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Helisul participa de congresso sobre enfermagem aeroespacial em Curitiba, PR

Paraná – Curitiba vai se tornar o maior ponto de encontro da enfermagem aeroespacial no Brasil, onde acontecerá o 1º Congresso Nacional da Associação Brasileira de Enfermagem Aeroespacial. Nos dias 8 e 9 de julho, a cidade vai receber enfermeiros especialistas no atendimento de pacientes aeroresgatados ou aerotrasportados, além de outros profissionais que trabalham em operações aeromédicas.

Atuante neste tipo de serviço há dez anos, a Helisul estará presente no evento como patrocinadora e parceira. Além de oferecer uma das palestras da programação, intitulada “A utilização de aeronave não tripulada no transporte aeromédico”, ministrada pelo engenheiro aeroespacial Lucas Fontoura, head da Helisul Drones, a empresa também terá um estande no espaço do congresso para apresentar seus serviços.

O evento visa engajar os profissionais da área com as discussões mais atualizadas do campo científico para promover a melhor assistência aos pacientes e tem como tema principal “As tecnologias para o serviço aeroespacial de resgate e transporte de pacientes”. Contudo, de acordo com a presidente da Associação Brasileira de Enfermagem Aeroespacial (Abraero) e enfermeira de voo da Helisul, Michelle Taverna, a proposta abrange mais do que dispositivos e sistemas tecnológicos.

“Quando falamos em tecnologia, falamos em tecnologias leves, leve-dura e duras. As duras são os materiais, equipamentos, etc. Elas serão abordadas em palestra sobre aeronaves não tripuladas, promovida pela Helisul. As leve-duras são os EPIs, cursos e treinamentos, e vão aparecer na palestra sobre tecnologias em EPIs. E as leves são as legislações e os protocolos, como no caso da palestra sobre o protocolo para morte em voo. Então, envolvemos a tecnologia de uma forma muito mais ampla”, explica Michelle.

Além dessas, o congresso contará com três palestras internacionais: a do coronel Antonio Gomes, da Força Aérea Portuguesa, e de Marco Guerreiro, coordenador de transporte aeromédico em Angola, que falarão sobre as experiências na prestação deste tipo de serviços nos respectivos países; e a da professora doutora Thais Russomano, que vai falar sobre as principais discussões relacionadas ao turismo espacial.

Entrega de títulos e arrecadação de doações

Outra atração do evento será a entrega dos títulos para os profissionais que foram aprovados na primeira prova de títulos do país voltada para esta categoria. Até recentemente, enfermeiros que atuam no transporte aeromédico estavam habilitados a trabalhar se tivessem graduação e pós-graduação na área, mas isso mudou com a Resolução nº 660/2021 do Conselho Federal de Enfermagem, que estabeleceu as regras para exercício da profissão.

Uma dessas regras é a comprovação dos conhecimentos na área por meio da realização de prova, como acontece com outras categorias, como a dos advogados, que realizam o exame da OAB. De acordo com Michelle, a prova de titulação passa a ser realizada anualmente.

Haverá ainda uma campanha de arrecadação de meias para que sejam doadas a creches, asilos e escolas da região de Curitiba. “Começamos essa campanha e vamos fazer a arrecadação para sensibilizar as pessoas que estão vindo para cá e ajudar as pessoas daqui”, afirma Michelle. Conforme a presidente da Abraero, meias são suficientemente pequenas para serem trazidas na mala por quem vem de outras cidades e estados, mas podem fazer uma grande diferença na vida de quem não as têm.

Saúde a bordo

RAUL MARINHO
Consultor aeronáutico
Editor do BizAv.Biz

Publicado originalmente na Revista Aeromagazine – Edição 337 (julho/2022)

Como o nome sugere, o transporte aeromédico é uma operação realizada por aviões ou helicópteros, com o objetivo de deslocar por via aérea pessoas que necessitam de cuidados médicos.

Em princípio, isso pode ocorrer de diversas maneiras, seja como desdobramento de uma operação de busca e salvamento (ou SAR, do inglês Search And Rescue) realizada com um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) sobrevoando a selva amazônica, passando pelo resgate de um motociclista acidentado com um dos helicópteros Águia da Polícia Militar de São Paulo na Marginal Tietê, na capital paulista, até o transporte de um paciente em estado crítico de saúde em uma unidade de tratamento intensivo (UTI) aérea, como ocorreu com então candidato Jair Bolsonaro após o atentado a faca ocorrido na campanha de 2018, em Minas Gerais.

Ainda que sejam correspondentes, cada uma dessas missões possui uma regulamentação específica: no caso do SAR, por se tratar de uma operação da FAB, são as normas militares que regulamentam a operação, enquanto o atendimento de uma ocorrência pelo helicóptero da PM segue um regulamento específico da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operações especiais de aviação pública.

Já no caso exemplificado pelo transporte do atual presidente, o transporte deve ser realizado por uma aeronave de táxi aéreo certificada para o transporte aeromédico. Essa última modalidade operacional será o foco deste artigo.

INTER X PRÉ-HOSPITALAR

Durante a pandemia de COVID-19, muitos brasileiros com sintomas graves da doença e residentes em localidades menos desenvolvidas tiveram de ser deslocados por extensas distâncias para cidades mais bem servidas por hospitais capacitados para realizar o atendimento.

Transladar estes pacientes pelos lentos meios de transporte terrestres ou por rios e mares significaria condená-los à morte, em muitos casos. Logo, a única alternativa que lhes restou foi o modal aéreo e, neste contexto, as empresas do segmento aeromédico se tornaram a opção pela vida para centenas de brasileiros.

O resultado foi o aumento gigantesco dos voos destinados ao transporte inter-hospitalar, e as empresas de táxi aéreo do Brasil em condições de operar no segmento trabalharam como nunca durante a pandemia. Neste período, o Brasil inteiro tomou conhecimento da importância dos táxis aéreos que realizam operações aeromédicas para o salvamento de vidas.

Em alguns casos, os helicópteros das entidades públicas também atuam no transporte inter-hospitalar, transladando pessoas entre instituições públicas de saúde, em especial quando o paciente apresenta risco iminente de morte (modalidade que até os aviões da FAB foram utilizados durante a pandemia, dada a gravidade da situação de algumas localidades, em determinados momentos).

Mas a principal função da operação aeromédica realizada pela Polícia Militar e pelos Bombeiros é o atendimento pré-hospitalar (APH), relacionado ao resgate de acidentados, baleados, infartados e assim por diante. Essa modalidade operacional, utilizada exclusivamente em situações de emergência médica, pode funcionar sob dois formatos distintos, dependendo de quem seja o operador.

Quando são entidades públicas que a executam, como as operações de resgate realizadas pelo Esquadrão Águia da PM paulista, não ocorre a remuneração direta por parte do usuário. Já no caso do APH realizado pelos táxis aéreos, como no atendimento a acidentados nas provas do Rally dos Sertões, o voo é pago pelo paciente ou pelo seu plano de saúde.

Há, ainda, uma terceira possibilidade, cada vez mais comum no Brasil (e muito usual em diversos países da Europa), que é o resgate de emergência realizado em parceria entre órgãos públicos e iniciativa privada, suportado financeiramente pelo Estado para o atendimento ao cidadão, em que o paciente também fica isento de pagamento.

Nesse último modelo, que é bem mais recente, as empresas de táxi aéreo ficam responsáveis por disponibilizar a aeronave (seja pela aquisição ou pelo arrendamento), bem como por sua operação e sua manutenção, além do treinamento dos pilotos; enquanto as ações de apoio operacional em solo (interrupção do tráfego para que o helicóptero possa pousar na via pública, remoção dos acidentados dos destroços etc.) e o ingresso da ocorrência no sistema utilizado pelos órgãos de segurança pública – o recebimento da ligação pelos números de emergência ou a comunicação da necessidade de transporte aéreo de emergência por uma unidade policial ou do corpo de bombeiros, operadas pelo Centro de Operações Policiais Militares (COPOM) dos estados – fica a cargo dos órgãos públicos.

