O adolescente foi levado ao Pronto- Socorro de Rio Branco. Foto: Júnior Aguiar/Sesacre
Acre – Na terça-feira (28), profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Acre (SAMU) e do Centro Integrado de Operações Aéreas do Acre (Ciopaer), resgataram um adolescente de 14 anos, vítima de queda de cavalo, na Aldeia Indígena Jatobá, em Assis Brasil.
O adolescente apresentava quadro de fratura fechada no membro inferior direito e foi transportado de helicóptero para o Pronto-Socorro de Rio Branco. O quadro do paciente era estável, mas estava sentindo muitas dores. A parceria entre CIOPAER e Secretaria da Saúde foi retomada em 2019 para viabilizar o transporte de pacientes, residentes em áreas com poucos recursos.
“Fomos acionados para resgatar um garoto indígena em região afastada da área urbana do município. Decolamos por volta de 8h da manhã. O voo até a localidade foi de 1 hora e 10 min. Fizemos o resgate da vítima e retornamos para Rio Branco, pousando no heliponto do Pronto-Socorro por volta de 11h50”, explicou o operador aerotático, Reginaldo Castro.
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Resgate de um adolescente de 14 anos, da Aldeia Indígena Jatobá, em Assis Brasil. Foto: SAMU.
O adolescente foi levado ao Pronto- Socorro de Rio Branco. Foto: Júnior Aguiar/Sesacre
Operação Yanomami atinge a marca de 200 indígenas transportados
O Comando Operacional Conjunto Amazônia, responsável pelo apoio aéreo logístico à Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS), do Ministério da Saúde, atingiu a marca de 200 indígenas transportados por meio de suas aeronaves desde o início da Operação Yanomami, em 30 de janeiro de 2023.
Até o momento, 112 indígenas da região de Surucucu e Auaris foram transportados para atendimento médico em Boa Vista (RR), sendo que 89 indígenas regressaram às suas aldeias (Ixaloipu, Mathutwe, Onkiola, Korunau, entre outras), após a melhora de suas condições de saúde.
Ao realizar o transporte aéreo de indígenas para a capital de Roraima e posterior tratamento de saúde no Hospital de Campanha da Força Aérea (HCAMP) e na Casa de Apoio à Saúde Indígena (CASAI), a Operação Yanomami visa contribuir para a higidez da população indígena.
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Operação Yanomami atinge a marca de 200 indígenas transportados
Operação Yanomami atinge a marca de 200 indígenas transportados.
Operação Yanomami atinge a marca de 200 indígenas transportados
Apoio aéreo
Com a finalidade de transportar suprimentos, equipes de resgate e ajuda médica para regiões remotas e de difícil acesso, aeronaves da Força Aérea Brasileira, do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil são utilizadas nas operações de ajuda humanitária.
O H-36 Caracal, o H-60 Black Hawk e o C-98 Caravan, da FAB; o UH-15 Super Cougar, da Marinha do Brasil; e o HM-2 Black Hawk, do Exército Brasileiro, são algumas das aeronaves que fazem parte da operação conjunta e que foram utilizadas para o transporte de pacientes indígenas.
Exemplo do trabalho conjunto, foi o atendimento realizado pela Marinha do Brasil no dia 16 de março. Um indígena da localidade de Surucucu (RR), que estava acometido de anemia grave e hipotensão foi transportando na aeronave N-7106 (UH-15) para a Base Aérea de Boa Vista.
2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral da MB realiza Evacuação Aeromédica de indígena.
Integração entre profissionais do SAMU e da CIOPAER aprimora atendimento aeromédico no Ceará. Foto: SAMU Ceará.
Ceará – O aprimoramento e os desafios do atendimento aeromédico no Ceará foram as temáticas do encontro de integração que envolveu médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) Ceará e da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAER). Realizada na quinta-feira (23), a reunião foi uma oportunidade para debater e compartilhar conhecimentos para melhorias do serviço.
Durante o evento, palestras e treinamentos permitiram capacitar os profissionais, aprimorar as técnicas de atendimento, a troca de experiência e o fortalecimento dos protocolos de cada serviço.
Dos temas abordados, destaca-se o acionamento revisitado do serviço aeromédico, da Central de Regulação de Urgências do SAMU 192 Ceará com a CIOPAER. “São áreas bastantes técnicas. Essa integração é importante, e vamos fazer que cresça cada vez mais”, reforçou o comandante da CIOPAER, coronel aviador Darley Sousa.
Integração entre profissionais do SAMU e da CIOPAER aprimora atendimento aeromédico no Ceará. Foto: SAMU Ceará.
Para o superintendente do SAMU, Nilson Mendonça Filho, esse alinhamento dos profissionais dos dois órgãos do Governo do Ceará foi importante para compartilhar conhecimentos e informações. “Essa troca será um grande ganho à população cearense”.
O SAMU é responsável por coordenar o atendimento pré-hospitalar no Ceará, enquanto a CIOPAER é responsável pela operação das aeronaves no transporte de pacientes. A integração dos profissionais estabeleceu melhorias logísticas e de fluxos para o atendimento em emergências em todo o estado. Uma maneira de garantir à população o tratamento adequado em tempo hábil, nos casos de deslocamento aéreo.
“São duas áreas técnicas, mas bem diferentes. É de suma importância esse alinhamento para que possam trabalhar da melhor maneira possível e oferecer à sociedade, como um todo, um bom desempenho do serviço aeromédico”, destacou Alexssandro Bulhões, médico da Central de Regulação de Urgências do Eusébio.
Eduardo Henrique, médico da CIOPAER, parabenizou os dois órgãos pela idealização do evento. “Acho importante ter sempre um encontro de alinhamento como esse. O tempo que passamos aqui aprendendo foi um investimento para melhorar o atendimento à população, pois é o nosso objetivo principal”, reforçou.
O encontro de integração faz parte da parceria entre as instituições vinculadas à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS). O serviço aeromédico foi acionado para 36 ocorrências entre janeiro e 22 de março deste ano.
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Integração entre profissionais do SAMU e da CIOPAER aprimora atendimento aeromédico no Ceará. Foto: SAMU Ceará.
Integração entre profissionais do SAMU e da CIOPAER aprimora atendimento aeromédico no Ceará. Foto: SAMU Ceará.
Integração entre profissionais do SAMU e da CIOPAER aprimora atendimento aeromédico no Ceará. Foto: SAMU Ceará.
Integração entre profissionais do SAMU e da CIOPAER aprimora atendimento aeromédico no Ceará. Foto: SAMU Ceará.
Serviço aeromédico transporta paciente de Minas Gerais para João Pessoa, PB
Paraíba – No dia 21 de março, o Grupo de Resgate Aeromédico Estadual (GRAME) realizou mais um voo. Desta vez, trouxe para perto da família, o caminhoneiro de 52 anos, Francisco César de Morais. O paciente estava internado no Pronto Atendimento da cidade de Salinas, interior de Minas Gerais, há nove dias e agora seguirá com seu tratamento no Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa.
Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros e piloto do avião, Emanuel Silva, toda operação de transferência durou cerca de 14 horas. “A aeronave precisou fazer paradas estratégicas para abastecimento. Articulamos com o SAMU, Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e Secretarias de Saúde desses estados para ficarem em alerta caso houvesse alguma intercorrência, no entanto, tudo ocorreu na mais perfeita tranquilidade”, relatou.
O médico do transporte aeromédico, Francisco Júnior, também destacou que foi uma missão de alta complexidade e concluída com muito sucesso. “O paciente teve uma fratura de pelve esquerda, mas esteve a todo momento consciente e orientado e muito emocionado em voltar ao seu estado de origem”, frisou.
O diretor-geral do Trauma-JP, Laécio Bragante, explicou que todos os cuidados emergenciais com o paciente já estão sendo realizados e, em breve, a cirurgia será realizada. “É um prazer para nós, que fazemos parte da família do Hospital de Trauma, participar desta transferência. Um cidadão paraibano voltando para sua casa”, explicou.
