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Corpo de Bombeiros e SAMU realizam o primeiro transporte aeromédico de longa distância

Alagoas – O novo avião Cessna 210N do Serviço Aeromédico (Bombeiro 02), formado por equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), realizou o primeiro atendimento de longa distância.

O paciente alagoano Adelson Galdino Soares, de 47 anos, estava internado no Hospital Universitário de Ciências Médicas, em Belo Horizonte (MG), e foi transportado para Alagoas para dar prosseguimento ao tratamento em sua terra natal.

Adelson sofreu um acidente de moto em novembro do ano passado, numa estrada de Belo Horizonte, e ficou internado por um período, devido às dores, edemas e limitação funcional de membro inferior direito. Ele foi submetido à cirurgia devido ao diagnóstico de fratura de fêmur direito e depois ficou no ambulatório do hospital para se recuperar do procedimento.

Corpo de Bombeiros e SAMU de Alagoas realizam o primeiro transporte aeromédico de longa distância
Corpo de Bombeiros e SAMU de Alagoas realizam o primeiro transporte aeromédico de longa distância.

A transferência ocorreu do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, para o município de Arapiraca, em Alagoas, de onde seguiu para a residência onde mora com a família. O percurso, realizado pelo avião Bombeiro 2, durou 6h16, com uma parada no município de Ilhéus, na Bahia, para abastecimento.

“Parabenizo o SAMU e o Corpo de Bombeiros pelo excelente trabalho em nosso estado. Fui muito bem atendido pelas equipes que fizeram meu traslado de Minas Gerais até Alagoas, atuando com segurança e responsabilidade. Só tenho a agradecer a essas pessoas de coração imenso, que fazem com que nossas vidas tenham mais valor”, agradeceu Adelson Galdino.

“Nossos profissionais estão capacitados para realizar a transferência de pacientes, adequadamente, de qualquer lugar do país, e isso reflete a capacidade técnica de nossos socorristas, tanto do SAMU como do Corpo de Bombeiros”, salientou o coordenador médico do SAMU, Adriano Belo.

“A transferência do paciente de Minas Gerais para Alagoas reforça a importância do Projeto Salva Mais, do Governo do Estado, onde o objetivo maior é contribuir com a melhoria da qualidade de vida dos alagoanos, prestando um atendimento humanizado e social, e, o mais importante, salvar mais vidas”, destacou a coordenadora geral do SAMU, enfermeira Beatriz Santana.

Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas contará com avião Cessna 210 em suas operações.

PRF e SAMU realizam resgate aeromédico de duas vítimas, uma em Mata Norte e outra no Grande Recife

PRF e SAMU realizam resgate aeromédico de duas vítimas, uma em Mata Norte e outra no Grande Recife
PRF e SAMU realizam resgate aeromédico de duas vítimas, uma em Mata Norte e outra no Grande Recife

Pernambuco – No  sábado (03), dois homens foram resgatados pela equipe do helicóptero Patrulha 02 da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da equipe aeromédica do SAMU Metropolitano Recife, um em Itamaracá e outro em Camutanga. A primeira vítima se envolveu em uma colisão frontal e a outra foi atingida p

or uma viga de concreto.

Por volta das 12h30, a equipe aeromédica do SAMU foi acionada para a Ilha de Itamaracá, após uma colisão frontal entre dois automóveis de passeio. Chegando no local, foi feita uma avaliação de feridos na cena, quando foi realizado o transporte por helicóptero de um senhor de aproximadamente 60 anos, com suspeita de acidente vascular cerebral (AVC). Ele foi socorrido para um hospital em Recife e permaneceu estável durante todo o percurso.

Já em Camutanga, a equipe foi chamada para o resgate aeromédico de um homem de 28 anos, atingido por uma viga de concreto na cabeça. Apesar da gravidade da lesão, ele também permaneceu consciente durante o voo, e após pouso no campo do Derby, em Recife, foi levado de ambulância para o Hospital da Restauração.

Marinha resgata tripulante indonésio a mais de 2.300 km da costa brasileira

Marinha resgata tripulante indonésio a mais de 2.300 km da costa brasileira
Marinha resgata tripulante indonésio a mais de 2.300 km da costa brasileira

Brasil – Era aproximadamente 11h30 da manhã do dia 28 de janeiro, um domingo, quando o Serviço de Busca e Salvamento da Marinha do Brasil (SALVAMAR Brasil), operado no Rio de Janeiro, recebeu um pedido de ajuda do Serviço de Busca e Salvamento da Espanha (MRCC Madri), relatando que um tripulante de 39 anos necessitava ser retirado de um barco pesqueiro espanhol que navegava a cerca de 2.350 km da costa do Brasil. O homem precisava receber auxílio médico emergencial com suspeita de estar com peritonite (inflamação abdominal).

Imediatamente, o SALVAMAR Brasil realizou contato com o SALVAMAR Leste, coordenado pelo Comando do 2º Distrito Naval (Salvador-BA). Devido à grande distância da costa, foi necessário verificar se havia algum navio que estivesse mais próximo e pudesse prestar auxílio, reduzindo o tempo de resgate.

O navio mercante (NM) “C Force”, de bandeira de Ilhas Marshall, que estava a cerca de sete horas da embarcação espanhola, foi contatado e prontamente se colocou à disposição para ajudar. Ao mesmo tempo, o SALVAMAR Leste já havia identificado qual navio da Marinha do Brasil poderia ser acionado para ir ao encontro do mercante, que não dispunha de médico a bordo.

A Marinha acionou a Fragata “Defensora”, que estava nas proximidades de Vitória (ES), cidade mais próxima do local do resgate. A “Defensora” estava com médico a bordo e com uma aeronave que poderia auxiliar na evacuação do tripulante. Outro fator positivo foi o fato de o navio mercante já estar se dirigindo ao Brasil, que era seu próximo destino.