Já a responsabilidade sobre a equipe de saúde a bordo pode variar de acordo com o modelo operacional adotado pelo estado, podendo médicos e enfermeiros serem servidores públicos (o mais usual) ou profissionais contratados pelas empresas. Em um contexto no qual o poder público tem cada vez menos recursos para investimentos diretos em formação e treinamento de pilotos e em aquisição e manutenção de aeronaves, essa modalidade híbrida é bastante vantajosa, uma vez que ocorre no modelo de pagamento sob demanda (pay-per-use), mais adequado à atual estrutura dos orçamentos públicos.

ASPECTOS REGULATÓRIOS

A regulamentação da operação aeromédica realizada por táxis aéreos é uma das mais complexas da aviação brasileira. Como em qualquer operação civil regulada pela ANAC, o transporte aeromédico tem de seguir os Regulamentos Brasileiros de Aviação Civil (RBAC) e cumprir diferentes diretrizes, a começar pelos requisitos gerais de operação para aeronaves civis (RBAC Nº 91).

Além disso, por ser uma empresa de táxi aéreo, esse tipo de operação também requer certificações de operador de transporte aéreo de interesse público (RBAC Nº 119) e para operações remuneradas com aeronaves de até 19 assentos (RBAC Nº 135), assim como de uma regulamentação específica aplicável somente para os táxis aéreos que realizam operações aeromédicas, que veremos com mais detalhes a seguir.

Percebam que, até agora, já mencionamos quatro regulamentos da ANAC e nesta conta nem contabilizamos o RBAC Nº 90, aplicável às operações aeromédicas realizadas pelos órgãos estaduais de segurança pública. Mas tem mais.

Além dos requisitos da ANAC, o transporte aeromédico também deve cumprir normas de outros órgãos públicos e autarquias. O principal órgão é o Ministério da Saúde (Portaria Nº 2.048, de 05 de novembro de 2002, mais conhecido como Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência), que especifica as instalações de suporte avançado de vida das ambulâncias aéreas.

Assim como os tripulantes, que são regulamentados pela ANAC por meio do RBAC Nº 61, relativo à emissão de licenças e habilitações e aos demais requisitos de treinamento aplicáveis aos táxis aéreos, os profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) que atuam na operação aeromédica precisam seguir normas específicas de suas entidades de classe: o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) também possui normas específicas para essa modalidade de operação e, finalmente (mas não menos complexa), há uma extensa regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aplicável a todos os equipamentos e insumos relacionados à operação. A boa notícia é que a ANAC revisou recentemente a principal norma aplicável à operação aeromédica, tornando-a mais simples e adequada às necessidades atuais das empresas que atuam no setor.

O regulamento específico da ANAC para a operação aeromédica foi publicado originalmente pelo Departamento de Aviação Civil (DAC), em 1999 (trata-se da IAC Nº 3134-0799, redigida no contexto regulatório, tecnológico e do mercado de mais de duas décadas atrás).

Por isso, em uma atitude inédita, a ANAC constituiu um grupo de trabalho, o Comitê Técnico de Serviço de Transporte Aeromédico (CT-STA), do qual fizeram parte diversas associações representativas da indústria e dos operadores (Associação Brasileira de Aviação Geral, Abag; Associação Brasileira das Empresas de Taxi Aéreo e Manutenção de Produtos Aeronáuticos, Abtaer; e Associação Brasileira de Operadores Aeromédicos, Aboa), sindicatos (Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo, Sneta; e Sindicato Nacional dos Aeronautas, SNA) e órgãos de classe dos profissionais de saúde que também atuam na operação (Conselho Federal de Medicina, CFM; e Conselho Federal de Enfermagem, Cofen).

Eles trabalharam juntos para construir normas consensuais para regular a operação aeromédica. A ANAC secretariou o grupo e fui nomeado o coordenador do comitê, representando a Abag. Foram 27 reuniões em sete meses de trabalho, encerrado em outubro de 2021, cujo resultado foi um extenso relatório de texto base para que a ANAC produzisse a nova regulamentação da operação aeromédica em substituição à antiga IAC (a IS Nº 135-005 – “Operação aeromédica realizada por operadores aéreos regidos pelo RBAC Nº 135”, publicada em 25 de março de 2022).

Dentre as principais novidades desta nova regulamentação para o segmento estão:

  • A possibilidade de que as empresas de táxi aéreo autorizadas para a operação aeromédica realizem pousos e decolagens em áreas não cadastradas:
    • Atendimentos pré-hospitalares com helicópteros, inclusive em estradas e rodovias; e
    • Em qualquer modalidade de atendimento com aviões, quando a operação for realizada na Amazônia Legal.
  • Alterações operacionais em documentos e requisitos:
    • Eliminação do Manual Aeromédico (MaMed), que não é mais requisito obrigatório para a certificação e operação; e
    • Dispensa de nomeação de um “chefe médico”, que não precisa mais estar nas Especificações Operativas (EO) da empresa.

O processo de autorização para que a empresa possa operar no transporte aeromédico passa a seguir o padrão das demais normas de certificação da ANAC. O operador que já possui autorização para realização de operação aeromédica (emitida conforme a IAC nº 3134-0799) poderá manter as suas operações inalteradas por mais 12 meses.

Para a manutenção da autorização após esse prazo, deve ser realizada adequação de acordo com as novas regras. Já as empresas interessadas em obter a primeira autorização para realizar operações aeromédicas precisam seguir a nova IS desde 1º de abril último.

O Comitê Técnico de Serviço de Transporte Aeromédico está confeccionando um Manual de Boas Práticas para as operações das empresas do setor e, em um futuro próximo, pretende atuar na modernização das normas do Ministério da Saúde, que também têm mais de 20 anos.

Com tudo isso, espera-se que o segmento tenha, em breve, uma regulação simplificada, moderna e adequada às necessidades das empresas, dos órgãos públicos, dos profissionais de saúde e dos pilotos, de modo a aumentar os índices de atendimento aeromédico para níveis mais próximos aos do primeiro mundo.

Para se ter uma ideia, Alemanha, França, Itália e Espanha têm hoje mais de 1,5 helicóptero dedicado ao atendimento aeromédico de emergência (APH) por milhão de habitantes, índice que chega a 5,6 na Noruega e a 5,8 na Áustria.

No Brasil, essa taxa é de 0,2 helicóptero por milhão de habitantes, ou seja, precisamos quintuplicar a nossa frota para chegar a uma aeronave por milhão de habitantes, que é o mínimo que nosso país precisa para prestar serviços de qualidade para os brasileiros.

Isso somente será possível se houver uma regulamentação que traga plena segurança jurídica para que empresas privadas (os operadores de táxi aéreo) possam realizar operações em parceria com os órgãos públicos (Polícias Militares, incluindo bombeiros), que foi o objetivo da IS nº 135-005. Dentro de alguns anos, espero ser convidado novamente por AERO Magazine para escrever sobre um cenário muito mais positivo da operação aeromédica do Brasil após esta reforma regulatória!

FROTA BRASILEIRA

Há hoje no Brasil 48 empresas com pelo menos uma aeronave autorizada a realizar operações aeromédicas, totalizando uma “frota ativa” (em condições regulamentares de aeronavegabilidade, ou seja, com Certificado de Matrícula e Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade válidos) de 259 aeronaves, sendo 146 aviões e 113 helicópteros – lembrando que uma aeronave autorizada a realizar transporte aeromédico também pode operar com o transporte “normal” de passageiros e cargas.

Na verdade, a maior parte da frota brasileira possui esta característica multiuso e poucas são dedicadas exclusivamente ao transporte de pacientes, uma vez que os “kits aeromédicos” podem ser instalados e retirados de acordo com as necessidades em grande parte dos casos.

