Início Blog Página 29

Dois helicópteros da PM são empregados para resgatar piloto de parapente em São Pedro, SP

Helicóptero Águia realiza resgate após acidente com parapente — Foto: Gabriela Ferraz/ EPTV

São Paulo – No início da tarde de quinta-feira (2), dois helicópteros do Comando de Aviação da Polícia Militar (CAvPM) foram acionados para resgatar piloto de parapente que perdeu o controle do equipamento durante a decolagem e acabou caindo próximo à rampa, na serra do Itaqueri, em São Pedro (SP).

Bombeiros acessaram o local, contudo em razão dos ferimentos da vítima e da dificuldade em acessar a área não foi possível retirá-la via terrestre. O helicóptero da Base de Aviação de Piracicaba fez o salvamento e o da Base de Campinas, o resgate aeromédico.

A equipe do helicóptero Águia 7 da Base de Avião (BAv) de Piracicaba realizou a retirada da vítima por meio da técnica de rapel e McGuire, o que possibilitou que fosse atendida pela equipe aeromédica do Águia 18 da BAv de Campinas, que estabilizou o piloto e encaminhou ao Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, com suspeitas de múltiplas fraturas nas pernas.

“Como a vítima está em local de difícil acesso, a gente teve que dividir a operação em duas etapas. A primeira é a retirada da vítima do local, o que está sendo feito pela aeronave de Piracicaba. E, posteriormente, a aeronave de resgate de Campinas prestou o atendimento médico-hospitalar para ela e levá-la para o hospital de referência”, explicou o piloto e capitão Aiello, da Polícia Militar.

YouTube player

Acidente com ambulância aérea mata 4 tripulantes no México

Acidente com ambulância aérea mata 4 tripulantes no México

México – Piloto, copiloto, paramédico e médica pediatra morreram depois que uma ambulância aérea da Jet Rescue caiu no estado mexicano de Morelos, na quarta-feira (1º), por volta das 14h17, horário local.

Informações preliminares apontam que o Learjet 35A, matrícula XA-IRE, acidentou-se após pousar no Aeroporto General Mariano Matamoros, em Cuernavaca (CVJ), Morelos, no sul do México, cerca de 48 quilômetros da Cidade do México. A equipe havia decolado do Aeroporto Internacional Adolfo López Mateos, em Toluca.

Segundo dados iniciais, a aeronave ultrapassou a pista do aeroporto (excursão de pista), logo após um longo pouso e caiu em terreno íngreme, em área de mata, incendiando-se com a colisão. A pista é de asfalto de 2.881m de comprimento. A Procuradoria-Geral do Estado de Morelos está conduzindo uma investigação para determinar a causa do acidente.

Com apoio do GRAESP, prefeitura de Altamira realiza ajuda humanitária às famílias isoladas pela seca

Como apoio do GRAESP, prefeitura de Altamira realiza ajuda humanitária às famílias isoladas pela seca. Foto: GRAESP.

Amazonas – É durante a seca que moradores da Amazônia, conhecida pela abundância de rios, lagos e igarapés, padecem diante da escassez de água e alimento. Na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, em Altamira, Sudoeste do Pará, a estiagem extrema isolou mais de 120 famílias.

Cerca de 600 pessoas sofrem os impactos causados pela falta de chuvas. Com o rio seco a pesca fica comprometida e comprar alimento dos chamados regatões (comerciantes que vendem produtos em barcos) se torna uma prática extinta. Sem rios navegáveis é impossível chegar às comunidades.

Uma das piores secas das últimas décadas, ocasionada pelo fenômeno El Niño, acendeu o sinal vermelho no maior município do Brasil, em extensão territorial, e resultou em uma força-tarefa para levar alimento aos impactados. Após acionar o Governo do Estado, a Prefeitura teve apoio do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (GRAESP). Durante uma semana, helicópteros sobrevoaram a Resex Riozinho do Anfrísio carregando servidores da Defesa Civil e Assistência e Promoção Social, além de 240 cestas básicas.

Como apoio do GRAESP, prefeitura de Altamira realiza ajuda humanitária às famílias isoladas pela seca. Foto: GRAESP.

Entre as 120 famílias que receberam a ajuda, está a do pescador Francisco Santos da Silva, um dos primeiros moradores a habitar o Riozinho, em uma época de grandes dificuldades, mas nada parecido com o que ele e a família têm visto este ano. “É um sacrífico pra nós, porque a gente ia se manter de que? Porque não tem regatão, como a gente chama, então a gente tá passando uma dificuldade muito grande nessa situação dessa ‘sequidão’ que eu nunca tinha visto; eu tinha visto uma sequidão em 1974, e de lá pra cá, nunca mais tinha visto”, puxa na memória Chico preto, como é conhecido na comunidade.

As famílias que receberam ajuda fazem parte de um levantamento feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizado nos seguintes polos: Lajeado, Boa Saúde, Riozinho do Anfrísio e Morro Verde. A seca recorde deixa as comunidades totalmente isoladas e aumenta o tempo de viagem, isso quando é possível acessar os escassos pontos em que ainda sobrou um pouco de água.

A operação comandada pela Prefeitura de Altamira teve, além das equipes da Defesa Civil de Altamira, da Secretaria Municipal de Segurança Pública, Mobilidade Urbana e Articulação da Cidadania (Segmuc), e GRAESP, parceria com o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Prefeitura de Rurópolis, que cedeu o espaço no Colégio Estadual Eurico Vale onde ficaram as cestas básicas, e o campo de pouso dos helicópteros.

Durante a missão, além de entregar cestas básicas, a Prefeitura de Altamira atualizou o censo nos quatro polos visitados. As informações serão usadas em eventuais novas operações, no verão, que ainda tem algumas semanas até acabar, ou no inverno, quando o problema é a inundação provocada por grandes cheias.

Sergipe garante mais agilidade em atendimentos de urgência e emergência com serviço aeromédico

Governo de Sergipe garante mais agilidade em atendimentos de urgência e emergência com o serviço aeromédico

Sergipe – Quando se trata de saúde, alguns segundos podem ser decisivos. A enfermeira Genailda Maria Silva de Oliveira sabe bem da importância do tempo-resposta para salvar vidas. A experiência com a saúde ultrapassou as barreiras profissionais chegando ao âmbito pessoal, quando o seu esposo, Julian César de Oliveira, de 50 anos, precisou do atendimento aeromédico ao sofrer um grave acidente de carro.

“A condição dele era muito séria e apresentava múltiplos ferimentos, diversas fraturas e água nos pulmões. Foi uma verdadeira corrida contra o tempo para conseguir estabilizar e salvar a vida dele. Somos extremamente gratos por todo o suporte do serviço que possibilitou um atendimento rápido, que durou em média de 30 minutos, e eficiente que tanto precisávamos naquele momento. Tenho certeza que se tivesse ocorrido um deslocamento em transporte terrestre não iríamos conseguir chegar a tempo de salvá-lo”, relatou a enfermeira.

