Início Blog Página 501

Primeiro resgate do helicóptero do CBM/AL

O comerciante Luis Adilson da Costa, 40, sofreu um grave acidente ao cair, por volta das 10h30min desta sexta-feira, 27, do telhado da casa de um vizinho, onde havia subido para pintar a parede externa do 1º andar de sua residência, no número 210 da Avenida Comendador Tércio Wanderley, na entrada/sul de Coruripe, onde também tem uma loja de moto-peças. Por conta da gravidade em que se encontra seu estado de saúde, um helicóptero do SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), foi chamado para conduzir a vítima a Maceió, por volta das 13h25min.

Estado de Goiás receberá três helicópteros AW119 Koala

Goiás – Após um longo tempo na tramitação de dois processos licitatórios para aquisição de 3 (três) helicópteros para uso do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil e Polícia Militar do Estado de Goiás, cercado de problemas, discussões, recursos, revogações, suspensões, parece que terá um final.

aw1199_aw119_china

No atual processo licitatório (Pregão Presencial Internacional nº 130/2010), pois o anterior fora revogado (Pregão Presencial nº 204/2009), compareceu apenas a empresa Oceanair Táxi Aéreo Ltda (Oceanair), representante da AgustaWestLand.

 O preço inicial apresentado pela empresa foi de R$ 8.000.010,00, reduzido após os lances para R$ 7.250.000,00, entretanto, ainda acima do preço de referência constante do edital (R$ 6.104.470,39), o que levou à desclassificação da licitante e à declaração de fracasso do certame, conforme Ata de Realização do Pregão nº 130/2010 e Termo de Homologação.

A Comissão Permanente de Licitação da SSP/GO decidiu convocar a Oceanair Táxi Aéreo Ltda para apresentar nova proposta econômica. A empresa manifestou interesse em ofertar os helicópteros no valor de R$ 7.250.000,00, cada, alegando que o preço estava compatível com o de mercado e que as aeronaves ofertadas eram superiores tecnologicamente, no que se refere às exigências técnicas constantes do edital.

Considerando a comprovada superioridade técnica dos equipamentos; a falta de interesse dos concorrentes que não compareceram ao pregão; o fato de ser a segunda tentativa de licitação, novamente frustrada; a exiguidade de tempo para montar novo processo licitatório e adquirir os helicópteros antes de 26/12/2010, data final de vigência dos convênios firmados com o Ministério da Justiça e já prorrogados por um ano; e, especialmente, existência de recursos financeiros para a aquisição dos equipamentos no preço proposto, tendo em vista o aporte financeiro a ser efetuado pelo Estado de Goiás; a Comissão Permanente de Licitação requereu autorização do Secretário de Segurança Pública para firmar o contrato com a referida empresa.

A autorização foi concedida, com fundamento nos pareceres técnicos e jurídicos expedidos pela Procuradoria-Geral do Estado e Despacho do Procurador-Geral do Estado de Goiás; parecer sobre a proposta da empresa Oceanair, emitido pela Comissão Técnica Mista de Convênio para Aquisição de Helicópteros e Parecer da Assessoria Geral da SSP/GO.

Segundo o que ficou acordado a empresa se comprometeu a entregar os três helicópteros até o dia 10/12/2010, assim o Pregão nº 130/2010 foi adjudicado à Oceanair em 2/8/2010, conforme Ata de Realização do Pregão n° 130/2010 e o instrumento contratual já foi assinado e aguarda outorga da PGE.

A partir dai a empresa, Helicópteros do Brasil S.A. (Helibras), que não participou do certame, ingressou com Representação, com pedido de cautelar, perante o Tribunal de Contas da União. O principal motivo alegado foi a “exiguidade do prazo de entrega do objeto licitado”, previsto para 10/12/2010. Na representação foram apresentadas várias alegações, desde o prazo para entrega dos helicópteros, como 0 preço das aeronaves, além dos princípios constitucionais da legalidade, isonomia, igualdade, impessoalidade, etc, entretanto, tal pedido não prosperou.

Segundo alegação da Helibras, a empresa não participou do certame pois não teria condições técnicas de entregar as 3 aeronaves no prazo determinado pelo edital, além de dizer que nenhuma empresa do mercado de helicópteros estaria em condições de entregar três aeronaves no prazo previsto no edital, a não ser que, para atender à demanda da SSP/GO no prazo pretendido, as aeronaves fossem adquiridas de três empresas diferentes.

Finalizando o assunto, em 24 de agosto de 2010, foi publicado, o bem fundamentado, Acórdão Nº 5294/2010 – TCU – 1ª Câmara, considerando a referida representação, no mérito, IMPROCEDENTE, assim, ao que parece, esse embate chegou a um final, cuja vencedora do certame foi a população de Goiás.

Vamos conhecer um pouco essa aeronave

A aeronave AW119 Koala é um helicóptero monoturbina, com capacidade para oito pessoas, desenvolvido visando a segurança, desempenho e preço competitivo. O grande espaço livre na cabine permite uma rápida configuração para uma variedade de missões, como transporte de passageiros, resgate e transporte aeromédico, apoio policial, entre outros.

AW119-KE_02.jpg

Confirmando-se a compra, o Estado de Goiás será o operador inaugural do A119K em atividades de segurança pública no Brasil. Lembrando que as polícias das cidades de Nova York (NYPD) e Phoenix, entre outras, já operam tal aeronave em atividades semelhantes.

