A Cassidian, empresa do Grupo EADS que é líder mundial em soluções e sistemas de defesa e segurança, apresentará uma série de novos produtos e sistemas durante a Interseg 2011 – Feira Internacional de Segurança Pública, que será realizada de 21 a 23 de agosto, no Rio Centro, Rio de Janeiro.
A simulação de uma sala de comando e controle é uma das atrações que a Cassidian apresentará no evento. O sistema permite acessar e assimilar vários tipos de informações com rapidez e facilidade através de terminais multimídia que utilizam soluções integradas em rede. Os recursos englobam desde coordenadas de localização, mapas e imagens até mensagens de texto, vídeos e alertas climáticos, entre outros, estimulando a cooperação entre as várias organizações de segurança pública.
Outros produtos da Cassidian que estarão na Interseg 2011 serão os rádios móveis e portáteis TPM700, TPH600, TPH700 e TPM700EX que utilizam o sistema TETRAPOL, o mesmo da rede nacional de radiocomunicação segura que foi implantada desde 2006 pela Cassidian para o Departamento de Polícia Federal e hoje cobre todas as capitais dos estados brasileiros.
O Sistema Anticolisão com Obstáculo HELLAS-W também será exibido pela Cassidian neste evento. O HELLAS (Helicopter Laser Radar) é um sistema ativo de varredura a laser para detecção de obstáculos, como fios, postes e torres, na trajetória de voo de helicópteros. Utilizado por forças policiais como a Polícia Federal da Alemanha, o sistema foi testado com sucesso por várias agências governamentais, como a dos EUA e do Canadá.
Segundo o Diretor Comercial da Cassidian no Brasil, Sr. José Antonio Pires, existem inúmeras oportunidades de aplicações para as soluções que serão apresentadas no evento. “O Brasil precisará adotar procedimentos específicos para garantir a segurança de participantes e visitantes em eventos como a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas, e também estar preparado para coibir o contrabando, combater o narcotráfico e prevenir eventuais ações terroristas através da implantação de sistemas de controle de fronteiras”, disse o executivo.
A Cassidian foi responsável pelo fornecimento de soluções integradas em eventos de nível internacional, como as Olimpíadas de Inverno de 2006, em Turim; os Jogos Asiáticos de 2006, no Catar; as Olimpíadas de 2008, em Pequim; e a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. A empresa é também a principal provedora de sistemas integrados de proteção de fronteiras, como os que foram fornecidos para a Arábia Saudita, o Catar e a Romênia, além de sistemas de segurança marítima, com soluções de segurança portuária e costeira, fornecidos a mais de 40 países em todo o mundo.
A aviação paulista tem suas origens no início do Século passado quando o Presidente do Estado de São Paulo Francisco de Paula Rodrigues Alves, sancionou em 17 de dezembro de 1913, a Lei No 1395-Aque criava a Escola de Aviação da Força Pública de São Paulo, no Campo do Guapira na Zona Norte da cidade de São Paulo, sendo responsáveis pelo curso os aviadores Edú Chaves e Cícero Marques, brevetados na França.
Após o ímpeto inicial, a escola de aviação enfrentava enormes dificuldades técnicas e os aparelhos ficavam no solo por falta de manutenção e equipamentos agravada ainda mais por conta da 1ª Guerra Mundial.
Enfim em 1920 a escola foi transferida para o Campo de Marte também na Zona Norte e lá com uma infra-estrutura adequada e sob a instrução de Orton William Hoover a aviação militar paulista entrava em uma nova fase.
Em 1927 a história ganhou uma célebre página com o vôo do hidroavião Jahú que marcou a terceira travessia aérea do Atlântico Sul, a primeira da história sem escalas. A tripulação do Jahú era composta por João Ribeiro de Barros (piloto civil), 1º Tenente Aviador João Negrão (Força Pública de São Paulo), Capitão Newton Braga (piloto observador do Exército) e Vasco Cinquini (piloto-mecânico civil).
Durante os poucos meses de luta o GMAP efetuou inúmeras missões de reconhecimento e ataque em praticamente todos os setores da luta. Cinquenta e dois anos depois surge novamente em 1984 o Grupamento de Radiopatrulha Aérea para auxiliar a Polícia Militar no combate ao crime em grande ascensão no Estado.
Em 1995, a unidade passa a chamar Grupamento de Radiopatrulha Aérea “João Negrão”, em uma justa homenagem ao aviador. Atualmente o Comando de Aviação da Polícia Militar (CAvPM) é a maior unidade do gênero na América Latina e uma das maiores do planeta. Maior do que muitos Esquadrões de Asas Rotativas da própria Força Aérea Brasileira.
São dez bases de radiopatrulha aérea espalhadas por todo o Estado operando em missões diárias de resgate e apoio aéreo no combate ao crime, monitoração de áreas de desmatamento, além de transportes especiais como órgãos para transplante e transporte de autoridades.
Cerca de 120 integrantes do Corpo de Bombeiros trabalham no resgate aéreo no DF e atuam com 02 (dois) helicópteros, um EC135T2, prefixo PR-CBM/Resgate 03 e um AS350B2-VEMD, prefixo PR-MJX/Resgate 02.
Há pelo menos três chamadas de emergência por dia. Em 2010, 325 pessoas foram socorridas por estes profissionais. O GAvOp – Grupamento de Aviação Operacional possui o 1º Esquadrão: Asa Rotativa e o 2º Esquadrão: Asa Fixa.
A Base de Radiopatrulhamento Aéreo da Polícia Militar de Piracicaba, que abrange Limeira, realizou estudo sobre a implantação de serviço aeromédico para hospitais de Limeira e região. O projeto foi enviado no último mês à Secretaria de Estado da Saúde e aguarda aprovação. A base de Piracicaba começará a operar em novas instalações no começo do ano que vem.
Segundo o subcomandante da base, capitão Milton Gherardi, o estudo é voltado para hospitais de Limeira, Piracicaba, Americana e Rio Claro, com o objetivo de identificar os investimentos necessários para adaptar as unidades, profissionais e aeronave. “É preciso a construção de locais adequados para o pouso nos hospitais e que profissionais da unidade tenham treinamento de como receber um paciente de suporte aéreo. Na aeronave, precisaremos de equipamento de salvamento, um enfermeiro e um médico”, apontou.
Gherardi disse que contatos com universidades da região também foram feitos para estudar a possibilidade de parcerias.
O capitão informou que o levantamento foi realizado com diretores de hospitais públicos e particulares da região sobre o interesse em receber pacientes de suporte aéreo. “A Secretaria de Estado da Saúde levará em conta a localização estratégica de cada hospital e o suporte que cada um poderá oferecer”.
ESTRUTURA
Em Piracicaba, a Santa Casa já conta com um preparo. Provedor do hospital, Adilson Zampieri informou que a Santa Casa conta com um protocolo formatado, em parceria com o helicóptero Águia, de Campinas, e o Corpo de Bombeiros, para realizar atendimento aéreo. “A comunicação é prévia para que nossa equipe possa estar em prontidão, no tempo máximo de 15 minutos. O helicóptero pousa no campo de futebol da área de lazer da Santa Casa. O paciente é embarcado na ambulância e encaminhado por 300 metros para o atendimento”.
Segundo o comandante da Base de Patrulhamento Aéreo da Polícia Militar de Campinas, major Hervem Hudson, responsável pelo resgate do bebê de nove meses que morreu anteontem em acidente da via Anhanguera (SP-330), em Limeira, a criança não foi encaminhada à Santa Casa de Limeira para não comprometer o atendimento. “Limeira teria condições de receber a vítima, mas por já ter recebido outros envolvidos no acidente, é protocolo que se leve para outro hospital, pois o atendimento poderia ser prejudicado”, falou.