Outras informações relevantes:

  • O estado com a maior frota de aeronaves aeromédicas é o Rio de Janeiro, com 84 unidades – porém, a maioria destas (74 helicópteros) está alocada à operação offshore;
  • A “pátria do transporte aeromédico” é Goiás, o estado com a maior frota da operação aeromédica “normal” (não offshore), com 25 aeronaves que atendem não só à demanda do Centro-Oeste, mas também de diversas outras regiões do país;
  • Também considerando somente a frota da operação “normal”, a região Norte é a mais numerosa, com 56 aeronaves, a maioria atuando no atendimento de comunidades indígenas e na remoção de pacientes de localidades isoladas da Amazônia;
  • O operador brasileiro com mais aeronaves autorizadas a realizar operações aeromédicas é a Omni Táxi Aéreo, com 51 helicópteros biturbina de grande porte, todos utilizados na operação offshore (somente três helicópteros da empresa são certificados para o transporte “normal” de passageiros e de cargas);
  • Das que não atuam na operação offshore, a maior empresa do setor é a goiana Brasil Vida Táxi Aéreo, com 13 aeronaves, todos aviões bimotores – seis jatos e sete turbo-hélices;
  • Somente duas aeronaves do segmento aeromédico são aviões anfíbios (Cessna Grand Caravan em ambos os casos), sendo que os dois são de empresas sediadas em Manaus, a CTA – Cleiton Táxi Aéreo e a Manaus Aerotáxi;
  • Dentre os aviões, temos:
    • 32 a pistão, dos quais:
      • 18 são monomotores – modelo mais popular: Cessna 206 Station Air (oito aeronaves); e
      • 14 são bimotores, todos Piper/Neiva Seneca;
    • 89 turbo-hélices, sendo:
      • 29 monomotores (27 Cessna Caravan & Grand Caravan); e
      • 60 bimotores (24 da linha Beech King Air Série 90);
    • 25 jatos, todos bimotores, sendo que:
      • A marca líder é a Learjet, com 11 aeronaves;
      • O modelo mais popular é o Learjet 45 (seis unidades); e
      • O maior deles é o G100, fabricado pela Israel Aircraft (da mesma família do atual G150 produzido pela Gulfstream), com 11.181 quilos de peso máximo de decolagem e operado pela Abelha Táxi Aéreo;
  • Já entre os helicópteros autorizados para o aeromédico, há:
    • 99 unidades bimotoras, todas na operação offshore; e
    • 14 modelos monomotores, sendo que onze destes são da família Helibras/Eurocopter Esquilo.

Acesse também: Consultoria em certificação e adequação de táxi aéreo para operação aeromédica de acordo com a IS nº 135-005

Treinamento integrado de busca e salvamento no Paraná comprova eficiência de novas tecnologias

Treinamento de busca e salvamento no Paraná comprova eficiência de tecnologias

Paraná – Na quinta-feira (30), equipes do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), do Grupo de Operações de Socorro Tático do Corpo de Bombeiros (GOST) e de montanhistas do grupo do Corpo de Socorro de Montanha (COSMO), se integraram para realizar treinamento conjunto de busca e salvamento de pessoa em ambiente de montanha, na Serra do Mar, proximidades do Morro Anhangava, em Campina Grande do Sul.

As atividades foram realizadas utilizando uma aeronave remotamente pilotada, o Matrice 300, adquirida em convênio entre o Instituto Água e Terra (IAT) e Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (SEDEST), para operação da Secretaria de Segurança Pública (SESP), através do BPMOA.

As equipes integradas praticaram durante o dia e durante a noite, em campo, as ações de busca e salvamento, coordenando juntamente com os Operadores de Drone do BPMOA, localizando e resgatando as vítimas simuladas, com o auxílio de câmera termal e zoom, com imagens de alta definição e estabilidade, superando obstáculos e dando mais agilidade nas buscas na montanha.

A utilização dessas tecnologias associada à ação humana, por meio das equipes especializadas, permitiu nesse treinamento localizar todas as vítimas simuladas em ambiente de montanha, demonstrando a eficiência dessas novas tecnologias ao reduzir o tempo em localizar e resgatar as vítimas de lugares hostis.

MJSP lança diretriz para contribuir com a redução da mortalidade de profissionais de segurança pública

Brasília – Para orientar e preparar o profissional que atua na linha de frente do combate ao crime de Norte a Sul do país e reduzir a mortalidade policial, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou na sexta-feira (1), a Diretriz Nacional de Atendimento Pré-Hospitalar (APH-Tático) para Profissionais de Segurança Pública, por maio da Portaria nº 98, de 1º de Julho de 2022. O APH-Tático auxilia na estabilização do ferido até a chegada de equipes médicas especializadas.

Diretriz Nacional de APH-Tático

“Com essa diretriz, queremos contribuir para fomentar capacitações, promover a padronização técnica desse importante instrumento e estimular as aquisições de equipamentos e insumos de APH-Tático. Isto porque, temos um olhar estratégico para valorizar o profissional de segurança pública que está lá na ponta arriscando a própria vida para proteger o cidadão”, reformou o ministro da Justiça e Segurança Pública.

Diretriz Nacional

Para construir a diretriz, o MJSP constituiu, através do Projeto de APH-Tático para Profissionais da Segurança Pública, uma Câmara Técnica composta por especialistas de todo o Brasil, entre médicos, enfermeiros, instrutores e operadores, além de realizar reuniões de alinhamento com as autarquias da classe da saúde, audiências e consulta pública de modo a garantir transparência e participação social no processo.

Tudo isso para fomentar a uniformização de procedimentos, capacitações, equipamentos e insumos pré-hospitalares empregados para resguardar a vida de policiais feridos no exercício da função ou em razão dela.

O Ministério também promoveu cursos de APH-Tático – Nível Básico com profissionais de todas as regiões do Brasil, difundindo o conhecimento mínimo necessário aos operadores da segurança pública em todos os Estados da federação. Os níveis Intermediário e Avançado estão em fase de construção e planejamento no âmbito do Projeto de APH-Tático para Profissionais da Segurança Pública.

APH-Tático

O Projeto de APH-Tático é desenvolvido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) em parceria com a Secretaria de Operações Integradas (Seopi) e a Secretaria de Gestão e Ensino em Segurança Pública (Segen) do MJSP.

Foi estruturado para que os policiais passem a dispor de condições diretivas, técnicas, materiais e humanas de oferecer uma rápida resposta nas situações de traumas sofridos durante as operações, diminuindo as mortes evitáveis no ambiente tático.

A medida atende aos princípios da Lei do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), entre os quais a proteção, a valorização e o reconhecimento dos profissionais da área.

Com a implantação da política pública, o MJSP visa a contribuir com a redução da vitimização de profissionais de segurança pública no Brasil, possibilitando o atingimento das metas previstas no Plano Nacional de Segurança Pública, conforme Decreto nº 10.822, de 28 de setembro de 2021.

Diretriz Nacional de APH-Tático

Associação Brasileira de Enfermagem Aeroespacial realiza congresso em Curitiba nos dias 8 e 9 de julho

Paraná – A Associação Brasileira de Enfermagem Aeroespacial (ABRAERO) realizará seu primeiro congresso nos dias 8 e 9 de Julho na cidade de Curitiba, PR. O evento será hibrido e acontecerá no auditório do Victoria Villa Hotel.

Durante o evento acontecerá a primeira prova de titulação de enfermeiros brasileiros que atuam nos serviços de resgate e transporte aéreo de pacientes (título de especialista em enfermagem aeroespacial).

Além da titulação, acontecerão palestras nacionais e internacionais sobre tecnologia, legislação, procedimentos operacionais, COVID-19, ECMO, turismo espacial, protocolos, segurança de voo, resgate aéreo em ambientes extremos, aeronaves não tripuladas e muito mais.

No final do evento será apresentada pelas enfermeiras Michelle Taverna e Adriana Aguiar a nova diretoria da ABRAERO, que assumirá a gestão da associação no triênio de 2022 a 2025.

