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Bettyna Gau Beni
Consultora e cofundadora da Evoluigi

A minha experiência profissional no mundo corporativo nunca passou pela aviação, mas me sinto conectada a este mercado nos últimos 20 anos por ser casada com Eduardo Alexandre Beni, um nome bastante conhecido na Aviação Pública, idealizador e editor do site Resgate Aeromédico, controlado pela Evoluigi.

Somos parceiros na vida e nos negócios, e tenho muito orgulho disso. Pelo grande acesso a informações e networking que ele tem na área, e por eu ter tido o privilégio de apoiá-lo na 1ª edição do CONAER, onde conheci pessoalmente algumas mulheres poderosas do mundo da aviação, tenho acompanhado de perto o preconceito que elas enfrentam em um mercado ainda tão masculino.

Por isso, o 2º CONAER reunirá em um debate algumas mulheres que trabalham na atividade aeromédica para sabermos um pouco mais sobre suas histórias, conquistas e como sua presença ativa tem mudado a forma de agir da aviação.

Como uma apaixonada pelo comportamento humano, certificada em algumas ferramentas de análise de perfil, conhecidas como assessment, passei a refletir e tentar buscar respostas acerca das semelhanças entre homens e mulheres que atuam na aviação, focando no comportamento e principalmente buscando entender os fatores de sucesso daquelas que conseguem vencer os obstáculos e prosperar.

A teoria dos tipos constitucionais que fundamenta a ferramenta de assessment Perfil Apogeo é baseada em características do tipo físico e explica as preferências e comportamentos de uma pessoa. Essa teoria prevê que os três principais tipos constitucionais: visceral, cerebral e muscular, presentes em qualquer pessoa em 30 combinações possíveis diferentes de acordo com uma série de fatores, são encontradas tanto em homens quanto em mulheres.

Fato é que o tipo visceral, mais emocional e voltado a relacionamentos, é, no mundo em que vivemos, atribuído em maior porção às mulheres. Mas isso acontece somente por causa de nossos preconceitos. Muitos homens possuem predominância do tipo visceral.

Existe ainda o tipo cerebral, que tem base na racionalidade e é mais voltado à análise e ponderação, e, por fim, o tipo muscular, voltado para a ação e predominantemente observado naquelas pessoas que se arriscam mais, características que erroneamente atribuímos somente ao masculino.

É claro que análises pessoais e individuais seriam necessárias para levantamento de dados estatísticos, mas com a observação atenta aos tipos físicos e comportamentos observáveis de algumas dessas mulheres, penso não ser tão absurdo afirmar que muitas mulheres da aviação possuem uma tendência de terem uma alta porção do tipo muscular como característica de seu comportamento.

Isso não necessariamente as faz terem traços físicos mais duros, normalmente atribuídos aos homens, mas faz, certamente, elas se apresentarem de forma mais firme e destemida em diversas situações do dia-a-dia e, dessa forma, sustentarem uma postura onde conseguem comunicar e declarar abertamente suas intenções e “a que vieram”.

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