Grupamento Aéreo retoma instruções práticas de voo

Após o pouso forçado que ocorreu com 0 helicóptero de instrução do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar de São Paulo, Gavião 01 (Schweizer 269C-1), na represa de Guarapiranga, em 31/07/13, as instruções de voo ficaram suspensas por cerca de 3 meses. A Escola de Aviação do Grupamento Aéreo possui dois helicópteros, o Gavião 01 e o Gavião 02. Com o pouso forçado do Gavião 01, o qual está em processo de recuperação e manutenção, as instruções foram retomadas com o Gavião 02.

A aeronave estava tripulada por dois pilotos, ambos Pilotos Comerciais de Helicóptero e também comandantes de esquilo (AS350). Um dos pilotos estava recebendo instrução para poder habilitar-se instrutor de helicóptero.

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A suspensão das instruções práticas teve como objetivo principal realizar uma reavaliação das práticas de formação aérea do pilotos do Grupamento Aéreo. Todos os instrutores passaram por um novo processo de padronização, no que se refere à instrução prática. A Escola de Aviação promoveu reuniões pedagógicas, com seu Corpo Docente e processos de apoio foram renovados.

Segundo o Cap PM Baracho (Chefe da Escola de Aviação) do Grupamento Aéreo, “Quando ocorrem “não conformidades” nos processos produtivos, a Organização deve buscar reavaliar suas práticas e fazer de uma situação negativa que aconteceu, a oportunidade para melhorar, identificando falhas e inconformidades que possam comprometer seus processos. Assim procuramos refinar algumas práticas, incentivando a participação da força de trabalho, instrutores, administração, todos focados em um objetivo comum.”

Foram retomadas a formação de piloto privado de helicóptero (PPH) dos pilotos alunos do GRPAE e serão levadas as práticas renovadas para os demais processos de formação (PCH, INVH, Voo Avançado, etc).

“Sempre há como melhorar um processo, para isso aplicamos uma gestão participativa, incentivando todos os integrantes a colaborarem com ideias, sugestões…assim, essa busca por oferecer a nossos alunos uma instrução melhor e mais segura, não acaba nunca e é a garantia de darmos um passo a frente a cada dia”, reafirmou Baracho.

O Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar do Estado de São Paulo possui Escola de Aviação, homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), para a formação seus próprios pilotos.  Os pilotos são selecionados em concurso interno na Polícia Militar e realizam diversos cursos até chegarem a ser comandantes de aeronave e instrutores de voo. A Escola funciona desde maio de 1996.

1 COMENTÁRIO

  1. Amigos,

    Apesar dos prejuízos causados pela suspensão temporária das instruções práticas de voo na formação básica, fiquei muito feliz com a maturidade da nossa organização na medida em que, após experimentar um acidente aeronáutico no voo de treinamento, adotou as ações corretivas de seg op recomendadas para a mitigação dos riscos inerentes à atividade de instrução, que por si só são extremamente elevados. À primeira vista tal medida pode parecer demasiadamente restritiva, entretanto, além dos custos diretos de um acidente aeronáutico, temos que ressaltar aqueles indiretos que podem conforme o caso comprometer até o planejamento estratégico da OASP dentro da respectiva PM/BM/PC, bem como, junto ao Governo.
    Logo, um segundo acidente, mesmo que presentes fatores contribuintes diversos do primeiro, poderia impactar na realocação dos recursos previstos para a expansão da atividade aérea da unidade, como por exemplo, materializando-se numa ameaça.
    Enfim, os princípios e estratégias do SGQ devem estar diretamente ligados aos do SGSO, ou seja, o serviço prestado por nossas OASP`s será tão eficiente quanto a segurança nele embutida. É claro e evidente que a missão principal da Escola de Aviação é formar e treinar as tripulações do GRPAe, todavia, a segurança de voo (segurança operacional aplicada na aviação) deve ser o cimento e a argamassa que une todos os elementos para o cumprimento da missão, seja ela qual for. Risco sempre haverá, agora aceitá-los ou não, o fiel da balança, será sempre da responsabilidade daquele que detêm o controle dos recursos financeiros e humanos na OASP, o comandante. Acredito que a reflexão sobre a formação e nova padronização dos instrutores deixou os “furos do queijo” um pouco menores.

    Parabéns mais uma vez à todos do GRPAe que buscam a excelência e a eficiência no serviço prestado.

    Selva!

    Cesar Augusto Silva
    1º Ten PM – GRPAe

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