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Voar no Círculo Polar Ártico é o contexto operacional dos helicópteros AW101 adquiridos pela Noruega

Noruega – Um país desenvolvido pode ser medido pelos níveis de proteção que um governo pode garantir à sua população em caso de emergências e desastres naturais. Isso é particularmente significativo quando as condições climáticas e ambientais são difíceis e às vezes extremas.

É o caso da Noruega, que confirmou seus investimentos tecnológicos com a aquisição de 16 novos helicópteros Leonardo AW101 para operações de busca e salvamento (SAR) no mar e em regiões inóspitas. Voar longas distâncias no Círculo Polar Ártico, com temperaturas frequentemente abaixo de zero, ventos fortes e milhares de quilômetros de costa, muitas vezes com mar agitado, é o contexto operacional das equipes norueguesas.

A partir de 1 de setembro de 2020, os primeiros seis helicópteros AW101 entregues pela Leonardo à Noruega ficaram oficialmente operacionais a partir da base de Sola. Além disso, em 2021, espera-se que as bases de Ørland e Banak se tornem operacionais.

A Noruega está gradualmente substituindo sua frota SAR de Sea King por seus novos AW101. No primeiro mês de serviço, os seis helicópteros já recebidos, também conhecidos como SAR Queen, realizaram missões em condições climáticas desafiadoras e ambientes inóspitos, voando por cerca de 80 horas. A maioria das missões foram operações SAR (incluindo um resgate noturno na montanha) e um transporte de emergência.

O AW101 norueguês possui sistema de geolocalização de pessoas desaparecidas em ambientes extremos, através do celular, desde que esteja ligado. O equipamento detecta as ondas emitidas pelo equipamento e funciona como um transponder.

A cabine do helicóptero é equipada com sistemas de representação sintética do mundo real com cinco grandes monitores onde os pilotos visualizam imagens 3D, a partir de mapas pré-carregados e instalados no computador de bordo. Durante o voo, os obstáculos serão reproduzidos mesmo em condições de pouca luz e visibilidade reduzida, aumentando significativamente a consciência situacional do piloto.

Noruega compra 16 helicópteros Leonardo AW101 “SAR Queen” para missões de Busca e Salvamento (SAR). Foto: Divulgação.

Outra característica que torna o AW101 ideal para missões SAR em toda a Noruega é a capacidade, gerenciada pelo computador de bordo, de se manter estável durante mar agitado e vento forte, graças às suas correções automáticas de estabilidade, o que significa que não requer nenhuma intervenção do piloto em voo e controles de atitude.

Outro ponto forte do AW101 é a capacidade de transportar mais de 50 passageiros, o que o torna muito eficaz em desastres naturais ou acidentes graves envolvendo pessoas. Como parte desta parceria foi inaugurada uma infraestrutura para tripulações de AW101 na Noruega (e também em outros países), onde os pilotos são treinados em simuladores de voo (certificados pelos padrões de Nível D), o que significa que uma hora de voo no dispositivo é considerada o equivalente a uma hora de voo real de helicóptero.

Assim, é possível realizar treinamentos de voo e missões com absoluta segurança, com considerável economia de combustível e manutenção. Além disso, a tripulação pode treinar não apenas o voo do novo helicóptero, mas também como realizar missões específicas e aprender como gerenciar riscos e eventos inesperados.

Outra conquista importante do AW101, especificamente ao se considerar a atual situação pandêmica, é que foi o primeiro helicóptero do mundo a transportar pacientes em macas de biocontenção, que isolam completamente os pacientes infectados do ambiente externo e da equipe médica.

Operadora aeromédica Life Link III dos EUA aumenta sua frota para 14 helicópteros da Leonardo

Estados Unidos – A Leonardo anunciou que a Life Link III, uma operadora aeromédica dos Estados Unidos, assinou um contrato para aquisição de um helicóptero AW169 e um AW109 Trekker para missões de transporte e resgate aeromédico. A operadora possui nove bases de helicópteros distribuídas nos Estados de Minnesota e Wisconsin.

Os helicópteros garantirão atendimento crítico em voo e transporte de pacientes em todo o meio-oeste do país. A entrega está prevista para ocorrer no quarto trimestre de 2021. Este pedido marca a entrada do AW109 Trekker nos EUA para operações aeromédicas e aumenta ainda mais o sucesso do AW169 neste mercado.

O AW169 apresenta uma cabine espaçosa de 222 pés cúbicos e que possibilita acesso de 360 ​​graus ao paciente. O helicóptero terá um interior aeromédico certificado pela agência de aviação americana (Federal Aviation Administration – FAA). O AW169 pode viajar até 440 milhas náuticas, com velocidade máxima de 160 nós e subir até 14.500 pés.

Da mesma forma, o AW109 Trekker possui recursos aeromédicos de ponta. O helicóptero bimotor está equipado com Night Vision Goggles (NVG), certificação para regras de voo por instrumentos para um único piloto e interior personalizado construído para atender aos requisitos do Life Link III.

Esta venda aumentará a frota de helicópteros Leonardo da operadora aeromédica Life Link III para 14 aeronaves. A empresa será a primeira a operar uma frota mista de AW119 IFR e AW109 Trekker. A operadora é um consórcio sem fins lucrativos formado por dez organizações e também possui na frota um avião Pilatus PC-12.

Operadora Americana Life Link III aumenta sua frota para 14 helicópteros da Leonardo. Foto: Divulgação

A frota atual compreende dez AW119Kx que acumularam mais de 21.000 horas de voo. Além disso, em julho deste ano, a Life Link III assinou o primeiro AW119 com certificação IFR no mercado civil. O helicóptero deve ser entregue no terceiro trimestre de 2021.

Com esta venda, a Leonardo totaliza mais de 110 aeronaves em uma frota de AW119, AW109, AW169 e AW139 no mercado aeromédico norte-americano. No mundo, quase 240 pedidos de AW169 foram feitos por países como Itália, Reino Unido, Japão, Coréia do Sul, Nova Zelândia e Estados Unidos.

Até o momento, mais de 70 AW109 Trekker foram vendidos para clientes em todo o mundo para uma variedade de funções e mais de 1.500 unidades da série AW109 foram vendidas globalmente para o mais amplo escopo de missões.

Operadora Americana Lifelink III aumenta sua frota para 14 aeronaves da Leonardo. Foto: Divulgação.

