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Publicada portaria sobre Mobilização Nacional de Aeronaves e Tripulações de Segurança Pública

No dia 03 de julho publicou no Diário Oficial da União, No 127, Seção 1, pg. 29, a Portaria No 1.302, de 29 de junho de 2012, que dispõe sobre a implantação do Plano de Mobilização Nacional de Aeronaves e Tripulações de Segurança Pública para auxílio na ocorrência de catástrofes ou desastres coletivos e na prevenção ao delito e à violência.

Esta portaria foi assinada pelo Ministro da Justiça no dia 27 de junho após o lançamento, em Alagoas, do Programa Brasil Mais Seguro, um pacto pela redução de crimes violentos, cujo projeto piloto foi lançado no estado que registra o maior número de homicídios a cada cem habitantes.

Helicópteros da Polícia Militar do Paraná, Minas Gerais e de outros Estados já estão operando em Alagoas e no primeiro final de semana, após  lançamento do programa, houve uma queda de 50% no número de homicídios.

Confira a Portaria No 1.302, de 29 de junho de 2012:

O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA, no uso de suas atribuições , resolve:

Art. 1º Implantar o Plano de Mobilização Nacional de Aeronaves e Tripulações de Segurança Pública para auxílio na ocorrência de catástrofes ou desastres coletivos e prevenção ao delito e à violência.

Art. 2º O Plano será executado pelo Ministério da Justiça, por meio da articulação do Departamento de Polícia Federal-DPF, do Departamento de Polícia Rodoviária Federal-DPRF e do Departamento da Força Nacional de Segurança Pública-DFNSP, com os órgãos de segurança pública dos Estados e do Distrito Federal em regime de cooperação.

Parágrafo único: A adesão ao Plano será consolidada com a celebração de termo de adesão entre o Ministério da Justiça e os Estados e o Distrito Federal.

Art. 3º Compete à SENASP, na qualidade de órgão gestor do Plano, providenciar a mobilização de aeronaves e de suas tripulações e equipes de apoio disponibilizadas pelos órgãos de segurança públicas dos Estados e do Distrito Federal, do DPF, do DPRF e do D F N S P.

Art. 4º As aeronaves com suas respectivas tripulações e equipes de apoio poderão ser mobilizadas pela SENASP, em qualquer parte do território nacional, mediante solicitação expressa do Governador ou Secretário de Segurança Pública do Estado ou do Distrito Federal.

§ 1º A solicitação de trata o caput deverá indicar o número de aeronaves necessárias à operação, bem como a indicação do responsável estadual ou distrital.

§ 2º Caberá à SENASP, após prévia manifestação técnica, definir o número de aeronaves necessárias à operação.

Art. 5º As despesas com os profissionais de segurança pública mobilizados pela SENASP para execução do Plano serão custeadas diretamente pela União, na forma da legislação vigente.

Art. 6º As despesas com combustível das aeronaves serão custeadas pelo ente federado solicitante.

Art. 7º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Esquadrilha Pégaus tem novo Comandante

Minas Gerais – Assumiu o Comando do Batalhão de Rádiopatrulhamento Aéreo da PMMG, no último dia 19 de junho, o Ten Cel Windson Jéferson Mendes de Oliveira.

A solenidade presidida pelo Comandante Geral aconteceu no pátio da Academia de Polícia Militar e contou com a presença de diversas autoridades civis, militares e convidados importantes para unidade aérea.

O Ten Cel Baião assumiu na mesma oportunidade o comando do 1º Batalhão da PMMG, permanecendo à frente do Btl RpAer de janeiro de 2011 a junho de 2012.

O novo comandante, Ten Cel Windson, participa da história da Esquadrilha Pégasus desde 2000. É instrutor de voo de helicóptero e soma cerca de 2.000 horas de voo nas aeronaves Esquilo, Jet Ranger e Schweizer.

Além de uma exemplar carreira na Polícia Militar de Minas Gerias, seu reconhecido esforço e competência o tornaram Pedagogo, Mestre em Administração Pública pela Fundação João Pinheiro e Doutor em Educação pela UFMG.

Águia é destaque em trabalho escolar de aluna de 10 anos

O trabalho do helicóptero Águia da Base de Radiopatrulha Aérea de Araçatuba/SP foi destaque do trabalho escolar de língua portuguesa, em forma de reportagem, da aluna Fabiana Cerqueira Costa Ishizawa, de 10 anos, que estuda na 6ª série do Unicolégio.

O vídeo da aluna, que tem duração de seis minutos, está publicado no site http://www.youtube.com/. A mãe da aluna, a enfermeira Danielle Cerqueira Costa Ishizawa, que também é formada em comunicação social, orientou a filha a produzir um texto que informaria as dúvidas que qualquer criança pode ter com relação ao trabalho do helicóptero Águia da Polícia Militar.

Fabiana explicou que o trabalho, do professor Lula, era de texto informativo. “Eu achei legal mostrar para as pessoas como é o trabalho da equipe do Águia. Nós vemos ele voando mas não sabemos os detalhes do trabalho. A reportagem mostra todo o trabalho desses policiais. Tem até explicação de como um objeto tão pesado consegue sair do chão”, explicou a aluna.

Ela lembrou que o policial entrevistado revelou as principais ocorrências atendidas na região. Durante a entrevista a equipe teve de fazer uma decolagem de emergência para atender a um chamado, e a decolagem foi flagrada durante o trabalho.

Veja o vídeo produzido por Bia:

Fonte: Araçatuba News.

Revista Conexão SIPAER: O Precedente Conhecido

JOSÉ MATTOS DE SOUZA
Coronel Aviador Reformado

Este texto defende a importância da divulgação de toda situação de risco ou incidente, para a segurança de voo. Partindo do pressuposto de que todo incidente é um acidente em potencial, e que os fatores contribuintes se repetem, a troca de experiências garante a preservação de recursos humanos e materiais. O precedente histórico ou precedente conhecido é o incidente que precisa ser levado ao conhecimento de todos para que não ocorram casos iguais (ou piores) com personagens diferentes.

O Precedente Conhecido, ou Precedente Histórico, é um desses princípios básicos que nunca deve ser esquecido em qualquer Programa de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. Deve ser enfatizado, principalmente, quando pesquisamos incidentes e situações de perigo em potencial, por meio de relatórios apropriados.

Sabemos que o incidente, em última análise, é o acidente que não chegou a ocorrer, porque faltou um “ingrediente”, um fator contribuinte. Por isso, existe uma riqueza de ensinamentos no incidente, o qual deve ser muito bem estudado e divulgado.

Pelo fato de um acidente aeronáutico estar sempre relacionado ao precedente conhecido, surge a chave do problema: como conhecer, como saber o que acontece com os outros se eles não divulgarem? Pode ser que este seja um problema nosso também.

Estamos divulgando nossas experiências, nossos erros?

Uma publicação canadense sobre Segurança de Voo (Aviation Safety Letter) traz em sua folha de rosto um lema interessante: “Aprenda com os erros dos outros porque você não viverá o tempo bastante para cometer todos eles.” Aí está implícito que os outros também devem aprender com os nossos erros. É um chamamento ao desprendimento de cada um, visando sempre à troca de experiências. E como trocar essas experiências? Em todo o mundo, as publicações dedicadas à prevenção de acidentes abrem espaços para essas matérias.