Veja AQUI as especificações completas do AW119Ke.

Fonte: Acórdão Nº 5294/2010 – TCU – 1ª Câmara, por Eduardo Alexandre Beni para Piloto Policial

BRPAe São José do Rio Preto apóia Corpo de Bombeiros no combate a incêndios

No mês de agosto o Águia 17 foi solicitado 3 vezes para o apoio em combate a incêndios florestais.

No dia 16 foram realizados 20 lançamentos de água com o equipamento bambi-bucket (capacidade de 540 litros)  na região da Avenida Alfredo Teodoro de Oliveira, área rural, onde existia uma granja desativada do Frango Sertanejo.

Helicóptero da PM ajuda a combater fogo no Parque do Tietê em SP

Aeronave ajuda Corpo de Bombeiros a conter diversos focos de incêndio que atingiram o Parque Ecológico retirando água do Rio Tietê

Ministério de Situações de Emergência do Azerbaijão compra aeronave KA-32A

Russian Helicopters entregou dois helicópteros Ka-32A Kamov para o Ministério de Situações de Emergência do Azerbaijão.

Nos termos de um contrato assinado em 2008, a Kumertau Aviation Production Enterprise construiu os Ka-32As, que foram entregues no início de maio/2010.

Radiopatrulhamento Aéreo da PM de Minas comemora 23 anos com festa de gala

O Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo da Polícia Militar de Minas Gerais comemorou 23 anos de trabalhos realizados no dia 26 de agosto de 2010. O evento aconteceu no Hangar do Btl RpAer, no Aeroporto da Pampulha, Belo Horizonte/MG.

Na solenidade, cujo anfitrião foi o Ten Cel PM Laércio dos Reis Gomes, Comandante do Btl RpAer, compareceram várias autoridades civis e militares, dentre elas o Comandante Geral da PMMG, Coronel Renato Vieira de Souza, Cel Luiz Antônio Ferreira, Diretor da Força Nacional de Segurança Pública, Maj Josilei Albino Gonçalves de Freitas, Presidente do CONAV, Sr Eduardo Marson Ferreira, Presidente da Helibras, entre outras.

CORPAer

Durante a solenidade houve ainda entrega de homenagens, materializada através de uma placa de agradecimento, àqueles de participaram e colaboraram para o sucesso do Btl RpAer, além da entrega de uma homenagem especial, representada por uma maquete do helicóptero pégasus, ao Coronel Renato Vieira De Souza, Comandante Geral da PMMG,  Coronel Luiz Carlos Dias Martins, Chefe do Gabinete Militar do Governador, Coronel Márcio Martins Sant´Ana, Chefe do Estado-Maior da PMMG e ao Coronel Sandro Afonso Teatini Selim De Sales, Comandante do Comando de Policiamento Especializado.

A festa foi um reflexo do que hoje representa o Btl RpAer para a Aviação de Segurança Pública Brasileira – Um sucesso!

Confira algumas fotos do evento

Apresentamos, em homenagem aos 23 anos de Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo da Polícia Militar de Minas Gerais, um pouco de sua história:

A História do CORPAer da PMMG

A primeira experiência da Polícia Militar de Minas Gerais com emprego de aeronaves remonta à década de 1920, quando a Força Pública de Minas Gerais adquiriu um avião biplano modelo “avro” 504 para observação aérea. Os primórdios da aviação da Polícia Militar tiveram como palco o antigo campo de aviação do prado mineiro, hoje ocupado pela Academia de Polícia Militar.

Desde aquela época longínqua, muita coisa mudou. A sociedade evoluiu e com ela, os modos de se pensar e fazer polícia, atendendo aos anseios da comunidade e combatendo os avanços da criminalidade.

O dia 27 de janeiro de 1987 representa um marco histórico na evolução da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, com a criação do Comando de Radiopatrulhamento Aéreo, o CORPAer.

Sua criação foi uma das medidas do alto-comando da instituição consubstanciada na reformulação da gestão pública estadual que visava aa aplicação do princípio da eficiência nos serviços públicos.

O documento que originou esta nova unidade policial foi a resolução nº 1665 de 27 de janeiro de 1987, assinada pelo então Comandante Geral, Coronel PM Leonel Arcanjo Afonso.

Muitos desafios tiveram que ser superados como a formação adequada de recursos humanos e a operacionalização da primeira aeronave disponibilizada pelo governo, o Pégasus 01.

Inicialmente, as primeiras instalações utilizadas foram o hangar do governo e o complexo do prado mineiro, ao lado da academia de polícia militar. Com o passar do tempo o corpaer passou por diversas transformações nos setores de recursos humanos, logístico e operacional.

Para apoiar na formação de novos recursos humanos a Força Aérea Brasileira, em 1992, doou dois helicópteros modelo bell 47, os famosos bolhas, que receberam os codinomes pégasus 02 e 03. Com eles, muitos pilotos foram treinados, até que em 1999, estes aparelhos saíram de operação.

Em 22 de fevereiro de 1994 a instituição recebeu um novo helicóptero modelo esquilo que recebeu o codinome pégasus 04. Ainda na década de 90 a unidade operou um helicóptero robinson 22, o pégasus 05 e um avião cesna 210, pégasus 06.

Com o sucesso das operações aéreas até então, o governo estadual, em 1996, iniciou um processo para aquisição de mais cinco aeronaves modelo esquilo, que receberam os codinomes pégasus 07, 08, 09, 10 e 11.

