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Potiguar I socorre jovem esfaqueada na cidade de Pau dos Ferros/RN

Rio Grande do Norte – O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizou, na manhã do dia 16/08, mais uma remoção de paciente utilizando o helicóptero Potiguar I, do Centro Integrado de Operações Aéreas (CEIOPAer) da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesed).

O paciente, de 17 anos, que foi atingido com duas facadas no tórax, precisou ser transferido do município de Pau dos Ferros para o Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, onde irá realizar cirurgia torácica e procedimentos de hematologia.

O helicóptero pousou no heliponto do Walfredo Gurgel. De acordo com Luiz Roberto Fonseca, coordenador de urgências e emergências da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), esta já é a segunda operação de resgate aeromédico, em menos de 1 mês, com o helicóptero Potiguar I.

“Uma equipe de médicos do SAMU estava no helicóptero para a remoção e também contamos com o apoio de uma equipe em terra do SAMU, com uma caminhonete 4X4, que ajudou no abastecimento da aeronave”, informou.

Fonte: Blog do Eduardo Dantas.

Cães são treinados para trabalhar no helicóptero do BAPM/SC

Foi realizado nesta quinta-feira, na sede recreativa da Embraco, a primeira simulação de perseguição a fugitivos com o uso de cães dentro do helicóptero da 2ª Companhia do Batalhão de Aviação da Polícia Militar de Santa Catarina, sediada em Joinville.

O comandante da 2ª Companhia do BAPM, major Nelson Henrique Coelho, explica que 95% das perseguições na região de Joinville acabam com os suspeitos embrenhados nas matas, o que faz com que a agilidade, a resistência e o olfato privilegiado dos cachorros possam ser determinantes na captura de suspeitos.

— Aumenta as chances de prender quem foge pela mata, facilita a apreensão de drogas e se utiliza uma ferramenta não letal — argumenta.

O instrutor de cães especializado na área policial, Gustavo Fleury, esclarece que os animais tem que passar por pelo menos seis meses de treinamento para ser seguro o uso deles nas ações da PM.

No adestramento, os instrutores fazem com que o cachorro se acostume com o ambiente da aeronave e lide bem com o barulho, que para algumas raças pode ser estressante.

O ideal é começar a treinar o cão com dois anos de idade, explica Fleury, pois nessa faixa eles se acostumam mais facilmente com o ambiente em que serão utilizados, e já sabem se comportar em ambientes cheios de pessoas.

— O cão tem que entrar em um local cheio de gente e só atacar o bandido — explica.

Para saber exatamente quem atacar, os cachorros são preparados para perseguir quem estiver portando arma, por isso no momento da ação vão direto no braço dos suspeitos.

Confira as fotos:

Fonte: A Notícia

Governo federal abandona programa de combate ao tráfico usando VANTs

O céu estava nublado no aeródromo de São Miguel do Iguaçu, uma pequena cidade paranaense na tríplice fronteira do Brasil com o Paraguai e a Argentina.

Nada, no entanto, que impedisse o voo inaugural do primeiro Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant) da Polícia Federal (PF) naquela manhã de 10 de novembro de 2011.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a quem a PF está subordinada, foi até a pista ver de perto a aeronave capaz de filmar e fotografar a placa de um carro ou o rosto de um traficante de drogas a 9 quilômetros de altura.

Em seguida, Cardozo se dirigiu ao auditório improvisado para falar sobre a maior arma anunciada contra o narcotráfico pelo governo da presidente Dilma Rousseff, uma promessa feita na campanha de 2010: a compra de 14 Vants israelenses, por R$ 655 milhões.

Ao fundo do palco onde o ministro discursava, havia um pôster gigante com a foto do avião em voo e o título em letras garrafais: “Fase operacional”. Uma frase que não saiu do papel.

Na linguagem policial, operacional quer dizer ação prática. O Vant passaria a fazer missões rotineiras. De acordo com documentos obtidos por ÉPOCA, isso não aconteceu. Depois da festa de inauguração, o avião foi recolhido ao hangar do aeródromo onde fica a base de operação.

Os equipamentos foram encaixotados e estão assim até hoje. Uma segunda aeronave já comprada continua em Israel, sem previsão para ser enviada ao Brasil. Não se fala mais em comprar outros 12 aparelhos como foi previsto no início e alardeado com pompa. Brigas internas na PF e o descaso do Palácio do Planalto ameaçam abater, ainda em solo, o projeto no qual o governo já gastou R$ 73 milhões. O valor inclui os dois aviões e o material necessário (antenas e computadores) para mantê-los no ar.

Operado por um piloto em terra, que digita os comandos no computador das estações, o avião pode voar por 37 horas ininterruptas a uma distância de até 4.000 quilômetros, enviando imagens on-line para a base sobre as atividades de narcotráfico nas fronteiras brasileiras.

Com a varredura, seria possível saber onde os criminosos se escondem, para onde enviam drogas e, principalmente, vigiar seus passos e prendê-los. O combate na fronteira boliviana tem um caráter especialmente crucial para os brasileiros. Pelo menos 54% da cocaína que chega ao Brasil vem do país andino. Boa parte se transforma no crack que assombra nossas metrópoles.

A previsão era instalar quatro bases. Além de São Miguel do Iguaçu, outras três funcionariam em Brasília, no Distrito Federal, Vilhema, em Rondônia, e Manaus, no Amazonas. Em junho, a Procuradoria da República no Paraná começou a receber informações de que não havia mais decolagens na primeira estação inaugurada por Cardozo.

Os procuradores descobriram que o Vant estava parado. Como o projeto não decolou, a Procuradoria entrou na Justiça para o governo aumentar o número de policiais. O pedido foi rejeitado pela Justiça Federal.

O Brasil tem 11.600 quilômetros de fronteiras com Colômbia, Peru, Bolívia (países produtores de cocaína) e Paraguai (fornecedor de maconha). Para cobrir toda essa extensão, a PF conta nessas regiões com apenas 14 delegacias e 826 policiais.

A relação é de um agente para cada 16 quilômetros e de um delegado por 100, segundo o cálculo do Tribunal de Contas da União (TCU) num relatório recente de avaliação da política de combate ao narcotráfico. O TCU recomendou ao governo contratar por meio de concursos mais 3 mil policiais. E destacou o projeto do Vant como o avanço mais significativo diante da falta de pessoal.

Um relatório da PF, de março deste ano, mostra que essa vantagem é desperdiçada. Durante 2011, o projeto do Vant contou com um orçamento de R$ 70 milhões. Isso permitiria a compra de equipamentos e combustível, além de treinamento de pilotos. O documento da PF diz que, “por problemas técnicos”, apenas R$ 6,3 milhões foram efetivamente gastos.

Se não é por falta de dinheiro, por que o Vant não sai do chão? O presidente da Associação dos Delegados Federais, Marcos Leôncio, afirma que a PF está sem contrato de manutenção da aeronave, o que impede a decolagem. “Também existe uma dúvida do governo sobre se o Vant fica com a PF ou será entregue à Aeronáutica”, diz Leôncio.

Essa alternativa poderia criar um conflito com Israel, porque o equipamento foi vendido exclusivamente para a atividade policial, e não militar. A PF chegou a divulgar, no dia do voo inaugural, que era a primeira polícia do mundo a usar o Vant para esse fim.

A origem do imbróglio está em divergências na cúpula da PF desencadeadas em 2011. Em janeiro daquele ano, a direção-geral da PF mudou de mãos, passando ao delegado Leandro Coimbra. Ele assumiu o posto no lugar de seu colega de profissão Luiz Fernando Corrêa, que defendia para Dilma o emprego dos aviões-robôs.

Na gestão de Coimbra, contratos foram interrompidos. A mesma empresa que forneceu os aviões, a Israel Aerospace Industries, treinaria uma congênere brasileira para cuidar da manutenção do programa no futuro. O argumento usado pela área de logística para suspender esse contrato foi um processo aberto pelo TCU para apurar acusações de irregularidades nos pagamentos à empresa israelense.

O Tribunal investiga a despesa de R$ 24,6 milhões para o treinamento de 13 pilotos (R$ 1,9 milhão por cabeça). O processo ainda não foi concluído. Ele não significa o fracasso do projeto. A PF diz que prepara um novo contrato de manutenção e que receberá o segundo Vant ainda neste ano. Somente então vai avaliar se compra as outras 12 aeronaves inicialmente previstas.

A tecnologia de ponta dos aviões é uma arma para combater um novo esquema montado pelo narcotráfico nas fronteiras. Em outubro do ano passado, ÉPOCA revelou que os novos barões da droga terceirizaram parte das etapas, como refino, transporte e comércio dos entorpecentes. Eles passaram a atuar também nos países vizinhos. Grandes carregamentos de cocaína e de pasta-base de coca, matéria-prima do crack, são lançados de aviões em fazendas no lado brasileiro.

Nas fronteiras com Colômbia, Peru e Bolívia, policiais federais se veem diante de uma luta de guerrilha. No fim de 2010, dois agentes federais morreram baleados no Rio Solimões, a 240 quilômetros de Manaus, quando interceptaram uma lancha que transportava cocaína.

Uma das principais funções do Vant é passar informações aos homens em terra, adiantando a posição do inimigo durante uma situação de confronto. Para os policiais na linha de frente contra traficantes fortemente armados, os veículos não tripulados podem representar uma proteção a sua vida.

Fonte: Revista Época, por Hudson Corrêa e Leonardo Souza.