Governo de Sergipe garante mais agilidade em atendimentos de urgência e emergência com o serviço aeromédico

O serviço aeromédico foi implantado em maio de 2023, por meio do Termo de Cooperação assinado entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP). A parceria tem o intuito de garantir um atendimento rápido e eficiente à população. O termo prevê a integração das instituições para a realização de atendimento de urgência de pacientes por meio do transporte aeromédico.

Outra pessoa que só tem a agradecer o serviço aeromédico é Roberta Pereira de Oliveira, que precisou ser atendida pelos profissionais. “Tive uma gravidez ectópica e não sabia. Comecei a sentir muitas dores e fui ao Hospital Regional de Glória e vi que minha situação era muito delicada, onde corria risco de vida, perdendo muito sangue e eu precisava ser transferida para a capital. Foi tudo muito rápido e a equipe foi atenciosa e cuidadosa em todo o momento. O serviço do SAMU/GTA salvou a minha vida com agilidade e segurança”, contou.

Para o comandante do Grupamento Tático Aéreo (GTA), coronel Fernando Góes, o serviço aeromédico tem dado resultados expressivos para a população sergipana. “São mais de 60 atendimentos com pacientes que teriam um comprometimento muito maior no restabelecimento de sua saúde caso o serviço aéreo de saúde não tivesse socorrido. Então, estamos no caminho certo com essa parceria entre a SES e a SSP que só tende a crescer para um atendimento de excelência aos sergipanos”, destacou.

Governo de Sergipe garante mais agilidade em atendimentos de urgência e emergência com o serviço aeromédico

Atendimentos

Foram registrados 66 atendimentos do serviço desde o início de sua implantação. Com essa parceria, o voo do Grupamento Tático Aéreo é composto por um médico e enfermeiro do SAMU 192 Sergipe para dar assistência e um atendimento ágil, além das equipes de resgate do GTA.

De acordo com o superintendente do SAMU 192 Sergipe, Denisson Pereira, o transporte aeromédico veio para qualificar o atendimento de urgência e emergência. “Passamos a integrar desde o primeiro dia de maio a equipe do GTA. Essa composição estabelece um serviço aeromédico de qualidade para atender a população principalmente em situações de urgência e emergência com múltiplas vítimas e aquelas ocorrências onde o tempo é fundamental para o resgate, como é o caso de pacientes clínicos com emergência cardiológica e neurológica. Por meio desse transporte a gente consegue trazer as pessoas com muito mais rapidez, otimizando o tratamento e evitando sequelas dos pacientes”, destacou o superintendente.

SAMU 192 Sergipe

Além do serviço aeromédico, o SAMU 192 Sergipe conta com 44 Unidades de Suporte Básico (USB), 16 Unidades de Suporte Avançado (USA), quatro motolâncias que atende dentro de Aracaju e um Serviço Intermediário de Vida. São mais de 60 viaturas todos os dias da semana, para atender todos os perfis de pacientes.

Governo de Sergipe garante mais agilidade em atendimentos de urgência e emergência com o serviço aeromédico

Vítima de acidente de trânsito precisou ser transferida de helicóptero de Palmares para Recife

Pernambuco – Nesta segunda (30), um homem, de 28 anos, vítima de acidente motociclístico em Palmares foi transportado de helicóptero para atendimento em Recife. Ele estava internado no Hospital Regional de Palmares, em estado grave, e precisou ser transferido.

Por volta das 09h00, para realizar o transporte aeromédico do paciente, a Central de Regulação do SAMU acionou equipe integrada do Núcleo de Operações Aéreas da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do SAMU Metropolitano Recife.

Em 23 minutos, a aeronave decolou de Palmares e pousou ao campo do Derby, em Recife, de onde foi transferido de ambulância até o Hospital da Restauração, também no bairro do Derby. Se o transporte ocorresse por meio terrestre a viagem levaria cerca de duas horas.

Equipe integrada do Núcleo de Operações Aéreas da PRF e do SAMU Metropolitano Recife realizou o transporte aeromédico do paciente.

Comunidade isolada pela estiagem recebe apoio aéreo noturno para salvar vida de bebê da etnia Baré

Comunidade isolada pela estiagem recebe apoio aéreo noturno para salvar vida de bebê da etnia Baré

Amazonas – Em uma operação de resgate noturno que envolveu o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o 4º Batalhão de Aviação do Exército (4º BAVEX), uma bebê da etnia Baré, da Comunidade Indígena Terra Preta, nas proximidades de Manaus, teve a vida salva após apresentar um quadro grave de dispneia e febre.

O caso ganhou destaque não apenas pelo desafio médico enfrentado, mas também pela complexidade logística da missão, devido ao isolamento da comunidade em razão da severa estiagem que atinge a região.

A coordenação do resgate foi desencadeada pelo Comando Conjunto AMANACI. Durante o resgate, verificou-se que a situação da bebê era crítica por conta da baixa saturação de oxigênio no sangue, foi o gatilho para o pedido de ajuda por parte dos representantes do SAMU. A comunidade, distante dos centros urbanos, tornou-se inacessível devido à estiagem, o que complicou ainda mais a situação.

Diante do cenário, uma aeronave do 4º BAVEX, com capacidade para voo noturno (OVN), foi acionada na noite de segunda-feira (30), por volta das 20h30, para se unir à equipe do SAMU, incluindo médicos e especialistas em busca e resgate (SAR). O objetivo da missão era resgatar a bebê e a mãe, que se encontravam em uma região isolada e sem acesso terrestre a cuidados médicos adequados.

A operação de resgate noturno envolveu dificuldades impostas pela falta de iluminação e a instabilidade climática da região, no entanto, a coordenação entre as equipes do SAMU e do 4º BAVEX permitiu que a aeronave chegasse com sucesso à comunidade e realizasse o resgate. A bebê e a mãe foram rapidamente transferidas para o Pronto Socorro Infantil da Zona Sul, em Manaus, onde receberam atendimento médico especializado.

SAME Aéreo de Buenos Aires participa de congresso aeromédico realizado em Granada, Espanha

Equipe do SAME Aéreo presente no evento ao lado do trabalho apresentado.

Espanha | Argentina – Nos dias 26 e 27 de outubro de 2023, aconteceu o II Congreso Internacional Aerotransporte Sanitario, em Granada, Espanha. O evento foi organizado pela Sociedade Espanhola de Medicina Aeroespacial (SEMA), em colaboração com a Sociedade Espanhola de Medicina de Emergência (SEMES), com o apoio do Centro de Emergências Sanitárias 061 da Andaluzia.