Com a evolução da frota, a estruturação de um ambiente adequado que pudesse dar suporte às operações aéreas era mais que necessário. Deslocar-se das antigas instalações, então localizadas no prado mineiro, era inevitável.

Muitas lutas marcaram a construção de um novo ambiente de trabalho até que, em 1996, através de um convênio firmado entre o governo de minas com a infraero, foi possível a instalação definitiva do CORPAer neste hangar onde temos o prazer de receber nossos convidados.

Para acompanhar esta evolução, era necessário dar uma nova estruturação organizacional. No ano de dois mil o comando da instituição elevou a categoria do corpaer de companhia especial para batalhão, possibilitando um aumento significativo do efetivo e ampliação dos serviços para o interior do estado.

Em 2004 a unidade passou a pertencer ao Comando de Policiamento Especializado – o CPE. Este novo desenho organizacional possibilitou a desconcentração deste serviço especializado para o interior do estado.

Foram criadas as bases de Uberlândia, Montes Claros, e, recentemente, a de Juiz de Fora. No ano de 2006 a PMMG passou a operar o avião modelo king air c-90 que recebeu o codinome pégasus 12 e também o pégasus 13.

Paralelamente ao crescimento da frota da PMMG, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente adquiriu dois novos helicópteros modelo esquilo para atuar especificamente na preservação do meio ambiente, ficando a cargo do CORPAer a operação destas aeronaves.

Estas aeronaves receberam os codinomes guará 01 e guará 02. recentemente, a SEMAD passou também a operar o guará 03.

Hoje, o Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo opera 8 helicópteros e 2 aviões e já voou mais de 48.600 horas. Dentre as principais missões executadas pela unidade destacam-se:

–  atendimento às ocorrências policiais de alta complexidade tendo atingido a marca de mais de mil atendimentos neste ano de 2010;
–  combate a incêndios florestais;
–  traslados diversos como apoio ao MG Transplantes;
–  e diversas outras operações onde a presença da aeronave torna-se importante.

A unidade funciona também como escola de formação aeronáutica homologada junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), tendo contribuído para a formação de pilotos e tripulantes das polícias militares de 14 (quatorze) estados brasileiros, além de órgãos federais e estaduais como Polícia Federal, IBAMA, IEF, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil.

É por estes motivos que o vigésimo terceiro aniversário do Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo é motivo de orgulho, não apenas para os integrantes da unidade, mas também para a aviação mineira e todo o povo de minas gerais.

Confira algumas fotos históricas do CORPAer

O dia seguinte à solenidade:

Por volta das 10:00h da manhã do dia seguinte lá estava o Guará 01, com sua tripulação comandada pelo Maj PM Timóteo, com destino à cidade de Curvelo, região central de Minas Gerais para dar continuidade à Operação denominada “Força Tarefa Previncêndio”, com objetivo de monitorar e combater os incêndios florestais que assolam o estado nesta época do ano.

SUCESSO E PARABÉNS aos aviadores Pégasus do Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo da Polícia Militar de Minas Gerais.

Texto e fotos do evento: Eduardo Alexandre Beni para Piloto Policial.

TCU decide investigar compra de helicópteros pela SSP/AM

Manaus – O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu investigar a compra de helicópteros para Secretaria de Estado da Segurança Pública do Amazonas (SSP), com recursos do Ministério da Justiça, num convênio firmado em 2008 com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

MD 902 Explorer da polícia de Humberside/ING atinge marca de 10.000 horas de voo

MD Explorer da polícia de Humberside/ING acaba de regressar ao serviço após uma inspeção de 10 mil horas realizada pela Políce Aviation Services Ltd (PAS), em Gloucestershire, no Reino Unido.

NASA derruba helicóptero para testar equipamentos de segurança

Para realizar testes com métodos de segurança em helicópteros no Estados Unidos, a Nasa (Agência Espacial Americana) fez o modo mais rápido: jogou o aparelho de uma altura de mais de 10 metros. A intenção é verificar se um sistema em forma de favos de mel consegue absorver a energia do impacto e diminuir a força destrutiva da colisão.

BAPM/SC e DOA/PRF em apoio a operação no Paraná

A polícia do Paraná prendeu às 12h desta terça-feira um suspeito de matar o delegado de Pontal do Paraná José Antônio Zuba de Oliveira, 47 anos. Francisco Diego Vidal Coutinho, 20 anos, era fugitivo do 63.º Distrito Policial de Niterói (RJ). A polícia procura outros três suspeitos que seriam fugitivos do presídio Bangu 4, também no Rio: Felipe, conhecido como Tex, e que portava documentos em nome de André Nascimento Gomes; Paulo Tutancamon, 42 anos, e Paulo Ganchinho. O delegado foi morto por volta das 10h desta terça-feira.

Um estranho que veio do céu…

NÁDIA TEBICHERANE

O dia estava lindo. Um céu de brigadeiro muito azul convidava a voar, andar na praia, surfar ou só parar para olhar.

Estela olhava o mar pela janela e apesar das recomendações médicas decidiu andar pela areia. Aquele era um dia para se celebrar a vida e ela não ficaria trancada em casa.

