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Equipes do CIOPAER e do SAMU resgatam homem pisoteado por boi em região de difícil acesso no Acre

Equipes do CIOPAER e do SAMU resgatam homem pisoteado por boi em região de difícil acesso no Acre. Foto: Divulgação.

Acre – Na tarde desta terça feira (15), o helicóptero Harpia 04 do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) foi acionado para um resgate na comunidade Vila Nova, zona rural de Capixaba, no interior do Acre. Um homem havia sido pisoteado por um boi enquanto trabalhava e precisava de atendimento de urgência.

Por terra, a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) levaria de 5 a 8 horas para chegar ao local. Com o emprego da aeronave, em apenas 25 minutos a equipe de saúde já estava atendendo o homem ferido.

No local, os profissionais de saúde constataram que o homem apresentava quadro de hemorragia interna. Como o estado de saúde dele era grave, foi removido de helicóptero para o Pronto Socorro de Rio Branco. A equipe pousou nas imediações do Arena Acreana, onde o paciente foi embarcado em uma ambulância e transferido para a unidade de saúde.

Nova resolução do Cofen normatiza a atuação do enfermeiro no serviço aeromédico

Nova resolução do Cofen normatiza a atuação do enfermeiro no serviço aeromédico

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) aprovou durante a 524ª reunião ordinária da plenária, a nova resolução que normatiza a atuação do enfermeiro na assistência direta e no gerenciamento do Atendimento Pré-Hospitalar Móvel e Inter-hospitalar em veículo aéreo.

Publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira (18), a Resolução Cofen Nº 656/2020 foi elaborada por um Grupo de Trabalho Aeromédico do Cofen composto por enfermeiros de voo civis e militares de diversas regiões do país.

Conforme a resolução, para o exercício da atividade operacional ou para exercer a função de responsável técnico do serviço, o enfermeiro deverá possuir pós-graduação lato sensu em Enfermagem Aeroespacial ou possuir título emitido por sociedade de especialista, também em Enfermagem Aeroespacial.

Para os enfermeiros de voo e responsáveis técnicos do serviço de enfermagem aeroespacial, em exercício, ou que tenham exercido atividade aeroespacial e que não possuam o curso ou o título, terão até 36 meses para cumprir uma dessas exigências.

Segundo a presidente da Associação Brasileira de Enfermagem Aeroespacial (ABRAERO), Michelle Taverna, “o desenvolvimento inteligente de padronizações, formação e qualificação de enfermeiros de voo trarão benefícios não só para classe profissional que estará embasada cientificamente em suas condutas, mas principalmente aos pacientes aerotransportados”.

Nova resolução do Cofen normatiza a atuação do enfermeiro no serviço aeromédico. Foto: Cofen.

 

EASA emite orientações sobre o uso de gelo seco no transporte aéreo da vacina contra COVID-19

EASA emite orientações sobre o uso de gelo seco no transporte aéreo da vacina contra COVID-19

Alemanha – A European Union Aviation Safety Agency (EASA) publicou orientações para o transporte aéreo seguro de vacinas resfriadas por gelo seco, auxiliando a indústria da aviação europeia na gigantesca tarefa de distribuir vacinas COVID-19 de forma rápida, eficiente e segura.

O gelo seco, a forma congelada de dióxido de carbono (CO²), pode garantir o resfriamento da vacina a temperaturas abaixo de -70 ° C (-94 ° F), o que é necessário para algumas das vacinas em desenvolvimento.

Mas o gelo seco também é considerado um produto perigoso para o transporte aéreo, uma vez que concentrações de cerca de 5% de CO² gasoso no ar respirável podem levar a uma concentração excessiva de CO² no sangue, enquanto concentrações acima de 10% podem causar convulsões, coma e morte.

EASA emite orientações sobre o uso de gelo seco no transporte aéreo da vacina contra COVID-19

Concentrações de baixo nível, no entanto, não têm efeitos negativos perceptíveis. O limite superior normal em uma cabine de passageiros é <0,5%. “Essa orientação dá uma contribuição importante para o esforço global de vacinação ao definir as condições que devem ser atendidas nos cuidados a serem tomados ao transportar grandes quantidades de gelo seco em uma aeronave, seja no porão de carga ou nas cabines de passageiros”, disse Patrick Ky, Diretor Executivo da EASA.

“Devido à sua velocidade e capacidade de alcançar áreas geográficas relativamente remotas, o transporte aéreo é um componente essencial na implementação das vacinas COVID-19. Nossa orientação é garantir a segurança de todos os envolvidos no processo de transporte.”

A orientação descreve aspectos que os operadores que desejam transportar vacinas devem levar em consideração em sua avaliação de risco do transporte proposto. Idealmente, as vacinas resfriadas por gelo seco deveriam ser transportadas nos compartimentos de carga do convés inferior, mas também poderiam ser transportadas nas cabines de passageiros, desde que os riscos associados fossem mitigados. Nenhum passageiro seria permitido a bordo em tais casos.

As ações a serem tomadas incluem a garantia do funcionamento adequado dos sistemas de ventilação, as considerações de carregamento da aeronave, o planejamento da rota e cenários de desvio, a disponibilidade de oxigênio suficiente a bordo e a disponibilidade de detectores para monitorar o nível de CO².

A EASA publicou outro documento de orientação relacionado ao transporte de vacinas para COVID-19 em 2 de dezembro de 2020, relacionado aos dispositivos de localização e controle de temperatura necessários para garantir a integridade das vacinas e facilitar o monitoramento do envio.

ADAC inicia projeto e helicópteros de resgate utilizarão produtos derivados de sangue nas missões aeromédicas

ADAC inicia projeto e helicópteros de resgate utilizarão produtos derivados de sangue nas missões aeromédicas realizadas em Ulm e Koblenz, na Alemanha.

Alemanha – Os helicópteros de resgate das bases de Ulm e Kolenz da ADAC iniciaram projeto piloto e passaram a transportar produtos derivados de sangue em suas missões aeromédicas. Desta forma, as pessoas gravemente feridas já podem receber sangue no local da emergência, principalmente nos casos de acidentes em áreas rurais ou remotas.

Outras bases do ADAC Air Rescue devem se beneficiar com os resultados desse projeto. “Com sua experiência no setor militar, os Hospitais das Forças Armadas de Ulm e de Koblenz, são parceiros na introdução dos produtos derivados de sangue no transporte aeromédico”, enfatiza Frédéric Bruder, Diretor Administrativo da ADAC Air Rescue.

As tripulações do “Christoph 22” e do “Christoph 23” são formadas por médicos de emergência que já obtiveram experiência no campo da transfusão precoce no curso de missões militares no exterior nos últimos anos. Estudos militares mostraram que administrar sangue em um estágio inicial pode ajudar a garantir que pacientes significativamente mais graves cheguem vivos ao hospital.

Como resultado dessa experiência, amostras de sangue foram coletadas de pacientes gravemente feridos no hospital de Ulm desde agosto de 2015, a fim de analisar a necessidade de hemoderivados com mais precisão como parte de um estudo científico. O projeto atual foi iniciado com base nesses dados.

“O sangramento descontrolado em decorrência de uma lesão grave em acidentes é a principal causa de morte em pacientes com menos de 45 anos”, explica o médico sênior Prof. Matthias Helm. O diretor da Clínica de Anestesiologia, Medicina Intensiva, Medicina de Emergência e Terapia da Dor do hospital militar de Ulm, e sua equipe iniciaram o projeto piloto em agosto de 2020.