Nesta edição, uma equipe do serviço aeromédico do Sistema de Atendimento Médico de Emergência (SAME 107), da cidade de Buenos Aires, Argentina, participou do congresso. O SAME 107, que completou 32 anos, atende em média 250 mil moradores por ano e conta com uma equipe multidisciplinar de 1.300 pessoas.

Em 08 de dezembro de 2010, o SAME Aéreo foi criado, quando o Poder Público contratou a empresa Modena Air Service para realizar o serviço aeromédico na cidade, em uma parceria público-privada. Desde sua criação, o SAMU Aéreo já realizou mais de 4.900 atendimentos.

Os médicos do SAME Aéreo, Juan Noir, Ezequiel Gallardo Idoria, Maria Sol Budic, Angela Krüger Brand e Julieta Acinelli apresentaram dois trabalhos no congresso. Um sobre tempo de abordagem e início da RCP em parada cardiorrespiratória em via pública; e outro sobre avaliação casuística do SAME Aéreo (107) em Buenos Aires, Argentina.

No período de 1º de janeiro de 2022 a 31 de maio de 2022, o helicóptero BO105 do SAME Aéreo decolou 545 vezes. As equipes prestaram assistência médica a 370 pessoas e transportaram 345 pacientes.

Uma vez que um pedido de assistência é recebido, leva três minutos para a tripulação aérea decolar. Da base, localizada em Puerto Madero, até o ponto mais distante, no âmbito da Cidade de Buenos Aires, o tempo máximo de voo é de quatro minutos.

Segundo a médica brasileira emergencista, Angela Krüger, que trabalho no SAME Aéreo, a equipe é composta por um piloto, um técnico operativo (bombeiro) e um médico emergencista. “Estamos orgulhosos do serviço que realizamos, salvando vidas, e de apresentar no congresso nossos números. Somos referência na Argentina em qualidade sanitária, científica e de fatores humanos. O intercâmbio de conhecimentos é a chave para seguir crescendo”, complementou Angela.

Confira os trabalhos e apresentação do SAME Aéreo:

YouTube player

Comissão de Saúde aprova proposta que inclui o serviço de resgate dos bombeiros nas ações do SUS

Pilota do helicóptero Bombeiro 05 pousa na orla da Barra da Tijuca para resgatar banhista. Foto: Extra Globo.

Na quarta-feira (25), a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/21, de autoria do deputado Guilherme Derrite (PP), atualmente Secretário de Segurança Pública de São Paulo, que autoriza os serviços de resgate realizados por bombeiros militares dos estados e do Distrito Federal a receberem verba orçamentária oriunda de emendas parlamentares individuais.

A proposta altera o artigo 3º e 4º da Lei Complementar 141/12, que fixa os valores mínimos que os entes federativos devem aplicar na Saúde. Pelo texto, o “resgate pré-hospitalar realizado pelo Corpo de Bombeiros” passará a integrar o rol de Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS).

O relator, deputado Dr. Frederico (Patriota-MG), recomendou a aprovação da proposta (Leia o relatório). “A medida fortalecerá o atendimento pré-hospitalar, ajudando na preservação de vidas e na redução de sequelas decorrentes de acidentes e emergências”, disse.

“O Programa Resgate presta atendimento rápido e de qualidade, desonerando os hospitais e, indiretamente, diminuindo o custeio do Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse o autor da proposta, o deputado licenciado Guilherme Derrite (SP).

Tramitação

A proposta ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário.

Condado de Monroe adquire três helicópteros AW139 para operações aeromédicas no sul da Flórida, EUA

Condado de Monroe adquire três helicópteros AW139 para operações aeromédicas.

EUA – O Condado de Monroe na Flórida (EUA) adquiriu três helicópteros bimotores médios AW139. Essas aeronaves serão operadas pela Trauma Star, que fornecerá apoio de ambulância aérea. Esses AW139 serão entregues entre o final de 2024 e o início de 2025 e irão substituir a frota envelhecida de aeronaves Sikorsky S76.

O Condado de Monroe inclui Key West, Marathon, Key Colony Beach, Layton e Islamorada, em uma área de 3.737 milhas quadradas, 73% das quais são água, e inclui grandes porções do Parque Nacional de Everglades e da Reserva Nacional Big Cypress. A Trauma Star é o único serviço de ambulância aérea no Condado e desde o início do programa, em 2001, já transportou mais de 5.000 pacientes.

“Estamos honrados em iniciar essa parceria com o Condado de Monroe e estamos confiantes de que o AW139 fornecerá à Trauma Star as capacidades necessárias para resgatar e transportar pacientes com segurança e eficácia no sul da Flórida”, disse Clyde Woltman, CEO da Leonardo Helicopters US.

Com quase 400 helicópteros AW139 em operações de emergência e socorro em todo o mundo, mais de 900.000 horas de voo foram registradas até o momento. Bombeiros, polícias e bombeiros da Flórida, Nova Jersey, Maryland e Califórnia também operam o AW139.

Condado de Monroe adquire três helicópteros AW139 para operações aeromédicas.

ABOA e Grupo IBES firmam parceria para levar excelência ao setor aeromédico brasileiro

ABOA e Grupo IBES se unem para levar excelência ao setor aeromédico brasileiro

São Paulo – A Associação Brasileira de Operações Aeromédicas (ABOA) e a instituição acreditadora, Grupo IBES, firmaram parceria para levar excelência ao setor aeromédico brasileiro.

A ABOA é uma associação sem fins lucrativos que atua na promoção do desenvolvimento do setor aeromédico no Brasil. Já o Grupo IBES é uma instituição acreditadora que atua na melhoria da gestão e qualidade de organizações de saúde.

A parceria visa implementar, por meio da acreditação da Organização Nacional de Acreditação (ONA) ou da acreditação internacional da Agencia de Calidad Sanitaria de Andalucía (ACSA), práticas de padrão ouro (PPO) nas atividades aeromédicas. Com isso, será possível padronizar e melhorar suas práticas.

A parceria é um importante passo para o desenvolvimento sustentável do setor aeromédico brasileiro, equiparando-se aos serviços de referência mundial, como Europa e EUA. Com o apoio do Grupo IBES, a ABOA poderá contribuir ainda mais para a melhoria da segurança e da qualidade dos serviços aeromédicos prestados no país.

SAMU e CIOPAER realizam resgate aéreo de idoso indígena na aldeia Santo Amaro, Acre

SAMU e Centro de Operações Aéreas realizam resgate aéreo de idoso indígena da aldeia Santo Amaro

Acre – Nesta quinta-feira (26), em atuação conjunta, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Acre (SAMU) e o Centro Integrado de Operações Aéreas do Acre (CIOPAER) resgataram um idoso indígena de 75 anos, na aldeia Santo Amaro, uma comunidade entre Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus.

