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Comandante da 6º Região Militar visita GRAer/BA

No dia 23 de outubro de 2012, o Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia recebeu a visita do General-de-Divisão Racine Bezerra Lima Filho, Comandante da 6º Região Militar. A autoridade recebeu as honras militares da guarda do quartel e foi recepcionada pelo Comandante do GRAER, Ten Cel PM Lázaro.

Acompanhando a autoridade estavam o Cel PM Alfredo Castro, Comandante Geral da PMBA e o Cel PM Carlos Eleutério, Subcomandante Geral da PM e uma comitiva de comandantes de unidades operacionais, os quais, juntamente com a autoridade visitante, assistiram a uma breve exposição proferida pelo Ten Cel PM Lázaro, Comandante do Grupamento Aéreo. Em seguida o General Racine visitou uma exposição de equipamentos, as aeronaves e as instalações do GRAER.

Após a receber a apresentação individual dos oficiais, foi-lhe ofertada uma singela lembrança no Gabinete do Comando.
O General disse estar muito feliz e satisfeito com a infra-estrutura apresentada pela PM, a qual é uma prova de que a corporação vem se esforçando para prestar um serviço de qualidade à população.

 

Curso de Resgate Aeromédico em locais de difícil acesso acontecerá no Pará

A todos os interessados em Resgate e Atendimento Pré-hospitalar, acontecerá no período de  08 a 11 de novembro de 2012 o Curso Aeromédico e Resgate em locais de difícil acesso. O curso será ministrado no Centro de Treinamento “Cel. Moraes”, Fazenda Paricuiã, Município de Terra Alta, PA e será coordenado pelo Dr José Guataçara Gabriel.

Conteúdo Programático:

• Atendimento inicial do politraumatizado (teórico)
• Resgate médico em floresta (teórico e prático)
• Sistema de comando de incidente (teórico)
• Acidente com múltiplas vítimas (teórico e prático)
• Fisiologia de voo (teórico)
• Balística e lesões por arma de fogo (teórico e prático)
• Rapel em aeronave (prático)
• Rapel em torre (prático)
• Resgate em subsolo soterramento e poço (prático)
• Escalada (prático)
• Circuito (prático)
• Resgate em veículos automotores (práticos)
• Defesa pessoal e imobilizações (prático)
• Sobrevivência na selva (prático)
• Mergulho e flutuação e resgate náutico (prático)

Material necessário:

• Material de higiene pessoal
• Toalhas
• Repelente
• Protetor solar
• Medicamento de uso contínuo
• Atestado de saúde apto clinicamente
• Bota
• Macacão (3)
• Cadeirinha
• Mosquetão
• Freio oito
• Capacete
• Bússola
• Faca ou canivete
• Lanterna de cabeça

Contatos:

• joseguatacara@yahoo.com.br

• Fone: (091) 9981-7856

Pré-inscrições e demais informações no Blog:

• http://cursoaeromedico.blogspot.com.br/

Facebook (Grupo):

Alunos do curso de piloto do GRPAe/SP participam do Ciclo de Palestras de Direito Aeronáutico

O Curso de Piloto Policial de Helicóptero da Polícia Militar de São Paulo começou no dia 08 de outubro e terá duração de 372 horas-aulas, desenvolvidas em dois módulos, um módulo teórico com 337 horas-aulas (10 semanas) e um módulo prático com 35 (trinta e cinco) horas de instrução de voo, por aluno.

Essa é a 12a turma de pilotos do Grupamento de Radiopatrulha Aérea – “João Negrão”. O curso possui 08 oficiais da Polícia Militar de São Paulo, 03 oficiais da Polícia Militar de Goiás e 01 Agente Penitenciário Federal, totalizando 12 alunos. Participam desse curso o Agente Penitenciário Federal Henrique e os 1º Ten PM  Veloso, Fábio Costa e Paulo, todos da Polícia Militar do Estado de Goiás.

O curso possui matérias importantes para a formação dos pilotos e aborda assuntos, como Visão Geral e Aviação Civil, Noções de Direito Aeronáutico, Saúde do Aeronavegante, Conhecimento Técnico da Aeronave, Meteorologia, Teoria de Vôo e Aerodinâmica, Regulamento de Tráfego Aéreo, Navegação Aérea e “Ground School” – HU30, além das instruções práticas.

No dia 19 de outubro, os alunos do curso, bem como pilotos do GRPAe/SP, participaram do Ciclo de Palestras de Direito Aeronáutico, promovido pela OAB/SP e tiveram oportunidade de conhecer outros assuntos relacionados ao Direito Aeronáutico e sua relação com a Aviação de Segurança Pública.

Temas atuais foram tratados por membros da Academia Brasileira de Direito Aeronáutico, como “A evolução do Sistema Varsóvia de responsabilidade Civil”, pelo DR. Fábio Anderson de Freitas Pedro; “Acidentes aeronáuticos e suas repercussões jurídicas”, pelo Prof. Daniel Celso Calazans; “O sigilo empregado nas investigações de acidentes aeronáuticos e o Projeto de Lei No 2453/2007″, pela Dra. Priscila Dower Mendizabal e “Direito Aeronáutico e a Aviação de Segurança Pública”, pelo Maj PM Eduardo Alexandre Beni.

Muito mais do que capacitá-los à obtenção da Licença de Piloto Privado de Helicóptero, o curso pretende apresentar aos alunos a estrutura e a organização mundial da aviação civil e policial, conhecendo os processos que envolvem a aviação e conhecer regras de direito aeronáutico aplicáveis às operações aéreas civis e de segurança pública.

 

Falcão 02 resgata criança ferida em Joaquim Távora/PR

O helicóptero do Grupamento Aeropolicial – Resgate Aéreo do Estado do Paraná (GRAER) foi extremamente necessário no dia 22/10 para o socorro de um menino de apenas 11 anos que se feriu gravemente ao brincar com sua bicicleta na cidade de Joaquim Távora. Quando perdeu o controle e caiu da bicicleta, o guidão atingiu e perfurou o abdômen do garoto. 

Devido a gravidade dos ferimentos, o garoto foi encaminhado para o Hospital Universitário (HU) de Londrina pelo helicóptero Falcão 02 do GRAER. Para um dos socorristas que ajudou no resgate, é muito importante que uma equipe competente seja acionada, como foi o caso. O socorro, se fosse feito via ambulância, levaria em média de 2 a 3 horas para ser feito, já com o Helicóptero, foi feito em 1 Hora. O estado de saúde do garoto inspira cuidados.

Confira a reportagem da TV Tarobá:

Fonte: NP Agora e TV Tarobá.

Força Tarefa Previncêncio combatem incêndio florestal na Serra do Cipó/MG

Balanço divulgado no dia 15/10 pela Força-Tarefa Previncêndio do Governo de Minas revela que, nos três dias em que o Estado se mobilizou dando apoio no combate ao incêndio florestal que destruiu parte do Parque Nacional Serra do Cipó, cuja gestão é feita pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), foram gastos cerca de R$ 500 mil com o uso de aeronaves e pessoal. O apoio, anunciado na última quarta-feira (10), pelo secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adriano Magalhães, foi fundamental para debelar o incêndio, um dos mais graves registrados nos últimos anos.

