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Os sistemas de emergência em saúde dos países mais avançados têm se alinhado progressivamente a um princípio formulado em 1938, que estabelece que mais importante do que levar o paciente ao médico, é levar o médico ao paciente, tão rápido quanto for possível.

Num sistema moderno e eficaz de resposta às urgências e emergências médicas, a intervenção do helicóptero é, de fato, um dos meios mais eficientes, pois permite que a equipe de saúde acesse o paciente com todo o equipamento necessário, ainda no local dos fatos, antes que a situação se agrave.

Hoje, esses helicópteros são verdadeiros “hospitais voadores”. Suas tripulações podem iniciar o tratamento médico dos pacientes com os equipamentos a bordo, estabilizar as condições clínicas em voo e enviar parâmetros em tempo real, via datalink, para o hospital de destino, que pode não ser necessariamente o mais próximo.

Dessa forma, a equipe de saúde em solo que aguarda terá todas as informações para agir imediatamente após o pouso, economizando tempo e garantindo aos pacientes uma maior chance de sobrevivência ou evitando danos permanentes.

Ao longo dos anos, os helicópteros, cada vez maiores, foram modernizadas para atender as necessidades de equipes de saúde e dos pacientes. As capacidades dessas aeronaves também mudaram: elas devem ser capazes de voar e realizar missões em todas as condições climáticas, em qualquer ambiente, no mar ou em altas montanhas, sete dias por semana, 24 horas por dia.

As cabines foram projetadas com a ajuda de profissionais que trabalham a bordo de helicópteros aeromédicos. Esses desenvolvimentos incluem mudanças nos requisitos dos interiores das cabines devido à tendência global de aumento de peso e altura da população. Além disso, os avanços tecnológicos que impactam nosso dia-a-dia também mudaram. A fabricante Leonardo, por exemplo, possui uma posição muito competitiva neste setor.

As cabines dos helicópteros Leonardo têm um perfil regular e com espaço para equipamentos médicos. Bons exemplos são o AW139 e o AW169, que apresentam cabines amplas e regulares onde o paciente é colocado no centro, permitindo às equipes de saúde acesso 360 graus, além da possibilidade de utilizar o espaço disponível para equipes e equipamentos.

Essas aeronaves também permitem uma reconfiguração rápida, de acordo com a missão. Por exemplo, é possível instalar a tecnologia de oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO), necessária em alguns pacientes com insuficiência cardíaca ou respiratória grave, ou a bomba de balão intra-aórtico (BIA), que permite ao coração bombear mais sangue e oxigênio aos tecidos do corpo.

O transporte e resgate de recém-nascidos também é facilitado pela possibilidade de instalação de incubadoras neonatais a bordo, como a Babypod. Está em andamento o desenvolvimento, para um futuro não muito distante, de um tomógrafo portátil que possa ser usado para dar um quadro clínico mais completo do paciente antes de sua chegada ao hospital. Esses helicópteros também contribuíram recentemente para o transporte de pacientes com COVID-19.

Além disso, o treinamento é fundamental para as atividades de resgate com helicópteros. A Leonardo está desenvolvendo um simulador para treinar todo o pessoal engajado nas missões: médicos, tripulantes e pilotos. É chamado de Simulador de Operações de Resgate de Helicóptero (HeROS), que ocupa um hangar inteiro e é dividido em três seções.

A primeira representa a cabine de um helicóptero aeromédico para exercícios de familiarização e interação entre médicos, pilotos e atividades de coordenação durante as operações reais de voo. A segunda seção é uma cabine suspensa em um guindaste, para a simulação segura das atividades de voo. A terceira simula missões de resgate com uso de guincho elétrico em montanha.

Diante dessas atualizações, o AW109 Trekker merece uma menção separada. Seu interior aeromédico foi recentemente certificado pela Federal Aviation Administration (FAA) e pela European Aviation Safety Agency (EASA). O Trekker é usado principalmente em mercados onde a necessidade de helicópteros maiores não é tão grande, como nos Estados Unidos, onde a prioridade é atender o paciente no local e transportá-lo ao hospital mais próximo. Nesse helicóptero também é possível a realização de procedimentos como ECMO, BIA ou massagem cardíaca.

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