O paciente, cujo quadro de saúde era estável, foi transportado para o Pronto-Socorro de Rio Branco. O comandante do CIOPAER, tenente-coronel Samir Freitas, resumiu a importância da operação: “Nossa prioridade é garantir que as vítimas recebam cuidados médicos o mais rápido possível. A colaboração eficiente entre o SAMU e o CIOPAER é essencial para alcançar esse objetivo”.

A enfermeira do SAMU, Thays Daher, que participou ativamente da operação, enfatizou a relevância do trabalho conjunto: “Mais um resgate realizado nesta manhã. Nos dirigimos para Manoel Urbano, na Aldeia Santo Amaro, para salvar o idoso indígena de 75 anos, com evisceração de colostomia, que estava sentindo dores. O Estado garantiu todo o suporte, e ele foi transferido para o Pronto-Socorro de Rio Branco e está estável, para avaliação do cirurgião”.

Desde 2019, a parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e o Centro Integrado em Operações Aéreas (CIOPAER) tem proporcionado agilidade no atendimento a situações de emergência. O tempo muitas vezes é um fator determinante na preservação de vidas, e o transporte aéreo desempenha um papel fundamental nesse processo.

Projeto de Lei é aprovado em 1ª votação e SAMU de São Paulo poderá ter helicóptero aeromédico

São Paulo – Em primeira fase de votação, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou na Sessão Plenária desta quinta-feira (26) o PL (Projeto de Lei) 571/2022. A proposta de autoria do Vereador Bombeiro Major Palumbo (PP) autoriza o Poder Executivo Municipal adquirir um helicóptero para o atendimento de urgências e emergências médicas, remoção de vítimas e transporte de órgãos humanos.

Segundo o projeto, a ambulância aérea será utilizada no suporte avançado de vida e será integrada no sistema de saúde pública municipal e ficará sob a coordenação do SAMU de São Paulo. Autoriza também a realização de parcerias com o Governo do Estado de São
Paulo e com o Governo Federal para implementação dessa política pública.

Foi apresentada uma emenda do líder do governo ao PL para também possibilitar a locação do helicóptero. Com a aprovação da emenda, o PL segue para ajuste da redação e deverá passar por uma segunda votação. Sendo aprovado, seguirá para sanção ou veto do Prefeito.

Em sua rede social, o Vereador Bombeiro Major Palumbo, manifestou sua alegria pela aprovação do PL. “As maiores cidades do mundo possuem atendimento de urgência aéreo. São Paulo não pode ficar para trás. Sempre trabalhei atendendo emergências no Corpo de Bombeiros e isso nunca irá mudar. Essa é uma política pública que vai dar certo e vamos trabalhar para sua implementação”, afirmou o vereador.

Modelo do Paraná

O modelo adotado pelo estado do Paraná vem sendo utilizado como referência positiva no atendimento aeromédico realizado pelo SAMU. Atualmente, o Paraná tem cobertura com helicópteros e aviões em todo o estado, com Bases Aeromédicas do SAMU em Londrina, Maringá, Posta Grossa e Cascavel. Em Curitiba e Região Metropolitana, há o BPMOA e a PRF que trabalham em parceria com o SIATE e o SAMU. A empresa Helisul possui contratos com o estado para locação das aeronaves e equipamentos.

Governador da Paraíba assegura a implantação do serviço aeromédico da PRF no estado

Ministra da Saúde anuncia retomada do serviço aeromédico da PRF no Paraná. Foto: André Filgueira/PRF.

Paraíba – O governador João Azevêdo se reuniu, nesta terça-feira (24), em Brasília, com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ocasião em que assegurou a implantação do serviço aeromédico da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o resgate de vítimas de acidentes nas estradas e a doação de um helicóptero para reforçar as ações da segurança pública e o atendimento na área da saúde na Paraíba.

Na audiência ficou definido que o serviço aeromédico será implantado na Paraíba em fevereiro do próximo ano. Já o helicóptero estará disponível para o estado até o final de 2023. Para a implantação do serviço aeromédico será firmada uma cooperação entre o Ministério da Justiça e o Governo do Estado, que disponibilizará equipe técnica para a realização do atendimento médico.

Já o helicóptero doado será destinado na ampliação do atendimento na saúde e nas ações de segurança pública no interior do estado. “Tivemos uma reunião muito produtiva e agradecemos ao ministro Flávio Dino pela disposição de sempre atender as demandas da Paraíba. Com essas duas ações asseguradas hoje, teremos um reforço importante na segurança do nosso estado e na saúde, que já conta com duas UTIs aéreas. São investimentos que irão salvar vidas e proteger nossa população”, comentou o governador João Azevêdo.

Também acompanharam a reunião, os secretários Deusdete Queiroga (secretário da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos), Marialvo Laureano (Fazenda), Adauto Fernandes (secretário executivo da Representação Institucional) e Ronaldo Guerra (chefe de Gabinete do Governador).

Quais são os principais requisitos para trabalhar no aeromédico?

Prof. Dr. Eduardo Beni
Diretor Técnico da ABOA

Se você pretende trabalhar na Aviação Aeromédica e se importa com o conteúdo, conhecimento, formação, experiência e preceitos legais exigidos para realizar essa atividade, demonstra que é um profissional diferenciado e preocupado com a qualidade e a segurança das operações aéreas. E é exatamente sobre isso que pretendemos abordar nesse post.

Realizar um curso livre, ter uma especialidade, ou possuir uma pós-graduação podem ser necessários para trabalhar no aeromédico. Uma dica importante é informar-se antes de decidir. Conhecer os requisitos exigidos por seu conselho, ouvir as pessoas que já fizeram cursos de resgate (APH) ou transporte aeromédico, pós graduações, ler o conteúdo programático, analisar a formação e qualificação técnica dos instrutores, saber se a empresa possui experiência sobre treinamento e desenvolvimento humano e verificar se será disponibilizado material didático, são alguns pontos a serem observados, além do preço.

Conhecer bem o curso aeromédico que você pretende fazer é essencial para não correr o risco de se frustrar posteriormente. Sabemos que o conhecimento e a experiência profissional são essenciais, mas antes de tudo, recomendamos que saiba qual é o seu propósito. Com isso, acreditamos que ficará mais fácil escolher o caminho que irá percorrer, definindo os cursos necessários para alcançar seu objetivo.

Sobre isso, outros cursos, como ATLS, ACLS, AMLS, TCCC, PALS, PHTLS, poderão ser necessários.  Experiência profissional em serviço pré-hospitalar móvel, residência médica em programa credenciado e título de especialista, também poderão ser exigidos para trabalhar no resgate (APH) ou no transporte aeromédico.

