Início Blog Página 447

Marabá/PA: Grupo Tático treina com o GRAESP

Pará – O Grupamento Tático Operacional PM de Marabá/PA com o apoio do GRAESP/PA, fizeram um treinamento de apoio-solo e técnicas de procedimentos táticos em helicópteros.

Sob a coordenação do piloto Major BM Marlon, foram realizadas diversas atividades táticas com o GTO, ensinando-os procedimentos que um tripulante operacional executa no seu dia-a-dia.

O Grupamento Aéreo de Segurança Pública se orgulha de possuir em seus quadros, profissionais que atuam em diversas missões pelo Estado afora, e tem prazer em transmitir conhecimentos para seus irmãos de farda.

Equipe GRAESP em Marabá: Major BM Marlon, Agente FN Rachid, Tenente PM Francisco, SubTen. Edimo, Cabo PM Izaias, Soldado BM MATINI e Soldado PM Marcus Vinicius

Fonte: ASCOM/ GRAESP/PA

Aluguel de helicópteros sob suspeita em Alagoas

A segurança no Estado de Alagoas deveria contar com o reforço de um helicóptero, sem custo de aluguel, desde 2008. Um projeto elaborado pelo então secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, foi aprovado pelo Ministério da Justiça, que liberou R$ 6.025.773,60 para a compra.

Mas esse dinheiro nunca foi usado. Nestes mais de três anos, o governo investe no aluguel de aeronaves. A empresa que vendeu voos para Teotonio Vilela Filho (PSDB) na campanha de 2010 é a mesma que hoje aluga os três helicópteros a serviço do governo.

Uma licitação sob suspeita resultou na contratação da Fly-One, que em menos de dois anos já embolsou quase R$ 5 milhões. A empresa foi contratada também para consertar o único helicóptero de propriedade do Estado, que há cinco meses está parado em Aracaju (SE). Enquanto isso, a Fly-One, parceira de Vilela, teve contrato prorrogado até 2013.

O pregão eletrônico para registro de preços para a locação de helicópteros foi realizado no dia 25 de outubro de 2010, entre o primeiro e o segundo turnos da eleição, na qual Teotonio Vilela Filho foi reeleito.

No mês anterior, em setembro, já com atraso de um ano e meio, a licitação publicada em maio de 2010 para a compra do helicóptero com recursos do governo federal foi suspensa, “considerando os procedimentos adotados e atendendo ao interesse público”, conforme justificativa impressa no Diário Oficial.

A partir daí, começam a ser publicados os contratos entre o Estado e a Fly-One, que venceu a licitação concorrendo apenas com uma empresa, a Blue Air, de acordo com a disputa pública por meio de mensagens via internet, cujo teor está disponível no site licitacoes-e.com.br, vinculado ao Banco do Brasil.

O detalhe é que a Blue Air, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), tem como sócia-proprietária Rejane Melo Lima, atual secretária da Fly-One. Além disso, ainda segundo a Anac, em relatório de abril deste ano, a Blue Air está com autorização para operar vencida desde 2006. Considerando este dado, ela teria participado da licitação do governo alagoano sem certificação para voar.

A Gazeta telefonou para a Fly-One, em Aracaju, e pediu para falar com Rejane Melo Lima. Ela atendeu e confirmou ser a secretária da empresa, que tem como proprietário Fernando Carlos da Silva Telles, conhecido como Fernando Tico-Tico. A funcionária também confirmou a sociedade com a Blue Air, mas disse que não é mais sócia da empresa.

“O problema é que a Anac é morosa. Já era para eles terem atualizado os dados no site. Não sou mais sócia da empresa”, respondeu a secretária na entrevista.

Fonte: Gazeta de Alagoas / Reportagem: Carla Serqueira.

Mais um Águia se despede do GRPAe/SP

O site Piloto Policial publica, em homenagem, carta de agradecimento e despedida elaborada pelo Maj PM Sílvio Luiz Frank, piloto do GRPAe/SP. O Maj PM Sílvio ingressou na Polícia Militar do Estado de São Paulo em 1984 e no GRPAe, através de concurso interno, em junho de 1991. É piloto de helicóptero e instrutor de voo e no dia 20/04/2012 realizou seu último voo na Milícia Bandeirante.

O Maj PM Silvio possui graduação (1988) em Curso de Formação de Oficiais pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, Mestrado (2009) em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pelo Centro de Altos Estudos de Segurança (CAES) da Polícia Militar do Estado de São Paulo e desempenhou diversas funções no GRPAe, sendo a última, Comandante da Base de Radiopatrulha Aérea de Bauru. Atuou  em milhares de ocorrências policiais e aeromédicas ao longo de seus 21 anos de Grupamento Aéreo. Nos últimos anos também atuava como docente junto ao Centro Universitário de Bauru da Instituição Toledo de Ensino.

Em agradecimento pelos ensinamentos deixados e por tudo aquilo que ainda irá produzir, reverenciamos esse nobre Comandante e publicamos seu agradecimento aos policiais militares do GRPAe e BRPAe-Bauru:

“Meu último voo pela BRPAe-Bauru e nos Águias da Polícia. Poderia externar meus agradecimentos a todos os integrantes de outra forma, mas gostaria que fosse público, visto por todos, por isso decidi fazê-lo aqui.

Após sete anos no Comando da Base, hoje é meu último dia na função e agradeço a todos pelo apoio, pela amizade, lealdade, ânimo e ensinamentos. Uma das melhores experiências profissionais que tive foi a oportunidade de estar aqui e ter ao meu lado excelentes profissionais que muito têm a mostrar o que é Dever, Dignidade, Honra, Compromisso, Comprometimento e principalmente, Respeito ao próximo.

Não está sendo fácil deixá-los. Está sendo muito difícil, mas vou levar na lembrança os momentos que passamos: as dificuldades, as missões realizadas, vidas salvas, as instruções, os momentos de lazer e a história de cada um. Me refiro a todos: do mais antigo ao mais moderno.

Apesar das dificuldades em executar nosso trabalho, da tensão do voo, da ausência das nossas casas e famílias por períodos irregulares devido ao trabalho em outras cidades, nem assim eu vi o desânimo, mas sim o sorriso estampado no rosto e o prazer de fazer o que gostam, aquilo que nascemos para fazer.

Fiquei impressionado com a disposição, a vontade de cada um em aprender e melhorar profissionalmente, com o orgulho pela farda, com o zelo pela Unidade, pela união, pela preocupação com os companheiros, pela solidariedade e pela persistência.

Aqui, todos fazem tudo, desde as missões diárias de voo, até as funções administrativas e a preservação e cuidado com as instalações. Não imaginam a alegria e orgulho que tive todos os dias que aqui servi, ao chegar pela manhã no portão de entrada e ver um Quartel que mais parece um cartão postal, com tudo perfeito e bem cuidado e por centenas de vezes recebi elogios de colaboradores, policiais de outras unidades e da população em geral, onde destacaram exatamente isso e também pela pronto atendimento desde a recepção até na permanência na Base, onde sempre ficaram acompanhados por um dos integrantes, para auxiliá-los no que fosse preciso.

Os elogios foram para todos vocês, pois tratam o Quartel como suas próprias casas, com carinho e esmero. Obrigado a todos. Obrigado pelo apoio que tive de todos. Obrigado pelos ensinamentos que me deram e me fizeram melhorar como Policial Militar, como Comandante, como piloto e principalmente, como pessoa.

Além de levá-los na lembrança, levo todos em meu coração, pois são minha segunda família e por isso, agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de ter estado aqui com TODOS VOCÊS.

Não vou dizer adeus por dois motivos: primeiro por que não conseguiria e também para não ter que perceber que vou estar longe de GRANDE AMIGOS.

Obrigado e que Deus sempre ilumine o caminho de cada um e de suas famílias, protegendo-os em cada missão, pois são a esperança de muita gente que pode estar em dificuldade, quando, nesse momento, VOCÊS SÃO A AJUDA QUE VEM DO CÉU.”

Sucesso!

Águia 10 localiza avião desaparecido no litoral paulista.‏

São Paulo – Na manhã desta sexta dia 27/04, o helicóptero Águia 10, da Base de Radiopatrulha Aérea da Praia Grande – SP, decolou para apoiar a Força Aérea nas buscas pelo avião de instrução monomotor, modelo Tupi, matrícula PT-NUH, pertencente ao Aeroclube de Itanhaém, que estava desaparecido desde a tarde do dia anterior.

O avião decolou de Sorocaba dia 26/04 com destino a Itanhaém, mas devido às péssimas condições meteorológicas não conseguiu pousar no seu destino. A alternativa era o aeródromo da Base Aérea de Santos, onde as condições também eram muito ruins.

Após às 14:30h a instrutora Vitória Carrer Barata, de 29 anos, e seu aluno Mateus de Souza Fonseca, de 19 anos, não fizeram mais contato com a Rádio Santos e desapareceram na região.

