Santa Catarina – Na quinta e sexta-feira, equipe do Batalhão de Operações Aéreas (BOA), do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), em parceria com o Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU/SAMU), realizou o transporte aeromédico de dois bebês e de uma menina de 10 anos com problemas de saúde.
Na quinta-feira (18), a equipe transportou um menino de 07 meses, de Criciúma para Joinville e na sexta-feira (19), transportou um bebê de 02 dias de vida, de Florianópolis para Joinville, norte do Estado.
Os pacientes apresentavam problemas cardíacos e foram transferidos pela aeronave Arcanjo 04 ao aeródromo Lauro Carneiro de Loyola (SBJV), em Joinville, onde uma Unidade de Suporte Básico do SAMU aguardava para transportar o paciente ao Hospital Jeser Amarante Faria para tratamento cirúrgico.
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Nos transportes realizados dos dois bebês foram percorridos pelo avião Arcanjo 04 em torno de 915 quilômetros entre as cidades, em um total aproximado de 6 horas de voo.
No segundo transporte de sexta-feira (19), uma menina de 10 anos precisava realizar tratamento de infecção após transplante renal. Por apresentar infecção urinária, que está associada ao órgão transplantado, a criança necessita de tratamento com a equipe médica que realizou o transplante, visto que a doença é complexa e potencialmente grave.
A paciente e a mãe foram transportadas de Lontras até Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A aeronave modelo Carajá, do governo estadual, levou cerca de uma hora para fazer o trajeto de 353 quilômetros.
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GRAU e Bombeiros transportam uma menina de 10 anos para transplante renal de Lontras para Porto Alegre, SC. Foto: divulgação
Santa Catarina – No domingo (14), o Batalhão de Operações Aéreas (BOA), em parceria com o Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU) do SAMU foi acionado para o transporte aeromédico de um recém-nascido de 4 dias de vida, de São José para Joinville, norte do Estado.
O paciente apresenta problemas cardíacos (Transposição dos Grandes Vasos Cardíacos). Foi transferido por via terrestre da UTI neonatal do Hospital Regional Homero de Miranda Gomes, em São José, até o aeroclube de Santa Catarina (SSKT), também em São José.
A equipe do avião Arcanjo 04 decolou de Florianópolis, embarcou o paciente em São José e seguiu para o aeródromo Lauro Carneiro de Loyola (SBJV), em Joinville. Uma Unidade de Suporte Básico do SAMU que aguardava, transportou o lactente ao Hospital Jeser Amarante Faria, em Joinville, para tratamento cirúrgico.
Nesse transporte foram percorridos cerca de 330 quilômetros entre as cidades de Florianópolis, São José e Joinville, em um total aproximado de 2 horas de voo.
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Recém-nascido com problemas cardíacos é transportado pelo avião dos Bombeiros de São José para Joinville, SC. Foto: Divulgação
Recém-nascido com problemas cardíacos é transportado pelo avião dos Bombeiros de São José para Joinville, SC. Foto: Divulgação
Recém-nascido com problemas cardíacos é transportado pelo avião dos Bombeiros de São José para Joinville, SC. Foto: Divulgação
Mato Grosso do Sul – Na noite de sexta-feira (12), a Coordenadoria de Transporte Aéreo da Casa Militar do Mato Grosso do Sul realizou o transporte de uma menina de 14 anos para Curitiba, PR. A jovem tem disfunção renal grave e foi comunicada que em Curitiba (PR) tinha a doação de um rim 100% compatível, porém a viagem até lá deveria ser rápida, pois o tempo isquemia do órgão é de 48 horas.
Como as companhias aéreas estão com horários reduzidos de voo, devido a pandemia de COVID-19, o Projeto Guardiões da Vida procurou apoio para realizar a viagem junto ao Governo do Estado, que já tem histórico de missões de transporte de pessoas e de órgãos Brasil afora.
Além de transporte da jovem, a Casa Militar também fez o transporte de um homem de 31 anos para São Paulo no mesmo dia. O rapaz também espera por um transplante de rim.
Ação rápida da Casa Militar do Mato Grosso do Sul possibilitou menina de 14 receber um rim em Curitiba. Foto: Divulgação
O comandante da aeronave, o tenente-coronel Adalberto Ortale Júnior, destacou que “é uma grande satisfação salvar uma vida ou poder colaborar para uma vida melhor de uma pessoa que precisa de um transplante”.
O tenente-coronel ainda explicou que a Casa Militar tem toda a estrutura voltada para o atendimento da comunidade. “Além do transporte de autoridades e de observação da fronteira, nosso serviço também é voltado para o social”, afirmou o militar.
No ano passado, foram realizadas 30 missões humanitárias de transporte de pessoas e de órgãos. A expectativa é de que esse número aumente neste ano, pois dois hospitais de Campo Grande foram habilitados pelo Ministério da Saúde para realizar transplante de coração.
Santa Catarina – Em parceria com a Secretaria de Saúde e Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) transportou materiais para o combate ao COVID-19 no Estado.
As equipes dos aviões Arcanjos 02 e 04 foram empenhadas nesta quarta-feira (03) para transportar cerca de 30 mil testes rápidos para detecção de COVID-19. Foram realizadas viagens para distribuição desses materiais nas cidades de Concórdia, Xanxerê, Chapecó e São Miguel do Oeste.
“Esta é uma importante atuação integrada para o combate ao novo coronavírus, garantindo que os municípios recebam materiais de forma rápida e segura, como mais uma forma de assistência a população, ressaltando ainda, que mesmo com estes transportes, as aeronaves continuam atuando em emergências aeromédicas”, disse o Comandante-Geral do CBMSC, Coronel Charles Alexandre Vieira.