O serviço de resgate aeromédico é uma parceria entre a Secretaria da Saúde (SES), o Corpo de Bombeiros e a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesds).
Serviço aeromédico transporta paciente de Minas Gerais para João Pessoa, PB
Paciente do SUS com cardiopatia chagásica é transportado de Goiás para São Paulo
Goiás – Na sexta-feira (25), um paciente de sexo masculino, de 44 anos, internado no Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP), com diagnóstico de miocardite chagásica, foi transferido para São Paulo (SP), onde realizou avaliação para possível transplante cardíaco.
Para a transferência, uma força tarefa foi mobilizada pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO). Houve a participação das unidades hospitalares, do sistema nacional de transplantes, SAMU, Corpo de Bombeiros e Casa Militar. “Este é o Sistema Único de Saúde com uma qualidade assistencial exemplar. É o verdadeiro papel do Estado, usar sua estrutura para salvar vidas”, destacou o titular da SES, Sérgio Vencio.
Após avaliação da equipe médica, o paciente foi encaminhado à Central de Transplantes para avaliação. Com a solicitação da vaga em instituição habilitada, o paciente foi encaminhado por meio de Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Além disso, houve disponibilização de casa de apoio para a acompanhante do paciente.
Com a vaga cedida pelo Hospital Albert Einstein de São Paulo, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), o transporte foi realizado em um jato Cessna CitationJet (C525), operado pelo Serviço Aéreo do Estado de Goiás (SAEG), vinculado à Casa Militar.
“O paciente agora será avaliado, pois tem critérios para entrar na fila de transplante, e depois dessa análise do hospital especializado, saberemos se de fato ele entrará na fila”, explicou a gerente de Transplantes da SES, Katiúscia Christiane Freitas.
Paciente atendido pelo SUS, com cardiopatia chagásica, é transportado de aeronave, de Goiás para São Paulo.
Polícia Regional de York adquire helicóptero Airbus H125 - AIR2
Canadá – A Unidade de Apoio Aéreo da Polícia Regional de York (Ontário) apresentou seu novo helicóptero, um Airbus H125, adquirido pelo valor de C$ 7,2 milhões (US$ 5,6 milhões). Essa aeronave irá substituir o EC120, que alcançou 20 anos de operação e 20.000 horas de voo.
Com o crescimento das comunidades e a dinâmica do policiamento em Ontário, o Conselho Regional de Serviços de Polícia de York aprovou a compra do novo helicóptero, conhecido como AIR2. Trata-se de uma aeronave consagrada, usada em mais de 200 organizações policiais em todo o mundo.
O H125 está equipado com recursos de visão noturna para melhorar o desempenho operacional e a consciência situacional, sensor infravermelho, sistema de mapeamento de realidade aumentada, um farol de busca Trakka, um sistema de endereço público, sirene para se comunicar com as pessoas no solo e sistema de downlink para fornecer imagens em tempo real aos comandantes da polícia.
A unidade policial começou em 2.000 com uma aeronave Enstrom 480 doada, em 2002 compraram o Eurocopter EC120. Somente em 2022, a Air2 apoiou 1.373 chamadas de serviço, auxiliou policiais em 266 abordagens de trânsito e ajudou a fazer 213 prisões. Além disso, a Air2 localizou 15 pessoas desaparecidas e vulneráveis. Com o novo H125 pretendem potencializar as operações.
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Polícia Regional de York adquire helicóptero Airbus H125 - AIR2
Polícia Regional de York adquire helicóptero Airbus H125 - AIR2
Polícia Regional de York adquire helicóptero Airbus H125 - AIR2
Bombeiros e SAMU de SC transportam recém-nascido em incubadora instalada no Arcanjo 01
Santa Catarina – O Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) e o SAMU Aeromédico de SC têm se destacado na busca de novas tecnologias e de técnicas consagradas mundialmente. Em julho de 2022, iniciaram o transporte de sangue total para o local da ocorrência. Para garantir seu armazenamento, adquiriam quatro bolsas especiais que mantém temperatura constante de 5ºC, desenvolvido pela empresa brasileira Stable Tech.
Além disso, utilizam aparelho de ultrassonografia portátil, muito útil na avaliação do funcionamento do coração, lesões pulmonares e lesões no abdome e compressor torácico automático (LUCAS 3), importante nos atendimentos que necessitam de reanimação de vítimas de parada cardiorrespiratória. Muitas pessoas já foram salvas com o uso desses equipamentos em Santa Catarina.
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Bolsas especiais que mantém temperatura constante de 5ºC, desenvolvido pela empresa brasileira Stable Tech.
Bolsas especiais que mantém temperatura constante de 5ºC, desenvolvido pela empresa brasileira Stable Tech.
Com repasse de R$ 500 mil da Casa Civil, Corpo de Bombeiros comprou o segundo LUCAS3, uma incubadora para transporte neonatal e uma cápsula de isolamento para pacientes com COVID-19.
Mas não para por ai, na manhã do dia 21 de Março, realizaram transporte aeromédico de recém-nascido (RN) prematuro com o emprego de incubadora instalada no helicóptero Arcanjo 01. A aeronave decolou de sua base em Florianópolis (SC), embarcou o recém-nascido em Balneário Camboriú (SC), e transportou para o Hospital Regional Deputado Afonso Guizzo (HRA), em Araranguá (SC).
Segundo a equipe aeromédica, o emprego do helicóptero agilizou o transporte, pois permitiu que fizessem a transferência do paciente leito a leito, sem a necessidade do emprego de apoio de ambulâncias terrestres na origem e no destino. “Questões logísticas também devem ser consideradas na decisão sobre qual o melhor recurso a ser empregado para cumprir a demanda solicitada”, complementou a médica de voo Daíse Müller.
“Buscamos incessantemente melhor atender a população, seja com a escolha do tipo de aeronave para cada tipo missão, seja pela busca constante de equipamentos mais modernos empregados no mercado”, disse o comandante da aeronave, Maj Jair Pereira dos Santos Júnior.
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Bombeiros e SAMU de SC transportam recém-nascido em incubadora instalada no Arcanjo 01
Bombeiros e SAMU de SC transportam recém-nascido em incubadora instalada no Arcanjo 01
Bombeiros e SAMU de SC transportam recém-nascido em incubadora instalada no Arcanjo 01
O financiamento e a conscientização geral do setor de ambulâncias aéreas variam muito em todo o mundo. Como os serviços sobrevivem e o que a indústria aeromédica pode fazer para aumentar a compreensão popular? Jonathan Falconer, da revista Airmed&Rescue, conversou com operadoras do Reino Unido, Turquia, Quênia e Austrália para saber mais sobre as diferenças na percepção pública e nos modelos de financiamento do serviço.
Corrigindo equívocos
Ainda há algum pensamento equivocado por aí de que as ambulâncias aéreas são pagas pelo Estado e são um serviço de “colher e ir“, simplesmente levando os pacientes para o hospital mais apropriado o mais rápido possível, depois “largar e correr” antes de retornar à base. Esses equívocos não poderiam estar mais longe da verdade.
“Como parte de uma pesquisa recente, a Midlands Air Ambulance Charity (MAAC) descobriu que pouco mais de 30% dos entrevistados no Reino Unido ainda não estavam cientes do conjunto aprimorado de habilidades clínicas, medicamentos avançados e equipamentos de nível hospitalar que o MAAC transporta direta e rapidamente para as cenas de incidentes”, revelou Emma Gray, diretora de operações da MAAC.
CareFlight em operação governamental, no Território do Norte, Austrália.
O serviço do MAAC utiliza três helicópteros (dois EC135 e um H145) e é muito mais do que isso: “A equipe clínica reforçada traz partes do Serviço de Urgência do hospital diretamente para o doente, em alguns casos dando-lhes os cuidados definitivos necessários, antes de os transferir para o hospital”, disse Gray. Isso pode significar passar mais tempo no local do incidente, mas o atendimento fornece aos pacientes a melhor chance de sobrevivência e melhores resultados de recuperação.”