O major disse que o único hospital da região que conta com heliponto é o hospital da Unicamp, em Campinas. Quando outras unidades precisam receber o suporte, como aconteceu em Piracicaba, campos de futebol ou estacionamentos são usados. “Limeira é referência em queimados. Como não tem heliponto, se precisarmos encaminhar algum paciente, teríamos que pousar em um campo ou estacionamento”.
Segundo Gherardi, as modificações em estrutura dos hospitais poderão ser realizadas pelo Estado ou em parceria com empresas privadas. A Secretaria de Estado da Saúde avaliará a melhor opção.
O capitão também disse que as novas instalações da base de Piracicaba estarão prontas em janeiro ou fevereiro de 2012. “Ela (nova base) proporcionará um melhor atendimento e terá estrutura para receber o serviço aeromédico. Só será usado, porém, quando o Estado terminar de avaliar e realizar as modificações na estrutura da região”.
Águia atende 227 ocorrências em um ano
O resgate aeromédico da base de Campinas foi acionado 227 vezes em um ano. Segundo o comandante da Base de Radiopatrulhamento Aéreo da Polícia Militar de Campinas, major Hervem Hudson, 187 vítimas foram atendidas até o dia 30 de junho. O hospital para onde são levados os pacientes são definidos com plano de regulamentação.
Hervem disse que o hospital escolhido para receber as vítimas atende de acordo com sua estrutura e proximidade. “Nossa área de atendimento corresponde a 20 minutos de voo da base ao local do acidente, na região de Campinas. Dos 227 acionamentos feitos em um ano, resgatamos 187 pessoas”. Em alguns casos, ele explicou que quando o helicóptero chega ao local do acidente, a vítima já morreu e, por isso, o número de resgates também não foi de 227.
Na região, as Santas Casas de Limeira, Piracicaba, Mogi Mirim e Mogi Guaçu podem receber o resgate aéreo. “Temos o exemplo de Limeira como referência em queimados e Piracicaba, em trauma. Outros hospitais do Estado também recebem o serviço. Definimos os locais com um plano que especifica o que há em cada hospital (plano de regulamentação)”, falou.
Segundo ele, todos os hospitais da região de Campinas recebem os pacientes em helipontos alternativos. Apenas o hospital da Unicamp, de Campinas, conta com heliponto.
O Núcleo de Operações Aéreas do Detran faz, todos os dias, dois sobrevoos pelas principais vias do Distrito Federal para identificar os locais de retenção de trânsito e acidentes.
As informações também são repassadas para rádios locais. O NUOPA conta com 01 (um) Helicóptero (Sentinela 01, AS-350B2 – PR-EBQ).
São duas aeronaves de concepção diferente e que, a exemplo do consagrado modelo AS350 Esquilo “multimissão”, também começam a ser utilizadas por unidades aéreas policiais e de bombeiros, por conta da grande versatilidade e capacidade de adaptação rápida para o desempenho de várias missões.
O EC145 teve sua primeira unidade governamental adquirida pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão. É um helicóptero biturbina com capacidade para até 10 policiais equipados mais os 2 pilotos, e com um espaço interno que pode ser rapidamente modificado, dependendo da ação a ser desempenhada.
Como exemplo, este helicóptero foi utilizado durante os trabalhos de atendimento às vítimas dos deslizamentos na região serrana do Rio de Janeiro, a pedido da Secretaria Nacional de Segurança Pública, em janeiro deste ano, transportando feridos e desabrigados.
Suas dimensões e potência permitem que o EC145 opere em áreas de acesso restrito além de possuir uma excelente autonomia, fator importante em um estado como o Maranhão, que exige o emprego de força tática em longas distâncias.
A outra aeronave a ser exibida na Interseg 2011 será o EC130, utilizado pela Polícia Militar do estado do Paraná – que, inclusive, acaba de adquirir uma segunda unidade deste modelo – é um monoturbina leve bastante versátil e vem sendo procurado por causa das múltiplas possibilidades de utilização, as quais incluem o transporte aeromédico – feito com a utilização de um kit desenvolvido pela própria Helibras, que possibilita a operação com 2 pilotos, 1 paciente deitado em maca, 1 médico, 1 socorrista e 1 tripulante operacional.
Bastante silencioso devido ao “Fenestron” (pás do rotor de cauda embutidas, uma exclusividade dos modelos Eurocopter/Helibras), permite rápidos deslocamentos e operação em áreas de difícil acesso ou pouso restrito, o que o torna ideal para missões de resgate.
Segundo Julien Negrel, vice-presidente Comercial e Marketing da Helibras, “nossa gama de produtos, aliada à nossa capacidade de desenvolvimento de projetos e somada aos serviços que oferecemos aos operadores governamentais, em qualquer parte do Brasil, fazem da Helibras uma das empresas mais bem preparadas para atender a este importante segmento, provendo soluções personalizadas para a segurança pública e defesa civil, em proveito do atendimento direto dos interesses da população”.
Durante o evento, a Helibras também vai prestar uma série de homenagens a seus operadores governamentais.
A Polícia Federal pode vir a perder um bom instrumento de trabalho, aliás, muito badalado na campanha eleitoral de Dilma Rousseff, ano passado.
Seus dois “aviões-espiões” não tripulados poderão ser transferidos para a Aeronáutica, assim como todo o programa para a compra de outras 13 aeronaves até 2015, por R$ 540 milhões. Sem recursos, pessoal treinado e equipamentos, a PF teria desistido dos VANT, como são conhecidos.
Matéria especial publicada pela revista Rotorhub sobre os bastidores e a operação da unidade aérea do Departamento de Polícia da cidade de Los Angeles, na Califórnia/EUA. Os números da unidade apresentados na reportagem são simplesmente impressionantes.
Em um ambiente econômico onde muitas unidades aéreas americanas estão deixando de voar, a Divisão de Suporte Aéreo do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD ASD) efetuou mais de 50.000 apoios aéreos só em 2010, tendo sido a primeira a chegar na ocorrência em mais de 16.000 dessas ocorrências.
“Com 19 helicópteros, nós voamos mais de 18.400 horas ano passado”, segundo Ten Philip Smith, da LAPD ASD.
A frota de 19 helicópteros da LAPD ASD compreende 14 AS350B2 e 5 Bell 206 Jet Ranger III, tendo ainda uma aeronave de asa fixa King Air.
A unidade é formada por 88 policiais de carreira e 12 civis. Nesse total estão incluídos 35 pilotos policiais, 10 sargentos e 3 tenentes.
A ASD opera em um heliponto elevado, no topo de um prédio, medindo 180×60 metros, o maior heliponto deste tipo nos Estados Unidos e quem sabe no mundo.
O grosso das atividades da ASD são as operações de patrulhamento regular, chamadas de ASTRO (Air Support To Regular Operations), que demandam mais de 90% das horas de voo.
“O foco é o apoio ao patrulhamento em terra”, explica Smith. “Logo, nós voamos obrigatoriamente 20 horas por dia – das 8:30 da manhã até as 04:30 da madrugada do dia seguinte. Durante este período nós temos duas aeronaves voando. Uma cobrindo a região de San Fernando Valley e outras entre a cidade e as regiões sul da cidade de Los Angeles. Sexta e sábado são os dias mais agitados, então operamos com três aeronaves”.
Para fazer a separação das aeronaves são usados os obstáculos naturais e outros pontos de referência da cidade. “Você pode ir dá área leste para a área oeste da cidade sem problemas, mas não pode cruzar a Rodovia de Santa Mônica sem comunicar-se com o outro helicóptero”.
Apesar de não ter nenhuma aeronave voando no período de 4:30 às 8:30 da manhã, a ASD mantém duas tripulações e duas aeronaves no pátio prontas para atender emergências.