BAPM/SC apoia Instituto Chico Mendes na observação de Baleia Franca ferida

No último sábado (11/08), o Batalhão de Aviação da Polícia Militar (BAPM) prestou apoio ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).

Devido a notícia de uma baleia franca possuir cicatrizes de hélice de embarcação no dorso e estar na praia de Mariscal, em Porto Belo, foi necessário o acompanhamento com helicóptero para avaliação do estado de saúde do mamífero. Trata-se de uma fêmea acompanhada do filhote recém-nascido. Esta é a primeira vez que o Projeto Baleia Franca de Imbituba registra uma Baleia Franca ferida no litoral catarinense.

A espécie tem hábitos costeiros, os animais frequentemente encostam a barriga na areia de tão perto que chegam da praia. Como os barcos de grande porte circulam em alto mar, a possibilidade de colisão é pequena, é difícil, mas não impossível. Neste caso os biólogos acreditam em acidente, já que o local é próximo ao Porto de Itajaí.

Com o auxílio da aeronave, os biólogos puderam identificar a baleia, avaliar os ferimentos e indicar que a mesma estava em condições adequadas de sobrevivência, pois as lesões estão em processo de cicatrização. A baleia está se locomovendo e agindo normalmente, ela não corre risco de morte. As imagens do monitoramento serão enviadas para especialistas nos Estados Unidos, o objetivo é descobrir quando e que tipo de embarcação atingiu o mamífero.

Fonte: PMSC e BAND Santa Catarina.

GRAER/PR apoia Operação de Policiamento Ambiental

Paraná – Além do apoio aéreo a missões de buscas e resgates, defesa civil, acompanhamentos a veículos suspeitos e ações de cumprimento de mandados de prisão, o Grupamento Aeropolicial-Resgate Aéreo (GRAER), também cumpre importante papel no apoio a ações do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA).

No período compreendido entre os dias 06 e 09 de agosto últimos, a aeronave Falcão 05, que é um avião Cessna Skylane, foi utilizado pelo 3º Pelotão da 2ª Companhia de Polícia Militar Ambiental, sediado em Umuarama, Noroeste doEstado do Paraná, para a realização de diversos voos de patrulhamento ambiental, principalmente nas bacias hidrográficas daquele Município e da cidade de Cianorte.

Esses voos, que contaram com a presença do Comandante do Pelotão, 1º Ten. QOPM Alcimar, e de dois Sargentos: Clailton e Fanti, tiveram por objetivo a identificação de desmatamentos de mata ciliar e erosões nos cursos d’água, destinados a captação e fornecimento de água dessas cidades.

Além desses sobrevoos, realizou-se, também, uma missão que percorreu os Rios Piquiri e Paraná, nos trechos que se encontram dentro da área de atuação da Companhia, com o objetivo principal de identificar ações e locais de pesca predatória.

Também visou a identificação de locais de desmatamento e outros tipos de infrações ambientais, de modo que os locais identificados sejam catalogados e permitam as ações das equipes policiais por via terrestre.

O emprego da aeronave de asas fixas em Operações de Policiamento Ambiental é uma ferramenta que proporciona o levantamento de informações e dados precisos no que se refere a locais onde são cometidas infrações e crimes ambientais.

Devido ao baixo custo operacional e a grande autonomia do avião Skylane, sua utilização para sobrevoo de grandes áreas é uma ótima opção estratégica no levantamento de locais de interesse para o planejamento e desenvolvimento de operações policiais.

Fotos: Sgt CLAILTON (BPMA) e Sr. Valdir (Vertical Imagens)

Ciopaer/TO volta a atuar no combate às queimadas

A equipe do Centro Integrado de Operações Aéreas – Ciopaer, além do serviço diário de radiopatrulha aérea, nos períodos da manhã e tarde, realiza trabalhos emergenciais em todo o Estado. A aeronave tem sido acionada por diversos órgãos no sentido de ajudar nos trabalhos de áreas de difícil acesso.

Nesta terça-feira, 14, no período da tarde, os integrantes do Ciopaer transportaram técnicos da Defesa Civil e do Naturatins – Instituto Natureza do Tocantins para as regiões de Porto Nacional e Brejinho de Nazaré. O objetivo foi localizar regiões afetadas por grandes queimadas e áreas desmatadas, além de identificar e combater possíveis focos de incêndios.

“O nosso trabalho tem sido requisitado tanto na esfera estadual como federal, em situações diversas, ajudando a população tocantinense, que é nosso principal objetivo”, disse o delegado e piloto do Ciopaer, Dr. Leonardo Garrido.

Fonte: Secretaria da Comunicação Social do Tocantins.

Helicóptero Águia pousa na Av. São João e socorre cidadão

Em São Paulo, área central, pela Av. São João com a Duque de Caxias, por volta das 07h:45min, nesta quarta-feira (15 de agosto), o Helicóptero Águia 16 desceu para atender uma ocorrência.

Um homem foi atropelado por um ônibus de turismo e devido à gravidade, para um atendimento imediato, foi acionado 190, que pediu apoio à viatura aérea da PM, o Águia.

O Águia pousou no meio da avenida para resgatar a vítima de atropelamento, realizando um trabalho em equipe juntamente com os policiais militares da área e o resgate bombeiros PM.

A vítima foi conduzida para o HC, tinha fraturas dos membros superiores e inferiores e TCE. Diante da ocorrência em que houve difícil acesso de locomoção, o piloto PM mostra a sua capacitação, competência, preparo e perícia profissional.

A Polícia Militar utiliza todos os seus meios para salvar vidas e atender a população.

Confira o vídeo:

Fotos: Alberto Takaoka.

Fonte: PMESP.

Maj PM Machado lança livro sobre as operações aéreas na Tragédia do Morro do Baú/SC

Este livro apresenta um relato histórico do Major Aviador PM Alessandro José Machado sobre a maior operação empreendida com aeronaves de resgate e defesa civil na América Latina.

Livro escrito com o objetivo de registrar na história a atuação da 2ª Companhia do Batalhão de Aviação de Santa Catarina na catástrofe que assolou o Vale e Alto Vale do Itajaí em Novembro de 2008.

O Batalhão de Aviação Policial Militar é um orgulho da Polícia Militar Barriga-Verde. E é justamente este sentimento de grande satisfação, de intenso amor-próprio por atuar nesta instituição, que o Major PM Alessandro José Machado nos transmite nesta obra sem igual em nossa literatura. E muito mais, pois nos proporciona uma verdadeira viagem pela história da aviação policial em Santa Catarina.

Seu foco principal é a maior catástrofe que já atingiu o nosso Estado em todos os tempos, nas regiões do Vale e do Alto Vale do Itajaí, em novembro de 2008.

É o registro histórico da gloriosa atuação da 2ª Companhia do Batalhão de Aviação de Santa Catarina e de unidades aéreas de todo o país, num dos momentos mais trágicos já vividos pelo povo catarinense e atentamente acompanhado por todos brasileiros e no exterior.

Uma saga de coragem, superação, solidariedade, amor ao próximo e de dever cumprido.

Os contatos podem ser feitos através do e-mail ajmachado@hotmail.com ou pelo site da editora Insular.

Fonte: Editora Insular.

Assaltantes de banco vem a óbito em confronto com a Polícia

Mato Grosso – Policiais Militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) entraram em confronto nesta quinta-feira (9), por volta das 11h, com os assaltantes que invadiram a agência do Banco do Brasil na cidade de Campos de Júlio ( 553 km a Noroeste de Cuiabá), nessa quarta-feira (8). Durante a troca de tiros, os cinco assaltantes morreram. Quatro criminosos foram identificados, são eles: Francisco Cardoso dos Santos Neto, 19 anos, Weverson Aparecido Campos da Silva, 22 anos, André Luiz Pinto Braga, 25 anos e Odacir dos Santos Silva, o “Biguá”, de 22 anos

Mato Grosso - CIOPAER

A Polícia encontrou no local do confronto um fuzil 556, uma Submetralhadora, três espingardas calibre “12”, uma pistola chinesa 9mm, uma pistola Smith & Wesson 9mm, um revólver calibre 38, muitas munições, além de três malotes de dinheiro roubados no dia anterior da agência do Banco do Brasil.

Os militares seguiram os rastros dos assaltantes até o acampamento, onde os criminosos foram encontrados dentro da extensa e fechada floresta que margeia o rio Juína. Eles estavam encurralados. Após se negarem a obedecer a voz de prisão, os assaltantes cerraram fogo contra os policiais militares que responderam em extenso fogo cruzado. A Polícia Militar conseguiu o domínio total da operação, onde culminou com a morte dos assaltantes.

A contenção e isolamento do perimetro onde os criminosos foram encontrados foi realizado pelo helicóptero Águia do Ciopaer, Força Tática da cidade de Cáceres, Gefron, guarnições policiais militares das cidades de Comodoro e Pontes e Lacerda, e policiais do setor de Inteligência do Comando Regional “VI” –Cáceres.

Abaixo fotos do rio Juína e da floresta onde os criminosos foram encontrados:

Falcão 04 do GRAER/PR apoia resgate de ciclista acidentado na BR277

O Grupamento Aeropolicial-Resgate Aéreo (GRAER), da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, foi acionado no final do dia da última segunda-feira, dia 13 de agosto, para apoiar no transporte de um ciclista que se envolvera em um acidente na Rodovia BR277, próximo ao Km 92.

O helicóptero EC130 B4, prefixo PR-BOP, designado Falcão 04, decolou do Aeroporto do Bacacheri em direção ao local do acidente.