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Corpo de Bombeiros transporta testes rápidos de COVID-19 para cidades do oeste de Santa Catarina. Foto: Divulgação
Corpo de Bombeiros transporta testes rápidos de COVID-19 para cidades do oeste de Santa Catarina. Foto: Divulgação
Corpo de Bombeiros transporta testes rápidos de COVID-19 para cidades do oeste de Santa Catarina. Foto: Divulgação
Corpo de Bombeiros transporta testes rápidos de COVID-19 para cidades do oeste de Santa Catarina. Foto: Divulgação
Pará – No sábado (30), o Governo do Pará enviou respiradores para várias regiões do Estado, ampliando o número de UTI’s exclusivas para tratamento de COVID-19 na rede pública de saúde estadual. Os aviões do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (GRAESP) estão sendo usados para realizar essa distribuição.
Dos 42 equipamentos distribuídos, 4 foram para o município de Breves, no Marajó; 10 para Tucuruí, no sudeste do Estado; 14 para Marabá e 4 para Redenção, ambas as cidades pertencentes ao sul do Pará. Outros 10 foram enviados para Santarém, na região oeste.
No início da pandemia o Pará tinha apenas três respiradores. Em três meses, com investimentos próprios e auxílio do Ministério da Saúde, o governo do Estado já ampliou esse número, que atualmente é 525 leitos de UTI. A expectativa é que até a próxima segunda-feira (1º), o total chegue a 609 equipamentos.
Além da ampliação do número de unidades de terapia intensiva, o Pará vem aumentando diariamente o número de leitos clínicos exclusivos para pacientes de COVID-19. Em março, eram apenas 26 leitos, atualmente, o Estado conta com 1.212.
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Mais 42 respiradores são distribuídos no interior do Pará, ampliando leitos de UTI exclusivos para COVID-19
Equipamentos vão estruturar rede estadual de saúde em Breves, Tucuruí, Marabá, Redenção e Santarém. Foto: Divulgação.
Equipamentos vão estruturar rede estadual de saúde em Breves, Tucuruí, Marabá, Redenção e Santarém. Foto: Divulgação
Mais 42 respiradores são distribuídos no interior do Pará, ampliando leitos de UTI exclusivos para COVID-19
Mais 42 respiradores são distribuídos no interior do Pará, ampliando leitos de UTI exclusivos para COVID-19
Santa Catarina – Na sexta-feira (29), a 5ª Base de Aviação (5ª BAv) do Batalhão de Aviação da Polícia Militar (BAPM), sediada em Lages, comemorou cinco anos de operações aéreas, salvando e protegendo pessoas na Região Serrana de Santa Catarina. Desde sua criação, voaram para 1.258 missões.
No socorro de pessoas as equipes realizaram 95 atendimentos pré-hospitalares, 232 transporte aeromédicos e 5 salvamentos aquáticos. No combate à criminalidade foram 416 ocorrências policiais, 264 patrulhamentos, 47 buscas, 288 apoios operacionais, 125 detidos, 6 veículos recuperados e 9 armas apreendidas.
Durante todos esses anos, pilotos e tripulantes operacionais multimissão (TOMM) fizeram a diferença na vida de muitas pessoas. O BAPM e suas Bases são estruturadas para realizar operações policiais, atividades de buscas, resgates, salvamentos, missões de defesa civil, transporte aeromédico com apoio de equipes médicas, transporte de órgãos, combate a incêndio, transporte de tropas, fiscalização ambiental e outros.
A 5ª Base de Aviação atende 18 municípios que compõem a região da Associação dos Municípios da Região Serrana (AMURES), mas se for necessário pode ser acionada para atender missões em outras regiões.
O Batalhão de Aviação da Polícia Militar opera 04 helicópteros e 02 aviões, distribuídos entre suas bases de Florianópolis, Joinville, Balneário Camboriú e Lages.
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5ª Base de Aviação da PM comemora cinco anos salvando e protegendo pessoas na Região Serrana de SC
5ª Base de Aviação da PM comemora cinco anos salvando e protegendo pessoas na Região Serrana de SC
5ª Base de Aviação da PM comemora cinco anos salvando e protegendo pessoas na Região Serrana de SC
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5ª Base de Aviação da PM comemora cinco anos salvando e protegendo pessoas na Região Serrana de SC
Hangar do BAPM em Florianópolis. Foto: 1° Sgt RR Aurélio De Oliveira
5ª Base de Aviação da PM comemora cinco anos salvando e protegendo pessoas na Região Serrana de SC
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Santa Catarina – Na quinta-feira (28), equipe aeromédica do avião Arcanjo 04 do Corpo de Bombeiros percorreu 820 quilômetros em 4,5 horas de voo para transportar uma bebê prematura (34 semanas), pesando apenas 1,8 kg, de Xanxerê para Blumenau.
O Batalhão de Operações Aéreas (BOA), em parceria com o Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU) do SAMU, transportou a criança prematura, que apresentava problemas cardíacos (Tetralogia de Fallot). Para realizar tratamento cirúrgico, ela foi transportada de avião do Hospital São Paulo, de Xanxerê, para o Hospital Santa Catarina, em Blumenau.
O BOA divulgou em nota que “o transporte aéreo representa importante meio de auxílio nos transportes inter-hospitalares. Como ele é possível percorrer grandes distâncias em um espaço de tempo muito menor”.
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Bebê prematura é transferida de avião do Corpo de Bombeiros de Xanxerê para Blumenau, SC
Bebê prematura é transferida de avião do Corpo de Bombeiros de Xanxerê para Blumenau, SC
Bebê prematura é transferida de avião do Corpo de Bombeiros de Xanxerê para Blumenau, SC
Bebê prematura é transferida de avião do Corpo de Bombeiros de Xanxerê para Blumenau, SC
Bebê prematura é transferida de avião do Corpo de Bombeiros de Xanxerê para Blumenau, SC
Paraná – O domingo (17) foi um dia movimentado para as operações aeromédicas do Consórcio de Saúde dos Municípios do Oeste do Paraná (CONSAMU). O serviço abrange 43 municípios, com uma população de aproximadamente 945 mil habitantes.
