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Major Karla Lessa do Corpo de Bombeiros de MG é destaque em reportagem da Revista Encontro BH

Revista Encontro BH, por Rafael Campos

Minas Gerais – Cabelo preso em trança alta, macacão laranja, andando a passos firmes em direção a um helicóptero enorme, vermelho e amarelo. Essa é major Karla Lessa em serviço, no Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros, na região da Pampulha, instantes antes de entrar no arcanjo e seguir rumo ao horizonte para os chamados do dia. Não há muito tédio envolvido em seu trabalho como piloto.

Há estresse, correria, episódios de tristeza. E outros muito gratificantes. No dia em que estava marcada a entrevista para o especial da Revista Encontro BH, por exemplo, não houve tempo para o papo, já que a major foi convocada, logo na hora, para uma missão de transporte de órgãos em Ponte Nova, cidade da Zona da Mata mineira.

Major Karla Lessa a primeira mulher comandante de helicóptero dos bombeiros de Minas Gerais. Foto: Divulgação

Gentil e sorridente, ela posou para as fotos (“posso ficar apenas enquanto a equipe médica não chega”), remarcou a conversa e marchou, altiva, em direção a uma das aeronaves. Na tarde seguinte, quando pôde dar entrevista, comentou como o dia anterior havia sido gratificante. Conseguiu trazer o coração a tempo e depois procurou saber sobre a cirurgia de transplante. “O médico disse que tinha sido um sucesso. Me mostrou o vídeo do coração batendo”, conta, emocionada. “Foi um dia muito corrido, cheguei em casa cansada, mas aliviada.”

Perfil:

  • Karla Lessa Alvarenga Leal, 37 anos;
  • Nasceu em Belo Horizonte, MG;
  • Casada;
  • É major do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais, comandante de helicóptero da Esquadrilha Arcanjo.
Major Karla Lessa do Corpo de Bombeiros de MG foi destaque em reportagem da Revista Encontro BH. Foto: Violeta Andrada/Encontro

Certamente, no entanto, o episódio mais marcante do ano para a primeira mulher comandante de helicóptero de bombeiros militares do Brasil aconteceu em 25 de janeiro. Foi quando rompeu a barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, matando 270 pessoas.

Major Karla foi a primeira piloto a sobrevoar a região, vendo de cima a proporção do desastre e imaginando, de cara, a quantidade de vidas perdidas. Naquele dia, realizou um salvamento que foi televisionado ao vivo e cujas imagens rodaram o mundo. Ela pilotava o helicóptero que foi ao resgate da estudante Talita Cristina de Souza, na época com 15 anos, uma das sobreviventes da tragédia.

Em manobra difícil, a militar manteve a aeronave estável, próxima ao solo, enquanto voluntários e socorristas retiravam a jovem, completamente coberta de rejeitos, do lamaçal. A piloto se tornou símbolo da rede de doação e coragem que tomou conta de Brumadinho após o desastre.

Major Karla Lessa do Corpo de Bombeiros de MG foi destaque em reportagem da Revista Encontro BH. Foto: Divulgação.

Desde então, recebe cartas, mensagens, desenhos de crianças e ligações de pessoas de todo o país, agradecendo por seu serviço e a homenageando. Também recebeu medalhas, comendas, foi homenageada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e convidada a palestrar em várias cidades do país.

“Foi um desastre causado pelo homem, mas, de forma controversa, naquele momento de tanta angústia, a gente pôde perceber a preocupação com o outro. Pessoas do Brasil inteiro estiveram dispostas a ajudar, a se doar para aliviar um pouco a dor do próximo”, diz.

Major Karla continuou atuando em Brumadinho ao longo do ano. A necessidade de apoio aéreo diminuiu gradativamente, mas a operação dos bombeiros continua, pois ainda há corpos desaparecidos. Desde o ocorrido, já reencontrou Talita e também sua irmã Alessandra de Souza, outra sobrevivente do desastre que foi transportada de helicóptero para BH. “Ver a recuperação delas é uma sensação de dever cumprido para mim.”

Major Karla Lessa a primeira mulher comandante de helicóptero dos bombeiros de Minas Gerais. Foto: Divulgação

Tripulante de navio mercante é resgatado por helicóptero da Força Aérea Portuguesa ao norte da ilha da Madeira

Portugal – Na manhã de quinta-feira (16), um tripulante do navio mercante “NYSTED MAERSK” de bandeira dinamarquesa que se encontrava a 130 milhas a norte da Ilha da Madeira, foi resgatado por um helicóptero da Força Aérea Portuguesa.

A Marinha de Portugal, através do Subcentro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo do Funchal (MRSC Funchal) em coordenação com o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), Força Aérea Portuguesa (FAP) e com o Serviço Regional de Proteção Civil (SRPC IP-RAM), coordenou a operação de resgate aeromédico de um tripulante de 54 anos de idade e de nacionalidade dinamarquesa.

​​​​​​O alerta foi recebido no MRSC Funchal às 11h06 da manhã que desencadeou os procedimentos visando a resgate aeromédico junto do INEM – Centro de Orientação de Doentes Urgentes no Mar (CODU-Mar). Para proceder ao resgate foi acionado o helicóptero EH-101 do Destacamento Aéreo da Madeira da Força Aérea de Porto Santo.

O paciente foi desembarcado no aeroporto da Madeira, onde era aguardado por uma ambulância dos Bombeiros Municipais de Santa Cruz que realizaram o transporte ao Hospital Dr. Nélio Mendonça no Funchal.

Tripulante de navio mercante é resgatado por helicóptero da Força Aérea Portuguesa ao norte da ilha da Madeira. Foto: Divulgação.

Serviço Aeromédico SAMU/BPMOA realizou 335 atendimentos em 2019 na região dos Campos Gerais, PR

Paraná – O Serviço Aeromédico da região dos Campos Gerais formado pela integração do SAMU Ponta Grossa e do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) realizou 335 atendimentos a pacientes em 2019. Em 2018, quando foi implantado, atenderam 250 pessoas. As equipes do helicóptero Saúde 03 tem sua base em Ponta Grossa.

Em todo o Paraná, foram prestados mais de 2,6 mil atendimentos no ano passado. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde (SESA). De acordo com a SESA, o serviço tem sido essencial para diminuir os índices de mortalidade prematura por doenças cardiovasculares e acidentes graves de trânsito.