O NM “C Force” encontrou a embarcação espanhola por volta das 2h da madrugada do dia 29, tendo efetuado o translado do enfermo e iniciado o seu deslocamento para um ponto de encontro com a Fragata “Defensora”, definido pelo SALVAMAR Leste.

As ações foram coordenadas e monitoradas por meio de canais de comunicação com o SALVAMAR Madri, com o navio mercante, com o pesqueiro espanhol e com a Fragata “Defensora”. O próximo passo era o translado do tripulante do mercante para o navio da Marinha do Brasil.

Por volta das 16h30 do dia 30, o enfermo foi recolhido pela aeronave “Águia 88”, da Marinha do Brasil, que se encontrava a bordo da Fragata, sendo constatado, pelo médico do navio, que ele se encontrava com suspeita de apendicite. Após o resgate do tripulante, a Fragata “Defensora” seguiu para a cidade do Rio de Janeiro e a coordenação do resgate passou a ficar sob a coordenação do SALVAMAR SUESTE.

O desfecho da longa travessia ocorreu na madrugada desta sexta-feira, 2 de fevereiro, quando a Fragata “Defensora” fundeou na Baía de Guanabara, nas proximidades da Escola Naval, no Centro do Rio de Janeiro.

Na ocasião, uma equipe da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ) conduziu o desembarque do paciente por meio da Lancha de Apoio ao Ensino e Patrulha-7 “Xaréu”. Já em terra firme, o tripulante indonésio resgatado recebeu assistência médica em uma ambulância do SAMU e foi transportado para a Casa de Saúde Pinheiro Machado, no bairro de Laranjeiras, RJ.

Após cinco dias de operação e trabalho conjunto entre a Esquadra brasileira e dois Distritos Navais, empregando meios navais e aeronavais, com suas respectivas tripulações, os militares da Marinha do Brasil e o SALVAMAR-Brasil concluíram o resgate com êxito.

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Em 2023, BPMOA contabilizou 745 atendimentos aeromédicos e 115 operações de busca e salvamento

Com início do Projeto Falcão, BPMOA registra aumento de 62% no número de missões aéreas. Foto: BPMOA.
Com início do Projeto Falcão, BPMOA registra aumento de 62% no número de missões aéreas. Foto: BPMOA.

Paraná – O Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) registrou em 2023 um aumento de 62% no número de missões em relação a 2022, fruto da atuação integrada entre Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Secretaria da Saúde. A alta é reflexo do aumento da frota de aeronaves, com o lançamento do Projeto Falcão, o que potencializou os atendimentos, principalmente no combate à criminalidade.

No ano passado foram realizados 1.941 voos, contra um total de 1.192 em 2022. A unidade esteve no ar por mais de 2,5 mil horas ao longo de 2023, o que dá em torno de 100 dias ininterruptos. Foram 1.066 horas de suporte aéreo policial em apoio aos batalhões policiais em terra e unidades do Comando de Missões Especiais (CME), incluindo suporte ao Batalhão de Polícia Ambiental (Força Verde). Em 2022, foram 1.541 horas em todos os tipos de missões.

Na área aeromédica, no último ano, o BPMOA contabilizou 745 atendimentos. As missões referem-se a atendimento ao trauma, resgate e remoções de pacientes para hospitais de maior complexidade. Foram 757 vítimas socorridas.

Em atuação conjunta com o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, além das missões e apoio ao SIATE em situações de trauma, também ocorreram 115 atividades aéreas especializadas, como buscas, salvamentos terrestres e aquáticos, resgates em montanha, transporte de equipes especializadas e combate a incêndios, incluindo situações de Defesa Civil no Paraná e fora do Estado.

Projeto Falcão

Até 2022 o BPMOA contava com seis helicópteros e dois aviões e em 2023 ganhou mais três aeronaves. São dois helicópteros do Projeto Falcão e o avião King Air B200 Falcão 11, totalizando oito helicópteros e três aviões.

As duas aeronaves do Projeto Falcão empregam alta tecnologia de baixo custo operacional, resultando em mais disponibilidade para os rádio patrulhamentos aéreos e intensificando apoio aos policiais em solo. Elas foram acionadas 423 vezes para missões policiais desde que foram entregues pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, no segundo semestre do ano passado.

“Potencializar o suporte aéreo do BPMOA contribui para empregar as aeronaves de forma mais eficiente em todo o Estado, com profissionalismo e excelência, dando mais segurança aos militares que estão atuando em solo e tornando mais rápida a chegada de recursos avançados em situações críticas”, destacou o chefe da Seção de Operações BPMOA, major Antônio Cláudio da Cruz.

Com uma base em Curitiba, em Cascavel e no Litoral (Matinhos), durante a temporada de verão, esses helicópteros ampliam o suporte aéreo às operações de segurança pública. Eles são totalmente equipados para o serviço policial, com farol de busca, alto-falante, rádio policial, adaptação para operar óculos de visão noturna (OVN) e sistema MX-10, que permite a captação de imagem térmica de alta resolução, além de câmera Infravermelha.

Novos Operadores Aerotáticos

O Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) também formou, em 2023, entre policiais e bombeiros militares do Paraná, 24 novos operadores aerotáticos do Curso de Capacitação de Operador Aerotático (CAPAER). O curso teve como objetivo aprimorar a execução das atividades desenvolvidas pela unidade, seja em missões policiais de segurança pública e de saúde.

Com início do Projeto Falcão, BPMOA registra aumento de 62% no número de missões aéreas. Foto: BPMOA.
Com início do Projeto Falcão, BPMOA registra aumento de 62% no número de missões aéreas. Foto: BPMOA.