A Revista Conexão SIPAER é um exemplo: são publicados artigos científicos, estudos de caso, e também editoriais como este, de caráter opinativo, que abordam assuntos de segurança de voo, de extrema importância para toda a comunidade aeronáutica.


Clique aqui e leia o artigo completo


[1] O Coronel Aviador Reformado José de Mattos Souza foi chefe do CENIPA em dois períodos: de 20 de junho de 1979 a 11 de abril de 1980, quando ainda ocupava o posto de Tenente Coronel, e de 20 de junho de 1986  a 31 de janeiro de 1990, como Coronel. Ele cursou o VII Estágio Básico de Prevenção de Acidentes (EBPA), em 1974.

[2] Artigo escrito em 1988, adaptado pelo autor e republicado como Editorial Comemorativo dos 40 anos do CENIPA na Revista Conexão SIPAER.

TSB do Canadá recomenda uso de capacetes de voo para pilotos de helicóptero

O Transportation Safety Board (TSB), órgão de investigação de acidentes aeronáuticos do Canadá, reiterou o seu apelo para que pilotos de helicóptero usem capacetes de segurança, citando como alerta o resultado da investigação da queda  de um Bell 212 em uma missão de combate a incêndios, em 20/05/11.

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A morte do piloto foi resultado de ferimentos na cabeça que ele recebeu na queda e impacto da aeronave na água concluiu o TSB em seu relatório final sobre o acidente.

Investigadores de acidentes encontraram o capacete do piloto dentro de sua bolsa no interior da cabine do helicóptero, observando que o operador não exigia a obrigatoriedade que os seus pilotos usassem capacetes e que não há regulamentos com tal exigência de capacetes de proteção.

O relatório cita uma pesquisa que constatou que o risco de ferimentos fatais na cabeça em um acidente é quase seis vezes maior para pilotos e ocupantes de helicóptero sem capacete em relação aos que usam capacetes.

“A falta de regulamentações ou políticas que obriguem pilotos de helicóptero a usar capacetes, coloca-os em um maior risco de incapacidade devido a ferimentos na cabeça após uma queda ou um acidente”, conclui o relatório.

O TSB observou que a Transport Canadá também recomenda o uso de capacetes por pilotos comerciais de helicópteros, bem como os pilotos alunos de helicóptero, e recomendou que os operadores de helicópteros incentivem seus pilotos a usar capacetes.

Fonte: Aero Safety World Magazine ABR/12 / Tradução: Alex Mena Barreto

Police Aviation Conference – PAvCon 2012

A Police Aviation Research anunciou a conclusão de outro grande evento de sucesso da Aviação Policial, a PAvCon 2012, um encontro internacional de profissionais de aviação policial de 25 países, realizado nos dias 5 e 6/junho.

A PAvCon 2012 ocorreu em associação com a Polícia Federal Alemã no edifício sede da base da unidade aérea local em Sankt Augustin, Bonn, na Alemanha.

O evento foi patrocinado principalmente pela Zeiss Optronics, com apoio de Churchill Navigation, Diamond Airborne Sensing, L3 Wescam e Thommen Aircraft Equipment  e parceiro de mídia Police Aviation News, Police Oracle e Police Product Insight.

A abertura foi feita por Thomas Striethoerster, Chefe do Departamento de Polícia da região, seguida de uma apresentação de boas vindas pelo Coronel Aviador da Bundespolizei Thomas Helbig.

Em dois dias de eventos, foi desenvolvido um programa variado de conferências centrado em torno do tema de Crew Resource Management [CRM], apoiado por 23 expositores da indústria e uma exibição estática de equipamentos.

O principal objectivo das Conferências PAvCon é fornecer a melhor localização possível para os delegados de polícia e da indústria para se encontrarem e realizar troca de experiências e contatos. Com esta finalidade, além de apresentações da conferência durante o dia, foram previstos oportunidades para reuniões de negócios e situações de encontro antes e depois dos eventos, ao longo de todo o período.

O organizador da Conferência PAvCon, Bryn Elliott, disse que “O crescimento da dimensão do evento deste ano foi uma surpresa e será difícil repetí-lo no próximo ano. Somos extremamente gratos ao Bundespolizei pelo seu entusiasmo e apoio demonstrado à reunião este ano”.

Os participantes de 25 nações incluiu representantes da Áustria, Bélgica, Bulgária, Canadá, Chipre, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Inglaterra, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Malta, Países Baixos, Polônia, Romênia, Eslovênia, África do Sul, Espanha, Suíça, Estados Unidos da América, País de Gales, e incluiu 21 membros do FRONTEX, e a maioria das polícias das nações europeias entre os cerca de 200 participantes.

A exposição estática de aeronaves incluiu exemplares da AERODATA, Eurocopter, FLIR Systems, Indra / Tecnam e Vulcanair, inclusive com a mostra dorecentemente entregue Vulcanair P68, agora operado pela Polícia Hessen e o mais recente conceito de aeronaves de vigilância da Indra baseado na aeronave Tecnam P2006.

As aeronaves de asa fixa ficaram disponíveis no aeródromo de Hangelar, onde fica o heliponto da polícia alemã. Além disso, havia nas instalações mais de 40 tipos de aeronaves, entre modelos como AS332, EC120, EC135, EC155 e outros modelos históricos, que foram expostos pela anfitriã Bundespolizei.

O centro de treinamento ADAC HEMS Academy, também baseado no aeródromo Hangelar, efetuou em suas instalações uma apresentação de seu programa de treinamento de CRM, bem como franqueou  uma visita aos participantes da conferência a suas instalações de treinamento e simuladores de vôo Cue Sim.

Fonte: Helihub

Estudo comparativo entre as aeronaves monoturbinas de asa rotativa para utilização no serviço Bombeiro Militar

                                                                               JOÃO LUIZ CORDEIRO JÚNIOR
Cadete CBM/RO
joaolcj1@bol.com.br

Este Trabalho de Conclusão de Curso foi apresentado no dia  17 de maio de 2012, no Academia de Bombeiro Militar do CBMSC em Florianópolis/SC, tendo como orientador o Ten Cel Edupercio, Cmt BOA-CBMSC, como pré-requisito para conclusão do Curso de Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo realizar um estudo comparativo entre as aeronaves monoturbinas utilizadas pela segurança pública, descrever as características gerais e específicas destes helicópteros, além de analisar qual máquina se adéqua ao Serviço Bombeiro Militar. Para obtenção desta informação, será realizada uma pesquisa em material já publicado, constituído principalmente de manuais de aeronaves, artigos de periódicos, material disponibilizado na Internet, pesquisa nas unidades aéreas dos Corpos de Bombeiros Militares e demais forças auxiliares para agregar a prática com o conhecimento teórico.

Atrela-se a essas informações, aspectos legais, técnicos e operacionais, com o intuito de proporcionar ao leitor uma visão comparativa e, principalmente, destacar a possibilidade da criação e aquisição de uma aeronave de asa rotativa para um grupamento aéreo do Corpo de Bombeiro Militar. Ao final deste trabalho, o leitor poderá concluir que nem sempre o ideal é possível, mas poderá optar pela máquina que satisfaça suas necessidades juntamente com a disponibilidade orçamentária e financeira.

