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Resgate aeromédico

O compromisso de homens e mulheres em lidar com a pandemia de COVID-19 na Itália continua inabalável

Mauro Beni, Itália

Itália – Até o momento, treze missões de transporte foram realizadas por aeronaves da Força Aérea Italiana para transferir com segurança pacientes de um hospital para outro, aliviando a pressão sobre os centros de tratamento no norte da Itália, mais afetado pelo COVID-19. Em nota, a Força Aérea afirmou “o compromisso dos homens e mulheres da Força Aérea em lidar com a emergência continua inabalável.

Ativo 24 horas por dia, o centro temporário instalado na Base Aérea de Cervia, norte da Itália, onde helicópteros HH-101 e equipes da 15ª Ala estão sempre prontos para decolar, além de equipes de médicos e enfermeiros da Força Aérea especializados nesse tipo de transporte.

A aeronave C-130J da 46ª Brigada Aérea transportou pacientes que foram transferidos para hospitais de Bergamo. Outros transportes deste tipo foram garantidos com os helicópteros HH-101 da 15ª Ala, com o apoio também de tripulações da 9ª Ala de Grazzanise, sempre partindo da base de Cervia para intervir em diferentes locais do território nacional.

São as aeronaves de última geração usadas para muitos tipos de missões, desde busca e salvamento até operações especiais, configuradas neste caso como verdadeiras “ambulâncias aéreas”, capazes de transportar pacientes no modo de contenção biológica através de macas com isolamento especial ATI (Aircraft Transit Isolator), além de auxiliar os pacientes com aparelhos respiratórios durante o voo.

Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação

Transporte de material e equipamentos médicos

As duas aeronaves da Força Aérea, um KC-767 da 14ª Ala e um C-130J da 46ª Brigada Aérea, aterrissaram na quinta-feira (19) no aeroporto Pratica di Mare com uma carga de cerca de sete toneladas de equipamentos de assistência respiratória e outros aparelhos de apoio e material médico, vindos da Alemanha. O material, destinado à Proteção Civil, foi distribuído aos hospitais com maiores dificuldades devido à emergência sanitária que ocorre no país.

No domingo (22), outras duas aeronaves da Força Aérea transportaram uma nova carga de respiradores e suprimentos médicos para os hospitais do norte da Itália mais afetados pela emergência. Em particular, um C-130J da 46ª Brigada Aérea de Pisa voou durante a noite para Dusseldorf, na Alemanha, a fim de embarcar uma carga de respiradores e transportá-lo para o aeroporto de Bergamo.

Um KC-767A da 14ª Ala, proveniente de Istambul, desembarcou em Malpensa, um carregamento de material médico vindo da China. Todo o equipamento e material médico são usados ​​para apoiar as necessidades dos hospitais no norte da Itália que lutam contra o COVID-19.

Apoio à proteção civil – hospital de campanha instalado em Cremona

A contribuição da Força Aérea também foi fundamental na instalação, em Cremona, do hospital de campanha disponibilizado à Proteção Civil pela Samaritan’s Purse, uma organização humanitária cristã evangélica dos Estados Unidos.

O primeiro DC8 americano pousou na terça-feira (17) no aeroporto de Verona com pessoal de bordo (saúde e logística) e equipamentos médicos, incluindo oito unidades de terapia intensiva (UTI), primordial nos dias de emergência epidemiológica da COVID-19. Um segundo voo, que aterrissou em 21 de março, permitiu a integração da equipe de especialistas, apoiando ainda mais a operação.

A Força Aérea e, em particular, uma equipe especializada da 3ª Ala, em coordenação com os funcionários da Agência Aduaneira, representantes da Proteção Civil de Cremona e uma delegação da equipe da Samaritan’s Purse, além de garantir o apoio logístico necessário para a recepção e transporte de pessoal e materiais para a cidade de Cremona, também contribuiu ainda mais para as operações de instalação do hospital.

Especificamente, o 3º Esquadrão, ativado pelo Comando Operativo di Vertice Interforze (COI), a pedido da Proteção Civil, a Samartin’s Purse disponibilizou equipamentos de hidráulica e elétrica, como torneiras, iluminação de campo, chuveiros e caldeiras, essenciais para tornar o hospital operacional na sexta-feira, 20 de março.

Apoio logístico a aeronaves russas pousadas na base aérea de Pratica di Mare

O trabalho incansável dos homens e mulheres do ATOC (Air Terminal Operation Center) de Pratica di Mare, Roma, garantiu o apoio logístico necessário às 14 aeronaves russas desembarcadas nos últimos dias na Base Aérea da Força Aérea com militares a bordo, especialistas em doenças infecciosas e unidades móveis para desinfetar veículos e espaços públicos.

Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação

O retorno de compatriotas da China e do Japão

A pedido do COI, quatro missões foram realizadas em fevereiro para o retorno de cidadãos italianos e estrangeiros da China e do Japão, todos com aeronaves KC-767A da 14ª Ala de Pratica di Mare.

A primeira missão em 2 de fevereiro, diretamente da cidade chinesa de Wuhan, para o repatriamento de 56 compatriotas; em 9 de fevereiro, de Brize Norton (Inglaterra) de um grupo de cidadãos italianos e estrangeiros que retornavam de Wuhan; em 14 de fevereiro, um terceiro voo trouxe de volta à Itália o jovem Niccolò, de 17 anos, vindo de Wuhan; e, finalmente, entre 21 e 22 de fevereiro, uma nova missão para o transporte do Japão de 19 compatriotas e outros cidadãos europeus que estavam a bordo do navio de cruzeiro Diamond Princess.

Foi um intenso trabalho em equipe entre diferentes tipos de unidades especializadas do Comando do Aeroporto Pratica di Mare, da 3ª Ala de Villafranca e do Serviço de Saúde da Força Aérea graças ao qual foi montada uma área de campo para operações em segurança de desembarque, recepção e triagem inicial de saúde da equipe.

O transporte aéreo em biocontenção é, nesta emergência, uma das capacidades peculiares utilizadas pela Força Aérea Italiana, em conjunto com a Força Aérea Real do Reino Unido na Europa, que permite o transporte de pessoal afetado por doenças particularmente infecciosas em total isolamento e segurança.