A informação era de que um ciclista que transitava pela Rodovia Contorno Leste, ao adentrar na BR277, colidiu com um caminhão que transitava por esta e sofreu graves ferimentos. Devido a gravidade identificada pelas equipes de socorro da concessionária da Rodovia, concluiu-se a necessidade da remoção aérea.

A aeronave Falcão 04, em oito minutos estava no local do acidente e, em mais quinze minutos estava desembarcando a vítima, Sr. Cleiton Ramos, no Hospital Angelina Caron.

Novamente, o emprego de aeronave do GRAER demonstrou que os serviços de resgates aeromédicos são ferramentas indispensáveis no salvamento de pessoas vitimadas em algum sinistro, ou que precisem de remoção rápida entre hospitais.

Assim, comprovada a agilidade do helicóptero, este tem sido o diferencial nos tratamentos de urgência em pacientes de diversas localidades do Estado do Paraná. Para tanto, o Grupamento dispõe de militares estaduais e policiais civis, altamente treinados e equipamentos, cuja missão é atender as necessidades da Segurança Pública e Defesa Civil.

Fonte: GRAER/PR.

Parte de helicóptero da polícia que caiu em GO será analisada nos EUA

O equipamento que registra todas as fases de funcionamento de um helicóptero e corresponde à caixa-preta da aeronave da Polícia Civil que caiu em Goiás no dia 8 de maio, será levado para os Estado Unidos para análise.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), o resultado permitirá a confecção do primeiro laudo sobre a causa da tragédia, que vitimou oito pessoas. “O aparelho mostra, principalmente, dados sobre a quantidade de combustível. Existe marcador para os três tanques de combustível que existem na aeronave, mostra também a pressão do sistema hidráulico e rotação dos rotores”, explica o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Hofmann Rodrigues.

O acidente com a aeronave aconteceu quando a equipe policial voltava do segundo dia de reconstituição da chacina de Doverlândia, onde Aparecido Souza Alves, teria matado sete pessoas. Além dele, que é o principal suspeito, sete policiais civis morreram.

O Eletonic Display Unit – (EDU) , como é chamado o equipamento, será levado no dia 25 deste mês para perícia por uma comissão de investigação do acidente. A comissão tem representantes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), do fabricante, da seguradora e da SSP.

A previsão é que na última semana de agosto seja feita toda a leitura dos dados registrados. “São três dias para recuperação e manutenção desse equipamento e mais dois dias para a leitura das informações. Acredito que nosso trabalho lá [nos EUA] termine por volta do dia 31 [de agosto]. Se recuperado for, é uma peça importante para esse quebra-cabeça”, afirma o membro do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer), major Ricardo Mendes.

Segundo a secretaria, o helicóptero que caiu estava na garantia. Por isso, a SSP precisa da perícia para conseguir um helicóptero novo, do mesmo modelo. “Estamos agora na fase final de análise dos equipamentos do helicóptero que se acidentou para que o Cenipa possa emitir um laudo preliminar. Mediante esse laudo preliminar, nós iremos fazer a análise e ver as ações que podemos tomar para resgatar a aeronave”, declara a superintendente de gestão da SSP, Luciana Daher.

A Secretaria de Segurança Pública vai se reunir com a fabricante e a seguradora do helicóptero depois da divulgação do laudo sobre o acidente.

Acidente

O acidente com o helicóptero da Polícia Civil aconteceu na tarde de 8 de maio, em Piranhas, a 312 quilômetros da capital. Morreram cinco delegados, incluindo piloto e copiloto, dois peritos criminais e o suspeito da chacina, Aparecido de Sousa.

Segundo a delegada geral da Polícia Civil, Adriana Accorsi, a apuração do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) é acompanhada por um delegado que também é piloto. Mas não há previsão para a conclusão do laudo técnico.

Após a morte dos delegados responsáveis pelo caso, a investigação da chacina de Doverlândia ficou a cargo do delegado do Grupo de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Iporá, Ronaldo Pinto Leite. Ele juntou cópias de depoimentos e alguns documentos que restaram para remontar o inquérito. Segundo ele, ao que tudo indica, Aparecido agiu sozinho.

Para concluir o inquérito, Leite precisa dos laudos de local do crime e da reconstituição: “Eu penso que, a partir da chegada dos documentos da perícia, em 15 dias o inquérito estará concluído”.

Fonte: G1

GRAESP/PA trabalhando e salvando vidas

O GRAESP em mais uma de suas nobres missões não para de atender os que mais precisam em todo o Estado do Pará,   trabalhando para melhor servir à sociedade. Os serviços vão desde o patrulhamento policial ao atendimento/suporte de emergência para os casos mais complicados de saúde nos diversos municípios do Pará.

O transporte Aeromédico é uma resposta rápida a situações delicadas, dando a esperança de um tratamento específico e especializado, seja na capital Belém ou no interior – pólos de referencia de atendimentos hospitalares de média e alta complexidade.

Atuando na Amazônia paraense desde 2007, a equipe do Resgate 01 (GRAESP e SESPA) promoveu uma remoção aeromédica de criança com 01 ano e 08 meses, que estava com insuficiência respiratória em virtude do quadro de  pneumonia que se encontrava. Esta ação fora executada de Oeiras do Pará para Belém com duração de 54 minutos de vôo. Em deslocamento convencional (embarcação e veículo terrestre) este transporte seria cumprido em cerca de 14 horas. A criança foi encaminhada para o Hospital da Santa Casa de Misericórdia onde foi assistida e está em evolução do quadro de saúde.

São inúmeros os casos onde a vida foi salva devido a atuação do GRAESP, consolidando que não há valor para uma vida, como, por exemplo, o transporte aeromédico do senhor VLADIMIR LOBATO que sofreu infarto e necessitava receber tratamento especializado ou a remoção aeromédica do Sr. Geraldo Batista, 35 anos, vítima de traumatismo na região da coluna cervical, após sofrer uma queda de motocicleta na zona rural do município de Medicilândia.

GRAESP – atendendo a sociedade e garantindo a vida!

Fonte: GRAESP

História da Aviação da Força Pública Paulista – Parte 3

O Paraquedismo na Força Pública do Estado de São Paulo

O artigo anterior focalizou a quarta etapa da história de nossa aviação, existindo um grande compasso de espera para a etapa seguinte, a quinta, pois, com a derrota de São Paulo, perdemos, como já foi descrito, o Campo de Marte e os Quartéis de Itapetininga e do Glicério, como presas de guerra.

Com o decorrer dos anos, o Governo Federal devolveu a São Paulo os dois quartéis, continuando de posse de grande área do Campo de Marte, ocupado, nos dias de hoje, pelo Parque da Aeronáutica, do 4º Comando Aéreo da Força Aérea Brasileira.

ForcaPublicaSP

Uma pergunta, talvez, o leitor queira fazer: Como e por que a Força Pública possuía um Núcleo de Paraquedistas?

Resposta: Em 1950, um civil de nome Wolfrado Rodrigues, diplomado pela Escola de Paraquedismo de São Paulo, procurou, no 7º Batalhão de Caçadores de Sorocaba, o oficial de dia, dando a ideia da fundação de um grupo de paraquedistas naquele batalhão.

Tomadas, por termo, todas as informações do referido senhor, mandou o comandante o processo para a devida apreciação da Diretoria Geral de Instrução, no qual a ideia foi bem acolhida, resolvendo o Cel. Diretor propor ao Comandante Geral a sua aprovação, formando-se, pois, o Núcleo de Paraquedismo, não em Sorocaba e sim na própria capital.

Colaborou e muito, o Ten. Milton Cyríaco de Carvalho, do Quartel General, conseguindo formar já a primeira turma, pela Escola de Paraquedismo Civil de São Paulo, situada no Campo de Marte, no ano seguinte, constituindo a quinta etapa, desta brilhante história.

Outro oficial que deu muito impulso foi o Cap. Adauto Fernandes de Andrade que, na época, servia no gabinete do Dr. Erlindo Salzano, vice-governador do Estado. Sendo também o Dr. Salzano um oficial do nosso Corpo Médico, o entusiasmo de ambos conseguiu do Dr. Adhemar de Barros (Diretor da Aerovias Brasil) todo o apoio moral e material, autorizando que os alunos se utilizassem de seus aviões e de DC-3 da Vasp, determinando, ainda, a compra de 20 paraquedas modernos para a Corporação.

As aulas teóricas eram dadas na Escola de Paraquedismo Civil do Estado, no Campo de Marte e, na parte prática, para a obtenção do brevê eram obrigatórios cinco saltos.

Várias publicações nos Boletins Gerais do Quartel General autorizaram os referidos saltos; por curiosidade transcrevemos um deles:

Núcleo de paraquedista – execução de salto: (Bol. Geral nº 97, de 5/5 e Reg. nº 82, de 11/5) – Foi público que no dia 26/04/1953, em Porto Ferreira, neste Estado, os alunos executaram os 4º e o 5º saltos de paraquedas usando os automáticos, os elementos matriculados no Curso de Paraquedista da Força Pública, tendo dirigido os saltos, o Cap. Adauto Fernandes de Andrade.

O entusiasmo aos poucos foi arrefecendo, faltando verbas para a compra de novos e modernos equipamentos mas, um ponto do seu roteiro glorioso, é bom que o leitor se delicie com o artigo abaixo, extraído do livro: Clarinadas da Tabatinguera, no qual é relatada a história do…

Capitão Djanir Caldas – duas loucuras

A tragédia do avião President da Pan American

Era o dia 29 de abril de 1952, quando o mais moderno avião de passageiros do mundo, da Pan American denominado President, sobrevoava de madrugada a selva amazônica, com 60 criaturas humanas, entre tripulantes e passageiros.