O SALVAERO Curitiba fez contato com a BRPAe Praia Grande solicitando apoio nas buscas, enviando inclusive uma área a ser sobrevoada entre São Vicente e Guarujá.

O Águia 10 fez uma primeira tentativa de sobrevoo às 09:30h, mas ficou limitado em pequenos setores de Guarujá, onde era possível o voo em condições visuais. As 11:00h decolaram novamente e verificaram que a nebulosidade estava parcialmente dispersa na região. Mesmo assim foi possível efetuar a varredura de alguns morros e encostas no litoral do Guarujá, próximo ao Bairro Guaiúba.

Às 11:30h a equipe do Águia 10 localizou o monomotor em meio à vegetação no alto do Morro Monduba, numa área do Forte dos Andradas. Imediatamente fizeram contato com a Base Aérea de Santos, passando as coordenadas geográficas do ponto, para que a aeronave SAR 8910 da Força Aérea, que estava pousada naquela base prosseguisse nos procedimentos.

Assim que receberam a notícia eles decolaram para o local e efetuaram a incursão de dois homens do SAR que fizeram as primeiras abordagens, constatando que não haviam sobreviventes.

O Águia 10 permaneceu nas imediações aguardando novas determinações. Efetuaram contato com o COBOM de Santos que deslocou uma equipe de busca em matas para apoiar a equipe da Força Aérea.

A localização da aeronave se deu graças ao empenho e profissionalismo da equipe do Águia 10; Capitão Adriani, Tenente Borell, Sargento Walter, Sargento André e Cabo Paulo Sérgio.

Essa ocorrência teve grande repercussão nos noticiários da região, que enalteceram a atuação das equipes, infelizmente não houve sobreviventes.

Fotos: Divulgação.

Cia Pol Cães realiza treinamento conjunto com BAPM/SC

Santa Catarina – A Companhia de Policiamento com Cães (Cia Pol Cães) e o Batalhão de Aviação da Polícia Militar (BAPM) realizaram nos dias 18 e 19 deste mês uma instrução de embarque e desembarque com cães em aeronave. A instrução teve como objetivo instruir aos policiais militares da Cia Pol Cães sobre os procedimentos padrões no emprego policial do cão aerotransportado e realizar a adaptação do canino ao treinamento.

Inicialmente a instrução foi ministrada pelos policiais militares do BAPM, com a aeronave em solo e posteriormente realizada a atividade prática com 16 policiais militares da Cia Pol Cães e sete cães, os quais foram transportados na aeronave e feitos os procedimentos de desembarque em baixa altitude. O treinamento ocorreu na sede da Cia Pol Cães, localizada no bairro Barreiros, em São José/SC.

Fonte: PM/SC

GAM/RJ realiza transporte de órgãos

Nesta quarta feira (25 de abril), por volta das 14:00 horas, foi acionado o Avião “Gavião 02” para mais uma missão TROV (Transporte de Órgãos Vitais) em auxílio ao Rio Transplante, onde 05 (cinco) médicos realizavam a retirada dos rins e fígado de um doador na cidade do Sul Fluminense de Resende.

Com a rapidez e eficácia do Avião foi possível o transporte de Resende (SDRS) para o Aeroporto Internacional do Galeão (SBGL) em 40 minutos, aumentando a probabilidade de uma cirurgia com sucesso para os receptores dos órgãos.

Mais uma vez, a PMERJ, através do GAM promove mais uma missão humanitária e de grande valor, dando mais uma oportunidade àqueles que precisam urgentemente de uma nova vida.

Missão cumprida!

Fonte: GAM/RJ

Vestida de macacão de voo, Eliana mostra a rotina do GRPAe/SP

Eliana e equipe do SBT estiveram no Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar de São Paulo para mostrar o dia a dia dos profissionais em seu programa “Eliana”, no SBT. Eliana recebeu um macacão de voo com uma tarjeta com o seu nome e realizou a gravação do programa vestida com o uniforme operacional do GRPAe.

Ela foi recebida pelo Cel PM Marco Antônio Severo Silva, Comandante da Unidade e por sua equipe, que acompanhou toda a rotina de entrevistas e gravações sem interferir na operacionalidade dos Águias.

A gravação aconteceu no dia 12 de abril, e vai ao ar neste domingo, 29/04. Os policiais do Águia estão sempre em uma corrida contra o tempo para salvar vidas e combater o crime. É uma rotina eletrizante e as aeronaves dificilmente ficam no chão. Sempre há uma ocorrência para atender.

Eliana acompanhou tudo desde o início: como eles recebem e acompanham as ocorrências e acionam a aeronave para o resgate aeromédico ou para o apoio policial de helicóptero. Durante seu dia de gravação ela acompanhou o resgate de um policial acidentado.

Essa ocorrência aconteceu na região de Itaquaquecetuba, região metropolitana de São Paulo, onde uma viatura acidentou-se e vitimou dois policiais militares. O Águia 11 foi acionado e socorreu um dos policiais militares ao Hospital da Polícia Militar (HPM). O segundo policial foi levado pela UR do Bombeiro.

No final do programa houve um momento emocionante. A equipe do SBT levou ao GRPAe um casal com seu filhinho Lorenzo. Débora, a mãe, ainda estava grávida quando foi resgata pelo Águia. O Ten Cel Falconi, o Ten Furlan e o Dr Maurício, médico do GRAU, tiveram a oportunidade ímpar de acolher nos braços o pequenino Lorenzo.

A equipe do SBT, para acompanhar o dia a dia do GRPAe, locou uma aeronave de uma empresa de Taxi-Aéreo, pois não é permitido o embarque de equipe de imprensa nas aeronaves da Polícia Militar de São Paulo. Na aeronave foi instalada uma câmera para colher imagens da tripulação.

Confira as fotos:

Veja o teaser da matéria que foi ao ar no domingo (29/04):

Confira a reportagem completa exibida no domingo (29/04):

Fonte: GRPAe/SP.

Fotos: Lourival Ribeiro / SBT e Edna Moreira.

GRAer/PR treina policiais civis do COPE

Paraná – Policiais civis do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) passaram nesta terça-feira (24) por treinamento para combater a criminalidade com apoio de aeronaves do Grupamento Aeropolicial e Resgate Aéreo (Graer). O curso ocorreu na Academia Policial Militar do Guatupê, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Para o delegado titular do Cope, Alexandre Macorin de Lima, os policiais devem ser preparados em todas as áreas para atuar em eventos de grande porte, como a Copa do Mundo em 2014. As técnicas ensinadas são empregadas por forças policiais de todo o mundo, no uso de areonaves, especificamente helicópteros.

Segundo Afonso Ninja, chefe do Setor de Operações e Treinamentos do Cope, o treinamento garante a segurança da população, do policial e de eventuais suspeitos. “A técnica existe para que, se usada corretamente, reflita diretamente na segurança da população”, disse Ninja. Além do treinamento aéreo, os policiais do Cope fizeram cursos de primeiros socorros, prevenção e combate a incêndios, lutas em diversos estilos, tiro e rapel.

INTEGRAÇÃO – O subcomandante do Graer, capitão Valim, explicou que a aeronave pertence à Secretaria da Segurança Pública e é uma ferramenta importante em operações policiais e de salvamento em todo o Estado. O Graer conta hoje 43 integrantes, sendo sete policiais civis, entre eles um delegado e seis investigadores, e 36 policiais militares e bombeiros. Também colaboraram com o treinamento o capitão Fávero, comandante de aeronave do Graer, e o delegado Renato Coelho.

Confira as fotos do treinamento integrado:

Fonte: ANP.

Fotos: SESP.

GRAESP/PA realiza remoção aeromédica de vítima de acidente de trânsito

Pará – Na manhã desta segunda-feira (23/04), o helicóptero Gavião 05 do GRAESP realizou um delicado transporte de vítima de acidente automobilístico. A vítima Manoel Gonçalves Oliveira, de 68 anos foi conduzido de uma clínica de Uruará para o Hospital Regional da Transamazônica em Altamira/PA.

Apesar da gravidade do caso, a Dra. Renata Alves que acompanhou o enfermo avaliou que graças à essa remoção aérea, as chances de sobrevida do acidentado cresceram muito pois no hospital de Altamira – de maior complexidade – os recursos são muito melhores.

Também os familiares que estavam entristecidos se disseram aliviados e mais otimistas pela saúde dele, devido ao pronto-emprego e profissionalismo que testemunharam da tripulação da Segurança Pública do Pará.

Estamos todos torcendo pela plena recuperação do Sr. Manoel!

Fonte: ASCOM/GRAESP-PA

PRF usa helicóptero para resgatar vítima perdida na mata por 40h

A Polícia Rodoviária Federal localizou uma vítima de acidente que estava há mais de 40 horas perdida na mata, em Santa Catarina. No domingo (22), pela manhã, a família de Berenice Beltrame, 35 anos, foi ao posto da PRF, em Rancho Queimado, na BR 282, pedir auxílio na busca pela moça. Ela havia saído de carro no sábado e não retornara.

