi efetuado esse chamado, o copiloto que estava em operação na base e que acompanhava o software de atendimento visualizou a seguinte mensagem na tela do sistema: – “rompimento de barragem”. Karla Lessa conta que nesses casos soa um toque de campainha, indicando possível ocorrência de atendimento.
“Assim que houve o toque da campainha, me desloquei para a sala de operações da unidade. E, enquanto fazia o deslocamento, o copiloto entrou em contato com o solicitante para confirmar o chamado. Tão logo foi confirmado, já iniciei o acionamento e o restante da equipe buscou material necessário e coordenadas geográficas exatas do local, para chegar o mais rápido possível”, narra a major.
Às 12h55, a equipe já realizava sobrevoo no local. Nesse momento, os integrantes foram divididos em dois grupos para tentar resgatar o máximo de vítimas possível. O médico, o enfermeiro e o copiloto ficaram em um campo de futebol próximo ao local. Já a aeronave em que a equipe estava embarcada conseguiu fazer o resgate de duas mulheres com vida, que estavam em meio aos rejeitos, sendo encaminhadas após primeiros atendimentos ao Hospital João XXIII, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).
Parceria entre a Secretaria de Saúde de MG e o Corpo de Bombeiros Militar salva vidas. Foto: Marcus Ferreira.
Suporte Aéreo Avançado de Vidas
Criado em 2012, por meio do Termo de Cooperação Técnica nº 1964, o SAAV, foi celebrado entre a SES-MG e o CBMMG e um dos seus objetivos é a aquisição de aeronaves de asas fixas e rotativas para a prestação de suporte aeromédico. Fazem parte desse trabalho o: atendimento primário (resgate), atendimento secundário (transporte inter-hospitalar), transporte de órgãos e tecidos para transplantes e apoio à Força Estadual de Saúde em caso de catástrofes no território mineiro.
Atualmente, o Suporte conta com cinco helicópteros que cobrem todo o Estado, sendo três desses da SES-MG e dois do CBMMG. As bases de operação se encontram em Belo Horizonte, Varginha, Montes Claros e Uberaba. O SAAV também conta com um avião alugado, que se encontra na base aérea de Belo Horizonte.
A coordenadora estadual de Urgência e Emergência da SES-MG, Erika de Oliveira Santos, salienta que, adicionalmente, foi celebrado entre a SES-MG e o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais um novo termo que fortalece ainda mais a parceria. “Serão adquiridos dois aviões, que estão em processo de pagamento pela SES-MG para prosseguimento à expansão do serviço no estado”, conta.
Além da parte de investimento, é prevista pela SES-MG a manutenção desse serviço de transporte. Sua primeira vigência iniciou-se em 2015 e, até o momento, foi repassado ao CBMMG R$ 20.389.015,04, sendo aditivado em 15/02/19 mais R$ 12.000.000,00 para continuidade do custeio do serviço.
Parceria entre a Secretaria de Saúde de MG e o Corpo de Bombeiros Militar salva vidas. Foto: Marcus Ferreira.
Protocolos
No atendimento pré-hospitalar, normalmente há uma solicitação via telefone 193 ou 192 e há uma regulação e avaliação para a necessidade ou não de envio de aeronave. Somente após essa avaliação, ocorre o empenho da aeronave e o deslocamento para o local.
“Sempre há uma equipe mista, que tripula a aeronave e realiza o atendimento às vitimas graves, sendo composta por bombeiros e profissionais da área de saúde (SAMU)”, explica Karla Lessa.
Já o transporte inter hospitalar acontece via SUS Fácil. O médico assistente responsável pelo paciente entra em contato com a central de regulação, solicita o transporte e envia a solicitação para o batalhão de operações aéreas, que irá avaliar indicação ou não de transporte.
Erika Santos destaca que nos casos em que ocorra necessidade de atendimentos de múltiplas vítimas, incluindo situações de catástrofes com implicações diretas sobre os atendimentos rotineiros na urgência e emergência, são ativados diversos fluxos complementares junto à Rede de Urgência e Emergência (hospitais, UPA, SAMU, UBS, dentre outros). “A logística de organização, nesses casos, é diretamente proporcional a magnitude do evento”, frisa a coordenadora.