Equipes aeromédicas e bombeiros resgatam vítimas de acidente com ambulância do SAMU na PR-170

Dois helicópteros aeromédicos e bombeiros resgatam vítimas de acidente com ambulância do SAMU na PR-170
Dois helicópteros aeromédicos e bombeiros resgatam vítimas de acidente com ambulância do SAMU na PR-170

Paraná – Na tarde desta sexta-feira (2), na PR-170, um grave acidente envolvendo uma ambulância do SAMU e uma carreta deixou quatro pessoas feridas, sendo duas gravemente. A condutora da ambulância e o técnico de enfermagem ficaram presos às ferragens.

O acidente aconteceu entre os municípios de Novo Itacolomi e Borrazópolis e mobilizou diversas equipes de socorro. A Polícia Rodoviária Estadual (PRE), socorristas do Corpo de Bombeiros e dois helicópteros do SAMU Aeromédico, um da Base de Londrina e outro de Maringá, participaram do resgate das vítimas.

A gestante, que estava sendo transportada na ambulância, teve lesões moderadas e a sua acompanhante, com diagnóstico de trauma abdominal, precisou ser transportada pelo helicóptero Saúde 09 do SAMU para Hospital de Londrina. A condutora da ambulância foi retirada das ferragens e depois de estabilizada foi levada no helicóptero Saúde 10, em estado grave, para o Hospital Bom Samaritano, em Maringá.

Empresas aéreas transportaram gratuitamente 5,8 mil itens para transplantes em 2023

As companhias aéreas brasileiras transportaram gratuitamente 5.820 itens para transplantes (órgãos, tecidos, equipes e materiais, entre outros) em 2023. Esse dados são da Central Nacional de Transplantes (CNT), órgão ligado ao Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde.

O número aumenta para 7.886 itens anualmente, quando são considerados os transportes realizados pela Força Aérea Brasileira (FAB), companhias aéreas internacionais e outros tipos de transporte (particular e terrestre, por exemplo).

Desde 2014, quando a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) criou o Programa Asas do Bem, com o objetivo de divulgar a importância da doação e do transporte gratuito de órgãos, tecidos, equipes médicas e materiais, as empresas aéreas brasileiras já transportaram 64,4 mil itens.

Números de transplantes

Em 2023, o resultado foi o melhor dos últimos dez anos: entre janeiro e setembro, 6.766 transplantes foram realizados em todo o país, enquanto no ano anterior foram registradas 6.055 no mesmo período.

Dados registrados pela pasta mostram que, além da quantidade de transplantes, o número de doadores também aumentou. De janeiro a setembro do ano passado (2023), 3.060 doações se efetivaram, totalizando 17% a mais em comparação com 2022, que totalizou 2.604.

A coordenadora-geral do Sistema Nacional de Transplantes (SNT),  Daniela Salomão, destaca a contribuição de várias partes na marca alcançada. “É importante lembrar de todo o esforço dos profissionais de saúde envolvidos no processo de doação e transplante para alcançarmos este resultado. E destacar o papel das famílias doadoras por acreditarem e apoiarem o SNT na missão de ajudar a salvar vidas”, afirma.  “Ressaltamos, ainda, a importância da doação consciente e altruísta”, acrescenta.

Das cirurgias realizadas, o rim é o órgão mais transplantado com 66,72% dos procedimentos. Em segundo e terceiro lugar, aparece o fígado e o coração, respectivamente. No momento, 41.825 pessoas aguardam em lista por um transplante de órgãos. Deste total, 24.556 são homens e 17.269 são mulheres.

Políticas públicas

Em setembro de 2023, o Programa de Incremento Financeiro para o Sistema Nacional de Transplantes foi instituído com o objetivo de estimular o aumento da capacidade assistencial de transplantes e atender a demanda da população, unindo o volume da atividade à qualidade da assistência.

O SNT busca aprimorar todos os processos relacionados à doação e transplante, com atenção aos atendimentos mais apropriados, uso de novas tecnologias, investimentos necessários, capacitações de profissionais e esclarecimentos à população por meio de campanhas publicitárias em âmbito nacional. A ideia é conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos e tecidos e estimular profissionais de saúde a participarem da ação.

A política prevê investimentos em programas de formação continuada para gestores e profissionais da saúde e da educação que contemplem a doação de órgãos. No âmbito educacional, será inserida uma semana de atividades no calendário escolar, em setembro, para a conscientização sobre o assunto.

CNJ modifica termo “erro médico” por “serviços de saúde” nas tabelas processuais do Poder Judiciário

Em despacho recente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acatou a solicitação de entidades médicas para alterar a nomenclatura de “erro médico” para “serviços de Saúde” nas Tabelas Processuais Unificadas (TPU) do Poder Judiciário. Essa decisão busca corrigir uma incorreção na nomenclatura das ações judiciais emitidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Tradicionalmente, os processos relacionados à saúde, ainda não julgados, eram classificados como “erro médico”, uma prática que revelava uma parcialidade contra a classe médica, pois pré-julgava uma situação que ainda não havia sido deliberada. Segundo o despacho, “fala-se agora em danos materiais ou morais decorrentes da prestação de serviços de saúde“.

O assunto começou a ser debatido no 35º Congresso Brasileiro de Cirurgia, realizado em julho de 20232 pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Na ocasião, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin foi um dos conferencistas, com o tema “Ciência, Ética e Direito: problemas e desafios para o século XXI”.

A iniciativa foi apresentada pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), como apoio da Associação Médica Brasileira (AMB), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e de diversas Sociedades Cirúrgicas, em parceria com o escritório Couto & Souza.