Segundo a nota, a Força Armada mostra ser capaz de garantir essa capacidade operacional tanto com asa rotativa como com aeronaves de transporte (KC-767A de 14ª Ala de Pratica di Mare, C-130J e C-27J da 46ª Brigada Aérea de Pisa).

A equipe de biocontenção é composta por especialistas – médicos e enfermeiros – cujo número na missão individual pode variar de acordo com o tipo de aeronave utilizada e o tipo e nível de intervenção necessária. Os médicos e enfermeiros empregados são periodicamente treinados através de cursos e exercícios. A Força Aérea está equipada com sistemas isoladores do tipo ATI, STI e N36, certificados em várias aeronaves militares usadas para este tipo de transporte.

A máquina organizacional – Ministério da Defesa

As estruturas e equipes estão em estado de alerta operacional, 24 horas por dia, prontas para partir em pouco tempo. As atividades são coordenadas pelo Comando de Operações Aéreas de Poggio Renatico, Ferrara, o centro nervoso das Forças Armadas, que é responsável por receber e avaliar solicitações que, de tempos em tempos, podem vir de hospitais, prefeituras ou de maneira centralizada, pela Proteção Civil, traduzindo-os em ordens de missão para os departamentos de voo designados.

Força Aérea Italiana e o compromisso dos homens e mulheres em lidar com a emergência do Coronavírus continua inabalável. Foto: Divulgação

Nas missões de transporte aeromédico – e agora mais do que nunca – o “fator tempo” é essencial. Elas ocorrem graças a mecanismos e procedimentos consolidados ao longo do tempo e à sinergia estreita e eficiente entre os vários departamentos envolvidos e as agências de ajuda envolvidas na operação.

Desde as primeiras etapas, o Ministro da Defesa Lorenzo Guerini garantiu o máximo esforço da Defesa em apoio ao país e, graças à capacidade de transporte de biocontenção, a Força Aérea forneceu uma contribuição significativa ao dispositivo implantado pelo Ministério da Defesa, em apoio ao Ministério de Relações Exteriores, Saúde e Proteção Civil.

As Forças Armadas disponibilizaram infraestruturas militares distribuídas por toda a península de Val D’Aosta à Sicília, com cerca de 2.200 leitos e cerca de 6.600 camas, além de fornecer uma parcela de sua equipe médica e de enfermagem do Exército, Marinha, Força Aérea e Carabinieri, para atender às necessidades dos territórios lombardos. Além disso, rearticulou o dispositivo nacional “Op. Strade Sicure” para garantir a estrutura de segurança apropriada em apoio com a polícia nas áreas localizadas na zona vermelha.

O COI implementou uma sala de emergência (H24 – 7/7) que coordenou todas as transferências de compatriotas do exterior e atualmente gerencia e compartilha as informações de interesse com os outros departamentos; o COI é o instrumento através do qual o Chefe do Estado Maior de Defesa é capaz de exercer sua função decisiva como Comandante Operacional das Forças Armadas.

As Forças Armadas participam do “Sistema do País“, graças à gestão constante da emergência sanitária, em coordenação com o Departamento de Proteção Civil, o Ministério de Relações Exteriores e Saúde.

Equipe aeromédica do CIOPAER do Ceará transporta recém-nascida de Iguatu para Fortaleza

Ceará – Em tempos que a grande parte da população está em quarentena para evitar a disseminação do novo coronavírus, os profissionais de segurança seguem atuando diariamente visando a segurança de todos e salvar vidas.

Foi o caso do acionamento atendido por uma aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOAPER) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), na terça-feira (24), quando uma recém-nascida de apenas dez dias com Síndrome de Down e cardiopata foi transportada de Iguatu a Fortaleza.

Helicóptero Fenix 6 com incubadora transportou recém-nascida má formação do septo atrioventricular, no coração de Iguatu para Fortaleza, CE. Foto: Divulgação

O helicóptero que realizou o transporte foi a Fênix 6, que atua pela base de Juazeiro do Norte, na Área Integrada de Segurança 19 (AIS 19) do Ceará. A criança, que é natural da cidade de Jucás, possui má formação do septo atrioventricular, no coração. Ela foi transportada em uma incubadora instalada na aeronave. A missão contou com profissionais da CIOPAER e também do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Após o voo que durou em torno de 1h30min, a recém-nascida desembarcou em Fortaleza, onde seguiu para o Hospital Infantil Albert Sabin. Com essa remoção, a CIOPAER totaliza oito transportes aeromédicos durante este mês de março, com quase 17 horas voadas.

Atualmente, o estado do Ceará conta com quatro bases da Coordenadoria, nos municípios de Fortaleza, Juazeiro do Norte, Quixadá e Sobral, diminuindo o tempo médio de resposta para ocorrências a 30 minutos.

Equipe aeromédica do CIOPAER do Ceará transporta recém-nascida de Iguatu para Fortaleza. Foto: Divulgação

Para garantir apoio rápido, Luxemburgo cria estrutura de resgate e inclui aeronaves para o transporte aeromédico de pacientes

Luxemburgo – O Governo de Luxemburgo anunciou a criação de um quinto SAMU no Aeroporto Internacional de Luxemburgo-Findel, a fim de garantir um apoio rápido aos doentes e aos hospitais em virtude da epidemia do Covid-19.

A estrutura que estará apta a funcionar a partir do dia 01 de Abril funcionará com a ajuda do serviço de resgate aéreo de Luxemburgo, a Luxembourg Air Rescue (LAR), que assegurará os transporte aéreo mais célere de pacientes. A LAR opera seis helicópteros e seis Learjets equipados para transporte aeromédico.

Atualmente, estão mobilizados 4.100 voluntários, 550 bombeiros e 200 funcionários administrativos que asseguram o funcionamento das medidas da célula de crise criada no Corpo Grão-Ducal de Incêndio e Resgate (CGDIS – Corpo de Bombeiros).

Transporte aeromédico ativado

Luxemburgo recebeu até o dia 24 de março um total de sete pacientes de Covid-19 oriundos do nordeste da França. A maioria dos pacientes tem mais de 50 anos. A partir de agora, eles também serão incluídos nas estatísticas de infecção de Luxemburgo, que possuem 1.333 pessoas infectadas, 143 delas em hospitais, 21 em uma unidade de terapia intensiva e 8 mortes. Na França, até o momento, mais de 22.600 pacientes foram confirmados com Covid-19 e cerca de 1.100 pessoas morreram desde o início da pandemia.

