Aeromédico do SAMU apresenta Programa Sangue Total para Comissão de Relações Internacionais da ALESC.
Santa Catarina – Pioneiro e inovador, o Programa Sangue Total disponibiliza bolsas de sangue no atendimento aeromédico a pacientes graves no local do resgate ou durante o transporte à unidade de saúde. Para dar mais visibilidade nacional e internacional, as equipes do aeromédico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) apresentaram o programa para a Comissão de Relacionamento Institucional, das Relações Internacionais e do Mercosul, na tarde desta quarta-feira (15), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC).
A iniciativa tem como objetivo ajudar na divulgação do Sangue Total para outros estados do país. O Brasil é o quarto país no mundo a oferecer esse tratamento no ambiente pré-hospitalar. Devido ao avanço do Programa Sangue Total, o serviço aeromédico catarinense hoje se tornou uma agência transfuncional, possuindo alvará da Vigilância Sanitária em âmbito nacional.
O alvará comprova que o serviço e as aeronaves estão em conformidade com as regulamentações de saúde e higiene necessárias para garantir a segurança dos pacientes atendidos e transportados. “O recebimento do Alvará Sanitário é uma grande conquista para o serviço aeromédico dos Arcanjos, pois visa um atendimento de qualidade e excelência “, destacou Euseli de Assis Batista, enfermeira e operadora de suporte médico do SAMU Aeromédico.
“Buscamos trazer o que há de melhor aos pacientes no tratamento pré-hospitalar, às vítimas de choque hemorrágico e politraumatizados graves. A transfusão de sangue pode salvar uma vida antes mesmo da chegada ao hospital. Estamos sempre pesquisando para aprimorar e oferecer tratamento de ponta”, explica Daíse Esswein Müller, coordenadora médica do SAMU Aeromédico.
A parceria entre o SAMU Aeromédico, o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) e o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (HEMOSC) viabilizou o programa que aumenta as chances de sobrevida de pacientes graves no atendimento. O desenvolvimento do programa também contou com parcerias internacionais e apoio do médico Mark Yazer, professor da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, referência na Associação Americana de Bancos de Sangue.
“O programa já obteve resultados significativos com ampliação da frota dos Arcanjos disponibilizados no Estado e agora a implantação do Sangue Total, em Blumenau. Em breve, será oferecido nas ambulâncias para alcançar um número maior de pacientes em diferentes áreas dos municípios catarineses”, finaliza Marcos Fonseca, superintendente de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da Saúde.
Aeromédico do SAMU apresenta Programa Sangue Total para Comissão de Relações Internacionais da ALESC.
Helicóptero do Corpo de Bombeiros de Goiás realiza missões aeromédicas no Rio Grande do Sul.
Rio Grande do Sul – Sete militares do Centro de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros de Goiás (CBMGO), especialistas em salvamento e resgate aéreo, completaram nesta sexta-feira (17), quatro dias de auxílio às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.
De acordo com a corporação, foram realizados 7 atendimentos (5 transportes aeromédicos e 2 apoios a Defesa Civil) e o foco está no socorro à população dos municípios de Canoas, Novo Hamburgo, Estância Velha e Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre.
“Iniciamos a manhã de quinta-feira com um resgate aeromédico de uma senhora de 75 anos que sofreu um AVC, em Estância Velha, cidade completamente ilhada. Fomos solicitados pelos bombeiros do Rio Grande do Sul e fizemos o transporte”, afirmou o coronel Carlos Alberto Cardoso Faleiro.
Ele também explicou que o trabalho conta com a colaboração de equipes terrestres, responsáveis por indicar onde a aeronave é a única opção de acesso. Desde o início da operação em solo gaúcho, há 13 dias, o Corpo de Bombeiros de Goiás realizou 252 atendimentos.
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Helicóptero do Corpo de Bombeiros de Goiás realiza missões aeromédicas no Rio Grande do Sul.
Helicóptero do Corpo de Bombeiros de Goiás realiza missões aeromédicas no Rio Grande do Sul.
Helicóptero do Corpo de Bombeiros de Goiás realiza missões aeromédicas no Rio Grande do Sul.
Helicóptero do Corpo de Bombeiros de Goiás realiza missões aeromédicas no Rio Grande do Sul.
Helicóptero do Corpo de Bombeiros de Goiás realiza missões aeromédicas no Rio Grande do Sul.
Nos dias 26 e 27 de junho de 2024 acontecerá no Aeroporto Internacional de Goiânia – Santa Genoveva (GO), o 4º Congresso Aeromédico América Latina (CONAER). O evento acontecerá simultaneamente com a Aviation XP Centro Oeste e unirá a aviação e a saúde em um mesmo ambiente, estimulando a integração, o desenvolvimento, a produção científica, e a troca de experiências.
Após o lançamento do Manual de Boas Práticas do Serviço Aeromédico confeccionado pela Associação Brasileira de Operações Aeromédicas – ABOA, está confirmada a palestra de abertura do evento com o tema: “Serviço aeromédico como agente de transformação social”, com a participação do Diretor de Operações da Helisul Aviação, Marcelo Guerrante.
Guerrante possui mais de 20 anos de experiência como gestor, regulador, inspetor de operações/voo, piloto de linha aérea e piloto de helicóptero comercial, consultor técnico e supervisor acadêmico no contexto aeronáutico. Foi especialista em regulação da aviação civil na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Possui pós-graduação em Segurança e Aeronavegabilidade Continuada pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e em Regulação e Gestão de Segurança da Aviação Civil pela Embry Riddle Aeronautical University (ERAU).
A Helisul Aviação tornou-se em 2023 e 2024 o maior operador aeromédico em número de pacientes transportados e está presente em diversas regiões do Brasil, prestando serviços aéreos especializados (SAE); serviços de fixed base operator (FBO); serviços aeromédicos; manutenção; gerenciamento e fretamento de aeronaves; e voos panorâmicos. Para isso, possui estrutura completa de hangares e de equipes de voo, administrativa e de manutenção aeronáutica.
A programação do evento prevê seis palestras, cinco painéis e apresentação de trabalhos científicos.
O Curso de Transporte Aeromédico, promovido pelo Instituto de Ensino e Saúde de São Paulo (IESSP), com carga horária total de 30 horas aula, acontecerá nos dias 28 e 29 de Junho de 2024 (sexta-feira e sábado) na cidade de Goiânia (GO), logo após o Congresso Aeromédico – CONAER. Os alunos que se matricularem no curso terão a inscrição gratuita no CONAER.
O time de instrutores é formado pela médica Júnia Sueoka, pelo enfermeiro Waine Ciampi e pelo piloto Eduardo Beni, todos com larga experiência em operações aeromédicas, com formação acadêmica e técnica na área.
O conteúdo prático e teórico é desenvolvido e estruturado segundo a Instrução Suplementar nº 135-005A da ANAC e a Portaria Nº 2048/2002 do Ministério da Saúde, incluindo conteúdos sobre legislação, segurança operacional, principais patologias e alterações fisiológicas, protocolo de transporte do paciente crítico, visita técnica em aeronave de transporte aeromédico, prática do protocolo de transporte aeromédico adulto, discussão de caso clínico e prática de ventilação mecânica no transporte aeromédico.
Quem pode participar
O curso é desenvolvido para capacitação de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, pilotos e técnicos de enfermagem que trabalham ou possuem interesse no serviço aeromédico.
Em operação inédita e bem sucedida, serviço aeromédico do SAMU realiza transporte duplo de gestantes.
Santa Catarina – O serviço aeromédico do estado de Santa Catarina realizou no dia 8 de maio pela primeira vez em sua história, o transporte de duas gestantes ao mesmo tempo. O avião Arcanjo 04 da Secretaria de Estado da Saúde (SES), operado pelo Corpo de Bombeiros Militar, em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), foi utilizado na transferência das pacientes de São Miguel do Oeste para Lages, na Serra Catarinense.
As gestantes que estavam de 24 e 34 semanas apresentavam necessidades de internação na UTI Neonatal. O voo teve a duração de aproximadamente duas horas, e foi fundamental para encurtar as distâncias e salvar a vida das futuras mamães.
No voo, as gestantes foram acompanhadas por uma equipe médica do SAMU, proporcionando um transporte seguro, humanizado e um atendimento mais ágil para os pacientes e seus familiares.
