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Edital para concurso e seleção de piloto policial e tripulante operacional da Polícia Civil de Rondônia

A Polícia Civil de Rondônia publicou o edital para o concurso interno para seleção de piloto policial e tripulante operacional. O edital causou polêmica pelo fato de apenas aceitar dois cargos para a inscrição: Delegado de Polícia para a função de piloto policial e Agente de Polícia para a função de tripulante operacional.

O Concurso será composto de duas fases distintas, a primeira fase, de caráter eliminatório e classificatório, será dividida em duas etapas:

a) 1ª Etapa – Prova de Capacidade Física, de caráter eliminatório e classificatório, e
b) 2ª Etapa – Exame Psicotécnico, de caráter eliminatório.

A segunda fase, de caráter eliminatório, consistirá do Curso de Formação Profissional (CFP), com apuração de frequência, aproveitamento e conceito.

O curso para formação de Piloto será realizado por Escola de Aviação contratada pelo Estado dentro das normas Administrativas e o curso para formação de Tripulante Operacional será realizado por convite de outras unidades Federativas para tal especialização.

Os candidatos APROVADOS na Primeira Fase serão submetidos à Prova de Investigação Social, que poderá se estender até a homologação final do Concurso Interno. Os candidatos APROVADOS na Segunda Fase (CFP) estarão aptos para preencher o efetivo da Polícia Civil junto ao Núcleo de Aviação de Segurança Pública da Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania do Estado de Rondônia.

As inscrição vão do dia 05/10 até 05/11, lembrando que o concurso é destinado para cadastro de reserva, não havendo portanto ocupação imediata.


Veja o edital: Edital para concurso interno para piloto policial e tripulante operacional da Polícia Civil de Rondônia.

Ficha de inscrição: Polícia Civil de Rondônia


Após 6 meses, VANT da PF inicia operação

A Polícia Federal colocou em operação na segunda-feira o primeiro Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado), avião espião que será utilizado para combate ao tráfico de drogas e armas e contrabando.

Em cinco dias de voos, rastreou mais de 1.000 km na região da tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai). As primeiras operações registraram três rotas que a PF acredita serem utilizadas por traficantes e contrabandistas.

Promessa da presidente Dilma Rousseff, o Vant chegou de Israel em março. Desde então, teve problemas burocráticos e fez voos de teste. Ficou parado mais de um mês perto de Foz do Iguaçu (PR) por falta de gasolina. O pregão que definiria o fornecedor foi cancelado por falta de candidatos, como a Folha revelou em abril deste ano.

VÍDEOS

A reportagem da Folha teve acesso aos vídeos e fotos produzidos com câmeras acopladas ao avião. Quando o Vant voa a 5.000 metros de altitude, elas conseguem captar com precisão movimentos que estão em um raio de até 40 km.

Um vídeo mostra embarcações com cigarros contrabandeados navegando pelo lago de Itaipu. Um dos barcos é atracado perto de uma região de floresta. A carga passa para carros e carretas e segue para ser revendida no Brasil.

Em outro, duas lanchas suspeitas de levarem drogas e contrabando se separam e fogem em rotas diferentes. As imagens são transmitidas a uma sala de controle e permitem a policiais coordenarem operações para prender criminosos ou segui-los.

Não houve prisões. A ideia é reunir informações que permitam rastrear o caminho dos criminosos, evitando prender apenas os intermediários. O Vant pode voar 37 horas ininterruptas. Uma vantagem é que, acima de 2.500 m de altitude, ele não é perceptível.

OPERAÇÕES CONJUNTAS

A PF fechou acordos com Receita Federal e Ibama para operações contra contrabando e desmatamento usando imagens feitas pelo avião. Além do Vant em uso, a PF comprou outro, que deve chegar no próximo mês. Os dois integram projeto de R$ 650 milhões. Até 2015, a PF quer ter 14 deles em operação. O Vant é utilizado por países como Alemanha, Canadá e Inglaterra. A Índia tem 50 iguais aos adquiridos pela PF.


Fonte: Folha.com

Vídeo: TV Folha.


Alunos da oficina de Educação no Trânsito conhecem helicóptero Águia da Polícia Militar

Presidente Prudente – Na proposta de apresentar os diferentes tipos de transportes para as crianças que integram a oficina de Educação no Trânsito do programa Cidadescola, a Secretaria Municipal de Assuntos Viários e Cooperação em Segurança Pública (Semav), levou cerca de 30 alunos da Escola Municipal Antonio Moreira Lima para conhecerem o helicóptero Águia, da Polícia Militar, e o trabalho realizado pela Radiopatrulha Aérea em Presidente Prudente. A atividade ocorreu na tarde desta sexta-feira (30/09), no hangar da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste).

Segundo o secretário municipal da Semav, Luiz Abel Gomes Brondi, o programa trabalha os conhecimentos em relação às modalidades de transportes, entre eles o aéreo, ferroviário, aquático e viário. Ele lembrou, que os alunos da Antonio Moreira Lima já conheceram o a estação ferroviária, agora estão conhecendo o aéreo. E para o mês de novembro está previsto um passeio em Presidente Epitácio para apresentar o transporte marítimo. “A administração municipal está investindo na educação no trânsito de crianças e adolescentes, principalmente nesta faixa etária, onde podemos contribuir na formação do caráter”, comentou.

Em relação ao passeio no hangar, o secretário pontua que quase todas as crianças estão conhecendo um helicóptero pela primeira vez. “É importante também que os alunos conheçam todos os meios utilizados pela Polícia Militar”, apontou. De acordo com a professora da oficina, Nilza de Almeida Bino, o assunto já é abordado em sala de aula, a atividade externa é para mostrar na prática o trabalho da Radiopatrulha Aérea. Na ocasião, os dispositivos do helicóptero foram apresentados pelo 1º sargento Levi Leiva Pereira, e pelo atual comandante da aeronave, o 1º tenente Alexandre da Silva Costa.

O cabo PM Valdemir Mendes de Souza, mostrou aos alunos os equipamentos operacionais que podem ser utilizados pelo Águia nas diferentes situações, como o Bambi Bercket, equipamento que tem capacidade para armazenar 545 litros de água para apagar incêndios, e o cesto utilizado para resgate de pessoas em locais de risco.

Para a aluna Ana Paula Moreira de Oliveira, 8 anos, o passeio foi especial. “Nunca tinha visto um helicóptero de perto. Foi muito legal”, disse. A aluna Maria Eduarda da Silva Teixeira Sabino, 8 anos, revela que ficou emocionada. “Eu sempre tive vontade de entrar num helicóptero, e hoje tive a oportunidade. Além disso, aprendi o trabalho que a Radiopatrulha realiza para salvar vidas. Nunca vou esquecer desse passeio”, afirmou.


Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação

Fotos: Olímpio Moura/Secom.


Sikorsky entrega um S-70i BlackHawk para Polícia de Jalisco/México

A Sikorsky Aircraft Corp entregou no dia 29 de setembro um helicóptero S-70i Black Hawk para Jalisco, o primeiro estado mexicano a adquirir a mais nova variante de helicópteros utilitários mais empregado no uso militar do mundo. A Polícia do Estado de Jalisco irá destacar a aeronave para a segurança pública, com a operação da aeronave durante o ínicio do XVI Jogos Pan-americanos previsto para outubro.

“Uma aeronave da qualidade e valor é um grande investimento para um Estado”, disse Luis Carlos Nájera Guittierrez de Velasco, Secretario de Segurança Pública de Jalisco. “A funcionalidade e o desempenho deste helicóptero S-70i significa que Jalisco agora tem uma ferramenta nova e valiosa para apoiar o nosso policiamento na região.”

Projetado especificamente para o mercado internacional, os helicópteros S-70i HAWK são fabricados na fábrica de produção da Sikorsky em Mielec, Polônia. A entrega para Jalisco marca a quarta exportação bem sucedida de uma aeronave S-70i da PZL Mielec nos últimos 60 dias.

O helicóptero S-70i chegou em Guadalajara no dia 18 de setembro a bordo de um avião de carga IL76 da Polônia, menos de quatro meses depois que o estado fez o pedido com a Sikorsky no final de maio de 2011.

“Estamos muito satisfeitos de podermos entregar esta variante S-70i em tempo para os Jogos Pan-americanos”, disse Robert Mastronardi, gerente sênior de programa S-70i dos Sistemas Militares da Sikorsky. “Nossa capacidade de produzir e exportar diretamente as aeronaves BLACK HAWK para clientes internacionais é uma excelente maneira que os governos nacionais e estaduais em todo o mundo rapidamente possam adquirir um helicóptero conhecido pela sua confiabilidade, alta performance e versatilidade de multifunção.”

O Capitão Rogelio Gonzalez Barrera, Piloto Chefe do Estado de Jalisco, chegou à unidade da Sikorsky PZL Mielec na Polônia no dia 12 de setembro. Depois da turnê pela fabricação e operações de voo da PZL, o capitão Barrera começou imediatamente os procedimentos de aceitação no solo e de voo.

“Fiquei muito satisfeito com a qualidade das aeronaves, as instalações e as pessoas que tornaram este produto uma realidade para o Estado de Jalisco”, disse o capitão Barrera. “Eu gostaria de agradecer a todas aquelas pessoas no México, Estados Unidos e na Polônia que apoiaram a compra e entrega deste helicóptero. Estou muito animado para começar a operações de voo com o Estado de Jalisco.”

O Capitão Barrera começou agora a etapa de treinamento no solo e em voo na PZL Mielec e vai começar a voar na aeronave entregue no início de outubro.

O helicóptero S-70i representa a 20ª aeronave Black Hawk entregue no México. A Força Aérea Mexicana, a Marinha do México e a Polícia Federal operam um total de 19 aeronaves UH-60L e UH-60M Black Hawks adquiridas desde meados de 1990. A Sikorsky espera entregar mais três aeronaves UH-60M Black Hawk para a Polícia Federal no início de 2012.