Para deixá-lo a vontade em decidir, vamos responder algumas perguntas importantes sobre o aeromédico, mas salientamos que não esgotaremos o assunto, pois ele é extenso e complexo. Lembro que será necessário realizar alguns cursos e formações para poder voar atendendo um paciente.

1. Os cursos aeromédicos disponíveis no mercado precisam de autorização do MEC, ANAC ou Ministério da Saúde?

O curso de pós-graduação necessita de reconhecimento do Ministério da Educação (MEC), entretanto, o curso livre não necessita desse reconhecimento, ou aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) ou do Ministério da Saúde, porém precisa atender alguns requisitos, especialmente os de conteúdo.

O Ministério da Saúde, o Cofen e a ANAC, cada um na sua atribuição, apresentam conteúdos considerados necessários para as capacitações, treinamentos e orientações dos profissionais de saúde e dos pilotos que atuam nas operações aeromédicas, seja pré-hospitalar (resgate) ou inter-hospitalar (transporte), com helicóptero ou avião.

A legislação é muito complexa, pois há diferentes órgãos normatizando o mesmo assunto, assim, os cursos tentam incluir e oferecer o conteúdo necessário, em uma carga horária adequada. Os currículos são encontrados no Capítulo IV, item 1.3, da Portaria Nº 2.048 de 2002 do Ministério da Saúde; nas Subpartes C e O do RBAC Nº 90 da ANAC, no item 5.4 da IS Nº 135-005A da ANAC; bem como no Anexo da Resolução Nº 656/20 do Cofen.

Para entender a complexidade do tema, temos no Brasil diversos órgãos que regulam o mesmo setor:

  • Ministério da Saúde
  • Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
  • Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
  • Conselho Federal de Medicina (CFM)
  • Conselho Federal de Enfermagem (COFEN)

2. Quem pode compor a equipe de voo nas operações aeromédicas no Brasil?

Atualmente, quem define essa regra é a Portaria Nº 2.048/2002, bem como os respectivos conselhos (Cofen e CFM). A ANAC define os requisitos mínimos de segurança de voo e organização das operações aéreas, que incluem as tripulações de voo (pilotos e comissários de voo).

Obrigatoriamente, uma equipe aeromédica é formada por piloto (s) e uma equipe de saúde composta por um médico e um enfermeiro. Complementarmente, podem participar da operação outros profissionais de saúde, como fisioterapeutas ou técnicos de enfermagem, mas sempre deverá estar a bordo um médico e um enfermeiro.

Os profissionais de saúde que estejam embarcados, prestando assistência ao paciente, não são considerados aeronautas pela Lei Nº 13.475/2017 e, portanto, não podem ser tratados como tripulantes de voo. Embora a Resolução Nº 656/20 do Cofen defina o “enfermeiro de voo”, ele não é considerado aeronauta segundo a lei.

A Portaria Nº 2.048/2002 determina que helicópteros e aviões aeromédicos devam contar com um médico e um enfermeiro a bordo, além dos pilotos necessários para o voo.

Como regra geral, para exercício da atividade aeromédica, pilotos, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem precisam realizar a Capacitação Específica dos Profissionais de Transporte Aeromédico descrita na Capítulo IV, item 1.3 da Portaria Nº 2.048 de 2002 do Ministério da Saúde, mas também devem atender, segundo sua profissão, os requisitos de treinamentos exigidos pela ANAC, CFM e Cofen.

Sobre a atuação do enfermeiro na operação aeromédica, há também exigências específicas do Cofen, como a necessidade de possuir pós-graduação ou um título de especialidade em enfermagem aeroespacial (Resoluções Cofen Nº 656/20 e 660/20), além do cumprimento dos requisitos estabelecidos no Anexo da Resolução Nº 656/20 do Cofen.

Para os médicos, o CFM não exige especialidade específica ou pós-graduação para o atuar no aeromédico, entretanto, a Portaria Nº 2.048/2002 recomenda que o diretor médico do serviço tenha habilitação em medicina aeroespacial, que é atualmente uma área de atuação médica. Mas é importante saber, por exemplo, que para trabalhar no serviço pré-hospitalar móvel, é comum as organizações exigirem determinadas especializações, como medicina de emergência, intensiva, neurocirurgia, anestesiologia, cardiologia, cirurgia geral, vascular, torácica, plástica, etc.

O técnico de enfermagem pode realizar o curso, conforme prevê o Capítulo IV, item 1.3.2 da Portaria Nº 2.048/2002, porém conforme a própria portaria e normas do Cofen, essa função é privativa do enfermeiro. O técnico de enfermagem pode trabalhar em funções de apoio e se estiver embarcado deverá estar acompanhado de um médico e um enfermeiro.

A atuação do fisioterapeuta nas operações aéreas é algo recente e não está especificada na Portaria Nº 2.048/2002. Da mesma forma, esse profissional pode exercer funções a bordo, desde que acompanhado de um médico e de um enfermeiro.

3. O que é Operador de Suporte Médico e quem pode exercer essa função? 

Além do requerido pelas normas do CFM e do Cofen sobre a formação acadêmica (regular) dos profissionais de saúde, bem como o que está definido na Portaria Nº 2.048 de 2002 do Ministério da Saúde, precisamos esclarecer questões específicas às Operações Especiais de Aviação Pública tratadas pela ANAC no RBAC Nº 90.

O termo operador de suporte médico (OSM) é exclusivo para aqueles que exercem função a bordo de aeronaves da Administração Pública. O termo foi criado pelo RBAC Nº 90 da ANAC para definir o profissional de saúde capacitado, com atribuições específicas a bordo e apto para a realização de operações aeromédicas, resgates, salvamentos e similares em uma Unidade Aérea Pública (UAP).

Da mesma forma, o regulamento também definiu o profissional de saúde embarcado (PSE), que, distinto do operador de suporte médico, em situações excepcionais é imprescindível à realização de operações aeromédicas para manutenção e/ou restauração da saúde do paciente.

Assim, só recebe a denominação de OSM, o profissional de saúde que tiver realizado o programa de treinamento segundo a Subparte O do RBAC 90 da ANAC e possua autorização médica que certifique sua condição psicofísica para exercício da referida função.

Para o PSE não é exigida autorização médica para o voo, mas é obrigatório ter recebido instruções de segurança, bem como estar familiarizado como os assuntos definidos no item 90.45 do RBAC Nº 90.

4. Qual a regra para o profissional de saúde que voa em empresa de táxi aéreo?

O RBAC Nº 135 é um regulamento da ANAC que trata exclusivamente de operações aéreas realizadas por empresas de Táxi Aéreo que possuem certificado de operador aéreo (COA). A IS Nº 135-005A define as operações aeromédicas realizadas por essas empresas e no ítem 5.4 apresenta as orientações necessárias que devem ser passadas aos profissionais de saúde.