No Brasil existem apenas 7 (sete) Corpos de Bombeiro Militar (CBM) com Grupamento de Operações Aéreas independentes, que são: o Batalhão de Aviação Operacional do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (BAVOp-CBMDF), Grupamento de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro (GOA-CBMRJ), Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (BOA-CBMMG), Companhia de Operações Aéreas e Segurança Aeroportuária do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (COASA-CBMGO), Batalhão de Operações Aéreas  do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (BOA-CBMSC), Serviço Aéreo de Resgate do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (SAER-CBMAL) e, recentemente, o Grupo de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros de Rondônia (GOA-CBMRO).

Os grupamentos aéreos Brasileiros são compostos por diferentes modelos de aeronaves, com a predominância das aeronaves monoturbinas. Diante desta diversidade, surge à necessidade de estudar qual aeronave ofertará as maiores vantagens sob a ótica do custo, benefício e utilidade.

O GRAER-PR atualmente opera o Bell Jet 206 em suas atividades de Segurança Pública e Defesa Civil, e vem desempenhando sua missão normalmente, respeitando às limitações impostas pela máquina.

O Bell 206 L4 é operado pelo IBAMA em suas missões pelo Brasil. Esta aeronave dispõe de um espaço interno maior que o Bell Jet 206, fator que aumenta a capacidade de transporte da aeronave.

O Bell 407 é a aeronave que a Policia Rodoviária Federal (PRF) utiliza no patrulhamento e resgate aéreo pelas rodovias federais. Este helicóptero vem desempenhando missões desde 1999.

O BOA-SC atendeu mais de 1500 ocorrências em dois anos de existência com o AS 350 B, um dos primeiros “Esquilos” a serem fabricados. Apesar de não ser um modelo novo, os números demonstraram que a aeronave está cumprindo com a missão do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Santa Catarina.

O AS 350 B2 é a aeronave mais utilizada por Corpos de Bombeiros Militares e pela aviação de Segurança Pública Nacional devido sua grande versatilidade, facilidade de manutenção, disponibilidade de peças de reposição. Essas características fazem o modelo ser o mais difundido entre os entes governamentais. O BOA-MG e BOA-SC empregam esta aeronave em suas atividades aéreas.

A versão moderna do Esquilo está no AS 350 B3, que gradualmente tem se incorporado na Aviação Brasileira. A Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo da Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (CGPA-MS ) foi a última unidade a adquirir esse modelo de aeronave.

O outro variante da Eurocopter é o EC 130 B4, helicóptero operado pelo GRAER-PR no Brasil. Esta aeronave possui um diferencial: o baixo nível de ruído graças a seu fenestron (carenagem no rotor de cauda), característica apreciada por operadores de transportes aeromédicos.

O Koala 119 da Agusta Westland possui características bastante apreciáveis nas atividades Bombeiros Militares, tais como potência e espaço interno amplo disponível. No Brasil, foram adquiridas quatro unidades desta aeronave nos últimos anos, sendo o CBM-GO e a PM-SC umas das unidades agraciadas com a aquisição deste modelo.

Atualmente, dispondo de U$ 1.000.000,00 (hum milhão de dólares) torna possível adquirir uma aeronave usada, como o modelo Bell Jet 206, ou AS 350 B. Essas aeronaves não possuem todos os recursos que um EC 130 B4 ou um Koala 119 possuem, entretanto, para quem quer iniciar seu serviço aéreo e dispõe de escasso recurso financeiro, estas aeronaves são uma boa alternativa para dar início ao Grupamento Aéreo para realizar as missões desempenhadas pelos Corpos de Bombeiros Militares.

Deste modo, fica claro que é possível a aquisição de aeronave e a criação de uma Unidade Aérea mesmo dispondo de pouco recurso financeiro. Necessita-se de uma administração e planejamento eficientes, que prime sempre pelo possível, para somente depois buscar o ideal, e lógico, não desistir ao longo do difícil trajeto que é a criação de um Grupamento Aéreo.


Clique aqui e leia a monografia


Ministro da Justiça assina portaria que cria Plano de Mobilização de Aeronaves e Tripulações de Segurança Pública

No dia 27 de junho foi lançado em Alagoas o Programa Brasil Mais Seguro, um pacto pela redução de crimes violentos,  cujo projeto piloto foi lançado no estado que registra o maior número de homicídios a cada cem habitantes. O evento em Maceió contou com participação do ministro José Eduardo Cardozo, o secretário de Reforma do Judiciário Flávio Caetano, a Secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, o governador de Alagoas Teotônio Vilela, o prefeito Cícero Almeida e outras autoridades. Também participaram os artistas do MHud, Movimentos Humanos Direitos, Sérgio Marone, Elizângela, Osmar Prado e Priscila Camargo.

Em seu discurso, o ministro disse ainda que o projeto piloto do Programa Brasil Mais Seguro reúne as melhores práticas e experiências na área de segurança, baseadas em iniciativas adotadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Eduardo Cardozo informou também que da parte da União estão sendo investidos em Alagoas recursos da ordem de R$ 25 milhões, que inclui o repasse de viaturas, armas e equipamentos para a Perícia Oficial do Estado.

Conforme publicação no Blog Camandante Duton, a Aviação de Segurança Pública esteve inserida no contexto do Programa Brasil Mais Seguro em Alagoas.

Fechando os marcos regulatórios, em ato solene, o Ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, assinou portaria que dispõe sobre a implantação do PLANO NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO DE AERONAVES E TRIPULAÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA para auxílio na ocorrência de catástrofes ou desastres coletivos e prevenção ao delito e à violência.

Segundo Duton, esse plano é um marco para a Aviação de Segurança Pública do Brasil e foi proposto pela Assessoria Especial de Aviação de Segurança Pública do Departamento de Políticas, Programas e Projetos (DEPRO) da SENASP e tem o principal objetivo de legitimar e facilitar o emprego de aeronaves de segurança pública com suas respectivas tripulações em apoio às Unidades da Federação que necessitarem desse apoio especializado.

As enchentes que ocorreram no Estado de Santa Catarina em 2008 e as fortes chuvas que assolaram a região serrana do Estado do Rio de Janeiro no início de 2011 serviram de exemplo de mobilização de aeronaves e tripulações de segurança pública para atuação conjunta em apoio às catástrofes.

Em Alagoas, as aeronaves mobilizadas pela SENASP atuarão no combate à violência e na prevenção de delitos. As operações aéreas de segurança pública em Alagoas iniciaram às 06h do dia 27 de Junho de 2012 e contaram com os helicópteros e tripulações do Departamento de Polícia Rodoviária Federal e do Batalhão de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar de Minas Gerais.

Estão sendo mobilizadas pela SENASP helicópteros e tripulações do GRAER do Estado do Paraná, das Polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro, da Polícia Militar da Bahia, do Centro Integrado de Operações Aéreas do Estado do Mato Grosso (CIOPAer/MT), do Centro Integrado de Operações Aéreas do Estado do Estado do Ceará (CIOPAer/CE), do NOTAer do do Espirito Santo, do GTA do Estado de Pernambuco, entre outras unidades aéreas dos estados da federação.

