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BETTYNA GAU BENI
Consultora de RH da empresa
Evoluigi Treinamento & Desenvolvimento

Caros leitores, após muitas reflexões sobre o tema para o meu primeiro artigo, de uma série que, espero, faça muitas provocações e leve a outras tantas reflexões, entendi que o começo tinha mesmo que ser o início. Redundante? Vamos ver…

Em minhas reflexões, me deparei com uma que, acredito, em algum momento deve ecoar também na mente de outros profissionais de Recursos Humanos: as organizações conseguem viver sem um RH?

Eu não estou falando do RH operacional, da área administrativa, com folha de pagamento e benefícios, pois este, apesar de muitas vezes não ter o seu valor reconhecido, como o trabalho da dona de casa, que nunca tem fim e só “aparece” quando não é feito, é essencial para as organizações e para os trabalhadores.

Mas, em se tratando de Recrutamento e Seleção, de Treinamento e Desenvolvimento, ou o que convenciono aqui tratar simplesmente como Desenvolvimento Organizacional, cheguei a uma conclusão que pode me render críticas pelos meus amigos e colegas:

“_ Sim, as organizações conseguem, podem e vivem sem esse RH!”

E o que vem a seguir, com base não somente em minha vivência de mais de 15 anos nesta área (e bem mais de 20 anos no mercado de trabalho!), atuando em empresas das mais diversas nacionalidades, culturas e mercados, mas também através de leituras, observações, participação em diversos grupos focados no desenvolvimento de pessoas e organizações, o que vem é uma série de outros questionamentos:

Como? Até quando? A que custo? E o clima? E a motivação? E a retenção? E as novas gerações, que querem qualidade de vida, um bom ambiente de trabalho, querem se conectar com um propósito?

Será que a organização sem esse RH é capaz de ter longevidade? Será que estas empresas são sustentáveis, principalmente neste novo cenário?

No meu entendimento, não. As empresas que não tiverem um olhar para esta demanda da nova geração, e da antiga (da qual faço parte), que se conecta também de todas as formas com este novo cenário, não conseguirão sobreviver por muito mais tempo.

Tudo o que foi possível de ser conquistado no passado, onde as informações não estavam disponíveis como hoje, onde a velocidade das mudanças era muito menor, onde as conexões e o compartilhamento de tudo o que se pode imaginar era praticamente inexistente, não o será mais da mesma forma. As empresas precisam, sim, buscar novas formas de se conectar com as pessoas. E quem melhor para ajudá-las com este novo olhar do que o RH?

O RH é uma área estratégica sim, mas ainda assim é uma área de suporte: suporte ao desenvolvimento das organizações com o desenvolvimento das lideranças, com a implementação de políticas que façam sentido e visem o equilíbrio interno no sentido mais amplo e abrangente, com o monitoramento do clima, dos resultados trazidos pelas pessoas, como seu papel de educador, enfim…

A cada dia, a cada nova reflexão, tenho a certeza de ter escolhido o caminho certo. Com erros e acertos, pois o profissional de RH é um ser humano como todos os outros, este é um profissional que não pode faltar em uma organização sustentável.

A área de RH é uma área que não pode faltar neste novo cenário!

E você? O que pensa disso?

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2 COMENTÁRIOS

  1. Dra Bettyna! Grande explanação, e aproveito para fazer uma pergunta:

    Os RH têm sido uma ferramenta de gestão positiva de pessoas ou uma porta de entrada e saída de pessoas, das Organizações?

    • Baracho, muito obrigada pela sua pergunta! Uma grande oportunidade de explicar que o RH é efetivamente a área que pode dar o suporte necessário para as lideranças e organizações na gestão positiva de pessoas, mas sempre necessitando do apoio do principal executivo e corpo diretivo.

      No entanto, para algumas empresas isso ainda não é muito claro. Cabe, portanto, aos profissionais de RH mostrarem que estão preparados para apoiar a estratégia.

      Somente com a qualificação e desenvolvimento dos profissionais da área, que devem entender e estar próximos ao negócio e mercado da organização onde atuam, o RH poderá ser percebido como uma área muito maior do que somente a porta de entrada e saída das pessoas de uma organização.

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