“Podemos chegar a esses pacientes muito rapidamente de helicóptero e, com a administração precoce de produtos derivados de sangue, podemos realocar outro componente da medicina intensiva hospitalar, diretamente para o local de implantação”.

O Hospital Central das Forças Armadas, em Koblenz, iniciou o projeto em outubro. As pesquisas científicas também estão sendo realizadas para verificar até que ponto a forma e o formato dos produtos derivados de sangue mudam devido às vibrações quando são transportados em um helicóptero.

ADAC inicia projeto na Alemanha e helicópteros de resgate utilizarão produtos derivados de sangue nas missões aeromédicas

Aos primeiros resultados do projeto deverão ser divulgados a partir de junho de 2021. No futuro, as pesquisas podem ser complementadas em outras bases, de modo que o projeto seria colocado em uma base científica ainda maior. Os centros de estudo esperam cerca de dez utilizações de hemoderivados em missões, a cada ano.

Os helicópteros de resgate carregam não apenas concentrados de eritrócitos (glóbulos vermelhos), mas também fatores de coagulação. São utilizados glóbulos vermelhos (eritrócitos) do grupo sangüíneo zero com fator de Rhesus negativo, pois são tolerados por todas as pessoas. Como o sangue doado só pode ser guardado por algumas semanas, os dois hospitais das Forças Armadas dependem de doações de sangue.

Os produtos derivados de sangue são fornecidos por meio dos bancos de sangue das clínicas e do serviço médico de transfusão das Forças Armadas e, se não forem necessários, serão disponibilizados para outros pacientes em tempo hábil, antes que seu prazo de validade expire. Dessa forma, o sangue não se deteriora, mesmo que não seja usado nos dois helicópteros de resgate da ADAC.

Em 2019, os dois helicópteros foram acionados cerca de 3.600 vezes. As bases do helicóptero “Christoph 22” e “Christoph 23” operam com três pilotos cada, 40 médicos de emergência e 13 paramédicos de emergência (TC HEMS). Os helicópteros de resgate da ADAC decolam em todo o país cerca de 54.000 vezes. Isso corresponde a cerca de 150 emergências por dia.

ADAC inicia projeto na Alemanha e helicópteros de resgate utilizarão produtos derivados de sangue nas missões aeromédicas

SAMU Alagoas completa 17 anos de atendimento pré-hospitalar móvel terrestre e aéreo

SAMU Alagoas completa 17 anos de atendimento pré-hospitalar móvel terrestre, aquaviário e áreo.

Alagoas – Desde dezembro de 2003 o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Alagoas já realizou 770.874 atendimentos. Com isso, nos 17 anos de funcionamento, completados nesta quarta-feira (16), o serviço tornou-se uma referência para a população alagoana na assistência pré-hospitalar móvel terrestre e aéreo.

O SAMU Alagoas já salvou a vida de milhares de vítimas de acidentes de trânsito, de afogamentos, queimaduras, quedas de altura, e de pessoas com ferimentos por arma branca ou por arma de fogo. O serviço também é referência por socorrer alagoanos com suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC), Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), além de tantos outros casos de urgência e emergência.

O SAMU cobre 100% do território alagoano, com as Centrais Maceió e Arapiraca, além de 35 Bases Descentralizadas. No total, são 59 ambulâncias, distribuídas em 37 dos 102 municípios alagoanos, além de nove motolâncias e o serviço aeromédico.

Socorristas da aeronave Falcão 05, que atua em resgates junto com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), auxiliaram as equipes médicas no socorro de vítimas. Foto: CAESP.

Aeronave exclusiva

Para garantir ainda mais agilidade nas ocorrências feitas pelo SAMU Alagoas, o Governo do Estado, por meio da Sesau, possui uma aeronave exclusiva disponibilizada para o Serviço Aeromédico, que, em 2020, completou 10 anos de funcionamento. Alagoas é o único Estado do Nordeste a possuir uma aeronave exclusiva para fazer o serviço de resgate aeromédico.

O helicóptero do serviço aeromédico é operado pela Chefia Aérea Especial da Segurança Pública (CAESP) e é tripulado por um médico e um enfermeiro do SAMU, por um tripulante operacional do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas e por um piloto da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

A aeronave pode ser acionada para qualquer local do Estado, com a equipe aeromédica fazendo resgates de vítimas de acidente de trânsito em rodovias, vítimas de afogamento em mares, e também transferências inter-hospitalares, e em alguns casos, transportando pacientes para estados vizinhos.

SAMU Alagoas completa 17 anos de atendimento pré-hospitalar móvel terrestre e aéreo.

Equipes de resgate se mobilizam para transportar mãe e filho recém-nascido da cidade de Afuá para Macapá, AP

Equipes de resgate se mobilizam para transportar mãe e filho recém-nascido da cidade de Afuá para Macapá, AP

Amapá – O Grupamento Tático Aéreo (GTA) do Amapá realizou na manhã de terça-feira (15), o resgate de uma mãe que deu à luz gêmeos prematuros de 26 semanas. A mulher é moradora do município de Afuá, situada na Ilha de Marajó, PA e precisava de atendimento de urgência.

A equipe do helicóptero Gavião 01 decolou de Macapá para realizar o resgate. No local, a equipe verificou que um dos recém-nascidos havia falecido e o outro estava com quadro clínico grave.

A mãe e o bebê foram preparados para o transporte e embarcados na aeronave. Durante o voo a criança sofreu duas paradas cardiorrespiratórias, revertidas com sucesso pela equipe de saúde a bordo. A mãe o bebê foram entregues à equipe médica do Hospital Maternidade Mãe Luzia, em Macapá. A mãe está bem, em recuperação, e o filho está na UTI neonatal da maternidade.

Força Aérea Brasileira recebe o terceiro avião SC-105 Amazonas para missões de “Busca e Salvamento”

Força Aérea Brasileira recebe terceiro avião SC-105 Amazonas para missões de “Busca e Salvamento”. Foto: COPAC.

Brasil – A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu no início de dezembro, a terceira aeronave Casa 295 (SC-105 Amazonas) para operações de “Busca e Salvamento” (SAR). Produzida pela Airbus Espanha, a cerimônia de entrega aconteceu em Sevilha.

“A Força Aérea Brasileira recebe um vetor estratégico que assegura a capacidade de realizar busca e salvamento em uma área de 22 milhões de quilômetros quadrados de responsabilidade do Estado brasileiro, ou ainda realizando missões de evacuação aeromédica, socorro em voo, e outras missões humanitárias em todo território nacional e na América do Sul”, enfatizou o Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues, durante a solenidade de entrega.

O avião SC-105 Amazonas SAR será operado pelas tripulações do Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2°/10° GAV) – Esquadrão Pelicano, sediado na Base Aérea de Campo Grande, MS. A unidade aérea trabalha em regime de prontidão, 24 horas por dia, sete dias da semana, nos 365 dias do ano.

Acidente de trânsito na BR-376 mobiliza equipes de resgate e helicóptero do SAMU

Acidente de trânsito na BR-376 mobiliza equipes de resgate e helicóptero do SAMU. Foto: Jandaia Online.

Paraná – Na tarde desta quinta-feira (10), dois acidentes de trânsito aconteceram na sequência na BR-376, próximo a Jandaia do Sul, e deixou uma vítima em estado grave.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o congestionamento em razão de outro acidente de trânsito causou a segunda colisão. Um veículo celta com placa de Apucarana colidiu violentamente contra a traseira de uma carreta, com placa de Guaíba/RS. De acordo com a PRF, o motorista do Celta, de 49 anos, não observou que o trânsito estava parado na rodovia em função do primeiro acidente. Os acidentes ocorreram em um intervalo de meia hora.