De acordo com o coordenador operacional da Força-Tarefa Previncêndio, Henri Dubois Collet, o Estado mobilizou nove aeronaves, sendo quatro aviões air tractor e cinco helicópteros (quatro da Polícia Militar de Minas Gerais e um do Corpo de Bombeiros). Essas aeronaves, comandadas por 30 militares e oito pilotos, que trabalharam em escala de revezamento, sobrevoaram a área do parque atingida pelas chamas jogando água e transportando brigadistas que faziam o combate às chamas no solo. Foram necessárias 149 horas/voo desde o início da operação, na manhã de quinta-feira (10) até a tarde de sábado (13), quando o fim do incêndio foi confirmado.

Segundo Henri, ao chegar ao parque, na quinta-feira (11), a Força-Tarefa se deparou com três frentes de fogo. “A maior delas estava na região da Cachoeira da Braúnas. Eram cerca de sete quilômetros de extensão, em um ponto alto do parque. As outras estavam na encosta da Serra da Caetana e no Vale da Bocaina”, lembra. Para conseguir debelar as chamas, o comando da Força-Tarefa traçou uma estratégia e definiu a atuação dos cerca de 60 militares e 140 brigadistas e voluntários.

“Tomamos a decisão de trabalhar à noite, o que não é muito comum, mas é mais eficiente. À noite, com o clima fresco, sem o sol e o calor, as chamas diminuem e o rendimento é melhor. De quinta (11) para sexta (12) conseguimos combater o fogo na Cachoeira do Braúnas”, revela.

Na sexta-feira (12), com o apoio das aeronaves, brigadistas, bombeiros e voluntários, foi possível debelar as chamas que destruíam a encosta da Serra da Caetana. “Na noite de sexta (12), decidimos adotar a mesma estratégia e trabalhar durante a noite para apagarmos as chamas no Vale da Bocaina. Às 2h da manhã de sábado (13), começou a chuva que praticamente concluiu o trabalho”, explica.

Segundo Dubois Collet, no sábado (13) foram feitos sobrevoos de monitoramento em toda a área do parque atingida pelas chamas para certificação do término do incêndio. “Nesse monitoramento detectamos seis focos em matas de galeria e rapidamente trabalhamos no combate. Um deles chegou a crescer, mas felizmente foi debelado por volta das 15h de sábado (13). Somente às 16h30 demos a operação por encerrada”, destaca.

Além das aeronaves, o Estado ainda reforçou o auxílio no combate com um carro auto-bomba, uma caminhonete, um veículo pequeno, uma van e um ônibus para transporte dos brigadistas, uma ambulância e barracas para abrigar os combatentes.

“Apesar do Parque Nacional Serra do Cipó ser de responsabilidade do governo Federal e sua gestão ser feita pelo ICMBio, essa é uma Unidade de Conservação muito importante para o estado de Minas Gerais e, por determinação do governador Anastasia, não medimos esforços nem recursos financeiros para proteger a biodiversidade nela presente”, avalia o secretário Adriano Magalhães.

Fonte: Portal Meio Ambiente MG.

Forças da Segurança apoiam a Operação Ágata 6 na Fronteira

O secretário de Estado de Segurança Pública do Mato Grosso, Diógenes Curado Filho, esteve nesta quinta-feira (18/10), no município de Cáceres, para acompanhar a visita do vice-presidente da República, Michel Temer e o ministro da Defesa, Celso Amorim, que estiveram na cidade para conhecer de perto a estrutura da Operação Ágata 6, deflagrada pelo Ministério da Defesa, no dia 09 de Outubro.

A operação tem o objetivo de combater atos ilícitos na faixa de fronteira entre o Mato Grosso com a Bolívia. Estão participando da operação militares do Exército Brasileiro, Marinha, Força Aérea Brasileira em parceria com outras forças federais e estaduais . A comitiva de Brasília foi recebida pelo governador de Mato Grosso, Silval Barbosa e outras autoridades federais, estaduais e municipais, no aeroporto de Cáceres, onde assistiram uma simulação de apreensão de drogas utilizando o veículo aéreo não tripulado (Vant) e depois assistiram a uma palestra sobre a logística empregada para realizar a operação.

O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) do Mato Grosso é uma das instituições de segurança pública integrantes da Operação Ágata 6 e disponibilizou para operação um helicóptero AS350B3, acompanhado de sua tripulação.

De acordo com Diógenes Curado, cerca de 300 profissionais da Polícia Militar, por meio do Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron), do Grupo Tático Rodoviário de Fronteira (GTRFron); e Corpo de Bombeiros, além do apoio da Polícia Judiciária Civil e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), estão atuando em apoio à operação desencadeada também nos estados do Mato Grosso do Sul (MS), Rondônia (RO) e Acre (AC).

“Para combater o tráfico de entorpecentes é fundamental que as instituições de segurança unam suas forças. Tenho certeza que com a operação conseguiremos minimizar a entrada de drogas no nosso Estado e, assim, reduzir índices de criminalidade que estão associados à esse tipo de crime, como o roubo e homicídio”, avaliou o secretário.

Além do secretário Diógenes, estiveram presentes na visita os comandantes da Polícia Militar, coronel PM Osmar Lino Farias; do Corpo de Bombeiros, coronel BM Aderson José Barbosa; delegado geral da Polícia Judiciária Civil, Anderson Garcia e do diretor geral da Politec, Rubens Okada.

Fonte: Secretaria de Estado de Segurança Pública do Mato Grosso

AgustaWestland lança o novo AW119Kx‏

A AgustaWestland, uma empresa Finmeccanica, anunciou o lançamento do AW119Kx, a mais recente evolução do comprovado e bem sucedido helicóptero monomotor AW119 Koala, que apresenta o sistema Garmin G1000H integrando ao painel de voo os aviônicos mais avançados, incluindo visão sintética, moving map, HITS (Highway In the Sky) / sistemas de prevenção do terreno (TAS), para melhorar o conhecimento da situação de voo e aumentar a segurança.

A nova aeronave foi oficialmente apresentada hoje (23/10) na Conferência de Transporte Aéreo Médica, em Seattle, EUA, que está sendo realizada de 22 à 24 de Outubro.

O AW119Kx é equipado com aviônicos integrados de última geração, trazendo este modelo para uma nova era digital, mantendo o excelente desempenho, espaço de cabine e características de carga útil do AW119Ke. O primeiro cliente para o AW119Kx é Life Flight Network, que está previsto para receber todas as 15 unidades encomendadas para o transporte aéreo médico durante 2013. Esses helicópteros, têm design interior personalizado EMS com duas macas, serão baseados nos estados de Oregon, Washington e Idaho.

Bruno Spagnolini, CEO da AgustaWestland disse: “O lançamento do novo AW119Kx destaca o compromisso da AgustaWestland para a melhoria contínua da sua gama de produtos, tanto através do desenvolvimento de novos modelos, assim como instalar a mais recente tecnologia em seus produtos existentes”.