Serviço Aeromédico do SAMU de Ponta Grossa em 2019 fechou o ano com 335 atendimentos. Foto: Fábio Matavelli

90% dos atendimentos realizados pelo serviço foram realizados para pessoas que moram na região dos Campos Gerais. Os outros 10% dos atendimentos aconteceram em demais municípios do Paraná. “Se não tivéssemos o helicóptero, os pacientes teriam que ser levados via terrestre e, como ainda não existe o SAMU Regional em muitas regiões, isso reforça o ganho de tempo nos atendimentos através do helicóptero”, aponta o diretor de Gestão em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Vinicius Filipak.

Tempo para o atendimento

O diretor da SESA explica que a maior parte das grandes emergências precisam ser atendidas a partir de uma hora desde o início do problema. “O nosso tempo médio dura cerca de uma hora. Se o transporte fosse realizado via terrestre, esse tempo duraria quatro vezes mais. Isso significa que a aeronave reduz em um quarto o tempo de chegada do paciente”, garante Filipak.

  • Confira a palestra do Dr. Vinícius Augusto Filipak no CONAER – O Serviço Aeromédico do Estado do Paraná: Evolução e Atualidade – Acesse a palestra.
SAMU realiza transferência de bebê para Curitiba.

Destino Ponta Grossa

Os dados divulgados pela SESA mostraram ainda que Ponta Grossa foi, por mais de cem vezes, a cidade destino de pacientes transportados de helicóptero vindos de outras cidades da região e do Estado. “Isso mostra que os atendimentos não são exclusivos para pacientes dos Campos Gerais, mas que Ponta Grossa recebe também pessoas vindas de outros municípios”, destaca o diretor.

Estrutura

Ainda segundo a SESA, além de Ponta Grossa, as aeronaves ficam sediadas em Maringá, Londrina, Cascavel e Curitiba e são reguladas integralmente através das Centrais de Regulação Médica de Urgência e de Leitos Especializados. O serviço também conta com a aeronave de asa fixa voltada à transferência inter-hospitalar de pacientes que necessitam de serviço de maior complexidade.

Cada helicóptero tem raio de atuação de 250 km em média, cobrindo todo território do Paraná. Acima de 250 km, o avião com total disponibilidade para a rede de urgência é utilizado. O atendimento corresponde a 3,3% do total diário de pacientes críticos.

“A série histórica mostra que em dez anos o número de atendimentos aeromédicos subiu de 338 para 2.819 em 2018, uma média de 7,6 atendimentos/dia, 25 atendimentos por 100 mil habitantes/ano. Dados de 2019, até novembro, mostram que o serviço já atendeu 2.602 paciente”, informou a SESA.

Serviço Aeromédico do SAMU de Ponta Grossa em 2019 fechou o ano com 335 atendimentos. Foto: Fábio Matavelli

Equipes

O serviço aeromédico conta com uma equipe especializada para prestar este tipo de atendimento. São médicos e enfermeiros que passam de forma constante por capacitações.

“Os atendimentos são similares ao da ambulância, no entanto, o que muda é a forma como o paciente é colocado na aeronave, bem como a disposição dos equipamentos. Para isso existem os treinamentos específicos. Graças a preparação das equipes, o Paraná é o único Estado da Federação onde o helicóptero tem a capacidade de atender o paciente em uma hora independente de onde ele esteja”, ressaltou Filipak.

Hospital Universitário

Em 2018, o Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HURCG) investiu R$ 100 mil na readequação do heliponto, de acordo com as normas da Agência Nacional de Aviação (ANAC), para facilitar os atendimentos da aeronave. Segundo o diretor do hospital e vice-reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Everson Krum, o HU se consolida cada vez mais como hospital público no que diz respeito aos atendimentos do SUS voltados para emergências neurológicas, casos de AVC e traumas.

“Nestes casos, a rapidez com que os pacientes cheguem ao hospital é fundamental para o tratamento, evolução e prognóstico. Sendo assim, o apoio do transporte aéreo mudou positivamente o perfil da assistência prestada pelo HU, com mais pacientes recuperando-se e evitando mortes. Aliando o encurtamento da distância que o helicóptero proporciona com a estrutura de atendimentos do hospital. Quem ganhou em qualidade foi toda a região dos Campos Gerais”, comemora Krum.

Serviço Aeromédico do SAMU de Ponta Grossa em 2019 fechou o ano com 335 atendimentos. Foto: Aline Jasper.

Bombeiros e equipe da CIOPAER resgatam agricultor que caiu de penhasco em Umari, CE

Ceará – Um agricultor de 28 anos caiu de um penhasco de cerca de 18 metros de altura no Sítio Trapiá, na zona rural de Umari, no interior do Ceará, na manhã de sábado (11). O homem procurava por bodes que haviam desaparecido de seu rebanho no momento do acidente.

Conforme o Corpo de Bombeiros, a vítima subiu em uma parede de pedras quando se desequilibrou e acabou caindo. Moradores da localidade auxiliaram no resgate, que durou cerca de seis horas e contou com uma ação conjunta entre Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.

Segundo o tenente-coronel Nijair Araújo, comandante do 4º Batalhão de Bombeiros de Iguatu, o local onde a vítima caiu é de difícil acesso e foram necessários dois lances de rapel para conseguir retirá-la. “Ele estava orientado, com lesões nos membros inferiores e possível fratura do fêmur”, disse.

Um helicóptero EC145 da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAER) auxiliou o Corpo de Bombeiros no resgate. Equipes da Polícia Militar e de atendimento médico do Hospital Regional de Icó também participaram. O homem foi conduzido na aeronave da CIOPAER para o Hospital Regional do Cariri.

Equipes do Bombeiro, PM e CIOPAER localizam vítimas de barco que virou no Rio Teles Pires em Sorriso, MT

Mato Grosso – Um barco virou no Rio Teles Pires, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, no domingo (12). O helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) foi chamado por volta das 16h. A informação que chegou à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros era a de que ao menos duas crianças estavam desaparecidas.

Enquanto a equipe do CIOPAER fazia buscas aéreas, os bombeiros auxiliavam nas buscas pelo rio e a Polícia Militar buscas por terra, até que o grupo foi encontrado. Os agentes localizaram as vítimas às margens do rio.

O helicóptero realizou o pouso próximo de onde elas estavam. A equipe deslocou até o grupo e confirmou que tratava dos desaparecidos, sendo uma criança de 12 anos, duas de 13 anos, uma de 15 anos e mais três adultos. As vítimas foram atendidas pelos bombeiros que constataram que estavam todos bem.

Equipes do CIOPAER e SAMU resgatam vítima de acidente de trabalho em Poconé, MT

Mato Grosso – Na tarde de quarta-feira (15), o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) foi acionado para missão de resgate na região de Poconé, a cerca de 100k de Cuiabá, onde um funcionário da Fazenda Berlim sofreu trauma decorrente de acidente de trabalho.

