Nesta quinta-feira (11/Nov/10) a Sagem e a Aeroeletrônica formalizam um acordo de cooperação para desenvolver em conjunto novas soluções em aviônicos (glass cockpit) para a modernização do painel de instrumentos do helicóptero mais vendido no país.
Conheça modelos de Farol de Busca e suas funcionalidades
A aquisição de uma aeronave para a atividade policial, por si só, é uma grande conquista, contudo só com a aeronave muito pouco se pode fazer para conseguir cobrir toda a gama de demanda de solicitações que irá receber. Uma das mais importantes demandas é o apoio aéreo no período noturno. E quando se fala em apoio aéreo noturno praticamente se fala em FAROL DE BUSCA.
A seguir serão apresentados diversos tipos de faróis de buscas atuais e disponíveis no mercado :
REVUE THOMMEN
A Revue Thommen, um fabricante suíço de equipamentos aeronáuticos, em Jan/2010 assinou um acordo de licença com a Transas, uma grande fabricante russa de equipamentos para aviação, para em conjunto efetuarem a certificação de aeronavegabilidade EASA e FAA de produtos com potencial de vendas e mercados. Um dos primeiros frutos desse acordo foi o reprojeto do farol de busca TSL-1600.

O projeto original Transas incorporou uma quantidade significativa de componentes ocidentais. O re-desenhado THOMMEN TSL-1600, no entanto, é certificado pela EASA e pela FAA, e não possui qualquer componente com regulamentação ITAR (International Traffic in Arms Regulations).
Além do farol de busca, existe a possibilidade de um iluminador IR opcional de baixa potência montado na parte inferior do farol. Quando operando no modo de IR a lâmpada será desligada, reduzindo o consumo de energia
O produto final, chamado de HSL-1600, tem como características principais :
- Lâmpada Xenon de 1.600 watt (COTS), com vida útil de 1.500 horas
- 70.000 lumen de saída média
- 29,2 kg de peso (mais 0,45 kg – Módulo IR opcional)
- Consumo médio de 65 A, com máximo de 75 A.
- Manutenção on condition, MTBF 5000 horas e garantia de 18 meses
- Ficha técnica do HSL-1600
Mais informações técnicas no site do fabricante: www.thommen.aero
TRAKKABEAM
A TRAKKABEAM, da Trakka Corp, é uma empresa australiana, com sede em Melbourne, que desenvolve e comercializa equipamentos de iluminação desde o início dos anos 80. A empresa comercializa e distribui seus produtos diretamente aos usuários finais, bem como através de distribuição e parceiros OEM nos Estados Unidos, Europa, África e Ásia. O Trakkabeam A800 é o produto da empresa oferecido para o mercado aeronáutico.

Tem como vantangens aludidas pelo fabricante um dos maiores MTBF da indústria, dois anos de garantia e a opção de instalação maritimizada (A800M).
Características principais :
- Lâmpada Xemon de 800 watt
- 22.500 lumen de saída
- 20,05 kg de peso (farol e suporte)
- Consumo de menos de 40 A
- Não informa o tempo de MTBF, oferece uma garantia de 24 meses
- Ficha técnica do A800
Mais informações técnicas no site: www.trakkacorp.com
UNIVERSAL SEARCHLIGHTS
A Universal SearchLights é uma fabricante americana de faróis de busca, que oferece uma ampla gama de produtos comercialmente chamados de Luminator. Sua linha de produtos HeliLight 1 inclui opções de lâmpadas de 1450 watt xenon / 1600 watt xenon / 2000 watt xenon, e em breve lançará o HeliLight 2.

Interessante notar no lado superior esquerdo da foto o horímetro da lâmpada e do ventilador. Seu produto Luminator LS-16 foi o selecionado para equipar as novas aeronaves UH-72A Lakota (EC 145 militarizado) do Exército americano. Apesar do prestígio, seu site é muito simples e pobre de informações técnicas acerca de seus produtos.
