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Curso de Formação de Tripulante Operacional do BOA/SC

Teve início no dia 01 de agosto, no BOA (Batalhão de Operações Aéreas) do CBMSC sediado em Florianópolis/SC, o Curso de Formação de Tripulantes Operacionais.

A turma é composta por 11 alunos, sendo 10 Bombeiros Militares e 01 Sargento Policial Militar do Paraná.

Entre as matérias que estão sendo ministradas nas 330 horas-aulas deste curso estão: conhecimentos técnicos de aeronaves; busca e salvamento; atendimento pré-hospitalar avançado; combate a incêndios florestais; entre outros.

Nessa tarde (30/08), acontece no pátio do GBS e nas águas da Baía Norte, simulado de combate a incêndios com a utilização do equipamento bambi bucket, que é uma bolsa para captação de 540 litros de água.

Até a presente data, o helicóptero Arcanjo 01 já atendeu a 1050 ocorrências, em um ano e oito meses de operação. As informações desta matéria foram fornecidas pelo Tenente Coronel BM Edupércio Pratts, Comandante do BOA, coordenador da simulação.


Fonte e fotos: CBM/SC, via Resgate Aéreo.


Apoio que vem do ar: PMDF recebe novos helicópteros

Eles podem até ser parecidos com o Fenix 01, mas não se enganem. As duas novas aeronaves adquiridas pela PMDF possuem instrumentos digitais, sensor infravermelho e câmera que filma em 360°.

Esses detalhes são importantes para um melhor desempenho das ações do Batalhão de Aviação Operacional – BAVOP. De acordo com o capitão Vilner, o sensor infravermelho (imagiador térmico/FLIR) identifica as diferenças de temperaturas e é ideal para buscas noturnas. Outra novidade é que o painel que mostra informações sobre o desempenho do motor é digital, diferente do anterior que é analógico (ver foto comparativa).

Os dois helicópteros, Fenix 02 e 03 foram apresentados à comunidade do Distrito Federal na manhã de hoje (2/09), na Praça do Buriti, na presença do Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do Secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, do presidente da Câmara Legislativa, deputado Patrício, e do comandante-geral da PMDF, coronel Rosback, entre outras autoridades civis e militares.

O GDF investiu R$ 13 milhões na iniciativa. De acordo com o governador, o único helicóptero que a PM possuía, até então, já tem 20 anos de uso e não era dotado com todas as tecnologias necessárias para realizar um patrulhamento de qualidade. “Este é mais um item para compor a estrutura da segurança pública.

“A PMDF está cada vez mais capacitada na eficiência e na eficácia para o combate à criminalidade no DF”, disse o coronel Rosback. A ideia do comando da PMDF é ter um helicóptero para cada comando regional.

O apoio que vem do ar

As duas novas aeronaves serão entregues ao BAVOP para compor a frota que agora possui três helicópteros e um avião, além das viaturas de apoio e operacionais. Quando estiveram em ação, as aeronaves serão um apoio a mais para as operações e para as ocorrências em terra. O BAVOP possui hoje 11 pilotos e cerca de dez mecânicos e mais tripulantes para manutenção e emprego das aeronaves.

Com uma segurança modernizada, Brasília está cada vez mais preparada para receber os grandes eventos esportivos que terão início em 2013. “Para realizar uma boa Copa do Mundo, por exemplo, temos de ter um histórico de segurança pública relevante. E o Governo do Distrito Federal está buscando isso. Para tanto, estamos dotando todas as corporações com as estruturas essenciais. Com estes helicópteros damos mais um passo à frente e estamos credenciando Brasília como referência nesse segmento”, completou Agnelo Queiroz.


Fonte/Fotos: PMDF  e Coletivo – Mais Comunidade.


A serviço da vida… CIOPAer/AC completa 2 anos.

Com a meta de diminuir o isolamento das comunidades mais distantes da capital acreana e de proporcionar apoio operacional às ações na área de segurança pública e de meio ambiente, além de atuar na promoção de cidadania, o helicóptero Harpia 01, conhecido como Comandante João Donato, completa dois anos de operação. São mil horas de voo e resultados positivos que comprovam a eficácia e eficiência do Centro de Operações Aéreas do Acre (Ciopaer/AC).

A aeronave tipo AS350 é equipada com modernos sistemas de navegação, rádio multifrequência, mapas eletrônicos e computador de bordo, o que garante a execução de vários tipos de serviços. Já foram realizadas mais de 50 operações conjuntas e mais de 40 ações de salvamentos em diversas comunidades isoladas ou de difícil acesso.

Com uma equipe de 21 homens, todos treinados pela Força Aérea Nacional, a tripulação conta com dois comandantes, quatro pilotos formados e três em formação, e também dois mecânicos estão sendo treinados para compor a equipe. “Se me perguntarem quem da tripulação é o mais importante? Vou responder que não tem, porque todos são essenciais para as operações, é realmente um trabalho de equipe”, destacou o comandante Carlos Augusto da Silva Negreiros.

Do alto do helicóptero, é possível avistar cada rua e suas residências com precisão. E com uma velocidade que pode atingir até 246 km/h, pode-se chegar de uma ponta à outra de Rio Branco em questão de minutos. Além disso, a velocidade do equipamento permite que os deslocamentos dentro do Estado também sejam feitos em pouco tempo.

O Ciopaer possui um contato direto com o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), para acionar o patrulhamento ou ajudar em ocorrências. E também mantém comunicação com a Secretaria de Saúde e demais órgãos de governo. “O helicóptero é uma ferramenta incrível, capaz de proporcionar a cobertura de áreas de difícil acesso de forma espetacular”, completa o piloto Cleyton de Oliveira Almeida.

Uso do helicóptero garante o salvamento de vidas no Acre

No dia 14 de setembro de 2009, um capotamento de carro na BR-364 havia deixado três pessoas feridas, entre elas uma em estado grave. Nesse período, os tripulantes do Ciopaer estavam em treinamento e fazia parte do processo a realização de uma ação simulada de resgate de vítimas de acidentes. A aula prática já tinha data e local para acontecer, mas a fatalidade fez com que a operação fosse realizada com pacientes reais.

Esse foi o cenário do primeiro salvamento realizado com o apoio do Helicóptero João Donato. Duas pessoas foram imediatamente deslocadas das proximidades de Manoel Urbano para Rio Branco. Três horas após o acidente, as vítimas mais graves – os biólogos Filogônio Ribeiro e Giuliana Santi – já estavam sendo atendidas na UTI do Hospital Geral das Clínicas de Rio Branco.

“Agradeço a Deus por ter colocado em meu caminho o major Josiley Gonçalves e o capitão Vieira Lins, o major Albuquerque e o capitão Negreiros, o secretário de Saúde Oswaldo Leal, a enfermeira Eneida e demais plantonistas do Pronto Socorro”, disse Santi.

Meses depois parte da tripulação foi recebida pela vítima e por seus familiares. O reencontro da bióloga com a equipe foi marcado por fortes emoções. “Todos os dias da minha vida rezarei por vocês. Não consigo deixar de me emocionar todas as vezes que ouço o barulho do motor do helicóptero”, disse ela aos pilotos.

Assim como a bióloga, dezenas de outras famílias podem comemorar o fato de terem suas vidas salvas pela rapidez no atendimento médico proporcionado pelo transporte de helicóptero.

Outro salvamento que marcou a tripulação foi realizado em maio de 2010. O chamado partiu de Santa Rosa, quando a gestante Marlenira da Silva Nascimento teve complicações durante o parto. O salvamento foi crucial para o nascimento de Mayara, já que, segundo a equipe da Maternidade Bárbara Heliodora, a parturiente não teria resistido à viagem de quatro dias de barco até Sena Madureira.

“Vibro a cada dia por poder trabalhar salvando vidas. É gratificante saber que contribuímos com as pessoas e o que nosso trabalho vale a pena. Tenho orgulho de fazer parte desta equipe”, disse o major Cleyton.

As histórias de salvamento são muitas, mas todas carregam a mesma emblemática: o tempo gasto de deslocamento foi essencial e fez a diferença entre a vida e morte de pessoas. “A vida não tem preço. Ações como essas demonstram a necessidade do equipamento de segurança do Estado”, enfatiza o comandante Sérgio da Silva Alburquerque.

O caso mais recente de salvamento é de um morador do Seringal Sossego, Raimundo Moura da Silva. A colocação fica na divisa do Acre com o Amazonas. O percurso, que é de 90 quilômetros, seria feito de carro pelo ramal Espinhara, e o restante, 20 quilômetros, teria que ser feito a pé pela mata. “Esse foi primeiro resgate aeromédico realizado completamente pela tripulação acreana, que demonstra a independência operacional do Centro. A operação foi um sucesso – além de salvar uma vida, fica a sensação de dever cumprido”, comemora o major Alburquerque, após seu primeiro voo como comandante de aeronaves.

Ainda relacionado ao apoio às ações de saúde, o helicóptero Comandante João Donato foi essencial para a realização do Saúde Itinerante em comunidades isoladas. O transporte da equipe médica e de equipamentos foi feito pela aeronave. Os pacientes com quadros clínicos mais graves também foram levados até hospitais pelo helicóptero.

Helicóptero João Donato faz a diferença nas operações de patrulhamento

O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) tem contato direto com o Ciopaer, o que tem garantido o uso do helicóptero para o patrulhamento ou ajuda em ocorrências. Já foram realizadas, por exemplo, operações de patrulhamento preventivo na região da Baixada e do Taquari, com o objetivo de reduzir os índices de criminalidade.  As ações fazem parte do planejamento estratégico do governo do Estado, através da Polícia Militar. O fator surpresa é o reforço do patrulhamento aéreo com a participação do helicóptero Comandante João Donato, do Centro Integrado de Operações Policiais Aéreas.

“Essa ferramenta é imponente. Permite visão privilegiada e deixa as pessoas que estão cometendo atos delituosos vulneráveis”, enfatizou o major Negreiros. Ele lembra a operação em que foi acionado pelo Ciosp e a tripulação do Ciopaer atuou em conjunto com as forças de segurança por terra, que foi determinante para a prisão de criminosos. “Quatro criminosos renderam e assaltaram um taxista. Fomos acionados e em conjunto com o Bope conseguimos encontrar os marginais, que estavam armados”, disse o major.

