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Helicóptero SAR e caça MiG-21 da Força Aérea da Romênia sofrem acidente e oito militares morrem

Helicóptero SAR e caça MiG-21 da Força Aérea Romena sofrem acidente e oito militares morrem

Romênia – Na quarta-feira (02), oito militares romenos faleceram em dois acidentes aéreos. Sete deles estavam a bordo do helicóptero de resgate IAR 330-Puma e um pilotava o caça MiG-21 LanceR.

O helicóptero SAR realizava missão de busca e salvamento do caça, que havia desaparecido do radar às 20h03. O MiG-21 decolou da Base Aérea 57 por volta das 19h50 e estava em uma operação de patrulhamento aéreo sobre Dobrogea, em uma área desabitada.

Durante as buscas do caça, o piloto do helicóptero SAR relatou más condições meteorológicas e recebeu ordens para voltar à base. Desapareceu do radar por volta das 20h44. Os tripulantes do helicóptero de resgate foram encontrados mortos na área de Gura Dobrogei, Condado de Constanta. O piloto do caça foi localizado mais tarde por outra equipe SAR.

Uma comissão do Estado-Maior da Força Aérea e da Procuradoria Militar junto ao Tribunal Militar de Constanta investigam as circunstâncias em que os dois acidentes aconteceram.

Na quinta-feira (03), o presidente da Romênia, Klaus Iohannis, condecorou post mortem os oito militares que perderam a vida. Seis deles receberam a ordem “Virtude Aeronáutica” no posto de Cavaleiro e os outros dois com a ordem “Virtude Marítima”, também na categoria de Cavaleiro.

CIOPAER transporta adolescente que precisava de transplante de Cuiabá para Curitiba, PR

CIOPAER transporta adolescente que precisava de transplante de Cuiabá para Curitiba, PR

Mato Grosso – O Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) transportou uma paciente de 14 anos que sofre de doença renal crônica e precisava realizar um transplante. O voo ocorreu na madrugada de segunda-feira (28) e levou a jovem de Cuiabá até Curitiba (PR), onde seria realizado o transplante.

A equipe foi acionada pela Coordenadoria de Transplante da Secretaria de Estado de Saúde (SES) para realizar o transporte em caráter emergencial. A jovem, antes do voo, precisou passar por hemodiálise. Esse é o quarto transporte realizado pelo novo jato Cessna Citation Bravo C550, adquirido pelo Governo do Estado, e que entrou em operação em dezembro do ano passado.

O transporte aeromédico é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde e do CIOPAER, e que, segundo dados da administração, gera economia de aproximadamente 30% na hora de voo em relação às empresas que realizam o mesmo serviço.

CIOPAER transporta adolescente que precisava de transplante de Cuiabá para Curitiba, PR

CIOPAER realiza transporte aeromédico de duas vítimas de Acopiara para Juazeiro do Norte, CE

CIOPAER realiza transporte aeromédico de duas vítimas de Acopiara para Juazeiro do Norte, CE

Ceará – Uma aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAER) realizou o transporte simultâneo de duas pessoas, vítimas de um acidente de trânsito, ocorrido na manhã do dia 26 de fevereiro, no município de Acopiara.

O helicóptero Fênix 07 (EC145) foi acionado depois que duas pessoas se envolveram em um acidente com motocicleta, com queda em barranco. As vítimas tiveram ferimentos graves e receberam suporte médico das equipes do SAMU durante todo o voo entre as cidades de Acopiara e Juazeiro do Norte.

O SAMU realizou o transporte terrestre das vitimas até onde o helicóptero aguardava. As vítimas foram embarcadas na aeronave e todos os procedimentos médicos necessários foram realizados pela equipe da CIOPAER/SAMU. Foram levadas de helicóptero para o Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte.

Salvamento veicular pesado mobiliza bombeiros e equipe do helicóptero do SAMU de Maringá, PR

Salvamento veicular pesado mobiliza equipes dos bombeiros e helicóptero do SAMU

Paraná – Mais um acidente de trânsito aconteceu no começo da tarde desta segunda-feira (28). Um caminhão que presta serviços para uma usina caiu de uma ponte e acabou em um córrego que passa pela zona rural da cidade Ourizona, distando 40km de Maringá.

O condutor do veículo, um homem de 51 anos, apresentava perda de sensibilidade em membros inferiores e, de acordo com as equipes de resgate, tinha suspeita de lesão na coluna. Intervenções na cena foram realizadas pela equipe de saúde do SAMU.

Por conta da suspeita de lesões na coluna, o motorista foi resgatado através de uma manobra conhecida como “ângulo zero”, quando a vítima é retirada sem qualquer tipo de rotação do corpo em relação a coluna.

Após estabilização, a vítima foi transportada e acompanhada pelos operadores de suporte médico do helicóptero Saúde 10 do SAMU até o Hospital Santa Casa de Maringá.

A partir de 1º de abril, pilotos e comissários terão que pagar TFAC para realização de exames médicos

A Medida Provisória 1.089, de 29 de dezembro de 2021, conhecida como a MP do Voo Simples, alterou várias regras e normas do setor aéreo, especialmente o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) e a Lei de criação da ANAC e uma dessas mudanças poderá causar aumento de custo na realização de exames médicos periciais realizados por pilotos e comissários de voo.

Trata-se da cobrança de Taxas de Fiscalização da Aviação Civil (TFAC) para pilotos, comissários de voo, médicos e clínicas credenciadas. Antes da MP não havia essa cobrança de TFAC para esses profissionais e empresas. Os pilotos e comissários pagavam apenas os exames médicos periciais periodicamente, agora terão que pagar também a TFAC todas as vezes que realizarem o exame.

