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Ciopaer/TO auxilia Defesa Civil no monitoramento de áreas atingidas por enchentes

O Governo do Estado, por intermédio do Ciopaer, e em parceria com a Defesa Civil do Estado, realizou, durante todo o domingo, 08, o monitoramento aéreo de vários pontos de alagamento no Sul do Tocantins, mais precisamente nos municípios de Peixe e Paranã. A aeronave da Secretaria da Segurança Pública foi solicitada pela Defesa Civil, através do coordenador adjunto do órgão, coronel Reginaldo Leandro.

A ação foi necessária devido à situação de enchente do Rio Tocantins que tem atingido grande parte daqueles municípios. As ações tiveram como foco os municípios de Paranã e Peixe, abrangendo sobrevoos nos rios Tocantins, parte do Maranhão e Palmas.

A missão do Ciopaer foi auxiliar os técnicos da Defesa Civil no levantamento dos pontos mais críticos das regiões afetadas pelas cheias, desta forma ajudando a população ribeirinha e a que reside nas ilhas, no sentido de averiguar com maior rapidez as reais condições em que se encontram as localidades atingidas pelos alagamentos.

Os trabalhos foram realizados durante todo o domingo e a equipe do Ciopaer, que na ocasião foi composta pelo comandante major Vieira Lins, co-piloto delegado Garrido e tripulantes cabo Fred e Cabo Joeslan, e está de prontidão para possíveis atendimentos às demandas da Defesa Civil, que porventura possam ocorrer em todo território tocantinense.

Fonte: SSP, por Rogério Oliveira.

Confira os novos procedimentos publicados pela ANAC (Licença de Estação, CIV e CANAC)

Licença de Estação de Aeronaves

A partir de 1º de janeiro de 2012, o formulário Declaração de Estação de Aeronave (F-100-35A) não será mais utilizado. Para obtenção da Licença de Estação de Aeronave, após a vistoria, o operador deverá dirigir-se diretamente à Agencia Nacional de Telecomunicações (ANATEL), de acordo com os procedimentos estabelecidos por aquela Agência.

As informações referentes aos equipamentos instalados na aeronave serão disponibilizadas à ANATEL por meio de acesso ao banco de dados do Sistema de Aviação Civil da ANAC. Além disso, não será mais necessária a apresentação da Licença de Estação de Aeronave às Unidades Regionais da ANAC para serem carimbadas.

A Licença de Estação de Aeronave deve ser requerida, de acordo com a Lei Geral de Telecomunicações (Lei No 9.472, de 16 de julho de 1997) e o Art. 29 da Convenção de Chicago.

CIV digital e obtenção de Código ANAC

A ANAC disponibilizou aos usuários da aviação civil manuais sobre o Registro de Horas de Voo Online (CIV Digital) e Obtenção de Código ANAC (CANAC), serviços online relacionados à área de habilitação e licenças. Os manuais trazem todos os detalhes para a utilização dos serviços, que podem ser realizados pela internet.

Clique aqui para acessar o Manual de solicitação de Código ANAC (CANAC).

Clique aqui para acessar o Manual de registro de horas de voo online (CIV Digital).

Fonte: ANAC

Carcará 02 monitora região afetada pelas chuvas em Minas Gerais

No dia 08/12, pela manhã, o helicóptero da Polícia Civil de Minas Gerais, CARCARÁ 02, realizou uma série de voos em regiões afetadas pela chuva, no Estado.

As áreas sobrevoadas foram basicamente barragens de contenção de detritos, algumas dessas com suspeita de possível rompimento (Santa Bárbara, Ouro Preto, Itabirito, Rio Acima, Brumadinho, Itatiaiuçu dentre outras).

A Coordenadoria de Defesa Civil do Estado, através do BOA – Batalhão de Operações Aéreas dos Bombeiros, solicitou o apoio da Coordenação de Apoio Aéreo da Polícia Civil, onde, novamente, o “Carcará” decolou com tripulação mista (Policiais Civis – Inspetor / Piloto Carlos Vítor e Investigador / Observador Aéreo Vilmar Maciel e dos Bombeiros – CAP BM / Piloto Dias) levando como passageiros integrantes da SEMAD (Luiz Filipe) e FEAM (Alder).

Essa é mais uma das inúmeras ações que o Governo de Minas para monitorar e amenizar os efeitos que as enchentes trouxeram a comunidades ribeirinhas. As condições meteorológicas foram desfavoráveis, mas conseguiram “cobrir” uma área significativa, monitorando as barragens nessas localidades.

Fotos: Divulgação.

Águia 4 e bombeiros lutam pela vida nas praias do Guarujá

Mais um dia de trabalho para o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo durante a Operação Verão nas prais do Guarujá. O Águia 04 do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da PMESP, que apoia os bombeiros nesse período de férias, não parou, realizou diversos salvamentos de banhistas em situação de perigo. Tudo isso em apenas um dia de trabalho (03/12).

Os mais comuns são os salvamentos de banhistas puxados pelas correntes de retorno (correnteza). Muito comum no litoral paulista e responsável por grande parte dos afogamentos, por isso os guarda-vidas ficam atentos e qualquer um que estiver em local ou situação de risco não escapa dos olhos atentos dos bombeiros.

O trabalho começa cedo com patrulhamento concentrado nas praias da Enseada, Pitangueiras, Astúrias e Tombo. No caminho surge o primeiro salvamento do dia: um surfista, Carlos Rebelo, 34 anos, na praia da Enseada que se desprendeu de sua prancha e estava com dificuldades para nadar até a parte arenosa (zona de varrido), sendo vencido pelo mar. Os guarda-vidas, Cb Nery e Sd Cunha, que tripulavam a aeronave, foram lançados ao mar e realizaram o salvamento com uso do puçá.

O trabalho continua, o Águia 4 decola para apoio a 04 vítimas de afogamento pela praia do Tombo, mas sua ação não foi necessária, pois quando chegaram ao local as vítimas já haviam sido salvas pelos guarda-vidas da praia.

Prosseguindo o patrulhamento, na praia das Astúrias, onde pouco antes havia orientado várias pessoas em local de risco, é realizado mais um salvamento, dessa vez uma adolescente, N.S.T., 14 anos, que já estava sem forças e afundando no mar. Novamente são lançados os guarda-vidas ao mar: mais uma vítima salva.

Outra decolagem, dessa vez com destino a Bertioga. Feito o patrulhamento, o Águia 4 retorna e na praia da enseada se depara com outra situação de salvamento, onde um homem, mesmo com uma prancha de body board, não conseguia vencer a correnteza e solicitou o apoio da aeronave. Mais uma vez os guarda-vidas são lançados ao mar e realizam o salvamento sem o uso de puçá.

A aeronave retorna e assim que termina seu reabastecimento é novamente solicitada para apoiar buscas de um adolescente de 15 anos que se afogou e imergiu no mar, infelizmente não foi localizado pelos bombeiros. Na sequência, e sem perder o fôlego, o Águia 04 é novamente solicitado para apoiar salvamento na praia do Tombo, onde um surfista se desgarrou e ficou próximo às pedras, não conseguindo retornar.

Águia 4 no local e mais um salvamento com apoio do puçá, pois o surfista estava sendo lançado em direção às pedras. Esse salvamento foi realizado com o puça em duas etapas, primeiro retirando o Cb PM Nery (GV) e a vítima, e depois o Sd PM Cunha e o guarda-vida temporário da praia, pois o local era perigoso e estavam próximos das rochas.

No final do dia mais uma solicitação: apoiar novamente as buscas do adolescente de 15 anos, vítima de afogamento e que imergiu pela praia da Enseada. Em sobrevoo o mesmo não foi avistado.

Fim de mais um dia de trabalho dos tripulantes e bombeiros. Um dia recheado de angústias, riscos, alegrias, tristezas e perdas, mas, principalmente, com o sentimento de dever cumprido.

Confira as fotos dos salvamentos:

“Água no umbigo, sinal de perigo”

Texto: Eduardo Beni para o Piloto Policial.

GAM apoia operação para transplante de coração em criança no Distrito Federal

No dia 05/01, por volta das 14h, o Grupamento Aéreo e Marítimo da Polícia Militar do Rio de Janeiro foi solicitado para apoiar uma equipe médica da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do Distrito Federal, que estaria no Rio de Janeiro com a finalidade de captar um coração para ser transplantado para uma menina de um ano e oito meses em Brasília.

Às 19:15, hora local, os pilotos do GAM, na aeronave Fênix 01, decolaram da sua base em Niterói e pousaram no aeroporto Santos Dumont (SBRJ) onde encontraram com a equipe recém chegada de Brasília e os conduziram para o Hospital das Clínicas de Niterói (HCN).

Às 21:33h foram informados que a operação encontrava-se em fase final e retornaram para o heliponto do HCN, onde aguardaram o término da operação e preparação do órgão para o transporte, decolando do local às 22:30h transportando equipe e órgão para o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (SBGL-Galeão).

A partir do Galeão a equipe média e o órgão foram trasladados para Brasília por uma aeronave C 99 (ERJ 145) da Força Aérea Brasileira.

Toda a operação durou aproximadamente duas horas e trinta minutos, desde a chegada da equipe no HCN até o retorno e final da operação de transplante em Brasília.

O GAM/PMERJ apóia as ações da Central do Rio Transplante há mais de cinco anos, e essa é uma das missões que trazem grande orgulho aos integrantes desta unidade.

O Transplante

O transplante de coração entre os dois bebês foi realizado com sucesso na madrugada desta sexta-feira (06/01) no Distrito Federal, de acordo com o Instituto de Cardiologia (ICDF).