ACESSE ABRAERO

Confira a programação:

08/07/2022 (sexta-feira)

13h30 – Cerimônia de abertura
14h00 – Mesa Redonda – Novos rumos da legislação brasileira para resgate e transporte aeromédico, o que esperar?
– Eduardo Fernando (COFEN)
– Janete Peregrino Braga (CFM)
– Coronel André Madeiro
14h40 – Realidade Virtual e Treinamentos: o futuro do treinamento no resgate aeromédico. Palestrante: Filipe Bueno.
15:40h – Intervalo – Autógrafos com autoras do livro “Transporte e Resgate Aeromédico”.
16:00 – Mesa Redonda – COVID -19: maiores desafios de uma pandemia inesperada – soluções e aprendizados.
– Letícia Lima Borges
– Valéria Murta
– Eridon Araújo
17h00 – História e atuação do enfermeiro de voo. Palestrante: Cel Antônio Gomes da Força Aérea Portuguesa.
18h00 – Tecnologias em Equipamento de Proteção Individual (EPI) aplicadas no transporte aeromédico. Palestrante: Mauricio Oliveira.
19h00 – A realização de Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO) no transporte aeromédico. Palestrante: Gislene Dias.

09/07/2022 (sábado)

08h00 – Turismo Espacial: como tem sido planejado e principais discussões. Palestrante: Thaís Russomano.
09h00 – Protocolo morte em voo no transporte aeromédico. Palestrante: Felipe Novak.
10h30 – Mesa Redonda: segurança de voo no transporte aeromédico.
– Cb Judá Messias
– Ten Hans Nicolas de Oliveira Irades (CENIPA)
– Sgt Emerson Miranda (PMRJ)
11h30 – A utilização de aeronave não tripulada no transporte aeromédico. Palestrante: Lucas Fontoura.
13h30 – Mesa redonda: resgate aéreo em ambientes extremos.
– Cel. Júlio Cesar Pucci dos Santos (Aspectos Operacionais do Resgate em montanhas)
– Diogo Mendonça (Transporte Aeromédico no Offshore)
14h30 – Transporte aeromédico na África: gestão, tecnologias e perspectiva. Palestrante: Marco Alexandre Guerreiro.
15h50 – Tecnologias no transporte aeromédico neonatal. Palestrante: Nelson Augusto Mendes.
16:15 – Air & Surface Transport Nurses Association (ASTNA) – Vídeo
16h25 – Apresentação da nova Diretora da Associação Brasileira de Enfermagem Aeroespacial (ABRAERO).
17h00 – Encerramento.

Corpo de Bombeiros transporta paciente cardiopata de Campo Grande para São Paulo

Grupamento de Operações Aéreas transporta paciente da fila de transplante cardíaco de Campo Grande para São Paulo.

Mato Grosso do Sul – Na quinta-feira (30), o Grupamento de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul (GOA-CBMMS) realizou a transferência inter-hospitalar de uma paciente da Santa Casa de Campo Grande para o hospital Albert Einstein, em São Paulo.

A paciente, que se encontra na fila de transplante cardíaco, teve evolução do seu quadro clínico, necessitando de atendimento de alta complexidade em um centro de saúde mais avançado. A Santa Casa e a Central de Transplantes do Estado conseguiram regular a paciente para o Hospital Albert Einstein, referência para o tratamento que a paciente necessitava.

Visto que a paciente possuir risco de complicações da sua enfermidade, foi necessário acionar o transporte aeromédico do GOA, num avião com suporte de UTI e equipe médica do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul.

Durante o voo, não houve intercorrências e a mulher chegou estável em São Paulo. No pouso, uma Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo aguardava a paciente, conduzindo-a do Aeroporto Campo de Marte até o Hospital Albert Einstein.

O Grupamento de Operações Aéreas realiza transporte de pacientes para transplante de órgãos e tecidos e transferência inter-hospitalar para outros municípios e unidades da federação. Este serviço é ofertado gratuitamente para toda população sul mato-grossense, necessitando para isso que os candidatos estejam devidamente registrados na Secretaria de Saúde e Central de Transplante do Estado.

CIOPAER do Ceará homenageia operadores aerotáticos destacando suas ações

Ceará – Para reforçar a atuação em ações policiais de maior complexidade, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) conta com o trabalho de profissionais capacitados a realizarem abordagens aéreas, com a utilização de helicópteros, por meio da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAER).

O trabalho do operador aerotático é fundamental em ações em que é necessário o emprego de aeronaves, como em buscas e salvamento em diversos contextos, seja em terra firme ou mar. O operador aerotático, anteriormente conhecido como tripulante operacional, também atua oferecendo suporte em situações de cerco policial, dando apoio a equipes em solo.

Destaque das ações do operador aerotático na CIOPAER do Ceará,

O 3º sargento da Polícia Militar do Ceará (PMCE), José Lucas de Sant’anna Morais, passou a fazer parte do quadro da CIOPAER em 2015, mas desde 2018 atua como operador aerotático e comenta: “Depois de três anos na função de apoio solo e uma tentativa no curso de tripulante, tentei novamente e consegui terminar o curso. Me formei como tripulante e agora sou operador aerotático”.

Segundo ele, a atuação dos profissionais ocorre em quatro tipos de operações. “Operação de resgate de afogados, resgate veicular, resgate de pessoas que se perderam em matas e trilhas, e apoio policial, que, na verdade, é o tipo de operação que a gente mais executa”, destacou.

Sobre atuar na CIOPAER, o policial militar afirmou ser a realização de um sonho: “pouco tempo depois que eu entrei na PMCE, eu já tinha essa vontade de vir pra cá e trabalhar embarcado como operador aerotático. Aos poucos, fui me formando, treinando e trabalhando para isso. Então, graças a Deus, consegui, e hoje faço parte da CIOPAER. Foi, realmente um sonho realizado. Realmente gosto muito do que faço, isso aí não tem preço”, ressaltou o PM.

O 3º sargento Sant’anna comentou, ainda, que o caso que mais marcou a sua atuação como operador aerotático foi o resgate de duas pessoas perdidas pelas mediações da cidade de São Gonçalo do Amarante.

CIOPAER do Ceará homenageia operadores aerotáticos destacando suas ações.

“Foi uma ocorrência complicada. As pessoas conseguiram sinal de celular, telefonaram para a base da CIOPAER, e ficou um operador em contato com eles e conosco, na aeronave, dizendo um ponto de referência”, lembra. O operador disse que, naquele dia, realmente sentiu a dificuldade que ocorre em uma busca.

“Procuramos por eles umas duas vezes, eles nos viram, mas não vimos eles, então eles falaram novamente onde estavam, deram a referência de uma cerca, me lembro disso. E aí, enfim, conseguimos ver um deles no topo de uma árvore, acenando com uma blusa. Então pousamos e fomos ao encontro deles. A satisfação, alegria deles por terem nos encontrado e resgatarmos eles, foi muito gratificante. Assim como a satisfação e alegria no olhar dos dois rapazes que estavam perdidos”, concluiu.

Curso de Formação

A formação do operador aerotático ocorre no Curso de Operador Aerotático (COAT), realizado por meio da Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (AESP/CE) e conta com 428 horas/aula, dispostas em um intervalo entre 40 a 45 dias. De acordo com o 3º sargento Sant’anna, o curso conta com disciplinas de salvamento aquático e em altura, tiro em solo e embarcado, como também noções de legislação de aviação.

“Durante o curso, somos levados aos nossos limites físico e psicológico, porque, em ocorrências reais, nós realmente precisamos ficar na mata um ou dois dias, ou horas dentro do mato, esperando a aeronave voltar para resgatar o operador que ficou para salvar a vítima. Então, no treinamento nós passamos por essas situações para que sejamos avaliados, se nós iremos conseguir atuar na ocorrência de forma satisfatória”, concluiu o operador.

Destaque das ações do operador aerotático na CIOPAER do Ceará.

CREMERO conclui semana de atividades com Curso de Transporte Aeromédico

CREMERO conclui semana de atividades com Curso de Transporte Aeromédico

Rondônia – A semana passada foi de muita atividade no Conselho Regional de Medicina de Rondônia (CREMERO) com a realização do IV Curso de Transporte Aeromédico Integrado da Região Norte.