Com a nova redação dada pela MP, os pilotos e comissários deverão pagar antes da realização do Certificado Médico Aeronáutico (CMA), o valor de R$ 150,00, por meio de uma Guia de Recolhimento da União (GRU). Após o pagamento poderão realizar os exames periciais.

Um CMA custa em média R$ 750,00 e inclui basicamente exames laboratoriais, de imagens e clínicos. Esse valor sempre foi pago diretamente à clínica pela prestação do serviço. Agora, com essa mudança, além de pagar o exame, deverá ser apresentado antes de sua realização o pagamento de uma taxa (tributo) de R$ 150,00.

Médicos e clínicas credenciadas também foram alcançadas pela MP. A partir de 1º de abril também pagarão TFACs, que poderão variar de R$ 250,00 a R$ 6.000,00. A comunicação dessas alterações aconteceu na sexta-feira (25), quando a Superintendência de Pessoal da ANAC enviou às clínicas e aos médicos credenciados o seguinte comunicado:

A partir de 1º de abril, o credenciamento e a revalidação do credenciamento estarão sujeitos à Taxa de Fiscalização da Aviação Civil – TFAC, conforme previsto pela Medida Provisória MPV 1.089/2021, e Resolução ANAC 653/2021.

Seguem os valores:

  • R$ 250,00 (revalidação para médico – pessoa física);
  • R$ 500,00 (revalidação para clínica – pessoa jurídica);
  • R$ 500,00 (credenciamento de novo endereço para médico – pessoa física); e
  • R$ 6.000,00 (credenciamento de novo endereço para clínica – pessoa jurídica)

Informa-se, adicionalmente, que a partir de 01/04/2022, o candidato ao CMA deve pagar a TFAC, no valor de R$ 150,00, antes de realizar o exame de saúde pericial (grifo nosso).

Estas TFAC deverão ser pagas através de emissão de GRU (Guia de Recolhimento da União) que poderá ser acessada pela página da ANAC (Clique Aqui), somente disponível após o dia 01/04/2022.

Embora no site da ANAC não tenha até o momento nenhum comunicado sobre essas alterações, a Resolução Nº 653 de 20 de dezembro de 2021 encontra-se disponível e publicada no site da agência. Ela passará a vigorar a partir de 1º de abril de 2022 e contém todas as alterações descritas.

Segundo a ANAC, a MP foi concebida para modernizar a regulação da aviação civil, aumentar a eficiência na prestação de serviços e fomentar o desenvolvimento do setor, porém, a criação de novas taxas (TFAC) poderá impactar no custo da aviação, especialmente para pilotos, comissários, médicos, clínicas credenciadas e empresas aéreas.

AMUREL discute apoio ao serviço aeromédico do Sul Catarinense

Santa Catarina – O presidente da AMUREL, Agnaldo Filippi, recebeu na quarta-feira (23), a visita do diretor da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC) Nelson Silva.

Foi discutida a participação da AMUREL (Associação de Municípios da Região de Laguna) no custeio das atividades do Serviço de Atendimento de Resgate Aeromédico do Sul (SARASUL). A proposta será levada à apreciação do conselho dos prefeitos da AMUREL. Agnaldo Filippi classificou o trabalho como muito importante para a região e seu posicionamento pessoal é apoiar, mas depende do aval dos demais prefeitos.

A AMREC, por intermédio de seus 12 municípios, implantou o SARASUL que presta serviços de atendimento pré-hospitalar e transferências inter-hospitalares com emprego de helicóptero do Serviço Aeropolicial (SAER) da Polícia Civil.

Segundo Nelson Silva, embora este serviço venha sendo custeado pelos municípios da AMREC, o atendimento é feito em todos os municípios da Mesorregião Sul Catarinense. Atualmente, o custo do Serviço Aeromédico é de R$ 96.233,86 mensais que é pago pelos 12 municípios da AMREC, proporcionalmente, de acordo com a sua população.

Primeira mulher piloto de avião da Brigada Militar realizou seu voo solo a bordo do Guapo 10

Primeira mulher piloto da Brigada Militar tem seu batismo de voo - Foto: Divulgação/BM

Rio Grande do Sul – A manhã de quarta-feira (23/2) foi marcada por mais um momento histórico na Brigada Militar. A capitã Mariana Tigik Hoffmann cumpriu mais uma etapa da formação de piloto policial. Acompanhada pelo instrutor Carlos Bonilla, a oficial realizou seu primeiro voo solo a bordo de um avião, no Aeroclube de Eldorado do Sul.

Pilotando o Guapo 10, avião Embraer 710 Carioca, a capitã realizou o voo sem a presença do instrutor. De acordo com o comandante do Batalhão de Aviação da BM, tenente coronel Leandro Brandão dos Santos, “ao longo da sua trajetória, dos estudos teóricos até o ato de voar sozinha em uma aeronave, Mariana demonstrou todo conhecimento técnico necessário ao voo solo, características de um profissional determinado e perseverante”, disse o oficial.

Esse momento marca uma nova fase na Aviação da Brigada Militar e no Estado, uma vez que a Capitã Mariana torna-se a primeira mulher a pilotar sozinha uma aeronave da BM. O comandante-geral da BM, coronel Cláudio dos Santos Feoli ressaltou a relevância do fato como “um marco, pois denota que a instituição fomenta a igualdade de gênero, destinando oportunidades iguais a todos os seus integrantes”, disse.