O procedimento teve início por volta de 0:30h e terminou às 3:30h. “A cirurgia foi rápida, e a criança está estável. Não houve nenhuma intercorrência”, comemorou a coordenadora clínica de Transplante Cardíaco Pediátrico do ICDF, Dra. Cristina Camargo Afiune.

O bebê de 1 ano e 8 meses recebeu o coração de uma criança de 1 ano e 9 meses, que teve morte cerebral no Hospital das Clínicas de Niterói, no Rio de Janeiro. A menina que recebeu o órgão tem uma doença chamada miocardiopatia dilatada. O coração incha e perde a capacidade de bombear adequadamente o sangue para outras partes do corpo. A doença é rara, pode ser congênita ou transmitida por um vírus.

Fila de transplante

Segunda a Dra. Cristina Camargo Afiune, o bebê que ganhou um novo coração estava na fila do transplante há dois meses. “Desde julho do ano passado estávamos tratando com medicamentos, mas não estava funcionando. Infelizmente, muitas crianças morrem na fila de espera por um órgão”.

Clique e confira matéria do Jornal Nacional

Fonte: Piloto Policial / G1 / JN / JH.

Helibras inicia nacionalização do EC 725

A Toyo Matic, empresa brasileira especializada em usinagem de peças complexas, produziu a primeira peça crítica do helicóptero EC 725, versão mais recente da família Super Puma/Cougar, que será fabricado no Brasil para as Forças Armadas Brasileiras. Trata-se do punho que segura as pás na cabeça do rotor do helicóptero, feito em material de titânio.

O desenvolvimento da peça no Brasil, segundo o presidente da Helibras, Eduardo Marson, marca o início do processo de nacionalização gradual do helicóptero, que prevê 50% de conteúdo nacional até 2020. “A Eurocopter, empresa do grupo controlador da Helibras, está transferindo tecnologia e capacitação ainda não disponíveis no mercado brasileiro, em áreas como materiais estruturais compostos, sistemas aviônicos e integração dos sistemas de armamento do helicóptero”, informou. O desenvolvimento da primeira peça levou dois anos, e contou com o suporte técnico da Eurocopter.

Outra empresa que integra o processo de absorção de tecnologia do EC 725, a Inbra Aerospace, de Mauá (SP), está desenvolvendo a parte de capôs e carenagens do cone de cauda e estrutura intermediária em material composto. Em São José dos Campos, a Akaer foi selecionada para fazer projetos de engenharia na integração e instalação de sistemas mecânicos e elétricos do helicóptero.

O presidente da Helibras diz que a seleção das empresas parceiras locais ainda não está concluída e destaca que o processo não se aplica apenas ao EC 725. “Nosso objetivo é integrar os fornecedores locais à cadeia global de fornecimento da Eurocopter”. Até o momento, 14 empresas brasileiras já se integraram ao projeto do EC 725 e participarão do fornecimento de mais de 150 partes e peças da aeronave.

Dos 50 helicópteros contratados, três foram entregues em dezembro de 2010. O quarto helicóptero, que chegou na semana passada ao Brasil, será utilizado como plataforma de integração de sistemas e desenvolvimento das versões operacionais, a cargo da Helibras. A empresa também recebeu o conjunto de partes e peças do helicóptero de número 17, que irá inaugurar a linha de produção do modelo EC 725, em Itajubá (MG).

Nos últimos 12 meses, a Helibras contratou mais de 50 engenheiros para trabalhar no desenvolvimento da engenharia de integração de sistemas dos novos helicópteros. Segundo Marson, cerca de 100 engenheiros e técnicos deverão ser treinados nas instalações da Eurocopter na França em 2012.

A Helibras também vem tentando acelerar o crescimento dos cursos universitários e técnicos de aeronáutica e tecnologia aeroespacial no Brasil, fundamental para viabilizar o processo de transferência tecnológica em helicópteros. Em outubro, entidades federais e mineiras de fomento e pesquisa assinaram convênio para o financiamento do projeto de um Centro de Tecnologia de Helicópteros (CTH) em Itajubá.

A Helibras também está duplicando sua fábrica de Itajubá e contratando novos funcionários. Nos últimos dois anos, o quadro de empregados aumentou de 290 para 600 e a previsão é que atinja 1000 até 2015. Segundo Marson isso é fundamental para cumprir os programas como o da modernização dos modelos Pantera e Esquilo do Exército, e para o crescimento da oferta de serviços em todas as regiões do Brasil. Na semana passada a FAB assinou contrato de suporte logístico da frota de EC 725 para as Forças Armadas, a avaliado em R$ 149 milhões.

Previstas para serem entregue no próximo mês, as novas instalações de fabricação dos EC 725 tiveram investimento de R$ 420 milhões. O contrato dos 50 helicópteros das Forças Armadas está avaliado em € 1,8 bilhão.

O prédio do banco de testes, um dos principais para o início das operações do novo complexo, está pronto e vai permitir criar um polo de manutenção, reparo e revisão completa de helicópteros no Brasil. “Também estamos ampliando a área de serviços e suporte ao cliente, que já responde por 27% da receita. Nosso objetivo é que esse segmento represente 50% dentro de três anos”.

A Helibrás quer aproveitar sua nova capacidade de produção para fornecer o EC 225, uma versão civil do EC 725, para os mercados offshore regional e de segurança pública. “A Helibras vai se tornar uma exportadora estratégica na América Latina e outros países onde o Brasil possui vantagens geopolíticas e econômicas, vendendo produtos e serviços a preços melhores do que os que a Eurocopter poderia conseguir”, afirmou.

A Helibras fechou o ano com entrega de 33 aeronaves e 35 vendidas. Em 2010, as entregas somaram 42. A diferença para este ano, segundo Marson, se deve ao efeito pós-crise, que provocou um acúmulo de demanda reprimida. A Helibras lidera o mercado brasileiro de helicópteros a turbina, com participação de 53% e mais de 550 aeronaves em operação no país.

Fonte: Por Virgínia Silveira, para o Valor, de São José dos Campos.

Helicóptero da PM é usado na detenção de três assaltantes, em Vitória

Espírito Santo – Numa ação rápida, policiais militares da 4ª Companhia do 1º Batalhão prenderam na tarde desta quinta-feira (5) três homens que assaltaram uma loja de gesso e sequestraram uma funcionária do estabelecimento localizado no Bairro Jabour, em Vitória. Um helicóptero da Polícia Militar também foi utilizado na perseguição e localização dos três suspeitos.

Com os detidos foram apreendidos uma espingarda calibre 22 e um revólver calibre 38. Além das armas, a PM também apreendeu um notebook, vários aparelhos celulares, relógios e dinheiro. Os três assaltantes chegaram ao local do roubo num carro de placa clonada.

Ao perceberem a chegada dos policiais militares do 1º BPM o trio sequestrou uma funcionária da loja e roubou um carro, que foi utilizado na fuga. Perseguidos pelos PMs, os assaltantes deixaram o veículo e a mulher numa rua próxima ao estabelecimento comercial. Os policiais militares perseguiram os acusados e os três acabaram sendo presos e encaminhados ao DPJ da Capital.

Fonte: Polícia Militar do Espírito Santo, foto Ilustrativa.

Bombeiro 05 do Grupamento de Operações Aéreas do RJ realiza transporte neonatal de gêmeos

Rio de Janeiro – O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro realizou na manhã de quinta-feira (4) mais um transporte inter-hospitalar neonatal.

Foram transportados através do helicóptero “Bombeiro 05” dois recém-nascido gêmeos da Cidade de Angra dos Reis para Barra Mansa. O transporte foi necessário para fornecer maiores condições de sobrevida aos bebês de apenas 4 dias, pois necessitavam de cuidados especiais.

Esse serviço prestado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro através do GOA vem crescendo a cada dia e contribui de maneira eficaz para o declínio da mortalidade infantil no Estado do Rio de Janeiro.

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Comunicação no transporte aeromédico: Garantia de um trabalho seguro e eficiente

ANTÔNIO AURÉLIO LINS LEAL

FÁBIO LAURINDO

GABRIELA SCHWEITZER

RESUMO: O principal objetivo deste estudo é ampliar o conhecimento sobre a comunicação no transporte aeromédico, destacando formas de como garantir a segurança e a eficiência desta atividade através da utilização de equipamentos confiáveis e que garantam a perfeita integração das tripulações. Abordam-se desde as formas e métodos de comunicação aeronáutica, tipos de equipamentos, fraseologias empregadas até novos dispositivos nesta atividade. Por ser uma área bastante recente, e de pouca produção científica, sugerem-se cada vez mais pesquisas voltadas para o aprimoramento das comunicações durante os transportes aeromédicos.

PALAVRAS CHAVES: comunicação, resgate aéreo, medicina aeroespacial.

1. INTRODUÇÃO

A atividade de transportar pessoas feridas ou enfermas por via aérea data de 1870, durante a Guerra Franco Prussiana, onde foram relatados os primeiros casos de transporte aeromédico, na qual 160 feridos foram resgatados por balões de ar quente (GALLETTI Jr., 2010).

 Na Primeira Guerra Mundial foram utilizados aviões rudimentares, mas só em casos extremos. Somente em 1946 é que começava o uso do helicóptero para a função de transportar os feridos da guerra e esses eram conduzidos pelo lado de fora da aeronave acoplados às esquis da mesma (GALLETTI Jr., 2010).