Também acrescentou: “Com o AW119Kx estamos introduzindo uma maior capacidade no mercado monomotor, graças a uma combinação inigualável de aviônicos avançados e o melhor desempenho e capacidade na categoria. Estamos muito satisfeitos que a Life Flight Network, uma das líderes mundiais em prestação de transporte médico, vai utilizar recursos exclusivos do AW119Kx na missão de salvar vidas todos os dias. ”

Michael Griffiths, CEO da Life Flight Networks acrescenta, ” A Life Flight Networks tornou-se a maior rede de serviços, sem fins lucrativos, de transporte aéreo médico, no oeste dos Estados Unidos. Estávamos à procura de um helicóptero projetado para proporcionar velocidade e desempenho excepcionais, segurança comprovada, e uma cabine médica totalmente equipada com suporte para até dois pacientes. Nossos novos helicópteros AW119Kx, com o pacote de aviônicos Garmin G1000H, incluindo a visão sintética, alcançou nossos altos padrões e contribuirá com a Life Flight Network na missão de salvar vidas com sua mais moderna e bem equipada frota do país. ”

O novo AW119Kx com aviônicos Garmin apresenta o G1000H integrado ao sistema do painel de voo com duas grandes telas de LCD de 10,4” para fornecer informações no Display Primário de Voo (Primary Flight Display) e informações no display multi função (Multi Function Display). Com visão sintética, Moving Map, HITS (Highway In the Sky) / sistemas de prevenção do terreno (TAS), o piloto é provido com novos níveis de consciência situacional e informações de voo, reduzindo assim a carga de trabalho e aumentando a segurança. Os novos aviônicos também são otimizados para diagnóstico e análise de dados para fins de manutenção. O AW119Kx na configuração EMS irá incluir iluminação Night Vision Imaging System (NVIS) e operação com Night Vision Goggles (NVG).

O AW119Kx é o helicóptero top de linha no mercado monomotor. O helicóptero, com um peso máximo de decolagem de 2.850 kg (6,283 lb), é equipado com um motor Pratt & Whitney PT6B-37A que de 1.002 shp, proporcionando um desempenho excepcional em condições quentes e elevadas, bem como uma velocidade máxima de 152 nós (282 km/h).

O AW119Kx tem a cabine mais espaçosa de sua categoria e com as suas áreas de cabine e cockpit separados, proporcionam verdadeiro conforto e classe na cabine. Sistemas redundantes críticos similares a de helicópteros bimotores fornecem elevados níveis de segurança. Mais de 200 helicópteros AW119 foram encomendados até à data em mais de 30 países por cerca de 100 clientes. O novo AW119Kx, assim como o AW119Ke, é perfeitamente adequado para executar muitas funções, incluindo EMS, utilitário, combate a incêndios, VIP/corporativo, transporte offshore, parapúblico e missões de governo.

Confira o vídeo – AW119 Kx Going Digital:

 

 

Sancionada a lei que regulamenta a Prevenção do Risco Aviário

A Lei 12.725/ 2012, sancionada nesta semana (17/10) pela Presidência da República, atribui responsabilidades aos órgãos ligados à aviação e às autoridades municipais na prevenção do risco aviário.

A norma estabelece a Área de Segurança Aeroportuária com um raio de 20 quilômetros a partir do centro de uma pista de pouso e decolagem, cujo solo passa a ser submetido ao cumprimento das normas de segurança operacional da aviação e do meio ambiente.

A partir da aprovação da lei, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), que gerencia todas as informações do risco aviário em banco de dados, atuará diretamente em entendimentos com os órgãos do poder público nas ações de prevenção contra colisões de aviões com aves.

A nova lei prevê a captura e o abate de animais que possam provocar situação de risco em qualquer aeródromo, bem como o manejo da fauna, os quais dependem da aprovação do IBAMA.

Além de imputar responsabilidades às prefeituras na solução dos problemas, a exemplo dos lixões, a norma atribui multa para quem descumprir regras, cujo valor pode chegar até R$ 1,2 milhão.

Para o Coronel-Aviador Flavio Antonio Coimbra Mendonça, oficial investigador do CENIPA, a importância da lei é a existência de um instrumento jurídico que envolve autoridades de aviação civil, de meio ambiente e operador do aeródromo que, juntamente com o CENIPA, formarão o grupo de atores que atuará na prevenção do risco aviário.

A lei do risco aviário nasceu por iniciativa do CENIPA em 2003 com a participação de membros do Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CNPAA), o qual é formado por empresas aéreas e órgãos ligados à aviação. Na ocasião, o debate contou com o apoio do Deputado Federal Wanderley Alves de Oliveira, autor do Projeto de Lei no Congresso Nacional.

Para que haja a adequação de todo o sistema, a lei entra em vigor somente após decorridos 180 (cento e oitenta) dias de sua publicação oficial.

Fonte: CENIPA.


Confira a Lei No 12.725/ 2012


23 de outubro – Dia do Aviador

Eduardo Alexandre Beni

Tudo começou na mitologia grega com a lenda de Dédalo e Ícaro. Essa aventura continuou com o ibero Domingo Gonzalez, perdido na ilha de Santa Helena, onde, segundo a lenda, domesticava cisnes selvagens, que, tracionando uma carroça, levava-o à Lua.

Saindo da mitologia e ingressando no campo das invenções, Leonardo da Vinci foi o criador do primeiro esboço, conhecido pelo homem, do helicóptero, pára-quedas, trem de pouso e asas a pedal.

O Padre Bartholomeu de Gusmão, invetor do balão a ar quente em 1709 fez a proeza de fazer seu balão voar por quase 4 metros de altura (20 palmos). Esse fato ocorreu mais de 60 anos antes do épico vôo (2.000 m) dos irmãos Montgolfier  em Paris, no ano de 1783.

Em 19 de outubro de 1901, quanto tudo começou, Alberto Santos Dumont voou com o balão-dirigível N° 6, com 33 metros de comprimento e 622 m cúbicos, cujo objetivo era circundar a torre Eiffel em um tempo máximo de 30 minutos e assim o fez.

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Mas foi em uma tarde do dia 23 de outubro de 1906 que, Alberto Santos Dumont, alçou vôo no campo de Bagatelle, Aeroclube de França, por seus próprios meios motrizes, com o 14-bis que rolou por 100 metros e levantou vôo, tendo percorrido 60 metros em 7 segundos, em um vôo nivelado a poucos metros do solo.

Santos Dumont arrebatou os 3.000 francos de prêmio.  A aeronave possuía uma envergadura das asas de 12 metros e a fuselagem tinha 10 metros, sendo equipado com um trem de pouso triciclo.

Este foi o primeiro vôo de um aparelho mais pesado que o ar. Os irmãos Wright, dos EUA, reclamam para si este feito. Mas, diferentemente de Santos Dumont, que fez seu vôo em um circuito pré-estabelecido sob testemunho oficial de especialistas, jornalistas e da população parisiense, os irmãos Wright realizaram seu suposto vôo em uma fazenda, sem testemunhas.

O nº 19 chamado inicialmente de “Libellule“, posteriormente de “Demoiselle” era um pequeno avião monoplano de asa alta com 5,10m de envergadura, 8m de comprimento e pesando pouco mais de 110 Kg com Santos-Dumont a bordo.

14-bis.jpgAlcançou facilmente 200m de distância e velocidades de mais de 100 Km/h, sendo a última aeronave construída por Santos Dumont.

Ao longo do tempo, a invenção de Santos Dumont foi se aperfeiçoando até chegar aos modernos aviões de hoje. Por seu pioneirismo e sua ousadia, Alberto Santos Dumont é considerado o Pai da Aviação, tendo recebido inúmeras honrarias por seu feito.

Em homenagem ao primeiro vôo de Santos Dumont, 23 de outubro é considerado o Dia do Aviador. A Lei n° 218, de 4 de julho de 1936 , declara 23 de outubro o dia do aviador, em homenagem ao primeiro voo da história, realizado nesta data, em 1906. Em 2006, através da Lei nº 11.262 de 30 de dezembro de 2005 , foi declarado o Ano Nacional Santos Dumont, o Pai da Aviação.