O motorista do carro ficou preso às ferragens e sofreu ferimentos graves. Foi retirado do veículo por equipes do Corpo de Bombeiros, socorrido pelo serviço aeromédico do SAMU e levado a um hospital de Arapongas. O condutor da carreta não se feriu. Equipes de resgate do Corpo de Bombeiros, SAMU e da concessionária da rodovia participaram do atendimento emergencial.

“Medicina Aeroespacial e o Serviço Aeromédico” será tema de live no dia 17 de dezembro

Aeromédico do Brasil – O portal Resgate Aeromédico iniciou uma série de entrevistas com protagonistas do aeromédico brasileiro para conhecer melhor o funcionamento do serviço.

Na quinta-feira, dia 17 de dezembro, às 19h30, o médico Rolland Duarte de Souza será o protagonista de live sobre “Medicina Aeroespacial e o Serviço Aeromédico“.

Rolland Duarte é especialista em Medicina Aeroespacial, Cirurgia Geral, Endoscopia Digestiva, Ultrassonografia Geral e possui Mestrado em Ensino na Saúde. É piloto privado de avião e atua como Perito Médico Examinador na ANAC. Atualmente, é Coordenador e Professor do Programa de Pós-Graduação em Medicina Aeroespacial da Universidade Estácio, São Paulo, Brasil.

Será uma conversa com Eduardo Beni, editor do Portal Resgate Aeromédico, e serão abordados os seguintes temas:

  • O que é Medicina Aeroespacial;
  • Como é desenvolvida essa área de atuação médica no Brasil e no Mundo;
  • Como é a formação do médico nessa área;
  • Qual a relação da medicina aeroespacial com o serviço aeromédico.

Saiba mais: Aeromédico do Brasil.

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BPMOA treina médicos e enfermeiros que trabalharão no litoral paranaense durante a Operação Verão

BPMOA treina médicos e enfermeiros que trabalharão no litoral paranaense durante a Operação Verão

Paraná – Nos dias 11, 12 e 13 de novembro o Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) realizou o 2º Curso de Operador de Suporte Médico para profissionais de saúde que irão trabalhar no litoral durante a Operação Verão 2020/2021.

O curso se destina ao treinamento especializado dos médicos e enfermeiros que atuam em atividades de resgate e remoção aeromédica no sistema de saúde do Paraná e cumpre as exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (RBAC 90). Com a capacitação, os profissionais poderão trabalhar embarcados nas aeronaves do BPMOA nos atendimentos de urgência e emergência médicas em toda a região litorânea.

Os 21 profissionais de saúde, apresentados pela Pró-Ativo, empresa vencedora do processo licitatório realizado pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral do Paraná (CISLIPA), receberam treinamento teórico e prático na torre de treinamento vertical no hangar operacional do BPMOA. (saiba mais sobre a licitação)

As atividades foram ministradas pelos operadores de suporte médico da Base Leste do BPMOA, em Curitiba, operadores aerotáticos e comandantes de aeronave. Durante o curso, os profissionais receberam instrução sobre:

  • legislação aeronáutica,
  • doutrina operacional,
  • segurança operacional,
  • noções de navegação,
  • emergências,
  • meteorologia,
  • fadiga de voo,
  • fisiologia aeroespacial,
  • atendimentos à vítimas de afogamento,
  • protocolos,
  • rotina e organização de cabine,
  • conhecimento técnico da aeronave,
  • exercícios práticos de embarque e desembarque de aeronaves a baixa altura, infiltração em local restrito utilizando rapel e extração de local restrito utilizando a técnica Mcguire.
BPMOA treina médicos e enfermeiros que trabalharão no litoral paranaense durante a Operação Verão

Operações diurnas e noturnas

Esse ano a Polícia Militar do Paraná, através do BPMOA, estará presente no litoral, todos os dias da semana do nascer ao pôr-do-sol e, além da operação diurna, contará também com equipe aeromédica completa em todos os finais de semana e feriados no período noturno, mantendo a Base Litoral, nestas datas, 24h com o serviço operante.

Para as operações noturnas o BPMOA estabeleceu regras de voo visual noturno, limitado a áreas determinadas de pouso reconhecidas pelas equipes, com carta de voo visual padronizando rampa de aproximação e decolagem, alturas de voo, pontos de coordenadas compulsórios para navegação como referência, possibilitando fazer a remoção de vítimas graves de Guaratuba, Matinhos, Pontal e Paranaguá.

As vítimas serão triadas pela regulação médica da Operação Verão, estabelecida gravidade do seu estado clínico e viabilidade das condições meteorológicas para deslocamento, devendo a ambulância levar até o local padronizado para embarque no Falcão e deslocamento seguro até Paranaguá para ser entregue para procedimentos no Hospital Regional Litoral.

Para o Tenente Maikon, Comandante de aeronave e Oficial de Comunicação Social do BPMOA, “a versatilidade e eficiência do helicóptero Falcão, aliada ao treinamento das tripulações, faz com que exista maior excelência na realização das missões, visando preservar a vida de quem mais precisa de ajuda, além de diminuir o tempo de chegada do socorro.”

Operação Verão

A Operação Verão é resultado de atividade conjunta entre a Secretaria da Saúde (SESA), Secretaria da Segurança Pública (SESP), Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e CISLIPA, que envolve as todas as prefeituras do litoral paranaense.

Saiba como foi a participação dos helicópteros da Airbus na história do serviço aeromédico no mundo

No final da primavera de 1969, um menino chamado Björn Steiger passava o dia na piscina em sua cidade natal, Winnenden, Alemanha. No caminho para casa naquela tarde, ele é atropelado por um carro. A polícia local e a Cruz Vermelha são acionadas, mas leva quase uma hora para que uma ambulância cheguasse ao local. Björn Steiger morreu a caminho do hospital.

Esta história e muitos outras eram a realidade dos serviços de emergência médica da época. Seja sofrendo um ferimento no topo de uma montanha ou no meio de uma rodovia, a falta de um sistema de atendimento pré-hospitalar fez com que muitas vítimas não recebessem os cuidados de que precisavam com a rapidez necessária.

Na Europa e nos EUA, os chamados sistemas de Helicopter Emergency Medical Services (HEMS) amadureceram muito e em diversos países ao redor do mundo, como o Brasil, o serviço vem se consolidando. A maior vantagem é que os helicópteros podem chegar em um local, três a cinco vezes mais rápido do que uma ambulância e, às vezes, é a única maneira de acessar um local inóspito. Os pacientes recebem tratamento médico mais cedo e a chance de sobrevivência em casos críticos aumenta significativamente.

A frota global de helicópteros Alouette III acumulou mais de sete milhões de horas de voo, com muitos desses helicópteros ainda em serviço operacional.

HEMS para uso civil

A evacuação aeromédica começou sua história com aeronaves de asa fixa e foi nas guerras da Coréia e do Vietnã que o uso de helicópteros se tornou padrão para evacuação aeromédica (MEDEVAC). Com um impacto tão positivo, o HEMS logo foi introduzido na esfera civil.

Vários países abriram caminho na adoção do uso de helicópteros nessas operações. A Flight for Life tornou-se a primeira operadora HEMS civil dos Estados Unidos em 1972, com base no Hospital Central St. Anthony em Denver, Colorado.