Fonte: Sikorsky, via Cavok.


II Curso de Operações Aéreas-COA realiza treinamento no GTA do Maranhão

Nos dias 26 e 27/09 o II Curso de Operações Aéreas do GRAer de Goiás realizou treinamento no Grupo de Tático Aéreo – GTA, em São Luís do Maranhão.

Na oportunidade os alunos conheceram as dependências do Grupo e assistiram a uma palestra sobre suas atividades, que vão desde a remoção e atendimento pré-hospitalar até o combate ao crime organizado, principalmente a quadrilhas de roubo a banco, modalidade em que o GTA tornou-se respeitado não só no Maranhão, mas em todo país.

Os integrantes do COA realizaram ainda um estágio de sobrevivência em região de mangue, além da prática do tiro embarcado.

Nesta modalidade fora realizado exercícios de interceptação de veículos, localização de infratores homiziados em vegetação, treinamento de embarque e desembarque na aeronave em vôo pairado, sendo realizado mais de 40 disparos por aluno.

Confira as fotos:


Fonte: GRAER


Um dia de serviço com as aeronaves da PRF no Paraná

O uso das aeronaves da Polícia Rodoviária Federal está auxiliando no combate ao crime e prestando socorro a feridos no Paraná. Na segunda-feira (03), uma equipe da Divisão de Operações Aéreas socorreu três vítimas de acidentes de trânsito na Região Metropolitana de Curitiba enquanto outra equipe da DOA apoiava Operações na região oeste do estado.

Pela manhã, a aeronave Bell 407, onde atua a equipe de socorro médico, prestou atendimento a uma vítima que havia sido atropelada por um caminhão em Colombo e ficou em estado grave. Menos de uma hora depois, resgatou um senhor que foi vítima de um tombamento de caminhão em São José dos Pinhais. Estas duas vítimas foram encaminhadas ao hospital Angelina Caron.

À tarde, um rapaz que sofreu um acidente de moto em Colombo foi transportado pela aeronave até o hospital do Rocio, em Campo Largo. Seu estado era grave, ele já havia recebido atendimento do SAMU e foi levado pela ambulância até o hangar, para ser transportado ao hospital.

O apoio no combate ao crime ficou por conta da equipe da aeronave Colibri, que durante um patrulhamento da BR 277 pela manhã, em Cascavel, recuperou um Golf com queixa de roubo/furto que estava abandonado na rodovia.

Durante a tarde, a equipe do Colibri fez um patrulhamento ao longo da BR 277, localizou um comboio com três carros em situação suspeita e com o apoio de equipes da PRF em terra, abordaram um Fiat Uno com grande quantidade de cigarros contrabandeados.

Cerca de duas horas depois, durante um patrulhamento pelas margens do rio Paraná, na fronteira com o Paraguai, os policiais da DOA avistaram vários veículos sendo carregados com mercadorias do país vizinho, nas margens do rio. A equipe do posto da PRF foi acionada, mas os veículos conseguiram dispersar.


Fonte: Núcleo de Comunicação Social – Paraná, via AviaçãoPRF


GRPAe realiza Estágio de Familiarização do AS350

Dando continuidade ao processo de qualificação dos auxiliares de mecânicos de manutenção aeronáutica, foi realizado na semana de 19 a 23 de setembro de 2011, na sede do GRPAe em São Paulo, um Estágio de Familiarização da Aeronave AS350-Esquilo a todos os auxiliares de mecânicos que concluíram o CEMAFA em 2010.

O curso teve a duração de 01 (uma) semana, tendo como instrutores o Sgt PM Eguti, Sgt PM Gabriel e Sgt PM Sanches, responsável técnico da oficina do GRPAe.

A Sd PM Sungaila foi a primeira colocada do Estágio, demonstrando a força da mulher numa área onde se tem a predominância masculina. Ela foi homenageada pelo Maj PM Samuel, Chefe da Divisão de Manutenção do GRPAe e pelo Ten Cel PM Falconi, atualmente, o Comandante de Aeronave mais antigo e experiente do GRPAe.

FORMANDOS:

– 2º. Sgt PM Boiago, BRPAe CAM;
– 2º. Sgt PM Renato Mendes, BRPAe SOR;
– 2º.Sgt PM Coelho GRPAe/SP;
– 2º Sgt PM Madeira GRPAe/SP;
– Cb PM Vinicius, BRPAe PIR;
– Sd PM Guilherme, BRPAe PPD;
– Sd PM Piereti, BRPAe PPD;
– Sd PM Cabral, BRPAe PGD;
– Sd PM Leandro; BRPAe SRP;
– Sd PM Hudson; BRPAe SRP;
– Sd PM Vacari, BRPAe SRP;
– Sd PM Renato, BRPAe RPT;
– Sd PM Mohamed, GRPAe/SP, e
– Sd PM Sungaila, GRPAe/SP.

 

Diretor da Aduana americana visita Receita Federal do Brasil

O comissário da US Customs and Border Protection, autoridade máxima da administração aduaneira americana, Alan Bersin, realizou no último domingo (25/9) um voo de vigilância na região de Foz do Iguaçu, a bordo do helicóptero da Divisão de Operações Aéreas – Dioar, da Receita Federal.

Em visita ao país, Bersin e comitiva foram recebidos em Brasília nesta quinta-feira (22/9) pelo secretário da RFB, Carlos Alberto Barreto, e pelo subsecretário de Aduana e Relações Internacionais – Suari, Ernani Checcuci, com os quais debateu o incremento do intercâmbio entre os dois órgãos.

O voo em Foz incluiu o monitoramento da barranca do Rio Paraná, do lago de Itaipu e da área rural do Parque Nacional do Iguaçu utilizada pelos contrabandistas para evitar os postos de fiscalização na BR-277. Apesar de não ter ocorrido identificação de atividades ilegais, o voo serviu para demonstrar e explicar aos representantes da Aduana dos Estados Unidos as modalidades de emprego de aeronaves pela Receita Federal do Brasil, bem como os desafios relacionados à geografia da região de fronteira.

Ao terminar o voo, Bersin agradeceu a oportunidade e ressaltou a importância do emprego de meios aéreos nas operações de fronteira, citando a existência de mais de 130 helicópteros e 160 aviões a serviço da aduana americana.

Ele elogiou ainda a opção da RFB de iniciar a implantação do serviço aéreo com aeronaves de vigilância, reconhecimento e monitoramento, e afirmou que o próximo passo é a evolução para operações de interdição, citando que no CBP os próprios pilotos atuam armados e têm condições de conduzir as ações de interdição, se necessário.

Bersin e sua comitiva chegaram ao Foz do Iguaçu no sábado (24/9). A recepção ao grupo foi feita na Aduana da Ponte Internacional da Amizade (fronteira Brasil-Paraguai) pelo delegado, Rafael Dolzan, pelo chefe da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho, Sérgio Antônio Lorente, e pelo chefe da aduana/RFB na Ponte, Márcio Luiz Zamian.

Durante a visita foram apresentadas as atividades que são desenvolvidas na aduana brasileira, por meio de slides e fotos, relativas às ações de repressão e os resultados obtidos nos últimos anos pela RFB, naquela região fronteiriça. A comitiva mostrou-se impressionada com o movimento aduaneiro (30 mil veículos e 60 mil pessoas por dia, em média), comparando nossa fronteira com a fronteira entre os Estados Unidos e o México.

Ao final Bersin, em nome da comitiva americana, elogiou a estratégia utilizada e as ações realizadas pela RFB, ressaltando que a aduana moderna deve se preocupar com três aspectos principais: repressão forte, inovação constante dos procedimentos e análise de risco (informações).

Alan Bersin é diretor da US Customs and Border Protection (Aduana e Proteção às Fronteiras dos EUA) desde 2007. Supervisiona 57 mil funcionários e administra um orçamento operacional de mais de US$ 11 bilhões.


Fonte: Receita Federal do Brasil.


Incêndio em Itupeva mobiliza helicópteros Águia de Campinas e Sorocaba

Operação de combate a incêndio com bambi-bucket

O Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e funcionários da Diretoria de Viação e Serviços Públicos, da Prefeitura de Itupeva, montaram uma força tarefa para combater o incêndio, que destruía a mata nativa, na Serra da fazenda Inhandjara.

Cerca de trinta homens, com auxílio de caminhões pipas, adentraram a mata para combater os focos de incêndio que, segundo a Defesa Civil de Itupeva/SP, já destruíram cerca de 30% da vegetação da serra.

A equipe do Jornal Itupeva acompanhou, de perto, o trabalho dos bombeiros e funcionários da Prefeitura Municipal, que estavam sob comando do sargento Coutinho e do chefe da Defesa Civil, Marco Randa.

As chamas começaram há oito dias, quando os trabalhos de combate ao fogo foram iniciados. O helicóptero Águia sobrevoou e jogou milhares de litros de água na mata, principalmente nos locais de difícil acesso, onde os bombeiros não tiveram acesso.

Os trabalhos só foram interrompidos ao anoitecer, porém, terá continuidade ao amanhecer. Os helicópteros da BRPAe de Campinas e Sorocaba estão apoiando o combate ao incêndio.

O sargento Coutinho disse que “a dificuldade no combate ao fogo é grande, devido o local ser de difícil acesso e as mangueiras não alcançarem os principais focos, devido à grandiosidade da mata”.

Coutinho também afirmou que “o fogo se alastra por debaixo das folhas e galhos secos. Um terreno fofo que, diante a alta temperatura, facilita a expansão das chamas”. Ele também afirmou que boa parte do foco já foi controlada e que a fumaça, que as pessoas enxergam a longa distância, não se trata de chamas, mas, sim, de raízes e grandes troncos úmidos que geram a nuvem de fumaça.