Após o acionamento a tripulação do helicóptero Águia 04 juntamente com a equipe do SAMU decolaram para localidade onde se depararam com um homem, vítima de trauma grave em membro inferior, decorrente da queda de um tronco sobre suas pernas. A vítima possuía ainda diabete e histórico de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Parada Cardiorrespiratória (PCR).

Após exame primário, medicação e estabilização, a vítima foi transportada pelo Águia 04 ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde equipe médica aguardava. Após o atendimento da ocorrência a equipe regressou para sua base no Aeroporto Internacional de Várzea Grande.

Bombeiros e equipe do SAMU revertem parada cardiorrespiratória em homem na cidade de Navegantes

Santa Catarina – Na tarde de terça-feira (14), a equipe do Arcanjo 03 do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) que atua em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada para atender um homem de 54 anos, que havia sofrido Parada Cardiorrespiratória (PCR) no interior de um supermercado, no município de Navegantes.

No local, a equipe da ambulância do Corpo de Bombeiros Militar de Navegantes já havia iniciado atendimento com manobras de Reanimação Cardiopulmonar e realizado a utilização do Desfibrilador Externo Automático (DEA), obtendo êxito e revertendo a PCR.

A equipe de saúde do Arcanjo 03 realizou a intubação e medicação do paciente, estabilizando o quadro clínico. Em seguida, transportou a vítima até o Hospital Marieta, em Itajaí.

Diferencial da Unidade Aérea

Apesar da reversão da PCR, há pacientes que não respondem adequadamente às manobras utilizadas, por mais eficientes que elas sejam, necessitando de complementação no tratamento.

Como os helicópteros Arcanjos possuem equipamentos e equipe médica capacitada (médico e enfermeiro), podem ser realizados atendimentos mais complexos, que geralmente são utilizados dentro de unidade hospitalar, tornando a aeronave uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Aérea.

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Casal é resgatado pelo helicóptero Águia 4 da PM após fortes chuvas em Rio Rufino, SC

Santa Catarina – A forte chuva que caiu no município de Rio Rufino, na Serra Catarinense, deixou um casal isolado. Isso porque, a enxurrada derrubou as pontes e eles precisaram ser resgatados pelo helicóptero Águia 4 da 5ª Companhia do Batalhão de Aviação, na manhã de sábado (11).

O helicóptero foi acionado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para fazer o resgate das vítimas.  Os dois apresentavam escoriações levesA enxurrada havia levado as duas pontes que davam acesso a casa, onde o casal estava. Com isso, o acesso ao sítio só poderia ser feito com o auxílio da aeronave.

O casal foi levado ao Hospital São José de Urubici, onde foram submetidos a uma avaliação mais criteriosa, ficando em observação.

Águia 11 da PM e bombeiros resgatam pescador ferido por hélice de barco em Ubatuba, SP

São Paulo – Na segunda-feira (13), um pescador foi resgatado pelo helicóptero Águia 11 da Polícia Militar depois de ter a perna atingida pela hélice de um barco na praia da Almada, em Ubatuba, litoral norte de São Paulo.

De acordo com a equipe do Águia, o acidente aconteceu por volta das 11h e a hélice causou um ferimento extenso na coxa esquerda do homem. A equipe do Águia foi acionada por um guarda-vida do GBMar que estava de folga na Praia da Almada e presenciou o acidente.

No local, a tripulação formada por um operador aerotático e dois guarda-vidas do Corpo de Bombeiros realizaram o pré-atendimento e após estabilizada, a vítima foi embarcada e transportada até o Posto de Bombeiros do Centro de Ubatuba.

No posto, uma ambulância aguardava a vítima que foi levada a Santa Casa de Ubatuba. De acordo com o hospital, ele passou por uma sutura, tem quadro estável e segue internado.

Helicóptero Águia 11 resgata pescador que foi atingido por hélice do barco na praia da Almada em Ubatuba, SP. Foto: Divulgação.

Serviço aeromédico dos Campos Gerais transportou pacientes graves para Curitiba, Campina Grande do Sul, Campo Largo e Guarapuava

Paraná – As equipes aeromédicas do SAMU – Campos Gerais que atuam integradas ao Batalhão de Polícia Militar de Operações Áreas (BPMOA) de Ponta Grossa, realizaram com o helicóptero Saúde 03 cinco transportes de pacientes graves e que precisavam de tratamento especializado.

Na tarde de terça-feria (14), realizaram a transferência de um bebê com apenas 10 dias. A menina possui Síndrome de Down e Síndrome Mieloproliferativa (Doenças Mieloproliferativas são proliferações anômalas das células da medula óssea, que podem se manifestar por aumento de plaquetas, eritrócitos ou leucócitos na circulação).

Ela foi transferida de helicóptero da cidade de Santo Antônio da Plantina até a cidade de Curitiba, onde passará por tratamento especializado em hematologia no Hospital das Clínicas.

SAMU REALIZA TRANSFERÊNCIA DE BEBÊ COM 10 DIAS.

No domingo (12), a equipe de serviço também realizou a transferência de um bebê de 4 meses, do Hospital da Criança, em Ponta Grossa, para o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. O menino é vítima de uma patologia denominada estenose hipertrófica de esôfago e foi transportado para realização de cirurgia para comunicação do esôfago ao estômago, que até então era feita através de sonda nasogástrica.

No mesmo dia, a equipe realizou uma transferência de emergência de um paciente da cidade de União da Vitória para o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul. Um homem de 49 anos, vítima de infarto agudo do miocárdio, foi socorrido e levado até ao Hospital da cidade onde foi administrado trombolítico e depois levado para o Hospital Angelina Caron.

SAMU REALIZA TRANSFERÊNCIA DE BEBÊ PARA CURITIBA

No sábado (11), a equipe realizou dois transportes de urgência na região dos Campos Gerais. O primeiro caso ocorreu pela manhã, quando a aeronave foi acionada para realizar a transferência de paciente masculino de 75 anos, vítima de infarto agudo do miocárdio da cidade de União da Vitória para o Hospital do Rocio, em Campo Largo.

O outro caso foi de um homem de 53 anos que conduzia seu automóvel pela PR-565, quando perdeu o controle e colidiu com uma carreta. Ele foi socorrido e levado ao Hospital de Laranjeiras do Sul em estado crítico, apresentando traumatismo cranioencefálico grave. Após ao resgate, a vítima precisou ser transferida com urgência e cuidados pela equipe Aeromédica do SAMU de Ponta Grossa até ao Hospital São Vicente, em Guarapuava.