Do outro lado da cidade, Marcelo, um piloto militar, pensava que estar de férias num dia como aquele era um presente. Havia sido convidado para o vôo de estréia do helicóptero novo de um amigo empresário. As três pessoas que formariam o pequeno grupo encontraram-se no heliporto. O helicóptero era demais e os três estavam ansiosos para voar. Decolaram e logo a cidade e as pessoas ficaram pequenas. E aquele céu… tudo ficava pequeno… Tomaram a rota das praias. Voavam baixo, admirando a paisagem fantástica.

Estela caminhava lentamente sentindo o vento do mar no rosto. Como era bom  sentir as ondas nos pés. Depois de tudo pelo que passou, estar ali era uma benção. Olhou para trás e percebeu que já havia se afastado bastante do centro da praia. Antes de voltar resolveu entrar só mais um pouquinho no mar. Com água pela cintura ela molhava o rosto e o pescoço. De repente, começou a sentir-se muito mal. Estava tão tonta que não conseguia ficar de pé. Caiu de joelhos. Pensava rápido e apesar da forte dor no peito sabia que precisava sair dali. Com grande esforço arrastou-se até a areia e lá ficou estendida olhando o céu. “Será que vou morrer nesse dia tão bonito?” Estela pensava quase inconsciente.

Marcelo, voando próximo a areia, avistou a mulher que num movimento muito lento levantou o braço. No mesmo instante ficou tenso e disse a Rodrigo, amigo e dono do helicóptero:

– Precisamos descer. Aquela mulher está muito mal.

– Não posso pousar aqui.- respondeu Rodrigo – A faixa de areia é muito pequena e eu teria que dar muitas explicações. Vamos acionar o resgate, afinal esse é o trabalho deles.

– O resgate pode chegar tarde. Você está mesmo sugerindo que a deixemos aqui para morrer? – Marcelo parecia não acreditar no que estava acontecendo.

– Você está certo. Vamos pousar.

A última coisa que Estela viu foi o helicóptero se aproximando.

Marcelo fez todos os procedimentos de primeiros-socorros. Estela foi colocada na aeronave e em poucos minutos era atendida no hospital próximo. Ela teve uma parada cárdio-respiratória, mas conseguira reagir e se recuperava. Marcelo entrou em seu quarto no hospital. Ela sorriu e perguntou:

– Você é o meu salvador? O que você faz? Como se chama?

– Meu nome é Marcelo e eu sou piloto da polícia…

– Não precisa responder. Na verdade não importa. Para mim você  será sempre o estranho que veio do céu e salvou a minha vida. Um brasileiro para quem faz diferença se o outro vive ou morre. Um estranho que entendeu e decidiu que todos os detalhes são menores do que a vida. Não deixe que ninguém de pensamento e coração menores que os seus lhe diga que você está errado. Acredite, haverá sempre alguém incomodado com o seu senso de humanidade e a grandeza do seu espírito. De onde você veio e em que organização você trabalha não contam em nada na hora que um coração está parando de bater. Que bom que você, estranho, sabe disso.

Obrigada.

Discurso alusivo aos 26 anos de GRPAe/SP

MARCO ANTÔNIO SEVERO SILVA
Ten Cel PM – Comandante do GRPAe

Vinte e seis anos! Vinte e seis aeronaves! O que será o Grupamento de Radiopatrulha Aérea em seus 50 Anos?

Quem viveu a recriação da aviação na Polícia Militar em 15 de agosto de 1984, com um helicóptero e 24 policiais militares, certamente não imaginaria que somente 26 anos após chegaríamos a 20 helicópteros, seis aviões e quatrocentos policiais militares compondo o seu efetivo.

Amanhã, com a implantação do radiopatrulhamento aéreo na cidade de Piracicaba, atendendo a área do CPI-9, chegaremos à nona Base de Radiopatrulha Aérea implantada no interior do Estado de São Paulo, restando somente o recém criado CPI-10 em Araçatuba.

Esta estrutura, a partir de amanhã, permitirá que 90% da população do Estado de São Paulo esteja no máximo a 15 minutos de um de nossos helicópteros. Vale dizer também, na mesma proporção, que 90% do efetivo da Polícia Militar, qualquer que seja a sua especialidade, também estará no máximo a 15 minutos de um apoio aéreo para quase todas as naturezas de ocorrências.

Exmo Sr Comandante Geral, tenha a absoluta certeza de que o Grupamento de Radiopatrulha Aérea “João Negrão” está a altura da grandiosidade da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Sendo hoje a nossa Polícia Militar o quarto maior efetivo militar da América Latina, tendo a sua frente somente os Exércitos Brasileiro, Mexicano e o da Colômbia, saiba que o nosso Grupamento de Radiopatrulha Aérea é a maior organização de policiamento aéreo da América Latina e do hemisfério sul e uma das maiores do mundo.

Em pouco mais de três anos, no dia 17 de dezembro de 2013, estaremos comemorando o 1º Centenário da criação da Aviação da Força Pública do Estado de São Paulo. O empreendedorismo do então Presidente do Estado de São Paulo, pela terceira vez, Francisco de Paulo Rodrigues Alves, ao criar a Escola de Aviação da Força Pública em 1913, somente sete anos após o primeiro vôo do 14 Bis, levado a efeito por Santos Dumont, ainda continua pulsante nos dias de hoje, pois o Governo do Estado de São Paulo, durante todos estes 26 anos, também conhecedor da importância da aviação no contexto policial, tem proporcionado, cada vez mais à população paulista o que há de mais moderno em recursos tecnológicos embarcados e na aviação de segurança pública.