A francesa Sécurité Civile começou missões de resgate em 1959, quando pela primeira vez resgatou um montanhista vítima de um ataque cardíaco no ponto de descanso mais alto do Monte Branco (e de fato o mais alto de toda a Europa), o refúgio Vallot, a 4.362 metros.

Na Alemanha, as autoridades tomaram a decisão de iniciar um período de teste com um helicóptero tripulado com um médico e um paramédico, a fim de encurtar o tempo de resposta aos acidentes, sendo pioneiro no conceito de levar o médico ao local do acidente. Esta abordagem forneceu cuidados primários dentro de 10-20 minutos após soar o alarme.

Em 1973, o primeiro helicóptero da DRF Luftrettung decolou: um Alouette III, construído pela Aérospatiale – empresa antecessora da Airbus Helicopters. (Crédito: DRF Luftrettung).

Helicópteros pioneiros

O Alouette III foi fundamental para o crescimento de HEMS e atividades de resgate de montanha em todo o mundo. Foi o helicóptero no qual a operadora suíça REGA, a austríaca ÖAMTC, a Flight for Life dos Estados Unidos, a Sécurité Civile da França e a DRF Luftrettung da Alemanha desenvolveram suas atividades.

Nas décadas seguintes, o Bo105 e o BK117, desenvolvidos no final dos anos 1970, foram alguns dos helicópteros de maior sucesso em HEMS. O design especial do Bo105, com recursos como piso plano da cabine, embarque traseiro e um rotor principal e de cauda altos, facilitou o embarque de pacientes e contribuiu para seu sucesso.

Quando a ADAC, clube automobilístico da Alemanha, montou sua primeira base HEMS permanente em Munique em 1970, um helicóptero Bo105, batizado de “Christoph 1”, foi usado para suas operações. O helicóptero foi desenvolvido pela empresa predecessora da Airbus Helicopters, MBB, e em estreita cooperação com a ADAC.

Hoje, 55% do total de 2.750 helicópteros que estão em operações HEMS em todo o mundo são helicópteros Airbus, dentre eles o H135 e o H145.

O pioneiro helicóptero Bo105 foi adquirido por mais de 300 operadores em todo o mundo, incluindo o serviço alemão de resgate aéreo ADAC.

HEMS modernos

Muitos modelos diferentes para atividades HEMS existem em todo o mundo. Em alguns países, as operações são administradas pelo governo, em outros são baseadas em organizações sem fins lucrativos, empresas privadas, ou uma combinação de ambos. O nível de cobertura também difere, dependendo da geografia, dos recursos financeiros e do nível de maturidade da organização no respectivo país.

O sistema HEMS na Europa hoje oferece cobertura em quase todos os países da União Europeia. A maioria das bases do HEMS trabalha com o princípio de intervenção rápida com equipes de emergência especializadas para atendimento primário.

Geralmente, há uma proporção de 1 a 1,5 helicópteros por um milhão de residentes, mas em áreas onde as populações estão espalhadas por regiões montanhosas ou fiordes, como na Áustria ou na Noruega, a proporção pode chegar a cinco helicópteros por um milhão de residentes.

Nos Estados Unidos, existem mais de 1.000 helicópteros HEMS transportando cerca de 400.000 pacientes anualmente. Os modelos HEMS variam, incluindo operadoras sem e com fins lucrativos que oferecem opções de sistemas baseados em hospitais, onde eles operam o programa, a modelos de fornecedores independentes e programas administrados pelo governo. Em 2016, 86,4% da população dos EUA estava coberta por um serviço aeromédico, em uma área de resposta de 15-20 minutos.

Lançado em 1982, o BK117 se tornou particularmente popular entre as operadoras dos Estados Unidos – incluindo o provedor de Helicopter Emergency Medical Services (HEMS), Boston MedFlight.

Mercados emergentes para HEMS

O interesse pelas operações HEMS cresceu nos mercados emergentes. Malásia e China, entre outros, iniciaram com sucesso suas primeiras atividades HEMS. Como os programas continuam a ser lançados em mercados emergentes ao redor do mundo, os desafios iniciais precisam ser superados.

Antes de os helicópteros serem introduzidos, as autoridades devem garantir que a infraestrutura esteja pronta, como ter pessoal qualificado disponível e informar a população sobre os procedimentos de emergência. Países como Índia, Brasil, México e Indonésia são candidatos potenciais para um forte desenvolvimento de HEMS nas próximas décadas.

No Brasil, o serviço aeromédico possui características próprias e há muito espaço para o seu desenvolvimento. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o transporte aeromédico (transporte inter-hospitalar) é realizado por cerca de 40 empresas de táxi-aéreo (RBAC 135). São empresas privadas que possuem autorização do Estado para realizarem o transporte aeromédico, mediante remuneração.

Já o resgate aeromédico ou resgate aéreo (atendimento pré-hospitalar) é uma atividade gratuita e realizada por operadores públicos e que seguem regulamentação específica (RBAC 90), como os Corpos de Bombeiros Militares, SAMU, Secretarias de Saúde, Polícias Militares, Polícias Civis, Polícia Rodoviária Federal e Secretarias de Segurança Pública. (saiba mais: Aeromédico do Brasil)

Águia da PM em aproximação na Av 23 de Maio para resgate de vítima de acidente de trânsito. O Cmt da Aeronave era o Cel Ref PM Luiz Alves Júnior. (saiba mais)

Melhorias futuras do HEMS

Uma série de inovações está em andamento para melhorar a segurança das missões HEMS. De sistemas de visão sintética a comunicações por satélite e algoritmos de inteligência artificial, todas essas tecnologias visam facilitar a carga de trabalho do piloto e melhorar a segurança operacional.

Plataformas de decolagem e pouso vertical (VTOL) estão sendo estudadas para o uso aeromédico e podem desempenhar um papel complementar no futuro das operações. As tecnologias e inovações para as operações aeromédicas são ilimitadas.

Esses equipamentos estão desenhando um futuro promissor para as operações que salvam vidas. (saiba mais sobre o eVTOL)

Força Aérea Italiana recebe o primeiro helicóptero HH-139B para operações de busca e salvamento

Força Aérea Italiana recebe o primeiro helicóptero HH-139B para operações de busca e salvamento. Foto: Divulgação

Itália – A fabricante italiana Leonardo entregou o primeiro helicóptero bimotor HH-139B para a Força Aérea Italiana, uma variante customizada do helicóptero AW139.

A aeronave é a primeira de dezessete HH-139Bs. As entregas devem ser concluídas até 2021. O helicóptero será operado pela 15ª Asa da Força Aérea Italiana, que é responsável pelas tarefas de busca e salvamento (SAR), busca e salvamento de combate (C-SAR), combate a incêndios e apoia a comunidade nacional nas operações de socorro em desastres.

Força Aérea Italiana recebe o primeiro helicóptero HH-139B para operações de busca e salvamento

O helicóptero de 7 toneladas apresenta, dentre outros equipamentos, um novo guincho de resgate e um console de missão na cabine. A aviônica central contará com a versão de software Fase 8, permitindo navegação e missões ainda mais avançadas e seguras em qualquer clima.

Os helicópteros serão distribuídos em várias bases e podem ser rapidamente reconfigurados de SAR para MEDEVAC (Evacuação Aeromédica) ou combate a incêndio. O crescimento da frota HH-139 da Força Aérea Italiana também se beneficia de pontos comuns logísticos, operacionais, de certificação e treinamento entre os quase 80 AW139 operados pelo serviço público na Itália, como a Guardia di Finanza, Polícia Estadual, Guarda Costeira, Corpo de Bombeiros e Carabinieri.

