Minimizando os riscos do “Mcguire” – Uma técnica desenvolvida pelo GRPAe/SP

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EDUARDO DE MORAES GOMES

Segundo conta a história,  esta técnica tem sua origem no nome de um militar americano, que, durante a guerra do Vietnã, utilizando-se de sua criatividade, retirando militares que se encontravam no meio da floresta, através de cordas fixadas no helicóptero.

Essa técnica é utilizada para resgatar vítimas em locais de difícil acesso (matas, telhados, torres, encosta de montanha, etc) onde outra técnica não seria possível ser empregada, visto o risco que esse tipo de operação apresenta. A técnica consiste no lançamento de dois tripulantes através de cordas, perfazendo-se do rapel para a descida (infiltração), e posteriormente na exfiltração, através do içamento e deslocamento desses tripulantes pelas cordas, variando o seu comprimento conforme a missão. A novidade é que todo este conjunto fica acoplado em um sistema de ancoragem instalado no piso e também no gancho da aeronave, denominado “Mcguire” com exfiltração pelo gancho.

A aeronave utilizada no caso é um AS 350 B2, peso máximo de decolagem  de 2.250 kg, peso máximo de decolagem com carga externa de 2.500 kg. Sabendo-se que a maioria das polícias no Brasil utilizam-se desse modelo de helicóptero e fazem da técnica do “Mcguire” um dos meios para a resolução de problemas, essa técnica, ora apresentada, visa aprimorar o sistema, minimizando os riscos.

modelosaranha
“Aranhas” confeccionadas com “fitas tubulares” em conjunto a uma “placa de ancoragem” ou argola de aço utilizadas pelo GAvOp do CBM/DF.

Vale lembrar que há várias formas de ancoragem das cordas no piso da aeronave, no caso apresentado, a “aranha” é confeccionada com cabos de aço, mas existem outras possibilidades, como a utilização de “fitas tubulares” ou cordas, em conjunto a uma “placa de ancoragem” ou argola de aço, pois, para essa técnica, o mais importante é o tipo de ancoragem realizada no gancho da aeronave, pois é ele que suportará a carga e minimizará o pêndulo.

Um dos maiores temores esta alicerçado no pêndulo que as cordas apresentam durante o deslocamento da aeronave e para evitar e/ou minimizar o efeito deste pêndulo dessincronizado (eixo longitudinal ou transversal da aeronave) e, por vezes acentuado, foi testada uma nova maneira de executar a amarração no piso e no gancho da aeronave (este modelo suporta 750 kg de carga), e, ao invés das cordas passarem por cima dos esquis, como o habitual, elas passam pela parte interna deles e têm seu “ponto bomba” (local de ancoragem na aeronave que surporta niveis elevados de carga) no gancho da aeronave, como se fosse um deslocamento com carga externa pelo guancho.

Assim, as cordas são ancoradas no gancho e a força a ser exercida estará no centro de gravidade (CG) do helicóptero, melhorando a performance e facilitando as manobras realizadas pelo piloto, reduzindo sobremaneira o pêndulo, além de ser simples a sua redução se porventura vier a ocorrer.

Este tipo de sistema foi realizado com  a “Aranha” confeccionada com cabos de aço e é distribuída da seguinte forma:

aranha
Sistema com 05 (cinco) mosquetões de aço para ancoragem.
aranha1
Mosquetão 01 (um) permeio da Corda a ser utilizada.
gancho
Os Mosquetões 02 (dois) e 03 (três) serão fixadas às cordas de “backup” do “Mc Guire”. Nesse momento, após fixadas, deverá ser feita uma medida de tamanho condizente para fazer a conexão no gancho da aeronave, sendo utilizado um mosquetão de aço para cada corda, lembrando que as travas de rosca destes devem estar em direções opostas entre si, para que eles, com o atrito, não venham a abrir.
aranhaecorda
Após a fixação no gancho o “vivo” de cada corda deverá voltar ao sistema da aeronave para que seja feita a amarração do rapel. As cordas utilizadas no rapel deverão ser fixada nos mosquetões 04 (quatro) e 05 (cinco) e com os seus devidos “backups”, como mostra a figura.

O sistema esta montado como mostra a figura acima, lembrando que após a realização do rapel, o tripulante lançador deve retirar as cordas que foram utilizadas para a descida de rapel, desfazer os nós e liberá-las entre os esquis para que possam ficar no sistema de “Mcguire” pelo gancho e realizá-lo, conforme fotos abaixo:

sistema
Operação de salvamento realizada em 2007 utilizando essa técnica desenvolvida pelo Grupamento de Radiopatrulha Aérea de São Paulo.
anv1
Observe as cordas fixadas ao gancho da aeronave e seus respectivos “backups” conectados à “aranha” no piso do helicóptero.

Fonte: Esse texto foi escrito por Eduardo de Moraes Gomes (tripulante operacional), entretanto, essa técnica foi desenvolvida por tripulantes operacionais e pilotos do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar de São Paulo, após muitos debates e testes e, atualmente, é procedimento adotado por essa Unidade de Aviação.

Fotos: Edmar Félix Ambrósio, Eduardo Alexandre Beni e GRPAe.

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36 COMENTÁRIOS

  1. Excelente artigo!

    Uma dúvida: Essa configuração com ambas as cordas passando pelo gancho (e praticamente sem nenhum espaço entre as mesmas) não provoca um movimento de giro nos operadores que estão realizando a manobra?