“Neste horário, a demanda geralmente é pequena, normalmente com chamados 3 a 4 vezes por semana”, diz Smith, “contudo, por volta das 5:58 da manhã de um domingo de páscoa, alguém começou a efetuar disparos na cidade e nos chamaram. Os policiais sabiam que eram tiros de fuzil, logo iniciaram um cerco um pouco maior da região. A aeronave estava voando alto e afastada, reportando a situação e auxiliando na coordenação. De repente, eles perceberam que diversas pessoas começaram a sair de suas casas”.
A tripulação tomou a decisão de baixar sobre as casa para utilizar o alto-falante da aeronave para alerta a população sobre a ocorrência, momento em que permitiram que o atirador atingisse a aeronaves com dois tiros – um pegou no alto-falante e outro atravessou o tanque de combustível – obrigando a aeronave a efetuar um pouso de emergência para avaliação da situação, próximo do aeroporto de Van Nuys.
Ao longo dos voos de patrulhamento, a ASD também conduz “voos especiais”, que são missões de vigilância efetuadas por duas aeronaves AS350 equipadas com sistemas de câmeras Cineflex e downlinks Troll. Os equipamentos especiais dessas aeronaves permitem a condução de missões de vigilância a grande altitude em apoio a missões de assuntos internos, tráfico de entorpecentes e investigações especiais.
A capacidade de transmissão de vídeo também é utilizada na cobertura de grandes incidentes, sendo em 2010 mais de 10 ocasiões deste tipo.
“Esse número deve quadruplicar no próximo ano”, continua Smith, “Nós compartilhamos uma frequência de 2.4 MHz e temos de solicitar a liberação do canal para transmitir imagens do helicóptero para o comando, mas em breve iremos começar a utilizar um canal exclusivo de transmissão na frequência 4.9 MHz, além de tudo criptografado”.
Com o apoio de verbas do governo federal, a capacidade de vigilância dessas duas aeronaves equipadas com câmeras Cineflex será expandida para mais sete aeronaves da frota, que serão equipadas com cameras FLIR, possibilitando a filmagem e transmissão dos vídeos. Tal projeto deverá estar finalizado até o final do verão de 2011.
“Nós também temos a capacidade de prover uma plataforma aérea para snipers, onde nós instalamos bancos Tylers nos esquis e embarcamos membros das equipes táticas (SWAT)”, explica Smith. “Nós treinamos em conjunto com eles duas vezes ao mês, logo estamos prontos para caso ocorra alguma necessidade”.
Apesar desse tipo de operação já ter sido solicitada por duas vezes, em ambas o comandante da operação não necessitou de sua intervenção.
Preparação para os desafios
Em termo de manutenção de proeficiência, Smith explica que o requerimento da ASD é de se efetuar recheques a cada 90 dias. “Recheques duas vezes ao ano não são suficientes para nós. O risco de voar baixo em regiões densamente povoadas força você ter uma reação muito rápida, ou sua propabilidade de sucesso em um pouso em auto-rotação diminui drasticamente. Assim, nós temos recheques muito proativos a cada 90 dias, que incluem provas orais e práticas”.
Cinco das 14 aeronaves AS350 estão se aproximando da marca de 15.000 horas de voo, enquanto as duas aeronaves que operam o sistema de câmera e downlink estão atualmente com 9.400 e 9.700 horas.
Já os Jet Rangers da ASD, dois são utilizados para instrução e treinamento. “Temos alguns com mais de 30.000 horas de voo. Teve época, cerca de 10 anos atrás, nós tínhamos dois com mais de 35.000 horas de voo e ganhamos um prêmio da Bell pois eram os Jet Rangers mais voados ainda em serviço. Nós finalmente aposentamos essas aeronaves, e adoraríamos aposentar os demais, mas nossos pilotos alunos fazem um bom uso deles”.
Um retrofit para utilizar um “glass cockpit” é uma das direções a ser tomada pela unidade.
“Nós temos o sistema da Sagem Avionics instalado em um Jet Ranger e em três AS350. Funciona bem, um ótimo sistema. Mas, estamos em um estágio de pesquisa, onde nossas duas novas aeronaves AS350 virão com o sistema da Cobham Chelton. Assim, nossos pilotos irão definir o futuro sistema para toda a frota”, complementa Smith. Essa decisão será tomada pelos pilotos, que dirão “Ei, nós achamos esse sistema o melhor”, então possivelmente será definido para ser instalado em toda a frota da ASD.
A unidade utiliza seus próprios engenheiros para realizar o upgrade para “glass cockpit”. “Nós comprávamos nossas aeronaves, e depois mandávamos para outra empresa instalar os painéis nelas”, diz Smith. “Realizamos um estudo e descobrimos que podíamos economizar cerca de US$ 440.000 se nós realizássemos esse serviço aqui com nosso próprio pessoal. Além da economia financeira, como somos nós que fazemos a instalação e colocamos tudo para funcionar, o tempo de indisponibilidade é bem menor. O único aspecto negativo é que fazemos essas instalações durante os períodos de manutenção, então essas manutenções acabam consumindo um pouco mais de tempo, mas a economia é significante”.
Tido como uma meta, a unidade vem se esforçando para ter uma frota padronizada. “O problema é que tecnologia envolve ou ter influência nossa ou influência dos fabricantes. Assim, ou vamos instalar Sagem ou Cobham, serão os sistemas de irão padronizar nossas aeronaves”, conclui Smith.
Algumas vezes, novas tecnologias acabam trazendo alguns problemas. “Os novos AS350 já vieram com VEMD (Vehicle and Engine Monitoring Display) instalados. A Eurocopter nos pregou uma peça quando fomos retirar a aeronave na fábrica, nossos pilotos disseram : “O que é isso?”. Não foi uma coisa que nos agradou, mas eles disseram que era um item de série e não um opcional. Então nós começamos a voar com eles”.
Duas novas aeronaves que estão para ser entregues também serão equipadas com VEMD. Ambas as aeronaves, quando da entrega, já serão equipadas com o glass cockpit da Cobham. Com o início de suas operações, duas outras aeronaves serão aposentadas, mantendo o tamanho da frota em 19 helicópteros.
Como em outras unidades aéreas, o aspecto financeiro é sempre crítico no gerenciamento da frota. O ciclo normal de renovação de frota da ASD é de dez anos ou 15.000 horas de voo. “Em 2001, compramos 10 AS350 de uma vez. Não dá para pegá-los e sair voando todos de uma vez, assim depois todos irão baixar para manutenção juntos, então temos dois pilotos em tempo integral só cuidando de nossa manutenção. Eles realizam todos os voos de testes e fiscalizam os serviços que são realizados nas aeronaves. Todo dia eles encaminham uma planilha para nosso comandante, com a lista das aeronaves que necessitam voar”, diz Smith.
Sobre a mudança dos prefixos das aeronaves, dos antigos “LA” para os novos “PD”, bem como a mudança das cores do antigo cinza e azul para uma pintura preta e branca, Smith completa “Isso reflete o nosso objetivo – a nossa missão de polícia é a mesma, o que muda é o veículo. Nossa nova pintura preta e branca é muito bonita e transmite a nossos policiais que todos estamos no mesmo time. E a razão que eu acho sobre nosso apoio ser tão eficiente é que em algum período de nossas carreiras nós também fomos policiais de rua. Eles sabem que somos integrantes do sistema de segurança, e não querem que isso mude”.
Confira o vídeo:
Fonte: Revista Rotorhub – Tradução e adaptação: Alex Mena Barreto / Piloto Policial
Neste segundo dia (16/08) de visita técnica à PMBA, os 12 capitães paulistas liderados pelo Tenente Coronel Agrella trocaram experiências com a tropa do Batalhão de Polícia de Choque e com o Grupamento Aéreo – GRAER da PM da Bahia.