Berenice, irmã da atleta de remo Fabiana Beltrame, é dentista e fotógrafa e teria ido à Serra da Boa Vista para tirar fotos do por do sol. Ela se acidentou no final da tarde de sábado. A família avisou à PRF, após receber um telefonema de Berenice pedindo ajuda, mas sem saber dizer onde estava. Também não podia sair do carro, porque estava presa nas ferragens.

Os policiais iniciaram as buscas logo que receberam a informação, mas não localizaram o carro. Na segunda-feira pela manhã, durante as buscas, agentes da Divisão de Operações Aéreas da PRF, à bordo de um helicóptero, conseguiram localizar o automóvel de Berenice, entre as árvores, no desfiladeiro da Serra da Boa Vista.

O local onde o veículo caiu, além de ser de difícil acesso, não é visível a partir da rodovia. O resgate só foi possível com a utilização da técnica de rapel e da maca de ribanceira. O operador socorrista da PRF desceu ao local, a aproximadamente 70 metros de altura, quebrou o vidro lateral, cortou o cinto de segurança e retirou a vítima do carro. Ela estava com muita sede, várias escoriações, mas sem nenhuma fratura aparente.

Por volta das 12h30, Beltrame chegou de helicóptero ao Hospital Regional de São José. Participaram da operação de resgate, além da PRF, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar.

Confira a reportagem do Jornal Nacional:

Fonte: NUCOM/SC, via Aviação PRF.

Batalhão de Aviação da BM/RS tem novo Comandante de Aeronave

Na tarde do dia 25/04/2012 o Conselho de Voo do Batalhão de Aviação da BM (BAV/BM) reuniu-se com o propósito de deliberar sobre a assunção de Comando de Aeronave do Maj Paulo Eduardo Dutra dos Santos.

Ao final da reunião o Comandante do BAV/BM, Ten Cel Selistre, após assessoramento do Conselho, declarou o Maj Eduardo  como o mais novo Comandante de Asa Rotativa do BAV/BM.

O Maj Eduardo passou por rígido treinamento visando a assunção do comando de aeronave, no qual foram postas a prova suas habilidades de controle da aeronave nas mais diversas situações, inclusive nas ocorrências de emergências simuladas.

Fonte: BAV/BM

Corpo de Bombeiros de Rondônia realiza missão de Transporte Aeromédico

O Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, através do GOA – Grupo de Operações Aéreas realizou neste fim de semana sábado e domingo, duas importantes missões, o transporte do bebê Gustavo rescem nascido em Cacoal, com problemas respiratórios e do Senhor Aparecido, em tratamento na cidade de Barretos – SP.

O Bebê Gustavo – Com apenas 20 dias, nasceu com complicações respiratórias, à equipe médica realizou uma traqueostomia e precisava deslocar o mesmo para tratamento em UTI neonatal na cidade de Porto Velho.

Por estrada em ambulância, o tempo atual gasto é de 08 a 09 horas devido à péssima conservação das estradas. Com o avião BE 58 (Baron) do Corpo de Bombeiros, o transporte foi realizado em apenas 01h30min.

O Senhor Aparecido – Com 62 anos, estava internado na cidade de Barretos – SP com diagnóstico oncológico da coluna vertebral. Após vários meses de tratamento foi diagnosticado estado terminal e recebeu alta para continuar o tratamento ambulatorial no estado de origem, devendo ser removido com oxigênoterapia continua.

Sendo usado o avião BE 58 (Baron) do Corpo de Bombeiros para o transporte do mesmo de (Barretos-SP) a (Vilhena – RO), direto ao hospital Regional, junto a sua família. Os dois transportes foram um sucesso, os pacientes chegaram bem aos seus destinos.

É por este motivo que o Corpo de Bombeiros tem se empenhado em buscar cada vez mais o desenvolvimento para a corporação. Podendo assim atender bem a toda população Rondoniense, proporcionando qualidade, promovendo alegria às famílias, melhor tempo resposta, bem como gerando economia ao Estado.

Fonte: CBM/RO.

Veja voo do helicóptero da Polícia Civil até a prisão de traficantes na Maré

Rio de Janeiro – O R7 teve acesso aos bastidores da operação da Polícia Civil que prendeu três suspeitos de tráfico de drogas e apreendeu um adolescente no Complexo da Maré, zona norte do Rio, na manhã desta quarta-feira (25).

Rio de Janeiro - SAER/PCUm vídeo cedido pela polícia mostra o momento em que os agentes desceram de helicóptero na laje de uma casa e prenderam dois supostos traficantes.

Um deles também é suspeito de assassinar um policial civil. A operação contou com um efetivo de 90 homens de várias delegacias da capital, Baixada Fluminense e especializadas.

Foram realizadas incursões na comunidade do Pica-Pau, no Jacarezinho, e nas Favelas da Nova Holanda e Parque União, no complexo da Maré. Na ação, um fuzil AK 47 foi apreendido. Também foram encontrados objetos roubados de imóveis da zona sul do Rio.

Confira o vídeo:

Fonte: R7.

GRAER/PR apoia Operação Norte Seguro

Paraná – Nas últimas semanas, os moradores de Apucarana, Arapongas e Ivaiporã vivenciaram cenas que até então eram vistas apenas nas novelas da TV. A Operação Norte Seguro, realizada pela Polícia Militar, apreendeu armas, drogas e levou vários criminosos para a cadeia.

O diferencial desta operação foi o uso de um helicóptero do Grupamento Aéreo. Enquanto os policiais seguiam nas viaturas em terra, a aeronave mandava as orientações pelo ar.

Este helicóptero vai estar presente nas ações da polícia e nos resgates de vítimas à partir do segundo semestre deste ano e a aeronave ficará baseada em Londrina.

Para conhecer o famoso helicóptero que anda sobrevoando os céus da região, fomos até Arapongas, acompanhar de perto a Operação Norte Seguro na cidade. O sol ainda está nascendo.

Os policiais se preparam para cumprir a missão. De repente, surge o helicóptero, ele manobra no céu e pousa dentro do batalhão.

O Major BM Pucci mostra ao TN Online os detalhes técnicos e operacionais da aeronave:

Fonte: TN Online.com.br

Helicóptero do GRAER/BA auxiliou o esquema da Micareta 2012

Bahia – O esquema de segurança para a Micareta 2012, encerrada na madrugada desta segunda-feira (23), ganhou um importante reforço. O Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia (GRAER) atuou durante todos os dias da festa, utilizando um helicóptero, Guardião 05, que percorria todo o percurso.

A estratégia auxiliou na segurança dos foliões que acompanhavam a musa do axé music, Ivete Sangalo, na noite deste domingo (22). “Através deste suporte podemos ter uma ampla noção da concentração de pessoas e do que acontece em todo o circuito. É um recurso fundamental em uma festa como essa”, acredita o sub-comandante da PM na Bahia, Carlos Eleutério.

O comandante do “Guardião 05”, capitão Alexandre Augusto de Andrade, revelou que o índice de ocorrências flagrados pelo helicóptero esteve dentro da normalidade. “A gente atuou durante todos os dias e felizmente constatamos uma festa marcada pela tranquilidade, sem graves ocorrências, e apenas incidentes comuns”, avaliou.

O Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia contou com uma equipe de seis homens, sendo cinco na aeronave e um atuando no circuito Maneca Ferreira.

O Graer conta atualmente com três helicópteros e dois aviões. Um terceiro avião está sendo adquirido pelo Governo do Estado para transporte de tropa com capacidade para 12 pessoas. Ao todo o efetivo do grupamento é composto por 76 policiais militares.

Fonte: Correio Feirense e Acorda Cidade.

Carro roubado é localizado por helicóptero do GRAER/PR

Paraná – Durante patrulhamento na tarde do último domingo (22/04/2012), no Bairro Boqueirão, em Curitiba, na localidade conhecida como “Favela do Pantanal”, foi localizado pela equipe do GRAER o veículo VW GOL, de cor cinza, placas AJO 4123, o qual foi roubado no Bairro do Xaxim. O citado veículo, após roubado, foi utilizado em vários crimes pela região e estava sendo procurado por toda polícia na Capital.

O veículo foi localizado durante patrulhamento aéreo realizado com o helicóptero Falcão 04 (EUROCOPTER EC130 B4), que estava sob o comando do Capitão Fávero.

O carro estava na Rua João Miqueletto, sem as rodas e sem os bancos. Após a confirmação da placa pelos tripulantes operacionais multimissão que compunham a equipe, foi acionada viatura do 20º Batalhão de Polícia Militar, que é a Unidade responsável pela área.

Com apoio de um guincho do Batalhão de Polícia de Trânsito, o veículo recuperado foi encaminhado à Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos.

Confira o vídeo do GRAER/PR:

Fonte: GRAER/PR.

Video:  Sérgio Ranalli, Folha de Londrina.

CIV Digital e a Aviação de Segurança Pública

Desde a criação da CIV Digital muitos questionamentos surgiram acerca do preenchimento dela, inclusive para as Organizações de Aviação de Segurança Pública (OASP). Em decorrência desse conflito de entendimento, a ANAC, através da GPEL (Gerência de Licenças de Pessoal ), esclareceu essa dúvida.