O coordenador do Ciopaer, Alberto da Paixão Nascimento, destaca que o uso do helicóptero em operações de segurança tem garantido maior eficiência nas ações. “O campo de visão que essa ferramenta proporciona é incrível. Do alto podemos ver com exatidão pelo menos um quilômetro. Somado a isso podemos pousar em qualquer espaço, o que torna a fiscalização, patrulhamento e perseguição a criminosos mais eficientes”, disse. Em conjunto com as forças de segurança já foram realizadas operações de perseguição a assaltantes, traficantes e sequestradores.

Tripulação caminha para autonomia de operação e tem trabalho reconhecido nacionalmente

Depois de dois anos de treinamentos e da parceria com a Força Nacional de Segurança Pública, o Centro Integrado de Operações Aéreas está passando pelo processo de transição para adquirir o status de autonomia de operação. Na última semana de julho esteve no Acre um piloto examinador da Seção de Aviação Policial (SAP) para a realização de checagem dos procedimentos técnicos dos pilotos da segurança pública do Estado.

Na ocasião, o comandante Farias Junior, examinador credenciado pelo Departamento da Força Nacional de Segurança Pública (DFNSP), destacou a progressão técnica e gradual do Ciopaer rumo a sua independência de atuação. “Nossa tripulação recebe treinamentos constantemente para que possamos estar preparados para todos os tipos de missão. Nós gostamos do que fazemos. E principalmente desempenhamos nossas funções com amor”, disse o major Albuquerque.

Os oficiais foram submetidos a dois tipos de exames. O major Albuquerque e o tenente Samir, que já são pilotos comerciais, realizaram o check de voo na aeronave tipo AS50 (helicóptero João Donato), e o major Cleyton foi submetido ao check de Piloto Comercial.

A tripulação é composta por militares, civis e homens do Corpo de Bombeiros. Uma equipe multifuncional é capaz de atuar nas mais diversas operações. E recentemente teve o trabalho reconhecido nacionalmente. Parte da tripulação do Ciopaer do Acre integrou a equipe de 350 policiais e homens das três Forças Armadas da operação Gênesis, que teve como objetivo o combate ao tráfico de armas e de drogas nos 983 quilômetros de fronteira do Mato Grosso com a Bolívia.

“Esta foi a maior operação contra os cartéis de drogas já realizada na fronteira. E a participação da equipe do Acre mostra o reconhecimento do trabalho que vem sendo realizado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Segurança Pública”, destacou o major e piloto Negreiros.

Mato Grosso foi o primeiro Estado do país a receber esse tipo de operação integrada e abriu precedente para que operações como essa sejam levadas para os outros dez Estados fronteiriços do Brasil, e o Acre será um dos próximos a realizar esse tipo de intervenção.

Quem foi o Comandante João Donato?

A história da aviação no Acre começou em maio de 1936, quando o primeiro hidroavião  aquatissou nas águas no rio Acre, no estião do Bagé, hoje onde se localiza o bairro Taquari. De acordo com o historiador Marcos Vinícius, neste período o Acre tinha como interventor o paulista Manoel Martiniano Prado, que proclamou que o Acre entraria para a modernidade nas asas dos aviões.

Na época, cada família acreana recebeu de presente pequenos lotes de terra de 20 metros para desmatar, destocar, aterrar e aplainar, para que fosse construído o primeiro campo de aviação, que veio a ser o Aeroporto Salgado Filho. A primeira pessoa do Acre a ser habilitada para pilotar aviões foi o ex-proprietário do Seringal Amapá, e coronel aposentado da aeronáutica, coronel João Donato. O fato de ser pioneiro na história da aviação acreana fez com que o helicóptero recebesse seu nome como forma de homenagem.


Fonte/Fotos: Viviane Teixeira – Agência de Notícias do Acre


A formação do piloto policial-militar de helicóptero da PMESP – critérios jurídicos e técnicos

ROGÉRIO VIEIRA PEIXOTO

RESUMO

A FORMACAO DO PILOTO POLICIAL-MILITAR DE HELICÓPTERO DA PMESP sob critérios jurídicos e técnicos vem aperfeiçoar a transformação do Oficial PM na sua jornada até a assunção ao comando de aeronave, a função de piloto comandante de helicóptero, pronto para as funções afetas à aviação de segurança pública.

O Grupamento de Radiopatrulha Aérea selecionou Oficiais do QOPM de diversas turmas do CFO (Curso de Formação de Oficiais), no total de 08 (oito) concursos internos, até o ano de 2008, para completar o corpo de Pilotos de Helicóptero da PMESP. (Nota: atualmente o GRPAe está na sua décima turma)

A última turma, selecionada em 2008, freqüenta ainda o CEO – Piloto Policial de Helicóptero, que objetiva prepará-los à primeira Banca de avaliação da ANAC. Cada turma anteriormente selecionada seguiu um critério de formação diferente. Esta obra apresenta o demasiado tempo de serviço despendido ao Oficial PM, na sua formação como Piloto Policial-Militar de Helicóptero, pois o processo não padronizado e lento gera a indisponibilidade destes profissionais numa condição plena para o vôo e propõe adoção de critério.

O estudo abrange o período compreendido entre a criação do GRPAe até os dias de hoje. O GRPAe necessita de Pilotos de Helicópteros legalmente habilitados para tal e capacitados para o cumprimento de suas missões. O Piloto Policial-Militar de Helicópteros deve ter a formação adequada e manutenção de sua proficiência para o desempenho de suas funções especiais a bordo dos helicópteros da PMESP, para no apoio às diversas OPM especializadas ou não, quando é exigido do profissional elevado grau de capacitação, visando à segurança das operações aéreas consideradas de alto risco.

Ao GRPAe cabe a manutenção e fiscalização das condições legais e regulamentares do Oficial Piloto de Helicóptero, no desempenho da sua função, e cumprir as normas emanadas pelo órgão fiscalizador da aviação civil no Brasil, bem como o nível técnico – operacional de seus pilotos de helicópteros.

A obra objetiva ainda definir critérios técnicos para a formação do Piloto Policial-Militar de Helicóptero da PMESP, para cada uma das fases de formação do Oficial, estabelecer critérios para a manutenção da proficiência destes aeronautas, além de pautar a sua formação sustentada pelas normas legais e vigentes.


Clique e faça o download da monografia.
(Monografia de conclusão do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais I – 2008)


Autor: Rogério Vieira Peixoto é Major da Polícia Militar de São Paulo, atua no Grupamento de Radiopatrulha Aérea como Piloto Comercial de Helicóptero, Instrutor de voo e Examinador Credenciado pela ANAC.


CIOPAer/CE recebe visita de comitiva do Estado de Goiás

A Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas do Estado do Ceará recebeu no dia 29 de agosto de 2011 uma comitiva composta pelo Coronel BMGO Carlos Helbingen Júnior – Comandante-Geral do CBMGO, Coronel PMGO Raimundo Nonato de Araújo Sabino – Comandante-Geral da PMGO, Cel BMGO Múcio Ferreira dos Santos – Comandante do 1º Comando Regional do CBMGO, TC PMGO Jairo – Gerente de Operações Aéreas da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, Sr. Antônio Guido Siqueira Pratti – Chefe de Gabinete do Secretário de Segurança Pública de Goiás, acompanhados do Coronel BMCE Josileno Vitoriano – Comandante Geral do CBMCE.

A comitiva teve como objetivo fundamental visitar as instalações da CIOPAER, bem como, conhecer sua estrutura organizacional e a dinâmica da integração dos órgãos na atividade da aviação segurança pública.

Inicialmente Cel PM Monteiro, Coordenador da CIOPAER, proferiu uma palestra que abordou as diversas fases da aviação de segurança pública no Estado do Ceará até os dias atuais, ressaltando a perfeita integração de todos os órgãos que compõe o sistema de segurança pública no Estado que trabalham sob uma doutrina única relativa à aviação.

O Delegado Alves, Coordenador Adjunto, explanou sobre a harmonia no desenvolvimento das atividades da CIOPAER, mostrando a perfeita e equilibrada integração entre as forças de segurança pública do Estado do Ceará, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Civil.

Após a palestra, a comitiva iniciou a visita nas instalações da CIOPAER pela Célula de Ensino e Instrução com ênfase na CIASPEC, Centro de Instrução de Aviação de Segurança Pública do Estado do Ceará.

O Coronel PM Monteiro, explanou que atualmente encontram-se em andamento os Cursos Práticos de Piloto Privado de Helicóptero e Prático de Piloto Comercial de Helicóptero, estando no processo de formação, além dos pilotos do Estado do Ceará, pilotos dos Estados do Amazonas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. O Coronel Ressaltou ainda que já foram formados pela CIASPEC pilotos do Estado dos Estados do Pará, Paraná, Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro e Tocantins.

Na Célula de Operações, foram apresentados os manuais operacionais da CIOPAER aprovados pela ANAC. Os visitantes também conheceram o sistema de monitoramento do programa ronda do quarteirão, bem como, conheceram a rotina do planejamento das operações com as aeronaves que tem como base os dados estatísticos gerados pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social.

Na Célula de Manutenção Aeronáutica a comitiva pode acompanhar parte da dinâmica da manutenção das aeronaves que compõe o esquadrão Fênix, recebendo informações sobre o controle técnico de manutenção que visa proporcionar a constância da operacionalidade da CIOPAER.

Ao final da visita o Dr. Antônio Guido ressaltou a importância das experiências colhidas pela comitiva e parabenizou pelo brilhante trabalho e organização da CIOPAER, levando para o seu Estado um modelo de integração das forças públicas no Estado do Ceará.


Fonte: Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará.


Serviço Aerotático: o apoio aéreo para a maior Polícia Civil do país

As situações são extremas: estados de calamidade, tragédias, resgate no meio da mata, perseguição policial. Para o Pelicano, helicóptero do Serviço Aerotático (SAT), do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), não há barreiras.