Com 27 pacientes transportados, UTI Aérea do CIOPAER do Mato Grosso completa 100 horas de voo

Mato Grosso – Com mais de 36 mil quilômetros percorridos por 15 municípios de Mato Grosso, o transporte aeromédico do Governo do Estado atingiu a marca de 100 horas de voo, neste mês de novembro de 2020. A UTI Aérea também transportou pacientes aos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. No total, até o momento, 27 pacientes foram atendidos.

O resultado foi alcançado após sete meses de implantação do serviço aeromédico próprio em Mato Grosso, fruto de um termo de cooperação técnica entre a Secretaria de Estado de Segurança (Sesp-MT), por meio do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

Entre as ações que marcaram o serviço, está o transporte de uma pessoa adulta em que houve a necessidade de reanimação cardiorrespiratória pulmonar, cujo voo garantiu a vida do paciente. Outro caso foi de um bebê indígena de quatro meses que, após tratamento cardiológico em Cuiabá, pôde retornar para a localidade de seus familiares. Dois integrantes da Força Nacional que se acidentaram durante operação de combate a incêndios no Pantanal também retornaram com a UTI Aérea às suas casas, no Rio de Janeiro.

Para o responsável pela implantação do serviço, tenente-coronel BM Flávio Gledson Vieira Bezerra, o serviço de transporte aeromédico “Voo Pela Vida” é uma política pública do Governo do Estado que garante assistência especializado ao cidadão mato-grossense residente nos locais mais longínquos do Estado.

O coordenador do CIOPAER, coronel PM Juliano Chiroli, destaca a importância da atividade para a sociedade. “Graças a esta parceria com a SES-MT, a população de Mato Grosso passou a contar com um serviço de qualidade a um custo menor, já que se trata de uma aeronave própria equipada”.

Implantação e capacitação

Para a implantação do serviço, foram percorridas as fases de estudos e elaboração de projeto, aprovação, liberação de recursos por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) apoiado pelo Ministério Público Estadual (MPE-MT), aquisição, importação e nacionalização da aeronave.

Na sequência, foi finalizado o processo de transferência, contratação de seguro e manutenção/revisão da aeronave recém-adquirida. Foram realizados ainda dois cursos ao longo deste ano para a capacitação da tripulação em transporte aeromédico com profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), do CIOPAER e do Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT).

As capacitações contaram ainda com auxílio de instrutores do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, que já têm expertise nesse serviço. O Termo de Cooperação Técnica foi firmado em 2019 e renovado para 2020 e 2021.

Airbus entrega o 1.400º helicóptero H135 para a operadora aeromédica francesa Mont Blanc

França – No final de setembro, o helicóptero bimotor H135 atingiu um marco importante: o 1.400º helicóptero foi entregue à operadora aeromédica francesa Mont Blanc, somando-se a uma frota de mais de 20 helicópteros H135 e H145 em serviço com a empresa.

Atualmente o helicóptero H135 detém 25% da participação de mercado global para serviços de emergência médica com helicópteros (HEMS) e ostentando mais de 650 unidades em serviço.

Operação aeromédica

Transferir pacientes de um centro de saúde para outro é uma operação complexa, mesmo nos melhores momentos. Com a pandemia de COVID-19, a capacidade de transferir pacientes tornou-se uma habilidade crucial para equilibrar os sistemas de saúde, liberando recursos para àqueles sob estresse.

Desde que entrou em serviço HEMS pela primeira vez em 1996, a família de helicópteros H135 passou por melhorias regulares em desempenho e capacidades, graças à interação constante da indústria com os operadores aeromédicos.

Enquanto os operadores buscam aprimorar o atendimento a bordo, agregando equipamentos médicos mais especializados, o que se traduz em aumento de carga, a equipe do H135 foi trabalhar. Os resultados? A última versão do H135 tem um peso máximo de decolagem aumentado para 90 kg e um aumento de carga útil de até 225 kg, permitindo que os operadores HEMS explorem novas possibilidades.

Foco na segurança e desempenho em missões críticas

Do ponto de vista operacional, a introdução do conjunto de aviônicos Helionix – que foi projetado exclusivamente para helicópteros e inclui um piloto automático de 4 eixos – reduz a carga de trabalho do piloto, aumenta a consciência situacional e melhora a segurança geral de voo.

O Helionix também está pronto para visão noturna, aumentando ainda mais as capacidades de missão e a segurança quando o H135 é operado no escuro ou em condições de baixa visibilidade. Por ser um helicóptero ecologicamente correto, o H135 é o mais eficiente em termos de emissões de CO² , bem como o mais silencioso em sua categoria de helicópteros.

SAMU Alagoas é vítima de mais um trote telefônico e libera helicóptero e ambulância para falsa ocorrência

Alagoas – Mesmo com as campanhas de conscientização, as ligações falsas para unidades de saúde ou para serviços de urgência e emergência de Alagoas, popularmente conhecidas como trotes, têm causado transtornos entre os profissionais da saúde.

De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), dados das Centrais de Regulação de Maceió e de Arapiraca revelam que, de janeiro a outubro deste ano, das 324.266 ligações para o serviço, 109.047 (33,62%) foram trotes.

O mais recente foi registrado na sexta-feira (6), quando um homem ligou para a central de atendimento informando que ele e um amigo tinham caído de uma moto na BR-104, entre os municípios de Branquinha e União dos Palmares, na zona da mata de Alagoas, e que o amigo estaria desacordado devido ao impacto do acidente.

O SAMU então liberou um helicóptero do Serviço Aeromédico e a Unidade de Suporte Básico (USB) de Murici, além de ter acionado a Polícia Rodoviária Federal (PRF), por ser uma rodovia federal. Ao chegarem ao local, as equipes constataram que não havia nenhum acidente e que tudo não passava de um trote.

Segundo Mayara Tavares, enfermeira e coordenadora da Base Descentralizada de Murici, a equipe da USB chegou até o local da ocorrência e constatou de que não havia nenhum acidente e que havia sido um trote.

“Não demoramos 10 minutos para chegar no suposto local do acidente. Não verificamos nenhum sinal que pudesse sugerir que a queda de moto realmente tinha acontecido. Procuramos e não vimos o veículo, não tinha sangue na rodovia e ainda percorremos aproximadamente uns 20 km, até a cidade de União do Palmares, procurando as vítimas e não achamos nada. O sentimento que fica é de revolta e tristeza, porque podemos deixar de atender alguém que realmente precisa do serviço, além de arriscarmos nossas vidas a cada ocorrência”.

Para o médico Marcos Viana do serviço aeromédico, essa brincadeira de mal gosto pode acabar custando a vida de outras pessoas, que estão precisando realmente de um atendimento de urgência e emergência naquele momento.