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LEI Nº 218, DE 4 DE JULHO DE 1936

Institui o Dia do Aviador 23 de outubro

O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil: Faço saber que o Poder Legislativo decreta e eu sancciono a seguinte lei:

Art. 1º Fica instituido, no Brasil, o Dia do Aviador que será celebrado em 23 de outubro de cada anno, providenciando os poderes públicos para que essa commemoração tenha sempre condgna celebração cívica, desportiva e cultural, esta especialmente escolar, e accentuando-se a iniciativa do notável brasileiro Santos Dumont, quanto á prioridade do vôo em apparelho mais pesado do que o ar.

Art. 2º Revogam-se as disposições em contrario.

Rio de Janeiro, 4 de julho de 1936, 115º da Independência e 48º Republica.

GETÚLIO VARGAS

Dia do Aviador – O mel de um espinho

NÁDIA TEBICHERANE

Toda vez que escrevo algo para o Dia do Aviador menciono o espírito livre de todos vocês. A coragem e a forma como disponibilizam a vida para esse desafio que é voar.

Estava, como sempre, lendo um livro e a autora dizia que “a vida era como lamber o mel de um espinho.” Imediatamente pensei na aviação. Penso que colocar o macacão todos os dias e voar deve ser um misto de prazer e perigo, desafio e equilíbrio, de aventura e respeito.

Há muita alegria e emoção por estar no céu, mas há também o compromisso com a segurança e a responsabilidade inerente a tudo isso.

O espinho da aviação é um fato, pode ser muito feio e precisamos respeitar, evitar.

Mas, nesse dia tão especial, eu quero desejar a todos vocês aviadores que continuem por muito e muito tempo a lamber o mel dessa delícia que é voar.

Feliz Dia do Aviador.

SERIPA I e GRAESP/PA realizam VII Seminário de Segurança de Voo

Primeiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA I) e o Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Pará (GRAESP) realizaram (18/10) o VII Seminário de Segurança de Voo no Hangar Centro de Convenções da Amazônia. O evento fez parte das comemorações da Semana da Asa 2012 e teve como objetivo ampliar a perspectiva da prevenção de acidentes aeronáuticos como uma missão de todos os atores envolvidos na atividade aérea.

Nos últimos 10 anos, a aviação civil brasileira totalizou 918 acidentes. Somente na área de jurisdição do SERIPA I, que compreende os estados do Pará, Maranhão e Amapá, ocorreram 98 acidentes aéreos, com destaque para os segmentos da aviação geral regular, táxi aéreo e aviação agrícola. O ano de 2011 registrou um aumento no número de acidentes em comparação com os demais, demandando a intensificação das atividades de prevenção.

Desta forma, para prevenir novos acidentes e identificar fatores contribuintes para a ocorrência de sinistros, o VII Seminário de Segurança de Voo abordou temas diversos e contou com a presença do Juiz Federal Marcelo Honorato, ex-oficial aviador da Força Aérea Brasileira, que discorreu sobre a “Responsabilidade Civil e Penal no Acidente Aeronáutico”, abordando em sua análise as implicações jurídicas que envolvem proprietários, pilotos, empresas de manutenção e todos os demais agentes envolvidos em um acidente aeronáutico.

O assessor jurídico da Associação Brasileira de Táxis Aéreos, Georges de Moura Ferreira, ministrou palestra sobre “O novo cenário do Táxi Aéreo na Aviação Civil Brasileira”, apresentando como estão distribuídas as empresas de táxi aéreo no contexto da aviação civil, suas formas de operação e os principais problemas enfrentados no segmento.

O engenheiro da EMBRAER, Fábio Couto Bonnet, abordou o tema “Os inventores”, tratando do projeto e desenvolvimento dos aviões, destacando a história do desenvolvimento tecnológico e enfatizando as pessoas que alavancaram a tecnologia aeronáutica e chamando a atenção para as “invenções”, principalmente na manutenção que aumentam os riscos de acidentes. Por fim, o coordenador do Curso de Mestrado em Segurança do Voo do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), professor Donizeti de Andrade, explanou sobre a “A evolução da Aviação no século XX”, detalhando os acontecimentos históricos que marcaram a evolução da tecnologia aeronáutica.

O Chefe do SERIPA I, Tenente-Coronel Aviador Maurício Teixeira Leite, explica que “a investigação de acidentes aeronáuticos no âmbito do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER) é o processo realizado com o propósito de prevenir novos acidentes pela análise de informações e a identificação dos fatores contribuintes, gerando a formulação de recomendações que aumentem a segurança de voo, não abarcando o processo de punição dos envolvidos”.

O evento teve como público-alvo aviadores, tripulantes, mecânicos, proprietários de empresas aéreas e autoridades aeronáuticas.

Fonte: Agência Força Aérea – SERIPA I/ I COMAR.

A boa formação de uma tropa da elite

CARREIRA DOS SONHOS
Alunos de escolas de excelência e filhos de famílias de classe média encontraram na PM a realização profissional

Eles estudaram em colégios particulares caros e de referência, falam outras línguas, têm pais de classes média e média alta, e alguns até moraram fora do Brasil e receberam educação europeia. O currículo seria de qualquer empresário bem-sucedido, mas em comum eles têm o amor incondicional pela farda e a opção de ser PM. Diferentemente da realidade da maioria da tropa, que faz concurso em busca de estabilidade, eles são oficiais por vocação e ascenderam na corporação graças à educação de excelência que receberam.

A paixão pela ação policial e por voar começou quando Rodrigo Duton ainda era criança. Ele foi aluno do Colégio São Bento e, com 8 anos, época em que seus pais pensavam num futuro de sucesso para o filho, Rodrigo já sonhava com helicópteros e a carreira de policial. Hoje com 37 anos, ele é major, comandante e piloto do Grupamento Aeromarítimo (GAM) da PM.

– Certa vez estava no Tívoli Parque com minha família e não queria saber dos brinquedos. Ficava com o rosto colado na grade, olhando os helicópteros da polícia que pousavam na Lagoa – conta ele, que guarda como relíquia o desenho que fez, na ocasião, de um helicóptero com a palavra “polícia” escrita.

A boa formação levou Duton do ensino médio diretamente para o curso de engenharia naval da UFRJ. Mesmo sem militares na família, ele abandonou a universidade e resolveu cursar a Academia da Polícia Militar:

– Sei que dei um susto nos meus pais, mas na PM realizei meu sonho profissional.

A carreira de piloto da PM também atraiu André Penha Brasil, de 34 anos, hoje capitão. Neto de general e filho de diplomata, ele nasceu em Madri, na Espanha, e estudou na Escola Britânica, na Malásia:

– Meus estudos abriram portas, mas em nenhum outro lugar eu seria feliz.

Formado em direito, com francês e inglês fluentes, além de cursos de especialização na França e na Suíça, o subcomandante do Batalhão de Ações com Cães, major Vitor Valle, disse que na PM realizou o seu sonho de criança.

– Tudo o que tenho devo à escolha que fiz de ser PM.


Fonte: Jornal O Globo, por Ana Cláudia Costa, via Blog Cmt Duton.

Leia também: Como nasce e como trabalha um piloto policial.

Segurança Operacional – Quem tem as respostas?