Quanto às labaredas, ele disse que isso ocorre devido ao vento, que acende a madeira já queimada, causando novas chamas. “Este fato faz com que o fogo se alastre, porém, devido ser em local de difícil acesso, fica muito difícil combatê-la, uma vez que a vida humana também tem que ser preservada”.

Confira as fotos:

Fonte: Jornal de Itupeva / Fotos: Gilson Kameoka

CIOPAer/AC forma mais um comandante acreano

A aviação acreana viveu um momento histórico na manhã dessa segunda-feira, 3. O Centro Integrado de Operações Aéreas do Acre (Ciopaer/AC) realizou a segunda formatura de um comandante acreano apto a pilotar o helicóptero João Donato. A solenidade aconteceu no auditório da Secretaria de Estado de Segurança Pública e contou com a presença de diversas autoridades, além de toda a tripulação e membros da Força Nacional de Segurança Pública.

Com mais de 40 salvamentos e 120 operações especiais, o helicóptero João Donato se tornou um marco na segurança pública do Acre. Com uma equipe de 21 homens, todos treinados pela Força Nacional de Segurança Pública, a tripulação agora conta com três comandantes, quatro pilotos formados e três em formação, além de dois mecânicos que estão sendo treinados para compor a equipe.

O secretário adjunto de Segurança Pública, Ermício Sena, lembrou que o governador Tião Viana tem muito cuidado com o setor de operações especiais. “Há a perspectiva de um futuro muito bom para a corporação”, acrescentou. O Conselho de Voo então deu o título de proficiência ao major Albuquerque, já um dos pilotos da corporação.

Durante a solenidade, o major Outo, presidente do Conselho de Voo e integrante da Força Nacional, lembrou a trajetória de comando da equipe de operações aéreas. “Quando viemos para o Acre, achamos que só iriamos ensinar, mas aprendemos bastante também. Valeu a pena vir trabalhar aqui”, disse. Foi o major Outo quem afirmou que o major Albuquerque estava com todas as condições para ser comandante da aeronave tipo AS350.

O major Albuquerque tem sua carreira através do Corpo de Bombeiros. Seu currículo militar inclui graduação e pós-graduação na área, além de inúmeros cursos técnicos militares. Emocionado, ele conta: “Foi um processo longo, antes mesmo da compra do helicóptero, desde 2002. Foram vários treinamentos e capacitações para chegarmos a esse dia”.

Para o comandante da Polícia Militar, coronel Anastácio, o trabalho da equipe de operações aéreas teve um impacto muito grande em todo o Estado. “Vocês contribuíram não só com as Forças Armadas do Acre, mas com toda a população acreana, e isso pode ser facilmente notado através dos números de operações e salvamentos”, reforçou o comandante.

O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Pires, também falou do importante trabalho desempenhado pela equipe, relembrou o caminho de competência do major Albuquerque e reforçou a importância do trabalho de salvar vidas desempenhado por todos esses homens.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

II Curso de Operações Aéreas-COA realiza treinamento no Pará

Nos dias 24 e 25 de setembro, os alunos do II Curso de Operações Aéreas-COA do GRAer de Goiás participaram de treinamento no “Centro Coronel Morais” no município de Terra Alta no Pará.

O referido Centro, referência nacional em treinamento de Atendimento Pré-hospitalar, foi construído pelo médico Dr. José Guataçara Gabriel, diretor do SAMU daquele Estado.

Na ocasião, foram realizados exercícios de sobrevivência na selva Amazônica, simulação de resgate em edificações com utilização da maca de ribanceira, operações helitransportadas com utilização do rapel e “mac guire”, salvamento aquático e tiro policial tático.

Para a realização do Treinamento Helitransportado, os policiais contaram com o apoio da Coordenadoria de Operações Aéreas-COA-PA, a qual cedeu aeronave e tripulação para realização dos exercícios.

O comandante de Operações dos Bombeiros, Coronel BM Mário Morais Filho e sua equipe ministraram o treinamento de salvamento aquático e acompanharam toda a instrução, garantindo a segurança durante os treinamentos.

O Comando do GRAER de Goiás agradece os Comandos da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Grupamento Aéreo do Pará e ao Dr. Guataçara pela grande contribuição na formação dos futuros tripulantes do II COA.

Confiras as fotos:


Fonte: Polícia Militar de Goiás


EDRA adquire simulador para treinamento IFR

Um simulador de voo de helicóptero Schweizer fabricado nos Estados Unidos chegou à Edra Aeronáutica em Ipeúna nas últimas semanas para ajudar no programa de treinamento de IFR – Voo por Instrumento e estará totalmente liberado para instrução dentro de alguns dias.

O simulador de voo é uma réplica em tamanho real, contendo instrumentos, equipamentos, painéis e controles de uma cabine de helicóptero de tamanho natural. Fornece todos os instrumentos de controle e navegação básicos da aviação, o planeta Terra inteiro de forma virtual, todas as características da aeronave, inclusive suas reações e conta com recursos audiovisuais. Além disso, é avaliado, qualificado e aprovado pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), órgão regulador da Aviação Civil no País.

A Edra Aeronáutica, indústria de fabricação e vendas de aeronaves e escola de pilotagem, homologou o simulador, atestando ser uma importante ferramenta para quem faz ou pretende fazer curso de pilotos. Para usar o equipamento o aluno deve ter licença de PPH (Piloto Privado de Helicóptero).

Segundo o aluno Rodrigo Romanatto de Castro, “o curso é para que o piloto se especialize em voar com condições não favoráveis, com visibilidade restrita e a função do simulador é colocar em prática esse tipo de voo, sem riscos reais, podendo pegar experiência e assim passar para o helicóptero.”.

O preço estimado da hora de voo no simulador é de R$340.


Fonte: SouRepórter.com.br / Texto: Paula Amaral


Novo helicóptero AW119 – Koala inicia operações na Polícia Civil/GO

A Polícia Civil já pode colocar imediatamente em operação seu novo helicóptero modelo AW119 – Koala. A aeronave foi entregue oficialmente à instituição na manhã do dia 29/09 pelo Governador Marconi Perillo, juntamente com o Secretário da Segurança Pública e Justiça, João Furtado, durante solenidade na Praça Cívica.

O Koala da Polícia Civil, adquirido junto à uma empresa dos Estados Unidos, custou R$ 7 milhões e 250 mil, e chega, segundo o Delegado Geral da Polícia Civil, Edemundo Dias, como um grande reforço para a instituição. “Uma aeronave desse porte é fundamental para o sucesso nas investigações da Polícia Civil e seu emprego nas operações da instituição será bem definido e responsável, tanto que já normatizamos seu uso”, assinalou Edemundo Dias.

O Koala da Polícia Civil tem capacidade para transportar seis pessoas, além de dois pilotos. É o modelo de helicóptero monoturbina mais moderno que existe no mercado mundial nos dias atuais. Com autonomia de voo de 3 horas e 20 minutos, velocidade de cruzeiro de 200 km/h e alcance de 700 quilômetros com um tanque de combustível, o Koala será utilizado, segundo Edemundo Dias, em todas as atividades da Polícia Civil onde a presença da aeronave for indispensável.

“O Koala terá um papel multimissão na Polícia Civil, servindo ao mesmo tempo nas operações policiais, auxiliando, por exemplo, na prisão de quadrilhas e nas investigações, e também no combate a incêndios e resgate de pessoas, já que está equipado para desempenhar essas missões de proteção ao meio ambiente e na preservação de vidas”, observou Edemundo Dias.

Na mesma solenidade, o Governador entregou dois outros helicópteros do mesmo modelo, sendo um para o Corpo de Bombeiros e outro para a Polícia Militar.

O Koala adquirido pela Polícia Civil tem pintura personalizada, realçando as cores preta e prata e as inscrições “Polícia Civil” na calda e barriga, além de chamar a atenção para o número 197, o disque denúncia, disponibilizado à sociedade para fazer denúncias de crimes e de paradeiro de criminosos procurados pela justiça.

A Polícia Civil conta com três Delegados de Polícia habilitados como pilotos comerciais de helicópteros. São eles: Oswalmir Carrasco Melati, Bruno Rosa e André Ganga. Os recursos tiveram origem na Secretaria Nacional da Segurança Pública (Senasp), através de convênio firmado com a SSP de Goiás.

O Delegado de Polícia Oswalmir Carrasco Melati Junior, Chefe do Grupo Aeroepolicial da Polícia Civil, acompanhou de perto a rigorosa conferência dos parâmetros do projeto de construção da aeronave na empresa norte-americana Agusa, localizada na Filadélfia, nos Estados Unidos, responsável pela sua montagem. “Foram necessários vários testes de conferência do funcionamento de todos os sistemas da aeronave. Foi um trabalho exaustivo, feito de forma bastante rigorosa pela empresa”, assinalou Carrasco, lembrando que o Koala leva seis pessoas, além de dois pilotos.


Portaria regulamenta o uso da Aeronave da Polícia Civil:

Portaria nº 883 / 2011

Disciplina, no âmbito da Polícia Civil do estado de Goiás, o acionamento de aeronaves e dá outras providências.

O DELEGADO-GERAL DA POLÍCIA CIVIL, no uso de suas atribuições, tendo em vista a conveniência dos serviços afetos à Polícia Civil e com fulcro no art. 19, inciso X, da Lei Estadual nº 16.901, de 26 de janeiro de 2010, a Lei Orgânica da Polícia Civil de Goiás,

RESOLVE:

Art. 1º Compete ao Coordenador da Unidade Aeropolicial da Polícia Civil do Estado de Goiás a elaboração e propositura de normas operacionais que visem à padronização dos procedimentos técnicos a cargo das tripulações em operação, com constante observância aos preceitos de segurança de voo e adequação à legislação aeronáutica nacional.

Parágrafo único: No emprego operacional das aeronaves, observa-se-ão os princípios de segurança de voo, disciplina operacional da tripulação e legislação aeronáutica vigente, devendo os tripulantes absterem-se da realização de atos ou atividades que resultem em inaceitável risco operacional.