“Quando fomos acionados para essa ocorrência, saímos o mais rápido possível. Sobrevoamos pela extensão da BR-104, chegando até a cidade de União dos Palmares, e nada da ocorrência. Então, percebemos que deveria ser um trote, uma atitude irresponsável e triste, e por causa dessa brincadeira de mal gosto, acabamos deixando uma grande área sem a cobertura”, salientou.

Com mais de 100 mil trotes, SAMU de Alagoas sofre com mais uma ligação falsa. Foto: Divulgação

“Se naquele momento acontecesse um acidente de trânsito grave, um afogamento, uma suspeita de infarto ou de AVC, existia o grande risco dessas pessoas morrem. A população alagoana ficou sem o atendimento dessas duas equipes, porque estávamos preocupados em socorrer as vítimas dessa falsa ocorrência. Queremos sempre salvar todas as pessoas que precisam desse atendimento de urgência e emergência, e a população não pode ser prejudicada por conta dessas pessoas que insistem em fazer esse tipo de brincadeira”, lamentou o médico.

A central de atendimento do SAMU tentou retornar a ligação para a pessoa que solicitou o serviço, mas o telefone estava desligado. De acordo com Luiz Antônio Mansur, médico regulador do SAMU Alagoas, devido ao tipo da ocorrência, foi necessário fazer a liberação rápida das equipes para poder salvar aquelas supostas vítimas.

“Estou há 17 anos no SAMU Alagoas, e essa foi a primeira vez que liberei viaturas para uma ocorrência falsa. Quando conversei com o solicitante, não notei nada de anormal no tom de voz, ou qualquer outro sinal que demonstrasse que aquela ligação fosse um trote. O rapaz relatou que a vítima mais grave estava inconsciente e, por ser um acidente em uma rodovia, liberamos o helicóptero, que é uma UTI aérea, e a ambulância de Murici, para chegarmos mais rápido, avaliarmos o paciente e tentarmos estabilizar a vítima”, destacou Luiz Antônio Mansur.

É triste saber que as pessoas continuam insistindo em passar trotes para o SAMU, que é um serviço essencial, e que lida diretamente com vidas. Caso alguém não tenha um atendimento rápido, pela falta das viaturas que estão se deslocando para um trote, pode significar a morte desse paciente”, afirmou o médico.

Com mais de 100 mil trotes, SAMU de Alagoas sofre com mais uma ligação falsa. Foto: Divulgação.

Com apoio do Corpo de Bombeiros, paciente transplantado retorna para casa em Videira, SC

Santa Catarina – No domingo (08), o Batalhão de Operações Aéreas (BOA), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou o transporte aéreo de duas pessoas que estavam na cidade de Barretos, interior de São Paulo, de volta casa em Videira, Santa Catarina.

Um homem com transplante de medula óssea e seu filho que estava como acompanhante precisavam retornar para casa depois da cirurgia. Como se tratava de transporte de paciente transplantado, imunossuprimido, ou seja, com a imunidade mais baixa, a agilidade e o transporte aéreo faria a diferença.

A bordo do avião Arcanjo 04 do Corpo de Bombeiros, percorreram cerca de 800 quilômetros entre as cidades de Barretos e Videira, em um total aproximado de 02h30min de voo. Se o transporte fosse feito por terra, levaria em média nove horas.

Grupamento Aéreo da PM transportou fígado, baço e linfonodo de Santo Antônio de Jesus para Salvador, BA

Bahia – O Grupamento Aéreo (GRAER) da Polícia Militar transportou fígado, baço e linfonodo, na tarde de sábado (7), para Salvador. Os órgãos, que estavam em uma unidade médica, na cidade de Santo Antônio de Jesus, serão usados em transplantes.

Os policiais militares foram acionados pela Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes. Imediatamente uma equipe decolou o helicóptero Guardião 02 com destino a Santo Antônio de Jesus. A aeronave pousou no 14° Batalhão da Polícia Militar.

Em seguida, em menos de 30 minutos, os órgãos chegaram em Salvador. Nesse tipo de missão a rapidez é fundamental para evitar os efeitos danosos da isquemia (falta de irrigação sanguínea) que podem reduzir ou inviabilizar as chances de utilização dos órgãos nos transplantes.

“A equipe pousou no Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde ambulâncias esperavam para transportarem fígado, baço e linfonodo para os respectivos hospitais”, explicou o comandante do GRAER, coronel Renato Lima.

CIOPAER realiza remoção aeromédica noturna de duas vítimas de acidente com motocicleta em Icó, CE

Ceará – Na madrugada de domingo (8), a Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAER) realizou remoção aeromédica de dois pacientes vítimas de acidente de trânsito com motocicletas, ocorridos em locais distintos, mas quase simultaneamente.

Ambos os pacientes apresentavam múltiplas fraturas e depois de serem atendidos pelas equipes de saúde do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), foram levados de ambulância para o Hospital Municipal de Icó. Devido a gravidade dos casos, a UTI Aérea Fênix 06 da CIOPAER foi acionada para realizar a remoção dos dois pacientes para hospital de referência.

Com apoio das equipes do SAMU, todos os cuidados necessários foram realizados pela equipe aeromédica da aeronave, tais como estabilização de fraturas e contenção de hemorragias, e em seguida os pacientes foram levados pelo Fênix 06 para o Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte.

Utilizando equipamentos e técnicas especiais, equipes aeromédicas revertem PCR de duas vítimas em SC

Santa Catarina – Equipes do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros, em parceria com o Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU/SAMU), conseguiram reverter duas paradas cardiorrespiratórias. Vítima de afogamento e outra vítima de acidente de trânsito foram resgatadas pelas equipes do Arcanjo 01 e do Arcanjo 03.

Na tarde de quinta-feira (05), o Arcanjo 01 decolou para resgatar duas vítimas de afogamento na prainha da Guarda do Embaú, município de Palhoça. Quando chegaram no local, uma jovem de 19 anos estava na areia em parada cardiorrespiratória (afogamento grau 6) e a outra menina de 11 anos, encontrava-se desaparecida na água.

A equipe médica deu continuidade ao atendimento avançado da adolescente de 19 anos, enquanto o Arcanjo 01 realizou as buscas da outra menina, que até o momento não foi localizada. A equipe médica do Arcanjo 01 conseguiu reverter a parada cardiorrespiratória e após estabilização, a jovem foi encaminhada ao Hospital Universitário (HU) de Florianópolis.