O nome não é por acaso: os pelicanos são aves conhecidas por defenderem os filhotes com a própria vida, caso necessário. Em 14 de agosto, a unidade completou 27 anos nos céus de São Paulo, aliando tradição e tecnologia e se destacando no cenário nacional quando o assunto é serviço aéreo de segurança.

Preparado para todos os tipos de operações, os helicópteros chegam a áreas isoladas e, em muitos casos, sua atuação é crucial para um desfecho de uma ocorrência policial. O SAT dá apoio às operações da Polícia Civil, auxiliando as equipes terrestres.

Quando a unidade foi criada, o cenário era diferente: os roubos a banco preocupavam a sociedade e a polícia, as viaturas de quatro rodas levavam algum tempo para chegar até o local do crime.

Diante da necessidade de chegar rapidamente à cena do crime, o governo comprou dois helicópteros, um para a Polícia Civil e outro para a Polícia Militar. O helicóptero, além de inibir os criminosos, dá a sensação de segurança para os policiais.

A sociedade mudou e outros crimes passaram a incomodar, como o seqüestro. O SAT acompanhou essa transição e prestou apoio às unidades da Polícia Civil para a resolução das ações criminosas. Hoje, com os índices criminais em queda, os pelicanos têm se destacado na atuação humanitária.

Desde a sua criação até julho de 2011, as aeronaves do SAT apoiaram 3.608 perseguições, buscas e cercos. A unidade realizou 2.575 ações de instruções e treinamento de tripulação de policiais. Foram 1.706 operações em roubos a bancos, condomínios, empresas e residenciais.

Os helicópteros da Polícia Civil já encontraram 690 cativeiros e 1.804 locais de crime, localizaram 339 veículos, realizaram 277 escoltas de presos, fugas e intervenções em rebeliões, além dos 317 transportes de órgãos para doação. Foram 11.783 horas de vôo.

A unidade tem 23 homens, sendo 9 pilotos, 13 tripulantes e um policial que atua na área administrativa.

Tradição

A história de um dos serviços aéreos de segurança mais importante do país se entrelaça com a vida de Roberto Bayerlein, delegado responsável pela unidade, que se dedica ao SAT desde a sua criação. Com mais de 5 mil horas de vôos, o que não faltam são histórias para contar, mas foi o gesto singelo de uma garota que se tornou o mais marcante em quase 30 anos de carreira.

Há 15 anos, a região do Vale do Ribeira, no sul do estado, tinha sido devastada por uma enchente.  Durante uma pausa nas operações de resgate, Bayerlein foi surpreendido por uma garota de 12 anos. “Ela se aproximou de mim, entregou uma flor e agradeceu pelo que eu estava fazendo, por estar ajudando a salvar vidas”. O delegado carrega a flor para todos os lugares até hoje, guardada em sua carteira.

O caso não é exclusivo. As missões humanitárias são tão freqüentes no dia a dia dos pilotos e tripulantes quanto as operações de apoio à Polícia Civil. Os pelicanos encurtam a distância e levam rapidamente órgãos de transplantes para pessoas que não podem esperar. A Polícia Civil possui diversos convênios, como o do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB).

A dedicação e o amor à profissão também têm os seus riscos. Os pilotos e tripulantes acabam arriscando a própria vida em defesa da sociedade. Um acidente em julho de 2001 matou os delegados Otávio Marcos Corrêa Viola Troviglio e José Maurício de Aguiar Cerciari e o investigador José Osório de Arruda Campos Rodrigues. O agente Marco Aurélio de Toledo ficou ferido gravemente e conseguiu sobreviver.

A equipe estava perseguindo um veículo na Rodovia Fernão Dias. Em uma paralela da estrada, o veículo parou e o helicóptero pousou na pista. Os policiais foram surpreendidos por tiros e tiveram que voltar rapidamente para a aeronave. No momento da decolagem, a aeronave encostou-se nos fios de alta tensão e acabou caindo em uma vala.

10 dias de solidariedade

Novembro de 2008. Santa Catarina sofre com fortes chuvas. Sessenta municípios são atingidos e 14 cidades decretam estado de calamidade pública. Mais de 1,5 milhão de pessoas são afetadas. Foi um caos em que pelo menos 135 pessoas perderam a vida, uma das maiores catástrofes daquele estado. Vieram doações e ajuda humanitária de diversos lugares. São Paulo foi um dos que se solidarizaram com a comunidade catarinense.

O SAT foi para lá, enviado pelo governo paulista, para ajudar nas buscas, resgates e no transporte de mantimentos e medicamentos. O delegado e piloto Fábio Coan Sampaio fez parte da equipe. “Foi um cenário de destruição. Foram várias situações e operações realizadas em um curto espaço de tempo. Por dia, chegamos a operar em oito, nove missões, como transporte de pessoas, de medicamentos, equipamentos”, lembrou.

Polícia Civil de São Paulo

Os helicópteros foram o principal meio de transporte, uma vez que as estradas haviam sido destruídas. Equipes médicas foram transportadas pelo ar para locais de difícil acesso. “Foi uma operação que me engrandeceu. Cresci como pessoa”, disse Sampaio, que tem mais de 20 anos de SAT.

Tecnologia no combate ao crime

A última aquisição do SAT, um helicóptero esquilo, que chegou em 2008, é uma das únicas aeronaves do país blindada que resiste a tiros de fuzil. A estrutura tecnológica impressiona. O motor é mais potente que o dos modelos anteriores, a transmissão mais resistente, além de equipamentos eletrônicos modernos que auxiliam na navegação e nas operações policiais.

A aeronave possui o sistema de “moving map”, um pequeno computador de bordo que fornece dados, mapas e cartas de rota. O SAT-5, como é chamado o helicóptero, tem equipamentos que podem ser usados em resgate, como um guincho para transporte de pessoas e objetos, um gancho para a captura de materiais, um cesto e farol de busca para a localização durante a noite. O modelo, que custou US$ 3,1 milhões, comporta seis tripulantes.

Confira o vídeo:


Clique o confira a galeria de fotos.


Fonte: Secretaria de Segurança Pública, por Elson Natário.

Fotos: Adriano Moneta.


Requisitos para seleção de Tripulante Operacional

SÍLVIO LUIZ FRANK

RESUMO

A atividade aérea aplicada à Segurança Pública é utilizada pela maioria das Polícias Militares no Brasil, apresentando-se de forma positiva no apoio das mais variadas missões em que é empregada; porém, trabalhar a bordo das aeronaves apresenta um alto grau de complexidade, por exigir a aplicação de doutrinas distintas durante sua operação, no que se refere à doutrina policial e aos procedimentos operacionais específicos para cada modelo de ocorrência em que são empregados, aliados à doutrina de segurança de vôo aplicada em grau máximo a todo instante entre o acionamento e o corte dos motores.

Além desses fatores que influenciam o vôo em um cenário externo à aeronave, alguns outros fatores notados no interior da cabine também devem ser observados com extrema cautela, pois a tripulação deve estar em uma posição que favoreça o cenário da ocorrência e tais fatos apresentam-se de forma crítica, exigindo atenção, processos de decisão e comunicação entre a equipe, no mesmo momento em que é necessária também a atenção aos rádios policiais e aeronáuticos, causando elevado estresse a todos que participam da missão.

Para o total controle desse cenário e a manutenção da segurança de vôo, os tripulantes contam com equipamentos e instrumentos para auxiliá-los, mas toda essa tecnologia exige o máximo de experiência de seus operadores, sendo necessária a atualização constante e nível de atenção diferenciado para gerenciar todos os fatores descritos para a realização de um apoio eficaz e eficiente ao pessoal em terra.

Para a realização das funções a bordo de aeronaves policiais, os tripulantes devem apresentar certos requisitos que demonstrem sua aptidão e habilidade para esse exercício.

Somente através de exames de seleção é possível identificar a competência e os talentos necessários aos tripulantes para exercer as funções a bordo de aeronaves policiais, e o objetivo desta obra e a identificação dos requisitos que devem ser aplicados para seleção dos aeronautas, a fim de colaborar com o aprimoramento constante do Grupamento de Radiopatrulha Aérea – João Negrão.

Palavras chave: Requisitos para seleção, tripulantes, competência, aptidão e habilidade


Clique e faça o download da monagrafia
(Monografia de conclusão do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais I – 2009)


O autor: Sílvio Luiz Frank é Major da Polícia Militar de São Paulo, trabalha no Grupamento de Radiopatrulha Aérea e é Comandante da Base de Radiopatrulha Aérea de Bauru. É piloto comercial de helicóptero e instrutor de voo. Já está no GRPAe há mais de 20 anos e possui larga experiência na área.


Prefeitura de Hiroshima adquiriu um AW139 para combate a incêndio e apoio em catástrofes

Japão – A Prefeitura de Hiroshima adquiriu um helicóptero AW139. Esta aeronave será utilizada para realizar missões de combate a incêndio e socorro em catástrofes. O helicóptero deverá entrar em serviço operacional em 2012. Este mesmo modelo de aeronave também foi comprado em novembro de 2010 pela Prefeitura de Saitama e em abril deste ano pela Agencia de Desastres e Combate a Incêndios.

O responsável pela região (NE da Ásia) da AgustaWestland, Andrew Symonds, disse: “Estamos orgulhosos em fornecer ao governo japonês outro helicóptero AW139, a fim de apoiar missões de emergência. Esta aquisição completa a trigésima venda do helicóptero AW139 para o Japão, um número notável para um helicóptero tão novo, confirmando a posição da AW139 como o helicóptero mais avançado em sua classe.

O AW139 foi escolhido pelo cliente depois de uma avaliação rigorosa e abrangente para garantir que ele pudesse cumprir sua exigente missão e atender aos requisitos de segurança. O AW139 da Prefeitura de Hiroshima contará com um abrangente kit “multimissão”, incluindo um sistema de combate a incêndio com tanque na parte inferior do equipamento, Bambi Bucket, radar meteorológico, farol de busca, gancho, grua de salvamento, ganchos para rapel duplo, sistema de alto-falante e pintura de alta visibilidade nas pás do rotor principal.