SAMU Aeromédico de Santa Catarina realiza hemotransfusão em vítima presa nas ferragens na BR-282

SAMU Aeromédico de Santa Catarina realiza hemotransfusão em vítima presa nas ferragens na BR-282
SAMU Aeromédico de Santa Catarina realiza hemotransfusão em vítima presa nas ferragens na BR-282

Santa Catarina – Na manhã de terça-feira (30), o Corpo de Bombeiros foi acionado para atendimento de colisão frontal entre veículo de passeio e um caminhão de transporte de ração animal, na BR-282, km 64, após o posto da PRF de Rancho Queimado.

No interior do automóvel haviam dois ocupantes. Um homem de 66 anos, ficou preso nas ferragens e outra vítima faleceu no local. O trânsito precisou ser interrompido em ambos os sentidos para o atendimento dos bombeiros e das equipes do SAMU de Rancho Queimado, Arcanjo e PRF. O condutor do caminhão não teve lesões.

A retirada da vítima das ferragens demorou cerca de uma hora. O homem apresentava fratura exposta no joelho e pé esquerdo, fratura de pelve, trauma abdominal e torácico. A vítima foi monitorada e acompanhada pela equipe do SAMU Aeromédico da Secretaria de Saúde.

O paciente estava em choque hipovolêmico, grau 3 (escala de 1 a 4), e precisou receber transfusão de sangue total ainda na cena da emergência. Depois de estabilizado, foi conduzido pelo helicóptero Arcanjo do Batalhão de Operações Aéreas do CBMSC ao Hospital Regional de São José. Com esse atendimento, são 35 hemotransfusões realizadas pelo serviço desde julho de 2022.

ANAC revoga resolução que aprovava temporariamente o uso de cápsulas de isolamento durante a pandemia

Treinamento - Governo do Rio usa pela primeira vez capsula de isolamento para transportar paciente com suspeita de COVID-19. Foto: Marcus Coelho.

Passada a pandemia de COVID-19, a ANAC decidiu revogar a Resolução nº 560, de 18 de maio de 2020, que autorizava, em caráter excepcional e temporário, as alterações em aeronaves para o transporte aeromédico usando dispositivos de isolamento de pacientes (PID) e dispositivos de separação entre a área do cockpit e a cabine (PD).

Segundo a Resolução Nº 734 de 2024, os dispositivos PID e PD que foram instalados nesse período, poderão ser utilizados até 28 de agosto de 2024. Após essa data, os dispositivos deverão ser removidos. A partir de agora, as novas instalações deverão ser realizadas com base em manuais técnicos aprovados pela ANAC.

Durante a pandemia, as capsulas de isolamento foram utilizadas por empresas de Táxi Aéreo Aeromédico (RBAC nº 135), e por algumas Unidades de Aviação Pública (RBAC nº 90). Outra resolução revogada, foi a de nº 600, que permitia em caráter excepcional o transporte de carga nos compartimentos de passageiros durante a pandemia.

Forças Armadas senegalesas concluem treinamento de evacuação aeromédica

Senegal – Na sexta-feira (26), o pessoal das Forças Armadas senegalesas concluiu com sucesso a fase final do treinamento das Equipes de Evacuação Aeromédica (AMET – Aeromedical Evacuation Teams) na Base Aérea de Ouakam, em Dakar, Senegal, na África Ocidental. A conclusão evidencia o compromisso do Senegal em manter a paz e a estabilidade na região, que inclui o apoio a própria população civil.

Foram cinco anos de preparação em colaboração com o Escritório Geral de Cirurgiões da Força Aérea do EUA que atua na África (USAFE-AFAFRICA), e com o Instituto de Defesa para Operações Militares. A Força Aérea senegalesa (SENAF) está ativamente envolvida no movimento aéreo de pacientes desde 2019, e o programa AMET é um componente vital de apoio às Operações de Paz das Nações Unidas e da União Africana.

O programa AMET passou por várias fases, com a Fase I iniciada em 2019, sob o antigo programa de movimento aéreo de pacientes. Com a evolução do programa, a SENAF concluiu a Fase II em abril de 2023, a Fase III em julho de 2023 e a Fase IV em setembro de 2023. O treinamento da Fase V desdobrou-se como um exercício de cinco dias, em diversos cenários táticos e médicos.

O Sargento Larry Russian, especialista em saúde internacional e gerente do programa AMET elogiou a dedicação, o compromisso e a perseverança da SENAF durante sua jornada. “Da Fase 0 à Fase V, as forças armadas do Senegal demonstraram propriedade e sustentabilidade de seu programa de Equipes de Evacuação Aeromédica em preparação para buscar a validação da ONU em apoio às operações de manutenção da paz”, disse ele.

Serviço aeromédico dos Arcanjos de Santa Catarina recebe alvará sanitário

Transfusões de sangue salvam vidas de vítimas graves na cena ou durante o transporte aeromédico em SC.

Santa Catarina – No dia 19 de janeiro, o Serviço Aeromédico dos Arcanjos realizado por meio de parceria entre o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros e o SAMU Aeromédico de Santa Catarina, recebeu o Alvará Sanitária Municipal da Diretoria de Vigilância em Saúde de Florianópolis.

Serviço aeromédico dos Arcanjos de Santa Catarina recebe alvará sanitário
Serviço aeromédico dos Arcanjos de Santa Catarina recebe alvará sanitário,

De acordo com a enfermeira de voo Euseli de Assis Batista, que participou da implantação do serviço de transfusão de sangue total dos Arcanjos, o cumprimento das exigências junto a vigilância sanitária é um requisito fundamental. O convênio com o Hemosc foi assinado em julho de 2021 e a primeira transfusão aconteceu em julho de 2022. Já foram realizadas 33 hemotransfusões pelo serviço aeromédico. (Clique e acesse a estatística)

Esse alvará é um documento importante que comprova que o serviço e as aeronaves estão em conformidade com as regulamentações de saúde e higiene necessárias para garantir a segurança dos pacientes atendidos e transportados. “O recebimento do Alvará Sanitário é uma grande conquista para o serviço aeromédico dos Arcanjos, pois visa um atendimento de qualidade e excelência “, destacou Euseli.

