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Espirito Santo – As equipes de resgate do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAER) da Casa Militar do Espírito Santo realizaram 28 resgates durante as chuvas que atingiram o Sul do Espírito Santo. A maioria desses resgates foi feita em Cachoeiro de Itapemirim e Alegre. A chuva no estado já deixou mais de 10 mil pessoas fora de casa e nove mortos.

Para os resgates, duas aeronaves do NOTAER permaneceram no aeroporto de Cachoeiro de Itapemirim. No sábado (25), um homem foi retirado do telhado de sua casa através do cesto de resgate da aeronave, depois que a localidade de Pacutuba, em Cachoeiro de Itapemirim, ficou alagada.

Na mesma localidade, três pescadores que estavam em um pé de jamelão também foram resgatados. Segundo o major Cristian do NOTAER, os homens já estavam ilhados há quatro dias e, nos últimos dois, decidiram subir no pé de jamelão porque estavam sem comida.

Helicópteros do NOTAER realizaram 28 resgates no último final de semana após enchentes no sul de Espirito Santo. Foto: Divulgação

“Lá eles ficaram se alimentando até a chegado do helicóptero para resgatá-los”, contou o major. Ainda em Pacotuba, um produtor rural de 64 anos, foi resgatado depois de ficar ilhado em casa. Ele contou para a equipe de salvamento que ficou quatro dias sem comer.

O NOTAER também resgatou um idoso de 80 anos que precisava fazer hemodiálise e um outro casal de idosos que ficou preso em um carro ao tentar deixar a cidade pela rodovia.

“Pelas informações que a gente teve, eles tentaram acessar a rodovia enquanto o rio transbordava. Eles retornaram e se aproximaram de localidade mais alta, solicitaram o apoio e foram resgatados”, explicou Cristian.

Com a estiagem das chuvas, na segunda-feira (27), as aeronaves passaram por manutenção e no final da manhã, uma das aeronaves foi chamada para um sobrevoo em Irupi, cidade atingida pela chuva.

Helicópteros do NOTAER realizaram 28 resgates no último final de semana após enchentes no sul de Espirito Santo. Foto: Divulgação

“Como o NOTAER é uma unidade que trabalha em apoio as instituições, a gente depende da demanda. Estamos com as equipes prontas e aproveitamos esses momentos mais tranquilos para fazer as manutenções”, informou o major.

Apesar do treinamento, o major afirma que é difícil não se emocionar com os resgates e que fica feliz com as mensagens de agradecimento da população nas redes sociais.

“A gente tem que manter o foco na missão, mas é claro que histórias como essas nos comovem porque a gente vê que a população está sofrida. Até para os voluntários têm ajudado muito nessa situação. Temos uma interação legal pela rede social que as pessoas usam tanto para agradecer quanto para pedir ajuda”, revelou Cristian.

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