Esses oficiais da Polícia Militar de São Paulo estão realizando viagem de estudos (IV Jornada Nacional de Polícia Comparada) em seis Estados brasileiros, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Amazonas, Bahia, Rio de janeiro e Mato Grosso, no período de 13 a 20 de agosto de 2011.
Essa viagem faz parte do Curso de Mestrado Profissional em Segurança e Ordem Pública (CAO I-2011) que realizam no Centro de Altos Estudos de Segurança da Polícia Militar de São Paulo. O atual Curso conta com 68 capitães (oficiais alunos de SP e policiais oriundos de Sergipe, Acre, Maranhão, Distrito Federal e Amazonas) e cada grupo visitará um Estado.
A finalidade desta viagem será conhecer o Planejamento destas Polícias e Corpos de Bombeiros Militares, bem como cada aluno aprimorar suas pesquisas individuais. Três são os temas principais e um secundário, mas todos com um objetivo comum: a Copa do Mundo de 2014, desta forma serão realizados simpósios e visitas relacionadas ao policiamento em campo de futebol, trânsito e combate a ações terroristas e como assunto secundário a organização e estrutura dos centros de coordenação e comando dos eventos. Existe uma troca muito franca de informações entre a PM de São Paulo e a dos outros Estados.
O grupo que se encontra na Bahia, durante a agenda do dia, pela manhã, visitou as instalações do Choque, em Lauro de Freitas, onde o Comandante do BPChq, Tenente Coronel Fonseca, esclareceu vários questionamentos dos policiais paulistas quanto à atuação do Batalhão em operações de controle de tumulto e distúrbios civis, abordagens, tiro tático, entre outros.
Já no turno da tarde, no GRAER, o Major Renato apresentou a unidade e destacou a multimissão das equipes, que consiste no preparo e constante treinamento para pronto emprego em diferentes tipos de ocorrência, o que otimiza os voos. Por fim, o Comandante do GRAER, Tenente Coronel Lázaro, possibilitou que seis dos visitantes participassem de voos de rotina, proporcionando aos oficiais alunos a verificação da complexidade da operação, bem como entender como é atuação da aeronave em um ambiente diferente de São Paulo.
A ação rápida de policiais militares da 5° Companhia, Força Tática e helicóptero Águia, às 12 horas do dia 11/08, resultou na detenção de dois homens – um deles menor de idade – que trafegavam pelo bairro Bosques do Lenheiro com uma moto roubada às 23h30 de quarta-feira (10), na SP-304 – rodovia Geraldo de Barros – na entrada para Santa Teresinha.
Houve correria por ruas e avenidas do Bosques e os suspeitos só se renderam após queda da moto, num cruzamento da rua das Seringueiras. A população, de acordo com a PM, reagiu à detenção atirando pedras nas viaturas. Ninguém ficou ferido.
A moto, segundo apurou a Gazeta, foi roubada na noite de quarta-feira (10), quando o proprietário – que é ajudante e tem 22 anos – trafegava pela rodovia.
Na ocasião, os marginais chegaram numa moto Falcon preta. No dia seguinte, durante passagem pelo posto policial do Bosques o tenente Prieto e soldado Lucas, da 5ª Companhia, viram a moto ocupada pelos dois homens.
Como tinham conhecimento do roubo resolveram abordar, mas o condutor fugiu em alta velocidade. Foi solicitado apoio da Polícia Militar e do Águia, que sobrevoava a área central.
O primeiro envolvido no crime foi detido pelas viaturas. O outro foi localizado pelo Águia. Do alto, os policiais militares viram quando o rapaz entrou numa casa e seguiu pulando os muros de outras.
Os dois foram levados para o 4° DP e, por determinação da delegada Eliana Rodrigues Carmona, o adolescente foi encaminhado ao Fórum, já que assumiu ter participado do roubo da moto. O outro foi ouvido e liberado.
O dono da moto foi ao DP, mas quando chegou ela já tinha sido levada para o pátio da Ciretran. O Águia era tripulado pelo capitão Edgard Gaspar, cabo Vinícius e soldados Bortolozo, Luciano e Teixeira.
Fonte: Gazeta de Piracicaba, caderno Cidade, por Ana Cristina Andrade.
Atualmente o Grupamento de Radiopatrulha Aérea – “João Negrão” atua nos céus de São Paulo com 24 helicópteros e 6 aviões . “É uma amplitude de atuação que existe em poucos países do mundo”, disse o comandante do GRPAe, Tenente Coronel Marco Antonio Severo Silva, durante a solenidade do 27º aniversário da unidade, na tarde desta segunda-feira (15/08).
Neste evento estavam presentes diversas autoridades civis e militares e dentre elas o Comandante Geral da Polícia Militar, Cel PM Alvaro Batista Camilo e o Delegado Geral, Marcos Carneiro Lima.
Segundo o Ten Cel PM Severo, o Grupamento Áereo auxilia a Polícia Militar em diversas situações, desde incêndios urbanos e florestais ao transporte de órgãos para transplante. “A presença do Águia é diária, fazendo parte do cotidiano de São Paulo, estando presente em todo o estado e auxiliando a Polícia Militar nos mais diversos tipos de ocorrência”.
Atualmente, o GRPAe da Polícia Militar conta com 30 aeronaves, sendo 24 helicópteros e seis aviões. A última aquisição foi em maio deste ano, com a inauguração da base de Araçatuba.
O helicóptero Águia da Polícia Militar está, no máximo, a 15 minutos de distância de 85% da população do Estado de São Paulo, o que equivale a 35 milhões de pessoas.
No ano passado, foram comprados sete helicópteros. Além da Capital, as aeronaves ficam instaladas nas bases de São José dos Campos, Campinas, Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto, Praia Grande, Sorocaba, Presidente Prudente, Piracicaba e Araçatuba.
Para operar essa esquadrão aéreo, o Grupamento conta com o trabalho de 470 policiais militares. Com isso, são feitas operações de apoio ao policiamento urbano, de trânsito, choque, florestal e rodoviário, além do auxílio ao Corpo de Bombeiros. Com todo esse aparato, o Grupamento Aéreo fez só, neste ano, 14 transportes de órgãos para transplante e 6.266 resgates em todo o Estado.
Em comemoração, O Cb PM Edvaldo Soares da Silva recebeu a medalha Valor Militar em grau prata e a 2º Sgt PM Carla Cristina Martins da Silva Souza recebeu a medalha Valor Militar em grau bronze.
A medalha de “mérito militar”, é conferida aos policiais como forma de reconhecimento do Estado pelos bons serviços prestados, com lealdade, constância e valor.
Prosseguindo a solenidade, 55 policiais tiveram seu trabalho reconhecido ao receberem Láureas de Mérito Pessoal, honraria concedida aos policiais que, por méritos pessoais, se destacaram no cumprimento de suas atribuições, atuando com abnegação, profissionalismo e amor à causa pública.
No evento, além dos policiais militares, foram homenageados pelos bons trabalhos realizados em prol do GRPAe, personalidades de diversos setores, dentre eles, o Cel Aviador Jorge Tebicherane, Comandante Hamilton Rocha, Eduardo Marson Ferreira, Zaul Favoreto e François Haas. Também foi homenageado José Luiz Datena, através da presença do Ten Cel PM Carlos Eduardo Falconi, diretamente do estúdio do Brasil Urgente.
Homenageados:
“Aeronave high tech”
Para desempenhar suas missões com excelência, os policiais do grupamento contam com um aparato tecnológico. Os equipamentos que mais se destacam são o Olho de Águia e o Flir. Além desses, o helicóptero conta com equipamentos de resgate e combate a incêndio.