O evento teve início no dia 22 de junho e seu encerramento no domingo (26), reunindo profissionais da saúde de Rondônia, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Amazonas, com a participação internacional de dois profissionais do serviço de busca e salvamento da Força Aérea Boliviana.

Além dos instrutores de Rondônia, os professores Eduardo Beni (SP), Rozania Sobreira (SP), Sérgio Feitosa (SP), Maurício Lemos (PR), Paulo Segalla (PR), Nelson Augusto Mendes (PR), Herberth Martins (DF), Rolland Duarte (RJ) e Michelle Taverna (PR) palestraram no curso.

De acordo com o organizador, o médico Marcos Berti, foram arrecadadas com as inscrições, mais de 270 cestas básicas que beneficiarão comunidades carentes de Porto Velho, com entrega prevista para o dia 16 de julho. Além das aulas e palestras teóricas realizadas no auditório do CREMERO, o curso contou para o módulo prático com helicópteros do GOA, NOA e PRF e aviões da RIMA Táxi Aéreo e do GOA.

“Ficamos muito felizes de poder retornar com a realização deste curso tão aguardado por todos, após os anos paralisados pela pandemia. Agradecemos a participação de todos os palestrantes e instrutores convidados, especialmente o Grupo de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros, Núcleo de Operações Aéreas, Polícia Rodoviária Federal, SESAU, SEMUSA (SAMU), COREN, CREFITO, Associação do Corpo Bombeiros, Anjos BR-364 e do Centro de Ensino Resgate Vertical”, complementou Berti.

Resgate Aeromédico Polonês alcançou o marco impressionante de 100 mil horas de voo salvando vidas

Resgate Aeromédico Polonês alcançou o marco impressionante de 100 mil horas de voo salvando vidas

Polônia – Para os médicos e paramédicos que dedicam suas carreiras à saúde e ao cuidado de outras pessoas, os helicópteros podem fazer uma diferença vital, salvando a vida de um paciente. A frota de helicópteros Airbus do operador de resgate aeromédico da Polônia LPR (Lotnicze Pogotowie Ratunkowe) acumulou 100.000 horas de voo – um marco impressionante.

Konrad Matyja, um dos médicos da LPR, explica o tipo de missão que os membros da tripulação dos serviços médicos de emergência de helicóptero (HEMS) da LPR enfrentam regularmente.

Durante a alta temporada de COVID-19, a resposta de emergência de Varsóvia foi fortemente sobrecarregada. Isso causou um número crescente de missões HEMS na área da cidade. Certa manhã, fomos despachados para um acidente de moto que ocorreu em uma rua movimentada no centro da cidade. Sabíamos imediatamente que esta seria uma missão muito desafiadora – pousar, manter a área do helicóptero segura e gerenciar uma multidão que está tentando ajudar, mas pode na verdade ser um obstáculo. Chegamos ao nosso ponto de destino GPS e começamos a procurar uma cena de acidente. Vimos uma motocicleta acidentada e algumas pessoas ao redor deitadas de bruços.

Quanto mais baixo descíamos, mais obstáculos notávamos. Tanto o médico quanto o membro da tripulação do HEMS abriram suas portas e olharam cuidadosamente para baixo para garantir um pouso seguro. A área de pouso era limitada por trilhos de bonde, fios elétricos, um ponto de ônibus e um engarrafamento. Nós pairamos a cerca de 30-40 pés até que os bombeiros confirmaram que todos os pedestres estavam livres e não havia objetos soltos – a área estava segura. O piloto retomou a aproximação e em poucos segundos os dois skis tocaram o solo. O médico correu para o local, o HCM confirmou um procedimento rápido de desligamento do motor e esperou até que o rotor parasse.

O paciente estava inconsciente. Os ABCs (Via Aéreas, Respiração e Circulação) e o exame inicial de trauma sugeriram lesões internas graves e uma fratura no antebraço. O paciente foi colocado em uma prancha rígida, um monitor foi conectado e uma linha IV aberta. Para ganhar tempo, decidimos transportar o paciente de helicóptero. Após alguns procedimentos médicos essenciais, estávamos prontos para a decolagem.

O tripulante do helicóptero (HCM) saltou para fora para garantir a segurança, com a ajuda dos bombeiros, que estavam fazendo um ótimo trabalho, como de costume. A decolagem novamente exigiu toda a atenção de todos os tripulantes. As operações nas proximidades de vários obstáculos são possíveis devido ao tamanho do H135 e ao pequeno diâmetro do rotor.

O voo durou cerca de 10 minutos. Ao aterrissar notamos uma queda repentina na pressão arterial – sinal de choque hemorrágico. A equipe de trauma esperou a equipe do HEMS no pronto-socorro e o paciente, após uma breve preparação, foi transferido diretamente para a sala de cirurgia. O resultado da cirurgia foi bem sucedido.

O helicóptero de resgate mais uma vez desempenhou um papel importante na cadeia de sobrevivência.

Como diz o lema da nossa empresa – voamos para ajudar (“We fly to help”).

Resgate Aeromédico Polonês alcançou o marco impressionante de 100 mil horas de voo salvando vidas

Tradição da aviação aeromédica polonesa

Iniciada em 1955, foi a partir de 2000 que a LPR assumiu a aviação aeromédica polonesa, atendendo 38 milhões de cidadãos do país. Com uma equipe total de 750 pessoas, incluindo 116 pilotos, 138 médicos e 90 paramédicos, a LPR opera 27 helicópteros Airbus H135 em 21 bases permanentes (com uma base adicional em uso durante a temporada de verão) em toda a Polônia. A frota de aviões da LPR também é responsável para transporte de pacientes e transferências dentro e fora das fronteiras do país.

Nos últimos três anos, médicos, paramédicos e pilotos da LPR realizaram cerca de 35.000 missões primárias e secundárias, totalizando 24.498 horas de voo. Isso significa que a cada hora um helicóptero da LPR está salvando a vida de alguém na Polônia.

“Para responder a tantas missões onde a vida das pessoas está frequentemente em perigo, a confiabilidade do helicóptero é absolutamente primordial. É por isso que com sua disponibilidade de até 99%, custo-benefício e seu programa de manutenção simples, o H135 é o ajuste perfeito para operadores de HEMS como LPR”, diz Stefan Bestle, Gerente de Segmento Chave para HEMS na Airbus Helicopters.

Desde 2008, a Airbus Helicopters possui em Varsóvia um centro de serviço autorizado para mais de 70 helicópteros Airbus operados na Polônia, representando 40% do mercado civil e público.

Com 304 clientes em todo o mundo, hoje existem 1.357 H135 em serviço operando em 64 países, com mais de 6 milhões de horas de voo da frota total. O H135 e o H145 juntos tem participação de mercado de 32% e no mercado HEMS 53%.

29 de junho é o Dia Nacional da Aviação de Segurança Pública

Eduardo Alexandre Beni
Cel PM Reserva e Piloto

Brasil – O dia 29 de Junho, Dia Nacional da Aviação de Segurança Pública, foi instituído pelo Decreto 20 de junho de 2007, publicado no Diário Oficial da União nº 118 de 21 de junho de 2007. A data conceitual refere-se ao dia em que se comemora São Pedro, padroeiro do Estado do Rio Grande do Sul.

Além desse decreto que instituiu o Dia Nacional da Aviação de Segurança Pública foi instituída também no mesmo ano a Medalha do Mérito da Aviação de Segurança Pública – Major Ibes Carlos Pacheco, Oficial da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul, patrono do Centro de Formação Aeropolicial (CFAer).

O Decreto Nº 6.130 de 20 de Junho de 2007 (Anexos) criou essa medalha e definiu que sua entrega será, prioritariamente, realizada no dia 29 de junho de cada ano. (Ver também Decreto Nº 8.554, de 06 de Novembro de 2015).

Medalha do Mérito da Aviação de Segurança Pública – Major Ibes Carlos Pacheco
Medalha do Mérito da Aviação de Segurança Pública – Major Ibes Carlos Pacheco.