Mais informações: www.universalsearchlights.com
SPECTROLAB
Talvez a mais conhecida no Brasil, a SPECTROLAB, uma empresa americana do grupo Boeing, que fabrica uma infinidade de produtos e entre eles faróis de busca, desde 1969. Possui uma ampla gama de produtos e modelos, entre eles o famoso Spectrolab SX-16 Nightsun :
Nightsun XP
Farol de busca com novas tecnologias em um pacote mais aerodinâmico, utilizando software para ajuste de varredura, zonas mortas e posição de parada, bem como utilização em conjunto com sistemas de cameras térmicas.
Equipado com uma lâmpada xenon de 1600 watt, que fornece entre 30-40 milhões de candlepower. Possui um peso de 24,9 kg (farol / suporte) e consumo médio de 65 A (75 A máximo).
SX-5 Starburst
Engloba a mesma versatilidade e capacidade como o SX-16, mas faz isso em uma intalação menor, que é ideal para aplicações onde o fator peso é crítico.
As dimensões menores torna este farol de busca ideal para uso em aeronaves onde a distância ao solo é pequena para a utilização de um farol de maior porte.
Equipado com uma lâmpada xenon de 500 watt, que fornece entre 15-20 milhões de candlepower, com vida útil de 1.000 horas ou dois anos de operação. Possui um peso de 13,6 kg (instalação completa) e consumo entre 25 e 30 A.
SX-16 Nightsun
Talvez o mais conhecido farol de busca no mundo, sendo adaptado para operação em mais de 30 tipos de aeronaves diferentes.
Possui em lâmpada xenon de 1600 watt, que fornece entre 30-40 milhões de candlepower. Possui em peso entre 25 e 31 kg (instalação completa), pois seu suporte pode ser de aço ou alumínio.
Consumo entre 55 e 62 A. Dentre a linha SX-16, existem as versões SX-16 Enhanced, SX-16 IFCO, SX-16 IFCO Enhanced.
As versões Enhanced tem melhorias no sistema de arrefecimento, horímetro da lâmpada, novo refletor que melhora em 20% o poder de iluminação, sistema que permite desligar a luz independentemente do sistema e novo suporte “non-life limit” (o suporte da versão antiga tem vida útil de 10 anos). As versões antigas podem ser retrofitadas para a versão Enhanced.
As versões IFCO (In-Flight Change Over) são equipadas filtro infravermelho. Ficha técnica do SX-5, SX-16, SX 16 Enhanced, SX16 IFCO, SX-16 IFCO Enhanced e Nightsun XP
Mais informações no site: www.ils.spectrolab.com.
Novo helicóptero chinês já tem entrega garantida para polícia chinesa
O primeiro helicóptero leve civil desenvolvido e produzido na China voou pela primeira vez, na cidade de Tianjin.
A aeronave AC311 de 2 toneladas, que foi desenvolvida e fabricada pela Industry Corporation of China (AVIC), tem seis assentos e pode ser usada para treinamento, policiamente, comando e controle, fotografia aérea, resgate médico, patrulhamento de linhas de transmissão, combate a incêndios etc.
GRAer/PA: Polícia reforça operações especiais no ar
Mais de mil pés de maconha foram queimados em Terra Alta, em uma megaoperação das Polícias Civil e Militar, no final de outubro. A participação do Grupamento Aéreo, o Graer, foi de fundamental importância.
Resgate aéreo em Itambé/SP com utilização de MacGuire (vídeo)
No início da manhã de segunda-feira (8/Nov/10), um rapaz foi resgatado pelo um grupo de socorro formado pelo Corpo de Bombeiros, e pelo apoio do helicóptero Águia da PM de Ribeirão Preto/SP, só assim conseguiram resgatar o rapaz que havia caído em um buraco de aproximadamente 25 metros.
Iniciado o Curso de Tripulante Operacional do GRPAe/SP
Dando prosseguimento ao planejamento de descentralização do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar de São Paulo, a Base de Radiopatrulha Aérea de Praia Grande, litoral de São Paulo, será a sede do Curso de Tripulante Operacional (CTO/2010).