A piloto pioneira destacou que “sensação de que todo o esforço, sacrifício e abnegação valeram a pena. Sinto-me lisonjeada de poder corresponder à dedicação que meus instrutores tiveram comigo”, relatou.

Primeira mulher piloto da Brigada Militar tem seu batismo de voo – Foto: Divulgação/BM

Carreiras Reais: Marcelo Hollanda, o piloto de helicóptero autor de Anjos Audazes

Por Bettyna Beni
Consultora e cofundadora da Evoluigi

Marcelo me recebeu em nosso encontro virtual com um largo sorriso. O mesmo que você pode ver na foto.

Ele nasceu em Vitória, Espírito Santo, em 1982, e me contou que entrar para a Polícia Militar ou ser piloto de helicóptero não eram necessariamente sonhos de criança. Como quase todos os jovens, aos 17 anos de idade ele ainda não sabia que carreira escolher, e foi no seu irmão, então já Oficial da PM, que encontrou o exemplo para a sua escolha. Embora nunca tenha passado por dificuldades financeiras, o irmão de Marcelo o ajudou a pagar pelos estudos durante um período mais desafiador para a família, e isso foi um fator determinante.

Passar no vestibular não foi fácil, pois o processo era pela Universidade Federal e era o mais concorrido da época. Foram necessárias duas tentativas até que ele conseguisse. Aos 19 anos, já na Academia de Polícia, Marcelo estudou muito para se adaptar à rotina intensa do lugar.

Se formou no final de 2004 e saiu com o sonho de servir no BME (Batalhão de Missões Especiais), o equivalente à tropa de choque. Ele se identificou tanto com o serviço, que tinha a intenção de se aposentar ali.

Mas no ano de 2009, recebeu o convite para fazer o curso de piloto. Na época era uma indicação e ele entendeu que poderia tentar, com a garantia de que, se não se adaptasse, poderia escolher voltar para o seu batalhão de origem.

Marcelo concluiu o curso e ficou acumulando as duas funções: servindo no Batalhão de Missões Especiais e acumulando horas de voo em instruções no NOTAER (Núcleo de Operações e Transporte Aéreo). Até que foi transferido no final de 2011 para a unidade de operações aéreas, onde permanece até hoje como piloto.

Ele, entretanto, ainda se orgulha em dizer que não perdeu o contato com a tropa de choque até hoje e que recebeu o convite para voltar para lá em duas ocasiões.

“O coração queria voltar, mas o compromisso não permitiu. O racional pesou. Então, decidi permanecer no NOTAER.”

Marcelo conta como a profissão é contagiante. O fato de ser piloto com a missão de salvar vidas envolve muita adrenalina, muito trabalho em equipe e vínculos de amizade para a vida.

“Vivemos muito próximos do limite, dependemos uns dos outros. Colocar sua vida em risco pelo outro fortalece o sentimento de equipe.”

Sobre o casamento com Christina, a quem conhece desde os 6 anos de idade e com quem tem dois filhos, Marcelo conta que foram criados e quase sempre estiveram juntos, somente com algumas idas e vindas na fase adulta, antes de decidirem constituir a linda família que tem hoje.

“Somos casados há 15 anos e a vida é bem corrida, mas temos uma forte parceria. Entendo que a mulher também tem os seus compromissos pessoais e profissionais, e por isso dividimos as tarefas.”

Marcelo entende que o homem mudou ao longo do tempo e diz que hoje homens não são mais os únicos provedores da família, são mais parceiros e constroem uma relação de companheirismo.

Quando perguntei sobre o Marcelo autor do livro “Anjos Audazes” (saiba mais), entendeu a intensidade das memórias e emoções que as operações de resgate decorrentes das intensas chuvas no Espírito Santo em Dezembro de 2013, tema do livro, causaram. Foi um momento de profunda entrega para Marcelo e seu time. Dias de intenso trabalho com memórias de muita aflição que não saíam de sua cabeça.

Marcelo aproveitou a oportunidade de ter que trabalhar com os dados estatísticos para reportar ao Governo do Estado, e então teve a ideia de materializar as suas angústias e a sua tristeza por meio da escrita. Se inspirou nos livros de alguns colegas e começou a escrever.

Levou 2 anos para finalizar o livro. E levou mais tempo ainda para publicá-lo. Para Marcelo estava muito claro que o livro, com todos os registros de fatos e dados de um período muito triste para o seu Estado, poderia servir não somente para reporte dos dados que ele tinha o dever de fazer, mas também como um serviço para o NOTAER e para a população, que conheceria mais do trabalho realizado em prol da população.

Porém não foi isso o que aconteceu. Interesses divergentes fizeram com que ele iniciasse um processo de financiamento compartilhado (crowd funding), através de um site especializado. Muitos contribuíram e o livro saiu. Tamanho foi o sucesso que, na semana do lançamento, entrou para o 2º lugar em vendas da livraria loca!

Além da realização pessoal pela honra das vidas salvas e das famílias dos que perderam a vida em Dezembro de 2013, Marcelo honrou o trabalho e o esforço do seu time. O livro abriu várias portas para que o trabalho da PM e do NOTAER fosse divulgado. Marcelo deu entrevistas, ministrou cursos e palestras, inclusive para os estudantes do curso de jornalismo da Universidade Federal.

“Todos queriam saber como um capitão da PM, que não estudou para escrever, poderia ter feito isso. Através de um sonho, de uma vontade, pude sair de uma formação diferente e consegui publicar um livro. O suor, a dedicação, os esforços, tudo isso vem antes, para depois vir o reconhecimento.”