“Estamos reduzindo os vazios assistenciais principalmente na região do meio e extremo oeste, atendendo a determinação do governador Jorginho Mello. Trabalhamos intensamente para levar mais qualidade de vida para cada cidadão catarinense, independentemente da distância”, destaca a Secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto.
O transporte aéreo viabiliza percorrer grandes distâncias em um espaço de tempo muito menor, em comparação com outros meios. Desta forma é possível levar os pacientes para tratamentos em hospitais de referências por todo o estado.
“Esta missão demonstra claramente o compromisso do nosso governador e da secretária de saúde com a garantia ao acesso de serviços públicos de qualidade e com a agilidade que a situação merece. A entrega de um atendimento de qualidade para a população, significa que estamos afirmando que Santa Catarina é exemplo de competência quando o assunto é atendimento de urgência”, ressalta Marcos Antônio Fonseca, Superintendente de Urgência e Emergência.
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Em operação inédita e bem sucedida, serviço aeromédico do SAMU realiza transporte duplo de gestantes.
Em operação inédita e bem sucedida, serviço aeromédico do SAMU realiza transporte duplo de gestantes.
Em operação inédita e bem sucedida, serviço aeromédico do SAMU realiza transporte duplo de gestantes.
Em ação solidária, medula óssea é transportada do Canadá para ser transplantada em paciente de Porto Alegre
Em meio ao caos que acomete o Rio Grande do Sul foi possível realizar o transporte de medula óssea para um homem de Porto Alegre, que necessitava do transplante. No dia 07 de maio, Santa Catarina, por meio do Corpo de Bombeiros Militar, contribuiu para salvar a vida desse gaúcho afetado pelas enchentes.
Como não foi encontrado um doador no Brasil, foi preciso usar o sistema internacional de cadastro de medula e um doador foi encontrado na América do Norte. Um profissional de saúde acompanhou o processo de coleta da medula, trazendo-a para o Brasil em um voo comercial.
Ao chegar Florianópolis (SC), o avião Arcanjo 04 do Corpo de Bombeiros Militar fez o transporte aéreo até a Base Aérea de Canoas. De lá, seguiu em um helicóptero da Polícia Militar de Santa Catarina para o Regimento da Cavalaria do Exército, em Porto Alegre, de onde seguiu de veículo para o Hospital de Clínicas. Um empresa especializada nesse tipo de transporte (Bio Transportes) participou da ação, garantindo a integridade do material.
A medula óssea tem 72 horas de viabilidade, e para conservá-la de forma adequada foi transportada em um recipiente térmico específico e seguro, desenvolvido pela empresa brasileira Stable Tech.
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Foto: Roberto Zacarias / Secom
Em ação solidária, medula óssea é transportada do Canadá para ser transplantada em paciente de Porto Alegre
Medula óssea do Canadá é transportada de SC para o RS — Foto: Roberto Zacarias / Secom SC/ Divulgação.
Em ação solidária, medula óssea é transportada do Canadá para ser transplantada em paciente de Porto Alegre
Em ação solidária, medula óssea é transportada do Canadá para ser transplantada em paciente de Porto Alegre
Esta é a quinta missão de ajuda humanitária em situações de emergência.
Rondônia – O médico Marcos Berti Cavalcanti, que há 19 anos atua no Serviço Móvel de Urgência (SAMU) da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho, integra a força-tarefa estadual que está no Rio Grande do Sul para auxiliar no resgate de vítimas. Cirurgião geral, pediatra, intensivista e especialista em resgate, o profissional chegou à sua quinta missão de ajuda humanitária em situações de emergência.
Desde que chegou no Rio Grande do Sul, há cinco dias, Marcos Berti trabalha como Operador de Suporte Médico (OSM), com atribuições específicas a bordo de ambulância aérea na realização de operações aeromédicas de suporte avançado de vida, tendo o município de Canoas e proximidades como principais pontos de atuação.
O médico descreve como uma catástrofe o cenário presenciado. Mesmo com toda experiência como socorrista do SAMU e também em outras missões humanitárias, diz que estar nessa força-tarefa é uma situação emocional completamente diferente do que já viveu.
“Ver pessoas sofrendo, desabrigadas, alagamentos, vidas ceifadas, animais mortos, fauna e flora devastada, é um cenário triste de se ver. Mas, graças a Deus, o povo brasileiro é diferente. Muitos ajudando, contribuindo e cada um fazendo sua parte da melhor maneira possível, isso que é bonito de ver, emociona e vai fazer a diferença na vida de muitos”, declara o médico.
Ao descrever o trabalho realizado até o momento, Marcos Berti enfatiza a intensidade que acompanha o resgate das vítimas, mas destaca a motivação e a resiliência da equipe diante das adversidades. Ele reforça, ainda, a importância da atuação em equipe para salvar, prevenir, cuidar e ajudar.
“Temos aqui voluntários de todo o Brasil, todos prontos para ajudar. Onde a gente passa somos aplaudidos, elogiados e com palavras de agradecimentos. Observei muitas pessoas com nó na garganta segurando as emoções para não chorar, mas visível as lágrimas acumuladas. Essa é nossa missão, somos treinados para isso, estar onde ninguém pode, fazer o que ninguém quer para que outros possam viver. Operações aéreas é o que somos, heróis anônimos, guerreiros sem face, voar, pairar, salvar”, finaliza o médico com um brado do grupo de operações aéreas.
Esta é a quinta missão de ajuda humanitária em situações de emergência.
Na sexta-feira, 17 de maio, das 11:00 às 12:15, acontecerá o SafetyNet Webinar sobre “Cultura de Segurança Operacional: As pessoas são seu maior ativo“, apresentado por Cesar Gonzalez. O evento é promovido pela IBAC e Polaris Aero. A apresentação será em português e a participação é gratuita.
Cesar é formado em engenharia comercial e administração de segurança pública e atua como Consultor Primário de Segurança da Polaris Aero na América Latina. Antes de ingressar na Polaris, César foi piloto de helicóptero da polícia nos Carabineros do Chile e como oficial de segurança operacional e investigador de acidentes de aviação por 10 anos na Autoridade Aeronáutica Chilena. Além disso, possui especializações em Prevenção e Investigação de Acidentes no CENIPA Brasil, ANAC Argentina, FACH e DGAC Chile.
Sobre o tema
No coração de todas as organizações, podemos encontrar indivíduos desempenhando várias funções, desde programar, despachar, ou realizar o voo, até reparar, orientar ou abastecer a aeronave para garantir que você esteja pronto para o voo.
Eles passam por treinamento, recebem os recursos necessários e, em seguida, precisam render na execução de suas tarefas. Esta apresentação abordará as habilidades interpessoais possíveis para motivar as pessoas a serem o melhor que podem ser em suas profissões, contribuir para o esforço coletivo e, em última instância, formar o núcleo de uma base de segurança que rotineiramente se destaca em seu desempenho e é resiliente às condições em constante mudança.
Helicóptero do SAMU resgata motociclista gravemente ferido ao colidir em ambulância
Paraná – Um homem de 65 anos ficou gravemente ferido após se envolver em um acidente de trânsito no início da tarde de quinta-feira (2), na PR-082, em Rondon (a 56 quilômetros de Paranavaí). Segundo o SAMU, o homem conduzia uma motocicleta quando foi atingido por uma ambulância do município de Cidade Gaúcha.
O motociclista teve traumatismo craniano, foi entubado e precisou receber sangue enquanto era socorrido. Além disso, teve uma parada cardíaca e foi reanimado pela equipe aeromédica do SAMU. Foi estabilizado e levado de helicóptero ao Hospital Universitário de Maringá.
Em nota, a Secretaria de Saúde de Cidade Gaúcha explicou que no momento do acidente a ambulância transportava apenas um paciente, que retornava de uma avaliação médica em Cianorte. A secretaria ainda afirmou que “o próprio motorista prestou socorro à vítima da motocicleta e acionou o SAMU”
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Helicóptero do SAMU resgata motociclista gravemente ferido ao colidir em ambulância
Helicóptero do SAMU resgata motociclista gravemente ferido ao colidir em ambulância
Helicóptero do SAMU resgata motociclista gravemente ferido ao colidir em ambulância
Helicóptero do SAMU resgata motociclista gravemente ferido ao colidir em ambulância
Rio Grande do Sul – Em entrevista coletiva no fim da tarde desta sexta-feira (03), o governador Eduardo Leite garantiu que não faltarão recursos estaduais para a prestação de socorro às vítimas e para a reconstrução das cidades após o desastre ambiental que afeta o Rio Grande do Sul desde segunda-feira.