AW139: AgustaWestland anuncia contrato com a Polícia Estadual de Maryland/USA
A AgustaWestland anunciou o fechamento de um contrato para a Aviação Policial do Estado de Maryland/EUA para fornecer seis helicópteros AW139 para seu programa Medevac. O contrato no valor de 71 milhões dólares, prevê a entrega do primeiro AW139 em 18 meses após a adjudicação do contrato. Essas aeronaves serão produzidas na fábrica da AgustaWestland situada na Filadélfia, Pensilvânia.
Brincadeira com laser põe jovem na cadeia nos EUA
Um jovem americano de 19 anos foi condenado a quinze meses de prisão depois de apontar um laser verde para o cockpit de um helicóptero da polícia local e desviar a atenção do piloto.
FAA certifica Robinson R66 Turbine
Em 25 de outubro de 2010, três anos e oito meses após a Robinson Helicopter, publicamente, anunciar seus planos para desenvolver um helicóptero monoturbina, de cinco lugares, a Federal Aviation Administration (FAA) apresentou a Frank Robinson o Certificado de Tipo N º R00015LA o novo R66, permitindo que a Robinson comece com as entregas.
Policial militar do Rio Grande do Norte forma-se piloto de helicóptero
O Tenente PM Djalma Romualdo Sousa Brito Galvão, diretor do Centro Integrado de Operações Aéreas do Rio Grande do Norte (Ceiopaer), concluiu esta semana, no Distrito Federal, o “check” inicial para licença de Piloto Privado, bem como, o “check” para habilitação na aeronave AS350B2 – Esquilo, mesmo modelo do helicóptero da Sesed, habilitando-se como piloto.
SERIPA III e a EMARF realizarão Fórum sobre “A Filosofia da Investigação de Acidentes Aeronáuticos e as Implicações para o Poder Judiciário”
No dia 17 de novembro de 2010 o SERIPA III e a EMARF (Escola de Magistratura Regional Federal) realizarão Fórum sobre “A Filosofia da Investigação de Acidentes Aeronáuticos e as Implicações para o Poder Judiciário” que ocorrerá no auditório do TRF, Rua Acre, 80, 3º andar, Centro, Rio de Janeiro, das 09 às 13h.
Policiais do Btl RpAer/MG usam, agora, macacão verde e antichamas
Os 21 pilotos e os 19 co-pilotos do Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo – BtlRPaer da Polícia Militar de Minas Gerais estão, desde a manhã desta quinta-feira, 4, usando um novo equipamento de proteção individual, denominado Macacão Antichamas. Produzida com tecido meta-aramida, a nova farda, verde, é acompanhada por diversos acessórios, como bonés, luvas e camisetas.
Hoje é dia do inventor
Eduardo Alexandre Beni
O homem sempre buscou descobrir o oculto, desvendar o desconhecido e na aviação isso não foi diferente, o homem sempre almejou galgar os ares e poder ter a visão dos pássaros. Essa visão poética da possibilidade do homem voar imperou nesses primórdios. Neste afã de desvelar o ignoto inicia-se a conquista do proibido.
Essa busca se inicia na mitologia grega com a lenda de Dédalo e Ícaro. A história diz que o Rei Minos ao desobedecer ordem de Poseidon, deus do mar, é castigado por ele, através da gravidez de sua esposa, que dá luz a um monstro, o minotauro. O Rei Minos, para deixá-lo preso e isolado, convida Dédalo e seu filho Ícaro para construírem um labirinto, onde ficaria preso o minotauro.
O Rei Minos prende Dédalo e Ícaro no labirinto e como Dédalo era um grande inventor ateniense, cria dois pares de asas feitas com penas e cera. Antes de voarem Dédalo orienta o filho para que não voasse próximo do sol, pois esse derreteria a cera e ele cairia.