Na sexta-feira (06), a equipe do Arcanjo 03 foi acionada para resgate de vítima de acidente de trânsito, envolvendo dois carros e uma motocicleta, na BR-470, no município de Indaial. Um homem de 34 anos, inicialmente atendido pela equipe do Bombeiro Voluntário de Indaial, estava em parada cardiorrespiratória.

A equipe médica da aeronave, com o auxílio de medicamentos e do equipamento compressor torácico, modelo Lucas 3, assumiu a condução da reanimação cardiopulmonar e conseguiu reverter a parada cardiorrespiratória do paciente.

Após os procedimentos e estabilização, o homem foi transportado pela ambulância do Bombeiro Voluntário de Indaial, juntamente com a equipe de saúde do Arcanjo 03, para o Hospital Beatriz Ramos.

Equipes da CIOPAER e do SAMU resgatam homem que se afogou no litoral oeste do Ceará

Ceará – Um homem foi vítima de afogamento na Lagoa do Paraíso, em Jijoca de Jericoacoara, no litoral oeste do Ceará, neste domingo (01). Ele chegou a ser resgatado por uma equipe da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAER) e levado de helicóptero até o hospital municipal de Acaraú, mas não resistiu e veio a óbito nesta segunda-feira (2).

A vítima era natural de Teresina, no Piauí. Ele estava na área da Barraca Alchymist Beach Club no momento do acidente. Em nota, o Grupo Alchymist informou que a equipe de segurança aquática do estabelecimento realizou os primeiros atendimentos à vítima, antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Profissionais do SAMU deram início aos procedimentos de reanimação, que continuaram durante o percurso de helicóptero. Mesmo durante o traslado, porém, a vítima estava inconsciente.

“O grupamento aéreo foi acionado para realizar o resgate de um homem que estava se afogando. A aeronave Fênix 03 da CIOPAER então decolou da Vila de Jeri com destino a Lagoa do Paraíso. Com bastante agilidade, a equipe conseguiu resgatar o homem com vida”, relatou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), por nota.

O pouso foi realizado no estádio municipal de Acaraú, onde equipes do SAMU aguardavam para dar continuidade ao atendimento da vítima, em estado grave. Ele chegou a ser levado para a unidade hospitalar antes de morrer.

Equipes do Acauã 01 e do SAMU resgatam criança de 5 anos que se afogou no litoral sul da Paraíba

Paraíba – Um menino de cinco anos foi socorrido pelo helicóptero Acauã 01 após se afogar, na tarde de domingo (1º), na praia de Tabatinga, no Litoral Sul paraibano. O Grupamento Tático Aéreo (GTA) e equipe de saúde do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ajudaram no resgate da criança.

De acordo com o SAMU, o menino foi socorrido por um carro particular para a Unidade Pronto Atendimento, localizada em Jacumã, no município do Conde. Depois de realizados os primeiros socorros, a vítima foi levada por uma ambulância do SAMU até a rotatória de acesso a praia do Sol, onde a equipe do GTA aguardava para fazer o transporte.

Após estabilização, a criança foi levada pelo helicóptero Acauã 01 para o Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. Depois de 10 minutos de voo a criança foi recebida pela equipe do hospital. A vítima sofreu afogamento grau 4 e segue internada na UTI, em recuperação.

Avião e helicóptero do Corpo de Bombeiros são acionados para atendimentos aeromédicos em MG

Minas Gerais – No último final de semana o helicóptero Arcanjo 04 e o avião Arcanjo 07 do Corpo de Bombeiros Militar foram acionados para realizar uma missão de resgate de motociclista ferido em trilha e uma remoção aeromédica de paciente.

No sábado (31), a equipe do Arcanjo 04 (EC145) foi acionada para resgatar um motociclista que se acidentou em uma trilha em Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O homem de 56 anos sofreu o acidente enquanto percorria a Trilha Morro do Careca.

Segundo a corporação, a vítima sofreu uma fratura no braço direito e estava sentindo muita dor quando foi resgatada pelo helicóptero Arcanjo 04. O homem foi levado consciente ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

Na tarde de domingo (01), outra operação envolveu o avião Arcanjo 07 (Cessa Grand Caravan) do Corpo de Bombeiros. A equipe realizou a remoção aeromédica de um paciente de 61 anos, internado no Hospital Regional de Barbacena.

A ambulância do Corpo de Bombeiros levou o paciente até o aeroporto da cidade, situado as margens da MG-135, de onde seguiu de avião para a cidade de Passos, no sul de Minas, a fim de realizar cirurgia cardíaca.

No último final de semana o helicóptero Arcanjo 04 resgatou motociclista ferido em trilha e o avião Arcanjo 07 realizou remoção aeromédica de paciente.

Marinha resgata vítima de queda de cavalo em área rural de Ladário, MS

Mato Grosso do Sul – Equipe do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Oeste (EsqdHU-61), unidade subordinada ao Comando do 6º Distrito Naval da Marinha do Brasil, resgatou na manhã de segunda-feira (02), um ribeirinho de 27 anos que ficou ferido após sofrer queda de cavalo, na Colônia São Domingos, zona rural de Ladário.

O atendimento foi realizado a pedido do Corpo de Bombeiros, tendo em vista a dificuldade de acesso ao local onde a vítima se encontrava. O homem foi transportado até a Santa Casa de Corumbá, acompanhado por um médico do Hospital Naval de Ladário. Após pouso no heliponto do EsqdHU-61, o transporte para o hospital foi feito em uma ambulância do Corpo de Bombeiros.

Helicóptero da Marinha resgata ribeirinho após queda de cavalo na Colônia São Domingos e é levado para hospital em Corumbá, MS. Foto: Divulgação.

Conselho Internacional de Enfermagem apresenta panorama atual durante a Nightingale 2020 Conference

Durante a Nightingale 2020 Conference, evento virtual realizado nos dias 27 e 28 de outubro e organizado pela Florence Nightingale Foundation, o CEO Howard Catton do Conselho Internacional de Enfermagem (ICN) falou sobre o momento atual. O ICN, sediado em Genebra, na Suíça, é uma federação com mais de 130 associações nacionais de profissionais de enfermagem, representando milhões de profissionais em todo o mundo.

A última análise do ICN mostrou que o número de enfermeiros e enfermeiras que faleceram após contrair COVID-19 é de 1.500, ante 1.097 em agosto. O número inclui profissionais de enfermagem de apenas 44 dos 195 países do mundo, e sabe-se que é um valor subestimado, frente ao verdadeiro número de mortes.

A própria análise do ICN sugere que cerca de 10% dos casos em todo o mundo ocorrem entre profissionais de saúde. Nesta semana, havia mais de 43 milhões de casos em todo o mundo com aproximadamente 2,6% deles, 1,1 milhão, resultando em mortes.