  2. Ao amigo Marcus Piffer
    Uma das nossas dúvidas quando testamos este novo formato era exatamente esta, porém quando fomos para a parte prática verificamos que isso não ocorre, pois, apesar das duas cordas estarem presas ao gancho, elas estão em mosquetões distintos, dando tensão de forma isolada para cada corda. Assim, verificamos dois momentos: um quando utilizamos com a maca Sked e outro quando estamos com a vítima na cadeira de classe 3. Na maca Sked mantemos os dois braços estendidos, deixando a maca o mais distante possível do nosso corpo e controlamos o giro, até mesmo abrindo um dos braços para criar um arrasto, conforme o lado, e quando estamos próximo do solo, lançamos uma corda de 20m de 11 mm, que está ancorada a maca, para funcionar como corda guia, sendo direcionada pelo tripulante que esta em solo. Com a vítima em uma cadeira de salvamento ambos estendem os braços ficando mais distante possível, desta forma, além da utilização dos braços, poderá ser usado o próprio corpo para evitar o efeito do giro. Foi feito teste de diminuição brusca de velocidade para verificar se ocasionava e/ou aumentava o efeito giro e o efeito pendulo e constatou-se que: não houve efeito giro e quanto o efeito pêndulo foi muito mais rápido e fácil a sua erradicação.
    No caso do guincho já se torna diferente, pois ele, devido a rotação exercida pelo cabo a ser acondicionado no sistema, tem a tendência de aumentar o efeito giro, que também passa a ter seu efeito minimizado, pois utilizamos o lançamento de corda guia. Espero que tenha ajudado a esclarecer alguns pontos desta técnica.
    Grato.
    Eduardo Gomes.

  3. Salve Eduardo!
    Boa explanação. Porém pergunto-me como ficaria em um caso extremo de alijamento imediato de carga, tendo dois pontos de corte mais o alijamento do gancho (manobra de mais de uma pessoa).
    VOAR, PAIRAR, SALVAR!

  4. Prezados colegas,
    Parabéns pelo trabalho. Gostaria de saber como é o procedimento de emergência (corte do cabo) a ser adotado em caso de pane que seja necessário o alijamento da carga externa. Pelo modelo apresentado, ao meu entender, este procedimento teria necessariamente que ser feito em três estágios: 1º com o alijamento do gancho, 2º com o corte do primeiro cabo e 3º com o corte do segundo cabo.
    Agradeço se puder dar maiores esclarecimentos…

  5. Caro Ten Freitas, primeiro gostaria de parabenizar o trabalho que realizam no CBMDF, pois tive a oportunidade de ver pessoalmente o treinamento que fazem. Quanto à técnica é exatamente o que você disse. Há nessa técnica a necessidade do alijamento do gancho, que é imediato. Quanto ao corte das cordas segue o procedimento padrão para o Mac Guire. Na prática não se tem perda de tempo, pois são procedimentos realizados distintamente, ou seja, uma ação é do piloto e a outra é do tripulante, feitos coordenadamente.

    Bons Voos!

  6. Caro colega
    Moisés Cavalcanti

    O caso de alijamento será o último dos recursos a ser utilizado. Porém sabemos que há a possibilidade de ser efetuado e quando isso ocorrer haverá um comando de alijar gancho, desta forma as cordas que estão pelo gancho serão liberadas passando a ser o mesmo sitema adotado anteriormente, e assim cada corda adota o seu lado de origem, pois de nada muda o método executado, momento que poderá ser feita a opção de cortar uma das cordas ou ambas conforme a emergência.

    Espero que tenha esclarecido em algum ponto a duvida, bons voos.

    Eduardo Gomes

  7. Caro Ten Freitas
    Espero que o comentário que fiz sobre o alijamento, relativo a dúvida do Sr tenha sido sanada juntamente com nosso colega Moisés Cavalcanti. E tb pelo comentário do Administrador
    Obrigado bons voos
    Eduardo Gomes

  8. CARO CHEFE DE EQUIPE, OLÁ!
    VENHO PARABENIZÁ-LO PELO ARTIGO QUE ESTÁ ÓTIMO.

    DEIXANDO AQUI REGISTRADO, QUE EM PARTICULAR SEMPRE FUI UM TANTO CONTRA APENAS AS EXECUSSÕES DE MISSÕES DE SALVAMENTO UTILIZANDO APENAS OS PROCEDIMENTOS COM “”CORDA E CARGA EXTERNA””.

    HAJA VISTO QUE OUTRÓRA JÁ TIVEMOS A PERDA DE COMPENHEIROS DE UNIDADE E COLEGAS DE TRABALHO, ENTRE OUTRAS SITUAÇÃO QUE GERARAM RISCO E ATÉ MESMO ACIDENTES EM OUTRAS UNIDADES, EM MISSÕES NOSSA E ETC.

    SOU DO FILOSOFIA DE Q MINIMIZAR OS RISCOS PARA NÓS TRIPULANTES, QUE É QUEM FICAMOS EXPOSTOS “PENDURADOS” EM CORDAS DO LADO DE FORA DA AERONAVE, SENDO A UTILIZAÇÃO DE GUINCHO ELÉTRICO QUE PROPORCIONA O EMBARQUE DO TRIPULANTE OU VÍTIMA PARA A CABINE, QUE É O LOCAL MAIS SEGURO DA AERONAVE , SEJA ADOTADO URGENTEMENTE PELA UNIDADE NA MAIORIA DAS MISSÕES.

    CABE AINDA RESSALTAR, QUE NÃO SE EXCLUIRÁ A UTILIZAÇÃO DOS MÉTODOS DESENVOLVIDOS COM CORDA, MAS QUE SE OPTE POR ESTES SISTEMAS APENAS QUANDO O USO DO GUINCHO OU EMBAQUE E DESEMBARQUE BAIXA ALTURA SEJA PLENAMENTE INVIÁVEL, OU QUE SE UTILIZE EM SITUAÇÃO QUE NÃO ENVOLVAM “CARGA VIVA”.

    A ADOÇÃO DE MÉTODOS MAIS SEGUROS É O CAMINHO PARA A MODERNIZAÇÃO, SEGURANÇA, A PRESERVAÇÃO DE NOSSA INTEGRIDADE FÍSICA E VIDA.

    ABRAÇO E SUCESSO!