Fundamento

A IAC 3203 prevê como deve ser o preenchimento da CIV e em seu capítulo 6, item 6.2, nota 2, diz o seguinte:

As horas voadas pelos pilotos das Polícias Federal, Civil e Militar dos Estados, e do Distrito Federal, voando em aeronaves utilizadas nas operações policiais, bem como das organizações de defesa civil, Secretarias Estaduais, e do Corpo de Bombeiros estadual e do Distrito Federal, em operações policiais e de defesa civil, serão tratadas conforme a IAC 3252.

Por sua vez, a IAC 3252 fala da não necessidade do preenchimento de CIV por parte dos operadores por ela regidos, que é o caso das Organizações de Aviação de Segurança pública (OASP).

A nova IS No. 61-001 trata da CIV eletrônica e em seu item 5.3 e seus subitens 5.3.1, 5.3.2, 5.3.3, 5.3.4, 5.3.5. fala da forma como as organizações regidas pela AIC 3252 devem proceder a CIV eletrônica e define a organização como responsável pela inclusão dos dados de seus tripulantes, que deverá, através de acesso próprio ao SACI, incluir os vôos realizados por todos os seus empregados.

Nesse caso, o sistema disponibilizado pela ANAC (SACI) não prevê essa possibilidade para as OASP, assim, segundo a ANAC, as OASP devem manter esse controle e devem estar preparadas para fiscalização, conforme parágrafo 5.1.5 da IS. Assim, basta que as OASP, quando do envio da documentação de seus aeronavegantes, envie declaração da experiência recente (vôos realizados nos últimos 120 dias) ou as que foram realizadas durante a instrução.

Importante lembrar que é prudente o preenchimento da CIV individualmente, pois o sistema ainda não prevê essa possibilidade às OASP. Para o envio da documentação dos seus tripulantes basta uma declaração em papel da organização, conforme parágrafo 5.3.3 da IS No 61.001.

Muitas OASP já realizam esse procedimento, como GRPAe/SP, GRAER/BA e outras.

Orientação GPEL – ANAC

Segue a orientação apresentada pela ANAC, através da GPEL (Gerência de Licenças de Pessoal):

“O sistema de lançamento de horas para empresas está disponível hoje apenas para empresas de táxi-aéreo e linha aérea. Outros operadores enquadrados na IAC 3252 podem continuar emitindo declarações em papel e mandando anexada em cada processo de licença. Via sistema, assim que for possível, o cadastro para lançamento entraremos em contato.

De qualquer modo se quiserem usar o sistema digital pode ser feito a partir de cada piloto, não da instituição, através da CIV digital.

Insisto que esta é uma incapacidade do sistema e que as declarações em papel conforme 3252 digitalizadas são aceitas.”


NOTA IMPORTANTE: Quanto ao lançamento de horas para piloto em comando, instrutor, instruendo e copiloto, aguardamos resposta oficial da GPEL/ANAC, pois a maioria das aeronaves das OASP são single pilot e, por isso, não existiria a função do copiloto, assim o 2P não contaria hora de voo, exceto se estivesse em instrução e com um instrutor ao lado.

Segundo a ANAC não se pode registrar horas como copiloto (duplo comando) para aeronaves homologadas para um só piloto (tais como helicópteros mono, BH06, H350), onde somente o piloto em comando pode contar essas horas para fins de registro. Caso tenha sido um vôo de instrução, o aluno deve registrar como “piloto em instrução” e o instrutor como “instrutor”. Não é possível fazer o lançamento de “duplo comando”.


Fonte: Piloto Policial, por Eduardo Alexandre Beni.

 

Policia Militar da Bahia reabre inscrição para processo seletivo do GRAER

A Polícia Militar da Bahia republicou o Edital de seleção de candidatos para formação de Cadastro Reserva para a capacitação na área da Aviação Policial e de Defesa Civil e ingresso no Grupamento Aéreo da PMBA (GRAER). O primeiro Edital havia sido publicado no final de 2011. Para informações mais detalhadas a Polícia Militar da Bahia, através de seu Departamento de Ensino, disponibilizou um site bastante completo sobre o concurso – confira.

O Edital prevê 132 vagas, distribuídas em quatro funções, para constar em cadastro de reserva: “Os integrantes do Cadastro Reserva poderão ser convocados para realização de curso, observada a função escolhida, conforme a necessidade estratégica da PMBA”, diz o edital.

O Concurso está dividido em sete etapas:

1. Exame Intelectual (EI);

2. Apresentação da Documentação de Inscrição (ADI);

3. Exame Médico (EM);

4. Teste de Condicionamento Físico Geral (TCFG);

5. Teste de Habilidades Específicas (THE);

6. Avaliação Psicológica (AP); e

7. Exame de Títulos (ET).

Funções e atribuições

As funções para as quais serão designados os convocados são as seguintes:

– Piloto Policial de Helicóptero

O Piloto Policial de Helicóptero é membro da tripulação de voo, considerado qualificado para o exercício das prerrogativas de piloto comercial de helicóptero, com licença e certificados expedidos pela ANAC, além de estar ambientado com as operações e os riscos das missões típicas de Estado, alicerçado pela orientação doutrinária da Segurança de Voo.

É um profissional com domínio das manobras, da utilização de equipamentos, das técnicas, da fraseologia e do gerenciamento de cabine, próprios da aviação de segurança pública e/ou defesa civil.

Vagas: 22 masculino e 03 feminino.

– Piloto Policial de Avião

O Piloto Policial de Avião é membro da tripulação de voo, qualificado para o exercício das prerrogativas de piloto comercial de avião, com licença e certificados expedidos pela ANAC, além de estar ambientado com as operações e riscos das missões típicas de Estado, alicerçado pela orientação doutrinária da Segurança de Voo.

É um profissional com domínio das manobras, da utilização de equipamentos, das técnicas, da fraseologia e do gerenciamento de cabine próprios da aviação de segurança pública e/ou defesa civil.

Vagas: 10 masculino e 2 feminino.

– Tripulante Operacional

O Tripulante Operacional é membro da tripulação de voo, qualificado para o exercício das prerrogativas de tripulante operacional, com certificado expedido pela ANAC e formação a cargo de unidade aeropolicial, além de estar ambientado com as operações e riscos das missões típicas de Estado, alicerçado pela orientação doutrinária da Segurança de Voo. É um profissional com domínio da utilização de equipamentos, das técnicas, da fraseologia e do gerenciamento de cabine próprios da aviação de segurança pública e/ou defesa civil.

Este profissional deve estar constantemente preparado para realizar intervenções diretas e conhecer as técnicas do emprego de aeronaves em ambiente terrestre e líquido, em altura, além de suas aplicações em resgate aeromédico e outras típicas de polícia e bombeiros.

Vagas: 35 masculino e 5 feminino.

– Mecânico de Aeronaves

O Mecânico de Aeronaves e Voo é um profissional qualificado para o exercício das prerrogativas de mecânico de manutenção aeronáutica, com licença e certificado expedidos pela ANAC, além de estar ambientado com as operações e riscos das missões típicas de Estado, alicerçado pela orientação doutrinária da Segurança de Voo.

É um profissional ambientado com as aeronaves operadas pela unidade aérea, sendo capaz de realizar manutenção, através de reparos, substituições, testes, ensaios em voo, inspeções e outros procedimentos necessários para que a aeronave tenha o voo garantido e seguro.

Vagas: 13 masculino e 2 feminino.

– Operador TASA

O Operador TASA é membro do apoio de solo qualificado para o exercício das prerrogativas de Operador de Transporte, Apoio e Suprimento Aéreo, com formação em unidade aeropolicial, que agrega os conhecimentos de condução técnica veicular, movimentação de produtos perigosos, conhecimentos aeronáuticos relacionados com a atividade aérea de segurança pública e de defesa civil, bem como sobre Segurança Operacional de Voo.

O Operador TASA é o responsável pela condução dos veículos terrestres da unidade aérea, além do transporte, ensaio de qualidade e abastecimento com combustíveis de aviação; pela sinalização de aeronaves; pelo primeiro combate a incêndio em ambiente aeronáutico; montagem, operação e guarda de Zonas de Pouso de Helicópteros – ZPH, além de conhecer as aeronaves operadas pela unidade aérea, sendo capaz de auxiliar o mecânico de aeronaves nas suas tarefas de pátio, alicerçado pela orientação doutrinária da Segurança de Voo.

Para atendimento de suas missões fora de base, poderá estar embarcado em aeronave, compondo tripulação, a fim de ser conduzido até ponto de interesse operacional.

Vagas: 35 masculino e 5 feminino.