Mesmo que a taxa de mortalidade entre os mais de quatro milhões de profissionais de saúde infectados seja de apenas 0,5%, mais de 20.000 profissionais de saúde podem ter morrido do vírus.

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Em sua palestra no Nightingale 2020 Conference, Howard Catton disse que “o fato de que tantas enfermeiras morreram durante esta pandemia, quanto morreram durante a Primeira Guerra Mundial é chocante. Desde maio de 2020, pedimos a coleta padronizada e sistemática de dados sobre infecções e mortes de profissionais de saúde, e o fato de que ainda não esteja acontecendo é um escândalo.”

2020 é o Ano Internacional da Enfermeira e Parteira e o 200º aniversário do nascimento de Florence Nightingale, e tenho certeza de que ela teria ficado imensamente triste e zangada com a falta de dados. Florence demonstrou durante a Guerra da Crimeia como a coleta e análise de dados pode melhorar nossa compreensão dos riscos à saúde, melhorar as práticas clínicas e salvar vidas, e isso inclui enfermeiras e profissionais de saúde. Se ela estivesse viva hoje, os líderes mundiais teriam sua voz ecoando em seus ouvidos, dizendo que eles devem proteger nossas enfermeiras. Há um abismo entre as palavras calorosas e elogios, e a ação que precisa ser tomada”, complementou.

Foto histórica: Florence Nightingale Foundation.

Falando após o evento, Catton disse que a pandemia mostrou o quão interconectado o mundo se tornou, e que as respostas do governo precisam reconhecer isso e responder apropriadamente. “Acredito sinceramente que o global nunca foi tão local em termos dos desafios que enfrentamos, das lições que precisamos aprender e das soluções que buscamos. Por exemplo, obter equipamento de proteção individual através das fronteiras exige que os governos trabalhem juntos em questões alfandegárias e de controle e, quando tivermos uma vacina, entregá-la a todos que precisam, em vez de apenas aqueles que podem pagar por ela, exigirá multilateralismo e cooperação”, afirmou.

Para Howard Catton, as enfermeiras terão um papel importante a desempenhar no que virá depois do COVID-19. “Nossa experiência e os dados de que dispomos significam que temos uma voz muito poderosa e legítima que devemos usar para influenciar os sistemas de saúde do futuro”, afirmou durante o evento.

Comentando os relatos de manifestações e greves de algumas enfermeiras na Europa sobre o manejo da pandemia, Catton disse que “não me surpreende que estejamos neste momento porque entramos nesta pandemia tão mal preparados, com falta de investimento, faltam seis milhões de enfermeiras e a lentidão de alguns governos para responder de forma adequada. Esta é uma grande lição para o futuro. Os enfermeiros estão zangados com a falta de preparação, mas também com a falta de apoio que receberam.”

Catton finalizou dizendo que “precisamos passar das palavras calorosas para a ação real, porque nenhum de nós vai sobreviver e nossas economias não vão se recuperar se não mantivermos nossos profissionais de saúde e enfermeiras trabalhando e capazes de cuidar de todos nós.”

CEO Howard Catton do ICN durante a Nightingale 2020 Conference.

Esquadrão Pantera da Força Aérea Brasileira treina içamento de vítima no mar, em Santa Catarina

Santa Catarina – Entre os dias 5 e 22 de outubro, o Esquadrão Pantera (5º/8º GAv), sediado em Santa Maria (RS), realizou treinamento de içamento no mar. O Exercício Operacional, que ocorreu em Florianópolis (SC) e Navegantes (SC), teve como objetivo preparar os militares da Unidade Aérea para o resgate do tipo kapoff (duplo molhado) e do tipo convés (duplo seco e maca).

O treinamento ocorreu com o apoio da Base Aérea de Florianópolis (BAFL), onde os helicópteros, os equipamentos e a tripulação ficaram instalados, além de uma embarcação da Marinha do Brasil, que possibilitou a simulação de uma emergência em convés no alto mar.

Esquadrão Pantera da Força Aérea treina içamento de vítima no mar em Santa Catarina. Foto: 5°/8° GAV

A manobra de treinamento dividiu-se em duas linhas de ação. Na Baía Sul da Ilha de Santa Catarina, próximo à BAFL, aconteceram as simulações de vítima no mar. Os helicópteros pairaram sobre a vítima e o resgate ocorreu com a infiltração do militar SAR (do inglês, Search and Rescue) na água, através do guincho.

Em uma técnica de salvamento consideraram que a pessoa a ser resgatada não tinha uma lesão visível na coluna, ela foi exfiltrada pelo método duplo molhado, que consiste no militar de resgate passar uma alça de içamento sob os ombros da vítima e trazê-la a bordo da aeronave.

Na outra, consideraram uma possível fratura na coluna cervical da vítima, que consistiu em um içamento através de uma maca específica para resgates no mar, o içamento tipo convés. Em uma embarcação da Marinha do Brasil, o Faroleiro Mario Seixas, a vítima foi içada da parte mais acessível do navio, tanto pelo duplo seco (não há contato com a água nesse tipo de resgate), quanto pela maca, considerando o estado clínico da vítima.

Serviço aeromédico de Alagoas resgata vítima de acidente de trânsito na rodovia AL-105

Alagoas – Na sexta-feira (30), após uma colisão entre um carro de passeio e um caminhão na rodovia AL-105, nas proximidades do bairro do Benedito Bentes, em Maceió, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Alagoas foi acionado para fazer o resgate de uma vítima.

Para a ocorrência foram liberadas uma Unidade de Suporte Avançado, a equipe de Motolância e uma aeronave da Chefia Aérea Especial de Segurança Pública (CAESP). O resgate também contou com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL) e da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL).

Serviço aeromédico de Alagoas resgata vítima de acidente de trânsito na rodovia AL-105. Foto: Divulgação.

De acordo com testemunhas, o condutor do caminhão tentou desviar do outro veículo, que estava na contramão, mas, acabou sendo atingido na lateral e capotou. Segundo Carlos Adriano Silva, médico do Serviço Aeromédico do SAMU Alagoas, por causa da gravidade do acidente, o paciente do sexo masculino estava confuso, mas, consciente e com os sinais vitais estáveis.

“Os ocupantes do caminhão não sofreram nenhum ferimento, já a vítima do carro de passeio se queixava de dores na perna esquerda e no lado esquerdo do quadril. Ele também apresentava um corte no rosto e uma perfuração no tórax. Fizemos os primeiros socorros, imobilizamos o paciente, ofertamos oxigênio e pegamos um acesso venoso. Depois o transportamos para o HGE [Hospital Geral do Estado]”, disse o médico.