BRYAN SMITH
Gerente de Segurança Operacional da ALEA

EXCLUSIVO PILOTO POLICIAL

Frequentemente, nossos esforços na Segurança Operacional estão focados principalmente em coletar e organizar dados. Quantas aeronaves sofreram acidentes? Quais os fatores contribuíram para o acidente?, etc. É muito fácil coletar esses números e compartilhá-los com uma observação: “Nunca faça isso !”.

Mas infelizmente, raramente um piloto comandando uma aeronave pensa se o que ele está fazendo é perigoso ou está indo contra a política de Segurança Operacional de sua unidade.

Portanto, a questão a ser feita deixa de ser: “O que o piloto fez?” para “Porque o piloto fez isso?”, ou melhor ainda “Porque ele pensou que isso seria uma boa ideia?”.

Essa é a questão mais complicada a ser respondida, e na maioria das vezes não é possível encontrar uma resposta apenas com os dados de segurança operacional. Para chegar a uma resposta à essas perguntas mais difíceis é necessário muita análise, experiência, treinamento e às vezes até mesmo um pouco de sorte.

Felizmente, existem grandes oportunidades de enfrentar esses desafios como, por exemplo, os Seminários de Segurança da ALEA (Airborne Law Enforcement Association).

Como Gerente de Segurança Operacional da ALEA, é importante reconhecer que eu não tenho todas as respostas. Entretanto, o mais importante é saber que dentro de um grupo seleto formado por pilotos, tripulantes e instrutores, NÓS podemos achar as respostas para as questões de segurança que precisam ser respondidas. Nós apenas precisamos aprender a “enxergar” essas informações quando estamos diante de uma oportunidade. Assim, acredito que o grupo aqui em San Diego realizou um enorme progresso nesse sentido.

Alguns dos principais pontos abordados nas palestras realizadas em San Diego envolve diretamente a Cultura Organizacional das nossas unidades de aviação.

Não importa quão precisos e satisfatórios sejam os indicadores de segurança operacional, as recomendações de segurança ou os planos de treinamento, se a unidade não tiver uma Cultura Organizacional saudável e um sistema de Cultura Justa, de nada adianta toda essa papelada.

Um dos assuntos discutidos foi a “Cultura Justa”. Cultura Justa é um sistema desenvolvido para auxiliar em como a administração de uma unidade aérea deve abordar a questão dos erros cometidos por suas tripulações.

Ela basicamente diz que os erros são inerentes da nossa condição humana, sendo assim um erro não intencional ou resultante de uma falha de treinamento deve ser tratado de forma diferenciada de um erro resultante de desrespeito intencional das regras ou norma, sendo que este sim requer uma punição tradicional.

O objetivo é que esse membro da tripulação permaneça na unidade nos precisamos reconhecer que a causa organizacional que gerou o erro ainda está lá, pois a punição não a removeu. Nós também queremos que as pessoas se sintam confortáveis em comunicar erros para que possam ser corrigidos com treinamentos.

Por exemplo, se um piloto tem medo de ser demitido ou punido por extrapolar acidentalmente os parâmetros da turbina durante a partida (“partida quente”), certamente ele não irá reportá-la. O dano pode no momento até passar despercebido, até ocorrer um próximo evento decorrente mais grave, tal como uma falha de motor em voo. Obviamente seria melhor que o piloto relatasse o incidente imediatamente.

Erros humanos podem ser minimizados, mas nunca podem ser descartados. O sistema de “Cultura Justa” reconhece que se colocamos humanos em nossas aeronaves, eles podem eventualmente errar. Assim, o sistema nos permite lidar com esses erros de uma maneira que os danos sejam minimizados, reduzindo as chances de que eles aconteçam novamente e mantendo todo o investimento já colocado nas pessoas.

A sugestão apresentada está disponível na integra no site da ALEA na forma de um kit de informações sobre SMS (Safety Managment System Tool Kit).

Outro assunto discutido foi “Desvios Autorizados” (“normalized deviation”). Mudanças repentinas e radicais na política de segurança de uma unidade resultam na maioria das vezes em normas muito restritivas, tornando nosso trabalho muito difícil, se não impossível.

Algumas vezes essas novas regras de segurança são implementadas, sabendo-se que ninguém irá segui-las. As regras parecem estar ali só para o comando dizer após um acidente: “Veja, eu mandei não fazerem isso”. Tal atitude faz com que todo o esforço em Segurança Operacional seja em vão, pois toda a responsabilidade das operações irá sempre recair sobre os pilotos.

Nossas políticas de Segurança Operacional devem ser bem pensadas. Elas devem basear-se nos inúmeros fatores que contribuem para que um acidente aconteça, e não apenas no erro final do piloto. Mais importante que isso, a política de Segurança Operacional da unidade deve ser projetada para atender os atuais objetivos da unidade ou o tipo e a forma de operação deve ser mudado para se atingir as metas de segurança.

Esse dois assuntos foram apenas um exemplo de como podemos obter valioso conhecimento quando reunimos pessoas com um objetivo comum de encontrar respostas às difíceis questões de Segurança Operacional.

Caso tenha alguma pergunta, sintam-se a vontade em contatar-me no email safety@alea.org

Fly safe brothers and sisters !


Bryan Smith, é piloto no Lee County Sheriff’s Office, em Fort Myers, Flórida/EUA, onde  opera uma aeronave Cessna T210L e helicópteros Eurocopter AS350BA/B2. Possui habilitação de Instrutor de Voo VFR/IFR e é responsável por todo o treinamento inicial e recorrente dos piloto e Tactical Flight Officer da unidade. Anteriormente, trabalhou como piloto no Gainesville Police Department (Flórida/EUA) e no Atlanta Police Department, ambos nos EUA.

Atualmente é Gerente do Segurança de Voo da ALEA e membro do Comitê de Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional da IHST (International Helicopter Safety Team). É formado em Administração de Segurança Pública.


Sobre a ALEA

A Airborne Law Enforcement Association – ALEA – é uma entidade sem fins lucrativos de ensino fundada em 1968 para apoiar e incentivar o uso de aeronaves em segurança pública. Atualmente conta com mais de 3.500 associados.

A ALEA promove além do networking entre seus associados, seminários educacionais e exposições de produtos aos seus membros.

Tem como missão apoiar, promover e alavancar a utilização segura e eficaz de aeronaves por agências governamentais de apoio a missões de segurança pública através de programas de formação, networking, treinamento e de representação institucional.

Para saber mais sobre a ALEA visite seu site ALEA.org

Jovem americano é condenado por atirar em helicóptero da Polícia de Los Angeles/EUA

O jovem que admitiu atirar em um helicóptero AS350 da Polícia de Los Angeles, EUA, em 2011, foi condenado a 25 anos de prisão no dia 10/10.

Danny Anthony Lopez, de 20 anos, foi condenado pelo Juiz da Corte Superior Martin Herscovitz a 25 anos, após não contestar duas acusações de tentativa de assassinato a um oficial, com uma arma de fogo semi-automática em agosto, no Superior Tribunal de Van Nuys.

Em 24 de Abril de 2011, Lopez atirou com um rifle semi-automático em um helicóptero da Polícia por volta das seis da manhã, perto de Satycoy Street e da Densmore Avenue, atingindo o tanque de combustível e forçando os pilotos da aeronave a fazerem um pouso de emergência no Aeroporto de Van Nuys.