O Olho de Águia é um sistema de captação e retransmissão de imagens em tempo real, utilizado para auxiliar em operações.
O Flir (sigla inglesa de Forward Looking Infra-Red – sensor de visão frontal infravermelha) é um dispositivo que detecta a radiação infravermelha emitida por objetos “quentes”. Assim, com a energia térmica emitida e a ajuda de um processador digital, são projetadas imagens tridimensionais. O sensor é usado para ajudar os pilotos na localização de objetos e pessoas na escuridão da noite ou em meio a uma névoa.
Momentos marcantes
Equipamentos modernos, aliados ao treinamento e aperfeiçoamento constante de pessoal. A junção desses fatores faz com que o atendimento tenha agilidade e contribui para que muitas vidas sejam salvas.
Nos 27 anos de grupamento, muitas missões já foram recebidas e vencidas. As mais recentes foram as enchentes em Santa Catarina, em 2008, em São Luís do Paraitinga, em 2010, e na região serrana do Rio de Janeiro, neste ano.
Na região serrana do Rio, entre 15 e 23 de janeiro deste ano, foram realizados 162 voos para auxiliar nos resgates às vítimas atingidas pelas fortes chuvas. Também estiveram presentes no apoio o GRAer do Paraná, GTA do Maranhão, Força Nacional, IBAMA e Polícia Rodoviária Federal, além das aeronaves da Forças Armadas.
Em Paraitinga, o grupamento fez um total de 96 voos e socorreu 15 vítimas. Foram mobilizados 20 pilotos e 17 tripulantes, tendo uma média de duas aeronaves por dia de operação – de 2 de janeiro a 3 de fevereiro de 2010.
Polícia Civil de São Paulo
Nesta mesma data comemorou-se também o 27º aniversário do SAT – Serviço Aerotático da Polícia Civil do Estado de São Paulo, chefiado pelo Delegado Roberto Bayerlein. O SAT da Polícia Civil conta atualmente com quatro helicópteros (SAT 01: AS350B; SAT 03: AS355F2; SAT 04: AS350BA e o SAT 05: AS350B2).
Fonte: Assessoria de Imprensa da SSP/SP com edição do Piloto Policial.
Fotos: Piloto Policial.
Uma equipe do GTA – Grupamento Tático Aéreo de Sergipe encontra-se nos Estados Unidos da América, na cidade de Boise, Idaho, realizando o curso de NVG (Night Vision Goggles) na empresa ASU, que ganhou a licitação, através de seu representante no Brasil.
O curso é dividido em treinamento teórico e treinamento prático e terá duração de 14 dias. Também está previsto treinamento com a SWAT da Flórida. Após o encerramento do curso realizarão, no estado de Sergipe, treinamento prático na aeronave do GTA (AS350) com os instrutores americanos.
O Estado de Sergipe será o pioneiro na utilização de NVG em atividade policial no Brasil, muito embora ainda não exista regulamentação específica sobre o assunto na ANAC. A proposta de regulamento sobre Aviação de Estado, encaminhada à SENASP, contempla uma subparte sobre o assunto.
Os 10 óculos de visão noturna foram adquiridos por cerca de R$ 500 mil. Esse investimento inclui o treinamento dos policiais. Os equipamentos irão permitir que o GTA execute missões noturnas com maior qualidade de visualização em solo, já que o helicóptero do grupamento também está equipado com um farol de busca.
Um helicóptero da Gendarmeria National Argentina realizou a primeira intercepção de transporte de drogas, detectado pelo radar da Operação Escudo Norte, perto da cidade de Campo Gallo, Santiago del Estero, e apreenderam cerca de 70 kg de maconha.
O Ministério da Segurança informou que durante o procedimento, os traficantes tentaram fugir batendo seu avião em um helicóptero da Gendarmeria, que efetuou um pouso de emergência, porém nenhum dos cinco policiais que estavam a bordo sofreram ferimentos graves.
A operação, chamada de “Pájaro Verde” teve origem na identificação de alguns voos irregulares detectados pelos radares que compõem o “Escudo Norte”, responsáveis pela segurança no nordeste e noroeste da Argentina. Para isso, foi adicionada a visualização de aeronaves a baixa altitude e outras ações de inteligência antigrogas implantadas na área, que orientaram os esforços operacionais em áreas críticas de Santiago del Estero.
Por esta razão, o Centro de Reconocimiento y Operaciones Especiales contra el Narcotráfico y la Unidad de Reconocimientos Especiales “Santiago del Estero” de Gendarmería Nacional enviou uma patrulha terrestre de reconhecimento e uma patrulha a bordo do helicóptero HB350B3, GN-928 do Serviço de Aviação da Gendarmeria.
Os “gendarmes” realizaram uma vigilância discreta na área delimitada com equipamentos especiais, providos de comunicação satélite de algumas áreas indentificadas como possíveis locais de pouso para descarregar a droga
No dia 06/08, por volta das 11h, um posto de observação terrestre avistou um avião que realizaria a entrega de drogas, o que deflagrou a etapa da operação denominada “Pájaro Verde”, com o envio de uma patrulha helitransportada da Gendarmeria, a qual chegou rapidamente ao local, onde acontecia o ilícito, a fim de proceder a detenção dos delinquentes.
Alertados pela presença do helicóptero da Gendarmeria Nacional, o piloto do avião acelerou o motor e tentou fugir do local ilegal de pouso, realizando manobras ousadas na tentativa de decolar e fugir da prisão. O avião dirigiu-se para a pista onde se encontrava o helicóptero da Gendarmeria Nacional.
A perícia do comandante do helicóptero em realizar uma manobra evasiva conseguiu evitar uma colisão direta, levantando-se e fazendo o avião passar por baixo do helicóptero. No entanto, ainda assim o avião tocou no rotor de cauda do helicóptero, causando sua queda, sem que seus ocupantes sofressem ferimentos graves.
Foi acionado o Centro de Controle e Comando de Santiago del Estero para o acionamento da Força Aérea Argentina, onde aviões Pucará prosseguiram no apoio da operação, definindo a localização geográfica do helicóptero acidentado e do avião dos traficantes, que aparentemente também tiveram de efetuar um pouso de emergência.
Um outro helicóptero foi enviado para a região, que resgatou a tripulação acidentada e localizou o avião acidentado à cerca de 1.000 metros do local. Foi constatado que o avião era de matrícula paraguaia (ZP-TIH), permitindo assim obter informações sobre seu proprietário, graças à informação fornecida pela Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) da República do Paraguai. Durante a inspeção da aeronave e seus arredores foram localizados pacotes contendo aproximadamente 70 kg de maconha.
A “Pájaro Verde” é a primeira missão coordenada pela Operação “Escudo Norte”, que integra órgãos federais, policiais e radares militares 3D RASIT para o controle de voos ilícitos.
Confira mais fotos:
Fonte e fotos: Texto editado por Piloto Policial através de Nota de Imprensa do Governo Argentino.
Nota do Site:
A Direção de Aeronáutica de Gendarmeria foi criado em 1955. Em 1959 a unidade foi renomeada para Divisão de Transportes Aéreos, mais tarde seria denominada Subdireção de Aviação, que consistia no Esquadrão de Apoio de Aviação, de Manutenção e Centro de Instrução. Posteriormente, a unidade foi novamente renomeada para Departamento de Aviação da Gendarmeria Nacional.
Hoje, a unidade é chamada Serviço de Aviação (SEAV) da Gendarmeria Nacional, composto pelo Centro de Operações Aéreas, que opera todos os aviões e helicópteros, o Serviço de Manutenção e o Centro de Instrução de Aviação. As aeronaves são usadas em patrulha de fronteira, SAR, transporte e operações antidrogas.