Não vou hoje relatar neste pronunciamento, como de praxe, o que o Grupamento Aéreo produziu nestes 26 anos, pois isto é sobejamente conhecido pela Instituição e pela população paulista. Eu vou falar sobre o que está sendo feito e sobre o que precisa ser feito nos próximos anos.

Ainda neste mês passaremos a operar, mediante convênio com a Secretaria dos Transportes, um helicóptero modelo EC-135, de forma a atender interesses comuns das pastas da Segurança Pública e dos Transportes. Em setembro próximo, decorrente de convênio com a Prefeitura de São Paulo, receberemos o vigésimo helicóptero modelo Esquilo, para incremento das atividades de policiamento aéreo na cidade. Em 2011, também em virtude de convênio que deverá ser firmado com a Secretaria do Meio Ambiente, um novo helicóptero deverá ser incorporado à nossa frota com a finalidade específica de fiscalização do meio ambiente, notadamente a Serra do Mar e as APAS Marinhas.

Vê-se assim, que o Grupamento Aéreo da Polícia Militar vem se consolidando, não somente em âmbito interno, mas em âmbito estadual, como um centro de excelência na operação de aeronaves para o serviço púbico estadual como um todo.

Já está em estudo e planejamento, a implantação da 10ª Base de Radiopatrulha Aérea na cidade de Araçatuba, para apoio ao CPI-10.

As Bases de Radiopatrulha Aérea do GRPAe

 

No decorrer do ano que vem, em razão do grande sucesso verificado com a implantação do resgate aeromédico na região de Campinas, essa modalidade de serviço deverá ser estendida para outras regiões do Estado, atividade esta que também conta com a participação direta do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Estado da Saúde, por meio do GRAU.

Visando os jogos da Copa do Mundo de 2014 que serão realizados em São Paulo, o Comando da Instituição já determinou a realização de estudos para a aquisição de aeronaves de médio porte e que permitam a operação por instrumentos e com maior capacidade de transporte de tropa, modelo de helicóptero este que também em muito auxiliará nas ações de Defesa Civil, vocacionando-se para o transporte de bombeiros e de carga para distribuição à comunidades isoladas.

Estamos consolidando o sistema “Olho de Águia”, que é conjunto de recursos de alta tecnologia que permite a captação e transmissão de imagens em tempo real para vários centros de comando, tais como COPOM, COBOM, Sala de Situação da SSP e Cmdo Geral, assim como para centros de gerenciamento de crises em solo, ferramenta esta que deverá ser multiplicada para outras regiões do Estado, com a sua consolidação.

E para que tudo isso ocorra dentro dos mais rígidos padrões de segurança operacional e de qualidade, investiremos cada vez mais em nosso principal capital, o homem, sempre o valorizando e modernizando nossos processos produtivos, dentre os quais ressalto a visibilidade e potencialização da sensação de segurança à população.

E assim prosseguiremos, dando continuidade ao árduo trabalho que todos os meus antecessores realizaram e me prepararam para este tão sonhado dia.

Assumir o comando do Grupamento de Radiopatrulha Aérea, mais do que uma realização pessoal, é um sentimento de dever cumprido até então para com a Instituição.

Agradeço assim, primeiramente a Deus, o Grande Arquiteto do Universo, por ter iluminado meu caminho, sempre permitindo que o sucesso me acompanhasse e, no insucesso, parafraseando Henry Ford, me oferecendo oportunidade para recomeçar com mais inteligência; agradeço à minha mãe aqui presente hoje e a meu pai, que já não se encontra mais entre nós, pela educação e pelas lições de caráter e humanidade; agradeço à minha amada esposa Ana Claudia pelo amor e compreensão pelos, cada vez mais freqüentes, momentos de ausência do lar, e pelos dois filhos maravilhosos que me deu, Rafaella e Alexandre; agradeço aos meus ex-comandantes pela confiança e lições proporcionadas durante estes mais de 28 anos de serviço, em especial ao Ten Cel PM Julio Shergue, meu amigo e último comandante, por sua atitude em permitir que eu aqui esteja; ao meu Comandante, Cel PM Danilo Antão Fernandes e a meu Comandante Geral, Cel PM Álvaro Batista Camilo, agradeço a confiança depositada ao me designarem para este comando; contem com a minha infinita lealdade; e por fim, agradeço a todos os Oficiais, Praças e Funcionários Civis do Grupamento Aéreo, saibam que eu não teria a segurança de estar assumindo este comando sem contar com o apoio de todos vocês.

Já me apropriando da fala do nosso Comandante Geral, digo-lhes que confiem e contem com o seu comandante, pois eu confio em todos vocês para estarem comigo nesta jornada.


Helicóptero do GRAer/AM no combate ao crime

Com o intuito de ampliar o esquema de policiamento na capital, a Polícia Militar do Amazonas fez hoje um dos primeiros treinamentos com o uso de um helicóptero que dará apoio as equipes motorizadas que efetuam as rondas pela  cidade  no dia-a-dia.

Piloto faz treinamento na Alemanha com novo helicóptero EC145 do GTA/MA

O major Alcimário de Jesus Souza Costa, integrante do Grupo Tático Aéreo (GTA), está participando, desde o último dia 14, de um treinamento prático, na cidade de Manching, na Alemanha, para pilotar o helicóptero EC 145, nova aeronave adquirida por meio de convênio firmado entre o Governo do Estado e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para ações de resgate e combate à criminalidade no Maranhão.