Ali estavam brasileiros, norte-americanos, paraguaios, argentinos, homens e mulheres, adolescentes e crianças unidos pelo destino, para escreverem a mais trágica página que a aviação tinha registrado em plagas sul-americanas, até aquela data.

Seriam 4 horas e tudo ia bem a bordo do quadrimotor. As comunicações com a torre procediam-se normalmente e, quando o rádio silenciou, foi para sempre, levando para a incomensurável profundeza da selva, dezenas de almas.

Não havia dúvidas para as autoridades brasileiras e norte-americanas, que sobrevoaram o local, sul do Estado do Pará, de ser humanamente impossível haver sobreviventes, bem como ser impraticável o salto de paraquedas. Este pensamento foi, posteriormente, superado pela coragem de 14 paulistas, 7 da então Força Pública e 7 do Clube de Paraquedistas Civis.

Cerca das 15h, do dia 7 de maio, um DC-3, da Aerovias Brasil, cedido pelo grande político Dr. Adhemar de Barros, levantou voo do Campo de Marte, deixando os ceus nublados de São Paulo, pousando em Porto Nacional, para a sublime missão. Comandava os paraquedistas da Força Pública, o Cap. Djanir Caldas, sendo sua missão apenas de oficial de ligação com as autoridades (havia oficiais superiores nossos e da Aeronáutica), no entanto, nesse dia 7, apresentou-se ao Cel. Ex. Ribamar de Miranda, seu Comandante e o diálogo se fez:

– Senhor Coronel, eu vou saltar com os meus soldados.

– O senhor é paraquedista capitão?

– Não senhor. Nunca vi um paraquedas.

– Então, o senhor não pode saltar.

– Senhor Coronel, não posso deixar que meus soldados saltem na floresta virgem e fiquem sozinhos, sem um oficial presente. Isso nunca aconteceu na história da Força Pública.

– Mas é uma temeridade Capitão Djanir, não posso e não devo dar essa permissão.

– Então, senhor Coronel, eu me licencio da Corporação e saltarei como civil voluntário e serei o único responsável pelo que me acontecer. Firmarei um documento nesse sentido.

 Este último argumento foi aceito pelo Cel. Ribamar, pois não foi possível demovê-lo de sua obstinada intenção.

No dia 11, o DC-3 sobrevoou o local exato do salto, baixou a 300 metros, reduzindo a velocidade. Os paraquedistas expiaram pela janela e viram aquele oceano verde estender-se ao infinito e quase certo que tiveram medo. Treme carcaça…

Talvez, naqueles segundos, tenham vindo à lembrança as estórias terríveis da Amazônia: índios bravios e antropófagos, feras descomunais, formigas gigantes, árvores e insetos carnívoros, areias movediças… mas, ali estavam, com as consciências voltadas com o dever a cumprir, e uma força inabalável os impulsionava para o salto naquele inferno verde – a força misteriosa da solidariedade humana.

Djanir contou-me, na ocasião:

“Que alguns soldados já haviam saltado e quando se abriu a porta do DC-3, para que eu saltasse, senti um vento forte no meu rosto, que ficou insensível, como se estivesse anestesiado. Num relance fiz o sinal da cruz, pensei carinhosamente em minha esposa, esperando nosso segundo filho, na minha filhinha querida e me projetei no espaço; toquei emocionado o chão paraense com alguns arranhões e a alma sôfrega. Em pouco tempo, reunimo-nos para o trabalho penoso de construir um heliponto. Fizemos mais, limpamos o terreno em grande extensão, o que permitiu também o pouso de aviões pequenos. Tudo isso, fizemos com nossos facões, nossos músculos e nossa força moral e espiritual”.

A repercussão do feito heróico ultrapassou nossas fronteiras, os jornais americanos projetando o salto dos nossos 14 paraquedistas, destacando a loucura divina do Cap. Djanir Caldas, que recebeu, com todos os seus companheiros, as condecorações e medalhas, ressaltando a nobreza da solidariedade humana.

O Governador do Estado, Lucas Nogueira Garcez, decretou a promoção de todos os militares ao posto imediato por ato de bravura. Rápida foi a promoção dos 7 praças paraquedistas, providência cumprida pelo Comandante Geral da Força Pública. Mas, a promoção de oficial era competência do governador. O processo demorou demais e, quando tudo estava nos conformes, o Governador era Jânio Quadros que, enfurecido pela projeção política do seu adversário Adhemar de Barros, ordenou a presença de Djanir em seu gabinete.

Bem com a vida, despreocupado, Djanir rumou aos Campos Elíseos e, qual não foi sua surpresa desagradável quando Jânio, desvairado, com o dedo em riste, vociferou contra ele, em tom ameaçador. Djanir, imperturbável, quedou-se em silêncio, até que Jânio findasse aquele extenso palavreado estúpido e desenfreado.

Calmo, com a postura espartana, revidou enfaticamente ao Governador:

– Vossa Excelência não está me ofendendo. Vossa Excelência está ofendendo a minha Corporação, a farda honrada da Força Pública. Como oficial, não admito tal ofensa.

Jânio, extravasando seu ódio, não o promoveu, desrespeitando o decreto do Governador Garcez, determinando, ao Comandante da Força Pública, que transferisse Djanir para o Batalhão mais distante da capital, como castigo.

Outra loucura de Djanir: era ele o capitão mais antigo da Corporação e sua promoção, certamente, ao posto de major, se daria em agosto. Ele não cumpriu a ordem de transferência e, tão pouco, se ligou para o perigo de ser submetido a julgamento no Tribunal Militar, pelo crime de desobediência ao Governador e, quando um oficial superior, com escolta, chegou à sua residência, com ordem de conduzi-lo preso ao Quartel General, Djanir, com a maior calma do mundo, entregou-lhe um requerimento solicitando demissão das fileiras da Força Pública.

Que personalidade fortíssima! Jogou fora quase 30 anos de serviço e os vencimentos de major e seria tenente coronel, com certeza, pelo decreto do ato de bravura. Quem teria coragem de tanta loucura?

Tudo isso, fielmente relatado, foi depoimento seu, quando era elaborado o livro O Salto na Amazônia. Com tristeza, o autor soube de sua apertura financeira, a preocupação e o zelo com sua família, o abandono e o esquecimento de muitos amigos. Djanir empregou-se no Mackenzie, como professor de química, depois de vencer forte competição.

Milagrosamente, o Dr. Adhemar de Barros foi eleito Governador para o quatriênio 1960-64 e, já conhecedor da grande injustiça de Jânio Quadros, determinou ao Comandante da Força Pública, que desarquivasse e lhe mandasse o processo referente a Djanir, pois sua intenção era promovê-lo, resgatando tamanha maldade.

No entanto, a ordem não foi cumprida de imediato, precisava de autuação de vários documentos, revisão de datas, aquela burocracia tremenda! Passou o primeiro ano e nada, veio o segundo ano e nada feito, o processo evoluía somente de gaveta a gaveta, de gabinete a gabinete, de seção a seção e nada, a máquina emperrava, a burocracia era complicada demais e misteriosa (a bem da verdade é preciso que se diga, que houve negligência e, porque não afirmar, sabotagem de colegas, enciumados e invejosos…).

No último ano de seu governo, Adhemar se desesperou, bateu duro na mesa, ordenando que lhe trouxessem o processo com urgência e, quando sua ordem estava sendo cumprida, em 2 de julho de 1966 ele, Adhemar de Barros, foi cassado politicamente pelo Presidente Castello Branco.

Quando tudo parecia perdido, surgiu um anjo da guarda, acidentalmente; Djanir encontrou-se com o Dr. Paulo Pestana, Delegado de Classe Especial da Polícia Civil, seu grande amigo e admirador, na época Secretário de Turismo do Estado que, conhecedor de tantas injustiças sofridas pelo heróico e louco “paraquedista”, contou ao Governador Roberto de Abreu Sodré toda essa história novelesca.

Emocionado, Sodré, depois de legalizado todo o processo, promoveu Djanir a tenente coronel em 1967, 15 anos depois da tragédia do avião President.

Agora, com os vencimentos de tenente coronel, ele pode dar o conforto pleno à família, mas não deixou o Mackenzie, continuou trabalhando e, mercê de sua capacidade de trabalho, inteligência e cultura, aliados aos valores éticos, galgou postos de chefia naquela famosa universidade.

Mas, um fato novo deveria acontecer, para encher de alegria e orgulho toda a família e seus leais amigos. O livro histórico O Salto na Amazônia caiu nas mãos de um jovem e talentoso advogado, o Dr. D’Asti de Lima, que o anexou a um processo, reivindicando a promoção por ato de bravura, como havia decretado o governo Garcez, em 1952.

A ação judicial do Dr. D’Asti foi vitoriosa, promovendo Djanir a coronel, em 1991, sendo então cumprido aquele decreto estadual de 1952, apenas… 39 anos depois!!!

Nota 1: as imagens reproduzidas neste post atestam o dever bem cumprido dos paraquedistas de São Paulo, que na ocasião foram considerados loucos mas, na verdade, foram, pensamos nós, os precursores do PARASAR, organismo de elite, composto de paraquedistas da Força Aérea Brasileira, que tem cumprido sua missão nos mais distantes pontos do território nacional, colaborando em calamidade de outros países, vivendo páginas de glórias onde quer que haja uma vida a salvar!