As aeronaves com suas respectivas tripulações trabalharão em esquema de rodízio, sob administração da SENASP e contando com a Coordenação local do Major BM Ricardo Cruz.

Segundo Duton, “fica assim registrado que o silencioso, porém eficiente, trabalho da SENASP em prol da Aviação de Segurança Pública do Brasil está acontecendo e deixará um legado permanente para este importante setor.”

Mais informações: Blog do Ministério da Justiça, Blog Comandante Duton e TudonaHora.

Esquadrilha Pégasus da PMMG apoia Alagoas no combate à criminalidade

Um helicóptero da Esquadrilha Pégasus, do Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo – Btl RpAer da Polícia Militar de Minas Gerais, seguiu dia 25/06, para Maceió, Capital do Estado de Alagoas, onde será empenhado em apoio ao combate da criminalidade, em ações de salvamento e em transporte de pessoas resgatadas em áreas de difícil acesso.

O envio do Pégasus 14 à cidade alagoana faz parte de um acordo do Estado de Minas Gerais com a Secretaria Nacional de Segurança Pública – Senasp, órgão que, em 2011, entregou a referida aeronave à Polícia Militar.

A aeronave seguiu com uma guarnição, composta por dois pilotos, dois tripulantes operacionais e um mecânico. Eles retornam a Belo Horizonte no próximo dia 11 de julho.

RODÍZIO

As ações de mobilização e fortalecimento do policiamento aéreo e terrestre em Maceió contam com participação de aeronaves e tripulações de vários Estados, em sistema de rodízio quinzenal. O helicóptero atuará, também, em operações policiais de repercussão nacional e catástrofes.

A iniciativa do Ministério de Justiça, denominado Plano de Mobilização de Aeronaves e Tripulações de Segurança Pública, é desenvolvida por meio da Senasp com as Secretarias de Segurança Pública Estaduais, vinculando as unidades aéreas das Polícias Civis e Militares e Corpos de Bombeiros Militar, juntamente com a Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

Esta é a primeira vez que a Senasp solicita que a PM envie uma aeronave em missões de apoio a uma outra unidade da Federação. (Alexandre França)

Fonte: Blog Oficial do Cabo Júlio – da Intranet – AI/PMMG, por Alexandre França.

Frota de AW119Ke do NYPD supera as 20.000 horas de voo

A AgustaWestland anunciou que a frota de helicópteros AW119 operada pelo Departamento de Polícia de Nova York é o líder mundial na avião policial em horas de voo, tendo alcançado mais de 20.000 horas de voo e mais de 6.000 em seu primeiro AW119. O Departamento de Polícia de Nova York está entre as maiores operadoras norte-americanas de segurança pública, com quatro helicópteros AW119 em serviço. O primeiro AW119 do Departamento de Polícia entrou em serviço em 2004.

Em reconhecimento a essa conquista Giovanni Cecchelli, Vice-Presidente de Suporte ao Cliente para AgustaWestland Filadélfia, disse: “A AgustaWestland tem orgulho da nossa relação com a polícia de Nova York. O suporte ao cliente que fornece AgustaWestland para a polícia de Nova York é extremamente importante. AgustaWestland tem a honra de desempenhar o seu papel em ajudar este cliente e manter um elevado nível de serviço aos cidadãos de Nova York. “Durante uma apresentação que fez AgustaWestland para o Departamento de Polícia reconhecendo sua recente conquista, um representante da Unidade de Aviação afirmou que” Temos o prazer de aceitar este reconhecimento da AgustaWestland na realização de 20.000 horas de voo em nossos quatro AW119s desde a sua introdução ao serviço em 2004. “

O AW119 oferece excelente desempenho e produtividade e está provando suas habilidades na segurança pública e de combate a incêndios, como ocorre em muitos países. Mais de 200 helicópteros AW119 foram encomendados até à data, em mais de 30 países por cerca de 100 clientes. O AW119KE é ideal para executar uma ampla gama de tarefas, incluindo utilitário, combate a incêndios, EMS, VIP / transporte corporativo, transporte offshore, segurança pública e ações militares.

AgustaWestland.

Qualidade do gasto público na Bahia: Análise da aplicação de recursos com segurança pública

               ANÍBAL PICANÇO BENTES

Investimento em Aviação de Segurança Pública é aferido cientificamente.

O penúltimo investimento público na aviação de segurança pública baiana teve a qualidade do gasto público aferida em trabalho científico. Através de uma monografia defendida no Curso de Gestão Pública com Ênfase em Financiamento Externo, da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia,  o Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG) Anibal Bentes, da Secretaria de Administração do Estado da Bahia, buscou identificar se o convênio firmado entre a SENASP e o ESTADO DA BAHIA/SSP para financiar a compra do helicóptero PR HPM atingiu os efeitos desejados.

A monografia “Qualidade do gasto público na Bahia: Análise da aplicação de recursos com segurança pública” constata academicamente que o projeto de aquisição do 3º helicóptero do GRAER foi criteriosamente construído, que as metas foram determinadas e regiamente atendidas, e que os objetivos ditados pelo projeto foram atendidos, de maneira que comprovou  a eficácia no gerenciamento do gasto público.

É a primeira vez na história recente que há uma constatação acadêmica de que um recurso disponibilizado fora aplicado e atendera as premissas determinadas no projeto, sendo um ótimo indicador não só para o estado da Bahia, mas também para outras unidades da federação que desejem prospectar recursos no plano federal, bem como fora dele, para subvenção de projetos na área da aviação de segurança pública.Como significativa contribuição, no bojo do trabalho Bentes propõe um plano de monitoramento para as ações do GRAER, que logicamente pode ser adaptado a qualquer unidade aeropolicial. A ideia básica está centrada na construção e avaliação de indicadores, tema que apesar de fartamente discutido, na prática ainda é bastante raro na aviação de segurança pública brasileira.

Este é mais um singelo exemplo do vanguardismo do Estado da Bahia, materializado através da contribuição técnica, eficiente e comprometida de seus servidores.

RESUMO

Esta pesquisa analisa prováveis fontes para captação de recursos externos, internacional e nacional, necessárias às ações de segurança pública. Como caso de estudo, foi analisado a execução do convênio 483/2008 entre a Secretaria de Segurança Pública e a SENASP, para aquisição de um helicóptero para ampliação da frota do Grupamento Aéreo da PM/BA (GRAER) com recursos do PRONASCI. Ao final é apresentada sugestão de sistema de monitoramento e avaliação das ações do GRAER, de modo a perceber o retorno à sociedade do investimento realizado em aereopoliciamento.

Palavras-chave: segurança pública; aeropoliciamento; gestão; qualidade; gasto público; recursos externos.


Contato: anibal.bentes@governadoria.ba.gov.br.


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BOA/MG realiza treinamento conjunto com a Polícia Civil e SAMU

O Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais realizou no dia 26 de junho treinamento de embarque e desembarque de tripulantes, no pairado, e a utilização do guincho elétrico, no Parque da Serra do Rola Moça e na Lagoa de Várzea das Flores, na região metropolitana de Belo Horizonte – MG.

Participaram além dos Bombeiros Militares do BOA, Policiais Civis da CAA – Coordenação de Apoio Aéreo da Polícia Civil e Médicos e Enfermeiros do SAMU – Serviço de Atendimento Médico de Urgência de Belo Horizonte.