Um helicóptero do Corpo de Bombeiros e da Brigada Militar estão em operação de salvamento desde o início do desastre natural, que, segundo o governador gaúcho Eduardo Leite, é o pior da história do Rio Grande do Sul. Já foram afetados 235 municípios. Estão desalojadas ou desabrigadas mais de 24 mil pessoas. O número de mortes chegou a 37 e outras 74 pessoas seguem desaparecidas.
“O Estado tem suas restrições financeiras, mas não serão poupados recursos para prestar o atendimento necessário para salvar vidas e permitir a reconstrução do patrimônio público e das famílias gaúchas. Não permitiremos que os afetados sejam vítimas do desalento e da desatenção nos dias seguintes da enchente”, afirmou.
Leite revelou que o governo retomará a transferência direta de recursos para os municípios, simplificando a burocracia por meio de um sistema de transferência fundo a fundo. O mecanismo permite que as prefeituras acessem o dinheiro rapidamente para atender às necessidades mais críticas.
O governador também anunciou a continuação do programa Volta por Cima, gerido pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), que destina verbas a famílias extremamente pobres atingidas pelas inundações. Os beneficiados receberão os fundos por meio do Cartão Cidadão, utilizado na compra de diversos itens e serviços.
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Com resgates aéreos e barcos, forças do Paraná ajudaram 150 pessoas no Rio Grande do Sul
Mais um vez a solidariedade entre estados possibilita a mobilização de meios para salvar vidas
Mais um vez a solidariedade entre estados possibilita a mobilização de meios e de equipes para salvar vidas
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Ajuda dos estados
Além das instituições federais de saúde, segurança e defesa, como a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Força Aérea Brasileira (FAB) e Exército, os estados, mais uma vez, realizam mobilização para ajudar os desabrigados e vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.
O Paraná enviou 32 bombeiros militares, nove viaturas e quatro embarcações. Um helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) está no local e seu primeiro resgate foi em Lajeado. Uma das operações foi no telhado de uma casa, com a retirada de uma família inteira que estava isolada.
São Paulo enviou equipes do Comando de Aviação da Polícia Militar (CAVPM) com os helicópteros Águia 12, Águia 24 e Águia 33 (aeromédico). As aeronave são equipadas com guincho elétrico, maca de montanha e equipamentos de resgate. A Secretaria da Segurança Pública também mantém um avião King Air em condições de apoiar o transporte de equipes e cães farejadores, além de mais materiais para ações de salvamento e ajuda humanitária.
O Rio de Janeiro enviou nove bombeiros militares a bordo do helicóptero AW169, bimotor da corporação, equipado com guincho elétrico e capaz de operar por instrumentos. A força-tarefa contará com outros 40 bombeiros militares, especialistas em salvamentos em desastres e atuação em estruturas colapsadas.
Santa Catarina enviou uma equipe do Batalhão de Aviação da Polícia Militar (BAPM) para apoiar a força tarefa de resgate, envio de alimentos, roupas e agasalhos aos atingidos. A operação conta com 34 profissionais, um helicóptero, oito viaturas, doze embarcações e equipamentos específicos para resgate e deslizamentos.
Minas Gerais enviou 28 bombeiros militares e um avião Cesna Caravan, levando parte da equipe, com estrutura para o transporte de eventuais vítimas. Uma segunda aeronave, um helicóptero AS350 B3 também foi enviado, levando bombeiros e equipamentos especializados para salvamento.
O Mato Grosso enviou equipes do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMT) com mergulhadores, operadores de desastres e cães farejadores, além de um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) com dois pilotos e três tripulantes.
Outros estados também participam da ajuda humanitária com apoio de equipes de saúde e de salvamento, além de envio de donativos aos desabrigados.
Equipe do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro realizando salvamento.
Salvamentos
Durante a coletiva, que contou com a presença do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, do titular do Comando Conjunto Sul da Operação Taquari II, general Hertz do Nascimento, e do secretário nacional da Defesa Civil, Wolnei Wolff, Leite informou que mais de 8.600 pessoas foram resgatadas através de operações aéreas, marítimas e terrestres realizadas pelas forças de resposta integradas.
“Estamos buscando todos os meios, todas as formas de acessar as comunidades e salvar vidas. Muitas delas ainda estão inacessíveis. Ainda assim, o efetivo está sendo incansável. Por isso, quero agradecer o apoio de cada um dos homens e mulheres que estão cumprindo uma missão em um momento histórico, que estão à altura do que este momento exige”, disse.
Monitoramento das barragens
Segundo o chefe do Executivo, as equipes do governo seguem monitorando a situação da barragem 14 de julho, que sofreu uma ruptura parcial na quinta-feira. As forças de segurança do Estado transportaram técnicos da represa até o local para a realização da abertura de comportas, ação que diminui a pressão sobre a barragem.
Estrutura dos hospitais de campanha
De acordo com o general Hertz, o primeiro Hospital de Campanha (HCAMP) do Exército Brasileiro será instalado no município de Estrela, no Vale do Taquari, onde foi observada uma demanda maior de atendimento médico. A montagem da estrutura será feita assim que as equipes conseguirem acessar o local. A localização de um segundo hospital de campanha ainda será definida.
Helicóptero do CIOPAER do Mato Grosso recebe sistema de aprimoramento do rotor de cauda
Mato Grosso – A Helisul Aviação realizou a instalação de um Sistema de Aprimoramento e Estabilidade do Rotor de Cauda, denominado FastFin®, no helicóptero AS350B2, matrícula PP-CMT, do Cento Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) do Mato Grosso.
Essa é a primeira aeronave da aviação policial a adotar esse equipamento. O FastFin® utiliza um avançado gerenciamento de fluxo de ar para melhorar o sistema antitorque do helicóptero, resultando em um aumento significativo da capacidade de carga e estabilidade da aeronave.
As melhorias de desempenho são notáveis, incluindo a redução da carga de trabalho do piloto, principalmente em voos pairados que exigem intenso uso dos pedais de controle do rotor de cauda. Além disso, há um aumento na capacidade de carga útil da aeronave entre 30 a 60 kg, essencial não apenas para operações policiais, mas também para missões de carga externa e combate a incêndios florestais.
Outro benefício é a redução dos custos de manutenção na transmissão de cauda, devido à proteção térmica fornecida pelo FastFin® contra o calor gerado pela exaustão dos gases do escapamento do motor.
A Helisul é representante oficial do FastFin® no Brasil e já implementou essa tecnologia em dois helicópteros de sua frota: um AS350B2 e um AS350B3.
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Helicóptero do CIOPAER do Mato Grosso recebe sistema de aprimoramento do rotor de cauda
Helicóptero do CIOPAER do Mato Grosso recebe sistema de aprimoramento do rotor de cauda
Helicóptero do CIOPAER do Mato Grosso recebe sistema de aprimoramento do rotor de cauda
Avião da Assembleia Legislativa de Goiás realiza seu primeiro transporte de órgãos no estado
Goiás – A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) disponibilizou, neste domingo, 28, o avião, recentemente cedido ao Poder Legislativo pela Justiça, para o transporte de órgãos da cidade de Uruaçu para Goiânia. Em um trabalho integrado com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Corpo de Bombeiros Militar, quatro pessoas receberam as doações de rins e córneas.
A aeronave, apreendida pela Polícia Federal (PF) em operações contra o tráfico de drogas, será utilizada pelo Poder Legislativo para atividades parlamentares e para operações de transporte de órgãos.
De acordo com o presidente do Parlamento goiano, Bruno Peixoto (UB), a aeronave modelo Baron 85-B55 recebeu autorização da Justiça, para ser utilizada pela Casa de Leis, com o objetivo de haver deslocamento dos deputados em viagens mais longas, e, agora, realizou o primeiro transporte de órgãos.
“Cedida pela Justiça à Alego, o avião não se limita apenas ao transporte dos parlamentares nas viagens mais longas, mas, sobretudo, nas operações críticas de resgate e atendimentos emergenciais, incluindo o transporte de órgãos para transplantes. Nós temos a missão de servir à população, e esse avião tem justamente esse objetivo. É gratificante ver que vidas foram salvas através dessa nobre ação”, disse Bruno Peixoto.