A longa experiência aeromédica da Redstar Aviation, com mais de 33 anos, significa que seu serviço é proeminente entre os cidadãos turcos, bem como com clientes corporativos e governamentais. “Com nossa frota de seis ambulâncias aéreas dedicadas Challenger 605 e Learjet 45XR, oferecemos serviços a uma clientela mundial composta por grandes seguradoras, empresas de assistência médica e organizações governamentais. Como somos bem conhecidos por muitas instituições de saúde como um provedor de ambulância aérea, somos facilmente acessíveis aos usuários”, disse o porta-voz da Redstar.
Na África Oriental, o serviço de ambulância aérea AMREF Flying Doctors (AFD), com sede em Nairóbi, é visto pelo público queniano como caro e fora do alcance do cidadão comum, como o Dr. Joseph Lelo, Diretor Médico da AFD, explicou: “É percebido como sendo principalmente para turistas ou viajantes na região que podem ficar doentes ou feridos enquanto estão em partes remotas da África, e exigir voos de resgate para hospitais e, em seguida, ser levado de volta para casa em missões de repatriação”. A AFD opera uma frota de seis aeronaves, fornecendo serviços de evacuação aeromédica em toda a região da África Oriental, compreendendo três jatos (Citation Bravo C550, XLS C560 e Sovereign C680), um turboélice Pilatus PC12 e um único Eurocopter AS350.
Os australianos têm uma visão completamente diferente. Para eles, os serviços aeromédicos pré-hospitalares e inter-hospitalares estão incorporados nas expectativas dos direitos básicos de saúde na Austrália. “Desde o início do Royal Flying Doctor Service (RFDS) em 1928, os australianos que moram em áreas rurais e remotas adotaram a filosofia de que o aeromédico é um ‘manto de segurança‘ que deve apoiar o acesso a cuidados para uma população muito dispersa geograficamente, independentemente da localização”, comentou o Dr. Mardi Steere, Gerente Geral Executivo da RFDS australiana.
Royal Flying Doctor Service (RFDS) da Austrália.
Uma estratégia de comunicação
Então, o que o setor aeromédico pode fazer para divulgar a mensagem para ajudar as pessoas a entender mais sobre a natureza das operações de ambulância aérea?
Gray acredita que a comunicação regular e simplificada para apoiadores e doadores “demonstra como o trabalho é importante para salvar vidas, além de incentivar médicos e pilotos para trabalharem em uma plataforma HEMS”. “Como um setor, todo mês de setembro no Reino Unido, a Semana de Ambulância Aérea é organizada pela Air Ambulances UK para demonstrar nacionalmente o que o setor aeromédico faz para ajudar o público a entender melhor o que podemos levar para a cena”, disse Gray.
A AMREF Flying Doctors (AFD) está aumentando a percepção do público queniano sobre suas operações por meio da introdução de um esquema de adesão de baixo custo. “Isso permite o acesso a voos aeromédicos sem custo extra e de forma simplificada”, disse o Dr. Lelo.
A AFD também está envolvida na resposta a desastres e em outras atividades comunitárias, que estão ajudando a aumentar a conscientização pública sobre os serviços aeromédicos da organização. “Eventos de mídia, feiras públicas e shows aéreos também apresentam oportunidades para mostrar e educar o público sobre os serviços de ambulância aérea”, disse o Dr. Lelo.
A COVID-19 fez muito para educar a população turca sobre a natureza do trabalho de ambulância aérea. “O aumento da demanda por serviços aeromédicos durante e após a pandemia expandiu o uso de ambulâncias aéreas na Turquia, bem como globalmente”, revelou Redstar. “Os transportes aeromédicos privados foram exigidos com mais frequência durante este período, com baixa mobilidade devido às restrições de viagem. Pacientes com sintomas de COVID e que precisavam de tratamento de emergência começaram a preferir a ambulância aérea para chegar às instituições médicas”.
Redstar Aviation da Turquia.
O porta-voz da Redstar descreveu como uma consequência inesperada da pandemia, o enorme aumento no uso da internet para descobrir informações, comprar bens e serviços e para comunicação. Isso levou a uma crescente conscientização entre o público sobre a natureza dos serviços aeromédicos e o que eles podem oferecer, manifestando-se em um aumento significativo nos consumidores que acessam as empresas de ambulância aérea.
“Os pacientes ou seus parentes podem facilmente entrar em contato com os provedores de ambulância aérea na Turquia – e eles escolhem esse serviço, mesmo que seja de alto custo, especialmente quando o tratamento avançado é necessário. Como resultado, a popularidade deste serviço aumenta a cada dia.”
A Dra. Steere tem uma visão diferente: “Há um risco de que o aeromédico possa ser percebido puramente como um esporte de adrenalina para os médicos em busca de emoção”, sustentou. E histórias de, por exemplo, uma miríade de provedores de helicópteros competindo por participação de mercado em densas cidades americanas não ajudam nessa percepção”, disse ela.
Diferentes países, diferentes financiamentos
Existem 22 organizações de ambulâncias aéreas em todo o Reino Unido; todos, exceto um, são de caridade, que não recebem nem buscam financiamento do governo, do Serviço Nacional de Saúde (NHS) ou da Loteria Nacional. A Escócia é o único país da União a ter uma provisão de ambulância aérea financiada pelo NHS.
“A Midlands Air Ambulance Charity (MAAC) atende anualmente aproximadamente 4.500 incidentes por meio de três ambulâncias aéreas e três terrestres, contando com doações do público e de empresas locais para financiar nossas missões diárias”, disse Gray.
O MAAC precisa arrecadar £11 milhões a cada ano para manter seu serviço de emergência pré-hospitalar. O financiamento para missões diárias é recebido através de doações comunitárias e corporativas, lojas de caridade, subsídios e investimentos. “No passado, a instituição de caridade também recebeu contribuições de financiamento únicas para dois projetos de capital – a compra de uma de nossas aeronaves e para sua nova base aérea, sede e instalação de treinamento – que são dedicados a preparar seu serviço de resgate”, comentou Gray.
Midlands Air Ambulance Charity (MAAC) do Reino Unido.
Turquia – comercial, mas também gratuita para os cidadãos
Os serviços de ambulância aérea na Turquia são oferecidos aos clientes por empresas privadas, como a Redstar Aviation, que é um dos vários operadores comerciais que prestam serviços aeromédicos diretamente ao consumidor. Na Turquia, as ambulâncias aéreas são um negócio e o financiamento por meio de doações (caridade) não é usado.
A empresa explicou: “Um serviço de ambulância aérea na Turquia é oferecido pelo Estado aos seus cidadãos gratuitamente, ao contrário de outros países europeus, especialmente a Inglaterra. O governo turco não tem ambulâncias aéreas próprias, por isso fornece esse serviço aos seus cidadãos, comprando-o de provedores privados terceirizados como a Redstar. Nesse contexto, o Estado pode recorrer a um grande número de ambulâncias aéreas de asa fixa e rotativa para prestar esse serviço”.
“Embora não tenham o tamanho da nossa frota, outras empresas de ambulâncias aéreas com uma ou duas aeronaves podem fornecer esses serviços local e regionalmente também”, disse Redstar. Usando a ampla rede de corretores aeromédicos da Turquia, as solicitações de serviço são compartilhadas com vários provedores de ambulância aérea simultaneamente. “Por esta razão, quando comparado com outros países, o sistema de financiamento por doações não existe na Turquia. A atividade é comercial”, disse o porta-voz.
“Normalmente, as solicitações de serviço vêm das instituições de saúde onde os pacientes estão sendo tratados ou através dos médicos”, continuou o representante da Redstar. “Além disso, os usuários que têm conhecimento sobre o serviço podem alcançar as empresas por meio de vários canais de marketing e vendas, como sites e plataformas de mídia social”, continuou.