Requisitos

Abaixo, os requisitos básicos para os candidatos:

a) Ser policial ou bombeiro militar com no mínimo 3 (três) anos de efetivo serviço, observada a correlação entre a graduação ou posto e a função do Quadro Técnico pleiteada, conforme tabela abaixo:

b) Possuir carteira nacional de habilitação válida, no mínimo categoria B;

c) Possuir, no mínimo, o ensino médio completo (antigo 2º grau) para os Praças e ensino superior completo (3º grau) para os Oficiais, na data de inscrição;

d) Estar no desempenho de função policial-militar ou de natureza policial militar há, no mínimo, 02 (dois) anos, na data de inscrição;

e) Não estar em gozo das licenças previstas nos incisos II e VI do art. 145 da Lei Estadual n.º 7.990, de 27 de dezembro de 2001 (Estatuto dos Policiais Militares), no momento da inscrição;

f) Não estar com a liberdade cerceada por prisão provisória ou por sentença transitada em julgado, nem estar respondendo a processo administrativo disciplinar, nem encontrar-se afastado do exercício de suas funções em razão de submissão a outro processo ou procedimento administrativo de qualquer natureza.

Exame Intelectual

A prova escrita do concurso terá 50 questões, divididas entre as disciplinas Português (14), Inglês (12), Matemática (12) e Geografia (12), a ser realizada em 8/07/2012 na cidade de Salvador/BA. Serão convocados para a realização das etapas subseqüentes apenas os cem primeiros candidatos habilitados, observada a classificação.

As inscrições para o concurso ocorrerão nos seguintes períodos, através do site da PMBA e da Intranet:

a) Para Piloto Policial de Helicóptero: 19 a 30 de abril de 2012;

b) Para Piloto Policial de Avião: 19 a 30 de abril de 2012;

c) Para Tripulante Operacional: 19 a 30 de abril de 2012;

d) Para Mecânico de Aeronaves: 19 a 30 de abril de 2012;

e) Para Operador TASA: 19 a 30 de abril de 2012.


Clique aqui e veja o Edital completo do concurso


Texto e fotos: Eduardo Alexandre Beni.

GTA/AP auxilia resgate de corpos das vítimas de acidente aeronáutico em Macapá

No dia 20 de abril o GRUPAMENTO TÁTICO AÉREO DO AMAPÁ foi acionado pra localizar um avião que havia caído nas proximidades de Macapá.

Apesar de ter caído próximo a cidade, o local era de difícil acesso, pois se tratava de mata fechada e o tempo com muita chuva impossibilitou qualquer sobrevoo.

Foram montadas duas equipes terrestres do GTA, comandadas pelo Coordenador do Grupamento, del. Celson Pacheco e pelo Cmte. Rubem Junior com os bombeiros militares do Estado, encontrando a aeronave totalmente destruída e dois corpos carbonizados, reconhecidos posteriormente como sendo do Deputado Estadual do Amapá Dalton Martins, piloto do avião e da empresária Rachel Loyola.

“O piloto avisou a torre que a aeronave estava com problemas, sem dizer qual”, explica o superintendente. Segundo plano de voo da aeronave, o avião decolou do aeroporto de Macapá às 5h48 com direção a Santarém, no Pará, O avião Cessna, modelo C206, perdeu contato com a torre de controle do Aeroporto internacional de Macapá quatro minutos depois da decolagem, segundo o superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), David Oliveira.

As causas do acidente serão investigadas pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes (Seripa), de acordo com o superintendente.

Fonte: GTA.

Fotos: Divulgação.

Aviação de Estado: passado, presente e futuro

EDUARDO ALEXANDRE BENI
ALEX MENA BARRETO

Com mais de três décadas de existência, a Aviação de Segurança Pública e de Defesa Civil no Brasil engloba órgãos da administração pública federal, estadual e do Distrito Federal, como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Militares e Civis e Corpos de Bombeiros Militares. Já são mais de 200 aeronaves, entre helicópteros e aviões, realizando, diuturnamente, diversas modalidades de operação, do policiamento ao resgate aeromédico.

Atualmente, a maior frota se encontra localizada no Distrito Federal, onde existem 37 aeronaves, seguido do Estado de São Paulo, com 33, e do Estado de Minas Gerais, com 17. Nesse escopo, os órgãos possuem em suas estruturas as Organizações de Aviação de Segurança Pública (OASP), denominadas de diversas maneiras, como, por exemplo, Centros Integrados de Operações Aéreas, Grupamentos Aéreos, Grupos Táticos Aéreos, Batalhões de Aviação, Grupamentos de Aviação Operacional, Batalhões de Operações Aéreas, Divisão de Operações Aéreas, etc. A maioria opera de forma integrada.

Mesmo com a atual dimensão da frota e com a diversidade das OASP frente a todas e tantas demandas existentes, é preciso entender alguns problemas enfrentados e que refletem diretamente nas suas operacionalidades, além da precária segurança jurídica nas atividades realizadas pelos órgãos de segurança pública.

COMEÇO E CRESCIMENTO

O emprego de helicóptero na atividade policial teve início no Estado do Rio de Janeiro, com a criação da Assessoria Aeropolicial, em 1971, mas foi em São Paulo que esse serviço ganhou destaque e consolidou-se com a criação do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar e o Serviço Aerotático da Polícia Civil, em 1984. Nos anos seguintes, a Polícia Militar de Minas Gerais (1987) e a do Rio Grande do Sul (1989) seguiram o mesmo caminho. Gradativamente, os demais estados implantaram a aviação como modalidade de policiamento e de resgate.

Desde cedo, ficou clara a necessidade de organizar e integrar a Aviação de Segurança Pública dentro de um contexto nacional. Assim, diversos esforços foram feitos como a realização do 1º Encontro de Aviação Policial do Mercosul, em novembro de 1998, em Porto Alegre (RS), e do 1º Fórum Internacional de Operadores de Helicópteros em Segurança Pública e Defesa Civil, em novembro de 2001, na cidade de São Paulo (SP).

Nessa época discutia-se muito a importância das aeronaves na segurança pública e, a todo momento, buscavam-se referências em outros países, como os Estados Unidos, para corroborar e justificar a importância do helicóptero no policiamento e no resgate aeromédico. Ainda hoje, alguns estados ainda estão nessa fase de convencimento das autoridades governamentais, porém, outros, discutem assuntos voltados à gestão, à desconcentração de suas operações, aumento da frota com aeronaves bimotoras, uso de óculos de visão noturna, etc, o que demonstra uma dessimetria entre as OASP. Apesar desses esforços para mostrar a importância do vetor aéreo na segurança pública, bem como a criação de conceitos de padronização e integração nas operações, foi através da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), criada em 1997, que muitas ações nesse sentido começaram a ser executadas.

Assim, em 2004, diante das competências atribuídas à SENASP, foi dada a partida para a uniformização do serviço de aviação de segurança pública no Brasil, sendo lançado o Programa da Aviação de Segurança Pública (PAvSegP). Esse processo pode ser dividido em três etapas. A primeira aconteceu de 2004 a 2007, culminando com os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro. A segunda se deu logo após os jogos, em 2008, com a ativação da Comissão de Aviação de Segurança Pública (CavSeg) e do Conselho Nacional de Aviação de Segurança Pública (CONAV). No final de 2011, como a extinção do CONAV, por ato do Ministério da Justiça, veio a terceira, com a criação do Grupo de Trabalho de Aviação em Segurança Pública.

Apesar dessa aparente instabilidade na gestão, a sensibilização política, voltada para a importância da atividade aérea e o consequente investimento financeiro federal no setor, junto ao empenho de profissionais abnegados, foram fundamentais para a universalização da atividade aérea de segurança pública e defesa civil na maioria dos estados brasileiros. Para se ter uma idéia do crescimento experimentado, desde 2004, foram criadas mais de vinte OASP, praticamente dobrando o número de organizações existentes.

Quanto aos investimentos, de 2004 a 2011, foram repassados, pela SENASP, cerca de R$ 189 milhões em recursos federais aos estados. No período que compreende à primeira etapa foram investidos cerca de R$ 41 milhões, principalmente na aquisição de aeronaves para os Jogos Panamericanos. Depois, entre 2008 a 2011, aconteceu o maior investimento federal na Aviação de Segurança Pública, cerca de R$ 148 milhões em novos meios e algo em torno de R$ 4,4 milhões em capacitação, treinamento e fomento com a realização de quatro fóruns. Isso resultou, de 2004 a 2011, na compra de 32 aeronaves. Também foi criado o Dia Nacional da Aviação de Segurança Pública, em 29 de junho, dia em que se comemora São Pedro, padroeiro do Estado do Rio Grande do Sul. Foi instituída ainda a Medalha do Mérito da Aviação de Segurança Pública “Major Ibes Carlos Pacheco”, oficial da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul, patrono do Centro de Formação Aeropolicial (CFAer), e regulamentada a Canção da Aviação de Segurança Pública, com letra do coronel RR da Brigada Militar José Hilário Ayalla Retamozzo.