Avião da Assembleia Legislativa de Goiás realiza seu primeiro transporte de órgãos no estado.
Operação
Às 14 horas, os médicos deram início ao procedimento de retirada dos órgãos e, por volta de 16h30, a equipe já decolava de volta do Hospital Estadual Centro Norte Goiano (HCN), no município de Uruaçu, rumo ao aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, onde a equipe de transporte terrestre já aguardava a chegada dos órgãos.
Responsável pelo comando da aeronave, o piloto e tenente coronel do Corpo de Bombeiros Militar da Alego, Fernando Rezende, destacou a importância da ação, que, segundo ele, “valeu muito a pena”. “O que sustenta a gente nesse trabalho são situações como essas. Tem dias que é difícil nosso trabalho, nem sempre a gente tem sucesso no resgate, mas, quando a gente salva uma vida, vale muito a pena”.
Além dele, também participaram da operação os médicos José Dimas Silveira Júnior e Rogério Paes Camapum Guedes, e as enfermeiras Adrianna Pereira do Prado Paula e Maria Angélica de Oliveira.
Paraíba realiza primeira diálise em criança no Sertão com ajuda do Grupo de Resgate Aeromédico
Paraíba – O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou, na manhã de domingo (28), a primeira diálise (processo artificial para remover os resíduos e excesso de líquidos do corpo) em paciente pediátrico do Sertão. A urgência ocorreu em Cajazeiras e, devido ao agravamento do estado de saúde da criança de 4 anos de idade, o Grupo de Resgate Aeromédico (Grame) do estado realizou o transporte aéreo do aparelho da capital para o Hospital Regional de Cajazeiras.
De acordo com o secretário de Saúde da Paraíba, Jhony Bezerra, o caso foi de uma criança internada no Hospital Universitário Júlio Bandeira (HUJB) com um quadro de tosse e febre que agravou e precisou ser transferida para o serviço de UTI pediátrica do Hospital Regional de Cajazeiras. Ele afirma que, apesar dos esforços da equipe médica, o quadro do paciente evoluiu para choque séptico, insuficiência renal e coagulação intravascular disseminada (CIVD), com necessidade de uso de droga vasoativa e infusão de plasma fresco para sua estabilização.
“A equipe profissional do HRC entrou em contato com a Central de Regulação Estadual (CRE), que deu todo o apoio por meio de serviço de telemedicina. A partir desse momento, pediatras da Rede Cuidar acompanharam a evolução do paciente, junto com a equipe do Hospital. Ainda com os serviços da CRE, foi possível disponibilizar uma vaga para a criança no Hospital Arlinda Marques, em João Pessoa. Os serviços interligados da saúde trabalhando para atender pacientes de qualquer região do estado”, destacou.
O médico coordenador do Grame, Elvio Leivert, explica que a equipe foi solicitada para fazer uma avaliação da criança para ela ser conduzida para João Pessoa. Após esta avaliação, foi constatado que, devido à gravidade do caso, não seria possível fazer o transporte do paciente por via terrestre ou aérea.
“A SES, de imediato, providenciou todo material necessário de João Pessoa para Cajazeiras para realização da hemodiálise pediátrica. O paciente iniciou a terapia dialítica nas primeiras horas deste domingo”, pontuou.
Para Jhony Bezerra, a ação é uma demonstração do avanço da regionalização da saúde, que traz benefícios para toda a população da Paraíba, independente da região. “Com essa facilidade de troca de experiências e conhecimentos na área, conseguimos tratar um paciente que está longe dos grandes centros, trazendo para mais perto desses usuários os serviços de alta complexidade, atuando na regionalização da saúde. Agora, a criança de Cajazeiras tem toda assistência de saúde que ela precisa”, completa.
O Grame atua na Paraíba desde 2021, transportando pacientes que precisam de cuidados em outras unidades hospitalares, sejam elas dentro ou fora do estado. Hoje, o serviço estadual conta com duas aeronaves disponíveis, uma delas com autonomia de 4h30 de voo.
Hospital Moinhos de Vento e UniAir firmam parceria
Rio Grande do Sul – O Hospital Moinhos de Vento assinou, nesta quinta-feira (18), uma parceria com a UniAir, empresa especializada em transporte aeromédico e executivo. A partir do acordo, a instituição passa a ser a referência em atendimento médico de alta complexidade para pacientes provenientes do interior gaúcho e de países da América do Sul, como Uruguai, Argentina e Paraguai.
“Muitos pacientes do interior e também de outros países necessitam não apenas de ambulância, mas de transporte aéreo. Essa parceria estratégica, alinhada ao nosso propósito de cuidar das pessoas, coloca a excelência do Moinhos à disposição da sociedade, transcendendo barreiras geográficas”, avalia o CEO Mohamed Parrini.
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Hospital Moinhos de Vento e UniAir firmam parceria
Hospital Moinhos de Vento e UniAir firmam parceria
Melhor hospital do Sul do país de acordo com o ranking da Newsweek, o Moinhos é reconhecido pela excelência no atendimento de alta complexidade. Conta com centro cirúrgico, UTIs pediátrica e neonatal e emergência adulto, pediátrica e obstétrica.
Em 2023, o Hospital Moinhos de Vento entregou a revitalização do seu heliponto, que teve investimento de cerca de R$ 1,1 milhão. A estrutura garante maior rapidez na assistência a pacientes críticos.
A UniAir é a maior empresa de transporte aeromédico do sul do Brasil. Tem sedes em Porto Alegre e Londrina, no Paraná, e conta com uma frota de quatro aeronaves King Air e dois helicópteros modelo Esquilo. A empresa atua em todo território nacional e nas 3 Américas.
A UNIAIR é referência no mercado da aviação aeromédica.
Eduardo Alexandre Beni
Coronel Res PMESP e Piloto (Águia 31) Sergio Marques
Tenente Coronel Res PMESP e Historiador
O passado é repleto de curiosidades e por vezes trás a tona histórias memoráveis. Dentre as pesquisas realizadas, a Revista “A Força Policial”, o Jornal Correio de São Paulo, e a Revista Policial, foram preponderantes para o resgate dessa história.
A que vamos contar nesse artigo é sobre o médico Ismael Torres Guilherme Christiano, uma pessoa à frente do seu tempo, que também foi piloto de avião, Comandante da Esquadrilha da Aviação da Força Pública durante o Movimento Constitucionalista de 1932, Deputado Estadual, Superintendente da VASP e piloto comandante na PANAIR, onde realizou seu último voo, em 1942.
Nascido em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, no dia 25 de abril de 1904, mudou-se para São Paulo em 1920, onde completou o curso ginasial e ingressou na Faculdade de Medicina, atualmente a FMUSP. Deflagrada a Revolução de 05 de julho de 1924, ainda estudante do 3º ano de medicina, apresentou-se à Santa Casa, onde permaneceu durante todo o movimento tratando dos feridos.
Nessa ocasião, deu seus primeiros passos no campo da cirurgia. Terminada a revolução em 28 de julho de 1924, ingressou como interno no Hospital Militar da Força Pública. Em 04 de agosto de 1926 foi contrato como radiologista. Formado em medicina em 1927, ingressou definitivamente no quadro medico da Corporação em 01 de agosto de 1928, com a nomeação de 1º Tenente, especializando-se em cirurgia.
Exercendo suas funções, prestou socorro ao Tenente Roldão Carneiro da Silva, vítima de grave acidente aeronáutico em 1928, o que motivou um elogio do Comandante-Geral e licença para frequentar a Escola de Aviação da Força, onde brevetou.
Em 1930 foi promovido a Capitão. Em outubro, seguiu para o Paraná, incorporado as forças legais, recebendo seu batismo de fogo em 12/10, em Catiguá. Foi um dos idealizadores do movimento constitucionalista de 32 e, quando da eclosão do mesmo, recebeu, na madrugada de 9 de julho, a incumbência de tomar o Campo de Marte, que estava em poder da ditadura desde 1930.
A testa de um pequeno grupo, tomou de assalto o Campo e, promovido a Major, foi nomeado Comandante do Grupo Misto de Aviação Paulista – GMAP, os “Gaviões de Penacho“, unidade criada pelo Decreto Estadual nº 5.590 de 1932.