Interferência dos fatores ambientais na saúde dos integrantes do BAPM/SC

NELSON HENRIQUE COELHO

RESUMO

Não são poucas e nem raras as vezes em que fatores ambientais interferem no desempenho das atividades desenvolvidas pelos integrantes de tripulações que se utilizam de aeronaves para realizar suas missões, dentre os quais estão o ruído, a vibração, a atmosfera, a temperatura, etc. Todos estes aspectos estão intrinsecamente ligados à fisiologia humana. Esta interferência ou efeitos podem, dependendo de outros fatores associados, levar a um acidente, incidente, indisponibilidade da tripulação permanente ou temporária e, até mesmo, influenciar na sua relação com outras pessoas. Para diminuir estes efeitos, podemos adotar medidas como a instrução e a adoção de equipamentos de proteção individual. Todos os mecanismos procuram diminuir e evitar os efeitos provocados por estes agentes, provendo um aumento da capacidade de produção, associado a uma melhora na qualidade de vida. 

Mais uma futura base do GRPAe/SP: Araçatuba

O Comando de Policiamento do Interior 10 (CPI-10) foi inaugurado oficialmente na manhã de ontem (19), em Araçatuba, pelo comandante geral da Polícia Militar, Álvaro Batista Camilo, e pelo coronel Francisco Lozzi da Costa, que assumiu o comando da instituição no município. O CPI-10 funciona onde, anteriormente, era instalado o Batalhão da Polícia Militar, na Rua Capitão Alberto Mendes, 238, no Bairro Aviação.

Editorial: Avanço tecnológico

Esses últimos dias foram muito corridos com os Águias de SP, entrega oficial de três aeronaves, inicio de operação de três bases destacadas, aniversário da unidade e muitas ocorrências. Nao precisa nem dizer o alvoroço que foi nas mídias regionais.

Aviação Policial com helicópteros no Brasil e no mundo

Pégasus 02, Bell 47 G2, ano 1956, do CORPAer de Minas Gerais. Acervo histórico. Foto: Eduardo Alexandre Beni

Trata-se de um artigo escrito pelo Maj Rodrigo Duton Alves da Polícia Militar do Rio de Janeiro. O Maj PM Duton lançou seu Blog, voltado exclusivamente para a Aviação de Segurança Pública.

O autor é um dos fundadores do GAM/PMERJ em 21/03/2002 e é possuidor do Curso de Tripulante Operacional, tendo exercido essa função por um ano, antes de se tornar piloto de helicóptero.

Operação Mosaico do Apuí – GRAer/PMAM

No dia 14 de agosto de 2010 a tripulação da Aeronave ÁGUIA 01 do GRAer da Polícia Militar do Amazonas decolou com destino a cidade de Apuí/AM, distante cerca de 246 NM de Manaus, sul do Estado, para participar da Operação Mosaico do Apuí. Uma operação de caráter policial e ambiental conjunta, com o objetivo de fiscalizar áreas de reservas preservadas, supervisão de áreas ilegais de garimpo e identificação de pistas de pouso clandestinas.

Águia 11 realiza resgate no Itaim Paulista

No final da manhã desta quarta-feira(18), o helicóptero Águia 11 do Grupamento de Radiopatrulha Áerea “João Negrão” da Policia Militar (GRPAe) atendeu uma solicitação de resgate do Corpo de Bombeiros no Itaim Paulista. A vítima resgatada foi uma senhora com aparência de 44 anos que sofreu uma queda dentro de um ônibus da linha 273-X Jd das Oliveiras – Metrô Artur Alvim.

A 1ª missão operacional com emprego de VANT pela SSP/PA

Acompanhe com Piloto Policial a 1ª missão operacional de emprego de VANT (veículo aéreo não tripulado) de asas rotativas, realizada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pará.

260 km separam o balneário de Salinópolis da capital do estado do Pará. Enquanto os primeiros resultados práticos da Operação Veraneio estavam sendo debatidos dentro da viatura que nos levava de volta a Belém, ouvi esta frase “O Pará é um estado de dimensões continentais, Caiafa. Quando nos deslocamos para efetuar missões no interior, facilmente rodamos 400 km ou mais até o local de uma operação, de uma ocorrência. Nosso tempo de resposta por vezes fica muito prejudicado, mas vamos começar a virar este jogo, e a operação que realizamos neste fim de semana é a prova disso”. Quem faz a aposta da frase é o Major Edivan Araújo de Moraes, Gerente de Inteligência do CEI (Centro Estratégico Integrado), órgão reservado da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pára. Para este oficial de inteligência e sua equipe, quatro letras resumem o trunfo para esta virada: VANT, de Veículo Aéreo Não Tripulado (asas rotativas), do tipo SWT 700 Police.

O oficial explica a forma de atuação do órgão “Para entendermos o que é o CEI, vamos dizer que ele atua como um elo de gerenciamento das atividades de inteligência da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros Militar e outros órgãos que tem ligação com a atividade de segurança pública, como o sistema penitenciário, departamentos de trânsito, etc. O CEI subsidia o trabalho destes órgãos, e faz o trâmite de inteligência para o pessoal ostensivo, que pode ou não executar uma ação, etc. O CEI é formado por oficiais egressos destas corporações, servidores do sistema de segurança pública, como agentes e delegados, e também de pessoal técnico das áreas de Telecomunicações e T.I (conjunto de recursos não humanos dedicados ao armazenamento, processamento e comunicação da informação), todos com vivência na área de inteligência”.