O helicóptero estava apoiando uma ocorrência no momento do tiroteio. Investigadores da LAPD foram capazes de determinar rapidamente de onde veio o tiro, e Lopez foi preso cerca de uma hora mais tarde. Lopez foi levado sob custódia depois de ser subjugado pelos membros da família.

Em troca de pedido de Lopez, promotores retiraram as acusações de tentativa de assassinato de um oficial, de atirar em uma aeronave ocupada e outra de carregar uma arma de fogo com uma gangue de rua.

Fonte: KABC, Los Angeles Times e Daily News.

ABRAPHE realiza Seminário Internacional de Segurança de Voo em São Paulo

A Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero (ABRAPHE) promoverá, de 6 a 8 de novembro, das 16h às 23 h, o 8º Seminário Internacional de Segurança de Voo. Serão três dias de seminário com assuntos diversos, um deles para tratar das mudanças previstas para o novo RBAC 91.

O Seminário Internacional de Segurança de Voo é um meio de discussão e informação sobre segurança e prevenção de acidentes. Sempre em busca do desenvolvimento e valorização do piloto de helicóptero, o objetivo da ABRAPHE é estimular a atividade aérea e ressaltar a importância da conscientização do profissional em seguir as medidas de prevenção.

O evento será realizado no Auditório Universidade Anhembi Morumbi, Rua Casa do Ator, 275 – Vila Olímpia, São Paulo. O evento terá estrutura de coffee-break, coquetel de encerramento, tradução Simultânea, áudio e vídeo, recepcionistas, segurança e estacionamento.

Para os associados Abraphe a inscrição é gratuita e para os não associados o valor é de R$ 150,00 por dia de evento. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (11) 2221-2681/1348 ou pelo e-mail: abraphe@abraphe.org.br.

Para programação, palestrantes e inscrições, acesse o site http://www.abraphe.org.br/seminario_2012.

Com apoio do Graer de Londrina, criança de 4 meses de Assaí é salva

A equipe do Grupamento Aeropolicial e Resgate Aéreo (Graer), em Londrina, realizou na manhã de quarta-feira (17) o salvamento de uma criança de 4 meses de vida, de Assaí (43 km de Londrina), com quadro de pneumonia severa. O socorro ao menino identificado como Vitor, durou cerca de 30 minutos com o uso do helicóptero Falcão 02, enquanto que por terra, seriam gastos entre os procedimentos médicos e o transporte, cerca de 2h30.

De acordo com o major Arlisson Sanches, do Graer, houve o pedido de apoio avançado à equipe do Samu, que necessitava transportar a criança de um hospital em Assaí para o Hospital Infantil de Londrina, onde há estrutura mais adequada para o tratamento médico. “Diante da urgência neste atendimento e o risco que a criança corria, fomos acionados. E em cerca de 30 minutos, entre o deslocamento para Assaí e o retorno a Londrina, conseguimos dar o suporte necessário para salvar o menino Vitor”, comentou.

O major Sanches lembrou que a sua formação é de oficial do Corpo de Bombeiros e que agora está integrando a equipe do Graer. E que sempre trabalhou salvando vidas. Porém, ao resgatar esta criança em Assaí o emocionou. “Independente do tempo que temos de serviço, atender crianças sempre nos comove. Elas são mais frágeis e estão sempre dependentes da gente. Por isso, nos emocionamos quando vemos que estamos obtendo êxito em mantê-las vivas”, ressaltou.

As primeiras informações repassadas pela equipe do Samu ao Graer, assim que foi feito os primeiros procedimentos e encaminhamento ao Hospital Infantil, é que Vitor passa bem e que já esboça sinais de reação ao problema médico. Porém, seu atendimento hospitalar ainda inspira cuidados.

Apesar da aeronave do Graer ser utilizada mais constantemente no apoio às ações policiais, a aeronave também tem sido utilizada no suporte ao atendimento médico do Samu na região norte do Estado. Recentemente uma moça com traumatismo craniano foi trazida de Sertanópolis (37 km de Londrina) para um hospital da cidade em curto espaço de tempo, salvando a sua vida.

Fonte: O Diário.

De acordo com o CENIPA, apontar raio laser verde para aeronaves pode matar pessoas

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) registra 1.434 notificações de emissão de raio laser só neste ano. As informações foram enviadas por pilotos de todo o Brasil. O estado de São Paulo aparece com o maior número de relatos (282), mas é o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, de Brasília, que lidera o ranking com 103 invasões de laser a cabines de aeronaves, seguido pelo aeroporto da Pampulha em Belo Horizonte com 96 registros.

O Major Aviador Márcio Vieira de Mattos, oficial investigador do CENIPA, afirma que a incidência do feixe de luz do laser na visão do piloto é fator potencial de risco para a aviação. “Pode ocasionar um dano à visão do piloto com queimaduras e hemorragias na retina, além de distração e uma cegueira momentânea, que impossibilita conduzir a aeronave em segurança, culminando até mesmo com a perda de controle em voo,” explica.

O CENIPA já iniciou uma campanha que visa conscientizar à população quanto ao perigo que o uso do raio laser representa para pilotos e aeronaves e incentiva a denúncia para os órgãos policiais. A partir de fevereiro deste ano, em razão do aumento das notificações de raio laser, o CENIPA abriu um canal de comunicação no site para receber as notificações. A iniciativa segue norma recomendada pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).

Major Mattos também explica que a prevenção leva informação à comunidade sobre os riscos do raio laser. “Alertamos os pais para que orientem seus filhos, pois muitos jovens não sabem das conseqüências desse comportamento e desconhecem o risco para a aviação. A luz verde é forte o suficiente para afetar a segurança de voo, porque dificulta a leitura dos instrumentos no painel e a visão do ambiente externo para conduzir a aeronave no momento do pouso ou da decolagem”, esclarece.

Laser verde, um problema mundial

No Brasil, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, em junho deste ano, o projeto de lei 683/11, dos deputados José Luiz Nanci e Luiz Martins, que cria regras para a venda de canetas que emitem esses raios e, uma delas, é que o produto não poderá ser vendido a menores de 18 anos. A Lei foi criada em função do uso indiscriminado contra jogadores nos estádios de futebol. O texto da Lei determina que as canetas sejam usadas apenas em salas de aula ou em palestras e que tenham, no máximo, 1 megawatt (MW) de potência.

De acordo com estatísticas da Boeing, no período entre 2000 e 2009, a maior parte dos acidentes aéreos aconteceu na fase de aproximação e pouso, quando há incremento da carga de trabalho na cabine do avião. Apontar raio laser para uma aeronave no espaço aéreo é um problema mundial. Nos Estados Unidos é crime previsto pela Constituição. Cientistas americanos realizaram pesquisas com pilotos profissionais, em simuladores com o uso de canetas a raios laser, e verificaram que o flash cegava temporariamente o piloto.

A ação de apontar uma caneta de raio laser verde para um avião pode ser enquadrada como crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, previsto no artigo 261 do Código Penal Brasileiro. A lei prevê de dois a cinco anos de cadeia, porém caso haja um acidente com mortes, o responsável pode ser condenado a até 12 anos. A caneta de laser verde, que tem um alcance de cerca de 300 metros, é vendida abertamente no mercado a qualquer pessoa.