Neste tempo tão remoto não poderíamos esperar muito de como era realizada a comunicação. De maneira muito simples, a comunicação era realizada mais de formal visual, com a utilização de bandeiras. O piloto, por sua vez, apenas conseguia os dados sobre o paciente e local de pouso, por exemplo, somente no período que antecedia ao vôo (GALLETTI Jr., 2010).

A comunicação começou desde a pré-história em que os primeiros seres humanos começaram se comunicar através de pinturas rupestres, de gestos e tornou-se uma evolução que não pára e está em constante aprimoramento. A comunicação pode ser entendida como o intercambio de informações entre sujeitos, objetos e se desenvolve em diversos campos. Em todos os casos, o ser humano passou a fazer uso de utensílios que passaram a auxiliar e a potencializar o processo de produção, envio e recepção das mensagens. A tecnologia passou a fazer parte da comunicação humana, assim como, passou a participar da maioria das atividades desenvolvidas pela humanidade ao longo do seu desenvolvimento, como no transporte aeromédico (LOMBARDI, 2010).

Com base nestas informações, o presente estudo tem como objetivo ampliar o conhecimento através da apreciação de literatura disponível acerca da comunicação no transporte aeromédico, destacando como garantir a segurança e eficiência nessa atividade.

2. MÉTODOS DE COMUNICAÇÕES AERONÁUTICAS

Os componentes básicos da comunicação são: o emissor, o receptor, a mensagem, o canal de propagação, o meio de comunicação, a resposta (feedback) e o ambiente onde o processo comunicativo se realiza. Com relação ao ambiente, o processo de comunicação sofre interferência do ruído e a interpretação e compreensão da mensagem está subordinada ao repertório. Quanto à forma, a comunicação pode ser comunicação verbal, não-verbal e mediada (processo de comunicação em que está envolvido algum tipo de aparato técnico, como rádio/celulares que intermedia os locutores) (QUEIROZ, 2008).

A comunicação aeronáutica é realizada principalmente por telecomunicação. As telecomunicações dizem respeito às distintas tecnologias de comunicação à distância (do prefixo grego tele – distante) como a telegrafia, telefonia, radiodifusão, teledifusão e internet entre outras, envolvendo transmissão de áudio (som), vídeo (imagens) e dados. Em telecomunicação, o termo comunicação tem os seguintes significados:

  1. Transferência de informação, entre usuários ou processos, de acordo com convenções estabelecidas entre uma ou várias pessoas ou máquinas em que cada qual pode ser “emissor” e “receptor” respectivamente, processo que geralmente pode “retroalimentar-se” pela relação entre eles (ICA 102-6, 1999).
  2. A área da tecnologia à qual concerne a representação, transferência, interpretação e processo de dados entre pessoas, lugares e máquinas (ICA 102-6, 1999).

Desta forma, a telecomunicação é entendida como toda transmissão, emissão ou recepção de símbolos, sinais escritos, imagens, sons ou informação de qualquer natureza, por fio, rádio, meios visuais ou outros sistemas eletromagnéticos (ICA 102-6, 1999).

Nas transmissões aeronáuticas podem-se citar alguns tipos de radiocomunicação como, por exemplo:

  1. Cotejo: procedimento pelo qual a estação receptora repete uma mensagem recebida ou uma parte apropriada da mesma à estação transmissora, com o fim de obter confirmação de que a recepção foi correta;
  2. Comunicação aeroterrestre: Comunicação em ambos os sentidos entre aeronaves e as estações ou pontos situados na superfície da Terra;
  3. Comunicação de ar para terra: Comunicação num só sentido, das aeronaves às estações ou pontos situados na superfície da Terra;
  4. Comunicação de terra para ar: Comunicação num só sentido, das estações ou pontos situados na superfície da Terra para as aeronaves;
  5. Comunicação interpiloto ou ar-ar: Comunicação em ambos os sentidos por um canal ar-ar designado para que, em vôos sobre áreas remotas e oceânicas, as aeronaves que estão fora de alcance de estações terrestres Very High Frequency (VHF) possam intercambiar informações operacionais necessárias e para facilitar a resolução de dificuldades operacionais (ICA 102-6 JAN 99).

Esses tipos citados são meios muito usados na atualidade nos principais tipos de aeronaves utilizadas no transporte de enfermos no Brasil e no mundo.

3. DESCRIÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE RADIOCOMUNICAÇÃO

Para estabelecer comunicação entre as aeronaves e controle de tráfego aéreo e demais aeronaves é necessário a utilização de equipamentos de rádio aeronáuticos a bordo das aeronaves, que são:

Estação de Aeronave: Estação móvel do serviço móvel aeronáutico localizada a bordo de uma aeronave que não seja estação de embarcação ou dispositivo de salvamento (ICA 102-6, 1999).

Radio transceptor aeronáutico: Equipamento rádio homologado para a operação aeronáutica, capaz de efetuar transmissão e recepção na faixa de freqüência da aviação (118,00 MHz a 136,00 MHz), possibilitando a comunicação entre a aeronave, os órgãos de controle de tráfego aéreo e demais aeronaves.

Para mostrar a real importância da comunicação aeronáutica, a Instrução do Comando da Aeronáutica 100-12 de 2006, refere no item 11.7.5, que é vedada a operação de aeronaves sem equipamento rádio ou com este inoperante em aeródromos providos de AFIS (Serviço de Informação de vôo de Aeródromo), exceto nos casos seguintes, mediante prévia coordenação, e em horários que não causem prejuízo ao tráfego do aeródromo:

  1. Vôo de translado de aeronaves sem rádio;
  2. Vôo de aeronaves agrícolas sem rádio; e
  3. Vôo de planadores e de aeronaves sem rádio pertencentes a aeroclubes sediados nesses aeródromos.

Desta maneira, como as aeronaves aeromédicas não se enquadram nas categorias descritas acima, reforça-se a necessidade da comunicação constante.

4. EQUIPAMENTO DE RÁDIOS PARA COMUNICAÇÃO ENTRE AS AERONAVES E OS ÓRGÃOS DE SEGURANÇA PÚBLICA

Para realização de missão de transporte aeromédico, a aeronave envolvida nesta atividade deverá possuir equipamento de rádio que possibilite manter contato com os diversos Órgãos de Segurança Pública e de Defesa Civil. Além de rádios, a aeronave deve possuir fones que possibilitem o perfeito entendimento entre a tripulação (em vôo) e também servem como equipamento de proteção individual, devido ao ruído dos motores das aeronaves.

Estes equipamentos devem abranger uma gama de freqüência compatível com os sistemas empregados pelas corporações envolvidas e devem possibilitar a programação direta (manualmente, por qualquer integrante da tripulação) destas freqüências, de forma rápida e fácil, dando condições de estabelecer comunicação com sistemas “seguros”, que operem com SUB-TOM Analógico e Digital, ou ainda, na forma Simplex ou Duplex e que sejam compatíveis com sistemas mais modernos de comunicação, utilizados em Segurança Pública (Sistema Trunking ou Tetrapol) (MORAZA et al, 2008).

Como exemplos, podemos citar os seguintes rádios aeronáuticos: NAT 138 NPX e o Wulfsberg RT5000, conforme as figuras abaixo.

Figura 1: Rádio Aeronáutico NAT 138 NPX:

Figura 2: Rádio Aeronáutico Wulfsberg RT5000:

Estes equipamentos possuem as seguintes vantagens: são equipamentos homologados para uso aeronáutico e de fácil manuseio (NAT >RT5000); permitem a programação de freqüências manualmente; possuem uma ampla gama de Freqüências (RT5000>NAT); possuem muitos canais de memória (>100 canais de memória); possuem SCAN de memória; possibilitam transmissões simultâneas em até cinco canais (RT5000) e também consegue diferenciar canais como prioritários; permitem operar com dois canais simultaneamente e realizar transmissões e recepções claras e sem ruídos.

Como desvantagens pode-se citar o seu custo elevado para aquisição e manuais deoperação em língua estrangeira, o que dificulta o investimento por tal equipamento.

5. EQUIPAMENTO DE RÁDIO HT PARA COMUNICAÇÃO ENTRE COMPONENTES DAS EQUIPES (TRIPULAÇÕES)

O rádio hand talk (HT) é um rádio transceptor móvel, podendo ser utilizado por qualquer integrante de uma equipe, garantindo a comunicação entre os componentes das tripulações, permitindo o perfeito entendimento das informações, possibilitando o desenvolvimento da atividade de forma segura e eficiente em toda a missão (MOTOROLA, 2010).

Existem vários equipamentos rádio HT disponíveis no mercado. Os pré-programáveis constituem os utilizados em larga escala. Possuem, em sua maioria, de cindo a dez canais disponíveis para a programação de freqüências (MOTOROLA, 2010).

Para maior facilidade de utilização e possibilidade de comunicação com os diversos Órgãos de Segurança Pública e de Defesa Civil, recomenda-se o uso de um equipamento programável manualmente, capaz de abranger uma gama de freqüências muito ampla, permitindo estabelecer os contatos necessários diretamente. Como exemplo pode-se citar: HT Motorola, Icom, Vertex, Yaesu, etc.

Por isso é importante destacar que o rádio HT é largamente utilizado por todos tripulantes de aeronaves de transporte aeromédico, devido sua facilidade de manuseio, por não necessitar de um treinamento especial para o seu uso e também pela rapidez e facilidade nas comunicações durante o transporte.

