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Equipes de resgate aéreo da Marinha e da Força Aérea são destaque em duas missões no mesmo dia

Helicópteros das Forças Armadas do Brasil se destacam em missões no mesmo dia

Brasil – Equipes de resgate aéreo da Marinha e da Força Aérea vêm obtendo excelentes resultados em suas missões, atuando com maestria em uma diversidade de terrenos, de logísticas e aspectos operacionais. Não faltam acionamentos para o bom uso delas, com destaque a duas missões que ocorreram no mesmo dia (13/4) em regiões distintas do território nacional.

1ª Missão:

Pará – Um helicóptero Super Cougar (EC-725) foi utilizado recentemente em uma famosa missão de resgate de 6 tripulantes no Pará. Na ocasião, a embarcação enfrentou um temporal e afundou após estrutura ter sido danificada pelo fogo na parte da cozinha. Os sobreviventes conseguiram passar 17 dias na ilha das Flechas, utilizando alimentos que estavam no barco e água da chuva.

Um fato curioso foi a ideia que o tripulante Jefferson teve em escrever um pedido de socorro, dentro de uma garrafa, amarrando-a a uma boia e soltando na água. Jefferson afirmou que “aprendeu essa tática em um curso que fez na Marinha, onde foi dito que em casos como esses podia se escrever um bilhete, colocá-lo em uma garrafa e amarrá-lo em uma boia, colocando no mar”.

Essa carta foi achada por pescadores que estavam na região costeira da ilha, que alertaram as autoridades locais. Foram acionados órgãos estaduais, que participaram junto com a Marinha desse resgate dos náufragos.

Na aeronave, eles foram imediatamente atendidos pelos militares, que prestaram os primeiros socorros. Apesar de estarem em bom estado geral de saúde, foram transportados até Belém (PA) e encaminhados em ambulância do SAMU para a Unidade de Pronto Atendimento, recebendo nova avaliação médica.

2ª Missão:

Rio Grande do Norte – Nesse mesmo dia, a aeronave H-36 “Caracal” da Força Aérea Brasileira (FAB) participou de exercícios em conjunto com o Navio-Patrulha “Goiana”, meio subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste, nas proximidades da cidade de Natal.

Foram conduzidos treinamentos de pick-up, que são transferências de carga de um navio para um helicóptero pairando sobre a embarcação, bem como treinamentos de evacuação aeromédica, por meio de içamento de pessoal a partir do convés do navio.

As operações permitiram incrementar a interoperabilidade entre as Forças, além de viabilizar a manutenção da qualificação das equipes para atuar em Operações de Busca e Salvamento na área de jurisdição do Comando do 3° Distrito Naval.

SAMU e CIOPAER realizam transporte aeromédico de paciente com cardiopatia grave de Natal para Recife

SAMU e CIOPAER realizam transporte aeromédico de paciente com cardiopatia grave

Rio Grande do Norte – Equipes realizaram transporte aeromédico de paciente cardiopata grave entre as cidades de Natal para Recife. Parceira entre a Secretaria de Saúde e a Secretaria de Segurança Pública proporcionou um deslocamento com maior segurança e agilidade.

O transporte foi indicado devido ao risco de complicações que poderia ocorrer em transporte terrestre. A paciente necessitava realizar procedimentos cardiológicos em um centro com maiores recursos técnicos e que pudesse proporcionar um tratamento definitivo.

A mulher recebeu suporte avançado de vida durante o transporte aeromédico, pois o sistema cardiovascular costuma sofrer com os efeitos da altitude. Isso, porém, é acompanhado e controlado pela equipe de saúde durante todo o voo, que coordena com piloto algumas condições especiais para decolagem, pouso e altitude de cruzeiro.

SAMU e CIOPAER realizam transporte aeromédico de paciente com cardiopatia grave.

Agilidade na captação e no transporte possibilita a realização de transplante de órgão em Joinville, SC

Agilidade na captação no transporte de órgão leva esperança à paciente em Joinville, SC

Santa Catarina – O Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), em parceria com a Serviço de Transplantes do Estado de Santa Catarina (SC Transplantes), realizou o transporte de um fígado na madrugada desta última quarta-feira (20), da cidade de Criciúma para Joinville.

A operação de captação do órgão em Criciúma iniciou-se por volta das 19h30min da terça-feira (19) e evoluiu até às 23h30min do mesmo dia. A equipe de saúde e o órgão embarcaram no helicóptero Arcanjo 01 por volta da meia noite e seguiram viagem.

Foi necessário um pouso estratégico em Florianópolis para reabastecimento. Em seguida, seguiram voo até o destino final, em Joinville. Por volta das 02h30min de quarta-feira (20), o órgão já se encontrava no Hospital São José, local onde o paciente receptor já aguardava pelo implante do órgão.

Essas operações exigem sincronia entre os serviços: captação de órgãos, operações aéreas e hospitais. O esforço desses departamentos evolvem planejamento estratégico, tempo, equipes, recursos técnicos, combustível, apoio solo e uma fina comunicação à todo momento.

Outro ponto alto dessa ocorrência foi o horário noturno, que envolvem riscos operacionais mais elevados, aumentando o nível de alerta de toda equipe de operações aéreas. Além disso, a agilidade nos deslocamentos da aeronave ajudam a manter o órgão viável para o implante no paciente.

NOTAER e SAMU do Espírito Santo realizam transporte aeromédico neonatal inédito

NOTAER e SAMU do Espírito Santo realizam transporte aeromédico de dois recém-nascidos. Foto: NOTAER/SAMU.

Espírito Santo – Na madrugada desta terça-feira (19), uma mulher grávida, com gestação de gêmeas, passou mal e precisou de atendimento médico de emergência em São Gabriel da Palha. Ao dar entrada no Hospital São Gabriel, duas gêmeas precisaram nascer prematuras após uma gestação de apenas 27 semanas e 4 dias.

As recém-nascidas, considerados prematuros extremos, apresentavam insuficiência respiratória grave e precisavam ser transferidas para hospitais de referência neonatal. Foi acionada equipe aeromédica do SAMU e o helicóptero Harpia 07 (H145) do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAER).

Após o atendimento primário com estabilização das gêmeas, realizaram transporte aeromédico em duas incubadoras, com assistência durante todo o voo de dois médicos e um enfermeiro. Segundo o NOTAER, foi a primeira vez que transportaram duas recém-nascidas, utilizando duas incubadoras.

Um dos bebês foi transferido para o Hospital Linhares Medical Center, em Linhares, pois seu estado de saúde exigia um menor tempo de deslocamento e o outro bebê foi levado para o Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HEIMABA), em Vila Velha. Segundo informações das equipes de saúde, a mãe dos bebês passa bem.

Como certificar uma empresa para operações aeromédicas

Interior do Learjet 45 equipado com kit de transporte aeromédico.

RAUL MARINHO
Consultor aeronáutico
Editor do BizAv.Biz
raulmarinho@bizav.biz

A partir de 01/04/2022, todo operador com interesse em atuar na prestação de serviços de atendimento aeromédico passou a ter que cumprir com os procedimentos da IS 135-005A, à exceção dos operadores previamente autorizados à prestação de tais serviços conforme a regra anterior (IAC 3134-0799), que têm até 01/04/2023 para realizar a adequação à nova IS.

Para prestar serviços remunerados de atendimento aeromédico, a empresa também necessita estar certificada pelo RBAC 119 para operar de acordo com o RBAC 135 (ou seja: ela precisa ser uma empresa de táxi aéreo) e ter a autorização respectiva em suas Especificações Operativas (EO).