Além disso, o serviço segue rigorosamente as determinações exigidas pelo Hemosc, quanto ao acondicionamento das bolsas de sangue em conservadora específica e temperatura ambiente do local. O recebimento do Alvará Sanitário Municipal reforça o compromisso do Serviço Aeromédico dos Arcanjos em oferecer uma assistência de qualidade para a população de Santa Catarina, contribuindo para salvar vidas.

PRF e SAMU Regional de Caxias do Sul realizam transporte aeromédico inédito na região

PRF e SAMU Regional de Caxias do Sul realizam transporte aeromédico inédito.
PRF e SAMU Regional de Caxias do Sul realizam transporte aeromédico inédito.

Rio Grande do Sul – Nesta quinta-feira (25), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o SAMU Regional de Caxias do Sul realizaram o transporte de um paciente renal. Esse foi o primeiro voo realizado na região. Além do socorro indispensável ao paciente, o voo também serviu como um teste para a operacionalização do serviço aeromédico na região.

O paciente renal, um idoso de 73 anos, residente em Caxias do Sul, estava em Capão da Canoa quando foi internado na UTI após ter um quadro de sepse. Devido ao risco envolvendo o transporte terrestre, o SAMU realizou o acionamento da Divisão de Operações Aéreas da PRF no Rio Grande do Sul.

O transporte aéreo durou cerca de 30 minutos. Se a viagem entre Capão da Canoa e Caxias do Sul fosse realizada de ambulância por via terrestre levaria três horas. O helicóptero Patrulha 01 PRF pousou no 1º Batalhão Independente de Aviação, Base Serra da Brigada Militar, em Caxias do Sul, onde uma ambulância do SAMU aguardava para realizar o restante do trajeto até o hospital.

O paciente foi acompanhado durante o voo pelo enfermeiro Claudio Bernardi e pela médica Carol Cunha Lima, que é a Coordenadora do SAMU Regional de Caxias do Sul. Logo depois do voo, Carol destacou a importância desse tipo de transporte para o paciente.

“A utilização do helicóptero permite que o transporte seja realizado com rapidez e eficiência, oferecendo uma melhor assistência ao paciente grave. Além disso, esse tipo de serviço proporciona ao paciente um tratamento adequado e definitivo, minimizando tempo de internação e possíveis sequelas futuras”, complementou Carol.

Segundo gestores dos SAMU, existe a intenção que esse serviço seja implantado na região e poderá contar com o apoio da PRF e da Brigada Militar. O modelo aeromédico adotado no estado Paraná também está sendo analisado.

Esquadrão Falcão da FAB resgata tripulante embarcado em navio na costa de Pernambuco

Esquadrão Falcão da FAB resgata tripulante embarcado em navio na costa de Pernambuco
Esquadrão Falcão da FAB resgata tripulante embarcado em navio na costa de Pernambuco

Pernambuco – Na tarde de quarta-feira (24/01), a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do SALVAERO-Recife, foi acionada para realização de Evacuação Aeromédica (EVAM) de um tripulante turco de 29 anos, com suspeita de infarto agudo do miocárdio. Ele estava embarcado em um navio localizado a 140 milhas náuticas da costa pernambucana.

Para a missão, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) disponibilizou um helicóptero SAR H-36 Caracal do Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAV) – Esquadrão Falcão.

O paciente, em condição estável, foi resgatado pela equipe SAR e entregue aos cuidados de uma equipe médica na Base Aérea do Recife, de onde seguiu de ambulância para o Hospital Jayme da Fonte, no bairro das Graças, na Zona Norte da cidade. Após o atendimento inicial no hospital, passou por exames e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Cardiológica.

Secretaria da Saúde de Santa Catarina entrega novos uniformes para o serviço aeromédico do SAMU

Secretaria da Saúde de Santa Catarina entrega novos uniformes para o serviço aeromédico do SAMU
Secretaria da Saúde de Santa Catarina entrega novos uniformes para o serviço aeromédico do SAMU

Santa Catarina – Os profissionais que atuam no aeromédico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Santa Catarina receberam novos uniformes. São 58 macacões que foram entregues na terça-feira (23). As novas vestimentas trazem mais conforto e segurança e são confeccionadas com tecido antichama. O investimento de R$ 130 mil foi realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

“A aquisição desses uniformes, além de trazer um impacto visual positivo para as equipes, mostram o nosso compromisso de garantir que os profissionais estejam preparados para lidar com diversas situações de emergência e oferecer excelência no atendimento”, considera a secretária de Estado da Saúde, Carmem Zanotto.

Além de trazer benefícios e melhorias para o serviço, os uniformes têm uma padronização e identidade visual, que facilita o reconhecimento dos profissionais por parte da comunidade e dos pacientes.

O aeromédico do SAMU realiza atendimento primário em locais mais distantes para unidades terrestres ou locais de difícil acesso. O serviço realiza transporte aéreo de pacientes, assegurando que recebam a assistência necessária enquanto estão a bordo das aeronaves (avião e helicóptero). As equipes são formadas por um enfermeiro, um médico e um médico regulador de voo.

Captação inédita de pulmão, fígado e rins realizada em São Pedro mobiliza helicóptero da PRF

Captação inédita de pulmão, fígado e rins em São Pedro mobiliza helicóptero da PRF
Captação inédita de pulmão, fígado e rins em São Pedro mobiliza helicóptero da PRF

São Paulo – A cidade de São Pedro (SP) registrou a primeira captação de órgãos para transplante. A ação inédita ocorreu no centro cirúrgico do Hospital São Lucas para doação de pulmão, fígado e rins após diagnóstico da morte encefálica da paciente e entrevista com a família do doador dos órgãos.