No final de 2011, o Conselho Gestor do Fundo Nacional de Segurança Pública (CGFNSP) aprovou investimentos para a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Força Nacional de Segurança Pública, para obtenção de aeronaves, treinamento e capacitação de tripulações, contração de seguro aeronáutico, manutenção e compra de combustível, num total superior a R$ 92 milhões. Desses, R$ 23 milhões serão para a Polícia Rodoviária Federal, R$ 38 milhões para a Polícia Federal e R$ 31 milhões para a Força Nacional de Segurança Pública. Com essa nova realidade de expansão, com vários estados iniciando suas operações aéreas nesse campo e visando os grandes eventos que acontecerão no Brasil nos próximos anos, restam apenas três estados que ainda não contemplam OASP com alocação de aeronaves: Paraíba, Roraima e Amapá. O Estado do Amapá possui o Grupamento Tático Aéreo (GTA) e operou aeronave locada por um bom tempo e agora estão aguardado a aquisição de uma.

INTEGRAÇÃO

Mesmo tendo sido esse crescimento um passo monumental para a consolidação dessa aviação, no entanto, diversos processos importantes e presentes nos planejamentos iniciais ainda permanecem com futuro não tão cristalino, como a adequação da legislação aeronáutica, formação e capacitação, processos de seleção, mobilização, padronização administrativa e de procedimentos, desenvolvimento da consciência para a segurança operacional, etc.

No panorama de investimento federal e de mobilização administrativa e operacional, baseada no princípio da solidariedade federativa, a Comissão de Aviação de Segurança Pública organizou o 1º Fórum Nacional de Aviação de Segurança Pública, em Brasília (2008) que, dentre outras coisas, discutiu a criação do Conselho Nacional de Aviação de Segurança Pública (CONAV), com representantes de todos os estados e do Distrito Federal, por meio de suas Polícias Militares e Civis, Corpos de Bombeiros Militares, e as Polícias Federal e Rodoviária Federal. Posteriormente, aconteceram outros, em Santa Catarina (2009), na Bahia (2010), e em Goiás (2010).

O CONAV foi um grande impulso que favoreceu a integração entre as OASP, com a realização de fóruns e encontros para a difusão de conhecimento, tecnologia e vivências positivas e a discussão acerca da estruturação de um sistema nacional do setor que, inclusive, contou com a participação inédita de outros órgãos, como a Receita Federal, Departamento de Trânsito do Distrito Federal (DETRAN/DF), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e Fundação Nacional do Índio (FUNAI). Contudo, essa iniciativa democrática não durou muito tempo.

Diversas frentes estratégicas foram abertas, sendo as mais importantes a nomeação de um integrante do CONAV para ser membro do Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CNPAA) e o esforço para a elaboração e a aprovação de um Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) sobre a Aviação de Estado, com a designação de membro junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Ainda nesse período foram apresentados pela CavSeg e CONAV vários projetos, dentre eles, o Programa Nacional de Apoio ao Reaparelhamento e à Modernização das OASP – PRONAvSeg; Projeto de Constituição de Consórcio Público Interfederativo de Segurança Pública – CISP; Plano Nacional de Mobilização de Aeronaves – PLANAMA – COPA 2014, entretanto, em 2011, o CONAV foi extinto e montou-se um grupo de trabalho com o objetivo de analisar todos os atos praticados até então e debater sobre a criação de órgão colegiado, integrante da estrutura do Ministério da Justiça, para tratar do tema.

Na prática, será a recriação daquele conselho. Porém, como consequência direta da extinção do CONAV, o 5º Fórum Nacional de Aviação de Segurança Pública, programado para 16 a 20 de novembro de 2011, em São Luiz (MA), em parceria com o Governo do Estado do Maranhão, foi cancelado. Dessa forma, o CONAV deixou de ser membro do CNPAA e foram paralisadas as ações iniciadas pelo CONAV e pela ANAC para a publicação do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil sobre a Aviação de Estado (Aviação Pública).

O PROBLEMA DA REGULAMENTAÇÃO

É importante assinalar que a segurança jurídica das operações aéreas estaduais é algo que não se resolve com a publicação de um regulamento brasileiro da aviação civil. Por ser bem mais complexo do que aparenta, ainda se está distante de uma real solução. Talvez, o melhor equacionamento seria a busca de uma legislação que incluísse no ordenamento jurídico essa atividade aérea de Estado.

Para entender melhor, após a criação das primeiras unidades de aviação das polícias e dos bombeiros, houve a necessidade de buscar junto ao então Departamento de Aviação Civil (DAC) subsídios legais que permitissem a adequação do potencial da aviação com os objetivos dessa nova atividade, o que foi feito através de regulamentos (instrumentos normativos não primários), pois a legislação aeronáutica era, e ainda é, omissa com relação a esse emprego de aeronaves.

Ao longo de mais de 30 anos, foram publicadas uma dezena de regulamentos, o que possibilitou aparente segurança jurídica para a atividade, mas sabidamente insuficiente. Para se ter uma idéia, em 1992, onde a lei deveria dispor, a Aviação de Segurança Pública era regulada pela NSMA 58-91 (Norma de Sistema do Ministério da Aeronáutica) e somente permitia às organizações policiais o emprego de helicópteros.

Nesse sentido, os regulamentos anteriores proibiam as OASP operarem aeronaves de combate ou versões militares de aeronaves civis. Igualmente, o atual regulamento expedido pela ANAC, também contém essa restrição. Todavia, por questões de segurança pública, as Polícias Civil e Militar do Estado do Rio de Janeiro operam aeronaves com características militares. O detalhe, é que voam com uma autorização especial expedida pela ANAC.

O Código Brasileiro de Aeronáutica (CBAer) diz que são aeronaves militares as utilizadas pelas Forças Armadas, mas não proíbe às demais forças o uso de versões militares de aeronaves civis na segurança pública. Assim, não poderia o regulamento inovar a lei, com tal proibição. Com a criação da ANAC, por sinal, as coisas se complicaram ainda mais, pois junto à conhecida deficiência normativa, se discute a competência legal da agência para regulamentar a Aviação de Segurança Pública ou, de forma mais abrangente, a Aviação de Estado. A aeronave é um meio para que a atividade de segurança pública possa alcançar seu fim, que é servir e proteger o cidadão. A ANAC poderia, com base na legislação em vigor, interferir nos aspectos do registro e aeronavegabilidade e habilitação das tripulações, mas não na operação.

O CBAer ainda define os operadores e exploradores de aeronaves e o Estado não figura nem como permissionário ou concessionário de serviço aéreo público, muito menos como serviço aéreo privado. Acertadamente, a lei não incluiu o Estado como operador ou explorador de aeronave, pois na atividade de Aviação de Estado o serviço é originariamente público e, além de ser uma atividade essencial, atua em razão do interesse público e é realizado pela própria administração. Neste cenário, a ANAC tratou, por analogia, a Aviação de Segurança Pública como sendo um serviço aéreo, tratando as OASP como operadores civis, utilizando regulamentos para definir essas operações aéreas, as quais deveriam ser normatizadas por lei.

Toda essa problemática vem de 1967, quando o Decreto-Lei Nº 234 alterou o Código Brasileiro do Ar, de 1966. Até essa época as aeronaves eram classificadas em públicas (militares e aeronaves a serviço do Poder Público) e privadas (também impunha a condição de privada à aeronave pública que fosse utilizada no transporte aéreo comercial). Com a alteração, as aeronaves passaram a ser somente civis e militares, sendo consideradas civis as públicas e privadas. Os reflexos disso estão presentes nos dias atuais.

O Código Brasileiro de Aeronáutico de 1986, e o antecessor, foram tratados à luz dos preceitos instituídos pela Convenção sobre Aviação Civil Internacional e, não obstante tratar de norma de aplicação internacional, respeitaram, em parte, as regras instituídas por seu artigo 3º, que veda sua aplicabilidade às aeronaves de propriedades do governo, como aquelas usadas para serviços militares, alfandegários e policiais. Por todas essas questões jurídicas pendentes, tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei nº 2.103, de 1999, que propõe a inclusão da Aviação de Segurança Pública e Defesa Civil naquele código.

Paralelamente, uma proposta de Regulamento Brasileiro da Aviação Civil sobre a Aviação de Estado (Pública) foi iniciada em 2010 com a presença de um representante do CONAV na ANAC, a fim de auxiliar nessa nova regulamentação. Esse trabalho não foi o pioneiro, pois ao logo desses anos, todos os regulamentos publicados tiveram participação efetiva de integrantes da Aviação de Segurança Pública. Mas, dessa feita, foi algo diferente na medida em que foi elaborado um regulamento próprio para a Aviação de Estado, ou seja, deixou de ser uma simples subparte, para ser específico, contendo doze subpartes e quatro apêndices.

Essa proposta conseguiu ser abrangente, pois incluiu todas as operações aéreas especiais realizadas pela administração pública, definidas pela lei como serviço do Poder Público, integrando os regulamentos publicados pela ANAC, criando um novo sistema. Isso durou nove meses e houve uma participação efetiva dos membros do CONAV, ANAC, Receita Federal, DETRAN/DF, IBAMA, FUNAI e policiais e bombeiros de todos os estados que, individualmente, ofereceram suas contribuições. O resultado foi uma proposta denominada Regulamento Brasileiro da Aviação Civil – 90 e foi apresentado à SENASP e à ANAC no final de 2011.