Atualmente, tal autorização aparece somente no campo 13 da EO – Modelos Autorizados, com a letra ‘S’ na coluna ‘AEM’ indicando quais modelos de aeronaves da frota da empresa possuem tal autorização, vide exemplo:

Há, também, a possibilidade de que uma empresa em processo de certificação como táxi aéreo inclua a possibilidade de realizar operações aeromédicas em seu processo de certificação, obtendo a autorização respectiva já na primeira versão das EO.

O processo de certificação para incluir os serviços de atendimento aeromédico nas EO é o mesmo dos demais processos de certificação adotados pela ANAC nos últimos anos, com o “regime de portais” em cinco fases assim determinadas:

Processo de certificação para obter autorização para realizar operações aeromédicas (empresa previamente certificada como táxi aéreo) – principais atividades:

Fase 1 – Solicitação Prévia

  1. Contato com a Gerência de Operações da Aviação Geral (GOAG) informando o interesse pela autorização;
  2. Solicitar agendamento da Reunião de Orientação Prévia (ROP) pelo FOP 200;
  3. Realizar a ROP para que a ANAC apresente os requisitos de uma operação aeromédica e a regulamentação pertinente.

Se a ANAC considerar que a ROP foi satisfatória – isto é: a empresa compreendeu as orientações e não restaram dúvidas -, a fase 1 é encerrada.

Fase 2 – Solicitação Formal para Condução de Operações Aeromédicas

Entrega da solicitação formal para operações aeromédicas com os seguintes formulários e documentos (atenção especial aos itens em negrito):

  1. FOP 219 preenchido;
  2. Documentação referente às condições de aeronavegabilidade dos equipamentos instalados por meio de um Certificado de Tipo (CT), um Certificado Suplementar de Tipo (CST), uma emenda ao CT original ou pela aprovação em Campo 3 do formulário F-400-04 (SEGVOO 001) ou similar;
  3. Disposições dos equipamentos aeromédicos contidos no AFM ou RFM, no manual de referência rápida (QRH) ou em qualquer outro manual da aeronave a ser utilizado pelos pilotos;
  4. Caso o operador possua uma MEL aprovada, avaliar a necessidade de revisá-la;
  5. Revisão do MGO, MGM, SOP, PTO e outros manuais ou programas;
  6. Descrição dos procedimentos operacionais dos equipamentos aeromédicos, checklists, procedimentos de monitoramento e de coordenação da tripulação, briefings, coordenação e instruções a demais profissionais envolvidos e procedimentos e operações normais, anormais e de emergência;
  7. Comprovação de que o operador tem controle sobre as Instruções para Aeronavegabilidade Continuada (ICA);
  8. Ficha de pesagem e balanceamento, juntamente com a planta baixa na configuração desejada, assinadas por pessoa autorizada;
  9. Proposta de plano para demonstração da capacidade do operador de executar operações aeromédicas abordando, no mínimo:
    • Os equipamentos aeromédicos que serão utilizados;
    • O treinamento para tripulação, pessoal de manutenção, pessoal de solo e demais profissionais envolvidos; e
    • Os procedimentos de despacho e liberação de voo para operações aeromédicas; e
  10. Caso a empresa possua programação de manutenção aprovada, comprovação de que a programação foi revisada para contemplar as tarefas previstas na documentação referente à grande alteração da aeronave (CT, CST, STC, SEGVOO 001, etc.) e tenha sido submetida à aprovação da ANAC.

Quando toda a documentação for entregue e a ANAC considerar que não existem erros óbvios que impediriam a sua aceitação, a fase 2 é encerrada.

Fase 3 – Avaliação de Documentos

Resolução das não conformidades apontadas pela ANAC nos documentos apresentados na fase anterior. Quando todas as não conformidades apontadas forem consideradas sanadas pela ANAC, a fase 3 é encerrada.

Fase 4 – Demonstrações e Inspeções

Atividades de verificação documental, à distância e de campo realizadas pela ANAC para a verificação da aplicação prática do que fora descrito nos manuais, programas e documentos apresentados.

Itens curriculares a serem verificados quanto ao treinamento da tripulação:

Currículo de solo:

  1. Procedimentos operacionais específicos da operação aeromédica;
  2. Principais perigos e riscos associados à operação aeromédica;
  3. Aspectos específicos do Gerenciamento de Recursos de Equipes (CRM) relativos às operações aeromédicas, com foco na interação entre os membros da equipe de saúde, de voo e de solo;
  4. Aspectos relativos à saúde do paciente durante o voo;
  5. Cuidados especiais para embarque e desembarque de pacientes, acompanhantes, equipamentos e objetos;
  6. Principais características do kit briefing de equipamentos aeromédicos instalado nas aeronaves;
  7. Procedimentos de evacuação em emergência quando conduzindo pacientes a bordo;
  8. Briefing ao passageiro acompanhante e aos profissionais de saúde a bordo;
  9. Critérios de segurança ao redor da aeronave, incluindo cuidados com aproximação de veículos;
  10. Critérios de segurança dentro da aeronave, incluindo movimentação dos ocupantes a bordo; e
  11. Outros procedimentos, a critério do operador aéreo.

Currículo de exercício prático:

  1. Embarque e desembarque de pacientes, acompanhantes, equipamentos e objetos; e
  2. Outros procedimentos julgados pertinentes pelo operador aéreo para a preservação da segurança das operações aéreas.

Quando a ANAC considerar que a operação está satisfatória, em especial o treinamento dos tripulantes, a fase 4 é encerrada.

Fase 5 – Certificação

Emissão de emenda às EO da empresa autorizando-a a realizar serviços de atendimento aeromédico. A partir daí a empresa está autorizada a operar com serviços de atendimento aeromédico.

Observações importantes:

  1. Este processo de certificação não abrange requisitos específicos da área de saúde, como os exigidos pela ANVISA, Ministério da Saúde, CFM e COFEN.
  2. As operações aeromédicas realizadas pela administração pública, como SAMU, Polícia Militar e Bombeiros, são regulamentadas pelo RBAC 90.
  3. Este é um texto resumido, para informações detalhadas é importante conhecer a íntegra da IS 135-005A, a regulamentação específica para os táxis aéreos (RBAC’s 119 e 135 e IS’s correlatas), além do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) e da Lei do Aeronauta.

Consultoria em certificação aeromédica

Aviões A330-200 adquiridos pela FAB poderão realizar missões aeromédicas com múltiplos pacientes

A Força Aérea Brasileira (FAB) assinou nesta segunda-feira (18), o contrato referente à aquisição de duas aeronaves modelo A330-200, compatíveis com a versão militar A330 MRTT (Multi-Role Tanker Transport).

A empresa Azul S.A. foi declarada vencedora por atender a todos os requisitos do certame, apresentando uma oferta no valor global de aproximadamente US$ 80 milhões, o equivalente a R$ 375 milhões de reais, na cotação atual. O processo foi encerrado no último dia 07 de abril.

A empresa Azul S.A. foi declarada vencedora.

A empresa aérea apresentou as aeronaves MSN 1492 (Número de Série do Fabricante), que já operava, e a MSN 1508, adquirida no mercado internacional e ofertada para a licitação. A aquisição tem como objetivo suprir as carências operacionais da FAB em ações estratégicas, como Reabastecimento em Voo (REVO), Transporte Aéreo Logístico (de cargas e passageiros) e Ajuda Humanitária.

Em situações de calamidade pública, como desastres naturais, pandemias ou emergências médicas, o avião pode, também, realizar missões de Evacuação Aeromédica (EVAM) de grande número de pacientes.