    ANDRÉ Luis de Castro Vieira
    Cb PM Tripulante Operacional
    Habilitado no CSALt/II-92 2ºGBS-CB.

  9. Caro colega parabéns pelas informações contida no artigo,gostaria de saber, qual o tempo que se gasta no procedimento de emergência(corte do cabo)? Porque esse procedimento seria realizado em três estágio.

  10. O tempo do corte ocorre no mesmo que o outro processo, pois o piloto alija a carga do gancho (mecanicamente) isso leva menos de 1 seg e o tripulante corta uma corda e depois a outra. A sequencia deve ser coordenada, onde, o ideal é que se corte os cabos primeiro e depois alije a carga do gancho. Assim a aeronave não sofrerá qualquer oscilação.
    Essa é uma pergunta recorrente. Vou dizer o seguinte, com essa técnica o pêndulo é remoto e se houver é facilmente corrigido. O tripulante e a vítima sofrem menos e ficam mais seguros e “confortáveis”, pois o gancho foi dimensionado para isso, as “aranhas” não. Ela continua sendo usada, mas como preparação e backup. O alijamento é deveras remoto, eu, em 17 anos de aviação policial nunca precisei alijar ninguém. É melhor perder 1 segundo e fazer as coisa com calma e segurança. Veja, as cordas no outro processo passam sobre os esquis, no momento do corte de uma das cordas todo o peso irá para o outro lado da aeronave, a aeronave irá oscilar bruscamente e se tiver numa área restrita a chance de acidente é grande. No gancho isso não ocorre, além de você não ter as cordas friccionando nos esquis.

    Espero ter ajudado

    Eduardo Beni

  11. Um adendo aos esclarecimentos:

    As ações citatas serão, lógicamente, precedidas por “N” razões que definirão o momento exato do corte e alijamento do sistema…se num primeiro momento de imediato ou num segundo momento quando em situação mais favorável como por exemplo mais próximo do solo, etc…
    Na verdade é uma situação inusitada e se nunca, pouquíssima vezes treinada, o que nos leva a mais uma possibilidade de estudo e comprovação dos “fatos”!

    Sgt PM Edmar
    Trip. Operacional
    BRPAe Praia Grande – SP

  12. Caro André, sabemos o que seria o ideal para a situação de emergência em um salvmento com utilização de cordas e que tipo de equipamento é o mais adequado, porém esbarramos em dificuldades que nos escapam pelas mãos, no entanto mesmos que tivessemos o melhor modelo de aernorane para salvamento e com o melhor equipamento, temos que ser conhecedores e multiplicadores das técnica de salvamento em altura. Desta forma sempre teremos opções, uma gama maior de resoluções a serem processadas. No demais agradeço pelo comentário.

    Sgt PM Gomes
    Tripulante Operacional
    BRPAe Praia Grande – SP

  13. Mais uma vez, PARABÉNS…
    A automotivação é uma valiosa característica que você e meu Amigo Sgt Edmar Possuem, valorizando a função de tripulante operacional que é extremamente complexa, e é aprimoradada através desses estudos e trocas de experiências, das quais somente aqueles profissionais que estão dispostos a se aprimorar podem elevar sua condição profissional e inspirar os novos Trip Op que iniciam essa nobre missão….
    “Um homem jamais conseguirá aprender aquilo que ele acha que já sabe”…
    Um Abraço…
    3ºSGT PM Vagner Silva- Estagiário Base SP GRPAe

  14. Em primeiro lugar parabéns pelo site, e por toda matéria divulgada.
    Quanto ao corte das cordas no procedimento de mac guire concordo com as explições do piloto acima, pois se alijarmos a carga do gancho antes do corte das cordas haverá ao meu ver um movimento brusco das cordas no sentido para baixo e ao mesmo tempo para frente, pois o gancho está no CG da Anv e a aranha bem a frente.
    Tb ao meu ver o procedimento a ser adotado deverá ser, primeiro o corte de ambas as cordas no piso da Anv e ai sim estará liberado o acionamento do gancho, alijando nesse momento a carga.
    Deixo claro que foi eleborado pelo BRPAe RPT um novo POP do citado procedimento elencando justamente essa situação bem como a utilização de prússicos nos dois duplos oito que estão ancorados no gancho, pois se colocamos prussicos nas ancoragens da aranha fica até incoerente não colocarmos nos duplo oito do gancho pois é justamente ali que incidirá a carga. é só perguntarmos qual a finalidade dos prussicos.

  15. parabés pela matéria! eu já estive com vcs fazendo um estágio operacional e achei muito boa essa técnica e ao comentar e querer implementar o uso da infiltração do gancho um piloto,me fez a colocação de que há normas que proíbe o uso de cargas vivas no mesmo,mesmo sabendo que está ancorado na aranha vc tem algo á comentar sobre isso?

  16. Achei a materia muito boa, mas faço uma observação.

    1) Ao ler uma das cartas de serviço da EUROCOPTER do esquilo AS 350B2 de Nº 1536-25-01 vi que o fabricante do gancho faz observaçôes de como deve ser usado o gancho no que diz respeito ao acoplamemto de aparelhos no mesmo do tipo aneis metalicos, tornel giratorio e manilhas; e em nenhuma parte fala a respeito de utilização de mosquetão no gancho e ao lá fala que não se deve colocar 02 (dois) aparelhos do tipo mosquetão conforme folha nº 8 no mesmo gancho a não ser o tipo de olhau nas medidas e especificações que eles enformam na folha de nº 7 isso foi enviado pela fabrica devido a problemas de alijamento ja constatado.

    2) este aparelho que e de modelo na foto vejo tambem que quando os dois cabos forem tencionados ira acontecer um atrito entre os dois mosquetões e logo entre os dois cabos tento assim o risco de um desgaste vindo até correr o risco de romper o cabo. vi que pela foto o cabo que voces usam e o K2 de fibras importadas mas a montagem e nacional, e um bom cabo para a atividade aérea.