Os órgãos são de um mesmo doador. A operação envolveu o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Guarda Civil Municipal e Departamento de Trânsito de São Pedro,  um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF), equipes do Incor/SP, Hospital-Base de São José do Rio Preto, e da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital das Clínicas de Campinas (SP), que conduziu todo o processo.

Os pulmões foram transportados no helicóptero da PRF para o Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas de São Paulo. O voo durou 45 minutos. Os rins foram levados para a Unicamp, em Campinas (SP), e o fígado para o Hospital-Base, de São José do Rio Preto, ambos por meio de carros.

De acordo com informações da Prefeitura de São Pedro, outros 26 profissionais do Hospital São Lucas, entre equipe médica e de enfermagem, do centro cirúrgico e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), trabalharam nos últimos sete dias, do diagnóstico até a realização de todos os procedimentos e exames laboratoriais, dando suporte também na captação dos órgãos.

Captação inédita de pulmão, fígado e rins em São Pedro mobiliza helicóptero da PRF
Captação inédita de pulmão, fígado e rins em São Pedro mobiliza helicóptero da PRF.

Ministério do Interior da França encomendou 42 helicópteros H145 para missões policiais e de resgate

Sécurité Civile da França expande sua frota com mais dois Airbus H145s. Foto: Sécurité Civile | Airbus.

França – Em nome do Ministério do Interior, a Direção Geral de Armamento Francesa (DGA) encomendou 42 novos helicópteros H145, com entregas previstas para começar em 2024. Destes 42 helicópteros, 36 destinam-se a Sécurité Civile, agência francesa de resgate aéreo e resposta a emergências; e 6 serão incorporados na frota da Gendarmerie Nationale.

O contrato inclui uma opção para mais 22 H145 para a Gendarmerie e uma gama de soluções de suporte e serviço, desde treinamento até peças de reposição, bem como um pacote de suporte inicial completo para a aeronave.

“Temos um relacionamento de longa data com a Gendarmerie Nationale e a Sécurité Civile e estou muito orgulhoso de adicionar mais um capítulo à nossa história compartilhada”, disse Bruno Even, CEO da Airbus Helicopters. “O H145 já provou seu valor com a Sécurité Civile realizando muitas missões de resgate no difícil ambiente montanhoso dos Alpes franceses”, acrescentou. “O H145 é operado por muitas polícias em todo o mundo. A Gendarmerie se beneficiará de um helicóptero de última geração equipado com os mais recentes sistemas de missão”, explicou.

A Sécurité Civile opera atualmente quatro H145 de cinco pás, encomendados em 2020 e 2021. Os 36 H145 substituirão progressivamente os 33 EC145 atualmente em operação para serviços de resgate e transporte aeromédico, em toda a França.

Os seis H145 iniciarão a renovação da frota da Gendarmerie, composta por Esquilos, EC135 e EC145. Eles serão equipados com um sistema eletro-óptico e de missão capazes de executar operações policiais mais exigentes. Hoje, a Airbus tem mais de 1.675 helicópteros da família H145 em serviço em todo o mundo, registrando um total de mais de 7,6 milhões de horas de voo.

Webinário BHEST abordará segurança operacional e responsabilidade jurídica em acidentes aeronáuticos

O setor aeronáutico é permeado por desafios e deveres e, para isso, é crucial compreender a interseção entre segurança operacional e responsabilidade jurídica. Para explorar esse tema, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) promoverá no dia 1º de fevereiro, das 16h00 às 18h00, o webinário: A segurança operacional e a responsabilidade jurídica dos acidentes aeronáuticos. A transmissão será pelo canal do YouTube da ANAC.

O evento digital é uma iniciativa do Grupo de Segurança Operacional de Helicópteros (BHEST) que promete explorar de maneira profunda a convergência entre os temas acima relacionados aos acidentes aeronáuticos. Os participantes poderão realizar perguntas aos palestrantes durante o webinário utilizando o site Sli.do.

Confira a programação:

A transmissão será pelo canal do YouTube da ANAC:

Em menos de 3 anos, SOAer do RJ se destaca no transporte de órgãos e de pacientes pediátricos

Em pouco mais de 3 anos, SOAer do RJ se destaca no transporte de órgãos e de pacientes pediátricos
Em pouco mais de 3 anos, SOAer do RJ se destaca no transporte de órgãos e de pacientes pediátricos

Rio de Janeiro – A Superintendência de Operações Aéreas da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SOAer/SES) foi criada em 05 maio de 2021 e já apresenta números significativos em suas operações. Em 2023, a SOAer foi acionada para 371 missões, uma média superior a um atendimento por dia.

Sua principal missão é realizar o transporte aéreo de órgãos vitais (TROV) e o transporte inter-hospitalar (TIH) de pacientes pediátricos. Em menos de 3 anos de operações, as equipes voaram 875 horas e transportaram 481 órgãos, 207 crianças e 9 adultos. O número de transporte de órgãos realizados pelo SOAer é um dos mais expressivos do Brasil. De 2021 até 21 de janeiro de 2024, transportaram 53 corações, 204 rins, 124 fígados, 15 pulmões, 11 pâncreas, e 44 córneas.

Em pouco mais de 3 anos, SOAer do RJ se destaca no transporte de órgãos e de pacientes pediátricos
Em pouco mais de 3 anos, SOAer do RJ se destaca no transporte de órgãos e de pacientes pediátricos

O transporte inter-hospitalar (TIH) de pacientes pediátricos é outro destaque do serviço. De 2022 a 2023 houve um aumento de 380%. Em 2022 atenderam 34 crianças, e em 2023 foram 164. Durante a pandemia, a SOAer distribuiu 971.457 doses de vacinas para a COVID-19.