Bombeiros resgatam mototrilheiro que se perdeu e passou mal em Rio Acima, Grande BH

Minas Gerais – Um homem desmaiou por desidratação após ficar perdido em uma trilha em Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no sábado (11). Ele foi resgatado inconsciente pelo Corpo de Bombeiros e passa bem. De acordo com a corporação, um grupo de quatro motociclistas seguia pela trilha, que é conhecida como Computônics. Ao notarem que estavam perdidos, os homens se separaram e cada um seguiu por um caminho para tentar encontrar a rota correta.

Por volta das 14h30, um deles, de 35 anos, sofreu um quadro de desidratação (ou possível hipoglicemia), passou mal e, ao que tudo indica, caiu do veículo que pilotava. Ele foi encontrado inconsciente por um outro grupo de motociclistas, que passava pela região, e acionou o resgate dos militares.

Segundo relatos, a incidência solar estava muito forte no momento e fazia bastante calor no local. Os colegas encontraram a vítima com o grupo, e afirmaram que ele havia se distanciado muito no caminho e que, por essa razão e pelo calor, pode ter passado mal.

O homem foi resgatado pelo helicóptero Arcanjo 08 do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros, que prestou os primeiros socorros à vítima. Ela foi imobilizada e transportada, com a saúde estável, para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte.

ECMO portátil: tecnologia altamente complexa no menor espaço e que salva vidas

DRF Luftrettung
Edição de Eduardo Alexandre Beni
Resgate Aeromédico

Alemanha – O “pulmão artificial” portátil chamado de ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea) é um dos dispositivos utilizados atualmente no mundo que evidencia o progresso contínuo da medicina.

Basicamente, funciona como um coração artificial e um pulmão artificial para o paciente. O equipamento extrai sangue do corpo através de um circuito de tubos, bomba, oxigenador e aquecedor. O equipamento libera o dióxido de carbono e o sangue é enriquecido com oxigênio antes de retornar ao corpo do paciente. A função natural dos pulmões pode ser substituída mecanicamente.

Assim, a tarefa da ECMO é assumir a função cardiovascular humana, ou seja, suprir o sangue com oxigênio, sem o qual uma pessoa morre dentro de um período muito curto. Esse procedimento altamente complexo costuma ser a única chance de sobrevivência para pacientes cujo coração e pulmões estão muito fracos ou até falharam.

As primeiras máquinas coração-pulmão que foram desenvolvidas na primeira metade do século 20, ainda eram do tamanho de uma sala. Desde então, o desenvolvimento continuou até os primeiros dispositivos tão pequenos e leves serem construídos e testados na virada do milênio, inclusive para serem utilizados e transportados em aeronaves.

A DRF Luftrettung é um exemplo de sucesso. Eles realizam transporte de ECMO em algumas de suas estações desde 2006, o que já salvou muitas vidas. Atualmente, a estação em Dortmund teve um acréscimo em suas operações com ECMO.

O gerente da estação, Udo Laux, explica: “Há alguns anos, há uma nova geração de dispositivos mais fáceis de usar e cada vez mais utilizados nas clínicas. Suspeitamos que o aumento nos transportes de ECMO que observamos por vários meses se deva em parte a isso. Atualmente, voamos a cada duas semanas com o equipamento móvel. Nós coordenamos com antecedência as clínicas, que nos alertam para o transporte com o equipamento. Com isso, podemos evitar a duplicação e economizar peso e as equipes de ECMO nas clínicas podem se preparar de maneira ideal para os recursos especiais disponíveis em um helicóptero. Pessoas gravemente doentes, com ECMO, têm a chance de sobreviver, situação que não existia antes.”

Um exemplo de uso de ECMO que salva vidas foi o caso de um homem que deveria ser transportado de Völklingen para Bad Oeynhausen com uma doença cardíaca particularmente grave. O homem não teria sobrevivido sem o uso do helicóptero Christoph Dortmund e do equipamento de ECMO portátil.

Outro caso foi de um criança de apenas quatro meses de idade que precisou do transporte. A equipe da Estação de Dortmund da DRF Luftrettung foi acionada. Após uma insuficiência pulmonar, a menina ficou na Clínica da Universidade de Düsseldorf, oeste da Alemanha, e foi transportada para o Hospital Universitário de Bonn, Alemanha ocidental, onde a terapia vital de ECMO é realizada.

Rotineiramente, as equipes da DRF Luftrettung estão de plantão para levar as pessoas às terapias de ECMO o mais rápido possível. São 35 estações na Alemanha, Áustria e Liechstenstein. Elas atuam um raio de 60 quilômetros, em até 15 minutos de voo. As equipes estão disponíveis 24 horas por dia em 13 das 35 estações na Alemanha, Áustria e Liechtenstein. Os helicópteros com guinchos de resgate são usados ​​em seis locais.

Veja o esquema de funcionamento da ECMO:

Esquema desenvolvido pela DRF Luftrettung sobre a oxigenação por membrana extracorpórea. Foto: Divulgação.

Bombeiros voluntários, Arcanjo 03 e SAMU resgatam homem que sofreu queda de cachoeira em Ibirama, SC

Santa Catarina – No domingo (12), às 17h40min, em apoio Corpo de Bombeiros Voluntários de Ibirama, a tripulação do helicóptero Arcanjo 03 decolou em atendimento a um homem de 26 anos que caiu em uma cachoeira (cerca de 10 metros), localizada na Ponte 16, antiga EFSC, em Ibirama, no Vale do Itajaí, SC.

A queda aconteceu no local conhecido como Trilha das Bromélias, próximo à divisa com o município de Lontras. O homem sofreu ferimentos na região do crânio e membros inferiores. Ao chegar na cachoeira, a equipe do Arcanjo 03 verificou a complexidade da operação, uma vez que tal região é de relevo muito acidentado e com inúmeras árvores em toda sua extensão, impossibilitando o pouso da aeronave, bem como a retirada da vítima por terra.

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Diante disso, um tripulante operacional do Arcanjo 03 desembarcou por meio de rapel, enquanto a aeronave pairava entre as fendas dos morros. Após realizar todos os procedimentos de resgate, utilizando-se de cabos e maca de ribanceira, a vítima e o tripulante operacional foram içados pela aeronave e deixados em local seguro.

No momento do resgate havia fortes ventos orográficos que elevaram a dificuldade da operação, que durou aproximadamente 36 minutos de sobrevoo no local. No solo a vítima recebeu atendimento pré-hospitalar e foi conduzida via terrestre pela viatura Bravo do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) ao Hospital Doutor Waldomiro Colautti, em Ibirama.