Durante o vôo, Ícaro, embriagado pela sensação de voar, quis ir mais alto, quando, próximo do sol, observou as penas de sua asa soltarem uma a uma. Ícaro caiu e morreu.
Dédalo ao perceber, retorna e conduz seu filho a uma pequena ilha, onde o enterra. A ilha passa a ter o nome de Içaria.
Com a evolução dos tempos várias histórias foram escritas e contadas, passando para as gerações seguintes, como, por exemplo, aquela que relata uma viagem à Lua , ou aquela em que Ulisses, içado aos céus por uma tromba d’água chega à Lua e encontra seus habitantes em preparativos para guerrear contra os moradores do Sol.
Neste caminho da história temos relatos sobre uma viagem à Lua , usando, como estrada, um corredor formado pela sombra da terra, ou ainda a aventura do ibero Domingo Gonzalez, perdido na ilha de Santa Helena, onde domestica cisnes selvagens, que, tracionando uma carroça, leva-o à Lua.
Passando para a história da aviação, foram vários os inventores e pensadores que proporcionaram à humanidade a possibilidade de se poder voar, utilizando um objeto mais pesado que o ar, fato que até então parecia ser impossível.
Dentre tantas invenções podemos citar:
- Criação do helicóptero, pára-quedas, trem de pouso e asas a pedal por Leonardo da Vinci.
- A invenção do balão a ar quente em 1709 pelo Padre Bartholomeu de Gusmão, mais de 70 anos antes do épico voo (2.000 m) dos irmãos Montgolfier em Paris, no ano de 1783.
- Do dirigível, quando Alberto Santos Dumont voou, em 19 de outubro de 1901, com o balão-dirigível n.º 6, com 33 metros de comprimento e 622 m³.
- Do avião, quando os irmãos Wilbur Wright e Orville Wright voaram em 17 de dezembro de 1903, nos EUA, utilizando uma catapulta rudimentar (com uso de um plano inclinado) para lançarem em vôo o biplano Flyer, o qual deu um salto de 40 metros (vôos subseqüentes melhoraram esta distância até pouco mais de 200 metros).
- Do avião, quando Alberto Santos Dumont alçou vôo no campo de Bagatelle, Aeroclube de França, por seus próprios meios motrizes, com o 14-bis, que rolou por 100 metros e levantou vôo, tendo percorrido 60 metros em 7 segundos, em um vôo nivelado a poucos metros do solo. A aeronave possuía uma envergadura das asas de 12 metros e a fuselagem tinha 10 metros, sendo equipado com um trem de pouso triciclo.
- Do avião, quando o nº 19, chamado inicialmente de “Libellule“, posteriormente de “Demoiselle”, um pequeno avião monoplano de asa alta com 5,10m de envergadura, 8m de comprimento e pesando pouco mais de 110 Kg com Santos-Dumont a bordo, alcançou facilmente 200m de distância e velocidade de mais de 100 Km/h, sendo a última aeronave construída por Santos Dumont.
- Do helicóptero, construído no final da década de 30, sendo o helicóptero Bell 47 o primeiro produzido em série.
Todos esses objetos mais pesados que o ar, foram criações de homens ilustres que mudaram o rumo da história da humanidade, iniciando-se uma trajetória de glórias e que não teria mais volta.
Nesta longa caminhada em busca do sonho de voar diversos acidentes e incidentes ocorreram, onde muitas pessoas morreram e muitos equipamentos foram destruídos.
Nos primórdios da aviação prevalecia o erro e o acerto, a correção muitas vezes era empírica, baseada na sensação do construtor, pois, conforme dizia Edward Murphy, Capitão da Força Aérea Americana, que desenvolveu essa teoria em 1949 e que sobrevive até os dias de hoje, que: “se houvessem duas maneiras de se construir determinado equipamento, as pessoas sempre iriam optar pelo jeito errado de construí-lo”.
E foi por causa desses pioneiros que foi possível voar.
