Blindagem amplia segurança de helicóptero em ambientes hostis

O sistema de blindagem dos helicópteros Esquilo produzidos pela Helibras oferece proteção às tripulações e às partes da aeronave consideradas vitais, contra armamento portátil de calibre 7.62 e 5.56 mm nível III, aumentando sua capacidade de atuação em ambientes hostis.

A instalação consiste em colocar placas removíveis de material resistente aos impactos de armas de fogo em pontos estratégicos da aeronave. A configuração é personalizada em função da necessidade operacional e do risco da missão. A blindagem pode envolver desde o piso da cabine até um tanque de combustível autovedante.

Desenvolvido com base na experiência operacional dos helicópteros Esquilo utilizados pelas forças policiais de todo o mundo, o sistema representa um custo adicional equivalente a menos de 10% do valor da aeronave. O cliente pode optar por instalar todas as partes, ou apenas algumas delas, conforme o grau de ameaça esperada na missão.

Os componentes das placas blindadas são produzidos com materiais de alta performance, que oferecem propriedades balísticas e altíssima aderência, aprovados pelos mais rígidos institutos europeus e norte-americanos, como o laboratório H.P.White, dos Estados Unidos, e o de Mellrichstadt, da Alemanha. Eles foram desenvolvidos em conjunto com a Inbra-Aerospace, empresa brasileira especializada em blindagens aeronáuticas e certificada para fornecimento às Forças Armadas e polícias civis e militares.

Segundo o chefe da Divisão de Projetos da Helibras, engenheiro Walter dos Santos Filho, “a instalação das placas blindadas é totalmente modular e removível, e visa adequar a aeronave às operações específicas da área policial ou de defesa”; quanto ao seu desenvolvimento, completa o diretor industrial da INBRA-Aerospace, Melis de Bruyn, “ a solução desenvolvida especialmente para esta aeronave, é resistente a vários disparos, conciliando proteção e baixo peso, com design discreto”.

Pás resistem a projéteis

O engenheiro Walter destaca ainda uma vantagem adicional dos helicópteros comercializados pela Helibras quando submetidos a ambientes hostis. “As pás dos rotores de nossas aeronaves são produzidas com um material composto cujo desempenho balístico é superior ao das pás metálicas. Caso atinjam as pás, os projéteis atravessam esse material sem provocar trincas, pois a concepção da peça, patenteada pela Eurocopter, impede que a rachadura se propague e a pá se quebre em voo”. Essa tecnologia está hoje em todas as pás de helicópteros produzidos pela Eurocopter.

O modelo de aeronave multimissão Esquilo é o mais utilizado pelas forças policiais de todo o mundo. Segundo Mauro Henrique Ayres, gerente do mercado governamental da Helibras, “atualmente, mais de 330 helicópteros desse modelo, representando mais de 40% do mercado, são empregados pelas polícias de países como os EUA, França e Inglaterra – 160 dos quais nos EUA. A polícia de Los Angeles, na Califórnia, por exemplo, trocou, há dois anos, seus helicópteros antigos por Esquilos produzidos pela Eurocopter, contando, atualmente, com 15 dessas aeronaves”.

No Brasil, cerca de 100 helicópteros AS350 Esquilo são operados por polícias militares e civis e corpos de bombeiros, em vários estados, atuando em missões de patrulhamento, resgate de vítimas em acidentes, combate a incêndios e operações de busca e resgate, prestando imprescindível apoio às unidades terrestres em ambientes hostis.

As polícias militares do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais foram pioneiras na utilização do helicóptero como fator inibidor do crime. Hoje, as corporações do Distrito Federal e dos Estados do Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Tocantins e Santa Catarina, além da Força Nacional de Segurança Pública e da Polícia Federal, operam com aeronaves Esquilo.


Fonte: Convergência Comunicação Estratégica.


3 COMENTÁRIOS

  1. Excelente iniciativa da empresa líder do mercado brasileiro de helicópteros!

    Parabéns!!

    Com certeza nós do GAM somos clientes em potencial desse novo produto, ainda que nossa doutrina de emprego dos helicópteros Esquilo tenha adquirido novos contornos após o fatídico 17 OUT 2009…

    Att,

    Cmte Rodrigo Duton – MAJ PMERJ
    Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM)

  2. Somos testemunhas oculares da capacidade e das propriedades das pás. Em ocorrência no ano passado em confronto direto com três delinquentes que mataram um delegado no litoral do paraná e roubaram uma vtr da PMRE daquele estado trocaram tiros com o águia a região de Joinville. Dois dos delinqüentes tombaram e o terceiro fugiu sendo repturado uma semana após quando tentava deixar o estado. Ao pousarmos e ao realizar uma inspeção pós vôo uma das pás do rotor principal foi atingida, e o projétil ficou alojado. Houve expansão do polioretano interno. Detalhe não percebemos absolutamente nada e nem tão pouco alteração nos níveis de vibração.

  3. Fico feliz por tomar conhecimento através da publicação de que existe a merecida preocupação na proteção de nossos “heróis aéreos”, com a blindagem a qual vem a ampliar a segurança da aeronave, quando empregada em ambientes hostis.
    Walter de Moura Vogt – Presidente do CONSEP de São João Nepomuceno-MG

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