Atualmente a Aviação de Segurança Pública e de Defesa Civil no Brasil possui reconhecimento nacional. São milhares de profissionais voando centenas de aeronaves para salvar e proteger pessoas.

A integração e a troca de experiências entre essas organizações aéreas de segurança pública são a chave desse sucesso. Aprendemos com nossos erros e com as boas práticas, possibilitando voos mais seguros e a criação de procedimentos operacionais mais consistentes e padronizados.

A Aviação de Segurança Pública e de Defesa Civil no Brasil não é mais uma novidade é uma atividade essencial do Estado, cruzando os céus, salvando vidas e protegendo o cidadão.

DECRETO DE 20 DE JUNHO DE 2007.
Institui o Dia Nacional da Aviação de Segurança Pública.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea “a”, da Constituição,

DECRETA:

Art. 1º Fica instituído o dia 29 de junho como o Dia Nacional da Aviação de Segurança Pública do Brasil.
Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 20 de junho de 2007; 186º da Independência e 119º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Tarso Genro

Equipe aeromédica do BPMOA atende paciente infartado e administra trombolítico

Equipe aeromédica do BPMOA atende paciente infartado e administra trombolítico

Paraná – No início da tarde de terça-feira (28), o helicóptero Falcão 08 do Batalhão da Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) foi acionado para remoção aeromédica de um paciente masculino de 78 anos com infarto agudo do miocárdio (IAM) do município de Bocaiuva do Sul para o Hospital do Rocio, em Campo Largo.

Durante o atendimento, foi ministrado pela equipe aeromédica do BPMOA a medicação tenecteplase, indicada para o tratamento trombolítico, com o objetivo de reverter a obstrução coronariana mais precocemente com melhora do prognóstico do paciente. Após estabilizada, a vítima foi levada para o Hospital do Rocio. Cada frasco deste medicamento custa em média R$ 6.000,00.

Em seguida, a equipe realizou outra remoção aeromédica. Uma vítima masculino de 60 anos, com suspeita de acidente vascular cerebral (AVC), após estabilizada, foi transportada do município de Tijucas do Sul para o Hospital do Rocio.

Serviço Aeromédico da Helisul atendeu mais de 9 mil vidas em 10 anos

Transporte Aeromédico - Equipe Helisul. Foto: Sérgio Mendonça Jr.Helisul - Foto Sérgio Mendonça Jr

O Brasil realiza de cinco a sete mil transportes de pacientes em estado grave pelo ar, por meio de aeronaves, ao ano. E, como uma referência no segmento, a Helisul Aviação é responsável por boa parte deste tipo de serviço pelo país, além de atender a todas as nações da América do Sul, chegando a locais de difícil acesso ou que uma ambulância tradicional levaria muito mais tempo para chegar.

O serviço aeromédico é de extrema importância no apoio aos esforços de salvar vidas, ao passo que, muitas vezes, é o primeiro a atender pacientes graves. Em outras ocasiões, é a ponte para um serviço hospitalar com maiores recursos e condições para tratamento de enfermidades complexas.

Para conseguir isso, precisa contar com os melhores recursos tecnológicos e humanos, avalia o médico Felipe Novak, coordenador no Departamento Aeromédico da Helisul. “Nesse sentido, a Helisul utiliza o que há de melhor para executar as suas missões”, diz.

Transporte Aeromédico – Equipe Helisul. Foto: Sérgio Mendonça Jr.

No setor desde 2018, Novak celebra os avanços e conquistas do Serviço Aeromédico na companhia nesta década. No dia 12 de junho de 2022, o departamento completou 10 anos de atuação e ele comemora a evolução.

“O aeromédico da Helisul ganhou muita experiência nos últimos anos e hoje o consideramos como um serviço maduro, com muitas horas de voo de asa rotativa e asa fixa e mais de 9 mil pacientes atendidos e/ou transportados”, aponta Novak.

Serviço de excelência 

Cada vida que passou pelas aeronaves contou com todo o cuidado e excelência, que fizeram do ‘padrão Helisul’ uma referência no segmento especializado. A empresa conta com medicamentos, materiais e equipamentos com a mais alta tecnologia disponível no mercado nacional e internacional.

Em dez anos, as equipes atenderam e transportaram pacientes de todas as idades e perfis, de prematuros extremos, com menos de 700 gramas, a idosos. Bem como pacientes com malformações congênitas, com graves queimaduras, pessoas com variados tipos de câncer, doenças cardiovasculares, renais, neurológicas, infecciosas, candidatos a transplantes, vítimas de trauma, entre diversos outros.

Equipes de atendimento aeromédico

A Helisul conta com um corpo de especialistas em transporte e resgate aeromédico: são médicos e enfermeiros com experiência comprovada em atendimento de Urgência e Emergência, Suporte Avançado de Vida (ACLS), ao Paciente de vítima de Trauma (PHTLS/ATLS/ATCN), ao paciente Neonatal e Pediátrico (PALS/NALS), grandes queimados e doenças infecciosas, entre outras condições.

Transporte Aeromédico – Equipe Helisul. Foto: Helisul.

Complementa a equipe uma profissional farmacêutica exclusiva, que controla e gere todo o estoque de materiais e insumos em solo, para total segurança da operação, além de pilotos e co-pilotos. Todos altamente qualificados, capacitados e experientes para desempenhar esse trabalho tão delicado e de alta responsabilidade.

Cada resgate e cada transporte é encarado como uma missão, na opinião de Novak. Segundo ele, é um trabalho bastante “desafiador” e “emocionante”: “Não basta ser capacitado, deve amar o que faz e buscar sempre o melhor para cada paciente.”

Ele revela que o maior dos desafios, especialmente nestes últimos dois anos, foi manter a segurança da operação durante a pandemia de COVID-19 e ter que superar o desgaste físico e mental.

“Perdemos pessoas queridas e nos compadecemos quando éramos a última esperança na tentativa de sobrevivência. Foram meses de incertezas, receios e muito trabalho. Mas conseguimos manter toda nossa equipe Helisul orientada e protegida, além do crescimento de cerca de mais 20% nos nossos transportes por asa fixa”, destaca o médico.

As aeronaves

Os helicópteros e aviões turboélice usados pela Helisul para o transporte aeromédico dos pacientes funcionam como uma verdadeira unidade de saúde intensiva, com estrutura física de acordo com padrões hospitalares, em cumprimento às legislações sanitárias.

As aeronaves são indicadas para os transportes nos quais os pacientes precisam ser deslocados a distâncias médias e para voos em baixa altitude. Os aviões de turbo hélice são acionados para uso em percursos com distâncias maiores e quando há necessidade de transportar dois pacientes simultaneamente. Eles podem ser acompanhados por até duas pessoas.

Para realizar as missões do Serviço Aeromédico em plena segurança, todas as aeronaves da Helisul passam por revisões periódicas preventivas. Elas também atendem a todos os requisitos previstos nas regulamentações da Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC).

Transporte Aeromédico – Equipe Helisul. Foto: Sérgio Mendonça Jr.Helisul – Foto Sérgio Mendonça Jr.

O início do Resgate Aeromédico em São Paulo

O início do Resgate Aeromédico em São Paulo

Live – Na quarta-feira, dia 29 de junho, às 19h30, o Coronel Roberto Alves dos Santos, especialista em segurança, consultor em direito, psicologia e piloto de helicóptero (Águia 13 da Aviação da PMESP), será o protagonista de live#36 mas sobre “O início do Resgate Aeromédico em São Paulo”.

Será uma conversa com o professor Eduardo Beni do Portal Resgate Aeromédico e Diretor da Evoluigi. A live será transmitida simultaneamente nos canais do Resgate Aeromédico no YouTube e no Facebook.

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Secretaria da Saúde do Paraná publica licitação para serviço de resgate e transporte aeromédico

Em cinco anos, bases aeromédicas do Samu de Maringá e Londrina somam quase 6 mil atendimentos. Foto: Nilthon Barros/SESA.