Nota 2: O Campo de Marte pertenceu, em toda a sua extensão, à então Força Pública, onde eram realizados, como já vimos, os treinamentos e desfiles da tropa. Com o correr dos anos, ele fragmentou-se, aquartelando, nos dias atuais, o Parque da Aeronáutica da FAB, Escolas de Aviação, de helicópteros, inclusive a da Polícia Civil, de Paraquedista e outras Repartições do Estado. Aquartela também o Grupamento Aéreo da PM, com seus Águias, o cartão de visita da Corporação. É a sexta etapa da presença nossa no histórico Campo. E temos a certeza de que o Grupamento veio para ficar.

Sobre o autor:

Coronel PMESP Edilberto de Oliveira Melo

Nasceu em 1920, em Bofete, no interior de São Paulo. Diplomou-se em 1938 na Escola Normal Peixoto Gomide, em Itapetininga. Ingressou como soldado na Força Pública em 1939. Declarado Aspirante a Oficial em 1944 pela primeira turma a se formar no Barro Branco. Diplomou-se instrutor na Escola de Educação Física, tendo como paraninfo o fundador desse notável estabelecimento de ensino, pioneiro no Brasil, o Cel. Pedro Dias de Campos.

Na reserva, foi nomeado diretor do Museu da Polícia Militar e em 1982, assumiu a presidência da Associação dos Oficiais da Reserva e Reformados da PM – AORRPM, sendo eleito em mais seis mandatos.

Como presidente de AORRPM defendeu os altos interesses da Corporação. Foi o responsável pela construção da sede da Associação, o Solar da Tabatinguera além de diversas sedes de regionais no Interior do Estado.

Livros publicados:

  • Asas e glórias de São Paulo, em parceria com o Cel. José Canavó Filho
  • O salto na Amazônia
  • Marcos históricos da PM
  • Raízes do militarismo paulista

Fonte: Memórias de um veterano.

Pelos ares de Bauru – Conheça Tercioti, tenente e piloto do helicóptero Águia da PM

Os ares tranquilos de Bauru trouxeram o piloto e tenente Alexandre Moretto Tercioti de volta para casa. Aos 30 anos, o bauruense já pode dizer que construiu uma carreira sólida na Polícia Militar e com um objetivo principal: a segurança. Hoje, ele sobrevoa a cidade com o helicóptero Águia e conta tudo o que passou para chegar às alturas.

“Sempre gostei de aviação, quando eu era pequeno eu ia no aeroclube com o meu pai e ficava encantado com modelos de aeronaves que hoje já nem existem mais. Mas a paixão mesmo por voar eu adquiri no meu ingresso na Polícia Militar”, revela.

Esforço

Tercioti é um exemplo de dedicação. O atual piloto estudou na Escola Estadual Luiz Zuiani, no Jardim Marambá, e com apenas um ano de cursinho, em 2000, ele conseguiu a pontuação para ingressar na Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Ao se formar, foi classificado para trabalhar como policial no Batalhão Metropolitano, onde ficou por um ano e meio. “Em 2005 tive a oportunidade de trabalhar no interior. Durante esse período eu sempre acompanhava a seleção do grupamento aéreo, mas achava difícil, acreditava que não tinha chances por haver apenas oito vagas”, conta.

A ambição do policial fez com que ele não se acomodasse e prestasse a seleção interna para a vaga de piloto, da qual saiu vitorioso.

No céu

Salvar vidas e cuidar da segurança da população não é tarefa fácil. Mesmo “estando nas nuvens”, o piloto do Águia conta que já passou por momentos delicados. Tercioti acompanhou resgates aeromédicos em São Paulo, no qual o helicóptero servia como uma UTI móvel. Também participou de operações policiais na capital onde viu das alturas um colega de trabalho ser baleado. Em Bauru, ele conta que o momento mais complicado foi em um incêndio que destruiu um depósito de materiais recicláveis, em agosto do ano passado, no Distrito Industrial.

“A pior experiência que eu tive foi no Litoral Norte. Nós trabalhávamos na orla de Itanhaém quando recebemos o chamado de um afogamento na Boca da Barra, onde há o encontro do rio com o mar. No acidente, a criança caiu do barco e a mãe pulou para salvar, sem sucesso, o pai e o dono do barco também pularam na água. Com o mar agitado, conseguimos salvar a criança e recuperar o corpo da mãe e dono do barco. O pai foi salvo por um popular de Jet ski que também quase se afogou. Foi uma tragédia”, lembra, ressaltando que procurou a melhor forma de ajudar e que no momento só pensava em seu filho.

Alexandre é casado com Lia, pai do Leonardo, de 6 anos, e da pequena Lívia, de 3 meses. “Além do trabalho em Bauru ser mais tranquilo, eu conheço melhor o território. Tenho amigos aqui e, acima de tudo, tenho qualidade de vida para criar meus filhos”.

Raio-X

Livro: Código da Vinci
Prato: pizza
Filme: Gradiador
Esporte: natação

Fonte: Rede Bom Dia, por Patrícia Lacerda.

História da Aviação da Força Pública Paulista – Parte 2

O Grupo Misto da Aviação Militar da Força Pública e a Força Aérea Constitucionalista

Ao eclodir a Revolução Constitucionalista de 1932, o Campo de Marte foi retomado por elementos do Regimento de Cavalaria, encontrando-se em um de seus hangares dois aviões Waco, de 180 HP, da Aviação do Exército. Também foram encontrados no 4ºRI mais dois aviões Potez de bombardeio, de 450 HP, constituindo esses 4 aparelhos, o primeiro núcleo da aviação bandeirante, tendo sido presos vários aviadores do exército que não aderiam ao ideal paulista.

Renascia, então, das cinzas a Fênix Rubra, pelo decreto 5590, de 15 de julho de 1932 constituindo, com a ajuda de aviadores civis e militares aquarta etapa da nossa aviação, com a denonimação de Grupo Misto da Aviação Paulista.

Esse grupo passou a dispor dos aparelhos do Exército já citados e mais os seguintes:

  • um Moth e um Fiat doados pelo Aeroclube de São Paulo;
  • um JN pertencente ao Cap. FP Antônio Reinaldo Gonçalvez;
  • um Morane cedido por empréstimo.

 Idealistas paulistas doaram os seguinte aviões:

  • um Moth, 
  • um Fiat,
  • umNewport e 
  • um Henrioth.

Foram comprados no Paraguai mais 4 aviões, sendo ampliados os hangares no Campo de Marte.

Do Rio de Janeiro, chegaram mais um Waco e Newport Delage, ambos de 456 HP, pilotados pelos Ten. Mota Lima e Adherbal da Costa Oliveira, que aderiram à causa constitucionalista, sendo requisitado também um avião Late 26 de bombardeio, 450 HP que pertenceu ao Aeropostal.

Somando ao todo, o governo paulista adquiriu três Curtis-Falcão, todos de 450 HP.

Sob o comando do Maj. Dr. Ismael Torres Guilherme Cristiano, o grupamento possuía os seguinte pilotos: Orton Hoover, Cap. João Negrão, Reinaldo Gonçalvez, Alberto Americano, João de Quadros e Cândido Bravo, os Ten. Vicente Borba, Sebatião Machado e Sílvio Hoelz.

Valorosos elementos da aviação civil apresentaram-se no Campo de Marte, integrando-se no Grupo Misto, como pilotos ou observadores: João Baungart, Rosário Russo, Paranhos do Rio Branco, todos promovidos ao posto de Tenentes de Emergência.

Imitando os aviadores do Exército, Mota Lima e Adherbal de Oliveira também aderiram a Revolução, com o mesmo ideal, os Maj. Ivo Borges, Cap. Lysias Augusto Rodrigues e os Tens. Luis Martins de Araújo, Orsine de Araújo Coriolano, José Angelo Gomes Ribeiro e Mário Machado Bittencourt, esses dois últimos mortos heroicamente, num ataque à navios de guerra da Marinha, que bloqueavam o porto de Santos, impedindo o desembarque de material bélico comprado nos EUA.

Há duas ruas na Vila Mariana homenageando esses valorosos aviadores do Exército Brasileiro.

Estrutura-se, então, a Quinta Arma do Exército Constitucinalista, assim organizado:

Força Aérea

Comando: Maj. Ex Ivo Borges

Grupo Misto de Aviação Paulista 

    • Cmt. Maj. Ismael C. T. Guilherme
    • Subcmt. Cap. João Negrão
    • João de Quadros, Cândido Brava
    • Ten. Vicente Borba, Sebastião Machado
    • Sílvio Hoelz, Benedito de Paula França
    • pilotos civis promovidos a tenente.

 1º Grupo de Aviões de Caça 

    • Cmt. Maj. Lysias A. Rodrigues
    • Pilotos: Cap. Adherbal C. Oliveira
    • José A. Gomes Ribeiro
    • Cap. Arthur Mota Lima
    • Cap. Mário Machado Bittencourt e,
  • pilotos civis do Grupo Misto

Sob a insígna de “Gaviões de Penacho”, a Força Aérea cobriu-se de glórias, não obstante a precariedade de meios. As ações dos intrépitos aviadores da Força Aérea Constitucionalista foram inúmeras, pois, em todas as frentes de combate estavam os nossos aviões, observando, metralhando e bombardeando as posições inimigas. Em duelos com os vermelhinhos de Getúlio Vargas, tivemos grandes batalhas, logrando êxito na maioria delas, muito embora a Ditadura possuísse um poder aéreo dez vezes maior que o nosso.