Durante a pandemia de COVID-19, ação integrada entre o Ministério da Defesa e o Ministério da Saúde possibilitou o cumprimento de missões de evacuação aeromédica em massa de pacientes entubados COVID-19 no Brasil e do exterior.

Conforme previsto no edital, a primeira aeronave deverá ser entregue em até 90 dias e a segunda em até 150 dias, contados a partir da assinatura do contrato. Ambas, que já estão com suas matrículas definidas (FAB 2901 e FAB 2902), receberão o designativo KC-30 e serão operadas pelo Segundo Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte (2º/2º GT) – Esquadrão Corsário, sediado na Base Aérea do Galeão (BAGL), no Rio de Janeiro (RJ).

Em toda a sua história, a FAB teve somente um vetor capaz de cumprir esta variedade de missões estratégicas: o Boeing KC-137, que voou pela última vez em 2013. Hoje, as maiores aeronaves da FAB são os KC-390 Millennium e com a nova aquisição, a FAB une as possibilidades do KC-390 às características de emprego estratégico do KC-30, resultando em um significativo incremento em sua operacionalidade.

Diversos países já operam o A330 MRTT, a exemplo da França, Reino Unido e Austrália. A negociação com a empresa Airbus para conversão das aeronaves comerciais em plataformas MRTT será iniciada nas próximas semanas, a fim de que a primeira aeronave com esta configuração entre em operação em 2024.

Locais para pouso noturno possibilitam atendimento de pacientes por equipes aeromédicas

Locais para pouso noturno possibilitam atendimento de pacientes por equipes aeromédicas

Reino Unido – Mais um local iluminado e com holofotes permitirá que a Devon Air Ambulance pouse seus dois H145 durante as “horas de escuridão”, possibilitando que suas equipes de saúde alcancem pacientes com mais rapidez e segurança. 

Toby Russell, Oficial de Desenvolvimento de Zonas de Pouso Comunitário da Devon Air Ambulance, explicou: “O projeto com o Tavistock Football Club envolveu a instalação de uma unidade de comutação remota ao lado dos holofotes do clube, o que significa que, em caso de emergência, podemos operar suas luzes. Isso ajudará nossas equipes iluminando a área durante o pouso e decolagem, além de ajudar as equipes médicas quando se movimentarem no solo e se prepararem para o embarque seguro de um paciente no helicóptero.”

Além disso, o farol de busca instalado nos helicópteros é essencial para auxiliar as tripulações durante o pouso, tornando ainda mais seguras as operações.

Zona para pouso noturno de helicóptero foi viabilizado em Tavistock.

O clube de futebol da cidade de Tavistock foi rápido em oferecer seu espaço à Devon Air Ambulance e permitir que a unidade de comutação fosse instalada. O chefe de comunicações do Tavistock Football Club, Stuart James, disse que a operadora aeromédica é uma fonte de emergência vital para a comunidade local.

“Como o único clube de futebol da cidade, queremos desempenhar um papel maior em nossa comunidade e ajudando a manter nossos moradores locais seguros, dando a eles todas as chances possíveis de sobrevivência em uma situação de emergência”, complementou James.

Através do trabalho dessa operadora aeromédica filantrópica com as comunidades do condado de Devon, existem agora 187 locais operacionais de pouso noturno, permitindo que o serviço seja prestado por via aérea durante a noite. Atualmente, operam até as 2h da manhã todos os dias (19 horas/dia). O objetivo é estender as operações para se tornar um serviço 24 horas por dia, 7 dias por semana. Em 2021, foram atendidos 1.191 pacientes em Devon.

A atividade aeromédica noturna oferece um risco mais elevado para toda a operação, pois prejudica a visualização de obstáculos, além de aumentar a probabilidade de desorientação espacial. Dessa forma, a adequação de zonas de pouso com boa estrutura e iluminação permitem que as aeronaves ampliem suas possibilidades de funcionamento por mais tempo, além de oferecer maior segurança para paciente e tripulação.

No Brasil, o Ceará e o Distrito Federal realizam atividades aeromédicas noturnas. Da mesma forma, foi necessário melhorar as condições de pouso noturno em regiões estratégicas. A utilização de áreas de campos de futebol foram fundamentais para dar apoio à operação, devido a iluminação de holofotes, espaço de pouso adequado e terreno plano.

Guarda Nacional da Virgínia Ocidental recebeu o primeiro Black Hawk HH-60M para evacuação aeromédica

Guarda Nacional da Virgínia Ocidental recebeu o primeiro Black Hawk HH-60M para evacuação aeromédica

Estados Unidos – No dia 12 de abril, a Companhia C da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental, 2-104º Batalhão de Aviação de Apoio Geral, Companhia de Evacuação Aeromédica, recebeu seu primeiro de seis novos helicópteros Black Hawk modelo HH-60M “Mike”.

Construído pela Sikorsky Aircraft para o Exército dos EUA, o HH-60M suporta serviços aéreos de evacuação médica e de transporte de pacientes ambulatoriais, como a evacuação de militares feridos do campo de batalha em condições climáticas adversas, de dia ou de noite.

“O modelo Mike é um salto tecnológico de 30 anos com várias melhorias nos projetos Black Hawk existentes”, disse o tenente-coronel Harold Nicely, oficial de aviação do estado.

Os novos recursos mais importantes do HH-60M estão dentro da aeronave. O interior atualizado inclui um kit aeromédico (medical evacuation mission equipment package – MEP) e um sistema integrado de gerenciamento de saúde (Integrated Vehicle Health Management System – IVHMS), tornando o helicóptero uma ambulância aérea verdadeiramente dedicada. O helicóptero tem capacidade de geração de oxigênio e um interior reconfigurável com macas para transportar seis pacientes e tripulantes e médicos de voo.

Guarda Nacional da Virgínia Ocidental recebeu o primeiro Black Hawk HH-60M para evacuação aeromédica

Embora a missão principal do HH-60M seja a evacuação aeromédica, ele também pode transportar pessoal e carga e realizar missões de busca e salvamento, reabastecimento, reconhecimento aéreo e supressão de incêndios florestais. O HH-60M é tripulado por um piloto, co-piloto, chefe de tripulação e médico de voo. Pode acomodar até 11 militares.

“A nova aeronave tem um cockpit totalmente digitalizado, com quatro visores multifuncionais para aumentar a consciência situacional. Também é equipado com computador de controle de voo digital duplo, mapa móvel, escopo de tempestade e sistemas de rádio e um sistema de navegação GPS/inercial. Todos esses recursos ajudam a tornar o modelo Mike a plataforma de helicóptero de ambulância aérea militar mais avançada em serviço”, complementou.

O HH-60M possui dois motores T700-GE-701E equipados com Full Authority Digital Engine Control (FADEC) que aumentam a potência, a velocidade de cruzeiro, a razão de subida, a capacidade de elevação e o alcance. Também é equipado com uma caixa de engrenagens de durabilidade aprimorada e pás de rotor compostas recém-projetadas.

O Black Hawk vem com um radar infravermelho de visão frontal (FLIR) atualizado e um guincho elétrico que o torna mais adequado do que os atuais helicópteros UH-60L “Lima” para missões de evacuação médica, busca e salvamento e resgate rápido em água.

O helicóptero pode voar a uma velocidade de 140,7 quilômetros por hora com um alcance de 275,2 milhas náuticas. Este alcance pode ser aumentado montando um sistema de combustível externo de 400 galões.