  17. Caro Marlon.

    Quanto as suas observações gostaria de esclarecer que, antes de efetivarmos essa técnica, foram analisados todos os riscos envolvidos, inclusive com fotos das reações da aeronave durante o içamento de carga em testes realizados.

    Em todas as nossas operações há sempre um tripulante deitado no piso traseiro da cabine, observando todo o sistema, desde o içamento até o deslocamento da carga para uma área segura.

    Restou provado que em nenhuma dessas operações foi observado qualquer atrito entre as duas cordas quando tensionadas, eliminando esse risco que você comentou sobre um possível rompimento entre ambas.

    Esse risco não existe nessa operação, pois as cordas tensionadas permanecem visualmente estáticas. Obviamente que, se esse risco fosse observado, jamais o GRPAe de SP tornaria essa prática padronizada.

    Quanto à questão observada sobre anéis ou conectores metálicos no gancho, concordamos com as cartas de serviço da Eurocopter, aliás isso é inquestionável. No entanto, a carta refere-se à possibilidade do gancho não alijar os dois mosquetões.

    Veja, em nossos testes e em operações reais, nunca tivemos o problema do gancho não alijar os mosquetões, mesmo porque se isso ocorrer, haverá uma reação imediata do tripulante, o qual avisará o comandante da aeronave para efetuar novo alijamento. Até porque esse alijamento será necessário quando as vias do Mac Guire forem recolhidas, sem carga, para dentro da cabine, em função de um deslocamento muito longo que a aeronave tenha de realizar.

    E finalmente, quanto às cordas K2 ou Mamut, trata-se de uma questão de opinião. Nossa preocupação é a especificação técnica e não a marca. Leia o nosso artigo sobre cordas que você vai compreender…

    Espero ter ajudado. Se um dia tiver oportunidade venha conhecer pessoalmente a técnica em uma de nossas bases.

    Grato pelos comentários.

    CAP ADRIANI JOSÉ
    PMESP – BRPAe Praia Grande

  18. Caro Cap Adriani, minhas observações são embasadas no dia a dia de ocorrências tipicas da atividade fim de um TPO, sendo que tambem sou tripulante operacional multifunção como vcs ai de São Paulo, quanto a questão dos cabos, em nosso País temos o custume de não ver qualidade e sim valores (R$) isso é fato em todas as PMs o metro de um cabo MAMMUT compra três da K2, mas sei que é um bom cabo para resgate mesmo saindo fora das especificações do manual de salvamento em altura que vcs mesmo criaram o MTB-26 que diz que para resgate e trabalhos em altura o cabo tem que ser de 12,5mm e a K2 e de 11mmm e quanto ao acoplamento do sistema Mac Guire com 02 (dois) mosquetões eu so mostrei que a o setor de manuntenção nos informou que as cartas de serviço da EUROCOPTER do esquilo AS 350B2 de Nº 1536-25-01 que tem 08 folhas recomenda que não faça uso de tal sistema usando somente 01 (um)olhau no guincho e sim acoplar no olhau 02 mosquetões que seja conforme as folhas 05, 07 e 08 da carta, digo que testes são feitos e tentamos nos ajustar para cada tipo de missão, mas essa de dois mosquetões já foi provado pelo fabricante que corre serio risco de dar errado e dependedo do fatores adversos que ate mesmo fogem a nossa compreenção nos não podemos esperar uma reação imediata do tripulante, o qual avisará o comandante da aeronave para efetuar novo alijamento já que estamos se tratando de vidas as que estão fora e dentro da ACFT. estou seguindo o que manda o manual e as cartas, lembra do fato de não mais poder voar de portas abertas devido problemas no no rolete superior das portas, voamos a vida toda de portas abertas mas um dia em algum lugar deu problema e o que a EUROCOPTER fez enviou cartas de serviço a todos orientando a não voarem de portas abertas, se acontecer algo anormalneste periodo e porque despresaram tal orientação, o mesmo ocorre com o guincho conforme carta Nº 1536-25-01, minha intenção é so ajudar os companheiros TPOS que vivem em pro dos seus grupamentos………abraços e espero ter colaborado.

  19. Caro Marlon.

    Como é bom trocarmos informações com companheiros de outros estados… Fico muito satisfeito quando discutimos assuntos em prol da segurança de nossos tripulantes, operadores de equipamentos especiais, pilotos, mecânicos…

    Mas o fato é que você ainda não entendeu a questão relativa à segurança de nossa técnica de Mac Guire pelo GANCHO. Por isso é importante verificar “in loco” as ancoragens e a técnica. Não quero polemizar a questão. Respeito a sua opinião.

    Agora quanto às cordas, pode acreditar que em São Paulo seguimos SIM as especificações, de acordo com o MTB-26. NÃO utilizamos cordas de 11 mm da K2. Aliás, não sei baseado em que, você disse que nós utilizamos cordas com esse diâmetro?? Apenas olhando a foto? Por isso também é importante conhecer o contexto, ler todo o artigo sobre cordas, para depois concluir a questão. Já deixamos para trás o tempo em que o único termo admissível, nos cursos de Salvamento em Altura, era “cabo” e não “corda”. Para nós hoje, essa é apenas uma questão de semântica.

    Aqui embasamos nossas observações em Procedimentos Operacionais Padrão (POP) e não no dia-a-dia. Mas certamente estamos abertos a discutir e intercambiar com qualquer unidade de outro estado para melhorarmos a operação e a segurança.

    E este site é uma excelente ferramenta pra isso. Continue assim, colaborando com seus comentários.

    Abraço a todos.

    CAP ADRIANI JOSÉ
    PMESP – BRPAe Praia Grande

  20. Caro CAP ADRIANI, realmente o cabo usado não é o K2, sendo que em nenhum momento eu disse que o mesmo era ruim. Após ampliar a foto vi pelo desenho do cabo que seria uma especie de identidade do fabricante que não era, comprei recentemente uma com os mesmos traços da TASK.