Lembrando os ensinamentos de Alexander Graham Bell: “Inventor é um homem que olha para o mundo em torno de si e não fica satisfeito com as coisas como elas são. Ele quer melhorar tudo o que vê e aperfeiçoar o mundo. É perseguido por uma idéia, possuído pelo espírito da invenção e não descansa enquanto não materializa seus projetos.”
PMESP leva sistemas digitais e Olho de Águia à 12ª Futurecom
A Polícia Militar do Estado de São Paulo esteve presente, entre conceituadas empresas de 40 países, durante 12ª edição da Futurecom, no Centro de Exposições Transamérica. Durante a feira, destinada a mostrar os novos avanços tecnológicos no segmento de telecomunicações, passaram mais de 15 mil pessoas ligadas à área de tecnologia.
Tour de demonstração do FLIR Star SAFIRE HD
A Flir Systems irá fazer uma demonstração do sistema Star SAFIRE HD no Brasil no período de 16 a 22 de novembro. Esta demonstração será feita utilizando uma aeronave Pilatus da própria Flir, que irá percorrer quatro capitais no Brasil: Fortaleza, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, realizando dois vôos de demonstração por dia.
AgustaWestland anuncia a venda de três AW119Ke para Goiás e novas instalações em São Paulo
A AgustaWestland anunciou a compra três aeronaves AW119Ke pelo Estado de Goiás para missões de policiamento, combate a incêndios e de transporte. O contrato é no valor de 11 milhões de dólares e também inclui treinamento para tripulantes e pessoal de manutenção, e entrega programada para dezembro de 2010.
Águia de São José do Rio Preto/SP se prepara para resgate em enchentes
Desde que chegou a São José do Rio Preto, no dia 12 de agosto, o helicóptero Águia da Polícia Militar tem mostrado serviço diferenciado. Agora está se preparando para atender possíveis resgates de vítimas das enchentes que, infelizmente, assustam os moradores da cidade durante o Verão.
AMTC 2010 – Air Medical Transport Conference
Entre 11 e 13 de outubro de 2010, foi realizada em Ft. Lauderdale, Florida/EUA a Conferência de Transporte Aeromédico (Air Medical Transport Conference – AMTC), evento realizado pela Associação de Serviços Aeromédicos ( AAMS – Association of Air Medical Services).
Procura-se piloto policial para as Ilhas Cayman
Há algum tempo publicamos Cansado de voar no Brasil? e Chegou nas Ilhas Cayman o EC135 da polícia, notícias sobre a implantação da aviação policial na Ilhas Cayman com a chegada de uma aeronave EC135 e a necessidade de pilotos para operá-lo. Pois bem, a aeronave chegou e pelo visto está faltando piloto por lá.
Resgate aéreo em Jaraguá do Sul/SC
Dois homens foram resgatados pelo helicóptero Águia da Polícia Militar, na manhã deste sábado, em Jaraguá do Sul, depois de ficarem ilhados no rio Itapocu, debaixo da Ponte do Trabalhador, no bairro Ilha da Figueira.
SGSO – Sistemas de Gerenciamento da Segurança Operacional
Esta publicação foi preparada pela ANAC – Gerência Geral de Análise e Pesquisa da Segurança Operacional (GGAP) e está em consonância com os trabalhos do Grupo Internacional de Colaboração do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SMS ICG) e com PSOE-ANAC.
1. O que é SGSO (Sistemas de Gerenciamento da Segurança Operacional)?
É um conjunto de ferramentas gerenciais e métodos organizados para apoiar as decisões a serem tomadas por um provedor de serviço da aviação civil em relação ao risco de suas atividades diárias.
2. Qual é o foco do SGSO?
O foco do SGSO está na melhoria contínua da segurança operacional. Entende-se por segurança operacional o estado no qual o risco de lesões às pessoas ou danos aos bens é reduzido ou mantido em um nível aceitável, ou abaixo do mesmo, por meio de um processo contínuo de identificação de perigos e gerenciamento dos riscos.
3. Quais são os processos-chave de um SGSO?
• Identificação de perigos: conjunto de atividades voltadas para identificação de perigos relacionados com sua organização.