O prefixo da aeronave “GN” (Gendarmeria Nacional) é usado desde 1955 começando com uma série e utilizados por ordem cronológica, ou seja, quando as aeronaves chegaram no país. A partir de 1974 as séries foram alocados em 4 blocos:
– 600 para aviões de treinamento monomotor;
– 700 para aviões bimotor;
– 800 para aeronaves monomotor, e
– 900 para helicóptero. (a aeronave acidentada foi a GN-928)
A Gendarmeria Nacional Argentina opera atualmente em uma base aérea principal e outras oito em aeródromos secundários.
Há quem diga que cada um de nós veio ao mundo com uma missão.
Fique claro que essa missão não tem a ver com o destino, algo já escrito e imutável.
Não.
Nossa missão tem a ver com as nossas escolhas, com o poder que recebemos de Deus para decidir e tomar o caminho que nos parecer melhor, mais justo.
Agora imaginem um grupo de homens e mulheres que escolheu como missão trabalhar dia e noite pela vida. Escolheu garantir às pessoas a lei e a ordem. Pessoas que doam a sua energia, o seu tempo e a sua atenção a outras.
Pessoas que diariamente buscam evoluir, aperfeiçoar suas habilidades para estarem lá, naquele momento onde a vida e a morte se olham e cada gesto pode fazer a diferença entre uma e outra.
Alguém que vê a dor, o desespero e o medo nos olhos de outro e consegue buscar dentro de si a calma, a fé e a competência para subjugar o perigo em forma de um bandido, uma enchente, um parto numa rodovia, um acidente, um resgate…
Parabéns ao Grupamento de Radiopatrulha Aérea do Estado de São Paulo, o mundo com certeza está melhor por vocês terem escolhido essa missão iluminada de cuidar para que outros possam continuar caminhando pelo mundo.
Missão Cumprida!!
O GRPAe completa hoje, 15 de agosto de 2011, 27 anos de sua criação.
A BAE Systems entrou para o rol de empresas que oferecem produtos que visam aumentar a consciência situacional em relação ao terreno com o objetivo de mitigar os efeitos do “brownout” em pouso e decolagens de helicóptero.
Falando na Paris Air Show, Paul Cooke, diretor de desenvolvimento de negócios de aviônicos de defesa, disse que a empresa concluiu recentemente os testes de seu sistema BLAST (Brownout Landing Aid System Technology).
A empresa está preparando um relatório final para o Departamento de Defesa (DoD) americano sobre o desempenho do sistema, que deverá ser apresentado até ao final do mês.
Embora a questão do “brownout” não seja prioritária para o DoD – ao contrário da questão dos dispositivos explosivos improvisados, por exemplo – o problema ainda causa perdas de tripulações no Afeganistão, fazendo com que várias empresas invistam no desenvolvimento de sistemas de percepção do terreno para tentar resolver o problema.
Cooke disse que a solução da BAE tem como características uma integração de baixo custo e a utilização de um sensor leve de 94GHz com processamento monopulso. O sistema pode fornecer uma visão 3D ou top-down de um local de pouso, com a imagem fornecida como estivesse “olhando para baixo” em uma tela de LCD multifuncional ou mostrado através de visor montado no capacete Q-Sight da empresa.
“Há um monte de tecnologias concorrentes e outras soluções, e estamos realmente esperando para ver qual o caminho que o DoD decidirá seguir”, disse Cooke. “Achamos que temos uma solução muito atraente, o sistema está em produção e agora estamos esperando para colocá-lo em serviço.”
Enquanto isso, a empresa também está a avançar com a última versão do seu visor montado no capacete Q-Sight. Cooke disse que a empresa espera completar as homologações de sua versão mais recente do equipamento até o final do mês. “
O sistema Q-Sight para capacetes de voo projeta informações sobre vôo, missão e informações ao usuário através do uso de uma tecnologia holográfica, patenteada pela empresa.
Embora concebido essencialmente com os pilotos, o Q-Sight também foi adaptado pela BAE Systems para o função de artilheiro para a Marinha britânica, onde será utilizado pelos artilheiros que vão nas portas dos helicópteros Lynx MK8.
Numa cerimônia militar realizada esta manhã (12/08) no Comando do Policiamento do Interior em São José do Rio Preto (CPI-5), a Base de Radiopatrulha Aérea de São José do Rio Preto comemorou seu primeiro aniversário. A cerimônia, com a presença de autoridades civis e militares, teve a também a participação da diretoria do Aeroclube de São José do Rio Preto, representados pelo Comandante Antonio Facioli (presidente) acompanhado de dois integrantes da direção do aeroclube.
A cerimônia incluiu a entrega de certificados de Honra ao Mérito a soldados que se destacaram em serviço e teve início por volta das 9:30, com o perfilamento dos policiais e banda da Polícia Militar, que tocou o Hino à Bandeira durante a entrada do Pavilhão Nacional, o Hino Nacional, o Hino da Polícia Militar e o Hino do Aviador.
O efetivo misto, tendo os soldados da BRPAe em uniforme verde ao lado dos soldados da PM, esteve sob o comando do Capitão Siqueira (piloto do Águia) que comandou o desfile final perante o palanque das autoridades. Entre eles, o vice prefeito de São José do Rio Preto, e o comandante do Policiamento do Interior.
Falou, inicialmente, o Comandante Marcus Vinicius Baracho de Sousa, da Base de Radiopatrulha Aérea (veja o discurso abaixo), que fez um relato das 800 missões cumpridas no primeiro ano de operações, e dos desafios que enfrentou desde o início.
Entre as missões importantes, foi citada a missão de decolar com mau tempo para Ribeirão Preto, para buscar um órgão doado que deveria desembarcar em Rio Preto para implantação em paciente daqui. O avião de grande porte precisou alternar para Ribeirão Preto devido ao mau tempo, e, enfrentando todas as intempéries, o Águia decolou em condições adversas, voou com tempo perigoso até Ribeirão e trouxe o órgão para o paciente que o aguardava, para poder sobreviver. Os detalhes, narrados hoje pelo comando da Base Aérea da PM, emocionaram todos os presentes.
Em meio às palmas e aplausos, a cerimônia encerrou com café e lanche para alguns dos convidados no Salão Nobre do comando, e o Águia 2 decolou do pátio da PM para retornar à sua base no aeroporto local.
Nota para Boletim Interno, alusiva a um ano de implantação do serviço de radiopatrulhamento aéreo no CPI-5:
Quando cheguei a São José do Rio Preto, com o desafio de orientar a implantação do serviço aéreo policial, confesso que me senti um pouco só. Mas esse sentimento logo desapareceu, nos primeiros contatos com os companheiros do policiamento, corpo de bombeiros, autoridades locais e colaboradores, que me receberam de braços abertos. Foi um trabalho de equipe e quando percebi já estávamos prontos, para alçar os primeiros voos, começando no dia 12 de agosto de 2010.
As grandes oportunidades vêm disfarçadas de trabalho árduo, e veio a oportunidade de implantar um serviço voltado para a preservação da vida, da ordem pública. 24 horas, todos os dias. E já são 12 meses que o roncar dos rotores do Águia da Polícia Militar de São Paulo, corta os céus do noroeste paulista, cobrindo São José do Rio Preto e mais 95 munícipios sob a tutela do CPI-5. Foram mais de 370 horas voadas e 800 missões realizadas, todas voltadas para a proteção da sociedade.
Foram várias situações de apoios ao policiamento, busca e salvamento, preservação do meio ambiente, combate a incêndios, segurança pública e entre outras, destaco quando, aviões de grandes empresas aéreas, trazendo órgãos, para transplante, com toda a sua tecnologia, não conseguiram pousar em São José do Rio Preto, alternando suas rotas para outras cidades, por causa do mal tempo…, decolou a equipe do Águia, sob as piores condições climáticas, para o voo da vida, buscando o destino que outros não conseguiram, pousando onde ninguém ousa pousar, mantendo acesa a esperança de quem aguarda na fila por uma nova oportunidade para continuar a vida.