Operando o Big Brother

As duas unidades adquiridas e em fase de recebimento pelo órgão demandaram o treinamento de pilotos qualificados para voar VANT, instrução fornecida pelo representante do fabricante no Brasil, a Swissteps “Nosso instrutor de VANT é piloto qualificado em asa fixa e rotativa; o curso visa fornecer ao operador/piloto de VANT noções básicas de aviação geral como fraseologia de rádio, navegação aérea, aerodinâmica, meteorologia e normas operacionais e de segurança de voo” afirma Hudson Lima, Diretor Comercial da Swissteps para o Brasil, e continua “O SWT 700 é extremamente automatizado, a carga de trabalho do operador é bastante reduzida, o que permite extrair o máximo de rendimento na operação dos sensores do VANT por parte da equipe no solo. Seu voo é orientado por parâmetros de sinais GPS programados através de waypoints inseridos na tela de um notebook com caneta de toque e moving map, de simbologia extremamente simples. Resumindo, é um helicóptero sem piloto extremamente seguro de operar, e fácil de ser empregado. A alta tecnologia permite um sem número de pacotes de sensores, até o máximo de 25 kg de carga paga. Trata-se do melhor de sua classe, pronto para emprego, no mercado de segurança pública em todo o mundo”

Operação Veraneio

Visando o treinamento das equipes de voo e a normatização de procedimentos operacionais e checagem da integração câmera de vídeo HD X transmissão/recepção de imagens e retransmissão em rede on line, o CEI deslocou para Salinópolis, balneário situado a cerca de 260 km de Belém, duas equipes de pilotos/mecânicos e os dois VANT, além dos policiais usualmente envolvidos neste tipo de situação, oriundos do Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Militar e Secretaria de Segurança Pública. Salinópolis recebe intenso tráfego de ônibus de turistas nos fins de semana (média de 500 por domingo de verão), além de centenas de veículos particulares, especialmente pick-ups, o costume local é trafegar pela areia da praia, transformada em uma avenida informal de duas mãos, com direito a parada de ônibus.

Para monitorar do ar a chegada e saída de tantos turistas e freqüentadores, foi empregado o SWT 700 Police, tudo cercado de cuidados extremos com a segurança, como explica o Major PM Edivan “Decidimos restringir a altitude de operação do VANT para um teto máximo de cinqüenta metros de altitude, dentro de um Box de no máximo dois km de raio, observando a proibição de sobrevôo da linha da praia e de construções, e mantendo contato visual todo o tempo, como medida adicional de segurança. Mesmo estando restritos ao espaço aéreo em volta do grande trevo rodoviário que dá acesso ao balneário, os voos comprovaram as capacidades de automação e facilidade de emprego, qualidade da imagem da câmera de vídeo gira estabilizada (a cores), e a perfeita integração da transmissão-recepção de sinais de comando e de vídeo do VANT SWT 700. Pudemos treinar nosso pessoal de voo e de solo, e assim começar a estabelecer doutrinas de emprego. O aparelho possui como diferencial de operação a sua capacidade de voo pairado, fixo sobre determinado objetivo, fornecendo inteligência em tempo real transmitida para o solo, e caso necessário, retransmitida para centrais de controle que podem estar a quilômetros de distância do fato. Inclusive, as imagens geradas em Salinópolis pelo VANT foram retransmitidas on-line via internet por satélite para Belém, e visualizadas na sede do CEI. Outro ponto importante é a capacidade de discrição do SWT 700, dependendo da altitude em que o voo pairado for realizado, o VANT não é percebido nem ouvido pelo alvo no chão, uma grande vantagem em operações policiais de inteligência e fator extra de segurança de voo”.

SUPORTE OPERACIONAL DO VANT HELI

Para operar os VANT Heli, o sistema faz uso de um veículo furgão chassi longo transformado em central de comando e controle e equipado com tecnologia no estado da arte em sistemas de monitoramento e vigilância, como a integração de computadores de alto desempenho, telas LCD a cores, barras USB multifuncionais, leitores de mídias digitais como cartões de memória, teclados dotados de track ball e mini manche, estes usados para a operação de câmera Speed Dome destacável, normalmente colocada no teto do veículo e usada para acompanhar o VANT em voo ou reconhecer o perímetro, além de conexões para sistemas diversos de comunicações e transferência de dados. O furgão possui sistemas independentes de ar condicionado, gerenciamento de energia elétrica e de suporte de vida.

Para os operadores, o veículo reserva uma mini-geladeira, microondas, banheiro químico, bancada conversível em estrado-leito, assentos ergonômicos e controle remoto do ar condicionado. Na parte de apoio e mecânica, o furgão embarca o VANT em case especial anti-choque, usado durante o deslocamento; em campo a viatura provisiona ferramental de manutenção, peças de reposição e sistema de geração autônoma de energia para recarga de baterias utilizadas nas aeronaves VANT, através de gerador portátil silencioso. Externamente, o veículo é exatamente igual aos seus pares de uso comercial, portanto, seu uso pode ser bem discreto, se necessário.