Sobre o TROV, o SOAer lançou uma pesquisa para entender a realidade das missões de transporte de órgãos realizadas pelos operadores aéreos no Brasil. O objetivo é fomentar essa modalidade de transporte, pois, considerando a imensidão do país e a complexa logística que envolve o transporte de órgãos, o modal aéreo passa a ser uma peça fundamental nesse processo. (Participe da pesquisa)

Segundo o Programa Estadual de Transplantes do RJ, o tempo de isquemia varia para cada órgão: 4 horas para o coração, 4 a 6 horas para o pulmão; 36 horas para o rim; 12 horas para o fígado, 20 horas para o pâncreas e 7 dias para a córnea. Por isso, além da velocidade no transporte, há necessidade de uma embalagem segura e eficiente.

No 4º CONAER, que acontecerá em Goiânia nos dias 26 e 27 de junho, está prevista a realização de um painel sobre transporte aéreo de órgãos e equipes de captação.

FORMULÁRIO DE PESQUISA

Base Aeromédica de Cascavel completa 10 anos com 4.665 atendimentos

Base Aeromédica de Cascavel completa 10 anos com 4.665 atendimentos
Base Aeromédica de Cascavel completa 10 anos com 4.665 atendimentos

Paraná – Nesta segunda-feira (22), a Base Aeromédica de Cascavel, que atende a população das regiões oeste e sudoeste do Paraná, completou 10 anos de operações aeromédicas. De 2014 até hoje, foram 4.665 voos pela vida.

Em 2023, foram 629 missões. A maior parte dos atendimentos foram de pacientes com problemas cardíacos ou que sofreram traumas. Sua missão é transportar com segurança o paciente até o local onde receberá tratamento especializado. Além dos equipamentos, insumos médicos e processos necessários para a operação, as equipes são qualificadas e capacitadas para realizarem os transportes.

Base Aeromédica de Cascavel completa 10 anos com 4.665 atendimentos
Base Aeromédica de Cascavel completa 10 anos com 4.665 atendimentos

Em um espaço compacto e otimizado, o paciente tem tudo que necessita a bordo da aeronave. Sendo uma UTI aérea, possui bombas de infusão, ventilador mecânico, conexões de oxigênio, monitor cardiodesfibrilador e muita medição, além de máscaras, soros e seringas, acondicionadas em pequenas bolsas atrás do banco do piloto.

Não existe atendimento simples. Acomodar o paciente para que ele fique confortável é sempre um desafio, mas o transporte de crianças costuma tocar mais no coração das equipes. O helicóptero voa a uma velocidade média de 180 a 200 km/h.

A união é uma das grandes virtudes do aeromédico. Geralmente o grande aparato sai ente 5 a 10 minutos. Enquanto o comandante avalia o cenário, o médico e a enfermeira preparam os equipamentos de acordo com o perfil da vítima, além de contarem com o apoio das equipes terrestres do SAMU que estão na cena.

Além de Cascavel, há helicópteros aeromédicos em Maringá, Londrina, Ponta Grossa e Curitiba. O espaço aéreo do estado esta coberto pela saúde.

Acidente com helicóptero aeromédico em Oklahoma deixa 3 mortos

Acidente com helicóptero aeromédico em Oklahoma deixa 3 mortos
Acidente com helicóptero aeromédico em Oklahoma deixa 3 mortos

EUA – No sábado (20), três tripulantes morreram em um acidente com um helicóptero aeromédico “Air Evac 122”, em Oklahoma, EUA. A empresa, Air Evac Lifeteam, disse nas redes sociais que eles perderam contato com o centro de controle da empresa por volta das 23h23 (horário local), enquanto retornavam para sua base em Weatherford, Oklahoma (EUA), cerca de 70 quilômetros a oeste de Oklahoma City.

A equipe estava a bordo do helicóptero Bell 206L3, matrícula N295AE, com destino a Weatherford, depois de transportar um paciente em Oklahoma City. A operadora aeromédica disse que, neste momento, por respeito às famílias, não identificará publicamente os membros da tripulação. O caso foi entregue para investigação do Conselho Nacional de Segurança de Transporte (NTSB).

Um investigador foi para o local do acidente no domingo (21). A investigação examinará quaisquer gravações de comunicações de controle de tráfego aéreo, dados de radar, relatórios meteorológicos, depoimentos de testemunhas e um histórico de 72 horas do piloto para determinar se houve algum problema que pudesse ter afetado sua capacidade de operar o voo com segurança, entre outras informações.

“É importante notar que a NTSB não determina a causa na parte inicial do processo investigativo”, disse a agência em nota. “Esta é considerada a fase de apuração de fatos da investigação.”

A Air Evac Lifeteam opera mais de 150 bases de ambulâncias aéreas de helicóptero em 18 estados, de acordo com seu site. As tripulações são compostas por um piloto, uma enfermeira de voo e um paramédico de voo. Cerca de 90% de seus transportes de pacientes têm origem em uma área rural, conforme definido pelos Centros de Serviços Medicare e Medicaid, de acordo com a empresa.

Hospital público de Maricá terá heliponto para agilizar atendimentos aeromédicos e salvar vidas

Hospital público de Maricá terá heliponto para agilizar atendimentos e salvar vidas. Foto: Paulo Ávila
Hospital público de Maricá terá heliponto para agilizar atendimentos e salvar vidas. Foto: Paulo Ávila

Rio de Janeiro – O Aeroporto de Maricá, administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), vai operar o heliponto no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São José do Imbassaí.  A iniciativa visa salvar mais vidas, oferecer maior agilidade no transporte de órgãos e facilitar o socorro à pacientes e acidentados.