Com uso de compressor torácico automático equipe do Arcanjo 03 reverte parada cardiorrespiratória

Santa Catarina – No domingo (12), por volta das 15h00, o helicóptero Arcanjo 03 do Batalhão de Operações Aéreas (BOA), em parceria com o SAMU, foi acionado para uma ocorrência de Parada Cardiorrespiratória (PCR) de um homem de 41 anos, vítima de Obstrução de Vias Aéreas por Corpo Estranho (OVACE).

Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar já estava no local, orla da praia de Itapema, realizando o procedimento de Reanimação Cardio Pulmonar (RCP). Assim que o helicóptero pousou, a equipe de saúde do Arcanjo 03 assumiu os procedimentos utilizando o Compressor Torácico Automático (Lucas 3), além de medicamentos específicos.

Durante o procedimento de entubação, o médico do Arcanjo 03 retirou um pedaço de carne, com aproximadamente 10 centímetros o qual estava obstruindo a passagem de ar para a respiração da vítima. Após 25 minutos, o quadro clínico do homem foi revertido e após a estabilização foi conduzido ao Hospital Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú.

Compressor Torácico Automático

O Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina possui o Compressor Torácico Automático e é uma das poucas corporações do Brasil que utiliza esse modelo (Lucas 03). É o primeiro na América Latina e pode ser um diferencial nos índices de sobrevida no atendimento a ocorrências.

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SAMU do Acre orienta quando se deve acionar o serviço móvel de urgência

Acre – Agressão por arma de fogo ou arma branca; afogamentos; choque elétrico; acidentes com produtos perigosos; suspeita de infarto ou AVC; queimaduras graves; trabalhos de parto em que haja risco de morte da mãe ou do feto; tentativas de suicídio, entre outras situações consideradas de urgência ou emergência, com risco de morte, sequela ou sofrimento intenso.

Essas são as situações em que se deve acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU-192), que também atende urgências em situações de natureza clínica, cirúrgica, traumática, pediátrica, psiquiátrica, entre outras.

O SAMU é um serviço de saúde que funciona 24 horas por dia, atendendo a população no socorro e encaminhamento às unidades hospitalares. Para entrar em contato, basta o cidadão ligar 192, a ligação é gratuita e pode ser realizada por qualquer telefone fixo ou móvel.

O serviço reúne médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas, que podem prestar socorro em qualquer lugar, seja na residência, local de trabalho ou vias públicas. Ao ligar, o cidadão é atendido por um profissional treinado na Central de Regulação Médica de Urgência que fará perguntas para iniciar o socorro. Neste momento é importante estar junto à vítima, como explica o médico Pedro Pascoal, coordenador estadual do SAMU.

“Possuímos médicos 24 horas nas centrais de regulação, onde são realizadas as orientações ao solicitante de como proceder. O profissional classifica as chamadas e despacha as ambulâncias quando identificado às situações de urgência. O que acontece é que todo e qualquer agravo à população acaba entrando em contato com a central solicitando ambulância em situações como diarreia, dores crônicas, troca de sondas, infecção de urina e febre prologada. Situações essas em que não levam o paciente a ter riscos de morte, sendo possível o transporte em veículo particular, o que caracteriza que não são ocorrências classificadas para o SAMU. Situações que resultam em grande número de chamadas, de 200 a 250 ligações por dia. Por isso é importante que a população tenha ciência que o SAMU está para atender paciente sem pré-julgamento, independente da classe social, religião ou crença desde que seja situação de urgência.”, pontua.

De janeiro a dezembro de 2019 a central responsável pelo atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU- 192) recebeu quase 80 mil ligações, mas 46 mil, mais da metade das chamadas recebidas, não eram destinadas ao serviço. Por isso, é importante saber em quais situações chamar uma ambulância, como orienta Pascoal.

“2019 foi um ano satisfatório, tivemos 34 mil vidas atendidas pelo SAMU. Garantimos sobrevida de muita gente, com atendimento de qualidade e levando esperança aos familiares. Por isso é importante saber quando se deve acionar o SAMU. O que precisa ser entendido e esclarecido muito bem é que nossas ocorrências são para urgência e emergência, situações onde o paciente corra risco de morte. Um dos problemas que mais enfrentamos, isso a nível nacional, são os trotes. Principalmente em horário de entrada e saída de escola, onde as crianças pegam o telefone para ligar para o SAMU prejudicando e atrapalhando o serviço, além de por em risco quem realmente precisa do atendimento”, observa o coordenador.

SAMU orienta quando se deve acionar o serviço móvel de urgência. Foto: Odair Leal

Estrutura

O Serviço Móvel de Atendimento de Urgência existe há quase 16 anos no Acre, e conta com duas Centrais de Regulação de Urgência, Rio Branco e Cruzeiro do Sul e possui um projeto de incorporação da terceira central em regulação no município de Brasileia. A estrutura do SAMU no Acre é formada por 18 unidades de atendimento móvel de urgência, sendo 02 unidades de suporte avançado, uma na capital e outra no Juruá.

Ao todo, são 24 ambulâncias, sendo três de suporte avançado em operação em todo o estado destinado ao atendimento de emergências médicas pré-hospitalares agudas e graves. O SAMU conta com cerca de 300 profissionais, entre médicos, enfermeiros, motoristas, telefonistas e técnicos.

A população conta, também, com duas motolâncias de suporte para os primeiros atendimentos e uma caminhonete traçada utilizada em algumas situações para facilitar os atendimentos em locais de difícil acesso, como, por exemplo, os ramais, que em determinadas épocas do ano têm o acesso limitado.

Parceria que salva vidas

Durante o socorro, o SAMU atua em conjunto com o Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar, dependendo do tipo de chamado. Em casos de afogamentos, choques elétricos e em acidentes de trânsito com vítimas presas às ferragens, deve ser acionado em conjunto com os bombeiros pelo telefone 193.

Em casos de acidentados em rodovias, o serviço deve ser solicitado junto com a Polícia Rodoviária Federal pelo número 191. E quando se tratar de ferimentos por arma de fogo e arma branca, o cidadão deve ligar também para o número 190 da Polícia Militar.

SAMU orienta quando se deve acionar o serviço móvel de urgência. Foto: Odair Leal

Além disso, o serviço também conta com a parceria do helicóptero do governo para resgatar pacientes em locais de difícil acesso no estado, graças a um convênio firmado em março do ano passado que assegurou a continuidade do serviço de resgate e transporte aéreo entre o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e SAMU – uma determinação do governo que disponibilizou a aeronave para o suporte aéreo de pacientes em situações graves de um município para outro.