UM HELI VANT VERSÀTIL

O SWT 700 apresenta muitas facilidades. As baterias para o sistema de transmissão e recepção de sinais da câmera e sensores associados, sistema de navegação GPS e do sistema Fail Safe Return (que garante a volta do VANT ao ponto de decolagem, em caso de perda de sinal, com pouso automático) são do tipo LiPo usadas massivamente no aeromodelismo elétrico, sendo portanto de fácil aquisição, manutenção e reposição. Sua operação é extremamente automatizada, um cuidado a mais do fabricante com aspectos da segurança de vôo, daí o amplo uso de sensores especiais de telemetria instalados na máquina. O operador sabe todo o tempo a temperatura do motor durante um vôo pairado, se os sistemas elétricos diversos estão operativos e com as baterias carregadas e funcionais, os dados mostrados na tela do notebook acoplado a maleta de vôo, tudo numa simbologia extremamente simples e intuitiva, com menus em cascata ativados pelo toque da caneta na tela.

No caso do Estado do Pará, o cuidado na introdução em serviço do SWT 700 resultou no emprego de pessoal oriundo da aviação de asas rotativas de segurança pública do estado, visando determinar critérios rigorosos de segurança nos modos de uso e emprego desta nova ferramenta. As tarefas são divididas em duas partes, fase um, todos os checks e atividades previstas no pré-voo, e fase dois, execução da manutenção preventiva dos VANT no pós-vôo. A aviação de segurança pública do estado do Pará já opera há seis anos com asas rotativas, usando uma aeronave Esquilo HB 350 B2, e com asas fixas, utilizando um motoplanador Ximango (GRAER PMPA), portanto já existe uma cultura operacional que certamente permite voar o SWT 700 com segurança.

A chegada de uma novidade como o VANT Heli demanda um tempo para sua assimilação, e sobre isso a equipe de campo do CEI nos conta suas impressões “O VANT tem um potencial enorme, e sua chegada aqui foi um marco, termos a nossa disposição um equipamento de ponta, realmente capaz de ir, ver e vencer, isso motiva o militar para melhor cumprir sua missão. O CEI está na condução do processo, determinando as formas mais corretas de emprego do VANT, sempre em estreito contato com a ANAC, Comando da Força Aérea e demais órgãos responsáveis pelo estabelecimento das chamadas normas padrão de operação, ainda incipientes. Estamos conversando com todos, e dispostos a adquirir o máximo de conhecimentos necessários a uma correta operação do SWT 700 Police. O VANT Heli veio para ficar, é uma necessidade, e nos sentimos realmente orgulhosos do pioneirismo que obtivemos aqui em nosso estado e no Brasil”.

Outro aspecto importante, e reforçado pelo Major Edivan, foi a questão da sinergia de recursos “o VANT tem o custo de hora de voo muito inferior ao de um helicóptero convencional (cerca de R$60,00 para o VANT) e pode assim assumir uma série de missões, economizando recursos e hora de voo para as missões onde o helicóptero real seja imprescindível, como desastres naturais, busca e resgate e operações policiais de cunho mais operacional, que exijam o uso do helicóptero policial como plataforma de tiro e perseguição, por exemplo. São aspectos que não podem ser negligenciados pelos profissionais de segurança pública. O VANT Heli veio para somar esforços, agilizando ações e permitindo um combate da criminalidade mais eficaz. O foco central de uso é termos a exata noção da amplitude de um problema, no momento em que ele estiver ocorrendo, e assim decidirmos qual a ação necessária imediatamente, mesmo que os fatos estejam distantes 500 km de Belém, pois está demonstrado na prática que o SWT 700 e as soluções de T.I e Telecomunicações utilizadas pelo CEI se integraram perfeitamente, permitindo aos gestores da segurança pública do estado do Pará, saber o que, onde e agora, já, on line! Isso é uma vantagem estratégica fundamental”.

Próximos Passos

O VANT não deve ficar restrito somente as operações em áreas urbanas e rurais, e segundo o Major Edivam “Os VANT Heli deverão futuramente se tornar peça importante da vigilância das fronteiras do estado (o Pará faz divisa com Guiana Francesa e Suriname), pois é parte da política da SENASP e do Governo Federal – em conjunto com o Governo do Estado – apoiar a instalação dos chamados PEFRON (Pelotões Policiais de Fronteira), unidades estrategicamente dispostas em locais onde ocorra uma carência da presença do estado e seus órgãos de segurança pública como Polícia Cívil e seus profissionais (Médico Legista, Perito Criminal, Datiloscopista, etc), além de efetivos da polícia militar. As possibilidades são inúmeras, e posso afirmar que nunca se investiu tanto na área de inteligência em segurança pública como agora, no nosso estado. Estamos atentos as novidades que a tecnologia pode oferecer, e o VANT SWT 700 Police se mostrou um grande aliado para cumprirmos com sucesso a nossa missão, que é de proteger as vidas e os interesses dos cidadãos do Estado do Pará”.

Confira as fotos do equipamento

 

 

 

 

 

 

 

 


Texto e Fotos: Roberto Caiafa (roberto.caiafa@gmail.com)


Águia 19 é entregue a Polícia Militar de Piracicaba

Nesta quarta-feira (18) foi entregue o helicóptero Águia 19 para Polícia Militar de Piracicaba. O evento realizado na sede do CPI 9, na Rua Américo Vespúcio, 438, no bairro Algodoal. O equipamento custou R$ 6 milhões, tem capacidade para seis pessoas e vai ser usado em diferentes missões, como resgate, policiamento e combate a incêndios.

Receba notícias por e-mail