Esse tipo de treinamento é sistematicamente realizado pelo BOA, o que certamente mitiga o acontecimento de algum evento inesperado, quando em missões de socorro.

GRAER/PR apóia ações de Segurança Pública em Alagoas.

Decolou no dia 26 de junho, por volta das 15h00min, a aeronave Falcão 04 do GRAER/PR, com equipe completa, a fim de prestar apoio nas ações de Segurança Pública que se desenvolverão a partir do Município de Maceió, Estado de Alagoas.

Essa disponibilização de recursos humanos e equipamentos ocorreu mediante solicitação de apoio oriunda do Ministério da Justiça e autorizada pelo Governo do Estado do Paraná.

Trata-se de uma operação que visa o combate aos altos índices de criminalidade identificados no Estado de Alagoas e que contará com a participação de Unidades policiais de diversos Estados brasileiros. A equipe paranaense, operando uma aeronave EUROCOPTER EC130 B4, designada no Grupamento como Falcão 04, estará munida dos equipamentos disponíveis para os mais diversos tipos de missões, desde ações policiais até voos de resgate aeromédico.

Composto por profissionais altamente treinados, o efetivo do GRAER contará com dois pilotos, dois tripulantes operacionais multimissão e um policial para apoio solo.

O GRAER, desde sua criação no ano de 2010, atua pautado na melhor prestação de serviços possível à comunidade, dentro do que demanda a Segurança Pública, sem descuidar do rigor necessário voltado à segurança de voo. Por conta disso, já atuou com êxito em missões fora do Estado do Paraná, como nas enchentes em Santa Catarina (2009) e os trágicos desmoronamentos de terras que atingiram a Região Serrana do Rio de Janeiro (2010).

Em âmbito Estadual, as aeronaves do Grupamento já voaram mais de 1.400 horas resgatando pessoas acidentadas, transportando pacientes graves para hospitais, prestando apoio aéreo em missões policiais militares e civis e transportando efetivos para outras cidades. Com isso, fica claro que a aviação de Segurança Pública no Paraná está sólida e evoluindo de maneira constante.

Fonte: GRAer/PR.

Fotos: Chuniti Kawamura, Agência de Notícias do Paraná/ANPr.

I Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública

A Universidade Federal de Santa Catarina e a Polícia Militar de Santa Catarina, através do Grupo de Estudos em Segurança Pública, certificado pelo CNPq, estão promovendo o I Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública, realizado no Auditório do Sistema FIESC, de 27 a 29 de junho de 2012, na Cidade de Florianópolis-SC.

No intuito de compor este espaço, promovendo o “re-pensar” de ações, a troca de experiências e direcionar o olhar num caráter sistêmico, o I Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública almeja a convergência dos saberes a caminho da excelência na atuação à área.

Evento que, concretizando um dos objetivos do Grupo de Estudos em Segurança Pública da Polícia Militar de Santa Catarina, concebe a ideia de integrar o meio acadêmico científico às necessidades institucionais, buscando a interface de áreas afins em nível nacional e internacional.

Os temas em discussão como, “o papel da segurança pública”, “ciência, tecnologia e inovação para a Defesa e Segurança: o caso da Colômbia”, “tecnologia e inovação em desastres”, “a luta contra o crime organizado por meio de novas técnicas de investigação”, dentre outros, ilustram e contemplam as intenções propostas inicialmente na configuração deste relevante Seminário e, objetiva promover uma rede integrada de experiências e intercâmbio entre nações que partilham da mesma preocupação, garantir a integridade e a Segurança a toda população.

Estarão presentes palestrantes de países como Portugal, Itália, Panamá, Colombia. Aos participantes será fornecido CERTIFICADO de 20 h/a pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).


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Ex-chefe do Cenipa defende que FAB pare de investigar acidentes civis

O brigadeiro Jorge Kersul Filho, que até 2010 chefiava todas as investigações de acidentes aéreos no Brasil, contou pela primeira vez, em detalhes, o que viu e o que levou em conta durante as tragédias da Gol, da TAM e da Air France que, em um curto período – de 2006 a 2009 – causaram juntas 558 mortes.

Em sua primeira entrevista desde que deixou o comando do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), em abril de 2010, Kersul defendeu, em entrevista exclusiva ao G1, que seja criada uma nova agência para apurar as tragédias aéreas. Desta vez, fora das mãos dos militares.

“A investigação de acidentes da aviação civil deve sair da Força Aérea Brasileira. Esse é um encargo que ninguém quer, não traz benefício algum, não traz nenhum ibope, não há por que ficar com a FAB. Vamos continuar fazendo bem e de forma independente enquanto estiver conosco a obrigação, doa a quem doer. A FAB deveria cuidar da própria FAB, para que sejamos realmente um país que imponha respeito”, afirmou Kersul, na entrevista concedida em sua casa, em Brasília.

Pela proposta, seria criada uma agência destinada à prevenção e à investigação de acidentes da aviação comercial civil empregando ex-militares que já atuaram no Cenipa e que poderiam, no início, treinar pessoal qualificado para continuar o trabalho. “Eu não acho que os militares devam continuar com essa responsabilidade. Quando eu estava no Cenipa, fizemos uma proposta para criar esse órgão e a tarefa sair do comando da FAB. A ideia foi para o Ministério da Defesa e deve estar lá”, diz o oficial.

Para ele, a diferença hierárquica atrapalha o relacionamento entre os órgãos que atuam hoje no sistema aéreo e é o principal motivo que explicaria a investigação de tragédias da aviação civil deixar de ser atribuição do Cenipa.

“Até a década passada, tudo relacionado à aviação no país estava com o Ministério da Aeronáutica. O Estado brasileiro tirou da gaveta uma agência para a aviação civil, a Anac. A Infraero (empresa que administra os aeroportos) também saiu debaixo da Aeronáutica. Foi criada a Secretaria de Aviação, com status de ministério, enquanto que o Cenipa é um órgão dentro do Comando da FAB que está subordinado ao Ministério da Defesa. Há uma diferença de estrutura que gera um conflito”, aponta.

Histórias

Kersul passou para a reserva em abril, a seu pedido. Deixou a Aeronáutica levando na memória as dificuldades enfrentadas para a retirada da mata dos corpos das 154 vítimas de um Boeing da Gol, que caiu em Mato Grosso em 2006, as buscas pelas caixas-pretas de um Airbus da TAM, que explodiu ao sair da pista em Congonhas (SP), deixando 176 mortos em 2007, e a tarefa de localizar outro Airbus, agora da Air France, que desapareceu no mar em 2009, com 228 pessoas a bordo.

“Receber a notícia de que houve um acidente de grandes proporções é realmente uma sensação muito desagradável, o pior pesadelo de quem trabalha no Cenipa. Você tem que manter a calma, respirar fundo e raciocinar rápido, fazer o que deve ser feito”, diz ele.

O oficial conta que “é perseguido” por familiares de vítimas do voo Gol 1907, que o acusam do suposto sumiço de pertences na floresta e de ter entregue partes do Legacy para a empresa após perícia. Ele diz que cumpriu a legislação e a devolução ocorreu só três anos após a colisão, porque ninguém queria os equipamentos. “Os dados foram preservados”, afirma o brigadeiro.