Devido à grande área do país (302.535 m²), as aeronaves de asa fixa são geralmente preferidas para transferências de longo alcance, como leste-oeste (995 milhas) ou norte-sul (404 milhas), especialmente para grandes cidades como Istambul, Ancara e Izmir, onde as instalações médicas estão melhor equipadas. Os helicópteros são preferidos para transferências de áreas rurais ou remotas para os centros das cidades. De tempos em tempos, voos de médio alcance operados por vários helicópteros também são realizados.
Redstar Aviation da Turquia.
Quênia – empresa social e com fins lucrativos
Dr. Lelo: “A AFD é uma empresa social autofinanciada. Nossas atividades aeromédicas geram um excedente, o que fornece uma fonte muito necessária de financiamento irrestrito para nossa organização-mãe, a AMREF Health Africa. Outras operadoras são empresas privadas com fins lucrativos ou instituições de caridade financiadas por doadores”, relatou.
A Dra. Steere viveu no Quênia de 2011 a 2019, onde foi voluntária no Hospital Kijabe em Emergência Pediátrica e Diretora de Serviços Clínicos, antes de retornar à Austrália, sua terra natal, para um papel executivo na RFDS. Ela dá uma visão adicional sobre a base comercial no Quênia: “Os serviços pré-hospitalares e inter-hospitalares, incluindo ambulâncias rodoviárias e aéreas, são realizados por empresas privadas, que exigem adesão ou um modelo de pagamento conforme o uso, que não são financeiramente acessíveis pela maioria dos quenianos”, revelou ela.
A AFD pode ocasionalmente obter doações de um simpatizante para apoiar suas atividades de caridade, mas isso contribui com menos de um por cento da receita. “Nossa principal fonte são os voos pagos por seguradoras ou indivíduos e nosso esquema de associação”, comentou o Dr. Lelo.
AMREF Health África – Quênia.
Austrália – um sistema híbrido
O financiamento de serviços de ambulância aérea na Austrália é tão variado quanto a topografia deste vasto continente, como o Dr. Steere apontou: “A RFDS tem um modelo híbrido de financiamento governamental / comunitário, contando com uma base comprometida de doadores e parceiros corporativos. Há provedores aeromédicos que são organizações sem fins lucrativos e outros que são com fins lucrativos, que fornecem aeronaves e tripulações para autoridades do estado e equipes de resgate”.
As operadoras sem fins lucrativos incluem a CareFlight no Território do Norte (NT) e a LifeFlight em Queensland (QLD). As organizações com fins lucrativos incluem a Toll e a Pel-Air, fornecendo serviços para Victoria e Nova Gales do Sul (NSW). Todos têm contratos com o governo estadual para fornecer serviços de resgate (NT e QLD) ou aeronaves e tripulações como a Toll e Pel-Air, pois possuem parceria com médicos da Ambulância Victoria ou NSW Air Ambulance.
“A RFDS depende de seu financiamento híbrido. O capital privado é utilizado para substituição de frota, infraestrutura de aviação e instalações regionais de transferência de pacientes, o público advém principalmente de contratos com parceiros estaduais, federais e outros parceiros de saúde, para os quais somos um elo integrado em uma cadeia de serviços estratégicos mais amplos”, explicou o Dr. Steere.
A visão do Dr. Steere é que as conversas sobre equidade em saúde realmente devem sustentar a proposta de valor do serviço aeromédico. É um argumento que poderia facilmente se aplicar a outros países, onde a prestação de serviços de ambulância aérea depende de financiamento por doações ou é desprovida de apoio estatal direto.
“Na Austrália, se nos concentrarmos nos resultados, há um valor mensurável em nível de saúde pública para populações rurais e remotas, quando o tempo para o atendimento definitivo pode cair em horas, devido à prestação de serviços aeromédicos pré-hospitalares e inter-hospitalares”, declarou.
Treinamento avançado prepara equipes aeromédicas para situações críticas no sudeste da Austrália. Foto: Toll.
Governo de Goiás inaugura novo hangar do Centro de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar
Goiás – Na tarde de terça-feira (21), o Plenário da Assembleia Legislativa de Goiás aprovou em primeira votação a propositura nº 2055/20 de autoria do deputado Delegado Eduardo Prado (PL). O projeto de lei prioriza a utilização de aeronaves do Governo do Estado para o transporte de equipes de captação de órgãos para transplantes.
A matéria prevê que o Poder Executivo deve priorizar, com preferência, suas aeronaves para essa finalidade. Para o autor da proposta, a lei poderá evitar casos em que órgãos não sejam retirados e transplantados por falta de uma estrutura de traslado adequada e rápida, como muitos casos exigem, sob pena de perder o material que garante a renovação da vida a quem está na fila de espera por um transplante.
“Muitas pessoas que necessitam de transplantes no Brasil morrem por ausência de doadores. Por outro lado, muitos órgãos são perdidos em razão da falta de um transporte eficiente entre o local onde o doador faleceu e o local onde seria realizada a cirurgia de transplante, considerando a distância de ambos”, argumentou Prado.
No plano federal, com a edição do Decreto nº 9.175 de 2017, a Força Aérea Brasileira (FAB) passou a manter permanentemente uma aeronave dedicada ao transporte de órgãos, tecidos e equipes de captação.
EUA – A SKYTRAC Systems, líder global em comunicações por satélite e soluções inteligentes de conectividade, anunciou que a Global Medical Response (GMR), uma das maiores empresas provedoras de transporte aeromédico do mundo, terá seus 381 helicópteros atualizados com moderno sistema de comunicação por satélite.
A SKYTRAC atualizará e harmonizará os equipamentos a bordo dos helicópteros Bell 206, Bell 407, Airbus EC130, Airbus EC135, Airbus EC145, Airbus EC155, Airbus AS350, Leonardo AW109 e Leonardo AW119 com recursos avançados de transferência de dados, voz e texto.
Fazem parte da GMR, as empresas American Medical Response (AMR), Rural Metro Fire, Air Evac Lifeteam, REACH Air Medical Services, Med-Trans Corporation e AirMed International.
Informações clínicas dos pacientes, da aeronave, acompanhamento e gerenciamento de missões, wi-fi, análise de condições climáticas e gravação de áudio e vídeo na cabine são algumas das funcionalidades. Com mais de 39.000 colaboradores, a Global Medical Response oferece cuidados médicos nos Estados Unidos e em todo o mundo.
Com 379 bases aéreas e mais de 500 aeronaves de asa fixa e rotativa em operação em todo o mundo, a padronização dos sistemas de comunicação da frota proporcionará ganhos significativos em eficiência e segurança para as operações de voo, manutenção e equipes médicas da GMR. Além disso, a GMR provê mais de 8 mil ambulâncias terrestres e 167 veículos de combate a incêndio.
No Brasil, a tecnologia de transferência de dados da operação e da aeronave já existe, inclusive para o registro eletrônico de horas de voo e diário eletrônico de bordo. Uma das empresas que fornece esse serviço é a TSA AeroHouse Aviação (Followair), com sede em Minas Gerais.
Fazem parte da GMR, as empresas American Medical Response (AMR), Rural Metro Fire, Air Evac Lifeteam, REACH Air Medical Services, Med-Trans Corporation e AirMed International.
O novo helicóptero G-YAAA da Yorkshire Air Ambulance antes de sua primeira missão.
Inglaterra – A operadora de ambulância aérea de Yorkshire, Inglaterra (YAA), anunciou a chegada de seu novíssimo helicóptero Airbus H145 D3 de cinco pás (G-YAAA), que começa a operar no final de março.
Os dois helicópteros atuais (G-YAAC e G-YOAA), que entraram em serviço em 2016, serão substituídos até o junho de 2023, quando chegará o segundo helicóptero (G-YORX) H145 de D3. Além de aumentar em 150 kg a carga útil, o sistema de rotor principal com cinco pás ajudará a reduzir significativamente as vibrações, o que melhorará consideravelmente a qualidade do transporte dos pacientes e da tripulação.