Atualmente, o Consórcio possui 38 unidades móveis de urgência, sendo 27 unidades móveis de suporte básico, 08 unidades móveis de suporte avançado, 02 motolâncias e 01 unidade de serviço aeromédico (helicóptero Saúde 02).
Além do helicóptero que fica baseado em Cascavel, em caso de necessidade, um avião UTI pode ser acionado para transportes mais longos. Foi o que aconteceu mais uma vez no final da tarde de domingo (17).
Resgate aeromédico de vítima de acidente de trânsito na BR-369, em Corbelia.
Foram quatro atendimentos. Os dois primeiros foram transportes aeromédicos de vítimas de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). As vítimas foram levadas das cidades de Marechal Cândido Rondon e de Cafelândia para o Hospital do Coração, em Cascavel.
O terceiro atendimento foi o resgate aeromédico de um homem de 75 anos, vítima de acidente de trânsito envolvendo um veículo e uma bicicleta na BR-369, em Corbelia. O motorista do veículo, com ferimentos graves, foi transportado ao Hospital Universitário, em Cascavel. O ciclista e a passageira do veículo faleceram no local.
Para o último atendimento do dia foi necessário o acionamento do avião UTI, modelo King Air B200, que atende a Secretaria de Saúde do Paraná em transportes aeromédicos de longa distância. Uma gestante de trigêmeos precisou ser transportada da cidade de Cascavel para o Hospital do Rocio, em Campo Largo.
Desde o início das operações em janeiro de 2014, o serviço aeromédico já realizou mais de 2.600 atendimentos.
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Transporte de gestante de trigêmeos em avião UTI a serviço da Secretaria de Saúde do Paraná.
Transporte de gestante de trigêmeos em avião UTI a serviço da Secretaria de Saúde do Paraná.
Resgate aeromédico de vítima de acidente de trânsito na BR-369, em Corbelia.
Resgate aeromédico de vítima de acidente de trânsito na BR-369, em Corbelia.
Transporte de gestante de trigêmeos em avião UTI a serviço da Secretaria de Saúde do Paraná.
Pará – O Grupamento Aéreo de Segurança Pública (GRAESP) vem atuando na linha de frente no combate ao novo coronavírus no Estado. Além do transporte de equipamentos de proteção individual (EPI), medicamentos e respiradores, as equipes também vêm realizando transporte aeromédico. O atendimento é feito aos pacientes com COVID-19 que moram nas localidades mais distantes e de difícil acesso, como na ilha do Marajó.
Na manhã de sábado (16), o Grupamento fez a remoção aeromédica de uma mulher de 40 anos, moradora do município de Soure, com sintomas de COVID-19. A paciente foi trazida para Belém, para receber atendimento especializado.
O GRAESP vem atuando também na assistência às coletas de sangue para realização de testes rápidos no Laboratório Central do Estado (Lacen), condução de materiais para a construção dos hospitais de campanha, além de transportar servidores para acompanhamento, fiscalização e atividade médica.
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Avião do GRAESP realiza remoção aeromédica de paciente com COVID-19 da Ilha de Marajó para Belém, PA. Foto: Divulgação
Avião do Governo do Pará durante amanhecer. Foto: Cb Juan Azevedo. Dia 16/05/2020, 06h00.
Cestas de Alimentos
O Grupamento iniciou o transporte de 500 cestas de alimentos que serão distribuídas na cidade de Santarém. A iniciativa do governo do Estado beneficiará famílias que estão passando por dificuldades financeiras nesse momento de pandemia. Os alimentos estão sendo transportados gradativamente.
Materiais
Dentre os equipamentos distribuídos estão luvas, máscaras, álcool em gel, álcool 70° e 65°, e também sabonete líquido. Todo o material totalizou um investimento de R$ 1.943.518,00.
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SEGUP) utilizará os materiais para a proteção dos agentes públicos que atuam em atividades essenciais. A ação visa oferecer o máximo de segurança aos agentes no desempenho de suas funções.
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Trabalho do Grupamento Aéreo do Pará é decisivo no combate ao COVID-19. Foto: Divulgação
Trabalho do Grupamento Aéreo do Pará é decisivo no combate ao COVID-19. Foto: Divulgação
Trabalho do Grupamento Aéreo do Pará é decisivo no combate ao COVID-19. Foto: Divulgação
Trabalho do Grupamento Aéreo do Pará é decisivo no combate ao COVID-19. Foto: Divulgação
Santa Catarina – Na sexta-feira (15), uma nova operação para o enfrentamento à COVID-19 foi montada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC). Equipamentos hospitalares, incluindo sete ventiladores mecânicos, foram enviados para os municípios de Chapecó e Concórdia.
Foram empenhas equipes e as aeronaves Arcanjo 02 e Arcanjo 04 do Batalhão de Operações Aéreas (BOA), em trabalha em parceria com o Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192).
A aeronave Arcanjo 02 transportou no período da manhã para Chapecó três ventiladores mecânicos e oito circuitos de traqueia, juntamente a equipamentos integrantes do conjunto dos respiradores e ventiladores mecânicos. No período da tarde, a aeronave Arcanjo 04 levou até Concórdia, quatro ventiladores e quatro monitores multiparâmetro.
Todo o material foi levado pela SES à sede do BOA, em Florianópolis, de onde partiram as aeronaves. Os Arcanjos prestam apoio ao Governo do Estado e já realizaram inúmeros transportes. Nessa operação foram percorridos em torno de 1513 quilômetros (817 milhas náuticas), em aproximadamente sete horas de voo.