Além do requerido pela IS Nº 135-005A, para esses profissionais também é exigida a capacitação estabelecida na Portaria Nº 2.048/2002, bem como aquelas estabelecidas pelo Cofen e CFM, para enfermeiros e médicos, respectivamente. Nesse caso, NÃO se aplica o RBAC Nº 90, mas possuir o curso de resgate (APH) aeromédico pode ser um diferencial.

5. No aeromédico, como é classificada a aeronave?

Segundo a Portaria Nº 2.048/2002 as aeronaves de asa fixa (avião) ou rotativa (helicóptero) são classificadas como Ambulância Tipo E e devem ser sempre consideradas como de suporte avançado de vida.

Além disso, para a ANAC, as aeronaves privadas que realizam o transporte de enfermos, precisam estar definidas na Especificação Operativa (EO) da empresa. Geralmente, os helicópteros são mais usados no resgate (APH) aeromédico e os aviões no transporte aeromédico (inter-hospitalar).

6. Dica de Curso Livre de Resgate Aeromédico:

O Curso de Capacitação em Resgate Aeromédico (Ground School Aeromédico), organizado pela Evoluigi Treinamento e Desenvolvimento e pelo Instituto de Ensino e Saúde de São Paulo (IESSP), é estruturado conforme RBAC 90 – Treinamento para Operador de Suporte Médico e atende aos requisitos de conteúdo estabelecidos pelas normas e possui o Selo de Excelência da Associação Brasileira de Operações Aeromédicas (ABOA).

7. Dica de Curso Livre de Transporte Aeromédico:

O Curso de Transporte Aeromédico é organizado pelo Instituto de Ensino e Saúde de São Paulo (IESSP) e atende aos requisitos de conteúdo estabelecidos pelas normas.

8. Dica de Pós-Graduação em Medicina e Enfermagem Aeropoespacial:

A Faculdade Censupeg possui dois cursos PRESENCIAIS de pós-graduação, uma em Medicina Aeroespacial e outra em Enfermagem Aeroespacial.

A Escola Superior do Ar (EAR) também possui um curso EAD de pós-graduação em Medicina Aeroespacial para profissionais da área de saúde (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros).

9. Dica de Congresso

O Congresso Aeromédico (CONAER) é organizado pela G2C Events e Evoluigi e está em sua 4ª edição, com 66 trabalhos científicos publicados. O 4º CONAER acontecerá nos dia 26 e 27 de julho de 2024, em Goiás.

O evento une a aviação e a saúde em um mesmo ambiente, promovendo o encontro de profissionais da saúde, pilotos, empresas e organizações, estimulando a integração, o desenvolvimento, a produção científica, e a troca de experiências. O evento tem a parceria e apoio da Associação Brasileira de Operações Aeromédicas (ABOA).

10. Dicas de Associações

No Brasil, temos quatro associações que atuam diretamente no setor e que, conforme seu interesse ou formação, podem ajudá-lo na busca de informação.

  • Associação Brasileira de Operações Aeromédicas (ABOA)
  • Sociedade Brasileira de Medicina Aeroespacial (SBMA)
  • Associação Brasileira de Enfermagem Aeroespacial (ABRAERO)
  • Associação Brasileira de Fisioterapia Aeroespacial (ASSOBRAFAE)

11. Algumas normas que regem a atividade aeromédica no Brasil:

A legislação é complexa e pode gerar muitas dúvidas, assim, para facilitar a pesquisa, elencamos as principais delas:

Em breve, ambulâncias aéreas poderão transportar scanners portáteis para diagnosticar AVC

Austrália – A fabricante australiana de imagens médicas EMVision Medical Devices, com sede em Sydney, está fazendo avanços significativos no desenvolvimento da 2ª geração de seu dispositivo portátil de varredura cerebral eletromagnética (scanner cerebral). O scanner de 1ª geração, atualmente em fase final de testes clínicos, utiliza técnicas de imagem de microondas para detectar acidente vascular cerebral (AVC).

Apoiados por meio de financiamento do sistema público de saúde de Nova Gales do Sul (NSW Health), a empresa promete revolucionar a resposta e o tratamento do AVC, seja em pacientes no hospital, em casa ou em uma ambulância aérea ou terrestre.

Com base no sucesso de seu protótipo inicial, a EMVision revelou um modelo avançado com 28 antenas, no formato de um capacete ultraleve de segunda geração. Projetado para implantação em ambulâncias aéreas e terrestres, o scanner Gen 2 pesa menos de 10 quilos e pode ser facilmente transportado por socorristas usando uma mochila. Este notável avanço na portabilidade permite que os médicos diagnostiquem e tratem rapidamente acidentes vasculares cerebrais, potencialmente salvando inúmeras vidas.

“Em questão de minutos, nossos scanners cerebrais portáteis gerarão imagens de qualidade para avaliação pré-hospitalar e à beira do leito para distinguir entre um AVC isquêmico e hemorrágico. Essas informações ajudarão a garantir que o paciente receba tratamento direcionado o mais rápido possível e ajudarão na tomada de decisão sobre a transferência do paciente para um centro especializado ou hospital mais próximo”, disse Scott Kirkland, cofundador e CEO da EMVision.

O diagnóstico rápido para acelerar o tratamento do AVC, pode melhorar profundamente a saúde futura de uma pessoa e a qualidade de vida após um evento de AVC. “A cada 15 minutos economizados restaurando o fluxo sanguíneo para o cérebro, ganha-se um mês de vida saudável”, afirmou Kelvin Hill, gerente nacional de tratamento da Stroke Foundation.

“Estudos também mostram que a aplicação de trombólise 15 minutos mais rápido (para quebrar coágulos sanguíneos ou evitar a formação de novos), pode levar a uma redução na incapacidade e na mortalidade e pode aumentar o número de pacientes andando de forma independente quando vão para casa”, complementou Kelvin Hill.

Membros da Equipe EMVision L:R: Robert Tiller: Chefe de Design, Scott Kirkland: CEO e Co-Fundador, Forough Khandon: Diretor de Tecnologia, Dr. Christian Wright: Chefe de Assuntos Regulatórios.

O conjunto de 28 antenas representa uma melhoria tecnológica significativa, pois permite a cobertura completa do cérebro em uma única varredura. Utiliza uma membrana de silicone com acoplamento para conectar as antenas à cabeça, garantindo uma operação perfeita e eficiente. Após cada varredura, a membrana é substituída, fornecendo uma potencial fonte contínua de receita para a EMVision Medical Devices.

Para acelerar o desenvolvimento do sistema Gen 2, a EMVision está adaptando os algoritmos principais de seu dispositivo Gen 1. Resultados anteriores de um estudo de pacientes do algoritmo de detecção de AVC hemorrágico mostraram uma tremenda promessa, alimentando ainda mais o otimismo em torno da tecnologia inovadora da EMVision.