Os sistemas aviônicos incluem, entre outras coisas, uma câmera de FLIR e downlink de transmissão, que será instalado no Japão. Além disso, possuirá GPS e Traffic Collision Avoidance System (TCAS). O AW139 oferece elevados níveis de segurança no combate a incêndio devido ao seu excelente desempenho, principalmente em operação monomotora, redundância de sistemas e níveis elevados de resistência ao choque.

Este contrato fortalece ainda mais a presença do AW139 no mercado de helicópteros japonês, onde mais de 30 helicópteros foram encomendados por clientes, incluindo o Departamento de Polícia Metropolitana de Tóquio, Guarda Costeira do Japão, All Nippon Helicopter (NHK), TV Kansai, Policia Nacional do Japão, Prefeitura de Saitama, Bombeiros, Agência de Gestão de Desastres e Prefeitura de Hiroshima. Com pedidos para mais de 560 unidades em mais de 50 países para quase 160 clientes, o AW139 é o helicóptero biturbina médio mais vendido no mundo.

Muitos órgãos que realizam combate a incêndio, apoio a catástrofes, operações de socorro, EMS selecionaram ou já estão operando o AW139 em muitos países, incluindo EUA, Canadá, Itália, República da Coréia, China, Malásia e Austrália. O sucesso da AgustaWestland no mercado de helicópteros japonês continua crescendo com fortes vendas nos últimos anos. A AgustaWestland abriu, em 2008, uma sede de novos negócios regionais em Tóquio, em sinal de apoio ao Japão. A frota de helicópteros no Japão também é atendida por três centros de serviços que fornecem serviços de manutenção e reparação.

Esta escolha feita por Hiroshima fornece evidências do sucesso contínuo que o AgustaWestland tem tido no mercado de helicópteros japonês nos últimos anos, atendendo às exigências governamentais, comerciais e militares, oferecendo as melhores soluções e estabelecendo relações fortes com seus parceiros locais.

A AgustaWestland está empenhada em construir este sucesso, oferecendo as melhores soluções para futuras aquisições de helicópteros no Japão. A abertura da sede da empresa AgustaWestland em Tóquio terá um papel fundamental no apoio à sua expansão e presença já importante neste importante mercado.


Fonte: AgustaWestland.


Helipark é o novo centro de serviços AgustaWestland no Brasil

A AgustaWestland, uma empresa Finmeccanica, anunciou a nomeação do Helipark, em São Paulo, Brasil, como seu novo Centro de Serviços Autorizados AgustaWestland para a sua gama de helicópteros comerciais.

A nomeação do Helipark no Brasil será seguida, nos próximos meses, com a nomeação de novos Centros de Serviços Autorizados AgustaWestland em outros países da América Latina, incluindo Argentina, Chile e Colômbia, ampliando ainda mais sua rede de serviços de manutenção e suporte.

O Helipark é o maior centro de serviços da América Latina especializados em helicópteros. Suas instalações têm toda a estrutura necessária, incluindo hangares espaçosos e modernos para a realização de uma ampla gama de serviços de manutenção e suporte. Convenientemente localizado na área metropolitana de São Paulo, o Helipark é capaz de lidar com grande movimento de helicópteros, oferecendo instalações confortáveis para as tripulações e passageiros.

A rede de serviços autorizados e centros de reparação de pás da AgustaWestland superou 70 em todo o globo. Nos últimos quatro anos a AgustaWestland nomeou mais de 30 novos centros de serviços autorizados e centros de reparação de pás, expandindo sua rede e honrando seu compromisso em oferecer serviços de apoio local à sua crescente base de clientes.


Fonte: AgustaWestland.


A fabricação de helicópteros no Brasil

Em 1973 o Instituto de Fomento Industrial do Centro Técnico Aerospacial iniciou uma série de gestões visando à implantação de uma indústria de helicópteros no país. O projeto previa a constituição de uma joint venture entre uma empresa estatal brasileira e uma empresa estrangeira, cabendo à última fornecer a tecnologia. A empresa estrangeira permaneceria em condições minoritárias de capital e a empresa a ser criada não poderia apresentar déficit na balança de divisas.

Naquele momento, o mercado brasileiro apresentava dimensões relativamente reduzidas e o mercado militar se afigurava como sendo fundamental para viabilizar uma indústria de helicópteros no país. Dados de 1982 revelavam que cerca de 55% dos helicópteros em operação no mundo 23.000 em 38.000 eram militares. Por outro lado, a frota brasileira não ultrapassava a modesta casa de 130 aparelhos. No mesmo ano, voavam na França cerca de 1500 aeronaves de asa rotativa. (1)

Diversas empresas foram instadas a apresentar projetos de fabricação de helicópteros no país. As negociações prolongaram-se por 1974 e 1975. Em 1976, finalmente, a empresa estatal francesa Aeroespatiale apresentou um projeto detalhado de fabricação. Em 1977, o projeto era analisado no âmbito do CDI para o fim de concessão de incentivos fiscais.

Nessa mesma ocasião, a empresa francesa procurava um parceiro estatal, conforme exigência do Ministério da Aeronáutica, e o encontrou no Governo de Minas Gerais. O então governador Aureliano Chaves desenvolvia uma política de incentivos à criação de pólos industriais no Estado. A participação do Governo de Minas no capital de uma fábrica de helicópteros inseria-se nesse política.

Ao mesmo tempo, a Aeroespatiale obtinha a concordância dos Serviços Aerofotogamétricos Cruzeiros do Sul em participar com 10% do capital inicial.

Em abril de 1978 era constituída a Helibrás – Helicópteros do Brasil S.A., com a tendo a Societé Nationale Industrielle Aeroespatiale 45%do capital, a Cia. de Distritos Industriais de Minas Gerais e Minas Gerais Participações com 22,5% cada; a Serviços Aerofotogamétricos Cruzeiro Do Sul com 10%, totalizando 62 milhões de cruzeiros. O projeto previa a fabricação de 200 helicópteros em dez anos, chegando a 57% de índice de nacionalização, em valor, no final do período.

O CDI concedeu à Helibrás 80% de isenção de impostos de importação em julho de 1978. A extensão dos benefícios fiscais ao teto de 100% dependia de autorização do Presidente da República. Ao longo de mais de um ano o projeto permaneceu na Presidência sem solução face à oposição manifestada pelo Departamento de Pesquisa do Ministério da Aeronáutica, órgão ao qual se subordina o CTA.

O Departamento de Pesquisa alegava não estar previsto o desenvolvimento de tecnologia no país em momento algum do projeto, que se limitava à montagem no Brasil do helicóptero francês Ecureil. Além, disso o Departamento de Pesquisa pronunciava-se contra cláusulas do acordo de acionistas que julgavam inaceitáveis. Um dos pontos de discussão era o fato de o contrato admitir o voto de qualidade, ou seja, as decisões deveriam ser tomadas por unanimidade, o que equivalia a conferir ao sócio estrangeiro o poder do veto, tornando sem efeito o controle acionário nacional.

De fato o projeto da Helibrás previa a fabricação no país do Ecureil francês, com gradativa nacionalização de partes e peças, exceto as turbinas e os componentes de rádio-navegação. Não estava previsto, ainda que a longo prazo, a industrialização de aeronaves de projeto nacional ou mesmo de projeto conjunto com a empresa francesa.

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do CTA também se manifestava contrário ao projeto e aspirava trilhar novamente o caminho bem-sucedido do Bandeirante.

Em agosto de 1979, o projeto começava a sair do papel, quando o presidente da Republica assinou decreto concedendo 100% de isenção de pagamento de impostos sobre a importação de máquinas, equipamentos, partes, peças e turbinas para a produção de 200 helicópteros em dez anos.

A exposição de motivos vinha assinada pelos ministro da área econômica, João Camilo Penna, da Indústria e do Comercio, Mário Henrique Simonsen, do Planejamento, e Karlos Rischbieter, da Fazenda. Nela, os ministros afirmavam que a empresa tinha controle nacional, a nível de 55% do capital, investimento fixo de 125 milhões de cruzeiros, a preços de 1976, dos quais 49% a serem cobertos com recursos próprios da empresa, que o projeto visava à produção de 250 aparelhos Ecureil e mais 30 aeronaves Lama, que no quinto ano de operação se atingiria 57% de índice de nacionalização em valor do produto e que esse índice poderia chegar a 65,5% com a nacionalização da parte da turbina, cujo projeto se procuraria viabilizar.

O balanço global de divisas no período apresentaria saldo líquido positivo, para cuja garantia a Aeroespatiale assinara contrato com a Helibrás. O documento referia-se ainda à concessão de 80% de isenção de impostos de importação levada a efeito pelo CDI, lembrando que o representante do Ministério da Aeronáutica havia se manifestado favoravelmente. Por fim, argumentava que o projeto por seu “valor tecnológico deveria ter apoio total do Governo”. (2)

Na verdade o projeto inicial sofreu muitas modificações e adiamentos em função dos obstáculos que se interpuseram. Originalmente a Aeroespatiale pretendia fabricar no Brasil o aparelho Lama, um helicóptero antigo cujo projeto datava dos anos 50. Durante as negociações, contudo, concordou em fabricar o Eureil, seu modelo mais recente de helicóptero leve, que voara pela primeira vez na França em 1976, entrando em série cerca de um ano mais tarde.

Definido o Ecureil, batizado Esquilo, como produto básico da Helibrás, restava definir o local da fábrica. Seria naturalmente em Minas Gerais, e o mais próximo possível de São José dos Campos, o centro da indústria aeronáutica brasileira. A escolha sobre recaiu sobre Itajubá, no Sul de Minas, próxima dos dois estados.

Em 1981, a Helibrás procurou novamente o CDI, argumentando não ser possível cumprir o cronograma de nacionalização previsto no projeto original. O CDI acedeu e estabeleceu um novo cronograma de nacionalização. O ano zero deixava de ser 1979, momento da concessão de 100% de isenção de impostos de importação, e passava a ser 1981.

Até então a Helibrás apenas montava “kits” totalmente importados, segundo a primeira fase do cronograma. Em 1982, a previsão era de somente em 1991 seriam nacionalizadas as partes nobres do helicópteros, incluindo-se as pás, as caixas de redução e a cabeça do rotor, três componentes tecnologicamente complexos de um helicópteros. Continuaram sendo importadas as turbinas e os instrumentos.