Com pedidos feitos por mais de 280 clientes de mais de 70 países, o AW139 é um programa de helicópteros com quase 1.100 unidades em serviço, registrando mais de 2,9 milhões de horas de voo. A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) apresentará em breve o Boeing MH-139 com base no AW139 para substituir a frota UH-1N.

Bebê com problemas cardíacos é transportada em avião do Corpo de Bombeiros de Joinville para Florianópolis, SC

Bebê com problemas cardíacos é transportada em avião do Corpo de Bombeiros de Joinville para Florianópolis, SC

Santa Catarina – O Batalhão de Operações Aéreas (BOA), em parceria com o Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), realizou na quarta (09), o transporte aeromédico de um bebê de 1 ano e 3 meses, de Joinville para Florianópolis.

A criança apresenta problemas cardíacos, necessitando a realização de um cateterismo no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. Para o transporte foi utilizado o avião Arcanjo 02 (EMB-821 Carajá). No Aeroporto Lauro de Cordeiro Loyola, em Joinville, uma equipe médica do Hospital Jesse Amarante Faria aguardava a aeronave.

Com a paciente e sua acompanhante embarcadas, a equipe seguiu para o Aeroporto Internacional de Florianópolis, de onde foi transportada por via terrestre até o Hospital de referência para a realização do procedimento. No somatório dos voos, foram percorridos em torno de 326 quilômetros, em 1h10min de voo.

Alagoas é um dos sete estados brasileiros com cobertura de 100% do SAMU

Alagoas é um dos sete estados brasileiros com cobertura de 100% do SAMU

Alagoas – Qualquer um dos 3.351.543 alagoanos que precisarem de um socorro de urgência pode contar com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Alagoas. Esteja no Alto Sertão ou no Litoral Norte, passando pelo Agreste, Baixo São Francisco e Zona da Mata do Estado, caso haja necessidade de atendimento pré-hospitalar móvel, basta ligar para o número 192, que uma equipe de plantão estará disponível para realizar o atendimento e salvar vidas.

Somente sete estados e o Distrito Federal possuem 100% de cobertura territorial do Samu. No Nordeste, além de Alagoas, Sergipe e Paraíba são contemplados totalmente pelo serviço. Nas demais regiões do Brasil, segundo o Ministério da Saúde (MS), o SAMU está presente em toda faixa territorial dos estados do Acre e Roraima (Norte), Goiás e Distrito Federal (Centro Oeste) e Santa Catarina (Sul).

Para prestar uma assistência de qualidade ao povo alagoano e aos turistas que visitam o Estado, as Centrais de Regulação do SAMU Alagoas, localizadas em Maceió e Arapiraca, possuem uma estrutura composta por 59 ambulâncias. Elas estão divididas entre Unidades de Suporte Básico (USB) e Unidades de Suporte Avançado (USA), nove motolâncias e um helicóptero para o Serviço Aeromédico.

Bases Descentralizadas

Segundo Josileide Costa, supervisora geral do SAMU Alagoas, toda essa estrutura está distribuída em 37 cidades, sendo duas Centrais e 35 Bases Descentralizadas, localizadas a cada 30 km, o que assegura uma cobertura de 100 do território alagoano. “O SAMU Alagoas está completando 17 anos em dezembro e construiu uma proximidade com a sociedade. E com a distribuição estratégica das Bases Descentralizadas, que garantem a cobertura de 100% do território alagoano, potencializamos a qualidade do atendimento pré-hospitalar”, destacou.

A Central Maceió do SAMU Alagoas é responsável por coordenar 16 Bases Descentralizadas, localizadas em União dos Palmares, Viçosa, São Miguel dos Campos, Porto Calvo, Coruripe, Joaquim Gomes, São Luiz do Quitunde, Maragogi, Teotônio Vilela, Rio Largo, Murici, Marechal Deodoro, Barra de Santo Antônio, Colônia Leopoldina, São Miguel dos Milagres e Atalaia.

As outras 19 Bases Descentralizadas estão ligadas à Central de Regulação de Arapiraca e ficam localizadas nas cidades de Penedo, Ouro Branco, Delmiro Gouveia, Pão de Açúcar, Santana do Ipanema, Palmeira dos Índios, Cacimbinhas, Maribondo, Porto Real do Colégio, Campo Alegre, Mata Grande, Girau do Ponciano, São Sebastião, São José da Tapera, Inhapi, Piranhas, Olho D´Água do Casado, Batalha e Traipu.

Atendimentos

As equipes do SAMU Alagoas são compostas por enfermeiros, condutores socorristas, médicos e técnicos de enfermagem. Todos estão preparados para atender casos de urgência, como vítimas de acidentes de trânsito, quedas da própria altura, ferimentos por arma branca e por arma de fogo, quedas de altura, afogamentos, queimaduras, casos obstétricos, atendimento psiquiátrico, casos clínicos como suspeitas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e suspeitas de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).

Outra ocorrência muito comum atendida pelo SAMU são as transferências inter-hospitalares, realizadas pelo Serviço Aeromédico.

Serviço Consolidado

Para Marcos Ramalho, secretário executivo de ações de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), “não conseguimos imaginar o Brasil e a saúde pública sem a presença do SAMU. Em Alagoas, com investimentos próprios do governo do Estado, como a aquisição de novos veículos, foi possível renovar a frota de ambulâncias, que ainda conta com veículos reserva. O SAMU Alagoas faz a cobertura de 100% do estado, garantindo, assim, um atendimento mais próximo à população, para que os alagoanos sejam atendidos, no menor tempo possível, salvando vidas e evitando graves sequelas”, destacou.

Cachorro é resgatado pelo helicóptero Águia 02 da PM após cair de morro no litoral de São Paulo

Cão é resgatado por helicóptero após despencar de morro em São Vicente, SP — Foto: Arquivo pessoal/Eduardo Oliveira.

São Paulo – O Comando de Aviação da Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros resgataram, na manhã de sexta-feira (11), um cachorro que se acidentou no morro da Asa Delta, em São Vicente, no litoral de São Paulo. O animal caiu entre as pedras e ficou preso na encosta do morro. Apesar do susto, ele foi retirado do local e passa bem.

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Na região das pedras do morro, os latidos do cachorro chamaram a atenção dos moradores, que ligaram para os bombeiros para resgatá-lo. Como o local era de difícil acesso, o Corpo de Bombeiros acionou o helicóptero Águia 02 da Base de Aviação da Praia Grande para ajudar na retirada do animal, pois esta em uma área íngreme e de difícil acesso.

Os bombeiros utilizaram cordas para acessar as pedras, onde estava o animal. Com uso do guincho elétrico do Águia da PM, um operador aerotático acessou o local e retirou o cãozinho em segurança.

As equipes conseguiram resgatar o cãozinho por volta das 10h20. Segundo os bombeiros, o cachorro não tinha ferimentos e ficou aos cuidados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) animal de São Vicente.

Paraná terá atendimento aeromédico no litoral até abril de 2021

Com investimentos que ultrapassam R$ 500 mil, Paraná terá atendimento aeromédico no litoral até abril de 2021

Paraná – A Secretaria de Estado da Saúde (SESA), por meio da 1ª Regional de Saúde, reafirmou a parceria nesta quinta-feira (10) com o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral do Paraná (CISLIPA) para contratação das equipes de saúde que irão reforçar o atendimento aeromédico até abril no litoral paranaense.