À medida que a EMVision continua seu trabalho pioneiro em scanners cerebrais portáteis, o potencial para melhorar o diagnóstico e o tratamento do AVC está se tornando cada vez mais evidente. Com seu scanner de capacete Gen 2, a empresa está revolucionando o campo de imagens médicas e preparando o terreno para um futuro onde o AVC pode ser detectado e tratado com velocidade e precisão sem precedentes.

Scott Kirkland com um o dispositivo de imagem portáteis de 1ª geração da EM Vision. Foto: Rhett Wyman – Finacial Review.

Batalhão de Operações Aéreas do CBMSC realiza a 2ª Jornada de Segurança Operacional

Batalhão de Operações Aéreas do CBMSC realizou a 2ª Jornada de Segurança Operacional

Santa Catarina – O Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) realizou na segunda-feira (24), a 2ª Jornada de Segurança Operacional.

Participaram da jornada as equipes do SAMU Aeromédico de SC que tripulam as aeronaves Arcanjos. No período da manhã treinaram abordagem prática em ocorrência com múltiplas vítimas, com a participação de equipes de socorro que atendem ocorrências no resgate veicular. Vivenciaram situações sensíveis, complexas e que acontecem com cada vez mais frequência no estado.

Já no período da tarde, as equipes deslocaram para participar de palestras no Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (HEMOSC). O ciclo de palestras foi voltado para o uso do sangue total no atendimento pré-hospitalar, contando com a presença do médico e professor de patologias da Universidade de Pittsburgh, Estados Unidos.

A temática foi escolhida por ser uma parceria inovadora no serviço aeromédico do país,  estabelecida entre o BOA/CBMSC, o SAMU Aeromédico de SC, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Fundação de Apoio ao HEMOSC/CEPON (FAHECE). Desde o primeiro atendimento em 24 de Julho de 2022, 22 pacientes já foram transfundidos.

Acionamento

Durante a palestra, perto das 15h30min, os helicópteros Arcanjo 01 e 03 foram acionados para realizar o atendimento de um homem alvejado por vários disparos de arma de fogo na região do tórax, abdômen, braço e coxa.

O paciente apresentava um quadro grave, estando inconsciente, com parada cardiorrespiratória (PCR) e com hipovolemia. O paciente teve a PCR revertida e foi usado o sangue total para que conseguisse melhorar e estabilizar seus sinais vitais.

Resgate de vítima com ferimento por arma de fogo.

Serviço aeromédico de Santa Catarina realiza a missão de repatriamento mais extensa desde sua criação

Serviço aeromédico de Santa Catarina realiza a missão de repatriamento mais extensa desde sua criação

Santa Catarina – O Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) e o SAMU Aeromédico realizaram o transporte aeromédico mais distante de sua história.

No período de 19 a 20 de outubro, a equipe aeromédica do avião Arcanjo 06 (King Air C90Gti, matrícula PS-TAH) percorreu uma distância de cerca de 8 mil quilômetros e 14 horas de voo para buscar um paciente catarinense de 50 anos que estava hospitalizado em Altamira, no estado do Pará.

O paciente estava internado desde o dia 26 de setembro e como seu quadro clínico agravou e não podia ser transportado sentado em transporte comercial regular, o BOA foi acionado.

Depois de apresentar quadro estável e condições adequadas para o transporte, ele levado para o Hospital Universitário Santa Terezinha, em Joaçaba (SC), para continuar o seu tratamento em virtude de doença neurológica isquêmica advinda de um traumatismo cranioencefálico.

“Este tipo de serviço além de proporcionar um retorno ágil do paciente ao Estado de origem, favorece e facilita o vínculo com seus familiares, fator de grande importância para uma boa recuperação”, afirmou o diretor do Atendimento Pré-Hospitalar Móvel, Dionísio Medeiros.

O comandante da aeronave, o Capitão Bombeiro Militar Fábio Fraga, destacou “que foi o maior transporte já realizado pelo Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina em parceria com SAMU Aeromédico de SC, missão bastante complexa que exigiu um planejamento bem detalhado”, complementou.

UNIAIR adquire King Air B260 e amplia capacidade operacional

Maurício Goldbaum e Nilson Luiz May comemoram nova aquisição da UniAir. Foto: TÂNIA MEINERZ/JC

Rio Grande do Sul – A UNIAIR, empresa de táxi aéreo que integra o Sistema Cooperativo Empresarial Unimed (RS), apresentou no aeroclube de Eldorado do Sul, na última sexta-feira (20), o mais novo avião incorporado em sua frota, um bimotor turboélice, modelo King Air B260.

Com um investimento de R$ 36 milhões, o avião será usado no transporte aeromédico neonatal, pediátrico e adulto, bem como no transporte de passageiros e de órgãos. Na configuração de ambulância aérea, a aeronave poderá transportar até dois pacientes simultaneamente e na configuração executiva, poderá transportar até oito passageiros.

Com essa nova aeronave, a UNIAIR passa a ter quatro aviões King Air e dois helicópteros Airbus/Helibras, modelo AS350, todos com capacidade para transportar pacientes. Para o presidente da UNIAIR, Maurício Goldbaum, o investimento consolida a liderança da empresa no mercado de aviação e nas operações de transporte aeromédico.

Maurício Goldbaum e Nilson Luiz May comemoram nova aquisição da UniAir. Foto: TÂNIA MEINERZ/JC

“Somos a única empresa com frota própria no Sistema Unimed nacional. Nossas aeronaves atuam em táxi aéreo, em transporte executivo e no serviço oficial de transporte de órgãos para transplante, credenciado pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul”, complementou Goldbaum.

A aeronave, com menos de 100 horas de voo, foi comprada nos Estados Unidos. “Esse avião é um dos mais modernos da família King Air. Possui piloto automático, pressurização automática, espaço amplo para bagagem e voa a uma altura de 35 mil pés, a 575 Km/h”, explicou.

O avião ficará na sede da empresa, no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. A UNIAIR estuda expandir bases operacionais pelo País. Hoje, existe uma em Porto Alegre e outra em Londrina, no Paraná.

A decisão pelo novo avião surgiu devido a demanda dos pacientes da Unimed. “Estávamos precisando. A gente acha que, mesmo com o valor elevado, vale a pena. Não fazemos aventura, o avião está pago. É um avião financiado pela UniCred, outro braço nosso. Vimos que tínhamos condições. A partir de agora, vamos fazer uma campanha de divulgação para o sistema Unimed conhecer a novidade e utilizar. E, se for preciso, vamos montar bases operacionais em outros locais”, afirmou o presidente da Unimed Federação/RS, Nilson Luiz May.