As ligações para o SAMU 192 somente devem acontecer se estiver diante de uma situação de emergência. Um trote pode impedir que uma vida seja salva. Abaixo algumas situações em que não se deve acionar o serviço:

Quando NÃO chamar o SAMU 192

  • Febre prolongada;
  • Dores crônicas;
  • Vômito e diarreia;
  • Levar pacientes para consulta médica ou para realizar exames;
  • Transporte de óbito;
  • Dor de dente;
  • Transferência sem regulação médica prévia;
  • Trocas de sonda;
  • Corte com pouco sangramento;
  • Entorses;
  • Cólicas renais;
  • Transportes inter-hospitalares de pacientes de convênio;
  • Todas as demais situações onde não se caracterize urgência ou emergência médica.

Dicas para quem ligar para o SAMU 192

Em caso de acidente verifique a quantidade de vítimas, o estado de consciência delas e se alguma delas está presa ás ferragens;

  • Ligue para o 192 e siga as orientações do Médico Regulador;
  • Sinalize as vias com galhos de árvore e triângulo de sinalização;
  • Em caso de acidente com motos: não toque nas vítimas, não retire o capacete;
  • Não dê água aos acidentados.

Conheça o BPMOA, a equipe da Polícia Militar do Paraná especializada em salvar vidas

Paraná – Eles são policiais, mas a prioridade é salvar vidas. No Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), o princípio é ajudar os outros a viver. Com seis aeronaves, sendo quatro helicópteros e dois aviões, a equipe aérea da PM paranaense está preparada para situações de extrema emergência.

O grupo é composto por 63 militares, entre policiais e bombeiros altamente capacitados, que trabalham em diversas funções: pilotos, médicos, tripulantes operacionais, auxiliares de manutenção aeronáutica e nas áreas administrativas. Além disto, a integração com as equipes das ambulâncias do SIATE e SAMU são essenciais para a excelência no trabalho.

Até porque, não há brecha para erros nos 120 atendimentos realizados por mês, uma média de quatro por dia, em toda a região Leste do Estado. A área abrange Curitiba, Região Metropolitana, litoral e Campos Gerais.

Conheça o BPMOA, a equipe da Polícia Militar do Paraná especializada em salvar vidas. Foto: Divulgação

O treinamento é duro. A ideia é ter os melhores profissionais com habilidade e coragem para desafiar inclusive o próprio medo. Em 2017, no 1.° Curso de Tripulante Operacional, foram 156 candidatos interessados e somente 12 foram selecionados para atuar no BPMOA. Com 40 dias de treinamento em terra, água e ar, quatro militares abandonaram no meio do curso e restaram oito que estão até hoje no Batalhão Aéreo.

O BPMOA atua em missões de apoio ao policiamento e salvamento, dando suporte lá do alto em perseguições policiais, combate a incêndios florestais, resgates, remoções, transporte de órgãos vitais, busca terrestre e aquática e também em salvamento na montanha. O tenente Maikon Venâncio Correa, 31 anos, atuava na atividade normal do Corpo de Bombeiros até decidir se aventurar ainda mais na profissão. Atualmente, é um dos pilotos de helicóptero do BPMOA.

“Sempre gostei das alturas e sempre achei interessante este trabalho. Salvar vidas é prioridade aqui e procurei melhorar na minha profissão. Temos conhecimentos que auxiliam em casos extremos de acidentes e gosto do que eu faço”, orgulha-se o tenente Maikon.

Conheça o BPMOA, a equipe da Polícia Militar do Paraná especializada em salvar vidas. Foto: Divulgação

Salvamentos e perseguições

Diariamente, uma equipe de policiais militares e profissionais da saúde ficam de plantão no hangar do Aeroporto do Bacacheri. Quando os operadores aerotáticos recebem uma ocorrência, já fazem a triagem. Caso percebam que a situação necessite urgência, uma das equipes de aeronave é acionada.

As equipes do BPMOA têm total autonomia para levantar voo. Ou seja, não precisam nem da liberação do comando-geral da PM e nem esperar o pedido de ajuda de outros órgãos de segurança.

“Dependendo do caso, em menos de 1 minuto já estaremos prontos para agir. Entramos no helicóptero, taxiamos na pista e logo somos liberados pela torre. Isto ajuda demais em um atendimento ou até mesmo na busca por alguém suspeito”, ressalta o tenente Maikon.

Conheça o BPMOA, a equipe da Polícia Militar do Paraná especializada em salvar vidas. Foto: Divulgação

Um exemplo são as perseguições policiais. O piloto do helicóptero da PM explica que nestes casos a aeronave se transforma nos olhos da equipe em terra. “Quando se inicia um acompanhamento tático de veículo em fuga, colocando em risco a vida das pessoas no trânsito, a aeronave passa a ser o elo principal de visibilidade e informações para as viaturas em solo. Elas podem até diminuir a velocidade, pois o indivíduo não vai conseguir sumir dos olhos da equipe aérea da Polícia Militar”, ilustra o tenente.

Como funciona

Um dos helicópteros mais acionados em Curitiba é o Falcão 4, de fabricação francesa e que desde 2011 integra a frota do BPMOA. É um modelo Airbus EC 130B4, com a maior cabine de sua classe e com velocidade que chega a 300 km/h.

Em ações de resgate aeromédico, o Falcão 4 decola com piloto, copiloto, um coordenador de operação aérea, um médico e um enfermeiro. Dois bancos foram substituídos por uma maca e um kit aeromédico, que inclui malas de atendimento a trauma, cardioversor, cilindros e máscaras de oxigênio. Monitores também podem ser acoplados próximo à cabine. O peso total da aeronave pode chegar a 1,5 tonelada, incluindo todos os equipamentos.

Conheça o BPMOA, a equipe da Polícia Militar do Paraná especializada em salvar vidas. Foto: Divulgação

Quando a operação envolve perseguições policiais, são piloto, copiloto e dois operadores aerotáticos com armas de longa distância e de precisão, como fuzis ou carabinas. Piloto e copiloto devem se concentrar exclusivamente na aeronave para que tudo corra bem.

“Em qualquer operação, os pilotos são blindados. Eles não podem ser afetados pela notícia que chega. Se tem gente ferida, machucada ou até morta. No caso de confronto, existe um protocolo em que precisamos ficar em movimento até para não ter a possibilidade de sermos atingido. Nunca isto ocorreu por aqui”, explica o tenente Maikon.

