Adeus Sikorsky S300

EUA – O foco da Exposição de Helicópteros (Heli-Expo) em Orlando, EUA, no início do mês de março, estava voltado, naturalmente, para o mercado de helicópteros, desde a primeira exibição pública do AW609 TiltRotor da AgustaWestland à chamativa apresentação do H160 da Airbus Helicopters. Mas, um dos momentos mais interessantes surgiu durante uma coletiva de imprensa da Sikorsky com poucos participantes.

“As pessoas estão sempre interessadas naquilo que brilha”, disse Dan Hunter, diretor da linha comercial da Sikorsky. No entanto, apesar deste interesse, a Sikorsky praticamente exterminou o S300 e os seus derivados.

Schweizer 300C sobre o Aeroporto de Hilversum, Holanda. Alf van Beem
Schweizer 300C sobre o Aeroporto de Hilversum, Holanda. Alf van Beem

Hunter informou que a empresa não receberá encomendas novas, lidando apenas com sua pequena lista de pendências que surgiu através das vendas a governos estrangeiros como parte do grupo de compra.  Hunter disse que a Sikorsky está trabalhando duro para fortalecer a cadeia de suprimentos e produzir estas poucas encomendas, e até certo ponto, atender aos pedidos.

E é aí que se encontram as boas notícias para os atuais operadores do S300.  Aquela que era uma situação ruim um ou dois anos atrás em relação à disponibilidade das partes e ao suporte às fábricas agora parece estar bem menos emergencial. “Ainda não chegamos lá, mas estamos trabalhando para isto”, disse Hunter. As mesmas metas de apoio e inventário dos outros produtos da empresa também se estendem ao S300 e seus variantes.

“De certa forma, não culpo a Sikorsky. O apoio ao mercado pós-venda fatura cerca de US$ 10 milhões por ano”, disse Hunter. Para efeitos de comparação, este é aproximadamente o custo de um novo S-76D. Quando os chefes estão sentados nas suas salas tentando identificar onde alocar os recursos é difícil justificar as despesas para estabelecer um inventário e um pessoal de apoio para um negócio que traz o mesmo rendimento que a venda de um helicóptero.

Porque dar a um empresário alguns milhões de dólares e lhe dizer para passar todo o seu tempo contratando e apoiando uma cadeia de suprimentos quando você pode lhe dar uma conta de despesas e lhe dizer para vender mais um helicóptero?

Isto leva à pergunta sobre o porquê, afinal, a Sikorsky comprou o certificado de tipo do S300. Hunter acredita que de acordo com as informações que tinham naquele momento, esta foi uma boa compra. “Descasque as camadas, uma por uma”, ele diz, “e os problemas começam a aparecer. O processo de produção não estava à altura dos padrões da Sikorsky”.

Então, isto significa que o S300 e suas variantes estão destinados a uma vida longa no purgatório, existente apenas no papel? Talvez não. Hunter sugeriu várias vezes que a Sikorsky poderia desfazer-se do negócio no momento apropriado. “Poderia funcionar sob outra direção”, disse ele.

 Fonte: AOPA, por Ian Twombly

1 COMENTÁRIO

  1. Muito fraco este relato ” ADEUS SIKORSKY S300 ” mau traduzido , não é claro, mr. Hunter acostumado com os altos valores e lucros das linhas da Sikorsky não pode se interessar em pequenos e irrisórias quantias que essa linha S300 pode gerar de lucro, também o mundo está cada vez mais rico e breve darão aulas iniciais de instrução nos S76, o mundo realmente está brilhando e brilhará muito mais a curtíssimo prazo e todos assistiremos , se, eles intendessem mais de pequena aviação e sua utilidade teriam feito logo de inicio uma pesquisa mundial entre os operadores de S300 e descobririam suas necessidades criando mais apoio, treinando mecânicos na fabrica e realizando pequenas mudanças nessa linha para simplifica-lo e assim se sobrepor ainda mais de todos os concorrente de helicóptero a pistão, é fato claro que Hughes/S300 reúne as melhores características de uso manutenção e custo geral é um excelente helicóptero com muito tempo a frente ainda, infelizmente assistimos mundialmente a um abandono às ideias racionais e econômicas onde só prevalecem visões superficiais com custos mais elevados perda de qualidade e o descaso a segurança aérea, andamos p/ trás.

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