    Quanto ao sistema Mac Guire que o PMESP – GRPAe, faço a resalva somente dos dois mosquetões acoplados no gancho, já estive na Briosa e Valorosa PMESP e no Hangar no Campo de Marte vi com meus proprios olhos o sistema, cheguei a fazer comentários a respeito e só não tinha o nº da carta da Eurocopter em mãos, e como eu disse sou TPO e já passei por inumeras situações de risco em resgates deste tipo e digo, nos que estamos ali atrás vivemos mais no fia da espada do que quem esta la na frente tanto que unidades aéreas inventaram o ATO (alijador de tripulante operacional), se o cabo enroscar sendo em arvores ou no meio urbano que e o mais perigoso o Cmt da ACFT não pensara duas vezes em cortar o cabo com o TPO e Vitima do que cair no meio urbano com o Helicoptero podendo vim a matar mais pessoas, e por isso que tem as trocas de experiências, encontros de pessoas ligadas a aviação, simposios etc, para sempre estar a um passo de qualquer sinistro e neste caso conforme as fotos ilustrativas o cabo esta permeado com um nó alceado conectado no mosquetão Nº1, indo então o cabo até o mosquetão no gancho(no papo da ACFT)voltando até a aranha que esta no CG do piso conectando no mosquetão Nº 02 e 03(barca), para o TPO efetuar o Rapel e logo em solo o Fiel liberar o cabo que esta conectado ao mosquetão de Nº 04 e 05, e é nisso que eu faço este alerta: se por algum sinistro o TPO com + um TPO ou Vitima se enroscar e dificulto ainda mais se ele bater com a cabeça e tiver um desmaio etc, e ele não conseguir safar a pane por si só e o único jeito para que a ACFT caia e ter que liberar o cabo, pense bem e analise a cena: a ACFT não vai estar no pairado 100% vai tender de traves, proa ou traseira, pode ocorrer o diz as cartas de serviço da EUROCOPTER do esquilo AS 350B2 de Nº 1536-25-01 não permitinto 02 sintemas em um mesmo gancho, e mesmo assim olha só o cabo esta permeado e conectado ao mosqt Nº 01 o fiel vai ter que se virar as pressas para cortar o cabo neste ponto.

    Por isso digo achei o sistema interessante, mais fiz o seguinte ajuste conforme o que manda o fabricante e as experiencias já vividas:
    1) uso de cabos independentes para cado lado da ACFT (NÃO PERMEAR).
    2) Uso de um único olhau no gancho e aí sim usar os mosquetões para cada cabo no olhau, seguindo as especificações do fabricante que consta na folha Nº 07 da carta Nº 1536-25-01.

    Espero que eu tenha contribuido para reflexão de todos os Operadores de Equipamentos Especiais, Pilotos Mecânicos e todos envolvidos mesmo que indiretamenta na Aviação Policial do nosso País………………..abraços.

    • Caro Marlon, realmente você tem razão quanto ao gancho. No manual atualizado no AS350B2 VEMD já traz na Seção 10 – Informações Operacionais, item 10.14.5, tal recomendação, dizendo o seguinte: “somente um anel primário associado a um único anel secundário deve ser fixado ao gancho de alijamento” e ainda dá as medidas do tal anel.

      Nós nunca tivemos uma situação de alijamento do tripulante ou vítima, mas tivemos travamento do gancho quando do alijamento do puça (sem carga – ele estava vazio). Por esse motivo e outros casos de travamento do gancho, quando não estiver tracionado com carga, pode não alijar a mesma, por isso na seção 10.14.4 determina não se voar com uma rede vazia ou com o gancho sem lastro.

      Ele proíbe ainda a fixação direta de cordas, correias, cabos, etc no gancho. Aqui temos, sim, uma questão a ser revista, pois o puça e o cesto são conectados ao gancho por uma corda protegida por um sapatilho, que pode gerar um travamento no gancho (enrroscar a corda ou o canto vivo do sapatilho). Esse travamento já aconteceu, inclusive comigo. Isso precisamos mudar, pois o manual proíbe peremptoriamente o uso de cordas no gancho.

      Quanto aos dois mosquetões no Gancho, realmente é algo a ser questionado. Nesse processo, os tripulantes foram os idealizadores, claro que com a participação de todos. Esse procedimento é muito seguro, principalmente para o tripulante, pois inibe drasticamente o maior risco do “Mac-Guire” que é o PÊNDULO, além de inexistir qualquer atrito das cordas com os esquis.

      Esse procedimento não é uma regra, já foi alterado e poderá sê-lo novamente, assim sugiro que escreva algo sobre como realizam esse procedimento e publicaremos no site. Aqui pretendemos buscar as melhores técnicas, de forma que consigamos, num futuro próximo, criarmos uma operação mais padronizada no Brasil. Isso nos ajudará nas pretenções de sermos uma Aviação de Segurança Pública respeitada, a fim de buscar, muito mais do que a segurança operacional, a segurança jurídica para nossas operações.

      Atenciosamente

      Eduardo Alexandre Beni
      Piloto Policial – GRPAe/BRPAe PGD

  21. Caros Amigos e guerreiros do Ar, este espaço que apareceu para nós é maravilhoso, o intuito é sim esclarecer,ajustar, ajudar, formar novas ideias e conceitos para que todos que estejam ligados diretos na aviação Policial possam ir para suas missões reparados para qualquer eventual sinistros,como antes avia dito e digo novamente o sistema que vocês desenvolveram é maravilhoso, pois, o Mac Guire áté então era feito usando as laterais da ACFT conectado somente na aranha, era seguro? sim mas o CG da ACFT fica comprometido e para quem esta lá em baixo na ponta do cabo sente uma pressão quando é feito curva mesmo que a minima posivel e desta outra forma e bem melhor, somente levei a tona o fato do gancho por recomendação do proprio fabricante e o fato do cabo estar permeado se em noma situçao extrema tiverem que alijar o TPO com o sistema todo, e fato que nunca ocorreu isto com voces, mas nos treinamos alto-rotação, pouso de emergência corrido, simulamos varias panes etc. não prevendo o pior? e estar preparado não é estar um passo a frente so sinistro, pensando assim que a nossa manutenção nos informou sobre as cartas do fabricante e com fatos já ocorridos juntamos o seu sistema Mac Guire e fizemos assim:
    1) uso de cabos independentes para cado lado da ACFT (NÃO PERMEAR)no maximo 30 metros de cada lado.
    2) Uso de um único olhau no gancho e aí sim usar os mosquetões para cada cabo no olhau, seguindo as especificações do fabricante que consta na folha Nº 07 da carta Nº 1536-25-01.