O paciente foi encaminhado à área vermelha trauma da unidade hospitalar para ser submetido a exames de imagem e, em seguida, reavaliado pela equipe médica do HGE.

Conheça a história de um transplante contada no livro “A Menina do Coração”

Isabeli Vieira Lourenço, de 30 anos, fez seu transplante cardíaco em 2018 e decidiu escrever um livro para contar a história dos seus corações. Assim, nasceu o livro “A menina do coração”. (Para apoiar o projeto, CLIQUE AQUI)

No dia 14 de março de 2018, o avião do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros decolou de Florianópolis levando o médico cirurgião para o aeroporto de Blumenau. Ao mesmo tempo, Isabeli que estava em Jaraguá do Sul, foi levada de helicóptero para Hospital Santa Isabel. Logo após, o Arcanjo retornou ao aeroporto de Blumenau para buscar o cirurgião e levá-lo ao Hospital Santa Isabel, onde foi realizado o transplante do coração.

Para Isabeli, “a ideia e vontade de escrever surgiram junto com a falta de ar, a limitação devido ao agravamento da doença e a necessidade de se sentir viva, mesmo estando lado a lado com a morte.” Quando ela soube que entraria na fila de transplante, decidiu registrar sua história.

No Brasil, atualmente, existem 40 mil pessoas à espera de um órgão ou tecido. Causas da recusa à doação de órgãos ou tecidos são várias, entre elas está a má informação sobre o diagnóstico de morte encefálica, aspectos religiosos, culturais e discordância entre familiares. Para Isabeli, “o principal motivo da não doação é a falta de informação”.

Para a autora também existe o medo, por parte do paciente, de entrar na fila de espera. Medo de receber um órgão. No livro ela conta como vale a pena ter a coragem e a força para transplantar e poder viver novamente e muito melhor.

Com o livro, Isabeli pretende ajudar pessoas que enfrentam alguma doença grave a descobrirem como todo o processo de cura pode ser mais leve e pessoas saudáveis a dar mais valor a vida.

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Califórnia aprova lei que prevê multa ao profissional que fotografar pessoa falecida em acidente ou crime

Estados Unidos – O governador da Califórnia aprovou no dia 28 de setembro o Projeto de Lei de Montagem Nº 2655 que torna ilegal profissionais (“first responder”) fotografarem pessoa falecida em uma cena de acidente ou de crime com finalidade diversa da atividade de investigação policial ou de perícia, ou ainda nos casos em que haja “interesse público”.

Caso fotografe fora desse contexto, o profissional cometerá uma contravenção punível com uma multa não superior a mil dólares (US$ 1.000) por violação. A regra entra em vigor em 1º de janeiro de 2021.

Para a norma, “first responder” significa um socorrista, policial, paramédico, técnico de emergência médica, pessoal de serviço de resgate, gerente de emergência, bombeiro, perito, legista ou funcionário de um legista.

Motivação

As mortes da lenda na NBA, Kobe Bryant, sua filha Gianni, de 13 anos, e mais sete pessoas, em um acidente de helicóptero em janeiro de 2020, motivaram a legislação.

Vanessa Bryant, viúva de Kobe, processou o departamento, alegando invasão de privacidade, negligência e imposição intencional de sofrimento emocional pelo suposto compartilhamento de fotos do local onde seu marido e filha morreram.

De acordo com o xerife do condado, Alex Villanueva, depois que os funcionários foram identificados, ele exigiu que as imagens fossem excluídas. Segundo o xerife, o departamento tem uma política contra tirar e compartilhar fotos de cenas de crimes, mas não havia regras claras sobre acidentes.

No Brasil

Tramita no Senado Federal, Projeto de Lei do Senado (PLS) 79/2018, que inclui o artigo 140-A entre os crimes contra a honra, que prevê detenção e multa para aquele que fotografar ou divulgar, por qualquer meio, imagem de pessoas acidentadas ou em situação vexatória, sem a sua autorização ou fora de contexto jornalístico.

A pena é similar ao crime de vilipêndio de cadáver, previsto no artigo 212 do Código Penal, considerado um crime de desrespeito aos mortos. De acordo com especialistas, o termo vilipendiar conta com outras compreensões, como por exemplo: menosprezar, rebaixar, desdenhar ou desprezar, podendo alcançar pessoas que expõem ou divulgam na internet imagens de pessoas mortas.

ADAC apresenta o primeiro estudo de viabilidade com eVTOL tripulado para o serviço de resgate na Alemanha

Alemanha – “O resgate aéreo com multicópteros tripulados (eVTOL) é possível, sensato e melhora o atendimento médico emergencial da população“. Este é o resultado do primeiro estudo de viabilidade do mundo sobre o uso de multicópteros tripulados no serviço de resgate, publicado em outubro de 2020.

O estudo de aproximadamente 130 páginas foi iniciado no final de 2018 pelo ADAC Air Rescue, financiado pela Fundação ADAC. O foco do projeto de pesquisa em cooperação com a empresa Volocopter tinha como questão: O sistema de serviço de resgate pode ser melhorado e preparado para o futuro com o uso de multicópteros como um atendimento médico de emergência rápido?

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Multicópteros são novas aeronaves de decolagem vertical com múltiplos rotores elétricos, também denominados de eVTOL (electric Vertical Take-Off and Landing). Até agora, as aeronaves foram desenvolvidas principalmente como táxis voadores no setor civil. Para o estudo, o multicóptero não se destina expressamente a substituir o helicóptero de resgate, mas atua como complemento na operação.

Depois de quase um ano e meio de pesquisas, foi comprovada vantagem tática dos multicópteros no serviço de resgate. Segundo o estudo, melhorias significativas ocorrem no atendimento de emergência em um raio operacional de 25 a 30 quilômetros.

Nesse caso, a velocidade de voo ideal do multicóptero deve ser de 100 a 150 km/h e o alcance mínimo em torno de 150 quilômetros. Essas condições ideais seriam tecnicamente possíveis em cerca de quatro anos.

Com os multicópteros apropriados, os médicos de emergência podem não apenas estar no local mais rápido, mas também alcançar um número significativamente maior de pacientes em uma área de atendimento mais ampla. O trabalho do médico torna-se mais eficaz e o multicóptero passa a ser um meio adequado no combate à escassez de profissionais de saúde especializados em emergência em muitos locais. Este foi o achado mais importante para os autores do estudo.