A prioridade no atendimento do BPMOA é salvar vida. Portanto, se no monitor do operador aerotático aparecer um roubo a banco e no mesmo momento uma pessoa acidentada em uma rodovia, o helicóptero vai atender a vítima na estrada. A definição não é questionada e o plano de atuação é feito em segundos.

O local do pouso é outro ponto importante pensado pela equipe antes de chegar ao destino. Por isso, as informações repassadas pelo operador aerotático ao pilogo é fundamental para que tudo corra bem. “Os grandes obstáculos são o vento, fiação elétrica, árvore e até telhas soltas que podem vir em direção à aeronave com o movimento da hélice”, aponta Maikon.

Conheça o BPMOA, a equipe da Polícia Militar do Paraná especializada em salvar vidas. Foto: Divulgação

Salvamentos nas praias

O verão é um dos períodos de mais trabalho do BPMOA. Além dos acidentes nas estradas que aumentam, o movimento de pessoas nas praias, onde até 1,5 milhão de pessoas chegam a circular no litoral em períodos de pico como ano novo e carnaval, também aumentam os salvamentos de afogados. Por isso, durante a Operação Verão Maior, que vai até 25 de fevereiro, o helicóptero Falcão 3 está de prontidão na base em Matinhos.

Desde o dia 20 de dezembro de 2019, o BPMOA atendeu 43 ocorrências só nas praias. O número inclui remoções aeromédicas, rondas na faixa litorânea, salvamentos e buscas aquáticas. Mas o que mais preocupa realmente é imprudência dos veranistas no mar e nos rios.

“Recomendamos que todos redobrem a atenção quando entram na água. Não deixe que uma brincadeira acabe com o futuro”, alerta o tenente Maikon. Portanto, seguir orientações, como não beber e entrar na água, só se banhar em locais monitorados por guarda-vidas, prestar atenção nas indicações das bandeiras no mar, são fundamentais para que a equipe do BPMOA não precise ser acionada.

Equipes de resgate aeromédico do Grupo DRF atenderam mais de 40.000 pacientes em 2019

Alemanha – As equipes das 35 Estações (Base) na Alemanha, Áustria e Liechtenstein, do Grupo DRF Luftrettung, bem como a equipe aeromédica da Base de Rheinmünster, foram acionadas 40.738 vezes, a fim de fornecer atendimento médico de emergência a pessoas gravemente doentes ou feridas.

Como resultado, os socorristas atenderam uma média de 111 alarmes por dia. As equipes foram acionadas majoritariamente para doenças cardíacas ou incidentes neurológicos, além de acidentes. A maioria deles ocorreram no trânsito e ou em virtude de quedas. Os pacientes precisam de ajuda rápida dos socorristas, que chegam aos locais em cerca de 15 minutos de voo em um raio de 60 quilômetros.

Estatística DRF – 2019

Além dos resgates e salvamentos, a DRF Luftrettung realiza transporte aeromédico com ECMO (dispositivo móvel de oxigenação por membrana extracorpórea) em algumas de suas estações desde 2006. Atualmente, a Estação em Dortmund teve um aumento em suas operações com ECMO.

O dispositivo é utilizado para cuidar de doenças cardíacas e ou pulmonares graves durante o voo. A tarefa da ECMO é assumir a função cardiovascular humana, ou seja, suprir o sangue com oxigênio, sem o qual uma pessoa morre dentro de um período muito curto. Esse procedimento altamente complexo costuma ser a única chance de sobrevivência para pacientes cujo coração e pulmões estão muito fracos ou falharam.

Para atender a demanda crescente, em 2019, expandiram a frota com a inclusão de três helicópteros H135 e H145 e também colocaram em operação um novo jato aeromédico Learjet 35A. O grupo DRF também é uma parte importante do sistema de resgate noturno e 13 de suas Bases operam H24.

A DRF é líder na Europa nas operações noturnas de resgate aéreo, com mais horas de voo. Um total de 22% dessas Bases foram implantadas para operação noturna em 2019. A DRF faz parte da rede nacional de resgate aéreo na Alemanha, com mais de 50 helicópteros em 32 localidades, além das 03 estações conjuntas na Áustria e Liechstenstein e uma aeromédica em Rheinmünster. São 47 anos de experiência e mais de 900.000 missões, desde seu primeiro voo em 19 de março de 1973.

Helicóptero Águia da PM resgata banhistas em Ilha Bela e Ubatuba durante Operação Verão

São Paulo – Um banhista foi socorrido pelo helicóptero Águia da Polícia Militar depois de cair na área de pedras da praia do Bonete em Ilhabela (SP) durante a tarde de quarta-feira (8). De acordo com a PM, o homem escorregou e, na queda, bateu a cabeça. Banhistas que estavam no local conseguiram socorrer a vítima para a Vila dos Pescadores, onde havia um médico que prestou os primeiros socorros.

O local onde eles estavam era de difícil acesso e, por isso, o helicóptero foi acionado par ao resgate. O turista foi socorrido para o hospital Mário Covas, em Ilhabela, e segue internado.

Turista foi socorrido pelo helicóptero da Polícia Militar — Foto: Divulgação.

Na segunda-feira (6), a equipe do Águia também fez um resgate de um homem que sofreu uma queda na praia da Justa, em Ubatuba (SP). Segundo o Corpo de Bombeiros, ele praticava stand up quando caiu e fraturou a clavícula. Ele foi socorrido pelo helicóptero Águia, que teve de pousar na faixa da areia para realizar o salvamento.

O homem foi levado para a Santa Casa da cidade. Apesar dos ferimentos, o quadro de saúde dele é estável. No sábado (4) um turista foi resgatado do mar também com o auxílio do helicóptero Águia, em Ubatuba. Ele foi socorrido na praia do Ubatumirim e deixado na faixa da areia com a família.

Depois de dois anos angariando fundos, Cornwall Air Ambulance passará a operar o AW169 EMS

Reino Unido – A Leonardo entregou seu 100º AW169, estabelecendo um marco importante desde a certificação da EASA em 2015. A aeronave foi entregue à Specialist Aviation Services / Cornwall Air Ambulance durante uma cerimônia oficial na fábrica de Leonardo em Vergiate (Varese – Itália) em 12 de dezembro de 2019.

A entrega marca o primeiro helicóptero Leonardo a entrar na frota da Cornwall Air Ambulance. O AW169 EMS (Emergency Medical Services) será operado pela Specialist Aviation Services e conduzirá operações EMS em todo o sudoeste da Inglaterra.

Ao longo dos próximos meses, o AW169 passará por uma instalação de kit aeromédico pela Specialist Aviation Services, em Gloucestershire. A cabine pode acomodar duas macas e será instalado um conjunto completo dos mais avançados equipamentos de suporte à vida.