“A nova estrutura do HH-60M aumenta nossa capacidade de apoiar missões de resposta a emergências em West Virginia, no resto do país e durante implantações no exterior”, disse o major Ryan Wolfe, comandante da Companhia C, 2-104th GASB. “Esta é a melhor aeronave que o Exército dos EUA oferece e aumenta tremendamente nossa capacidade de tratar pacientes e voar com segurança até mesmo nos ambientes mais adversos”.

A unidade deve receber todos os seis novos helicópteros no próximo ano. Os pilotos devem fazer um curso de seis semanas para se certificarem na nova aeronave.

Esquadrão Falcão da FAB resgata tripulante de navio português a 220 km de Fernando de Noronha

Esquadrão Falcão da FAB resgata tripulante de navio a 220 KM de Fernando de Noronha

Rio Grande do Norte – Nesta sexta-feira (15), o Esquadrão Falcão (1º/8º GAV), sediado na Base Aérea de Natal (BANT), resgatou um homem vítima de ataques convulsivos que estava a bordo de um navio português (NM Harbour Progress) que seguia da Nigéria para Trindade e Tobago.

O Comando de Operacões Aeroespaciais (COMAE) da Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Esquadrão após contato do Salvaero Recife. Os primeiros contatos do navio com os órgãos do sistema de busca e salvamento foram realizados na quinta-feira (14), quando a embarcação estava navegando a cerca 700 quilômetros, à nordeste de Fernando de Noronha.

Uma equipe SAR decolou em um helicóptero H-36 Caracal de Parnamirim (RN) para Fernando de Noronha (PE), onde realizou pouso técnico e pernoite da tripulação. Após as coordenações necessárias, a aeronave voou até a posição do navio para realizar o resgate, que ocorreu às 6h27 (horário de Brasília) desta sexta-feira.

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O helicóptero manteve o voo pairado enquanto os homens de resgate SAR desceram até o convés do navio e içaram a vítima com uso de um triângulo de resgate. Esse procedimento ocorreu em uma posição situada a aproximadamente 220 KM de Fernando de Noronha. Ao final, o Esquadrão abasteceu a aeronave em Fernando de Noronha e transportou o paciente para a BANT e após, para o Hospital Memorial São José em Natal (RN), onde recebeu atendimento médico especializado.

A tripulação do helicóptero era composta por dez militares, sendo três pilotos, dois operadores de equipamentos, três homens de resgate, uma médica e um enfermeiro.

A médica do Esquadrão, a Capitão Patrícia Bastos de Aguiar Martins Costa falou da dificuldade de planejar resgates dessa natureza. Segundo ela, normalmente as informações são coletadas por membros da tripulação do navio que não possuem os conhecimentos necessários para diagnosticar a vítima. “A dificuldade em obter dados sobre as condições médicas do paciente impacta na realização da missão. E, por não ter médico a bordo, normalmente os relatos não são confiáveis”, explicou.

De acordo com o Chefe da Seção de Operações do Esquadrão Falcão, Major Aviador Leir Gomes de Oliveira, a possibilidade de operar a partir de Fernando de Noronha foi um fator primordial para resgatar a vítima, que estava distante da costa brasileira.

Operadora aeromédica inglesa comemora 35 anos salvando vidas

Operadora aeromédica inglesa comemora 35 anos salvando vidas

Inglaterra – A Cornwall Air Ambulance Trust (CAAT) está comemorando 35 anos de operação desde o seu lançamento como o primeiro serviço de ambulância aérea dedicado do Reino Unido em 1987. A instituição de caridade serviu de inspiração para as 23 operadoras de ambulâncias aéreas que atendem regiões do Reino Unido, operando mais de 40 aeronaves.

O CAAT, que atende em grande parte a região rural e marítima da Cornualha e Ilhas Scilly, no sudoeste da Inglaterra, realizou mais de 31.000 missões desde o lançamento do serviço. Somente em 2021, o serviço foi acionado para 1.092 atendimentos em toda a região, sendo 733 ocorrências com o uso de um helicóptero, em atendimentos diversos de emergências médicas a lesões relacionadas a traumas.

Atualmente, a CAAT opera dois helicópteros: um AgustaWestland AW169 (G-CRWL), que entrou em serviço em abril de 2020 e foi adquirido após uma campanha pública de arrecadação de fundos que arrecadou quase de £ 3 milhões; e um AW109 (G-KRNO) alugado da Castle Air, como aeronave reserva. Ambas as aeronaves são mantidas pela Castle Air, em acordo assinado em novembro de 2021.

As novas aeronaves estão equipadas com uma gama de modernos equipamentos médicos de emergência. A instituição de caridade começou a transportar hemoderivados no início de 2021, realizando sua primeira transfusão de sangue no local, em fevereiro daquele ano.

O gerente da CAAT, Tim Bunting diz: “Não há dúvida de que este serviço de salvamento é vitalmente necessário neste município. Mas, o mais incrível é que é completamente financiado pela generosidade do povo da Cornualha. Sem o seu apoio, nossa equipe não poderia fazer o que faz, que é ajudar a salvar vidas e manter mais famílias unidas na Cornualha. O público nos apoiou orgulhosamente nos últimos 35 anos. Hoje, precisamos deles para nos manter voando por muitos, muitos mais.”

Cofen publica nota técnica sobre inconsistências de norma da ANAC que trata de operações aeromédicas

Brasil –  Na quarta-feira (13), o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou Nota Técnica Nº 001/2022 sobre inconsistências e risco assistencial aos pacientes que a Instrução Suplementar (IS) n°135-005A da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) apresentou ao Serviço de Transporte Aeromédico Brasileiro.

Em nota, o Cofen manifestou sua indignação e preocupação com as inconsistências técnicas contidas na IS. O Conselho participou, com outras entidades, de Comitê Técnico criado pela ANAC por meio da Portaria Nº 4.696/21, onde foram discutidos os principais temas relacionados às operações aeromédicas no Brasil. Um estudo foi apresentado para a ANAC e após avaliação técnica da SPO, a IAC 3134 de 1999 foi substituída pela nova IS.

LEIA A NOTA TÉCNICA NA INTEGRA

Segundo a nota, foi utilizada pela ANAC a terminologia “profissional de saúde” de forma genérica, e que por isso, a agência descumpriu legislação federal que define o médico e o enfermeiro como os profissionais que compõe as equipes técnicas de aeronaves de asa fixa e/ou rotativa no serviço aeromédico. Diante disso, o Cofen recomendou à ANAC que adote as seguintes definições, alterações e inclusões:

Onde se lê:
4.1.1 Ambulância aérea: aeronave de asa fixa ou rotativa, de suporte avançado de vida, configurada com equipamentos médicos, fixos ou removíveis, com insumos mínimos necessários para o nível de atendimento a ser prestado por profissional de saúde capacitado para exercer função a bordo.
Leia-se:
4.1.1 Ambulância aérea: aeronave de asa fixa ou rotativa, de suporte avançado de vida, configurada com equipamentos médicos, fixos ou removíveis, com insumos mínimos necessários para o nível de atendimento a ser prestado por operadores de suporte médico capacitados para exercerem funções a bordo.
Onde se lê:
4.1.3 Operação aeromédica: operação aérea de transporte de um ou mais pacientes sob cuidados médicos, incluindo o deslocamento para o local de atuação.
Leia-se:
4.1.3 Operação aeromédica: toda operação de atendimento inter-hospitalar ou pré-hospitalar, em consonância com legislação e/ou regulamentação específica vigente.
Inclua-se:
4.1.5 Operador de suporte médico (OSM): profissional de saúde capacitado, médico e enfermeiro, com atribuições específicas a bordo de ambulância aérea, apto para a realização de operações aeromédicas de suporte avançado de vida.
4.1.5.1 Requisitos para exercício da função de operador de suporte médico:
a. ser profissional da saúde (médico e enfermeiro), seguindo as legislações e/ou regulamentações específicas de cada conselho de classe;
b. ter concluído o treinamento para operador de suporte médico (OSM);
c. ser detentor de autorização médica que certifique sua condição psicofísica para exercício da referida função; e
d. cumprir com a legislação e/ou regulamentação específica.
4.1.6 Profissional de saúde embarcado (PSE): profissional de saúde, que além de auxiliar os operadores de suporte médico requeridos para a operação aeromédica, em situações excepcionais, é imprescindível para manutenção e/ou restauração da saúde do paciente.
4.2 Lista de siglas e abreviaturas:
OSM – Operador de suporte médico
PSE – Profissional de saúde embarcado
Onde se lê:
5.4 Orientação aos Profissionais de Saúde e Passageiros
5.4.1 Os profissionais de saúde e passageiros acompanhantes (quando houver) deverão receber orientação de segurança do piloto em comando da aeronave ou de outro membro da tripulação por ele designado, contemplando, no mínimo, os seguintes assuntos:
Leia-se:
5.4 Orientação aos Operadores de Suporte Médico, Profissionais de Saúde Embarcados e Passageiros
5.4.1 Os profissionais de saúde embarcados e passageiros acompanhantes (quando houver) deverão receber orientação de segurança do piloto em comando da aeronave ou de um operador de suporte médico, contemplando, no mínimo, os seguintes assuntos:

LEIA A NOTA TÉCNICA NA INTEGRA

NOTAER e Secretaria da Saúde do Espírito Santo concluem 1º Curso de Operador de Suporte Médico

NOTAER e Secretaria da Saúde do Espírito Santo concluem 1º Curso de Operador de Suporte Médico

Espírito Santo – Na noite de quinta-feira (07), no hangar do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAER) da Secretaria da Casa Militar, foi realizada a solenidade alusiva ao encerramento do 1º Curso de Operador de Suporte Médico.

A formação, que é destinada aos enfermeiros e médicos do SAMU 192 que participam das operações de salvamento e resgate aéreos da unidade aérea pública capixaba, destinou-se a capacitar e habilitar 19 profissionais para que possam desenvolver ações específicas a bordo das aeronaves do NOTAER em voos aeromédicos.

Coordenado em conjunto pelos setores de instrução e ensino do NOTAER e da Secretaria da Saúde, por meio do SAMU 192, o treinamento faz parte do cumprimento de requisitos legais estabelecidos recentemente no País, por força de regulamentação aeronáutica.

NOTAER e Secretaria da Saúde do Espírito Santo concluem 1º Curso de Operador de Suporte Médico

“Ao concluir o curso, esses 19 profissionais da área de saúde, médicos e enfermeiros altamente especializados, passarão a um patamar diferenciado durante nossas missões aeromédicas. Se até então, eles exerciam suas funções típicas, enquanto pessoal médico embarcado, a partir de agora eles assumem a função de tripulação, desenvolvendo outras tarefas pertinentes ao voo e sua segurança”, explicou o tenente-coronel PM Sérgio Luiz Anechini, Chefe do NOTAER.

“Isso representa um ganho para a segurança das missões. E essa é a mentalidade que predomina hoje no Núcleo, alinhada ao nosso planejamento estratégico e às medidas de governo de ampliação do serviço em questão”, complementou o tenente-coronel.

O coordenador Geral do SAMU 192 no Espírito Santo, Dr. Oliveira Alves de Lima Júnior, que também participou do curso como aluno, reconheceu a dedicação de ambas instituições para que este curso se concretizasse, destacando o envolvimento e participação dos alunos.

“Ações e discussões que se iniciaram há cerca de 10 anos, quando o tenente-coronel Anechini ainda era Chefe de Operações, hoje se materializam nesta formatura, que coroa um curso marcado pela dedicação, entrega, seriedade e certeza de prestação de serviço público de qualidade”, destacou.

Por fim, o secretário-chefe da Casa Militar, Coronel PM Jocarly Martins de Aguiar Júnior, citou que a iniciativa do NOTAER, marcada mais uma vez pela vanguarda no cenário nacional, corrobora todas as ações do Governo estadual que envidam esforços para que o programa “SAMU para todos” alcance 100% da população capixaba.

Módulo prático do Ground School Aeromédico aconteceu no Centro de Treinamento Offshore em Maricá, RJ

Rio de Janeiro – Nos dias 17 e 18 de março de 2022, médicos e enfermeiros participaram do módulo prático do Curso de Capacitação em Operações Aeromédicas (CCOA), denominado Ground School Aeromédico®, organizado pela Evoluigi Treinamento e Desenvolvimento. O treinamento aconteceu no Centro de Treinamento Offshore (CTO) do Instituto de Ciências Náuticas (ICN), em Maricá, Rio de Janeiro.

Na manhã do primeiro dia, os alunos participaram de treinamento em altura, com práticas de rapel, simulando saída do esqui de helicóptero, com utilização de descensor autoblocante, além de aula sobre regras de segurança e prática de nós. No período da tarde todos participaram de treinamento de combate à incêndio em aeronaves, com simulação de resgate de vítima.

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ACESSE INFORMAÇÕES DO CURSO

O segundo dia foi reservado para os treinamentos de escape de aeronave submersa (HUET – Helicopter Underwater Escape Training), simulando evacuação de helicóptero na superfície; submerso e com emborcamento de 180º. Além disso, receberam treinamento de segurança de Zona de Pouso de Helicópteros (ZPH); emergências; equipamentos de segurança a bordo; saídas de emergência nos helicópteros, prática de salto de plataforma em piscina, simulando resgate com emprego de sling.

Todo o treinamento é realizado em ambiente controlado e preparado para simular condições adversas. Além dos instrutores do ICN, acompanham a turma os enfermeiros Marcelo Dehoul e Diogo Mendonça.

A carga horária total do curso é de 70 horas-aula, sendo 50 horas-aula para o módulo teórico e 20 horas-aula para o módulo prático. Além do certificado do módulo prático, o aluno recebe um certificado e uma carteirinha do HEUT, que tem reconhecimento internacional e validade de 5 anos.

Próximas turmas

  • Modulo Teórico – Data: 07 de Junho a 26 de Julho de 2022. 15 encontros on-line, às terças e quintas-feiras, das 19h00 às 21h30, por meio da plataforma ZOOM.
  • Módulo Prático – Data: 04 e 05 de Agosto de 2022. Quinta-feira e sexta-feira, das 08h00 às 17h00 no Centro de Treinamento Offshore do Instituto de Ciências Náuticas, em Maricá, RJ.

Operadora aeromédica dos EUA encomenda 10 helicópteros H135 para renovar parte de sua frota

Estados Unidos – A operadora aeromédica STAT MedEvac é cliente da Airbus há quase 40 anos e encomendou 10 novos helicópteros H135 como parte de uma iniciativa de renovação de frota para suas operações aeromédicas. O serviço opera com helicópteros H135 e H145 em 18 bases no Estado da Pensilvânia.

“Estamos voando com produtos da Airbus desde que começamos nossas operações e não poderíamos imaginar de outra maneira. Somos um dos principais operadores do H135 que atende continuamente aos nossos requisitos de missão, ajudando-nos a fornecer atendimento de alta qualidade da maneira mais segura e eficiente possível. Estamos ansiosos para renovar nossa frota com essas 10 novas aeronaves e agradecemos à Airbus por ser um parceiro tão solidário e fantástico todos esses anos”, disse Jim Houser, gerente da STAT MedEvac.

