Pegasus 08 no Combate a Incêndio Florestal em Juiz de Fora/MG

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Minas Gerais – No dia 16 de setembro de 2014, a equipe da 4ª Corpaer da PM com o Pegasus 08, foi empregada no incêndio florestal de grandes proporções no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, perto de Viçosa, na Zona da Mata.

Após encerrar as atividades naquela Unidade de Conservação, a equipe retornou para a base em Juiz de Fora, por volta de 16h30min, porém a situação encontrada no retorno não era muito diferente, sendo constatado um grande incêndio em vegetação, desta vez no setor urbano.

No dia dos fatos, de acordo com o INMET, foi registrada a maior temperatura do inverno em Juiz de Fora (31,6º C) próxima do recorde de 1º de janeiro, quando foram registrados 32,7º C.

Aliado a isto, observou-se uma baixa umidade relativa do ar, em torno de 29% (a média da região é de 81%), atingindo o Estado de Atenção. Devido aos fatores climáticos, a cidade foi tomada por inúmeros focos de incêndios e queimadas, que mobilizaram o Corpo de Bombeiros e demais órgãos de defesa social durante todo o dia.

pegasus

Um dos incêndios, de grandes proporções, começou pouco depois das 14h e atingia uma mata perto da Universidade Federal de Juiz de Fora, no limite com o Bairro Dom Bosco, ameaçando também áreas de preservação ambiental no Morro do Cristo.

Além de uma linha de fogo ameaçar áreas residenciais na divisa com a área de vegetação natural. Cinco viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para a ocorrência. Os militares do Corpo de Bombeiros retiraram os moradores de algumas residências, por precaução, já que, devido à intensidade das chamas, não conseguiam se aproximar para o combate direto ao incêndio.

Assim que a aeronave Pegasus 08 retornou à base na 4ª Corpaer, houve o acionamento da guarnição aérea pelo Coordenador operacional do Corpo de Bombeiros, pois os militares que trabalhavam em solo já não tinham condições de combater o incêndio. A equipe de serviço preparou a aeronave com o equipamento bambi bucket, utilizado para captar água em reservatórios e cursos d’água e em seguida lançar sobre os locais de incêndio. Cada lançamento distribui cerca de 500 litros de água sobre as chamas, permitindo o resfriamento das linhas de fogo e o combate mais efetivo.

Após definir o lago da UFJF como local de captação de água, devido à proximidade com o local do incêndio, a guarnição aérea iniciou os lançamentos sobre a linha de fogo, de forma a prevenir que as chamas atingissem as residências nas imediações. Os moradores, desesperados, temiam perder seus imóveis.

Já no sobrevoo de reconhecimento foi identificada uma modesta residência, construída em madeira, próxima ao bairro Dom Bosco, que estava gravemente ameaçada pela aproximação das chamas que consumiam toda a vegetação e atingiam uma altura assustadora. Os bombeiros evacuaram a residência devido ao risco iminente de destruição da edificação pelo fogo e não conseguiam se aproximar para salvar a casa.
Identificando a situação de perigo iminente de destruição da casa, a guarnição aérea concentrou os lançamentos no local, priorizando o salvamento do imóvel, e após uma intervenção rápida e precisa a linha de fogo que avançava sobre a casa foi debelada, possibilitando que as guarnições do Corpo de Bombeiros pudessem continuar os trabalhos de rescaldo em solo.

Após conter o incêndio que poderia destruir a residência mais humilde, a equipe do Pégasus 08 concentrou os lançamentos em outra linha de fogo que ameaçava o fundo dos edifícios da Rua Olegário Maciel, no bairro Dom Bosco. No local, os lançamentos permitiram a criação de uma linha fria para evitar que o fogo atingisse as edificações, causando risco de danos e risco à integridade física dos moradores.

Nos dois locais as chamas eram muito altas e o calor era intenso, chegando a ser sentido de dentro da aeronave. Em cada lançamento a habilidade da guarnição aérea era testada ao máximo, tanto na perícia em acertar a linha de fogo, tanto nos esforços para controlar a aeronave devido ao forte calor, além de desviar dos obstáculos existentes, como edifícios, árvores e linhas de transmissão. O acesso aos locais de captação e de lançamento de água precisa ser feito de maneira cirúrgica, pois um erro poderia colocar em risco a vida da guarnição aérea e de terceiros em solo.

Embora tenham empreendido todos os esforços possíveis, as equipes de combate a incêndio pelo solo não possuíam mais condições de combater efetivamente o incêndio, devido aos diversos fatores aliados, como calor, baixa umidade, intensidade do fogo, topografia acidentada e quantidade de focos simultâneos. Desta forma, o emprego da aeronave no combate ao incêndio foi de importância primordial para evitar maiores danos ao patrimônio natural e urbano, além de minimizar os riscos à incolumidade pública.

A mobilização de esforços para o combate a incêndio em Juiz de Fora, incluindo o emprego da aeronave Pégasus 08, atraiu a atenção da comunidade e dos órgãos de imprensa locais e regionais, devido às grandes proporções do incêndio e a quantidade de recursos empregados para o seu controle.

Combate a Incêndio é apenas uma das diversas atividades realizadas pelo Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo. O Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo, utilizando as aeronaves de asas fixas e rotativas da denominada “Esquadrilha Pegasus” é a Unidade Especializada da Polícia Militar capacitada a empregar os helicópteros na preservação da ordem pública, especialmente no combate ao crime violento, além de potencializar as ações de socorro e de defesa social.

Dentro do portifólio de serviços da Unidade, além do Radiopatrulhamento Aéreo, em apoio às guarnições policiais de solo, encontram-se também o combate a incêndio florestal e urbano; resgate e salvamento em locais de difícil acesso; fiscalização de trânsito e de meio ambiente; remoção de vítimas de acidentes naturais e catástrofes; monitoramento de áreas de risco; transporte pré-hospitalar; transporte de órgãos para transplante; levantamento de informações, fotografia e filmagem, dentre outras missões.

Em razão da versatilidade da aeronave policial, inúmeras são as possibilidades de emprego do equipamento, sendo necessário que as equipes envolvidas possuam elevado grau de treinamento, dedicação e preparo profissional. A aeronave é acionada somente quando todas as demais alternativas não foram suficientes para resolver a crise. Por mais complexa e difícil que seja, nenhuma missão é mais gratificante e recompensadora para as equipes do Batalhão do que salvar vidas e proteger os direitos dos cidadãos.

Por isto mesmo, o slogan do Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo é: ESQUADRILHA PÉGASUS – A AJUDA QUE VEM DO CÉU!

Btl RpAer / 4ª Corpaer
Assessoria de Comunicação Social
Matéria Jornal Tribuna de Minas

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