Aeronaves de resgate em prontidão

O presidente do LAR, René Closter, enfatizou as precauções de segurança: “Nestas operações é utilizado pessoal especialmente treinado para infecções. Além disso, todos estão equipados com roupas de proteção especial. Os helicópteros são completamente desinfetados após cada uso. “A cooperação com os hospitais da França está funcionando bem, mesmo que a situação no local seja dramática, enfatiza Closter.

Para poder realizar traslados de retorno de pessoas infectadas a uma distância maior em caso de emergência, um dos seis Learjets foi definido para esse tipo de transporte, diz o CEO René Closter.

Luxembourg Air Rescue (LAR)

Nos últimos trinta anos, o LAR completou mais de 40.000 missões. As 180 pessoas que formam as equipes já viajaram mais de 44 milhões de quilômetros para fornecer ajuda e salvar vidas. Os helicópteros LAR atuam por ano em mais de 3.000 missões. As equipes de ambulâncias aéreas (aviões) já realizaram repatriações médicas de 81 países diferentes.

Pandemia de COVID-19 exige medidas complexas para que o transporte aeromédico seja possível

Eduardo Alexandre Beni

Recentemente a AirMed&Rescue publicou o artigo Patient air transport during the Covid-19 pandemic, onde o Dr. Terry Martin discute sobre as avalizações necessárias que os operadores civis devem realizar de forma cuidadosa antes que façam voos aeromédicos de pacientes do COVID-19.

Também sobre o tema a Vertigal Mag publicou uma matéria com o título: “Coronavirus forces helicopter EMS safety strictures“, onde aborda a avaliação realizada por operadores aeromédicos civis quanto aos riscos de transportar pacientes com resultado positivo ou com alto risco de portar o novo coronavírus.

Segundo a matéria da Vertical Mag, a maioria dos serviços aeromédicos civis está transportando pacientes em ambulâncias terrestres, com equipamentos específicos e separação física entre motoristas e equipes médicas, o que não é possível com muitas aeronaves, pois não possuem essa separação entre a cabine e cockpit, além de não possuírem ou não terem a capacidade de instalação de sistemas de contenção biológica.

Atualmente, a empresa Phoenix Air possui capacidade de transportar pacientes com uma doença altamente infecciosa em um ambiente de UTI. Em cooperação com o Departamento de Defesa dos EUA desenvolveram um Sistema Aerotransportado de Contenção Biológica para um único paciente.

Apenas como ilustração da relevância do tema, foi usada com sucesso durante o surto de Ebola de 2014 a 2015, onde transportou 41 pacientes sem incidentes para hospitais nos EUA e na Europa.

Sistema de contenção biológica da Phoenix Air com sua plataforma para o avião Gulfstream III. Foto: Phoenix Air.

Caso Ebola (DVE) no Brasil

No Brasil, durante o surto do Ebola (DVE), o ministério da saúde divulgou um guia de orientação sobre atendimento e remoções de pacientes. No capítulo sobre transporte aeromédico exigiu, além das orientações para o transporte de ambulância, que o transporte de pacientes com DVE deveria ser feito em aeronave exclusiva e dedicada para remoção aeromédica; o piloto e co-piloto sempre que houvesse a possibilidade de contato com a vítima ou fluídos, deveriam utilizar os EPIs e após o término do transporte, efetuar a limpeza utilizando os mesmos padrões da limpeza das ambulâncias.

Nessa operação, a Força Aérea Brasileira (FAB), através do Esquadrão Pelicano (2°/10° Grupo de Aviação), realizou evacuações aeromédicas utilizando a aeronave SC-105 Amazonas que possui configurações especiais para esse tipo de transporte. O Esquadrão é preparado para operações de busca e salvamento e evacuações aeromédicas. Também opera helicópteros H-60L Black Hawk.

Veja no vídeo abaixo como foi a preparação da aeronave em Brasília:

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A aeronave da FAB que transportou pacientes suspeitos de ebola foi dividida internamente em três zonas: quente, morna e fria, por meio de cortinas específicas. A zona quente, ou crítica, é onde o paciente é transportado. Todos os profissionais que ficam nessa área devem usar os devidos equipamentos de proteção e o paciente é acomodado em uma maca de isolamento portátil.

Na zona morna serve para armazenar equipamentos e materiais utilizados no atendimento. Além disso, serve de área de preparação para os profissionais que necessitem ter algum tipo de contato com quem está na zona quente. A zona fria é considerada livre de contaminação e abriga os pilotos, mecânicos e demais especialistas que necessitem estar no voo, de acordo com a necessidade de cada caso.

Exceto operadores militares, como o Esquadrão Pelicano da FAB e operadores civis, como empresas de táxi aéreo certificadas pela ANAC e que possuem capacidade operacional e técnica para realizar esse tipo de missão, existem fatores que precisam ser considerados pelos outros operadores civis que pretendem realizar esse tipo de missão, como operadores da Aviação Pública (RBAC 90).

Requisitos

Muitas aeronaves não possuem essas especificações ou não estão alocadas exclusivamente para esse tipo de serviço, além do fato da necessidade de treinamento das equipes e equipamentos de proteção individual, como máscara adequada, protetor facial, óculos de proteção, avental ou traje de operações para proteção contra respingos, adequados inclusive ao uso do capacete de voo e óculos de visão noturna.

Operadores civis americanos, europeus e também do Brasil, decidiram que o risco para as tripulações é muito grande e declararam que não transportarão nenhum paciente com teste positivo para COVID-19 (coronavírus), além do fato de serem necessários equipamentos específicos e uma complexa logística. O transporte de ambulância terrestre se apresenta para muitos como a melhor solução.

Nesse sentido, a Secretaria de Saúde do Paraná publicou no dia 20 de março a Resolução SESA Nº 338/2020 que implementa medidas de enfrentamento da emergência em saúde pública decorrente do COVID-2019.