6. TELEFONES CELULARES PARA A COMUNICAÇÃO DAS EQUIPES DE TRANSPORTE AEROMÉDICO (TRIPULAÇÕES)

Nos dias atuais, com a criação da telefonia móvel, fazemos uso destes dispositivos nas diversas atividades do nosso dia-a-dia.  No transporte aeromédico não é diferente, o telefone celular ajuda, em muito, na tomada de informações, sendo primordial em locais, onde, a comunicação rádio se torna difícil devido a distância ou condições do relevo. Pode-se fazer uso deste dispositivo mesmo em vôo, facilitando coordenações com as centrais de regulação e acelerando procedimentos.

Para a perfeita utilização deste equipamento em vôo, faz-se necessária utilização de “periféricos”, ou os chamados assessórios como os fones e cabos de conexão, que garantam a qualidade da comunicação. Além da comunicação via telefonia celular, os aparelhos mais modernos podem enviar e receber mensagens de texto e podem ser reconhecidos por dispositivos através do Bluetooth.

Esse tipo de recurso é amplamente usado pela equipe aeromédica em especial para a constante comunicação com a coordenação de vôo, também com os hospitais a que irão se destinar os pacientes aeroremovidos, bem como para troca de informações com os pilotos quando a equipe encontra-se fora dos arredores da aeronave.

7. FONES DAS AERONAVES PARA CONVERSAÇÃO INTERNA E EXTERNA

Ambientes aeronáuticos são locais de alta incidência de ruído. Para minimizar os efeitos maléficos ao nosso organismo, utilizamos protetores auriculares como forma de prevenção, como previsto na NR15, na sua última atualização em 2008, na qual trata das atividades em ambiente insalubres (BRASIL, 2008).

Voando em aviões ou helicópteros empenhados em missões de transporte aeromédico, fazemos uso constante dos fones das aeronaves, que garantem, ao mesmo tempo, o perfeito entendimento das conversações internas e externas, proporcionando conforto ao usuário, além de funcionar como equipamento de proteção individual (EPI), pois garantem a redução de até 25dB (DAVIDCLARK, 2010).

Existe uma grande variedade de fones, que podem ser utilizados nas aeronaves (aviões e helicópteros). Para melhorar desempenho das atividades do transporte aeromédico, sugere-se nas literaturas encontradas a utilização de um equipamento que permita a perfeita recepção das transmissões, fazendo com que o usuário entenda a mensagem com clareza e ao mesmo tempo transmita sua comunicação sem interferências ou ruídos, provenientes dos ambientes aeronáuticos ou de qualquer forte diversa (MORAZA et al, 2008).

O equipamento capaz de realizar a recepção, transmissão com clareza e sem ruídos é o fone com microfone de garganta (laringofone). Este dispositivo está disponível nos mais diversos modelos e de vários fabricantes, como exemplo: David Clark, American Eagle, Peltor, Telx, Bose, etc (DAVIDCLARK, 2010).

8. O EMPREGO DA COMUNICAÇÃO AERONÁUTICA

A comunicação nesse tipo de serviço pode ser feita internamente, entre os componentes da tripulação, fazendo-se uso de fones da aeronave que possibilita um entrosamento de toda a equipe ou externamente, possibilitando a comunicação da tripulação com os demais órgãos ligados ao serviço de transporte aeromédico, como Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, etc.

O emprego da comunicação aeronáutica de forma eficiente proporciona o entendimento das informações ou necessidades importantes para o resgate e transporte de enfermos. Estas informações podem ser: local da ocorrência, gravidade dos ferimentos, número de vítimas, necessidades de recursos adicionais, hospital de destino do paciente e quadro clínico do paciente. Como necessidades destacam-se: auxílio de sinalização na área de pouso, veículos de apoio, local de pouso, equipamentos de resgate e de suporte avançado de vida, tempo estimado para pouso no hospital de destino e necessidade de apoio da equipe médica para recebimento do paciente no heliponto do hospital (MORAZA et al, 2008).

Como descrito acima, as comunicações internas possibilitam uma melhor organização do trabalho das tripulações das aeronaves. São muito importantes, pois garantem a segurança, permitem apoio de navegação e asseguram o cuidado do paciente (MORAZA et al, 2008).

Para que tenhamos maior clareza na transmissão de informações podemos contar com as fraseologias empregadas na comunicação rádio. Estas se constituem de procedimentos estabelecidos com o objetivo de assegurar a uniformidade das comunicações radiotelefônicas, reduzirem ao mínimo o tempo de transmissão das mensagens e proporcionar autorizações claras e concisas (ICA 100-12, 2006).

De acordo com as recomendações da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), na definição das palavras e expressões da fraseologia foram adotados os seguintes princípios:

  1. Utilizam-se palavras e expressões que possam garantir melhor compreensão nas transmissões radiotelefônicas;
  2. Evitam-se palavras e expressões cujas pronúncias possam causar interpretações diversas; e
  3. Na fraseologia inglesa utilizam-se, preferencialmente, palavras de origem no latin (ICA 100-12, 2006).

O padrão mais utilizado de comunicação radiotelefônica que temos observado são o Alfabeto Fonético e o Código “Q” ambos de padrão internacional.

Quadro 1: Alfabeto Fonético (letras)

A – AlfaF – FoxtrotK – KiloP – PapaU – UniformZ – Zulu
B – BravoG – GolfL – LimaQ -QuebecV – Victor
C – CharlieH – HotelM – MikeR – RomeoW -Whisky
D – DeltaI – ÍndiaN -NovemberS – SierraX – X-ray
E – EchoJ – JuliettO – OscarT – TangoY – Yankee


Fonte: 
http://ivaobr.com.br/home/treino/downloads/fraseologia.pdf

Quadro 2: Alfabeto Fonético (algarismos)

0 = zero1 = uno2 = dois3 = três4 = quatro
5 = cinco6 = seis7 = sete8 = oito9 = nove

Fonte: http://ivaobr.com.br/home/treino/downloads/fraseologia.pdf

Quadro 3: Código “Q”

QAP – na escutaQAR – desligarQRN – interferênciaQRA – nome  operadorQRL – estou ocupado
QRM – interferência humanaQRQ – transmita devagarQRS – transmita rápidoQRT – fora do arQRU – tem algo pra mim
QRV – as suas ordensQRX – aguardeQRZ – fale quem chamouQSA – como esta recebendoQSL – entendido
QSM – esta ouvindoQSO – aviso/comunicadoQSP – fazer ponteQTC – mensagemQTH – endereço
QTR – horário exatoQTU – horárioQTA – última formaQSV – viaturaTKS – obrigado

Fonte: http://www.radio-motorola.com.br/codigo_q.htm

Por isso é importante esta padronização internacional utilizada nas transmissões via radio, pois qualquer integrante da equipe pode fazer uso, sem necessidade de curso especifico, bastando apenas conhecer o alfabeto fonético e o código Q facilitando nas comunicações.

9. NOVOS DISPOSITIVOS PERIFÉRICOS QUE OTIMIZAM A COMUNICAÇÃO NO TRANSPORTE AEROMÉDICO

Com o intuito de otimizar a comunicação da tripulação do transporte aeromédico, tornando a atividade mais segura e eficiente, sugerimos a utilização de alguns dispositivos periféricos que possibilitam a contínua conversação entre os componentes das tripulações, em qualquer em vôo, permitindo entendimento perfeito das mensagens a qualquer instante, dentro ou fora da aeronave, mesmo em ambiente com ruído dos motores, tráfego intenso dos grandes centros ou para a utilização do telefone celular nestes ambientes. Como dispositivos periféricos, podemos citar:

1. Laringofone: É um microfone de garganta, também conhecido como laryngophone. É um tipo de microfone que capta o som diretamente através de sensores em contato com a vibração das cordas vocais. Ele é capaz de transmitir a fala em ambientes barulhentos, como em uma moto ou em uma aeronave, onde outros tipos de microfones não funcionam bem porque a transmissão seria abafada pelo ruído de fundo. Este tipo de microfone é também capaz de captar sussurros e funciona bem em um ambiente onde se tem que manter a calma durante a comunicação com os outros à distância, como durante uma operação militar. Microfones de garganta foram amplamente utilizados desde a II Guerra Mundial, onde foram utilizados em  aeronaves e tripulações de tanques alemães (PELTOR, 2010)

Novos designs de elemento único são disponíveis, que tornam o microfone de garganta muito mais confortável de usar do que as unidades anteriores. Além disso, esta geração de microfones de garganta fornece melhores resultados para acomodar uma ampla variedade de dispositivos de comunicação, tais como rádios portáteis digitais, analógicos, Tetra e telefones celulares (PELTOR, 2010).

Laringofones também são muito úteis em ambientes barulhentos além de indispensáveis quando é necessária proteção respiratória.  O microfone de garganta pode ser usado com segurança, pois fica posicionado fora da vedação da máscara facial e como tal, não compromete a proteção respiratória fornecidos pela máscara (PELTOR, 2010).

Figura 3: Laringofone

2. Radio Adapter (conexão para fone da aeronave e rádio HT): Para fazer uso do HT em conjunto com o fone da aeronave, utilizamos uma conexão, que possibilita a perfeita recepção e transmissão de mensagens, possibilitando estabelecer comunicação confiável a todo instante, além de proteger o usuário do ruído ao seu redor. É um equipamento de fácil manuseio e baixo custo de aquisição (DAVID CLARK, 2010).

Figura 4: Radio Adapter

3. Conexão para utilização do telefone celular com o fone da aeronave: Para fazer uso do telefone celular no ambiente aeronáutico, é necessária a utilização de uma conexão que permita a interface entre o fone da aeronave e o aparelho celular propriamente dito. Esta conexão pode ser feita através de um cabo de conexão com plug compatível ao modelo do celular, ou através de bluetooth, se o aparelho celular possuir esta tecnologia de comunicação (BLULINK, 2010).