Fonte: CENIPA

GRAER/PR transporta criança com insuficiência respiratória para Curitiba

Na manhã desta quarta-feira (dia 17 de outubro), a equipe do GRAER de serviço na aeronave Falcão 04 (EC130 B4, prefixo PR-BOP), foi acionada para uma remoção aeromédica de urgência, a partir do Município de Paranaguá, no litoral paranaense. O paciente a ser transportado, uma criança do sexo masculino de apenas um ano de idade, apresentava quadro de insuficiência respiratória e suspeita de estar sob influência do vírus N1H1.

Como a criança necessitava de transporte emergencial para um hospital de maior complexidade, o helicóptero do GRAER deslocou para Paranaguá, pousando no aeroporto daquela cidade por volta do meio dia, onde aguardou a chegada da ambulância que trazia o paciente.

O hospital escolhido para receber a criança foi o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC), localizado no centro de Curitiba. Como essa instituição não possui heliponto, decidiu-se que a aeronave pousaria no campo de futebol do Colégio Estadual do Paraná, que fica ao lado do HC.

Por volta das 12h37min a aeronave decolou do litoral em direção à Capital Paranaense e, além da equipe de serviço, esteve presente no deslocamento um médico do Hospital de Paranaguá, Dr. Denis, que fez o acompanhamento clínico da criança durante o voo.

Trinta e cinco minutos depois, a aeronave pousou no campo de futebol do Colégio Estadual, em uma área previamente isolada. Perto do local de pouso, já estava uma ambulância que aguardava para remover a criança ao Hospital de Clínicas. O sucesso da missão foi marcado, além da rapidez no translado do paciente, pelo profissionalismo da tripulação e qualidade operacional do helicóptero utilizado.

Fotos: Divulgação

Águias da Cidade – Não basta ser piloto – Episódio 2

A série ÁGUIAS DA CIDADE, reúne toda a ação que se passa na cabine dos helicópteros e centrais de atendimento, captando as alegrias e frustrações de seus protagonistas. Desde a chegada da chamada, passando pelo deslocamento da equipe, as manobras e pousos arriscados, até o socorro prestado para estabilizar a pessoa acidentada e levá-la aos hospitais de referência.

A série também mostra que, apesar do ritmo frenético do trabalho em questão, a urgência não deve comprometer a segurança da equipe de resgate – os pilotos são altamente treinados e, para fazer parte deste seleto grupo, os testes são rigorosos. A preparação dos oficiais que integram o Grupamento Aéreo também é foco nesse episódio.

Assista ao Segundo Capítulo de “Águias da Cidade”

Câmara aprova novas regras sobre investigação de acidentes aeronáuticos

O Plenário aprovou nesta terça-feira (16) projeto da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Crise Aérea que estabelece novas normas para a investigação de acidentes de aeronaves (PL 2453/07). O texto foi aprovado em votação simbólica e seguirá para análise do Senado.

O texto aprovado é o substitutivo da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, de autoria do deputado licenciado e atual ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

O substitutivo proíbe o uso de relatório final sobre acidente aéreo como prova em inquérito judicial ou administrativo que venha a ser aberto.

O objetivo da restrição é separar as investigações criminal e de segurança aérea. Segundo Aldo Rebelo, muitos depoentes, como pilotos e controladores de voo envolvidos, não declaram tudo o que sabem com medo de suas declarações serem usadas contra eles criminalmente.

O texto disciplina novas regras do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer), cujo órgão executivo é o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Convenção internacional

As novas normas para o Sipaer incorporam diretrizes assinadas pelo Brasil na Convenção sobre Aviação Civil Internacional (conhecida como Convenção de Chicago).

Até o momento, o Brasil não adaptou sua legislação às normas da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), como determina a convenção.

Produção de prova

Em obediência ao princípio do Direito de que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, o texto proíbe o uso, em inquéritos criminais ou administrativos, de três fontes de dados: gravações das conversas nas salas de controle de tráfego aéreo; das conversas na cabine de pilotagem; e dos dados dos sistemas de notificação voluntária de ocorrências.

Entretanto, resguardado o sigilo processual, o juiz poderá autorizar o uso de outros dados na investigação criminal, como as gravações das conversas entre os pilotos e o controle de tráfego aéreo, dos dados de voo e demais registros usados na investigação do Cenipa.

Ajuda à polícia

A pedido do juiz ou do delegado que conduz um determinado inquérito, o Cenipa poderá colocar seus especialistas à disposição da Justiça, mas eles não poderão ter participado da investigação sobre o acidente.

Essa colaboração também precisará cumprir certos requisitos, como falta de pessoal técnico capacitado na polícia e discriminação dos exames necessários.

Se um acidente ou incidente aeronáutico tiver sido claramente causado por um ato ilícito doloso (uma bomba, por exemplo), a autoridade do Sipaer poderá decidir por não fazer sua investigação caso ela não traga proveito algum para a prevenção de novos acidentes. Deverá também comunicar o fato à polícia.

Precedência

Segundo o texto aprovado, a investigação do Sipaer terá precedência sobre todas as outras. O texto assegura o acesso da comissão investigadora à aeronave acidentada, seus destroços, cargas, laudos, autópsias e outros documentos.

Para preservar as informações que precisam ser levantadas, a autoridade responsável pela investigação do Sipaer poderá interditar o avião e/ou seus destroços, permitindo sua remoção apenas se for necessário para salvar vidas, preservar a segurança das pessoas ou preservar evidências.

Depois de concluídas as investigações aeronáutica e policial, se houver, os interessados poderão se habilitar a ficar com os destroços (companhia aérea ou seguradora, por exemplo).

Para os acidentes com relatório final emitido até a data de publicação da futura lei, os interessados nos destroços terão 120 dias para se manifestar perante o Cenipa.

Aeronaves militares

A investigação de acidentes envolvendo aeronaves militares ficará a cargo do Comando Militar da respectiva Força (Exército, Marinha ou Aeronáutica), e o relatório final deverá ser aprovado pelo comandante. No caso de avião militar estrangeiro, a investigação será coordenada pelo Comando da Aeronáutica.

CPI da Crise Aérea

O texto aprovado nesta terça-feira teve origem em projeto apresentado pela CPI da Crise Aérea, que investigou dois acidentes, um deles envolvendo um avião da Gol e outro uma aeronave da TAM.

O avião da Gol caiu em 2006, matando 154 pessoas, depois de se chocar em pleno voo com um avião executivo conduzido por pilotos norte-americanos. Já o acidente com o avião da TAM, ocorrido em 2007, matou 199 pessoas depois de não conseguir parar em pouso no aeroporto de Congonhas (SP).

A CPI da Crise Aérea foi instalada em fevereiro de 2007, com requerimento dos deputados Vanderlei Macris (PSDB-SP) e Otávio Leite (PSDB-RJ) apoiado por 211 assinaturas. Em 2008, a CPI aprovou seu relatório final, de autoria do deputado Marco Maia (PT-RS), atual presidente da Câmara.

Prevenção

Marco Maia lembrou que a aprovação da proposta ocorre na mesma semana em que um acidente de pouso fez mais de 500 voos serem cancelados no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

Já o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), lembrou que o então deputado Julio Redecker (PSDB-RS) morreu em um dos acidentes analisados pela CPI da Crise Aérea. Chinaglia agradeceu às assessorias do Ministério da Defesa e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pelo auxílio na elaboração do texto.

Vanderlei Macris disse que a proposta é importante por dar ênfase à investigação preventiva, que deve ser aprofundada e independente de qualquer investigação policial para apurar danos ou culpados em um acidente aéreo. “Essa investigação tem caráter preventivo e a finalidade de que acidentes iguais não ocorram novamente”, disse.