O parágrafo único do Art. 23 da resolução definiu que “o transporte emergencial de pacientes, caracterizados como caso suspeito para COVID-19 deverá ser prioritariamente realizado na modalidade terrestre, sendo vedado o transporte aéreo até deliberação ulterior.

O fato é que devem ser seguidos protocolos rígidos para o transporte aeromédico de pacientes nesses casos. De forma análoga, para o transporte de substâncias infecciosas e amostras biológicas em aeronaves civis existem regras específicas. No Brasil há normas que tratam do assunto (operações civis), como o RBAC 175 e o RBAC 90 (Aviação Pública) para o transporte aéreo, legislação de segurança e medicina do trabalho, requisitos de embalagem, etc.

Maca EpiShuttle adquirida pela DRF Luftrettung para transportar pacientes com COVID-9. Foto: DRF.

Assim, para aqueles operadores civis que decidirem transportar pacientes de alto risco, segundo especialistas, é necessário um conjunto de medidas de prevenção para as tripulações e para todos os profissionais envolvidos direta e indiretamente no transporte.

Essa ação pode demandar uma logística muito mais complexa do que um transporte terrestre, além é claro da avaliação da real necessidade do transporte ser feito via aérea. A leitura dos artigos científicos abaixo também podem ajudar na tomada de decisão dos gestores sobre a necessidade ou não de um transporte e quais protocolos devem ser seguidos. Lembramos que existem muitos trabalhos publicados a esse respeito.

Além disso, ações destinadas a prevenir, controlar, mitigar ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam interferir ou comprometer a qualidade de vida, a saúde humana e o meio ambiente também foram tratadas pelo Ministério da Saúde na publicação Biossegurança em saúde: prioridades e estratégias de ação.

Limpeza e desinfecção de helicópteros

Um dos assuntos relacionados ao tema, mas com viés voltado à segurança em geral nos transportes rotineiros, está a desinfecção da aeronave depois do voo. A Helicopter Association International (HAI) divulgou dicas sobre descontaminação de helicópteros.

Clique aqui e acesse Information Notice Nº 3476-I-12 da Airbus Helicopters.

Basicamente, inclui lavar as mãos e qualquer parte do corpo exposta; esterilizar componentes de aeronaves, como maçanetas, fivelas de cinto de segurança, controles de voo e tecidos absorventes; e esterilizar equipamentos de voo, como fones de ouvido, capacetes, barras de microfone e abafadores de microfone.

A European Union Aviation Safety Agency (EASA) também divulgou recomendações operacionais, bem como a Airbus Helicopters publicou um Information Notice Nº 3476-I-12 apresentando recomendações e orientações relacionadas à limpeza e desinfecção de helicópteros.

Sendo um operador militar ou civil, o transporte aeromédico nesse cenário demanda aeronave adequada, equipamentos específicos e treinamento das equipes, além de planejamento de toda a logística que envolve esse tipo de operação.

Bons voos com segurança, gestão e EPI!

Serviço aeromédico dos Campos Gerais completa 2 anos com mais de 650 pessoas socorridas

Paraná – Há dois anos o serviço aeromédico foi inaugurado na Região dos Campos Gerais. Uma parceria entre a Prefeitura de Ponta Grossa, Secretaria Estadual de Saúde (SESA) e Segurança Pública (SESP), através do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), possibilitou a implantação do serviço. (Saiba mais)

De lá para cá muitos atendimentos aeromédicos foram realizados. Ao longo desses dois anos, 652 pessoas foram atendidas por profissionais da saúde (médicos e enfermeiros) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pilotos e equipes de apoio do BPMOA.

O helicóptero Saúde 03 (SAMU 192 – Paraná Urgências) é utilizado no atendimento aeromédico e sua base está localizada no aeroporto municipal Comandante Amilton Antônio, mais conhecido como Aeroporto Sant’Ana, em Ponta Grossa. O serviço atende 57 municípios das regiões de Ponta Grossa, Irati, Guarapuava, União da Vitória e Telêmaco Borba.

“Da parceria criada há dois anos, homens e mulheres cuidam e zelam pela segurança, saúde e tranquilidade dos cidadãos na Região dos Campos Gerais, sempre com carinho e atenção, de forma discreta, mas presente e sempre pronta para servir”, disse o comandante do BPMOA, Ten Cel BM Julio Pucci.

Autoridade de Aviação Civil Suíça certifica a Kopter para produção do helicóptero SH09

Suíça – No dia 21 de fevereiro, o Grupo Kopter recebeu do Departamento Federal de Aviação Civil (Federal Office of Civil Aviation – FOCA) da Suíça certificado que concede a Aprovação de Organização de Produção (POA).

Este certificado confirma a Kopter como uma organização de produção devidamente reconhecida. É um atestado em que a Kopter possui pessoal qualificado, métodos, processos e procedimentos necessários, além de um sistema de qualidade confiável. É um marco importante para a Kopter, tornando-a elegível para produzir e acelerar seu helicóptero leve SH09 monomotor, que também terá uma versão aeromédica.

A cerimônia de entrega do certificado ocorreu nas instalações da Kopter em Mollis, Suiça, com a participação do diretor de operações da Kopter, Dr. Jan Nowacki e dos representantes da FOCA, Urs Frei e Andreas Boss.

“Estamos extremamente satisfeitos em receber este certificado, que reconhece todo o trabalho que fizemos na construção de uma equipe e organização com bom desempenho. Agradecemos à FOCA por sua confiança e forte apoio para alcançar essa etapa fundamental e esperamos continuar com nossa cooperação no caminho de produzir nosso novo helicóptero com motor de turbina.”, disse Jan Nowacki.

Andreas Boss e Urs Frei comentaram: “Estamos orgulhosos de entregar este certificado de POA à Kopter. Isso demonstra que a Kopter atende aos mais altos padrões de aviação e possui capacidade, instalações, mão de obra, recursos e sistemas de garantia de qualidade para produzir o helicóptero SH09 que está em processo de certificação. ”

Equipes do SAMU socorrem vítimas de grave acidente envolvendo três veículos na BR-163

Paraná – Um grave acidente envolvendo três veículos foi registrado na manhã de domingo (15) na BR-163, região de Lindoeste. O serviço aeromédico do CONSAMU, ambulâncias de Cascavel, Capitão Leônidas Marques e Santa Tereza do Oeste foram mobilizados. A Polícia Rodoviária Federal e a Defesa Civil também prestaram apoio.