Figura 5: Adaptador Fone-Telefone Celular

De qualquer forma, com a utilização de qualquer destes dispositivos, a comunicação será clara e segura, sem a presença de ruídos, permitindo uma perfeita compreensão das mensagens, tornando a missão de transporte aeromédico mais eficiente.

10. CONCLUSÃO

O presente estudo mostra a grande variedade das formas e métodos de comunicações existentes no meio aeronáutico, de modo a possibilitar uma facilidade na transmissão das informações, garantindo a segurança e a eficiência do transporte aeromédico.

Este artigo baseou-se em grande parte na experiência profissional dos autores, visto que é uma área bastante recente, e de pouca produção científica, o que culmina com a necessidade de mais pesquisas voltadas para a melhoria das comunicações durante os transportes aeromédicos.

Apesar de todo o avanço tecnológico existente nos dias de hoje, ainda temos um longo caminho a percorrer, tanto no acompanhamento das novidades disponíveis, como no repasse das informações para as equipes de saúde. Estas, compostas de médicos e enfermeiros, na grande maioria, não estão familiarizadas com estes procedimentos de comunicação, o que requer que as instituições onde trabalham invistam constantemente em treinamentos e capacitações, visando sempre o aprimoramento desta atividade que está cada vez mais em expansão em nosso país.

11. REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Defesa, Comando da Aeronáutica. Instrução do Comando da Aeronáutica 102-6: Telecomunicações. Brasília: Ministério da Defesa, 1999.

Ministério da Defesa, Comando da Aeronáutica. Instrução do Comando da Aeronáutica 100-12: Regras do ar e serviços de tráfego aéreo. Brasília: Ministério da Defesa, 2006.

Norma Reguladora 15 – NR 15: Atividades e operações insalubres. Atualizada emPortaria SIT n.º 43, de 11 de março de 2008.

BLULINK. Disponível em: <http://www.pilotblulink.com>. Acessado em 26 de agosto de 2010.

COBHAM. Disponível em: <http://www.cobham.com>. Acessado em 06 de setembro de 2010.

DAVID CLARK. Disponível em: <http://www.davidclark.com>. Acessado em 03 de agosto de 2010.

GALLETTI Jr., C. A. As origens do resgate aeromédico e como surgiu em São Paulo. Disponível em: <http://www.pilotopolicial/?P=8477>. Acessado em 28 junho de 2010.

INTERNATIONAL VIRTUAL AVIATION ORGANIZATION – Divisão Brasileira.Disponível em: <http://ivaobr.com.br/home/treino/downloads/fraseologia.pdf>. Acessado em 05 de agosto de 2010.

LOMBARDI, M. A. A importância da comunicação. Disponível em:<http://www.ceismael.com.br/oratoria/Importancia-da-comunicacao.htm>. Acessado em 10 de setembro de 2010.

MORAZA, A.S. et al, Comunicaciones internas y externas: interfonía, navegación y radio. In: MORAZA, A.S. AYUSO, D.F. Manual de helitransporte sanitario. Barcelona: Elsevier; 2008.

MOTOROLA. Disponível em: < http://www.radio-motorola.com.br/codigo_q.htm>. Acessado em 02 de agosto de 2010.

PELTOR. Disponível em: <http://www.peltor.com>. Acessado em 06 de setembro de 2010.

QUEIROZ, R. Elementos básicos da comunicação humana. Recanto das Letras, artigo de 2008. Disponível em: <http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/934772>. Acessado em 11 de setembro de 2010.

12. AUTORES

ANTÔNIO AURÉLIO LINS LEAL – Aluno da pós-graduação em Transporte Aeromédico UNIP-PR. Engenheiro Civil pela UFPA. Piloto de helicóptero de resgate do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF/SC). Rua Alvaro Mullen da Silveira, nº 104, Centro, Florianópolis – SC – Brasil.

FÁBIO LAURINDO – Aluno da pós-graduação em Transporte Aeromédico UNIP-PR. Enfermeiro pela UNISUL. Pós-graduado em Auditoria de Enfermagem pela UNIVILLE.

GABRIELA SCHWEITZER – Orientadora do estudo. Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PEN) da UFSC. Especialista em Terapia Intensiva pelo Centro Universitário São Camilo-Sul. Enfermeira do Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC). Enfermeira das unidades de suporte avançado de vida Terrestre e Aérea do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU/SC). Membro do Grupo de Estudos às Pessoas em Situações Agudas de Saúde GEASS/PEN/UFSC.

Publicado originalmente do site AviaçãoPRF

Chinês AC313 recebe certificação

O AC313 Avicopter (AVIC) foi certificada pela Autoridade de Aviação Civil da China (CAAC), abrindo o caminho para a introdução da aeronave para serviço operacional com operadores civis na China.

Na emissão da certificação em 05 de janeiro para o helicóptero de 13.8 toneladas, as autoridades disseram que o AC313 atende aos regulamentos em conformidade com os requisitos da CCAR-29R1, permitindo a aeronave desempenhar um papel em operações de desastres, busca e salvamento, prevenção de incêndios florestais e operações offshore e pode operar em condições adversas a uma distância máxima de 560 milhas (900 km) e em altitudes de quase 28.000 pés (8.500 metros). Pode transportar até 5 toneladas de carga externa junto com 27 passageiros ou 15 feridos em macas.

Detalhes liberados pela Agência de Notícias Xinhua disse que o AC313 passou por um rigoroso regime de aeronavegabilidade para teste de certificação, incluindo 200 horas de testes de voo com uma ênfase particular sobre o desempenho em grande altitude, com vôos no Tibete e até o acampamento na base do Everest.

AVIC disse que também pretende candidatar-se a EUA e da Europa de certificação para permitir as vendas externas, mas não disse quando isso será feito.

O desenvolvimento do tipo tomou quatro anos, e os relatórios sugerem que os operadores chineses encomendaram cerca de 32 AC313. O tipo é alimentado por três motores Pratt & Whitney Canadense PT6B-67A e apesar de ser saudado como um projeto de indígenas, a aeronave tem uma forte semelhança com o SA 321 – Super Frelon Aerospatiale, exemplos dos quais foram exportados para a China no final de 1970, pois a China comprou 13 helicópteros da francesa nessa época e pelo menos um teria sido desmontado para estudo e engenharia reversa.

Fonte: Shephard e Associated Press.

CAA e BOA realizam operação conjunta em apoio às calamidades em Brumadinho/MG

Minas Gerais – A Coordenação de Apoio Aéreo (CAA) da Polícia Civil e o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais realizaram, conjuntamente, operação de defesa civil, na região metropolitana de Belo Horizonte, mais precisamente na cidade de Brumadinho e arredores, onde comunidades ficaram sem acesso por terra, desprovidas do mínimo necessário, como: água potável, leite para as crianças, roupas e alimentos em geral.

Estando com suas aeronaves empenhadas no Estado (Arcanjo 01 e 03), o Corpo de Bombeiros solicitou, em virtude de convênio firmado entre as instituições, o apoio da Polícia Civil, sendo necessária à utilização do helicóptero Carcará 02, com tripulação composta por Policiais Civis (Piloto Carlos Vítor e observador aéreo Vilmar) e Bombeiros Militares (Cap BM Pedro e Sgt BM Sílvia), em mais uma missão “Arcará”, Arcanjo e Carcará, onde a equipe priorizou a entrega de mantimentos para as comunidades isoladas.

“A cada operação realizada, percebo que nossos hangares estão cada vez mais em sintonia, visando sempre a realização de voos mais seguros”, disse Carlos Vítor Serra Teixeira, Inspetor de Investigadores, em exercício do CAA.

PRF teve auxílio de helicóptero na Operação Fim de Ano

EUNÁPOLIS – A Operação Fim de Ano, da Polícia Rodoviária Federal, teve um reforço importante. Um helicóptero foi empregado no patrulhamento de veículos nas BRs 101 e 367, na região de Eunápolis e Porto Seguro.

O comandante da aeronave da Divisão de Operações Aéreas da PRF, Zafenate Carvalho, informou ao RADAR64 que o trabalho, que se encerra nesta segunda-feira (02), foi produtivo. ‘O que foi visto, basicamente, foram ultrapassagens em locais proibidos. Visualizamos algumas infrações, que foram passadas aos colegas de terra’, afirma.

Mas, em algumas situações, quando o motorista infrator coloca em risco a segurança de outros usuários da rodovia, a tripulação é forçada a entrar em ação. Foi o caso de um condutor que estava fazendo uma série de ultrapassagens em locais proibidos no trecho de Itabela.

‘Nós fizemos a abordagem, com um voo um pouco mais baixo. Ele recebeu a sinalização para parar. O helicóptero efetuou o pouso às margens da rodovia. O motorista foi fiscalizado e conduzido ao posto e lá foram tomadas as providências’, frisa Zafenate.

O helicóptero da Polícia Rodoviária Federal faz o serviço de monitoramento e resgate de vítimas nas rodovias brasileiras. A aeronave tem os equipamentos necessários para o transporte das vítimas e é autorizado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

‘Basicamente nosso helicóptero funciona como uma plataforma de observação. Trata-se de uma viatura aérea, com alguns recursos a mais’, completa o comandante Zafenate.

‘A tripulação básica é o comandante, o copiloto, e o operador de voo. Aqui no extremo sul nós temos mais um policial a bordo, que conhece a região, justamente para nos auxiliar em algum deslocamento rápido e em locais críticos’, finaliza.