• Reporte de Eventos de Segurança Operacional (ESO) – processo de aquisição de dados e informações relacionados à segurança operacional.
• Gerenciamento de riscos: processo padronizado para avaliação e definição de medidas de controle de riscos.
• Medição de desempenho:ferramentas gerenciais definidas para avaliar se os objetivos de segurança operacional da organização estão sendo atingidos.
• Garantia da qualidade:conjunto de atividades voltadas para padronização da prestação do serviço conforme critérios estabelecidos de desempenho.
4. Quais são os papéis e responsabilidades dentro do SGSO?
• A alta direção, representado pelo seu executivo líder, é responsável e presta contas em relação ao estabelecimento do SGSO e alocação dos recursos necessários ao suporte e manutenção de um SGSO efetivo.
• O pessoal alocado em nível gerencial é responsável pela implantação, manutenção e adesão ao SGSO em suas áreas.
• Todos os empregados são responsáveis pela identificação e reportes de perigos, além de participarem com contribuições para melhoria da segurança operacional.
5. Como o SGSO pode trazer benefícios para minha organização?
• Proporciona tomada de decisões com base em mais e melhores informações.
• Melhora a segurança operacional reduzindo o risco para a ocorrência de acidentes.
• Melhor alocação de recursos, proporcionando mais eficiência e redução de custos.
• Reforça uma cultura de segurança operacional no provedor de serviço.
• Demonstra um devido comprometimento do provedor com a segurança operacional.
6. Quais são as qualidades principais evidentes nas organizações que possuem um SGSO efetivo?
• Alta direção comprometida com a melhoria da segurança operacional e pessoal comprometido a alcançar os objetivos de desempenho da segurança operacional.
• Clara percepção sobre o que é um SGSO e sobre o que deve ser feito para melhorar a segurança operacional.
• Orientação para alocação equilibrada dos recursos visando enfrentar todos os riscos, o controle e a mitigação viável do risco.
• Prática de comunicação aberta através da organização que é abrangente e transparente, além de não punitiva, quando necessária.
• Cultura organizacional que continuamente busca a melhoria.
7. O que o SGSO não é?
• Auto-regulação ou desregulação.
• Responsabilidade ou compromisso de um só departamento.
• Substituto ao programa de vigilância operacional do Estado.
• Fardo sem objetivo.
• Simples conjunto de requisitos a serem cumpridos que continuamente buscam a melhoria.
8. O que o SGSO propicia?
• Trabalhar sob processos existentes.
• Integração com outros sistemas de gerenciamento, proporcionando um conjunto flexível para organização e orientação das atividades do provedor de serviço.
• Demonstração de boas práticas de negócios.
9. Qual a diferença entre SGSO e o Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ)?
• O SGSO é focado em aspectos da segurança operacional da organização.
• SGQ é focado nos serviços e produtos da organização.
• Enquanto SGQ é focado em conformidade, o SGSO é focado nos perigos. Ambos, não conformidades e perigos, podem impactar a segurança operacional.
Ambos os sistemas aumentam a segurança operacional e são ferramentas complementares. Você não terá um SGSO efetivo sem aplicar os princípios de SGQ, que irão controlar os processos e procedimentos de identificação de perigos e controle/mitigação de riscos, garantindo que funcionem como previsto e promovendo uma melhoria contínua.
10. Qual é a diferença entre SGSO e um Programa de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos?
Um SGSO está fundamentado sobre uma abordagem sistêmica e gerencial primordialmente proativa/preditiva, identificando os riscos de segurança operacional existentes no sistema antes que um evento indesejado ocorra.
Considera perigos e riscos que impactam a organização, bem como inclui ferramentas e métodos para controle desses riscos. Um programa de prevenção de acidentes aeronáuticos é fundamentalmente reativo e com atuação pontual, não abrangendo todo o provedor de serviço.
Fonte: ANAC







