O veículo com placa de Lindoeste, seguia no sentido Cascavel, quando colidiu frontalmente com outro veículo com placa de Santa Teresa do Oeste.

Um terceiro veículo que não conseguiu frear também se envolveu no acidente. No interior de um dos veículos o condutor e um passageiro, ambos de 22 anos, sofreram ferimentos leves. Os outros 03 passageiros sofreram ferimentos graves (idades de 67, 42 e 17 anos).

No outro veículo havia o passageiro, de 25 anos e a passageira com 22 anos, ambos com ferimentos leves. O terceiro veículo envolvido havia 04 ocupantes, todos ilesos. Um homem foi levado pelo helicóptero do CONSAMU ao Hospital Universitário de Cascavel. Outras vítimas foram socorridas de ambulância, sendo uma levada ao Hospital Universitário e outra ao São Lucas.

Equipe aeromédica do NOTAER transporta idoso com pneumonia de Piúma para hospital em Serra, ES

Espírito Santo – No domingo (15), um idoso precisou ser transportado pelo helicóptero Hárpia 06 do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAER), na região Sul do Espírito Santo.

O transporte aeromédico aconteceu do município de Piúma para Serra, no Espírito Santo. O homem de 89 anos de idade estava com grave quadro respiratório e diagnóstico de pneumonia.

O paciente foi assistido durante todo o voo por um enfermeiro e médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e encaminhado ao Hospital Dório Silva, na Serra.

Equipe Aeromédica do NOTAER transporta idoso com quadro grave de pneumonia do município de Piúma para o Hospital Dório Silva em Serra, ES. Foto: Divulgação.

SAREX – Saiba como são coordenadas as operações SAR em grande escala nos Estados Unidos

Estados Unidos – Quando se trata de oferecer uma resposta adequada, eficaz e rápida a desastres naturais, não há espaço para improvisações, principalmente quando várias agências diferentes estão envolvidas.

Tim Ochsner, piloto-chefe do Departamento de Segurança Pública do Texas (DPS), explica a chave para o sucesso do SAREX (Search and Rescue Exercise) realizado por mais de 20 agências diferentes desde 2015, que agora se estabeleceu como referência para treinamento SAR (Search And Rescue) nos EUA.

Como surgiu a necessidade de organizar o treinamento de resgate em tão grande escala como o SAREX?

Em 2011, o estado do Texas teve enormes problemas com incêndios florestais e, nos anos seguintes, tivemos duas grandes inundações. Todas as agências equipadas com capacidade aérea para esse tipo de situação estavam envolvidas: o Exército com seus Lakotas, nossas agências locais de EMS, o Departamento de Polícia de Austin com seu H125 e o Departamento de Polícia de San Antonio com um H125 também.

Todos nós rapidamente formamos uma equipe e trabalhamos juntos por necessidade devido às inundações. Não tivemos tempo para configurar muito, apenas fizemos.

Após esses eventos, pensamos que precisávamos apresentar um plano melhor para o treinamento, estabelecer um plano de comunicação e procedimentos operacionais padrão. Tivemos que estabelecer uma estrutura de cooperação independente das partes com as quais trabalhamos, porque no final das contas essas coisas podem mudar. Foi assim que surgiu o exercício SAREX.

SAREX – Como são coordenadas as operações de SAR em grande escala? Foto: Airbus.

Como o treinamento SAREX ajudou a enfrentar situações da vida real?

Realizamos o primeiro exercício da SAREX em 2015, que ficou cada vez maior a cada ano. Isso realmente nos ajudou a estar preparado para o furacão Harvey em 2017.

Na verdade, Harvey foi uma das maiores respostas da aviação a um incidente por causa da área geográfica envolvida. Havia mais de 120 aeronaves no ar no sudeste do Texas e 25 agências envolvidas.

Graças ao SAREX, todos sabíamos o que todo mundo ia fazer e nos organizamos com muita facilidade. Todas as outras agências que também participaram se encaixaram no plano SAREX.

Após Harvey, realizamos o exercício SAREX mais três vezes, o que nos ajudou a responder às tempestades tropicais em Houston, por exemplo. No ano passado, tivemos 23 agências participando do exercício SAREX de vários estados diferentes.

SAREX – Como são coordenadas as operações de SAR em grande escala? Foto: Airbus.

Você acha que exercícios como esse podem ser úteis para outras agências ou outros países?

É um programa muito bom e acreditamos firmemente nele. Sabemos que é um grande empreendimento em termos de logística e suporte, mas vale a pena: é uma ótima maneira de discutir comunicação, coordenação, técnicas e táticas.

Toda vez que fazemos esse tipo de exercício, é como um ensaio para um grande evento. Você conhece pessoas; você sabe exatamente que tipo de plano de comunicação vai usar e como a logística funcionará … Quando surgir o momento da verdade, tudo o que precisamos fazer é dizer: “Ei, pessoal, estamos fazendo exatamente o que fizemos durante o SAREX .” Isso realmente melhora a segurança, eficiência e logística.

Se qualquer outra agência ou organização estiver interessada neste exercício, teremos prazer em ajudá-los a implementar algo como o SAREX!

Competições, palestras e homenagens marcaram o VI Encontro Nacional de Bombeiras Militares

Rio de Janeiro – A cerimônia de abertura do VI Encontro Nacional de Bombeiras Militares (ENBOM) aconteceu nos dias 4, 5 e 6 de março, no Teatro Caixa Nelson Rodrigues, no Centro do Rio. O Rio de Janeiro foi o Estado anfitrião do evento, que chega à sexta edição este ano.

O governador Wilson Witzel esteve presente, ao lado do secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do CBMERJ, coronel Roberto Robadey Jr. O encontro foi marcado por muitas homenagens e também por uma palestra sobre direito das mulheres, proferida pela juíza Tula Mello. A Banda Sinfônica da corporação fechou a noite com canções especiais para o público.

Na ocasião, um minuto de silêncio foi dedicado às vítimas da forte chuva que caiu na região Sudeste nesta semana. Entre elas, estão dois militares do Corpo de Bombeiros de São Paulo que morreram durante um salvamento na Baixada Santista.