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Aviões do Corpo de Bombeiros transportam equipamentos hospitalares para Chapecó e Concórdia, SC
Aviões do Corpo de Bombeiros transportam equipamentos hospitalares para Chapecó e Concórdia, SC
Aviões do Corpo de Bombeiros transportam equipamentos hospitalares para Chapecó e Concórdia, SC
Aviões do Corpo de Bombeiros transportam equipamentos hospitalares para Chapecó e Concórdia, SC
Aviões do Corpo de Bombeiros transportam equipamentos hospitalares para Chapecó e Concórdia, SC
Aviões do Corpo de Bombeiros transportam equipamentos hospitalares para Chapecó e Concórdia, SC
Aviões do Corpo de Bombeiros transportam equipamentos hospitalares para Chapecó e Concórdia, SC
Aviões do Corpo de Bombeiros transportam equipamentos hospitalares para Chapecó e Concórdia, SC
Aviões do Corpo de Bombeiros transportam equipamentos hospitalares para Chapecó e Concórdia, SC
Aviões do Corpo de Bombeiros transportam equipamentos hospitalares para Chapecó e Concórdia, SC
Santa Catarina – Na quarta feira (15), o avião Arcanjo 02 do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros foi acionado para o transporte de insumos hospitalares de Florianópolis para Três Barras. Foram levados 46 recipientes de álcool e 19.000 máscaras de proteção facial, totalizando 12 caixas de materiais que serão utilizados no enfrentamento ao COVID-19 em Santa Catarina.
Depois de percorridos cerca de 490 quilômetros em um total aproximado de 2,5 horas de voo, em Três Barras, as caixas foram transportadas de veículo até a cidade de Mafra. O transporte foi realizado em apoio à Secretaria de Estado da Saúde e à Defesa Civil.
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Avião do Corpo de Bombeiros transporta materiais para combate ao COVID-19 de Florianópolis a Três Barras, SC. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros transporta materiais para combate ao COVID-19 de Florianópolis a Três Barras, SC. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros transporta materiais para combate ao COVID-19 de Florianópolis a Três Barras, SC. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros transporta materiais para combate ao COVID-19 de Florianópolis a Três Barras, SC. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros transporta materiais para combate ao COVID-19 de Florianópolis a Três Barras, SC. Foto: Divulgação
BOA realiza ação para conscientizar o uso de máscara de proteção
Além do transporte realizado, na manhã de quarta-feira, o BOA realizou ação para estimular o uso de máscaras de proteção durante a pandemia do COVID-19. Como forma de reforçar a necessidade do equipamento, o helicóptero Arcanjo 03 fez uso de uma “máscara“.
“Até os Arcanjos estão no “clima” de proteção! Faça sua parte! Não deixe de usar máscara facial no enfrentamento a COVID-19!, diz a publicação no Twitter. O uso de máscaras tornou-se obrigatório no Estado para todos os funcionários de serviços autorizados a funcionar no Estado. Além disso, na mesma portaria, a recomendação é que todos os catarinenses que saiam de casa utilizem o equipamento de proteção.
Portugal – A Força Aérea realizou de 6 a 12 de abril, o transporte aeromédico de 13 pacientes dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, dois resgates, dois transportes de órgãos e transporte de insumos hospitalares.
Nesse período foram resgatados dois indivíduos, um que se encontrava a bordo do Navio “Vila do Infante”, a 413 km sudoeste das Lajes e outro a bordo do Navio “Marella Explorer 2”, que navegava a 74 km das Lajes.
Nessa semana também foram realizados dois transportes de órgãos para transplante e transporte de mais de uma tonelada de equipamentos de proteção individual e outros materiais, na luta contra a COVID-19. No total, a Força Aérea já transportou para o arquipélago da Madeira oito toneladas de insumos hospitalares.
As missões foram realizadas com aviões e helicópteros da Força Aérea Portuguesa (EH-101 Merlin, C-295M e Falcon 50), além de equipes e ambulâncias do Serviço de Saúde, Proteção Civil, Bombeiros e Segurança Pública.
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Ação conjunta possibilita o resgate e o transporte de pacientes, órgãos e materiais em Portugal
Ação conjunta possibilita o resgate e o transporte de pacientes, órgãos e insumos hospitalares em Portugal
Ação conjunta possibilita o resgate e o transporte de pacientes, órgãos e insumos hospitalares em Portugal
Ação conjunta possibilita o resgate e o transporte de pacientes, órgãos e insumos hospitalares em Portugal
Ação conjunta possibilita o resgate e o transporte de pacientes, órgãos e materiais em Portugal
Ação conjunta entre órgãos públicos de Portugal possibilita resgate de tripulante de barco na região da Ilha Terceira. Foto: Divulgação
Acre – O Governo do Acre por meio da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SESACRE), realizou no sábado (12), a entrega de medicamentos e equipamentos de proteção individual (EPIs) no interior do Acre.
O Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) utilizou o avião Harpia 2 para realizar a entrega de 17 caixas de medicamentos e EPIs para os moradores dos municípios de Marechal Thaumaturgo e Porto Walter.
De acordo com o coordenador-geral do CIOPAER, Nayck Trindade, esse trabalho com o Harpia 2 dará cobertura a todos os locais onde só se chega por meio aéreo ou fluvial. “Nesse momento difícil de pandemia que assola o país inteiro, nossa equipe vem dando apoio na área de transporte de pessoal, de materiais de proteção e medicamentos a todos os locais que necessitam desse apoio dentro do estado”, destacou.
Para a Chefe do Núcleo Regional de Saúde do Juruá, Tarauacá e Envira, Muana da Costa Araújo, a integração entre as secretarias é importante para unir forças em um único objetivo: levar prevenção e cuidado à população mais isolada.
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CIOPAER utilizou avião para entregar medicamentos e equipamentos no interior do Acre. Foto: Divulgação
CIOPAER utilizou avião para entregar medicamentos e equipamentos no interior do Acre. Foto: Divulgação
CIOPAER utilizou avião para entregar medicamentos e equipamentos no interior do Acre. Foto: Divulgação
CIOPAER utilizou avião para entregar medicamentos e equipamentos no interior do Acre. Foto: Divulgação
Paraná – Os pacientes que aguardam por um transplante no Paraná recebem a ajuda da Polícia Militar no transporte dos órgãos. Na manhã de quinta-feira (09), o “Falcão 07”, helicóptero do Batalhão de Operações Aéreas da PM (BPMOA), decolou de Londrina, passou por Maringá e teve como destino Curitiba levando três órgãos para transplante.