Paraná – No dia 20 de junho, a Secretaria Estadual da Saúde publicou licitação para prestação de serviços contínuos de atendimento de emergência, resgate e transporte aeromédico de pacientes críticos com aeronaves homologadas para Suporte Avançado de Vida. O preço global máximo é de R$ 65.064.000,00.

A inclusão de propostas poderá ser realizada no máximo até o dia 04 de julho de 2022, até as 09h00. O início da disputa eletrônica ocorrerá no dia 04 de julho de 2022, às 09h30 no sítio www.licitacoes-e.com.br, utilizando o identificador nº 945247.

O termo de referência prevê 240 horas mensais para helicópteros e 80 horas mensais para avião. A empresa deverá apresentar responsáveis técnicos médico e de enfermagem pelo serviço e fornecer equipamentos médicos, além de equipe técnica completa para operação de todas as aeronaves, incluindo pilotos, mecânicos e equipe de solo.

Além disso, a empresa deverá fornecer e demonstrar capacidade de operação diurna simultânea de quatro helicópteros monomotores baseados nos municípios de Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa, além de capacidade de reserva técnica (uma quinta aeronave) para viabilizar disponibilidade integral das quatro aeronaves.

O avião previsto é um turboélice, bimotor, pressurizado, ambulância Tipo E, conforme definição da Portaria MS Nº 2.048/02 do Ministério da Saúde, com instalação aeromédica homologada para dois pacientes ou incubadora, em conformidade com as normas da ANAC.

A SESA será a operadora exclusiva dos helicópteros, conforme o RBAC 90 e RBAC 91 da ANAC. Todos os detalhes estão definidos no termo de referência. Atualmente, a Helisul Aviação realiza esse serviço no Estado.

Polícia Militar do Paraná recebe helicóptero AS350B2 apreendido com drogas em São Paulo

Polícia Militar do Paraná recebe helicóptero AS350B2 apreendido com drogas em São Paulo.

Paraná – Após tratativas com o Poder Judiciário, a Polícia Militar do Paraná recebeu um helicóptero Airbus AS350B2 (Esquilo), ano 2002. Essa aeronave foi apreendida em 2018 durante operação da Polícia Civil na cidade de Arujá, na Grande São Paulo. A aeronave era usada para transportar drogas para o Paraguai e outros estados do Brasil.

A aeronave precisará passar por manutenção para que fique aeronavegável. Ainda não se tem um prazo para que ela entre em operação. A ideia é utilizar o helicóptero no combate ao crime organizado, além de transporte de órgãos, resgates aéreos, transportes aeromédicos, fiscalização ambiental entre outros.

“Finalmente hoje (23/06) conseguimos reunir toda a estrutura necessária: mecânicos, guincho, carreta para transporte e escolta para realizar o translado rodoviário do aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, para o aeroporto do Bacacheri, em Curitiba”, comentou o Coronel Julio Pucci, comandante do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA).

Aeronaves do CBMRO voaram mais de 1.200 horas em operações aeromédicas em 2020 e 2021

Aeronaves do CBMRO voaram mais de 1.200 horas em operações aeromédicas em 2020 e 2021. Foto: Ítalo Ricardo.

Rondônia – Dentre os serviços prestados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO) nos últimos três anos e meio, o serviço aeromédico recebeu destaque especial, com crescimento considerável na crise da pandemia de COVID-19.

O serviço aeromédico do CBMRO funciona por meio de um Termo de Cooperação junto à Secretaria Estadual de Saúde (SESAU) e Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM).

Além de atuaram efetivamente no transporte de pacientes graves para outros centros de saúde, as equipes também realizaram ações preventivas e de fiscalização em unidades de conservação ambiental; transporte de insumos hospitalares, medicamentos, equipamentos e órgãos vitais.

Aeronaves do CBMRO voaram mais de 1.200 horas em operações aeromédicas em 2020 e 2021.

Em três anos, o Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do CBMRO realizou 475 missões, totalizando 2.016 horas de voo. Somente nos anos de 2020 e 2021, mais de 1.212 horas de voo foram utilizadas para transportar pacientes, especialmente no trabalho de enfrentamento à COVID-19.

O GOA possui em operação um avião Grand Caravan EX com capacidade para transportar até dois pacientes graves simultaneamente e um helicóptero AS350B. Em 2022, o GOA formou três novos pilotos de asa fixa. Três pilotos de avião e quatro pilotos de helicóptero estão em formação. Além disso, oito pilotos estão se habilitando em voo por instrumentos e dois tirando a licença de piloto comercial de helicóptero.

O CBMRO está capacitado para realizar atividades de busca e salvamento, resgate (aéreo, terrestre e aquático), operações de salvamento aquático, prevenção e combate a incêndios, primeiros socorros e atendimento aeromédico.

SAMU e CIOPAER do Acre realizam remoção aeromédica de paciente que sofreu mal súbito em Cobija, Bolívia

Equipe aeromédica do CIOPAER/AC resgata brasileiro que teve mau súbito na Bolívia

Acre – O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) realizaram na sexta-feira (17), mais uma operação aeromédica bem sucedida de paciente no interior do estado. O homem sofreu mal súbito em Cobija, na Bolívia, e chegou em estado grave no hospital Regional de Brasileia (Acre), que fica na fronteira entre os dois países.

“Saímos às 14h de Rio Branco, e em um voo de 45 minutos chegamos em Brasileia. É um voo pela vida, como nós dizemos na instituição. É uma parceria entre SAMU e CIOPAER, que vem dando resultados à sociedade acreana”, destacou o comandante da aeronave de resgate, coronel Carlos Augusto Negreiros.

De acordo com o coordenador do SAMU, Pedro Pascoal, foi necessário aguardar a estabilização do quadro desse paciente para realizar o transporte aeromédico: “Fizemos a remoção após a estabilização do paciente no hospital. No momento certo, a aeronave e equipe foram despachados para atender esse homem, que estava em estado crítico”, afirmou.

Pascoal explica que há uma suspeita de sepse, infecção generalizada, além de um possível quadro de hepatopatia (doença crônica no fígado), ainda por esclarecimento através de exames clínicos. Após o resgate, o paciente ficou internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Pronto-Socorro de Rio Branco.

Ocorrências aeromédicas movimentaram o final de semana das equipes do SAER e SARASUL, em SC

Ocorrências aeromédicas movimentaram o final de semana da equipe aeromédica do SARASUL, em SC

Santa Catarina – No final de semana (18 e 19), a aeronave da Polícia Civil, tripulada pela equipe do SAER e pelos profissionais de saúde do SARASUL, foi acionada para duas missões aeromédicas. A Regulação Médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) também enviou ambulâncias para apoio nos atendimentos.

No sábado (18), foi realizada transferência de um paciente do sexo masculino, com quadro de infarto agudo do miocárdio, que estava no hospital da cidade de Braço do Norte. Na intervenção, a agilidade e a necessidade de equipe de suporte avançado justificaram a remoção aeromédica. O paciente se beneficiou no tempo resposta para a realização de cateterismo cardíaco no Hospital Nossa Senhora da Conceição, referência em Cardiologia, em Tubarão.

Na tarde de domingo (19), o helicóptero do SARASUL transportou um paciente do sexo masculino, vítima de colisão de moto com um poste. O motociclista sofreu traumatismo cranioencefálico grave, sendo inicialmente conduzido por populares até o hospital de Praia Grande.

Devido o quadro clínico muito grave e a necessidade urgente de remoção para atendimento especializado em trauma, o equipe aeromédica fez o transporte até a cidade de Criciúma. Lá, uma ambulância avançada do SAMU deu seguimento com o paciente até o Hospital São José, onde recebeu os cuidados definitivos.

Aeronaves da CIOPAER realizaram simultaneamente três operações aeromédicas no Ceará

Aeronaves da CIOPAER realizam 03 ocorrências aeromédicas simultaneamente, no Ceará

Ceará – No domingo (19), aeronaves da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAER) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) realizaram três transportes aeromédicos simultâneos em cidades diferentes do Estado do Ceará. Foram empenhados os helicópteros EC130B4, EC145 e AS350B2, das bases de Crateús, Juazeiro do Norte e Fortaleza, respectivamente.