O novo helicóptero G-YAAA da Yorkshire Air Ambulance antes de sua primeira missão. Diretor de Aviação na foto, Steve Waudby.
A nova aeronave possui farol de busca Trakka e câmeras que permitem ao piloto ver atrás e abaixo da aeronave, tornando as decolagens e pousos mais seguros. Com as câmeras, a tripulação poderá embarcar pacientes no helicóptero com os rotores ainda girando, permitindo um processo mais rápido e eficiente.
Com Wi-Fi a bordo, os registros dos pacientes serão atualizados durante o voo. Os dados serão enviados com antecedência ao hospital de destino, permitindo que médicos e enfermeiros façam a avaliação do paciente antes de sua chegada.
As equipes de saúde da YAA estão entusiasmadas com o novo sistema de maca com rodas, pois tornará o embarque e desembarque dos pacientes um processo muito mais fácil. A estrutura da maca ficará com a maior parte do peso do paciente, em oposição ao levantamento manual que a tripulação está atualmente acostumada.
Segundo a Yorkshire Air Ambulance, que recebe doações para manter sua operação, custa £19.000 por dia manter e operar seus dois helicópteros Airbus H145, que operam a partir de duas bases, uma em Wakefield (Nostell) e outra na RAF Topcliffe. Mais de 8.500 pessoas em Yorkshire foram atendidas pelo serviço de ambulância aérea nos últimos 23 anos.
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O novo helicóptero G-YAAA da Yorkshire Air Ambulance antes de sua primeira missão. Diretor de Aviação na foto, Steve Waudby.
O novo helicóptero G-YAAA da Yorkshire Air Ambulance antes de sua primeira missão.
O novo helicóptero G-YAAA da Yorkshire Air Ambulance antes de sua primeira missão.
O novo helicóptero G-YAAA da Yorkshire Air Ambulance antes de sua primeira missão.
Paciente vítima de infarto é transferida pelo resgate aeromédico para o Hospital Metropolitano
Paraíba – O Programa Coração Paraibano é uma rede estruturada de cuidados de urgência e emergência cardiológica para o atendimento de pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio.
Lançado pelo governo da Paraíba na semana passada, o programa conta com uma estrutura de quatro hemodinâmicas espalhadas em três hospitais nas três Macrorregiões de Saúde, 12 hospitais auxiliares para dar suporte na estabilização do paciente e na aplicação do trombolítico e uma rede de telemedicina que dá suporte 24h por meio da Central Estadual de Regulação.
O programa conta ainda com 15 ambulâncias do SAMU, o avião “Bombeiro 01” do Corpo de Bombeiros e o helicóptero “Acauã” do Grupamento Tático Aéreo (GTA), que agilizam o transporte dos pacientes. O investimento na ação que abrangerá todas as regiões do Estado e terá atendimento 24h é superior a R$ 15 milhões.
Programa Coração Paraibano oferta atendimento de urgência e emergência cardiológica no estado.
Transportes aeromédicos
Um homem de 70 anos, diagnosticado com infarto agudo do miocárdio, foi transferido no Bombeiro 01 do Hospital Municipal de Soledade para o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, onde passou por uma angioplastia e está na UTI. O estado de saúde dele é estável e está consciente e orientado.
Outro transporte de paciente com sintomas de infarto agudo do miocárdio (IAM) foi realizado pelo helicóptero Acauã do GTA, da cidade de Caaporã para o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita. O voo durou cerca de 10 minutos.
O subcomandante do Departamento de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros e um dos pilotos do “Bombeiro 01”, Capitão Soares, explicou o fluxo do transporte aeromédico: “O hospital de origem solicita ao Complexo Regulador a transferência do paciente. A Central, faz a triagem e entra em contato com a equipe do aeromédico. O médico do Grupo de Resgate Aeromédico (Grame) faz a avaliação e autoriza, caso o paciente tenha o perfil do serviço. Todo esse fluxo ocorre de maneira muito rápida e eficiente, com um único objetivo de salvar vidas”, declarou.
Números
Desde janeiro de 2023, o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires já recebeu oito pacientes oriundos de resgate aeromédico. Cinco pacientes foram transferidos por meio do Grupo de Resgate Aeromédico (Grame) no avião do Corpo de Bombeiros; e três foram por meio do helicóptero do GTA. Dos oito, dois foram pacientes de neurologia e seis de cardiologia, duas especialidades em que o Metropolitano é referência.
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Coração Paraibano salva mais uma vida com transferência de paciente no Transporte Aeromédico
Coração Paraibano salva mais uma vida com transferência de paciente no Transporte Aeromédico
Coração Paraibano salva mais uma vida com transferência de paciente no Transporte Aeromédico
Paciente vítima de infarto é transferida pelo resgate aeromédico para o Hospital Metropolitano
Paciente vítima de infarto é transferida pelo resgate aeromédico para o Hospital Metropolitano
Boletim PREVINES, edição 124 | Março de 2023
Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAER)
O Wire Strike é um tipo de ocorrência aeronáutica que decorre da colisão com fio. Tal evento é uma séria ameaça à segurança do helicóptero. Em artigo na revista Professional Pilot, Stuart Lau relata que a causa líder de colisões com fios com aeronaves de asas rotativas em todo mundo são as linhas de transmissão de energia elétrica, pois 2 helicópteros semanalmente colidem com elas.
A ameaça de acidentes com fios aumenta diariamente. Só nos EUA, a rede de linhas de energia cobre 4,5 milhões de milhas e, como uma teia de aranha, essa rede crescente aguarda silenciosamente sua presa. A FAA (Federal Aviation Administration), NTSB e estudos da indústria aeronáutica identificam as colisões com fios como fator responsável em cerca de 5% de todos os acidentes com aeronaves de asas rotativas.
Estes eventos estão cada vez mais mortais, conclui Stuart Lau. Estatisticamente, no Brasil, o CENIPA não tipifica especificamente as ocorrências de Wire Strike, mas ela é contabilizada junto com os eventos categorizados como colisão com obstáculo em voo.
Nos últimos 12 meses ocorreram 8 (oito) colisões com fios em todo Brasil, das quais 02 foram no Espírito Santo, representando aproximadamente 25% do total (Fonte: Painel SIPAER).
O primeiro incidente no Espírito Santo foi em 25/05/2022, quando o helicóptero durante a aproximação para pouso, colidiu com uma fiação elétrica, em Barra de São Francisco. Já em 09/02/2023, no município de Vargem Alta, um helicóptero Robinson, modelo R44 II, durante a aproximação para uma área de pouso eventual, colidiu com fio de rede elétrica, vindo a chocar-se contra o solo, levando os 2 ocupantes a óbito (Fonte: Painel SIPAER).
Em solo capixaba, a evolução expressiva e recente da teia de linhas de transmissão desperta a atenção das equipes do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAER), pois rotineiramente atuam em todo o estado, passando por esses cabeamentos. De fato, cumprir diariamente as missões do NOTAER, torna aprender a ver e evitar os fios um desafio constante, o que, muitas vezes é difícil de fazer, já que a fiação se camufla nas paisagens.
Em 2021 foram instaladas duas linhas de transmissão conectando Mutum-MG às cidades de Viana e Cachoeiro de Itapemirim, cruzando o estado no sentido Leste-Oeste. Porém, segundo o Webmap interativo da Empresa de Pesquisa Energética, até 2028, novas linhas estão planejadas para entrarem em operação, conforme se verifica na figura abaixo, pelas linhas tracejadas. As grandes torres de transmissão passarão a cortar o estado de norte a sul e de leste a oeste e isso demandará o aumento de nível de consciência situacional das tripulações do NOTAER.
Robert Feerst, membro da equipe associada do Instituto de Segurança de Transporte (TSI) do Departamento de Transportes dos Estados Unidos e instrutor do curso avançado de investigação de acidentes de helicópteros do TSI, alerta as tripulações que voam em níveis baixos: o fio deve ser classificado como um perigo invisível.