Fonte: Agência Câmara de Notícias.

Foto: Leonardo Soares/UOL.

Seminário sobre VANTs será realizado em São Paulo com transmissão online

O MundoGEO, líder na realização de eventos e publicação de revistas e portais para o setor de geotecnologia na América Latina, irá promover no dia 25 de outubro o seminário VANTs Presencial e Online sobre veículos aéreos não tripulados, no Bourbon Convention Ibirapuera, em São Paulo.

Voltado para o setor de mapeamento, o encontro reunirá participantes para conhecerem e discutirem temas relacionados à regulamentação e oportunidades neste mercado, além das características e aplicações dos diversos tipos de VANTs com sensores para produção de mapas, nas áreas de meio ambiente, florestal, agricultura, infraestrutura, gestão territorial, entre outras.

As palestras, que serão ministradas por especialistas em VANTs, representando a academia, governo e empresas privadas, estão dividas nos seguintes temas: Classificação de conceitos de VANTs e seus sensores; VANTs de grande porte; VANTs de médio porte; Regulamentação de VANTs no Brasil; e VANTs de pequeno porte.

Há duas formas de inscrição, presencial e online, pois todo o evento será transmitido pela internet com possibilidade de interações em ambos os casos. Para acompanhar o seminário online, a inscrição deve ser feita até um dia antes do evento. Para os participantes presenciais, a inscrição poderá ser feita previamente e também no dia.

“O setor de VANTs, no Brasil está em plena expansão, mas os profissionais ainda têm muitas dúvidas sobre todas as possibilidades desses equipamentos e também quanto à regulamentação”, comenta Eduardo Freitas, editor do MundoGEO. “Certamente, este seminário – presencial e online – será um marco para a o mercado brasileiro de VANTs”, conclui.

Além das palestras, quem fizer a inscrição presencial poderá conferir uma exposição de VANTs com novidades e os melhores equipamentos do setor, que acontecerá nos intervalos da manhã e da tarde do evento. Para mais informações, visite o site.

Serviço

Data: 25 de outubro, das 9h às 17h
Local: Bourbon Convention Ibirapuera – Av. Ibirapuera, 2927 Moema – São Paulo (SP)
Contatos: seminario@mundogeo.com / (41) 3338 7789 / (11) 4063 8848
Inscrições: http://mundogeo.com/seminarios/vants/inscricao.html

Programação

9h às 9h40 – Classificação e conceitos dos VANTs e seus sensores

– Onofre Trindade Junior, Pesquisador da USP.

9h40 às 10h40 – VANTs de grande porte

– Adriano Kancelkis, Diretor da AGX.
– Érica Ferraz*, Engenheira de Aplicações da EGS
– Renato Tovar*, Diretor da Avibras

11h às 12h – VANTs de médio porte

– Gabriel Santiago de Melo, Diretor Comercial da Somenge
– Marcos Guandalini, Diretor Comercial da Alezi Teodolini
– Giovani Amianti*, Diretor da XMobots

14h às 14h40- Regulamentação de VANTs no Brasil

– Ailton José de Oliveira Júnior*, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)

14h40 as 15h40 – VANTs de pequeno porte

– Luiz Dalbelo, Gerente de Vendas da Santiago & Cintra
– Ulf Bogdawa, Diretor da Skydrones
– Pedro Donizete Parzzanini, Gerente Comercial da CPE Tecnologia

16h às 17h – Debate sobre os desafios técnicos, legais e oportunidades deste mercado

– Lucio Figueiredo Matias, da Eyesky/Novaterra
– Onofre Trindade Junior, Pesquisador da USP
– Ailton José de Oliveira Júnior*, da Anac

*a confirmar

Helicentro em Osasco vai desafogar demanda de aeronaves na Grande São Paulo

Para atender a demanda crescente de helicópteros em São Paulo, um novo espaço privado para essas aeronaves, o HBR (Helicentro Brasil), está em construção na cidade de Osasco. A estrutura está sendo erguida próximo ao km 17 da rodovia Anhanguera e deve desafogar os aeroportos e helipontos regulares da capital paulista, principalmente o Campo de Marte, na zona norte da cidade. A previsão de conclusão das obras é maio de 2013, segundo César Parizotto, proprietário do HBR e da Helibase, empresa responsável pelo projeto.

De acordo com a Abraphe (Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero), atualmente, a capital paulista tem uma frota de aproximadamente 420 helicópteros. São 193 helipontos regularizados realizando cerca de 500 operações por dia, entre pousos e decolagens. Cerca de 1.200 pilotos são regularizados.

Na Grande São Paulo, são três heliportos em operação: o Helicentro, no bairro do Morumbi (capital); a Helicidade, no bairro do Jaguaré (capital); e o Heliparque, em Carapicuíba (Grande SP).

De acordo com Parizotto, como a oferta de heliportos na região é pequena para a atual frota de helicópteros, mesmo antes de a estrutura de Osasco estar pronta, muitas empresas já se mostraram interessadas em ter um ponto fixo no local.

— Nós não fizemos a abertura de reserva de espaço. Isso vai ser feito somente no ano que vem, previamente depois da inauguração. Temos muitos interessados, mas ainda não abrimos um contato para o processo formal de contratação.

Vagas de R$ 4.000 a R$ 20 mil

O HBR vai funcionar 24 horas e vai oferecer serviço de estacionamento em hangar, limpeza, segurança de helicóptero, movimentação e apoio para embarque e desembarque de passageiros. Segundo Parizotto, o valor mensal de aluguel vai variar entre R$ 4.000 e R$ 20 mil.

— O valor depende, varia do tipo de aeronave. As aeronaves são de tamanhos diferentes, ocupam espaços diferentes. Então, cada modelo de aeronave tem seu preço. Os serviços sempre vão estar inclusos, mas a prestação de serviço é diferente, de acordo com o tamanho da aeronave.

Com capacidade para 200 aeronaves, sendo 150 estacionadas e 50 em manutenção, a previsão é de que o helicentro HBR faça até 150 operações diárias de pousos e decolagens. A construção do local custou R$ 75 milhões.

— [O HBR] vai desafogar os aeroportos do Campo de Marte, deixando a pista para as aeronaves de asa fixa [aviões]. É uma opção para os proprietários e empresas de helicóptero que têm, hoje, as aeronaves nos aeroportos regulares.

Polêmica

A construção do HBR vem sendo objeto de um debate acirrado nos últimos meses. Tudo gira em torno do destino que será dado ao complexo. Moradores de bairros vizinhos ao empreendimento temem que a ida e vinda de helicópteros que o mesmo trará poluição sonora e ambiental à região. A alegação é que a construção de um heliporto na área não foi autorizada pelo poder público, em especial um do tamanho do que está sendo erguido em Osasco.

Parizotto defende sua posição: “Não estamos fazendo um heliporto, estamos fazendo um helicentro — um complexo para guarda e manutenção de helicópteros”, enfatiza ele. “Heliportos cobram pelo embarque e desembarque de passageiros, bem como pelo pouso e decolagem das aeronaves. Nós não vamos fazer nem uma coisa, nem outra.” O executivo ressalta que o HBR ocupará uma zona industrial, com poucas habitações em seu entorno próximo. O empresário afirma ainda que o HBR estará, quando pronto, totalmente de acordo com os parâmetros autorizados pelo poder público.

Fonte:R7 e Aviation News.

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