O Esquilo, aeronave produzida pela Helibrás, é um helicóptero de vocação civil, o que dificultou ainda mais sua penetração no mercado militar. Sem o apoio político do Ministério da Aeronáutica, a Helibrás não conseguiu nenhuma medida protecionista, sequer de natureza alfandegária, que pudesse conferir aos seus produtos alguma vantagem com relação aos similares importados. Essas circunstâncias limitaram sua participação no mercado.

Em maio de 1987, a Helibrás havia produzido 91 aparelhos, além de um aparelho “Lama” em 1980 e três em 1981, representando uma produção total de 95 aparelhos. Naquele ano o índice de nacionalização atingia apenas 29% do valor dos aparelhos.

A Helibrás resumiu-se a um projeto de montagem de helicópteros no país. Não prevendo projetos de helicópteros no Brasil, a empresa não contou com o apoio do Ministério da Aeronáutica, através de sua política de compras e de outros mecanismos de fomento.


NOTAS:

(1) CANDAU, Jean François. Helicópteros militares. Defesa Latina, 2, (15), março/abril, 1982.
(2) Diário Oficial da União, de 20 de Julho de 1979.


Fonte: Fundação Museu da Tecnologia de São Paulo.


NOTA DO SITE:

Atualizando o artigo, nesses 35 anos de operação, 464 helicópteros Esquilo foram produzidos somente no Brasil, e 22 outros estão em fase de produção. O primeiro Esquilo produzido e entregue pela Helibras foi um HB350B para a Diretoria de Aeronáutica da Marinha, em novembro de 1979. Atualmente, 363 aeronaves Esquilo somam mais de 1.240.000 horas de voo, em operação nos segmentos civil, governamental e militar brasileiro.

Em todo o mundo já foram entregues 4.890 unidades dessa família de helicópteros, para 1.601 clientes, em 110 países. Atualmente, 4.225 aeronaves Esquilo estão em operação e foram voadas mais de 22,116 milhões de horas por toda essa frota.


Confira a matéria publicada no Poder Naval. A foto incluída neste artigo pertence ao artigo publicado no Poder Naval.


Fundamentos de um sistema de resgate aeromédico para policiais e profissionais de segurança pública

DR. ABOUCH VALENTY KRYMCHANTOWSKI
Mestre e Doutor em Neurologia

O serviço tático emergencial de resgate e primeiro atendimento ao combatente ferido em serviço não é uma entidade única, mas uma cadeia de serviços envolvendo pessoal, equipamentos e protocolos rígidos de aplicação e acionamento. Sua existência data da década de 60, quando os americanos observaram, durante a guerra do Vietnã, que o resgate do ferido, com a realização do atendimento emergencial inicial no próprio local do incidente, reduzia a mortalidade e a morbidade dos ferimentos [1],[2]. Ao mesmo tempo, nas estradas americanas, percebeu-se também que iniciar o atendimento médico, no próprio local do incidente, melhorava em muito as chances de sobrevida das vítimas.

Com o advento da subespecialidade Medicina de Desastres e Catástrofes na década de setenta, um ramo da medicina de emergência, passou-se a priorizar o início do suporte básico e/ou avançado de vida, praticado pelo próprio pessoal de combate, para se alcançar a redução da mortalidade e da morbidade das lesões. Resultados positivos foram obtidos, fato este corroborado pelas taxas progressivamente menores observadas ao longo das quatro últimas décadas, sobretudo em vítimas de lesões por projéteis de armas de fogo [3],[4],[5].

No entanto, o uso cada vez mais freqüente e inadequado de armas e munições com maior poder de destruição, como as que utilizam projéteis de alta velocidade (acima de 2000 pés/segundo) nas áreas de conflitos, inclusive civis, provocou crescimento da mortalidade das lesões a despeito dos esforços e do avanço da oferta de sistemas de resgate rápido e de abordagem, com suporte avançado de vida, a partir do momento em que ocorre o ferimento [6].

Mais recentemente, durante as guerras do Afeganistão e do Iraque, o corpo de saúde das forças armadas dos Estados Unidos em conjunto com autoridades militares desenvolveu artefatos mais eficientes de proteção balística sobre a cabeça, tronco, abdome e pélvis dos soldados, o que resultou em lesões de menor gravidade, e que atingem mais os membros superiores e inferiores, ao invés de estruturas anatômicas mais nobres localizadas no tronco, cabeça e pescoço. Isto, em conjunto com um sistema eficaz de atendimento pré-hospitalar, de remoção aeromédica rápida e objetiva (empregando unidades voadoras de tratamento intensivo) e da sistematização dos destinos de evacuação médica para centros dotados de melhor tecnologia, promoveu reversão das taxas de mortalidade de 33% na segunda guerra para 2% nos dias atuais [7].

O lastro que embasa a adoção dessas estratégias é o fato de que os pacientes criticamente feridos atendidos em um centro cirúrgico com condições mínimas de abordagem, em até uma hora após o incidente traumático, têm taxas de sobrevida significativamente maiores do que aqueles que não receberam tal presteza no atendimento, configurando o atendimento no chamado “golden time” de 60 minutos ou “golden hour” [8],[9]. Mais ainda, se o tempo de resgate em cena não ultrapassa os 10 minutos, aproveita-se também o que se denomina de “platinum time” reduzindo ainda mais a mortalidade e morbidade das lesões [8],[9],[10],[11].

No Brasil, o final da década de 80 e início da de 90 foram os marcadores cronológicos desta mudança de mentalidade. Visionários pioneiros, como o médico Cezar Galletti Jr. da Polícia Militar do Estado de SP, coordenador do Projeto Resgate, semeou a doutrina para que se passasse a atender vítimas de trauma nos grandes centros brasileiros já a partir do próprio local do evento traumático e se pudesse removê-la o mais rápido possível, estabilizada, para um centro capaz de realizar o atendimento cirúrgico. É exatamente esse fato que faz do GRPAe da PM de SP uma referência em atendimento pré-hospitalar e evacuação aeromédica.

De fato, em situações críticas como nos casos de baleados de crânio, a rápida abordagem da hipoxemia, da hemorragia cerebral, da hipertensão intracraniana e do desvio da linha média do cérebro com subseqüente compressão de áreas cerebrais pode significar, pelo menos em lesões por projéteis de baixa velocidade, como os de revólveres, pistolas, espingardas e carabinas, a diferença entre a vida e a morte do baleado.

Abordagens simples e pragmáticas, como a elevação da cabeça do paciente em 30 graus, hiperventilação com oxigênio a 100% através de tubo traqueal, oferta de fluidos e aquecimento da vítima além dos raros casos em que se administram diuréticos osmóticos para redução rápida da pressão intracraniana (seguido por monitorização hospitalar para se evitar rebote) são capazes, efetivamente, de salvar a vida dos baleados de crânio que terão suas lesões manipuladas cirurgicamente após o acesso ao hospital e podem tornar-se protocolares em serviços dedicados aos profissionais de segurança.

Infelizmente, no entanto, em lesões por projéteis que ultrapassam a velocidade de 2000 pés por segundo, como os de fuzis, a transmissão da energia cinética do projétil, levando a danos enormes nas áreas atingidas, não deixa muitas chances de atendimento, mesmo que este seja rapidamente iniciado e o paciente seja transportado a um centro terciário com todos os recursos.

Levando-se em conta que no Rio de Janeiro as armas que empregam PAFs de alta velocidade são usadas pela PMERJ e outras organizações de segurança bem como por meliantes, que o trânsito é progressivamente mais moroso e caótico, em muito, devido ao egoísmo dos motoristas de um passageiro só, e que o emprego de aeronaves permite o atendimento em 10-17 minutos na maior parte dos casos [10], torna-se justificada e necessária a existência de um sistema de resgate e evacuação aeromédico para policiais e profissionais de segurança feridos em serviço, sobretudo vítimas de tiros, na região do Rio de Janeiro.

A conscientização de todos os envolvidos, principalmente dos que atuam em vias públicas bem como de seus superiores, a reestruturação do sistema de rádios que permita verdadeira comunicação imediata entre todos e a possibilidade do emprego de aeronaves para levar socorro às vítimas bem como para transportá-las a centros terciários, tornam-se imperativas até mesmo para se obter mais empenho e tranqüilidade do policial no cumprimento de suas árduas funções. Hospitais mais bem estruturados, dotados de helipontos homologados, inclusive para pouso noturno e uma classe médica mais comprometida com o atendimento pré-hospitalar de qualidade será, certamente, um caminho melhor para atingirmos nossos objetivos.


REFERÊNCIAS BICLIOGRÁFICAS

1. Committee of Emergency Medical Services, National Academy of Sciences. Emergency medical services at midpassage. Washington, DC:National Academy of Sciences, 1978.
2. Allen R, McAfee J. Tactical Combat Casualty Care in Special Operations. In: Pararescue Medication and Procedure Handbook. USAF; 2003:1-48.).
3. Baxt WG ET AL. The impact of advanced prehospital emergency care on the mortality of severely brain-injured patients. J Trauma 1987;27:365-342.
4. Krymchantowski AV. Atendimento emergencial pré-hospitalar ao baleado de crânio. Jornal Brasileiro de Emergência. 1994;2:6-8.
5. Krymchantowski AV. Lesões por projéteis de armas de fogo. Revista Brasileira de Emergência Pré-Hospitalar e Medicina de Desastres. 1995;2:23-25.
6. Krymchantowski AV. Lesões por projéteis de alta velocidade. In: Evandro Freire. (Org.). Trauma. A Doença dos Séculos. 1 ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2001, v. 1, p. 389-402.
7. Landstuhl, uma escala entre o Iraque e a vida. O Globo, 2º edição, 19/dezembro/2004, caderno O Mundo.
8. Caroline NL. Multiple Injuries: Summary of Advanced Trauma Life Support. In: Emergency Care in The Streets. Fourth Edition. Boston:Little, Brown and Company Inc. 1991:389-400.
9. Bledsoe et al., Paramedic Care: Principles & Practice, Volume 4: Trauma Emergencies, 3rd. Ed. New Jersey:Pearson Education, Inc. 2009:322-368.
10. Ribeiro Jr C. Operações Aeromédicas no Estado do Rio de Janeiro. Relato Preliminar. Revista Brasileira de Emergência Pré-Hospitalar e Medicina de Desastres. 1994;1:8-13.
11. Campbell AE, Stevens JT, Charpentier L. Assessment and initial management of the trauma patient. In: Campbell JE (Ed). International Trauma Life Support for Pre Hospital Care Providers. New Jersey:Pearson Education Inc. 2008:27-44.