Foram dois rins e um baço doados para outros pacientes que aguardavam a cirurgia. Além dos órgãos, o trabalho do suporte aéreo da Polícia Militar e da Casa Militar também está colaborando para que exames da COVID-19 cheguem mais rapidamente à capital do estado. Também foram levados ao Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen) amostras de material de pacientes de toda a região.
O material coletado e os órgãos saíram de Londrina e, após pouso em Maringá, foram transferidos para o avião da Casa Militar, que já tinha exames de outras regiões do estado e levou os materiais a Curitiba.
As aeronaves do Governo do Estado já coletaram 1.457 amostras de material para testes do novo coronavírus nas regionais de Saúde do Paraná. As aeronaves da frota contabilizaram 73 horas e 20 minutos de voo entre 23 de março e 5 de abril, o que significa três dias ininterruptos de deslocamento. A frota da Casa Militar é composta por quatro aviões e um helicóptero e atende 21 Regionais de Saúde (menos Curitiba).
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Aeronaves da PM e da Casa Militar do Paraná transportam órgãos para transplante e testes de COVID-19. Foto: Divulgação
Ações para combate ao coronavírus no Paraná. Foto: AN Paraná.
Aeronaves da PM e da Casa Militar do Paraná transportam órgãos para transplante e testes de COVID-19. Foto: Divulgação.
Santa Catarina – O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), por meio do avião “Arcanjo 02” do Batalhão de Operações Aéreas (BOA), realizou no sábado (04) o transporte de equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foram 10 monitores e 14 mangueiras para respiradores/ventiladores mecânicos, totalizando 11 caixas, os quais serão utilizados no enfrentamento ao COVID-19 em Santa Catarina.
A missão aconteceu em auxílio à Secretaria de Saúde e à Defesa Civil estadual, as quais estão a frente das ações desempenhadas pelo Estado frente a pandemia. A equipe pousou o Arcanjo 02 no aeródromo de Campo de Marte na capital paulista, onde recebeu o material e pôde em seguida retornar a Florianópolis.
O transporte aéreo possibilita percorrer grandes distâncias em pouco tempo. No sábado foram percorridos em torno de 1.000 quilômetros (540 milhas náuticas) entre os Estados Santa Catarina, Paraná e São Paulo em um total aproximado de 5 horas de voo.
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Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Avião do Corpo de Bombeiros de SC transporta equipamentos respiratórios de São Paulo para Santa Catarina. Foto: Divulgação
Santa Catarina – Um bebê de apenas seis dias de vida foi transferido neste sábado (28) de Joaçaba, no Meio-Oeste, para Joinville, no Norte do Estado. A criança estava no Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST) e foi levada por uma aeronave do Batalhão de Aviação da Polícia Militar de Santa Catarina (Águia 5) até a UTI neonatal em Joinville.
O recém-nascido saiu do HUST com a Unidade de Suporte Avançado (UTI móvel) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) até o aeroporto Santa Terezinha. De acordo com as informações, a transferência ocorreu com êxito. Os pais residem em Treze Tílias. A criança apresenta suspeita de cardiopatia e passará por uma bateria de exames minuciosos no Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria, especializado no tratamento de crianças.
Em ação conjunta entre SAMU e Batalhão de Aviação da PM realizam transporte de bebê de 6 dias de vida até a UTI Neonatal em Joinville, SC. Foto: Divulgação.
Minas Gerais – Desde setembro de 2018, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) conta com um avião equipado com UTI para transporte ou remoção de doentes graves em todo o estado. O modelo Grand Caravan, locado em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, vem potencializando as operações já realizadas pelo Batalhão de Operações Aéreas (BOA-CBMMG).
Nestes 12 meses de operações o avião voou 607 horas, cumpriu 177 missões, atendeu 121 vítimas em todo Estado de Minas Gerais. Em fevereiro de 2019 foi realizado o transporte de uma criança para transplante de rins em São Paulo durante a madrugada. A família perdeu o voo comercial em Confins.
Já em junho de 2019, um menino de 6 anos engoliu uma bateria e a mesma começou a soltar produtos ácidos em seu estômago. O mesmo precisou ser transportado de Governados Valadares para BH ainda de madrugada, devido ao agravamento de seu quadro clínico.
Avião do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais otimiza atendimento, após um ano de operações. Foto: Roberto Caiafa
No mês passado, uma criança de 8 meses com sérios problemas respiratórios teve que ser transportada de Governador Valadares para BH às pressas, pois estava com um nível de saturação que necessitava de recursos hospitalares que extrapolavam a capacidade do município.
Também em setembro, uma criança de 6 meses picada por escorpião teve que ser transportada às pressas, devido a seu estado clínico de Patos de Minas para Belo Horizonte/MG, onde recebeu tratamento especializado.
Sobre o avião
Dentre as missões realizadas, destacam-se: atendimento pré-hospitalar, transporte intra-hospitalar, transporte de órgãos e tecidos, transporte de tropas e cães para apoio em missões.
O avião trouxe eficiência para os atendimentos realizados pelo Batalhão de Operações Aéreas exatamente por possuir uma maior autonomia (6h30), e boa velocidade de cruzeiro (média de 280Km/h), pode atingir qualquer ponto do estado como 2h30 de voo, sem a necessidade de reabastecimento. Isso permite que os helicópteros tenham maior disponibilidade para atenderem ocorrências emergenciais em poucos minutos próximo as bases distribuídas no Estado: Belo Horizonte, Varginha, Montes Claros e Uberaba.
Sua tripulação é composta por: piloto, copiloto, tripulante operacional, médico, enfermeiro, os quais durante todo o voo assistem as vítimas utilizando fármacos e equipamentos típicos de suporte avançado de vida.