Em razão da criação do Grupo de Trabalho na SENASP, essa proposta, então, está sob análise e não se sabe qual será o seu encaminhamento. A ANAC, preocupada em dar uma solução para o problema, designou uma comissão como responsável pela Aviação de Estado e iniciou discussão da proposta do RBAC 90, com visitas técnicas às OASP, para, futuramente, disponibilizá-la em audiência pública. Muito embora não seja a melhor solução, certamente será o regulamento mais abrangente e preciso já confeccionado sobre o assunto.

MODELO DE GESTÃO

No aspecto da formação das OASP recém-criadas, a SENASP teve e tem um papel fundamental na mobilização de efetivo, para prover a capacidade inicial de operação e os necessários intercâmbios. É uma atitude focada principalmente no aspecto de formação e capacitação aeronáutica.

Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais

Não houve preocupação com a estruturação de um modelo sólido, capaz de prover a criação e, em seguida, o ensinamento de uma doutrina única de operação e, notadamente, de gestão administrativa, baseada nas melhores práticas das OASP já estruturadas e consolidadas. Diante disso, ainda é possível encontrar OASP com dificuldades para manter sua operação com uma disponibilidade constante, em decorrência de questões como, contratos de manutenção, seguro aeronáutico, aquisição de combustível, formação e qualificação de pessoal técnico, hangaragem, entre outras. Um foco ainda sensível são as operações. Se há modos integrados, conjuntos, compartilhados, independentes e até concorrentes, é preciso uma visão racional e discutida sobre modelos ideais do ponto de vista de gestão e de custo-benefício para a sociedade e o contribuinte.

Mesmo sem analisar o aspecto legal da competência, questões como a concentração de diversas OASP em uma determinada região, ante a carência completa em outras, devem ser colocadas em debate. Novos modelos de operações multifunção, redistribuições de bases operacionais, criação de órgãos reguladores para o despacho de aeronaves e uma maior integração na gestão da disponibilidade das aeronaves devem ser fomentados para uma maior racionalidade na prestação do serviço público com aeronaves.

Um caso que chama a atenção é o que o governo inglês está realizado com o Projeto de Serviço Nacional de Aviação Policial (Nacional Policie Air Service – NPAS). Apesar das resistências ao seu formato, os planos para o NPAS representam uma mudança radical na maneira como as forças policiais britânicas fornecem apoio aéreo. Ao invés de cada uma ter seu próprio helicóptero patrulhando a sua região, o novo serviço nacional será responsável por toda a Inglaterra e País de Gales e terá seu comando centralizado.

Diante disso, a demanda de operações conjuntas em missões de Defesa Civil, como ocorrido em Santa Catarina e no Rio de Janeiro, reforça a necessidade de integração e padronização entre as OASP. Não é mais aceitável que uma mobilização de recursos e aeronaves para atender uma grande emergência, em qualquer lugar do País, exija um esforço maior do que abrir uma pasta e executar um plano de ação, que deve incluir também as Forças Armadas.

SEGURANÇA

No aspecto de segurança operacional, o apoio é feito com base na doutrina e experiência da aviação militar e civil que, longe de serem supérfluas, pecam por estarem distantes das especificidades inerentes às atividades das OASP, onde são exigidos os requisitos de ambas, por isso, possui característica única, qual seja: a missão deve ser cumprida, desde que garanta a integridade das pessoas e patrimônio no solo, da tripulação e da aeronave.

Ainda assim atua de modo predominantemente reativo aos acontecimentos. Por diversos anos, os índices de acidente na aviação de asas rotativas no Brasil foram elevados por força dos acidentes envolvendo aeronaves das OASP. Por conta da consequente e exorbitante elevação do seguro aeronáutico, houve uma reação por parte das OASP, com as maiores frotas, para que as seguradoras criassem critérios mais rígidos para segurar aeronaves, objetivando a redução de seus custos.

A implantação desses novos critérios, por parte das seguradoras, acabou de maneira indireta, padronizando uma série de exigências nas diversas OASP, como o mínimo de 500 horas de voo para o comandante de aeronave e procedimentos operacionais padrão. Em 2012, por exemplo, o seguro para as 29 aeronaves da Polícia Militar do Estado de São Paulo ultrapassou os R$ 7,5 milhões. Isso ocorre porque o seguro trabalha com três elementos essenciais: o risco, a mutualidade e a boa fé, e essa avaliação é feita considerando os aspectos nacionais e não só os regionais. Daí, a importância da segurança operacional ser tratada de forma global.

Ressente-se da falta de iniciativas contundentes e maturidade institucional para organizar, evoluir e difundir toda a bagagem e experiência colhidas nesses 30 anos de atividades, que se encontram espalhadas e fragmentadas por todas as OASP. Como complicador, desde 2007, a ANAC deixou de considerar, em suas estatísticas, os acidentes aeronáuticos envolvendo operações de segurança pública e defesa civil. Existem informações computadas pelo CENIPA, mas apenas envolvendo helicópteros, não se tendo uma informação precisa sobre os acidentes com aviões, o que implica em se ter um órgão central para controle e acompanhamento desses sinistros.

Como progresso, ressalta-se a ativação do IHST (International Helicopter Safety Team) e a implantação de metas e posturas agressivas, com o objetivo de reduzir os índices de acidentes com helicópteros em 80% até 2016. A iniciativa foi apoiada pelos maiores fabricantes e operadores no mundo, bem como pelo Brasil, através da ANAC, do CENIPA, Marinha (SIPAAerM) e diversos prestadores de serviço offshore. Vários operadores estrangeiros como a Maryland State Police, o Los Angeles County Fire Department e o Calgary Police Service já firmaram um compromisso formal com aquele objetivo. Em relação às OASP brasileiras, isso parece ser de completo desconhecimento da maioria delas, tamanha a inércia.

AVANÇOS À FRENTE

Se surgem demandas por situações passadas, o panorama futuro não deixa a desejar. Novas tecnologias, embarcadas ou não, prometem grandes desafios. Equipamentos como sensores de imageamento térmico, transmissão ao vivo de imagens e uso de óculos de visão noturna já estão impondo uma revolução na forma de atuação das aeronaves das OASP, dentre as quais, algumas, terão que procurar a mesma solução para um igual problema, correndo o risco de incorrer em dificuldades semelhantes já enfrentadas por outras, mais antigas, além de, na maioria das vezes, ser apenas um desperdício de energia.

Grandes experiências e conhecimentos já estão sendo obtidos na utilização de sensores de imageamento térmico e sistemas de transmissão de dados para centros de comando e controle. Sucessos de operações reais com aeronaves do

SAER/RJ, DOA-RF, GRPAe/SP e BAVOP/DF demonstram a valia da capacidade de proporcionar imagens ao vivo de acontecimentos sensíveis às autoridades com poder decisório. Desse modo, é notória a obrigatoriedade de tais sistemas nas OASP, o que, certamente, vai exigir muito preparo dos operadores.

Outra tecnologia embarcada de operação sensível são os óculos de visão noturna (OVN). A aviação militar, há muito tempo, emprega esses equipamentos. Na Aviação de Segurança Pública, somente o Grupo Tático Aéreo de Sergipe avançou nesse campo, mas diversas OASP, entre elas o GRPAe/SP e o GAM/RJ já previram esses meios para suas aeronaves. Enquanto ainda é inovação no Brasil, os OVN (NVG) são comuns nos Estados Unidos e na Europa. As OASP estadunidenses possuem mais de 10 anos de experiência em sua utilização e, lá, faz parte de recomendações do NTSB à FAA (Federal Aviation Agency) exigir o seu uso pelos operadores públicos.

Apesar das características de operações serem diferentes, aquela recomendação, baseada em acidentes, e a divulgação das primeiras experiências de um operador brasileiro com sistemas de imagens de visão noturna, irá chamar a atenção para o equipamento e suas vantagens para a segurança e desempenho. A ANAC ainda não dispõe de normas sobre OVN, muito embora já esteja previsto na proposta do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil sobre Aviação de Estado (Aviação Pública).

Da mesma forma, o uso de veículos aéreos não tripulados (VANTs) em segurança pública e defesa civil, pede muito debate. As suas autonomias e custos, combinados com o desenvolvimento e portabilidade de sensores, fazem desses vetores grandes aliados em inúmeras ocasiões.

A aquisição e início de operações com VANTs pela Polícia Federal e pela Polícia Militar do Pará não suprimiram as dúvidas e paradigmas existentes como, por exemplo, quem irá gerir e operar o sistema de vôo? Será possível um VANT compartilhar o espaço aéreo com outras aeronaves tripuladas? Um VANT pode sobrevoar uma região habitada? O VANT irá substituir as aeronaves tripuladas das OASP? Enfim, uma miríade de incertezas que terão que ser resolvidas em breve.