Para o serviço aeromédico, conforme o resultado do Pregão Eletrônico Nº 08/2020, a empresa Pró-Ativo Gestão de Saúde e Clínica Médica foi a vencedora com o valor de R$ 193 mil.  A empresa disponibilizará médicos e enfermeiros que integrarão as equipes aeromédicas do Batalhão de Operações Aéreas do Paraná (BPMOA), na Base Litoral.

As aeronaves do BPMOA atuarão no apoio aos atendimentos de urgência e emergência em toda a região litorânea. Para isso estão previstas uma aeronave de asa fixa e uma de asa rotativa.

“No ano passado, durante o verão, este serviço também foi realizado, mas o diferencial agora é a ampliação do atendimento com a operação das aeronaves em voos noturnos e a extensão do contrato até a páscoa. Isso dará tranquilidade para a população”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Segundo ele, este reforço no litoral é indispensável. “O serviço aeromédico é de extrema importância visto que possibilita o atendimento em locais de difícil acesso, além da locomoção e transferência de pacientes em um curto período de tempo, diminuindo o risco de agravamento do quadro clínico e óbito”, disse.

REPASSES

O contrato firmado nesta quinta-feira (10) soma R$ 315 mil pagos pela SESA, através de repasses fundo a fundo. Nesse valor está incluída estrutura de containers e a construção de um hangar para o helicóptero em parceria com a SESA e o município de Matinhos. O Estado também movimenta anualmente cerca de R$ 12 milhões para as demais atividades realizadas em conjunto com o BPMOA.

LICITAÇÕES

Além do edital do aeromédico, o Consórcio (CISLIPA) publicou mais dois editais de licitação para contratação de empresas especializadas na prestação de serviços de saúde e de atendimento pré-hospitalar (APH), a fim de atender as demandas dos Municípios do Litoral do Paraná durante o período da Operação Verão 2020/2021.

Adolescentes são resgatados após queda de bicicleta em área rural de Chapecó, SC

Adolescentes são resgatados após queda de bicicleta no interior de Chapecó, SC

Santa Catarina – Na quinta-feira (10), o Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARA) da Secretaria de Saúde de Chapecó foi acionado pelo SAMU para resgatar dois adolescentes que sofreram queda de bicicleta em área rural de Chapecó, SC. O acidente aconteceu em local íngreme e de difícil acesso e foi preciso o emprego do helicóptero do SAERFRON da Polícia Civil.

Um adolescente de 13 anos, com ferimentos de face e membros, e outro de 12 anos, com escoriações em face e fratura de tornozelo esquerdo foram atendidos pela equipe de saúde do SARA no local. Foi realizada a imobilização e limpeza das lesões e as vítimas foram levadas pela ambulância do Corpo de Bombeiros para o hospital local.

Helicóptero de resgate do grupo SAF sofre acidente durante treinamento nos Alpes franceses

Helicóptero de resgate sofre acidente durante treinamento nos Alpes franceses. Foto: Roma Baheu.

França – Um helicóptero de resgate do Service Aérien Français (SAF Hélicoptères) acidentou-se na noite de terça-feira (8) a uma altitude de 1.800 metros em Bonvillard, Alpes franceses, sudeste da França. Cinco pessoas faleceram e o piloto ficou gravemente ferido.

O helicóptero, um Airbus EC 135 T1, matrícula F-HJAF, estava sendo utilizado em uma missão de treinamento de resgate na montanha. Um piloto, um piloto instrutor, um operador de guincho e um instrutor de guincho da SAF Hélicoptères e dois socorristas da CRS Alpes (Compagnies Républicaines de Sécurité), pertencente à Polícia Nacional francesa, estavam a bordo do helicóptero. (Saiba mais)

Recursos de busca, com três helicópteros, foram acionados assim que o alerta foi dado. Diante do nevoeiro e condições meteorológicas adversas foi efetuada inicialmente uma intervenção por terra com as equipes de resgate. Segundo informações preliminares as condições do tempo no momento do acidente eram desfavoráveis.

O Escritório de Investigações e Análises para a Segurança da Aviação Civil (BEA) anunciou a abertura imediata de investigação. BEA é uma agência do governo francês, criada em 1946, com a missão de investigar acidentes aéreos e fazer recomendações de segurança baseadas nos resultados dessas investigações. Está sediado em Le Bourget, nos subúrbios de Paris, na França.

O SAF é uma empresa privada criada há 40 anos e tem bases operacionais na França, Suíça e Marrocos. Emprega 300 pessoas e dispõe de uma frota com cerca de 40 helicópteros (Super Puma – AS332, EC135 e AS50 – Esquilo), dois simuladores, preparados para missões aeromédicas (SAMU), de resgate, combate a incêndio, defesa civil, carga externa, transporte, treinamento e manutenção.

Ozz Saúde assina contrato e operações aeromédicas do SARASUL iniciam no dia 21 de dezembro

Ozz Saúde Eirele assina contrato com AMREC e inicia as operações no SARASUL dia 21 de dezembro. Foto: Divulgação

Santa Catarina – Foi assinado na tarde de quarta-feira (09), na sede da AMREC, o contrato com empresa Ozz Saúde que vai executar o Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico do Sul (SARASUL). O contrata começa a valer no dia 16 de dezembro, quando será realizado um treinamento com a tripulação e os colaboradores da equipe. O treinamento vai durar de dois a quatro dias, dependendo da experiência da equipe que será contratada. A previsão para início das operações é no dia 21 de dezembro.

No ato também foi feito a entrega da ordem de serviço. O presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, Tita Beloli, disse que foi uma luta muita grande. “É um momento tão aguardado, de um serviço que vai atender quase um milhão de pessoas, salvando vidas. Por isso agradecemos todos que se envolveram”, comentou.

O presidente do Consórcio Intermunicipal Multifinalitario (CIM-AMREC), prefeito de Siderópolis, Hélio Roberto Cesa, comemorou dizendo que o serviço é uma grande conquista. O delegado Gilberto Mondini, um dos pilotos da aeronave, garante que o serviço vai fazer a diferença na hora de salvar vidas. “É um serviço que a região ainda não tinha e que vai fazer a diferença. Vai salvar vidas”, afirmou.

Sobre o SARASUL

O serviço terá contrato de 12 meses, onde a empresa fornecerá o pessoal e os materiais médicos e medicamentos. Estão previstos na operação um médico e um enfermeiro que ficarão de prontidão por 12 horas na base do SAER, 07 dias por semana.

O contrato ainda prevê um farmacêutico disponível por 20 horas semanais. O SARASUL vai atender toda a Mesorregião Sul Catarinense (AMREC, AMESC e AMUREL), assegurando serviços de urgência e emergência gratuita exclusiva aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

SAER da Polícia Civil recebe helicóptero locado para operações aeromédicas e policiais em SC

SAER e SARASUL já estão com novo helicóptero alugado para operações aeromédicas e de segurança pública, SC, Foto: Divulgação

Santa Catarina – O Serviço Aeropolicial (SAER) estava atuando com um helicóptero provisório até a última semana, enquanto os policiais esperavam a empresa que venceu a licitação de locação realizar a entrega de uma nova aeronave, que já está operacional.

A empresa DS Táxi Aéreo assinou contrato com o Governo de Santa Catarina até dezembro de 2021, podendo ser renovado. O helicóptero também será utilizado pelo Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico do Sul (SARASUL), que está para ser implantado no Sul do Estado. (Ler a matéria)

SAER e SARASUL já estão com novo helicóptero alugado para operações aeromédicas e de segurança pública em SC. Foto: Divulgação.