Com o término das hostilidades e a derrota militar, Ismael Guilherme não foi confirmado em seu novo posto, retornado a condição anterior de Capitão Médico, e o GMAP teve seu funcionamento suspenso em 08 de outubro de 1932. Em 21 de outubro de 1932, passou a adido ao QG; em dezembro, foi reformado administrativamente em companhia de outros oficiais considerados líderes da revolução. Afastado da força, dedicou-se intensamente a medicina. Pelo Decreto nº 6.073, de 05/09/33, foi revertido à ativa.
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Ismael Guilherme. Galeria dos formandos da Faculdade de Medicina da turma de 1927.
1932 – Primeiro Grupo da Aviação Constitucionalista de 32 “Os Gaviões de Penacho”. | Revolucao 1932 | Pinterest.
Hangar da Escola de Aviação
Em 1927 a história ganhou uma célebre página com o voo do hidroavião Jahú.
Avião da FPSP.
Em 1934, Ismael Guilherme foi eleito deputado estadual pelo Partido Republicano Paulista (PRP), com 168.879 votos. Deputado a Constituinte Paulista e a primeira legislatura, de 1935 a 1937, atuou com vigor em defesa da Instituição Policial Militar.
Em paralelo, seguia em sua carreira de médico: em 1936 fez curso de especialização de cirurgia da tuberculose. Em 1937, implantou-se o “Estado Novo” e o país voltou a viver sob a égide de um regime autoritário. A ditadura arrancou o mandato de Ismael Guilherme e em 1938 passou a disposição da Interventoria Federal. O governo chamou-o para superintender a VASP, criada em 1933 e estatizada em 1935. Como superintendente da empresa, fez o curso de piloto comercial, estudou e criou as novas linhas da VASP, que se estenderam até Goiânia e Porto Alegre.
Habilitado na Alemanha a voar por instrumentos, Ismael Guilherme nacionalizou as
tripulações dos aparelhos e instituiu a “escola de voo cego”. A partir de setembro de 1941, autorizado pela administração, entrou em gozo de licença e, deixando a VASP, passou a prestar seu concurso a “Panair do Brasil“.
Na Panair, voando um Lockheed Lodestar, matrícula PP-PBG, acidentou-se em 28 de setembro de 1942. O voo havia saído do Rio de Janeiro para Porto Alegre com escalas em São Paulo e Curitiba. Ao iniciar a descida no aeroporto de Congonhas (SP), numa aproximação noturna com mal tempo, o L-18 LodeStar arremeteu e iniciou circuito para uma nova tentativa. Os motores pararam e a aeronave caiu na mata de Pedra Branca, em Santo André, SP, matando todos os 15 ocupantes (4 tripulantes e 11 passageiros).
Esse foi o último voo do comandante Ismael Guilherme.
Lockheed L-18 LodeStar. Operador Panair do Brasil.
Ismael viveu apenas 38 anos, mas deixou um grande legado. Resgatamos dois momentos históricos inéditos e que tiveram grande impacto na história da aviação. Uma verdadeira “profecia” vinda de um jovem brilhante e determinado, que vislumbrou a mudança que a aviação traria para a humanidade.
Publicamos a seguir, na íntegra, dois textos. O primeiro é seu discurso proferido na noite do dia 23 de agosto de 1932, em um programa especial da Rádio Sociedade Record, em homenagem aos aviadores da Força Pública de São Paulo, do Exército e ao 30º dia da morte de Santos Dumont, pai da aviação.
O segundo, também na íntegra, um artigo com o título Aviação Policial, publicado originalmente na Revista Policial (p. 39 a 41), RJ, em janeiro de 1935, quando já era Deputado Estadual eleito.
Discurso de homenagem aos aviadores – 1932
Depois de dedicar sua fala a seus corajosos comandados, o brilhante Capitão Ismael Guilherme relatou a história da aviação paulista, nascida em dezembro de 1913, com seu fim em outubro de 1932. Um texto inédito nos tempos atuais, publicado originalmente no Jornal Correio de São Paulo, em 24 de agosto de 1932:
“Em 1924, na vigência do governo Carlos Campos, constituiu-se nesta capital, no Campo de Marte, um grupo de aviação, sob o comando do esforçado major José Garrido, que se revelou no desempenho de suas funções, um modelo de dedicação e competência.
Zeloso ao estremo, meticuloso, enérgico e afetuoso, soube o Comandante Garrido impor-se a admiração de seus comandados, que o estimavam e o respeitavam como excelente chefe e amigo que era.
Para instrutor dos oficiais candidatos a piloto, foi nomeado o competente aviador norte-americano Sr. Oton Hoover, que em pouco tempo preparou e brevetou os primeiros azes paulistas. Entre esses, um nome, desde logo sobressalta, o então tenente João Negrão.
Em 1926, a esquadrilha da Força Pública recebeu a espinhosa missão de localizar e bombardear os rebeldes de 24, foragidos e em constantes tropelias pelo Estado de Goiás. Para essa região partiram 3 “Curtis J. N.”, aparelhos esses inadequados para tão delicada operação de guerra, por serem dos chamados tipo “Escola”, de pequena velocidade e força.
Os valorosos oficiais paulistas que os pilotavam, não titubearam, no entanto, e sobre os sertões goianos desempenharam com galhardia e eficiência a ordem recebida. Infelizmente por ocasião dessa incursão aérea, perdeu a vida o valoroso tenente Edmundo Chantre, dileto discípulo de Hoover, que por ele devotava particular afeição.
Logo no ano imediato, o Brasil era sacudido por um empreendimento de notável importância, que absorvia a atenção nacional: o ralde do Jaú. João de Barros, valoroso patrício, que vinha de empreender a primeira travessia transoceânica feita por um sul-americano, achava-se impossibilitado de prosseguir o ralde por falta de um piloto competente que o auxiliasse.
O Jornal “A Gazeta” veiculou um apelo de Barros. Atendendo a essa solicitação, o governo do Estado, por intermédio do comando geral da Força Publica, designou o Tenente João Negrão para auxiliar João de Barros nessa memorável empreitada. Negrão não vacilou. Aceitou a espinhosa incumbência e partiu disposto a compartilhar com o valoroso patrício das agruras da travessia. Relembrar o triunfo que coroou o esforço desse denotados homens é escusado, pois deve ainda estar bem viva na lembrança de todos a recepção verdadeiramente formidável, que a população paulista lhes fez.
Hoje, o velho Jaú, coberto de louros e de glórias jaz no Museu do Estado, atestando a competência desses dois nomes que tanto fizeram pela grandeza de nossa pátria.
Além do hoje capitão Negrão, outros oficiais de revelaram por terem prestadas brilhantíssimas provas: são eles os capitães Laercio Ribeiro de Oliveira, Sebastião Machado, João de Quadros, Messias Henrique Ribeiro, tenentes Pedro Luiz Pereira, Benedito de Paula França, Antônio Pereira Lima, Naul Azevedo, Raul Marcondes, Benedito Martiniano de Toledo, Roldão Carneiro da Silva, Orlando Marques Machado, Ciro Alves da Silva e João Silvio Hoeitz.
Entre os pilotos citados. sobressai o malogrado capitão Messias, tragicamente morto em um desastre em companhia do saudoso Manuel de Lacerda Franco.
Também faz parte da esquadrilha da Força Pública, como seu aluno, o inolvidável general Júlio Marcondes Salgado, então coronel comandante do Regimento de Cavalaria. O general Salgado foi quem, no atual movimento constitucionalista, criou o presente Grupo de Aviação, demonstrando assim a compreensão nítida das vantagens que a aviação oferece como terrível arma de efeito moral e material.
Em 1930, a Aviação da Força Pública tomou parte saliente nas operações de guerra contra rebeldes, merecendo a admiração dos seus colegas do Exército que com ela cooperaram. Triunfante o movimento revolucionário, foi a Esquadrilha da Força Pública extinta, pela desastrosa e malfada Inspetoria Geral da Força Pública, que, com esse gesto, procurou diminuir a eficiência bélica de nosso Estado.
Mas nem a insidia, o egoísmo e a prepotência abateram o animo dos nossos valentes pilotos. Continuaram estes em bem servir São Paulo, treinando continuamente nos diferentes clubes de aviação. E é na qualidade, para mim honrosa de delegado desses jovens dedicados e ardorosos, que eu vos afirmo, na convicção íntima de que exprimo os seus pensares, que cada aviador paulista civil ou militar, saberá colocar acima de suas próprias vidas, o interesse maior da dignificação do nome de São Paulo e do Brasil.
