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Bettyna Gau Beni
Consultora e cofundadora da Evoluigi

Converso diariamente com muitas pessoas: RHs, CEOs, donos de empresas, e constatei que é bastante comum a resiliência estar na lista de competências comportamentais desejáveis. Resiliência, no meu entendimento e conceituando de uma forma livre, é a capacidade que uma pessoa tem de passar por situações adversas e conseguir se reequilibrar rapidamente e seguir em frente.

Muitas pessoas são reconhecidas em seus ambientes de trabalho por essa competência, porém, em quase todas as situações em que eu tenho tido a oportunidade de me aprofundar no contato, percebo que não é bem assim. Claro que pode ser somente um julgamento meu, mas uma pergunta se retornou recorrente em minhas reflexões: “…A resiliência é algo que temos ou desenvolvemos a ponto de se tornar parte de nós ou é uma competência condicional?”.

Não sou uma especialista em neurociência, e acredito que essa disciplina possa ter algumas respostas para a minha pergunta, mas como venho observando e trabalhando com o comportamento humano há alguns anos, ocorreu-me que a resiliência possa ser condicional ou condicionada a algum objetivo ou necessidade específica, ao medo de perder o emprego ou de não agradar, ou ainda de ser julgado, a um assunto ou momento específico do tempo ou mesmo em companhia de pessoas específicas, enfim, penso que as pessoas podem tê-la ou demonstrá-la em determinadas condições e/ou situações, e também podem não tê-la ou não demonstrá-la em outras.

Nessa minha divagação não me refiro ao processo interno que certamente ocorre para refletirmos e agirmos de forma consciente, mas ao sentimento e ansiedade que podem nos fazer agir de forma impulsiva e emocional frente a uma situação que entendemos como ruim ou crítica.

Fazendo um paralelo com o conceito original proveniente da Física, que trata da capacidade que alguns tipos de materiais possuem para voltar ao estado anterior após passar por uma intervenção ou situação de estresse, me pergunto se nós, seres humanos, somos realmente capazes de ser resilientes. Ou será que alguns são resilientes e outros estão resilientes? (Além, é claro, dos que não são e nem estão).

Não tenho a resposta certa, e penso que talvez não exista uma única resposta, mas a minha experiência tem me levado a crer que, para aqueles que se permitem mergulhar na busca pelo autoconhecimento e fazer um planejamento das suas vidas, definindo o que querem, em quanto tempo e o nível de comprometimento para atingir estes resultados, é possível que a resiliência como competência condicional esteja mais presente ao longo do caminho, possivelmente sendo aprimorada, e sirva como um guia interno de conduta pessoal.

Será que isso faz sentido?

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