A aeronave, do modelo AS350B2, conhecido também como esquilo, custará ao Governo de Santa Catarina o valor de R$ 8.550,00 mensais, para 34 horas/mês, totalizando aproximadamente 510 horas para o período. O helicóptero provisório foi necessário por conta de burocracias na licitação, o que atrasou a entrega.

“Esta não é a primeira vez que temos algumas burocracias em licitação neste sentido. Infelizmente acontece. Por isso que agora vamos batalhar para que a gente tenha um helicóptero próprio e não alugado. O SAER aqui de Criciúma é o único serviço de segurança pública do Estado que não tem uma aeronave comprada. O SAER de Chapecó, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina todos têm aeronaves próprias. A gente ainda não”, destacou o delegado do SAER de Criciúma, Gilberto Mondini.

Um helicóptero novo do mesmo modelo recém-entregue ao SAER custa em média R$ 13 milhões. “Mas não precisamos de uma aeronave nova. Existem usadas e bem conservadas, com valores menores. O que o Estado gasta hoje com aluguel da nossa aeronave, dava de pagar uma parcela de uma aeronave própria para o SAER de Criciúma, tendo pouca diferença de valor”, calculou o delegado.

Nova sede em breve

Em breve o SAER também estará instalado em um novo local. Atualmente a equipe de policiais civis e o helicóptero ficam alocados em um galpão no bairro Vila Macarini. A estrutura é também é alugada, mas a obra da construção de uma nova sede para os policiais já está em andamento.

A Prefeitura de Criciúma cedeu um terreno ao lado do Parque dos Imigrantes, no bairro Rio Maina, e elaborou o projeto de construção do novo hangar, que já foi aprovado. A obra custará R$ 730 mil.

“É um dinheiro que já está garantido, vem do Governo Federal. Acreditamos que nos próximos meses o recurso seja liberado. Atrasou um pouco por conta do período eleitoral, mas em breve deve tudo ser resolvido e vamos poder construir a nova sede”, projetou o delegado.

SAER e SARASUL já estão com novo helicóptero alugado para operações aeromédicas e de segurança pública, SC, Foto: Divulgação

Tecnologia e ação rápida da equipe de saúde do SAMU salva homem ferido por arma branca no Paraná

Tecnologia e ação rápida da equipe de saúde do SAMU salva homem ferido por arma branca no Paraná. Foto: Divulgação.

Paraná – Equipe aeromédica do helicóptero Saúde 06 da Unidade Aérea Pública SESA/SAMU, Base Maringá, foi acionada no último domingo (05) para resgate de masculino de 37 anos, vítima de ferimento por arma branca no tórax.

No local, a vítima em estado crítico, apresentava choque hipovolêmico classe IV e foi prontamente assistida segundo protocolo PHTLS (PreHospital Trauma Life Support). Durante a avaliação clínica do paciente, o emprego do recurso do ultrassom portátil (point of care) foi decisivo para a manutenção da vida da vítima. A avaliação é feita durante o atendimento, de forma rápida e sistemática.

O reconhecimento do tamponamento cardíaco secundário à perfuração no músculo cardíaco foi fundamental para o diagnóstico que possibilitou a realização do procedimento de pericardiocentese. O tamponamento acontece quando o sangue em grande volume no saco pericárdico obstrui a movimentação cardíaca.

A punção diminuiu a quantidade de sangue dentro do saco pericárdico fazendo com que a vítima tivesse condições para embarque e transporte. Durante o atendimento, a Central Regional de Emergências 192/193 foi acionada, o médico regulador recebeu o caso e acionou o Hospital Universitário de Maringá, otimizando o protocolo de transfusão maciça, equipe de cirurgia torácica e centro cirúrgico.

Após a chegada ao hospital a vítima foi imediatamente levada ao centro cirúrgico e submetida ao procedimento de toracotomia. O paciente se recupera na UTI do hospital. O trauma cardíaco por lesão penetrante é considerado de altíssima complexidade e o diferencial para a sobrevida do paciente é a formação técnica da equipe de resgate e imediata intervenção.

Suíça avança no aprimoramento tecnológico de drones para operações de busca e resgate

Suiça avança no aprimoramento de drones para operações de busca e resgate. Foto: REGA. La Rega détient le copyright. Les images et les textes ne peuvent être utilisés dans les médias qu'à titre rédactionnel. Tout autre usage commercial ne peut se faire qu'avec l'autorisation écrite de la Rega.La Rega detiene i diritti di tutte le sue pubblicazioni. Foto e testi della Rega sono a disposizione unicamente per contributi redazionali nei media. Ogni ulteriore uso, e specialmente l’uso commerciale, è soggetto all’autorizzazione scritta della Rega.The copyright is held by Rega. Images and texts may only be used for editorial articles or reports in the media. Any other use, in particular of a commercial nature, is permitted solely with the express written permission of Rega.

Suíça – Pesquisadores e equipes de resgate na Suíça fazem progresso no campo de drones autônomos. A polícia e os serviços de emergência em países como a Grã-Bretanha, Estados Unidos e Austrália estão confiando cada vez mais em aeronaves não tripuladas, equipados com câmeras térmicas e outros sensores de alta tecnologia para monitorar suas costas, encontrar pessoas perdidas ou até mesmo resgatar animais em situações de risco, como incêndios florestais.

Na Suíça, a operadora de resgate aéreo Swiss Air-Rescue Rega já vem testando um drone que é capaz de encontrar pessoas desaparecidas ou em dificuldade nos Alpes. (Leia a matéria).

Conheça o operador de resgate suíço Rega e seu projeto de drone para busca de pessoas desaparecidas. Foto: Rega.

A Rega, organização sem fins lucrativos, sustentada por 3,5 milhões de doadores, é amplamente utilizado na Suíça e está cada vez mais sendo empenhada na medida em que as pessoas se aventuram nas montanhas. Ano passado realizaram o resgate de 31 pessoas por dia e que receberam assistência médica.

O novo drone de dois metros de comprimento da Rega está equipado com câmeras, sensores para detectar telefones celulares, sistema anticolisão e um algoritmo desenvolvido pelo Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH), que permite que o drone vasculhe amplas áreas e reconheça autonomamente pessoas no solo.

Operadores treinados pela Rega determinam a área exata onde o drone deve procurar e iniciam o aparelho manualmente. Assim que o drone detecta um humano no solo, ele manda um sinal aos operadores a quilômetros de distância, que decidem se mandam uma equipe de resgate.

A Rega é discreta sobre o custo do investimento e insiste que o aparelho não vai substituir seus serviços existentes. Ao contrário, servirá para expandir as operações convencionais. Por exemplo, será utilizado em casos em que o helicóptero precise permanecer em solo por causa de má visibilidade, ou então apoiar buscas realizadas por cães.

Vale dos Drones

A máquina voadora da Rega é um dos últimos – e mais concretos – exemplos de um drone que voou dos laboratórios para as operações do dia a dia. Ao longo dos últimos 15 anos a Suíça se tornou líder em pesquisa e desenvolvimento de drones. Um assim chamado “vale dos drones” emergiu entre Lausanne e Zurique, com mais de 80 empresas gerando mais de 2.500 empregos.

Suiça avança no aprimoramento de drones para operações de busca e resgate. Foto: REGA.