Quando perguntei a Marcelo se ele é uma pessoa de sucesso, ele me respondeu que se ele considerar o lado profissional, como servidor público, dentro da estrutura da PM, ele pode dizer que sim. Ele tem a convicção de que a aviação representa um sonho para várias pessoas.

Mas, percebi, pela sua resposta, que algo estava faltando.

Então veio o complemento, mas não sem antes reafirmar, mais uma vez, que o seu trabalho é apaixonante: a questão da remuneração, que é bem diferente do setor privado e depende exclusivamente de políticas públicas, e não de mérito. Então torna-se um desafio à parte.

E a dica que ele dá para quem quer seguir essa carreira é justamente para que a pessoa que fizer essa escolha, pense em não depositar todo o seu tempo em uma única fonte de renda.

Ele entende que o seu trabalho requer muitas horas de estudo, muito tempo dedicado ao condicionamento físico, abdicação até de compromissos pessoais, porque as horas de trabalho são intensas, as escalas quase nunca acompanham a agenda da família, mas afirma que a sua geração foi forjada para esse modelo e que, se tivesse filhos já na idade de escolha de carreira, o conselho seria:

“Não mensure o trabalho pelo conteúdo material, pois ele tem outro significado. Mas tente conciliá-lo com outras áreas de estudo para que você tenha uma fonte extra de renda, com um retorno financeiro maior para dar uma melhor condição para a sua família.”

Sobre o futuro, Marcelo entende que os próximos anos ainda serão de muita contribuição para a aviação, principalmente na operação. Mas deseja que antes de completar os 13 ou 14 anos de serviço que ainda faltam para se aposentar, quando ele estiver mais antigo de PM e não puder mais agregar no voo, ele possa voltar para a sua unidade de origem, o BME.

De tudo, o que mais me impactou na conversa com o Marcelo foi o seu amor e respeito à profissão e à sua família:

“É gratificante sair de casa para ajudar, para salvar uma vida, para poder dar apoio a um PM que está lutando para manter a paz social em solo. No cumprimento da missão, é fundamental voltar vivo, com a equipe viva. Tem alguém te esperando em casa.”

Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro realiza o primeiro Curso de Comandante de Operações Aéreas

Corpo de Bombeiros Rio de Janeiro apresenta o primeiro Curso de Comando de Operações Aéreas (CCOA)

Rio de Janeiro – O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), por meio do Grupamento de Operações Aéreas (GOA), realizou no dia 10 de fevereiro a apresentação do primeiro Curso de Comandante de Operações Aéreas (CCOA). Ministrada pelo coronel Goulart, a aula inaugural contou com a presença dos instrutores do efetivo do GOA e de autoridades civis e militares.

Com duração prevista de três meses, o curso é voltado para a formação do piloto de segurança pública. Os alunos da primeira turma, oficiais que possuem requisitos mínimos para iniciarem o treinamento na área, foram selecionados em processo seletivo interno. Os militares continuarão sua formação aeronáutica no Grupamento de Operações Aéreas e, ao final do curso, estarão capacitados para atuar como segundo piloto nas aeronaves do CBMERJ.

“Essa especialização é um marco histórico não só para o GOA e para o CBMERJ, mas para toda população fluminense. Concebida por meio de uma parceria com o Comando de Aviação de São Paulo e Minas Gerais, o foco das instruções está na formação e na qualificação de excelência de nossos militares, pilotos de segurança pública”, comentou o coronel Fábio Braga, comandante do GOA.

Drones do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro auxiliam na busca por desaparecidos em Petrópolis

Drones do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro auxiliam na busca por desaparecidos em Petrópolis. Foto: Rafael Campos.

Rio de Janeiro – Aliado à dedicação intensa dos militares do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) em Petrópolis, os drones vêm se mostrando equipamentos essenciais para a busca por desaparecidos e na sinalização de riscos geológicos.

Capazes de fazer imagens de excelente qualidade, o mapeamento realizado pelas aeronaves não tripuladas compara o cenário atual das estruturas geológicas com imagens prévias de satélite. A sobreposição das imagens permite entender o percurso que uma casa arrastada possa ter feito, tornando possível a identificação de pontos de interesse, onde é provável que haja desaparecidos.

Após essa identificação, fica mais fácil encaminhar as equipes de busca, sejam bombeiros da corporação, a tropa canina ou máquinas de trabalho. Além disso, os drones complementam e potencializam as atividades realizadas pelos helicópteros do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros, tanto no resgate, como no transporte de equipes para áreas remotas.

Drones do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro auxiliam na busca por desaparecidos em Petrópolis. Foto: Rafael Campos.

“O uso de drones é uma tecnologia estratégica com diversas possibilidades. Existe um potencial enorme para auxiliar as equipes de campo, evitando que entrem em risco e permitindo um maior planejamento de ações”, contou o major Danilo Teixeira.

O drone utilizado é o UAS (Sistema de Aeronave Não Tripulado) Matrice 210, com capacidade de zoom de até três quilômetros e uso de câmera térmica. O equipamento também está sendo utilizado no monitoramento de rios, realizando voos mais lentos e técnicos, com capacidade de melhor identificação de possíveis vítimas ou detritos.

Atualmente a operação do Corpo de Bombeiros conta com três drones da Coordenadoria de Veículos Aéreos Não Tripulados (COVANT). Assim que o drone observa alguma atividade suspeita em rios, por exemplo, logo é acionada uma equipe de mergulhadores.