O espaço terá a capacidade de operar com um helicóptero Sikorsky S-92, que possui peso máximo de decolagem de 12 toneladas. Dessa forma, será o único hospital municipal atuando com aeronave de grande porte em seu heliponto. O Serviços de Obras de Maricá (Somar) já começou as obras do heliponto, que terá 1.000 m². A previsão é que o funcionamento comece aproximadamente 60 dias após os trabalhos finalizados.

“Essa parceria entre Codemar, Somar e o Hospital Che Guevara busca exclusivamente preservar e salvar vidas, reduzindo o tempo das operações de pousos e decolagens de aeronaves de transporte aeromédico para resgate e salvamento”, afirma a diretora de Operações da Codemar, Marta Magge,

Ela acrescenta que a captação de órgãos também ganhará agilidade, facilitando e dinamizando com segurança o interior do hospital. “Vamos salvar vidas!”, celebra. Segundo a diretora, a logística e infraestrutura do Aeroporto Municipal de Maricá possibilitarão a operação do heliponto por meio de equipamentos 24 horas.

Operações

Na primeira etapa, o heliponto terá toda a infraestrutura de segurança, além do balizamento noturno para decolagens e pousos em qualquer horário. Já em um segundo momento, está projetado para que seja operado em regras de voo por instrumento, com GPS para descidas em condições meteorológicas ruins.

“Primeiro, vamos fazê-lo funcionar e trazer benefícios para a cidade. A partir daí, vamos ver se os obstáculos nos arredores permitem uma aproximação mais complexa. A ideia é que seja o primeiro heliponto em hospital do Brasil a operar por instrumentos”, adianta o Superintendente de Operações da Codemar, Isaac Nascimento.

Obras

O Serviços de Obras de Maricá (Somar) está realizando a obra do platô para a implantação do heliponto. As obras devem ficar prontas nas próximas semanas. Com o local finalizado, o Aeroporto de Maricá vai fazer os procedimentos junto aos órgãos reguladores: DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para começar as operações.

Hospital público de Maricá terá heliponto para agilizar atendimentos e salvar vidas. Foto: Paulo Ávila
Hospital público de Maricá terá heliponto para agilizar atendimentos e salvar vidas. Foto: Paulo Ávila

Em 2023, Marinha realizou 40 evacuações aeromédicas no Pantanal do Mato Grosso do Sul

Governo do Mato Grosso do Sul e Marinha selam cooperação para operações aeromédicas. Fotos: Saul Schramm
Governo do Mato Grosso do Sul e Marinha selam cooperação para operações aeromédicas.

Mato Grosso do Sul – Durante o ano de 2023, o Comando do 6º Distrito Naval (Com6ºDN), por meio do 1° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Oeste (EsqdHU-61), realizou 40 Evacuações Aeromédicas (EVAM) na região do Pantanal, onde as condições geográficas e a falta de infraestrutura tornam as operações de resgate e salvamento ainda mais desafiadoras. A capacidade de resposta rápida e eficiente do EsqdHU-61 tem um impacto direto na preservação de vidas na região.

Entre os casos atendidos, destacam-se gestações de alto risco, recém-nascidos, incidentes com animais, acidentes vasculares cerebrais, apendicite aguda, perfuração por arma de fogo, mal súbito, desnutrição, entre outros. As solicitações de resgate em casos de urgência médica são recebidas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, que, após constatar que a região é de difícil acesso ou inviável via terrestre, aciona o apoio do Com6ºDN.

Menina passa mal e é resgatada por helicóptero da Marinha na região do Paiaguás, MS.

Para o Comandante do 6ºDN, Vice-Almirante Iunis Távora Said, “o emprego de helicópteros em EVAM traz benefícios diretos para a população, haja vista a vastidão e a complexidade do bioma Pantanal, muitas vezes inacessível por meios terrestres ou fluviais”. Para possibilitar esse tipo de apoio, o EsqdHU-61 mantém uma tripulação de serviço para guarnecer a Aeronave de Serviço Distrital, a fim de atender solicitações emergenciais em até duas horas.

O Capitão de Corveta Éverthon de Freitas Alcântara é piloto e participou, somente em 2023, de mais de 30 EVAM. “Como desafios enfrentados, cito a falta de locais de pouso adequados, baixa cobertura de comunicações aeronáuticas e informações meteorológicas limitadas na região pantaneira. A necessidade de pousar em área não preparada, em terreno irregular, com a presença de animais e de obstáculos, adiciona uma camada de dificuldade às missões”, explicou.

O Segundo-Tenente médico Gustavo Teodoro Nicacio de Lima integra a tripulação do Hospital Naval de Ladário e participou, em 2023, de dez EVAM. “Sou da região de Presidente Prudente (SP) e não conhecia o Pantanal. Percebi uma realidade muito distante da minha. Cada voo e cada paciente é uma experiência diferente. Evacuações aeromédicas ocorrem em grandes centros, mas evacuar um paciente em região extrema, sob condições adversas, torna a missão ainda mais gratificante”.

Voluntário para participar dos resgates, o Tenente Nicacio relembra os casos mais marcantes, como o de um bebê de três meses da região do Paiaguás, a cerca de 70 km de Corumbá (MS). “Esse resgate me marcou muito, era uma criança com extremo baixo peso, desnutrição e provável quadro de infecção generalizada. Durante o voo, já solicitei aos pilotos que fizessem contato com o Esquadrão para acionarem uma ambulância avançada, pois a criança precisava de tratamento intensivo e urgente. Me sinto realizado em poder ajudar, dentro da minha profissão, a população ribeirinha. É uma experiência profissional que eu só poderei viver aqui”, relatou.

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