Avião do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais otimiza atendimento, após um ano de operações. Foto: Roberto Caiafa.
Brasil – Se fosse possível descrever o som da esperança, provavelmente o piloto comercial Marcelo Balestrin, de 40 anos, diria que é como o som do rotor de um helicóptero. Prestes a se tornar estatística de tragédias aeronáuticas, esse foi o ruído que deu a ele e ao amigo Jhon Cleiton Venera uma chance para o recomeço da vida. Após quatro dias perdidos em mata fechada, feridos, sem alimento, água, abrigo ou expectativas de salvamento, os dois homens foram resgatados por militares da Força Aérea Brasileira (FAB) a bordo de um helicóptero H-60L Black Hawk.
O acidente ocorreu em 30 de novembro do ano passado, em Cáceres (MT), a 220 quilômetros da capital Cuiabá. A aeronave, que saiu de Pimenta Bueno (RO), teria como destino Santo Antônio do Leverger (MT). Ainda em tratamento para curar as sequelas físicas da queda da aeronave PT-ICN, Marcelo também carrega as lembranças e o sentimento de gratidão. “Vou levar isso por toda a minha vida. Só posso agradecer por não terem abandonado a gente e continuarem com as buscas. Lembrarei disso eternamente”, diz.
Os agradecimentos são direcionados aos tripulantes dos Esquadrões Pelicano (2º/10º GAV) e Pantera (5º/8º GAV), além dos integrantes do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS, também conhecido como PARA-SAR), pessoas que estão acostumadas a içar vítimas sem vida e que se emocionam ao cumprir missões de resgate com sobreviventes.
Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates. Foto: Divulgação
“Nosso lema é nunca desistir, manter a chama da esperança acesa e dar um conforto para alguma família. Um Pelicano tem que ter essa abnegação.” Desde sua primeira fala, o Sargento Vinícius de Souza Melo, do Esquadrão Pelicano, integrante da missão que salvou as vítimas do PT-ICN, deixa claro como foram os dias de buscas. O militar estava a bordo do H-60L, engajado na missão na manhã do dia 3 de dezembro – uma aeronave SC-105 Amazonas já realizava buscas desde o dia 1º.
As atividades do Black Hawk foram iniciadas a partir da capital mato-grossense. “Decolamos de manhã, bem cedo. Voamos até as 19h30 naquele dia com a ideia de não achar apenas destroços, mas sim os sobreviventes. Foi desgastante, mas ficamos atentos”, descreveu o sargento. No dia seguinte, os voos continuaram. A tripulação fez várias tentativas de encontrar sinais que indicassem a localização das vítimas.
Ali, dentro da área de busca, mas ainda sem serem vistos, Marcelo e Jhon Cleiton lutavam pela vida. “Entramos no quarto dia de agonia. No primeiro dia eu tinha ficado preso nas ferragens. No segundo, sai de joelho e me joguei para fora”, conta o piloto comercial, que teve os dois pés, o braço direito e o maxilar fraturados, além de vários ferimentos pelo corpo.
Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates. Foto: Divulgação
Naquele dia 4 de dezembro, ainda pela manhã, as vítimas ouviram o som do helicóptero de resgate. Tentaram sinalizar, fizeram barulho, mas ainda não foram avistados. No período da tarde, a tripulação, sem êxito, voltou à base e recebeu a ordem para fazer novas buscas. “Na primeira pernada [trecho de deslocamento pré-determinado], não avistamos a aeronave, mas alguém da tripulação teve a impressão de ter ouvido o sinal do ELT [Emergency Locator Transmitter, um sinalizador de emergência]. No retorno, passamos pelo mesmo local e um tripulante avistou a aeronave. Vimos que dois sobreviventes acenavam”, relata o piloto da FAB que participou do resgate, Tenente Aviador Fábio Rachildes Pinto.
O Sargento Vinícius se recorda da euforia que tomou conta da tripulação. “Foi muito bom saber que iríamos levar pessoas vivas.” O integrante do 2º/10º GAV ainda gravou o momento em que encontrou os dois pilotos acidentados. No vídeo, a emoção fica evidente nas palavras de Jhon Cleiton: “Vocês são anjos!”, gritou.
As vítimas foram levadas ao Aeroporto de Cuiabá, onde foram recebidas pelo atendimento médico de urgência e pelos familiares. De lá, elas foram conduzidas até o Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (MT) e transferidas para uma unidade de saúde particular de Cuiabá.
Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates. Foto: Divulgação
“Preciso parabenizar essa tripulação pela experiência e pelo treinamento que tiveram. Sinto-me tão feliz por ter sido resgatado por eles e sei que eles também se sentem assim. Vibramos muito e me emociono toda vez que falo sobre eles e queria muito encontrá-los novamente”, finaliza o piloto Marcelo.
“Ela tinha que ir junto, também era uma sobrevivente”
Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates. Foto: Divulgação
Quando os resgateiros do Esquadrão Harpia (7º/8º GAV), localizado em Manaus (AM), foram acionados para salvarem possíveis sobreviventes de um acidente aéreo próximo à fronteira com o Peru, certamente não esperavam encontrar a cadela Princesa entre as vítimas da queda. Em 17 de dezembro de 2018, a aeronave de matrícula PT-KIL caiu próximo à cidade de Tabatinga (AM) com Princesa e outros três ocupantes – o piloto José Adelmo Araujo Santiago, de 52 anos, e os passageiros Marinêz Ferreira de Souza, 35, e Francisco Sales de Souza, 16.
Participante do resgate, o Capitão Médico Waldyr Moyses de Oliveira Junior lembra que a tripulação, apesar de não portar equipamentos específicos para o resgate de animais naquele dia, foi unânime quanto ao salvamento da cadela. “Uma concordância imediata: ela tinha que ir junto. Afinal de contas, ela também era uma sobrevivente”, conta ele, que é Chefe da Subseção de Saúde Operacional do Hospital de Aeronáutica de Manaus (HAMN). O militar disse que, para içar Princesa, havia ainda a dificuldade causada pelo estresse do animal. “No final, prendemos a coleira peitoral da cadela junto ao corpo do resgateiro. Ninguém ficou para trás.”