Esses profissionais estão em Petrópolis para checar a informação in loco, buscando saber se existe ou não uma vítima no local indicado pelo equipamento.

“Os drones conseguem chegar em locais que nossas guarnições, mesmo via terrestre, não conseguem. E como a imagem é em alta resolução, ela consegue dar detalhes do terreno, como fragmentos de pertences pessoais ou até a parte de uma residência. Essa análise cria novos pontos de trabalho para que as nossas equipes possam chegar onde não saberiam que tem ali uma estrutura ou até mesmo uma vítima”, complementou o major Fábio Contreras, porta-voz do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.

O emprego desse tipo de tecnologia, segundo o Corpo de Bombeiros, seguirá ao longo de todas as operações de resgate em Petrópolis. A atuação do drone no ar varia entre 20 e 30 minutos. Dessa maneira, os bombeiros utilizam baterias extra para dar maior condição de voo e análise para seguir a busca de vitimados.

Aluna de mestrado realiza pesquisa sobre confiabilidade das operações de resgate aéreo

Ísis Beltrão Pereira, aluna do programa de pós-graduação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), nível mestrado, está realizando pesquisa como parte de projeto que pretende analisar a “confiabilidade das operações de resgate aéreo“.

O trabalho faz parte do programa de pós-graduação da UNISINOS, na linha de pesquisa das Estratégias Organizacionais. O trabalho é coordenado pelo Dr. Iuri Gavronski.

O projeto de dissertação estudará organizações de alta confiabilidade (High Reliability Organization – HRO) no âmbito dos serviços de emergências. O questionário se concentra em cinco áreas principais: documentação e reporte; características da equipe; operações; recursos da unidade; e atitude. Leva aproximadamente 15 minutos para responder o questionário.

O objetivo da análise é quantitativa e segundo a autora da pesquisa, é assegurada a confidencialidade dos respondentes bem como dos esquadrões/grupamentos participantes. Além disso, para quem participar será sorteado um kit de facas personalizadas. O sorteado será informado por e-mail.

FORMULÁRIO DE PESQUISA *

* Pesquisa de responsabilidade da autora.

Instituto de Medicina Aeroespacial publica artigo científico em revista americana sobre Operação Regresso

Instituto de Medicina Aeroespacial publica artigo científico em revista americana sobre Operação Regresso

O artigo científico intitulado “Air Evacuation of Citizens During the COVID-19 Epidemic”, produzido por militares do Instituto de Medicina Aeroespacial (IMAE), foi publicado pela revista americana Aerospace Medicine and Human Performance.

O trabalho falou sobre a evacuação aérea de brasileiros e familiares que estavam na China durante a proliferação de casos do novo coronavírus (momento anterior à decretação da pandemia de COVID-19 pela Organização Mundial da Saúde), realizada no dia 04 de fevereiro de 2020, por meio da Operação Regresso à Pátria Amada Brasil, uma ação interministerial integrada pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Publicado em 2022, o artigo teve como inspiração o resgate de 34 cidadãos brasileiros e familiares que estavam na província de Wuhan, China, local considerado epicentro global do coronavírus naquele ano.

Para garantir a segurança de todos os envolvidos, a operação contou com duas aeronaves EMBRAER 190 e com uma equipe de saúde composta por três médicos, dois enfermeiros, um elemento de controle (militar responsável por manter o controle de biossegurança a bordo), além de um médico do Ministério da Saúde a bordo de cada aeronave.

Segundo os autores, a utilização de medidas adequadas de isolamento e proteção, somada a qualificação e formação contínua da equipe são os principais fatores para o sucesso de qualquer tipo de missão de evacuação aeromédica, especialmente as que envolvem produtos acidentes biológicos, químicos, radiológicos e nucleares.

 Artigo na Íntegra

O artigo foi produzido pelos autores: Tenente-Coronel Médica Michelle Abati Bordeaux Rego Ronconi, Major Médica Elga Dias Gomes, Major Médica Mônica Barreto Santos, Capitão Médico Paulo Pires Júnior, Capitão Médica Aline Zandomeneghe Pereira Franco, Tenente Enfermeira Débora Fernanda Haberland e Tenente Enfermeira Letícia Lima Borges.

Regras de gerenciamento da fadiga nas operações aeromédicas

Live – Na quarta-feira, 23 de Fevereiro, às 19h30, o advogado Carlos Barbosa e o consultor aeronáutico Raul Marinho, serão os protagonistas de live sobre “Regras de gerenciamento da fadiga nas operações aeromédicas” (#Live 33).

O Carlos Barbosa é mestrando em Direito do Trabalho (PUC-SP) e Especialista e Consultor em Direito Aeronáutico e em Direito Trabalhista/Sindical. Raul Marinho é piloto, Presidente do Instituto ParaSerPiloto, Gerente Técnico ABAG e sócio proprietário da RMCAero.

Será um bate papo com professor Eduardo Beni, editor do Portal Resgate Aeromédico – Aviação e Saúde e diretor da Evoluigi Treinamento e Desenvolvimento, responsável pela organização do Congresso Aeromédico Brasileiro (CONAER) e do curso Ground School Aeromédico.

A live será transmitida simultaneamente nos canais do Resgate Aeromédico no YouTube e no Facebook.

 

No litoral paranaense, suporte aéreo salva 79 vidas em quase dois meses de operação verão

No litoral paranaense, suporte aéreo salva 79 vidas em quase dois meses de operação verão

Paraná – Desde o início da operação verão, há dois meses, o atendimento médico com helicóptero ajudou a salvar 79 vidas no Litoral. 72 delas precisaram ser transportadas a hospitais.