Art. 2º As aeronaves poderão ser empregadas em:
I – investigação policial;
II – transporte de equipes policiais;
III – transporte de dignitários;
IV – perícias policiais ou judiciais;
V – cumprimento de mandados de busca e apreensão e/ou prisão;
VI – segurança e acompanhamento de operações policiais de barreira ou abordagens inopinadas;
VII – fiscalização ambiental e outras de interesse estadual ou federal, desde que requisitada por autoridades competentes.

Art. 3º A Unidade de Apoio Aeropolicial manterá as aeronaves em condições de acionamento e empregabilidade imediatos, em regime de escalas de tripulações, com vistas ao pronto emprego e agilidade almejados dos serviços aéreos.

Art. 4º As aeronaves serão acionadas prioritariamente pelo Delegado-Geral, Delegado-Geral Adjunto, Superintendente da Polícia Judiciária ou suas assessorias mediante ordem direta ou transmitida, ou, ainda pela Supervisão de Plantão ou Coordenador da Unidade Aeropolicial mediante ordem direta.

Art. 5º Os acionamentos oriundos de outras instituições e órgãos de Estado deverão ser repassados à avaliação do Gabinete do Delegado-geral, mediante requerimento arrazoado e ao Coordenador da Unidade de Apoio Aeropolicial respectivamente, antes do atendimento.

Art. 6º As aeronaves poderão ser acionadas, em caso de emergência ou justificável interesse institucional, por qualquer unidade da Polícia Civil do Estado de Goiás diretamente ao Coordenador da Unidade de Apoio Aeropolicial, que avaliará e deliberará pelo atendimento ou não, submetendo, na primeira oportunidade possível, ao gabinete do Delegado-Geral circunstanciado relatório sobre os fatos e razões de sua decisão.

Art. 7º Em planejamentos de operações policiais realizadas ou determinadas pela Superintendência de Polícia Judiciária, Delegacias Especializadas Estaduais ou Municipais, Delegacias Regionais ou Distritais, deverá ser consultada a Coordenação da Unidade de Apoio Aeropolicial para agendamento e adequação operacional de acordo com a necessidade.

Art. 8º É de responsabilidade do Piloto em Comando da aeronave manter os níveis de segurança operacional relativos ao vôo e suas implicações, estando autorizado a abster-se de realizar atividades ou ações que elevem o risco operacional além do aceitável ou transgridam esta norma ou regulamentos aeronáuticos.

Parágrafo único. É de responsabilidade de toda a tripulação envolvida a observância das regras operacionais e manutenção constante de segurança operacional.

Art. 9º Os planejamentos operacionais e a execução das missões policiais poderão eventualmente sofrer restrições ou adequações às normas de segurança de vôo e regulamentos aeronáuticos, incluindo-se eventuais restrições impostas por condições meteorológicas ou manutenção aeronáutica.

Parágrafo único. É de exclusiva responsabilidade do Piloto em Comando a imposição de restrições ou adequações, mesmo que resultem no cancelamento da participação da aeronave na missão aludida.

Art. 10. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação no Boletim geral, revogando-se as disposições em contrário.

GABINETE DO DELEGADO-GERAL DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE GOIÁS, em Goiânia, aos 5 dias do mês de setembro de 2011.


Fonte: Polícia Civil de Goiás


Helicópteros AW119Ke reforçam segurança pública em Goiás

Três helicópteros vão reforçar a área de Segurança Pública em Goiás. As três aeronaves AW119Ke foram entregues na manhã do dia 29/09 pelo governador Marconi Perillo, na Praça Cívica, em Goiânia, à Secretária de Segurança Pública e Justiça para atuar nas polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros Militar. Dotados com equipamentos modernos de segurança, os três helicópteros vão ser utilizados no combate à criminalidade, a incêndios florestais e salvamento de vítimas.

O governador Marconi Perillo fez o voo inaugural, acompanhado do secretário de Segurança Pública e Justiça, João Furtado Neto.  O secretário afirmou que o Governo vem desde o início do ano cumprindo todos os trâmites exigidos para colocar as aeronaves em atividade. A partir de hoje elas já estão à disposição das polícias e bombeiros. Os helicópteros foram adquiridos com recursos do Estado e do Governo Federal, através da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

O secretário João Furtado Neto disse ainda que já a partir deste final de semana, as polícias civil e militar vão reforçar as operações de repressão ao crime, especialmente à quadrilhas que vem atuando no Estado no roubo a banco. “Não me impressiono com estas quadrilhas que estão vindo pra Goiás praticar crimes. Vamos prender a todos e a nossa inteligência já tem informações que nos levarão até os autores destes crimes”, garantiu o secretário.

As aeronaves são de fabricação norte-americana e todos os pilotos foram treinados pela empresa fabricante, a AgustaWestland. Cada uma tem capacidade para transportar oito passageiros, incluindo o piloto, e autonomia para 3h20 de voo. A capacidade do bagageiro é para 150 quilos.

O helicóptero do Corpo de Bombeiros conta com um equipamento a mais para combate a incêndios florestais que é o bambi bucket, capaz de transportar até mil litros de água. Além de maca e equipamentos para busca e salvamento de vítimas a um raio de 150 quilômetros no Entorno de Goiânia. Além dos pilotos, três equipes composta de médicos e enfermeiros e outra de busca e salvamento receberam treinamento especializado para utilizar a aeronave nas ocorrências.


Fonte: Agência de Notícias de Goiás


CNJ irá doar dois aviões para o Mato Grosso

A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon confirmou hoje, para o o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho que serão doadas duas aeronaves, pelo Conselho Nacional de Justiça, ao Poder Judiciário mato-grossense. É um Seneca II- bimotor, com capacidade para quatro passageiros, que será entregue no dia 27 de outubro, e Xingu Turbo- Hélice, com capacidade para oito pessoas, a ser entregue em data a ser ainda definida.

As aeronaves, que serão abrigadas no Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) da SSP, no Aeroporto Internacional Marechal Rondon em Várzea Grande, serão liberadas após revisão. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e Tribunal Regional do Trabalho (TRT) utilizarão as aeronaves em deslocamentos no Estado.

A doação faz parte de um projeto do CNJ, que pretende equipar com dois aviões (um bimotor e um monomotor) cada tribunal das unidades federativas da Amazônia Legal, que compreende os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e grande parte dos Estados do Maranhão e Mato Grosso.

O presidente Rubens de Oliveira elogiou a determinação do CNJ em propiciar meios que permitirão maior agilidade ao Poder Judiciário do Estado. Ele disse que as aeronaves devem refletir em melhoria na prestação jurisdicional.


Fonte: SóNotícias


A atuação do helicóptero Águia na região de São José do Rio Preto/SP

Confira a matéria da TV Record – Rio Preto:

Com apresentação de Robson Ricci no programa Visita na Record, entrevistando o Cap PM Baracho, comandante da BRPAe Rio Preto.


Fonte: Record Rio Preto


Dor de cabeça, enxaqueca em pilotos de helicóptero

ABOUCH VALENTY KRYMCHANTOWSKI
Mestre e Doutor em Neurologia

As dores de cabeça acompanham a humanidade há milhares de anos. Mais do que simples dores na cabeça, a maior parte dos tipos existentes de dor nessa área do nosso corpo são causadas por doenças químicas do próprio cérebro e não por causas mais graves, como tumores cerebrais. Embora haja mais de 250 tipos diferentes de dor de cabeça, de acordo com a Classificação Internacional de Cefaleias (1), grande parte dos pacientes que têm dores de cabeça ao longo de meses ou anos, sofre do que se chama de cefaléia primária, isto é, ela própria é a doença e o sintoma.

Há muito se deseja evidenciar a associação entre os diversos tipos de dor de cabeça e atividades profissionais específicas, como pilotar helicópteros por exemplo. Há relações indubitáveis entre dor de cabeça e estresse, entre dor de cabeça e má postura e entre dor de cabeça e exercícios físicos incorretos e entre outras atividades variadas. Nesta revisão discutiremos os tipos mais comuns de dor de cabeça, chamando a atenção para seu diagnóstico correto (o que geralmente não é realizado) e tratamentos mais eficazes. Iremos também rever a relação entre a atividade de piloto de helicóptero e a dor de cabeça.

Entre as dores mais comuns que afligem a humanidade, a enxaqueca ou migrânea é aquela que mais leva os pacientes ao médico. Apesar de não ser a dor de cabeça mais prevalente, é a que mais provoca incapacidade, não raro impedindo o paciente de exercer suas atividades de forma regular e produtiva. Enxaqueca NÃO é dor de cabeça e sim uma doença química, crônica e genética do cérebro, que pode ou não causar dor de cabeça (2). Há pacientes com enxaqueca sem dor de cabeça e outros com crises de cefaléia ou dor de cabeça em poucos dias no ano. Entretanto, o sofredor de enxaqueca que recorre ao médico o faz em função do padecimento provocado por crises freqüentes, intensas e incapacitantes.

A enxaqueca vem acompanhando a humanidade em toda a sua história. Achados arqueológicos de civilizações neolíticas, com data aproximada de 7000 anos a.C., já sugeriam a presença de humanos com crises fortes, interpretadas à época, como a presença de maus espíritos dentro do crânio. O tratamento aplicado então era a abertura “in vivo” (com a pessoa viva) de orifícios na cabeça para a “saída” dos maus espíritos. (FIGURA 1). A técnica da trepanação da pessoa viva, por mais estapafúrdia que pareça, ainda foi recomendada no século 17 para o tratamento de pacientes com enxaqueca “intratável” por William Harvey em 1660.

Documentos egípcios de 1220 a.C., baseados em escritos médicos de 1550 AC, confirmavam a crença de que os deuses também podiam curar pacientes com crises de dor de cabeça. Aqui o paciente era colocado sentado (FIGURA 2) e um crocodilo de argila com trigo na boca era firmemente amarrado sobre a sua cabeça através de uma faixa de linho branca onde se escreviam os nomes de vários deuses. Por incrível que pareça os relatos sugeriam a melhora destes pacientes, provavelmente devido à compressão das artérias dilatadas do couro cabeludo.