Para o fecho desta história é necessário que se diga que a Força Pública empregou todo o seu efetivo para a sagrada causa de dar à Pátria sua Carta Magna, a Constituição brasileira.

Lutamos heroicamente por 3 meses, em todos os setores, constituindo o alicerce de todo o Exército Constitucionalista, embora enfraquecida pelas duras campanhas (1922, 24, 26 e 30), sem Artilharia, Aviação Militar e outros petrechos bélicos, confiscados em 1930.

Mesmo assim, a tropa de Piratininga se bateu valentemente, enfrentando um adversário aguerrido, dotado de abundante e moderno material de guerra e efetivo infinitamente superior. Em fins de setembro de 1932, quando a derrota das armas constitucionalistas era iminente, o armistício foi necessário, terminando as operações de guerra a 2 de outubro.

Nesse mesmo dia, a Força Aérea Constitucionalista foi extinta. Foi muito triste!!! A gloriosa Aviação da Força Pública, nascida em dezembro de 1913 teve o seu fim em outubro de 1932.

Perdemos mais uma vez o Campo de Marte, esse campo que leva o nome do Deus da Guerra, esse campo das manobras e desfiles memoráveis da Força Pública, mas certo vírus ficou em suas pistas e em seus hangares, porque a Ave Rubra alçaria o voo com os heróicos paraquedistas da Corporação, em 1950.

Sobre o autor:

Coronel PMESP Edilberto de Oliveira Melo

Nasceu em 1920, em Bofete, no interior de São Paulo. Diplomou-se em 1938 na Escola Normal Peixoto Gomide, em Itapetininga. Ingressou como soldado na Força Pública em 1939. Declarado Aspirante a Oficial em 1944 pela primeira turma a se formar no Barro Branco. Diplomou-se instrutor na Escola de Educação Física, tendo como paraninfo o fundador desse notável estabelecimento de ensino, pioneiro no Brasil, o Cel. Pedro Dias de Campos.

Na reserva, foi nomeado diretor do Museu da Polícia Militar e em 1982, assumiu a presidência da Associação dos Oficiais da Reserva e Reformados da PM – AORRPM, sendo eleito em mais seis mandatos.

Como presidente de AORRPM defendeu os altos interesses da Corporação. Foi o responsável pela construção da sede da Associação, o Solar da Tabatinguera além de diversas sedes de regionais no Interior do Estado.

Livros publicados:

  • Asas e glórias de São Paulo, em parceria com o Cel. José Canavó Filho
  • O salto na Amazônia
  • Marcos históricos da PM
  • Raízes do militarismo paulista

Fonte: Memórias de um veterano.

Arcanjo 01 resgata vítima de acidente de trânsito em Canelinha/SC

Na tarde de sábado, 11/08, ocorreu uma grave colisão entre uma motocicleta Honda com um caminhão Mercedes baú, na localidade de Galera, área rural de Canelinha-SC.

Na motocicleta Honda estava apenas o condutor, que sofreu graves lesões. Após o acidente foram acionadas as unidades do SAMU de Nova Trento e de Tijucas, e através da regulação médica do SAMU da grande Florianópolis foi acionado o helicóptero Arcanjo 01, SAMU/Bombeiros SC.

As equipes terrestres chegaram primeiro e encontraram o condutor politraumatizado com múltiplas fraturas, prestaram os primeiros atendimentos e na sequencia a aeronave pousou em um área ao lodo da estrada rural.

Após a vítima ser estabilizada, foi embarcada no Arcanjo 01 e conduzida para o heliponto da Av. Beira Mar Norte da Capital, onde uma unidade de SAV do SAMU aguardava para conduzi-la ao Hospital Governador Celso Ramos, que fica a poucos metros do heliponto.

A aeronave tem um papel fundamental na região, pois os hospitais referências em politraumatizados ficam há 45 minutos por terra, do local da colisão. Também esteve no local uma equipe do Corpo de Bombeiros de Tijucas.

Fonte: SAMU/CBMSC.

Fotos: Caplosso.

Helicóptero da Polícia Militar está de volta aos ares de Florianópolis

O helicóptero usado pela Polícia Militar de SC está de volta aos ares de Florianópolis. Depois de ficar por aproximadamente três meses meses estacionado em um hangar no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, a pedido do fabricante, a aeronave recebeu sinal verde para ser novamente utilizada e volta a ser envolvida nas operações aéreas da Grande Florianópolis, além de mapear áreas para pousos noturnos na Capital.

Com capacidade para transportar piloto, copiloto e até mais seis tripulantes, as quatro aeronaves do modelo Koala usadas pelas Forças de segurança no Brasil, similar ao que caiu em Goiás em maio deste ano, permaneciam em solo por uma solicitação da fabricante AgustaWestland enquanto o laudo da perícia era finalizado. Descartada a hipótese de problema no projeto da aeronave, todas voltaram a ser liberadas.

O Koala da PMSC é um investimento de aproximadamente R$ 7 milhões, começou a operar em janeiro de 2011 e acumula aproximadamente 1.000 horas de voo. O outro helicóptero da Polícia Militar é um modelo Esquilo, com capacidade para até seis tripulantes que fica baseado no Aeroporto lauro Carneiro de Loyola, em Joinville.

O comandante do Batalhão de Aviação da PM no Estado, Tenente-Coronel Luiz Henrique Teodoro, destaca que a aeronave passou por uma inovação depois do retorno aos ares de Santa Catarina:

— Agora ela está equipada também para operar no modo noturno, ainda que de forma experimental. Foram instalados equipamentos como o farol de buscas e a tripulação recebeu treinamento específico para voos à noite. Também estamos percorrendo os bairros de Florianópolis e cidades vizinhas e mapeando ao menos um espaço para pousos noturnos — explica.

Por enquanto a maior parte do tempo de voo é ocupada em sobrevoos para mapear espaços em que o helicóptero possa pousar, mas a lista de pedidos de apoio aéreo começa a crescer. Na sexta-feira, por exemplo, uma equipe deu apoio à ronda do 4º Batalhão, na Capital.

Dentro da cabine, o piloto se preocupa em seguir o plano de voo enquanto o copiloto ouve a frequência da PM e repassa informações da ocorrência para os demais tripulantes. Além da farda de uso diário, há conjuntos de neoprene para casos de resgate aquático, ressalta o comandante.

O helicóptero entra em operação todos os dias do nascer ao por do sol e, em missões planejadas em parceria com outros órgãos de segurança. As missões são organizadas com base em dados da própria Segurança Pública.

— Com as estatísticas da Central da PM traçamos a rotina do helicóptero, de acordo com a quantidade de veículos, número de ocorrências e as informações — detalha Teodoro.

Fonte: Diário Catarinense, por Danilo Duarte.

História da Aviação da Força Pública Paulista – Parte 1

O avião São Paulo, construído nas oficinas da Escola de Aviação do Campo de Marte.

Em comemoração a proximidade do aniversário do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que completará 28 anos em 15/08/12, iremos publicar uma série de fantásticos artigos do Cel PMESP Edilberto de Oliveira Melo sobre a história da Aviação da então Força Pública paulista.

Falemos do Campo de Marte, esse pedaço do chão paulista, que agasalhou a Escola de Aviação da antiga Força Pública do Estado de São Paulo, em 1919 a segunda etapa de sua gloriosa história, sabendo-se que a primeira foi no Campo do Guapira, hoje Parque Edu Chaves, homenageando o exímio aviador vitorioso no raide Rio-Buenos Aires, em dezembro de 1920.

Para orgulho de nossa PMESP, destaquemos seu pioneirismo na aviação militar no Brasil, por força da lei 1395-A de 17 de dezembro de 1913, que, em seu artigo 14 determinava:

Ficam criados o Curso Especial Militar (hoje Academia do Barro Branco) e a Escola de Aviação;

No segundo parágrafo rezava:

A Escola de Aviação terá por fim preparar na Força Pública aviadores militares.

O artigo 15 determinava:

A Organização dos Pilotos para o funcionamento da Escola de Aviação, na sede do Campo do Guapira, nela sendo matriculados além de militares da Força Pública, também civis, tendo como responsáveis o aviador Edu Chaves e Cícero Marques, ambos brevetados na França.

A Escola teve vida efêmera devido à 1ª Grande Guerra Mundial, pois era impossível a importação de aviões e peças. O próprio diretor Edu Chaves desligou-se do comando, indo à França, lutando no posto de 1º ten. da aviação francesa. Os aparelhos, alguns defeituosos, foram recolhidos na Estação Oeste do Corpo de Bombeiros.

A segunda etapa, como vimos acima, no Campo de Marte, teve a colaboração do aviador americano Orton Hoover que, desligando-se da aviação naval (criada em 1916), lutou contra a Alemanha, quando sua pátria entrou na guerra.

Foi Orton Hoover a centelha que reacendeu a antiga flama, dando em resultado a aprovação da lei 1675-A, de 9 de dezembro de 1919, que restabeleceu a Escola de Aviação da Força Pública, agora no comando do Ten. Cel. Chrisanto Guimarães, fase em que foram construídos muitos campos de aviação nas cidades do interior, a Corporação semeando a mentalidade aeronáutica em todo o Estado de São Paulo.

Na Revolução de 1924, os rebeldes, comandados pelo Gen. Isidoro Dias Lopes e Miguel Costa, apoderaram–se dos aviões, usando-os em seus objetivos como arma de guerra, enquanto permaneciam na capital.