O primeiro acionamento ocorreu em Crateús. Uma criança de cinco meses, com insuficiência respiratória, foi transportada pela aeronave Fênix 11 até Sobral. Durante o transporte, ela permaneceu estável e o percurso ocorreu sem intercorrências. O voo teve duração de 56 minutos. O helicóptero (EC130B4) utilizado na missão foi apreendido durante investigações de combate ao crime organizado e passou a integrar a frota da CIOPAER.

Aeronaves da CIOPAER realizam 03 ocorrências aeromédicas simultaneamente, no Ceará.

O segundo acionamento foi registrado no Cariri em um acidente de trânsito que vitimou cinco pessoas na CE-494, entre as cidades do Crato e Nova Olinda. Na ocasião, uma mulher de 33 anos, com traumatismo cranioencefálico, múltiplas fraturas e corte abdominal profundo com exposição de vísceras, recebeu atendimento da equipe aeromédica do helicóptero Fênix 07 (EC145).

Na abordagem, a mulher recebeu suporte de oxigênio, reposição de líquidos e imobilização adequada. O transporte se deu do local do sinistro até a base da CIOPAER da cidade de Juazeiro do Norte. De lá, uma ambulância do SAMU deu seguimento no transporte até o Hospital Regional do Cariri, referência em trauma desta mesma cidade. O voo entre as cidades teve duração aproximada de 36 minutos.

O terceiro resgate ocorreu na Região Norte. A Fênix 02 (AS350B2) foi acionada, da base de Fortaleza, para realizar o atendimento de uma idosa, de 80 anos, que havia sofrido um infarto agudo do miocárdio (IAM), em Uruburetama. Diante disso, um helicóptero com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) embarcada foi utilizado para realizar o transporte da mulher para o Hospital de Messejana, em Fortaleza, referência em cardiologia no Estado. A duração do voo entre os municípios foi de 48 minutos.

Atualmente, a CIOPAER conta com 5 bases (Fortaleza, Juazeiro do Norte, Sobral, Quixadá e Crateús). Destas, três possuem serviço aeromédico, concentradas em áreas estratégicas do Ceará (Fortaleza, Juazeiro do Norte e Crateús).

Carro cai em ribanceira e equipe aeromédica do Águia 20 é acionada para resgate em Salesópolis, SP

São Paulo – Na terça-feira (14), o helicóptero Águia 20 do Comando de Aviação da Polícia Militar (CAvPM) foi acionado para dar apoio à equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em resgate de paciente vítima de acidente de carro, que perdeu o controle e caiu em uma ribanceira, no município de Salesópolis.

Um homem, ocupante do veículo, apresentava graves lesões e necessitava de suporte avançado de vida. A equipe aeromédica do Grupo de Resgate (GRAU) da Secretaria Estadual de Saúde trabalha integrada ao Águia da Base de Aviação de São José dos Campos, de onde seguiram até o local do sinistro, pousando próximo à cena.

Uma equipe do SAMU já estava no local. A vitima foi assistida pela equipe do GRAU, estabilizada no local e embarcada no Águia 20 em condições de voo. O paciente não apresentou intercorrências durante o trajeto. O transporte se deu até a Santa Casa de Misericórdia, em Mogi das Cruzes, referência em trauma da região.

Operadora aeromédica Boston MedFlight dos EUA atinge marco de 90 mil pacientes transportados

Operadora aeromédica dos EUA atinge marco de transporte de 90.000 pacientes

Estados Unidos – Recentemente, a operadora aeromédica Boston MedFlight realizou o transporte aeromédico do seu 90.000º paciente desde a sua fundação, em 1985. Este é um marco muito importante para o principal fornecedor de transporte de cuidados intensivos para bebês, crianças e adultos da região da Nova Inglaterra, noroeste dos EUA.

“Alcançar este marco é realmente uma prova compromisso individual de todos os membros da nossa equipe, que ao longo dos anos dedicaram sua experiência, cuidado e compaixão para atender nossos pacientes necessitados. Quando se considera os muitos familiares e amigos que cada paciente representa, o número de vidas que nosso trabalho tocou é imensurável. Agradecimentos especiais a todos que fizeram parte de nossa missão sem fins lucrativos nos últimos 37 anos. Esperamos continuar a servir esta região nos próximos anos”, disse Maura Hughes, gerente da Boston MedFlight.

Operadora aeromédica dos EUA atinge marco de transporte de 90.000 pacientes.

2021 foi o ano mais movimentado da história da operadora. Suas equipes forneceram transporte especializado por via aérea e terrestre para mais de 5.600 pacientes necessitados – uma média de mais de quinze pacientes a cada 24 horas. Desde 2006, as tripulações utilizam óculos de visão noturna (NVG).

A Boston MedFlight cuida de todos esses pacientes sem levar em conta seu status de seguro ou capacidade de pagamento e, ao fazê-lo, fornecem mais de US$ 7,2 milhões em cuidados gratuitos e não reembolsados ​​a pacientes com pouco ou nenhum seguro.

Durante a história, o Boston MedFlight tornou-se parte integrante do sistema de prestação de serviços de saúde da Nova Inglaterra e um recurso comunitário para treinamento de profissionais de saúde locais e socorristas.

Sobre o Boston MedFlight

O Boston MedFlight possui parceria com um consórcio de centros médicos, incluindo Beth Israel Deaconess Medical Center, Boston Children’s Hospital, Boston Medical Center, Brigham and Women’s Hospital, Lahey Hospital & Medical Center, Massachusetts General Hospital e Tufts Medical Center.

Fornecem transporte médico de cuidados intensivos para os pacientes graves da região. Utilizam uma frota de quatro helicópteros H145, um avião King Air B200 e ambulâncias terrestres, todos equipados com equipamentos médicos de última geração e com equipes de enfermeiros e paramédicos altamente treinados.

Falta de vaga em UTI neonatal mobiliza regulação médica e serviço aeromédico da CIOPAER é acionado

Ceará – Na manhã de domingo (22), uma aeronave da Secretaria de Segurança Pública da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAER) recebeu acionamento da Central de Regulação Médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para realizar o transporte de um recém-nascido prematuro grave, com 20 horas de vida, que tinha sofrido complicações respiratórias pós-parto.

O bebê nascido na cidade de Guaraciaba do Norte, por falta de recursos técnicos, necessitou ser encaminhado rapidamente por uma ambulância terrestre para um hospital de referência mais próximo, que era o Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral. Porém, chegando no local, a equipe constatou que todos os leitos de UTI Neonatal estavam ocupados.

Falta de vaga em UTI neonatal mobiliza regulação médica e serviço aeromédico da CIOPAER é acionado.

Devido a gravidade do bebê, foi necessário dar o melhor suporte possível numa unidade de emergência, a sala vermelha, até que surgisse vaga adequada neste ou em outro hospital de referência em Neonatologia.

Rapidamente surgiu a vaga, mas em outro hospital, distante cerca de 300km, que é o Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), na cidade de Quixeramobim. O recém-nascido apresentava quadro de depressão respiratória, hipoatividade, hipoglicemia, em uso de oxigênio e o transporte aeromédico foi indicado.

A equipe aeromédica da base mais próxima, que era Crateús (distante 220km de Sobral) foi solicitada. Foi organizada uma grande logística para esse transporte, utilizando readequação de equipamentos, caminhão tanque para reabastecimento da aeronave no retorno e também uma fina comunicação entre os serviços.

A equipe da CIOPAER rapidamente chegou ao HRN. Lá, os profissionais aeromédicos abordaram o paciente, realizando alguns procedimentos necessários para a estabilização do quadro clínico e o preparo para o transporte. Os dois hospitais possuem heliponto, o que facilita a segurança operacional. Após preparo do paciente, o voo aconteceu sem intercorrências clínicas e o bebê foi entregue diretamente na UTI Neonatal do HRSC.

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