A STAT MedEvac atua com helicópteros Airbus desde o início das operações em 1985, sendo o primeiro programa de ambulância aérea na América do Norte a operar o EC135 em 1997 e o primeiro programa IFR de piloto único com um EC135 nos EUA. Também é o cliente de lançamento da variante H135 mais recente na América do Norte e o cliente de lançamento da versão equipada com Helionix em 2019.

A operadora é o braço clínico do Centro de Medicina de Emergência do oeste da Pensilvânia e também é o maior sistema de transporte aeromédico sem fins lucrativos de marca única no leste dos Estados Unidos.

A Airbus Helicopters é a fornecedora líder de helicópteros para o setor de transporte aeromédico, com cerca de 55% dos 2.600 helicópteros de serviços médicos de emergência (EMS) que voam no mundo hoje e mais da metade de todos os novos helicópteros aeromédicos vendidos na última década nos EUA.

Airbus testa capacidades autônomas de pouso e decolagem no mar para o sistema aéreo não tripulado VSR700

Airbus testa capacidades de pouso e decolagem de helicóptero não tripulado

França – A Airbus Helicopters começou a testar as capacidades autônomas de decolagem e pouso no mar para o VSR700, um sistema aéreo não tripulado (UAS) que está sendo desenvolvido no âmbito do programa SDAM (Système de drone aérien de la Marine), conduzido pela DGA (Direction générale de l’Armement) para a Marinha Francesa.

Os testes foram realizados usando um veículo opcionalmente pilotado (OPV), baseado em um helicóptero de dois lugres, um Guimbal Cabri G2 modificado e equipado com o sistema autônomo de decolagem e pouso (ATOL) desenvolvido para o VSR700. “Esses testes em condições reais constituem um passo crucial para a campanha que realizaremos no mar com a DGA e a Marinha Francesa ainda este ano”, explicou Nicolas Delmas, chefe do programa VSR700 da Airbus Helicopters.

Airbus testa capacidades de pouso e decolagem de helicóptero não tripulado

O VSR700 é um UAS tático multimissão de 700 kg projetado para oferecer uma autonomia de cerca de oito horas a 100 milhas, com melhor equilíbrio entre capacidade de carga útil, resistência e custo operacional.

O veículo usa o sistema de posicionamento local Airbus DeckFinder para permitir decolagem e pousos autônomos no convés do navio em todas as condições climáticas, dia ou noite. Desenvolvido pela Airbus, o DeckFinder transmite a posição da plataforma em tempo real para o piloto automático do veículo com um nível de precisão muito alto, superior ao obtido pelo GPS.

O primeiro protótipo do VSR700 realizou seu voo inaugural em 2020 e expandiu seu envelope de voo em 2021. Em abril de 2021, a DGA encomendou um segundo protótipo do VSR700 para se concentrar em testes que abrangem os requisitos do SDAM e permitem um desenvolvimento mais amplo e rápido.

Marinha do Chile realiza resgates com helicópteros Airbus H125

Marinha chilena realiza resgates com helicópteros Airbus H125

Chile – Com uma vasta costa litorânea, a Marinha do Chile realiza uma variedade de missões para garantir a proteção de sua população, como missões de busca e salvamento marítimo, patrulhamento na orla, resgates e salvaguarda dos bens nacionais, que inclui o aprovisionamento das equipes nas Ilhas de Páscoa, San Félix, Arquipélago Juan Fernández e da campanha antártica chilena.

O Esquadrão de helicópteros de emprego geral HU-1 da Marinha é responsável por essas operações e em dezembro de 2020, receberam o primeiro dos cinco helicópteros Airbus H125 (projeto “Gaviota”), com o objetivo de modernização da frota. No ano passado, eles receberam mais dois helicópteros, realizando suas primeiras missões na temporada de verão 2021/2022, um marco para a aviação naval chilena.

“Durante a temporada de verão, voamos 260 horas com os H125, realizando 18 resgates nesse período, principalmente nas praias de La Serena, San Antonio e Valparaíso. Também realizamos patrulhas preventivas, que foram fundamentais para a proteção da vida humana”, disse o comandante do HU-1 Esquadrão, Comandante Ignacio Gamboa Muñoz.

“O H-125 têm uma grande capacidade operacional, o que facilita nosso trabalho no litoral, permitindo a prevenção de banhistas que se colocam em risco. Em todos os resgates tivemos a vantagem de ter um helicóptero 30% mais rápido, comparado ao que tínhamos antes. Além disso podemos realizar missões de evacuação aeromédica que antes não eram possíveis”, complementou Gamboa.

Operador de resgate aéreo suíço adquire nove helicópteros H145 de cinco pás

Operador aeromédico suíço adquire nove helicópteros H145 de cinco pás

Suíça – A aquisição de nove aeronaves Airbus H145s de cinco pás faz parte do planejamento do operador de resgate aéreo Rega (Swiss Air-Rescue Service) em substituir as atuais versões de quatro pás. Os novos H145s virão equipados com um sistema de navegação de última geração que melhorará as capacidades da missão e a segurança das operações.

“O H145 provou-se plenamente em nossas operações desde que entrou em serviço em 2018. Estamos ansiosos para operar a versão de cinco pás em nossas bases HEMS na Suíça. Os helicópteros nos permitirão aumentar ainda mais nossas capacidades de missão e segurança de nossas operações”, diz Ernst Kohler, gerente da Rega.

Operador aeromédico suíço adquire nove helicópteros H145s de cinco pás.

O novo sistema de navegação integrado usará os recursos do Flight Management System GTN750 Xi da Garmin. Ele integrará e controlará um sistema multissensor que fornece capacidades de navegação altamente precisas e confiáveis. Mesmo em caso de perda de sinal GPS, o helicóptero navegará com segurança graças ao sistema de navegação inercial da Thales.

Essa solução aumentará ainda mais o desempenho da navegação em condições IFR e permitirá que o helicóptero seja certificado RNP-AR 0.1, que é um procedimento de navegação mais preciso no ambiente de helicópteros. A configuração também inclui um novo guincho Vincorion que está sendo certificada no H145 de cinco pás.

A nova versão do helicóptero bimotor H145 aumenta a carga útil do helicóptero em 150 kg e apresenta conectividade a bordo por meio da integração do Sistema de Comunicação Aerotransportada (WACS) sem fio, permitindo a transmissão contínua e segura dos dados gerados pelo helicóptero.

Além disso, é alimentado por dois motores Safran Arriel 2E e equipado com controle de motor digital de autoridade total (FADEC) e o conjunto de aviônicos digitais Helionix. Inclui um piloto automático de 4 eixos e sua pegada acústica particularmente baixa torna o H145 o helicóptero mais silencioso de sua classe.

Sobre a Swiss Air-Rescue Service Rega

Fundada em 1952, a Rega é um serviço privado de resgate aéreo sem fins lucrativos que presta assistência médica na Suíça e em Liechtenstein, por meio de 13 estações HEMS. Em 2021, as tripulações dos helicópteros realizaram 14.330 missões, incluindo o transporte de 471 pacientes com COVID-19.

Os helicópteros Rega voam com 3 profissionais na tripulação: um piloto, um médico de emergência e um paramédico, que também é treinado para auxiliar o piloto em comunicação por rádio, navegação e operações de guincho.

Operadora aeromédica inglesa treina pessoas da comunidade para uso de desfibriladores externos automáticos

Operadora aeromédica oferece treinamento à comunidade para uso de desfibriladores

Reino Unido – A operadora aeromédica Devon Air Ambulance oferece treinamento comunitário para que pessoas comuns se sintam mais seguras e motivadas a utilizar de forma precoce e eficiente a Reanimação Cardiopulmonar (RCP), com foco no uso de desfibriladores externos automáticos (DEA), enquanto não chega a equipe médica no local.