Com a retirada dos revoltosos para Foz do Iguaçu, no Paraná, a frota composta de 8 aviões, foi guardada nos hangares, a fim de servir de base para a terceira etapa da Avião Militar Paulista, pois, em dezembro desse conturbado ano, começaram a riscar os céus de São Paulo os aviões, agora da Esquadrilha de Aviação da Força Pública, renascida pela lei 2051, de 31 de dezembro de 1924, comandada pelo Maj. Garrido, continuando instrutor o americano Hoover.

Um detalhe da lei: além das funções normais como a Quinta Arma de guerra (Infantaria, Cavalaria, Artilharia e Engenharia, as outras), a Esquadrilha foi encarregada também do levantamento aerofotogramétrico do Estado.

Vamos ver o que de importante aconteceu nesta terceira etapa:

1ª – O primeiro salto de paraquedas em São Paulo, executado pelo Ten. Antônio Pereira Lima, em 1925. Nunca tinha visto um paraquedas, mas recebeu ordem do comando geral para saltar;

2ª – A Esquadrilha participa da Brigada Mista do Cel. Pedro Dias de Campos (2400 homens), em julho de 1926, contra a Divisão Revolucionária comandada pelo Gen. Miguel Costa, em Goiás;

3ª – O Ten. Chantre é o primeiro mártir da Aviação Militar Paulista. Numa das idas para Goiás, seu avião cai em Uberaba, ficando o segundo piloto, o Ten. Antônio Pereira Lima, com ferimentos graves sendo internado na Santa Casa local, ficando 8 dias em coma;

4ª – O Cap. Nataniel Prado, encarregado da fabricação de bombas para a aviação, morre em consequência da explosão de um petardo 75. Morreram também, vários soldados, inclusive músicos e o maestro da banda, o Cap. Lorena cujo ensaio era em uma sala contígua no Quartel do 1º Batalhão (ROTA), em 1926;

5ª – O Ten. João Negrão, herói do hidroavião Jahu, na travessia do Atlântico Sul, em 1927;

6ª – Mortes do Cap. Messias e do Deputado Lacerda Franco, na queda do avião Anhanguera, quando da inauguração do Campo em Itatinga, em 1929;

7ª – Na Revolução Getulista de 1930, a Esquadrilha atua em Itararé, Sengés e Morungava, essas duas no Paraná, tendo à frente os pilotos Tens. João Negrão, João de Quadros, Sílvio Hoels, Sebastião Machado, Vicente Borba, Alfredo Camargo e Deoclécio Guedes. Nesse mesmo ano, o instrutor Orton Hoover é promovido a major a título precário;

8ª – Toda Aviação Militar da Força Pública passa à disposição da 2ª Região Militar a fim de constituir, com a Aviação do Exército, um grupo legalista sob o comando do Maj. Lysias Rodrigues;

9ª – Com a vitória de Getúlio Vargas, assume o comando da Aviação Militar da Força Pública, o Ten. Cel. Ex Eduardo Gomes, que passa o comando dias depois ao Cap. Reinaldo Rodrigues (revolucionário de Miguel Costa);

10ª – Fim da Esquadrilha – o Boletim nº. 29, de 18 de dezembro de 1930 publica:

Em virtude de escapar à finalidade desta força, e devendo ser a aviação um elemento do Exército, é dissolvida, nesta data a Escola de Aviação, cujo material será entregue ao governo federal.

Triste esse final do ano de 1930, pois o governo federal apoderou-se do Campo de Marte, da nossa Esquadrilha de Aviação, reduzindo o efetivo doPequeno Exército Paulista, despojando-o ainda de sua artilharia e armas pesadas, restando-nos apenas armas leves, fuzis e revólveres, muitos deles defeituosos.

Em 1930 foi também o fim da primeira república, da política do café-com-leite e da Constituição de 1891, pairando uma certa tristeza no coração dos combatentes paulistas.

O Campo de Marte foi ocupado pela aviação do Exército, mas, a Fênix Rubra ainda renasceria das cinzas, iluminando os corações brasileiros de São Paulo, na clarinada paulista de 1932.

Sobre o autor:

Coronel PMESP Edilberto de Oliveira Melo

Nasceu em 1920, em Bofete, no interior de São Paulo. Diplomou-se em 1938 na Escola Normal Peixoto Gomide, em Itapetininga. Ingressou como soldado na Força Pública em 1939. Declarado Aspirante a Oficial em 1944 pela primeira turma a se formar no Barro Branco. Diplomou-se instrutor na Escola de Educação Física, tendo como paraninfo o fundador desse notável estabelecimento de ensino, pioneiro no Brasil, o Cel. Pedro Dias de Campos.

Na reserva, foi nomeado diretor do Museu da Polícia Militar e em 1982, assumiu a presidência da Associação dos Oficiais da Reserva e Reformados da PM – AORRPM, sendo eleito em mais seis mandatos.

Como presidente de AORRPM defendeu os altos interesses da Corporação. Foi o responsável pela construção da sede da Associação, o Solar da Tabatinguera além de diversas sedes de regionais no Interior do Estado.

Livros publicados:

  • Asas e glórias de São Paulo, em parceria com o Cel. José Canavó Filho
  • O salto na Amazônia
  • Marcos históricos da PM
  • Raízes do militarismo paulista

Fonte: Memórias de um veterano.

Acima do chão: briefings sobre o patrulhamento proporcionam uma boa oportunidade para ajudar os policiais em terra

Apoio ao policiamneto urbano em abordagem na cidade de Praia grande/SP (Foto: Ricardo Benichio - Tecnologia e Defesa)

Mike Calhoun

“Comunicar-se com o policiais das patrulhas é uma forma eficaz de melhorar o serviço para eles e manter todos na atividade policial seguros.”

Tive o privilégio de ouvir, no ano passado, um grande orador no Seminário de Segurança da Região Oeste da ALEA. Larry Blum é um psicólogo da polícia com mais de 30 anos de experiência nas forças policiais, com tratamento dos efeitos colaterais de situações envolvendo policiais feridos em confronto armado ou que dispararam sua arma no cumprimento do dever.

O que eu tirei do seminário foi uma renovação do sentimento de necessidade de garantir que nós, da comunidade de operadores aéreos policiais como um todo, permaneçamos seguros e focados em nossa missão.

Então, qual é a nossa missão? Primeiramente, nossa missão é dar aos nossos irmãos e irmãs nas viaturas todas as chances de um resultado seguro, enquanto servem ao público. Para fazer isso, somos capazes de enviar uma equipe munida de equipamentos eletrônicos de investigação para sobrevoá-los e coletar informações que possam prevenir ou mitigar a possibilidade de se ferirem e aumentar a possibilidade de capturarem os suspeitos.

Como uma tripulação aérea policial, temos uma perspectiva única. Vemos muitas chamadas diferentes em um turno e somos expostos a uma grande variedade de táticas de patrulhamento terrestres. Vemos o “jogo inteiro” se desdobrar abaixo de nós de uma maneira que as patrulhas não podem. É por isso que os coordenadores de futebol ofensivo e defensivo geralmente se sentam no camarote elevado, olhando para baixo para ver tudo de uma vez.

Quando vemos táticas inseguras, nós devemos passar a informação adiante em reuniões mensais com os policiais da Unidade apoiada.

As linhas de comunicação

Durante os briefings de patrulhamento, apresente-se e abra a discussão com as capacidades e limitações de suas aeronaves. Saber quantos pilotos e tripulantes operacionais a unidade tem e seus horários e dias de cobertura, pode ser útil para auxiliar os comandantes e policiais.

Mostre aos policiais de terra que deixamos de ser apenas observadores do que está acontecendo lá embaixo. Nós participamos ativamente da chamada, moldando o cenário e dando direção e orientação por causa da nossa perspectiva única. Deixe-os ver a câmera de infravermelho, o sistema de mapa móvel e os óculos de visão noturna, explicando suas funcionalidades e limitações. Na minha experiência, muitos policiais ganharam uma maior compreensão e apreciação do que podemos fazer por eles, sentando nos assentos da aeronave ou até mesmo voando conosco.

Por exemplo, operar o infravermelho com um policial assistindo vai permitir que ele ou ela veja o que vemos e como uma busca com o equipamento pode ser complexa e metódica. Da mesma forma, assistir o vídeo de uma busca também pode afastar a falsa hipótese de que se essa busca for feita e o suspeito não foi encontrado, o suspeito não deve estar lá. É um equívoco muito comum, compartilhado pelos operadores de segurança pública, que o infravermelho funciona como uma visão de raio-x.

Abra a discussão com uma introdução, ressaltando como a reunião pode ser útil na construção e modernização da interação das equipes terra-ar. Isso ajuda a construir bons resultados, para assegurar o aumento do número de: suspeitos presos, resgates de pessoas desaparecidas e material roubado apreendido. Depois, você pode tratar do coração da visita: a segurança do policial. Claro, nossa missão não é voar para apontar erros na atuação dos policiais no solo.

Então, como vamos abordar esse tema sem alienar e irritar os policiais?

Uma maneira eficaz que encontrei, foi iniciar o diálogo falando sobre quanto é perigosa a função da radiopatrulha. A maioria das pessoas quando vai trabalhar está relativamente segura todos os dias. Quantas outras profissões exigem que os empregados usem colete balístico, um uniforme que os diferencia do resto do público (em muitos aspectos, tornando-os um alvo) e portar uma variedade de armas para defender sua vida e o público?

Uma vez que os policiais fecham seus armários e entram em seus “escritórios”, eles se encontram em um lugar diferente de qualquer outro. Ele não fica parado no mesmo lugar o dia todo, todos os dias. Ele pesa cerca de 2.000 kg e tem quatro rodas. Policiais são muitas vezes obrigados, pelas ações e decisões de outros, a conduzir o seu escritório em altas velocidades, colocando suas vidas e a de membros do público em perigo.