Não só nos lindos dias de sol, mas também quando desce a tormenta, a aeronave da Polícia Militar decola para proteger o cidadão, fazendo da excelência no serviço de radiopatrulhamento aéreo um hábito e não somente um feito.
Muito obrigado a todos aqueles que acreditaram em nós e apoiaram a criação da BRPAe SJRP, pois, foram facilitadores da realização de um serviço nobre, necessário e eficiente, garantindo uma melhora na qualidade de vida de todos da nossa região
Agradeço a todos os companheiros do CPI, batalhões de área, policia ambiental, policia rodoviária e corpo de bombeiros, pela paciência e colaboração, confiando no nosso apoio em suas operações. E podem ter a certeza da nossa dedicação em oferecer o mais alto nível de trabalho
Ao efetivo da base do Águia (pilotos, tripulantes, mecânicos e pessoal administrativo), o meu respeito e gratidão, pois, tiveram pouco tempo para a adaptação, aprendizado e amadurecimento, tão importantes na aviação, mas a vontade que vocês tiveram de se preparar, foi muito maior que a vontade de vencer, dando suporte à nossa existência, mostraram que amadores aspiram e profissionais trabalham, fazendo da disciplina o instrumento que transforma sonho em realidade. Parabéns! Vocês chegaram lá.
Não posso esquecer a família policial militar, homens, mulheres e crianças que como a minha esposa e filhos, mudaram suas vidas, deixaram suas cidades de origiem, parentes e amigos, e nos acompanharam nessa empreitada, confiando no sucesso dessa missão, pois, sem esse apoio, seria muito difícil seguir em frente. Obrigado!
Aprendemos com o passado, não nos conformamos com o presente e desafiamos o futuro. Contem com a nossa equipe por muitos anos voando para servir com, honra, lealdade, e certos do dever no cumprimento da missão de executar operações aéreas de segurança pública, preservando vidas, protegendo o patrimônio e potencializando todas as atividades da policia militar.
MARCUS VINÍCIUS BARACHO DE SOUSA
Comandante da Base de Radiopatrulha Aérea de São Jose do Rio Preto
Na cidade de Bodó, a 188km de Natal, uma criança de um ano e seis meses caiu em meio a folhagens que pegavam fogo em um terreno baldio e teve 90% do corpo queimado.
As queimaduras foram de 3º grau. Na necessidade de ser hidratado e receber atendimento especializado, o menino precisava ser levado com urgência a um hospital de grande porte. Foi quando a Secretaria de Segurança e Defesa Social do Estado (Sesed) enviou o Potiguar 01 até o interior para fazer o resgate do bebê.
Em cerca de 40 minutos, o helicóptero socorreu a vítima. A resposta rápida do transporte aéreo foi possível, porque havia um piloto preparado e capacitado para tal operação. “Foi um voo tranquilo, sem intercorrências”, afirma o comandante Farias Júnior, que pilotou o Potiguar 01.
O comandante fez o pouso no estádio Iberezão, em Santa Cruz, e depois seguiu para Natal, onde chegou por volta das 16h na sede do 16° RI no Batalhão do Exército. O garoto com queimaduras foi levado para a UTI do Walfredo Gurgel, onde chegou em coma induzido devido às dores que sentia no corpo.
Ele ficou internado no Centro de Tratamento de Queimados da unidade, mas por volta das 6h de hoje (09/08), devido às graves queimaduras, não resistiu e chegou a óbito.
Farias Júnior ressalta a importância de terem pilotos formados no RN, para atender a casos de urgência como esse. Ele, que é da Polícia Civil de Brasília, está há cerca de um ano em Natal, através de um convênio do Governo do Estado com a Força Nacional, trabalhando como instrutor, na formação de três pilotos potiguares.
Segundo ele, os pilotos acompanham as operações aéreas, enquanto adquirem autonomia para assumir o comando. O comandante Farias Júnior tem 15 anos de experiência como piloto e está há três anos na Força Nacional.
O conflito na região fronteiriça apresenta dificuldades pelo isolamento em meio à floresta. Fronteira ameaçada.
O Governo do Estado do Acre, através da Secretaria de Segurança Pública, determinou que o Centro Integrado de Operações Aéreas – CIOPAer/AC desenvolvesse missões em apoio a Polícia Federal (CAOP), Exército Brasileiro e FUNAI na defesa da soberania nacional.
O inicio foi dado pelas denúncias de invasão, feita por peruanos, a uma base avançada da FUNAI que fica a 23 quilômetros de distância da fronteira com o Peru.
O deslocamento inicial ocorreu no dia 30 de julho com objetivos definidos para emprego da Aeronave Harpia 01. O primeiro seria a retomada da base da FUNAI, conhecida como “Xinani”, que teria sido invadida por um grupo de pessoas com finalidades ainda desconhecidas.
Suspeita-se que os invasores sejam madeireiros ou traficantes peruanos. Outro objetivo do emprego do CIOPAer será a identificação e captura dos invasores, além da verificação da existência de pistas clandestinas para pouso na floresta.
A missão, ainda em andamento, conta com a utilização de um helicóptero “Pantera” do Exército Brasileiro, além de um helicóptero (AS355N – Caçador 08) e um avião Caravan do CAOP – Coordenação de Aviação Operacional da Policia Federal. O CIOPAer/AC participa com uma guarnição completa na aeronave e também com equipe em apoio pelo solo.
Um final feliz para quatro pescadores oriundos do município alagoano de Coruripe. Este foi o resultado de uma operação de resgate registrada por volta das 13h30 desto de 27/07, nas proximidades do povoado Cabeça, no município de Brejo Grande, distante 137 quilômetros da capital Sergipana.
Os pescadores encontravam-se à deriva há oito dias, quando a embarcação na qual se encontravam perdeu o rumo.
Militares do Grupamento Tático Aéreo (GTA) da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) foram informados, por volta das 13h, sobre a existência dos quatro pescadores, à deriva, numa embarcação registrada pelo nome “Vai com Deus”, e seguiram, de imediato, ao local indicado.
De acordo com o piloto da aeronave da SSP, major PM Luiz César Santana Reis, os trabalhadores encontravam-se a cerca de 10 milhas em relação à costa sergipana.
“Avistamos a embarcação e utilizamos a técnica ‘puçá’ – uma técnica que lança um cesto balizado por um profissional do GTA para recolher as vítimas nesse tipo de situação – para resgatar dois dos pescadores, que foram conduzidos até a margem do rio, no município de Brejo Grande”, explicou major César.
Os trabalhadores estavam desidratados e foram encaminhados ao Hospital de Urgências de Sergipe, onde receberam os primeiros atendimentos médicos.
Já os outros dois pescadores conseguiram entrar em contato com o proprietário da embarcação, em Coruripe, através do serviço de telefonia móvel, e solicitar apoio de outro transporte fluvial para fazer o resgate tanto dos pescadores quanto da embarcação que perdeu rumo no rio São Francisco.
“No intuito de resistir às noites de frio, os pescadores começaram a quebrar a lateral da embarcação para fazer fogo com os pedaços de madeira e manterem-se aquecidos”, acrescentou major César.
A operação teve o envolvimento também do piloto Fernando Teles, comandante de aeronave do GTA, e do sargento PM Andrade, tripulante operacional.
Fonte: Portal da Polícia Militar de Sergipe.