“Quando ocorre um acidente, quem vai ser punido e criticado é o responsável pelo órgão investigador e o responsável pelo resgate, que passou 50 dias na mata procurando todos os corpos? E eu me pergunto: valeu? No fim das contas, eu ainda diria que valeu à pena (o trabalho)”.

Kersul diz que a decisão de deixar a Aeronáutica ocorreu após uma avaliação da carreira, levando em conta a família e o que já havia feito como militar.

“Fiz um levantamento da minha vida e decidi que deveria procurar outros rumos. Levantei fatores que poderiam contribuir para que eu continuasse ou não (na FAB), como idade, perspectiva de vida, vontades, a aviação, que eu sempre gostei. Completei 40 anos de casa, vejo isso com naturalidade. Não briguei com ninguém e não estou saindo da FAB, apenas deixando o serviço ativo”, explica.

Acusações na tragédia da Gol

Dos três acidentes, o da Gol é o que mais lhe marcou, principalmente porque um familiar acusou a Aeronáutica do sumiço do celular de uma vítima. Segundo Kersul, o parente afirmou a ele que o aparelho chegou às mãos de uma pessoa que conserta celulares, no Rio de Janeiro, dois dias após a tragédia. Pela versão do familiar, o celular teria sido desviado por um militar da Aeronáutica.

“Comandei as buscas pelos corpos na mata até que o último fosse encontrado: o senhor Marcelo Paixão, que estava na poltrona 17C. Já tínhamos retirados todos e só faltava ele. Insistia com o IML que ele devia estar lá, mas ainda não havia sido identificado. Mesmo tendo sido assessorado de que não era obrigação nossa, por ordem minha, até que achássemos o último corpo, passaríamos a recolher objetos que encontrássemos na nossa frente. Mas essa não era nossa obrigação”, relembra.

Dos cerca de 7 mil kg que estavam a bordo, foram retirados da mata 1.650 kg. “A FAB foi lá resgatar corpos. Carga é responsabilidade do operador. Infelizmente, uma parte dos familiares nos cobra isso e não se lembra de que fizemos algo em favor deles. Quem conhece a Amazônia sabe as dificuldades. É difícil você passar o que passou e ver o trabalho jogado no lixo”, diz.

Durante a CPI do Apagão Aéreo, em 2007, Kersul chorou ao ser acusado de ter desviado pertences das vítimas. Diz ter pedido à inteligência da FAB para investigar o caso, mas que, como os parentes não passaram informações, a apuração não pôde ser levada adiante.

“Como você pode fazer uma investigação se não tem nenhuma coisa palpável para começar. Hoje eu sou cobrado por não ter aberto nenhum processo administrativo. Ficamos de mãos atadas (na época)”.

Para o brigadeiro, nenhum militar “foi para lá roubar ou pilhar os corpos”. “Defenderei sempre que nenhum de nós teve participação nisso. Ninguém saiu da mata até 10 dias após a queda. É impossível esse celular estar no Rio dois dias depois. Esse celular é um mistério para mim. Será que esse celular embarcou neste avião?”, questiona.

Fatos sem explicação

Na CPI, outro parente perguntou a ele por que faltava um cartão de crédito na carteira de uma vítima. “Eu não soube explicar isso a ela, da mesma forma que eu não consigo explicar como, em uma árvore de 40 metros de altura, tinha só uma calça pendurada com um celular funcionando dentro. Eu também não consigo explicar como dois aviões conseguem se encontrar a 11 mil metros numa aerovia com pouco movimento”, desabafa.

“Se tivéssemos que imaginar uma colisão em voo, nunca seria em cima da Amazônia, em uma a aerovia de tráfego normal, com dois aviões novos, com poucas horas de voo, e muito próximas da perfeição em termos de construção”, acrescenta.

Então, quem errou? A culpa é dos pilotos do Legacy, que desligaram o transponder (localizador) e não evitaram a colisão? “Não existe um ator responsável, nem quem e nem o que errou. Na investigação, trabalhamos com fatores contribuintes. Há uma sequência de eventos que levam ao acidente porque não houve nenhuma barreira forte o suficiente para impedir que esse ela seja interrompida”, diz.

Para Kersul, a tripulação do Legacy não colocou propositadamente o transponder em “stand-by” (posição de aguardo). “Em algum momento o transponder foi para essa posição, colocado propositalmente ou involuntariamente e voltou a operar normalmente imediatamente logo depois da colisão”. Ele lembra uma frase da própria tripulação do Legacy ao religar o transponder logo após a choque com o Boeing da Gol: “É exigir demais do transponder que ele funcione se está em posição de espera”.

O brigadeiro afirma que os americanos poderiam ver na tela, em mais de um lugar, que o transponder estava desligado. “E isso não foi observado por eles”.

O oficial também pontua uma falha no controle de tráfego aéreo, que “deixou de observar no radar que havia deixado de receber a informação do transponder” e que poderia ter acionado os pilotos para verificar se havia alguma falha no instrumento.

Colisão em Congonhas

O brigadeiro recorda que o Cenipa previu que um acidente poderia ocorrer em Congonhas meses antes da tragédia do TAM JJ 3054.

Após receber vários relatos de aeronaves que quase saíram da pista, ele convocou uma reunião com empresas aéreas e órgãos envolvidos na operação do aeroporto, em Brasília, na semana entre o Natal e o Ano Novo de 2006, após o acidente da Gol.

“Alertamos na reunião que um tínhamos um cenário de que um acidente iria ocorrer em Congonhas e restringimos as operações”, lembra.

A pista passou por reformas, foi liberada, mas continuava escorregadia, com formação de poças de água e risco de derrapagem, conforme relatos de informe de risco realizados por pilotos na época.

“Quando ocorreu o acidente, fomos duplamente frustrados. Acreditávamos que tínhamos conseguido evitar um acidente que tivesse envolvimento da pista, mas mesmo assim o acidente ocorreu após a reforma, sem interferência direta da pista”, diz. “Imagina como isso foi triste para todos nós”.

Segundo Kersul, apesar de um dos manetes ter sido mantido na posição de aceleração durante o pouso (como ficou registrado nas caixas-pretas), a pista pode ter contribuído como fator psicológico e também para “o agravamento” do caso.

“Congonhas é um verdadeiro porta-aviões dentro da cidade. Outros acidentes do mesmo tipo não tiveram um final tão trágico porque a aeronave parou na lama ou em um campo. Mas em todas as simulações feitas, se fossem mantidos todos os fatores, aquela aeronave iria sair da pista em qualquer aeroporto”.

Julgamentos

Kersul lembra que, quando o Airbus da Air France desapareceu no Oceano Atlântico, a Aeronáutica iniciou os trabalhos de busca e localização até que o acidente, que deixou 228 mortos em 1º de junho de 2009, fosse confirmado. Apesar de críticas dos familiares de que a atuação brasileira foi coadjuvante no caso, ele afirma que o Brasil cumpriu a legislação internacional que determina que, se a aeronave se acidentou em águas internacionais, “a responsabilidade de investigar o caso cabe ao operador, ao fabricante e ao país da bandeira da aeronave. Nesse caso, todos indicavam a França”.