Pode parecer simplista, mas esse é o ponto. Quando você simplifica a função de patrulha desta maneira, espere por sobrancelhas levantadas e acenos. Após essa discussão, tenho visto muitos policiais voluntariamente falarem abertamente sobre táticas ruins que eles usaram no passado, tudo com o espírito de treinamento e educação para os outros. A idéia é manter os policiais afastados do efeito mecânico de vestir todo esse equipamento e esquecer o quanto é perigoso de verdade seu trabalho.

Você ficará surpreso com o fato de que se fizer da realização de briefings um hábito, melhor será sua interação com as patrulhas. Se sua aeronave tem a capacidade, deixe os comandantes cientes de que você tem a capacidade de gravar vídeos das chamadas para uso em treinamento mais tarde. Torne-o seu, adapte-o às necessidades daquela Unidade e inclua suas próprias histórias e até mesmo erros do passado.

Lembre-se, o policial em terra é a nossa base de clientes. É para eles que existimos.


Por Mike Calhoun, Piloto do Condado de Riverside (CA), Sheriff’s Department, publicada na Revista Air Beat, edição de Julho/Agosto de 2012.

Tradução e adaptação do texto: Cap PM Cláudio dos Santos Leitão, comandante de aeronave do GAM da Polícia Militar do Rio de Janeiro.


Pilatus PC-6 em Operação no Brasil

Entrou em operação no Brasil o Pilatus PC-6. A Pilatus é o maior fabricante mundial de turboélices monoturbinas, tendo em sua família os também consagrados PC-9, PC-12 e PC-21.

O Pilatus PC-6 é a aeronave mais robusta da categoria, capaz de transportar mais de 1 tonelada de carga útil. Equipada com a renomada turbina PT6A-27 (a mesma do Bandeirante) com 680HP e opera em versões multimissão para carga, passageiros aeromédico e monitoramento/vigilância.

Algumas informações sobre a aeronave:

        • Decola com 1 tonelada a bordo de carga útil em menos de 200 metros de pista;
        • Equipada com o painel G950 da Garmin com aviônicos de última geração e equipamentos como TAWS, TCAS, EGPWS;
        • Full IFR;
        • Alcance de 1600km;
        • Velocidade de stall de 52 ktas (ideal para monitoramento visual)
        • Possui versão anfíbio. Neste caso, com o máximo de carga útil decola em 500 metros de água.
        • 2 portas grandes de correr com 1,58m de largura por 1,04m de altura.

Apesar de entrar em operação recentemente no Brasil, esta aeronave já é largamente utilizada para operações governamentais e militares em muitos países como África do Sul, Alemanha, Algéria, Argentina, Áustria, Birmânia, China, Equador, Eslovênia, Estados Unidos da América, França, Indonésia, Irã, México, Perú, Suíça, Tailândia e Nepal. Neste último local, o PC-6 é o único turboélice monoturbina certificado para operar devido à altitude e tamanho de pista.

Uma característica muito interessante desta aeronave é a versatilidade na troca de interiores, pois em apenas 10 minutos é possível trocar o interior (aeromédico, carga e passageiros) sem ferramenta específica.

Aeromédico: capaz de transportar 2 tripulantes, 2 pacientes e 3 acompanhantes. Cabine energizada para utilização de equipamentos médicos vitais.

Carga: 2 portas de correr grandes, 1 tonelada de carga paga e como a aeronave utiliza trem de pouso convencional, os operadores não precisam se preocupar com o CG da aeronave na hora da operação.

Vigilância: aeronave equipada com câmeras Airborne de alta definição e infra vermelho. O PC-6 possui um alçapão elétrico que protege as câmeras nos pousos e decolagens. Elas descem e sobem através de um elevador, também elétrico.

O Pilatus PC-6 é distribuído no Brasil pela Premier, baseada há mais de 25 anos no Aeroporto de Congonhas em hangar próprio.

Para maiores informações:

pilatus@premieraereo.com.br
www.premieraereo.com.br
Fone: (11) 5589-7000
www.pilatus-aircraft.com

A ajuda do VANT no resgate de tropas feridas

É uma das missões mais perigosas no campo de batalha moderno – e uma das mais importantes. Helicópteros com grandes tripulações, vulneráveis a mau tempo e terreno acidentado para resgatar soldados feridos de um tiroteio ou a cena da explosão de uma bomba.

Equipes de evacuação aeromédica são uma das mais corajosas entre todas as outras. Mas, para evitar um outro desastre como o do “Black Hawk Down”- em que as equipes de resgate também ficam presas ao lado do ferido – nas zonas mais quentes de combate do Pentágono, por vezes, os helicópteros de evacuação aeromédica ficam expostos a certas condições. Para resolver isso, o Exército encontrou uma possível solução: substituir as tripulações humanas por um VANT, veículos aéreos não tripulados.

Esse é o impulso da recente solicitação do Exército Americano de pedir que a indústria chegue a um projeto básico de VANT autônomo para evacuações aeromédicas. As empresas não são obrigadas a produzir um VANT. No lugar disso, o Exército quer documentos de planejamento e uma “lista curta de candidatos a VANT.”

A solicitação não especifica o equipamento médico que o helicóptero deve transportar, mas não é difícil de adivinhar. Por exemplo, mecanismos para proteger o paciente dentro da aeronave. Além disso, algum tipo de telemetria remota para manter o controle dos sinais vitais das vitimas que estão feridas.

A solicitação lista os melhores candidatos para estruturar o VANT, mencionando helicópteros não-tripulados, como o “Kaman K-MAX”, “ Northrop Grumman Fire Scout” e o “Boeing A-160 da Hummingbird”, e também helicópteros tripulados que podem ser modificados para o controle remoto, incluindo o “Boeing littel bird”, o “Sikorsky Blackhawk” e o “Lakota EADS”. Uma exceção na lista é o “AirMule”, um protótipo fabricado pela “Urban Aeronautics”, que contém seus rotores no interior da fuselagem.

Desses candidatos, o K-MAX é sem dúvida o que fica mais distante. O motivo é que a Marinha já estão usando “helicópteros robôs” com rotores duplos para missões de reabastecimento no sul do Afeganistão e estão muito contentes com a sua confiabilidade e a com a relativa simplicidade de seus controles, que combinam GPS de navegação com entradas remotas a partir de um operador humano em terra.

Enquanto isso, uma equipe da Marinha, liderada pela professora do MIT Missy Cummings, está trabalhando em novos iPad-controladores, para K-MAX e outros robôs-helicópteros, que permitiriam que qualquer soldado minimamente treinado pudesse controlar um VANT e fazer sua aterrissagem em segurança em zonas quentes. Cummings diz que o novo sistema de controle é especificamente concebido para permitir a evacuação aeromédica robótica. “Seu amigo levou um tiro no peito e seria uma loucura pousar um helicóptero”, é como ela descreve o cenário.

Se há um grande obstáculo potencial, é a confiança. Mesmo depois de mais de uma década de guerra robótica, muitos soldados não se sentem seguros colocando suas vidas nas mãos de robôs. “O problema é superar o medo natural de entrar em um veículo sem piloto”, disse Janina Frankel-Yoeli, da Urban Aeronautics. A solução de sua empresa é a tubulação no AirMule, via rádio, da voz de um médico humano – com o objetivo de acalmar o paciente que possivelmente estará em pânico.

Mesmo que o Exército não possa resolver imediatamente o problema do paciente em pânico, a evacuação médica por robôs é uma ferramenta que vale a pena dar continuidade. Em grande parte dos salvamentos, uma evacuação aeromédica realizada por tripulações humanas, um soldado ferido tem 95% de chance de sobreviver. Adicionando robôs a evacuação aeromédica com tripulações humanas, essa porcentagem pode aumentar ainda mais.

Fonte: Wired.

Nota do site: Muito embora seja ainda um tema distante da Aviação de Segurança Pública, especificamente no resgate aeromédico, sabemos que essas tecnologias, com o tempo, serão absorvidas pelo mercado, como, por exemplo, o acompanhamento remoto do paciente embarcado na aeronave.

Causas da desorientação espacial

Desde 1954 desorientação espacial tem sido um fator significante dentro de 4 a 10% de todos maiores acidentes. Desorientação espacial ou “vertigem de piloto” é uma condição na qual aparece quando um piloto não pode determinar acuradamente a localização da superfície terrestre.

Todos pilotos são suscetíveis a ela e podem experimentar ilusões sensoriais enquanto voam à noite ou em certas condições meteorológicas adversas.

Estas ilusões podem conduzir a um conflito entre indicações de atitude real e o que o piloto “sente” da atitude no espaço que [ele ou ela] está.

Pilotos desorientados não podem estar a par de seu erro de orientação ao todo. Muitos se acidentam enquanto atarefadamente engajados em algumas tarefas que tomam sua atenção para muito longe dos instrumentos de vôo.

Outros percebem um conflito entre seus sentidos corporais e os instrumentos de voo, mas acidentam-se porque eles não podem resolver o conflito. É importante lembrar que ilusões sensoriais ocorrem independentemente de proficiência e experiência de piloto.

Um entendimento básico dos órgãos de equilíbrio, dos mecanismo fisiológicos de várias ilusões e as condições de voo, onde estas ilusões podem ser esperadas, podem ajudar o piloto bem-sucedido enfrentar desorientação espacial.

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