    Faço lembrar que em nenhum momento disse de qual estado e o GRUPAMENTO AÈREO que pertenço, pois isto e relevante, o conhecimento, experiencias e estra troca de informações sim é o mais importante……………abraços

  22. Caro Marlon,

    Obrigado por suas observações, porém, analisemos algumas situações e pontos que influenciam diretamente na operação.

    As técnicas utilizadas para estes tipos de operações são padronizadas, como já citado, e utilizadas por todas as Bases Operacionais do GRPAe, logo por aproximadamente 300 policiais. Entendo e concordo quando diz que os mosquetões e outros pontos de ancoragem não são os especificados pela Eurocopter e tomaremos as devidas providencias, todavia, quando comenta o fato da corda estar permeada e de certa forma oferecer risco a operação, tenho que discordar.
    Já avaliamos a possibilidade das cordas serem independentes e não encontramos um motivo razoável para que fossem. Nós, assim como para vocês, acredito, lidamos com a doutrina de que para trabalhos em altura onde empregamos carga viva (tripulantes Operacionais) teremos em 90% das nossas técnicas um sistema equalizado com no mínimo dois pontos de ancoragem (Bomba e backup) inclusive para plataformas instáveis, no caso do Mac’Guire, o Gancho e a Aranha, respectivamente. O fato de a corda estar permeada atenua esta premissa.

    Já o fato de os mosquetões e cordas estarem paralelos conectados no gancho, não influenciará na resistência dos mesmos, pois estarão tencionados na mesma direção e não um contra o outro.

    Infelizmente não utilizamos cordas Mammut e nem a K2.

    As emergências dentro do rapel e Mac Guire serão solucionadas de acordo com sua gravidade. A necessidade de alijamento do sistema não será contestada e seguira de “corte imediato das cordas”, independente de serem “duas ou uma corda”. Função do lançador (Fiel) que estará atento a todo o momento a esta possibilidade.

    Caro colega, entendo que este tipo de discussão é salutar e têm que acontecer. Particularmente fico feliz por haver profissionais atentos a estes detalhes que de certa forma podem influenciar na operação.
    A pratica e a experiência é de grande valor. Atuamos em condições especiais e temos que contar com imprevistos e nos preocuparmos em dar soluções previas a tais.

    De qualquer forma, fica aqui mais um convite para que nos visite!

    Um grande abraço e obrigado!

    Sgt PM Edmar
    Tripulante Operacional
    GRPAe – SP

  23. Agradeço as respostas do nobre colega Sgt PM Edmar Tripulante Operacional do GRPAe – SP e fico feliz por profissionais do mais alto gabarito serem humildes e entenderem uma colocação técnica Na minha vida profissional policial tenho base de vivência em três frases que um dia alguem mais experiente do que eu me disse e eu me apoio nisto:

    1ª frase. A sua segurança esta acima de qualquer coisa para que você não se torne uma vítima ou notícia do jornal do dia seguinte.

    2º frase. Heroi é aquele que volta para o ceio de sua familia andando por si só e não carregado por amigos e com uma bandeira por cima de você.

    3º frase. É melhor você ter e nunca precisar usar, do que precisar usar e não ter

    _ por isso que sempre estou a passos na frente do sinistro, observo todas as circunstâncias possiveis de uma ocorrência com o uso da ACFT e EQUIPAMENTOS operacionais vim a dar errado se tem uma coisa que a falha humana não afeta e a tal da PADRONIZAÇÂO dentro da especificações e normas tecnicas, s observamos os mais recentes acidentes com ACFT de asas rotativas as primeiras pedras do DOMINÓ que tombaram foram justamente estas.

    quando eu estiver em S. Paulo vistarei o vosso Hangar outra vez para trocarmos ideias OK. abraços

  24. Caros operadores,

    Mais uma vez venho destacar de forma positiva a existência deste espaço para a evolução de nossas operações.
    Estou passando agora por um curso em que estamos levantando diversas polêmicas relacionadas inclusive com a legalidade do procedimento de corte do cabo, seja com carga viva ou não.

    Em termos de experiências nessa técnica, em agosto de 2007 infelizmente tivemos em Brasília uma fatalidade que nos fez revisar o nosso POP para esse tipo de operação.

    Na III Semana de Prevenção de Acidentes do GAvOp foi realizada uma palestra sobre o estudo de caso do acidente envolvendo a aeronave Resgate 01, PT HLZ, que ceifou a vida de 03 de nossos companheiros. O relatório final desse acidente está praticamente concluído, aguardando apenas a aprovação final por parte do CENIPA, estamos ansiosos pelas recomendações de segurança ali contidas.

    Contudo, mesmo sem a palavra oficial sobre o assunto, pela palestra pudemos verificar que a queda ocorreu em função do desprendimento dos rotores com a célula da aeronave. Isso aconteceu em decorrência do contato dos cabos do Mac Guire com os rotores, que vieram a enrolar-se provocando a abrupta parada dos rotores, literalmente partindo e separando todo o conjunto da CTP da ACFT.