Em 400 a.C., Hippocrates descreveu a visualização de raios luminosos precedendo a dor da enxaqueca a qual se apresentava de intensidade forte e se iniciava nas têmporas, atingindo toda a cabeça e o pescoço. Ele também mencionou a possibilidade desta dor ter sido iniciada por exercícios e relações sexuais e acreditou que eram decorrentes da ascensão de “vapores” do estômago para a cabeça, uma vez que eram aliviadas por vômitos. No entanto, foi Aretaeus da Capadócia no segundo século d.C., quem fez a primeira descrição clássica de enxaqueca e a quem é creditada a “descoberta” da enxaqueca, embora esta fosse bem conhecida no mundo antigo.

Várias personalidades ilustres da história sofriam de enxaqueca. Júlio César, Thomas Jefferson, Lewis Carrol, Sigmund Freud e Napoleão entre outros, viveram as suas vidas acompanhados de crises marcantes de dor de cabeça da doença chamada enxaqueca.

A avaliação histórica da evolução do tratamento da enxaqueca também é estarrecedora. Desde a trepanação “in vivo” de seres humanos 7000 anos a.C. até as primeiras injeções em 1883 de extrato de ergot realizadas por Eulenberg (na Alemanha), pouco se aprendeu. Em 1918, Stoll na Suíça isolou a substância ergotamina do espigão do centeio e a denominou de Gynergan utilizando-a em obstetrícia e ginecologia. Em 1925, o também suíço Rothlin foi o primeiro a utilizar a ergotamina subcutânea para uma crise de migrânea. Em 1928 foram divulgados os primeiros estudos científicos com bons resultados da ergotamina tomada pela via oral por Tzanck na França e os americanos John Graham e Harold Wolff demonstraram o efeito desta droga, promovendo a contração de vasos sanguíneos dilatados durante a crise de enxaqueca.

Durante os anos 40, após estudos de Graham e Wolff demonstrando a dilatação dos vasos sanguíneos da cabeça durante a dor da enxaqueca, o departamento médico do exército americano chegou ao absurdo de usar centrífugas gigantes onde o paciente, durante a dor, era colocado girando de forma rápida, na tentativa de “desviar” o sangue da cabeça para os pés e melhorar a dor.

Na década de 60, começaram a aparecer os primeiros médicos americanos com dedicação específica para dor de cabeça. No Rio de Janeiro, no ano de 1986, iniciamos os trabalhos na primeira e até hoje única clínica específica para avaliar e tratar pacientes com dor de cabeça, tornando-nos, portanto, pioneiros nessa especialidade.

No final da década de 80, foi desenvolvida uma droga denominada sumatriptan, considerada a primeira droga da história específica para o tratamento de uma crise de enxaqueca. Ainda hoje é largamente utilizada em todo o mundo e a sua formulação de injeção subcutânea é ainda a droga mais eficaz no tratamento das crises de dor de cabeça causadas pela doença enxaqueca. Atualmente, a classe de fármacos chamada de triptanos, e com substâncias mais novas, tem propiciado não apenas a melhora dos pacientes e o seu retorno às atividades produtivas mais rapidamente, mas principalmente nos permitiu atingir uma melhor compreensão do que realmente ocorre no cérebro de uma pessoa com migrânea ou enxaqueca.

Hoje, já no século 21, o avanço em relação ao diagnóstico e ao tratamento das dores de cabeça é notório e a qualidade de vida dos pacientes certamente melhorou de forma inquestionável. Com o futuro, a provável descoberta de novas drogas, o advento da engenharia genética e a elucidação mais profunda do funcionamento do cérebro humano poderão, certamente, beneficiar a todos que hoje sofrem sem esperança.

O diagnóstico correto das cefaléias ou dores de cabeça demanda a realização da história clínica e de um exame físico completo, demorado e criterioso, não sendo possível realizá-lo de forma satisfatória em consultas de curta duração, como, infelizmente as realizadas por muito profissionais dos odiosos convênios e do serviço público. Algumas normas gerais sempre devem nortear o roteiro de avaliação do paciente e a correta realização deste diagnóstico. Além disso, é fundamental lembrar que o diagnóstico da maior parte das cefaléias presentes na prática clínica rotineira é essencialmente clínico e os famigerados exames de eletro encefalograma, radiografias, tomografias computadorizadas e ressonâncias nucleares magnéticas de crânio não devem ser solicitados de forma rotineira. Exame complementar NÃO substitui a consulta do médico!

O roteiro de avaliação do paciente com cefaléia inclui (3):

• Identificação da época do início da cefaléia;
• Evolução em intensidade e frequência até o momento da consulta atual;
• Maneira mais freqüente (já que a cefaléia freqüentemente varia em sua apresentação clínica) com a qual a dor de cabeça se apresenta em localização, intensidade e qualidade;
• Associação com sintomas variados (como náusea, vômitos, tonteira, fotofobia, fonofobia, osmofobia, distúrbios visuais);
• Relação da ocorrência das crises com o sono e o despertar (se o paciente é acordado pela dor de cabeça no meio da noite ou com a dor de cabeça pela manhã);
• Duração habitual da cefaléia (em minutos, horas ou até semanas) mesmo com o uso de remédios,
• Freqüência média atual em dias por semana ou por mês.

Também se deve avaliar como as crises de cefaléia ocorrem e se o seu início é claramente relacionado, pelo menos em algumas ocasiões, ao contato com fatores específicos da vida cotidiana (tais como alimentos, bebidas, estresse, menstruação, privação do sono, etc), o que melhora ou agrava a cefaléia e o que o paciente utilizava ou ainda usa para tratar a sua dor. As circunstâncias de quando as crises começaram a se manifestar também são importantes para a obtenção do diagnóstico correto (por exemplo, a migrânea comumente se inicia na adolescência ou após a primeira gravidez. A migrânea transformada pode passar a se manifestar subitamente após um trauma de crânio ou após um grande trauma emocional).

Fatos importantes na história patológica pregressa ou atual (asma, epilepsias, diabetes, traumas de crânio, cirurgias, alergias medicamentosas, etc), história familiar da cefaléia (que deve ser questionada sobre qualquer tipo de cefaléia e não apenas sobre uma dor de cabeça igual à do paciente em avaliação) e a história social (com a presença de atividade física, sexual, tabagismo, etilismo e consumo de drogas ilícitas ou não) são cruciais para determinar o diagnóstico e as circunstâncias de início da dor de cabeça. A solicitação rotineira de exames complementares como eletroencefalograma, RX de crânio ou de seios paranasais, tomografia computadorizada de crânio e ressonância nuclear magnética, apenas por queixa de cefaléia e na presença de exame clínico normal, é desnecessária, dispendiosa, incorreta e desaconselhada.

Dor de cabeça do tipo tensional

As cefaléias do tipo tensional (CTT) são as cefaléias mais prevalentes nos seres humanos. No entanto, como as crises não são fortes, na maior parte das vezes, os pacientes habitualmente não procuram ajuda médica, utilizando por conta própria e na forma de automedicação, inúmeros fármacos inapropriados e até contra-indicados para tal finalidade. Este fato faz da CTT uma cefaléia de pouca prevalência na prática clínica em centros especializados, mas altamente prevalente em estudos com populações.

As CTT podem ser divididas em três formas: a CTT episódica infrequente, episódica freqüente e crônica. Não há estudos definitivos sobre a incidência da CTT em sua forma episódica, a mais comum (CTTE). Estimativas sobre a prevalência da CTTE anualmente e ao longo da vida variam amplamente, mas estima-se que 80% dos seres humanos tenham algum episódio de CTT durante a vida.

A prevalência da CTTE é apenas marginalmente maior em mulheres do que em homens (relação variando de 1.1/1 para 1.2/1), diferindo sensivelmente da migrânea e da cefaléia do tipo tensional crônica, onde a predominância feminina é nitidamente observada. A prevalência da CTTE varia com a idade. Diversos estudos revelam índices maiores entre os 30 e 40 anos de idade, com posterior declínio (paralelamente ao aumento da prevalência da forma crônica). Também há uma relação direta evidenciada entre o nível educacional e a prevalência de CTTE (aumenta em indivíduos mais escolarizados) (4).

Exatamente pelo fato de o paciente com CTTE não recorrer ao médico e conseguir manter suas atividades rotineiras, o impacto desse tipo prevalente de cefaléia primária tem sido bem menos estudado que o impacto da migrânea, com sua característica de incapacitar para as atividades rotineiras.

No entanto, estudos populacionais com empregados de empresas específicas demonstram que 12% dos trabalhadores em atividade remunerada perderam ao menos um dia de trabalho no ano anterior, em função da incidência de um episódio de CTT. Outro estudo demonstrou que a CTT, em sua forma episódica, foi responsável por 19% do absenteísmo e 22% da redução na produtividade (4).

Em nosso meio, o impacto da CTTE também foi avaliado em um estudo de Bigal e col. (5)(2001) no qual se demonstrou que estudantes universitários referiram 24% de queda na sua produtividade quando apresentavam uma crise de CTTE (5). Em pilotos de helicópteros, há estudo de 1998 (6) que demonstra aumento da incidência de cefaléia, de fadiga e mau humor em pilotos de off shore no mar do norte que acordavam uma hora e meia mais cedo que o habitual. Além disso, houve relatos de aumento no consumo de cafeína em 42% e 12 vezes mais dor lombar após 4-5 viagens entre Aberdeen, na Escócia, e plataformas no mar do norte. (6).