Helibras na INTERSEG 2011 – Os helicópteros da Segurança Pública

A Interseg 2011– Feira Internacional de Tecnologia, Serviços e Produtos para a Segurança Pública é o maior evento de negócios da área de segurança pública da América do Sul e o grande palco de lançamentos do setor.

Tradicionalmente a Interseg oferece aos profissionais de segurança pública uma oportunidade única para conhecer, avaliar, comparar e tirar dúvidas sobre novas metodologias e equipamentos destinados à modernização e melhor operação de suas organizações.

Em todas as suas edições, a Interseg é realizada em parceria com o Governo do Estado sede; em 2011 contou com a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Este ano, a feira aconteceu entre os dias 21 e 23 de agosto, no Riocentro.

No segmento de aviação, o único representante a mostrar aeronaves na feira foi a Helibras, empresa do ramo aeronáutico que possui 33 anos de história no país. É uma montadora nacional de helicópteros e tem capacidade de desenvolver, instalar e certificar projetos de engenharia para helicópteros, prestar serviços de manutenção, fornecimento de peças sobressalentes e treinamento de pilotos e técnicos.

É a única fabricante de helicópteros do Hemisfério Sul e líder de mercado no Brasil, oferece 12 modelos de aeronaves para todos os segmentos de mercado civil (executivo) e governamental, além de 08 modelos para o mercado militar. A Helibras provê ainda apoio a Unidades Aéreas policiais, de bombeiros, e governamentais em 22 Estados brasileiros.

EC 1340B4 – GRAer do Paraná:

Nesta edição, a Helibras mostrou 02 de seus principais helicópteros, já utilizados por instituições policiais de outros países e que agora estão começando a ganhar terreno na mesma área no Brasil, o EC 130B4 e o EC 145.

O primeiro é um modelo monoturbina leve, capacitado a transportar confortavelmente 7 pessoas incluindo 02 pilotos e capacitado para realizar os mais variados tipos de missão (multimissão) tanto de segurança pública, quanto de defesa civil.

Na feira, foi apresentado um EC 130 B4 da Polícia Militar do Paraná/GRAer, com uma solução para configuração de transporte aeromédico, especialmente desenvolvido pela Helibras e já homologado para uso no país, onde pode transportar 01 maca para paciente, 03 tripulantes incluindo médicos e enfermeiros e ainda 02 pilotos.

Na foto é possível ver a maca pata transporte aeromédico, os 2 assentos à frente dos pilotos e 4 assentos à trás, para os atendentes e tripulantes. Nessa configuração o quarto assento é opcional.

A polícia do Paraná é a primeira instituição pública brasileira a adquirir o EC 130 para uso em missões de segurança pública e hoje dispõe de 01 unidade do modelo e uma segunda está em processo de aquisição.

O EC 130 B4 também se destaca por sua ampla cabine, boa visibilidade, boa velocidade de cruzeiro, boa capacidade de carga útil e também de carga externa, agilidade e manobrabilidade e possui sistema de rotor de cauda do tipo Fenestron (embutido).

Sistema patenteado pela Eurocopter, grupo o qual a Helibras faz parte, que torna as operações mais seguras, pois por ser embutido, minimiza os riscos de ferir pessoas em solo ou obstáculos em áreas não preparadas.

EC 145 – GTA do Maranhão:

O outro modelo apresentado na feira foi o EC 145, um biturbina médio, com igual capacidade multimissão e foi apresentado em uma configuração para transporte aerotático de tropas, com capacidade para 02 pilotos e 09 policiais, entretanto, pode ainda ser disponibilizado mais um assento para tropa, totalizando 10 homens, com destaque para todos os assentos serem anti-crash.

O helicóptero é homologado para voo por instrumentos (IFR), dotado de uma aviônica moderna, além de possuir uma diversificada gama de equipamentos opcionais de última geração para os mais diversos tipos de missão, entre eles resgate, transporte aeromédico, vigilância, plataforma de tiro e observação.

O modelo também tem boa velocidade de cruzeiro, é bastante ágil, possui excelente manobrabilidade e apesar de ser de médio porte, possui dimensões reduzidas, o que facilita as operações em áreas restritas ou confinadas.

As portas traseiras de acesso à cabine também facilitam bastante o embarque de pacientes em missões aeromédicas ou de transporte de tropas. Além disso, o modelo ainda possui outras duas portas laterais deslizantes de acesso à cabine.

O modelo que esteve em exposição estática na feira é do GTA, grupamento tático aéreo da Secretaria de Segurança Pública do estado do Maranhão, e a primeira do país a adquirir o modelo. O EC 145 é utilizado hoje por instituições policiais na Inglaterra, Alemanha e França entre outros países.


Fonte: Blog Asa Rotativa, por Daniel Queiroz.

Fotos: Daniel Queiroz.


Polícia da Namíbia encomendou um EC145

O Ministério de Saúde e Segurança da Namíbia encomendou um Eurocopter EC145 para expandir as capacidades e o alcance da unidade aérea da Polícia da Namíbia (NAMPOL).

Este novo helicóptero bimotor irá complementar a frota existente da Namíbia de helicópteros Eurocopter AS350B3 Esquilos, oferecendo uma abrangente capacidade multimissão de proteção civil em um dos maiores países da África.

A fabricação do helicóptero irá começar em breve, nas instalações da Eurocopter em Donauwörth, Alemanha, onde ele será equipado com os equipamentos para aplicação da lei e de resgate aéreo. O helicóptero está previsto para ser entregue para NAMPOL em setembro de 2012.

A NAMPOL será a primeira força policial sub-sahariana a operar o Eurocopter EC145, que é um modelo líder na aplicação da lei e a nas missões de segurança ao redor do globo. Outros operadores em todo o mundo do EC145 incluem a London Metropolitan Police Authority, a Gendarmerie francesa, e numerosas forças policiais europeias e de Estados dos EUA. No Brasil, o GTA do Maranhão opera essa aeronave.

“Com suas características, juntamente com a sua manutenção simplificada, fizeram do EC145 a escolha natural para aumentar a frota de dois helicópteros monomotores AS350B3 da NAMPOL, o primeiro dos quais em serviço desde 2009”, explicou Fabrice Cagnat, CEO da Eurocopter Southern Africa Ltd. (ESAL).

“Juntos, o EC145 e AS350B3 irão fornecer à NAMPOL um desempenho inigualável na Namíbia – um país que se caracteriza por condições extremas, incluindo condições muito quente, seco e poeirento no planalto central e nas regiões do deserto.”

Com uma área quase duas vezes maior que a França, a Namíbia é um país com longas distâncias entre cidades e assentamentos, bem como uma costa e uma zona de exclusão econômica de 1,580 km de extenção rica em minerais. Isto significa que a autonomia e alcance das aeronaves são as principais considerações para a NAMPOL, que proporciona o policiamento e atividades de defesa civil em todo o país.

A NAMPOL tem contrato com a Eurocopter Southern Africa Ltd. para fornecer treinamento de conversão de tipo para o EC145 para seus pilotos e mecânicos. Esta atividade será desenvolvida na Eurocopter da Alemanha e na base ESAL, perto de Joanesburgo, África do Sul. O helicóptero será baseado e mantido na base da unidade aérea da NAMPOL Air no aeroporto de Eros, em Windhoek.


Fonte: Eurocopter


Novos comandantes de avião e helicóptero do CIOPAER/MT

Na manhã desta sexta-feira (26.08.11) o Conselho de Comandante do Centro Integrado de Operações Aéreas – CIOPAER/MT composta por todos os Comandantes de Aeronaves de Asa Rotativa (helicóptero) e Asa Fixa (avião) se reuniram para deliberar entre outras coisas sobre a ascensão profissional dos 2º Pilotos, Maj BM Aluísio Metelo Junior e Cap BM Flavio Gledson Vieira Bezerra.

Após analise de documentação e da ficha funcional dos Bombeiros Militares candidatos foi entendido por unanimidade dos membros do conselho como sendo ambos profissionais aptos para o exercício e responsabilidade da função de Piloto Comandante de Aeronave no âmbito do CIOPAER/MT.

Para ser Piloto Comandante do CIOPAER/MT, os profissionais passaram por rigoroso Curso de Formação de Piloto Privado e Comercial, banca examinadora da Agência Nacional da Aviação Civil – ANAC fins obtenção de Certificado de Habilitação Técnica – CHT, exames médicos fins obtenção de Certificado de Capacidade Física – CCF, Curso prático de pilotam, Curso de Procedimentos de Emergência e contar com no mínimo 500 horas de vôo na condição de 2º Piloto, entre outros.

O Centro Integrado de Operações Aéreas do Mato Grosso conta em seus quadros com Oficiais da Policia Militar, Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar e de Agentes e Delegados da Policia Judiciária Civil.

Na fileira de fotos abaixo vemos a esquerda o Conselho reunido, já na outra foto temos a direita o Maj BM Aluísio Metelo Junior (piloto de Helicóptero), tendo a seu lado o Cap BM Flavio Gledson Vieira Bezerra (piloto de Avião).

Confira mais fotos:


Fonte: Secretaria de Segurança Pública do Mato Grosso


Início dos treinamentos de salvamento aquático pela Polícia de Maryland/EUA

Os guarda-vidas da cidade de Ocean City, em Maryland/EUA têm uma nova ferramenta para auxiliar em ocorrências de afogamento em mar agitado: um helicóptero da Polícia Estadual de Maryland.

Um grupo de guarda-vidas experientes foram selecionados para o treinamento de operação de salvamento aquático a ser implantado com a utilização de um helicóptero da Polícia estadual.