    Não vou aqui discorrer com detalhes simplesmente por não conhecer com propriedade todo o teor da investigação, mas dentre a série de fatores contribuintes para o acidente foram abordadas situações dinâmicas e interativas entre fatores de ordem técnica e humana. Como conhecedores da natureza de nossas atividades, sabemos todos que o acidente nunca tem uma causa isolada, de modo que se deve sempre analisar todos os fatores que possam culminar no sinistro.

    Segundo a apresentação preliminar do acidente, dentre os diversos fatos investigados, foi mencionado sim a ocorrência de pêndulo, e na perícia foi constatado que o cabo não foi cortado. Infelizmente não podemos afirmar que o corte poderia influenciar o resultado final, bem como não podemos saber por motivos óbvios se houve ou não a ordem para fazê-lo, ou se houve a tentativa infrutífera de realizar o corte, ou se houve alguma falha de julgamento da equipe quanto ao corte ou não. Certamente toda a investigação não se resume a isso, e nunca teremos como afirmar todas as reais circunstâncias que resultaram no acidente. No resta então procurar aprender com as experiências, sejam elas boas ou ruins.

    Parabenizo a iniciativa do GRPAe em dispor suas técnicas para sofrer as críticas de todos que atuam nessa seara. É uma atitude de maturidade e que trará a todos o aprendizado.

    Estamos buscando entrar numa nova fase de interação entre nossas unidades, por meio de intercâmbio técnico com envio recíproco de tripulantes para essa troca de experiências.

    Analisando a técnica aqui exposta, faço a minha ressalva pessoal sobre a forma de alijamento da carga externa, mesmo vendo as explicações acima acho muito importante analisar a forma mais objetiva de se fazer o procedimento, não nos baseando apenas na experiência pessoal de nunca ter precisado fazê-la. Tudo deve ser testado!

    Abraço a todos,
    Bons vôos!!!!

  25. Caro Marlom sou Tripulante Operacional do estado de Minas Gerais e fiquei curioso sobre a técnica que os senhores utilizam. Gostaria de receber fotos de pelo menos da montagem do sistema que os senhores utilizam.
    email. [email protected]

    Desde já agradeço.

    Sgt Isidoro.

  26. CAROS AMIGOS DA AVIAÇÃO POLICIAL, ESTE ESPAÇO É REALMENTE UM MARCO PARA A AVIAÇÃO NO PAIS, FICO FELIZ QUANDO CONSEGUIMOS ROMPER O QUE ÉM TEMPOS ERA MUITAS VEZEZ AÇÕES IMPIRICAS E HOJE AGIMOS COM PROFISSIONALISMO E TECNICAS CADA VEZ MAIS APURADA E VESLUMBRANDO ISSO EM UMA VISÃO DE SEGURANÇA TOTAL PARA AQUELES QUE ESTÃO NA PONTA DA LANÇA DESENVOLVI UM SISTEMA JUNTAMENTE COM COMPANHEIROS AQUI DO NOTAer QUE CERTAMENTE VAI AJUDAR, DAR SEGURANÇA, PREVINIR POSIVEIS ACIDENTES, DAR CONFIANÇA NAS MISSÕES E ATÉ MESMO SEVIR COMO EXEMPLO PARA OUTRAS POLICIAS A NIVEL INTERNACIONAL…….AGUARDEM POIS ESTOU TERMINANDO E IREI PUBLICAR NESTE ESPAÇO…ABRAÇOS

  27. Boa Tarde.
    Sou Ed Carlos sou Bombeiro e coordenador da Defesa Civil.
    Gostei do sistema, só fiquei com uma duvida, não consegui identificar na ancoragem um ponto bomba dentro da aeronave, e a pergunta do colega e interessante qual o procedimento em caso de uma pane na aeronave e que altura aconselharia a cortar a corda?
    Grato.

  28. AOS COLEGAS DA AVIAÇÃO POLÍCIAL E DE DEFESA CIVIL, VENHO INFORMAR QUE TENDO COMO BASE O USO DO GANCHO DA ACFT AS 350, SENDO OSADO O SEU CG PARA REALIZAÇÃO O MACGUIRE DESENVOLVIDA PELO GRPAe, DIGO QUE DESENVOLVEMOS AQUI NO ESPIRITO SANTO (NOTAer) UM DISPOSITIVO QUE MINIMIZA AINDA MAIS RISCOS COM O USO DO PUÇA, CESTO, MACAS OU QUALQUER SISTEMA QUE UTILIZE O GANCHO ASSOSSIADO COM VIDAS HUMANAS, E O PORQUE DISSO: VISTO QUE EM ESTADOS EM QUE O AMBIENTE SALINO EM SUA ATMOSFERA E GRANDE INCLUSIVE RECOMENDAÇÕES DOS FABRICANTES DOS MOTORES FALA A RESPEITO DE PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM DE COMPRESSORES ETC, FAÇO AINDA LEMBRAR QUE TUDO ESTAR SUJEITO A DESGASTES, FALHAS ELETRICAS E MECÂNICAS E SEM CONTAR COM SINISTROS HUMANOS E QUE DESEMVOLVEMOS UM SISTEMA EM QUE SE HOUVER UM ALIJAMENTO IVOLUNTÁRIO DO GANCHO CONFORME EXEMPLOS CITADOS O SISTEMA QUE ESTAVA ACOPLADO FICARA PRESO EM UM BACK-UP BATIZADO POR NOS DE GOD-HAND, SALVANDO ASSIM AS VALIOSAS VIDAS DE QUEM ESTIVER NA MISSÃO, A CONFECÇÃO DESTE DISPOSITIVO FOI EM COMUM ACORDO COM OS PILOTOS A MNT E PRICINPALMENTE OS TRIPULANTES, ESTES QUE ESTÃO DIRETAMENTA NA PONTA DA LANÇA E DEVIDO INFORMES DE PILOTOS EXPERIENTES INCLUSIVE NO EXTERIOR E MECÃNICOS QUE FALARAM QUE O GANCHO ASSIM COMO QUALQUER EQUIPAMENTO ELETRICO ESTA SUJEITO A UM RETUNDÃNCIA ELETRICA OCASIONANDO ASSIM UM POSSIVEL ALIJAMENTO IVOLUNTARIO.
    NOTA:_____”MEUS AMIGOS, A QUANTOS ANOS EM NOSSOS ESTADOS VOAMOS EM MISSÕES ONDE USAMOS O GANCHO E NUNCA NOS PREOCUPAMOS COM ISTO, TANTO É QUE EM NENHUM SEGURO COBRE ACIDENTE COM O GANCHO SALVO ME ENGANO O DO EC 145 QUE ESTA HOMOLOGADO PARA TAL, SE INFORMEM JUNTO AOS SEUS SUPERIORES OU A SUA MNT, LEEM O MANUAL DO BAMBI BUCKET ONDE SE RECOMENDA A NÃO CAPITAR AGUA SALINA PARA NÃO COMPROMETER A PARTE ELETRICA DO APARELHO JÁ HOVE CASOS QUE TENTARAM REALIZAR COMBATE A INCÊNDIOS CAPITANDO AGUA NA FOZ DE UM RIO E NO SÉTIMO BAMBI O SISTEMA TRAVOU DEVIDO A SALINIDADE DA AGUA, IMAGINEM UM RESGATE COM O PUÇA EM UMA PRAIA E DERREPENTE DEVIDO O CONTATO DIRETO COM A AGUA DO MAR HA UM ALIJAMENTO IVOLUNTARIO LEVANDO VITIMA E RESGATADOR A CAIREM,…..SENHORES QUEREMOS VOAR EM NOSSAS MISSÕES SIM MAS VOU REPETIR O QUE UM GRANDE ESTRATEGISTA EM UM BRIFING ANTES DE UMA BATALHA DISSE: QUE EM 1º LUGAR VEM A SEGURANÇA EM 2º A MAQUINA E EM 3º A MISSÃO, SE EU NÃO TIVER SEGURANÇA E SE MINHA MAQUINA NÃO ESTIVER EM CONDIÇÕES A MISSÃO É DESCARTADA..REFLITAM SENHORES”. ABRAÇOS