Apresentação clínica da CTT

As cefaléias do tipo tensional são de 3 tipos, de acordo com a freqüência das crises: episódica infreqüente (< 1 crise por mês ou 12 por ano), episódica freqüente (de 1 a 14 crise por mês) e crônica (15 ou mais crises por mês). As características clínicas dos 3 grupos de cefaléia do tipo tensional são exatamente as mesmas e os critérios diagnósticos são a ocorrência de pelo menos dez crises prévias de dor de cabeça com duração de 30 minutos a 7 dias e com pelo menos dois dos seguintes aspectos (1):

• Em pressão ou aperto;
• Com intensidade leve a moderada;
• De localização bilateral ou difusa na cabeça;
• Não agravada por atividade física.

Menos de 10% dos pacientes podem apresentar dor pulsátil e até 2% podem referir dor unilateral, sempre, entretanto, com intensidade leve e não agravada por esforços físicos rotineiros (7). A maioria dos pacientes com esse tipo de cefaléia não procura ajuda médica e utiliza analgésicos ou drogas para outros tipos de dor de cabeça por automedicação e muitas vezes em caráter excessivo ou regular.

Em pilotos de helicóptero a prevalência de CTT é semelhante àquela da população geral, com mais de 80% dos pacientes tendo algum episódio de dor durante a vida e em torno de 3% com a dor em mais de 15 dias/mês. A despeito da CTT não ser de intensidade forte na maior parte das crises, quando a dor tem caráter crônico, em mais de 15 dias/mês, traz diminuição importante da produtividade. Embora o nome tensional nos faça pensar em uma ligação com tensão emocional e/ou com a tensão muscular, esses fatores não são a causa da CTT.

Pessoas com alto grau de tensão muscular nos músculos do pescoço ou da cabeça e com alto grau de estresse podem não sofrer de CTT, enquanto sofredores crônicos desta forma de cefaléia podem ter níveis baixos de estresse e/ou de tensão muscular.

O mecanismo envolvido na origem das CTT, sobretudo crônicas, é a disfunção nos chamados controles descendentes químicos da dor. Nosso cérebro tem um sistema de analgésicos endógenos, que utiliza um neurotransmissor químico denominado de serotonina e produz um analgésico similar à morfina, denominado de endorfina. É a deficiência de produção de endorfinas que parece estar ligada à origem da CTT. Além disso, drogas preventivas, tomadas em caráter diário e regular, que aumentam e modulam os receptores cerebrais da serotonina, melhoram a freqüência das crises de CTT.

Entre essas drogas estão os antidepressivos do tipo tricíclico (amitriptilina, nortriptilina, doxepina), que são usados em doses baixas, bem inferiores às necessárias para o tratamento da depressão, para o tratamento das CTT. No entanto, mesmo em doses baixas, alguns pacientes relatam sintomas de astenia (fraqueza) e sonolência excessiva que podem comprometer a atividade de pilotagem de helicópteros. Desta forma, diante deste diagnóstico, os pacientes devem procurar se tratar com terapias não medicamentosas como a fisioterapia, terapia cognitivo comportamental (TCC) e exercício aeróbico regular que melhoram a produção de endorfinas. Os remédios devem ser reservados apenas para os dias de dor em que se tenham tarefas mais difíceis. Mesmo assim, o uso de drogas apenas para as crises de dor deve ser limitado a no máximo dois dias na semana para evitar que a dor se transforme em cada vez mais freqüente (3).

Enxaqueca ou Migrânea

A enxaqueca ou migrânea é uma cefaléia primária altamente prevalente, caracterizada por crises intermitentes com sintomas associados e características peculiares. É associada a um substancial impacto para o indivíduo e para a sociedade o qual não se restringe apenas à crise de dor. Os sofredores de enxaqueca têm pior qualidade de vida mesmo nos períodos em que as crises de dor não estão presentes.

Enxaqueca ocorre em aproximadamente 15% da população sendo 18-20% das mulheres, 6-8% dos homens e em até 10% das crianças. O pico de prevalência é maior entre 35 e 55 anos tanto no sexo feminino como no masculino. Após os 40 anos a prevalência da migrânea decresce em ambos os sexos.

O impacto da migrânea é o de uma doença crônica recorrente, em que vários fatores concorrem para influenciar a qualidade de vida e a produtividade daqueles que sofrem. A cefaléia que caracteriza as crises de migrânea é de forte intensidade e geralmente acompanhada de outros sintomas como náusea, vômitos, intolerância à luz e ruídos. Esses sintomas também podem interferir sobre o bem-estar e a produtividade do indivíduo.

Em linhas gerais, o impacto da enxaqueca ou migrânea é traduzido por:

• Os migranosos têm qualidade de vida pior do que não migranosos;
• A qualidade de vida dos migranosos é afetada não apenas durante as crises de cefaléia, mas também entre elas;
• A maior parte dos migranosos teve seu rendimento afetado ou perdeu dia(s) de trabalho, estudo ou lazer nos últimos meses;
• A incapacidade funcional da migrânea é intensa com cerca de 50% dos portadores tendo incapacidade funcional moderada ou intensa.

Além disso, o impacto da migrânea aumenta com o passar dos anos de vida e de sofrimento e a migrânea está entre as 20 doenças mais incapacitantes do ser humano, de acordo com a pesquisa sobre o impacto global das doenças, conduzida pela OMS (8).

Os custos impostos pela migrânea na população de sofredores são substanciais e podem ser divididos em custos diretos e indiretos. Os custos diretos incluem os gastos com diagnóstico e tratamento da doença e são estimados, para a migrânea e apenas nos Estados Unidos, na ordem de 1 bilhão de dólares. Já custos indiretos são os decorrentes da perda laborativa acarretada pela doença e se estima também nos EUA, que os empregadores percam 13 bilhões de dólares por ano com o absenteísmo e perda da produtividade decorrentes da migrânea (9).

Apresentação clínica

As crises de cefaléia típicas da migrânea se manifestam clinicamente por dor de cabeça moderada ou intensa (incapacitando para as atividades habituais), com predominante localização frontotemporal unilateral (podendo ser bilateral ou no hemicrânio), em caráter pulsátil e/ou em pressão, geralmente associada à náusea (podendo haver vômitos), e fobias ou intolerância a luzes fortes e/ou à ruídos intensos e/ou à odores mais marcantes. A dor pode durar de 4 à 72 horas quando não tratada ou tratada de forma ineficaz.

Características clínicas da crise de migrânea:

• Cefaléia de localização frontotemporal (uni ou bilateral) ou hemicraniana
• Caráter pulsátil (ou latejante) e/ou em pressão
• Intensidade moderada a forte ou forte
• Associada a fotofobia e/ou fonofobia e/ou osmofobia (intolerância a odores)
• Associada a náusea (eventualmente a vômitos)
• Agrava-se com esforços físicos rotineiros (como caminhar e subir escadas)
• Duração de 4 a 72 horas (quando não é tratada ou o é de forma ineficaz)

Menos freqüentemente os pacientes apresentam aura antes, durante ou após as crises de cefaléia com as características apresentadas. A aura é definida como um sintoma inequivocamente gerado no cérebro que precede, acompanha ou segue a crise de cefaléia da enxaqueca. Por vezes os pacientes apresentam a aura, mas não a cefaléia e geralmente a aura da migrânea dura mais de quatro e menos de 60 minutos, o que a diferencia da aura epiléptica. Para se caracterizar o diagnóstico de migrânea com aura é necessário que o paciente tenha apresentado pelo menos duas crises anteriores semelhantes (ver classificação) e aqueles que se apresentam pela primeira vez com aura devem alertar o médico para a possibilidade de uma investigação mais apurada.

Há pacientes que apresentam aura puramente visual (como teicopsia, escotomas cintilantes e espectro de fortificação que são raios luminosos em formas diferentes e específicas que assustam os pacientes) e outros que apresentam aura como hemiparestesia (dormência de um só lado do corpo) e outros sintomas neurológicos focais (10).

A frequência das crises de cefaléia é bastante variável havendo pacientes com ataques várias vezes por semana e outros com episódios de dor em menos de um dia por mês. Portanto, migrânea não é apenas cefaléia, mas uma doença do cérebro que pode ou não causar crises de cefaléia. A enxaqueca sem aura é o tipo mais comum (quadro 2) acometendo quase 90% dos pacientes. Migrânea com aura é menos prevalente e há pacientes que apresentam crises de cefaléia com e sem aura.

Migrânea oftalmoplégica, basilar, retiniana e complicações da migrânea são raras. Há mulheres que apresentam crises de cefaléia apenas no período imediatamente antes ou durante a menstruação (migränea menstrual). No entanto, o mais comum é haver mulheres que têm crises durante todo o mês, mas que se agravam neste período (migränea exacerbada pela menstruação) (10).

Critérios diagnósticos da enxaqueca sem aura (Headache Classification Committee of The International Headache Society, 2004)

• Migrânea sem aura

  1. Pelo menos 5 crises preenchendo os critérios B-D
  2. Crises de cefaléia durando 4-72 horas quando não tratadas ou tratadas de forma ineficaz, com freqüência < 15 dias por mês
  3. Cefaléia tem pelo menos duas das seguintes características:
    1. localização unilateral
    2. caráter pulsátil
    3. intensidade moderada ou severa (inibe ou impede atividades diárias)
    4. agravada por subir escadas ou atividade física semelhante
  4. Durante a cefaléia, pelo menos um dos seguintes:
    1. naúsea ou vômitos
    2. fotofobia ou fonofobia
  5. Não associada a outro transtorno*. (*Outro transtorno diz respeito a uma das causas ou tipos de cefaléias secundárias listados nos grupos de 5-12 da atual classificação de cefaléias)

No entanto, para os pilotos de helicóptero, é a enxaqueca com aura a mais problemática e incapacitante. Há casos de pilotos que perdem completamente a visão, por no máximo uma hora, durante a fase de aura que precede as crises de dor de cabeça. A orientação espacial também pode ser duramente prejudicada em crises de enxaqueca deflagradas por estímulos visuais como o reflexo do sol ou de luzes muito brilhantes (11).