No contexto, o tempo de chegada do médico de emergência se deteriorou em quase 40% em média nacional nos últimos 20 anos. Um efeito colateral positivo: o helicóptero de resgate também pode ser usado de forma ainda mais eficaz, porque em cerca de 60% dos casos ele funciona puramente como um serviço médico de emergência e pode ser utilizado como meio de transporte para hospitais mais distantes.

Resultados das simulações computacionais do INM Munique promissor

Para o estudo, o Instituto de Medicina de Emergência e Gestão Médica da Ludwig Maximilians University em Munique (INM) realizou mais de 26.000 operações de emergências simuladas no computador, com diferentes cenários.

O eVTOL utilizado nos testes simulados foi o VoloCity da Volocopter. Este multicóptero deverá estar pronto para o mercado em um estágio inicial e com 18 rotores instalados, é particularmente seguro contra falhas. Segundo o estudo, sua vantagem é maior no campo do que na cidade. Comparado a um helicóptero de resgate, o multicóptero é mais silencioso e tem emissões mais baixas.

Projeto de pesquisa com a empresa Volocopter entrará em operação de teste em 2023

A operação de teste está planejada para 2023 e deve ocorrer nos Estados da Baviera e de Renânia-Palatinado. Além dos requisitos médicos e técnicos para uma operação de teste, a eficiência econômica também foi examinada. Os fabricantes do estudo acreditam que uma operação econômica é possível. Os custos para isso são bastante baixos em comparação com os requisitos de investimento geralmente elevados no sistema de saúde.

O estudo também examinou a viabilidade jurídica. Não observaram obstáculos intransponíveis sob a lei da aviação ou serviços de resgate. O estudo mostra os ajustes necessários. Para poder melhorar o serviço de resgate de uma forma relevante para o sistema, as questões legais devem ser esclarecidas em um estágio inicial, conforme apontaram os gerentes do projeto aos políticos e autoridades da aviação.

Do ponto de vista social, as novas tecnologias podem ajudar a expandir ainda mais a Alemanha como um local para inovação, dizem os especialistas. A utilização de multicópteros no serviço de resgate pode servir de incubadora para outros possíveis usos dessa tecnologia.

Na Alemanha, com base nos resultados da pesquisa e no status dos desenvolvimentos técnicos, uma rede nacional de até 250 bases de multicópteros (eVTOL) pode ser criada até o ano 2050, de acordo com a previsão otimista do gerente do projeto.

Governo do Mato Grosso renova contrato de serviço para transporte de pacientes críticos em UTI Aérea

Mato Grosso – Nos meses de setembro e outubro o Governo do Mato Grosso, conforme publicações no Diário Oficial, renovou dois contratos que mantém com a empresa Abelha Taxi Aéreo e Manutenção Ltda. Um deles refere-se a serviços de transporte de pacientes críticos em UTI Aérea e outro para serviços de fretamento de aeronave tipo jato.

Além desses contratos, em função da pandemia provocada pelo novo coronavírus, o Governo realizou contratação emergencial por dispensa de licitação para transporte aeromédico de pacientes com COVID-19. A empresa vencedora foi a Abelha Taxi Aéreo.

Assim, o Governo manterá nesse período dois contratos de transporte de pacientes críticos em UTI Aérea com a mesma empresa; o emergencial pelo valor de R$ 16.887.000,00 e o que já possui pelo valor de R$ R$ 18.467.623,63.

Segundo o Governo, com a pandemia foi necessário realizar a nova licitação para atender a demanda de transporte de pacientes com COVID-19. Embora exista o contrato atual e um convênio com o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), que possui avião configurado como UTI Aérea, em razão da pandemia, essa estrutura não consegue atender a demanda da Secretaria de Saúde.

Além desses contratos de transporte de pacientes críticos, o Governo também renovou com a mesma empresa o serviço de fretamento de aeronave tipo jato. O 3º Aditivo foi assinado em outubro e o contrato foi prorrogado por mais 12 meses. Em Abril de 2020 o Governo havia realizado um 2º Termo Aditivo aumentado em 25% o valor do contrato, passando de R$ 780.000,00 para R$ 975.000,00.

COVID-19

A empresa Abelha Taxi Aéreo vem realizando diversos transportes de pacientes com COVID-19, buscando inclusive novas tecnologias para atender a demanda com segurança. É o caso do uso da “bolha de respiração individual”.

Esse é o único modelo de “capacete” fabricado no Brasil aprovado pela ANVISA e que a empresa passou a utilizar em seus serviços de transporte aeromédico. Outro equipamento utilizado pelos operadores aeromédicos é a capsula de isolamento de paciente, porém ela exige maior espaço de cabine nas aeronaves. (Saiba mais)

Abelha Táxi-Aéreo e Aeromédico passa a usar bolha de respiração individual no transporte de pacientes com COVID-19.

Força Aérea Brasileira já transportou 170 órgãos para transplantes em 2020

Brasil – A qualquer hora do dia ou da noite uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) pode ser acionada para transportar um órgão que vai salvar uma vida. Na sexta-feira (23), quando foi celebrado o Dia da Força Aérea Brasileira, a corporação também comemorou a marca de 170 órgãos transportados este ano.

A FAB mantém uma aeronave permanentemente disponível para o trabalho de levar os órgãos ou tecidos até local onde está o receptor. Em muitos casos, o transporte é fundamental para que o processo de transplante aconteça. O acionamento de uma aeronave ocorre de acordo com a demanda repassada pelo Ministério da Saúde, que coordena o Sistema Nacional de Transplantes.

A partir de então, é ativada uma cadeia de eventos. É preciso checar as condições de pouso no aeroporto de destino, acionar a tripulação e avisar ao controle de tráfego aéreo que se trata de um transporte de órgãos, o que dá ao avião prioridade para procedimentos de pouso e decolagem.

De acordo com a FAB, há tripulações de sobreaviso nos Esquadrões de Transporte, em tempo integral, em todo o Brasil. Assim que o Sistema Nacional de Transplantes recebe as informações iniciais para a captação de um determinado órgão, a FAB é acionada e aloca os meios mais próximos para cumprir a missão de transporte.

Só neste ano de 2020, de janeiro a setembro, a FAB já transportou 170 órgãos. Em 2019, foram 167 órgãos transportados. Nos últimos quatro anos de trabalho, a FAB já ajudou a salvar 933 vidas.

No dia do aviador e da FAB, conheça homens e mulheres que cruzam o céu do país para salvar vidas

Brasil – Pelos ares, no comando de aeronaves, militares da Força Aérea Brasileira (FAB) cruzam o céu do país em missões especiais. Em comemoração ao Dia do Aviador, celebrado nesta sexta-feira (23).

