Helicóptero da Polícia Rodoviária Federal não sai do chão há quase um ano

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Além de equipamentos estacionados no hangar da Polícia Federal, conforme denunciou o Correio, a Polícia Rodoviária Federal também tem um helicóptero. Aeronave não sai do chão há quase um ano.

O maior e mais moderno helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF), adquirido em setembro de 2010 para transporte de tropa, está parado no hangar da PRF sem previsão de voltar a participar de missões. Comprado por R$ 14 milhões, o equipamento Bell 412 PP-PRF, único modelo da frota, só participou de operações entre março e outubro de 2012. O helicóptero está novo, mas não levanta voo por falta de contrato de manutenção.

helicoptero_prf_bell412

Três dos quatro comandantes com treinamento específico para pilotá-lo estão com a autorização vencida. Com a aeronave parada por todo esse período, eles não puderam realizar o teste de renovação exigido anualmente pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Três destes pilotos estão realizando trabalhos administrativos na PRF. A autorização do outro expira no fim deste mês. Entre maio e junho de 2010, o grupo participou de treinamento nos EUA. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu o Certificado de Aeronavegabilidade do helicóptero Bell 412 PP-PRF, documento obrigatório para decolagem, porque a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) expirou em janeiro.

Há três anos, a justificativa oficial para a compra da aeronave foi de que o equipamento permite o transporte de até 15 pessoas, contando com a tripulação (dois pilotos e dois operadores). Seria imprescindível para operações de desobstrução de rodovias interditadas e controles dos chamados distúrbios civis. O helicóptero tem capacidade, por exemplo, para levar um grupo de choque com todos os seus equipamentos.

No mesmo hangar, outro helicóptero não pode sair do chão. O EC 120 PR-FPO, comprado em 2003, também teve o Certificado de Aeronavegabilidade suspenso pela Anac. A Inspeção Anual de Manutenção está vencida desde 14 de maio deste ano.

Em relação ao Bell 412, a Polícia Rodoviária Federal confirmou que ele só voou entre março e outubro de 2012. Ele chegou em 2010, no entanto, ocorreu um problema em uma das turbinas. De acordo com a instituição policial, a aeronave está sem contrato de manutenção porque a empresa responsável pelo serviço não quis renová-lo. Alegou, segundo a PRF, que não era possível realizar a manutenção com os mesmos preços praticados no contrato original.

Há duas semanas, a Polícia Rodoviária Federal concluiu um novo processo de licitação, mas não homologou porque os valores estavam acima daqueles praticados em outro contratos da corporação. Uma nova licitação deve ser realizada em breve. Ainda não existe uma data definida. Até lá, o helicóptero permanece no chão.

A PRF afirmou que existem 10 pilotos habilitados para pilotar o Bell 412. Dois estão afastados por motivos de saúde. Dos oito restantes, seis ainda devem realizar curso específicos para pilotar o helicóptero. A assessoria de comunicação informou que as autorizações de três dos quatro pilotos treinados nos EUA estão vencidas porque a aeronave está parada.

“Antieconômico”

O Correio mostrou, na semana passada, que a Polícia Federal também tem dois helicópteros modelo Bell 412, mas não voam desde 2011. A última vez que um deles levantou voo foi durante a visita do presidente dos EUA, Barack Obama, ao Brasil, em 19 e 20 de março de 2011. A Polícia Federal informou que as duas aeronaves não participam mais de operações em virtude “do caráter antieconômico dos equipamentos e do fato de não serem adequadas aos trabalhos atualmente desenvolvidos pela instituição”.

Após dois anos de inutilidade, a PF assinou um acordo de cooperação técnica e operacional com a Secretaria de Estado de Segurança Pública de Santa Catarina. Embora os dois equipamentos tenham sido cedidos em 17 de dezembro de 2012, o governo de Santa Catarina ainda não está utilizando as aeronaves por questões de manutenção. A PF nega que os Bells 412 estejam parados por esse motivo.

O Bell 412 é considerado por especialistas excelente helicóptero para emprego em missões policiais. A Polícia de Nova York possui três modelos em operação. No ano passado, compraram mais uma aeronave do mesmo modelo para missões antiterrorismo. O Bell 412 também é usado pelos Carabinieri da Itália e pela Força Aérea Colombiana, em operações contra o narcotráfico na Amazônia Colombiana. A Real Força Aérea britânica também tem o modelo em sua frota.

8 meses

Tempo em que o helicóptero participou de operações

Fonte: Correio Brasiliense, por João Valadares e Breno Fortes, via FENAPRF.

 

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1 COMENTÁRIO

  1. Senhores sou chefe da Divisão de Operações Aéreas da PRF, acredito que houve um exagero em colar apontando com setas os vencimentos dos certificados de aeronavegabilidade e a inspeção de anual de manutenção, todavia respeito o cidadão que ajudou a colocar a informação tão facilmente alcançada no site da ANAC. Respeito qualquer notícia desde que esta tenha fundamentos verdadeiros, não quero polemizar, mas explicarei com todo o respeito o que está acontecendo desde que identificadas e checadas todas as pessoas em meu e-mail institucional [email protected].

    Por ora deixo esta mensagem: “A nation can survive its fools, and even the ambitious. But it cannot survive treason from within. An enemy at the gates is less formidable, for he is known and he carries his banners openly. But the traitor moves among those within the gate freely, his sly whispers rustling through all the alleys, heard in the very halls of government itself. For the traitor appears not traitor, he speaks in the accents familiar to his victims, and he wears their face and their garments, and he appeals to the baseness that lies deep in the hearts of all men. He rots the soul of a nation, he works secretly and unknown in the night to undermine the pillars of a city, he infects the body politic so that it can no longer resist. A murderer is less to be feared.” – Cicero, 42 B.C.

    Att.
    Ednilson Bruno
    Chefe da Divisão de Operações Aéreas – PRF

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