Na sua fala, Ismael “profetisa” que um dia a aeronave se consagraria e seria um dos meios fundamentais a serem utilizados em operações policiais, combate a incêndios, transporte de cargas, passageiros,resgate de pacientes e salvamentos. Há quase 90 anos atrás escreveu um artigo visionário, que demonstrou sua refinada percepção sobre o que se tornaria a aeronave.
Jornal Correio de São Paulo, em 24 de agosto de 1932
Aviação Policial – 1935
Artigo memorável publicado originalmente na Revista Policial, RJ, em 1935, p. 39 a 41, com o título Aviação Policial. No artigo, fala de forma pioneira sobre Aviação Sanitária, que hoje também chamamos de Aviação de Resgate ou de Aviação Aeromédica. Sabemos que Aviação Sanitária, embora não ainda tenha “pegado” no Brasil, ela tem uma amplitude muito maior do operações aeromédicas, o que mostra o brilhantismo desse jovem cirurgião e piloto.
Segue o texto:
A aviação policial ainda inexistente entre nós: já é uma feliz realidade na repressão ao crime, em vários países e predominantemente nos Estados Unidos, onde adquiriu um soberbo desenvolvimento.
No nosso meio, imperiosa já se torna a aquisição e inteligente utilização desses modernos processos de garantia do bem estar social, pois em nada as nossas grandes cidades deixam a desejar das muitas, onde a aviação policial já é um feito consumado.
Os nossos governantes ainda temem a aviação, pelo acréscimo de gastos que acarretam ao Estado. No entanto, examinando-se friamente a tese, veremos que a aviação traz menos custos que o emprego de outros engenhos para determinada finalidade. Senão vejamos exemplificativamente: no serviço de radiopatrulha, tão em uso nos Estados Unidos, e entre nós em estado larvar, careceríamos de dezenas de automóveis, todos munidos de rádios e de pessoal necessário ao serviço de policiamento, para bater ronceiramente uma estrada de rodagem e suas vertentes, enquanto todo um tronco rodoviário e seus afluentes poderiam com facilidade ser policiados mais eficientemente que com autos, por um ou dois aviões, conforme a extensão, munidos de rádios e portanto em constante comunicação entre si e com as estações terrestres, economizando-se assim, material, combustível e pessoal.
O policiamento das estradas se torna mais eficiente com o “rádio avião”, devido ao maior raio de visibilidade do aviador, e por poder o mesmo explorar todos os caminhos próximos à estrada tronco, em suas menores minucias e em espaço de tempo bastante curto, o que não se dá com o “rádio automóvel”, que demanda grande numero de horas para examinar cuidadosamente determinada região.
O emprego do avião para fazer policiamento florestal contra incêndios, tão fartamente usado nos Estados Unidos e Canadá, terá com o correr dos tempos larga aplicação em nosso meio, onde em certas regiões, mormente em nosso Estado, esse serviço já se torna uma premente necessidade, pois é tempo de tratarmos com mais carinho de nossas matas, tão escassas aqui e acolá. O exame florestal pelo avião, torna-se bem mais eficiente e econômico, que colocar dezenas e dezenas de guardas esparsos pela região a proteger, com um controle visual imperfeito, como acontece nesse caso.
Exemplos a granel dos grandes perigos de queima de nossas florestas temos em todo lugar e muito recentemente não nos olvidamos da que destruiu a seção de material da Força Pública de Minas Gerais, com ponderáveis prejuízos para o Estado.
A aviação policial entre nós também teria o encargo do policiamento aéreo, subsidiando destarte o Departamento de Aeronáutica Civil, tornando assim efetivas certas medidas necessárias a coibir muitos abusos, tão do agrado de alguns aviadores, embora arriscando a vida dos que aqui no solo apreciam suas imprudências. Esta finalidade da aviação policial é tão importante que só ela justificaria a presença de vários núcleos “aeropoliciais”.
Caso haja, em que se torna uma premente necessidade, a colocação imediata de uma pequena tropa em determinada zona, com o fito de impedir perturbações da ordem publica. Aviões polícias, podem com facilidade transportar esse contingente policial militar, dando-lhe ensejo para que aja de surpresa, dada a rapidez de transporte, e também pode auxiliar eficazmente a tropa terrestre, na repressão à desordem. Exemplos desses, temos com relativa frequência nas colônias inglesas, onde os aviões transportam soldados a regiões distantes e que, embora em pequeno número, levam a grande vantagem do ataque de surpresa ; assim aconteceu em Malta e na Arábia. Entre nós, por varias vezes, já tivemos necessidade da adopção desse processo, que poderia evitar dispendiosas e retardadas deslocações de numerosas tropas.
A ligação aérea entre os vários núcleos militares tem ainda a vantagem, do transporte de correspondência oficial de caráter urgente, de algum material requisitado, também de imediata precisão sem falarmos na extraordinária vantagem da aviação sanitária. Esta então, torna-se uma necessidade em nosso meio, onde, batalhões aquartelados em cidades distantes da capital, e não possuindo médicos especializados em seu efetivo, têm muitas vezes que lançar mão de facultativos estranhos, com prejuízo para as finanças da corporação.
Possuíssemos nós, aviação sanitária, e todos os batalhões do interior do Estado teriam, quer de dia quer de noite, à sua disposição, todo um corpo de médicos especialistas, pronto a atender, dentro de no máximo três horas, a qualquer paciente destacado pelo nosso “hinterland”. Além disso, a aviação sanitária seria utilizada no transporte de medicamentos urgentes, a zonas que fossem surpreendidas por alguma epidemia, e cujos meios de transporte fossem difíceis, como ainda há várias em nosso Estado, principalmente a zona litorânea, essa utilização, tão somente seria novidade entre nós, já que em outros países tem sido praticada com relativa frequência e com resultados os mais animadores.
Aviões existem, munidos de padiolas, aplicáveis em caso de guerra, ao transporte para a retaguarda de feridos graves, em estado de choque, ou necessitando intervenção cirúrgica imediata. Esse processo foi amplamente usado pela França em 1924, na campanha de Marrocos, não só para drenar os mais gravemente feridos, mas quase a totalidade dos militares doentes, dada a dificuldade de meios de comunicações entre os diversos postos militares, dada a distância entre esses núcleos, e ainda devido ao sistema de guerrilhas adotado pelo adversário, demandando grandes e difíceis precauções dos franceses, ao transporte em superfície.
Esses aviões, munidos de padiolas protegidas do vento, em tempo de paz poderiam prestar bons serviços, transportando para os hospitais policiais militares, os doentes necessitando intervenção cirúrgica imediata, dependendo a vida do paciente, do menor tempo que medeia entre o exame clínico e a operação.
Seriam usados vários tipos de aviões segundo a missão a, desempenhar, assim, para o serviço de radiopatrulha, utilizar-se-iam de aviões munidos de radio telefonia e telegrafia receptora e transmissora; seriam aviões biplaces, levando um piloto e um observador, desempenhando este último, ao mesmo tempo, as funções de encarregado do rádio.
Os aviões para defesa florestal, seriam idênticos aos de radiopatrulha. Os utilizados para o transporte de doentes levariam em uma nacele anterior, o piloto, e em uma cabine posterior fechada, uma ou mais macas, conforme as necessidades e a potência do aviso.
Além desses tipos, que não são mais que simples aviões de turismo, com ligeiras adaptações para a finalidade colimada, ter-se-iam aparelhos multiplaces para o transporte rápido de militares em premência de tempo. Nesse serviço, seriam utilizados aviões tipo comercial, cujo numero de passageiros é tão variável, quanto o progresso desse importante departamento da aviação.
Essas vantagens advindas para o serviço policial do Estado, seriam acrescidas de outras, não só para o Estado, como para a aviação em geral, pois campos de pouso seriam preparados em todas as grandes cidades do interior e litoral, debaixo da mais cuidadosa e moderna técnica, possuindo, pelo menos os principais dentre eles, um perfeito serviço de iluminação do campo para aterragens e descolagens noturnas, da mesma maneira que radio telegrafia e telefonia receptora e transmissora.
A criação de inúmeros campos de aviação pelo Estado, com os melhoramentos imprescindíveis, seria ao mesmo tempo mais um tentame para o incremento da aviação de turismo, útil e mesmo necessária para a formação da reserva militar aérea, fulcro do poder aeromilitar de um pais.