A situação inusitada vivida no estado amazonense, no entanto, se assemelha ao caso de Mato Grosso quanto à emoção e aos sentimentos de missão cumprida dos militares e de alívio às vítimas, com a conclusão de mais um resgate com sobreviventes. O Capitão Waldyr descreve essa como uma das maiores alegrias que já sentiu. “Uma sensação indescritível. Quando o primeiro homem desceu e avisou que havia sobreviventes, vibramos muito e isso só nos incentivou a continuar a tirar aquelas pessoas dali”, relembra.
Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates. Foto: Divulgação
Acostumado a participar de resgates, o militar relata que este era um caso que demandava ainda mais agilidade na prontidão das equipes. “Fomos informados de uma tentativa de pouso forçado, o que nos deixou com esperança de que houvesse sobreviventes. Pela possibilidade de vítimas vivas, tínhamos que agir rapidamente, decolar o quanto antes”, detalha.
O helicóptero H-60 Black Hawk da FAB decolou na madrugada de Manaus para Tabatinga, uma distância de mais de mil quilômetros. “O tempo não era bom, chovia. A visibilidade era ruim, exigindo mais concentração de todos nós. Ao encontrarmos o local do acidente, verificamos que não havia condições de pouso e descemos no guincho. Primeiro foram os homens SAR [do inglês Search and Rescue, busca e salvamento], e eu desci em seguida para ajudar na condução das vítimas”, conta.
O Capitão ainda se lembra do cenário encontrado. De acordo com ele, José Adelmo estava mais ferido, com dores nas costas e pernas, escoriações no rosto, e precisou ser imobilizado. As outras vítimas estavam em choque. “O tempo de envolvimento no resgate foi de duas horas. Foi um nível de adrenalina muito alto, correndo contra o tempo, enfrentando chuva”, recorda o médico.
Ao final, os ocupantes do avião PT-KIL foram recebidos pelo Hospital de Guarnição do Exército de Tabatinga. “Encontrá-los vivos foi uma sensação maravilhosa. Isso não tem preço para um médico, um enfermeiro, uma tripulação SAR. Em vez de resgatar corpos, encontramos sobreviventes”, emociona-se.
Em alto mar
Seja na terra ou no oceano, no Norte, Sul, Leste ou Oeste do país, os Esquadrões da FAB acumulam histórias de resgates de sobreviventes que marcam a vida das vítimas e dos militares. Uma missão de salvamento em alto mar, a aproximadamente 200 quilômetros da costa da cidade de Rio Grande (RS), aconteceu no dia 14 de maio de 2019. O Esquadrão Pantera (5º/8º GAV) resgatou um marinheiro de 60 anos que teve complicações cardíacas quando estava na embarcação.
A Tenente Aviadora Maria Luisa Michelon Silveira fez o procedimento de içamento em convés em sua primeira missão real. “Para nós do Esquadrão, que vivenciamos situações de emergência em qualquer escala, foi indescritível a sensação de decolar para participar de um resgate real. Pessoal e profissionalmente, sinto-me realizada após o cumprimento dessa missão”, conclui.
Santa Catarina – As aeronaves Arcanjo 01 e Arcanjo 04 do Corpo de Bombeiros realizaram operação conjunta para transporte aeromédico de uma criança de 1 ano e 1 mês, com problemas cardiovasculares, que precisava de colocação de marcapasso cardíaco.
A operação foi realizada do hospital Infantil de Florianópolis para o Hospital de Joinville. O helicóptero Arcanjo 01 realizou o trecho do Hospital Infantil em Florianópolis até o Aeroporto Hercílio Luz, onde o paciente foi conduzido para Joinville pela equipe do avião Arcanjo 04.
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Arcanjo 01 e Arcanjo 04 do CBMSC realizaram operação conjunta para transporte Aeromédico de Criança. Foto: Divulgação
Arcanjo 01 e Arcanjo 04 do CBMSC realizaram operação conjunta para transporte Aeromédico de Criança. Foto: Divulgação
Minas Gerais – Na madrugada de sábado (06), a Polícia Militar e o Instituto de Previdência dos Servidores Militares do Estado de Minas Gerais (IPSM) realizaram o transporte aeromédico do veterano J.G.F. que adoeceu gravemente na cidade de Teofilândia na Bahia.
O Cabo de 64 anos sentiu fortes dores abdominais enquanto visitava a cidade onde possui familiares, mas, no local, os médicos não identificaram as causas das dores que se agravavam a cada momento.
Ao tomar conhecimento, a PM acionou a equipe do avião King Air C90, Pegasus 16 do Comando de Aviação do Estado (COMAVE), para realizar o transporte. A regulação do IPSM e o Hospital Militar viabilizaram o transporte do militar até o aeroporto de Feira de Santana-BA, local mais próximo de onde estava o paciente e que possuía luzes que permitiam o pouso da aeronave no período noturno.
O avião decolou por volta das 17h00 e pousou em Feira de Santana cerca de 3 horas depois, após realizar uma parada em Salvador para o reabastecimento. Enquanto isto, eram realizados preparativos para receber o militar em Belo Horizonte onde receberia o atendimento médico necessário.
O veterano foi então embarcado no avião da Polícia Militar e, após duas horas e meia em um voo direto de Feira de Santana, BA até o aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, o veterano voltou ao solo mineiro tendo recebido atendimento imediato de uma equipe de saúde da PMMG. Ele e sua esposa foram então transportados em ambulância para internação no Hospital Militar onde segue sob os cuidados médicos.