Os incidentes cardíacos correspondem a mais de um terço da demanda dessa unidade, nos quais muitos chegam a evoluir para PCR. Dessa forma, os desfibriladores permitem que o público se torne “salva-vidas”, aumentando a chance de sobrevivência de um indivíduo, quando usado em tempo hábil e de maneira correta.

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A Devon Air Ambulance distribuiu desfibriladores (DEA) em locais estratégicos no raio de sua atuação (sudoeste da Inglaterra), para que as pessoas tenham fácil acesso ao dispositivo.

Ainda assim, foi percebido que muitas pessoas ainda tinham receio e despreparo para o uso. Portanto, surgiu a iniciativa de organizar treinamentos com datas, horas e locais acessíveis para treinar a comunidade, sendo disponibilizado ingressos de forma gratuita, com agendamento pela internet.

Essa é uma inciativa que desperta o interesse de muitas pessoas, inclusive como um modelo possível e que pode ser implementado. Em seu site, a Devon Air Ambulance faz o convite para esses eventos: clique aqui e confira!. Abaixo, um paciente de parada cardíaca Alan e sua esposa Sandra descrevem um incidente traumático para ambos.

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Estatística 2021

2021 Cardiac Mission statistics.

Segurança Pública e Saúde discutem fluxograma para acionamento do aeromédico da CIOPAER do Ceará

Secretário executivo da SSPDS, Samuel Elânio, diretor geral do SAMU Ceará, Khalil Feitosa, diretor técnico do Samu 192 Ceará, Nilson Mendonça Filho, coordenador da CIOPAER, Cel Av FAB Darley Oliveira de Sousa, e o Ten Cel Emerson Vasconcelos Bastos, chefe de operações da CIOPAER.  

Ceará – Na quinta-feira (31), representantes da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (SESA) reuniram-se para discutir a construção de um fluxograma de acionamento do serviço aeromédico da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAER).

Na reunião também buscaram o alinhamento de tratativas para a interligação do SAMU 192 Ceará com o serviço aeromédico da CIOPAER. A criação de protocolos de acionamento, bem como um novo fluxograma, tem como objetivo um melhor acionamento do serviço e um atendimento mais rápida e eficiente, otimizando o transporte de pacientes críticos.

A análise dos aspectos relacionados à segurança de voo, às condições meteorológicas, ao tempo do transporte e os critérios técnicos da aeronave ficarão a cargo da CIOPAER. As questões que envolverem as condições clínicas do paciente ficará a cargo do SAMU 192 Ceará.

Atualmente, a CIOPAER conta com cinco bases no Estado localizadas nos municípios de Fortaleza, Juazeiro do Norte, Sobral, Crateús e Quixadá. As aeronaves são dotadas de equipamentos e insumos e atuam com médico e enfermeiro a bordo. O transporte aeromédico é utilizado para reduzir o tempo de deslocamento entre as cidades e agilizar a prestação de socorro a pacientes críticos.

Paramédica realiza pesquisa sobre onde estão as mulheres nos serviços aeromédicos do Reino Unido

Pesquisa: onde estão as mulheres nos serviços aeromédicos?

Reino Unido – A paramédica especialista em cuidados intensivos, Jessica Thomas-Mourne, conhecida por Jess, está realizando pesquisa importante para seu mestrado que pode mudar a forma como as mulheres acessam o campo em que ela trabalha – o HEMS (Helicopter Emergency Medical Services).

Jess trabalha na Devon Air Ambulance e começou a coletar respostas para sua pesquisa em março de 2022 e já reuniu uma quantidade substancial de dados. A pesquisa já foi encerrada (clique aqui). O que diz Jess sobre seu progresso no projeto até agora:

“Quando passei de paramédica do serviço de ambulância para paramédica da Devon Air Ambulance, percebi que havia poucas mulheres em nossa equipe operacional. ‘Como parte do MSc Prehospital Critical Care/Retrieval and Transfer que estou estudando, queria explorar se isso era exclusivo do Serviço Médico de Emergência de Helicóptero (HEMS)”, disse.

“Embora no Reino Unido as mulheres representem cerca de metade de todos os médicos e paramédicos, dentro do HEMS apenas 1 em cada 5 médicos do HEMS e 1 em cada 4 paramédicos do HEMS são mulheres. Minha pesquisa envolve explorar potenciais barreiras que resultaram em desigualdade de gênero no HEMS do Reino Unido e identificar o que pode ser feito para aumentar a inclusão e diminuir a diferença entre os sexos. Estou coletando dados usando pesquisas on-line anônimas abertas a paramédicos e médicos que consideraram se inscrever, pretendem se inscrever ou solicitaram o HEMS, mas não estão trabalhando no HEMS”, complementou.

Pesquisa: onde estão as mulheres nos serviços aeromédicos?

No entanto, quando Jess procurou se candidatar a seu cargo na Devon Air Ambulance, ela encontrou algumas noções preconceituosas ao longo do caminho. Enquanto passava pelo longo processo de inscrição e seleção para o HEMS, recebeu comentários de colegas de outros lugares, como: “Vai para o clube dos meninos?”, “Você só entrará no time alfa se seu rosto se encaixar”, “Você acha que você é forte o suficiente para fazer HEMS?”, ou “voar de helicóptero não é perigoso para as mulheres?”.

Sobre isso, Jess comenta: “Inicialmente, pensei que essas observações foram ditas em tom de brincadeira, mas descobri que eram preocupações reais de que eu, uma mulher cissexual, poderia não me encaixar em um local de trabalho percebido como masculino. Foi só quando me juntei ao DAA que fiquei ciente da falta de mulheres em nossa equipe operacional e me dei conta de que quase todos os médicos do HEMS que eu já havia encontrado eram, de fato, homens. Eu me senti retrospectivamente ingênua e ignorante de que isso não havia passado pela minha cabeça antes, e comecei a refletir sobre esses comentários”.

“Dentro do serviço atual, temos atualmente 4 paramédicos e 4 médicos que são mulheres e 19 paramédicos e 9 médicos que são homens. Eu queria explorar se isso era exclusivo da nossa organização e descobri que, embora no Reino Unido as mulheres constituam quase metade de todos os médicos e paramédicos, no HEMS do Reino Unido isso reduz para aproximadamente 20% dos médicos do HEMS e 24% dos paramédicos do HEMS”, disse.

Jessica Thomas-Mourne. Pesquisa: onde estão as mulheres nos serviços aeromédicos?

O que está segurando as mulheres em HEMS? As barreiras organizacionais percebidas no trabalho de Jess incluem:

  • Uma cultura masculina, coloquialmente chamada de “o clube dos velhos”, que transmite uma sensação de que as mulheres não se encaixam;
  • A falta de trabalho a tempo parcial/flexível que pode ser desejável por várias razões, incluindo cuidados infantis, trabalho em dupla função ou outros compromissos. As mulheres com filhos devem fazer um sacrifício familiar pelo trabalho.
  • Discriminação de gênero/gravidez/materno/parental ou um ambiente abertamente sexista onde as pessoas ouviam comentários depreciativos e abusivos em relação às mulheres no local de trabalho.

“Sou incrivelmente grata a todos que ofereceram seu tempo para completar minha pesquisa e estarei analisando as respostas nos próximos meses. Eu realmente vejo esta pesquisa como uma oportunidade fantástica para uma mudança positiva. Finalmente, espero publicar meus resultados em uma revista, revisado por pares para alcançar um público mais amplo e diminuir a diferença entre os sexos no HEMS”, finaliza Jess.