    SD MARLON – TRIPULANTE OPERACIONAL DE HELICOPTERO POLÍCIAL DO NÚCLEO DE OPERAÇÕES E TRANSPORTE AÉREO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (NOTAer)

  29. Caros colegas,fiquei por muito tempo afastado após ter escrito este artigo, deixando por vezes de debater assuntos de relevante importância, devido a estar fazendo alguns cursos e ministrando outros, porém agora estou voltado a assuntos de complexidade impar como esse.
    Lendo posteriormente todos comentários feitos, inclusive havendo mudança no sistema de acoplagem ao gancho de nossa aeronave para operações de salvamento segundo carta de serviço da EUROCOPTER do esquilo AS 350B2 de Nº 1536-25-01.
    Marlon estamos aqui no GRPAe fazendo vários teste e pesquisando uma forma eficiente e eficaz executar um Back-up, nas modalidades de cesto, Mc Guire com ou sem maca, Bambi Bucket, transporte de tropa para invasão em estabelecimento prisional, desembarque tático, etc, e fiquei curioso quando voce fez o comentário sobre a mão de Deus, no entanto só temos o comentário, se for possível gostaria que escrevesse o artigo demonstrando como funciona este sistema, visto que nós temos o interesse comum, como você mesmo disse “de resguardar as vidas humanas”, sendo desta forma uma valoroza oportunidade de expor o sistema utilizado ai no Espirito Santo, de forma que ajudaria todos os Grupamentos Aéreos da Federação. Apesar de operarmos em uma faixa litoranea extensa a cerca de 20 anos, e 27 anos nas demais operações nunca tivemos um alijamento involuntário nessas centenas de milhares de missões, porém se há essa possibilidade devemos tentar erradica-la. Exemplo disso a mundança da acoplagem ao gancho dentro das medidas estabelecidas pelo frabricante foram efetuadas.
    Quanto ao seguro não sei como funciona no seu Estado, porém em nosso para quem trabalha em aviação civil tem que haver uma clausula contratual específica sobre aviação, mas a fim de debatermos e nos ajudarmos (aviação de Segurança Pública e as demais) gostaria de ver ou saber como funciona este sistema em seu todo, para podermos ampliar nossos conhecimentos e minimizar o risco de perda de amigos.

    Grato
    Gomes
    Trip Op

    “O êxito da vida não se mede pelo caminho que você conquistou, mas sim pelas dificuldades que superou no caminho.”
    Abraham Lincoln.

  30. Gomes, desculpa a demora para te responder, mas este ano esta sendo muito dificil pra mim, tive em julho no TEXAS-EUA na escola TEEX para fazer um curso de resgate com cordas e ve como os americanos agem e discultir junto a eles sobre a NFPA que na maioria senão todas é o nosso norte a respeito do que se trata em salvamento em altura, então já mandei para o gerenciador deste site o sistema já usado por nós a algum tempo que minimiza riscos não somente com o macguire mas na maioria dos aparelhos e sistemas que se acoplam no gancho da ACFT vizando a segurança da tripulação operacional…………..espero ajudar os nobres colegas com este sistema que inventei em parceria com meus ilustres colegas de Grupamento é só esperar a publicação, o sistema e batizado aqui por nos de GOD-HAND (mão de Deus)demos o nome em ingles para que outros paises possam entender, pois penso em publicar a materia tambem em sites estrangeiros…abraços

  31. Muito boa apresentação.
    As ilustrações dos detalhes tambem foram muito bem selecionadas.
    Parabens.
    Tenho acompanhado as postagens a algum tempo e vejo que a qualidade técnica
    operacional das mesmas esta cada dia melhor.
    Parabens ao postulante do artigo e ao site que o veicula.
    Abraço a todos.

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