Segundo o comandante do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), coronel Julio Cesar Pucci, o balanço também demonstrou a efetividade do suporte aéreo em operações policiais, de busca e salvamento e de patrulhamento, além de representar um recurso estratégico fundamental para bombeiros e policiais militares que atuam na proteção da população.

Força-tarefa reforça atendimento no litoral com voos noturnos e avião para remoções aeromédicas. Foto: Gilson Abreu/AEN.

“O atendimento médico com helicóptero se dá devido à gravidade do caso, quando os meios convencionais ou não dão conta ou precisam de rapidez no socorro devido ao quadro clínico da vítima. No Litoral, a aglomeração de turistas durante o verão aumenta e, consequentemente, as vias terrestres impedem o tráfego mais rápido das ambulâncias”, complementou Pucci.

Em dois meses de trabalho, a unidade cumpriu 39 missões de buscas, salvamentos, transporte de material e 30 missões policiais, radiopatrulhamento e instruções. O suporte aéreo médico avançado é realizado por profissionais de saúde (operadores de suporte médico). O atendimento às vítimas têm salvado vidas em afogamentos, acidentes de trânsito, traumas em geral e em casos clínicos, como AVCs e infartos.

“Em qualquer área do Litoral, o helicóptero abrevia o tempo de resposta e presta suporte avançado à vida com excelência. Com ele podemos nos deslocar por grandes distâncias num curto espaço de tempo, pousar em praticamente qualquer lugar, em qualquer área remota, e de levar ao local do acidente uma UTI Móvel, com equipe médica preparada para fazer o devido atendimento”, detalhou Pucci.

A integração com outras unidades da PM, do Corpo de Bombeiros, do SAMU e do SIATE também é fator relevante para a qualidade e eficiência do atendimento.

ANAC abre consulta sobre regras de gerenciamento de fadiga para operações aeromédicas

Na terça-feira (15), a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) iniciou a tomada de subsídios sobre as regras de gerenciamento de risco de fadiga humana, previstas pelo Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 117, especificamente quanto à condução de operações de transporte aeromédico, regida pelo RBAC 135.

As contribuições podem ser feitas até o dia 6 de março, por meio de formulário eletrônico (clique no link para acessar). O questionário visa aprofundar estudo sobre possíveis melhorias regulatórias associadas às operações aeromédicas devido às regras de limitação de tempo de voo, de jornada de trabalho e de gerenciamento de fadiga, estritamente em operações de transporte de enfermos.

Os dados solicitados no preenchimento do formulário serão protegidos e utilizados apenas para fins estatísticos.

ACESSE A TOMADA DE SUBSÍDIOS

Congresso sobre gerenciamento de crise e assistência a familiares de vítimas acontecerá em São Paulo

A Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (ABRAPAVAA) realizará o 1º Congresso ABRAPAVAA nos dias 15 e 16 de março de 2022, das 8h às 18:30h, no Hotel Meliá Ibirapuera, zona sul de São Paulo. O tema do evento será “Gerenciamento de Crise e a Assistência aos Familiares de Vítimas em Eventos Traumáticos”.

Cada participante credenciado receberá um certificado com carga horária de 20 horas-aula. Serão 24 painéis e 70 palestrantes. Temas como ação inicial das equipes resgate e da polícia, busca e salvamento, luto, imprensa, investigação, gerenciamento de crise, processo identificatório, saúde mental, seguro, depoimentos e indenizações serão abordados durante o Congresso.

Para Sandra Assali, presidente da ABRAPAVAA, o evento é um marco para o setor. “É necessário debater tema tão relevante, especialmente porque lidamos com o sofrimento das pessoas. Além disso, é muito importante aprender com as tragédias que envolvem um acidente, conhecer sua complexidade. Gerenciamento e assistência são as tônicas do evento”, complementou.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO

ABRAPAVAA

A Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (ABRAPAVAA) foi fundada em maio de 1997, em função do acidente com o voo TAM 402 de 31 de outubro de 1996 no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A ABRAPAVAA hoje é referência em assistência aos familiares de vítimas de acidentes no Brasil, com reconhecimento no Brasil, EUA e Europa.

Força Aérea Portuguesa resgata 22 tripulantes em navio mercante após incêndio a bordo

22 tripulantes do navio mercante “FELICITY ACE”, são resgatados após incêndio no porão de carga da embarcação. Foto: Marinha de Portugal.

Portugal – Na quarta-feira (16), a Força Aérea Portuguesa resgatou 22 tripulantes do navio mercante “FELICITY ACE”, após incêndio no porão de carga da embarcação. O navio navegava a cerca de 300 km das Lajes, Ilha Terceira, Açores.

Para o resgate foi ativado o helicóptero EH-101 Merlin da Força Aérea, o navio patrulha oceânico da Marinha NRP Setúbal e quatro navios mercantes que navegam na área. O navio, com bandeira do Panamá, transporta automóveis e emitiu o alerta na manhã de quarta.

O Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes conduziu as operações aéreas, após o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada ter solicitado apoio.

Os tripulantes foram retirados do petroleiro “RESILIENT WARRIOR” pelo helicóptero EH-101 Merlin em grupos de 11 e transportados, por duas vezes, para a Ilha do Faial, nos Açores. A operação de alta perícia e exigência física envolveu um “recuperador-salvador”, um “operador de sistemas”, um “enfermeiro aeronáutico” e dois “pilotos-aviadores” da Esquadra 751 – “Pumas”.