Encontro Nacional de Bombeiras Militar teve Rio de Janeiro como estado anfitrião: Divulgação.

A major Karla Lessa, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, foi homenageada com a medalha “Mérito Avante Bombeiro“. A militar pilotava o helicóptero EC145 responsável pelos primeiros salvamentos na tragédia de Brumadinho em virtude do rompimento uma uma barragem de minério de ferro.

Cerca de 400 militares de todo o país participam do encontro, promovido pelo Conselho Nacional de Corpos de Bombeiros. Na programação aconteceram rodadas de palestras e debates com diversos assuntos do universo de uma bombeira militar – carreira, inteligência emocional, poder de gestão pessoal, desafios e expectativas no ambiente de trabalho.

Foi a primeira vez que o Rio de Janeiro recebeu este evento. Atualmente, cerca de 20% do efetivo do Corpo de Bombeiros fluminense é composto por mulheres nas áreas médicas, mas que também ocupam postos de combatentes, guarda-vidas, entre outros.

Bombeira de garra

O encerramento do VI Encontro Nacional de Bombeiras Militares foi marcado pela realização da “Bombeira de Garra”, uma competição entre as tropas. Equipes compostas por quatro mulheres disputaram o título de corporação mais ágil nos quesitos salvamento terrestre, aquático e combate a incêndio. A finalidade da atividade foi incentivar a prática esportiva pelas bombeiras militares e reciclar conhecimentos nas áreas operacionais.

Com auxílio de compressor torácico automático bombeiros e SAMU revertem parada cardiorrespiratória

Santa Catarina – Na tarde de terça-feira (25), um homem de 59 anos que sofreu uma parada cardiorrespiratória (PCR) no Bairro das Nações, Balneário Camboriú, foi socorrido por bombeiros e equipe do SAMU.

A vítima passou mal por volta das 16h30. O helicóptero Arcanjo 03 do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros foi acionado para a ocorrência. Quando os bombeiros chegaram no local, o homem já estava sendo atendido pelo SAMU.

No local, a equipe aeromédica do Arcanjo 03 utilizou medicamentos e compressor torácico automático (LUCAS 3) para reanimação cardiopulmonar.  Depois de 45 minutos de procedimentos, os bombeiros conseguiram reverter a parada cardiorrespiratória. O homem foi estabilizado, entubado e conduzido por terra ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí.

Serviço aeromédico SARA/SAER-Fron transporta paciente de Vargeão para Hospital Regional do Oeste, SC

Santa Catarina – Na tarde de quarta-feira (26), um homem de 58 anos precisou ser transportado de Vargeão para o Hospital Regional do Oeste, em Chapecó. O resgate foi feito pelo Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARA) e Serviço Aeropolicial (SAER-Fron). A vítima sofreu uma queda em casa na quinta-feira (20).

Ele procurou atendimento médico na quarta-feira após passar mal. Foi internado em Vargeão e passou por uma tomografia. Após o resultado dos exames, foi constatado que ele possuía sangramento intracraniano, causado por Traumatismo cranioencefálico (TCE).

O paciente foi estabilizado para o transporte até Chapecó. A equipe aeromédica realizou a transferência de urgência do paciente, para que pudesse receber tratamento cirúrgico no serviço de neurocirurgia.

Equipe do SARA/SAER transporta paciente com hemorragia intracraniana de Vargeão para Hospital Regional do Oeste, SC. Foto: Divulgação.

NSW Air Ambulance da Austrália adquire cinco aviões King Air 350 para operações aeromédicas

Estados Unidos – A Textron Aviation anunciou um contrato de cinco aviões Beechcraft King Air 350 para o serviço aeromédico da Pel-Air, com sede em New South Wales, na Austrália. As entregas dos aviões deverão começar ainda este ano e encerrar em 2021.

Os cinco aviões turboélices King Air 350 serão usados ​​pela Pel-Air para fornecer serviço de ambulância aérea contratada pela NSW Air Ambulance (New South Wales Ambulance), agência governamental que presta serviços móveis de saúde, de resgate e transporte de pessoas com necessidades médicas de emergência em Nova Gales do Sul, Austrália.

As novas aeronaves, que serão baseadas em Mascot, aeroporto de Sydney, substituirão a atual frota mista de aeronaves King Air B200C e B350C que foram usadas para apoiar o NSW Ambulance até o momento. A NSW Ambulance responde a 1,2 milhão de pedidos de ajuda a cada ano, em mais de 80.000 quilômetros quadrados.

Os aviões têm capacidade para transportar dois pacientes em macas. Foto: NSW.

Além dos aviões, a NSW Ambulance opera nove helicópteros Leonardo AW139, em sete bases. Os aviões têm capacidade para transportar dois pacientes em macas. Eles contam com um piloto e uma enfermeira de voo. Dependendo dos requisitos clínicos do caso, um médico pode ser adicionado ao voo.

“Estamos muito orgulhosos que a NSW Ambulance tenha escolhido continuar com o King Air em apoio às suas necessidades operacionais críticas de serviços de emergência em Nova Gales do Sul”, disse Bob Gibbs, vice-presidente de Vendas de Defesa e Missões Especiais da Textron Aviation.

“O King Air provou ser muito eficiente, particularmente em operações de ambulâncias aéreas em Nova Gales do Sul, onde grande parte da necessidade é em áreas rurais e pistas com pouca infraestrutura e que dominam nossa área de serviço”, disse Eugene Lee, Chefe de Operações da Pel-Air.”

NSW Air Ambulance da Austrália adquire cinco aviões aeromédicos King Air 350. Foto: Divulgação.

Força Aérea Portuguesa transportou 11 pacientes e um órgão para transplante em 22 horas de voo

Portugal – A Força Aérea Portuguesa realizou entre os dias 17 e 24 de fevereiro, oito missões de apoio à população nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Foram transportados 11 pacientes que necessitavam de assistência médica urgente, um resgate em navio e um transporte de órgão.

As esquadras 502 – “Elefantes, 504 – “Linces” e 751 – “Pumas” voaram 22 horas e 35 minutos de voo para realizar todas as missões. Na madrugada de domingo (23) resgataram um tripulante do navio “VIZCONDE DE EZA”, que navegava a cerca de 54 km a Noroeste do Montijo.