BRPAe de São José dos Campos deverá implantar o resgate aeromédico

A equipe do helicóptero Águia da Polícia Militar no Vale do Paraíba deve ganhar o reforço de médicos e enfermeiros para socorro de vítimas em estado grave. A implantação do projeto está em estudo pela Secretaria de Segurança Pública e pode começar a funcionar já em 2012. Hoje, o Águia só atua em acidentes quando o local é de difícil acesso para o resgate terrestre.

O resgate aeromédico já é realizado na capital e, desde julho de 2010, em Campinas como projeto piloto. A proposta, apresentada pelo secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, também visa credenciar uma rede de hospitais para onde as vítimas serão levadas após o atendimento. A ideia é que até 2014, todos os helicópteros Águia do Estado possuam a equipe especializada em atendimentos médicos. Segundo apurou O VALE, a região pode ser a primeira a receber o resgate.

Proposta

Hoje, o Águia possui duas funções principais na região: suporte aéreo a operações de prevenção da PM e resgate de vítimas em local de difícil acesso, principalmente, pessoas perdidas em matas.

O atendimento à pessoas feridas, no entanto, ocorre apenas em último plano. “Há casos em que uma ambulância não consegue chegar no local, então fazemos o resgate e levamos a um lugar onde a vítima pode ser atendida”, diz o major Sérgio Henrique Togashi Toma, comandante do Águia no Vale do Paraíba.

O grupo de resgate visa tornar o atendimento de emergência mais rápido. Um médico ou enfermeiro iria até a vítima, faria o primeiro socorro. O médico também faz um diagnóstico do ferimento e seleciona em uma rede de hospitais qual o melhor local para atender a vítima. “O levantamento dos hospitais está sendo feito pelo governo. É uma parceria. Mas precisamos ser muito cuidadosos, porque quando houver uma emergência, o hospital precisa ter condição de atender” diz.

Atendimento

Em 2011, até 15 de dezembro, o Águia resgatou 28 pessoas no Vale do Paraíba. Destes, 20 foram pessoas em áreas de risco e oito pessoas feridas em acidentes foram levadas para algum lugar para receber atendimento. No reforço à segurança, a aeronave ajudou na recuperação de 20 veículos, seis armas e 49 pessoas foram detidas.

O Águia no resgate

Como é hoje
Em caso de pessoas feridas, o Águia só age quando uma viatura de resgate terrestre não consegue chegar ao local. A vítima é levada a um local para receber os primeiros socorros

Como vai ficar
Com médico e enfermeiro, os atendimentos de urgência serão feitos em qualquer lugar. A vítima recebe os primeiros socorros do especialista.

Rede de atendimento
Será criada uma rede de hospitais. Na hora do atendimento, o médico escolhe o hospital mais adequado para a vítima receber o tratamento mais adequado para a situação.

Projeto piloto
O trabalho já é realizado na capital e em Campinas, onde houve o projeto piloto para que o atendimento fosse estendido para todo o Estado.

Andamento
Segundo apurou O VALE, a região deve ser a primeira entre as demais áreas do interior a receber o resgate.

Prazo
A Secretaria da Segurança Pública quer implantar o projeto em todo o Estado até 2014.

Velocidade é diferencial do resgate aéromédico

O exemplo de Campinas:

No primeiro ano de implantação do resgate aeromédico na região metropolitana de Campinas, que inclui 38 municípios, o Águia foi acionado para 221 ocorrências, sendo que dessas, realizou o atendimento médico em 183 e realizou o transporte de vítimas para hospitais de referência em 121 ocorrências. Segundo a corporação, uma outra vantagem trazida pelo resgate aeromédico é a possibilidade de transportar pessoas e/ou órgãos em casos de transplante urgente.

Na cidade, o programa foi implantado em 30 de junho de 2010 e, com isso, os médicos do Grau (Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências) de São Paulo passaram a trabalhar também na cidade de Campinas. O primeiro resgate aeromédico da região de Campinas aconteceu logo no dia da implantação, em Americana, após uma colisão de auto com um caminhão. O resgate chegou em quatro minutos e transportou a vítima para um hospital de referência.

Fonte: Piloto Policial e O Vale, por Filipe Rodrigues.

CIOPAer/AC resgata gestante na zona rural de Rio Branco

Na sexta-feira, 30 de dezembro, por volta das 12hs a tripulação do Centro Integrado de Operações Aéreas do Acre foi acionada para realizar um transporte aeromédico na zona rural de Rio Branco. Moradores do ramal Caipora, que fica localizado no Km 07 da estrada AC 90 (Transacreana), intervieram por uma jovem de 15 anos grávida que apresentava pressão alta, fortes dores de cabeça e vômito, caracterizando uma gestação de risco.

Há várias horas populares tentavam deslocar a garota pelo ramal em um carro, mas sem sucesso e diante da gravidade dos sintomas, resolveram ligar para o Ciosp, que acionou a aeronave Harpia 01. Em 10 minutos o helicóptero do Estado e sua tripulação preparada para os mais variados tipos de ocorrência, inclusive resgate, estava no local. “Essa ação foi muito importante para assegurar a vida da gestante que precisava urgente de atendimento”, falou o Comandante de aeronave Major Albuquerque. A garota foi encaminhada para a maternidade e deu a luz uma menina saudável.

Um fato curioso foi que enquanto os tripulantes do Ciopaer embarcavam a adolescente, a mãe dela, Maria Raimunda de Oliveira Lima, 43, dizia a família não teria condições de pagar pelo resgate. De imediato a tripulação informou que se tratava de um serviço do Estado e que era dever daqueles homens salvar a filha dela. A senhora agradeceu e o resgate prosseguiu até que a jovem estivesse fora de perigo.

Em 2011 foram atendidas pelo Ciopaer mais de 80 ocorrências de alto risco que, sem outro tipo de alternativa viável para realização, fatalmente resultariam em tragédias. “Em 2012 a população pode contar com a aeronave para atender nos caso mais críticos, pois estamos sempre em aperfeiçoamento para desenvolver nosso trabalho”, informou o mecânico de aeronaves Trolesi.

por Al SGT PM Barbosa Silva.

Polícia dos EUA quer usar “aviões-espiões” para caçar bandidos nas ruas

O repórter Rodrigo Bocardi pegou dez quilômetros de estrada de terra, passou por três porteiras e foi até uma área nos arredores de Los Angeles onde fica um campo de testes de aviões espiões. Do local, eles vão direto para as bases do Exército Americano. Os “drones” são aviões não tripulados, operados por controle-remoto. Os aviões em testes não carregam armas. São pequenos e usados apenas para monitorar, enxergar o que acontece a até 20 quilômetros de distância. E só podem ser usados pelas Forças Armadas.

Clique sobre a foto e confira a reportagem:

Essa tecnologia, usada bastante em guerra, se mostrou tão eficiente que agora fazendeiros, polícias e empresas petrolíferas também querem usar aviões-espiões para proteger as propriedades rurais, os campos de petróleo e para monitorar os conflitos nas grandes cidades.

Hoje, os policiais fazem pessoalmente essa espionagem. Só que às vezes os helicópteros não resistem às armas do inimigo e caem. E junto vai a vida de quem estava a bordo.

Em uma fábrica na Califórnia, surgiu uma ideia, bem mais barata e muito mais segura: um helicóptero-espião que voa a até um quilômetro de distância. Ele funcionaria assim: o ladrão abandona o carro e foge. Policial chega e, antes de invadir a casa ou de se arriscar no terreno desconhecido, ele coloca o avião-espião para voar. Em poucos segundos, é possível monitorar o ladrão. Vendo o inimigo, a polícia começa a negociação. E ao perceber que está visualmente dominado, o criminoso baixa a arma e se entrega.

O preço da brincadeira fica em US$ 40 mil, pouco mais de R$ 70 mil. Já um helicóptero-espião no tamanho normal custa US$ 1,7 milhão, mais de R$ 3 milhões. A polícia de Los Angeles acabou de comprar 12 unidades e agora está de olho no espião pequenininho.

Para o comandante Bob Osbourne, essa será uma saída barata para um policiamento mais eficiente.

Esse futuro ainda não virou presente porque há questões de segurança aérea pendentes. Como colocar esses aviões e helicópteros no ar controlados por civis sem provocar acidentes?

“Nós achamos que regras devem ser estabelecidas aqui nos Estados Unidos para que as pessoas operem esses pequenos aparelhos sem provocar nenhum risco à segurança dos passageiros que viajam nos grandes aviões”, diz o diretor da empresa fabricante do helicóptero-espião.

Ele lembra que essas pequenas aeronaves vão também poder carregar coisas. É por isso que o departamento que controla a aviação nos Estados Unidos já anunciou que em janeiro vai divulgar as regras para os não-tripulados.

O futuro já está previsto: teremos um novo tráfego aéreo e seremos muito mais vigiados.

Fonte: Fantástico.

Canetas de raio laser são usadas para cegar pilotos de aeronaves

“Brincadeira” afeta visão de pilotos durante pousos e decolagens. Código Penal prevê prisão para quem colocar aeronaves em perigo

Uma brincadeira de mau gosto pode acabar em tragédia. Canetinhas de laser, aquelas comuns em apresentações, estão sendo usadas para atrapalhar pousos e decolagens de aviões. O número de queixas de pilotos disparou em 2011.

A reportagem do Fantástico foi até São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, para acompanhar uma missão do helicóptero Águia da Polícia Militar para encontrar autores de pontos de luz como estes. Em apenas 25 minutos de voo, foram cinco raios em direção ao avião.

