SAMU Recife sensibiliza médicos e enfermeiros sobre resgate com helicóptero

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) do Recife é um dos poucos da rede nacional a contar em sua frota com um helicóptero. O equipamento foi disponibilizado graças a um convênio feito pelo Governo Federal e a Administração Municipal. Na manhã e início da tarde deste sábado (16/04/11), 35 médicos e enfermeiros que atuam na assistência pré-hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) passaram por uma sensibilização com o objetivo de ampliar o total de acionamentos da aeronave, que chega a uma média de 30 por mês.

Realizado na Universidade de Pernambuco, o curso foi oferecido em parceria pela Secretaria de Saúde do Recife e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A capacitação abordou assuntos como segurança de vôo, área de abrangência e restrições de uso do equipamento. Um dos destaques do encontro foi o sobrevôo na aeronave, realizado para que os participantes pudessem compreender ainda melhor a parte prática do serviço.

Há 17 anos na PRF, dos quais cinco na Divisão de Operações Aéreas, o piloto Ferreira foi um dos instrutores do encontro. “Mostramos aos profissionais a importância de acionar o atendimento mesmo para casos que não sejam de altíssima gravidade. Os custos com a manutenção do equipamento chegam a R$ 5 milhões anuais. Estudos apontam que maiores são os gastos se as vítimas tiverem lesões permanentes ou vierem a óbito. Então, é muito melhor solicitar que deixar a aeronave parada no hangar”, destacou.

O resgate aéreo pode ser empregado em praticamente todas as demandas para as quais se enviaria uma ambulância convencional, desde que haja condições ideais para pouso e decolagem. Entre as situações estão atropelamentos em rodovias, quedas de barreiras e até capotamentos de veículos. “Quem define se há condições de vôo é o comandante da aeronave. Na dúvida, sempre é melhor o profissional da regulação médica solicitar o equipamento”, reforçou Ferreira.

Em média, o helicóptero Bell 407 da PRF usado pelo Samu Recife percorre 18 quilômetros a cada cinco minutos. Equivale a dizer que, saindo do hangar em Boa Viagem (Zona Sul da cidade), o veículo chegaria numa ocorrência hipotética em Igarassu em apenas dez minutos. Se a demanda surgisse em João Pessoa, na Paraíba, distante cerca de 120 quilômetros da capital pernambucana, o percurso seria feito no dobro desse tempo. O grande deslocamento é possível graças à autonomia de vôo da viatura, que chega a 300 quilômetros, permitindo atender até mesmo a chamados de estados vizinhos.

“Queremos que nossos profissionais tenham conhecimento do potencial do serviço. O resgate aeromédico é um facilitador para atendimentos de emergência, um reforço que deve ser usado o maior número de vezes possível. Promovemos o curso exatamente para entenderem a padronização do acionamento e recorrerem mais vezes a ele”, apontou Leonardo Gomes, coordenador geral do Samu Metropolitano do Recife, que compreende os serviços oferecidos na capital pernambucana e municípios circunvizinhos, além de Condado, Goiana e Fernando de Noronha.

Funcionária do Samu Recife há três anos, a cardiologista Tereza Caldas participou da sensibilização. “Tinha somente idéia de como funcionava o serviço, por isso fiz questão de conhecê-lo. Pensava que só casos de alta complexidade poderiam ser atendidos pelo helicóptero, mas agora sei que não. Até mesmo para ocorrências mais simples, como acidentes com moto, a aeronave pode ser acionada”, exemplificou a médica.

A PRF possui 11 aeronaves, das quais seis delas, devidamente equipadas como UTI móvel, são utilizadas pelo Samu. As quatro bases ficam em Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal. Cada uma conta com uma aeronave, à exceção de Brasília, onde há duas delas. A outra viatura aérea fica como suporte para quando alguma das outras cinco passa por manutenção.

A pactuação da PRF com a Prefeitura do Recife existe desde 2007. O município foi o segundo a fechar o convênio com o Governo Federal, atrás apenas de Curitiba. A capital paranaense foi a que apresentou a maior média de acionamentos em 2010: 330. No mesmo período, o Recife realizou cerca de 280 .


Fonte: Prefeitura de Recife, via AviacaoPRF


5 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns aos amigos da DOA/Recife e SAMU pelo profissionalismo e dedicação na busca pelo bem servir a população pernambucana.

    Guilherme Wanderley – 1º Ten PMPE
    Co-Piloto GTA/Maranhão

  2. É ADMIRÁVEL A ATUAÇÃO DO DOA EM PERNAMBUCO.
    MUITAS VEZES, MESMO SENDO CONHECEDOR DA ÁREA, TENHO A IMPRESSÃO QUE EXISTE UMA VERDADEIRA ESQUADRILHA DE HELICÓPTEROS DA PRF À SERVIÇO DA SOCIEDADE PERNAMBUCANA, POIS DIARIAMENTE VEMOS OS NOBRES PATRULHEIROS CRUZAREM INCESSANTEMENTE OS NOSSOS CÉUS, EM PROL DO BEM-SERVIR.
    ALIADO A ISSO, A DOUTRINA ARRAIGADA EM PROCEDIMENTOS PADRÕES ONDE O CONHECIMENTO É AMPLAMENTE DIVULGADO, FAZ COM QUE NOSSA ADMIRAÇÃO POR ESSES GUERREIROS-DO-AR CRESÇA A PASSOS LARGOS.
    COMO SE NÃO BASTASSE, ESTÃO SEMPRE DISPONÍVEIS A RECEBER AMIGOS, VISITANTES, CURIOSOS, ADMIRADORES, COM UMA SIMPATIA TREMENDA.
    POR TUDO O QUE REGISTRO AQUI, QUERO ME CONGRAÇAR AOS AMIGOS PATRULHEIROS, DESEJANDO-LHES A DIVINA PROTEÇÃO DO CRISTO JESUS, FAZENDO VOTOS QUE CONTINUEM FIRMES NO PROPÓSITO DE AJUDAR A SOCIEDADE.
    BONS VOOS,
    CAP PMPE ROMILDO.

  3. Parabenizo o SAMU de Recife pela iniciativa.Lembramos que existem muitas aeronaves em solo por falta de políticas e iniciativas que as façam voar. Estamos torcendo para que os SAMUs do Brasil procurem parcerias no sentido de atender mais rápido e mais longe nossos pacientes. O helicoptero é uma opção. Precisamos VOAR mais alto.

  4. Que bom que o SAMU de algum lugar funciona. Por aqui, infelizmente o ego de alguns médicos é maior que o juramento que fizeram.
    Cap Machado
    BAPM Joinville/SC

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