Além disso, os pilotos policiais, incumbidos de desempenhar as funções retro referidas, seriam, em razão desses mesmos ofícios, ótimos elementos para a reserva militar aérea, que entre nós infelizmente ainda é um mito, pois adquiririam com o decorrer do tempo, uma grande prática de observação do terreno, aprendendo a conhece-lo em todas as suas minudencias fixas, e todos os corpos moveis que acidentalmente passassem por ele, além de, pela prática continua de pilotagem, converterem-se em completos pilotos, perfeitamente integrados com o avião, formando com o aparelho um todo, de que o pilotonada mais é que o cérebro.
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Ismael Guilherme, o médico visionário que defendeu a criação da Aviação Policial e da Aviação Sanitária
Ismael Guilherme, o médico visionário que defendeu a criação da Aviação Policial e da Aviação Sanitária
Ismael Guilherme, o médico visionário que defendeu a criação da Aviação Policial e da Aviação Sanitária
SAMU e CIOPAER realizam resgate aeromédico de vítima de acidente de trânsito em Manoel Urbano, Acre
Acre – Na segunda-feira (23), a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (SAMU), em parceria com o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), realizou mais uma missão de resgate aeromédico.
Uma vítima de 18 anos foi atropelada em Manoel Urbano e fraturou a bacia. Recebeu os primeiros atendimentos na unidade mista do município e foi transferida para o Pronto-Socorro de Rio Branco. Como o tempo muitas vezes é fator determinante para a preservação da saúde e da vida do paciente, o transporte aéreo desempenhou papel fundamental para garantir a celeridade do processo de socorro.
“Apesar da gravidade do acidente, a paciente estava lúcida e orientada durante todo o procedimento. Devido à eficiência da equipe envolvida, Ana Karine foi entregue com estabilidade ao Pronto-Socorro da capital, onde receberá os cuidados necessários para sua recuperação”, informou a coordenadora estadual do SAMU, Necila Fernandes.
SAMU e CIOPAER realizam resgate aeromédico de vítima de acidente de trânsito em Manoel Urbano, Acre
O Regime Específico de Tributação da Aviação Regional – RETAR prevê alíquota de 4% de CBS e IBS (respectivamente, Contribuição sobre Bens e Serviços e Imposto sobre Bens e Serviços, criados pela reforma), e amplo creditamento sobre os principais itens de custo do setor, como combustíveis, peças, locação de aeronaves e até tarifas de navegação aérea.
De acordo com o projeto, o RETAR vai englobar o transporte aéreo que não se qualifica como serviço aéreo regular, incluindo os serviços aeromédicos e o transporte aéreo na Amazônia Legal (regular ou não) ou em aeroportos com movimentação anual de até 500 mil passageiros.
Se aprovadas, as novas regras entram em vigor na data de publicação da lei complementar, mas só produzem efeitos a partir de 1° de janeiro de 2033, último ano do período de transição da reforma tributária (2026-2033).
Política para o setor
A deputada Greyce Elias (Avante-MG), autora do projeto, destaca a necessidade de políticas públicas que incentivem a aviação regional. “A aviação brasileira não é composta apenas de pontes aéreas entre grandes centros urbanos. Ela desempenha serviços de interesse e relevância nacional, que devem ser considerados como prioritários”, disse.
Greyce Elias afirma ainda que a alíquota proposta (4%) é próxima à recolhida hoje pelo setor (3,65% de PIS/Cofins) e dá destaque especial ao mecanismo de creditamento do projeto. Segundo ela, o objetivo é garantir a tributação apenas sobre o valor adicionado gerado pelo setor.
Próximos passos
O PLP 44/24 será analisado nas comissões da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais; de Viação e Transportes; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Em seguida, irá ao Plenário.
Na manhã do dia 16 de abril, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do SALVAERO Recife, foi acionada para a realização de uma Evacuação Aeromédica (EVAM) em uma embarcação que se encontrava a 100 Milhas Náuticas (NM) a leste de Recife (PE). O paciente era um tripulante ucraniano que estava há 3 dias com fortes dores abdominais, febre e suspeita de apendicite.
Para a missão, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) disponibilizou uma aeronave H-36 Caracal, empregada pelo Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAV) – Esquadrão Falcão. O helicóptero encontrava-se em Recife e foi engajado pelo SALVAERO para atender o pedido de socorro do petroleiro saudita que fazia a rota de Ras Tanura, na Arábia Saudita, para o Golfo dos Estados Unidos. Ao nascer do sol, o helicóptero de resgate decolou rumo à embarcação.
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FAB realiza evacuação aeromédica em alto-mar
FAB realiza evacuação aeromédica em alto-mar
FAB realiza evacuação aeromédica em alto-mar
O paciente foi içado às 6h30 da manhã e prontamente assistido pela equipe médica a bordo da aeronave. O paciente, em condição estável, foi entregue aos cuidados da equipe de saúde do Aeroporto Internacional do Recife, sendo deslocado de ambulância ao Hospital Jayme da Fonte, na capital pernambucana.
O Comandante da aeronave, Capitão Aviador Alan Dickson Brito de Medeiros, explica que, em missões de evacuação aeromédica, recuperar a vítima o mais rápido possível faz a diferença entre a vida e a morte. “Pessoalmente, penso que trabalhar na salvaguarda da vida humana é um privilégio, do qual podemos participar, nas asas da FAB, através do Esquadrão Falcão. Para a população brasileira, esse tipo de missão representa a esperança do acolhimento na hora do acidente. No cenário internacional, projeta o país como nação capaz e honrosa de seus compromissos internacionais”, ressaltou.
Programa Salva Mais Alagoas melhora tempo-resposta e assistência à população. Foto: GTA de Pernambuco.
Alagoas – No dia 18 de abril, o avião aeromédico que integra o Programa Salva Mais Alagoas realizou o transporte de um bebê com 11 dias de vida. O Bombeiro 02, modelo Cessa 210N, matrícula PR-EPH, configurado como ambulância aérea, decolou de Maceió com destino a Recife.
O bebê necessitava de cirurgia cardíaca e por isso foi realizado o transporte aeromédico para a capital pernambucana, onde foi recebido por uma equipe do Grupamento Tático Aéreo (GTA/PE), e levado em uma ambulância do SAMU Metropolitano de Recife ao hospital, dando prosseguimento ao atendimento médico especializado.
Programa Salva Mais Alagoas melhora tempo-resposta e assistência à população. Foto: GTA de Pernambuco.
Serviço integrado em Alagoas
Seguindo modelos de sucesso, o serviço aeromédico de Alagoas é integrado e é realizado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e pelo Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL).
O Programa Salva Mais Alagoas possui uma Central de Regulação Única, que concentra em um só local as centrais telefônicas do CBM/AL e do SAMU Alagoas, evitando duplicidade de ações. Em um mês de funcionamento, a central atendeu e despachou 2.698 ocorrências. Destas, 63 foram feitas por via aérea, utilizando o helicóptero e o avião do serviço aeromédico.
Mesmo com a união, os números 192 e 193 continuam existindo e podem ser acionados pela população normalmente. O SAMU atendeu 2.210 ocorrências e o CBM/AL atendeu 488, que representa cerca de 40% do total de ocorrências atendidas pelo órgão desde o início da ação.
De acordo com o secretário executivo de Regulação e Gestão da Sesau, Igor Montteiro, a integração entre os órgãos garante o fortalecimento da assistência à população. “O Salva Mais Alagoas está garantindo uma eficácia e rapidez maior nos atendimentos de urgência, evitando que duas equipes se dirijam a mesma ocorrência. Às vezes a população não sabe a diferença na hora de ligar e agora não haverá mais este problema, pois poderá ligar para o 192 ou 193 e será encaminhada à equipe correta que o caso requer”, salientou.
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Com o Salva Mais, as Centrais de Atendimento do Samu Alagoas e do Corpo de Bombeiros foram unificadas. Foto: Marco Antônio e Anderson Oliveira.
Programa Salva Mais Alagoas melhora tempo-resposta e assistência à população. Foto: GTA de Pernambuco.
Programa Salva Mais Alagoas melhora tempo-resposta e assistência à população. Foto: GTA de Pernambuco.
Programa Salva Mais Alagoas melhora tempo-resposta e assistência à população. Foto: GTA de Pernambuco.