O 22 tripulantes foram resgatados com sucesso e não precisaram de assistência médica. ​O navio patrulha oceânico NRP Setúbal da Marinha Portuguesa permanece no local acompanhando a situação, não sendo visíveis, até ao momento, quaisquer vestígios de poluição na área.

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Corpo de Bombeiros de MS recebe avião Air Tractor 802F para combate a incêndios florestais

Corpo de Bombeiros de MS recebe avião Air Tractor 802F para combate a incêndios florestais. Foto: Marcelo Armôa.

O Governo do Mato Grosso do Sul, por meio do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), adquiriu moderno equipamento aéreo para combate a incêndios florestais. Nesta segunda-feira (14), o avião Air Tractor 802F participou de uma simulação no Aeroporto Santa Maria durante solenidade de entrega de equipamentos.

A aeronave será operada pelo Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul. No evento, o governador Reinaldo Azambuja, anunciou e assinou a autorização de compra de mais uma aeronave do mesmo modelo.

Corpo de Bombeiros de MS recebe avião Air Tractor 802F para combate a incêndios florestais. Foto: Marcelo Armôa.

O avião custou cerca de R$ 16,5 milhões e integra um conjunto de ações que o Imasul e o Corpo de Bombeiros vêm realizando, como combate terrestre feito por militares e brigadistas, combate com caminhão-tanque e caminhonetes equipadas com kits para alcançar locais de difícil acesso e muito calor.

Batizada “Xaraés”, a aeronave possui capacidade de 3.100 litros de água por lançamento, possibilitando pousos e decolagens nas mais diversas pistas sul-mato-grossenses. Com essa aeronave em operação, o CBMMS será a terceira Unidade Aérea Pública a utilizar esse modelo. Hoje, somente os Corpos de Bombeiros Militar do Mato Grosso e do Distrito Federal operam essa aeronave.

Três pilotos bombeiros militares de Mato Grosso do Sul realizaram curso de capacitação em Kansas, Estados Unidos, porém ainda vão passar por mais algumas capacitações que ocorrerão no período de prevenção e preparação no 1º semestre deste ano na região do Pantanal.

Como os grandes incêndios florestais acontecem no segundo semestre, a previsão é que até esse período os bombeiros militares em treinamento estejam preparados e já em condições de realizar operações. No momento, o Air Tractor AT-802F ficará em Campo Grande, mas nos períodos de maior exigência do equipamento, a previsão é que ele seja mantido em Corumbá.

Governo de São Paulo envia força-tarefa para auxiliar vítimas das chuvas em Petrópolis, RJ

São Paulo envia força-tarefa para vítimas de chuvas em Petrópolis. Foto: Divulgação Gov. SP.

São Paulo – Na manhã desta sexta-feira (18), o Governo de São Paulo enviou uma equipe do Corpo de Bombeiros para ajudar as vítimas das chuvas em Petrópolis (RJ). Nesse primeiro momento, o trabalho vai se concentrar nas ações de buscas com cães farejadores para localização de vítimas e corpos soterrados.

A equipe decolou do Aeroporto Campo de Marte para Petrópolis no helicóptero Águia 32 (AW109) do Comando de Aviação da Polícia Militar (CavPM). O grupo é composto por dois bombeiros e dois cães farejadores. Uma viatura seguirá até Petrópolis com outros dois bombeiros, para realizar o apoio terrestre.

O trabalho dos cães farejadores será iniciado ainda hoje, após a adaptação dos cães ao estresse do período de voo. As cadelas Cleo e Hope, duas pastoras belgas com idade entre cinco e seis anos, assim como seus respectivos adestradores, já atuaram em outras situações de emergência como a tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, e os recentes episódios de soterramento em Franco da Rocha, na Grande São Paulo.

A ação terá duração de uma semana e, se houver necessidade, o Governo de SP enviará nova equipe do canil para continuidade dos trabalhos. Caso o Rio de Janeiro solicite, São Paulo poderá ampliar a força-tarefa com envio de maior efetivo dos Bombeiros. Em dezembro de 2021, São Paulo também enviou à Bahia uma força-tarefa para auxiliar as vítimas das chuvas que atingiram o estado.

Santa Catarina cria Grupo de Operações Aéreas para atender sistema prisional e socioeducativo

Santa Catarina – O secretário de Administração Prisional e Socioeducativa, Leandro Lima, anunciou nesta quinta-feira, 17, a criação do Grupo de Operações Aéreas (GOA), órgão do Departamento de Polícia Penal.

Formado por seis policiais penais, o GOA foi instituído para dar suporte à atividade policial nas mais diversas áreas, como escoltas de alta complexidade, transporte de equipes de intervenção tática prisional, suporte aéreo em operações de intervenção, recapturas, segurança do perímetro de unidades prisionais, entre outras.

“O GOA começou a ser estruturado no ano passado e consolidamos a criação do grupo agora com a realização do pregão eletrônico para a locação de uma aeronave de asa fixa, com capacidade para transportar nove operadores, além do piloto e copiloto”, disse Leandro Lima.

Policiais Penais do GOA participam de curso no Corpo de Bombeiros.

O secretário destacou ainda que responder a uma ocorrência de forma rápida é decisivo no sistema prisional e no socioeducativo. “O cenário de uma crise pode evoluir para uma situação de maior gravidade, caso ele não seja resolvido logo no início”, observou.

Além de agilidade no transporte de operadores para atender ocorrências em locais distantes, o GOA vai incrementar os procedimentos de segurança, principalmente em escoltas de alta complexidade.