Aliás, essas indagações remontam a algumas questões históricas, quais sejam: A polícia ou o bombeiro pode operar helicóptero? Será que o helicóptero tem função na atividade de segurança pública e de defesa civil? Será que a polícia ou o bombeiro terá capacidade de operar helicópteros? Os pilotos terão capacidade para voar a baixa altura sobre áreas urbanas? Poderão pousar em vias públicas? Contra fatos, não há argumentos; as OASP são uma realidade.

CONCLUSÃO

Muito se caminhou e se trabalhou para evoluir, mas muito ainda deve ser feito, tanto nos campos operacional, regulamentar, legal, gestão e segurança operacional, quanto na esfera política, onde a Aviação de Segurança Pública e de Defesa Civil, ou de forma mais abrangente, a Aviação de Estado, deve ser tratada como política de Estado, sem bandeiras, partidos ou grupos.

No campo operacional é importante que se incentive a integração e a troca de experiências entre as OASP, para que as tripulações possam conhecer e difundir as boas práticas, possibilitando voos mais seguros e a criação de procedimentos operacionais mais consistentes e padronizados.

Em termos de regulamentação, o que se busca é a segurança jurídica nas operações das OASP, pois na atividade aérea de segurança pública e defesa civil não há a possibilidade de desvinculação do risco, mas sim o gerenciamento dele e, daí, ser fundamental uma melhor definição das atribuições legais. O regulamento ou a lei que vier a tratar desse assunto deverá oferecer consistência a essas operações, sob pena de, em tempos não tão distantes, inviabilizar essa atividade.

Quanto à gestão e à segurança operacional, nessa nova estrutura que se consolida, espera-se do Governo Federal, a criação de um órgão coordenador central, para gerir e fomentar a Aviação de Estado, incentivando a difusão e integração das práticas administrativas, gestão de excelência, nos processos e nos modelos operacionais comprovados e focados na integração, na segurança e na racionalidade de recursos, e ser o gestor das necessidades e dos requisitos das OASP. Com isso criará padrões e, consequentemente, uma demanda em escala como forma de baratear a aquisição de produtos e a contratação de serviços aeronáuticos e tornar a operação mais segura.

As instituições policiais e os bombeiros militares tiveram vital participação na implantação do vetor aéreo em suas jornadas cotidianas, e esse sucesso é fruto da competência dessas corporações. Todavia, essa atividade agigantou-se e, hoje, outros órgãos estão utilizando a aeronave para maximizar seus resultados e atender o cidadão. Chegou-se, então, à chamada Aviação de Estado. Um órgão central com a responsabilidade de gerir esse novo modelo de aviação será o novo desafio. Uma possibilidade seria a criação do Departamento de Aviação de Estado na estrutura da Secretaria de Aviação Civil e, consequentemente, na ANAC. Isso traria mais consistência às políticas de Estado, pois estaria inserida dentro do contexto da aviação, interligada com todos os setores da administração pública, sendo plausível, efetivamente, implementar políticas específicas para o setor, desde a operação, formação, capacitação e infraestrutura, até as questões atinentes à aeronavegabilidade.

A Aviação de Segurança Pública e de Defesa Civil no Brasil deixou de ser uma novidade ou um privilégio e passou a ser uma realidade, cruzando os céus, salvando vidas e protegendo o cidadão e, nesse momento, é preciso discutir a nova aviação que se apresenta, a Aviação de Estado (Aviação Pública) e, assim, regulamentar o uso de aeronaves pelo Poder Público, como preconiza o CBAer.


Os autores, Major Eduardo Alexandre Beni e 1º Tenente Alex Mena Barreto são pilotos da PMESP. O presente artigo foi publicado na edição especial da revista Tecnologia & Defesa Segurança lançada durante a LAAD Security 2012.


Serviço Aeropolicial começará em setembro no Rio Grande do Sul

A Polícia Civil se prepara para alçar voo rumo à modernidade operacional. Até setembro, deve chegar a primeira aeronave do Serviço Aeropolicial, vinculado inicialmente ao Deic. Trata-se do helicóptero AS 350 B3, da Helibras, com tecnologia francesa do grupo Eurocopter.

A fábrica fica em Itajubá (MG), onde estiveram o chefe de Polícia, delegado Ranolfo Vieira Júnior, e o diretor do Departamento de Telecomunicações, delegado Francisco Carlos de Oliveira. Eles viram em que etapa se encontra a construção da aeronave, que terá o prefixo PR-HPC. O diretor do Deic destaca a capacitação de cerca de 20 policiais civis, mas a meta é dobrar o número. “Ainda não temos nenhuma mulher, mas vamos providenciar”, promete Ranolfo.

O helicóptero será usado em todo o Estado, por exemplo, em ações táticas, como resgate, perseguições e desembarque de agentes em alvos de operações policiais, além de ações na fronteira e no combate ao abigeato e ao roubo de cargas nas estradas. A base será no Aeroporto Salgado Filho, na Capital.

O delegado Francisco Carlos de Oliveira revela que alguns opcionais foram acrescentados no helicóptero, como colocação de farol de busca de uso noturno, um guincho de resgate que suporta mais de 200 quilos, um guincho de carga para 1,4 mil quilos, além de painel digital e equipamentos de navegação tipo GPS.

O helicóptero tem comprimento com rotor girando de 12,94 metros e fuselagem de 10,93 metros, com altura de 3,34 metros. A velocidade máxima é de 287 km/h, e a autonomia de voo é de duas horas e meia. A aeronave, com portas deslizantes, tem capacidade para piloto, copiloto e quatro tripulantes operacionais.

Modelo terá as cores da Polícia Civil

O layout final da pintura do helicóptero AS 350 B3, nas cores preta e branca, contendo o brasão e o nome da Polícia Civil, ainda não foi definido. Duas propostas para o visual externo da aeronave são avaliadas. Uma delas será escolhida e enviada ao fabricante, em Itajubá (MG).

O helicóptero deve provocar um efeito psicológico de impacto na criminalidade, prevê o delegado Francisco Carlos de Oliveira. “A aeronave já estará em cima dos criminosos quando ouvirem”, acredita. O treinamento dos policiais, denominados tripulantes operacionais, inclui cursos na Coordenadoria de Recursos Especiais, da Polícia Civil do RJ.

Ação pioneira nos anos 80

A Polícia Civil foi pioneira por um breve período em contar com o uso de helicóptero na área da segurança pública do Rio Grande do Sul. A iniciativa coube ao delegado e piloto de helicóptero Wilde Edson Alencastro Pacheco, já falecido, que idealizou uma unidade aérea para a corporação na década de 1980, ao retornar de uma viagem aos Estados Unidos. No entanto, a iniciativa não avançou no período por razões políticas, sendo retirada da Polícia Judiciária.

Fonte: Correio do Povo, por Álvaro Grohmann.

CIOPAER/MT sofre com trotes – qualquer cidadão pode acionar

Os três helicópteros do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) da SESP (Secretaria de Segurança Pública), estão disponíveis para qualquer cidadão que esteja em Mato Grosso em apuros ou que perceba situação de risco de terceiros. Segundo o Tenente Coronel responsável pelo Ciopaer, Siqueira Júnior, dependendo da gravidade da ocorrência, e principalmente em casos de resgate de vítimas feridas em acidente, qualquer cidadão pode acionar o helicóptero.

CIOPAER e GOE de Mato Grosso

Os quatro aviões e os três helicópteros são utilizados em 4 tipos de situações: em casos de emergências – acidentes e roubos, em operações e patrulhamento planejados, translado de policiais para operações e no apoio a outras Secretarias.

De acordo com o Major Juliano Chiroli, todos os dias os helicópteros ficam no pátio, pronto para entrar em operação, em horário comercial. Durante a madrugada há uma escala. “Temos 70 pessoas especializadas para este setor. Dividimos a turma em escalas. Qualquer cidadão pode pegar o telefone e acionar nossa equipe. Dependendo da gravidade da ocorrência, vamos com o helicóptero para o local, enquanto equipes em terra também se deslocam”, disse Major Chiroli.

Devido essa liberdade, a equipe acaba tendo transtornos com trotes. Segundo oficiais do setor, mensalmente pelo menos três ocorrências inverídicas fazem com que a aeronave seja empregada. “Tentamos evitar o máximo que isso ocorra, quando somos acionados, enquanto estamos nos preparando para o voo, viaturas ou o Samu vão para o local, e quem chega primeiro nos avisa se a ocorrência procede”, disse o Tenente Coronel Siqueira.

Cada hora voo tem custo mínimo de R$ 2,2 mil, incluindo combustível (querosene), manutenção e seguro. “Precisamos contar com a sociedade, para que este serviço seja utilizado apenas em casos emergenciais quando acionado por eles”, afirmou Siqueira.

Nesta terça-feira (17), um helicóptero está em Cuiabá, outro foi para a fronteira auxiliar em uma operação e o terceiro está no interior.

Fonte: RepórterMT, por Mayara Michels.

Receba notícias por e-mail