Um fio que é perfeitamente visível em uma direção pode ser completamente invisível na direção oposta. A localização exata de fios específicos pode mudar ao longo do dia devido à flutuação da temperatura ambiente, o que pode fazer com que os fios caiam ou fiquem tensos.
Mesmo em um dia sem nuvens, o azul do céu pode mudar para revelar ou ocultar a fiação. Longos vãos de fios elétricos podem ser levados pelo vento, com deslocamentos de dezenas de metros para aqueles que atravessam vales.
Além disso, há ilusões de ótica, incluindo:
Ilusão de alta tensão: Quando você está olhando para dois fios paralelos a 200 m de distância ou mais, o fio mais alto aparecerá mais distante, mesmo quando não estiver.
Ilusão de fio fantasma: Um fio paralelo a outros pode ficar camuflado.
Para Feerst, existem alguns princípios que você precisa entender num ambiente
com fios, e se não entender, estará operando com sorte, não importa se você tem
100 horas ou 10.000 horas.
Ele lista 3 SUPOSIÇÕES FATAIS:
Que você verá o fio a tempo. Você nunca pode contar com isso. É uma mentalidade que você tem que tirar da cabeça.
Que você e o piloto estão vendo a mesma coisa. Nunca presuma que o piloto também viu o fio.
Que o espaço aéreo é protegido por sinalização e iluminação. Simplesmente não conte com isso.
Por fim, Feerst assevera que o Wire Strike não respeita a experiência, pois cerca de 52% das colisões foram feitas por pilotos com mais de 5.000 horas. O que é exigido para um voo seguro num ambiente com fios é tão somente o desenvolvimento e manutenção de consciência situacional. E Lembre-se, se você não precisa voar num ambiente com fios, não vá lá. O fio é um inimigo que deve ser levado a sério.
Corpo de Bombeiros da Paraíba realiza segunda edição do curso de capacitação em transporte aeromédico
Paraíba – O Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba realizou a segunda edição do curso de Capacitação em Transporte Aeromédico (CTRAer) para 5 médicos e 4 enfermeiros da Corporação e da Secretaria da Saúde da Paraíba. Esses profissionais irão compor as equipes nos transportes aéreos de pacientes, órgãos e tecidos.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o serviço aeromédico encurta distâncias, pois permite transportar paciente entre unidades de saúde de baixa complexidade para unidades de alta complexidade, onde se tem os melhores recursos para diagnósticos terapêuticos.
O serviço aéreo possibilita que a triagem, o transporte e a remoção desses pacientes, em todo o estado da Paraíba, ocorram de forma mais rápida e segura, oferendo atendimento adequado na janela terapêutica e melhorando o prognóstico de vítimas.
Com aulas teóricas e práticas, além da atividade de sobrevivência, o curso teve duração de uma semana e encerrou no dia 10 de março. O serviço prestado pelo Corpo de Bombeiros se adequa ao Regulamento Brasileiro da Aviação Civil nº 90 da ANAC.
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Corpo de Bombeiros da Paraíba realiza segunda edição do curso de capacitação em transporte aeromédico
Corpo de Bombeiros da Paraíba realiza segunda edição do curso de capacitação em transporte aeromédico
Corpo de Bombeiros da Paraíba realiza segunda edição do curso de capacitação em transporte aeromédico
Corpo de Bombeiros da Paraíba realiza segunda edição do curso de capacitação em transporte aeromédico
Minas Gerais – Nos últimos anos, o transporte aeromédico tem se tornado mais conhecido no atendimento às emergências médicas, especialmente, durante a pandemia de Covid-19. Nos últimos quatro anos, a Unimed Aeromédica registrou um crescimento de 18,75% no número de missões.
É o caso da paciente Marilene Rezende Pinheiro Galvão, de 86 anos, que foi levada de Montes Claros para Viçosa, Minas Gerais. Marilene sofre de fibrose pulmonar e estava em cuidados domiciliares antes do transporte. Para que ela ficasse mais tranquila, levaram como acompanhante sua companheira de todas as horas, a cachorrinha Mel que se comportou muito bem durante todo o trajeto.
O cuidado da equipe de saúde chamou a atenção da filha de D. Marilene, Simone Rezende Galvão. “Sou eternamente grata por vocês terem permitido o embarque da Mel, tornando possível o desejo da minha mãe. Ela veio muito tranquila sabendo que a Mel estava com ela”, completou Simone.
“Transportes como este são um exemplo de que somos uma empresa comprometida em fornecer cuidados de saúde de alta qualidade e serviços de transporte médico eficientes e seguros para seus pacientes, mas mais do que isso, uma empresa formada por pessoas que se preocupam em oferecer a cada missão o cuidado para que nossos pacientes tenham segurança e conforto e sintam-se acolhidos por nossa equipe”, afirmou o assessor da Unimed Aeromédica, Délio Pereira dos Santos.
Unimed Aeromédica realiza primeira missão com um cãozinho de estimação a bordo.
Omni realiza operações de busca e salvamento na Guiana com helicóptero S-92A.
Brasil – Nos próximos cinco anos, a Omni Helicopters International (Omni) iniciará operações de busca e salvamento (SAR) em apoio a ExxonMobil na Guiana. Ao todo, serão dedicadas seis aeronaves para os trabalhos da petroleira. Uma delas será o Sikorsky S-92A, considerado um dos helicópteros mais conectados do mundo. A aeronave foi exposta na HAI Heli-Expo 2023, em Atlanta (EUA).
Além de contar com equipamentos de última geração e específicos para missão SAR, também esta equipado com sistemas de conectividade que permitirão a transmissão em tempo real de diversos dados sobre a máquina, a operação de voo e dos pacientes a bordo, aumentando a segurança e efetividade das missões.
Omni iniciará operações de busca e salvamento na Guiana com helicóptero S-92A.
Uma parceira entre a Skytrac Systems, Omni e o VIH Aviation Group, habilitaram o S-92A com conectividade por meio do satélite Iridium Certus® da Skytrac, celular 4G/LTE e soluções de conectividade inteligente Wi-Fi. O helicóptero será capaz de transferir imagens em tempo real, voz, mensagens de texto e e-mail. A integração dos sistemas foi concluída pelo VIH Aviation Group, em Victoria, Colúmbia Britânica, Canadá.
Com poderosos recursos de conectividade inteligente (ISAT-200A e SkyLink), o S-92A transmitirá dados do paciente a bordo em tempo real com 99,9% de confiabilidade. Esse recurso, chamado de Transferência de Dados Médicos, fornecerá monitoramento e transmissão contínuos de dados críticos do paciente para o hospital, permitindo que os médicos receptores se preparem antes de sua chegada.
“Estamos extremamente orgulhosos deste esforço colaborativo entre a Omni Helicopters, a VIH e a SKYTRAC para permitir o que é o helicóptero de Busca e Salvamento (SAR) mais conectado do mundo”, disse Jan van der Heul, vice-presidente de vendas e marketing da SKYTRAC.
No Brasil, a Omni está presente em nove bases operacionais. Dos 65 helicópteros, 40% são próprios e 60% estão arrendados sob leasing. A Omni possui 1.450 funcionários, sendo 350 pilotos e aproximadamente o mesmo número de técnicos de manutenção aeronáutica.
Omni iniciará operações de busca e salvamento na Guiana com helicóptero S-92A.
O analisador móvel de gases sanguíneos amplia as possibilidades de diagnóstico das equipes e, assim, melhora o atendimento aos pacientes (Foto: Matthias Wallot, Fonte: DRF Luftrettung)
Alemanha – A operadora de resgate aéreo da Alemanha, DRF Luftrettung, implantou no início do ano dispositivo de análise de gases no sangue na Base de Rendsburg. Com isso, as equipes terão novas oportunidades de diagnóstico emergencial no local, otimizando os cuidados médicos de seus pacientes.
