“Pare, Terreno à Frente” – Novas tecnologias podem melhorar a segurança de helicópteros

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Cortesia Garmin International
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Primeiro, é importante dizer que eu tenho uma relação de amor e ódio com helicópteros. Eu amo o que eles são e o que podem fazer. Mas, eu odeio quando acidentes de grande notoriedade, como o que aconteceu recentemente em Londres, dão a impressão de que helicópteros não são seguros.

Se operados adequadamente, eles são tão seguros quanto qualquer outra coisa nas nuvens. No entanto, como ilustrado por este recente incidente, a flexibilidade inerente dos helicópteros, muitas vezes, coloca bons pilotos em situações bem difíceis. Isto acontece porque eles voam, na maioria das vezes, perto do solo e em condições de baixa visibilidade. Como resultado, a colisão com o solo em voo controlado (CFIT) – e isto inclui obstáculos como guindaste – tem sido considerada uma das principais causas de acidentes de helicóptero evitáveis.

Diversas fabricantes de aviônicos, como Cobham, Garmin, Honeywell, Rockwell Collins, Sandel, Thales, entre outras, oferecem, hoje em dia, tecnologias que enviam alertas e avisos aos pilotos sobre a proximidade do solo e os obstáculos identificados. Sistemas, tais como o Sistema de Aviso e Alerta de Terreno para Helicópteros (H-TAWS) ou  o Sistema Avançado de Alerta de Proximidade ao Solo (EGPWS), utilizam o GPS do helicóptero e bancos de dados de alta precisão de terreno/ obstáculos para dar aos pilotos uma visão bem precisa sobre o que está ao redor de suas aeronaves. Os sistemas H-TAWS/EGPWS são muito parecidos com o sistema TAWS, usado em aeronaves de asa fixa; porém, por causa da proximidade do helicóptero ao solo, os sistemas H-TAWS/EGPWS são mais precisos ainda.

Por mais que esses sistemas sejam ótimos, eles possuem um defeito: a capacidade deles de exibir obstáculos, como pontes, torres, guindastes, entre outros, fica restrita aos dados pré-carregados. Ou seja, se o banco de dados não é atualizado, o sistema não fica sabendo da existência dos (novos) obstáculos.

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Felizmente, existe uma tecnologia complementar que dá aos pilotos a capacidade de, literalmente, ver através do escuro, da neblina, da chuva, da fumaça e de outros impedimentos visuais. Caso você tenha lido um dos meus últimos blogs, “Flying Blind No Longer”, você sabe que eu estou me referindo à tecnologia do Sistema de Visão Avançada (EVS).

Max-Viz é um dos pioneiros deste avanço revolucionário da segurança para helicópteros. O EVS de aeronaves de asas rotativas usam sensor infravermelho para dar aos pilotos de helicóptero uma visão em tempo real dos obstáculos bem na frente da aeronave. No entanto, por melhor que o EVS seja, ele ainda é um sistema ‘passivo’. Ao contrário do H-TAWS ou EGPWS,  não há alerta visual ou sonoro. Se o piloto estiver distraído, ele pode acabar não vendo o obstáculo no visor.

Há também uma tecnologia em desenvolvimento que dará, ativamente, em tempo real, avisos aos pilotos de helicóptero sobre os obstáculos. Sistemas como sensores de radar, bancos de dados avançados e processamentos especialmente desenvolvidos podem alertar os pilotos de fios, cabos e outros obstáculos pequenos que possam estar no caminho do helicóptero. Estes dispositivos, quando forem aprovados, trarão um grande avanço para a segurança.

Ela só pode ajudar, se você usá-la

É claro que nenhuma tecnologia vai eliminar totalmente  o problema da CFIT. A natureza das operações vai sempre colocar os pilotos e helicópteros em risco. E, mesmo quando eles têm acesso à tecnologia, eles podem optar por não utilizá-la. É como um operador de helicópteros me explicou, os pilotos ficarão cansados de receber alertas, já que eles operam tão baixo, perto do solo, e vão simplesmente desligar o sistema. Isto mostra que mesmo com a melhor tecnologia disponível, o fator de segurança mais importante em qualquer aeronave é um piloto bem treinado.

Fonte: Forbes/ Reportagem: Dale Smith

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