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Imagens mostram raios laser, vindos de canetinhas, iguais às de raio vermelho usadas em apresentações de empresas. Mas estas, de laser verde, são muito mais potentes: conseguem alcançar a cabine de um avião, a 400 metros de altura.

Em 2011, esse tipo de laser atrapalhou pelo menos 250 voos no país. Quatro vezes mais do que em 2010. Em Rio Preto, foram as queixas de pilotos que fizeram a polícia agir. O primeiro flagrante ocorreu apenas minutos após a decolagem. Com a ajuda de um holofote, os policiais tentam encontrar o autor. A surpresa: é uma criança.

“Olha, eu estava trabalhando lá no fundo, eu não vi. Os meninos estavam jantando até”, disse o morador após ser abordado. Dentro da casa, os meninos, de 11 anos, entregam a caneta de laser. A brincadeira é perigosa e capaz de prejudicar a visão dos pilotos. Em voos noturnos, o laser provoca um clarão inesperado na cabine.

“É a mesma sensação de estar num quarto escuro, olhar pra uma lâmpada, acender e apagar. Você vai ficar com aquele branco na tua frente assim, que você não consegue ter referencia com quase nada”, diz o piloto Marcelo Prado.

O piloto perde contato visual com o que está à frente. Um perigo principalmente no pouso, que exige atenção total do comandante. Em alguns casos, o resultado é uma manobra brusca. Aconteceu com um piloto de helicóptero em São Paulo.

“Eu já tive que procurar fugir da luz pra tentar não só manter minha acuidade visual como também fugir desse desconforto que ela causa”, revelou Rodrigo Duarte, presidente da Associação Brasileira dos Pilotos de Helicópteros.

Aviões comerciais de companhias aéreas também são alvo

A situação ficou tão grave que o centro de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos adaptou o procedimento de informar sobre pontos de luz para pilotos e copilotos. Um deles deve sempre manter o olhar no painel de controle.

“Um dos pilotos do voo concentrado nos instrumentos internos do avião, enquanto o outro piloto olha pra fora. De forma que os dois não sejam alvejados ao mesmo tempo”, afirmou Marcio Vieira de Mattos, major do Cenipa. Enquanto a tripulação precisa se virar para evitar acidentes, a febre do laser segue descontrolada pelo país. As canetas são vendidas livremente no Brasil, sem regulamentação. A reportagem encontrou o laser em cidades como São Paulo, Campo Grande e até dentro do Aeroporto de São José do Rio Preto.

Na internet, vídeos ensinam como aproveitar ao máximo a potência das canetinhas – ignorando seus riscos. E os riscos são muitos, mesmo à distância. “Um laser pointer desse verde tipicamente consegue percorrer de 3 a 4km na atmosfera sem perda significativa de potência”, explicou o físico Anderson Zanardi de Freitas, pesquisador do Ipen.

Uma exposição prolongada a esse laser pode causar queimaduras irreversíveis nos olhos. “Ele vai deixar de enxergar detalhes , enxergar cores e vai ter um campo de visão sempre com uma mancha no centro”, disse Ana Luisa Hofling-Lima, professora da Unifesp. A brincadeira também pode dar cadeia. O Código Penal prevê pena de dois a cinco anos de reclusão para quem colocar aeronaves em perigo.

Daniel, de 22 anos, foi preso em junho em Imperatriz, no Maranhão. Ele foi acusado de apontar o laser para aviões. Em entrevista ao Fantástico, Daniel nega a acusação. Mas confirma que comprou uma das canetas para se divertir com os efeitos do laser. Ele aguarda a conclusão do inquérito em liberdade. Já o caso dos meninos de São José do Rio Preto, flagrados pela PM, foi encaminhado ao conselho tutelar.

G1/Fantástico

Nada de festa. O ano-novo é sinônimo de trabalho para muita gente

Enquanto boa parte dos brasilienses estiver comemorando a chegada de 2012 ao lado de amigos e familiares, quem exerce profissões nas quais o trabalho não pode parar permanecerá na ativa. Para esses, não importa se é Natal ou ano-novo, é sempre hora de servir à população.

Quando a festa na Esplanada dos Ministérios alcançar o auge, à meia-noite, homens do Corpo de Bombeiros estarão em alerta. A equipe de resgate aéreo, cujo batalhão fica atrás do Palácio do Buriti, é responsável por socorrer, em helicóptero, vítimas de acidentes graves. Atua ainda em buscas, quando alguém se perde em cachoeiras ou matas fechadas, por exemplo.

O capitão Renato Freitas, 34 anos, comandará a equipe de plantão dos bombeiros na base de resgate aéreo, das 8h de hoje às 8h de 1º de janeiro de 2012. “Já aconteceu de a equipe estar voando sobre a Esplanada, no momento da queima dos fogos, a caminho do Hospital de Base, com alguém em estado grave. É comum na nossa profissão”, conta. Em datas como o réveillon, acidentes automobilísticos costumam aumentar, devido ao consumo exagerado de bebida alcoólica.

A equipe desse setor dos bombeiros é pequena, o que faz a escala se repetir algumas vezes. Sendo assim, trabalhar em feriados e fins de semana é parte da rotina desses militares. São oito homens de plantão, todos os dias. Sempre é hora de salvar vidas. “A gente gosta de ficar com a família. Aproveitamos as horas livres sempre ao lado da mulher, dos filhos. Mas escolhemos uma profissão que exige essa disponibilidade”, destaca Freitas, bombeiro há mais de 14 anos.

Jordano Pereira Araújo, 39 anos, médico e primeiro-tenente do Corpo de Bombeiros, atua durante a corporação há dois anos. Vai passar a virada ao lado de Freitas e outros seis colegas, à espera de chamados. Antes de ser bombeiro, o médico trabalhava no Hospital Regional do Gama (HRG). “Lá, cheguei a atender 14 baleados na virada. Nós vivemos o outro lado da festa.”

O médico tem uma visão positiva sobre essa forma de entrar em um novo ano. “A energia é sempre boa, porque estamos salvando alguém, ajudando as pessoas. Pior é ter de dar plantão no Natal. Tenho filho pequeno, e ficar longe dele não é fácil.” Em temporada natalina, as famílias de quem está de plantão costumam visitar os parentes no serviço. Cada um leva um prato especial, e a ceia é feita no quartel. “Mas se tiver chamado todos saem correndo. Estamos sempre em alerta”, afirma.

Fonte: Correio Brasiliense, por Liliane Menezes.

GOA/RJ realiza salvamento aquático em Copacabana

Rio de Janeiro – Uma menina de 13 anos foi retirada da água com o auxílio de um helicóptero do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros na Praia de Copacabana na tarde deste sábado, dia 31 de dezembro.

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Outros dois banhistas foram resgatados mais cedo também em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, pelos bombeiros na tarde deste sábado, dia 31. Os bombeiros utilizaram um helicóptero AS 350B2 Esquilo para resgatar os banhistas, em virtude do mar agitado. Além do helicóptero e dos salva vidas, os bombeiros utilizaram um equipamento conhecido com puçá que auxilia na retirada das pessoas da água.

Mais cedo, segundo homens do Grupamento Especial de Praia (GEP/CBMERJ), um homem morreu afogado. “Os turistas têm que ter atenção. As pessoas que não são do Rio muitas vezes não estão tão acostumadas com o mar. Por isso têm que ter atenção redobrada”, explica um dos guardas. De acordo com o Grupamento Especial de Praia (GEP), os dois banhistas resgatados passam bem.

Segundo informações dos Bombeiros e da Polícia Civil, na sexta-feira, dia 30, alguns banhistas também foram resgatados no mar agitado da Zona Sul e mais tarde, por volta das 21:00h um banhista se afogou na altura do posto 08 em Ipanema.

Um helicóptero da Polícia Civil (PCERJ) foi acionado e auxiliou nas buscas durante a noite. O corpo do banhista de aproximadamente 30 anos foi encontrado e resgatado pelo helicóptero da Polícia Civil, mas já estava sem vida e foi levado para a praia e entregue aos bombeiros.

Fonte: R7 / G1 via Asa Rotativa

Corpo de Bombeiros e Polícia Civil resgatam vítima de acidente com parapente na Pedra da Gávea, RJ

Esquilo do Grupamento de Operações Aéreas - GOA

Rio de Janeiro – Como já passava das 18:30h, o Corpo de Bombeiros utilizou um helicóptero do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) e solicitaram apoio ao helicóptero da Polícia Civil, que dispõe de uma câmera com sensor térmico (infravermelho) para auxiliar nas buscas. O local era de mata fechada e de difícil acesso, além de estar próximo ao horário do pôr do sol.

Depois de aproximadamente uma hora de buscas, os bombeiros localizaram o homem, próximo a uma encosta muito íngreme, ao lado de uma pedra. Em virtude do local e dos ventos fortes na região, o resgate foi bastante difícil, mas foi realizado com sucesso, graças à habilidade e experiência de toda a tripulação.

Um tripulante do helicóptero do Corpo de Bombeiros desceu de rapel até o local e em seguida ambos foram retirados de helicóptero e conduzidos até a praia de São Conrado. O atleta só apresentava ferimentos leves e ficou bem. Toda a ação foi acompanhada pela aeronave da Polícia Civil.

Helicóptero da Polícia Civil monitora praias catarinenses

Na tarde desta quinta-feira (29), a estrutura da Delegacia Móvel, na Praia brava, contará com um importante aliado para coibir ações criminosas em Itajaí. Entre 14 e 17 horas, um helicóptero da Polícia Civil fará plantão no local, a fim de atender chamados emergenciais.