Força Aérea Portuguesa realizou múltiplas missões em uma semana. Foto: Divulgação

O paciente precisava de assistência médica urgente e foi socorrido pela tripulação do EH-101 Merlin que decolou da Base Aérea N.º 6, no Montijo. Após o resgate, foi transportado para uma Unidade Hospitalar, em Lisboa. Nesta madrugada, decolou da mesma base uma aeronave C-295M para uma missão de transporte de órgão para transplante.

Na noite de segunda-feira (24), uma aeronave Falcon 50 decolou para realizar o transporte de uma grávida, que necessitava de assistência médica urgente, dos Açores para o Continente. A bordo do avião seguiu uma equipa médica militar e civil, que assegurou os cuidados durante a viagem.

Depois de 4h45 de voo, a aeronave pousou no Montijo na madrugada de terça-feira (25), onde uma ambulância aguardava a paciente para ser transportada a uma Unidade Hospitalar.

Força Aérea Portuguesa realizou múltiplas missões em uma semana. Foto: Divulgação.

NOTAER e SAMU transportam vítima de infarto agudo do miocárdio de Santa Maria de Jetibá para Vitória, ES

Espirito Santo – Na segunda-feira (24), equipe do helicóptero Harpia 06 do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAER) realizou transporte aeromédico de paciente do município de Santa Maria de Jetibá para a capital, Vitória.

Um homem de 68 anos de idade, vítima de infarto agudo do miocárdio (IAM), foi transportado no Harpia 06, assistido durante todo o voo por um enfermeiro e médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192).

“A vítima necessitava de rapidez no transporte e pudemos reduzir o tempo resposta e garantir um atendimento médico especializado.”, disse a equipe do NOTAER.

Equipe aeromédica do BPMOA realizou no domingo duas remoções aeromédicas noturnas

Paraná – No domingo (23), equipe aeromédica do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) realizou dois transportes noturnos. O primeiro aconteceu na madrugada, quando uma jovem de 22 anos, vítima de capotamento em Matinhos, foi diagnosticada com cervicalgia e precisava ser transportada.

A paciente foi estabilizada pela equipe médica e embarcada no Falcão 03 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Praia Grande, em Matinhos, onde está instalada a Base Litoral. Foi transportada ao Aeroparque Paranaguá, de onde seguiu com ambulância do SAMU para o Hospital Regional do Litoral.

Por volta das 23h00, o BPMOA realizou a segunda remoção aeromédica noturna da UPA de Praia Grande para o Hospital Regional do Litoral. O paciente, de nove anos, foi diagnosticado com broncopneumonia e precisa de transporte urgente. Foi estabilizado pela equipe médica do Falcão 03 e levado até o Aeroparque Paranaguá, onde uma ambulância do SAMU aguardava para o traslado.

Força Tarefa agilizou captação e transporte de órgãos de Araçatuba para Rio Preto, São Paulo e Ribeirão Preto

São Paulo – Os órgãos do menino de 11 anos, que teve morte cerebral constatada na terça-feira (18), foram captados em Araçatuba na quarta-feira (19) e encaminhados para as cidades de São Paulo, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. Para o transporte foi necessária a mobilização de uma força-tarefa composta por equipes médicas de captação, SAMU, helicóptero Águia da Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e jato da AllJet Táxi Aéreo.

O paciente deu entrada na Santa Casa de Araçatuba na segunda-feira (17) e após exames foi constatado AVCH (Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico). O garoto passou mal em sala de aula da Escola Estadual Doutor Joubert de Carvalho. Ele estava sentado na carteira, durante a aula, quando avisou a professora que não se sentia bem. A Diretoria de Ensino de Araçatuba disse que, assim que ele passou mal, foi socorrido pelo SAMU e levado para a Santa Casa.

De acordo com o hospital, os familiares aceitaram doar os órgãos. A compatibilidade da sorologia confrontada pela Central Nacional de Órgãos já havia encontrado pacientes que estavam na fila de espera e compatíveis para o pulmão, fígado, rins e córneas.

O fígado foi direcionado para Ribeirão Preto e o pulmão levado para o INCOR (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas), em São Paulo, com apoio do helicóptero Águia da PM de Araçatuba e da AllJet Táxi Aéreo.

Os órgãos e a equipe de captação foram levados pelo Águia até Penápolis, onde um jato fretado da AllJet aguardava para transportá-los até o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Os rins, válvulas do coração e córnea foram encaminhados ao Hospital de Base de São José do Rio Preto.

Equipes do BPMOA e SIATE revertem parada cardiorrespiratório de afogado em São José dos Pinhais, PR

Paraná – Na sexta-feira (21), equipe aeromédica do helicóptero Falcão 04 do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) foi acionada para socorrer vítima de afogamento na região do Jardim Ipê, São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.

Um adolescente de 14 anos foi localizado em uma região de alagados e cavadas  por guarda-vidas do Corpo de Bombeiros. Segundo informações, teria ficado aproximadamente 30 minutos submerso e estava em Grau 6 de afogamento. Clinicamente, o afogamento é classificado em graus, que vai de “Grau 1” ao “Grau 6”, que é aquele em que o paciente está com parada cardiorrespiratória.

O jovem foi reanimado pela equipe médica do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (SIATE) e socorristas do Corpo de Bombeiros. Depois de feita sua estabilização, o jovem foi transportado pela equipe do BPMOA ao Hospital do Rocio, em Campo Largo, onde foi recebido por equipe médica especializada.

Polícia Civil assina convênio com Consórcio Intermunicipal de Saúde e fortalece serviço aeromédico no Oeste Catarinense

Santa Catarina – Na manhã de sexta-feira (21), no Centro de Eventos de Chapecó, a Polícia Civil de Santa Catarina, através do Serviço Aeropolicial de Fronteira (SAER-FRON), assinou convênio com o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste Catarinense (CIS-AMOSC).

Com o convênio, o helicóptero da Polícia Civil atenderá municípios participantes do CIS-AMOSC e receberá mensalmente aporte financeiro de 29 mil reais. O médico e coordenador do SARA, Alexsandro Rosa, destaca que o recurso será destinado a comprar materiais e estruturar cada vez mais o serviço que é prestado na região. “Já temos projeções para comprar uma incubadora neonatal específica para helicóptero e outros equipamentos de UTI”.