O Capitão Butch Arbin, da equipe de guarda-vidas, disse que é a maneira mais rápida de retirar uma vítima com segurança para fora da água e levá-los de cuidados médicos quando o tempo é crítico. E, para os guarda-vidas que passaram décadas a trabalhar na areia, é uma oportunidade estimulante para treinar algo novo.

“Isso nos dá um recurso que nunca esteve disponível antes”, disse Arbin. “Se acontecer um acidente de barco no mar, ou um acidente na corrente de retorno da baía, nós poderemos realmente chegar até a vítima mais rápido.”

Seis técnicos de surf-resgate em calções de banho azul e óculos de sol passaram por um treinamento em terra, guiados por pilotos de helicóptero e paramédicos do MSP.

Guarda-vidas com nadadeiras vermelhas usavam cintos ligados a um guincho do lado do helicóptero e treinaram o içamento, exatamente como isso iria acontecer durante uma emergência real sobre a água.

Carl Hardcastle, paramédico de voo do MSP efetuou o primeiro treinamento com o guarda-vida Sargento Ryan Cowder.

Hardcastle acionou um interruptor, e Cowder passou de sentado dentro do helicóptero para pendurado no guincho, como um alpinista pendurado em um penhasco íngreme.

Quando as lâminas do helicóptero estão zumbindo e os motores estão rugindo, a comunicando por gestos com as mãos é crucial. Os pilotos ensinaram aos guarda-vidas os comandos como a forma de dizer que eles estão OK, enquanto na água (toque na cabeça), quando eles precisam ser levantadas (girando o dedo na vertical) ou quando é hora de interromper (garganta movimento barra).

Após o treinamento em terra, os pilotos embarcaram os guarda-vidas, dois de cada vez, onde praticaram resgate puxando um simulacro de vítima pela Enseada. O helicóptero tem um tempo mínimo possível para passar, pois a posição pairada exige mais potência dos motores da aeronave, disseram os pilotos.

No início deste ano, a Unidade de Aviação do MSP começou a explorar as melhores formas de implantar com sua frota de helicópteros a evacuação aeromédica em todo o estado, com o objetivo de posicionamento dos recursos onde eles são mais necessários, e para reduzir o tempo de resposta.

Como resultado, MSP decidiu enviar seu helicóptero baseado em Salisbury, chamado de Trooper 4, para operar do Aeroporto de Ocean City aos finais de semana, pois é onde os volumes de chamadas são mais elevados.

A parceria entre a unidade de guarda-vidas e sua unidade de resgate aéreo tem como espectativa de encurtar o tempo resposta e ajudar a salvar vidas, disse o tenente Walt Kerr, porta-voz da unidade de aviação.

Kerr disse que é a primeira tentativa dos helicópteros da Polícia estadual de operar com a unidade de guarda-vidas. “Estes são especialistas em água”, disse ele. “Nós não vamos nos atrever na água. Sabemos que eles fazem isso melhor”.

Segundo declarações do Sargente Brent Weingard, “Eu acho que é um ótimo programa. É apenas uma nova evolução para a Patrulha Beach. Torna uma organização ainda mais profissional, trabalhando com os melhores oficiais da polícia de Maryland. É uma oportunidade incrível. “

Confira o vídeo:


Fonte e fotos: Delmarvanow.com / Tradução e adaptação: Alex Mena Barreto / Piloto Policial


O primeiro Agente a se tornar instrutor de voo de helicóptero da Polícia Civil/SC

Florianópolis – Marco Aurélio Severino, 43 anos, 13 anos na Polícia Civil, é o primeiro agente da Instituição a concluir e ser aprovado no curso de Instrutor de Voo de Helicóptero.

A aprovação final aconteceu no dia 23/08, após 30 dias de aulas teóricas em Curitiba (PR), aprovação na prova escrita e capacitação em 10h práticas de adaptação como instrutor, realizadas em São Paulo (SP).

A formação de Marquinhos, como é conhecido no meio policial, aumenta a capacitação e a autonomia da Polícia Civil em reciclar e formar novos pilotos, atendendo à crescente demanda da Instituição. Atualmente, a Polícia Civil conta com oito pilotos de helicóptero e possui um helicóptero AS350B2, PT-HZF, denominado “Polícia 01”.

O curso, que é referência nacional, é aplicado por escolas de piloto, homologadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).


Fonte: Polícia Civil de Santa Catarina.


Paraná terá mais um helicóptero EC130 para ações policiais e de resgate

O Paraná passa a ter mais uma aeronave para ajudar no combate à violência e no socorro a vítimas de desastres naturais. A máquina é a primeira no Brasil fabricada e montada especificamente para ações de resgate e missões policiais. De acordo com o secretário estadual da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida Cesar, o helicóptero será usado em uma das cinco bases operacionais para ações de socorro, resgate, polícia e fiscalização anunciadas pelo governador Beto Richa durante o lançamento do programa Paraná Seguro, que traça diretrizes para melhorar a segurança dos paranaenses.

Segundo Almeida Cesar – que esteve no Rio de Janeiro na segunda-feira (22) para conhecer o helicóptero –, a aeronave será utilizada pelo Grupamento Aeropolicial–Resgate Aéreo (Graer), subordinado à Secretaria de Estado da Segurança Pública. Está em estudo a localização das bases operacionais, que serão distribuídas no território paranaense.

Modelo EC130, o helicóptero foi fabricado pela empresa brasileira Helibras e está exposto na 11ª Feira Internacional de Tecnologia e Produtos para Segurança Pública, no Rio de Janeiro, e chegará ao Paraná nos próximos dias. “O ingresso deste novo equipamento na estrutura da nova viação operacional da Secretaria Pública será de grande valia para o trabalho que vamos fazer no Estado, considerando que será utilizado em missões de socorro, resgate, salvamento, fiscalização e policiamento”, diz Almeida Cesar.

PIONEIRISMO – O presidente da Helibras, Eduardo Marson Ferreira, destacou o pioneirismo do Estado ao adquirir uma aeronave específica para os trabalhos policiais e de resgate. Também estavam presentes na apresentação do helicóptero o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Teodoro Scheremeta; o subcomandante-geral da PM, coronel Júlio Ozga Nóbrega; e o comandante do Corpo de Bombeiros do Paraná, Hércules William Donadelo.

De acordo com o comandante do Grupamento Aeropolicial–Resgate Aéreo, Orlando Artur da Costa, o processo de compra começou em 2009 e a licitação foi concluída em maio do ano passado, com pregão presencial. O valor pago pela aeronave foi de R$ 6,935 milhões.

MINISTÉRIO – O secretário também participa, no Rio de Janeiro, da 40ª Reunião do Colégio de Secretários de Segurança Pública (Consesp), realizada pelo Ministério da Justiça e com a participação da ministra da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Regina Mikki.

Segundo Almeida Cesar, estão sendo apresentadas propostas de lei para garantir mais segurança nos Estados que fazem fronteira com outros países. O próximo encontro será realizado em Foz do Iguaçu, daqui a dois meses.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná.


Designer da pintura do novo EC130 B4

O segundo helicóptero EC 130 B4 do Grupamento Aeropolicial-Resgate Aéreo da Polícia Militar do Estado do Paraná estava pintado com a camuflagem proposta pelo jornalista e designer gráfico Alexandre Galante, editor chefe da revista Forças de Defesa e dos sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres.

Após analisar alguns rascunhos recebidos do GRAER/PR e foi realizado um estudo de camuflagens, culminando em 3 propostas de pintura (abaixo), que foram enviadas para aprovação.

Depois de aprovada a proposta pelo alto escalão, com pequenas alterações, o pessoal da Helibras teve um grande trabalho para pintar a aeronave, mas ficou perfeita. A nova pintura, criada com o objetivo de tornar menos visível a aeronave em diversas situações em que irá operar, conseguiu um agradável efeito contrário no ambiente da feira: atraiu a atenção de todos os visitantes!

Galante recebeu os cumprimentos de militares do GRAER e foi convidado pelo Comandante Geral da PM do Paraná, Coronel Marcos Teodoro Scheremeta, a visitar o Grupamento Aeropolicial no recebimento da nova aeronave.

A próxima edição (número 3) da revista Forças de Defesa trará um “making of” completo de como a camuflagem foi idealizada, além de uma matéria sobre o recebimento da nova aeronave.


Fonte: Poder Aéreo


AS350 Esquilo se consolida como helicóptero mais utilizado em missões governamentais em todo o mundo

Frota brasileira deste modelo em atividades públicas já chega a 120 unidades em 17 estados

Com mais de 35 anos de produção mundial e 33 anos no Brasil, o helicóptero AS350 Esquilo, em suas diversas versões, consolidou-se como a aeronave mais utilizada por todas as Instituições governamentais que operam helicópteros, através de seus grupamentos aéreos policiais civis e militares, corpo de bombeiros, defesa civil, além de outras instituições como o IBAMA, consagrando-se como “ o helicóptero monoturbina multimissão de segurança pública” em todo o mundo.

Considerando todos os segmentos de mercado, o Esquilo já contabiliza mais de 22 milhões de horas voadas pelas suas quase 5.000 unidades vendidas em mais de 90 países.

No Brasil, sua vocação de aeronave de uso público foi marcada já pela primeira unidade produzida, em 1978, adquirida pela Marinha do Brasil e até hoje em atividade, realizando as mais diferentes missões como aquelas desempenhadas pela Força na Antártida. O Exército, outro operador do Esquilo com mais de 30 unidades, já ultrapassou as 100.000 horas de vôo, também em diferentes missões em todas as regiões do país.

No segmento policial, o primeiro operador de Esquilo foi a Polícia Civil do Rio de Janeiro, que iniciou suas operações em setembro de 1980, contando hoje mais de 30 anos de atividade com este equipamento.

Já o maior operador governamental brasileiro é o Grupamento de Radiopatrulha Aérea ” João Negrão”, da Polícia Militar de São Paulo, que conta com 21 unidades do Esquilo. Uma de suas aeronaves está atualmente sendo modernizada na oficina da Helibras em Itajubá.