Para agregar as pesquisas suíças nessa área, foi fundado em 2010 o Centro Nacional de Competência em Pesquisa Robótica (NCCR na sigla em inglês), estabelecido pela Fundação Nacional Suíça de Ciências para desenvolver “tecnologia robótica nova, orientada aos humanos, para melhorar nossa qualidade de vida”.

Davide Scaramuzza da Úmbria, Itália, lidera as pesquisas do NCCR sobre robótica de resgate. A equipe dele na Universidade de Zurique criou algoritmos e desenvolveu drones autônomos equipados com câmeras e sensores muito menores do que os do drone da Rega e que não utilizam GPS. Isso significa que podem ser utilizados em situações como terremotos, onde podem entrar e rapidamente explorar prédios em busca de sobreviventes, tudo operado à distância.

Mas para que os drones de resgate se tornem mais amplamente utilizados, seus criadores ainda precisam solucionar alguns problemas-chave: como fazer que voem autonomamente mesmo sem ter a referência de uma linha de visão, serem mais reativos a obstáculos e também serem menos volumosos, enquanto carregam câmeras e sensores, o que consome muita energia.

Mais rápidos e ágeis

Um dos maiores desafios é criar drones rápidos que cobrem longas distâncias, diz Scaramuzza, que coordena o grupo de robótica e percepção da universidade.

Drones tem uma bateria de vida limitada – de 20 a 30 minutos de tempo de voo – assim quanto mais área eles conseguem cobrir, maior a chance de sucesso da missão, ele explica. “Se você quer que um drone explore a usina nuclear de Fukushima, por exemplo, você provavelmente precisaria de um drone com uma bateria que durasse de três a quatro horas”.

Resistência e alcance ainda são um problema para o novo drone da Rega. O robô voador de 17 quilos é alimentado por uma bateria de duas horas de duração. Logo será substituída por um mecanismo interno de combustão, permitindo voos mais longos, e deverá estar operacional em 2021.

Para tentar melhorar a velocidade e agilidade dos drones, Scaramuzza e o seu time, baseado em Zurique, equiparam seus aparelhos com câmeras que percebem eventos, que são úteis para evitar obstáculos. Ao invés de gravar imagens ou vídeos em quadros, uma “câmera de eventos” produz um fluxo de pontos de dados sempre que um pixel da câmera detecta uma mudança na luminosidade do ambiente. Essas alterações correspondem a movimentos ou outras inquietações nos arredores.

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E os resultados são ultrarrápidos. Nesse verão um pequeno drone com uma câmera de percepção voando à velocidade de dez metros por segundo conseguiu desviar de um objeto em apenas 3.5 milésimos de segundo.

“Câmeras de percepção podem ver as coisas 10.000 vezes mais rápido do que uma câmera padrão”, disse Scaramuzza. “A princípio isso significa que você pode voar dez vezes mais rápido do que com uma câmera padrão”.

Sua equipe desenvolve a agilidade dos drones de outras maneiras. Eles trabalharam com a gigante de tecnologia norte-americana Intel para construir um drone com um algoritmo de navegação que permite a ele fazer em alta velocidade retornos e truques usando apenas as referências dos sensores de bordo.

Os pesquisadores criaram até mesmo drones autônomos capazes de se “dobrarem” para passarem espremidos por espaços pequenos. “Tivemos um drone que era capaz de entrar em um quarto pequeno, parcialmente destruído, entrando pelo lado de fora através de uma pequena fresta e achar a saída usando câmeras”, disse. Esse equipamento foi demonstrado à Cruz Vermelha e a times de busca e resgate em Berna no começo do ano.

Como um pássaro e portátil

No Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Lausanne (EPFL) cientistas também estão trabalhando para melhorar a agilidade, tempo de voo e velocidade dos drones das próximas gerações.

Pesquisadores da EPFL recentemente apresentaram um drone com formato de pássaro inspirado no falcão açor, com asas móveis com penas e cauda, que permitem ao robô virar ou voar mais rápido e lentamente.

“Essa enorme agilidade permitiria voar em cidades e rapidamente ao redor de prédios ou em florestas. Isso é muito importante para missões de resgate ou de inspeção”, explicou Dario Floreano, chefe do laboratório de Sistemas Inteligentes da EPFL. No próximo estágio, o time planeja incorporar inteligência artificial para permitir que o drone voe parcialmente autônomo.

Uma outra linha de pesquisa busca melhorar a utilização e segurança dos drones para mitigar acidentes. “Drones-gaiola” resistentes a colisões – comercializados pela Flyability, firma que surgiu da EPFL – já foram utilizados em operações de busca e resgate. Outra empresa, a Dronistics, está desenvolvendo drones como o “PackDrone”, que pode ser dobrado e carregado em uma mochila. Eles testaram-no nas montanhas da República Dominicana.

“Com o PackDrone comprovamos a capacidade de entregar um kit de emergência a alguém isolado no topo de um prédio”, disse Floreano, que também é diretor da NCCR robótica.

Da moda à aplicação

Em 12 anos, o programa da NCCR já investiu cerca de CHF 10 milhões (USD 11 milhões) em robôs de resgate desde o seu lançamento. Isso é dinheiro “bem gasto” se você olhar o número de subprodutos e de cientistas envolvidos, gerando “pelo menos cinco vezes mais dinheiro e empregos”, argumenta Floreano.

Mas especialistas reconhecem que por hora o mercado de drones de resgate permanece sendo um nicho complicado de se entrar. Apesar do grande número de novas companhias na Suíça, poucas se especializam em drones de resgate.

“O mercado mais rentável para os drones é primeiramente o de inspeção de pontes e linhas de transmissão elétrica, depois o de agricultura e segurança e vigilância – do qual busca e resgate é um subsetor – e entretenimento”, explicou Scaramuzza. “Nenhuma empresa se especializa em busca e resgate. É um projeto lateral para eles”.

Flyability se destaca nesse campo de especialidade. Ela se especializa na inspeção e exploração de espaços fechados e inacessíveis e tem centenas de clientes em mais de 50 países. A tecnologia drone recentemente ajudou cientistas a alcançar as profundezas de algumas das cavernas de gelo na Groenlândia. “Eles têm o produto mais apropriado para busca e resgate, mas é pilotado por humanos”, disse Scaramuzza.

Outra empresa suíça que alcançou sucesso comercial é a parceria suíço-americana sem fins lucrativos WeRobotics. Lançada em 2015, a rede de pesquisa Flying Labs auxilia comunidades de países de baixa-renda a obter acesso à tecnologia e ao treinamento necessários para utilizar drones em operações de defesa civil e esforços de desenvolvimento sustentável. A rede, que está presente em vários países da África, bem como da América Latina e Ásia, usa drones para mapear e monitorar território, entregar mantimentos e medicamentos e ajudar em esforços de busca e resgate.

O projeto Rega pode ser uma exceção, até porque, como Floreano admite, equipes de emergência e especialistas ainda não compreendem completamente a utilidade dos robôs de resgate, que podem parecer excessivamente complexos.

“Equipes de resposta a desastres têm que lidar com tantas coisas em um pouco espaço de tempo quando acontece um desastre, então ainda não é tão óbvio para eles utilizar drones, o que adiciona ainda mais complexidade”, complementou.

Ele também vê muita modinha e desinformação ao redor do que robôs podem fazer. “Busca e resgate e operações de defesa civil são aspirações nossas, certamente algo que almejamos até mesmo quando estamos desenhando os robôs. Mas é algo muito desafiador. Há uma grande lacuna e muito trabalho a fazer” ele adiciona.

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