“O Brasil não teve o papel de coadjuvante ou de ator principal, mas teve a participação que lhe cabia, iniciando as apurações no Recife, coletando as informações iniciais para a França. Estamos fazendo o que é nossa parte pela legislação internacional. O responsável por fazer essa investigação é o estado francês”, afirma.

Após todas as tragédias que acompanhou, ele defende que seja regulamentada uma lei nacional para que as informações obtidas pela apuração não sejam usadas nos tribunais com fins criminais ou de responsabilização civil, como a busca por indenizações. Nesta quarta-feira (27), um evento com familiares de vítimas de acidentes aéreos, investigadores do Cenipa, juízes e Ministério Público debaterá em São Paulo um projeto de lei que trata da questão.

“A investigação do Cenipa é para prevenção. Não concordamos que nossos relatórios sejam usados para fins jurídicos. É um problema difícil, que as pessoas não entendem, mas o prejuízo é enorme, pois os envolvidos deixam de colaborar com medo de que, o que nos falam, seja usado contra eles”, diz.

“Ninguém quer que o relatório do Cenipa seja secreto. Só pedimos que ele não seja usado em julgamentos. Nossa investigação é imparcial com o único objetivo de evitar mais acidentes. A investigação da polícia é que tem que achar responsabilidades e culpados e deve ser usada nos tribunais, e não a nossa”, rebate.


Veja abaixo trechos da entrevista em que Kersul relembra o que viveu nos acidentes de Gol, TAM e Air France:

Fonte: por Tahiane Stochero Do G1, em Brasília.


GRAER/GO inaugura Hangar e forma 1º Turma CTAS

Doze integrantes do Graer agora são especialista em transporte e apoio no solo a aeronaves. A formatura do Curso de Transporte e Apoio Solo / Nível Praças/ 1º Turma de 2012 foi realizada nesta quinta-feira (21), na sede da unidade.

Aproveitando o momento, Major Ricardo Mendes, comandante do Graer, inaugurou o novo hangar da unidade que recebeu o nome de Hangar Capitão Mauro Malta de Souza, falecido em 1997, enquanto realizava um salto do helicóptero durante um Curso de Operações Especiais.

O curso foi ministrado nas dependências do Grupo de Radiopatrulha aérea, sob a coordenação do Capitão Ribeiro e teve a duração de quatro semanas. O objetivo do curso foi capacitar os policiais militares em ações imprescindíveis a operação do helicóptero, como operação e condução de abastecimento, combate a incêndio a aeronaves, sinalização aeronáutica e construção de zona de pouso para helicópteros.

Durante a solenidade, o Secretário de Segurança Pública e Justiça do Estado de Goiás, João Furtado, entregou as chaves de duas viaturas e um trator para o Coronel Jurair Alves de Sousa, Chefe do Estado Maior da Polícia Militar e Tenente Coronel Urzêda, comandante do Comando de Missões Especiais (CME).

Foram entregues dois caminhões VW-13.180, com capacidade para oito mil litros de querosene cada um que proporcionará uma autonomia de mais de 100 horas de vôo para o helicóptero acabando com a necessidade de retorno ao aeroporto Santa Genoveva para o reabastecimento. O trator Agrale 4.100 realizará o reboque das aeronaves do hangar do Graer até o heliporto, reduzindo a necessidade de efetivo para essa operação e contribuindo para a segurança de vôo.

Confira os vídeos do GRAER/GO:

Fonte: PMGO.

Oficial do Ciopaer/MT é promovido

O 1º TEN BM PEDRO PAULO BORGES AMARAL, piloto de helicóptero do CIOPAer/MT será promovido ao posto de Capitão Bombeiro Militar, a contar de 02 de julho de 2.012, por força de Decreto do Chefe do Executivo Estadual nº 1.198, de 20.06.2012, tornado publico no Diário Oficial nº 25827.

O desenvolvimento profissional é meta prioritária da Coordenadoria, pois entende que o ser humano é o bem mais valioso que dispõe.

Assim, é com grata satisfação que vê o brilhante e jovem caudilho, sendo reconhecido pelo Chefe do Poder Executivo Estadual e sendo promovido ao posto imediato.

Que o nobre Oficial alce vôos cada vez mais altos e supere os novos desafios e responsabilidades que o novo posto o impõe.

O quadro de pessoal do centro integrado é composto por Policiais Militares, Bombeiros Militares e Policiais Civis.

Fonte: CIOPAer/MT

Falcão 02 da PMGO novamente em ação

No dia 20/06, por volta das 23horas, uma GM S-10 Preta foi roubada por dois indivíduos portando arma de fogo na região metropolitana de Goiânia e no dia 21/06, o serviço de monitoramento via satélite localizou o bem e contatou a Polícia Militar.

O “Falcão 02” foi acionado e após sobrevoo à região do Jardim Vitória, conseguiu localizar o veículo e repassar as coordenadas exatas à equipe terrestre GRAER2190 (sargento Walber, cabo Russel e soldados De Oliveira e Sanches), que adentrou ao recinto, apreendeu o carro (que já estava com as placas trocadas) e o responsável pela guarda do mesmo.

O indivíduo de 29 anos e já com antecedente criminal pelo crime de Tráfico de Drogas foi apresentado à D.R.F.V.A., onde será submetido a reconhecimento da vítima e autuado em flagrante pelos crimes cometidos.

Fonte: PMGO.

VEJA: O Big Brother está no ar

Rio de Janeiro – Nos bastidores das grandes operações policiais no Rio, um helicóptero com uma câmera ultrapotente a bordo é peça-chave para flagrar a bandidagem em ação – até no escuro

A recente caçada a um dos bandidos mais poderosos na hierarquia do crime carioca, Márcio José Sabino Pereira – conhecido como “Matemático” pelo pendor financeiro -, durou quatro minutos e foi certeira. Já passava de 11 da noite quando os capangas do traficante perceberam o cerco ao Logan prata conduzido pelo chefe e iniciaram o tiroteio, de dentro e de fora do carro, em vão.

O marginal acabaria cravejado por duas balas vindas do alto, morrendo na hora. A peça-chave da operação pairava sobre os céus da Zona Oeste do Rio de Janeiro, acoplada a um helicóptero modelo Esquilo e apelidado de Águia 2: na parte de baixo, fica a câmera de 45 quilos e apenas 40 centímetros de largura que permitiu, a 3 000 pés de altitude (cerca de 1 quilômetro), enxergar com boa nitidez, apesar do breu, toda a movimentação de Matemático e seu bando. Até a placa do carro se podia discernir.

Equipamento usado em guerras pelo Exército dos EUA e na Colômbia contra os narcoterroristas

Na verdade, a operação começara seis meses antes. Dispondo desse equipamento, a polícia mapeou horários, hábitos e lugares frequentados e vigiados pela quadrilha, até partir para o ataque, naquele 11 de maio. Nos bastidores de todas as últimas operações de relevo da polícia do Rio, tal câmera estava em ação, discretamente, sendo muitas vezes decisiva para desmantelar o QG dos criminosos quando eles menos se davam conta, no meio da madrugada.