A data é lembrada na corporação em homenagem ao primeiro voo do 14-Bis, realizado em 1906 pelo brasileiro Alberto Santos-Dumont, no Campo de Bagatelle, na França.

Na FAB, os militares atuam no transporte de órgãos para transplante, assim como lançamento de água para combater incêndios que atingem o Pantanal. Só nos primeiros 14 dias de outubro, 2.536 focos de queimadas destruíram parte do bioma.

Em outra missão, aeronaves decolam para levar insumos à população no combate à Covid-19. As ações também envolvem descontaminação de espaços públicos, doações de sangue, transporte de medicamentos e equipamentos de saúde. Confira relatos:

Transporte de órgãos para salvar vidas

Baseado em Brasília, o tenente-coronel Christiano Pereira Haag, de 42 anos, traz no currículo seis mil horas de voo. Ele é o comandante do Esquadrão de Transporte Aéreo da capital, responsável por levar órgãos de doadores a pacientes que há anos aguardam pela possibilidade de uma vida nova.

Tenente-Coronel Aviador Christiano Pereira Haag, da FAB. Foto: Wilhan Campos/FAB

“Transportar um órgão para transplante é uma das missões mais nobres da FAB […] levar esperança de vida para uma pessoa, certamente nos remete à sensação de dever cumprido”, disse.

De janeiro a setembro desse ano, a Força Aérea foi acionada para 151 missões do tipo. Ao todo, 170 órgãos foram transportados, entre fígado (91), coração (40) e rins (33). Nos últimos quatro anos, 993 vidas foram salvas com as doações.

De dentro da aeronave, o coronel Haag é responsável por operar o avião U-100 Phenom. O amor à profissão, na definição do militar, “resume bem como é viver em prontidão”. Em todo país, o transporte de órgãos ocorre 24 horas por dia, sem interrupção.

“Não há motivo maior de orgulho em saber que as suas ações refletirão em esperança e vida para um brasileiro que necessita.”

Pilota de aeronaves

Em função semelhante ao do coronel, a capitão aviadora Bruna Nascentes Teles, de 32 anos, também comanda aeronaves da FAB. A militar ingressou na corporação em 2008, e compartilha do sentimento de prontidão que a profissão exige.

“A partir do momento que somos acionados para alguma missão, sabemos que a vida de alguém depende da nossa agilidade, e por isso é muito gratificante e também uma enorme responsabilidade cumprir a missão, independente do dia ou do horário”, conta.

Capitão aviadora Bruna Nascentes Teles, de 32 anos, da FAB. Foto: Wilhan Campos/FAB

Ao ser perguntada sobre o sentimento ao sair de casa todos os dias para o trabalho, a capitão fala em “gratidão”.

“É muito gratificante saber que estou contribuindo para salvar uma vida. Sempre que possível tento entrar em contato com alguém da equipe médica para saber se o transplante deu certo.”

Combate a incêndios no Pantanal

Em outra missão, como piloto do C-130 Hércules, o capitão Ítalo Holanda De Oliveira, baseado no Rio de Janeiro, comanda o esquadrão que atua no combate a focos de incêndio no Pantanal. As queimadas na região duram mais de dois meses. De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) Prevfogo, a área destruída representa 26% do bioma.

Na aeronave da FAB, um sistema lança água sob pressão nos locais atingidos pelo fogo. A capacidade de lançamento é de até 12 mil litros de água a cada abastecimento.

Linga de fogo no Pantanal de MS. Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Marcadas na memória, o capitão Ítalo traz as lembranças de uma ação recente de combate ao fogo no Pantanal. Além de ajudar no preservação da fauna e da flora, ele lembra de ajudar brigadistas a escaparem do incêndio.

“Um grupo de brigadistas, que estava atuando em solo, ficou cercado pelo fogo enquanto realizava o trabalho no local. Nós fomos acionados para auxiliá-los”, lembra Ítalo.

O avião em que estava, o C-130, executou o lançamento de água, o que possibilitou que o helicóptero de resgate se aproximasse dos brigadistas, que conseguiram sair ilesos da mata. “Foi muito satisfatório”, diz.

Capitão Italo Holanda De Oliveira, integrante do Esquadrão Gordo, da FAB. Foto: Wilhan Campos/FAB

“De alguma forma, nós estamos ajudando a garantir um bem comum, que é a preservação do meio ambiente, das nossas riquezas naturais e que futuras gerações tenham a oportunidade de usufruir da nossa biodiversidade.”

Transporte de EPIs durante a pandemia

A Operação Covid-19, coordenada pelo Ministério da Defesa, mobiliza militares por todo o Brasil. Homens e mulheres das Forças Armadas atuam no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, em apoio à população.

As ações envolvem descontaminação de espaços públicos, doações de sangue, transporte de medicamentos e equipamentos de saúde. Na execução dessas atividades, a tenente aviadora Mariana de Bustamante Fontes, de 24 anos, serve no Esquadrão Harpia e opera o helicóptero H-60L Black Hawk.

“Tenho orgulho de levar apoio para onde muitas vezes ninguém mais chega. Dedico minha vida a cumprir as mais nobres missões nas comunidades mais remotas do território brasileiro”, diz.

Tenente Mariana de Bustamante Fontes, de 24 anos, opera helicóptero da FAB. Foto: Wilhan Campos/FAB

Nesses locais, principalmente da Amazônia, o trabalho da militar é essencial, em apoio a populações isoladas. As aldeias atendidas por aeronaves da corporação são consideradas de difícil acesso por terra, e somente embarcações e helicópteros conseguem chegar.

“No caso das comunidades indígenas, as nossas tripulações têm um cuidado mais acentuado. Portanto, a interação é apenas com os chefes dessas comunidades”, explica a tenente.

“Sempre fomos muito bem recebidos e temos a certeza de que os equipamentos transportados para locais inóspitos demonstram o comprometimento de todos os aviadores em integrar cada vez mais o nosso país.”

Durante a pandemia, além de levar ajuda, os militares também precisam reforçar os cuidados com a própria saúde e, assim, evitar a disseminação do vírus entre colegas e os atendidos. Segundo a FAB, nas missões que envolvem proximidade com comunidades indígenas, os tripulantes são testados antes de cada decolagem, além de cumprirem as medidas sanitárias e uso de Equipamento de Proteção Individual (EPIs) durante os transportes.

Avião da FAB transporta 13 mil testes rápidos para diagnosticar Covid-19. Foto: FAB/Divulgação

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