Tratar enxaqueca NÃO é tratar a dor de cabeça e sim a doença química cerebral herdada geneticamente. Como a medicina ainda não é capaz de curar doenças genéticas, pode se deduzir que a enxaqueca, como doença, não tem cura. No entanto, quando o tratamento é feito corretamente (o que geralmente não acontece) as crises de dor de cabeça podem ser eliminadas ou muito reduzidas. A base para o tratamento da enxaqueca é a prevenção das crises com tratamentos medicamentosos e não medicamentosos. Durante as crises, também usamos drogas que as fazem menos intensas, menos duradouras e, portanto, menos incapacitantes.

Para a prevenção das crises várias classes de drogas podem ser usadas. Como exemplos, drogas betabloqueadoras, antidepressivos tricíclicos (também usados para tratar as cefaléias do tipo tensional), bloqueadores de canais de cálcio, neuromoduladores e antagonistas da serotonina. Como forma de tratar a enxaqueca sem remédios, há as técnicas de relaxamento, o exercício aeróbico regular, a vida sexual ativa e regular, programas de gerenciamento de estresse e regularidade nas horas de sono e nos intervalos de alimentação. Os pacientes que melhor respondem ao tratamento são aqueles que conseguem manter uma vida saudável e regrada.

Já as crises devem ser tratadas com a combinação de um triptano e de um antiinflamatório ou de alguma droga que aumente a velocidade de esvaziamento gástrico (gastrocinético).

Embora o tratamento preventivo com drogas seja bem tolerado quando feito de forma correta, com doses iniciais baixas aumentadas lenta e gradualmente, há pacientes que apresentam efeitos colaterais incômodos. Dependendo da atividade, pode haver comprometimento da capacidade laboral e prejuízo para o desempenho das funções. Especificamente entre pilotos de helicóptero, o uso dos antidepressivos tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina, doxepina), dos antagonistas da serotonina (pizotifeno) e de alguns neuromoduladores (topiramato) pode alterar a vigília e a concentração além de provocar distúrbios de memória e sonolência desagradável. Já as drogas de crises costumam sem muito bem toleradas, mas nada impede que um determinado organismo apresente reações adversas inesperadas como moleza (astenia) após seu uso.

Se avaliarmos as drogas sugeridas como contra indicadas para pilotos de helicópteros, veremos que há várias drogas comumente usadas no tratamento da enxaqueca. Antiinflamatórios, cafeína, corticóides e outras drogas são proibidas ou desaconselhadas embora integrem a lista de substâncias disponíveis até sem a necessidade de receita médica, em vários fármacos para enxaqueca. A avaliação individual de cada caso deve nortear a abordagem do piloto que sofre de cefaléia.

Os pacientes que desempenham funções de piloto devem comunicar ao médico que os trata e lembrá-lo que devem começar o tratamento com doses baixas, para só então escaloná-las de forma lenta e gradual.

Em geral o tratamento é eficiente ao longo de três a cinco semanas e os benefícios obtidos se traduzirão por melhor qualidade de vida e de capacidade de trabalho. Esse fato não isenta o piloto de evitar o uso excessivo de drogas para as crises, isto é, evitar usá-las em mais de dois dias na semana e de buscar uma vida mais regrada e fisicamente ativa. Muitas vezes a rotina da vida de um piloto é desgastante e desregrada o que agrava as crises de enxaqueca.


Referências

1. Headache Classification Subcommittee of the International Headache Society. The International Classification of Headache Disorders. 2nd Edition. Cephalalgia 2004;24(suppl 1):16-149.

2. Krymchantowski AV. Dor de Cabeça e Enxaqueca. Os Caminhos para o Alívio. São Paulo:Espaço Editorial, 2010:1-139.

3. Krymchantowski AV. Condutas em Cefaléia. São Paulo:Lippincot Williams & Wilkins, 2009:1-38.

4. Lipton RB, Stewart WF, Scher AI. Epidemiology and economic impact of migraine. Curr Med Res Opin. 2001;17 Suppl 1:s4-12

5. Bigal ME, Bigal JO, Bordini CA, Speciali JG. Prevalence and costs of headaches for the public health system in a town in the interior of the state of São Paulo. Arq Neuropsiquiatr. 2001 Sep;59(3-A):504-11.

6. Gander PH, Barnes RM, Gregory KB, Graeber RC, Connell LJ, Rosekind MR. Flight crew fatigue III: North Sea helicopter air transport operations. Aviat Space Environ Med. 1998 Sep;69(9 Suppl):B16-25

7. Iversen HK, Langemark M, Andersson PG, Hansen PE, Olesen J. Clinical characteristics of migraine and episodic tension-type headache in relation to old and new diagnostic criteria. Headache 1990;30:514-19.

8. Murray CJ, Lopez AD. Alternative projections of mortality and disability by cause 1990-2020: Global Burden of Disease Study. Lancet. 1997 May 24;349(9064):1498-504

9. Lipton RB, Bigal ME. Migraine: epidemiology, impact and risk factors for progression. Headache 2005;45(suppl 1):S3-S13.

10. Stewart WF, Shechter A, Lipton RB. Migraine heterogeneity, disability, pain intensity, and attack frequency and duration. Neurology 1994 44(suppl4):S24-S39.

11. Cho AA, Clark JB, Rupert AH. Visually triggered migraine headaches affect spatial orientation and balance in a helicopter pilot. Aviat Space Environ Med. 1995 Apr;66(4):353-8.)

12. Website. http://www.aeronautas.org.br/blogs/saude/31-medicamentos-contra-indicados-aeronautas, acessado em 08/09/2011 às 14:14h.


Cidade de Baltimore/EUA planeja renovar sua frota de helicópteros policiais

O conselho de administração da cidade de Baltimore, Maryland/EUA aprovou um orçamento estimado de US $ 9,5 milhões de dólares para compra uma nova frota de quatro helicópteros EC120 para o Departamento de Polícia da cidade.

Há apenas 18 meses, a unidade de aviação com seus helicópteros, conhecidos como Foxtrot, quase foi desativada como medida de corte de gastos,  entretanto foi restaurada, e agora o departamento de polícia está planejando renovar sua frota de aeronaves.

Anthony Guglielmi, porta-voz da polícia, disse que “os atuais helicópteros estão alcançando seus limites de serviço” e afirmou que uma de suas aeronaves é mais voada do tipo no mundo. O departamento poderia ainda manter tais aeronaves voando, mas Guglielmi afirmou que é mais rentável à cidade à compra de novas aeronaves.

Os helicópteros policiais dão uma visão panorâmica de ocorrências em andamento, como suspeitos em fuga, perseguições de carros e situações de tráfego. No ano passado, as aeronaves Foxtrot responderam à 7.714 chamadas de apoio, apoiando 400 prisões, e realizando 33 mil missões.

Dos 9,49 milhão dólares aprovados para custear a substituição da frota de aeronaves, US $ 2 milhões virão do Fundo Geral e $ 1 milhão virá do confisco de ativos – ou seja, dinheiro de drogas apreendidas em operações, US$ 5 milhões em financiamento pela cidade e US$ 1,66 milhões pela venda das aeronaves antigas.

Segundo o site Helihub, a decisão de renovação da frota está sendo cogitado pois em 2012 irá iniciar o prazo da revisão de 12 anos dos quatro EC120B da frota, viabilizando o investimento em novas aeronaves bem como resolvendo o aspecto de disponibilidade da frota.


Fonte: Baltimore Sun


Ministério da Justiça extingue o CONAV

Conforme a Portaria n.º 2.157, de 23 de setembro de 2011, publicada nesta segunda-feira (27/09) no DOU, o Ministro da Justiça, baseado em pareceres citados na própria portaria, declarou a nulidade da Portaria MJ n.º 2555/2008, não mais reconhecendo o Conselho Nacional de Aviação de Segurança Pública – CONAV.

A Portaria criou um Grupo de Trabalho com o objetivo de analisar todos os atos praticados pelo CONAV durante a vigência da Portaria MJ n.º 2.555, de 2008, devendo, ao final, ser elaborado relatório recomendando quais atos devem ser convalidados pelo Ministro da Justiça e quais atos não necessitam da convalidação.

Esse grupo de trabalho será formado por um representante da SENASP, um representante da Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos, um representante da Polícia Federal e um representante da Polícia Rodoviária Federal. A Portaria determina ainda que sejam convidados um representante de cada Estado e após a definição dos representantes será emitiva nova Portaria designando-os como membros do Grupo de Trabalho.

Poderão participar desse Grupo apenas representantes da Aviação de Segurança Pública, deixando de fora o IBAMA, a Receita Federal, o DETRAN e a FUNAI.

Dentre os assuntos a serem analisados pelo Grupo de Trabalho, provavelmente, estará presente a proposta do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil sobre a Aviação de Estado (Aviação Pública). Cabe esclarecer que a elaboração dessa proposta teve a participação direta da FUNAI, IBAMA, DETRAN e Receita Federal, os quais ficaram de fora do Grupo a ser criado.

Como consequência direta da extinção do CONAV, o 5º Fórum Nacional de Aviação de Segurança Pública, programado para ser realizado no período de 16 a 20 de novembro de 2011, na cidade de São Luiz – MA, em parceria com o Governo do Estado do Maranhão, foi cancelado.

Assim com a extinção do CONAV, o Ten Cel PMDF Josilei Gonçalves deixou de exercer as funções de Presidente do Conselho, não representando mais as Unidades Aéreas de Segurança Pública e Estado do Brasil.