Curso sobre transporte aéreo de órgãos e tecidos reúne profissionais de saúde em Porto Alegre, RS
Rio Grande do Sul – No dia 19 de abril, profissionais de saúde das áreas de transplantes e regulação hospitalar participaram do curso de capacitação de voo, em parceria com a UNIAIR, no aeroporto Salgado Filho.
A empresa é parceira da Secretaria Estadual da Saúde (SES), contratada para prestação de serviço, atuando junto à Divisão de Transplantes e à Divisão de Regulação Hospitalar. Em 2023 foram realizados 64 acionamentos com mais de 41 mil quilômetros percorridos.
Durante o curso, questões técnicas sobre o transporte aeromédico foram apresentadas, como capacitação da tripulação, manutenção das aeronaves, segurança e planejamento de voo, incluindo a análise sobre condições meteorológicas favoráveis. Na parte prática, os participantes foram convidados a voar de helicóptero em uma pequena rota sobre Porto Alegre para conhecer acomodações e as condições de voo.
Os serviços prestados pela UNIAIR à SES para transporte de pacientes graves é feito por aviões turboélices King Air, equipados com UTI adulta, pediátrica e neonatal. Têm capacidade para equipes de saúde e acompanhantes, além dos pilotos.
Ainda neste ano, a previsão é de que os transportes realizados pela UNIAIR para captação de órgãos passem a ser feitos também por helicópteros, uma vez que poderá ser inserido esse serviço no contrato com a SES, e por serem mais ágeis, com possibilidade de pouso ocasional em áreas não cadastradas.
A chefe da Divisão de Transplantes, Sandra Coccaro, afirmou que “essa qualificação é muito necessária para médicos e enfermeiros, além de mostrar a capacitação técnica e a expertise da empresa que presta serviços ao estado do Rio Grande do Sul”.
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Curso sobre transporte aéreo de órgãos e tecidos reúne profissionais de saúde em Porto Alegre, RS
Curso sobre transporte aéreo de órgãos e tecidos reúne profissionais de saúde em Porto Alegre, RS
Curso sobre transporte aéreo de órgãos e tecidos reúne profissionais de saúde em Porto Alegre, RS
Curso sobre transporte aéreo de órgãos e tecidos reúne profissionais de saúde em Porto Alegre, RS
Ambulância aérea do Reino Unido comemora 10 anos da primeira transfusão de sangue na cena. Foto: Tim Wallace.
Reino Unido – A Hampshire and Isle of Wight Air Ambulance (HIOWAA) completou 10 anos (17 de abril de 2024) desde que sua tripulação aeromédica realizou a primeira transfusão de sangue na cena. Em 2014, foram acionados para atender vítima de acidente de trânsito em New Forest e precisaram administrar sangue antes de levar o paciente gravemente ferido ao hospital.
Só nos últimos cinco anos, os médicos e paramédicos da instituição administraram sangue 274 vezes no local. Entre os principais incidentes em que as equipes administraram sangue estão traumas, particularmente colisões de trânsito, e hemorragias gastrointestinais graves. Para muitos desses pacientes, qualquer atraso no início de uma transfusão pode ser fatal.
O sangue transportado a bordo é do tipo O negativo, conhecido como “doador universal“, que é seguro para dar a qualquer paciente. Em 2022, a instituição de caridade se tornou uma das primeiras Ambulâncias Aéreas do Reino Unido a participar de um teste pioneiro de sangue total, que está em andamento.
O Departamento de Transfusão de Sangue do Hospital Universitário de Southampton (UHS BTD) fornece o sangue três vezes por semana, que é entregue pelo SERV Wessex. Qualquer sangue que não seja utilizado dentro de 48 horas é devolvido ao UHS, onde pode reentrar em sua cadeia de suprimentos e, portanto, evitar qualquer desperdício desse recurso precioso.
Ambulância aérea do Reino Unido comemora 10 anos da primeira transfusão de sangue na cena. Foto: Tim Wallace.
História de vida
Em 8 de julho de 2022, a australiana Dawn Piper, de 57 anos, sofreu ferimentos graves ao se envolver em um acidente de trânsito perto de Whitchurch. Dawn precisou de uma transfusão de sangue de emergência da tripulação da ambulância aérea HIOWAA, a fim de conter perda de sangue de seu fêmur fraturado e lacerações complexas em sua perna e rosto.
A pressão arterial de Dawn estava caindo perigosamente. Sem o alívio adequado da dor e uma transfusão de emergência, Dawn poderia ter sofrido lesões prejudiciais em seus órgãos internos. Ela foi levada por terra para o Hospital Universitário de Southampton, acompanhada do médico da ambulância aérea e do paramédico especialista.
Dawn disse: “Sem a ambulância aérea sendo enviada para o acidente, meu desfecho teria sido muito diferente. O fato do helicóptero transportar sangue fez toda a diferença. Eu estava muito longe de casa, e sou muito grata que, graças à equipe altamente qualificada a bordo, acabei voltando para a Austrália. A equipe do Aftercare também foi fundamental na minha recuperação e sou muito grata a todos eles.”
O paramédico Mark Durell disse: “Dia e noite, 365 dias por ano, carregamos sangue a bordo de nossas aeronaves e em nosso carro de resposta paramédica de terapia intensiva. Obter uma transfusão de sangue em pacientes necessitados o mais rápido possível é vital. Isso pode significar a diferença entre eles chegarem vivos ao hospital e voltarem para casa para seus entes queridos, ou não chegarem em casa. Simples assim.”
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Ambulância aérea do Reino Unido comemora 10 anos da primeira transfusão de sangue na cena. Foto: Tim Wallace.
Ambulância aérea do Reino Unido comemora 10 anos da primeira transfusão de sangue na cena. Foto: Tim Wallace.
Novos aviões da Secretaria da Saúde de Santa Catarina realizaram os primeiros transportes aeromédicos
Santa Catarina – Os novos aviões da Secretaria de Estado da Saúde iniciaram a operação nesta segunda (15). Realizaram, simultaneamente, os primeiros transportes aeromédicos. O serviço é realizado por meio do SAMU Aeromédico e do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC). Os aviões são do modelo Cessna 208B Grand Caravan.
O Arcanjo 04, que tem a base em Joaçaba, através do serviço aeromédico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) transportou uma criança de oito meses com queimaduras em 30% do corpo, de Xanxerê para o hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. A unidade hospitalar é referência no tratamento de queimados.
O outro transporte aeromédico foi realizado pela aeronave Arcanjo 06, que fica em Florianópolis. Uma criança de seis anos de idade, que apresentava quadro infeccioso na região de faringe foi transferida de Xanxerê para Joinville, para tratamento.
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Novos aviões da Secretaria da Saúde de Santa Catarina realizaram os primeiros transportes aeromédicos
Novos aviões da Secretaria da Saúde de Santa Catarina realizaram os primeiros transportes aeromédicos
“Estamos reduzindo os vazios assistenciais principalmente na região do meio e extremo oeste. São aeronaves equipadas com uma UTI móvel e a equipe médica do SAMU, além disso, é possível transportar o familiar, humanizando, ainda mais o atendimento ao paciente. Estamos trabalhando intensamente para levar mais qualidade de vida para cada cidadão catarinense, independentemente do seu CEP”, destacou a Secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto.
O transporte aeromédico pode percorrer grandes distâncias em um espaço de tempo muito menor, em comparação com outros meios. O voo de Xanxerê até Florianópolis levou quase duas horas e foram percorridos 475 Km pelo ar. Se fosse realizado via terrestre, o transporte levaria cerca de 8 horas para ser realizado.
Para Orlando Linhares Andrade, coordenador do serviço aeromédico, que acompanhou o bebê de oito meses, o primeiro voo foi um orgulho para ele. “Encurtamos as distâncias. Podemos levar nossos pacientes para tratamentos em hospitais de referências por todo o estado. Isto é um sucesso no cuidado com as pessoas, finaliza.
As aeronaves foram entregues pelo Governo do Estado na última semana e representam um importante meio de auxílio nos transportes aeromédicos. “Uma ação inédita e um grande reforço para a região. Isso representa segurança, agilidade e qualidade na prestação do serviço aos cidadãos”, reforçou Marcos Antônio Fonseca, Superintendente de Urgência e Emergência.
Novos aviões da Secretaria da Saúde de Santa Catarina realizaram os primeiros transportes aeromédicos