Depois de dois anos angariando fundos, Cornwall Air Ambulance passará a operar o AW169 EMS. Foto: Cornwall Air Ambulance.

Cornwall Air Ambulance que trabalha através de donativos, desde 1987 já realizou mais de 28.800 missões. Possui uma média de 800 missões de salvamento a cada ano em toda a Cornwall e nas Ilhas Scilly. Como instituição de caridade, conta com doações para financiar seu trabalho.

A aquisição do helicóptero foi possível através de recebimento de donativos. Cornwall Air Ambulance já levantou através do New Heli Appeal, £ 2.285.000,00. Precisarão até 1º de abril de 2020 mais £ 215.000,00 para completar £ 2,5 milhões.

O custo total do helicóptero foi de £ 7,5 milhões. A instituição de caridade possuía £ 5 milhões e para os £ 2,5 milhões restantes lançaram o New Heli Appeal no dia 24 de abril de 2018. A instituição continuará usando o helicóptero MD902 Explorer atual até abril de 2020, quando pretende substituí-la pelo AW169.

Paula Martin, CEO da Cornwall Air Ambulance Trust, comentou: “Foi muito especial retornar a Vergiate cerca de seis anos após nossa primeira visita, para aceitar a nova ambulância aérea. Está claro que fizemos a escolha certa de aeronave para fornecer assistência às nossas comunidades em grande parte rurais e costeiras, agora e no futuro. O helicóptero em si parece excelente, e não tenho dúvidas de que nossos doadores ficarão completamente impressionados com o que tornaram possível quando ele chegar à Cornwall na primavera de 2020.”

Luke Farajallah, CEO da Specialist Aviation Services, comentou: “Estamos absolutamente encantados e orgulhosos de ser o parceiro de escolha da equipe da Cornwall, quando colocarmos o AW169 em operação no início de 2020. Nossa equipe de pilotos e engenheiros estão felizes em manter e pilotar este fantástico helicóptero dentro e ao redor do condado e demonstrar seus recursos avançados quando e onde for mais necessário. Tempos emocionantes.”

Cornwall Air Ambulance do Reino Unido recebe seu primeiro AW-169 para operações de resgate aeromédico. Foto: Divulgação.

Equipes aeromédicas da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas transportam recém-nascidos no interior do Ceará

Ceará – Dois recém-nascidos foram transportados pela equipe aeromédica do helicóptero Fênix 06 da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAER) na sexta (3) e no sábado (4), partindo das cidades de Itapipoca e Sobral, interior do Ceará, e levados para a capital Fortaleza.

Na sexta-feira (3), um bebê com um dia de vida foi transportado do Hospital São Camilo, em Itapipoca, até o Hospital Albert Sabin, em Fortaleza. O recém-nascido estava com dificuldades de respirar e sem movimentos, pois a mãe não sabia da gravidez e entrou em trabalho de parto no banheiro do hospital.

O recém-nascido caiu no vaso sanitário e foi levado de transporte aeromédico ao hospital Albert Sabin, onde segue internado. A mãe tem 17 anos e permanece hospitalizada em Itapipoca.

Segundo transporte

No dia seguinte, sábado (4), uma recém-nascida de 19 dias também precisou ser transportada do Hospital Regional de Sobral, na região Norte do Ceará, até o Hospital de Messejana, em Fortaleza, com um quadro de cardiopatia congênita.

Os dois casos de resgate foram compartilhados na conta oficial da CIOPAER no Instagram. “Continuamos na torcida para que esses pequenos guerreiros vençam suas primeiras batalhas pela vida e estejam em breve nos braços de seus familiares”, afirmou a publicação.

Véspera de Natal

No dia 20 de dezembro de 2019, a equipe aeromédica do helicóptero Fênix 07 realizou o primeiro transporte aeromédico de dois bebês prematuros extremos em um mesmo voo. A aeronave fez o traslado de Iguatu para Juazeiro do Norte, Região Metropolitana do Cariri, no sul do estado, distante 491 km da capital, Fortaleza.

Segundo publicação da CIOPAER, “salvar vidas e, em especial, de uma criança, traz energias positivas para o Esquadrão Fênix, com profissionais sempre prontos para estender a mão ao próximo.”

Equipe aeromédica do CONSAMU transporta criança de Francisco Beltrão para hospital em Cascavel, PR

Paraná – O helicóptero aeromédico Saúde 02 do Consórcio Intermunicipal SAMU Oeste/PR (CONSAMU) pousou na manhã de domingo (05) no heliponto do Hospital Nossa Senhora da Salete, em Cascavel, trazendo um bebê de 12 dias. A criança estava internada no hospital do município de Francisco Beltrão onde teve complicações.

O aeromédico foi mobilizado e realizou a transferência do recém-nascido. Após o pouso, foi realizado o encaminhado ao Hospital São Lucas. Equipes do SAMU em solo, tanto em Cascavel quanto em Beltrão, auxiliaram no transporte.

Serviço

O helicóptero do CONSAMU/Paraná Urgência, com base em Cascavel, é utilizado em atendimento inter-hospitalar (de hospital para hospital) em casos emergenciais com necessidade de remoção, vítimas de acidentes automobilísticos graves e locais distantes onde o socorro terrestre demore a chegar. Isso traz agilidade e beneficia locais de escassez de meios terrestres, diminuindo o tempo resposta aos atendimentos.

Equipe aeromédica do CONSAMU transporta criança de Francisco Beltrão para hospital em Cascavel, PR

Força Aérea Portuguesa resgata homem e seu cachorro após queda de falésia

Portugal – Um homem e um cão foram resgatados esta quinta-feira (02) por um helicóptero da Força Aérea depois de terem caído na falésia de Cabo de Ares, em Sesimbra, informou o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal.

O helicóptero EH-101 Merlin, da Esquadra 751 – “Pumas”, descolou da Base Aérea N.º 6, do Montijo, às 16H30, em direção ao local, onde chegou pelas 16H45. A própria vítima que pediu socorro, via celular.

O homem, de 48 anos, e o seu animal de estimação encontravam-se numa zona de pouca visibilidade e de difícil acesso, a escarpa tinha 250 metros de altura e a área para o resgate era reduzida, o que dificultou o trabalho do socorrista.

Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Sesimbra, o homem, que além dos ferimentos numa mão também apresentava escoriações na face. Apesar do curto espaço de tempo até ao pôr-do-sol e da Esquadra não possuir o equipamento específico para resgatar animais, ambos foram salvos às 17H10, e posteriormente transportados para o Hospital Garcia da Orta, em Almada.

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