Nas palavras do Ten Cel PM Gonçalves, em carta aberta enviada aos membros do Conselho, disse que “ao longo dos mais de dois anos de criação do CONAV sou do entendimento de que, graças ao envolvimento e comprometimento de todos os seus integrantes e, aqui, refiro-me diretamente a todos voces, o colegiado atingiu seus objetivos de desenvolvimento, integração e estruturação do Sistema Nacional de Aviação de Segurança Pública, pois podemos dizer, inclusive, que todas as metas e expectativas foram superadas, pois a aviação de segurança pública foi fomentada pelo Governo Federal como nunca jamais havia sido sequer imaginado, viabilizando a criação, desenvolvimento e estruturação de diversas Unidades, resultando, como não poderia deixar de ser, em uma real integração de forma sistêmica e na disponibilizando um canal aberto de comunicação em todas as “proas””.

Confira a Portaria:

PORTARIA Nº 2.157, DE 23 DE SETEMBRO DE 2011.

Anular a Portaria MJ n.º 2.555, de 18 de dezembro de 2008 e criar Grupo de Trabalho para analisar e discutir a criação de órgão colegiado para tratar de Aviação em Segurança Pública.

O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA, no uso de suas atribuições previstas nos incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal, e na alínea d, do inciso XIV, do art. 27 da Lei n.º 10.683, de 28 de maio de 2003 e no Decreto no 6.061, de 15 de março de 2007; e Considerando o disposto no PARECER N.º 169/2011/CONJUR-MJ/CGU/AGU, aprovado com ressalvas pelo DESPACHO N.º 246/2011/CEP/CONJUR-MJ/CGU/AGU, da Coordenadora Substituta de Estudos e Pareceres e pelo DESPACHO DA CONSULTORA JURÍDICA/MJ N.º 609/2011, resolve:

Art. 1o Declarar a nulidade da Portaria MJ n.º 2.555, de 18 de dezembro de 2008, que instituiu o Conselho Nacional de Aviação de Segurança Pública – CONAV.

Art. 2o Criar Grupo de Trabalho de Aviação em Segurança Pública com a finalidade de:

I – analisar todos os atos praticados pelo CONAV durante a vigência da Portaria MJ n.º 2.555, de 2008, devendo ao final ser elaborado relatório recomendando quais atos devem ser convalidados pelo Exmo. Sr. Ministro da Justiça e quais atos não necessitam da convalidação, nos termos do DESPACHO nº 293/2011/ CEP/CONJUR-MJ/CGU/AGU, aprovado pelo DESPACHO DA CONSULTORA JURÍDICA N.º 642/2011.

II – discutir a criação de órgão colegiado integrante da estrutura organizacional deste Ministério da Justiça para tratar do tema aviação em segurança pública, devendo ao final apresentar minuta de ato normativo de criação de órgão colegiado.

Art. 3o O Grupo de Trabalho será integrado por um representante dos órgãos abaixo descritos:

I – Secretaria Nacional de Segurança Pública, que o presidirá;

II – Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos;

III – Departamento de Polícia Federal – DPF; e

IV – Departamento de Polícia Rodoviária Federal – DPRF.

§ 1o A SENASP deverá convidar para integrar o presente Grupo de Trabalho 1 (um) representante institucional das respectivas Secretarias de Segurança Pública de cada Estado da Federação e do Distrito Federal, que deverá obrigatoriamente atuar com aviação em segurança pública.

§ 2o Os representantes do DPF e DPRF deverão obrigatoriamente atuar com aviação em segurança pública.

§ 3o Compete a SENASP editar a Portaria de designação dos representantes que integrarão o Grupo de Trabalho.

Art. 4o A participação no Grupo de Trabalho não enseja remuneração de qualquer espécie, considerada serviço público relevante.

Art. 5o A SENASP dará suporte e apoio técnico e administrativo para o desempenho das atividades do Grupo de Trabalho.

Parágrafo único. As atividades de consultoria e assessoramento jurídico serão desempenhadas pela Consultoria Jurídica junto ao Ministério da Justiça.

Art. 6o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

JOSÉ EDUARDO CARDOZO

Formatura da 2ª Turma do Curso de Tripulantes Operacionais do Batalhão de Operações Aéreas do CBMSC

4º Fórum Nacional de Aviação de Segurança Pública

No dia 26  de setembro de 2011 foi realizada a formatura da 2ª Turma do Curso de Tripulantes Operacionais do BOA (Batalhão de Operações Aéreas) do CBMSC, sediado em Florianópolis.

A turma foi composta por 11 alunos, sendo 10 Bombeiros Militares e 01 Sargento Policial Militar do Paraná. Entre as matérias que foram ministradas nas 330 horas-aulas deste curso estão: conhecimentos técnicos de aeronaves; busca e salvamento com uso de equipamentos especializados, como puça e sling; atendimento pré-hospitalar avançado; combate a incêndios florestais; entre outros.

Durante a solenidade foram entregues equipamentos adquiridos com recursos da Defesa Civil Estadual (01 desencarcerador, 10 coletes de sobrevivência no mar e 10 Heeds) para uso nas missões  afetas ao BOA.

Na mesma oportunidade o Delegado Djalma, Coordenador do SAER/PC materializou o agradecimento do Delegado Geral da Policia Civil, Dr Avila, pelos serviços prestados pelo CBMSC e BOA nas missões realizadas em Rio do Sul e região, durante as cheias ocorridas no mês de setembro.

Até a presente data, o helicóptero Arcanjo 01 já atendeu a 1.119 ocorrências, em um ano e nove meses de operação.

Fonte: BOA/CBMSC

 

1ª Jornada Catarinense de Aviação Pública foi um sucesso

O desenvolvimento da aviação pública, buscando a excelência no atendimento ao cidadão conduziu os operadores do estado de Santa Catarina a reunirem-se visando a integração e interação entre as unidades, respeitando suas respectivas competências e atribuições constitucionais.

Os eventos climáticos que afetaram Santa Catarina nos últimos anos e a demanda social na área de segurança pública, culminaram na criação da 1ª Jornada Catarinense de Aviação Pública.

A Jornada teve como proposta aprimorar a coordenação e a integração dos trabalhos de aviação dos órgãos públicos que operam no Estado de Santa Catarina, composto dos seguintes órgãos: Base Aérea de Florianópolis, através do 2º/7º G Av, DTECEA FL; Casa Militar através da Coordenadoria de Transporte Aéreo (COTAER); Polícia Militar, através do Batalhão de Aviação Policial Militar (BAPM); Polícia Civil, através do Serviço Aeropolicial (SAER); Polícia Rodoviária Federal, através da Divisão de Operações Aéreas (DOA); Corpo de Bombeiros Militar, através do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), através do Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU).

A coordenação, a integração e a padronização entre os órgãos têm como ponto facilitador a agilidade nos atendimentos, trazendo para a população catarinense  e para os que visitam o Estado, uma segurança mais ampla com a certeza de um atendimento eficaz, ágil e de qualidade com a otimização de recursos públicos.

O emprego de aeronaves no contexto catarinense é um fator essencial para o serviço da segurança pública e saúde, visto que é capaz de levar a segurança e o socorro de forma mais rápida e segura aos locais mais ermos, prestar o serviço ao cidadão com maior agilidade, segurança e conforto, capaz de zelar pela tranqüilidade e sossego, mesmo nos momentos mais difíceis, como ocorreram em 2008, 2010 e 2011 com as cheias do Vale do Itajaí.

Nestes eventos estavam presentes vários integrantes da aviação pública, não apenas catarinense, mas de diversos outros Estados e setores, onde os serviços prestados mostraram que a importância do transporte aéreo e das atividades exercidas pelos órgãos públicos deve ser fomentada, com o intuito de crescimento profissional, troca de experiências e integração ao serviço, oferecendo o atendimento de qualidade e profissionalismo merecido a todos.

Integrar as instituições, ampliar conhecimentos, agregar informações, aprimorar as atividades, realizar operações seguras, buscando a excelência no atendimento ao cidadão, foram os objetivos desejados nesta Jornada.

Assim, a comissão organizadora, agradece a todos os 118 participantes da jornada; que foi um excelente evento, coroado de êxito e dentro dos objetivos propostos.

Além da diversas autoridades estaduais e convidados que prestigiaram o evento, registra-se também a participação dos Delegados Francisco e Carlos, do Rio Grande do Sul e do Ten Cel BM Gualberto, de Minas Gerais, que vieram participar e compartilhar as experiências de aviação.

Fonte: Operadores da Aviação Pública Catarinense.

 

Fogo em Parque Estadual da Serra do Rola-Moça mobiliza unidades aéreas em Belo Horizonte/MG

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou que o incêndio que atinge o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, desde sexta-feira, consumiu cerca de 80% da área total do parque. Durante o final de semana, o incêndio chegou a ameaçar moradores dos condomínios fechados da região. Muitos tiveram que abandonar suas casas.

Segundo o sargento Eduardo Quirino da Silva, 46 bombeiros, 40 brigadistas e mais seis policiais militares contaram com a ajuda de dois helicópteros – o Pégasus da PM e o Guará do Instituto Chico Mendes – até início da noite para conter as chamas. O Rola-Moça tem 3.941 hectares de área verde que passam por Belo Horizonte, Brumadinho Nova Lima e Ibirité, onde se misturam exemplares de Mata Atlântica e Cerrado e vivem animais ameaçados de extinção como a onça parda, a jaguatirica e o lobo-guará.

De acordo com os bombeiros, os trabalhos estão sendo concentrados onde há predominância de vegetação de Mata Atlântica e a área do Condomínio Casa Branca. Durante a madrugada, ficarão de prontidão no local vinte militares com duas viaturas de combate a incêndio. Os trabalhos serão retomados pela manhã.

De acordo com a corporação, 75 militares e 42 brigadistas trabalham nesta terça-feira contra as chamas. Dois aviões e dois helicópteros ajudam a jogar água na mata, na tentativa de conter o fogo. Três focos ainda ofereciam resistência. Desde a última sexta-feira até ontem, foram consumidos pelo fogo 3 mil dos 3,9 mil  hectares da área de preservação, localizada entre BH, Brumadinho e Nova Lima.

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Fonte: Estado de Minas

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