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Após adoecer na Bahia, veterano é repatriado a Minas Gerais no avião da Polícia Militar. Foto: Divulgação
Após adoecer na Bahia, veterano é repatriado a Minas Gerais no avião da Polícia Militar. Foto: Divulgação
Após adoecer na Bahia, veterano é repatriado a Minas Gerais no avião da Polícia Militar. Foto: Divulgação
Após adoecer na Bahia, veterano é repatriado a Minas Gerais no avião da Polícia Militar. Foto: Divulgação
Após adoecer na Bahia, veterano é repatriado a Minas Gerais no avião da Polícia Militar. Foto: Divulgação
Piauí – Em seis anos de criação, o SAMU Aéreo do Piauí já atendeu 769 chamadas no Estado e 98,6% dos pacientes transportados foram salvos. O Samu Aéreo foi criado em 2013 para atender casos graves registrados no interior e que exigem deslocamento para atendimento rápido. O serviço está atuando nos municípios de Parnaíba, Floriano, São Raimundo Nonato e Bom Jesus, que têm pistas de pouso homologadas pela ANAC. Os custos para manter a aeronave são garantidos pelo Governo Federal e Governo do Estado.
O Samu Aéreo conta com duas aeronaves, além de uma ambulância de suporte básico, que faz o apoio em terra, para receber os pacientes que virão através do transporte aéreo. O avião, tipo Seneca, é equipado com desfibrilador automático, oxímetro de pulso, ked para imobilização da coluna cervical, talas de imobilização, colares cervicais, pranchas com imobilizadores laterais, além de cardioversor, ventilador mecânico com monitor cardíaco, bomba de infusão, Sonar (para detecção dos batimentos cardiofetais) e incubadora de transporte.
Governo do Piauí lançou Samu Aéreo como referência nacional. Foto: Thiago Amaral.
De acordo com a coordenadora-geral do Samu, Christianne Rocha, as aeronaves estão configuradas para atendimentos de UTI, com kits completos aeromédicos, e adaptadas para o transporte de pacientes com as mais variadas condições clínicas. O serviço funciona com dois médicos e dois enfermeiros durante o dia, além da equipe de plantão e uma ambulância em terra.
As patologias que se enquadram nos protocolos para o uso do transporte aeromédico são Infarto Agudo do Miocárdio, AVC – Acidente Vascular Cerebral, Politraumatismo, Neonatologia, Gestantes de Alto Risco e Insuficiência Ventilatória. “Os pacientes podem ser transferidos para Teresina ou para hospitais de municípios próximos. Em Teresina, os pontos de apoio são o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), Hospital Getúlio Vargas (HGV), Hospital Universitário (HU) e Hospital da Polícia Militar (HPM)”, explica Christianne.
Para ser atendido pelo Samu Aéreo, o paciente já deve estar sendo cuidado por um hospital regional. A solicitação para o transporte aeromédico deverá partir do profissional médico que está acompanhando o paciente no hospital regional. “O médico entra em contato com a central de regulação das urgências, através do 192, explicando o quadro clínico do paciente, para justificar o uso do transporte aéreo”, esclarece a coordenadora.
De acordo com o secretário Florentino Neto, o atendimento móvel de urgência tem permitido salvar muitas vidas, dada a rapidez do deslocamento das equipes, garantindo o socorro adequado nos hospitais de referência em média e alta complexidade da capital, após o voo da cidade-polo para Teresina. “É preciso reconhecer o reforço do Governo do Estado, através da Secretaria de Transportes, de dotar os municípios de pistas de pouso adequadas, o que facilita o transporte dos pacientes”, diz Florentino.
Governo do Piauí lançou Samu Aéreo como referência nacional. Foto: Thiago Amaral.
Distrito Federal – O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) firmou, no dia 26 de Abril, no Grupamento de Aviação Operacional (GAVOP), parceria técnica para emprego de aeronaves, tripulações e aperfeiçoamento técnico profissional com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A portaria foi publicada no Diário Oficial no dia 6 de maio.
Para tentar minimizar a defasagem de pilotos nas corporações, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil do Distrito Federal resolveram unir esforços. As duas instituições assinaram a Portaria Conjunta Nº 01 para compartilhamento de aeronaves e tripulações por um período de 60 meses.
Parceria técnica de atividade aérea CBMDF e PCDF. Foto: Divulgação.
Nos bombeiros, há 29 oficiais que exercem a função de piloto, 11 avião e 18 de helicóptero. Dois militares estão temporariamente afastados das funções. Já a PCDF conta com 15 policiais capacitados para comandar aeronaves, 3 são pilotos de avião e 12 de helicóptero.
Segundo a justificativa da Portaria, “no atual cenário de efetivo das corporações, nota-se a defasagem nos números de servidores em suas fileiras. Essa defasagem gera dificuldade na ocupação das funções necessárias para o desempenho satisfatório das missões fim”. Na atividade aérea, o deficit de pessoal é ainda maior, porque são necessários mais de quatro anos para formar um profissional apto a pilotar aeronaves.
Exemplo de parceria
Dias antes da parceria ser firmada (17/04), uma equipe de pilotos da Divisão de Operações Aéreas da Polícia Civil do Distrito Federal (DOA/PCDF), a bordo de sua aeronave Baron 58, PT-ICT, decolou de Brasília com destino a Sinop/MT para apoio ao Corpo de Bombeiros Militar do DF.
A missão consistiu no transporte de um recém-nascido, transferido de unidade hospitalar da cidade de Sinop para atendimento cirúrgico em Brasília. O paciente foi acompanhado por uma equipe do SAMU.
O avião pousou no Aeroporto Internacional JK, em Brasília, onde foi realizado o traslado do paciente para o helicóptero Resgate 03 do Corpo de Bombeiros, que o encaminhou ao Hospital Santa Lúcia. Em áudio enviado pela família, a mãe esclareceu que a cirurgia não teve nenhuma intercorrência sendo considerada bem-sucedida pelos médicos.
Acordo de cooperação técnica entre o CBMDF e a PCDF. Foto Divulgação