A Devon Air Ambulance relata que está imensamente orgulhosa de sua equipe e apoia absolutamente o trabalho que Jess está realizando para mudar a paisagem aérea de HEMS para mulheres.

Apoia entusiasticamente sua pesquisa e espera acompanhar seu progresso e defender o impacto positivo de seu trabalho, não apenas dentro da própria equipe, mas, o impacto potencialmente mais amplo de seus esforços para as mulheres e para o serviço como um todo.

Operadora aeromédica inglesa GNAAS realiza testes com o Jet Suit Paramedic

Operadora aeromédica inglesa GNAAS realiza testes com o Jet Suit Paramedic

Reino Unido – A operadora aeromédica do Reino Unido, Great North Air Ambulance Service (GNAAS), iniciou um projeto em 2020 com um equipamento chamado de Jet Suit Paramedic, onde um paramédico veste um traje e pode acessar pacientes em áreas remotas de Lake District, parque nacional em Cúmbria, no noroeste da Inglaterra. 

Nesta fase inicial, foi realizado o primeiro voo livre, operando com segurança o equipamento. O principal objetivo do Jet Suit Paramedic seria a triagem no local, oferecendo uma resposta rápida às vítimas em áreas remotas, permitindo sua estabilidade e a capacidade de sobrevivência do paciente.

Os testes foram realizados por meio de parceria com a Gravity Industries e uma das líderes em energia renovável Ørsted. Quem realizou os testes foi Andy Mawson. Ele é paramédico da GNAAS há 11 anos e diretor de operações há três anos, além de ser o cérebro por trás do projeto Jet Suit Paramedic.

“Meu principal objetivo é entregar o serviço clínico que o público espera de nós, então, como parte desse papel, estamos constantemente procurando maneiras de fazer as coisas de maneira diferente ou melhor. Dentro da equipe de cuidados intensivos e dentro da própria GNAAS, há uma cultura real de desenvolvimento e inovação e isso levou ao projeto do traje a jato”, disse Andy.

A Gravity Industries é a primeira empresa que projeta, constrói e pilota o primeiro Jet Suit (“traje a jato”) patenteado do mundo, sendo pioneira em uma nova era de voo humano. O equipamento inclui motores a reação mais potentes que iniciam mais rápido e se beneficiam de um sofisticado sistema de controle CANBus (Controller Area Network).

O traje é totalmente impresso em 3D, em polipropileno, resultando em um sistema com maior capacidade, o que permitiu à Gravity entrar em ambientes montanhosos desafiadores.

As novas melhorias do equipamento devem resultar em maior capacidade de manobra e implantação mais rápida. Enormes economias de tempo já foram encontradas e comprovadas neste conceito em relação aos métodos convencionais de acesso a pé ou de helicóptero. Esse dispositivo produz até 144kg de empuxo; a relação empuxo para peso é maior do que qualquer caça a jato conhecido que temos na atualidade.

O equipamento é uma grande oportunidade para uso em operações de resgate, principalmente às vitimas em locais de difícil acesso, com terreno irregular, onde a ambulância não alcance e os helicópteros tenham dificuldades de encontrar um local seguro de pouso. 

Sobre o Operador Aeromédico GNAAS:

O GNAAS realiza atendimentos pré-hospitalares, resgatando centenas de pacientes gravemente feridos ou doentes todos os anos em North-East, Cumbria e North Yorkshire. Não são financiados pelo Sistema Nacional de Saúde do reino Unido (NHS). Em 2021 foram acionados 1.620 vezes, com custo por missão de £ 4.135 e por ano de £ 6,7 milhões.

Possuem bases em Langwathby, Urlay Nook, Eaglescliffe e no Aeroporto Internacional de Newcastle. Em 2015, foram uma das primeiras ambulâncias aéreas do Reino Unido a transportar sangue em suas aeronaves. Usam três helicópteros Airbus AS365 N3+ (G-NHAD, G-NHAE e G-NHAC).

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Centenas de vidas foram salvas por equipes aeromédicas do Reino Unido após uso de hemoderivados

Dr Luke Banks na ambulância aérea ( Imagem: AGÊNCIA DE NOTÍCIAS E FOTOS DE GRIMSBY LT)

Reino Unido – Centenas de vidas estão sendo salvas após um aumento nas transfusões de sangue em atendimentos de emergência realizados por equipes de ambulâncias aéreas no Reino Unido. Aumentaram 43% em três anos e criaram uma necessidade urgente de doadores de sangue.

Dados obtidos pelo Mirror, de 13 das 18 organizações de caridade de ambulâncias aéreas do Reino Unido que transportam sangue, mostraram que 541 pacientes receberam transfusões em emergência em 2021. Isso revela um aumento relevante em relação aos 378 em 2019.

É importante entender que o sangue é um componente vital e muito importante para manutenção das funções do corpo, inclusive na atividade do coração. A diminuição do seu volume, chamada “hipovolemia”, compromete consideravelmente a vida do paciente. E é exatamente nesse ponto em que as transfusões sanguíneas ajudam a salvar.

A possibilidade de realização de transfusão sanguínea ainda na cena de ocorrências traumáticas de pacientes graves, com sangramento abundante, aumenta a chance de sobrevivência, devido o inicio rápido da intervenção.

Centenas de vidas foram salvas por equipes aeromédicas no Reino Unido após uso de hemoderivados. Foto: LNAA.

Esse procedimento já foi exclusivo de unidades hospitalares fixas, mas estendeu-se às unidades móveis terrestres e também aéreas. Dessa forma, mais ambulâncias aéreas estão recebendo bolsas de sangue à medida que as evidências acumuladas nas transfusões salvam vidas.

Um caso recente aconteceu em um região rural de Lincolnshire, região leste da Inglaterra, no Reino Unido. O médico Luke Banks da operadora de ambulância aérea The Lincs & Notts Air Ambulance (LNAA) da Inglaterra disse que precisou realizar uma cirurgia cardíaca aberta em uma vítima de facada no coração. Ela estava há 80 minutos do hospital de trauma mais próximo, Queen’s Medical Center de Nottingham.

Ao realizar um ultrassom, Luke viu um coágulo de sangue ao redor do coração que ameaçava fazer com que ele parasse de bater. Além do procedimento cirúrgico no local, a mulher recebeu quatro bolsas de sangue durante o atendimento, o que salvou sua vida e acabou se recuperando.

Luke Banks comentou que “apenas 10% desses pacientes sobrevivem o suficiente para chegar ao hospital. É quase impossível de sobreviver. Conseguimos acessar o coração do paciente antes que ele parasse de bater. As evidências clínicas mostram que a transfusão de sangue em atendimento pré-hospitalar é a coisa certa a fazer. A contribuição dos doadores de sangue pode ser a diferença entre a vida e a morte”.

Em 2021, essa operadora aeromédica transportou sangue a bordo do helicóptero e dos veículos de emergência e utilizou 77 bolsas de hemoderivados em pacientes. Essas transfusões podem acontecer em qualquer lugar, seja na estrada, em casa, na linha férrea ou na praia. Desde 1994, voaram para mais de 25.000 missões, fornecendo cuidados intensivos pré-hospitalares em Lincolnshire e Nottinghamshire.

A médica Laura Green, do Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), disse que “o papel das ambulâncias aéreas na realização de transfusões de sangue no local de um acidente é crucial. As equipes de ambulâncias aéreas estão se esforçando continuamente para fornecer cuidados ainda melhores aos pacientes”.

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