Vítima cai durante operação de içamento com guincho, na Austrália

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O serviço aeromédico de Victoria suspendeu todas as operações de resgate com guincho depois que um homem caiu e morreu quando estava sendo içado pelo helicóptero de um local de difícil acesso.

A vítima havia sofrido uma lesão no tornozelo enquanto caminhava em uma trilha por volta das 10:30 da manhã do dia 31/08/13. Devido ao local de difícil acesso e o tipo de lesão, foi solicitado o apoio do helicóptero para içar o paciente para bordo do helicóptero e posteriormente levá-lo ao hospital.

Infelizmente, durante a operação de içamento a vítima veio a cair. A tripulação de voo e paramédicos ainda tentaram reanimar a vítima no solo, mas ele morreu com o impacto.

Segundo informações, o helicóptero estava pairando acerca de 30 metros acima do solo, quando efetuava o içamento da vítima com o guincho, e quando o mesmo estava próximo da porta do helicóptero, ele caiu.

Acidente com guincho na Australia

“Isso é devastador para a tripulação. Eles passam a vida inteira colocando-se em risco para atender os pacientes e, neste caso, algo aconteceu de estranho e precisamos entender o que é, mas é inadequado comentar algo até que nós investiguemos os fatos. É um ambiente de alto risco e devemos ter certeza do que aconteceu antes de retomar as operações com guincho novamente”, declarou Greg Sassella, diretor da operadora aeromédica.

As operações com guincho, realizadas pelos cinco helicópteros do estado de Victoria, na Austrália,  foram suspensas enquanto se aguarda uma investigação por parte da empresa operadora dos helicópteros e da Autoridade de Segurança da Aviação Civil.

Fonte: The Age (tradução e adaptação do Piloto Policial a partir do original em inglês)

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3 COMENTÁRIOS

  1. BOA noite Srs (as). Não temos maiores dados para analise do caso, mas para reflexões podemos pensar: Utilizar técnicas e equipamentos de salvamento com uso de aeronaves para o resgate de vítimas em risco de morte, e perfeitamente aceitável e o custo benefício para o salvamento será tecnicamente viável considerando os riscos das operações visando o salvamento daquela vida. Submeter uma pessoa vitimada de uma lesão no tornozelo em uma trilha (sem risco de morte) a uma técnica e coloca-la em risco de morte utilizando qualquer técnica ou equipamento de içamento me parece desproporcional, mesmo que seja para aliviar a dor de forma mais rápida. Nem todas as ocorrências podem ser resolvidas de forma rápida, e algumas vezes nossas tripulações devem levar os socorridos de forma segura por trilhas em macas, cadeiras, etc, porém as vezes um pouco mais demoradas e desgastantes fisicamente, até um local seguro de embarque. Todos desejamos sempre o sucesso das missões, mas devemos diligenciar alguns aspectos: custo versos benefício, gerenciamento do risco para a tripulação e para a vítima na missão. Dizer não é sempre complicado, mas os riscos devem sempre ser avaliados a todo momento (plano A, plano B, C). Apenas para reflexões. Fiquem com Deus!!! Edupércio Pratts – Ten Cel BM Cmt BOA CBMSC Twitter: @ARCANJO_01 Facebook: Arcanjo Sc

  2. Fato triste ocorrido com a vítima e os companheiros Operadores de Aeromédico na Austrália, certamente profissionais técnicos e com condições de definir, de acordo com a situação que foi apresentada, a melhor solução. Como operador de resgate e salvamento fico solidário, porém corroboro com as declarações do Diretor e aguardo a definição das investigações para saber que procedimentos podemos adotar para mitigar os riscos existentes em nossas operações.

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