A UNIAIR possui 3,6 milhões de beneficiários no país, na modalidade executiva e na plataforma aeromédica. Desde sua criação, a empresa realizou 11 mil voos, em 36 mil horas. Além disso, possui permissão para voar em todo o território nacional, América Latina e Caribe nas funções de transporte aeromédico e voos executivos.

SAMU emprega dois helicópteros aeromédicos em grave acidente na BR-376, em Mandaguari

SAMU emprega dois helicópteros aeromédicos em grave acidente na BR-376, em Mandaguari

Paraná – Um caminhão capotou nesta quinta-feira (19) na BR-376, em Mandaguari, norte do Paraná, e deixou duas pessoas gravemente feridas. O motorista, de 42 anos, e a passageira, de 40 anos, foram encaminhados de helicóptero para os hospitais de Maringá e de Arapongas. Segundo informações da PRF, o caminhão perdeu o controle e capotou na ribanceira.

O Corpo de Bombeiros de Mandaguari iniciou o primeiro atendimento e devido a gravidade das vítimas solicitou o apoio do helicóptero do SAMU. A equipe aeromédica da Unidade Aérea Pública SESA/PR, Base Maringá, iniciou o suporte avançado das vítimas. Por serem duas vítimas graves, a equipe do Saúde 10 solicitou apoio da Base Aeromédica do SAMU de Londrina.

As vítimas foram entubadas devido a traumatismo cranioencefálico grave. Após estabilização, o helicóptero Saúde 09 de Londrina fez o transporte do motorista para Hospital Norte Paranaense, em Arapongas, e o Saúde 10 transportou a mulher para Maringá.

Aeronave da PRF encerra apoio aos desabrigados no Alto Vale do Itajaí com 52 missões e 39 horas de voo

Aeronave da PRF termina trabalhos no Alto Vale com saldo de 52 tarefas realizadas em 10 dias

Santa Catarina – O helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que prestou apoio às pessoas atingidas pelas enchentes no Alto Vale do Itajaí encerrou os trabalhos e foi enviada para o Rio de Janeiro, onde apoiará operações policiais. Em dez dias de missão, a aeronave modelo Bell 407, Patrulha 04, com quatro tripulantes, decolou 52 vezes e totalizou 39 horas de voo.

Durante os acionamentos, o helicóptero transportou 79 pessoas, entre enfermos, técnicos de prefeituras e da Defesa Civil. Foram levadas cerca de três toneladas de alimentos, 2 mil litros de água e ainda cerca de 5 milhões de reais em medicamentos aos desabrigados.

Com rodovias e ruas inundadas, em algumas localidades da região o único acesso possível para ajuda e socorro era feito por via aérea. A PRF trabalhou em conjunto com Defesa Civil e Corpo de Bombeiros Militar, contribuindo para diminuir o sofrimento de milhares de pessoas no Alto Vale do Itajaí.

Aeronave da PRF termina trabalhos no Alto Vale com saldo de 52 tarefas realizadas em 10 dias

Alagoas garante transporte aeromédico para que menino receba tratamento fora do estado

Reunião com os pais de Pedrinho aconteceu no gabinete do secretário, na Sesau. Foto: Governo de Alagoas.

Alagoas – O Governo de Alagoas vai assegurar ao menino Pedro Guilherme, que sofre com uma doença rara conhecida como adrenoleucodistrofia, o transporte aeromédico para que ele possa receber tratamento em um centro especializado, na cidade de Curitiba, estado do Paraná.

O acerto foi definido na segunda-feira (16), quando o secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, recebeu em seu gabinete os pais do garoto, Gustavo Ramos e Milena Rose Cristóvão, para discutir a melhor maneira de o Estado ajudar a garantir assistência de qualidade ao pequeno alagoano.

A adrenoleucodistrofia é uma doença genética rara, que faz parte do conjunto das chamadas leucodistrofias. Ela é causada por uma deficiência na bainha de mielina, membrana protetora e isolante, que envolve os neurônios e permite a condução dos sinais nervosos.

Para garantir melhor acompanhamento ao seu filho, os pais de Pedrinho recorreram ao Estado para garantir a sua transferência para o Hospital Pequeno Príncipe, na capital paranaense, um dos poucos no Brasil que tratam a doença. Com a garantia do transporte aeromédico pelo Estado, a transferência irá ocorrer depois que a unidade hospitalar informar sobre a disponibilidade da vaga.

Reunião com os pais de Pedrinho aconteceu no gabinete do secretário, na Sesau. Foto: Governo de Alagoas.

CONAER e Aviation XP vão se unir em 2024: eventos acontecerão simultaneamente, em Goiânia

CONAER e Aviation XP vão se unir em 2024: eventos acontecerão simultaneamente, em Goiânia
CONAER e Aviation XP vão se unir em 2024: eventos acontecerão simultaneamente, em Goiânia

A empresa G2C Events e a Evoluigi firmaram parceria e na próxima edição da AviationXP Centro-Oeste vai acontecer simultaneamente com o 4º Congresso Aeromédico (CONAER) – América Latina.

Nos dias 26 e 27 de junho de 2024, o evento unirá a aviação e a saúde em um mesmo ambiente, promovendo o encontro de profissionais da saúde, pilotos, empresas e organizações, estimulando a integração, o desenvolvimento, a produção científica, e a troca de experiências. O evento terá a parceria e apoio da Associação Brasileira de Operações Aeromédicas (ABOA).

ACESSE 4º CONAER

“É um grande passo para um setor que tem crescido nos últimos anos e continua em alta. Esperamos que essa próxima edição atraia ainda mais público e contribua com o desenvolvimento da aviação, bem como do segmento aeromédico que a faz voar cada vez mais alto”, declara Gledson Castro, diretor da G2C Events, organizadora da AviationXP.

O CONAER é organizado pela empresa Evoluigi, comandada pelo coronel da reserva e piloto de helicóptero, Eduardo Beni, veterano dos Águias de São Paulo. A primeira edição do evento aconteceu em Curitiba, em 2019; durante a pandemia, em 2021, a segunda edição ocorreu de maneira virtual; e, no ano passado, o terceiro encontro aconteceu em São Paulo. Já são 66 trabalhos científicos publicados no CONAER.

“Estamos muito felizes com a parceria entre as duas empresas, pois o CONAER cresce e precisava de um suporte de uma empresa com expertise em organização de eventos como a G2C. A próxima edição será em Goiânia e pretendemos levar o CONAER para outros estados, ingressando no calendário de eventos da G2C”, disse Eduardo Beni, idealizador do CONAER e diretor técnico da ABOA.

A Aviation XP Centro-Oeste 2023 foi sediada no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, e recebeu 3.665 visitantes ao longo dos dois dias. O evento, organizado pela G2C Events, expôs 14 aeronaves e promoveu as novidades do mercado, como modelos inéditos de aeronaves e novos centros de serviços na região.

Receba notícias por e-mail