“Atualmente usamos a aviação comercial para o transporte de presos de alta periculosidade, mas isso não é o ideal porque envolve muitos riscos. Com o GOA teremos ainda mais segurança para escoltar líderes do crime organizado quando são transferidos para unidades federais, por exemplo”, disse.

O diretor do GOA, Fabio Kinczeski, enfatizou a importância de garantir a integridade física e mental dos operadores que estão em deslocamento para uma ocorrência. Kinczeski disse ainda que logo após o início das operações do GOA haverá processo seletivo via Acaps para piloto, copiloto, operadores aerotáticos, mecânico e apoio de solo para servidores efetivos.

“Nosso estado é grande e a equipe de intervenção está baseada na Grande Florianópolis. No caso de uma ocorrência no Oeste, por exemplo, os operadores da equipe tática podem chegar ao destino extremamente desgastados para intervir em uma situação demasiadamente complexa, o que potencializaria os riscos da missão e as chances dos operadores da equipe incorrerem em erros que, nesse tipo de ação policial, podem ser fatais”, concluiu.

Treinamento

Policiais Penais do GOA participam de curso no Corpo de Bombeiros. O treinamento aconteceu entre os dias 31/01 e 12/02, com a participação de seis policiais penais e quatro bombeiros militares.

As aulas tiveram a finalidade de capacitar os profissionais para atuar como Comandante de Operações Aéreas (Copiloto), proporcionando conhecimento necessário para o gerenciamento das ocorrências envolvendo o emprego de aeronaves de asa fixa e rotativa.

Órgãos transportados de Francisco Beltrão para Curitiba podem salvar até cinco vidas

Com suporte do Estado, órgãos para transplante são levados de Francisco Beltrão para Curitiba e podem salvar até cinco vidas. Foto: Thacielly Pacheco Teixeira/Casa Militar

Paraná – Na manhã de terça-feira (15), um avião King Air C90 da Divisão de Transporte Aéreo da Casa Militar do Paraná, transportou órgãos para transplante de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, para Curitiba. Os rins, fígado e coração de um homem de 49 anos, morador da cidade, cuja doação foi autorizada pela família, salvarão a vida de até cinco pessoas.

O transporte durou cerca de 1 hora, e precisou ser ágil para que os órgãos estivessem em condições favoráveis aos transplantes. “O transporte precisa ser rápido, os órgãos têm tempo limite para serem transplantados”, diz Juliana Giugni, coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná (SET-PR). “O fígado tem até 12 horas entre a retirada do doador até o transplante no receptor, o coração tem o limite de 4 horas e o rim de até 36 horas”, explica.

Assim que o avião pousou no Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, o fígado foi levado para o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, onde foi iniciado o transplante em uma mulher de 60 anos, por volta de 13h30.

Os rins foram levados para a Central Estadual de Transplante do Paraná para passar por um teste de compatibilidade entre o doador e o novo receptor. Assim que os resultados estiverem prontos, os órgãos serão encaminhados para hospitais à espera do transplante.

No caso do coração, não foram encontrados pacientes compatíveis para o recebimento do órgão. Ele será levado para o banco de tecidos, no Hospital Evangélico Mackenzie, que fará uma análise e, a depender do resultado, o encaminhará para o transplante de valvas cardíacas. Podem ser beneficiados até dois transplantados de qualquer idade. As valvas podem ficar armazenadas no banco por um período de até seis meses.

Números

O Paraná fechou 2021 com 36 doações de órgãos por milhão de população (pmp). Foram 412 doações efetivas, que resultaram em 1.457 transplantes de órgãos e tecidos e nove transplantes de coração. No total, o Paraná teve 1.253 notificações de potenciais doadores em 2021.

Em 2020, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Pequeno Príncipe (HPP), em Curitiba, voltou a realizar transplante pediátrico hepático (fígado). O procedimento em crianças abaixo de cinco anos não era feito desde 2015 no Estado.

Estrutura

O Estado conta com uma Central Estadual de Transplantes localizada em Curitiba, além de quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) – na Capital, Londrina, Maringá e Cascavel. Estes centros trabalham na orientação e capacitação das equipes distribuídas em 67 hospitais do Paraná, que mantêm Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT).

Ao todo, são cerca de 700 profissionais envolvidos, entre eles 23 equipes de transplante de órgãos, 25 centros transplantadores de córneas e quatro bancos de córneas em atividade – Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel.

Equipes do CIOPAER e do SAMU transportam paciente de Brasiléia para Rio Branco, AC

O paciente foi submetido a uma operação cirúgica no Huerb, para evitar complicações no quadro. Foto: Odair Leal/Secom.

Acre – No coração da floresta amazônica, o acesso a algumas comunidades e municípios se dá apenas por via fluvial ou terrestre, o que torna a locomoção de pessoas para hospitais de urgência e emergência na capital, Rio Branco, mais demorada e arriscada.

Com isso, o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) e equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) são acionados para realizar os transportes aeromédicos de pacientes que necessitam de atendimento urgente.

Na manhã de segunda-feira (14), o helicóptero Harpia 03 fez o transporte de um enfermo do Hospital Regional do Alto Acre, em Brasiléia, para o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). O paciente foi vítima de um corte com arma branca e recebeu os primeiros atendimentos em Brasileia.

Segundo o coordenador do SAMU, Pedro Pascoal, “uma viagem que duraria mais de três horas dura 40 minutos de helicóptero. A ação é importante para que o paciente seja removido de uma unidade a outra o mais rápido possível, para evitar complicações”.

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