Como o analisador da Siemens Healthineers ainda não faz parte do equipamento padrão do atendimento de emergência, para poder comprá-lo, foram necessárias doações. Este dispositivo realiza testes de gasometria, permitindo que as equipes de saúde obtenham informações relevantes sobre valores sanguíneos específicos do paciente com uma simples amostra retirada no local.
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Dr Krystian Pracz, CEO da DRF Luftrettung (à esquerda), agradeceu Gunnar Wagner por sua doação para a compra do equipamento (foto: Peter Lühr, fonte: DRF Luftrettung).
Dr Florian Reifferscheid, médico sênior de emergência na região norte, explicou como as equipes de resgate aéreo podem salvar ainda mais vidas graças à análise de gases no sangue (foto: Peter Lühr, fonte: DRF Luftrettung).
O analisador móvel de gases sanguíneos amplia as possibilidades de diagnóstico das equipes e, assim, melhora o atendimento aos pacientes (Foto: Matthias Wallot, Fonte: DRF Luftrettung)
Em pacientes com parada cardíaca, as informações da análise de gases sanguíneos contribuem para o sucesso da ressuscitação, permitindo que os socorristas aéreos iniciem rapidamente o tratamento adequado. Os pacientes com sangramento grave, como lesões internas, também se beneficiam do uso do dispositivo, pois os resultados permitem uma administração direcionada de infusões e, se necessário, produtos sanguíneos.
O dispositivo pode ser transportado em uma mochila de emergência e fornecer uma análise dos valores sanguíneos relevantes em apenas alguns minutos. Além dos chamados gases sanguíneos, ou seja, as proporções de oxigênio e dióxido de carbono no sangue, as equipes de saúde do helicóptero podem medir outros valores, como eletrólitos.
Uma avaliação da função renal e do fornecimento de oxigênio para o tecido também é possível. “Isso abre aspectos completamente novos para as equipes médicas da DRF Luftrettung na avaliação da condição de um paciente, para seu tratamento e acomodação em um hospital adequado para o paciente. Desta forma, aumentamos as chances de salvar ainda mais vidas”, disse o Dr. Krystian Pracz sobre o diagnóstico expandido.
As aeronaves da DRF foram acionadas 39.308 vezes de janeiro a dezembro de 2022. Em relação a 2021 (38.076 missões), houve um aumento de 3%. Os principais motivos foram ataques cardíacos, derrames, acidentes no trânsito, no trabalho e durante atividades de lazer.
Em média, os helicópteros das 29 bases, e os dois Learjets, foram acionados 108 vezes por dia. No total, os helicópteros decolaram para 30.787 resgates e 8.219 transportes. As onze bases 24 horas da DRF realizaram um total de 22% de suas missões à noite. As tripulações dos dois jatos realizaram 302 repatriações e voaram para 44 países, cobrindo uma distância total de 1.007.629 quilômetros.
Em 19 de março completam 50 anos de operações de resgate aéreo.
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Quatro helicópteros das bases de Bautzen, Dortmund, Freiburg, Nuremberg/Christoph 27 estão equipados com um guincho de resgate (Fonte: DRF Luftrettung).
Seis homens e uma mulher começaram seu treinamento de piloto de helicóptero na DRF Academy em setembro, com o novo helicóptero de treinamento, um R44 (Fonte: DRF Luftrettung).
Prefeitura e Fundação Dieter Morszeck assinam acordo de cooperação para realizar resgates aeromédicos em comunidades distantes na região de rios.
Pará – Na sexta-feira (10), a Prefeitura de Santarém assinou acordo de cooperação com a Fundação Dieter Morszeck para atuar em regime de colaboração com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) em missões de resgate de pacientes em áreas remotas.
O ato de assinatura do acordo aconteceu no Hangar da Fundação Dieter, no aeroporto Maestro Wilson Fonseca. A Fundação alemã opera com duas aeronaves modelo Quest Kodiak 100, sendo uma na configuração terrestre e outra na configuração anfíbio, totalmente equipadas com kit aeromédico. Segundo a Fundação, os pilotos e equipes de saúde são capacitadas para a missão, estruturados para atendimento de pacientes em áreas remotas.
“As aeronaves são utilizadas em ações de caráter humanitário ao redor do mundo, tendo sido utilizadas para realizar o resgate e primeiro atendimento de pacientes em situação de vulnerabilidade, estando equipadas, inclusive, para realizar pequenas cirurgias a bordo”, explicou Erik Jennings, médico e coordenador do programa.
Aeronaves modernas e equipadas: pouso em terra e pouso na água. Foto: Agência Santarém / Divulgação.
Pouco antes da assinatura do acordo, uma das aeronaves realizou o resgate de uma bebê no distrito de Curuai, no Lago Grande. O primeiro resgate foi realizado na quinta-feira (09), de um homem na comunidade de Vila Socorro.
Segundo a Prefeitura de Santarém, o tempo de três horas que uma ambulancha leva para ir e voltar de uma comunidade é feito pelas aeronaves em apenas 12 minutos, garantindo assistência médica emergencial. Por meio de sistema de localização e rastreamento, via satélite, as aeronaves podem ser monitoradas e vistas por computador e celular, em tempo real, pelos coordenadores e pela Fundação.
O setor de regulação da Semsa|SAMU receberá os chamados e realizará a triagem de pacientes que necessitam de resgate aeromédico, assegurando que a utilização da cooperação seja exclusiva para pessoas que se enquadrem nos requisitos estabelecidos. O Hospital Municipal de Santarém (HMS) e o Hospital Regional do Baixo Amazonas receberão os pacientes.
O acordo prevê ainda a realização de estudos conjuntos de pesquisa, ações e/ou projetos de extensão na área de saúde e meio ambiente; facilitação de acesso a locais da Amazônia Brasileira para que as ações em saúde se desenvolvam de maneira mais eficiente possível; fornecimento de equipamentos de comunicação via satélite às comunidades mais remotas, possibilitando o acionamento da equipe de operação para atendimento sempre que necessário; disponibilização da rede de atendimento do SUS no município de Santarém.
“Eu que sou médico sempre digo que muitas das vezes, a vida de uma pessoa pode ser salva por causa de minutos. Então, os benefícios dessa parceria são muitos e impactarão positivamente a vida das pessoas na região. Com o resgate de pacientes em áreas remotas, será possível reduzir a mortalidade infantil e materna, proporcionar um atendimento médico mais eficiente e rápido, além de garantir o acesso a tratamentos e procedimentos que não estão disponíveis nas comunidades isoladas”, destacou o prefeito Nélio Aguiar.
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Nélio Aguiar: 'minutos' podem salvar vidas. Esse resgate é uma grande conquista para o nosso povo ribeirinho que mora nas comunidades mais distantes
O médico Erik Jennings, que coordena o programa, Dieter Morszeck, presidente da Fundação, e o prefeito Nélio Aguiar: cooperação para salvar vidas dos ribeirnhos
Prefeitura e Fundação Dieter Morszeck assinam acordo de cooperação para realizar resgates aeromédicos em comunidades distantes na região de rios.
Equipe que atuará nos resgates aeromédicos em regiões de rios em Santarém — Foto: Agência Santarém / Divulgação
A Major PM Maíra Galindo, piloto de helicóptero do Grupamento Aéreo (GRAER), realizou o Curso de Operações Paraquedista (COPQD) ministrado pelo BOPE da PMBA.
Bahia – A Major PM Maíra Galindo, piloto de helicóptero do Grupamento Aéreo (GRAER), tornou-se a primeira mulher paraquedista formada pela Polícia Militar da Bahia. O objetivo foi alcançado após a conclusão do Curso de Operações Paraquedista (COPQD), que habilita o policial militar a realizar o salto.
O COPQD é realizado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), com o apoio das aeronaves do Grupamento Aéreo (GRAER). Presente nas tropas de elite do mundo, o paraquedismo é uma atividade especializada que pode ser utilizada em demonstrações, infiltrações de tropa ou de precursores, lançamento de equipes de operações especiais, transporte de material com o salto tandem, ou outras ações que exijam pronta resposta da Polícia Militar da Bahia.