Fotos: (1) Portal Emsergipe.com/ (2) e (3) GTA/SSP
Secretaria Nacional de Segurança garante a ida de equipe da Força Nacional até que Exército seja enviado para a região
A secretária nacional de Segurança do Ministério da Justiça, Regina Miki e o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, acompanhados do diretor da Força Nacional, Major Aragon, sobrevoaram na terça-feira a tarde, 09/08, a região do município de Feijó onde está localizada a base Xinane, da Funai.
Regina Miki e Márcio Meira vieram ao Acre para definir, em parceria com o Governo do Estado, Polícia Federal e Força Nacional as ações que serão tomadas para assegurar a proteção dos servidores que atuam na base Xinane, dos índios isolados e do território nacional que há indícios de que está sendo invadido por narcotraficantes peruanos.
A chefe da Gabinete Civil, Márcia Regina, destacou que tão logo o Governo foi informado sobre a situação na fronteira tomou providências.
“O governador Tião Viana acionou o Ministério da Justiça, conversou por várias vezes com o presidente da Funai. Nós estamos sempre na linha de frente porque nosso Estado é tríplice fronteira. As forças estaduais estão sempre nesse ‘pronto-atendimento’. O Governo do Estado fez um grande esforço com integração de ações no primeiro momento com a Polícia Federal e num segundo momento com a Polícia Militar”, lembrou a chefe de gabinete.
Força Nacional vai atuar na fronteira
Durante reunião onde foram discutidas as estratégias de segurança que serão implementadas na região de fronteira entre Brasil e Peru, a secretária Regina Miki agradeceu o trabalho da Polícia Militar do Acre e ressaltou que as ações asseguraram a integridade dos funcionários da Funai que trabalham naquela região.
“É preciso reconhecer que o Governo do Estado em nenhum momento se omitiu a situação que se apresentou naquela área. O governador não mediu esforços para mobilizar sua equipe e deslocar policiais preparados para averiguar a situação no local que permanecem até agora na área”, destacou Regina Miki.
A secretária Nacional de Segurança Pública certificou que a integração entre as policiais vai permanecer para manter a vigilância na fronteira entre Brasil e Peru na área próxima ao município de Feijó.
“Foi feita um pré-intervenção num momento de crise e isso prevalecer. Nós queremos ao final deste mês as Forças Armadas fazendo a segurança ali na região. Mas, enquanto isso não ocorre, a Força Nacional vai fazer o trabalho de segurança do local e dos servidores da Funai e assim, liberar a Policia Militar do Acre que tem outras atribuições”, revelou a secretária.
Ela detalhou que durante a permanência da Força Nacional na fronteira os funcionários da Funai terão oportunidade de pesquisar e descobrir se os índios isolados estão em segurança depois da suspeita de invasão de peruanos armados no local.
Trabalho na base Xinane segue na defesa de isolados
O presidente da Funai, Márcio Meira informou que o trabalho dos funcionários da base Xinane continuará para manter a proteção dos indígenas isolados que estão sob risco depois da informação acerca da chegada de supostos narcotraficantes.
Segundo Meira, com a ação do Estado brasileiro e da presença sobrevoando a área a decisão é de continuidade do trabalho e tomar todas as medidas necessárias por meio do Ministério da Justiça, Funai, Força Nacional em parceria com o Governo do Acre para garantir a segurança dos servidores, mas também a segurança dos indígenas.
“Sobretudo dos índios isolados que são a principal missão da Funai naquela região. Com o sobrevoo que fizemos nessa terça-feira tudo indica que os índios isolados estão bem. Notamos que as malocas estão limpas, ou seja, sem mato em suas coberturas e seus arredores e há hortas em bom estado de conservação. Acreditamos que os índios não apareceram porque estavam com medo dos aviões e helicópteros que estão sobrevoando a região esses dias”, observou Meira.
Ainda esta semana uma equipe com 16 agentes da Força Nacional se deslocará para Feijó possibilitando que os homens do Bope (Batalhão de Operações Especiais) retornem. A equipe, de acordo com Regina Miki, ficará na fronteira Brasil-Peru até que chegue ao Acre um grupo de homens do Exército, que até o final do mês estão atuando na Operação Defesa da Vida.
Fonte: Agência de Notícias do Acre, por Nayanne Santana.
Durante a operação Genesis II idealizada pelo GEFRON com vista a combater os crimes ocorridos na fronteira oeste mato-grossense foram disponibilizadas pelo Centro Integrado de Operações Aéreas – CIOPAER dois helicopteros – Águias 03 e 04 e respectivas tripulações.
A integração dos órgãos ligados a segurança pública ocorreu de maneira bastante positiva, como prova a ação desenvolvida pela Polícia Judiciária Civil com apoio do CIOPAER, e policiais militares da Rotam quando do cumprimento de mandado de busca e apreensão em uma propriedade rural conhecida como Fazenda Nova Infância localizada na divisa das cidades de Porto Esperidião e Cáceres.
A atuação do Helicoptero Águia 03 pilotada por um Major PM e um Delegado da PJC, e da tripulação composta por um agente da PJC, um Cabo PM, um Sd PM e um 1º Sgt BM, foi fundamental para que fosse apreendido no local munições de uso restrito das Forças Armadas, rolos de plásticos transparentes, rádios de comunicação walk talk, balança de precisão, a quantia de R$ 4.368 reais, três espingardas calibre 22, dois rifles de alta precisão, equipados com lunetas, silenciador e mira a laser de fabricação estrangeira.
Ainda na fazenda foi encontrado, um veículo caminhonete Pagero, uma motocicleta Yamaha XT 225, dólares e moedas bolivianas, uma moto serra Stihl sem nota fiscal, vários aparelhos celulares, diversas ferramentas para confeccionar compartimentos clandestinos em veículos e um jacaré empalhado.
Pilotos e mecânicos do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da PMESP e do Grupamento Aero-Marítimo da PMERJ realizaram curso de Voo de Manutenção no Centro de Treinamento da Helibrás em Itajuba/MG no período de 25 de julho a 05 de agosto de 2011, onde cada equipe é composta por 1 piloto e 1 mecânico e os treinamentos em voo são realizados em aeronave do órgão.
Participaram do curso pelo GAM/RJ o Cel PM Eduardo Luiz Brandão, Cap PM Sergio Thiago Faria Silca, pilotos e comandantes de aeronave, bem como o Sgt PM Cláudio Gonçalves Freitas e Cb PM Gustavo Phulmann Ferreira da Costa, ambos mecânicos de manutenção aeronáutica.
Pelo GRPAe/SP participaram o Cap PM Jorge, Cap PM Renato e o Cap PM Barreto, todos pilotos e comandantes de aeronave, bem como o 1o Sgt PM Rivani, 1o Sgt PM Mendes e o 1o Sgt PM De Paula, mecânicos de manutenção aeronáutica.
Na primeira semana do curso (parte teórica) também foram alunos o Comandante Rogério Aparecido Holzmann e os mecânicos de manutenção aeronáutica, Lucas e Carlos Alberto, onde os instrutores da Helibras foram os Comandantes Olenski e Khalil e Mecânico Jarbas. Na segunda semana (parte prática) os instrutores da Helibras foram o Comandante Holzmann e Mecânico Jarbas.
O curso compreende um encontro técnico da equipe Helibras com os pilotos e mecânicos, cujo objetivo é a preparação da tripulação para execução das verificações funcionais previstas no Manual de Voo (AS350-Esquilo), visando maior segurança, menor tempo de manutenção, maior disponibilidade da aeronave, maior interação da tripulação e permitindo explorar todo o envelope de voo.
O conteúdo do curso compreende aerodinâmica básica, balanceamento, atmosfera padrão, instrumentos e medida de vibrações, ferramentas manuais de ajuste, mecânica de voo e motores, onde pilotos e mecânicos realizam na prática o que aprenderam na teoria, tanto com relação ao uso dos equipamentos e manuseio das peças, como no voo em si.