Amplamente usada em guerras pelo Exército americano, na Colômbia dos narcoterroristas das Farc e agora adotada no Rio com o aval do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, essa tecnologia permite a visualização de objetos e corpos no escuro de tão longe que não se ouve um único ruído do helicóptero até que ele se aproxime.

Para se ter uma ideia do que isso significa, no escuro, a 32 quilômetros de distância, o operador da câmera pode distinguir passageiros no convés de um navio. A 3 quilômetros, a imagem do rosto produzida pelo equipamento torna a identificação da pessoa perfeitamente possível.

As cenas são flagradas pelos sensores da câmera, que captam os raios infravermelhos emitidos pelo calor de corpos e objetos e os transformam em imagens tridimensionais. As gradações de cinza em que aparecem as figuras variam conforme a temperatura dos corpos – quanto mais alta, maior a definição. Gente, arma de fogo e motor de carro, por exemplo, sobressaem.

“Voar alto é questão de sobrevivência”

O sistema, conhecido como Forward Looking Infrared (Flir) ou nos corredores da polícia apenas como “termal”, é parecido com o de câmeras do gênero empregadas por outras polícias no Brasil, mas um ponto fundamental o diferencia: na escuridão total, o alcance da Star Safire III, a câmera usada no Rio, é três vezes superior ao das demais e trinta vezes mais potente do que o olho humano.

“Em uma cidade onde helicóptero da polícia já foi até abatido pela bandidagem, voar alto é, antes de tudo, uma questão de sobrevivência”, diz o piloto Adonis Lopes de Oliveira, 49 anos, chefe do Serviço Aeropolicial (Saer) que coordena a equipe treinada para comandar o equipamento. “Lá de cima, é como se a cidade fosse um grande tabuleiro de videogame, em que se pode visualizar e acertar o alvo com mais inteligência e menos risco de erro”, conta.

Com as imagens obtidas pela câmera, o coordernador das operações policiais orienta a tropa em terra. O mesmo conjunto de imagens é transmitido por radiofrequência em tempo real a cinco bases da polícia. É um Big Brother da lei. Três antenas, além da do próprio helicóptero, dão cobertura a toda a cidade.

A polícia já tem 1.200 horas de gravação — já resgatou refém, recuperou armas…

Já são mais de 1 200 horas de gravação, um acervo que inclui de tudo um pouco sobre o submundo do crime carioca – da Cracolândia na Zona Norte à ação dos criminosos nas vielas e becos das favelas. Foi de uma dessas ilhas de transmissão que o secretário de Segurança José Mariano Beltrame assistiu ao passo a passo da ocupação policial na Rocinha, em uma madrugada de novembro passado.

Quatro dias antes, o Águia 2 cruzara os céus da favela rastreando esconderijos de armas em meio ao matagal. Essas foram recuperadas. Foi também graças à câmera que a polícia chegou a um cativeiro. Voando incólume já tarde da noite, o helicóptero acompanhou do alto um parente do sequestrado que levava o dinheiro ao bandido e ficou à espreita, sem emitir ruído, até o marginal aparecer. A partir dali, ele seria seguido, capturado e sua vítima, logo liberada.

Na visita de Barack Obama à cidade, em março de 2011, seus seguranças fizeram um sobrevoo preventivo, mapeando obstáculos e riscos ao longo do trajeto a ser percorrido pelo presidente americano.

Na Rio+20, a megaconferência ambiental que se inicia no próximo dia 13, o Águia 2 terá papel semelhante. Evidentemente, nenhum equipamento, por mais engenhoso que seja, conseguirá dar cabo sozinho das mazelas da segurança pública – inclusive no campo tecnológico, em que resta ainda muito que avançar no Rio -, mas já é uma grande ajuda.

Fonte: Revista VEJA / Reportagem de Leslie Leitão publicada na edição impressa de VEJA

Língua do P…

NÁDIA TEBICHERANE

Para proteger pessoas, passageiros, pacientes…

Perceber, participar, perguntar…

Pesquisar, passar por provas, perseguir perfeição…

Patrulhar praça, parque, portão…

Principal prioridade…

Promover paz para população…

Pousar, partir, por puro prazer pairar…

Parar, pedir preces, perdão…

Profissionalismo, promoção, potencial…

Palavras parecem poucas, pequenas…

Proponho…

Piloto Policial.

Bell 412 é empregado no V Curso de Operações de Controle de Distúrbios da PRF

Durante o quinto Curso de Operações de Controle de Distúrbios que foi realizado em Brasília e preparou policiais rodoviários federais de vários estados do Brasil para atuações em distúrbios civis, apoio à reintegração de posse e desobstrução de rodovias interditadas, além da aeronave Bell 407 PT-YZK, foi empregada também a aeronave Bell 412 PP-PRF.

O Bell 412 é a mais recente aquisição do DPRF, em termos de aeronaves de asas rotativas, permite o transporte de 15 pessoas (contando com a tripulação, dois pilotos e dois operadores). O Bell 412 oferece a possibilidade de, em uma única vez, transportar um grupo de choque ligeiro com todo os seus equipamentos, dando maior agilidade a Polícia Rodoviária Federal no transporte de pessoal com preparo técnico e material para desobstrução de rodovias interditadas e controle de demais distúrbios civis.

A preparação para o exercício prático com o Bell 412 foi precedido de instrução teórica sobre a aeronave, portas utilizadas na operação e regras de segurança a serem seguidas.

A instrução contou com a colaboração de instrutores lotados na Divisão de Operações Aéreas e dos pilotos da aeronave.

Fonte: Aviação PRF

Governo da Paraíba adquire Beechcraft King Air B-200

Já está em território brasileiro o novo avião modelo King Air B-200, de fabricação norte-americana, ano 2010, importado dos Estados Unidos para São Paulo, onde aguarda receber seu prefixo concedido pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e poder voar pelos céus da Paraíba até o Hangar do Estado, no aeroporto Castro Pinto, em João Pessoa/PB.

O B-200 vai substituir o antiquado Cheyenne 3, também importado dos EUA em 1992, pelo então governador Ronaldo Cunha Lima (PSDB), após a aeronave fabricada em 1987 ter sido adquirida numa feira de aviação e haver sobrevivido mediante constantes manutenções técnicas até o terceiro governo de José Maranhão (PMDB), finalizado em 2010.

O Estado também utiliza atualmente – mediante empréstimo feito pelo ministério da Integração Nacional com duração de cinco anos, a custo zero – um avião Xingu 2, fabricado pela Embraer, que serviu muito tempo à Sudene. Ele já está sendo usado nas viagens feitas pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) às cidades localizadas no interior paraibano.

FICHA TÉCNICA DO EQUIPAMENTO

Fabricante: Beechcraft – Modelo: King Air B-200 – Ano: 2010 – Valor: U$ 5.200.000,00 (novo) – Capacidade de transporte: 7 a 9 passageiros – Custo aproximado para revenda a terceiros em 2ª mão: US$ 1,8 milhão (usado e em bom estado de conservação) – Velocidade máxima: 540 km/horas – Altitude máxima de voo: 10.000 metros (30 mil pés) – Pista mínima para decolagem 1.350 metros – Alcance (autonomia de voo): 2.100 km.

AERONAVES ATUAIS QUE SERÃO DESATIVADAS:

 

Fonte: PB Agora

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