“O AS350 Esquilo tem sido uma ferramenta imprescindível para a Polícia Militar de São Paulo, por suas características de versatilidade na operação, garantindo sua utilização em todas as regiões do Estado, inclusive nas grandes cidades, com rápida resposta para as mais diversas missões”, avalia o Comandante da unidade, Ten Cel PM Marco Antonio Severo Silva. “Sua versatilidade na operação foi decisiva para a expansão do Grupamento ao criar 10 bases no interior do Estado. Hoje, cada um dos 41 milhões de cidadãos paulistas tem 1 Águia a 15 minutos de vôo para socorro, seja para resgate ou para ação policial”, completa.

O Esquilo mais voado em todo o Brasil também encontra-se desempenhando missões de resgate pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Santa Catarina e SAMU SC. Trata-se do PT-HLU, o “ARCANJO-01”, que já soma mais de 26 mil horas de voo, executadas tanto para clientes do mercado civil como governamental.

“A parceria do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina com o SAMU no Estado, alugando esta aeronave, trouxe grandes benefícios para toda a população catarinense, pois conseguimos dar agilidade aos resgates através de deslocamentos rápidos e seguros para todas as regiões de nosso estado. Isso nos permitiu atingir 1.000 atendimentos, com 944 pessoas socorridas em apenas 18 meses de atividades”, avalia o Ten Cel BM Edupércio Pratts, Comandante do BOA/CBMSC.


Fonte: Convergência Comunicação Estratégica.


IV Semana de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos do GAvOp/CBMDF – Veja a programação

Na semana de 29 de agosto a 02 de setembro de 2011 será realizada a IV Semana de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos do GAvOp/CBMDF.

Confira a programação e participe!

 

PROGRAMAÇÃO DAS ATIVIDADES DA IV SEMANA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS


PALESTRAS SEGURANÇA OPERACIONAL


LOCAL: AUDITÓRIO TRIBUNAL DE CONTAS DO DF, PRÓXIMO AO PALÁCIO DO BURITI



Fonte: Blog Resgate Aéreo.


Laser: Um perigo que ronda a aviação em Fortaleza, CE

Adolescentes que residem em condomínios próximos ao Aeroporto Internacional Pinto Martins brincam de maneira, no mínimo, arriscada, apontando feixes de luz verde para aeronaves que se aproximam da pista de pouso.

O feixe parte de uma espécie de caneta que emite raio laser. O “brinquedo” é vendido em diversos pontos da cidade, principalmente em lojas de produtos importados e até por camelôs nas ruas do Centro.

O objeto não tem um uso definido. Por enquanto, a prática ainda não gerou nenhum acidente, mas já causou vários transtornos aos tripulantes de aeronaves comerciais e há registros desses casos no Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) do Ceará.

Riscos

A aterrissagem, segundo a coordenadora da Segurança Operacional da Infraero em Fortaleza, Cláudia Cunha, é um dos momentos mais críticos em uma operação aérea. Quando a tripulação se prepara para que a aeronave toque o solo no período noturno todas as luzes no interior dela são apagadas, para que a iluminação dos equipamentos da cabine possam ser melhor visualizados e haja uma completa visão das luzes da pista.

Os pilotos dizem que o feixe de luz verde toma toda a cabine causando uma espécie de cegueira momentânea e se mistura às luzes da pista. No ano passado ocorreram 11 contatos entre o piloto e a torre de controle por conta do fato. Este ano, até o começo do mês, foram 33.

A principal área de incidência dos raios é a cabeceira 13, cujos feixes de luzes seriam emitidos a partir dos bairros Parangaba e Montese. Dois adolescentes já foram flagrados em condomínios próximos do terminal praticando a ´brincadeira de mau gosto´. Eles não chegaram a ser punidos, mas, juntamente com os pais, foram alertados do perigo que estavam causando.

Quando ocorrem incidentes assim, as informações partem do piloto para a torre de controle e esta avisa à Ciopaer, que aciona a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops). Imediatamente, o Centro determina que viaturas do Ronda do Quarteirão tentem localizar de onde estão partindo os feixes de luz.

A “saída” encontrada pelos órgãos envolvidos no assunto será a realização de uma campanha educativa que incluirá vídeos e palestras nas escolas. Cláudia Cunha, diz que já foram iniciadas palestras em que representantes da Base Aérea de Fortaleza explicam aos estudantes o que acontece na cabine das aeronaves quando o feixe de luz incide. “Alguns alunos disseram que participavam da brincadeira mas não imaginavam os riscos disso”.

O Aeroporto Pinto Martins registra por dia uma média de 140 procedimentos entre pousos e decolagens de aeronaves comerciais. O número inclui os táxis aéreos e os voos executivos. O superintendente da Infraero em Fortaleza, Wellington Santos, ressalta a necessidade de que todas as operações ocorram dentro das regras exigidas para que a segurança dos passageiros seja mantida. Ele afirma ser preciso o interesse e o empenho de todos os setores competentes no assunto para que haja uma medida que coiba o uso de raio próximo ao aeroporto.

Só neste ano já houve três reuniões para tratar do assunto. Nelas estiveram presentes representantes da Infraero, Ciopaer, Ministério Público e do Ipem. Uma das decisões tomadas foi a confecção de um formulário que deve ser preenchido pelo piloto, onde constam local, data, hora identificação e fase do voo em que o feixe foi visto.

Alerta

O coronel PM Nirvando Monteiro, comandante da Ciopaer, demonstra preocupação especial com o caso, já que a atitude aparentemente inocente pode causar acidentes aéreos de grandes proporções. “É preciso uma solução para o problema”.

Diário do Nordeste

Helicóptero “Comandante João Donato” realiza resgate no Seringal Sossego

O helicóptero do governo do Estado foi acionado na manhã desta quinta-feira, 18, para resgatar o senhor Raimundo Moura da Silva, 55, no Seringal Sossego. Raimundo Silva sofreu um acidente ao cair de seu cavalo e em seguida foi pisoteado pelo mesmo. O fato aconteceu na tarde de quarta-feira, 17, mas somente nessa quinta-feira, a informação chegou aos órgãos de emergência e o resgate foi autorizado.

O seringal sossego fica no Ramal Espinhosa, 70 quilômetros de Rio Branco, além de mais 20 quilômetros de varadouro pela floresta. Após o acidente, o filho do senhor Raimundo Silva se dirigiu a base da Fundação Estadual de Tecnologia (Funtac) por todo o caminho a pé, até conseguir sinal de celular onde pudesse entrar em contato para pedir socorro. O helicóptero foi então autorizado a realizar o resgate com sua equipe completa às 13 horas. Assim que chegou em Rio Branco o paciente foi imediatamente levado ao Pronto Socorro pelo Samu.

“O local é de difícil acesso e foi uma operação extremamente complexa”, conta o Major Cleiton, “Até encontrar um local de pouso foi bastante difícil”. A equipe também estava acompanhada do médico ortopedista e major dos bombeiros, César Pan, que avaliou o paciente como estável, mas com rápida necessidade de exames e avaliação mais complexa. O pouso do helicóptero aconteceu no 7° BEC.

“Foi um esforço e ordem pessoal do governador Tião Viana”, revela o Comandante Albuquerque, em sua primeira missão no comando do helicóptero Comandante João Donato, “A operação foi um sucesso, além de salvar uma vida e a sensação de dever cumprido”. Por terra, a ajuda ao morador do seringal demoraria pelo menos 8 horas. O helicóptero pode chegar a qualquer ponto do estado, partindo de Rio Branco, em até 3 horas.


Fonte: Agência de Notícias do Acre, por Samuel Bryan.


BRPAe de Piracicaba completa um ano de operação

A Base de Radiopatrulha Aérea de Piracicaba, unidade de apoio ao Comando de Policiamento do Interior Nove, da Polícia Militar do Estado de São Paulo, iniciou as operações em 18 de agosto de 2010, atua como plataforma de observação e potencializando a atuação nas modalidades de Policiamento Urbano, Polícia Rodoviária e Policiamento Ambiental, além do apoio ao Corpo de Bombeiros e Defesa Civil nos casos de acidentes e catástrofes.

São Paulo - GRPAe/PM - BRPAe PiracicabaInstalada em hangar alugado, através de convênio entre a Polícia Militar do Estado de São Paulo, Prefeitura Municipal de Piracicaba e o FUNSEG – Fundo de Segurança, no Aeroporto “Pedro Morganti”, sito à Via Comendador Pedro Morganti s/nº, bairro Monte Alegre, seu efetivo conta com 20 policiais militares, entre pilotos, tripulantes e mecânicos de voo

Em janeiro de 2011, foi iniciada a construção do novo hangar da BRpAe, no aeroporto de Piracicaba, com previsão de entrega para janeiro de 2012. Com um investimento avaliado em aproximadamente quatro milhões de reais pelo Governo do Estado de São Paulo, proporcionará condições adequadas para manutenção das aeronaves e treinamento do efetivo em uma área total de 2100 m2 e possibilitará a guarda de outras aeronaves, além do helicóptero “Águia”.

Com área de atuação em 52 municípios, desde sua inauguração a Base de Radiopatrulha Aérea de Piracicaba realizou 815 missões, localizando 59 veículos, participando na detenção de 56 pessoas e apreensão de 12 armas de fogo. Nas missões em apoio ao Corpo de Bombeiros, efetuou o salvamento de 2 pessoas nas enchentes do Rio Piracicaba e o salvamento em altura de um praticante de voo livre (Asa Delta), que se prendeu na copa de uma árvore na encosta de um penhasco pelo município de São Pedro.

Localizaram os destroços da aeronave Sêneca, prefixo PT-IFS, do Aeroclube de Piracicaba, acidentada na região da serra de São Pedro, conduzindo a equipe de buscas do 16º Grupamento de Bombeiros e orientando as equipes da FAB para a chegada ao local.

Ainda em conjunto com o Corpo de Bombeiros, realizou treinamentos para condução do resgate de forma mais rápida e eficaz em locais de difícil acesso e para resgate de afogados em represas da região.

Possui um estreito relacionamento com a comunidade, participando de eventos como a Festa Aviatória de Piracicaba, realizada nas comemorações de aniversário da cidade e promovendo o Quartel Aberto ao Público, que proporciona para cerca de 200 crianças carentes e portadoras de necessidades especiais um dia de diversão e entretenimento.

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