A oficial recebeu seu brevê das mãos do Cel PM Coutinho, Comandante-Geral da PMBA, que também é paraquedista. A ato foi acompanhado pelo Cel PM Muniz, Comandante do CPE, Ten Cel PM Wolney, Comandante do GRAER, Maj PM Boaventura, Comandante do BOPE, todos paraquedistas; e pelo Ten Cel PM Wildon, Comandante do BPChq.
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A Major PM Maíra Galindo, piloto de helicóptero do Grupamento Aéreo (GRAER), realizou o Curso de Operações Paraquedista (COPQD) ministrado pelo BOPE da PMBA.
A Major PM Maíra Galindo, piloto de helicóptero do Grupamento Aéreo (GRAER), realizou o Curso de Operações Paraquedista (COPQD) ministrado pelo BOPE da PMBA.
A Major PM Maíra Galindo, piloto de helicóptero do Grupamento Aéreo (GRAER), realizou o Curso de Operações Paraquedista (COPQD) ministrado pelo BOPE da PMBA.
A Major PM Maíra Galindo, piloto de helicóptero do Grupamento Aéreo (GRAER), realizou o Curso de Operações Paraquedista (COPQD) ministrado pelo BOPE da PMBA.
A Major PM Maíra Galindo, piloto de helicóptero do Grupamento Aéreo (GRAER), realizou o Curso de Operações Paraquedista (COPQD) ministrado pelo BOPE da PMBA.
A Major PM Maíra Galindo, piloto de helicóptero do Grupamento Aéreo (GRAER), realizou o Curso de Operações Paraquedista (COPQD) ministrado pelo BOPE da PMBA.
A Major PM Maíra Galindo, piloto de helicóptero do Grupamento Aéreo (GRAER), realizou o Curso de Operações Paraquedista (COPQD) ministrado pelo BOPE da PMBA.
H145 da operadora aeromédica canadense STARS durante a Heli-Expo 2023 que aconteceu em Atlanta. Foto: Gledson Castro.
Canadá – A operadora aeromédica canadense STARS recebeu seu décimo helicóptero Airbus H145 aeromédico, marcando a conclusão de seus planos iniciais de renovação da frota, iniciado em 2018, com a primeira entrega em 2019.
“A introdução do H145 na frota STARS aumentou muito nossa capacidade de oferecer cuidados que salvam vidas de pacientes nas regiões de Alberta, Saskatchewan e Manitoba”, disse Andrea Robertson, presidente e CEO da STARS. A operadora realiza em média 10 missões por dia em todo o Canadá.
As cinco entregas iniciais foram a variante de quatro pás do H145. Essas aeronaves estão sendo atualizadas para cinco pás, com um dos retrofits já concluído. As cinco aeronaves finais foram entregues na configuração de 5 pás. As aeronaves possuem ainda monitoramento climático e Wi-Fi a bordo.
Atualmente, a Airbus Helicopters Canadá atende uma frota em serviço de mais de 760 helicópteros e emprega atualmente mais de 4.000 pessoas no Canadá, apoiando a indústria aeroespacial em todo o país.
H145 da operadora aeromédica canadense STARS durante a Heli-Expo 2023 que aconteceu em Atlanta. Foto: Gledson Castro.
Operadora aeromédica inglesa instala 12 desfibriladores externos automáticos em todo o condado de Cornwall.
Inglaterra – Desfibriladores externos automáticos (DEA) da Mindray foram instalados na sede da operadora aeromédica Cornwall Air Ambulance, em Newquay, em suas vans de coleta de móveis, em suas sete lojas de caridade. Um será para uso em eventos. Os doze equipamentos poderão ajudar qualquer pessoa que sofra uma parada cardíaca. Todos custaram £ 8.940,00.
Operadora aeromédica inglesa instala 12 desfibriladores externos automáticos em todo o condado de Cornwall.
Operadora aeromédica inglesa instala 12 desfibriladores externos automáticos em todo o condado de Cornwall.
O Dr. Dave Ashton-Cleary, Médico Líder da Base Aérea da Cornwall Air Ambulance, disse: “Quando o coração de alguém para, o tempo é essencial – a desfibrilação rápida e a RCP imediata salvam vidas. O uso de um desfibrilador fornece aos pacientes que precisam dele a melhor chance de reiniciar o coração. Cada minuto de atraso na entrega do choque reduz as chances de sobrevivência em quase 10%. Sobrevivem aqueles que têm o batimento cardíaco recuperado mais cedo.”
No ano passado, a Cornwall Air Ambulance respondeu a 356 missões relacionadas a cardíacos, 330 das quais foram paradas cardíacas. Isso é cerca de um terço dos 1.050 incidentes que a tripulação atendeu em todo o ano de 2022.
Quando usado, o DEA irá instruí-lo sobre o que fazer e como usar o dispositivo, até que os serviços de emergência possam chegar e fornecer mais cuidados. Eles dão um choque elétrico no coração que, em alguns casos, pode ser usado para redefinir o ritmo normal do coração. Isso é fundamental na tentativa de salvar a vida de um paciente.
Uso no Brasil
No Brasil não há lei federal sobre a obrigatoriedade desse equipamento, pronto para o uso, em ambientes públicos, entretanto, muitos municípios e estados possuem leis que obrigam a existência do DEA em lugares que recebem um certo número de pessoas diariamente, mas não são todos. Apesar de sabidamente útil para salvar vidas, esse assunto ainda não é bem resolvido no Brasil.
Um projeto de lei federal sobre obrigatoriedade de equipar com desfibriladores cardíacos locais públicos foi iniciado no Senado Federal, em 2003 (PLS 344), enviado à Câmara dos Deputados em 2004 (PL 4050), tramitou até 2015, e foi enviado novamente ao Senado. Em 2022 foi arquivado.
Existem também os PL 2518/19 e PL 736/15, ambos em tramitação, aguardando designação de relator na Comissão de Saúde.
Voo da Esperança: FAB transporta fígado para o estado do Pará
No dia 26 de fevereiro, a Força Aérea Brasileira (FAB) fez o transporte de um fígado, de Ponta Porã (MS) para Belém (PA), um dos trajetos mais longos já registrados pela FAB, marcando também o primeiro transplante de fígado realizado com êxito na história da rede pública do Estado do Pará.
A cirurgia foi realizada em menos de seis horas, no Hospital Santa Casa de Misericórdia do Pará, em Belém, e contou com o acompanhamento da equipe do Hospital Albert Einstein, de São Paulo (SP). A paraense que recebeu o novo fígado lutava contra uma doença incurável.
Voo da Esperança: FAB transporta fígado para o estado do Pará
“Graças a Deus a cirurgia foi um sucesso! O fígado doente foi tirado e o novo já está trabalhando. Os médicos disseram que ela é muito guerreira. Ela está bem”, disse, emocionado, o familiar da jovem paraense que recebeu o fígado.
A missão começou por volta de meia-noite de sábado (25/02) para domingo (26/02), após a equipe do Sexto Esquadrão de Transporte Aéreo (6° ETA) ser acionado pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), a pedido da Central Nacional de Transplantes (CNT).
O Tenente Aviador Victor Hugo Masula Nunes, falou sobre a operação. “A Força Aérea tem o prazo de até três horas para decolar e sempre tem tripulações de sobreaviso para realizar a missão na aeronave U-100 Phenon. Algumas vezes é necessário transportar mais de um órgão e precisamos de bastante agilidade para que o órgão esteja disponível para o receptor. Cada órgão é uma vida, desde os mais simples até os mais complexos, como o coração”, detalhou o piloto.
Transporte de Órgãos
No mesmo final de semana, pelo menos outros três transportes de órgãos foram realizados em todo o território brasileiro. Esse ano, cerca de 20 órgãos já foram transportados pelo 6º ETA em todo o país.
Voo da Esperança: FAB transporta fígado para o estado do Pará