O helicóptero irá monitorar a região de Itapema a Barra Velha, verificando se há alguma ação suspeita, por meio de vôos rasantes nas praias.

A estrutura móvel ainda conta com uma equipe de cinco agentes de trânsito, cinco policiais civis e uma viatura da polícia militar.

A Delegacia foi montada nesta quarta-feira (28), na Praia Brava, ao final da Avenida Carlos Drummond de Andrade e funcionará até março de 2012 com os objetivos de proporcionar maior segurança aos moradores itajaienses nesta temporada e coibir ações criminosas.

A ação está sendo executada pela Secretaria de Segurança do Cidadão, por meio da Coordenadoria Municipal de Trânsito (Codetran), em conjunto com as polícias Civil e Militar.

Fonte: Prefeitura de Itajaí.

Brigada Militar comemora o dia do salva-vidas

Na manhã de quarta-feira (28/12), à beira-mar de Tramandaí, junto à guarita 145, a Brigada Militar realizou uma série de atividades em homenagem ao Dia do Salva-vidas.

A comemoração do Dia do Salva-vidas teve início com a homenagem ao sargento Barrin, salva-vidas com o maior número de participações em Operações Golfinho. Já são 29 anos de atuação nas guaritas gaúchas. Os 38 novos salva-vidas civis temporários tiveram sua formatura, oportunidade em que receberam o uniforme, os rescue-cans (equipamento utilizado nos salvamentos) e afirmaram o compromisso com a missão de salvar vidas. Depois do batismo de água, eles foram incorporados á tropa de salva-vidas militares, com quem irão dividir o trabalho nas guaritas do litoral norte.

Algumas autoridades militares, personalidades civis e salva-vidas da Operação Golfinho foram homenageadas com a entrega de uma medalha pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático. O presidente da entidade, coronel RR Joel Prates Pedroso, fez a entrega das condecorações e destacou em seu pronunciamento a importância das atividades preventivas, tanto quanto a parte operacional do serviço de salva-vidas.

Para completar a programação, foi realizada a tradicional competição de natação e corrida entre os salva-vidas militares, e uma simulação de salvamento com apoio de um helicóptero do Batalhão de Aviação da Brigada Militar .

Os salva-vidas de todo o litoral participaram das provas com 300 metros de corrida e 1200 metros de natação. Foram campeões da categoria geral: em primeiro lugar o soldado Résler (Quintão), em segundo lugar o soldado Andres (Xangri-lá), e em terceiro lugar o soldado Escobar (Tramandaí). Na categoria feminina foram campeãs: em primeiro lugar a soldado Carla (Imbé Sul) e em segundo lugar a soldado Carolina (Nova Tramandaí).

Depois da entrega das premiações aos competidores, foi apresentada a peça “Um dia de praia” pelo grupo teatral Brigada em Cena. O grupo teve origem em 2008, no Comando Regional de Polícia Ostensiva da Fronteira Noroeste, em Santa Rosa, e á conquistou um público de mais de 12 mil pessoas em diversas apresentações em todo estado.

Além de todas essas atividades, o evento teve ainda a participação dos programas Salva-vidas Mirim, Salva-vidas Master, Patrulha do Mar- Ceacreia, Agentes Mirins da Defesa Civil, Proerd Praia, Patrulheiro Ambiental Mirim, ações que serão desenvolvidas ao longo de todo veraneio em diferentes praias. As atividades são abertas ao público, e o calendário geral das atividades será divulgado dentro de alguns dias.

Desde que começou, em 17 de dezembro, a 42ª Operação Golfinho já contabilizou 124 salvamentos no litoral gaúcho.

Confira mais fotos:

Fotos: Wilson Cardoso/Brigada Militar/Divulgação

Operação Verão de São Paulo inicia com reforço de 2 mil policiais

A polícia paulista iniciou, nesta quinta-feira (29), a Operação Verão 2012 com o reforço de 2.000 policiais militares e abrangendo, pela primeira vez, além dos 15 municípios litorâneos, represas e terminais de passageiros que têm movimento aumentado durante a estação. A Operação deve se estender até o dia 31 de janeiro.

Dos 2.000 policiais militares, 1.200 reforçarão a segurança da Baixada Santista e litoral Sul. Outros 400 serão destinados às cinco cidades do litoral Norte e 400 às represas de Guarapiranga e Mairiporã e aos terminais rodoviários da capital, como Tietê e Jabaquara.

As tropas que reforçarão o efetivo virão de unidades territoriais, do Choque, Rodoviária, Ambiental e Bombeiros. As praias terão um reforço de 158 policiais do Corpo de Bombeiros. O policiamento rodoviário receberá mais 48 policiais. O policiamento de Choque também participará da Operação com mais 37 policiais militares. Outra forma de policiamento, o Ambiental, receberá mais 22 policiais militares. Além disso, a Corregedoria receberá mais oito policiais.

A Operação contará ainda com apoio da Polícia Civil, que garantirá reforço total do efetivo e nas atividades de polícia judiciária. Escolhido para falar em nome dos prefeitos de região, o prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa, disse que todos estão “prontos para colaborar com os policiais” e elogiou o novo esquema da Operação Verão. “O secretário Ferreira Pinto sabe o que faz. É profissional, adotou um esquema diferenciado para a Baixada Santista, com policiais civis que conhecem palmo a palmo a região”, afirmou. Papa reconheceu também o esforço da Polícia Militar em deslocar 2.000 policiais durante a Operação Verão, “quando brasileiros e paulistas desfrutam as férias na região”.

Durante o evento que marcou o início da Operação, o Governo entregou para a Secretaria da Segurança Pública 43 viaturas que serão distribuídas entre 14 municípios das regiões de São José dos Campos e Santos. Um investimento de R$ 2,4 milhões do Estado.

Os veículos irão reforçar a frota nos municípios de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Registro, Santos, São Vicente, Caraguatatuba, Potim, Taubaté e Tremembé.

Aumento de efetivo

O efetivo da Polícia Militar na Baixada Santista recebeu reforço de 600 novos policiais este ano: 300 em março e 300 em outubro. Com isso, tornou-se uma das primeiras regiões do estado a ter preenchido o efetivo nominal. “O efetivo da região foi completado com soldados das nossas duas últimas formaturas. São 300 da formatura de março e mais 300 da de outubro”, lembrou o comandante geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo.

A Operação Verão contará também com reforço de 235 viaturas e 15 bases comunitárias móveis da PM. Serão destinadas ao litoral Sul 176 viaturas mais 10 bases comunitárias. O litoral Norte receberá 59 viaturas e cinco bases comunitárias.

Tablets nas viaturas

Todas as viaturas da Polícia Militar na região já estão equipadas com tablets, computadores com telas sensíveis ao toque, que permitem consultas aos bancos de dados civis e criminais, feitas da rua. Os tablets também agilizam a comunicação dos policiais em patrulhamento com as unidades de comando, ao permitirem, por exemplo, o envio de relatórios e informações.

“Temos a expectativa de reduzir ainda mais o tempo de atendimento às emergências, quando a população solicita a presença da polícia”, afirmou o coronel Sergio Del Bel, comandante do Comando de Policiamento do Interior 6 (CPI-6).

De dois para sete helicópteros

O número de helicópteros destinados aos municípios litorâneos vai mais que triplicar. Das atuais duas aeronaves, uma baseada no litoral Norte e outra no Sul, a região passará a contar com sete helicópteros nos finais de semana. Nos dias úteis, cinco helicópteros serão utilizados para o patrulhamento, socorro a afogados e resgate de feridos.

O helicóptero Pelicano, da Polícia Civil, estará de prontidão em São Paulo, e também poderá ser acionado, se necessário, anunciou o delegado geral de Polícia, Marcos Carneiro Lima.

O policiamento rodoviário contará com mais radares móveis, fixos e leitores de placas. Além dos equipamentos disponíveis na região, os policiais rodoviários utilizarão 42 leitores de placa (tipo OCR), 116 radares móveis e 213 fixos, do DER.

Durante a Operação Verão, tanto os policiais rodoviários como os que trabalham nas cidades realizarão fiscalização de embriaguez ao volante, com 100 bafômetros. Em janeiro, chegarão novos 227 equipamentos, totalizando 327 bafômetros.

Polícia Civil

Durante a Operação Verão, a Polícia Civil reforçará as atividades de polícia judiciária: registro de ocorrências, investigação criminal e envio de inquéritos à Justiça. Serão suspensas férias e licenças prêmio durante a operação. Todos os policiais reforçarão o efetivo das delegacias, inclusive os que fazem serviços administrativos, esclareceu o delegado geral de Polícia, Marcos Carneiro Lima.

– “As delegacias devem estar preparadas para atender a população e ao aumento de ocorrências normalmente registrado nesta época do ano”, orientou Carneiro, deixando claro, contudo, que a Polícia Civil deixará de fazer bloqueios, rodas e patrulhamento especializado. Essas tarefas serão realizadas, exclusivamente, pela Polícia Militar.

A expectativa é que a população tenha melhor atendimento nas delegacias durante a operação, afirmou hoje o governador Geraldo Alckmin, em visita a Santos.

– “Todo o estudo feito pela Delegacia Geral e pela Secretaria de Segurança Pública mostrou que com os próprios recursos daqui concentrados você terá um bom atendimento. E nós teremos 2.000 policiais militares a mais no policiamento ostensivo, preventivo aqui da região”, sublinhou o governador Geraldo Alckmin.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria da Segurança Pública

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