Atualmente o CIS-AMOSC conta com 53 municípios filiados para atender uma população de mais de 562 mil habitantes, e nesse convênio 50 municípios aderiram e participarão do rateio, além de Chapecó. O Delegado Albert Silveira, piloto e coordenador do SAER-FRON, comentou que as tratativas iniciaram em 2019, quando foram apresentados os dados de atendimentos que já vinham contemplando os municípios que fazem parte do CIS-AMOSC.

Desde 2015, a Polícia Civil mantém parceria com o município de Chapecó, que passou a fornecer uma equipe de saúde para atuar integrada nos resgates aeromédicos. Iniciou-se o Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARA), formado por médicos e enfermeiros que tripulam o helicóptero AS350B2 do SAER.

Esse serviço é empregado no período diurno e nas ocorrências de maior gravidade no extremo oeste de Santa Catarina. As atividades do SARA já somam mais de 1.200 missões nos mais diversos atendimentos, especialmente em ocorrências como acidentes de trânsito, acidentes de trabalho e transferências de urgência no município de Chapecó e demais municípios do Extremo Oeste.

Desde o início das atividades do SAER-FRON, em julho de 2014, já voaram 3 mil horas em mais de 2.500 missões policiais e de resgate.

Equipe aeromédica do Harpia 08 do NOTAER resgata parapentista acidentado em Santa Teresa, ES

Espírito Santo – No final da tarde de sábado (15), a equipe de serviço do helicóptero Harpia 08 do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAER) decolou para socorrer um parapentista que havia se acidentado em uma rampa de saltos em Santa Teresa, região serrana do Espírito Santo.

Em uma corrida contra o tempo, tendo em vista a proximidade do pôr do sol e o quadro grave do acidentado, equipe integrada, formada por piloto e operador aerotático do NOTAER, e enfermeiro e médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), prosseguiram para Santa Teresa, onde a vítima já recebia os primeiros atendimentos pela equipe médica local.

O homem de 59 anos de idade apresentava um quadro de politraumatismo grave, com lesões de crânio, face, coluna lombar e pelve. Após adotadas todas as medidas clínicas e técnicas necessárias, já no começo da noite, a equipe decolou com destino ao Hospital Dr Jayme dos Santos Neves, em Serra, onde a vítima foi entregue aos cuidados da equipe médica local.

Segundo a tripulação do Harpia 08, “As equipes de socorro estavam imbuídas de trazer o parapentista vivo até a região metropolitana para que pudesse receber os cuidados mais especializados.”

Equipe do GRAESP transporta militar ferido em acidente na BR-163 para hospital em Novo Progresso, PA

Pará – Na sexta-feira (14), dois helicópteros do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (GRAESP) estavam a caminho da solenidade de inauguração da BR-163, quando perceberam um acidente na via com um viatura do exército.

A equipe de um dos helicópteros (Guardião 03) interrompeu o fluxo de veículos na estrada e prestou atendimento aeromédico às vítimas. Cinco militares do Exército seguiam para a solenidade de inauguração da pista, quando a viatura colidiu com uma carreta. Eles seriam condecorados pelo Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

Helicóptero resgata militares feridos em acidente na BR-163 — Foto: Jorge Tadeu.

Quatro dos militares sofreram escoriações leves e foram atendidos no local, o coronel foi , embarcando e conduzindo ao hospital do município de Novo Progresso, PA. A bordo do Guardião 03 havia uma enfermeira que deu todo o atendimento necessário. Ao pousar na cidade, uma guarnição do Exército já aguardava para realizar o transporte do paciente ao hospital.

Além do atendimento aeromédico, o GRAESP realizou ainda operação policial, com escolta e policiamento ostensivo, e o transporte de autoridades. Segundo o secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, Ualame Machado, o efetivo do GRAESP é capacitado para fazer o serviço de atendimento e resgate aeromédico.

Equipe do Guardião 03 do GRAESP resgata coronel do Exército em acidente na BR-163. Foto: Divulgação.

Avião em manutenção e problemas de iluminação da pista atrasam transporte aeromédico de Fernando de Noronha para Recife, PE

Pernambuco – Na manhã de quarta-feira (12), um servidor do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) foi transferido da ilha de Fernando de Noronha para Recife em um avião UTI, depois de mais de 30 horas de espera.

O servidor público de 56 anos deu entrada no Hospital São Lucas, o único de Fernando de Noronha, às 20h20 da segunda-feira (10), com sintomas de infarto agudo do miocárdico (IAM). Depois de avaliada a condição de saúde do paciente e contato com a Central de Vagas, a equipe médica solicitou sua transferência para a capital pernambucana, em caráter de urgência.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) mantém contrato com uma empresa de táxi aéreo para realizar a transferência de pacientes do arquipélago para o Recife, porém o avião da referida empresa encontrava-se em manutenção e não havia naquele momento outro para realizar o transporte.

Após 30 horas de espera servidor do ICMBio é transferido de Fernando de Noronha para Recife. Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo.

A SES-PE, que mantém repasses regulares à empresa, fez gestão para solucionar o problema e uma aeronave de outra empresa de táxi aéreo realizou o transporte. Não foi possível o pouso noturno na terça-feira (11), porque o balizamento da pista e sistema de iluminação de aproximação do aeroporto da ilha apresentaram problemas. Em 2019 foi concedida licença ambiental autorizando a possibilidade de voos de emergência médica à noite.

O paciente foi transferido somente às 7h de quarta-feira (12) para o Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco Prof. Luiz Tavares (Procape), no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. O estado de saúde do homem é estável e encontra-se em observação na emergência.

A SES-PE informou que o paciente recebeu toda a assistência necessária no Hospital São Lucas e não teve seu quadro clínico prejudicado pela espera da aeronave. Além disso, a SES-PE informou que está com credenciamento aberto para que outras empresas de táxi aéreo possam prestar este serviço.

Aviões de transporte aeromédico podem realizar pousos e decolagens noturnas — Foto: Ana Clara Marinho. (Ilustrativa)

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